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Deficiencia

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					Escola Secundaria de Penafiel

Curso Tecnológico de Desporto 12ºN Disciplina: POD (Praticas de Organização Desportiva) Elaborado por: Francisco Freitas nº 9 José Cruz nº 12 Nelson Martinho nº 18 Nuno Oliveira nº 19 Nuno Teixeira nº 20

Janeiro de 2008

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Deficiência Deficiência Mental Deficiência Física – Motora Deficiência Visual Deficiência Auditiva Educação Especial Conceito de integração de deficientes Actividade física para deficientes

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Deficiência A Organização Mundial de Saúde utiliza o termo deficiência para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatómica. Um deficiente é uma pessoa cuja integridade física ou mental está momentaneamente ou definitivamente diminuída, devido a uma causa congénita, por efeito da idade, de uma doença ou de um acidente, de tal modo que a sua autonomia, a sua aptidão para frequentar a escola ou desempenhar um trabalho possam encontrar-se comprometidas. Para uma pessoa portadora de uma deficiência aplica-se a expressão pessoa com deficiência. Actualmente o termo deficiente é considerado como inapropriado, e promove o preconceito em detrimento do respeito ao valor integral da pessoa.

Deficiência Mental É o nome dado à caracterização dos problemas que ocorrem no cérebro, e leva a um baixo rendimento cognitivo, mas que não afectam outras regiões ou funções cerebrais. A criança com deficiência mental tem as funções intelectuais situadas abaixo dos padrões considerados normais para a sua idade, e em consequência, pode apresentar dificuldades no desenvolvimento e comportamento adaptativo. A deficiência mental resulta, quase sempre, de uma alteração na estrutura cerebral, provocada por factores genéticos, na vida intra-uterina, ao nascimento ou na vida pósnatal. O grande desafio para os estudiosos dessa característica humana é que em quase metade dos casos estudados essa alteração não é conhecida ou identificada e quando analisamos o espectro de patologias que tem a deficiência mental como expressão de seu dano nos deparamos com um conjunto de mais de 200 doenças. Deficiência Física – Motora É o nome dado a caracterização dos problemas que ocorrem no cérebro ou sistema locomotor, e levam a um mal funcionamento ou paralisia dos membros inferiores e/ou superiores. Aos que estão paralisados só nos membros inferiores dá-se o no de Paraplégicos, aos que estão paralisados nos membros inferiores e superiores dá-se o nome de Tetraplégicos. A deficiência física pode ter várias etiologias, entre as principais estão os: factores genéticos, factores virais ou bacteriano, factores neonatais, factores traumáticos (especialmente os medulares). Os portadores de necessidades especiais de ordem física ou motora necessitam de atendimento fisioterápico, psicológico a fim de lidar com os limites e dificuldades decorrentes da deficiência e simultaneamente desenvolver todas as possibilidades e potencialidades.

Deficiência Visual O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congénitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ou cirúrgico e uso de óculos convencionais. A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).

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Deficiência Auditiva Deficiência auditiva é a incapacidade parcial ou total de audição. Pode ser de nascença ou causada posteriormente por doenças. No passado, costumava-se achar que a surdez era acompanhada por algum tipo de défice de inteligência. Entretanto, com a inclusão dos surdos no processo educativo, compreendeu-se que eles, em sua maioria, não tinham a possibilidade de desenvolver a inteligência em virtude dos poucos estímulos que recebiam e que isto era devido à dificuldade de comunicação entre surdos e ouvintes. Porém, o desenvolvimento das diversas línguas de sinais e o trabalho de ensino das línguas orais permitiram aos surdos os meios de desenvolvimento de sua inteligência. Actualmente, a educação especial é uma realidade em muitos países. Facto ressaltado na Declaração de Salamanca que culminou com uma nova tendência educacional e social.

Educação Especial É o ramo da Educação, que ocupa-se do atendimento e da educação de pessoas com deficiência em instituições especializadas, tais como escola para surdos, escola para cegos ou escolas para atender pessoas com deficiência mental. A educação especial realiza-se fora do sistema regular de ensino. Nesta abordagem, as demais necessidades educativas especiais que não se classificam como deficiência não estão incluídas. A educação especial é uma educação organizada para atender específica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais. Algumas escolas dedicam-se apenas a um tipo de necessidade, enquanto que outras se dedicam a vários. O ensino especial tem sido alvo de críticas, por não promover o convívio entre crianças especiais e as demais crianças. Por outro lado, a escola direccionada para a educação especial conta com materiais, equipamentos e professores especializados. O sistema regular de ensino precisa ser adaptado e pedagogicamente transformado para atender de forma inclusiva. Educação especial denomina tanto uma área de conhecimento quanto um campo de actuação profissional. De um modo geral, a educação especial lida com aqueles fenómenos de ensino e aprendizagem que não tem sido ocupação do sistema de educação regular, porém tem entrada na pauta nas últimas duas décadas, devido ao movimento de educação inclusiva. Historicamente a educação especial vem lidando com a educação e aperfeiçoamento de indivíduos que não se beneficiaram dos métodos e procedimentos usados pela educação regular. Dentro de tal conceito, inclui-se em Educação Especial desde o ensino de pessoas com deficiências sensoriais, passando pelo ensino de jovens e adultos, até mesmo ensino de competências profissionais. Entre os profissionais que trabalham ou actuam em educação especial estão: educador físico, Professor, Psicólogo, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo e Terapeuta ocupacional.

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Conceito de integração de deficientes O conceito de integração surgiu em primeiro lugar nos países nórdicos nos anos 40 do século XX. O conceito para Bank-Mikkelsen na Dinamarca consistia em proporcionar, às pessoas portadoras de deficiência mental uma vida tão próxima do padrão usual quanto possível. Em 1969, o sueco Bengt Nirj, definiu o conceito de integração como “a introdução na vida diária do subnormal de modelos e condições tão parecidas quanto possível às consideradas habituais na sociedade”. Na década de 70 o conceito espalhou-se por toda a Europa e América do Norte. No Canadá, Wolfensberger publica em 1972, o primeiro livro sobre o conceito de integração. Define este conceito como “o uso dos meios normalizantes do ponto de vista cultural, para estabelecer e/ou manter comportamentos características pessoais o mais normalizante possível”. Este conceito é mais abrangente pois pode aplicar-se a outros tipos de deficiência, e coloca ênfase tanto nos meios como nos objectivos de integração. Para a National Associaton of Recorded Citizens, dos EUA (ANARC), “a integração consiste na oferta de serviços educativos que se põe em prática mediante a disponibilidade de uma variedade de alternativas de ensino e de classes, que são adequadas ao plano educativo, para cada aluno, permitindo a máxima integração institucional, temporal e social entre alunos deficientes e não deficientes durante a jornada escolar normal”. Com base nestas novas concepções, o movimento de integração foi, progressivamente, chegando a outros países onde os sistemas educativos se organizam com o objectivo de acolher todos os alunos, mas com ritmos diferentes e de acordo com modelos diversificados. Os aspectos económicos, sociais e culturais influenciaram significativamente as opções neste domínio. Actividade física para deficientes Desde sempre que em todas as sociedades existiram cidadãos deficientes, com características, atitudes e comportamentos diferenciados dos demais. Nas eras mais antigas, este tipo de pessoas eram abandonadas pela sociedade. Só muito recentemente é que se verificou uma preocupação e uma intervenção dos diversos organismos e entidades internacionais e nacionais sobre esta temática. É mostra disso a carta internacional da Educação Física e Desporto, imanada pela UNESCO, em 1978: “A Unesco estabelece que a pratica da educação física é um direito de todos e que os programas devem dar prioridade aos grupos menos favorecidos no seio da sociedade”: Em 1982, a Assembleia Geral das Nações Unidas adoptou o Programa Mundial de Acções relativo às pessoas deficientes para a década de 1983/1992, onde o primeiro artigo referencia o seguinte: “Tem como objectivo a efectivação de medidas que visem a prevenção de deficiência, a reabilitação e a realização dos fins da total participação das pessoas deficientes na vida social e no desenvolvimento e a da igualdade de oportunidades”. Apesar de existir todo um conjunto de recomendações e legislação sobre esta população, ainda há um longo caminho a percorrer. A escolha de um desporto para o deficiente, depende em grande parte das oportunidades oferecidas, da condição económica para a selecção de determinado desporto, da aptidão do deficiente ou da falta de condição do próprio, tendo em vista o grou de sua deficiência. O deficiente é carente e traz consigo uma serie de “nãos”, que lhes são impostos no dia-a-dia. Ficam neles retidas as capacidades de pensar, sentir e agir. É preciso dar a esse aluno deficiente plenas capacidades de desenvolver suas capacidades criativas e espontâneas.

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