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Projecto_educativo_0809

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					Ano Lectivo 2008/2009

Projecto Educativo

Projecto Educativo – Ano lectivo 2008/2009

Índice
1. 2. Introdução ......................................................................................................................................... 3 Caracterização do meio .................................................................................................................... 4 2.1. Enquadramento geográfico....................................................................................................... 4 2.2. Caracterização da Escola .......................................................................................................... 7 2.2.1. Caracterização física......................................................................................................... 7 2.2.2. Recursos humanos ............................................................................................................ 9 2.2.3. Área Pedagógica ............................................................................................................. 16 2.2.4. Oferta Curricular ............................................................................................................ 16 2.2.5. Recursos Pedagógico-Didácticos ................................................................................... 16 2.2.6. Serviços de Acção Social e Escolar ............................................................................... 17 2.2.7. Plano de segurança ......................................................................................................... 18 2.2.8. Estrutura da Escola ............................................................................................................... 18 3. Princípios orientadores ................................................................................................................... 19 3.1. Linha gerais de actuação ........................................................................................................ 20 3.2. Prioridades a valorizar nesta escola: ...................................................................................... 21 3.3. Objectivos e indicadores de medida ....................................................................................... 22 3.3.1. Objectivos gerais ............................................................................................................ 22 3.3.2. Objectivos gerais do CNO.............................................................................................. 23 3.3.3. Metas e indicadores de medida ...................................................................................... 23 3.4. Instrumentos de planeamento e operacionalização ................................................................ 24 3.5. Linhas de acção ...................................................................................................................... 25 3.5.1. Opções organizativas ...................................................................................................... 25 3.6. Avaliação das aprendizagens dos alunos................................................................................ 26 3.6.1. Escala de Avaliação: menções qualitativas e respectivas percentagens......................... 26 3.6.2. Perfis de retenção/progressão nos anos não terminais de ciclo ...................................... 27 3.6.3. Critérios de transição nos anos terminais de ciclo ......................................................... 27 3.6.4 Obrigatoriedade de informação dos critérios de avaliação……………………………28 4. Alunos com necessidades educativas especiais.............................................................................. 28 5. Clubes e Projectos .......................................................................................................................... 31 5.1. Clube da Matemática .............................................................................................................. 31 5.2. Clube Jornal Escolar............................................................................................................... 32 5.3. Clube da Protecção Civil ........................................................................................................ 32 5.4. Clube da Saúde ....................................................................................................................... 33 5.5. Projecto Comenius ................................................................................................................. 33 5.6. Desporto Escolar .................................................................................................................... 35 5.7. Biblioteca/centro de Recursos Educativos ............................................................................. 35 5.8. Núcleo Museológico............................................................................................................... 36 5.9. Clube de Teatro ...................................................................................................................... 37 6. Avaliação do Projecto Educativo ................................................................................................... 37 7. Conclusão ....................................................................................................................................... 39

Escola Secundária/3 de Alpendorada

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1. Introdução
O Projecto Educativo da Escola (PE) pressupõe uma escola enquanto organização, com identidade própria e capacidade de se auto-organizar. Por isso, a participação é encarada no projecto como um processo quotidiano, parte integrante da democracia da organização da escola, mas também como instrumento de envolvimento e co-responsabilização de toda a comunidade educativa, considerando que esta é constituída por todos os seus elementos que se relacionam directa ou indirectamente com a educação das crianças e jovens. O PE constitui-se a partir de referências universais que dizem respeito à dignidade e singularidade da pessoa humana e a princípios e direitos consignados na Constituição da República Portuguesa, e tendo presente a Lei de Bases do Sistema Educativo, Lei nº 46/86, de 14 de Outubro (LBSE) e vínculos derivados de Convenções e/ou Declarações de Direito Nacional e Internacional. De acordo com a LBSE, “ é da responsabilidade do Estado promover a democratização do ensino, garantindo o direito a uma justa e efectiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolares”, tornando segura a autonomia da escola, especificando procedimentos dos professores e seus órgãos de gestão, aumentando a sua responsabilidade sobre o seu próprio trabalho e implicando a participação da comunidade local, na definição e controlo da política educativa. A elaboração do PE é vista, essencialmente, como uma actividade de planeamento da organização da escola. Traduz-se num conjunto de medidas de política educativa da escola que serve de base a um plano de acção onde é especificado o que deve ser feito, quando, como e por quem. Como plano de desenvolvimento constitui um plano estratégico que serve de base à programação anual do currículo, incluindo afectação de recursos (materiais, humanos e financeiros), execução de actividades de ensino-aprendizagem e sua avaliação. A especificidade das escolas, a diversidade do seu público escolar e das formas pelas quais é possível assegurar o cumprimento dos grandes objectivos nacionais para a educação, expressos na LBSE, permitem a capacidade para definir uma política educativa em campos decisivos. A saber: • • • • • • • Organização dos recursos financeiros e materiais; Gestão dos tempos e espaços escolares; Organização e desenvolvimento curricular; Formação do pessoal; Circulação da informação e promoção de formas de participação; Orientação e acompanhamento dos alunos; Articulação com a comunidade;

A tradução da política educativa atrás referida consiste num controlo estabelecido entre os diferentes parceiros da comunidade educativa, tendo em vista atingir metas comuns. A escolha dessas metas resulta duma reflexão e análise sobre a escola e o meio onde está inserida, dos seus problemas e expectativas e dos recursos existentes ou mobilizáveis.
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As metas propostas neste PE derivam de princípios e valores educativos partilhados pela comunidade educativa e traduzem-se numa política a curto prazo para a escola, devido ao facto do Conselho Geral, eleito neste ano lectivo em curso, assumir um carácter transitório, pelo que terá a duração de um ano. A operacionalidade desta política educativa faz-se, através do Projecto Curricular de Escola, Regulamento Interno, Plano Anual de Actividades e Projectos Curriculares de Turma.

2. Caracterização do meio
2.1. Enquadramento geográfico
A Escola Secundária com 3º ciclo de Alpendorada, criada em 2005, entrou em funcionamento no início do ano lectivo de 2005/2006, em instalações definitivas sitas no Lugar da Granja, freguesia de e Alpendorada Matos, a e 16 Matos, concelho de Marco de Canaveses. Alpendorada quilómetros da sede do concelho e a 45 do Porto é rodeada pelos rios Tâmega e Douro e pelos Monte Arados, também chamado de S. Tiago, ou Ladário, e o monte Moirinte. Esta península confronta, a norte e nascente, com as freguesias de Favões, Ariz e Magrelos; a poente, com Várzea do Douro e Torrão; e a sul com o rio Douro e a norte com o rio Tâmega. O Tâmega separa-a de Rio de Moinhos, pertencente ao concelho de Penafiel (Figura 1). A escola é delimitada a Sul pela pelo parque florestal da Junta de Freguesia.
Figura 1

estrada nacional, a Oeste pelo parque de estacionamento, a Este por estrada municipal e a Norte

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•

Caracterização sócio-económica
Tabela 1

Informações gerais da freguesia de Alpendorada e Matos Área População Residente Densidade populacional 10.54 km2 4 858 habitantes 460 hab/km2

•

Caracterização da Freguesia o o Orago: S. João Baptista Actividades económicas: Extracção e preparação de granito, construção civil, indústria têxtil e agricultura o o Feiras: Mercado quinzenal aos sábados Festas e Romarias: S. João Baptista (Junho), S. Miguel, Senhora da Silva (Agosto) e S. Sebastião o Património cultural e edificado: Igreja matriz, convento de Alpendurada, Capela de S. Sebastião, Castro de Arados, Memorial de D. Sousinho Álvares, campa medieval de granito e Casa de Vilacetinho o o o Outros locais de interesse turístico: Barragem e Albufeira do Tâmega Artesanato: Peças decorativas em granito e tecelagem Colectividades: F. C. Alpendorada, ARCA- Associação Recreativa Cultural de Alpendorada, Rancho Folclórico S. João Baptista de Alpendorada, Clube de Caça, Clube de Pesca e desportos Náuticos, Clube de Atletismo CIAA e Fanfarra Juvenil de Alpendurada Portuguesa. Em Alpendorada trabalha-se e vive-se, principalmente, da e Delegação da Cruz Vermelha

pedra extraída do solo granítico. A exploração e transformação de granitos, tem mais de um século de sucesso económico. As obras escolares do Estado Novo na década de 40, os esteios para as vinhas, a Ponte Duarte Pacheco em Entre-os-Rios, várias igrejas e o Palácio da Justiça no Porto, representam algumas das muitas obras que utilizaram granitos extraídos desta localidade. Alpendorada tornou-se por esta via, sinónimo de bom granito para construção (Figura 2). Outrora, a pedra era carregada em valentes barcos rabelos
Figura 2. Monumento ao pedreiro no centro de Alpendorada

pelo Rio até à Foz do Douro. Hoje em dia, estas pedras são transportadas, essencialmente, por camiões. Actualmente, outros ramos industriais estão a instalar-se na região, designadamente na
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área das confecções por causa da abundância de mão-de-obra feminina e a construção civil. A agricultura é residual, apesar de se notar que foi muito importante em tempos passados. Os campos já só são trabalhados como complemento das economias familiares. As quintas produtoras das melhores marcas de vinho são a excepção. O comércio local responde com qualidade e variedade às necessidades correntes do consumo diário constituindo o mercado semanal de Alpendurada um bom abastecedor de quase tudo quanto a população precisa.

•

História e locais de interesse turístico O topónimo de Alpendorada advém da sua posição topográfica, pois encontra-se em grande

declive, como que suspensa, pendurada sobre o rio Douro, nas faldas do monte de Santiago de Arados. As terras de Pendorada, foram também terras de São Bento, quando por iniciativa do clérigo Velino, abade de Sabina, se fundou o Mosteiro de Alpendurada (Figura 3), nos meados do século XI.

Figura 3. Covento de Alpendorada

Em 1123, foram doados ao mosteiro várias herdades. No mesmo ano D. Teresa, elevou-o à categoria de Couto. D. Afonso Henriques confirmou esta isenção fiscal e administrativa, em 1132. No reinado de D. João I, o abade Afonso Martins já tinha prestígio e poder para ser nomeado Capelão da Corte e Conselheiro do Reino. Durante todo esse tempo, a vida monacal andou ligada à família de D. Moninho Viegas e às lendas trágicas dos amores, das vinganças e das promessas por cumprir. De todas as construções primitivas do convento, hoje, nada resta, excepto a memória da obra ogival do claustro, representada por uma pequena inscrição gótica de granito, disposta entre duas esculturas em alto relevo, que figuram, parece, o abade e o arquitecto edificadores do convento. Sobreposta a esta inscrição, fica uma outra, e ambas estão hoje fixadas na parede da sacristia, contígua à igreja.

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Alpendorada, com o Convento e Igreja, com o Castro, com o Memorial, com a Campa Medieval (Figura 4) e principalmente com a paisagem entre albufeiras é um dos mais importantes destinos para o turismo cultural da região. A Junta de Freguesia tudo tem feito para preservar este rico património ou pelo menos para o divulgar. Neste aspecto tem sido positivamente auxiliada pela dinâmica do associativismo local. Fruto dessa acção conjunta e persistente, no ano de 1998 mais de 15000 visitantes vieram até ao Convento de Alpendurada ou utilizaram o Salão de Festas de Vilacetinho para os mais variados eventos sociais e culturais.
Figura 4. Campa medieval de granito

Alpendorada tem uma vida associativa onde se pratica e aprende quase tudo, desde música e inglês, ao futebol com o Futebol Clube de Alpendorada, às actividades desportivas e culturais organizadas pela A.R.C.A., ao Rancho Folclórico, ao Ginásio Clube, ao Clube de Caçadores, ao Clube de Pesca e Náutica, ao Clube de Atletismo Independente, aos Amadores de Pesca, aos amantes do Ciclismo até aos Zés Pereiras do agrupamento de José Soares.

Figura 5. Castro de Arados

2.2. Caracterização da Escola
2.2.1. Caracterização física
O edifício escolar é constituído por dois blocos de dois pisos (A e B) e um pavilhão gimnodesportivo. Existem alguns espaços verdes, um parque de estacionamento no exterior para uso da comunidade escolar. Todo o espaço escolar é delimitado por um muro e gradeamento. A escola possui dois acessos, tendo, no principal, porteiro durante o dia.

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Bloco A:
Tabela 2

1º Piso • • • • • • • • Conselho Executivo Serviços Administrativos Recepção Papelaria Bufete/bar Sala de Anfiteatro Sala de convívio dos alunos Cantina

2º Piso • • • • • • • • Sala de Professores Sala de reuniões Biblioteca Reprografia 8 Salas de aula Sala de Primeiros socorros Salas de trabalho e Seminário Sala de apoio a alunos com necessidades especiais educativas

•

Sala Turma

de

Directores

de

•

Sala de material didáctico

• Bloco B:

Sala de Associação de Pais

•

Sala do CNO

Tabela 3

1º Piso • • • Laboratório de Química Laboratório de Física Laboratório de Ciências

2º Piso • • • 6 Salas de aula Laboratório de Matemática Laboratório de Línguas

Experimentais • Laboratório Naturais • Câmara Escura • 2 Salas de T.I.C. arrumos (com de de Ciências • Sala de Desenho

escritório,

informática e laboratório) • Arquivo de Material técnico • 2 Arrecadações de material didáctico • Sala de Educação • Área técnica

Tecnológica • • • Oficina 1 Sala de aula 2 Arrecadações gerais
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Em todos os blocos existem arrecadações, instalações para funcionários, WCs e WCs adaptados e acessos próprios a pessoas com multideficiências.

2.2.2. Recursos humanos
o Alunos

Frequentam a escola um total de 715 alunos distribuídos por 33 turmas.

Tabela 4. População escolar do 3º Ciclo

Ano de escolaridade 7º ano 8º ano 9º ano CEF Total

Nº alunos 72 87 83 30 272

Nº de turmas 3 4 4 2 13

Tabela 5. Número de alunos inscritos no 7º ano de escolaridade

Turma Nº de alunos

7ºA 26

7ºB 22

7ºC 24

Tabela 6. Número de alunos inscritos no 8º ano de escolaridade

Turma Nº de alunos

8ºA 20

8ºB 22

8ºC 18

8ºD 27

Tabela 7. Número de alunos inscritos no 9º ano de escolaridade

Turma Nº de alunos

9ºA 25

9ºB 20

9ºC 19

9ºD 19

Tabela 8. Número de alunos inscritos nos Cursos de Educação e Formação

Turma

1A
(CEF - Serviço de mesa e bar)

2A
(CEF – Jardinagem e Espaços Verdes)

Nº de alunos

15

15
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Tabela 9. População escolar do Ensino Secundário

Ano de escolaridade 10º ano 11º ano 12º ano Cursos EFA Secundário TOTAL

Nº alunos 175 129 103 36 443

Nº de turmas 9 5 4 2 20

Tabela 10. Número de alunos inscritos no 10º ano de escolaridade

Turma 10ºA - Línguas e Humanidades 10ºB - Línguas e Humanidades 10ºC - Línguas e Humanidades e Artes Visuais 10ºD - Ciências e Tecnologias 10ºE - Ciências e Tecnologias 10ºF - Ciências e Tecnologias 10ºG - Ciências e Tecnologias e Línguas e Humanidades 10º H – Curso Técnico de Contabilidade 10º I – Curso Técnico de Contabilidade

Nº de alunos 16 21 21 24 22 22 21 14 14

Tabela 11. Número de alunos inscritos no 11º ano de escolaridade

Turma 11ºA - Línguas e Humanidades 11ºB – Ciências Sócio-Económicas 11ºC – Artes Visuais 11ºD – Ciências e Tecnologias 11º E – Ciências e Tecnologias

Nº de alunos 21 26 25 28 29

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Tabela 12. Número de alunos inscritos no 12º ano de escolaridade

Turma 12ºA - Ciências Sociais e Humanas 12ºB - Ciências e Tecnologias 12ºC - Ciências e Tecnologias 12º D - Curso Técnico de Turismo

Nº de alunos 26 27 30 20

Tabela 13. Número de alunos inscritos nos cursos EFA secundário.

Turma A B

Nº de alunos 18 18

o

Alunos – Apoios económicos

Tabela 14. Apoios económicos para o 3º Ciclo

Ano escolaridade 7º ano 8º ano 9º ano

de Escalão A

Escalão B

Escalão C

Sem apoio do SASE

33 43 34

25 28 23

4 0 2

10 16 24

Tabela 15. Apoios económicos para os Cursos de Educação e Formação

Escalão A Turma 1º A 2º A 9 9

Escalão B

Escalão C

Sem apoio do SASE

2 4

0 0

4 2

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Tabela 16. Apoios económicos para o Secundário

Ano escolaridade 10º ano 11º ano 12º ano

de Escalão A

Escalão B

Escalão C

Sem apoio do SASE

72 50 30

55 35 36

12 12 5

36 32 32

o

Pessoal docente

Universo: 87 docentes.

Os docentes estão agrupados em 4 Departamentos Curriculares que englobam diferentes grupos disciplinares: Departamento de Línguas – Português, Inglês e Francês; Departamento de Ciências Exactas – Matemática, Física e Química, Biologia e Geologia, Informática e Ciências Agropecuárias; Departamento de Expressões – Educação Tecnológica, Educação Física e Artes Visuais; Departamento de Ciências Sociais e Humanas – História, Geografia, Filosofia, Economia e Contabilidade e EMRC.

Tabela 17. Distribuição dos docentes por grupo disciplinar

Grupo 200-Português e estudos sociais/História 290-E.M.R.C. 300-Português 320-Francês 330-Inglês 400-História

Q.E. 1

Q.Z.P. ___

Contratados ___

___ 1 ___ 3 ___

___ 3 ____ 1 1

2 8 1 2 4

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410-Filosofia 420-Geografia 430-Economia e Contabilidade 500-Matemática 510-Física e Química 520- Biologia e Geologia 530-Educação Tecnológica 550-Informática 600-Artes Visuais 620-Educação Física 560- Ciências AgroPecuárias Técnicos Especializados TOTAL

___ ___ ___

___ 1 1

5 4 1

1 1 ___ ___ ___ ___ 1 ___

1 1 ___ ___ ___ 3 ___ ___

9 7 9 1 2 1 6 1

___ 8

___ 12

4 67

Verifica-se uma clara predominância de professores a contrato o que se traduz na pouca estabilidade do corpo docente. Para os docentes é importante investir na formação de qualidade, adequada às reais necessidades da prática pedagógica e de actualização científica, nomeadamente com acções no domínio dos seus grupos disciplinares.

De acordo com as necessidades de funcionamento da escola, o plano de formação de docentes deverá incidir sobre as seguintes áreas: Utilização das TIC no processo de ensino/aprendizagem; Quadros interactivos; Ensino especial; Combate ao abandono escolar; Trabalho pedagógico e sucesso dos alunos; Educação para a saúde; Avaliação do desempenho docente; Actividades de formação que incidam sobre conteúdos de natureza científico-didáctica relacionados com as áreas curriculares leccionadas.
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o

Pessoal não docente

Universo: 20 funcionários.
Tabela 18. Distribuição dos funcionários por serviço

Pessoal não docente

Total

Assistentes de administração escolar

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Auxiliares da acção educativa

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Para o pessoal não docente é importante investir na formação de qualidade e de acordo com as necessidades de funcionamento da escola, o plano de formação do pessoal não docente deverá incidir sobre as seguintes áreas: Educação para a saúde; Prevenção e primeiros socorros; Educação para a cidadania; Ensino especial; Utilização das TIC; Segurança nas escolas; Actividades de formação que incidam sobre as competências e funções inerentes à sua actividade profissional. Associação de estudantes

o

Nesta escola, a associação de estudantes encontra-se em fase de constituição. Como organismo exclusivamente constituído e eleito por alunos a associação de estudantes poderá ter uma intervenção significativa na vida da escola. Por isso deve ser apoiada e dinamizada de modo a tornar-se: No veiculo fundamental das aspirações e interesses dos alunos; No elo fundamental na relação entre os órgãos de gestão da escola e toda a população discente;

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Num factor de estímulo à necessária colaboração de todos na resolução dos problemas da escola e no desenvolvimento de novas práticas que incentivem mais a participação dos alunos. Associação de Pais e Encarregados de Educação

o

A comunidade inclui nos seus membros os pais e encarregados de educação dos alunos que frequentam a escola. Os pais devem ser parceiros privilegiados na resolução dos problemas de indisciplina, comportamento e segurança, mas também um recurso que deve ser mobilizado tendo em vista a defesa do grande objectivo comum: a promoção de uma crescente escolarização e formação dos jovens de modo a potenciar uma melhor integração social. Assim compete à escola no âmbito do presente projecto educativo: Incentivar à participação das famílias nas actividades escolares; Responsabilizar as famílias pelo acompanhamento escolar dos seus educandos; Promover o debate conjunto dos problemas educativos; Fortalecer a relação entre Director de Turma e as famílias. Nesta consonância, a dimensão pedagógica da função de Director de Turma tem de ser cada vez mais fortalecida e valorizada, e reconhecido o seu papel de interlocutor privilegiado no desejável diálogo com a família, professores e alunos. Mas, embora o papel dos pais e encarregados de educação no sucesso dos seus educandos seja de crucial importância, continuam a verificar-se dificuldades no que diz respeito: À participação e acompanhamento escolar dos alunos que se revela ainda insuficiente; À sua influência nas políticas educativas definidas pela escola; À sua participação nas actividades desenvolvidas pela escola. Neste sentido, os órgãos de gestão e os professores, principalmente os directores de Turma, devem promover o envolvimento dos pais na vida da escola, solicitando cada vez mais a sua colaboração e fomentando a sua deslocação mais frequente à escola. Para minimizar estas dificuldades, encontra-se já em fase de constituição a Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Secundária /3 de Alpendorada.

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2.2.3. Área Pedagógica
A área pedagógica da escola S/3 de Alpendorada abrange as seguintes regiões: Alpendorada; Ariz; Magrelos; Paços de Gaiolo; Paredes de Viadores; Penha Longa; Sampaio de Favões; Sande; São Lourenço do Douro; Torrão; Várzea do Douro e Vila Boa do Bispo.

2.2.4. Oferta Curricular
A Escola Secundária com 3º Ciclo de Alpendorada, além dos cursos científico-humanísticos do Secundário, oferece ainda o terceiro ciclo do Ensino Básico, com iniciação à segunda língua estrangeira. Relativamente ao Ensino Básico, a escola oferece, também, dois Cursos de Educação e Formação: Serviço de Mesa e Bar e Jardinagem e Espaços Verdes, numa tentativa de alargar o leque de ofertas educativas dirigidas essencialmente à inserção no mercado de trabalho para alunos que concluam o 9º ano. Oferece ainda cursos de educação e formação de adultos fomentando a formação ao longo da vida e o processo RVCC, no âmbito do Centro Novas Oportunidades. Relativamente ao Ensino Secundário, a escola oferece os seguintes cursos:

Ciências e Tecnologias Cursos Científico-Humanísticos Ciências Sócio-económicas Línguas e Humanidades Artes Visuais Técnico de Turismo Novas Oportunidades Técnico de Contabilidade RVCC EFA (nível secundário)

2.2.5. Recursos Pedagógico-Didácticos
A mudança que actualmente se verifica nos currículos, nos programas e nas metodologias de ensino, bem como nas diversas fontes de informação disponíveis, implicam que as escolas se apetrechem cada vez mais e melhor de modo a que os professores possam desenvolver, adequadamente, o seu trabalho e os alunos possam beneficiar de melhores condições de aprendizagem e, sobretudo, de maior qualidade. Se escasseiam os recursos financeiros, é importante investir, com redobrado cuidado, de forma a potenciar cada cêntimo investido.
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Entendemos por recursos educativos os manuais escolares, os livros que fazem parte da biblioteca, os novos materiais em suporte informático, salas específicas com equipamento tecnológico adequado, vídeo, televisão, computadores, videoprojectores, quadros interactivos e ainda a Biblioteca e a Sala de Estudo. Para tentar, de alguma forma, responder ao acima referido, a escola possui uma sala de informática equipada com 15 computadores. Possui também um pequeno anfiteatro com capacidade para 76 pessoas e equipado com um quadro móvel, uma tela de projecção fixa e um quadro interactivo. A sala de informática é utilizada essencialmente para desenvolvimento de actividades curriculares no domínio específico do ensino e prática das tecnologias da informação e comunicação, podendo ainda funcionar como centro de recursos para outras disciplinas sempre que se justifique tal necessidade. O anfiteatro serve uma multiplicidade de funções, como conferências, acções de formação, reuniões, projecção de filmes, sessões de sensibilização e esclarecimento promovidos pela comunidade escolar para uma audiência mais alargada. A Biblioteca/Centro de Recursos Educativos, integrada na rede das Bibliotecas escolares e com um número considerável de frequentadores, constitui um espaço fundamental, não só de aprendizagem, como de ocupação de tempos livres. Para além do múltiplo software de natureza didáctica e cassetes de vídeo, a biblioteca dispõe de bibliografia destinada a professores e alunos. Pretende-se que a biblioteca seja um espaço de consulta/recolha de informação, de estudo e investigação. Encontram-se continuamente previstas actividades de incentivo para a utilização deste espaço de modo a proporcionar a valorização e desenvolvimento cultural da comunidade educativa, cabendo a sua dinamização à coordenadora da biblioteca, em colaboração com professores e um técnico de BAD (Biblioteca, arquivos e documentação). A sala de estudo, sendo essencial ao estudo e trabalho de professores e alunos, encontra-se em funcionamento este ano lectivo.

2.2.6. Serviços de Acção Social e Escolar

A Acção Social e Escolar compreende o desenvolvimento de acções que têm por fim assegurar as condições que permitam o acesso à escola e a sua frequência, possibilitando assim o efectivo cumprimento da escolaridade obrigatória por parte de todos os alunos. Os Serviços de Acção Social Escolar, no contexto socio-económico de Alpendorada, são um elemento fundamental no auxílio a prestar aos alunos carenciados, desenvolvendo o Director de Turma, neste âmbito, um papel preponderante. Este apoio traduz-se no fornecimento de livros, material escolar, passes para os transportes e refeições nos montantes destinados a cada classe de subsídio. Pretende-se, assim, reduzir as assimetrias nos recursos que os alunos têm à sua disposição ou, pelo menos, garantir a todos as condições mínimas exigíveis para a frequência da
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escola. Esta comparticipação nos encargos directos e indirectos da frequência escolar, destinada aos alunos provenientes de agregados familiares desfavorecidos, abrange a escolaridade obrigatória e o Ensino Secundário. Para os alunos portadores de deficiência, ainda existe outro tipo de apoios, nomeadamente serviços de transporte específicos. Os alunos possuem também um seguro escolar para cobrir riscos de acidentes. Os alunos do ensino secundário podem usufruir de bolsas de estudo (bolsas de mérito), como uma forma de incentivo que premeia os bons alunos. Estas bolsas são atribuídas a alunos carenciados que se matriculam no 10º ano e que possuem, no final do 3º ciclo, uma média igual ou superior a quatro e aos alunos do ensino secundário com uma média igual ou superior a catorze valores.

2.2.7. Plano de segurança
Evitar ou diminuir a possibilidade de danos físicos ou materiais, em caso de sinistro deve ser uma das principais preocupações desta escola. Para que isso aconteça é necessário não só a elaboração de um Plano de Segurança, mas também assegurar todo um conjunto de medidas e procedimentos, que contribuirão para uma melhor capacidade de resposta em situações de sinistralidade e consequentemente evitar ou diminuir a possibilidade de danos físicos ou materiais. Os Planos de Segurança prevêem uma série de acções, entre as quais destacamos: a preparação de exercícios de evacuação, organização de acções de formação, vigilância e manutenção dos equipamentos de primeira intervenção e o estabelecimento de parcerias com instituições ligadas a esta área. A Segurança é, portanto, uma questão prioritária e como tal tem que ser tratada, por isso é dinamizado, nesta escola, o Clube da Protecção Civil.

2.2.8. Estrutura da Escola
Órgãos de administração e gestão • Conselho Geral Transitório, órgão de participação e de representação da comunidade educativa, responsável pela definição das orientações da política educativa a imprimir à escola, com a salvaguarda dos princípios consagrados na Constituição da República Portuguesa e na Lei de Bases do Sistema Educativo; Este Conselho, eleito em Setembro de 2008, é constituído por vinte e um membros, com representação de todos os sectores da comunidade escolar, da autarquia e da comunidade local.

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•

Conselho Executivo – O Conselho Executivo é constituído por um Presidente com funções de Director e dois Vice-Presidentes. Tem o apoio de um Assessor.

•

Conselho Administrativo – O Conselho Administrativo é constituído pelo Presidente do Conselho Executivo, por um dos Vice-Presidentes do Conselho Executivo e pelo Chefe dos Serviços de Administração Escolar. O conselho administrativo é presidido pelo presidente do Conselho Executivo.

•

Conselho Pedagógico – O Conselho Pedagógico é composto pelos seguintes membros: Presidente do Conselho Executivo; Coordenadora do Departamento de Línguas; Coordenadora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas; Coordenadora do Departamento de Ciências Exactas; Coordenador do Departamento de Expressões; Coordenadora dos Directores de Turma do 3° ciclo; Coordenadora dos Directores de Turma do Ensino Secundário; Coordenadora da Biblioteca Escolar; Coordenador de Clubes e Projectos; Coordenador do Centro Novas Oportunidades; Coordenador dos Cursos Novas Oportunidades; Representante dos Alunos do Ensino Secundário; Representante dos Pais e Encarregados de Educação e Representante do Pessoal Não Docente.

3. Princípios orientadores
O Projecto Educativo da escola é um instrumento fundamental da autonomia da escola. Obedece aos princípios orientadores estabelecidos na LBSE, Lei nº 46/86, de 14 de Outubro, alterada pela Lei nº 115/97 (1ª alteração) e Lei n.º 49/2005 (2ª alteração), onde se consagra a autonomia dos estabelecimentos de ensino, tal como o poder pela administração educativa de tomar decisões nos domínios estratégico, pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional. Procurando responder às finalidades e aos princípios orientadores deste Projecto, a sua estrutura decorre de um conjunto de princípios orientadores, agrupados em grandes opções educacionais. A saber: • • • a universalidade do direito à educação; a diversificação do ensino; a finalidade educacional de promover a educação em três dimensões: o o dimensão pessoal – desenvolvimento global e harmonioso da personalidade. dimensão das aquisições intelectuais – aquisição de um saber estruturado em domínios diversificados. o dimensão para a cidadania – formação de cidadãos livres, conscientes e participativos. • • • a valorização da língua materna; a adopção de uma perspectiva interdisciplinar e integradora; a promoção do objectivo da inclusão pela diferenciação pedagógica;
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•

a promoção e reforço do direito à diferença e à adequação do tipo de ensino, dos objectivos educacionais e do plano de estudos, às características e singularidades dos alunos, sejam elas de natureza física, psicológica, cognitiva ou social – escola inclusiva.

•

fomentar actividades que unam todos os docentes e outros intervenientes numa prática pedagógica comum.

•

sensibilizar para a necessidade de implementar as novas formas organizativas inerentes à própria escola.

•

co-responsabilizar todos na tomada de decisões através de uma participação sistemática na procura de consensos que permitam projectos de acção comuns.

• •

envolver instituições públicas e privadas na definição de linhas de política educativa. articular todos os níveis de ensino ao nível do currículo, dos recursos e dos espaços, através da inovação das práticas pedagógicas.

3.1. Linha gerais de actuação
Apesar de a escola S/3 de Alpendorada ser ainda uma escola muito jovem, são já visíveis alguns aspectos menos positivos que deverão ser aperfeiçoados e que deverão constituir os campos de acção prioritária de todos os intervenientes no processo educativo. As fragilidades que nos parecem mais relevantes são as seguintes: Âmbito organizacional Insuficiência de meios informáticos e tecnológicos; Insuficiência de espaços reservados à leccionação; Insuficiência de espaços reservados ao desenvolvimento do trabalho dos professores quer individualmente, quer em equipa; Organização e rentabilização de espaços/recursos que favoreçam a sociabilização. Âmbito pedagógico/educação para a cidadania Dificuldades a nível da compreensão e expressão escrita e oral bem como problemas ao nível da compreensão e relacionação de conceitos abstractos e de raciocínio lógico decorrentes, muitas vezes, da falta de métodos de estudo e hábitos de trabalho; Falta de hábitos de leitura; Detecção de alguns casos de comportamentos desajustados; Elevada percentagem de alunos com necessidades educativas especiais sem apoio especializado; Factores condicionantes da discrepância entre a nota interna e a nota dos exames finais;

o

o

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Necessidade de formação docente para a área das TIC, face à rápida evolução dos meios tecnológicos. Âmbito psicossocial e comunitário Situações de pobreza; Desemprego/emprego precário; Desarticulação familiar; Baixas habilitações académicas; Pouca valorização da escola, favorecendo as baixas expectativas dos encarregados de educação face à mesma; Falta de apoio aos alunos em casa; Algum alheamento dos encarregados de educação face ao percurso escolar dos seus educandos, no desenvolvimento de uma educação para os valores, cidadania e participação democrática. Inexistência de recursos humanos especializados, tais como psicólogo, assistente social e professores do Ensino Especial; Insuficiência de auxiliares de acção educativa.

o

3.2. Prioridades a valorizar nesta escola:
• • • • A competência e o rigor pedagógico, didáctico e científico; A melhoria dos resultados académicos dos alunos; A iniciativa e o desenvolvimento de hábitos de trabalho individual e em grupo; O estabelecimento de contactos assíduos com a família e encarregados de educação dos alunos e reforçar a ligação escola/comunidade incutindo uma maior responsabilidade do papel dos encarregados de educação na escola; • A análise contínua do processo de avaliação assim como os resultados da própria avaliação dos alunos reforçando estratégias e actividades de superação das dificuldades; • O aperfeiçoamento dos saberes básicos nomeadamente no âmbito da língua portuguesa e da matemática, da valorização do património local (histórico e ambiental), das novas tecnologias da informação e da educação para a cidadania; • A continuidade do Plano de Acção da Matemática como forma de melhorar os resultados escolares dos alunos; • A exequibilidade de cursos de educação e formação, cursos profissionais técnicos de nível 3, como forma de colmatar o insucesso e o abandono escolar;

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•

A exequibilidade de cursos de educação e formação de adultos, promovendo a formação ao longo da vida;

•

O incentivo ao desenvolvimento de projectos e realizações cujo conteúdo possa contribuir para o enriquecimento individual e colectivo;

• •

A conservação do património da escola; A utilização progressiva das novas tecnologias como recurso essencial no processo de aprendizagem;

•

As condições necessárias para o funcionamento de alguns clubes já existentes na escola e apoiar a criação de outros que ajudem a promover o sucesso escolar dos alunos e a sua integração social;

•

Cumprimento das regras estabelecidas no regulamento interno de forma a minorar actos de indisciplina;

•

O envolvimento da comunidade escolar na educação para a cidadania, nomeadamente pelo estímulo ao empenho dos alunos em causas cívicas;

•

O desenvolvimento de mecanismos que permitam a detecção e o auxílio dos alunos com necessidades educativas especiais e que exijam formas de apoio nos domínios psicológico, pedagógico e sócio-educativo;

•

O estabelecimento de protocolos com instituições concelhias, com vista à realização de estágios e à inserção na vida activa dos alunos dos cursos profissionais, cursos de educação e formação e outros que possam vir a funcionar;

•

O desenvolvimento de mecanismos que permitam que a escola seja contemplada com recursos humanos especializados, tais como psicólogo, assistente social e professores do Ensino Especial;

•

A implementação de acções de formação para todos os intervenientes educativos de acordo com as necessidades de funcionamento da escola.

3.3. Objectivos e indicadores de medida
3.3.1. Objectivos gerais
• • • • • Promover o sucesso escolar; Reduzir a taxa de abandono escolar; Contribuir para a melhoria das aprendizagens; Desenvolver formação adequada à melhoria do desempenho profissional; Dinamizar/participar nos projectos e/ou actividades constantes do plano anual de actividades, dos Projectos Curriculares de Turma e de outros projectos e actividades extracurriculares; • Promover a relação com a comunidade.
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•

Promover a orientação vocacional dos alunos;

3.3.2. Objectivos gerais do CNO
• • • • • Promover o sucesso escolar; Reduzir a taxa de abandono escolar; Contribuir para a melhoria das aprendizagens; Desenvolver formação adequada à melhoria do desempenho profissional; Dinamizar/participar nos projectos e/ou actividades constantes do plano anual de actividades e de outros projectos; • • Promover a relação com a comunidade; Despertar a Escola para novos públicos numa perspectiva de educação e formação de adultos e de aprendizagem ao longo da vida, tendo por base o reconhecimento e validação das competências já adquiridas e o seu desenvolvimento com o enquadramento das novas oportunidades.

3.3.3. Metas e indicadores de medida
Tabela 19. Metas e indicadores de medida - 3º Ciclo

3º Ciclo 7º ano 8º ano 9º ano

Insucesso

Abandono Escolar 2007 2008 2008 2009 /

2008 / 2009 2008 / 2009 2008 / 2009

7% 8% 6%

< 1%

/

<1%

Tabela 20. Metas e indicadores de medida - Secundário

Secundário 10º ano 11º ano 12º ano

Insucesso

2008 / 2009 2008 / 2009 2008 / 2009

10% 16% 22%

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Tabela 21. Metas e indicadores de medida – Centro de Novas Oportunidades

Inscritos

Básico Secundário

225 225

Com diagnóstico Em Certificados e processo RVCC acompanhamento RVCC (parcial e definido total) 203 142 135 203 91 87

Indicador: metas propostas pela Agência Nacional de Qualificação

3.4. Instrumentos de planeamento e operacionalização

Na dinâmica das linhas de acção intervêm diversos instrumentos de planeamento, organização, desenvolvimento e avaliação, sendo entre eles:

-

Projecto Educativo para o ano lectivo 2008 - 2009 “O Projecto Educativo é um instrumento de gestão participada, promotor de autonomia; é

simultaneamente um processo e um produto que se consubstancia num documento orientador da acção da escola, onde se registam: os objectivos a atingir as opções estratégicas a seguir, em função do diagnóstico realizado e dos valores partilhados.” ( Barroso, 1992) Actualmente, são de acrescentar as metas e os indicadores de medida, definidos pela escola, no sentido da melhoria das aprendizagens dos alunos e da redução das taxas de abandono escolar, de acordo com o Decreto-Lei 2/2008, que regulamenta a Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente. Projecto Curricular de Escola Trata-se do Projecto que operacionaliza as linhas de acção delineadas no Projecto Educativo, rentabilizando os recursos humanos e materiais disponíveis na escola, a fim de se atingirem os resultados previstos.

-

-

Projectos Curriculares de Turma (Ensino Básico) Início da elaboração no decurso do presente ano lectivo, tendo em conta as especificidades

das aprendizagens das turmas e as linhas orientadoras constantes do Projecto Educativo de Escola.

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-

Regulamento Interno Estabelece as normas internas de funcionamento desta escola, nas diversas áreas

educativas, de acordo com a legislação em vigor.

-

Plano Anual de Actividades da Escola Elaborado segundo propostas apresentadas pelos Departamentos e de acordo com os

objectivos e metas a atingir, definidas pelo Projecto Educativo, para melhoria das aprendizagens dos alunos e redução das taxas de abandono escolar, de acordo com o Decreto-Lei 2/2008.

3.5. Linhas de acção
3.5.1. Opções organizativas
• A Área de Estudo Acompanhado para o 3º ciclo deve ser atribuída preferencialmente a professores de Língua Portuguesa e Matemática; • • A Formação Cívica deve ser atribuída ao Director de Turma no 3º ciclo; As aulas de substituição são asseguradas de acordo com os critérios estabelecidos anualmente em Conselho Pedagógico; • As aulas de Apoio Pedagógico Acrescido deverão ser atribuídas, sempre que possível, ao professor titular da disciplina. Na impossibilidade de este assumir esta função, deverão ser entregues a um professor do mesmo sub-grupo disciplinar que leccione o mesmo nível; • As aulas de Apoio Pedagógico Acrescido Personalizado a alunos com necessidades educativas especiais devem ser atribuídas, sempre que possível, ao professor titular da disciplina. Na impossibilidade de este assumir esta função, deverão ser entregues a um professor do mesmo sub-grupo disciplinar que leccione o mesmo nível; • As turmas devem ser constituídas, sempre que possível, tendo em conta os critérios definidos em Conselho Pedagógico e a legislação em vigor; • A atribuição do cargo de Direcção de Turma deverá ter em conta os pressupostos definidos em Conselho Pedagógico; • • As equipas pedagógicas devem ser, sempre que possível, mantidas; A Área de Projecto no terceiro ciclo será desenvolvida no âmbito do tema globalizante da escola definido em Conselho Pedagógico; • No 8º ano, a Área de Projecto centra-se na utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação;

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•

Na Área de Projecto do 12º ano, o tema será escolhido pelos alunos, tendo como proposta orientadora a área específica da turma;

•

Na criação dos horários das turmas dever-se-á, sempre que possível, privilegiar, para os primeiros tempos, as disciplinas de domínio mais teórico e abstracto e para os últimos tempos as disciplinas com uma componente mais prática. O 3º ciclo terá preferencialmente o turno da manhã e o secundário o turno da tarde;

•

Promover uma distribuição equilibrada das disciplinas ao longo da semana, evitando colocar as que têm apenas 2 ou 3 tempos lectivos semanais em dias consecutivos, como também alternar-se disciplinas curriculares que requerem maior esforço mental com outras que não impliquem tanto esforço;

•

Dada a especificidade do ensino das línguas estrangeiras, o bloco de 90 minutos atribuído á disciplina de Francês no 8º ano e à disciplina de Inglês no 9º ano, serão divididos em duas aulas de 45 minutos;

•

Participar e realizar os testes intermédios nacionais e que os mesmos sejam contemplados na avaliação interna dos alunos;

• •

Implementar assessorias e tutorias como estratégias de superação das taxas de insucesso. Atribuir os 45 minutos semanais de oferta de escola, nos 7º e 8º anos de escolaridade do ensino básico à disciplina de Português;

•

Atribuir Apoio Pedagógico Acrescido Personalizado ao alunos de Português Língua Não Materna;

•

Promover a construção de uma escola inclusiva, no respeito pela diferença, desenvolvendo nos alunos a necessidade de aprender ao longo da vida, a fim de que os seus projectos de vida sejam alicerçados em valores que visem uma sociedade cada vez mais justa e mais solidária. Em suma, construir uma escola que cumpra o mandato que lhe foi atribuído e que está consagrado na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei 46/86), preconizando a igualdade de oportunidades no acesso e sucesso para todos, não só ao nível do espaço físico, mas e, sobretudo, ao nível do currículo;

•

Promover a exequibilidade de Cursos de Educação e Formação, como forma de colmatar o insucesso e o abandono escolar;

•

Promover a exequibilidade de Cursos de Educação e Formação de Adultos/RVCC, fomentando a formação ao longo da vida.

3.6. Avaliação das aprendizagens dos alunos
3.6.1. Escala de Avaliação: menções qualitativas e respectivas percentagens

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Tabela 22. 3º Ciclo

Menção qualitativa Níveis Escala percentual

Muito reduzido 1 0% a 19%

Reduzido 2 20% a 49%

Médio 3 50% a 69%

Elevado

Muito Elevado 4 5 70% a 89% 90% a 100%

Tabela 23. Secundário

Menção qualitativa Escala valores

Fraco 0 a 5,9

Insuficiente Suficiente 6 a 9,9 10 a 13,9

Bom 14 a 17,9

Muito Bom 18 a 20

3.6.2. Perfis de retenção/progressão nos anos não terminais de ciclo

No âmbito da avaliação sumativa, o aluno não progride se estiver numa das seguintes condições: 7º ano: Retenção: O aluno fica retido com nível 1 (um) ou 2 (dois) às disciplinas de Português e Matemática em simultâneo. Progressão: O aluno transita com 3 negativas, desde que apenas uma seja do conjunto Português/Matemática e desde que apenas uma das negativas seja de nível 1 (um). O aluno transita se tiver 2 (duas) negativas (desde que não sejam simultaneamente a Português e Matemática) mesmo que obtenha a classificação de nível 1 (um) em cada uma delas. 8º ano Para decisão de retenção ou transição deverá seguir-se a regulamentação definida para o 9º ano, aplicando-se o disposto no Despacho Normativo 1/2005 e alterações introduzidas pelo Despacho Normativo 18/2006 e que, simplificadamente, tem a seguinte leitura: o aluno transita com 2 negativas, desde que apenas uma seja do conjunto Português/Matemática.

3.6.3. Critérios de transição nos anos terminais de ciclo
Nos anos terminais de ciclo aplicam-se os artigos n.º 54 e 58 explicitados no Despacho Normativo 1/2005, acima citado.

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3.6.4. Obrigatoriedade de informação dos critérios de avaliação
Os alunos e os pais e encarregados de educação deverão ser informados sobre os critérios de avaliação, pelo professor titular de turma/director de turma, no início do ano lectivo.

4. Alunos com necessidades educativas especiais
“Constitui desígnio do XVII Governo Constitucional promover a igualdade de oportunidades, valorizar a educação e promover a melhoria da qualidade do ensino. Um aspecto determinante dessa qualidade é a promoção de uma escola democrática e inclusiva, orientada para o sucesso educativo de todas as crianças e jovens. Nessa medida importa planear um sistema de educação flexível, pautado por uma política global integrada, que permita responder à diversidade de características e necessidades de todos os alunos que implicam a inclusão das crianças e jovens com necessidades educativas especiais no quadro de uma política de qualidade orientada para o sucesso educativo de todos os alunos.” “No quadro da equidade educativa, o sistema e as práticas educativas devem assegurar a gestão da diversidade da qual decorrem diferentes tipos de estratégias que permitam responder às necessidades educativas dos alunos. Deste modo, a escola inclusiva pressupõe individualização e personalização das estratégias educativas, enquanto método de prossecução do objectivo de promover competências universais que permitam a autonomia e o acesso à condução plena da cidadania por parte de todos.” Decreto-Lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro Com vista a apoiar os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, a escola S/3 de Alpendorada possui as seguintes adequações relativas ao processo de ensino e de aprendizagem, de carácter organizativo e de funcionamento:

• • • •

Adequação do número de alunos nas turmas com alunos NEE’s; Funcionários destacados para acompanhar alunos NEE’s; Rampas de acesso para alunos que usam cadeira de rodas; Garantia do funcionamento logístico face aos diferentes tipos de deficiência (manutenção dos elevadores para alunos que usam cadeiras de rodas);

• • •

Prioridade aos alunos NEE’s nas filas do bar, cantina, papelaria, reprografia… Ampliação de fotocópias para alunos com baixa visão; Testes com tipo e tamanho de letra adequados a alunos com baixa visão;
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• •

Uso de lupa por alunos com baixa visão; Hardware e software específico.

Para os alunos com necessidades educativas especiais deve ser elaborado um programa educativo individual, onde, segundo o Decreto-Lei nº 3/2008 de 7 de Janeiro, deverão constar obrigatoriamente: • • • A identificação do aluno; O resumo da história escolar e outros antecedentes relevantes; A caracterização dos indicadores de funcionalidade e do nível de aquisições e dificuldades do aluno; • Os factores ambientais que funcionam como facilitadores ou como barreiras à participação e à aprendizagem; • • Definição das medidas educativas a implementar; Discriminação dos conteúdos, dos objectivos gerais e específicos a atingir e das estratégias e recursos humanos e materiais a utilizar; • • • • • Nível de participação do aluno nas actividades educativas da escola; Distribuição horária das diferentes actividades previstas; Identificação dos técnicos responsáveis; Definição do processo de avaliação da implementação do programa educativo individual; A data e assinatura dos participantes na sua elaboração e dos responsáveis pelas respostas educativas a aplicar.

Ainda segundo o Decreto-Lei supracitado, no 3º ciclo do ensino básico e no ensino secundário e em todas as modalidades não sujeitas a monodocência, o programa educativo individual é elaborado pelo director de turma, pelo docente de educação especial, pelos encarregados de educação e sempre que se considere necessário, e seja possível, pelo departamento de educação especial e serviço de psicologia, centros de saúde e centros de recursos especializados. A aplicação do programa educativo individual carece de autorização expressa do encarregado de educação. Quando, comprovadamente, os pais ou encarregados de educação não exerçam o seu direito de participação, cabe à escola desencadear as respostas educativas adequadas em função das necessidades educativas especiais diagnosticadas. Dos resultados obtidos por cada aluno com a aplicação das medidas estabelecidas no programa educativo individual, deve ser elaborado um relatório circunstanciado no final do ano lectivo. Este relatório deve ser elaborado pelo director de turma, pelo docente de educação especial, pelo psicólogo e pelos doentes e técnicos que acompanham o desenvolvimento do processo educativo do aluno e aprovado pelo conselho pedagógico e pelo encarregado de educação.
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As metas e estratégias que a escola se propõe realizar, com vista a apoiar os alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, são as seguintes: Metas: • Contribuir para: o o o o o o a inclusão educativa e social; o acesso e o sucesso educativos; a autonomia; a estabilidade emocional; a promoção da igualdade de oportunidades; a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida profissional;

Estratégias: • • Dar prioridade aos Apoios especializados; Criar condições para a adequação do processo educativo às necessidades educativas especiais dos alunos com deficiências ou incapacidades; • Respeitar os direitos e deveres dos pais/encarregados de educação no exercício do poder paternal e seguir os procedimentos indicados no Decreto-Lei nº3/2008, caso estes não exerçam o seu direito/dever de participação; • Garantir como medidas educativas de educação especial: o o o o o o Apoio Pedagógico personalizado; Adequações curriculares individuais; Adequações no processo de matrícula; Adequações no processo de avaliação; Currículo específico individual; Tecnologias de apoio (dispositivos facilitadores que se destinem a melhorar a funcionalidade e a reduzir a incapacidade do aluno, permitindo o desempenho das actividades e a participação dos domínios de aprendizagem e da vida profissional e social). • Adaptar-se a necessidades concretas de criar áreas curriculares específicas que não façam parte da estrutura curricular comum, entre outras, a orientação e mobilidade, o treino de visão, a actividade motora adaptada…

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•

Elaborar Plano Individual de Transição no caso dos alunos cujas necessidades educativas os impeçam de adquirir as aprendizagens e competências definidas no currículo comum.

5. Clubes e Projectos
Um aspecto importante dos Clubes Escolares é o facto de estes favorecerem actividades para todos os perfis de alunos sem exigir qualificações específicas ou maiores vivências nas actividades oferecidas pela escola. São, sem dúvida, espaços de lazer, integração e crescimento pessoal e social dos seus intervenientes. Para além das actividades inseridas nas diversas áreas curriculares, a escola proporcionará aos alunos, a oportunidade de se inscreverem em diversas actividades de carácter facultativo e de natureza eminentemente lúdica e cultural. Estas actividades concretizam-se essencialmente através dos diversos clubes escolares em funcionamento, tais como o Clube da Matemática, o Clube do Jornal Escolar, o Clube da Protecção Civil, o Clube de Saúde, o Clube de Teatro e o Núcleo Museológico. Ainda no âmbito das actividades de enriquecimento curricular, a escola dispõe do Desporto Escolar, do Projecto Comenius e da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos que está inserida na Rede de Bibliotecas Escolares. Todos os clubes, projectos e actividades de enriquecimento curricular mencionados anteriormente possuem documentação relativa aos mesmos em documentos arquivados em dossier próprio para futuras alterações ou consultas.

5.1. Clube da Matemática
Objectivos: o o o o o o o Incentivar a melhoria da relação dos alunos com a matemática; Desenvolver o gosto pela matemática; Incentivar o gosto pela descoberta e o prazer do conhecimento; Desenvolver a capacidade de raciocínio; Combater o insucesso na disciplina de matemática; Apoiar alunos no processo de inserção escolar; Criar o gosto e a identificação com a escola.

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5.2. Clube Jornal Escolar
Objectivos: o o o o Ocupar educativamente os alunos; Promover a interdisciplinaridade e a complementaridade de saberes e competências; Contribuir para uma relação mais próxima entre a actualidade e a escola; Promover entre os jovens uma visão mais dinâmica e mais interessante da vida social, criando condições para melhor se situarem nas grandes questões que atravessam a sociedade contemporânea; o o o o o Apoiar uma aprendizagem mais viva da língua portuguesa; Desenvolver exercícios de práticas jornalísticas; Estudar em conjunto aspectos mais importantes relacionados com a escrita jornalística; Desenvolver as técnicas de redacção jornalística; Desenvolver aprendizagens essenciais na construção de um projecto jornalístico: selecção e hierarquização de factos a noticiar, distinção entre notícias e opiniões, o aprender com a publicidade; o o Desenvolver o hábito de consulta e leitura crítica e regular de jornais; Fazer uma recolha de jornais e compará-los sob diversos pontos de vista, nomeadamente conteúdos e arranjo gráfico; o o o o o o Comparar o conteúdo de diversos jornais escolares; Cooperar com outros e trabalhar em grupo; Criar hábitos e atitudes positivas de relação e cooperação; Analisar, sintetizar e avaliar situações; Promover a comunicação escola -comunidade; Proporcionar aos discentes experiências que favorecem a sua maturidade cívica e sócioafectiva; o Criar um grupo que se ocupe da venda do jornal.

5.3. Clube da Protecção Civil
Objectivos: o o o o o o Sensibilizar a população escolar para as questões de protecção civil; Conhecer protagonistas e intervenientes; Identificar riscos naturais e tecnológicos; Adquirir hábitos de segurança; Desenvolver competências no âmbito da protecção civil; Promover atitudes e comportamentos adequados em situações de emergência.
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5.4. Clube da Saúde
A escola ao assumir uma visão mais alargada do que a tradicional transmissão de conhecimentos torna-se o local de excelência para o desenvolvimento de actividades no âmbito da promoção da saúde. Deste modo o clube da saúde tem um papel de extrema importância no desenvolvimento de competências que permitam um ambiente saudável para viver, aprender e trabalhar.

Objectivos: o Estabelecer o envolvimento activo de professores, alunos, pais, técnicos de saúde e funcionários. o Sensibilizar os alunos e toda a comunidade escolar para diversos aspectos relacionados com a saúde. o Melhorar o clima da escola de modo a proporcionar prazer na realização das actividades e vivência escolar, com a realização de actividades que envolvam todos os intervenientes da comunidade escolar. o o o Promover o desenvolvimento de práticas activas de envolvimento educativo. Melhorar a qualidade de vida de forma a proporcionar estilos de vida saudáveis. Dotar os alunos de informação e conhecimentos que lhes permitam uma gestão da própria saúde. o Realizar actividades, inquéritos, workshops em parceria com os projectos desenvolvidos pelos alunos no âmbito de Área de Projecto de acordo com os objectivos definidos pelo Projecto Educativo. o o Criação e dinamização de um site da internet para a promoção do Ambiente e Saúde. Participação no Jornal da Escola com artigos relacionados com a promoção da saúde na escola. o Aproximar os técnicos de saúde da comunidade escolar, de acordo com o definido pelos Protocolo entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde.

5.5. Projecto Comenius
Objectivos do projecto Comenius “Interlegendary Dialogue”

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1. (Primeiro ano) Explorar uma lenda ou mito nacional que seja considerado de importância para o país ou região em que a escola se encontra situada. Os alunos deverão explorar o(s) seu(s) texto(s), tanto escritos como orais – p. ex. canções) e/ou filmes relacionados com esse mito ou lenda, por forma a aprender tudo sobre a localização, as personagens, a história, a sua relação com a história do país ou a sua mitologia, etc. Os alunos poderão fazer pesquisa, analisar o texto, criar desenhos ou “cartoons”, dramatizar a história (com uma dramatização pré-existente ou criada por eles), criar jogos de memória, palavras cruzadas, jogos de palavras, descrever as personagens, etc. O conjunto destes trabalhos será chamado de “Lenda numa Caixa” e será apresentado no final deste ano lectivo por dois professores e dois alunos de cada escola em Itália. 2. Explorar os locais relacionados com a lenda escolhida, nomeadamente o local onde terá acontecido, algum monumento que tenha sido erigido a celebrá-la, ou um museu que mostre elementos com ela relacionada. Os alunos poderão visitar estes locais e criar um pequeno guia (incluindo descrições, fotos, desenhos, etc) por forma a poderem partilhar esta informação com as outras escolas. Este guia será escrito em Inglês e na língua nacional de cada escola e será incluída na “Lenda numa Caixa”. 3. São as seguintes as lendas a trabalhar pelas várias escolas: a. Alemanha (Lessing Gymnasium, Lampertheim): b. França (Collège Jules Ferry, Ermont): c. Itália (Liceo Umberto, Turim): d. Portugal (ES/3 de Alpendorada): e. Turquia (75.Yıl İlköğretim Okulu, Ağrı): Die Nibelungen (Os Nibelungos) Cartouche Phaeton Adamastor Kerem e Asli

4. (Segundo ano) Transferir algumas personagens para o presente por forma a criar uma cena para uma peça, que será comum a todas as escolas envolvidas no projecto. Cada escola ficará encarregada de uma cena, que incluirá as personagens escolhidas por cada escola (uma a três por escola). Esta cena terá lugar no país onde se situa a escola. Assim será possível comparar a forma como as diferentes personagens dos diferentes países se comportarão na mesma situação, comparando igualmente especificidades culturais, chamando a atenção para as diferenças e/ou semelhanças entre culturas. Esta peça será representada por alguns alunos de cada escola, que se juntarão para esta actividade (a última mobilidade, na Turquia). Cada escola será responsável pelos cenários e pelo guardaroupa para a sua cena. A língua comum será o Inglês, mas também se poderão usar línguas nacionais. 5. Usar os resultados das actividades como ponto de partida para discussões acerca da identidade nacional, identidade europeia e estereótipos. Devido à grande variedade de lendas, diferentes conotações para a palavra “herói” irão surgir, o que permitirá aos alunos pensar nos heróis modernos que conhecem e comparar esses com os do passado.
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6. Partilhar conteúdos continuamente através da publicação de uma brochura comum a todas as escolas. Isto acontecerá quatro vezes durante o projecto e incluirá todos os textos e informação consideradas relevantes por cada escola para partilhar com os outros, por forma a dar-lhes o conhecimento necessário acerca do que estará a ser feito em cada escola. Cada texto será publicado em Inglês e na língua nacional da escola. 7. Como meios de disseminação durante o projecto e após o seu final, existirão um website e um CD-Rom, para além da brochura já mencionada.

5.6. Desporto Escolar
Objectivos: o Promover uma maior articulação a todos os níveis de organização entre os Estabelecimentos de Ensino, as estruturas regulares do Ministério de Educação e os profissionais envolvidos no Desporto Escolar, numa lógica de subordinação destes aos projectos e prioridade das primeiras, potenciando desta forma as funções educativas do DE. o Reforçar as Parcerias entre o Desporto Escolar e outros agentes desportivos, incluindo associações locais, autarquias e o desporto federado. o o Promover o combate à inactividade física e a luta contra a obesidade. Manter as actividades oferecidas no ano transacto acrescidas, eventualmente, de novas actividades que alarguem a prática desportiva principalmente a alunos do sexo feminino, a alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado e a alunos em risco de abandono e insucesso escolar; abrangidos pelo programa TEIP. o Aumentar as iniciativas de competição externa, em particular geradas nos Agrupamentos de Escolas e Escolas não Integradas em Agrupamento, constituídas em ADE. o Promover a constituição de Associações Desportivas Escolares.

5.7. Biblioteca/centro de Recursos Educativos
A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BE/CRE) da Escola Secundária/3 de Alpendorada adopta como referenciais os objectivos estabelecidos pelo Programa da Rede de Bibliotecas Escolares. Objectivos: o Apoiar e promover os objectivos educativos definidos, de acordo com as finalidades e currículo da escola.
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o

Criar e manter, nos alunos, o hábito e o prazer da leitura, da aprendizagem e da utilização das bibliotecas ao longo da vida.

o

Contribuir com o seu acervo e as suas actividades para o sucesso escolar, facilitando, de acordo com as suas funções, o processo de ensino-aprendizagem.

o

Proporcionar oportunidades de utilização e produção de informação que possibilitem a aquisição de conhecimentos, a compreensão, o desenvolvimento da imaginação e o lazer.

o

Apoiar os alunos na aprendizagem e na prática de competências de avaliação e utilização da informação, independentemente da natureza e do suporte, tendo em conta as formas de comunicação, no seio da comunidade.

o

Organizar actividades que favoreçam a consciência e a sensibilização para as questões de ordem cultural e social.

o

Trabalhar com alunos, professores, órgãos de gestão e encarregados de educação, de modo a cumprir a missão da Escola, educar.

o

Defender a ideia de que a liberdade intelectual e o acesso à informação são essenciais à construção de uma cidadania efectiva e responsável e à participação na democracia.

o

Facilitar o acesso ao utilizador de toda a informação existente na BE/CRE, sem distinção do suporte em que esta se encontra.

o

Manter devidamente organizados todos os documentos, livro e não-livro, para responder às necessidades de informação, cultura e lazer.

o

Fomentar o gosto pela leitura, organizando actividades que permitam ocupar o tempo livre dos alunos e incentivar a sua participação nessas mesmas actividades.

o

Articular a actividade da BE/CRE com a de outras bibliotecas escolares da vila, bem como com as bibliotecas da autarquia, seja a Biblioteca Municipal sela a da Junta de Freguesia.

o

Disponibilizar serviços de aprendizagem, livros e recursos que permitam a todos os membros da comunidade escolar tornarem-se pensadores críticos e utilizadores efectivos da informação em todos os suportes e meios de comunicação.

o

Organizar actividades que favoreçam a consciência e a sensibilização para as questões de ordem cultural e social.

5.8. Núcleo Museológico
Objectivos: o Salvaguardar, preservar e divulgar o património cultural e móvel da escola;

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o

Divulgar princípios, metodologias e boas práticas das várias áreas disciplinares e diferentes tipologias e contextos dos espólios escolares; Contribuir para o desenvolvimento das várias competências e gestão de bens culturais móveis das escolas; Aumentar a informação sobre o potencial do património cultural; Apelar à comunidade escolar para a conservação e recuperação dos nossos bens Móveis.

o

o o

5.9. Clube de Teatro
Com o presente projecto de teatro, ao longo do presente ano lectivo, pretende-se que os alunos sejam sensibilizados para a arte dramática fazendo e vendo teatro na escola, contando com o envolvimento de toda a comunidade escolar.

Objectivos: o Criar e consolidar motivações e interesses próprios face a opções escolares e profissionais; o Conduzir os alunos a estar de forma activa, desinibida e criativa no mundo e no tempo; o Compreender as características de que se deve revestir o teatro (a produção/representação teatral); o Levar os alunos a “ver” e a “fazer” teatro; o Descobrir o prazer do jogo/representação; o Desenvolver uma profunda relação afectiva entre os que representam e os que vêem representar; o Romper barreiras entre o palco e a plateia; o Exercitar o controlo da fala (entoação, respiração e dicção), a expressão corporal, a improvisação e a mímica; o Sensibilizar os alunos para uma melhor receptividade ao teatro; o Desenvolver um trabalho interdisciplinar que implique toda a comunidade escolar; o Auxiliar os alunos no desenvolvimento dos seus projectos no âmbito do programa Comenius.

6. Avaliação do Projecto Educativo
No âmbito do Decreto Lei nº 75/2008, de 22 de Abril, o Regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos dos Ensinos Básico e Secundário, é da competência do Conselho Geral Transitório aprovar, acompanhar e avaliar a execução do Projecto Educativo da escola.
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A avaliação interna considerará as perspectivas de todos os agentes educativos, assumindose também como processo e estratégia orientada para a melhoria da escola. Devem prever-se momentos de avaliação intermédia, no sentido de proceder, caso seja necessário, a adaptações e reajustamentos, sempre promotores de sucesso. As prioridades e opções organizativas do Projecto Educativo são passíveis de revisão, em função das necessidades e interesses da comunidade educativa. A avaliação a realizar anualmente e por todos os órgãos, deverá fornecer indicações focando os seguintes aspectos: o grau de pertinência face às linhas de acção do Projecto Educativo, bem como o grau de consecução das mesmas (analisar os pontos fracos, a fim de colmatar algumas ocorrências indesejáveis, rentabilizando os pontos fortes); a realização das actividades previstas e não previstas, no Plano Anual de Actividades, bem como os participantes envolvidos; a apresentação de sugestões para a próxima etapa de desenvolvimento do Projecto Educativo. Serão intervenientes na avaliação do Projecto Educativo neste ano lectivo: Conselho Geral Transitório; Conselho Executivo; Inquiridos (professores, alunos, funcionários e outros elementos da comunidade educativa); Departamentos Dinamizadores das Actividades.

Metodologia: Lançamento de inquéritos para recolha de dados, críticas e sugestões. Relatórios das actividades desenvolvidas; Apreciação e observação directa dos resultados; Grau de satisfação dos diferentes membros da comunidade educativa; Questionários de avaliação específicos e dirigidos; Análise de dados relativos à avaliação dos alunos: Taxa de transição por ano de escolaridade; Taxa de abandono por ano de escolaridade; Taxa de assiduidade; Taxa de participação dos pais na vida escolar; Taxa de processos disciplinares por ano de escolaridade; Análise dos dados totais obtidos;
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Divulgação dos resultados de avaliação a toda a comunidade educativa; Reformulação do Projecto Educativo da escola.

7. Conclusão
O Projecto Educativo desempenha um papel muito importante: como ponto de partida para a Escola organizar a sua contextualização e avaliação; como estratégia para melhorar os processos educativos; como meio de envolvimento dos diversos intervenientes; como factor de inovação, já que implica uma perspectiva de mudança em relação à realidade de que se parte, com vista à melhoria da qualidade do acto educativo; como imagem da escola e de toda a comunidade que o integra. É imperativo ter sempre presente que iniciar e/ou constatar não basta, uma vez que a educação é um processo social em desenvolvimento. Espera-se que este Projecto seja não só um processo vivo e criativo de aprendizagem interdisciplinar, mas também um processo de envolvimento entre alunos, pais, professores, funcionários e a restante comunidade educativa, constituindo, acima de tudo, um testemunho de pesquisa, de descoberta e de interiorização dos valores humanos e culturais. Que seja o reflexo da Escola que queremos: uma Escola produtora de sentidos; uma Escola, enquanto espaço de reflexão; uma Escola onde se promova o espírito de interajuda no desenvolvimento do processo educativo, onde o futuro de cada criança/jovem seja para nós o enfoque da nossa profissionalidade com repercussão na comunidade local.

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Elaborada a proposta do Projecto Educativo em Conselho Pedagógico, no dia 9 de Outubro de 2008. Reformulada a proposta do Projecto Educativo em Conselho Pedagógico, no dia 26 de Novembro de 2008.

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