Texto a enviar a todos os movimentosobras Concílio Vaticano
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Texto a enviar a todos os movimentos/obras:
Concílio Vaticano II, Constituição dogmática sobre a Igreja (Lumen Gentium)
O sacerdócio comum e o sacerdócio ministerial
10. Cristo Nosso Senhor, Pontífice escolhido de entre os homens (cfr. Hebr. 5, 1‐5), fez do novo
povo um «reino sacerdotal para seu Deus e Pai» (Apoc 1,6; cfr. 5, 9‐10). Na verdade, os baptizados,
pela regeneração e pela unção do Espírito Santo, são consagrados para serem templo espiritual,
sacerdócio santo, para que (…) ofereçam oblações espirituais e anunciem os louvores daquele que
das trevas os chamou à sua admirável luz (cf. 1 Ped. 2, 4‐10). Por isso, todos os discípulos de Cristo
(…), dêem testemunho de Cristo em toda a parte e àqueles que lha pedirem dêem razão da
esperança da vida eterna que neles habita (cf. 1 Ped. 3,15).
O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se
diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam‐se mutuamente um ao outro; pois um
e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial,
pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo
as vezes de Cristo e oferece‐o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem
para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos
sacramentos, na oração e acção de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na
caridade activa.
João Paulo II, Exortação Apostólica sobre a vocação e a missão dos leigos (Christifideles laici)
O exercício do sacerdócio comum pelos leigos no mundo
15. O «mundo» torna‐se assim o ambiente e o meio da vocação cristã dos fiéis leigos, pois
também ele está destinado a dar glória a Deus Pai em Cristo. (…) Estes não são chamados a deixar o
lugar que ocupam no mundo. O Baptismo não os tira de modo nenhum do mundo; mas confia‐lhes
uma vocação que diz respeito a essa mesma condição intra‐mundana: pois, os fiéis leigos «são
chamados por Deus para que aí, exercendo a sua profissão, inspirados pelo espírito evangélico,
concorram para a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo
manifestem Cristo aos outros, antes de mais, pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da
sua fé, esperança e caridade».
S. João Maria Vianey (Cura d’Ars)
O sacerdócio ministerial é essencial na Igreja
«Oh como é grande o padre! (…) Se lhe fosse dado compreender‐se a si mesmo, morreria. (…)
Deus obedece‐lhe: ele pronuncia duas palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra‐
se numa pequena hóstia». «Sem o sacramento da Ordem, não teríamos o Senhor. Quem O colocou
ali naquele sacrário? O sacerdote. Quem acolheu a vossa alma no primeiro momento do ingresso
na vida? O sacerdote. Quem a alimenta para lhe dar a força de realizar a sua peregrinação? O
sacerdote. Quem a há‐de preparar para comparecer diante de Deus, lavando‐a pela última vez no
sangue de Jesus Cristo? O sacerdote, sempre o sacerdote. E se esta alma chega a morrer [pelo
pecado], quem a ressuscitará, quem lhe restituirá a serenidade e a paz? Ainda o sacerdote. (…)
Depois de Deus, o sacerdote é tudo! (…) Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no
céu». «Se compreendêssemos bem o que um padre é sobre a terra, morreríamos: não de susto,
mas de amor. (…) (citações do Santo Cura d’Ars contidas na Carta de S. S. Bento XVI, na
proclamação do Ano Sacerdotal)
Questões:
‐ Como temos vindo a tomar consciência da nossa participação no sacerdócio de Cristo?
‐ Como se manifestou nos nossos fundadores e se manifesta hoje em nós a consciência da
dignidade e da missão sacerdotal de todos os baptizados?
‐ Que esperamos de específico e insubstituível dos nossos assistentes para a animação espiritual do
nosso movimento ou obra?
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