FISIOTERAPIA AQUÁTICA ASSOCIADA A FISIOTERAPIA
CLÁSSICA NA MAL FORMAÇÃO DE ARNOLD-CHIARI I
Ana Carolina Lopes Ferreira1 ; Núbia Carelli Pereira de Avelar1; Ana Paula
Nogueira Nunes1; Clynton Lourenço Corrêa1
1. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri
(UFVJM), Diamantina, Minas Gerais.
Introdução: Arnold Chiari I (CI) é uma mal formação congênita da
porção posterior do encéfalo e corresponde ao deslocamento caudal
de mais de 3 mm das tonsilas cerebelares. Os sinais e sintomas das
CI relacionados com a compressão posterior incluem dor no
pescoço, fraqueza, nistagmo, ataxia, apnéia, disfagia, paralisia de
nervo craniano, sincinesia. Objetivo: Como não foram encontrados
artigos relacionando a doença de Arnold Chiari e fisioterapia
aquática ou clássica nestes pacientes, este estudo de caso
descritivo analisará os efeitos destas intervenções em uma paciente
com CI. Método: Foram feitas duas avaliações entre Março e Junho
de 2007, sendo realizados os testes Timed Up and Go (TUG),
Velocidade da Marcha, Subir e Descer Escadas, Escala de Equilíbrio
de Berg (EEB) e teste de força muscular manual. Foram realizadas
13 sessões, sendo que nas duas primeiras e na última a paciente foi
avaliada. O tratamento aquático e em solo visava trabalhar
deficiências dos membros superiores e inferiores e era realizado
duas vezes por semana por duas horas, sendo que uma hora foi
destinada para a cinesioterapia clássica e uma hora para fisioterapia
aquática. Análise Estatística: A análise estatística dos dados foi
realizada de forma descritiva simples. Resultados: Houve melhora
quantitativa no tempo para subir e descer escadas, sendo que para
a subida houve uma redução no tempo de 0,85 segundos com
órteses e 0,69 sem as órteses e em relação as descidas, a
diminuição foi de 0,45 segundos e 0,85 segundos com as órteses e
sem as mesmas respectivamente. Quanto ao TUG na 1ª avaliação,
a paciente realizou o teste em 17 segundos e na 2ª em 11,20
segundos. No teste VM sem órteses foi observado um aumento na
distância percorrida por segundo de 80,89% e com o uso das
órteses o aumento foi de 46,78 %. Em relação à EEB, sem as
órteses, a paciente passou de 48 pontos para 54 pontos quando
comparadas a 1ª e 2ª avaliação, respectivamente. Conclusão:
Observou-se melhoria em todos os aspectos analisados, mas são
necessários mais estudos sobre o tema para verificação da eficácia
da cinesioterapia clássica e fisioterapia aquática em CI.
Palavras-chave: Arnold Chiari, fisioterapia aquática, cinesioterapia.