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Plano Anual de Finanças Pessoais
Autor: Pedro Queiroga Carrilho
Ponha o Dinheiro a Trabalhar para Si!
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Kash Finanças Pessoais – Mandamentos da Poupança
Porquê um Plano Anual de Finanças Pessoais?
O planeamento financeiro é uma componente essencial
Ideias para o seu Plano Anual
para ajudar a colmatar despesas imprevistas e para
gerir a economia doméstica de forma estruturada. Este • Analise a sua folha de Cashflow,
planeamento estratégico ajuda-nos a visualizar e a com as médias de gastos por
definir objectivos de médio prazo, pois tal como uma categoria de despesa
empresa define os seus objectivos anuais, também nós • Crie o seu Orçamento Anual com
o devemos fazer. os objectivos para este ano
• Crie o seu Mapa de Rendimentos
Um plano anual de Finanças Pessoais tem duas com as suas fontes de receitas
componentes essenciais: • Defina contas bancárias para os
- O Orçamento Anual com o mapa de despesas vários objectivos de poupança
previstas para o ano vindouro; • Comece desde o início do ano a
- O Mapa de Fontes de Rendimentos onde se planeiam pagar primeiro a si
as fontes de rendimento e nos focamos na geração de • Faça a sua reunião de
capital – tão necessária nos dias de hoje. planeamento anual
• Faça-o nas próximas 48 horas
Vamos analisar cada um em mais detalhe.
Orçamento Anual
O seu Orçamento Anual tem como objectivo estimar no início do ano quais os principais gastos
que terá de forma a atribuir valores máximos para cada tipo de gasto. Desta forma saberá de
antemão, aproximadamente qual o dinheiro necessário que precisará para o ano vindouro se
tudo correr como planeia.
Tenha em conta que o objectivo do controlo das saídas de dinheiro é tornar o dinheiro real e só
quando se planeia e se mede é que pode gerir melhor as suas finanças. Ao definir um
orçamento que contemple os objectivos para o ano conseguirá precisamente isso.
O primeiro passo é ter um controlo das despesas e saber quando é que se gasta por mês nas
várias categorias de despesa. Ter uma divisão de despesas pelos gastos como Alimentação,
Habitação, Comunicações, Transportes e Veículos, Desporto, Restaurantes, Saúde e Seguros,
Educação, Impostos e Crédito, é o primeiro passo. Depois deverá extrapolar pelos vários meses
o que prevê gastar. Lembre-se que é uma estimativa, pelo que deverá deixar alguma margem
de erro.
Seguidamente apresento um exemplo de um plano individual para um jovem que faça parte da
geração mil euros:
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Plano Base
Valor Médio Mensal Planeamento 2010
Alimentação e despesas com habitação 150,00 € 1.800,00 €
Alojamento 300,00 € 3.600,00 €
Comunicações 30,00 € 360,00 €
Créditos - € - €
Despesas Saúde 15,00 € 180,00 €
Desporto 30,00 € 360,00 €
Educação - € - €
Lazer 40,00 € 480,00 €
Livros e Revistas 15,00 € 180,00 €
Outros 20,00 € 240,00 €
Portagens e Estacionamento 20,00 € 240,00 €
Restaurantes 65,00 € 780,00 €
Seguros 10,00 € 120,00 €
Transportes e Veículos 80,00 € 960,00 €
Vestuário 40,00 € 480,00 €
Total Parcial 815,00 € 9.780,00 €
Objectivos adicionais 2010
Viagem EUA 2500
Curso xpto 500
Orçamento previsto 2010 12.780,00 €
Um bom planeamento da vida financeira trás várias vantagens futuras pois o dinheiro é algo
pragmático e aritmético, onde a frieza dos números nos chama à realidade. O problema são as
emoções, sentimentos e todo o tipo de valores que atribuímos erroneamente ao dinheiro e que
comprometem a nossa saúde financeira. Investir poucas horas por mês no planeamento
financeiro, para aferir os gastos e reanalisar o plano, trará mais qualidade de vida no longo
prazo.
No exemplo acima e assumindo que poderá ter uma margem de erro de 5%, estima-se que o
orçamento necessário para o ano vindouro seja de cerca de 13.400€. Prevê-se por isso uma
média de gastos mensais de 1116€. A taxa de poupança mínima deverá ser de 111€ mensais,
que corresponde a 10% de poupança. Importante é analisar agora se conseguimos ganhar em
média 1228€ por mês. O próximo exercício, o Mapa de Fontes de Rendimento certamente
ajudará, mas também se poderá fazer uma iteração sobre o Orçamento Anual estimado e
alinhar os gastos com os nossos reais objectivos, se estimarmos que os nossos rendimentos não
chegam para as despesas.
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Mapa de Fontes de Rendimento
Porque é importante falar de fontes de rendimento? Em períodos de crise financeira, de crise
económica ou de taxas de desemprego a aumentar, torna-se essencial procurar mais do que
uma fonte de rendimento! Se uma pessoa afirma que já não consegue poupar, então a única
alternativa é ganhar mais dinheiro.
77% dos Portugueses só tem uma fonte de rendimento, sendo na sua maioria de trabalho
dependente, mas tal como nos investimentos ter apenas uma fonte de rendimento de onde
provem todo o nosso sustento é arriscado - estamos a colocar todos os ovos no mesmo cesto.
Se por alguma razão comprometermos essa fonte, estamos a arriscar gravemente a nossa
saúde financeira e estilo de vida.
Convido-o aqui a desenvolver um mapa para se focar na geração de capital, mas vamos
primeiro recordar as diferentes categorias de rendimento, os chamados rendimentos activos ou
rendimentos de portefólio / residuais:
• Um rendimento activo é aquele em que algum serviço foi prestado com base no tempo
que lhe dedicámos. Tipicamente requer muito tempo e muita energia vital para que
haja alguma compensação financeira. São exemplos os rendimentos provenientes de
trabalho dependente, pequenos negócios, comissões ou consultoria.
• Um rendimento de portefólio ou residual é o proveniente de uma renda. Habitualmente
requerem um investimento de tempo pontual (muito menos que o rendimento activo) e
pouca energia vital. Têm a característica de perdurarem durante algum tempo, sem
necessitarem de mais esforço acrescido. Exemplos disso são as rendas de casas
arrendadas, os dividendos, juros, patentes, os rendimentos de alguns mediadores de
seguros, entre muitos outros.
É ao mudar a geração de rendimentos activos para rendimentos passivos que se torna possível
e mais fácil diversificar os rendimentos. Poderá ser difícil e muito desgastante ter dois trabalhos
dependentes, mas já não será tanto ter um trabalho dependente e em simultâneo ter uma casa
arrendada, investimentos na bolsa e um livro escrito.
Muitas pessoas sentem que não conseguem diversificar as suas fontes de rendimento porque
uma já consome demasiado tempo e actividade cerebral. A dura realidade das diferentes fontes
de rendimento é que temos realmente de pensar fora da caixa. Temos de sair do ciclo da
“corrida dos ratos”, habitual nas nossas vidas de trabalho, e focar-nos em “inventar dinheiro”.
Recomendo a todas as pessoas que definam como objectivo anual, aumentar os seus
rendimentos em 10% ao ano! 10% ao ano não é muito, mas possivelmente não o conseguirá
apenas com o trabalho dependente. Estará assim a duplicar o que ganha de 7 em 7 anos.
Vamos então analisar o mapa de rendimentos, que poderá ser feito numa simples folha de
Excel, para nos focarmos na geração de capital:
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Com esta grelha poderá acompanhar os aumentos a rendimentos durante os vários anos ao
mesmo tempo que planeia várias formas de atingir o valor de facturação anual. Tal como uma
empresa define o orçamento e objectivos de facturação, também deverá definir os seus!
Votos de Boas Poupanças e Investimentos!
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