independencia dos estados unidos

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							Independência dos Estados Unidos da América


A Declaração da Independência dos Estados Unidos da América foi o
documento no qual as Treze Colônias na América do Norte declararam
sua independência do Reino Unido, bem como justificativas para o ato. Foi
ratificada no Congresso Continental em 4 de julho de 1776, considerado o dia
da independência dos Estados Unidos.
As treze colônias tomaram este passo, pois os britânicos estavam se
aproveitando da América do Norte, com impostos para pagar o prejuízo das
guerras feitas pelos ingleses, então as treze colônias tomaram a decisão de
criar A Declaração da Independência dos Estados Unidos da América.
Acontecimentos durante a colonização da América, que revoltaram as
treze colônias
    Guerra dos sete anos (A Guerra dos Sete Anos ocorreu entre 1756 a
       1763 e se espalha do território norte americano ao continente europeu.
       Sua origem está na competição econômica e colonial franco-inglesa nos
       Estados Unidos, Índia, Terra nova e Nova Escócia por colonos britânicos
       da                            costa                          nordeste.

       Em resistência, as tropas da França, juntam-se a tribos indígenas e
       atacam as 13 colônias inglesas da região. Frente à França, estas são
       obrigadas a se unir à Coroa britânica, deixando de lado atritos
       comerciais com a metrópole. A Inglaterra vence o conflito que é
       chamado de “a guerra contra os franceses e os índios”.

      A guerra se espalhou na Europa pelo resultado inicial francês sobre as
       colônias norte-americanas. A Inglaterra une-se à Prússia e fecha os
       portos franceses. Os ingleses tomam posse de Quebec, Montreal e a
       região                dos                Grandes                  Lagos.
       Resultado disso, a Inglaterra entrega grande parte do Império colonial
       francês. A França da à Inglaterra o Canadá, o Cabo Bretão, o Senegal e
       a                                                                Gâmbia.
       A Guerra dos Sete Anos endividou pesadamente o Reino Unido. Além
       disso, o Reino Unido, por passar a controlar um território muito maior, foi
       obrigado a aumentar seus custos em relação à defesa e manutenção da
       ordem em suas colônias. Como consequência, o governo britânico criou
       ou aumentou uma série de impostos em todo o Império Britânico, fato
       que desagradou muito a população americana. Como os colonos
       americanos não tinham representação no Parlamento do Reino Unido,
       estes colonos acreditaram que estes impostos eram injustos. Não aos
       impostos sem representação tornou-se um grito de guerra de vários
       colonos americanos. Como consequência, muitos colonos americanos
       passaram a boicotar produtos britânicos vendidos nas Treze Colônias.
       Em 1765, um grupo de representantes de nove das Treze Colônias
       juntaram-se em Massachusetts, e passaram a considerar a criação de
       uma ação conjunta contra o Reino Unido.
       À medida que as tensões entre britânicos e os americanos cresciam, os
        britânicos mandaram tropas no final da década de 1770, que ocuparam
        as duas maiores cidades americanas à época, Boston e Nova Iorque.
        Tensões entre colonos americanos e soldados britânicos resultaram no
        extermínio de cinco colonos americanos, em 5 de março de1770).




   Lei     do    açúcar:    A Lei  do     Açúcar foi   aprovada       em 5    de
    abril de 1764 pelo Parlamento inglês. Essa lei substituía a Lei do Melaço,
    reduzindo pela metade os impostos cobrados sobre o melaço, mas
    estabelecendo novos impostos adicionais sobre o açúcar, e tinha como
    objetivo por um fim no contrabando e de proteger os agricultores ingleses
    radicados nas Antilhas. Taxava o açúcar que entrava nos Estados
    Unidos da América e que não fosse comprado das Antilhas inglesas. Sendo
    matéria-prima do rum, e este por sua vez, juntamente com o tabaco eram
    utilizados pelos colonos para comprar escravos na África, a lei desagradou
    muito os habitantes da então colônia inglesa. O objetivo da lei do açúcar era
    incentivar os colonos a consumir somente o açúcar diretamente dos
    ingleses. Aumentava os impostos que os colonos deviam pagar sobre o
    melaço, o vinho, o café, a seda, roupas brancas, artigos de luxo e o linho
    em seus portos.
   Festa do Chá de Boston (Boston Tea Party: O governo inglês, para
    favorecer a decadente Companhia das Índias Orientais, que estava à beira
    da falência, concedeu-lhe o monopólio da venda do chá para as colônias
    americanas. Disfarçados de índios, os colonos jogaram ao mar o
    carregamento de chá trazidos pela Companhia das Índias Orientais, cujo
    preço baixo arruinaria os comerciantes locais, que se abasteciam em outras
    paragens).
Primeiro Congresso da Filadélfia

Os colonos do norte resolveram promover, no ano de 1774, um
congresso para tomarem medidas diante de tudo que estava
acontecendo. Este congresso não tinha caráter separatista, pois
pretendia apenas retomar a situação anterior. Queriam o fim das
medidas restritivas impostas pela metrópole e maior participação na vida
política da colônia.

Porém, o rei inglês George III não aceitou as propostas do congresso,
muito pelo contrário, adotou mais medidas controladoras e restritivas
como, por exemplo, as Leis Intoleráveis. Uma destas leis, conhecida
como Lei do Aquartelamento, dizia que todo colono norte-americano era
obrigado a fornecer moradia, alimento e transporte para os soldados
ingleses. As Leis Intoleráveis geraram muita revolta na colônia,
influenciando diretamente no processo de independência.

Segundo Congresso da Filadélfia

Em 1776, os colonos se reuniram no segundo congresso com o objetivo maior
de conquistar a independência. No dia 4 de julho de 1776, durante o
congresso, Thomas Jefferson redigiu a Declaração de Independência dos
Estados Unidos da América. Porém, a Inglaterra não aceitou a independência
de suas colônias e declarou guerra. A Guerra de Independência, que ocorreu
entre 1776 e 1783, foi vencida pelos Estados Unidos com o apoio da França e
da Espanha.
A constituição americana


Em 1787 os Estados Unidos aprovaram a sua primeira e, até hoje, única
Constituição. A Constituição exprime um meio-termo entre a tendência
estadista defendida por Thomas Jefferson, que queria grande autonomia
política para os Estados membros da federação, e a tendência federalista que
lutava por um poder central forte. Todos os Estados americanos ratificaram a
Constituição americana por volta de 1789, tornando-se assim oficialmente
Estados dos Estados Unidos da América.
A Constituição Americana instituiu um sistema de colégios eleitorais no país.
Em 1789, George Washington, que fora o líder das forças rebeldes americanas
na Revolução Americana de 1776, foi escolhido por unanimidade pelos
membros do colégio eleitoral como o primeiro Presidente dos Estados Unidos
da América. O governo dos Estados Unidos passou a operar de maneira
centralizada ainda em 1789, com capital em Nova Iorque. Um ano depois, a
capital mudou-se para Filadélfia.
Os Estados Unidos então sofria de diversos problemas, como a falta de infra-
estrutura e uma gigantesca dívida pública. Os problemas econômicos do país
eram enormes. O país também estava dividido em dois: em um Norte cuja
economia baseava-se primariamente no comércio doméstico e na indústria de
manufaturação, e cuja população era primariamente contra o trabalho escravo,
e em um Sul cuja economia dependia pesadamente da agricultura, cujos
produtos - primariamente algodão - eram primariamente vendidos em outros
países, e utilizava mão-de-obra escrava. Outro problema foi o início de uma
nova guerra, entre a França e o Reino Unido e a Espanha. A França esperava
ajuda militar dos americanos. Porém, alguns grupos políticos eram a favor, e
outros eram contra. George Washington decidiu-se pela neutralidade,
causando atritos políticos e militares entre a França e os Estados Unidos da
América. Divergências entre diferentes grupos políticos levaram à criação de
dois partidos políticos - o Partido Federalista e o Partido Democrata-
Republicano.
Guerra Anglo-americana de 1812
No inicio do século XIX ocorreu o "Caso Chesapeake-Leopard" que envolveu o
navio de guerra britânico Leopard e a fragata americana Chesapeake, ocorrido
por força de uma proibição britânica que não queria que seus parceiros
comerciais negociassem com a França. Os dois países europeus estavam em
guerra (Guerras Napoleônicas), enquanto Estados Unidos mantivera-se neutro,
mas negociava às escondidas com ambos os lados. Depois do ocorrido os
Estados Unidos foram tomaram varias medidas legais conhecidas como
Embargo Act, da série expedida durante os anos de 1806-1808 e que
procuraram restringir o comércio de países estrangeiros na costa americana.
As leis foram aprovadas pelo Congresso, durante o segundo governo do
presidente Thomas Jefferson.
A Guerra de 1812, ou a Guerra Anglo-Americana, foi a guerra entre os Estados
Unidos da América, e o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda e suas
colônias,   incluindo    o Canadá (Ontário),  o Canadá (Quebec),       Nova
Escócia, Bermuda e a ilha da Terra Nova.
A Guerra fora lutada durante 1812 e 1815, embora o seu tratado de paz tenha
sido assinado em 1814. O Massacre do Fort Dearborn, Indiana, em 15 de
agosto de 1812, foi a "gota d'água" que levou os americanos à guerra contra os
britânicos ao que é, hoje, reconhecida nos EUA como War of 1812 ("A Guerra
de 1812," (em português)).
A Revolução Francesa trouxe problemas para os Estados Unidos, devido às
diferenças entre as facções federalistas (admiradores da Inglaterra) e os
republicanos (admiradores da França revolucionária), e a acentuação da
rivalidade da França com a Inglaterra, que não tolerava a independência da ex-
colônia. Além disso, os britânicos ainda tinham ligações comerciais com os
sulistas.
Eles tentaram de todas as maneiras impedir os acordos entre franceses e
nortistas, utilizando-se da força: apresamento de navios da ex-colônia,
desafiando a soberania nacional e prejudicando as indústrias; recrutamento
forçado de norte-americanos por ingleses; problemas com índios no oeste,
instigados por britânicos no Canadá; e, em para os Estados Unidos, a
conquista da mesma, fato esse almejado por eles.
Entre 1812 e 1814 ocorreu o conflito, durante o governo do presidente James
Madison. Apesar dos desastres sofridos, o Tratado de Gand, que acabou com
a guerra, não promoveu modificações no mapa dos Estados Unidos. Melhor,
reforçou o sentimento nacionalista da população e consolidou a União.
Em 1808, James Madison venceu primariamente as eleições presidenciais
americanas por causa de suas habilidades em relações internacionais, em uma
época onde tanto a França quanto o Reino Unido estavam à beira da
declaração de guerra contra os Estados Unidos. Madison, uma vez na
presidência do país, rapidamente removeu o Ato do Embargo de 1807. A
França logo se propôs a terminar todos seus ataques contra navios mercantes
americanos e não interferir com o comércio internacional americano. Porém, o
Reino Unido continuou ativamente os ataques contra a frota mercante
americana. Além disso, os britânicos passaram a fornecer grandes quantidades
de suprimentos militares a nativos indígenas do sul dos Grandes Lagos, e
incentivavam estes indígenas a atacarem comunidades americanas e grupos
de colonos americanos que viajavam em direção ao oeste.
Em resposta a estes problemas, os Estados Unidos da América declararam
guerra contra o Reino Unido em 1812. Os habitantes do sul e do oeste do país
eram em sua grande maioria a favor da guerra, uma vez que se preocupavam
em defender o direito da expansão americana em direção ao oeste e o direito
de ter acesso a mercados internacionais para seus produtos de exportação. Já
os federalistas da Nova Inglaterra opuseram-se à guerra, e sua reputação
sofreria muito ao final do conflito, causando a desintegração do partido político.
No início da guerra, os Estados Unidos rapidamente invadiram o Canadá,
então colônia britânica, e capturaram diversas cidades daquele país. Os
americanos incentivaram os canadenses a se rebelar contra o Reino Unido e a
se juntar aos Estados Unidos. Porém, devido ao pouco apoio da população
canadense aos ideais americanos e à mobilização de grandes quantidades de
tropas britânicas no Canadá, os americanos foram obrigados a recuar. Os
britânicos invadiram então os Estados Unidos, tendo ocupado diversas cidades
do nordeste americano, entre elas, Washington, DC, a capital americana.
A invasão britânica da capital americana fez com que, subitamente, um grande
número de pessoas passassem a se alistar às forças armadas. A soberania do
país estava em risco e a independência deveria ser mantida a todo custo, o
governo proclamou. O avanço britânico foi parado em Baltimore, em 1814. As
cenas da batalha de defesa da cidade por parte dos americanos fizeram com
que Francis Scott Key, que testemunhara a batalha, escrevesse The Star-
Spangled Banner, que acabaria por se tornar o hino dos Estados Unidos.
A guerra terminou oficialmente em 8 de janeiro de 1815, sob os termos
do Tratado de Ghent. A Batalha de New Orleans, porém, ocorreu após a
assinatura do tratado. Esta batalha resultou em vitória para os Estados Unidos.
Um dos principais comandantes americanos durante a guerra, Andrew
Jackson, o General das forças americanas durante a Batalha de New Orleans,
tornou-se imensamente popular nos Estados Unidos.
A Guerra de 1812 causou um drástico crescimento do nacionalismo e do
orgulho americano. O país então acabara de resistir militarmente contra a
segunda maior potência militar do mundo à época (a maior era a França
napoleônica). A guerra causou um súbito aumento da moral americana -
especialmente na Batalha de New Orleans. Os britânicos, segundo o tratado de
paz, se comprometeram a parar com seus ataques contra navios mercantes
americanos, e um período de paz, de expansão territorial, de isolacionismo e
do fortalecimento da economia do país, seguiu-se. Este período ficaria
conhecido como Era do Bem Sentir.
Expansão americana rumo ao oeste.

Após o término da Guerra de 1812, da derrota de Napoleão
Bonaparte na Batalha de Waterloo e do Congresso de Viena, todos eventos
ocorridos em 1815, uma era de relativa estabilidade iniciou-se na Europa.
Líderes americanos passaram a prestar menos atenção a conflitos europeus,
bem como o comércio com a Europa, e passaram a dedicar-se mais ao
desenvolvimento doméstico do país e ao mesmo tempo passaram a realizar
sua expansão territorial em direção ao Oeste, enquanto isso as antigas
colônias    latino-americanas   da Espanha e     de Portugal obtinham    a
independência e na Europa ocorria à restauração do absolutismo monárquico,
através da Santa Aliança. Nesse mesmo período, a Rússia, uma das nações
ligadas a Santa Aliança, conquistava o Alasca, no nordeste do continente
americano.
Os fatos ocorridos levaram os EUA a estabelecer a Doutrina Monroe. Essa
doutrina, criada em 1823 pelo presidente James Monroe, baseava-se no
princípio "América para os americanos". Ou seja, os EUA deixavam claro que
não tolerariam a influência de potências européias na América.
A Doutrina Monroe tinha ainda outros objetivos:

   Dar suporte ideológico ao expansionismo territorial dos EUA em direção ao
    Oeste, onde, através da compra ou de guerras, adquiriu terras pertencentes
    à Rússia, França, Inglaterra, Espanha, México e principalmente as terras
    pertencentes aos indígenas, os primitivos habitantes;

   Estabelecer a tutela dos EUA sobre as nações latino-americanas.


Com o fim da aliança dos britânicos com os nativos americanos, colonos
americanos passaram a colonizar áreas, habitadas primariamente por
indígenas - muitos dos quais haviam sido movidos à força para a região, da
costa atlântica, por ordem do governo americano. Durante a década de 1830, o
governo federal deportou forçadamente tribos indígenas do sudeste do país
para territórios menos férteis no oeste. Este caso foi parar na Suprema Corte
americana, que julgou o caso a favor dos indígenas. Mesmo assim, o
Presidente americano à época, Andrew Jackson, ignorou o mandato da
Suprema Corte.
Ao longo das primeiras décadas do século XIX, milhares de americanos e
imigrantes recém-chegados no país passaram a mover-se em direção ao
oeste. Foi o início da expansão americana em direção ao Oceano Pacífico.
Muitos destes assentadores instalaram-se até mesmo em áreas não
controladas pelos americanos à época, especialmente no Texas e
na Califórnia. À medida que a população de regiões e territórios na região
central e oeste dos Estados Unidos gradualmente aumentaram, novos
territórios e estados foram criados. Este movimento em direção ao oeste foi em
parte estimulado pelo Destino Manifesto, criado em 1823.
Então, milhares de colonos viviam em território não-americano, ou em regiões
disputadas por outros países. As pessoas que apoiavam o Destino Manifesto
acreditavam que os Estados Unidos deveriam controlar toda a América do
Norte. Os habitantes americanos que viviam nestas regiões passaram a exigir
a anexação destas regiões por parte do governo americano. Estas regiões
incluem o norte do México e o Oregon Country, uma região localizada no
noroeste dos atuais Estados Unidos e no sudoeste do Canadá, e disputada
com o Reino Unido.
Em 1839, o Texas tornou-se independente, tornando-se uma república. O
Texas foi anexado pelos Estados Unidos em1845. Em 1846, o Reino Unido
cedeu a região sul do Território de Oregon para os Estados Unidos. Ainda não
satisfeitos o próximo objetivo dos EUA seria a compra dos territórios de Novo
México e Califórnia, esta ultima devida principalmente aos portos existentes no
Pacífico e pelos milhares de americanos que se haviam instalado na Califórnia.
O México se recusa a iniciar as negociações com os EUA e já sabendo do
ataque ordenado pelo então presidente dos EUA, James K. Polk, se adianta e
ataca uma patrulha americana que se encontrava a leste do Rio Grande,
território ainda mexicano, porém os EUA se aproveitam dessa ocorrência
alegando o “derramamento de sangue norte- americano em solo norte-
americano” e declara guerra ao México em 13 de maio de 1846. A Guerra
Mexicana, quaisquer que tenham sido seus princípios morais, foi a mais bem-
sucedida de todas em que participaram os norte-americanos. O conflito foi um
desastre para os mexicanos, apesar de eles possuírem um exército 4 vezes
maior do que o americano, ainda que mal treinado. Muito rapidamente os EUA
foram invadindo o território mexicano e conquistando os espaços, graças à falta
de recursos e por causa de um comando dividido. Com a queda da Cidade do
México (setembro de 1847), o governo mexicano se viu obrigado a assinar um
acordo com os EUA. Sob os termos do Tratado de Guadalupe
Hidalgo (fevereiro de 1848), o México cedia oficialmente aos Estados Unidos o
Texas, a Califórnia - Estados mexicanos que tornaram-se territórios
americanos. O Texas e a Califórnia seriam rapidamente elevados à categoria
de Estado americano. Também foi reconhecido o Rio Grande como a nova
fronteira do México e foram cedidos os territórios de Novo México e Califórnia,
em troca, os EUA assumiram a dívida do México para com cidadãos
americanos e pagou 15 milhões de dólares ao governo do México. Tanto o
Texas quanto a Califórnia foram fragmentados, para a formação de novos
territórios,       que        formam        atualmente       os         Estados
de Arizona, Colorado, Nevada, Novo México e Utah. Estes territórios cedidos
pelo México tornariam-se posteriormente um dos pontos-chaves das tensões
seccionais sobre a expansão do escravismo no país. Os Estados Unidos - ao
menos, a região dos 48 Estados contíguos - chegaria aos seus atuais limites
territoriais, com a Compra Gadsden de 1853.
Os Estados Unidos já eram então na década de 1850 uma grande potência
econômica e militar. Milhares de imigrantes vindos de países europeus
instalavam-se anualmente nos Estados Unidos. Porém, as diferenças políticas,
sociais e econômicas entre o Norte e o Sul dos Estados Unidos haviam
crescido drasticamente desde que o país tornara-se independente em 1783. A
população do Norte havia crescido drasticamente, e tinha quase o triplo da
população do Sul. A maior parte dos imigrantes instalavam-se no Norte, cuja
economia era pesadamente industrializada, e cuja população era contra o uso
do trabalho escravo. O Sul, por sua vez, continuava dependente das
exportações de algodão para países europeus.

						
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