Fisioterapia como intervenção precoce em recém nascidos na unidade
Document Sample


Fisioterapia como intervenção precoce em recém-nascidos na unidade de terapia
intensiva neonatal – desmistificando pré-conceitos
Môyra Aloia Romero*, Dr. Antônio Fernando Ribeiro**
*Fisioterapeuta especializada em Fisioterapia Neonatal, Aluna especial da pós-graduação da
Faculdade de Ciências Médica da UNICAMP em Saúde da Criança e do Adolescente
Departamento de Neonatologia do CAISM/UNICAMP
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) – São Paulo
** Doutor médico pediatra, chefe do departamento de Pediatria da UNICAMP
Sabendo das divergências de opiniões quanto a efetividade da fisioterapia como forma de
intervenção precoce em recém-nascidos prematuros (RNPT) e/ou de muito baixo peso ao
nascimento (MBPN), é que a presente revisão tem o intuito de discutir estudos que analisaram
o efeito da intervenção precoce no desenvolvimento motor dessa população. Trinta artigos
foram encontrados com base nesses critérios de seleção. Vinte e sete estudavam a fisioterapia
ou procedimentos fisioterapêuticos como forma de intervenção precoce. Desses, dezesseis
foram analisados profundamente quanto ao tipo de intervenção, freqüência da intervenção,
métodos de avaliação e resultados. Quanto ao tipo de intervenção, encontramos: interação
mãe-bebê, posicionamento, terapia neuroevolutiva, estimulação tátil-cinestésica, Vojta,
programa de suporte pós-alta hospitalar e variável. A freqüência da intervenção variou de
intervenções diárias na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) até visitas domiciliares a
cada 3 meses. As avaliações utilizadas foram neuromotoras, comportamentais e testes
cognitivos. Estudos utilizando estímulo para interação mãe-bebê, posicionamento em leito da
UTIN, estimulação tátil-cinestésica, programa de suporte pós-alta hospitalar e Vojta,
demonstraram benefícios para o desenvolvimento do recém-nascido. Enquanto que, de quatro
artigos de terapia neuroevolutiva, apenas um demonstrava benefício para a população
estudada, sendo atribuído o mal resultado a freqüência da intervenção (uma vez por semana,
uma vez por mês) e ao método de avaliação (comportamental e cognitiva). Sendo assim, o
presente estudo sugere que a fisioterapia atuando como intervenção precoce para RNPT e
MBPN traz benefícios para essa população; contudo, há a necessidade de mais estudos
voltados para estimulação motora isolada, de maneira intensiva e com uma avaliação efetiva.
Related docs
Get documents about "