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/ tuberculose
Os números são incríveis: ► cerca de 2 milhões de pessoas morrem por ano em todo o mundo, vítimas de tuberculose sendo a doença infecciosa que mais mata; ► 98% é a quantidade de pessoas infectadas nos países em desenvolvimento; ► um terço da população mundial esteja infectado com o bacilo da tuberculose.
A realidade portuguesa, felizmente não é tão avassaladora assistindo-se a uma redução acentuada do nível endémico da tuberculose, directamente associada à melhoria dos índices de desempenho do Plano Nacional de Luta Contra a Tuberculose (PNT), com uma evidente redução da prevalência da resistência aos antibióticos específicos. Mas nem tudo é um mar de rosas e é nas grandes cidades como Lisboa, Porto e Setúbal, onde se concentra a maior parte dos casos registados no país e onde o ritmo de declínio é mais lento. Quando nos comparamos com a União Europeia, Portugal é um dos países com maior incidência de casos notificados e com maior expressão dos aspectos que lhe conferem o carácter de infecção emergente. A tuberculose é uma das doenças mais infecciosas, sendo causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”. É uma doença contagiosa, que afecta essencialmente os pulmões, podendo atingir outros órgãos e outras partes do corpo, como os gânglios, os rins, os ossos, os intestinos e as meninges. Formas de transmissão A transmissão da tuberculose processa-se pelo ar, através da respiração. Quando um doente com tuberculose tosse, fala ou espirra, espalha no ar pequenas gotas que contêm o bacilo de Koch. Uma pessoa saudável que respire o ar de determinado ambiente onde permaneceu um tuberculoso pode infectar-se. Devido a esta facilidade de transmissão é que a doença propaga-se tão facilmente. Se pensarmos um pouco em como o metro em plena hora de ponta vai apinhado de gente e se formos contemplados com a companhia de alguém infectado num ambiente com o ar tão rarefeito como é o do metro, podemos deduzir quais as consequências duma dessas viagens. De salientar que um
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espirro de um doente com tuberculose projecta no ar cerca de dois milhões de bacilos. Através da tosse, cerca de 3,5 mil partículas são igualmente projectadas para a atmosfera. Simplesmente assustador… É possível que possamos estar em contacto com o bacilo e o nosso corpo resista, eliminando a bactéria, ou a mantendo no corpo e que se houver outra doença subjacente que esteja a fragilizar o sistema imunitário como por exemplo a sida, o cancro, a diabetes ou o alcoolismo, o nosso corpo acaba por não resistir. Os idosos têm também mais possibilidades de adoecer logo após estarem em contacto com um tuberculoso, ou seja, com o ar que este respira. As pessoas com mais probabilidades de contrair a tuberculose são os idosos, as crianças e as pessoas muito debilitadas por outras doenças. Os doentes com tuberculose que já estão em tratamento não oferecem perigo de contágio porque a partir do início do tratamento o risco vai diminuindo dia após dia. Quinze dias depois de iniciado o tratamento, é provável que o paciente já não elimine os bacilos de Koch, não contagiando assim o ar que o rodeia através da sua respiração. Os sintomas ► Tosse crónica; ► Febre; ► Existência e persistência de suores nocturnos podendo chegar a ensopar o lençol; ► Dores no tórax; ► Perda de peso, lenta e progressiva; ► Falta de apetite e anorexia; ► Apatia completa para com quase tudo o que está à volta. Prevenção É a arma mais poderosa e genericamente usada em todo o mundo. É feita através da vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), que é aplicada nos primeiros 30 dias de vida e capaz de proteger contra as formas mais graves de tuberculose. É, por isso, obrigatória e tomada por milhões de crianças em todo o mundo. Deve-se procurar não respirar em ambientes saturados, pouco arejados e pouco limpos. Tratamento Quando alguém adoece com tuberculose, o tratamento consiste na combinação de três medicamentos: rifampicina, isoniazida e pirazinamida. Este tratamento dura cerca de seis meses e deve ser sempre acompanhado pelo médico de família do seu centro de saúde. O doente tem de seguir a prescrição do médico e as suas indicações. Caso o doente se negue a tomar a medicação ou a sair de casa numa fase em que seja altamente infeccioso, o Centro de Saúde pode pedir auxílio às autoridades para que se dirijam ao domicílio para se certificarem da toma da medicação e do cumprimento das indicações médicas pois este comportamento pode pôr em risco muitas outras pessoas sendo um caso sério de saúde pública. Seguindo à risca o tratamento, as oportunidades de cura atingem os 95%. Mas para que assim seja, é fundamental não interromper o tratamento em hipótese alguma, nem mesmo se os sintomas desaparecerem. MUITA ATENÇÃO Se tossir consecutivamente durante cerca de três semanas, é recomendável que consulte o médico do centro de saúde da sua área de residência. Um doente infectado com tuberculose deve ser consciente dos seus actos e não colocar em risco a vida de outras pessoas!!!
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/ hi ipertensã e ão
A hipert tensão é um problema que afecta inúmeros po m ortugueses e causadora de problem mais a mas graves, m é possív controlá-la e viver com ela. mas vel A pressã arterial é originada q ão quando o co oração se contrai e o s sangue é bo ombeado para fora e empurra contra as paredes da artérias, f ado s as fazendo com que elas s expandam A força co que o m se m. om sangue é impulsiona contra as paredes arteriais é con ado nhecida com pressão a mo arterial sistóli ica. Após a contracção, o cora ação relaxa e os vasos s sanguíneos retraem-se. A medição efectuada nes ponto r ste determin a pressão arterial dia na o astólica. A pressão arter sofre var rial riações ao lo ongo do dia e de dia para dia, dependend da sua act do tividade ou d forma com se sente. Pode subir s estiver ne da mo se ervoso ou contraria ado, e baixar se estiver c r calmo e relax xado. A pressã arterial é controlada p um siste ão por ema complex que contr xo rola o fluxo d sangue e regula a de pressão arterial. Se o nosso co orpo não pos ssuísse este sistema, o sangue iria para os pés quando s estivéssemos em pé fazendo c é, com que a p pressão desc cesse e nós desmaiásse s emos. Existe ainda em outros fa actores que podem afec ctar a press são arterial tais como a força e cap t pacidade do músculo cardíaco bombear sangue, a qu o uantidade tot de sangu que circula no corpo e o estado geral das tal ue g artérias.
A variaç ção da pres ssão arterial em determ minadas situa ações é normal. A pre essão é alta quando a permane acima do níveis est ece os tabelecidos c como norma tanto para os valores sistólicos co ais a omo para os diast tólicos. Um diagnóstico de pressão alta não é normalmente feito a partir de um única o ma medição da pressão arterial. Qu o o uando medid pela prim da meira vez e d detectada co omo mais alta que o normal, o seu médico pedir-lhe-á que volte à consulta para fazer novas avalia e ações após algumas semanas para deter s rminar se vo apresenta um nível persistente de pressão arterial elev ocê vada. Os valores de 120/80 mmHg é a pressão art terial média normal par adultos. A pressão arterial é ra a consider rada elevada quando em repetidas m a m medições per rmanece igua ou acima d 140/90 mmHg. al de CAUSAS DE HIPER S RTENSÃO Infelizme ente, e em c cerca de 90% dos casos não se sab % s, bem quais as causas do desenvolvim o mento de hipertens são. No enta anto, ela é co ontrolável em quase todo esses cas m os sos. Naquele em que a causa da es hipertens são é desc conhecida, a doença é conhecida como hiper rtensão prim mária ou hip pertensão essencia Em meno de 10% d casos, n quais a causa é con al. os dos nos nhecida, fala amos de hip pertensão secundá ária. Entre as causas de hipertensão secundária estão algum doenças renais e va s mas s asculares, perturba ações hormo onais e defeitos congénit (já prese tos entes à nasc cença). Algu casos po uns odem ser corrigido por cirurgia, outros po os odem ser con ntrolados com medicaçã Neste cas a pressã arterial ão. so, ão voltará a normal qu ao uando as dos dos medicamentos fo ses orem reduzid ou desco das ontinuadas. DIAGNÓ ÓSTICO A pressã arterial pode sofrer v ão variações du urante todo o dia, sendo também inf o fluenciada por outros factores: estar calmo ou nervoso relaxado o em activid o o, ou dade e fazer a medição em diferente braços r es (esquerd ou direito). Se o seu médico susp do peitar que vo é hiperte ocê enso, ele irá fazer as lei á ituras em ambos o braços nu os uma primeira consulta e r repetir a med dição após a alguns dias o semanas. O braço ou .
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que mostrar o nível mais alto é, geralmente, aquele que será usado para futuras medições. A sua pressão será também medida em várias posições, ou seja, em pé, sentado ou deitado, uma vez que os valores diferem ligeiramente nestas três posições. Se essas medições mostrarem que você é hipertenso, o seu médico fará a sua história clínica, procederá a um exame físico completo e poderá solicitar alguns exames laboratoriais. EFEITOS DA HIPERTENSÃO A hipertensão pode acelerar o processo de aterosclerose ou endurecimento das artérias. Quando a pressão arterial está persistentemente alta, exerce pressão contra as paredes arteriais com uma força extra. A camada muscular das paredes arteriais torna-se gradualmente rígida e espessa, perdendo a sua elasticidade; as passagens tornam-se mais estreitas e a parede dos vasos mais rígidas, acumulando gordura ou colesterol. Se já sofrer de aterosclerose, a pressão alta tende a piorar, acelerando o progresso aterosclerótico. A aterosclerose estreita as aberturas dos vasos, enrijecendo as suas paredes. Os vasos estreitados causam a subida da pressão arterial, acumulando mais gordura nas suas paredes. Com a continuação deste ciclo, aumenta o perigo de complicações sérias, como doença cardíaca, insuficiência renal e acidentes vasculares cerebrais. As pessoas com pressão alta têm uma maior probabilidade de desenvolver doença cardíaca. A maioria das vítimas de acidentes vasculares cerebrais sofre de hipertensão. A pressão alta também faz com que o seu coração bombeie com mais força para manter o sangue em movimento, especialmente quando os vasos se encontram mais estreitos e espessos. O trabalho suplementar exercido pelo coração pode acabar por culminar na perda de poder de bombeamento do músculo cardíaco até este deixar de ter força suficiente para manter o sangue a circular. Pode ocorrer congestão ou acumulação de líquido no sistema circulatório e levar a uma doença chamada insuficiência cardíaca congestiva. A hipertensão pode ter efeitos mais graves se:
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tem hábitos tabágicos tem colesterol e triglicéridos elevados tem excesso de peso sofre de stress
QUEM PODE SOFRER DE HIPERTENSÃO? Qualquer pessoa pode ter hipertensão ou vir a desenvolvê-la. No entanto, o aparecimento de hipertensão essencial está associado aos seguintes factores: História familiar Algumas famílias tendem a ser susceptíveis ao desenvolvimento de pressão alta. Se ambos os progenitores são hipertensos, a probabilidade dos filhos desenvolverem a doença é de cerca de 50%. Idade Embora a hipertensão seja mais comum em adultos, ela pode ocorrer em qualquer idade. Quase 50% das pessoas com mais de 64 anos de idade têm hipertensão, que geralmente é detectada pela primeira vez entre os 30 e os 50 anos. Sexo Antes dos 50 anos a hipertensão é mais frequente nos homens; aos 50 anos os números são praticamente iguais, mas entre os 55 e os 60 anos, a incidência é superior nas mulheres. Raça Verificou-se que o risco de complicações hipertensivas é mais alto em negros do que em brancos, em adultos de todas as idades. Peso Corporal
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A pressão alta é mais frequente em pessoas com excesso de peso; para reduzir a sua pressão é preciso eliminar esse excesso. Sal Apesar do sal regular a pressão arterial, a sua influência no desenvolvimento da hipertensão ainda não está bem esclarecida. As pessoas com tendência para pressão alta apresentam maior probabilidade de a manifestar ou piorar se ingerirem alimentos com muito sal. Stress Embora ainda não exista nenhuma prova definitiva, alguns estudos médicos demonstraram associação entre determinados factores de stress e hipertensão. Outros Factores Além dos já citados, o sedentarismo (falta de exercício), o consumo de bebidas alcoólicas, a diabetes e os hábitos tabágicos também podem estar associados ao aumento da pressão arterial. CONTROLE DA HIPERTENSÃO Muitas pessoas conseguem reduzir a pressão arterial sem medicamentos, com a simples eliminação do peso em excesso, restrição na ingestão de sal e domínio do stress. Se sofre de hipertensão ligeira, a adopção das medidas acima pode ser suficiente para baixar a sua pressão arterial para valores normais, e provavelmente não precisará de nenhum medicamento. Para outros, o tratamento da hipertensão poderá necessitar de alguns medicamentos. e o seu peso é normal, é importante que continue como está. Se estiver com excesso de peso, o seu médico aconselhá-lo-à a seguir uma dieta adequada. A eliminação do peso em excesso contribui geralmente para a redução da pressão arterial, e quando o peso extra não é readquirido, a pressão arterial tende a permanecer estável. Os hábitos alimentares contrários à boa saúde são a razão mais provável da obesidade, sendo geralmente difíceis de alterar sem a orientação adequada de um especialista. O tratamento da hipertensão inclui geralmente algumas restrições à ingestão de sal, devido ao sódio que este contém. Algumas pessoas respondem bem a uma simples redução na ingestão de sal. Porém, é importante que os indivíduos com hipertensão ou com tendência para a desenvolver diminuam a quantidade de sal na sua dieta.
/ cancro do cólon e do recto
As estatísticas dizem-nos que o cancro do cólon e do recto é, em Portugal, o cancro mais frequente nos homens, embora, neste mesmo grupo, seja a quarta causa de morte oncológica. Nas mulheres é o segundo tipo de cancro bem como a segunda causa de morte oncológica. Mas o que nos interessa isto? Muito, pois este tipo de cancro pode ser minimizado através de comportamentos saudáveis iguais a tantos outros para tantas outras doenças. Passa tudo pela vontade de adquirir hábitos de vida saudáveis.
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Existem alguns factores de risco em que alguns se forem evitados, tal como disse atrás, podem minimizar ou evitar o surgir deste tipo de cancro, outros nem tanto e que se relacionam com os aspectos fisiológicos do nosso corpo. São vários esses factores de risco: ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Idade superior a 50 anos; Factores dietéticos como o baixo consumo de vegetais verdes, fibras ou o excessivo valor energético das refeições; Excesso de peso e sedentarismo; Presença de pólipos no intestino grosso; História de colite ulcerosa ou de doença de Crohn; Certas doenças hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar. Estar atento a um conjunto de sinais característicos que podem indicar a presença desta patologia e despistá-los pode ser uma arma importante contra o cancro do cólon e do recto pois o seu diagnóstico precoce evita a sua evolução permitindo a cura total. Os sinais e sintomas que podem surgir em pessoas com esta patologia podem ser: ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ ♦ Alteração nos hábitos intestinais, com o aparecimento de diarreia ou de obstipação; Presença de sangue nas fezes; Sensação de que o intestino não esvazia completamente; Desconforto abdominal; Perda de peso inexplicada; Cansaço. Como podemos ver, estes sinais e sintomas são característicos de outras doenças ou mesmo de uma simples indigestão e por isso descurados tantas vezes, mas no caso do cancro do cólon e do recto, eles surgem mais frequentemente e em espaços de tempo mais curtos. É através de exames físicos e clínicos habituais, de forma mais ou menos periódica, isolados ou em conjunto, sempre sob orientação clínica que pode ser despistado este tipo de cancro. O toque rectal, a pesquisa de sangue oculto nas fezes e/ou outros exames que permitem a visualização directa ou indirecta do cólon e do recto, como sejam a sigmoidoscopia e a colonoscopia são os exames clínicos mais frequentes para diagnosticar esta doença oncológica. Relativamente ao facto de o sexo anal potenciar ou predispor para o surgimento deste tipo de cancro, não encontrei na pesquisa efectuada qualquer referência sobre esse assunto e inclusive numa conversa com um amigo médico, ele negou esse aspecto. Assim não existe nada que aponte que as relações anais e maioritariamente os homossexuais possam vir a sofrer desta patologia ou referir-se que o cancro do cólon e do recto é uma doença maioritariamente homossexual porque não é.
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/ tétano
O tétano é uma doença infecciosa grave causada por uma neurotoxina produzida pelo Clostridium tetani, uma bactéria encontrada comumente no solo sob a forma de esporos. É uma doença que pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade e não é transmissível de uma pessoa para outra, contudo pode infectar o nosso organismo através de feridas abertas e lesões na pele tal como arranhões, cortes e mordeduras de animais. Em condições de ausência de oxigénio, como ocorre em ferimentos, os esporos germinam para a forma vegetativa do Clostridium tetani, que multiplica-se e produz duas exotoxinas, que são disseminadas através do sistema circulatório.
Bactéria Clostridium tetani Os sintomas que esta doença produz são terríveis e diz que já viu uma pessoa com tétano que é algo assustador. Esta doença provoca espasmos musculares inicialmente nos músculos do pescoço e da mastigação, causando rigidez progressiva até atingir os músculos respiratórios, conduzindo à paragem cárdio-respiratória e à morte. Estas complicações são muito graves levando a pessoa a ficar internada numa unidade de cuidados intensivos. O tempo de incubação da bactéria, ou seja da passagem de esporo a bactéria propriamente dita é de 2 a 21 dias e quanto mais rápida for esta incubação, pior é o prognóstico. O diagnóstico da doença é feito através da sintomatologia característica e numa história de ferimentos passados não tratados.
Embora seja apenas uma pintura, o corpo da pessoa infectada com esta bactéria pode adquirir esta forma e rigidez. O tratamento baseia-se em cuidados gerais para não estimular o doente mantendo-o num local pouco iluminado e livre de ruídos, utilizando antibióticos, sedativos e relaxantes musculares, efectuando a limpeza das feridas e administrando soro anti-tetânico. O tétano e a vacinação O tétano é uma doença que pode ser prevenida através da vacinação, vacina essa contemplada no Plano Nacional de Vacinação e que é gratuita. Como não é possível eliminar os esporos do Clostridium tetani do ambiente, estando estes disseminados por todo o planeta sem excepção, para evitar a doença é essencial que todas as pessoas estejam adequadamente vacinadas. A vacina contra o tétano (toxóide tetânico) foi desenvolvida em 1924 e amplamente utilizada durante a II Guerra Mundial. O esquema básico de vacinação na infância é feito com a vacina combinada
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bivalente, contendo toxóide tetânico absorvido (T) e toxóide diftérico, em dose reduzida, absorvido (d). É feita aos 2 meses de vida, aos 4 meses, aos 6 meses, aos 18 meses, aos 5/6 anos, aos 12/13 anos e a partir daí de 1º em 10 anos para o resto da vida. Esta vacina para além de conferir imunidade contra o tétano, também confere imunidade contra outra doença designada difteria e que numa altura própria deverá ser abordada aqui no Gay Saudável. O problema da vacinação contra o tétano está pois na fase adulta, devido ao intervalo de tempo, de 10 em 10 anos. Muitos adultos acabam por esquecer que devem dar esta vacina, acabando por ficar em atraso levando a correr sérios riscos de saúde. Quando a pessoa tem um ferimento e recorre aos serviços de urgência, na maior parte das vezes, salvo que saiba que tem a vacinação actualizada, é administrada uma dose de vacina do tétano como modo de prevenção de problemas futuros, devendo depois recorrer ao seu Centro de Saúde para actualizar o boletim de vacinas. Por isso meus amigos e para prevenir que esta horrível doença tome conta do nosso corpo, tornandoo como uma pedra, toca a olhar para os boletins de vacinas e ver se têm esta vacina em dia. Geralmente os enfermeiros costumam escrever na capa do boletim quando deverá ser dada a próxima dose. O problema mesmo é ser de 10 em 10 anos e as pessoas não usarem sempre o boletim pelo que acabam por esquecer e nunca mais ligar a isso. Mas a vacina previne o surgir desta doença e ficar infectada está apenas a um passo de levar uma picadinha no braço que em nada se compara ao sofrimento que esta doença provoca e na maioria dos casos a morte. Vão ver os vossos boletins de vacina e se estiver em atraso vão ao vosso Centro de Saúde e actualizem, um conselho Gay Saudável… NOTA: As informações aqui fornecidas são meramente informativas não dispensando a consulta de um médico ou profissional de saúde devidamente formado na matéria para o esclarecimento de dúvidas ou despiste de sintomas. Eu como enfermeiro, apenas baseio-me em conhecimentos adquiridos e em fontes bibliográficas para vos trazer aqui aspectos essenciais de patologias e lutar por uma adesão a comportamentos saudáveis, banindo os comportamentos de risco.
/ colesterol
Ouvimos falar tantas vezes no colesterol, mas afinal o que é, o que provoca e o que fazer quando este começa a andar em excesso no nosso organismo? O colesterol é uma gordura que é essencial para o nosso organismo, encontrando-se neste, proveniente de duas origens: uma parte do colesterol que necessitamos é produzido no nosso organismo, essencialmente ao nível no fígado e a outra parte tem origem na alimentação que ingerimos, nomeadamente nos alimentos de origem animal como a carne, os ovos e o leite. Esta gordura é essencial para o nosso organismo, uma vez que é necessária para produzir as membranas das células, as hormonas, a vitamina D e ácidos biliares necessários para a digestão dos alimentos. O problema do colesterol em excesso surge porque o nosso organismo apenas necessita de uma pequena quantidade de colesterol para satisfazer as suas necessidades e como é sabido de todos, a alimentação de todos nós é maioritariamente ao nível de produtos de origem animal, o que contribui em muito os níveis de colesterol no sangue. Daí a importância de consumirmos muitos vegetais e uma alimentação variada. Quando o colesterol começa a ser em excesso no nosso organismo, vai depositar-se nas paredes arteriais, reduzindo assim o calibre dos vasos sanguíneos, dificultando o aporte de sangue aos órgãos e tecidos.
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Deposição de colesterol numa artéria e seu estreitamento Quando as pessoas referem que alguém teve uma angina de peito, é nada mais nada menos que a dor intensa provocada pela pouca quantidade de sangue oxigenado que irriga o músculo cardíaco devido ás placas de colesterol formadas nas artérias. Se estas placas de colesterol obstruírem por completo as artérias que irrigam o coração a pessoa vai sofrer de um enfarte do miocárdio devido à morte das células por falta de sangue oxigenado. Os níveis elevados de colesterol no sangue por si só não dão sintomatologia, porém quando surge uma dor no peito, já a deposição nas artérias é muito elevada, estando a pessoa predisposta a uma doença cardiovascular. As sociedades científicas europeias recomendam como valores normais de colesterol no sangue, valores inferiores a 175mg/dl OS TIPOS DE COLESTEROL A circulação do colesterol no nosso organismo faz-se através de uma proteína que se encontra ligada ao colesterol, designando-se por isso de lipoproteína. Estas podem ser classificadas de altas, baixas e muito baixas quanto à sua densidade, em função da quantidade de proteína e gordura em cada uma. Assim temos as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) que são conhecidas pelo “mau” colesterol, sendo este o colesterol que se deposita nas paredes das artérias e provocando a ateroesclerose. Daí que quanto mais a quantidade de LDL no sangue, maior é o risco de problemas cardiovasculares. As lipoproteínas de alta densidade (HDL) são conhecidas por ser o colesterol “bom” e são responsáveis pela limpeza das artérias, tendo assim o papel oposto das LDL. Quanto maior for a quantidade de HDL em circulação no sangue menor será o risco de doenças cardiovasculares. As lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL) são semelhantes às LDL porém, contêm mais gordura e menos proteínas. FACTORES QUE ALTERAM OS NÍVEIS DE COLESTEROL Nem é preciso mencionar aqui pois toda a gente sabe, mas é sempre bom recordar e avivar memórias… Dieta e exercício físico… A dieta é fundamental para definir os níveis de colesterol no sangue. Uma dieta rica em gorduras saturadas e de colesterol aumenta em muito os seus níveis. Deve-se evitar o consumo de gorduras de origem animal como as carnes gordas, o presunto, o queijo, a manteiga, as charcutarias, a comida fast-food, etc… A actividade física regular também é um forte aliado contra os níveis elevados de colesterol baixando o LDL e elevando o HDL. 30 minutos diários de exercício físico é uma boa alternativa no combate ao mau colesterol. Uma marcha em passo rápido após o jantar pode ser uma opção. Uma dieta equilibrada e a actividade física regular juntos vão diminuir o excesso de peso que é outro factor predisponente para a existência de excesso de colesterol no nosso organismo.
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Existe ainda a componente hereditária onde os nosso genes são responsáveis por determinar a quantidade de colesterol produzido pelo nosso organismo, existindo por isso pessoas que mesmo fazendo uma alimentação correcta e exercício físico, mantêm os níveis de colesterol elevado tendo que recorrer por isso a medicação. Outro factor que também pode interferir nos níveis de colesterol é o tabaco que diminui o colesterol HDL no sangue. Aconselho a todos que façam análises regularmente para determinar os níveis de colesterol no sangue de forma regular. Algumas farmácias disponibilizam estes testes sendo fácil e rápido através de uma pequena picada no dedo. Embora possam ter alguma pequena variação dos valores reais, estes testes permitem que tenhamos uma ideia aproximada e assim controlarmos facilmente o nosso estado de saúde, evitando problemas mais graves como são as doenças cardiovasculares…
/ dermatite por contacto
A dermatite por contacto é a inflamação da pele resultante do contacto directo com substâncias que causam reacção alérgica ou inflamatória. Quantos de nós já não tivemos manchas na pele e ficámos bastante preocupados? Pois este problema ocorre frequentemente nas mãos, braços e face, devido a serem as áreas mais expostas ao contacto. O tipo mais comum é causado pelo contacto com substâncias que podem ser irritantes. Os ácidos, materiais alcalinos como sabonetes, detergentes, solventes e outras substâncias químicas são exemplos de potenciais causadores de dermatite por contacto. Pode envolver uma reacção a uma substância a que a pessoa seja exposta ou utilize repetitivamente. Neste caso, o indivíduo não precisa necessariamente apresentar uma reacção inicial. O uso repetitivo pode causar uma eventual sensibilização e a reacção ao produto. Há o caso em que produtos causam reacções somente quando em contacto com a pele e expostos à luz solar (fotossensibilidade). Estes produtos incluem as loções para barbear, os filtros solares, as pomadas, alguns perfumes, produtos com alcatrão, óleo que sai da pele dos cítricos. SINTOMAS E DIAGNÓSTICO Vermelhidão, coceira na pele e formação de bolhas que podem estourar formando crostas e descamações são os sintomas que surgem quando se desenvolve a dermatite por contacto. Se a pele não for tratada, poderá escurecer ficando grossa e rachada. Para diagnosticar é necessária uma
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avaliação detalhada. O relato do paciente juntamente com testes alérgicos cutâneos podem elucidar o caso. O diagnóstico será baseado principalmente no aspecto da pele e nos antecedentes de exposição a um agente irritante ou alérgeno. Os exames de alergia podem isolar o alérgeno entre os suspeitos. Também podem ser utilizados outros exames para descartar outras causas possíveis, como uma biópsia da lesão cutânea ou cultura da lesão cutânea. TRATAMENTO O tratamento principal é o de evitar o contacto com a substância que desencadeou a reacção, além de medicamentos que aliviam os sintomas. O quadro inflamatório deve ser tratado com o uso de corticóides tópicos ou sistémicos dependendo da gravidade. Também a aplicação de cremes hidratantes nas peles secas aumenta a sua resistência. Em caso de infecção secundária que pode surgir quando existem feridas originadas pelo rebentamento das bolhas formadas, faz-se a administração de antibióticos e para aliviar a comichão muitas vezes presente, anti-histamínicos. Geralmente a dermatite por contacto desaparece depois de duas ou três semanas, mas podem recorrer se o antígeno não puder ser identificado ou evitado.
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