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  Quais são as formas de transmissão do HIV?
  Como o vírus está no sangue, nos fluidos sexuais e no leite materno de uma pessoa
  infectada, as formas de transmissão são: sexual, sangüínea e perinatal. A transmissão
  pode acontecer por meio de:
  * relação sexual com pessoa infectada pelo HIV sem o uso da camisinha feminina ou
  masculina (sexo oral, sexo vaginal e sexo anal);
  * contato com sangue (e seus derivados) contaminado pelo HIV;
  * contato com objetos pontudos e cortantes como agulhas, seringas e instrumentos com
  resíduo de sangue contaminado pelo HIV;
  * uso de seringa compartilhada por usuários de droga injetável, por exemplo;
  * da mãe para o filho, durante a gravidez, o parto ou a amamentação.

  Como a infecção pode ser evitada?
  * negociando e usando corretamente a camisinha em todas as relações sexuais;
  * não compartilhando seringas e agulhas;
  * testando o material disponibilizado nos bancos de sangue;
  * realizando a profilaxia durante a gravidez e o parto e evitando a amamentação, no caso
  de mãe HIV+;
  * realizando o teste anti-HIV durante a gestação, para todas as mulheres.

  O que significa sexo seguro ou sexo protegido?
  Praticar sexo de forma segura ou protegida é adotar o uso adequado do preservativo. O
  uso incorreto do preservativo reduz a sua eficácia porque, por exemplo, pode fazer com
  que ele se rompa. Outro equívoco é colocar o preservativo só “na hora de gozar”, ou
  utilizá-lo apenas nas relações casuais, “sem compromisso”.

  É verdade que alguns tipos de relação não apresentam risco?
  Apenas as práticas em que não há contato do sangue, do sêmen ou das secreções vaginais
  de uma pessoa com o sangue de outra podem ser consideradas seguras, no caso da
  transmissão do HIV: masturbação e massagem mútua, abraços, carícias.
  Embora apenas um pequeno número de pessoas tenha contraído o HIV por estes meios,
  as práticas seguintes apresentam risco: felação (pênis na boca); sexo oral vaginal (boca na
  vagina); sexo oral anal (boca no ânus).
  As seguintes práticas representam, sem dúvida, alto risco, se realizadas sem preservativo:
  sexo anal (pênis no ânus); sexo vaginal (pênis na vagina); qualquer prática sexual que
  cause sangramento; esperma ou sangue levado à boca durante sexo oral-genital.

  Ter um pacto de fidelidade é uma boa forma de se prevenir da aids?
  É preciso lembrar que muitas mulheres que hoje vivem com o HIV só tiveram um parceiro
  sexual em toda a vida, sendo que havia um pacto de fidelidade implícito no
  relacionamento (casamento). Ou seja, pode ser que uma das pessoas mantenha o pacto e a
  outra não. Além disso, especialmente entre adolescentes, o pacto de fidelidade pode durar
  enquanto dura o relacionamento, que termina e é logo seguido de outro. Assim, a pessoa
  pode ter vários parceiros ou parceiras, mesmo que seja sempre fiel (um de cada vez).

  Como se previne a transmissão do HIV da mãe para o filho?
  O risco de transmissão pode ser reduzido em até 67% com o uso do AZT durante a
  gravidez, no momento do parto e com a administração do xarope da mesma droga ao
  recém-nascido por 6 semanas, sempre com orientação médica. A transmissão pelo leite
  materno pode ser evitada com o uso do leite artificial ou de leite humano processado em
  bancos de leite que fazem o aconselhamento e a triagem das doadoras.

  O HIV pode penetrar pela pele?
  Não. A pele serve normalmente como barreira. Mas é importante lembra que essa barreira
  pode ser quebrada, quando acontecem cortes, escoriações, úlceras, feridas, sangramento.
O HIV pode ser transmitido pela tosse ou espirro?
A infecção pelo HIV não é de transmissão aérea como a tuberculose, por exemplo.
Também não se transmite pelos alimentos, pela água da piscina, por toalhas ou assentos
sanitários, nem através de animais domésticos

Tomar água no mesmo copo ou comer com os mesmos talheres de um portador do HIV é
perigoso?
Não. Podemos tomar água ou qualquer bebida no mesmo copo que uma pessoa que tem
aids porque a saliva não transmite o vírus. Também podemos comer com os mesmos
talheres e pratos de uma pessoa portadora do HIV.

Mosquitos e insetos transmitem o HIV?
Há provas de que o HIV não é transmitido por mosquitos ou outros insetos (pulgas,
piolhos, percevejos) que estejam, por exemplo, na residência de uma pessoa com aids.
Sabe-se que o HIV vive em algumas células do organismo humano, mas que não vive nas
células nem no estômago dos insetos que, portanto, não podem ser hospedeiros do HIV.

Como saber se tenho o HIV?
Fazendo o teste, que está disponível na rede pública de saúde e é, portanto, gratuito. O
exame identifica, no sangue, a presença de anticorpos anti-HIV (células de defesa
específicas para o HIV). No caso do resultado positivo, é importante esclarecer que o fato
de uma pessoa ser portadora do HIV não significa necessariamente que ela tem aids.
Quanto mais cedo uma pessoa ficar sabendo se é portadora do vírus, mais chances ela tem
para prevenir o aparecimento das doenças oportunistas que caracterizam a aids.

Onde posso fazer o teste?
Procure um CTA (Centro de Testagem e Ac0nselhamento) ou informe-se numa Unidade
Básica de Saúde (em Florianópolis, o telefone do CTA é 3248-2401). O procedimento é
confidencial e envolve sempre o aconselhamento, que é uma conversa realizada para
repassar as informações necessárias, tirar as dúvidas e acolher as angústias da pessoa que
procura o serviço, tanto na hora de decidir fazer o teste quanto no momento de conhecer o
resultado.

Quando as pessoas devem fazer o teste do HIV?
As pessoas que estão em dúvida sobre o seu status sorológico (se é ou não soropostiva) ou
que se expuseram a situações de risco de infecção devem realizar o teste anti-HIV. Apesar
dos grandes avanços científicos no diagnóstico e no tratamento, a decisão de fazer ou não
o teste é sempre difícil. O preconceito e a discriminação em relação aos portadores do HIV
ainda afastam muitas pessoas dos benefícios de um diagnóstico precoce. Em muitos casos,
isso contribui para a manutenção da cadeia de transmissão do vírus.

O que é aconselhamento?
É uma prática utilizada pelos profissionais de saúde. Consiste numa relação de escuta e
confiança. No âmbito das DSTs e do HIV/aids, o processo de aconselhamento tem três
componentes:
* apoio emocional;
* ação educativa, envolvendo troca de informações sobre DSTs e HIV/aids, suas formas de
transmissão, prevenção e tratamento;
* avaliação de riscos, propiciando a reflexão sobre valores, atitudes e condutas, inclusive o
planejamento de estratégias de redução de riscos.

Qualquer exame de sangue mostra se uma pessoa está infectada com o HIV?
Não. Num exame de sangue comum, como o hemograma, não é possível saber se a pessoa
está com o HIV. Para a pessoa saber se está infectada, tem que fazer um exame de sangue
específico para o HIV.

O que é a janela imunológica?
É o tempo que o organismo infectado pelo HIV leva para produzir uma quantidade de
anticorpos suficiente para ser detectada pelos exames específicos. Isso significa que, se o
teste for feito durante o período da janela imunológica, é provável que o resultado seja um
falso negativo, embora a pessoa já esteja infectada pelo HIV e já possa transmiti-lo para
outras pessoas. A duração desse período varia de 2 semanas a 2 meses, de acordo com a
sensibilidade do teste. Assim, diante de um resultado negativo, recomenda-se repetir o
teste depois de dois meses. Para que o resultado desse segundo exame seja confiável, é
preciso evitar qualquer prática de risco durante esses dois meses.

Qual a vantagem de se fazer o teste?
Independentemente do resultado, é sempre bom conhecer a própria condição sorológica,
o que pode contribuir para que você adote as medidas de proteção adequadas. Nos CTAs,
os indivíduos diagnosticados como soropositivos são imediatamente encaminhados a
unidades de saúde de referência para assistência e acompanhamento permanentes.
                 O conteúdo aqui trabalhado está disponível no site do Programa Nacional de DST/Aids:
                                                                                   (www.aids.gov.br)

				
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posted:1/31/2013
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