The Global Competitiveness Report 2004 – 2005 World Economic by cometjunkie46

VIEWS: 0 PAGES: 10

									            The Global Competitiveness Report 2004 – 2005
                    World Economic Forum (WEF)
      Síntese preparada por Carlos Arruda, Rafael Tello, Diogo Lara e Ana Luiza
        Lara*, baseada nos resultados do relatório de 2004/2005 e no sumário
        executivo elaborado por Augusto Lopez-Claros, economista do World
                                  Economic Forum

Conclusão
Por mais um ano o Brasil seguiu a tendência de perda de competitividade, caindo 3
posições no ICC e 4 no ICN. Por mais um ano os fatores macroeconômicos tiveram
importância crucial na queda no ranking. Os dados de 2003 mostram problemas
graves com a taxa de juros – especialmente com o spread – e com a inflação.
Apesar das melhorias percebidas este ano, os juros reais continuam sendo dos mais
altos do mundo. A taxa de inflação, apesar de baixa, ainda é mais alta que a
existente na maioria dos países. Mesmo algumas melhorias nos indicadores, podem
não significar melhorias reais, um exemplo é a taxa de poupança interna, no GCR de
2003 o Brasil ocupava a 75a posição e passou para a 56a, no entanto, passamos por
um período com uma das menores taxas de investimento da história, inclusive
considerada insuficiente para a manutenção de taxas de crescimento 4% por vários
anos.

O relatório deste ano apresenta algumas boas notícias: o indicador “Instituições
Públicas” apresentou melhora de três posições, as empresas continuam
apresentando boa performance, o subíndice de corrupção ganhou posições no
ranking e há indícios de um adensamento das cadeias produtivas – uma maior
presença local de fornecedores de componentes e de serviços especializados.

Mesmo com essas boas notícias, a continuidade do crescimento que vem ocorrendo
este ano parece comprometida. Em parte devido a riscos externos: preço do
petróleo, aumento dos déficits dos EUA, redução do preço de commodities,
desaceleração do crescimento chinês, etc. Por outro lado devido à manutenção de
entraves ao crescimento: regulação tarifária que inibe o investimento, câmbio
desvalorizado, altas taxas de juros e spreads, políticas de contenção da demanda,
baixo gasto governamental, para citar alguns.

Os fatos acima representam um risco no curto prazo, porém o maior risco no longo
prazo é apontado pelo índice de perda de capacidade tecnológica. Existe hoje uma
combinação perversa de equipamentos estrangeiros com altos preços e
incapacidade tecnológica nacional para suprir a demanda constrangida. Isto afeta
intensamente a capacidade de aumento da produtividade de um país e reduz a
possibilidade de aumento da competitividade e do crescimento acelerado da renda.

*
    Equipe de Competitividade da Fundação Dom Cabral
Algumas medidas já foram tomadas pelo governo para tentar solucionar tais
problemas: pacotes de incentivo ao investimento, programas de apoio à exportação,
etc. No entanto, esses incentivos não parecem ser suficientes para cobrir as perdas
decorrentes do aumento dos juros e da carga tributária sobre o setor produtivo. Além
disso, a busca por controle inflacionário, apesar de necessária, deve buscar conciliar
este objetivo com outros ligados ao crescimento do emprego e da renda.

O Global Competitiveness Report vem sendo publicado anualmente pelo World
Economic Forum desde 1988. Há mais de duas décadas a instituição vem
estudando o porquê de muitos países serem capazes de manter um crescimento
econômico sustentado por longos períodos e assim melhorar o bem-estar de sua
população, enquanto outros países permanecem estagnados ou até experimentam
uma deterioração do padrão de vida de sua população. O Global Competitiveness
Report constitui uma importante fonte de informação para empresários, agências de
desenvolvimento e governos, no desafio de desenvolver a performance econômica e
melhorar a qualidade de vida da população.

Tabela Síntese das posições de alguns países nos rankings de competitividade

                          Índice de                  Índice de                    Índice de
      País              crescimento               competitividade              competitividade
                        competitivo                dos negócios                     global
                   Growth Competitiveness Index   Business Competitiveness   Global Competitiveness Index
                                                           Index
   Finlândia                    1                            2                            2
Estados Unidos                  2                            1                            1
    Suécia                      3                            4                            5
    Taiwan                      4                           17                           11
  Dinamarca                     5                            7                            3
   Noruega                      6                           20                           14
  Cingapura                     7                           10                            7
     Suíça                      8                            5                            4
     Japão                      9                            8                           10
  Alemanha                     13                            3                            6
     Chile                     22                           28                           29
    México                     48                           53                           60
     Brasil                    58                           37                           49
   Argentina                   74                           69                           75

O Global Competitiveness Report analisa este ano a competitividade de 104 países.
No estudo, competitividade é definida como a capacidade de um país de sustentar
crescimento econômico nos próximos anos e é medida por três indicadores
diferentes. O primeiro denominado de Índice de Crescimento Competitivo – ICC
(Growth Competitiveness Index) avalia as condições estabelecidas pelas políticas


                                                                                                     2
econômicas e instituições públicas de um país, como base para o crescimento
econômico dos próximos anos, associadas às condições existentes neste país para
a expansão da inovação tecnológica. Este índice que avalia a competitividade do
macro ambiente vem nos últimos anos migrando cada vez mais dos indicadores
“hard” de competitividade (infra-estrutura, por exemplo) para indicadores “soft” como
educação, número de patentes, analfabetismo tecnológico, etc.

Neste índice, a Finlândia se consolida como o país mais competitivo do mundo,
ocupando pela terceira vez nos últimos quatro anos a primeira posição no ranking. O
desempenho da Finlândia decorre da excelente maneira em que o ambiente
macroeconômico é gerenciado, a qualidade de suas instituições públicas e do seu
ambiente tecnológico.

O Brasil mantém a tendência de perda da competitividade caindo três posições no
ranking relativo, passando a ocupar o 57º lugar.

Já os EUA, apesar de ser o país mais bem colocado no subíndice de tecnologia, se
mantêm em segundo lugar devido a uma performance mais fraca no subíndice de
ambiente macroeconômico, em que aparece na 15a posição, e no subíndice de
eficiência das instituições públicas, em que aparece na 21a posição.

De uma maneira geral, o panorama mundial apresenta poucas alterações sendo que
nove dos dez países mais bem colocados neste ano são os mesmos do ano
passado. Merece destaque o avanço do Chile e Argentina neste ranking. O Chile se
consolida como o país mais competitivo da região passando a ocupar a 22a posição,
já a Argentina demonstra sinais de estabilidade macroeconômica e crescimento do
PIB e ganha 4 posições relativas, passando este ano para a 74a posição.

Em 2004, procurando melhorar a qualidade dos dados e dos indicadores, o WEF
promoveu duas modificações na construção desse índice. A primeira é inclusão de
uma pergunta na pesquisa realizada com executivos, onde se procura medir, de
forma mais acurada, o desperdício existente nos gastos governamentais. A outra
modificação se refere à utilização da uma taxa de câmbio real ponderada pelo
comércio, ao invés da utilização de uma taxa de câmbio calculada em relação ao
dólar, que levava à utilização de informações parciais e enganosas na construção do
indicador.

O segundo indicador, denominado de Índice de Competitividade de Negócios -
ICN (Business Competitiveness Index), avalia os aspectos microeconômicos de um
país, considerados a partir da análise das empresas, da estrutura de mercado e
políticas microeconômicas como base para a competitividade presente. Juntos, os
índices de crescimento competitivo (ICG) e competitividade de negócios (ICN),
procuram avaliar a capacidade de cada economia estudada de competir em
ambientes de livre mercado. Nenhuma modificação foi introduzida na metodologia do
índice, este ano. Nele, os Estados Unidos são o país mais competitivo, ocupando o
lugar que pertencia à Finlândia (que caiu para a 2a posição). Os Estados Unidos se

                                                                                  3
beneficiaram da melhoria na sofisticação do marketing, na disponibilidade de venture
capital, na intensidade da competição local, na qualidade dos fornecedores locais e
na quantidade local de fornecimentos de insumos.

O Brasil volta a apresentar perda de competitividade neste índice caindo da 34a
para a 37a posição. Esta perda relativa de competitividade no ambiente
microeconômico, que vem sendo observada deste 2000 (ver gráfico), se deve a uma
relativa piora no ambiente empresarial causada pelo custo da importação de bens de
capital (91a posição neste indicador) e pela excessiva burocracia a que estão
sujeitas as empresas (86a posição). Essas perdas não são compensadas pela
relativa melhora da competitividade das empresas (29a posição no indicador
agregado que avalia a competitividade das operações e estratégias empresariais).

Na América Latina o destaque é também o Chile, que sobe 4 posições neste índice,
passando agora para a 28a posição. O país se destaca exatamente no item em que
o Brasil apresenta deficiências – o custo de importação de bens de capital (6a
posição).

O World Economic Forum propõe este ano o retorno a um único índice de
competitividade, o Índice de Competitividade Global – ICG (Global
Competitiviness Index). Ele integra aspectos existentes no Índice de Crescimento
Competitivo e no Índice de Competitividade dos Negócios, baseando-se na
conclusão de que os aspectos macroeconômicos e microeconômicos são
interdependentes para a criação de um ambiente competitivo. Assim, não faz sentido
ter dois índices separados. Empiricamente, a criação de um novo indicador se
justifica pela alta correlação existente entre os dois índices anteriores.

Ao agregar os aspectos macro e micro econômico, o novo índice define 12 pilares
para a competitividade, cada um constituindo um subíndice:
       Instituições
       Infra-estrutura física
       Estabilidade macro
       Segurança
       Capital humano (dividido em básico e avançado)
       Eficiência dos mercados de bens e serviços
       Eficiência do mercado de trabalho
       Eficiência do mercado financeiro
       Prontidão tecnológica (technological readiness),
       Abertura e tamanho do mercado
       Sofisticação dos negócios
       Inovação

Este índice também apresenta os EUA como o país mais competitivo, com a
Finlândia em segundo lugar. O Brasil ocupa a 49a posição.




                                                                                 4
Índice de Crescimento Competitivo

Os dez primeiros colocados no ranking do Índice de Crescimento Competitivo
foram: (os números entre parênteses indicam a posição no ranking de 2003):

1. Finlândia (1); 2. EUA (2); 3. Suécia (3); 4. Taiwan (5); 5. Dinamarca (4); 6.
Noruega (9); 7. Cingapura (6); 8. Suíça (7); 9. Japão (11); 10. Islândia (8). Os
destaques gerais são o avanço da Noruega, que subiu 3 posições, e a volta do
Japão ao topo da lista.

Na América Latina, o panorama é preocupante. A maioria dos países perdeu
posições no ranking de competitividade deste ano segundo o Índice de Crescimento
Competitivo. Bolívia (98) e Peru (67) apresentaram os piores desempenhos,
perdendo, respectivamente, treze e dez posições em relação a 2003. O Paraguai é o
país pior colocado do grupo, ocupando o 100º lugar em um total de 104 economias.
A trajetória do Brasil tem sido decadente nos últimos anos, passando da 45a
posição em 2002, para a 54a em 2003 e 57a este ano. Já o México manteve sua
posição estável após crescer seis posições em 2002, constando como 48o país este
ano. Houve, no entanto, importantes exceções. O Chile foi certamente o maior
destaque, não só entre a América Latina, mas entre todas as nações em
desenvolvimento. Em 2004, o país subiu oito posições, alcançando o 22º lugar e
consolidando sua posição de liderança no subcontinente. A Argentina (74ª) também
apresentou alguma melhora após uma queda brusca de 14 posições em 2003,
quando atingiu o 78º lugar no ranking.

Por mais um ano, o Brasil perde posições no ranking do Índice de Crescimento
Competitivo (ICC), este ano o país ocupa a 57ª posição, três a menos que no ano
passado. A razão para esta queda pode ser atribuída à perda de cinco posições no
subíndice “Ambiente Macroeconômico” (o país caiu da 75ª para a 80ª posição) e de
sete posições no subíndice “Tecnologia” (queda da 35ª para a 42ª posição). O fato
positivo foi o ganho de três posições no subíndice “Instituições Públicas” (o país
subiu da 53ª para a 50ª posição). Deve-se ressaltar que os dados analisados no
relatório se referem a 2003, deste modo as melhorias recentes no cenário macro
econômico não foram captadas pelo índice. Podemos perceber como a situação no
final do ano passado, com inflação crescente e taxa de juros em 26 pontos
percentuais, afetou o desempenho do Brasil na pesquisa. O país ocupa este ano a
97ª posição no fator “Estabilidade Macroeconômica”, apresentando uma perda de
nove posições em relação a 2003-2004. Dentre os componentes de pior
classificação merecem destaque o spread da taxa de juros (101ª posição) e inflação
(93ª posição e queda de 13 posições com relação ao ano anterior). O país perdeu
vinte posições no fator “Desperdício de gastos do governo” – este ponto merece
destaque porque este ano foi obtido através de uma pergunta específica – ao
contrário dos outros anos, quando eram feitas três perguntas mais genéricas. Isto
mostra o descontentamento com a política de gastos dos governos no Brasil.


                                                                               5
A melhoria no subíndice “Instituições Públicas” mostra uma maior confiança dos
executivos nas instituições. Alguns exemplos – o ganho de nove posições no fator
“Corrupção” (o país ocupa este ano a 45ª posição) e de quatro no fator “Leis e
Contratos”, passando a ocupar a 53ª posição.

O pior resultado do Brasil com relação ao ano de 2003 é observado no índice
“Tecnologia”. A perda de sete posições mostra a incapacidade do país em gerar,
absorver e difundir novas tecnologias. O fator “Transferência de Tecnologia”, que
mede a capacidade dos países abaixo da fronteira do conhecimento, apresentou a
maior queda, quinze posições (2ª posição em 2003 e 17a este ano), demonstrando
como estamos inclusive perdendo capacidade de introduzir novas tecnologias no
país. Alguns analistas atribuem este fato à combinação câmbio desfavorável com
altas taxas de juros, que está forçando as empresas a substituírem importações. As
perdas em “Tecnologia” são preocupantes, especialmente porque é reconhecida sua
capacidade como promotora de crescimento sustentado de longo prazo.

Outros destaques do Índice de Crescimento Competitivo em 2004-2005:

   •   A Noruega saltou do nono para o sexto lugar graças à melhoria nos três
       subíndices, mas principalmente na área de instituições públicas,
       particularmente com respeito a contratos e leis.

   •   Refletindo melhorias notadamente no tocante ao ambiente macroeconômico,
       a Argentina subiu quatro posições passando para 74o lugar.

   •   A maioria dos países asiáticos permanece estável no ranking, com algumas
       pequenas melhorias como a Indonésia (de 72o para o 69o lugar) e o Japão
       (do 11o para o 9o lugar). A Coréia do Sul experimenta uma considerável
       queda (do 23o para o 35o lugar), devida principalmente a um declínio
       significante do subíndice de ambiente macroeconômico.

   •   As nações da África Sub-Saariana continuam apresentando os piores
       índices de competitividade, à exceção da África do Sul que aparece na 41a
       posição, à frente de todos os países latino-americanos com exceção do Chile.
       Botswana também se destaca das outras nações da região aparecendo em
       45o lugar no ranking graças às performances do subíndice de instituições
       públicas e do subíndice de ambiente macroeconômico.

   •   Entre os países europeus, 6 aparecem entre os dez primeiros do ranking:
       Finlândia (1o) , Suécia (3o), Dinamarca (5o), Noruega (6o ), Suíça (8o) e
       Islândia (10o). O Reino Unido destaca-se por ter saltado do 15o para o 11o
       lugar, enquanto Holanda (12o), Alemanha (13o) e Áustria (17o) mantêm as
       mesmas posições do ano passado. França e Itália apresentam queda no
       índice passando de 26o para 27o e de 41o para 47o respectivamente.



                                                                                6
Índice de Competitividade dos Negócios

Os dez primeiros colocados no ranking do Índice de Competitividade dos
Negócios foram (o número entre parênteses indica a posição no ranking em 2003):,
1. Estados Unidos (2); 2. Finlândia (1); 3. Alemanha (5); 4. Suécia (3); 5. Suíça
(7); 6. Reino Unido (6); 7. Dinamarca (4); 8. Japão (13); 9. Holanda (9); 10.
Cingapura (8). A lista apresenta dois destaques, o Japão também voltou ao topo
deste ranking. O destaque negativo foi à Dinamarca, que perdeu três posições e
ocupa hoje o 7º lugar neste ranking.

No Índice Competitividade de Negócios, o Chile também obteve uma evolução
importante, porém mais discreta que no ICC. Está na 29ª posição deste ano, em
comparação à 32ª em 2003. Em seguida, figura o Brasil (38ª), que por sua vez caiu
três posições, se distanciando do líder latino-americano. O México voltou ao patamar
de 2002 (55ª posição) após ter chegado a 47ª em 2003. A Bolívia, no 79º lugar, está
em último no grupo. Porém o retrocesso da Argentina é o que merece maior
destaque em termos de posições perdidas (10). Da 64ª posição em 2003, passou
para a 74ª em 2004.

O Brasil ocupa este ano a 37ª posição, três abaixo o ano anterior. Esta perda é
reflexo de queda de três posições no subíndice “Ambiente de Negócios” (o país
ocupa a 42ª posição), que superou o efeito positivo do subíndice “Performance
Empresarial” (o Brasil ocupa a 29ª posição, uma acima que no ano anterior). O
gráfico 1 apresenta um fato preocupante, o ambiente empresarial vem perdendo
posições desde 2001, isto mostra que as empresas estão encontrando um ambiente
mais hostil, dificultando a obtenção de vantagens competitivas, pois o Índice de
competitividade dos Negócios está acompanhando essa tendência. Uma das
possíveis razões para o destaque da performance das empresas talvez seja
resultado de um esforço realizado por elas para melhor enfrentar esse ambiente.

Algumas melhorias no índice merecem destaque: primeiramente, a presença local
de competidores (3ª posição) e de partes e componentes (14a posição) são pontos
fortes e que apresentaram melhoria no último ano (subiram 4 e 6 posições
respectivamente), também é apontado como um ponto forte a disponibilidade de
serviços especializados em pesquisa e treinamento (17a posição). Um ponto
negativo é o aumento do custo de importação de equipamentos (94a posição, 91a em
2003), algo que, como destacado anteriormente, está estimulando empresas
instaladas no Brasil – principalmente aquelas pertencentes a setores de baixa
intensidade tecnológica – a substituírem equipamento importado por nacional,
tornando mais demorado o acesso a novas tecnologias.




                                                                                 7
                    EVOLUÇÃO DO BRASIL NO ICN 1998-2004

         1998       1999      2000      2001        2002          2003          2004
    26
    28
    30
    32
    34
    36
    38
    40
    42
    44
    46
                                             Índice de Competitividade dos Negócios
                                             Índice de Performance Empresarial
                                             Índice de Ambiente Empresarial




Outros destaques do Índice Competitividade dos Negócios em 2004-2005:

•    Alguns países avançados melhoraram o posicionamento no ranking como Hong
     Kong (11o) devido a um mercado financeiro mais sofisticado e o
     desenvolvimento das práticas gerenciais, o Japão (8o) graças à melhoria da
     sofisticação do mercado financeiro como também da qualidade dos serviços
     administrativos e Portugal (33o) devido à força dos clusters. Os números entre
     parênteses correspondem à posição do país no ranking deste ano.
•    Os países avançados que caíram posições no ranking incluem a Itália (34o)
     devido à deterioração em áreas relacionadas à capacidade inovativa desse país.
•    As nações de renda per capita média que melhoraram o ranking neste ano
     incluem a Romênia (56º), a Lituânia (36º), a Eslováquia (39º), a Rússia (61º), a
     Namíbia (51º) e a Ucrânia (69º). A Romênia devido a consideráveis melhoras
     especialmente na área de sofisticação das empresas saltou 22 posições no
     ranking.
•    Entre as nações de renda per capita baixa, a Indonésia (44º) se destaca por ter
     melhorado 18 posições no ranking graças ao fortalecimento da sofisticação das
     empresas. A Índia (30º) também experimentou uma melhoria de 8 posições
     devido a fortalecimento da sofisticação das empresas e dos clusters.




                                                                                       8
Índice de Competitividade Global

Os dez primeiros colocados no ranking do Índice de Competitividade Global foram:
Estados Unidos, Finlândia, Dinamarca, Suíça, Suécia, Alemanha, Cingapura, Hong
Kong, Reino Unido e Japão.

O ICG tem um aspecto novo – leva em consideração o estágio de desenvolvimento
em que os países se encontram. O fato das necessidades enfrentadas pelos países
mudarem com o desenvolvimento dos mesmos justifica esta separação. Para fazer
isto, primeiramente os países são divididos em 3 grupos, de acordo com o
determinante das vantagens competitivas: fatores, eficiência e inovação. Os 12
pilares também são divididos em três grupos: requerimentos básicos (pilares 1 a 5,
no último buscando apenas obter Capital Humano Básico), geradores de eficiência
(pilares 5 a 10, sendo que o primeiro envolve apenaS Capital Humano Avançado) e
fatores inovativos (pilares 11 e 12). Segundo o autor do índice, o primeiro grupo
deve concentrar seus esforços em atingir os requerimentos básicos, o segundo em
melhorar os geradores de eficiência e os últimos em construir os fatores inovativos,
por isto o índice é ponderado pelo estágio em que o país se encontra valorizando
mais os fatores que ele precisa desenvolver.

Apesar da baixa pontuação nos pilares referentes a requerimentos básicos (devido
principalmente aos quesitos estabilidade macroeconômica e segurança), os Estados
Unidos são considerados o líder mundial nos fatores propulsores da eficiência e nos
fatores de inovação. Como o país se encontra no terceiro e último estágio de
desenvolvimento, os requerimentos básicos levam uma menor ponderação para a
constituição do ICG, o que faz com que graças aos outros subíndices os Estados
Unidos alcance a posição de líder. A Finlândia lidera o ranking de requerimentos
básicos, mas aparece em 6o no ranking dos fatores propulsores de eficiência (sendo
18o no subíndice de eficiência do mercado de trabalho) e 4o no ranking de fatores de
inovação. A Alemanha apesar do 6o lugar no índice geral apresenta uma pontuação
muito baixa no pilar referente à eficiência no mercado de trabalho (82o lugar). A
Suécia também apresenta problemas neste pilar (25o lugar) cujo ranking é liderado
por Hong Kong (1o) e Cingapura (2o).

O Brasil é considerado um país em transição entre o primeiro e o segundo grupos e
aparece na 49a posição no ICG. A boa posição do país é decorrente da boa posição
nos geradores de eficiência (43a posição), cujo peso é alto no valor total do índice e
nos fatores inovativos (28a posição) onde ficamos à frente de países como China,
Chile Itália e Espanha. O país se destaca em 4 pilares: eficiência do mercado
financeiro (33), abertura e tamanho do mercado (28), sofisticação dos negócios (27)
e inovação (32).

O Chile continua sendo o país mais competitivo da América Latina (29a posição),
seguido pelo Brasil (49a) e por três países da América Central: Costa Rica (53a),
Panamá (54a) e El Salvador (55a), todos à frente da Itália. O México (1a economia do
subcontinente) é apenas o 60º país na lista.

                                                                                   9
Nem mesmo a ponderação por estágio de desenvolvimento, que valoriza mais os
países que possuem uma organização mais adequada com suas necessidades,
retirou a maior parte das nações da África Sub-Saariana das últimas nas últimas
colocações do ranking do ICG.

Ao analisar a média dos valores do índice por região, verifica-se que a América do
Norte é a região mais competitiva do mundo, seguida pela Europa Ocidental e pelo
Leste da Ásia. A quarta posição pertence ao Oriente Médio e ao Norte da África. As
próximas três regiões (Europa Oriental, América Latina – com exceção do México –
sul e centro asiático) possuem índices próximos. A África Sub-Saariana aparece na
última posição.




                                                                               10

								
To top