Respons�vel: Lucas F - DOC by 5r6g27x

VIEWS: 35 PAGES: 72

									                                                                                Responsável: Lucas F. Vasconcelos
                                                                                     vasconcelos@eco.unicamp.br
                                                                            Elaborado por Natália Vidotti Orlovicin




                                        Clipping do Projeto PIB
                                        Sub-Sistema: Autopeças

Fontes pesquisadas: Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Valor Econômico, Gazeta
Mercantil, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Jornal do Brasil, Carta Capital, Isto É Dinheiro e
Exame.
Período: janeiro de 2007 em diante

                                                        Índice
Título do artigo (data do artigo) ....................................................................................... 3
SKF aproveita crise para ajustar ritmo de produção no país (27/04/09) .......................... 3
Fornecedores esperam queda menor (14/04/09) ............................................................... 4
Argentina quer comprar menos autopeças do Brasil (26/03/09) ...................................... 5
An over-optimistic takeover falls victim to the recession (16/03/09) .............................. 6
Crise derruba exportações e Bosch reduz investimento (10/03/09) ................................. 8
Autopeça recontrata demitidos em Taubaté (05/03/09) ................................................... 9
Autopeças do ABC antecipa fim de jornada reduzida (20/02/09) .................................. 11
Cade arquiva acusação da Fenabrave contra montadoras (19/06/2008)......................... 12
Bosch troca comando na AL e prepara expansão (11/06/2008) ..................................... 12
Brasil negocia com a Venezuela pacote de máquinas industriais (05/06/2008)............. 13
Teksid anuncia investimento adicional em MG (27/05/2008) ....................................... 15
Randon apura receita de R$ 259 milhões em abril (20/05/2008) ................................... 17
Compra de máquinas cresce e se diversifica (19/05/2008) ............................................ 17
BMW e Mercedes podem colaborar em peças (09/05/2008) ......................................... 19
Consumo de aço dispara e usinas cortam exportação (Valor, 15/05/2008) .................... 20
Demanda sobe mais que o previsto e tira aço da exportação (15/05/2008) ................... 21
Varejo paulistano registra em abril a maior alta mensal de preços do ano, diz
Fecomercio (14/05/2008) ............................................................................................... 23
Setor automotivo ganha 30 dias para recolher IPI (13/05/2008) .................................... 24
ZF avalia Lages (12/05/2008)......................................................................................... 24
STF deve julgar na quarta ICMS na base da Cofins (12/05/2008) ................................. 25
Fábricas de veículos temem risco logístico (09/05/2008) .............................................. 26
"Flex" ainda barra acordo automotivo Brasil-Argentina (Valor, 09/05/2008) ............... 27
Randon dribla aumento de custos e lucra 50% mais (Valor, 08/05/2008) ..................... 29


                                                                                                                         1
Planos de Steinbruch para a CSN ser a nº 2 (08/05/2008) ............................................. 30
Câmbio põe em risco estratégia exportadora (Valor, 05/05/2008) ................................. 32
Setores da indústria já negociam reajustes (30/04/2008) ............................................... 34
Brasil e Argentina prorrogam por cinco anos acordo automotivo (23/04/2008) ............ 36
Demanda nos países emergentes garante a recuperação da Visteon (18/04/2008) ........ 37
Governos negociam e podem adiar livre comércio automotivo (17/04/2008) ............... 39
Com 88% de uso médio da capacidade, setor de autopeças deve investir US$ 1,6 bilhão
neste ano (16/04/2008) ................................................................................................... 40
Setor de autopeças deve faturar 22% mais em 2008, mas terá déficit comercial no ano
(16/04/2008) ................................................................................................................... 41
Fiat vai comprar mais componentes da Índia e China (15/04/2008) .............................. 42
Fras-le anuncia que abrirá fábrica na China (14/04/2008) ............................................. 44
Secretarias do governo dão parecer favorável à compra da EPG pela Mahle
(08/04/2008) ................................................................................................................... 44
Montadoras estão importando para atender a demanda (07/04/2008) ............................ 45
Alta de apenas 6% na importação de insumos surpreende (04/04/2008) ....................... 46
Ajuste informal prioriza substituição de importações (03/04/2008) .............................. 48
Indústrias procuram preço menor (01/04/2008) ............................................................. 50
A propriedade industrial e as montadoras (28/03/2008) ................................................ 52
Produtos siderúrgicos terão novo reajuste (25/03/2008) ................................................ 54
Preço do carro deve subir, mas culpa não é do consumo (25/03/2008) ......................... 55
Missão traz 120 empresários argentinos ao Brasil (19/03/2008) ................................... 56
SDE arquiva processo de autopeças contra montadoras de veículos (12/03/2008) ....... 58
Fiat colhe no Brasil frutos de sinergias (11/03/2008)..................................................... 59
Montadoras brasileiras vão investir US$ 4,9 bilhões em capacidade neste ano, diz
Anfavea (10/03/2008) ..................................................................................................... 61
Investidores da Delphi (07/03/2008) .............................................................................. 61
Grande exportador eleva importações (05/03/2008) ...................................................... 62
Greve por participação nos resultados pára autopeças (29/02/2008) ............................. 64
SP prepara programa de incentivos para ampliar a produção industrial (26/02/2008) .. 65
Randon aumenta vendas e carteira de pedidos triplica (21/02/2008) ............................. 66
Pequeno varejo de São Paulo tem queda de 1,6% no faturamento até novembro de 2007
(14/01/2008) ................................................................................................................... 67
PIS/Cofins retidos podem ser usados para pagar tributos (08/01/2008) ........................ 68
Brasil avança na engenharia automotiva (07/01/2008) .................................................. 69
Autopeças investe e cobra expansão das montadoras (03/01/2008)............................... 70
                                                          Artigos

                                                                                                                                 2
Título do artigo (data do artigo)

Texto do artigo
Fonte:
Palavra-chave:
Link:

SKF aproveita crise para ajustar ritmo de produção no país (27/04/09)

Guilherme Manechini, de São Paulo

Cláudio Belli / Valor
Dessimoni, diretor de vendas automotivas. diz que a margem operacional tendem a ser
melhor do que em 2008

A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e o retorno do crédito ao
consumidor já restabeleceram o ritmo de produção da fabricante sueca de rolamentos
SKF, cuja operação brasileira está entre as melhores do grupo em termos de
aproveitamento. E após o momento mais crítico do mercado automobilístico nacional,
que hoje se constata ter sido bem menor que o mundial, a atual folga de 20% na
capacidade produtiva é considerada como um patamar "mais saudável" do que o vivido
até setembro do ano passado.

A interpretação é do diretor de vendas automotivas da companhia, Carlo Vendramini
Dessimoni. Segundo ele, as margens operacionais da SKF, dado o cenário de produção
e vendas de automóveis do primeiro trimestre e das prévias de abril, tendem a ser
melhores que as de 2008. "Até setembro, estávamos constantemente arcando com custos
adicionais de frete, recursos humanos e matérias-primas", constatou Dessimoni, ao citar
o exemplo de mercadorias que foram enviadas de aviões às montadoras. "Demanda era
a palavra-chave. Agora as empresas voltaram a analisar seus processos", acrescentou.

Hoje, o recuo das exportações, que significam algo em torno de 30% das vendas totais
da SKF, está sendo utilizado para a melhoria dos processos produtivos da fábrica
brasileira da empresa, localizada em Cajamar, no interior de São Paulo. De acordo com
Dessimoni, todos os ajustes de equipamentos e rearranjos de processos estão agendados
para o primeiro semestre. "Estamos nos preparando para um cenário mais aquecido já
no segundo semestre, além de serem manutenções e modernizações necessárias para os
próximos dois anos", declarou.

A perspectiva do executivo é de que a produção nacional de automóveis e comerciais
leves atinja 3,5 milhões de unidades entre 2012 e 2013. É neste patamar que a SKF
deverá retomar os investimentos em ampliação de capacidade. "Evidentemente que
neste ano não teremos investimentos. Imaginamos um plano de aplicação de recursos
consistente para um mercado de 3,5 milhões de unidades", disse o diretor, sem revelar o
montante a ser aplicado no país.

Não fosse a crise financeira mundial, a SKF tinha a previsão de investir na ampliação da
fábrica já neste ano. Os planos, no entanto, foram postergados. A companhia fabricou
35 milhões de rolamentos no ano passado, 20% a mais do que em 2007, enquanto que o


                                                                                      3
faturamento do segmento automotivo, que representa pouco mais da metade do total da
SKF no Brasil, cresceu 8%. O resultado consolidado foi de R$ 600 milhões.

Dessimoni informou que, durante a fase mais aguda da crise no país, a estratégia da
SKF foi a de reduzir a jornada de seus 850 colaboradores em um dia por semana e, em
alguns casos, adotar o regime de licença remunerada. Por ora, não ocorreram demissões,
garantiu o executivo.

Alinhado com as previsões do Sindipeças (entidade que reúne os fabricantes de
autopeças no país), a estimativa da SKF é de uma produção entre 2,7 e 2,85 milhões de
unidades neste ano. "É um número que garantiria uma boa rentabilidade", finalizou o
executivo.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=27/4/2
009&codmateria=5534692&codcategoria=95

Fornecedores esperam queda menor (14/04/09)
Guilherme Manechini, de São Paulo


A redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e, por consequência, a
retomada das vendas de automóveis no país já tiveram impacto positivo no setor de
autopeças, que tem refeito os cálculos de produção e faturamento constantemente. Desta
vez, porém, a conta é para cima. Segundo o presidente do Sindipeças (entidade que
representa os fabricantes), Paulo Butori, a estimativa atual é de que o faturamento do
segmento recue entre 13% e 14% em 2009, ante previsão inicial de queda de quase
20%. No ano passado, o resultado foi de R$ 72 bilhões.

A sensação de retomada foi causada principalmente pela diluição dos estoques
acumulados no fim do ano, reaquecendo a produção de autopeças para o mercado
interno. O setor, no entanto, ainda não equacionou a queda das exportações e o fraco
desempenho das vendas de componentes para as montadoras de caminhões e ônibus.
"Nem calmaria, nem tsunami", afirmou Butori sobre os efeitos da crise na indústria de
autopeças, utilizando-se do exemplo dado pelo presidente da república Luiz Inácio Lula
da Silva.

Para o executivo, o chamado efeito "marolinha" ficará para o segundo semestre.
"Estamos vendo o mar entrando em processo de calmaria", acrescentou.

A dificuldade em traçar uma previsão para o desempenho deste ano deve-se também à
instabilidade dos pedidos das montadoras. Tradicionalmente, as encomendas e
programações são passadas aos fornecedores de autopeças com três meses de
antecedência, mas com a crise deixaram de ter regularidade. Segundo Butori, os pedidos
estão acontecendo, em média, um mês antes.




                                                                                    4
Conforme levantamento da entidade, o faturamento do setor no primeiro trimestre foi
29,8% menor do que em igual período do ano passado. O dado indica uma
desaceleração no ritmo de queda, que em janeiro e fevereiro ficou em 33,4%. Outros
indicadores, como emprego e capacidade ociosa, também apontaram para a mesma
tendência. A capacidade ociosa passou de 30% em janeiro para 25% em março, e o
nível de emprego estabilizou na casa dos 203 mil postos de trabalho. No ápice da crise
financeira internacional, em outubro do ano passado, a capacidade ociosa da indústria
de autopeças era de 8% e o setor empregava 229,3 mil pessoas.

Os dados foram divulgados ontem, em São Paulo, durante a abertura oficial da
Automec, feira específica para os fabricantes de autopeças. E ainda que a situação do
segmento no Brasil seja mais confortável na comparação com a de outros mercados,
grandes multinacionais do setor deixaram de participar do evento. Em relação à edição
anterior, a Automec 2009 é 10 mil metros quadrados menor. "Muitas matrizes vetaram
investimentos em feiras e eventos, tanto que grandes fornecedores da indústria
automobilística deixaram de participar da Automec", comentou Butori.

Entre as principais empresas de autopeças que não montaram estandes na feira deste ano
estão: Delphi, Sabó, Dana, Visteon, Magneti Marelli, Mann+Hummel, Filtros Fran,
Tecfil, Affinia, o grupo francês Valeo (dono da marca Cibié, entre outras), Mahle Metal
Leve e TRW.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=14/4/2
009&codmateria=5516229&codcategoria=95

Argentina quer comprar menos autopeças do Brasil (26/03/09)
Janes Rocha, de Buenos Aires

As indústrias de autopeças da Argentina propuseram a seus pares brasileiros uma
redução pela metade nas exportações de baterias e de 30% nas de freios e embreagens
como resposta à crise que reduziu a demanda por esses produtos. Por outro lado,
representantes do governo argentino e brasileiro negaram que estaria nos planos uma
revisão do acordo automotivo para beneficiar o setor de autopeças. "Não estamos nem
direta, nem indiretamente planejando nenhuma mudança nas regras do acordo
automotivo", afirmou o secretário de Indústria do Ministério da Produção da Argentina,
Fernando Fraguio.

Nas negociações que começaram ontem, os argentinos pediram que o Brasil reduzisse
de 1,5 milhão para 600 mil o número de baterias exportadas para a Argentina e em 30%
o volume de sistemas de freios e embreagens para o mercado de reposição, o que
significaria diminuir ainda mais a participação brasileira nesse mercado na Argentina,
que é de aproximadamente 10%.

As informações são de Antonio Carlos Meduna, membro do Conselho de Administração
do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores



                                                                                     5
(Sindipeças), que representou o setor na primeira rodada de negociação promovida
pelos governos na sede do Ministério da Produção em Buenos Aires.

"O número pedido (pelos argentinos) é irreal, mas como há quatro anos estamos
negociando, temos certeza que vamos chegar a um bom termo", afirmou Meduna. Ele
explicou que o comércio bilateral de baterias automotivas é administrado desde 2005 e
que nesse período, representantes do Sindipeças e da Afarte, a entidade que reúne os
fabricantes argentinos, mantiveram 16 reuniões para definir volume do comércio.

Para 2008, o Brasil se comprometeu a limitar suas exportações de baterias para a
Argentina em 1,5 milhão de unidades, o que corresponde a 75% da demanda das
montadoras de automóveis. O volume acordado foi cumprido, mas este ano, com a forte
queda nas vendas de automóveis no fim de 2008, reflexo da crise internacional, os
pedidos das montadoras diminuíram significativamente.

Para o primeiro trimestre de 2009, foi negociada a venda de 250 mil baterias que, caso
se repetisse pelos próximos trimestres, significaria 1 milhão de unidades no ano, o que
já seria uma queda de um terço comparado a 2008. "Mas para nossa surpresa, nos
pediram que reduzíssemos as vendas para 600 mil unidades em 2009", disse Meduna,
ou seja, menos da metade do que foi vendido em 2008.

Ele lembrou que esta foi a primeira reunião do setor para renegociação dos volumes
exportados e que um segundo encontro já ficou marcado para o dia 7 de abril em São
Paulo. "Esses números podem fazer parte de uma estratégia de negociação", comentou o
secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Ivan Ramalho, minimizando o impacto da demanda argentina.

Alem do setor de autopeças, iniciaram negociações ontem os setores de tecidos denin
(matéria-prima para confecção de jeans), móveis e vinhos, mas nenhum acordo foi
fechado. "Estamos trabalhando com a perspectiva de acordos (futuros)", disse o
secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. "Há
boa vontade de todos e há uma preocupação com a previsibilidade (de regras)", afirmou.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Argentina+qu
er+comprar+menos+autopeças+do+Brasil&dtmateria=26/03/2009&codmateria=548271
8&codcategoria=89

An over-optimistic takeover falls victim to the recession (16/03/09)

IT SEEMED to be the coup of the decade when Schaeffler, a family-owned German
firm that makes bearings, triumphed in the hostile takeover of Continental, a car-parts
firm three times its size. Schaeffler had not only displayed great stealth and cunning in
sealing the deal. It also relied almost entirely on borrowed money, pulling itself up by
its own bootstraps, as it were, to create one of the world's biggest car-parts suppliers.



                                                                                       6
Now, however, a conquest that stunned corporate Germany last year for its audacity
looks almost certain to end in humiliation.

Few have ever doubted the underlying logic of Schaeffler's EUR 12 billion ($17.9
billion) bid for Continental. It promised to combine two highly complementary
businesses in an industry undergoing rapid consolidation. One firm, for instance, made
fuel injectors; the other specialised in the software to control them. And with the world
economy and commodity markets still booming, Continental's tyre business alone was
thought to be so valuable that, if it were sold, the proceeds could pay down a significant
portion of the debt Schaeffler had raised to buy it.

Schaeffler's big mistake, however, was to structure a bid so Panglossian that it could
have failed in any number of ways, almost all of which have now come to pass. The
company's first problem was that it was more successful than it wanted to be. Its too-
clever-by-half takeover had been finely tuned to gain it just a little less than 50% of
Continental. To do that Schaeffler used derivatives and bought shares on the sly to build
up, in effect, a secret 36% stake in Continental before launching its takeover attempt.

But its first offer for the shares was so low that it was rejected by Continental's board.
Although the offer was later raised just enough to win consent, Schaeffler promised not
to control more than half of the resulting firm. Schaeffler's misfortune, however, was
that its offer closed just after the collapse of Lehman Brothers sent markets into a spin,
spurring almost all of Continental's shareholders to accept its bid. Instead of buying just
half of Continental for about EUR 6 billion, Schaeffler ended up buying almost all of it.

Its second problem was the way it structured its debt by relying on borrowing from
banks, rather than selling bonds with long maturities. A privately owned company,
Schaeffler does not say much about its finances or its borrowings. But people familiar
with the firm reckon it could have pulled off the deal had it been able to limit itself to
buying half of Continental. One insider says Schaeffler's cash generation would have
easily sufficed to shoulder the debt burden it would have needed to finance a 50% stake.
But now it is struggling to finance borrowings estimated to have swollen to as much as
EUR 11 billion, more than twice what the firm is thought to have planned on when it
first launched the bid.

That Continental itself is swollen with debt only compounds Schaeffler's problems. Two
years ago the tyremaker paid EUR 11 billion for VDO, a specialist in car electronics. Its
bankers are also knocking at the door. In January they forced Continental to trim its
dividends and use the cash to service debt. And in February Moody's cut its rating on
the firm's debt.

Because of their debt, both firms are vulnerable to slowing demand. One measure of
Continental's troubles emerged on March 11th, when it said it was shutting plants in
Germany and France and cutting back elsewhere. Its sales of truck and car tyres, having
fallen 20% in the last three months of 2008, fell again by as much as 30% in the first
two months of 2009.

Schaeffler has asked the German government for a bail-out, saying that without
bridging finance it may collapse or be broken up, taking thousands of jobs and two
national champions with it. Yet its pleading is not finding a sympathetic ear, partly


                                                                                         7
because the harm from a collapse of this deal would probably be contained. Continental
itself would feel few ill effects from the collapse of its now-biggest shareholder,
because the two firms' financing and operations are not yet integrated.

And Schaeffler's profitable operating businesses would probably find another home
soon--perhaps even inside Continental if they were going cheaply enough. The primary
victims of Schaeffler's collapse would be the family that controls it, the banks that
financed it and the blind optimism that encouraged them to embark on a deal that could
have prospered only in the best of all possible worlds.
Fonte: The Economist
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://proquest.umi.com/pqdlink?index=28&did=1660402431&SrchMode=3&sid=2&F
mt=3&VInst=PROD&VType=PQD&RQT=309&VName=PQD&TS=1237242106&cli
entId=63424&aid=2

Crise derruba exportações e Bosch reduz investimento (10/03/09)
Marli Olmos, de São Paulo

Boas e más notícias cercam a filial brasileira da Bosch, maior fabricante de autopeças
do mundo. A novidade ruim vem do exterior. Uma brutal queda de encomendas de
componentes exportados para montadoras dos Estados Unidos e Europa, mergulhadas
na crise, levará a empresa a reduzir investimentos programados para o ano em 25%.
Mas no mercado doméstico, há motivo para comemorar: a Bosch foi a primeira a
colocar em um automóvel o sistema de partida a frio, que aposenta o "tanquinho" de
gasolina nos carros flex.

A Bosch tinha se programado para investir este ano R$ 80 milhões. Mas agora reduziu a
previsão para R$ 60 milhões. A maior parte dos recursos seria destinada ao
desenvolvimento de produtos. Tradicional fornecedora de sistemas de combustível para
fabricantes de veículos dos mercados do Primeiro Mundo, a empresa viu a participação
das exportações na sua receita já cair de mais de 40% para 32%.


Somente as vendas destinadas aos Estados Unidos caíram 40%. Em algumas fábricas
mais dependentes das vendas ao exterior, como a de Curitiba (PR), que fornece sistemas
a diesel, a queda das exportações chegou a 50%. "O que estamos vivendo em 2009 é
dramático", diz o vice-presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho.


Por conta desse quadro, agravado pela queda no patamar de produção para o mercado
interno, resultado da crise no crédito, a empresa teve de reduzir o ritmo e fazer
demissões. O número de cortes não é informado.


Por outro lado, a direção da empresa também diz se sentir orgulhosa. Fazia 30 anos,
desde que o carro a álcool foi lançado, que a indústria automotiva tentava desenvolver
uma maneira de o veículo poder ser ligado sem a necessidade de injetar gasolina.


                                                                                    8
Embora alguns nem se lembrem, o carro flex tem um reservatório de gasolina, na parte
da frente, ao lado do motor, que leva cerca de 1,5 litro de gasolina para permitir a
partida sem problemas. Isso é necessário porque a gasolina promove a combustão
independentemente da temperatura. Já o álcool não funciona na partida numa
temperatura abaixo de 12 graus.


Acionado eletronicamente, o sistema que acaba de ser lançado aquece o álcool durante a
partida. Não apenas a Bosch, como as outras duas importantes fornecedoras de injeção
eletrônica no país - Magneti Marelli e Delphi - trabalharam no desenvolvimento dessa
tecnologia.


Mas a Bosch foi a primeira a lançar o produto em um carro. O "tanquinho" foi
aposentado em uma versão do Polo, da Volkswagen, chamada E-flex. Delphi e Magneti
Marelli informam que estão negociando com as montadoras.


Na Bosch, o sistema é chamado Flex Start e representa, na visão de Botelho, a terceira
geração desde o início do álcool nos veículos. A primeira foi o lançamento do carro
movido apenas com esse tipo de combustível. A segunda foi o carro flex, que permitiu o
uso de gasolina ou álcool ou ambos misturados.


Botelho, um dos pais do motor flex, calcula que a extinção do tanquinho será feita em
menos tempo do que a substituição do carro a gasolina pelo flex, que levou cinco anos.
O executivo lembra que além do fim do incômodo de ter de lembrar de encher o
tanquinho, o sistema ajuda na redução de emissão de poluentes.


Uma vez resolvida a questão da partida a frio, a indústria tem agora outro desafio:
concluir o desenvolvimento do chamado "Start Stop", sistema que desliga o motor
quando o carro para, como em um congestionamento. Mas essa inovação será mais
simples porque já foi desenvolvida na Europa e funciona em alguns automóveis naquele
continente.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Crise+derruba
+exportações+e+Bosch+reduz+investimento&dtmateria=10/03/2009&codmateria=5454
024&codcategoria=95

Autopeça recontrata demitidos em Taubaté (05/03/09)
Cibelle Bouças, de São Paulo


                                                                                    9
A recuperação nas vendas de veículos ocorrida em janeiro e fevereiro provoca uma
lenta retomada da atividade no setor de autopeças. Empresas de Taubaté e do ABC
Paulista reconvocam funcionários, estimuladas sobretudo pelo aumento das encomendas
pela Volkswagen. Em janeiro, as vendas de automóveis e veículos leves cresceram
5,11% sobre dezembro e, em fevereiro, 0,85% sobre o mês anterior, segundo dados da
Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No ano, a
Volkswagen liderou as vendas de veículos do país, com 23,34% dos emplacamentos.

Ontem, a Thyssenkrupp KMAB, que fornece autopeças para a montadora alemã e
possui 400 funcionários em Taubaté (SP), recontratou 38 funcionários dos 70 que havia
demitido desde que a crise internacional se agravou, em meados de setembro de 2008.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, Isaac do
Carmo, por enquanto, as empresas que têm a Volkswagen como principal cliente estão
retomando mais rapidamente o ritmo de produção. "Outras empresas de autopeças que
também demitiram já estão aumentando o pagamento de horas extras. Nesses casos o
sindicato tem orientado as empresas a recontratar", afirmou.


Carmo observou que a decisão da Volkswagen de convocar os 5,3 mil empregados da
unidade de Taubaté para horas-extras aos sábados injetou na economia local R$ 8
milhões no primeiro bimestre deste ano. No ano todo de 2008, o pagamento de
adicionais pela empresa no município totalizou R$ 50 milhões. A empresa também
renovou os contratos de 650 temporários em janeiro para garantir o ritmo de produção.
"Existe também uma expectativa de que a Fiat normalize a produção até o mês que vem,
o que também dará impulso às empresas locais", disse.


Em São Bernardo do Campo, a Kostal, que havia negociado com o Sindicato dos
Metalúrgicos do ABC a redução da jornada, voltou atrás, também devido ao aumento da
demanda. Em fevereiro, outras duas empresas de autopeças da região cancelaram a
redução de jornada, a Fiamm e a Polistampo. "As empresas estão aos poucos
cancelando a redução da jornada, mas é preciso confirmar se há mesmo uma tendência",
afirmou o presidente do sindicato, Sérgio Nobre.


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel
Torres, também confirmou a mudança nas indústrias de autopeças, mas salientou que a
retomada do emprego é sempre muito mais lenta que o ritmo das demissões. Torres e
Nobre citam como fonte de preocupação atual as empresas de máquinas e
equipamentos, que têm procurado os sindicatos com o temor de que a redução do
imposto de importação sobre máquinas usadas provoque mais quedas na demanda e as
obrigue a demitir. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) estuda um plano de ações
para evitar demissões nesse setor.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Autopeça+rec


                                                                                  10
ontrata+demitidos+em+Taubaté&dtmateria=05/03/2009&codmateria=5444380&codcat
egoria=89

Autopeças do ABC antecipa fim de jornada reduzida (20/02/09)
Cibelle Bouças, de São Paulo

A empresa de autopeças Fiamm, de São Bernardo do Campo, informou ontem ao
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC o cancelamento do acordo de redução da jornada
de trabalho, iniciada no fim de janeiro. A proposta aprovada em assembleia previa a
redução em um dia de trabalho por semana durante quatro meses e a redução do salário
seria compensada com vale-compras. Este é o primeiro caso de antecipação do fim da
redução de jornada anunciada até agora na região. Conforme o sindicato, os 168
trabalhadores voltam ao trabalho a partir de 1º de março. A medida tem por objetivo
normalizar a produção na fábrica. A estabilidade de 90 dias após o fim da medida,
prevista no acordo, será mantida.

No Rio Grande do Sul, os rumores de que frigoríficos efetuarão novas demissões
voltaram a crescer, embora a informação seja negada pelas empresas. Na tarde de sexta-
feira, trabalhadores do setor da alimentação de Nova Araçá realizam um protesto em
frente à fábrica da Nicolini. Em dezembro, a Nicolini demitiu 10% dos 3 mil
funcionários das unidades de Nova Araçá e Garibaldi. A empresa, que produzia
exclusivamente à Sadia, abatia 400 mil aves e 600 suínos por dia mas reduziu o volume
após a cliente reduzir as encomendas - todos os frigoríficos de aves decidiram no fim de
2008 cortar a produção de aves em 20% devido à retração do mercado externo.


A secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da
região, Geni Dalla Rosa, diz que a unidade de Nova Araçá está parada e há rumores de
que a Nicolini demitirá 600 pessoas nos próximos dias. O sócio da empresa, Pedro
Carrer, diz que a unidade aguarda a remessa de aves que irá abater a partir do dia 23.
Em Nova Araçá, a Nicolini vai produzir frangos com marca própria. Os volumes,
entretanto, serão bem menores. Em Garibaldi, a empresa vai abater 100 mil frangos por
dia e, em Nova Araçá, 55 mil - soma muito inferior à média de 400 mil aves por dia de
2008.


O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação
(Contac), Siderlei Oliveira, diz que, no Rio Grande do Sul e no Paraná, as demissões
pelos frigoríficos podem chegar a 6 mil se as empresas mantiveram a capacidade ociosa
alta. Ele inclui na lista a Globoaves, que demitiu 460 em Cascavel (PR) em dezembro.
O presidente da empresa, Roberto Kaefer, afirma que não só manterá os atuais 1.760
funcionários, como contratará mais 80 pessoas. "Estamos fazendo uma parada técnica
nesta semana justamente para adequar o setor de cortes, que vai aumentar", afirma.
Recentemente, a empresa anunciou acordo com a Tyson do Brasil para o abate de 60
mil aves por dia para a empresa, por um ano.


Fonte: Valor Econômico


                                                                                     11
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Autopeças+do
+ABC+antecipa+fim+de+jornada+reduzida&dtmateria=20/02/2009&codmateria=5427
856&codcategoria=89




Cade arquiva acusação da Fenabrave contra montadoras (19/06/2008)

       Após sete anos de análise o Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade) arquivou, ontem, por unanimidade, as acusações de preços abusivos no setor de
autopeças feitas pela Federação Nacional de Distribuidores de Veículos Automotores
(Fenabrave) contra a Ford, a Fiat, a Volkswagen e a General Motors.
        A decisão foi mais uma vitória das montadoras nos órgãos antitruste do governo.
Ao todo, a Fenabrave ingressou com sete denúncias contra as montadoras em 2001. Seis
já haviam sido arquivadas, como preços excessivos de veículos novos e suposta recusa
de contratar concessionárias. A única que restava era essa de preços abusivos de
autopeças. A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça fez um
minucioso estudo sobre as relações entre concessionárias e montadoras de veículos e
concluiu que o caso deveria ser arquivado.
        O relator do caso, conselheiro Luís Fernando Rigato Vasconcellos, afirmou que
a relação entre concessionárias e montadoras é regulada pela Lei Ferrari que impede a
participação dessas últimas na atividade das concessionárias. "Goste-se ou não essa é
uma atividade disciplinada pela Lei Ferrari e os pareceres são unânimes de que não há
conduta abusiva", ressaltou Vasconcellos.
       Em outro parecer divulgado em março, a SDE mandou arquivar representação
da Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Anfape) que acusou as
montadoras de fechar o mercado ao vetar a confecção de produtos de reposição para
veículos de suas marcas. Esse processo ainda será julgado pelo Cade.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:



Bosch troca comando na AL e prepara expansão (11/06/2008)


        O alemão Andreas Nobis desembarcou no Brasil no início de maio com a tarefa
da assumir, em 1º de julho, o comando da Robert Bosch América Latina, subsidiária do
mais que centenário, e também alemão, grupo Bosch. O executivo chega para substituir
o brasileiro Edgar Silva Garbade, que acumula seis anos no cargo e 32 na companhia, e
que agora vai ocupar uma cadeira no conselho de administração.
        Um dos principais desafios de Nobis será o de manter abastecida de peças a
indústria automobilística brasileira, cujos recordes de produção já viraram rotina.




                                                                                    12
Mesmo operando no limite da capacidade, Nobis garante que a Bosch segue atendendo
à risca a demanda das montadoras, porém terá que investir para que continue assim.
       Para este ano, estão previstos aportes de cerca de R$ 100 milhões no
desgargalamento das unidades de Curitiba (PR) e Campinas (SP), com o objetivo de
aumentar a capacidade produtiva.
       O aperto, segundo o executivo, só não é maior devido aos investimentos de R$ 1
bilhão realizados entre 2003 e 2006 em expansão de capacidade. Até 2005, com o
cenário favorável para as exportações, a companhia enviava ao exterior boa parte de sua
produção, principalmente para Estados Unidos, México, Europa e, até mesmo, para a
China.
        Quando o dólar começou a perder valor ante o real, a empresa voltou sua
atenção ao mercado interno, que começava a mostrar crescimento consistente. De lá
para cá, redirecionou as exportações ao atendimento da demanda doméstica e conseguiu
manter equilibradas as finanças. A manutenção da competitividade diante do cenário
cambial, que favorece as importações de autopeças chinesas, é justamente um dos
maiores desafios de Nobis à frente das operações da Robert Bosch na América Latina.
       A empresa faturou R$ 4 bilhões no Brasil no ano passado, uma alta de 5% em
relação a 2006. O segmento automotivo representou cerca de 70% do montante total,
com R$ 2,8 bilhões, um salto de 11% sobre 2007. As vendas de bens de consumo e de
construção somaram algo próximo a R$ 1,2 bilhão, com avanço de 21%.
       Para este ano, o grupo espera um crescimento de 10% no faturamento brasileiro
da área automotiva. Para os setores de bens de consumo e de construção, as projeções
apontam para uma expansão de 20%. Além de maior capacidade e volume de vendas, a
empresa aposta no lançamento de produtos para ganhar mercado nos próximos anos.
       Está previsto para o segundo semestre de 2009 a oferta comercial do novo
sistema para motores bicombustível, que irá possibilitar a partida a frio dos automóveis.
Com essa tecnologia, os veículos flex não precisarão mais do "tanquinho de gasolina",
que serve para injetar esse combustível no motor, possibilitando a ignição do carro
abastecido com álcool em dias frios. Sem dar maiores detalhes, a empresa informou
apenas que "algumas montadoras" já realizam testes com o sistema.
      Além da Bosch, trabalham no desenvolvimento dessa tecnologia as fabricantes
Delphi e Magneti Marelli. Nenhuma empresa, entretanto, divulga o nome das
montadoras que irão instalar o sistema em seus motores.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/Bos
ch+troca+comando+na+AL+e+prepara+expansao,,,51,4977671.html


Brasil negocia com a Venezuela pacote de máquinas industriais (05/06/2008)




                                                                                      13
       A pedido do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o Brasil já negocia com o
país vizinho a venda de máquinas e equipamentos e consultoria técnica para um
ambicioso programa, que prevê a construção, no país, de 200 fábricas estatais, de
alimentos e bens de consumo. Reunidos na Associação Brasileira da Indústria de
Máquinas e Equipamentos (Abimaq), empresários brasileiros que visitaram
recentemente o país, para discutir com autoridades venezuelanas, estimam que os
negócios a serem fechados devem somar entre US$ 100 milhões a US$ 150 milhões.
        Os investimentos previstos nas fábricas em discussão com o Brasil somam cerca
de US$ 200 milhões, segundo uma fonte diplomática. A articulação entre o setor
privado brasileiro e o governo da Venezuela é feita pela Agência Brasileira de
Desenvolvimento Industrial (ABDI), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento
brasileiro, que abriu um escritório em Caracas, onde também se instalou um escritório
da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuária (Embrapa), que negocia com os
venezuelanos assistência técnica e fornecimento de tecnologia e sementes.
       "Um dos principais itens de exportação brasileira à América Latina sempre foi o
de bens de capital (máquinas e equipamentos para a indústria)", comenta o presidente da
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Reginaldo Arcuri. "O que
estamos fazendo agora é um esforço mais coordenado", define.
        Os venezuelanos já decidiram que querem a cooperação do Brasil para até 73
fábricas, e, desde março, discutem sete tipos de projetos para 11 unidades produtivas.
Os projetos discutidos entre brasileiros e venezuelanos incluem fábricas de
equipamentos para processamento de alimentos e de refrigeração industrial, de
embalagens de vidro e metal, de tubos de PVC, de cartões de circuitos impressos e
fundições e minissiderúrgicas.
       "Estamos na fase de identificação de empresas", informa o diretor de Relações
Internacionais da Abimaq, Mário Mugnaini. "Muitas de nossas associadas produzem
máquinas que os venezuelanos precisam, para fabricação de latas, beneficiamento de
sardinha, empacotamento", acrescenta. Até hoje, a Venezuela, que já investiu mais de
US$ 300 milhões em seu plano estatal de industrialização, tem contado apenas com um
acordo de transferência tecnológica com o Irã para construção de fábricas de farinha,
processamento de leite e autopeças.
         Arcuri defende que "laços econômicos mais firmes" com os países vizinhos
facilitarão a produção e troca de bens e serviços entre os países da região, que trariam
vantagens para o Brasil. "No caso da Venezuela, interessa profundamente à região
Norte", argumenta.
        Pelo menos três empresas brasileiras estabeleceram contatos firmes com os
venezuelanos para fornecimento de máquinas de processamento de frutas e
beneficiamento de sardinhas, segundo relatório do último encontro da comissão criada
pelos dois países para discutir a cooperação. Na próxima semana, representantes da
ABDI encontram-se em Caracas, com integrantes do Ministério do Poder Popular para
as Indústrias Leves e Comércio Exterior, encarregado por Chávez de criar a infra-
estrutura industrial para produção estatal de bens de consumo.
        Os empresários e técnicos trabalham para que, em 27 de junho, durante o
encontro semestral dos presidentes da Venezuela e do Brasil, eles possam receber o
relatório final das discussões e lançar um plano conjunto dedicado à construção das
fábricas com apoio brasileiro. "Não estamos apenas tratando da venda de máquinas. É
importante articular o conjunto: assistência técnica, treinamento de mão-de-obra,


                                                                                     14
treinamento gerencial", acrescenta Arcuri. "A lógica do programa é ter algo mais
completo que apenas a venda de máquinas, leite ou carne."
       A indústria de alimentos é uma das prioridades da Venezuela, que hoje importa
mais de 70% do que consome, principalmente da Colômbia. Os contatos até agora
mantidos pelos empresários e o governo se dedicaram a sanar dúvidas para elaborar os
projetos, cujos esboços deverão ser analisados na próxima reunião, segundo Mugnaini.
As conversas com o governo já levaram a adaptações nos tamanhos de frigoríficos
planejados pelas autoridades venezuelanas e a definições sobre futuras fábricas de latas
em território da Venezuela. Até sondagens para importação de balanças rodoviárias,
destinadas à fiscalização em estradas foram feitas, segundo o diretor da Abimaq. "São
discussões que só avançam no contato pessoal, que é o que estamos fazendo", comenta.
        Nos contatos com os venezuelanos, os dois governos identificaram "potencial de
cooperação" na produção de leite e criação de gado leiteiro, produção de alimentos,
medicamentos e tecnologia médica, e projetos industriais de base - os venezuelanos
estão especialmente interessados nas indústrias de aço, alumínio e autopeças. Pelo plano
desenvolvido na ABDI, no segundo semestre devem estar definidos os requisitos
técnicos para os projetos industriais e as empresa candidatas às associações com os
venezuelanos.
A ABDI vai contratar um instituto de tecnologia para dar suporte técnico à primeira fase
do plano de cooperação, que começou com visitas de uma equipe técnica venezuelana
para conhecer a política industrial e as empresas brasileiras, em maio, e deve ser
concluída em 1º de agosto, com as decisão sobre as empresas brasileiras e a definição
das fábricas de interesse da Venezuela. Para a segunda fase, de desenho dos projetos
industriais e realização dos investimentos, o governo brasileiro sugeriu à Venezuela que
contrate uma empresa de prestação de serviços especializados de integração de
engenharia, para garantir a eficiência da construção e operação das novas indústrias.
        Chávez tem acompanhado pessoalmente as discussões, e recebeu os emissários
brasileiros, na última visita deles a Caracas. "O governo venezuelano quer chegar à fase
final em três, quatro meses", informa Arcuri. "O presidente Chávez falou que tem
grande interesse nessa cooperação com o Brasil, pela proximidade física, cultural e
linguística."


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Brasil+neg
ocia++com+a+Venezuela+pacote+de+maquinas+industriais,,,63,4966376.html



Teksid anuncia investimento adicional em MG (27/05/2008)


        O forte crescimento do setor automotivo provocou um reforço de investimentos
na Teksid, fabricante de peças fundidas de ferro do grupo Fiat. Além dos R$ 50 milhões
já previstos para essa empresa no programa total de R$ 6 bilhões do grupo italiano no
Brasil até 2010, foi anunciado ontem um adicional de R$ 100 milhões.



                                                                                     15
       Os R$ 100 milhões extras vão para a fábrica de peças fundidas de ferro, em
Betim, próxima à unidade de automóveis da Fiat. O plano é elevar a capacidade de
produção de 300 mil toneladas para 360 mil toneladas de fundidos ao ano a partir de
2010. Com isso, a Teksid estará apta a fabricar 3,4 milhões de blocos de motores para
automóveis, 55% superior ao patamar atual, de 2,2 milhões de unidades anuais.
       "Todos esperavam expansão do mercado, mas não no ritmo acelerado que vem
ocorrendo", disse Vilmar Fistarol, principal executivo da Teksid para o Nafta e o
Mercosul.
        Para alcançar essa capacidade, a fábrica receberá um quinto forno de fusão e
uma nova linha de produção de blocos de motores. Outra linha, hoje dedicada também a
bloco de motores, será totalmente convertida para processar componentes e peças
estruturais de veículos - como freios e suspensão.
       Segundo Fistarol, as novas linhas de produção estarão voltadas para o
atendimento dos fabricantes de veículos de passeio e comerciais leves, principalmente
aqueles sediados no Brasil e demais países do Mercosul.
       Atualmente, a Teksid direciona 70% da sua produção a esses mercados e outros
30% são exportados diretamente pela empresa a outras regiões do mundo. Com a nova
capacidade, essa distribuição passará por uma mudança moderada, com 75% da
produção sendo absorvida pelo Brasil e seus parceiros do Mercosul.
       Segundo Fistarol, o desempenho do mercado brasileiro surpreendeu. As vendas
de veículos no país subiram nos primeiros quatro meses deste ano 35,4% em relação ao
mesmo período do ano passado, depois de registrarem alta de 27,7% em 2007 e 13,1%,
em 2006.
       "Ninguém esperava uma expansão tão forte como esta e, agora, estamos
correndo atrás" disse o executivo. Segundo ele, a nova capacidade de 360 mil toneladas
de fundidos da Teksid deverá ser totalmente atingida até 2012. "A partir daí, teremos
que visualizar nova expansão, se for mantido o mesmo ritmo de crescimento do
mercado", afirmou. Com os investimentos, as receitas da Teksid, que devem superar a
marca de R$ 1 bilhão este ano, serão reforçadas com um volume em torno de R$ 100
milhões a R$ 120 milhões ao ano.
        O novo investimento se somará ao pacote de R$ 50 milhões que foi destinado à
empresa no programa de R$ 6 bilhões definido pela direção mundial do grupo Fiat no
final do ano passado. Essa primeira etapa de recursos será destinada à construção de
uma nova fábrica da cabeçotes em alumínio.
       A idéia é erguer o prédio da nova unidade industrial em um terreno de 160 mil
metros quadrados em Itabirito (MG, doado pela prefeitura). Mas o empreendimento
depende ainda de liberação de licença ambiental.
       A nova fábrica terá capacidade para processar cinco mil toneladas de alumínio e
800 mil cabeçotes ao ano. O plano inicial é colocar a unidade em funcionamento no
início do segundo semestre de 2009. A produção será direcionada para abastecer
exclusivamente as linhas de montagem da Fiat e da Iveco.
        A nova unidade marca o retorno do grupo Fiat à fundição de peças de alumínio,
negócio que foi vendido pelo grupo em 2002. "O crescimento da indústria automotiva
justifica a decisão de voltar a produzir fundidos de alumínio", afirmou Fistarol.




                                                                                   16
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas
/Teksid+anuncia+investimento+adicional+em+MG+,,,51,4948055.html


Randon apura receita de R$ 259 milhões em abril (20/05/2008)


        SÃO PAULO - A Randon Implementos e Participações fechou o mês de abril
com receita líquida consolidada de R$ 259 milhões, montante 32,3% superior ao
registrado em igual período do ano passado.
       No acumulado do ano até abril, as vendas líquidas da empresa gaúcha somam
R$ 959,2 milhões, resultado 28,3% maior do que o observado nos quatro primeiros
meses de 2007.
       A controlada Fras-le S.A., que fabrica autopeças e recentemente anunciou a
abertura de uma unidade na China, fechou o mês de abril com receita líquida de R$ 33,9
milhões, queda de 10,6% no comparativo anual.
       Entre janeiro e abril, a receita acumulada está em R$ 141,5 milhões, leve baixa
de 0,1% sobre o registrado nos quatro primeiros meses de 2007.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/empresas/15/Randon+apura+rece
ita+de+R$+259+milhoes+em+abril,,,15,4937633.html



Compra de máquinas cresce e se diversifica (19/05/2008)


        Para elevar a produção, os fabricantes de tecidos e roupas aumentaram em 32%
as encomendas de máquinas e equipamentos para os fornecedores locais no ano passado
em relação a 2006. Apesar da perda de competitividade na exportação, o setor têxtil está
investindo, apostando no mercado interno. E não é o único. Autopeças, brinquedos,
embalagens, calçados e móveis, entre outros, expandiram a compra de bens de capital
nacionais ou importados, confiando na pujança das vendas no país.
        "O investimento está mais desconcentrado, robusto e saudável", afirma Sérgio
Vale, economista-chefe da MB Associados. Dados da Associação Brasileira da Indústria
de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), compilados pela MB, demonstram crescimento generalizado das
vendas, da produção e das encomendas do setor de bens de capital.
      Em 2007 em relação a 2006, a produção de bens de capital para a indústria
automobilística aumentou 13%, segundo o IBGE. A produção de equipamentos para a


                                                                                     17
construção civil subiu 19%, para energia elétrica, 26%, e para fins industriais em geral,
17%. O destaque ficou para o crescimento da produção de equipamentos para o setor
agrícola com 48%.
      Conforme levantamento da Abimaq, os pedidos em carteira de seus associados
também estão fortes. Para artigos plásticos, as encomendas de máquinas cresceram
14,5% no ano passado em relação a 2006. Em equipamentos para hidráulica e
pneumática, a alta chegou a 45% na mesma comparação. Os pedidos de máquinas para
bombas e motobombas subiram 25%.
        "Em 2007, 15% das vendas foram para o setor automotivo, que está crescendo
forte. Em 2008, a bola da vez é máquinas agrícolas e máquinas para energia, desde
álcool até hidrelétricas", disse ao Valor Hermes Lago Filho, diretor de comercialização
de máquinas-ferramentas da Romi, que estava no estande da empresa durante a feira
Mecânica, em São Paulo, na semana passada. A Romi elevou as vendas em 23% em
2007 - um número de "respeito", diz o executivo. No primeiro trimestre comparado com
janeiro a março de 2007, o faturamento aumentou 30%.
        Hermes explica que a Romi também consegue um bom desempenho com os
clientes chamados de "terceirizados" - pequenas e médias empresas que fornecem partes
e peças para os setores automotivo, aeronáutico ou agrícola. Segundo ele, esse
segmento, que engloba companhias com cerca de 100 empregados, está muito aquecido
e respondeu por 30% das vendas totais no ano passado.
       A produção física da indústria de bens de capital cresceu 20% no acumulado de
12 meses até março deste ano, percentual superior ao desempenho de 6,6% da indústria
em geral. Segundo a Abimaq, o mercado local respondeu por 74% do faturamento do
setor no primeiro trimestre deste ano, diante de 61% na mesma comparação em 2006.
As importações de máquinas e equipamentos aumentaram quase 45% no primeiro
quadrimestre do ano.
        Com a economia crescendo a 4,5%, Vale diz que o desempenho do setor de bens
de capital deve seguir positivo. O prazo médio para atender os pedidos em carteira subiu
de 4,5 meses em 2006 para 4,9 meses em 2007. O emprego na indústria de máquinas,
que recuava 0,9% no acumulado de 12 meses até junho de 2007, reverteu essa tendência
e chegou ao fim do ano passado com alta de 4,5%, conforme dados da Abimaq,
elaborados pela MB.
        "A alta dos juros não vai ser tão expressiva a ponto de conter a expansão do
investimento e, conseqüentemente, do setor de máquinas", avalia Vale, referindo-se ao
aperto monetário iniciado pelo Banco Central recentemente. "A perspectiva da demanda
é positiva e os setores têm que investir para fazer frente a essa demanda", completou.
       De acordo com Carlos Pastoriza, diretor-secretário da Abimaq, os setores
ligados à cadeia de recursos naturais ainda são os líderes da compra de máquinas. Os
principais são petróleo e gás, açúcar e álcool, papel e celulose e siderurgia e mineração.
Além do desempenho positivo, os investimentos dessas áreas são bem mais vultosos.
Vale, da MB, explica que a diferença é que os investimentos estavam concentrados
apenas nesses setores em 2004 e 2005 e, a partir do ano passado, ficaram mais
pulverizados.
        "O setor siderúrgico está forte e deve continuar assim por um bom tempo. A
indústria automotiva também vai bem, porque a exportação caiu, mas o mercado interno
tomou conta do espaço", diz José Luiz Rubinato, diretor-geral da Yaskawa . As vendas



                                                                                       18
da empresa aumentaram 10% no primeiro quadrimestre deste ano, ritmo superior a alta
de 5% do ano passado.
        A Yaskawa produz equipamentos de automação industrial, utilizados pelos
setores automobilístico, siderúrgico e os pelos próprios fabricantes de máquinas.
Rubinato diz que os fabricantes brasileiros são mais competitivos em máquinas um
pouco mais sofisticadas. Nos setores que demandam equipamentos simples, como teares
têxteis, injetoras plásticas, ou máquinas gráficas, a concorrência com os chineses é
acirrada.
        Em alguns setores de bens duráveis, o desempenho foi mais fraco. A produção
de equipamentos para fabricação de celulares e eletrodomésticos avançou apenas 2% e
5% , respectivamente no ano passado, apesar do bom volume de vendas dos produtos
finais no mercado brasileiro. Esses setores possuem forte conteúdo de insumos ou até
produtos acabados importados, o que prejudica a venda de máquinas.
        Robinson Naoki Miki, gerente de marketing da Mitutoyo, explica que as vendas
de máquinas para o setor eletroeletrônico crescem, mas em um ritmo menor do que o
esperado. Já o setor de autopeças, que absorve quase 40% das vendas da empresa, vive
um boom. A Mitutoyo produz instrumentos de medição. Em 2007, as vendas da
empresa aumentaram 20% em relação a 2006. "A exportação não tem sido o foco dos
clientes. Os investimentos estão voltados para o mercado interno", diz Miki.
        "O mercado está aquecido como um todo", resume o diretor comercial da
Deb'maq, Edson Pereira Marinho. A empresa - que produz tornos, fresas e máquinas
para usinagem - atende os mais diversos segmentos, como automotivo, petrolífero,
indústria de base ou sucroalcooleiro. A Deb'maq também possui uma divisão de
máquinas plásticas, que são utilizadas em brinquedos, embalagens e até no setor
aeronáutico. As vendas da companhia cresceram 30% em 2007 em relação a 2006.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Compr
a+de+maquinas+cresce+e+se++diversifica,,,63,4935718.html



BMW e Mercedes podem colaborar em peças (09/05/2008)


        A BMW AG e a divisão Mercedes-Benz da Daimler AG negociam uma possível
colaboração no desenvolvimento, produção e aquisição de autopeças, segundo pessoas a
par da situação.
         A iniciativa mostra que as duas montadoras alemãs de carros de luxo, arqui-
rivais, precisam obter uma maior economia de escala para que possam impulsionar seus
lucros.
       Executivos e engenheiros da BMW e da Daimler, "do alto escalão ao nível
gerencial", estão discutindo como as empresas podem comprar em conjunto autopeças
como assentos e sistemas de ar-condicionado, disse uma pessoa a par das negociações.



                                                                                 19
       Os dois lados também estão explorando uma possível cooperação no
desenvolvimento e produção de outros componentes, como motores, segundo outra
pessoa a par da questão.
       A mudança de estratégia corresponde às dificuldades enfrentadas pelas duas
montadoras para manter suas margens de lucro, nos últimos tempos as maiores do setor,
diante duma economia americana em desaquecimento, do euro forte e das exigências
tecnológicas criadas por novos limites para o consumo de combustível e também a
emissão de gases causadores do efeito estufa.
       Porta-vozes das montadoras disseram que elas estão explorando uma possível
colaboração em autopeças, mas não quiseram revelar maiores detalhes.
       As duas empresas são focadas em fabricar sedãs de luxo e utilitários esportivos
que geralmente concorrem uns com os outros, um fator que já esfriou outras tentativas
de colaboração.
       Outras montadoras de luxo também enfrentam problemas parecidos. Mas
concorrentes como a Audi, da Volkswagen AG, a Volvo, da Ford Motor Co., e a Lexus,
da Toyota Motor Corp. conseguem compensar os custos graças aos recursos e a escala
de suas empresas controladoras. Compartilhar peças e pesquisa tecnológica permite que
as empresas economizem mais.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/188/187/thewallstreetjournal/thew
allstreetjournal/BMW+e+Mercedes+podem+colaborar+em+pecas,,,295,4935413.html



Consumo de aço dispara e usinas cortam exportação (Valor, 15/05/2008)


        A demanda por aço cresceu 19% no primeiro trimestre e pegou a indústria
siderúrgica nacional no contrapé. As usinas esperavam um crescimento de 10%, no
máximo, e para atender os pedidos tiveram de cancelar exportações. Em alguns casos,
recorreram à importação. A demanda mais forte veio principalmente dos segmentos de
chapas para automóveis, autopeças, linha branca, máquinas, equipamentos e construção
civil. A Usiminas, por exemplo, teve de importar chapa fina galvanizada para cumprir
compromissos com clientes do setor automotivo.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/Consumo+de
+aco+dispara+e+usinas+cortam+exportacao,,,62,4930458.html




                                                                                   20
Demanda sobe mais que o previsto e tira aço da exportação (15/05/2008)


       A demanda por aço no país durante o primeiro trimestre, que ficou bem acima
da expectativa do setor, pegou as fabricantes locais no contrapé, principalmente no
segmento de chapas para automóveis, autopeças, bens de linha branca, máquinas,
equipamentos e construção civil. De janeiro a março, as vendas domésticas cresceram
19%, quase o dobro do que previram as empresas para 2008 ao final do ano passado -
10%. A Usiminas, por exemplo, já teve de recorrer a importações de chapa fina
galvanizada para atender suas clientes japonesas no setor automotivo. A empresa está
estudando se traz lotes de outros tipos de aço.
        Outra saída para atender os clientes locais foi redirecionar material de
exportação para o mercado doméstico. Assim tem feito Usiminas e CSN em aços planos
e Gerdau em produtos longos. A siderúrgica mineira reduziu a um terço seus embarques
de chapas finas a frio no trimestre e quase à metade as vendas de material laminado a
quente. "Estamos sendo bastante seletivos na exportação" disse Renato Vallerini Jr.,
diretor de exportação da Usiminas em conferência com analistas sobre resultado do
balanço trimestral.
        A fatia destinada ao mercado doméstico por parte da Usiminas vem crescendo
trimestre a trimestre: era de 72% das vendas totais um ano atrás, subiu para 76% no
segundo trimestre de 2007 e alcançou os 81% entre outubro e dezembro. Mantido nos
três meses iniciais de 2008, esse índice já saltou para 89% neste trimestre, uma vez que
a empresa já está com tudo vendido até julho.
        Na CSN, conforme destacou a empresa durante a divulgação de seus resultados,
o volume vendido para clientes locais representou 84% - marca histórica na companhia,
incluindo suas controladas. Considerando só entregas diretas da controladora até março,
o índice sobe para 93% e a previsão é ser ainda mais elevado no trimestre em curso.
       As exportações brasileiras de produtos laminados planos de janeiro a abril
apresentou queda de 9,8% em valor, conforme dados do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Em volume, a queda foi superior, uma
vez que os preços tiveram expressivas altas no mercado internacional. Isso retrata o que
ocorre no setor: a cada dia as siderúrgicas locais têm de queimar "gorduras" da
exportação para suprir clientes no país. Ao contrário, segundo o MDIC, os embarques
de produtos semi-manufaturados de ferro e aço (placas e tarugos, principalmente),
tiveram aumento de 45% no período.
       O ritmo da procura interna mantém-se consistente em maio, aponta o Instituto
Nacional de Distribuição de Aço (Inda), que representa as empresas que atuam na venda
de aços planos extra-usinas, com forte presença na cadeia que chega até o varejo. Esse
canal de comercialização responde por cerca de um terço do material de aço plano
consumido no país.
       No ano passado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o
consumo desse tipo de produto no país somou 13,35 milhões de toneladas, um recorde
que deve ser superado de longe em 2008, mantido o atual nível de pedidos. De janeiro a
março, as vendas das usinas locais no mercado interno atingiram 3,23 milhões de
toneladas. O patamar de consumo, incluindo aço importado, foi além da marca de 3,5
milhões de toneladas do último trimestre de 2007.



                                                                                     21
        As líderes de compras são as montadoras e autopeças, fabricantes de máquinas
agrícolas, indústria e construção civil, com mais de 23% de aumento em cada atividade
industrial. No segmento de aços longos (vergalhões, perfis, barras e outros) foi
registrado alta de 27% no primeiro trimestre, com vendas de 2,16 milhões de toneladas.
O grupo Gerdau conseguiu ampliar suas vendas em 37% de janeiro a março no país.
Para isso, conforme informou seu presidente, André Gerdau Johannpeter, a analistas do
mercado de capitais, teve de redirecionar exportações.
       Em março, a distribuição de aço plano bateu recorde de vendas, com 336 mil
toneladas, segundo informou Christiano Cunha Freire, presidente do Inda e da Freffer,
que está entre as dez maiores do país. "Vamos superar 4 milhões de toneladas pela
primeira vez em um ano", afirma o empresário. Segundo Freire, as usinas têm atendido
os pedidos das distribuidoras e da maioria dos clientes. Mas nada de volumes além do
planejados. Lotes de última hora, nem pensar.
        Enquanto a produção de aço (oferta) das usinas cresceu 6,5%, a demanda chega
ao triplo disso em chapas planas e quadruplica no caso dos materiais acabados longos.
O volume a ser produzido pelo país neste ano é de 37 milhões a 38 milhões de
toneladas, mas o acréscimo se concentra quase todo em produto para exportação -
placas e tarugos.
       Há apenas o investimento da ArcelorMittal Tubarão em novas capacidades de
material laminado plano, para 2009 (2 milhões de toneladas). Os projetos de Usiminas e
CSN são todos para 2010/2011 em diante. Em longos, há algumas expansões na Gerdau
e a nova unidade da Votorantim, em Resende, para o próximo ano.
       Importar está cada vez mais difícil e caro. Por isso, consumidores já preferem
comprar tudo no Brasil. Com restrições de exportação na China e Índia, a oferta ficou
bastante apertada no mercado internacional. Os preços subiram fortemente nos EUA
(uma tonelada de bobina de chapa a quente já é vendida a US$ 1,23 mil) por conta dos
aumentos de preços do minério e do carvão. Ontem, paralelamente à divulgação de seu
balanço, o grupo ArcelorMittal anunciou que estava elevando o preço do produto para ?
720 euros (US$ 1,1 mil) a tonelada na Europa para vendas a partir de julho e agosto.
        No Brasil, a partir de ontem, até 1º de junho, ArcelorMittal, CSN e Usiminas
estão reajustando seus preços de 5% a 16%. "Mesmo com isso, ainda é mais vantajoso
comprar no Brasil.", diz Freire. Vallerini, a Usiminas, destacou que há um espaço da
ordem de 10% para equiparação com material importado, mas lembrou que não há
novos planos de um novo aumentos para o segundo semestre.
       Um provável problema de suprimento à vista, a partir de 2009, refere-se a
chapas grossas, material usado na construção civil, gasodutos, máquinas e implementos
e tubos para gasodutos. A oferta interna e o consumo do país devem se cruzar em 2009,
acima de 2 milhões de toneladas.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas
/Demanda+sobe+mais+que+o+previsto+e+tira+aco+da+exportacao++,,,51,4929994.ht
ml




                                                                                   22
Varejo paulistano registra em abril a maior alta mensal de preços do ano, diz
Fecomercio (14/05/2008)


       SÃO PAULO - A Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-
SP) apurou alta de 0,5% nos preços praticados na capital paulista durante o mês de abril.
Segundo o Índice de Preços no Varejo (IPV), este foi o maior aumento já registrado
desde a elevação de 0,9% de dezembro de 2007. Os preços no varejo paulistano
cumulam alta de 0,73% nos quatro primeiros meses de 2008.
        Pelo segundo mês consecutivo, a principal pressão de alta veio do grupo
Padarias, que elevou seus preços em 3,89% em abril. Este foi o sexto aumento
consecutivo e a maior variação deste segmento do varejo desde o início da série
histórica da pesquisa, em dezembro de 1994. Puxada pelos panificados, a alta
acumulada no ano é de 7,03%.
        Outro setor que pesou bastante sobre a inflação no varejo de abril foi do grupo
Feiras, com elevação de 2,39%. Segundo a Fecomercio, essa variação é explicada pela
flutuação habitual dos preços dos produtos in natura, fortemente ligados a fatores
climáticos. Porém, neste ano os preços desse grupo já subiram 4,27.
       O IPV de abril também foi pressionado pela inflação apurada em Drogarias e
Perfumarias (1,96%), Vestuário, Tecidos e Calçados (0,66%), Veículos (0,5%),
Supermercados (0,1%), Materiais de Construção (0,58%), Açougues (0,48%), Óticas
(1,02%), Relojoarias (0,72%), Materiais de Escritório e outros (0,51%) e Combustíveis
e Lubrificantes (0,02%) e Livrarias (0,10%).
       Contrabalançando esses segmentos, o destaque ficou para o grupo
Eletrodomésticos, que registrou sua 15ª queda consecutiva de preço, registrando baixa
de 1,31% em abril. Influenciado pelo recuo do preço do dólar, o grupo já acumula
deflação de 4,77% só em 2008.
       Variações negativas também foram apuradas pela Fecomercio no varejo de CDs
(-1,15%), Eletrodomésticos (-0,31%), Móveis e Decoração (-0,11%), Brinquedos (-
0,44%), Autopeças e Acessórios (-0,31%), Floriculturas (-0,56%) e Jornais e Revistas (-
0,01%).
       Segundo a entidade, o IPV é calculado a partir da coleta de dados junto a cerca
de 2 mil estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, contemplando 21
segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados. A pesquisa conta com uma amostra
mensal de aproximadamente 105 mil tomadas de preços.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/brasil/Varejo+paulistano+registra
+em+abril+a+maior+alta+mensal+de+precos+do+ano+diz+Fecomercio,,,5,4928850.ht
ml




                                                                                      23
Setor automotivo ganha 30 dias para recolher IPI (13/05/2008)


       A indústria brasileira deverá produzir 4,3 milhões de veículos e exportar 930 mil
unidades em 2010. Em 2007, o setor produziu 2,9 milhões de veículos e tinha 85% da
capacidade instalada em uso. Para elevar o fluxo de caixa do setor, o governo ampliou o
prazo de recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) das montadoras
de dez para 30 dias.
        A indústria automotiva foi um dos 25 setores escolhidos na nova política
industrial do governo. "São metas estimulantes e factíveis de alcançar. Para este ano, há
previsão de 3,2 milhões de unidades", disse o presidente da Associação Nacional dos
Fabricantes dos Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.
        A indústria automotiva está no grupo de setores que o governo quer fortalecer a
competitividade, junto com bens de capital, têxtil e confecções, madeira e móveis,
higiene, perfumaria e cosméticos, construção civil, complexo de serviços, indústria
naval e cabotagem, couro, calçados e artefatos, agroindústrias e biodiesel.
        A política de desenvolvimento também criou o programa mobilizador em áreas
estratégicas, contemplando os segmentos da saúde, as tecnologias de informação e
comunicação, o complexo industrial de Defesa, nanotecnologia e biotecnologia. Os
segmentos do complexo aeronáutico, petróleo, gás e petroquímica, bioetanol,
mineração, siderurgia, celulose e papel e carnes estão inseridos na estratégia de
consolidação e expansão da liderança internacional. A coordenação será do ministro do
Desenvolvimento, Miguel Jorge.
        No complexo automotivo, as ações incluem o financiamento à ampliação e
consolidação do setor de autopeças, desoneração tributária e financiamento às
exportações. Na indústria naval, a meta é aumentar a participação nacional na compra
de navipeças de 65% para 85% e criar 25 mil empregos na cadeia produtiva. O
presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, anunciou que a estatal vai construir no
Brasil 146 embarcações de apoio às plataformas em alto mar, das quais 24 já estão em
licitação.
       O setor do etanol tem como meta produzir 23,3 bilhões de litros e exportar 5
bilhões até 2010, com a ampliação da capacidade, a transformação do produto em
commodity, o desenvolvimento de novas tecnologias e a melhora das condições sócio-
ambientais. (APG e FG)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Setor+
automotivo+ganha+30+dias+para+recolher+IPI,,,63,4926895.html



ZF avalia Lages (12/05/2008)




                                                                                      24
        O governo de Santa Catarina informou que os investimentos iniciais da ZF,
multinacional alemã do setor de autopeças, em uma nova fábrica serão de R$ 100
milhões. Executivos da empresa estiveram novamente no Estado e começam a avaliar
terrenos, em especial, na região de Lages. A empresa recentemente confirmou que tem
intenção de realizar investimentos em uma nova fábrica de transmissões para veículos
comerciais. Além de Santa Catarina, a direção da empresa já percorreu Paraná e Minas
Gerais.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/ZF+avali
a+Lages,,,53,4924163.html



STF deve julgar na quarta ICMS na base da Cofins (12/05/2008)


        O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta quarta-feira o recurso que
discute a constitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo da Cofins, assim
como a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) nº 18, que também trata do
assunto. Como os processos são os primeiros itens da pauta da sessão do pleno, o
otimismo entre advogados e contribuintes de que a questão seja finalmente encerrada
nesta semana, após nove anos de espera, é grande.
        Tanto a ação quanto o recurso estavam previstos para serem julgados no dia 16
de abril. No entanto, por não estarem presentes na sessão do pleno todos os ministros do
Supremo, o tema foi retirado de pauta. O recurso extraordinário, da revenda de
autopeças Auto Americano, foi levado ao pleno em setembro de 1999. Mas um pedido
de vista do ministro Nelson Jobim suspendeu o caso por sete anos, até agosto de 2006,
quando o ministro Marco Aurélio de Mello decidiu retomar o caso, que obteve um
placar de seis votos favoráveis e um contrário à forma atual de cálculo da Cofins. O
caso está suspenso desde então por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Já a
ADC nº 18 foi apresentada pela União no ano passado para tentar validar a cobrança da
Cofins.
       O advogado Marco André Dunley, do escritório Andrade Advogado, afirma que
ainda não se sabe qual dos dois processos será julgado primeiro. Segundo ele, os
ministros vão deliberar no início da sessão para decidir. "Deveria ser o recurso
extraordinário, que está em julgamento desde 1999", afirma.
       No caso da ADC, além da participação de entidades como partes interessadas no
processo - Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação das Indústrias no
Estado de Mato Grosso, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação
Nacional do Comércio (CNC) - o Supremo também admitiu a inclusão de 16 Estados e
o Distrito Federal. A CNT chegou a entrar com um pedido no Supremo para que os
Estados não fossem admitidos, por entender que a medida só iria tumultuar o processo.
Segundo Rodrigo Leporace Farret, do Andrade Advogados e representante da
confederação no pedido, o argumento dos Estados não justificaria esta participação.



                                                                                     25
"Justificaram o interesse de maneira superficial. Fundamentaram na linha da seguridade
social", diz.
        De acordo com tributaristas, no entanto, a preocupação dos Estados está no risco
de desdobramento da disputa na arrecadação do ICMS, pois uma decisão contrária
poderia alterar o modelo de tributação no país e, por consequência, derrubar o chamado
"cálculo por dentro" do ICMS. Além da exclusão da base de cálculo da Cofins do
ICMS, está previsto para entrar na pauta de quarta um processo que discute o aumento
da alíquota da Cofins de 2% para 3% por meio da Lei nº 9.718, de 1998.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/legislacaoetributos/legislacaoe
tributos/STF+deve+julgar+na+quarta+ICMS+na+base+da+Cofins,,,86,4924084.html


Fábricas de veículos temem risco logístico (09/05/2008)


        As fábricas de veículos alcançaram a média de produção mensal de 300 mil
unidades. Segundo as programações da indústria de componentes, deverão continuar
nesse ritmo pelo menos nos próximos quatro meses. Multiplicado por 12, esse volume
indica que o setor já está no ritmo anual de 3,6 milhões. A indústria tranqüilizou o
governo quando anunciou ter capacidade para 3,8 milhões. Mas o que escapou na
análise do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que se mostrou animado com a
perspectiva de as montadoras estarem aptas para sustentar a demanda, é que a logística
que envolve a complexa cadeia desse setor está no limite e qualquer interrupção pode
colocar a atividade em risco.
       A greve dos fiscais da Receita já fez estragos. A TRW, uma das maiores
fabricantes de autopeças do país teve de recorrer a aviões para fazer as peças que produz
em Limeira (SP) chegarem às fábricas da Ford e Chrysler dos EUA. O transporte aéreo
também foi usado para envio de componentes da filial brasileira para a fábrica do
México.
        A necessidade de não falhar nas entregas é uma aflição diária entre os
fornecedores de autopeças do país. "Felizmente não interrompemos nenhuma entrega,
mas estamos enfrentando dificuldades tanto na importação como na exportação", conta
o diretor da TRW, Wilson Rocha. A empresa tem utilizado os aeroportos de Cumbica e
Viracopos (SP), para agilizar o transporte.
       Se não tivesse apelado para o transporte aéreo, essa empresa poderia pagar
muito caro. Os contratos para fornecimento de suportes de freio para as montadoras
americanas são bastante rígidos.
        O preço de problemas como esse, enfrentados também por outros fabricantes,
está entrando na conta de custos que a cadeia do setor automotivo vem acumulando.
Com um ritmo de produção frenético, não sobra muito espaço para negociação de
reajustes. O segundo aumento no preço do aço do ano está sendo negociado entre




                                                                                      26
montadoras e fornecedores em meio ao sufoco da necessidade de trabalhar dia e noite
para evitar que as linhas parem.
        Os investimentos estão sendo feitos. A indústria de peças elevará o volume de
investimentos este ano em 18,5%, num total de US$ 1,6 bilhão. As montadoras fazem o
mesmo. Este mês, a fábrica de motores da Volkswagen, em São Carlos (SP), passará a
operar com capacidade de produção maior, de 2,3 mil motores por dia, o que significa
500 mais. A montadora investiu R$ 123 milhões somente para essa finalidade. Há
inúmeros exemplos como esse. Mas o problema é que o ritmo das vendas tem superado
as previsões diárias.
       As vendas no mercado interno, nos primeiros quatro meses do ano, somaram
910 mil veículos. Isso representa um incremento de 35% em comparação com o
primeiro quadrimestre de 2007 e de 66% na comparação com igual período de dois anos
atrás.
       Representantes da indústria de autopeças encomendaram a uma empresa de
pesquisas um trabalho para mapear os gargalos nessa cadeia. A identificação dos pontos
mais congestionados servirá para traçar estratégias para novos programas de
investimento. Como dizem alguns executivos do setor, há empresas trabalhando "com a
corda esticada demais". "Se uma máquina quebrar e o conserto demandar um certo
tempo, isso pode representar a necessidade de interromper entregas para as
montadoras", afirma um executivo.
       Na ponta do varejo, as coisas não estão muito diferentes. Há filas de espera, de
30, 40 e até 60 dias, dependendo do modelo escolhido pelo consumidor. No mês
passado, indústria e concessionários conseguiram respirar um pouco melhor porque,
graças ao um aumento de produção, houve crescimento no nível dos estoques.
        Em março, o estoque de carros disponíveis para a venda estava em torno de 170
mil unidades. Em abril, os volumes subiram para 185 mil. Mesmo assim, essas
quantidades não atendem à demanda, que continua sendo estimulada pela facilidade no
crédito. No primeiro trimestre, 65% das vendas de carros foram feitas por meio de
leasing e financiamento.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Fabric
as+de+veiculos+temem+risco+logistico,,,63,4919952.html


"Flex" ainda barra acordo automotivo Brasil-Argentina (Valor, 09/05/2008)


        Argentina e Brasil avançaram ontem nas negociações para um novo acordo no
setor automotivo, que prevê o livre comércio de automóveis, peças e partes entre os dois
países a partir de 2013. Representantes dos dois governos reuniram-se ontem e
acreditam ser possível concluir, até o início de junho, um acordo com as novas regras de
comércio bilateral no setor. Os negociadores discutem ainda o mecanismo de controle




                                                                                     27
de comércio durante esse período, o chamado flex, pelo qual há um limite para as
exportações de um país ao outro, proporcional às importações originadas do sócio.
        Hoje, o flex equivale a 1,95. Argentina ou Brasil podem exportar, um ao outro,
até 1,95 vezes o que importam do sócio. O atual acordo automotivo entre os dois países,
que se extingue em junho, levaria ao fim do flex, e ao livre comércio, como gostaria o
Brasil. Mas, baseada no grande déficit comercial entre os dois países, de US$ 4 bilhões
anuais (neste ano foi de 1 bilhão até abril), a Argentina reivindicou a extensão do
acordo.
        Os argentinos querem um flex diferenciado, pelo qual poderiam exportar mais
importando menos do Brasil, enquanto os brasileiros teriam limites menores. O Brasil
parece disposto a aceitar esse flex duplo, desde que não seja alterado o índice de 1,95
para o país, e, de preferência, ele caia com o tempo.
        A maior queixa dos argentinos é o grande déficit no comércio de autopeças, que
aumenta proporcionalmente ao crescimento das exportações de automóveis lá,
fortemente dependentes de peças de fornecedores externos, inclusive do Brasil. Os
brasileiros argumentam que também têm déficit no comércio de autopeças, de US$ 10
bilhões, quando computadas as transações com o resto do mundo. Ambos os países
querem atrair investimentos do setor para seus mercados. O temor de que os
investidores dêem preferência ao Brasil, montando aqui bases de exportação para o
continente, é uma das maiores fontes de resistência argentina ao livre comércio.
        Segundo um executivo do setor, o setor privado gostou da idéia de fixar um
prazo de cinco anos para o acordo, o que permite planejamento, já que esse é o tempo
para amortização dos investimentos no setor. Para se assegurar de que a Argentina se
compromete com a liberalização do comércio no setor após esse período, a equipe
brasileira, chefiada pelo secretário-geral do Ministério do Desenvolvimento, Ivan
Ramalho, sugeriu que o acordo tivesse a vigência de seis anos, com o livre comércio a
partir do sexto ano. A proposta foi bem recebida do lado argentino.
        Os brasileiros também querem que a transição para o comércio livre comece
antes do fim dos cinco anos, o que enfrenta resistência dos argentinos. Os brasileiros já
aceitaram, porém, a criação de um mecanismo de monitoramento trimestral de comércio
e investimentos para acompanhar eventuais distorções. Não ficou claro o poder desse
mecanismo, que, segundo preferem os argentinos, poderia levar à revisão do acordo em
caso de "desequilíbrio" no comércio ou na distribuição de investimentos do setor entre
os dois parceiros. Em 28 de maio, haverá nova reunião em que se espera concluir o
acordo, a tempo de ser formalizado entre os presidentes na reunião de cúpula do
Mercosul, na Argentina, no fim de junho.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Flex+a
inda+barra+acordo+automotivo+Brasil




                                                                                      28
Randon dribla aumento de custos e lucra 50% mais (Valor, 08/05/2008)


        O grupo Randon, de Caxias do Sul (RS), conseguiu driblar os aumentos de
custos de insumos e matérias-primas e encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido
de R$ 54 milhões, 50% a mais do que no mesmo período do ano passado. A estratégia
incluiu desde repasses pelo menos parciais de preços aos produtos finais nos mercados
interno e externo, aumento das importações para aproveitar a valorização do real,
ganhos de escala e de produtividade e controle de despesas operacionais.
       "Estamos sentido uma pressão crescente de custos de insumos básicos", disse
Astor Schmitt, diretor corporativo de relações com investidores do conglomerado que
opera nos segmentos de implementos rodoviários, autopeças e veículos especiais. De
acordo com ele, no primeiro trimestre, os maiores ajustes de preços foram percebidos
nas matérias-primas siderúrgicas e petroquímicas.
        Uma das providências para manter as margens em alta foi aumentar as
importações de matérias-primas e componentes como aços especiais, peças fundidas,
produtos químicos e pneus. As compras no exterior somaram US$ 19 milhões no
trimestre e a previsão para o ano é chegar a US$ 85 milhões, ante US$ 65 milhões em
2007. Segundo Schmitt, o valor inclui equipamentos para a fundição própria que a
Randon colocará em operação a partir de dezembro.
       Ao mesmo tempo, o grupo registrou uma alta de 6,9% no preço médio dos
reboques e semi-reboques rodoviários vendidos pela controladora Randon Implementos.
A empresa, que respondeu por 43% das vendas líquidas consolidadas do conglomerado,
vendeu 5.282 unidades no trimestre, 15,4% a mais do que entre janeiro e março de
2007, e aumentou a receita líquida não consolidada em 23,3%, para R$ 399,2 milhões.
        Conforme Schmitt, o aumento dos preços médios dos implementos rodoviários
está associado à melhoria do mix de vendas, com a entrega de produtos de maior valor
agregado como os reboques e semi-reboques canavieiros. Nas exportações, a empresa
encontrou espaços para reajustes em mercados que são fortes compradores e estão tendo
valorização acentuada de suas moedas frente ao dólar, como Chile, Colômbia e Angola.
        No consolidado, a Randon segue ainda aproveitando o crescimento da indústria
automotiva e do setor de transporte de cargas no mercado interno e aumentou em 26,9%
a receita líquida consolidada no trimestre, para R$ 700,1 milhões. A receita bruta total,
sem eliminações das vendas entre as controladas, subiu 27,6%, para R$ 1,006 bilhão. As
exportações cresceram 33,4%, para US$ 62,5 milhões, e a previsão para o ano segue em
US$ 250 milhões, ante os US$ 235 milhões no ano passado.
        Na Fras-le, controlada que fabrica materiais de fricção, apesar do aumento de
5,9% no preço médio por tonelada vendida, para R$ 10,1 mil, a margem bruta encolheu
1,2 ponto percentual, para 29,2%, influenciada também pelo impacto da valorização do
real. Como conseqüência, o lucro líquido recuou 7,9%, para R$ 9,3 milhões. Já a receita
bruta consolidada cresceu 7%, para R$ 137,4 milhões.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças




                                                                                      29
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/eueinvestimento/49/Randon+d
ribla+aumento+de+custos+e+lucra+50+mais+,,,49,4916139.html



Planos de Steinbruch para a CSN ser a nº 2 (08/05/2008)


        O empresário Benjamin Steinbruch, dono e presidente da Cia. Siderúrgica
Nacional (CSN), reuniu ontem os analistas do mercado de capitais para falar do balanço
do primeiro trimestre, que trouxe um lucro de R$ 767 milhões. Mas ele gastou a maior
parte das três horas para anunciar novos planos de expansão em logística, mineração de
ferro, aço e cimento... e fazer muitas promessas. Uma delas é tornar a CSN a segunda
maior siderúrgica em valor de mercado do mundo até o início de julho, pulando do
quinto lugar hoje, segundo um ranking divulgado por ela. Ficaria atrás apenas da
gigante ArcelorMittal, que valia mais de US$ 134 bilhões.
       Para isso, será preciso elevar em quase US$ 10 bilhões o valor que a CSN tinha
em 6 de maio, para US$ 45 bilhões, em menos de dois meses. "Estamos alguns bilhões
perto da Posco (empresa coreana), que era a segunda, com US$ 44,2 bilhões", afirmou.
Assim, deixaria para trás a russa Evraz e a japonesa Nippon Steel.
        Steinbruch justificou que isso é facilmente possível, considerando as
potencialidades da sua empresa e a subavaliação que ainda considera como os
investidores olham seus ativos. "A CSN terá o segundo melhor trimestre de sua
história", disse. Segundo ele, a empresa se beneficiará de aumentos dos preços do aço,
de até 15% em março, de outro reajuste similar a partir da próxima semana, da compra
de insumos, como carvão e coque, a preços antigos, antes da alta de mais de 200% que
vai vigorar a partir de julho, e do crescimento das vendas de minério de ferro a partir de
abril.
        A siderúrgica tem plano de vender neste ano no exterior e Brasil quase 30
milhões de toneladas de minério de ferro, extraídas da mina Casa de Pedra e de outras
adquiridas no ano passado. "Nossas margens de ganhos nesses negócios são
extraordinárias. Casa de Pedra dá 70%, a Namisa [outra mineradora da CSN], 60%, a
área de logística, 50% e a de aço entre 40% e 50%", destacou.
        Por isso, o empresário disse que o grande alvo de investimentos da CSN nos
próximos anos é o Brasil. Depois de algumas tentativas frustradas de aquisições nos
EUA e Europa, onde já tem operações pequenas de acabamento de aço, nos dois últimos
anos, ele agora disse quer crescer aqui, aproveitando a expansão econômica do país. Há
espaço para negócios em logística - terminais portuários para contêineres e carga geral -,
da construção civil, com demanda de aço e cimento, além do minério de ferro,
principalmente para exportação.
       Nesse cenário, a empresa anunciou ontem investimento de US$ 2,23 bilhões em
novo terminal portuário, em uma área de centro de apoio logístico e na expansão das
operações existentes hoje de seu complexo portuário na baía de Sepetiba, no município
de Itaguaí (RJ). O projeto inclui a construção de novo terminal, chamado Lago da
Pedra, que avançaria mar adentro. O centro de apoio, na forma de condomínio, para
contêineres e cargas gerais, ficaria em uma área de 850 mil metros quadrados, já de
propriedade da CSN. O investimento em ambos soma US$ 1 bilhão.


                                                                                       30
        Outro tanto de dinheiro será posto nas expansões do terminal de contêineres, o
Tecon, que mais que duplicará, e no de carvão, o Tecar, por onde é exportado minério
de ferro hoje. O argumento é que a capacidade de embarque de contêineres no Brasil já
está quase esgotada, no nível de 8 milhões de TEUs (um TEU equivale a um contêiner
de seis metros) e a demanda projetada para 2010 varia entre 10 milhões e 12 milhões de
TEUs. "Nosso projeto tem a vantagem de estar num raio de 500 km da concentração do
PIB brasileiro e na região Sudeste, onde há o maior gargalo nessa área", afirmou Davi
Emery Cade, diretor de portos.
       Esse investimento, no entanto, tem o foco bastante voltado para a área de
mineração da CSN, que se tornou a "menina dos olhos" de Steinbruch em função dos
elevados níveis de rentabilidade do negócio. "Acho que nas negociações do preço de
minério de ferro para 2008 foram deixados na mesa pelo menos 30%", afirmou o
empresário. Segundo ele, o reajuste, na média de 75% (entre minério fino e pelotas),
acertado pela Vale, deveria ter sido de pelo menos 100%. "As australianas ainda estão
brigando por reajuste maior e os aumentos no carvão foram acima de 200%", observa.
        O plano da CSN é poder ampliar sua capacidade de exportação de minério de
ferro, que saltaria para 160 milhões de toneladas no porto. É isso mesmo. O patamar de
100 milhões de toneladas, recentemente anunciado, agora já é uma meta do passado. E a
ambição da CSN, agora, não é mais ser a quarta mineradora de ferro do mundo - atrás
de Vale do Rio Doce, de Rio Tinto e de BHP Billiton - mas a terceira, como declarou o
diretor executivo de mineração da empresa, Juarez Saliba.
       No negócio de aço, que ainda responde por quase 90% da receita líquida da CSN
- obteve recorde de R$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano -, os planos e
cronogramas, que mudam a cada apresentação aos analistas de bancos, também são
ambiciosos. "Vamos produzir mais 11, 5 milhões de toneladas até 2014", informou
Steinbruch. Ele listou um novo forno em Volta Redonda, que entrará em operação antes,
em 2011, 4,5 milhões de toneladas em Congonhas-MG (previsto para 2012) e mais 4,5
milhões de toneladas em Itaguaí, em 2014.
        Acelerar a oferta de aço no país faz sentido para todos do setor. Siderúrgicas
locais já começam a importar aço para atender a demanda interna e incremento de
oferta, em material plano, só tem um da ArcelorMittal, na antiga CST e na Vega do Sul,
em 2009. A expectativa é que faltará alguns tipos de produtos, como chapa laminada a
quente (usada em autopeças, botijões de gás, construção civil) a partir de 2010.
        "A CSN tem algumas ociosidades de capacidade na usina de Volta Redonda que
poderá ser bem aproveitada", afirmou o empresário. Em função disso, ele quer acelerar
a construção do novo alto-forno para usina, que ficaria pronto em três anos, apto a fazer
de 1,5 milhão a 3 milhões de toneladas anuais. A dúvida existente hoje é se produzirá
chapas ou aços longos. "Vai faltar BQ [bobina plana a quente]", avisou Eneas Garcia
Diniz, diretor-executivo de produção de Volta Redonda, a Steinbruch na reunião com
analistas, cuja presença da imprensa foi vetada. Sem justificativa, uma vez que o evento
foi transmitido ao vivo pela internet.
       Com esse portfólio de projetos, ressaltou o empresário - que garante estar
cumprindo tudo que prometeu aos investidores da empresa desde 2002/2003 -, a CSN
tem condições de dobrar seu valor de mercado, para US$ 90 bilhões, até 2012. Para ele,
o foco é o Brasil. Investir no exterior, só se for algo muito estratégico ou de alto retorno.
Algo quase impossível ante as margens que consegue por aqui.




                                                                                          31
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas
/Planos+de+Steinbruch+para+a+CSN+ser+a+n%



Câmbio põe em risco estratégia exportadora (Valor, 05/05/2008)


        "O Brasil está perdendo a vocação exportadora". A afirmação é de Edgar
Garbade, presidente da filial brasileira da fabricante de autopeças Robert Bosch. A
participação das exportações no faturamento da empresa deve atingir 34% este ano,
abaixo do recorde de 48% em 2005 e em linha com os 30% de 2002, antes da
multinacional transformar o país em plataforma de exportação. Com a valorização do
real, Garbade conta que perdeu contratos importantes, principalmente nos Estados
Unidos.
        As exportações da empresa hoje são sustentadas pela Argentina, que não possui
outra opção competitiva de fornecimento de autopeças. As vendas da Bosch também
vão bem no mercado interno, que está aquecido. "Éramos um grande exportador. Poucas
empresas do setor tinham uma fatia tão alta na exportação", diz Garbade. A filial
brasileira da Bosch está restringindo os investimentos às linhas voltadas para o mercado
local.
         A valorização da moeda brasileira, que chega a 109,4% desde 2003 até 30 de
abril, significa um baque para a rentabilidade de exportadoras como a Bosch. Na média,
segundo a Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior, a rentabilidade caiu cerca
de 20% nos últimos três anos. E a perda pode aumentar com a conquista, pelo país, do
grau de investimento. A chancela dada pela Standard & Poor's ao país deve elevar o
ingresso de recursos externos. Esse fluxo positivo, por sua vez, vai puxar mais a cotação
do real.
       A situação varia conforme o setor e a companhia, mas empresários e
economistas alertam que a cultura exportadora do país está em risco. Os números da
balança comercial assustam. O superávit despencou 64,5% no primeiro quadrimestre
deste ano, passando de US$ 12,9 bilhões entre janeiro e abril de 2007 para US$ 4,58
bilhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
       O fraco desempenho é resultado de importações crescendo duas vezes mais
rápido que as exportações. De janeiro a abril desde ano, as vendas externas avançaram
16%, enquanto as compras subiram 43%. O temor é que a perda de rentabilidade nas
exportações e a atratividade do mercado interno provoque um retrocesso na cultura
exportadora, que permitiu ao Brasil avançar no mercado internacional nos últimos seis
anos. Em 2002, as exportações brasileiras somavam US$ 60 bilhões. Em 2007, a receita
com as vendas externas chegou a US$ 160 bilhões.
        "Os valores das exportações atuais representam uma mudança de patamar. Não é
apenas venda de excedente", diz David Kupfer, coordenador do grupo de indústria do
Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele lembra
que as empresas se concentravam no mercado local e exportavam apenas o que sobrava



                                                                                      32
na década de 80 e início dos anos 90. Hoje muitas companhias investiram e produzem
para vender no exterior.
        Para Júlio Sérgio de Almeida, consultor do Instituto de Estudos para o
Desenvolvimento Industrial (Iedi), o Brasil "ainda não reverteu inteiramente sua cultura
exportadora", mas assiste à redução significativa da participação das exportações na
produção de manufaturados. O economista ressalta que o fenômeno ocorre
principalmente nas empresas que têm como alternativa o mercado interno . Ele também
destaca que o prejuízo registrado com as exportações é compensado parcialmente pelos
reajustes dos preços.
       As exportações da Ford recuaram de 130 mil veículos em 2006 para 105 mil no
ano passado, queda de 24% em volume. Em valores, o faturamento com a exportação
recuou 7,6%, para US$ 1,45 bilhão. De acordo com Marcos Oliveira, presidente da Ford
no Brasil, as exportações diminuíram em função da perda de competitividade provocada
pelo câmbio e do crescimento das vendas no país. "O mercado interno superou nossas
expectativas. Foi necessário deslocar um pouco das exportações", diz.
        Oliveira conta que a montadora decidiu transformar o Brasil em plataforma de
exportação para a América do Sul e para o México em 2000, com a inauguração da
fábrica no município de Camaçari, na Bahia. "Claramente o Brasil não deve abrir mão
da exportação, porque temos condição de competir", afirma o presidente da empresa. A
montadora prevê investir R$ 2,2 bilhões em veículos entre 2007 e 2011 para aumentar
as vendas nos mercados interno e externo.
       Kupfer, professor da UFRJ, explica que algumas empresas se mantém
competitivas na exportação, porque aumentaram a importação de insumos. Ele diz que
as companhias demoram para trocar os fornecedores, mas agora isso já ocorre em ritmo
acelerado. A fabricante de celulares Motorola importa parcela significativa de
componentes que utiliza. "O dólar desvalorizado ajuda a vender no Brasil, mas
complica um pouco a exportação", diz Enrique Usher, presidente da empresa.
        A Motorola elevou as exportações de US$ 650 milhões, em 2002, para US$ 1,4
bilhão em 2006. No ano passado, as vendas externas caíram 5,8% em relação a 2006,
para US$ 1,3 bilhão. "O principal objetivo da fábrica é atender ao mercado brasileiro.
Em 2007, o crescimento das vendas foi maior do que imaginávamos", diz Usher. Por
isso, alguns mercados foram atendidos pela China. Usher garante que a empresa
continuará com a estratégia de utilizar a fábrica brasileira como plataforma de
exportação e planeja investimentos no curto prazo para atender aos mercados interno e
externo.
        Para Kupfer, a origem do capital pesa na estratégia de exportação. Ele explica
que companhias de capital nacional gastam mais para desenvolver o mercado externo,
porque criam setores comerciais, investem em logística e procuram parceiros em outros
países. "É mais difícil abandonar esses ativos", diz. Almeida, do Iedi, acrescenta que
exportar traz outras vantagens para companhias nacionais, como hedge natural para
endividamento em moeda estrangeira e acesso mais simples aos mercados de capitais
internacionais.
        "No caso das empresas internacionais, o sistema de afiliadas é uma concorrência
interna", diz Almeida. "Para a matriz, é indiferente qual país atende cada mercado,
desde que seja o mais rentável". Kupfer afirma que o esforço exportador das empresas
multinacionais é menor, porque a decisão é tomada na matriz e o canal de venda já está
aberto.


                                                                                     33
        A Caterpillar possui fábricas em mais de cem países e elas disputam clientes
entre si. Segundo Suely Agostinho, diretora de assuntos corporativos, a empresa perdeu
linhas de produção para os Estados Unidos e para o Japão no ano passado por conta do
fortalecimento do real. As exportações da filial brasileira, que subiram 16% em 2006,
cresceram apenas 1,9% em 2007, para US$ 1,16 bilhão.
       "Estamos preocupados com o câmbio, mas perdemos pouco volume até agora",
diz a executiva da Caterpillar. Ela diz que os setores de mineração e infra-estrutura
vivem um "boom" em muitos países, o que aumenta a venda de máquinas.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/suplementos/80/79/C%c3%a2
mbio+poe+em+risco+estrategia+exportadora,,,79,4910366.html


Setores da indústria já negociam reajustes (30/04/2008)


         Indústria e fornecedores estão negociando aumento de preços para compensar,
no mercado interno, o aumento na cotações de commodities agrícolas e metálicas. Os
aumentos e as tentativas de repasses são mais intensas nos setores siderúrgicos e
respectivos bens finais (carros, eletrodomésticos da linha branca e bens da construção
civil) e nos derivados de petróleo, que afetam até fertilizantes usados na agricultura.
        As siderúrgicas de aços planos, entre as quais ArcelorMittal Tubarão, CSN e
Usiminas-Cosipa, preparam novos aumentos nos preços dos produtos para maio e junho
depois de terem aplicado, em março, reajustes entre 3,6% e 13,5%. Para maio e junho,
os reajustes já comunicados pelas empresas às distribuidoras de aço variam de 5,26%
até 15,98%. Na lista estão laminados a quente e a frio e bobinas zincadas, usadas na
construção civil (telhas) e indústria eletrônica (linha branca), entre outros. Cristiano
Freire, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), disse que
existe espaço para um terceiro reajuste nos preços do aço no mercado doméstico no
terceiro trimestre do ano.
        A análise do Inda apóia-se no fato de que os preços internos dos produtos
siderúrgicos estão abaixo dos praticados no mercado internacional. A chapa grossa
importada está 6% mais cara do que o produto similar nacional, já considerando o
reajuste de 13,98% a ser aplicado pela Usiminas-Cosipa a partir de 1º de junho. Na
avaliação do Inda, isso mostra que existe possibilidade de um terceiro reajuste na chapa
grossa, que poderia situar-se entre 10% e 11% . A conta considera os 6% da diferença
atual com o mercado internacional e mais 4% ou 5% do que Freire chama de "custo de
oportunidade", ou seja, quanto a mais os clientes estão dispostos a pagar pelo produto
nacional em relação ao importado. No laminado a quente também haveria espaço para
um reajuste de dois dígitos no terceiro trimestre, e nas bobinas a frio um aumento um
pouco menor, avalia o Inda.
       "O que mais contribuiu para os aumentos (no mercado interno) foi a alta nos
preços do aço no exterior", disse Freire. Ela decorre da subida das matérias-primas, em
especial o minério de ferro e o carvão. O minério aumentou, em média, 75% (minério


                                                                                     34
fino e pelotas) e o carvão chegou a 220%, dependendo da origem do produto. Assim, a
bobina a quente, que em fevereiro valia US$ 775 por tonelada no mercado spot
americano, em meados de abril tinha alcançado US$ 1 mil por tonelada, diz Freire.
       Carlos Loureiro, presidente da distribuidora Rio Negro, ligada à Usiminas,
afirmou que, se o mercado interno continuar forte, deverão ser aplicados novos reajustes
de preços além dos já comunicados pelas siderúrgicas. Ontem o Instituto Brasileiro de
Siderurgia (IBS) divulgou os números de março. As vendas de laminados (planos e
longos) para o mercado doméstico atingiram 1,8 milhão de toneladas, com alta de
12,8% sobre março de 2007. De janeiro a março, a alta foi de 21,8%. Em compensação,
as exportações das usinas em março caíram 29,5% em relação a igual mês do ano
passado.
       Pressionados por reajustes de cerca 15% no preço do aço, o setor automotivo
atravessa um delicado momento de renegociação de preços entre fornecedores de
autopeças e montadoras. O impacto dos custos afetou diretamente o setor de autopeças e
também chega às montadoras. Por enquanto, os preços dos automóveis para os
consumidores não foram afetados.
       Segundo o Sindipeças, que representa fabricantes de autopeças, os preços dos
aços planos subiram até 14% este ano. Nos aços não-planos, a alta chegou a 26% no
arame para parafusos. Em 2007, o mercado estava tranqüilo. Aço, ferro e derivados
tiveram reajuste de apenas 3,3%. A entidade não descarta novas altas no segundo
semestre.
        "Estamos em processo de negociação com os clientes. Temos motivação
inclusive para pleitear reajustes no mercado externo, porque o aumento do aço é um
fenômeno internacional", diz André Bevilácqua, supervisor de controladoria da fábrica
de autopeças Fupresa.
        As usinas informaram às montadoras reajustes de 15% no preço do aço no
primeiro trimestre do ano e já há relatos de novo aumento da mesma magnitude em
breve. As negociações são empresa por empresa. Dados mais recentes da Anfavea
(associação das montadoras) ainda não detectam os aumentos. De acordo com a
entidade, o preço do aço subiu 3,3% em 2007 e 2,2% em janeiro e fevereiro.
        Segundo a assessoria de imprensa da Fiat, os reajustes para o consumidor foram
marginais, apesar do impacto do aço. A empresa promoveu um aumento de 1% em
março deste ano. Para a montadora, o aquecimento do mercado interno ameniza o
efeito, porque eleva a escala de produção e dilui o custo. Além disso, importação de aço
e autopeças também minimizam os custos.
        O aumento nos preços do aço e dos plásticos também deve pressionar as
margens de lucro dos fabricantes de fogões, geladeiras e lavadoras. Edson Grottoli,
presidente para o Mercosul da BSH, dona das marcas Bosch e Continental, afirma que
os fornecedores de aço - Usiminas e CSN - já notificaram mais um aumento de 9% nos
preços, o segundo neste ano. Para contornar o problema, a matriz na Alemanha
redirecionou para a subsidiária brasileira parte do aço que a multinacional compra da
China - essa importação chinesa vai atender de 5% ou 7% do consumo da BSH no
Brasil.
        Ainda é difícil prever em que medida esses reajustes serão repassados ao preço
final dos eletrodomésticos. Com a alta dos juros e a desaceleração da demanda, as
indústrias terão menos espaço para remarcar produtos, mas o câmbio melhorou a
margem pelo crescimento nas vendas no mercado interno, mais rentável que o externo.


                                                                                     35
       Os fabricantes de embalagens têm sentido o aumento mensal de custos dos
insumos plásticos na cadeia petroquímica. "Historicamente, os preços da nafta nos
últimos 20 anos ficaram em torno de US$ 400 a US$ 500 por tonelada. Hoje, estão entre
US$ 950 a US$ 1000", afirmou o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho.
       "A disparada maior aconteceu nos últimos seis meses." As empresas do setor
compram resinas de grandes petroquímicas e vendem seus produtos transformados a
grandes empresas de bens de consumo. "As negociações de preços estão duríssimas",
diz Roriz Coelho. Até março, em dólar, a nafta subiu 14,69%.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Setores
+da+industria+ja+negociam+reajustes,,,63,4904035.html



Brasil e Argentina prorrogam por cinco anos acordo automotivo (23/04/2008)


       BUENOS AIRES - O livre comércio de automóveis e autopeças entre Brasil e
Argentina foi definitivamente adiado, contrariando a posição defendida pelo Brasil nas
negociações mantidas com o governo argentino. Em compensação, a Argentina
finalmente concordou em estabelecer um prazo de cinco anos para o novo acordo
automotivo bilateral que está em discussão e deve ser concluído até junho, quando
vence o que está atualmente em vigor.
       Só no fim desse prazo é que haveria livre trânsito de veículos e peças entre os
dois países. A Argentina nunca concordou com a liberação do comércio, que vem sendo
adiado desde dezembro de 2005 quando venceu o primeiro acordo assinado em 2002.
Até agora a renovação tem sido anual.
       Em fevereiro, quando ficou claro para o governo brasileiro que os argentinos
não aceitariam o livre comércio, o Brasil passou a defender um regime de longo prazo,
para dar estabilidade ao setor e atrair novos investimentos. Agora se chegou a um
consenso pelo prazo de cinco anos na negociação entre as equipes do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior brasileiro e a Secretaria de Indústria
argentina, em reunião iniciada ontem em Buenos Aires e que deve ser concluída nesta
tarde.
        "Trabalhar cinco anos num programa de investimentos e compensações nos
levaria à abertura do mercado. Esse é um dos pontos essenciais do acordo " , afirmou o
secretário de Indústria da Argentina, Fernando Fraguío.
       Segundo Fraguío e o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento,
Ivan Ramalho, o regime automotivo bilateral que vai vigorar a partir de junho até 2013
inclui um monitoramento técnico trimestral e apoio do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos investimentos do setor de
autopeças na Argentina.




                                                                                   36
        Ainda não se chegou, porém, a um acordo sobre o principal ponto do regime
bilateral, o sistema " flex " , que determina a proporção permitida de carros e autopeças
importados e exportados entre os dois países sem o pagamento do imposto de
importação. Pelo regime em vigor há quase um ano, para cada US$ 1 exportado pelo
Brasil, a Argentina pode exportar US$ 1,95, vantagem obtida pelo país vizinho para
compensar as assimetrias no setor de autopeças. " Esse é um dos poucos pontos que
faltam para fechar o acordo " , afirmou Ramalho, que não quis antecipar as propostas de
índices que estão na mesa de negociação.
        Mesmo com a vantagem do " flex " , o comércio bilateral é mais favorável ao
Brasil, com o saldo das transações de compra e venda de veículos deficitário em US$
600 milhões para a Argentina, segundo dados da Adefa, a entidade que reúne as
montadoras locais. O déficit no comércio de autopeças mais que dobra o de automóveis,
chegando a US$ 1,4 bilhão.
        Ramalho trouxe a Buenos Aires um representante do BNDES que vai apresentar,
em uma conferência hoje pela manhã para empresas do setor de autopeças argentino, as
opções de financiamento disponíveis pelo banco. O BNDES pode apoiar com crédito a
instalação de empresas brasileiras no exterior ou a aquisição, por empresas estrangeiras,
de bens de capital produzidos no Brasil.
        Participantes da reunião de ontem, Antonio Carlos Meduna e Luiz Carlos Auler
Pereira, executivos do Sindipeças (que representa a indústria do setor no Brasil) ,
estavam céticos com a possibilidade de que empresas brasileiras aumentassem os
investimentos na Argentina. Segundo Auler Pereira, mais do que empréstimos do
BNDES, seriam necessários incentivos fiscais e de logística para estimular a vinda de
investidores, além de uma perspectiva de acesso a um mercado regional e estabilidade
nas regras. " A lógica das autopeças é diferente das montadoras " , afirmou Meduna.
       Hoje à tarde Ramalho e Fraguío terão uma reunião exclusiva para discutir o
comércio de trigo, que está parado por decisão da Argentina de proibir as exportações
do produto para garantir o abastecimento interno.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/brasil/comercioext/Brasil+e+Arg
entina+prorrogam+por+cinco+anos+acordo+automotivo,,,32,4892136.html



Demanda nos países emergentes garante a recuperação da Visteon (18/04/2008)


       A estratégia de crescer fora dos Estados Unidos, seu país de origem, vai permitir
à Visteon, um dos maiores fabricantes de autopeças do mundo, sair da crise financeira
que persiste desde que essa empresa se separou da Ford há oito anos. O presidente
mundial do conselho da companhia, Michael Johnston, disse ontem ao Valor que o
plano por meio do qual foi possível adicionar US$ 1 bilhão à receita entre 2006 e 2007,
com expansões voltadas principalmente a países emergentes como o Brasil, permitirá à
empresa finalmente voltar ao lucro em 2010.


                                                                                      37
       A Visteon tem 15% do seu faturamento anual, de US$ 11,3 bilhões no ano
passado, atrelados às encomendas das fábricas da Ford na América do Norte. Johnston
diz que a meta é diminuir ainda mais essa dependência, para 6% em 2010. A estratégia
de deslocar as atividades para fora da da região de origem deu resultado. Segundo o
executivo, 70% da receita hoje tem origem nos países fora da América do Norte.
        O aumento da atividade nos países emergentes é que tem levado a companhia a
recuperar a saúde financeira. Um dos principais focos é a Ásia, responsável hoje por
40% dos negócios de uma empresa que no passado se dedicava quase que totalmente às
necessidades das linhas de montagem da Ford nos Estados Unidos. Um forte plano de
reestruturação reduziu os volumes de receita, que chegaram a ser de US$ 18 bilhões
anuais, lembra Johnston. Mas, por outro lado, o enxugamento - que incluiu a
transferência de atividades para a Ford - fez com que a empresa voltasse a respirar
       A Visteon ganhou fama com produtos que foram se sofisticando com o passar
dos anos. Com 41,5 mil empregados espalhados pelo mundo, a empresa é forte na
produção de sistemas de áudio, vídeo e navegação para carros, além de controles de
instrumentos, interiores e peças de climatização.
       Mas a direção da companhia sabe que precisa se adaptar aos novos tempos, em
que o crescimento da demanda nos países emergentes pede carros sem tantos
equipamentos sofisticados. Hélio Contador, o presidente da Visteon na América do Sul,
explica que o Brasil desenvolveu um novo rádio de baixo custo para países emergentes.
Esse rádio "popular" projetado no Brasil começará, agora, a ser produzido também na
China.
       O desenvolvimento do carro de ultra baixo custo na Índia não preocupa
Johnston. Mesmo que os fabricante desse novo tipo de veículo, como a Tata, não sejam
os consumidores dos equipamentos mais sofisticados da Visteon, o executivo diz que
toda a indústria, tanto os fabricantes de veículos como os de autopeças, precisam se
adaptar e seguir esse novo conceito de transporte porque é nos países emergentes que as
vendas de veículos estão aumentando.
        Johnston não é partidário da idéia de que a indústria de autopeças precisa
exportar grandes quantidades para ganhar projeção mundial. Segundo ele, a nova ordem
num setor cada vez mais globalizado é investir com vigor para atender aos mercados
locais. "Essa é a chave do sucesso; os altos custos de logística e transporte não são uma
solução econômica".
        Isso foi o que aconteceu com a Visteon no Brasil. Há dez anos, a empresa
destinava quase 100% da sua produção no país para os Estados Unidos. O mercado
americano ainda é o principal destino das vendas externas da subsidiária. Porém, hoje só
15% da receita da filial brasileira, que foi de R$ 1 bilhão em 2007, vêm das
exportações. Se o câmbio fosse mais favorável, a direção local da companhia até que
gostaria de chegar a uns 25%. "Seria o ideal, mas não muito além disso", afirma
Contador.
       "Como a economia brasileira está indo bem, estamos hoje tirando proveito dos
investimentos que fizemos no passado", diz Johnston. A Visteon do Brasil tem elevado
a capacidade de produção. Há pouco tempo a empresa dobrou a capacidade da fábrica
de Manaus, que produz sistemas de rádio.
       Esta semana a empresa inaugurou na fábrica de Guarulhos um centro de
tecnologia que permitirá a realização de testes avançados de engenharia para sistemas
automotivos.


                                                                                      38
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas
/Demanda+nos+paises+emergentes+garante+a+recuperacao+da+Visteon+,,,51,4886546
.html



Governos negociam e podem adiar livre comércio automotivo (17/04/2008)


       Desentendimentos na área comercial voltam a azedar as relações entre Brasil e
Argentina.
        Após um período de entendimentos e discussões cordiais na comissão de
monitoramento de comércio dos dois países, os governos discutem, na terça-feira, as
queixas brasileiras contra as regras de exportação de trigo e farinha de trigo da
Argentina ao Brasil. Amanhã, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento
(MDIC), Ivan Ramalho, se reúne com representantes da indústria automotiva para
definir uma proposta a ser levada aos argentinos, que se recusam a cumprir a previsão
de livre comércio no setor a partir de 2009.
        A reunião da próxima semana seria apenas para discutir propostas para o regime
automotivo entre os dois países, mas o governo brasileiro levará à discussão a
insatisfação crescente com as barreiras argentina à exportação de trigo, a pretexto de
abastecimento do mercado interno.
       O esforço argentino de remontar a indústria no país fez o governo de Cristina
Kirchner avisar ao Brasil que não aceitará o início do livre comércio de produtos
automotivos a partir do fim de 2008, como os dois países haviam se comprometido,
após sucessivos adiamentos da data. O comércio de produtos automotivos representa
quase 40% dos US$ 30 bilhões em exportações e importações entre Brasil e Argentina.
Os argentinos argumentam que, embora tenha crescido a exportação de automóveis da
Argentina ao Brasil, esse resultado provoca um aumento excessivo da importação de
autopeças brasileiras.
        O governo brasileiro tem buscado uma solução, e já admite a prorrogação, por
mais tempo, das regras de controle do comércio. Quer, porém, um plano mais definido
de liberalização. "Queremos um plano de cinco anos", explicou Ramalho. "Ainda que o
comércio automotivo não esteja mercosulizado, um horizonte de tempo, com regras pré-
definidas, daria maior estabilidade para os que decidem investimentos", argumenta ele.
Hoje, as vendas de produtos automotivos de um país ao outro estão limitadas a um
percentual do que um compra do outro.
       Segundo os representantes da indústria de autopeças, antes do livre comércio os
argentinos ainda querem uma fase de mudança no chamado sistema "flex", que é a
proporção permitida de carros e peças importados e exportados entre os dois países sem
o pagamento de imposto de importação. Hoje, para cada US$ 1 exportado o país vizinho
pode importar US$ 1,95 com isenção de impostos. Os argentinos querem elevar o "flex"
para US$ 2,95, segundo Paulo Butori, presidente do Sindipeças, que avalia a proposta


                                                                                   39
como uma espécie de "seguro": "Se uma crise atrapalhar as vendas no mercado interno,
os argentinos poderão desviar os produtos para o Brasil, protegidos por um acordo."
        Butori diz que do lado brasileiro, os fabricantes de autopeças tendem a aceitar
uma mudança, mas num valor menor. "A idéia é negociar essa mudança agora para
depois liberar o livre comércio."
        "A agenda do trigo tem uma pauta difícil, continua muito preocupante",
desabafou Ramalho, durante a versão latino-americana do Fórum Social Mundial, no
México. Apesar das promessas de regularização dos embarques de trigo ao Brasil, os
argentinos ainda não retomaram as autorizações de exportação, queixou-se Ramalho,
que reclama também do não cumprimento da promessa argentina de reduzir a diferença
entre as alíquotas do imposto de importação de trigo e de farinha.
       Com imposto equivalente ao dobro do aplicado sobre a farinha, a Argentina faz
com que a matéria-prima chegue aos moinhos brasileiros por preços bem maiores que o
encontrado pelos concorrentes argentinos no mercado local. Em março, ao prometer
retomar os registros de exportação, em até 1,2 milhão de toneladas por quatro meses, o
governo argentino anunciou ao MDIC que reduziria à metade a diferença entre o
imposto de exportação do trigo e da farinha. A redução não aconteceu.
        À coleção de desentendimentos ameaçam somar-se outros setores, como o de
celulares, que prevê exportações superiores a US$ 500 milhões ao sócio. Uma recente
mudança das regras de classificação de mercadorias no Mercosul, pôs os celulares com
grande conteúdo importado de outros países na categoria de produtos estrangeiros, sem
isenção de tarifa de importação. O Brasil suspendeu a aplicação das regras e pediu uma
adequação do sistema de classificação para evitar interrupção do comércio de celulares,
mas os argentinos responderam com um convite às empresas, para "conversas".
(Colaborou Marli Olmos, de São Paulo)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/especial/Gov
ernos+negociam+e+podem+++adiar+livre+comercio+automotivo,,,59,4884473.html


Com 88% de uso médio da capacidade, setor de autopeças deve investir US$ 1,6
bilhão neste ano (16/04/2008)


       SÃO PAULO - Os investimentos do setor de autopeças no Brasil devem somar
neste ano US$ 1,6 bilhão, o que representa um aumento de 18,5% perante o total
aplicado no ano passado, de US$ 1,350 bilhão. Segundo Paulo Butori, presidente do
Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores
(Sindipeças), os aportes do setor devem ser destinados para compra de máquinas e
equipamentos.
       De acordo com ele, há espaço nas plantas já instaladas para aumento da
produção. A intenção, portanto, é adquirir máquinas com tecnologia mais avançada em
robótica, que permitam produzir mais com uso menor de mão-de-obra e espaço. Uma


                                                                                    40
pesquisa em andamento sobre produtividade e qualidade no setor, que deve ser
divulgada em maio, trará um retrato mais fiel das demandas para esse segmento.
       Neste ano, a ociosidade média das plantas locais do setor é prevista em 12%,
mas essa não é exatamente uma sobra confortável. "É o limite", diz Antonio Carlos
Bento, conselheiro do Sindipeças para o setor de reposição. Segundo ele, o uso da
capacidade atual já conta com turnos de 24 horas nos sete dias da semana. "É um ritmo
que não é recomendável e já está estressante", admite Butori.
        Vale lembrar que a produção de veículos neste ano deve crescer 13,2% e
alcançar a marca de 3,364 milhões de unidades, mas esse é o cenário mais conservador.
Uma aposta mais agressiva poderia levar a 3,5 milhões de veículos em 2008. "A
realidade está sendo mais forte do que temos coragem de prever", diz George Rugitsky,
conselheiro da área econômica do Sindipeças
       A projeção da entidade no médio prazo é de que a indústria automotiva cresça a
uma média de 8% ao ano até 2012, quando alcançaria uma produção anual de 4,380
milhões de veículos.
       As montadoras consomem 63,4% das peças produzidas, um novo patamar
perante a média entre 55% e 60% verificada normalmente. Do faturamento de US$ 36
bilhões do setor de autopeças, US$ 22,8 bilhões se referem às vendas para as
montadoras, soma que pode chegar a US$ 33 bilhões em 2012.
        Segundo Butori, as intenções de investimentos desses US$ 1,6 bilhão foram
colhidas em dezembro. Desde então, os ventos mudaram um pouco para o setor
produtivo como um todo. A cautela com o setor externo aumentou e a previsão é de
uma política monetária mais apertada para este ano. Além disso, a sinalização é de que
os custos com matéria-prima devem impactar a margem financeira do segmento.
       No ano passado os gastos com matéria-prima representaram 63,10% dos custos
do setor. A mão-de-obra respondeu por 16,78% e as outras despesas e impostos
completaram a fatia de 20,12% do custo de produção.
        Os executivos destacam que só nesse ano já houve aumento de 14% nos aços
planos e de 26% em arame para parafusos. No mercado internacional, os preços do
cobre, alumínio e zinco também estão em ascensão. As contratações também continuam
em alta. Em 2007, o número de empregados cresceu 9% para 217 mil funcionários e em
2008 deve haver uma expansão de 8,3%, levando a uma folha de pagamento de 235 mil
empregados.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/empresas/15/Com+88+de+uso+
medio+da+capacidade+setor+de+autopecas+deve+investir+US$+16+bilhao+neste+ano,
,,15,4883694.html


Setor de autopeças deve faturar 22% mais em 2008, mas terá déficit comercial no
ano (16/04/2008)




                                                                                   41
       SÃO PAULO - Mesmo tendo problemas de competitividade, o setor de
autopeças deve elevar em 22,7% seu faturamento neste ano, para US$ 44,1 bilhões. Em
moeda doméstica, a receita com vendas deve fechar 2008 em R$ 76,7 bilhões, uma
evolução de 9,6% ante 2007. As projeções foram divulgadas hoje pelo Sindicato
Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), mas
devem sofrer revisões em breve.
        Novas estimativas levarão em conta o comportamento da política monetária
brasileira em relação ao juro e os reflexos de um eventual aumento da Selic sobre o
dólar e o comércio internacional do setor. Além disso, a estimativa para este ano é de
um déficit comercial de US$ 750 milhões, valor que pode ser muito maior, sobretudo se
o dólar continuar se desvalorizando ante o real.
        Só no primeiro trimestre deste ano, o setor já contabiliza um saldo negativo de
US$ 467 milhões. A deterioração da balança é significativa perante o ano passado,
quando o déficit total foi de US$ 84 milhões. Ainda em 2006, o setor anotou saldo
positivo de US$ 1,985 bilhão. A mudança de cenário se deve ao comportamento das
importações, que subiram 35,9% no ano passado e podem aumentar outros 15% neste
exercício.
       Paulo Butori, presidente do Sindipeças, acredita também que o desempenho do
ano também pode ser afetado pela greve dos auditores fiscais, que estão há 29 dias
parados, afetando tanto as vendas externas como as importações do setor.
        "Estivemos em Brasília com o ministro (do Desenvolvimento, indústria e
Comércio), Miguel Jorge, e falamos sobre o problema da greve (dos auditores fiscais) e
da infra-estrutura, que está tornando a situação muito difícil", diz Butori, lembrando que
esse tipo de paralisação esta se tornando uma tradição que se repete ano a ano. "Algo
precisa ser feito", reforçou.
        Buttori não soube informar quanto o setor está perdendo só com os
impedimentos causados pela greve, mas citou a significativa corrente comercial do
setor, que movimentou US$ 9,1 bilhões em vendas direta e indireta no ano passado e
outros US$ 9,2 bilhões em compras. Para este ano, a projeção é de um movimento de
US$ 20,4 bilhões de corrente. Um mês de problemas com com os auditores fiscais
coloca em risco, portanto, uma média mensal de US$ 1,7 bilhão de corrente comercial
de autopeças.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/empresas/15/Setor+de+autopecas
+deve+faturar+22+mais+em+2008+mas+tera+deficit+comercial+no+ano,,,15,4882907.
html



Fiat vai comprar mais componentes da Índia e China (15/04/2008)

       A Fiat vai elevar o volume de compras de componentes nos países de baixo
custo para abastecer as fábricas da companhia italiana em todo o mundo. A novidade é
que o Brasil não faz mais parte do grupo de países de baixo custo. Ao contrário, as


                                                                                       42
fábricas brasileiras serão também cada vez mais supridas por peças vindas
principalmente da China e Índia, mais baratas do que no mercado local, segundo a
direção mundial da empresa. Rodas e pneus virão da China.
        O valor anual das compras de todo o grupo Fiat no mundo soma ? 31 bilhões de
euros. Desse total, ? 7 bilhões de euros são gastos nas regiões de baixo custo de
produção, em que se destacam China, Índia e Leste Europeu. O plano da companhia é
elevar esse gasto anual em um adicional de ? 1,5 bilhão de euros até 2010. Isso significa
que em dois anos a participação dos países de baixo custo nas compras anuais do grupo
italiano passará dos atuais 28% para 34%.
       O Brasil está fora desse mapa. "Os custos no Brasil chegam a ser até mais
elevados do que na Europa Ocidental", explicou durante um seminário ontem o diretor
global de compras do grupo Fiat, Gianni Coda, a uma atônita platéia de fornecedores
habituados a um passado em que as montadoras intermediavam as suas exportações para
a Europa.
        Mas agora o câmbio e custos de maneira geral atrapalham, segundo Coda, que
foi presidente da Fiat Automóveis no Brasil entre 1999 e 2002. É por isso que ao invés
de ajudar os fornecedores brasileiros a exportar desta vez a filial brasileira do grupo
começa a importar mais peças.
         A fábrica de automóveis no Brasil, a maior operação da companhia fora da
Itália, começou a participar mais ativamente das importações dos países asiáticos com
as rodas de liga leve. Segundo o diretor de compras da Fiat na América Latina, Osias
Galantine, rodas chinesas estão chegando a preços 20% mais baixos. A empresa
começou com encomendas de 10 mil a 15 mil peças por mês. Mas pretende dobrar o
volume em seis meses. Daqui a algum tempo, segundo cálculos do executivo, mais de
30% das compras anuais de rodas de liga leve usadas nos carros produzidos no Brasil
virão da China.
        Pneus é outro caso, com preços 10% mais baixos, segundo a empresa. E até o
aço, vindo da Coréia do Sul, começará a ser importado pela Fiat, segundo Galantine. O
aço coreano poderá chegar custando até 15% menos que o produto nacional, garantiu o
executivo.
        Pouco a pouco, o índice de nacionalização nos carros fabricados pela montadora
líder do mercado brasileiro começará a cair. Hoje, entre 95% e 97% do custo de um
automóvel fabricado pela Fiat no Brasil é formado por autopeças nacionais. Galantine
estimou que daqui um ano a participação dos itens importados chegará a 10%.
       Esse quadro acaba se refletindo também no mapa global das linhas de
montagem. Segundo Coda, na Índia o custo de produção do Punto é, em média 10% a
15% menor do que no Brasil. "Há casos de diferenças de preços de até 25%", afirmou o
executivo.
       Depois de passar por uma crise financeira, mais intensa entre os anos de 2004 e
2005, a direção da Fiat está em pleno processo de fortalecimento das suas finanças
globais. Após fechar 2005 com uma margem operacional negativa de 1,5%, a
companhia deverá alcançar um resultado positivo de 3,6% ainda neste ano e previsão de
3,9% em 2010.
      Esse processo passa também pela redução de custos com o fornecimento. As
mudanças incluem a racionalização do parque de fornecedores e sinergias para a área de




                                                                                      43
criação de novos projetos. Daqui a dois anos, a empresa deverá diminuir o número das
plataformas dos carros de nove para quatro.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas
/Fiat+vai+comprar++mais+componentes+da+India+e+China+,,,51,4880911.html



Fras-le anuncia que abrirá fábrica na China (14/04/2008)


        SÃO PAULO - A fabricante de autopeças Fras-le anunciou hoje que abrirá uma
unidade na China. De acordo com fato relevante, serão investidos US$ 3,5 milhões para
constituir uma indústria de materiais de fricção na cidade de Pinghu, Província de
Zhejiang.
       A referida sociedade adotará a denominação de Fras-le Friction Material Pinghu
CO. Ltd., e o foco de atuação será a fabricação de lonas e pastilhas de freios para
veículos comerciais.
        A expectativa é de que as operações iniciem em junho de 2009, e a produção
inicial está estimada em 2 milhões de peças por ano para fornecimento ao mercado
asiático.
      O investimento inicial para implementação dessa unidade fabril será
desembolsado pela Fras-le e corresponderá ao capital social registrado.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:     http://www.valoronline.com.br/ValorOnLine/MateriaCompleta.aspx?tit=Fras-
le%20anuncia%20que%20abrir%c3%a1%20f%c3%a1brica%20na%20China&dtMateri
a=14%2004%202008&codMateria=4879928&codCategoria=46



Secretarias do governo dão parecer favorável à compra da EPG pela Mahle
(08/04/2008)


       BRASÍLIA - A aquisição do controle da empresa do ramo de autopeças EPG, do
grupo Dana Corporation, pela Mahle GBMH recebeu parecer favorável, sem restrições,
da Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, e da Secretaria de
Acompanhamento Econômico (SEAE), do Ministério da Fazenda.
       Ao encaminhar o parecer conjunto para julgamento do caso pelo Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade), as secretarias informaram que analisaram
a possibilidade de concentração no mercado interno para os produtos envolvidos na


                                                                                   44
operação, como anéis para pistão originais, bronzinas originais, camisas de cilindro
originais e anéis de pistão para o mercado de reposição.
        "O exame resultou na observação de baixas barreiras " à entrada da nova
empresa, segundo o parecer, citando que em 2007 ingressou no mercado a Federal
Mogul, no segmento de pistões. A SDE e a Seae destacam que as montadoras instaladas
no país têm ainda a opção de recorrer à importação de autopeças e de motores e veículos
(importação indireta), "o que atenua a probabilidade de riscos à concorrência " com a
formação de preços cartelizados.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valoreconomico.com.br/valoronline/Geral/empresas/15/Secretarias+do+gov
erno+dao+parecer+favoravel+a+compra+da+EPG+pela+Mahle,,,15,4868792.html



Montadoras estão importando para atender a demanda (07/04/2008)


        No pico da capacidade, a indústria automobilística não consegue mais atender à
demanda interna e aos contratos de exportação apenas com a produção local. Mais do
que nunca esse setor depende da importação. A comparação entre o total de veículos
produzidos de fevereiro de 2007 a março deste ano e os volumes vendidos no país e no
exterior no mesmo período indica um déficit de 327 mil veículos, que foram trazidos de
outros países, principalmente da Argentina e México.
       Com programas de investimentos já prontos para uma expansão industrial
imediata, as montadoras começaram a se preparar para ampliar a capacidade. Hoje o
setor é capaz produzir 3,5 milhões de veículos por ano. Com programas de
investimentos que somarão US$ 5 bilhões até 2010, o setor ampliará a capacidade para
3,85 milhões de unidades já este ano e para 4 milhões daqui a dois. Estimativas da
cadeia de fornecedores indicam que junto com a indústria de autopeças, o total de
investimentos pode chegar a US$ 20 bilhões.
        Os fabricantes argumentam que as expansões serão adequadas à demanda. Entre
fevereiro de 2007 e março de 2008, as montadoras produziram apenas 91,5% do volume
necessário para atender à demanda doméstica e para as exportações. No período, foram
3,548 milhões de veículos produzidos, enquanto que as vendas totais chegaram a 3,875
milhões de unidades. A diferença de 327 mil veículos foi suprida por meio da
importação. No mesmo intervalo, as importações mostraram um crescimento médio de
6,43% ao mês, com um volume acumulado de 324 mil veículos, entre automóveis,
comerciais leves, caminhões e ônibus.
       Mesmo que consigam elevar a produção para atender a uma demanda que está
sendo puxada pela expansão da oferta de crédito no país, os fabricantes se preparam
para elevar os valores de importação. No ano passado, foram importados 250 mil
veículos. Os dirigentes da indústria começaram o ano já se preparando para um volume
de veículos trazidos do exterior que pode chegar muito perto de 400 mil unidades.




                                                                                    45
Somente no primeiro trimestre deste ano, as importações somaram 80,8 mil unidades,
uma alta de 60% em relação ao mesmo período do ano passado.
        Apesar de o crescimento da demanda ter surpreendido a própria indústria, o
presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores
(Anfavea), Jackson Schneider, lembra que os investimentos anunciados recentemente
pelas montadoras deverão ajudar a equilibrar a conta. O dirigente admite, ainda, que os
últimos aumentos nos preços de algumas matérias-primas da cadeia automotiva poderão
levar a reajustes nos preços dos automóveis.
        Na comparação entre oferta e demanda nos últimos 14 meses, a importação de
comerciais leves é que vem mostrando maior taxa de crescimento. No primeiro
trimestre deste ano, foram trazidas para o país 28,5 mil unidades, o que revela uma alta
de 85% em relação aos três primeiros meses de 2007. A expansão do crédito tem
estimulado o consumidor a gastar mais na compra de carros e, por isso, os modelos
comerciais, mais sofisticados, ganham espaço.
       Essa categoria de veículo é a que apresenta o menor percentual (79%) da relação
entre produção e vendas. Entre fevereiro de 2007 e março de 2008, foram
comercializados 614,16 mil desses veículos, contra uma produção de 485,2 mil
unidades. Em automóveis de passeio, a relação é 93,38%. Já a produção nacional de
caminhões e ônibus ainda vem dando conta das vendas, com percentuais de 100,62% e
106,41%, respectivamente.
       A indústria automobilística continua batendo recordes. A produção em março
alcançou 280,6 mil veículos, crescimento de 13,4% na comparação com o mesmo mês
de 2007. O acumulado do primeiro trimestre somou a marca histórica de 783 mil
veículos produzidos, aumento de 19,3% na comparação com os três primeiros meses de
2007. O mês passado foi o melhor março da história do setor.
      No mercado interno, foram licenciados em março 232,1 mil veículos, 20% mais
do que no mesmo período do ano passado e 15,6% acima do total de fevereiro. O
acumulado nos primeiros três meses do ano alcançou 647,9 mil veículos, 31,4% mais do
que na comparação com o primeiro trimestre de 2007. (* Do Valor Online, com
Fernando Torres)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/Montador
as+estao+importando+para+atender+a+demanda++,,,51,4866242.html



Alta de apenas 6% na importação de insumos surpreende (04/04/2008)


        O crescimento das importações de matérias-primas pela indústria - que
representam metade do total das compras externas do país - sofreu uma freada brusca e
atípica em março. Depois de subir 52,5% em janeiro e 54% em fevereiro na comparação
com igual período do ano anterior, as importações de bens intermediários aumentaram
apenas 6,5% no mês passado, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex),


                                                                                     46
do Ministério do Desenvolvimento. Em 2007 ante 2006, as empresas elevaram em 30%
as compras de insumos fora do país.
       O dado surpreendeu os analistas de comércio exterior, que levantam algumas
hipóteses: impacto da greve dos auditores da Receita Federal, influência de setores que
anteciparam importações e até um equívoco na compilação dos números. O governo
ainda não sabe o que ocorreu e decidiu revisar os dados para verificar as razões desse
ponto fora da curva, segundo o Ministério do Desenvolvimento.
        Graças ao seu elevado peso na pauta de importação, um ritmo mais forte de
compras de insumos poderia significar saldo ainda menor para a balança comercial
brasileira, que foi de apenas US$ 3,3 bilhão no período de janeiro a março, queda de
67% em relação aos primeiros três meses de 2007. As importações brasileiras cresceram
33% no primeiro trimestre, mas, no acumulado até a segunda semana de março, estavam
subindo 48,5%.
        A greve dos auditores da Receita Federal começou no dia 18 de junho, início da
terceira semana de março. De acordo com informações da Receita, divulgadas pelo
Ministério do Desenvolvimento, o impacto da greve é pequeno. No porto de Santos, por
exemplo, mais de 95% das declarações de importação recebidas em março foram
liberadas.
         O relato dos importadores é diferente. Ricardo Martins, diretor de comércio
exterior do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), diz que 75 mil
contêineres deixaram de ser desembaraçados no porto de Santos. Na sexta-feira da
semana passada, a entidade conseguiu uma liminar para liberar as mercadorias, que já
teria sido utilizada por 750 empresas paulistas.
       Segundo informações recolhidas pelo Ciesp, o porto de Santos bloqueou a saída
de mercadorias até pelo canal verde, cuja entrada no país independe do trabalho dos
auditores. No aeroporto de Guarulhos, só produtos perecíveis são liberados, enquanto
em Viracopos os fiscais realizam uma operação-padrão.
        O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Unafisco) nega
a informação de que as mercadorias do canal verde não estão sendo liberadas. A
entidade diz que chega a 1.500 o número de caminhões parados nas fronteiras de
Uruguaiana e Foz do Iguaçu. É uma queda de braço entre auditores e o governo. Se ficar
evidente que a greve prejudica a balança e o crescimento, as reivindicações dos
auditores ganharam força. Segundo a Unafisco, R$ 60 milhões em mercadorias estão
retidas em Manaus. A entidade não soube informar quanto isso representa da
movimentação total.
        "Os níveis de estoques das empresas estão críticos, por conta do forte
crescimento da economia", diz Wilson Périco, presidente do Sindicato da Indústria
Elétrica e Eletrônica de Manaus (Sinaees). Ele relata que alguns fabricantes de
eletroeletrônicos, celulares e bicicletas já estariam com as linhas de produção
parcialmente paralisadas por falta de peças. Nokia e Panasonic informam que ainda não
foram prejudicadas, mas que isso pode ocorrer se a greve continuar.
       De acordo com a Secex, os setores químico, farmacêutico e autopeças foram os
que mais desaceleraram as importações de insumos em março. As importações de
insumos químicos e farmacêuticos caíram 87% no mês passado em relação a março de
2006, após subir 30% em fevereiro. Já as importações de acessórios de equipamentos de
transporte recuaram 78%.



                                                                                    47
        Os números não batem com o relato das empresas, que descartam sinais de
desaquecimento a produção ou excesso de estoques. A alemã Lanxess, fabricante
química e de plásticos e grande importadora de matérias-primas, não viu mudanças no
ritmo de importações em março. "As compras continuaram aceleradas", disse Marcelo
Lacerda, presidente da Lanxess no Brasil. Dados preliminares da companhia indicaram
que as importações no mês passado foram 123% maiores na comparação com igual mês
de 2007. A Lanxess classifica como "estranho" o dado estatístico. "Não parece fazer
sentido esse dado de queda nas importações em março. A greve da Receita Federal
também é muito recente para criar impacto sobre as compras externas", disse Lacerda.
       A Rhodia, fabricante francesa de produtos químicos, também informou que não
houve qualquer mudança de comportamento nas importações em março, que seguem em
ritmo forte. A Copesul, segunda maior central petroquímica do país, parou para a
manutenção programada em março, o que reduziu a importação de nafta para um terço
do usual. O impacto, contudo, é de US$ 90 milhões.
        Na semana passada, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)
realizou uma reunião com os associados, e ninguém presente no encontro viu queda no
ritmo das importações em março. Embora os dados sobre o mês passado ainda não
tivessem sido tabulados pela entidade, a percepção era de que o comportamento seguia
o mesmo padrão dos meses anteriores. "O volume de compras externas está
excepcional", destacou um dos integrantes da entidade. A indústria farmacêutica
tampouco detectou mudanças. Um executivo ligado à uma indústria de genéricos
também vê normalidade na importação de medicamentos e matérias-primas.
         No setor de adubos e fertilizantes, as importações de insumos sofreram queda
brusca depois do início da greve dos auditores da Receita Federal. A média diária de
compras externas, que chegou a US$ 26 milhões na primeira semana e US$ 16 milhões
na segunda, recuou para US$ 3,8 milhões na terceira e US$ 9,2 milhões na quarta
semana. Segundo Eduardo Daher, diretor-executivo da Associação Nacional para a
Difusão de Adubos (Anda), há problemas para desembaraços de produtos nos portos de
Santos e Paranaguá. Ele também explica que os produtores anteciparam as compras de
fertilizantes em janeiro e fevereiro e agora podem ter colocado o pé no freio. O aumento
do preço da matéria-prima pode ser outro motivo de desestímulo das importações.
(colaborou Chico Santos, do Rio)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Alta+de+apenas+
6+na+importacao+de+insumos+surpreende,,,63,4864165.html



Ajuste informal prioriza substituição de importações (03/04/2008)


       Entre os empresários    venezuelanos e brasileiros com negócios no país, há uma
convicção: após o plebiscito   em que foi derrotado no dia 2 de dezembro, o presidente
Hugo Chávez começou a          implantar um plano informal de ajuste na economia
venezuelana. Sob o pretexto    de favorecer um processo de substituição de importações


                                                                                     48
por meio de medidas protecionistas, o governo venezuelano busca conter o avanço das
importações.
        Para isso, vem adotando quase semanalmente medidas que aumentam as
exigências burocráticas para autorizar importações pelo câmbio oficial. No dia 3 de
março, por exemplo, em uma medida que afeta os exportadores brasileiros, Chávez
centralizou na Comissão de Administração de Divisas (Cadivi) as autorizações para
importações que antes podiam ser feitas livremente no âmbito da Aladi. Em 2007, o
Cadivi centralizou 47% das importações, enquanto 24% delas se deram no âmbito da
Aladi.
        Com a centralização, o presidente busca privilegiar o ingresso de alimentos e de
remédios, de olho nas eleições regionais que deverão acontecer no final do ano passado,
a primeira a ser disputada pelo partido oficialista PSUV. Já há indícios de que a nova
orientação já começa a fazer efeito na pauta de importações. Segundo os dados das
exportações controlados pelo Cadivi (órgão vinculado ao Ministério das Finanças) a
importação de alimentos consumiu 11,4% dos dólares liberados pelo órgão em 2007.
Este percentual já subiu para 16,5% no primeiro trimestre deste ano.
        Setores, como o de importação de automóveis e autopeças, são prejudicados.
Chávez limitou, por exemplo, a cilindrada dos carros que podem ser trazidos do
exterior. O presidente também procurou cortar as compras por cartão de crédito, que
responderam por 11,8% do total importado nem 2007. O limite de aquisições baixou de
US$ 3 mil para US$ 400 por cartão em 27 de dezembro do ano passado.
       O governo tenta também refrear a demanda que impulsiona a inflação - a taxa de
preços ao consumidor teve um aumento de 17% para 22% ao ano entre 2006 e 2007 -
por meio de elevações pontuais nas taxas de juros. O do rotativo do cartão de crédito,
por exemplo, foi elevado no dia 13 de março de 28% para 32%.
       O ajuste é heterodoxo: Chávez não só mantém como reforça os instrumentos do
controle de preços e do controle cambial. Em janeiro, baixou uma lei draconiana contra
a estocagem de mercadorias para fins especulativos. A retenção de mercadoria nos
armazéns portuários pode terminar com o confisco do produto.
       Para tentar frear o câmbio negro, Chávez transformou este ano em crime contra
a economia nacional a divulgação da cotação do dólar no paralelo. Quem for apanhado
fazendo transação ilegal de divisas pode ser condenado a até seis anos de cadeia.
       A contenção do dólar paralelo também é feita com o lançamento de novos bônus
governamentais, chamados no país de "notas estruturadas". São papéis adquiridos em
bolívares fortes pela cotação oficial que são vendidos com desconto sobre o valor de
face no exterior, permitindo, na prática, uma troca por dólar por uma cotação
intermediária entre a do câmbio negro e a do oficial.
        Paralelamente, o presidente procura reforçar o caixa estatal: criou um imposto
similar à antiga CPMF brasileira, mas com uma alíquota de 1,5% sobre cada transação
financeira. Um índice tão alto que assustou os próprios governistas. "Esta medida é
prejudicial ao setor empresarial como um todo e vai de encontro às iniciativas tomadas
para controlar a inflação", disse Alejandro Uzcátegui, presidente da entidade
Empresarios por Venezuela (Empreven), instituição criada a pedido de Chávez para
contrabalançar a oposição feita pela Fedecámaras, o órgão patronal que participou do
golpe contra o presidente em abril de 2002.




                                                                                     49
        Ainda com o objetivo de enxugar a liquidez monetária, o governo há alguns
meses transferiu depósitos governamentais do setor privado para o setor público,
diminuindo a disponibilidade de crédito. "Chávez fala em promoção do
desenvolvimento autóctone, mas na verdade o que pretende é um racionamento de
divisas", critica o economista Orlando Ochoa, executivo da corretora de valores
Interacciones.
        "Neste conjunto da obra, só está faltando até agora o corte de gastos
governamentais", comentou Eduardo Garmendía, presidente da Associação de
Indústrias Metalúrgicas e de Mineração, setor que depende em 80% de suas vendas das
encomendas governamentais.
       Segundo Garmendía, há sinais de que o governo irá diminuir suas despesas
atrasando a assinatura de novos contratos. "O governo praticamente não expediu ordens
de compra no setor de petróleo. Há três grandes projetos siderúrgicos no papel. Como
Chávez não pode fazer um corte nos gastos correntes, em função dos programas sociais,
vai mirar nos investimentos", afirmou.
         E o gasto social na Venezuela está longe de ser desprezível. Segundo publicou o
diário "El Universal", diretamente de recursos orçamentários Chávez aplicou no ano
passado 17,5 bilhões de bolívares fortes com os programas sociais (ou "missões") e
bolsas de transferência de renda. A este total se somaram 7,4 bilhões de bolívares fortes
vindos da PDVSA e 1,2 bilhão dos fundos constitucionais, como o Fonden. A soma
total foi de 26,1 bilhões de bolívares fortes, ou cerca de US$ 12 bilhões.
        O impacto das políticas de restrição às importações e de liquidez deve se fazer
sentir na economia a curto prazo. O desaquecimento já era previsto em função da
conjuntura internacional. A previsão oficial do ministério das Finanças para o
crescimento da economia deste ano é de 6%. A se confirmar, o menor nos últimos cinco
anos.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/especial/Ajuste+informa
l+prioriza+substituicao+de+importacoes,,,59,4862270.html



Indústrias procuram preço menor (01/04/2008)


       Preço, falta de fornecedor local e maior agilidade na entrega são razões que
explicam o aumento da importação por indústrias e empresas de serviços. E esses
setores também trabalham com uma estimativa de importações crescentes ao longo
deste ano. Na Randon, a alta de 17% do primeiro bimestre vai subir a 31% até o fim do
ano. Na ALL Logística, o aumento de 100% de 2007 pode ser repetido este ano,
enquanto na Positivo Informática ele acompanha o ritmo da produção, também
crescente.
       O grupo Randon, fabricante de implementos rodoviários, veículos especiais e
autopeças, ampliou em 17,6% as importações de matérias-primas e equipamentos no


                                                                                      50
primeiro bimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 12
milhões. Só em fevereiro a alta foi de 22%, para US$ 5,9 milhões, e a projeção é
encerrar 2008 com US$ 85 milhões em compras no exterior, ante US$ 65 milhões em
2007, informou o diretor corporativo e de operações do conglomerado, Erino Tonon.
       Conforme o executivo, as matérias-primas correspondem a 60% do montante e
incluem produtos químicos adquiridos na Europa e nos Estados Unidos principalmente
para a controlada Fras-le, que produz materiais de fricção. Desde o início do ano, o
grupo também está adquirindo cem toneladas por mês de barras de aço na América do
Norte para a Randon Implementos e a Master, fabricante de freios, além de arames de
solda nos EUA e na Argentina. A Randon Implementos está adquirindo ainda pneus na
China e na Malásia.
        A previsão de alta de 31% nas importações em 2008 supera a projeção de
crescimento de 6,4% nas exportações no período. Segundo Tonon, as matérias-primas
de aço custam 30% mais barato no exterior (preço FOB) do que no Brasil e compensam
os gastos com frete e o Imposto de Importação.
        "As indústrias brasileiras de barras e bobinas de aço estão abusando nos preços",
afirmou Tonon. De acordo com ele, as bobinas estão custando cerca de US$ 700 a
toneladas no mercado externo, 23% a menos do que no Brasil, mas nesse caso os custos
de frete ainda tornam a importação desvantajosa. O grupo também está trazendo do
exterior equipamentos para a nova linha de pintura eletrostática ("e-coat") da Randon
Implementos e para a Castertech, a fundição própria que começa a operar até novembro
deste ano.
       Fabricante de caldeiras, trocadores e vasos de pressão, a CBC Indústrias Pesadas
passou a importar mais no ano passado, principalmente da Espanha e Holanda, por
causa dos preços e prazos exigidos por alguns fornecedores domésticos. Mesmo com o
euro forte, as cotações de alguns produtos europeus ficaram interessantes, conta o
gerente de suprimentos da CBC, Roberto Takao Abe.
        Segundo ele, com o mercado interno aquecido, alguns fabricantes locais de
válvulas e acessórios para caldeiras passaram a cobrar preços mais altos e a pedir prazos
mais longos para a entrega. Segundo Takao, a empresa também tem "prospectado" o
mercado chinês, em busca de opções interessantes de compra. Sem informar números,
ele diz que a expectativa é manter em 2008 o mesmo volume de importações de 2007.
       Na América Latina Logística (ALL) as importações também têm aumentado.
Por dois motivos. Um é o crescimento da empresa de transporte ferroviário e rodoviário.
Outro é que não há fornecedor nacional para alguns itens usados por ela, como trilhos e
locomotivas, trazidos de fora. "Gostamos de prestigiar o mercado nacional, mas temos
de comprar fora o que não encontramos aqui", diz Carlos Eduardo de Barros,
superintendente de suprimentos.
       De acordo com ele, a compra de trilhos foi concentrada no segundo semestre do
ano passado e primeiro trimestre de 2008, por isso uma comparação com os primeiros
meses de 2007 ficaria distorcida. Mas lembrou que as importações de 2007 dobraram
em relação a 2006 e o mesmo percentual deve ser repetido em 2008.
        Na Positivo Informática, as importações também são grandes. O vice-presidente
financeiro, Lucas Guimarães, diz que o equivalente a 60% do custo de um equipamento
é importado, ou por não ter fornecedor local ou por ser mais barato. As compras são
feitas principalmente na China e Estados Unidos. "Mas a composição de importados no
total das compras não mudou", diz ele.


                                                                                      51
       Funcionários da Fiat retornarem recentemente de viagem à China em busca de
oportunidades de importação. De acordo com a assessoria da montadora, as negociações
estão avançadas para iniciar a importação de pneus. Segundo a Fiat, o câmbio torna a
importação vantajosa, e ela ajuda a amenizar gargalos no suprimento nacional de peças
e insumos.
        Domingos Dragone, diretor da Black & Decker, afirma que o mix de vendas
mudou no início de ano, favorecendo os importados. Com mais dinheiro no bolso, o
consumidor estaria receptivo a novidades e lançamentos, que são importados. De acordo
com Dragone, as vendas dos itens fabricados no país subiram entre 5% e 10% até
fevereiro, e as vendas de importados cresceram de 20% a 30%. (Colaborou Marli Lima,
de Curitiba)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Industrias+procur
am+preco+menor,,,63,4857153.html



A propriedade industrial e as montadoras (28/03/2008)


        A problemática que envolve as grandes montadoras de veículos e os fabricantes
de autopeças, noticiado, inclusive, na imprensa televisiva, é realmente um tema que
divide opiniões, inclusive no mundo jurídico. Se por um lado temos as grandes
montadoras, que buscam a garantia de exclusividade na comercialização das peças, por
outro temos os fabricantes de peças do chamado "mercado alternativo", com o evidente
interesse de deterem uma fatia do mercado consumidor, defendendo-se com o
argumento de estarem evitando o monopólio no mercado de autopeças.
       Certamente este impasse está longe de um final conciliatório, sobretudo por
envolver um comércio que movimenta milhões de reais e afetar diretamente o bolso dos
consumidores na hora da manutenção de seus veículos. Segundo pesquisas da
Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças, se compararmos o preço entre uma
peça original e uma similar, a diferença pode ultrapassar a casa dos 1.000%.
        A chamada indústria independente de autopeças, ao fabricar produtos para
abastecer o mercado alternativo, se vale da engenharia reversa (ER), que consiste em
usar a criatividade para, a partir de uma solução pronta, retirar todos os possíveis
conceitos novos ali empregados e copiá-los, criando um produto idêntico ao produto
original. Esta técnica, que é amplamente utilizada em sistemas operacionais de
programas de computadores, e que pode auxiliar na recuperação de dados, é considerada
ilegal em alguns países, uma vez que fere a Lei de Propriedade Industrial
especificamente, violando os direitos relativos à propriedade industrial - ou seja, as
patentes.
       A legislação que trata da proteção da propriedade industrial tem por objeto as
patentes de invenção, os modelos industriais, as marcas de indústria, de comércio e de
serviço, o nome comercial e as indicações de proveniência ou denominações de origem,


                                                                                   52
bem como a repressão da concorrência desleal. A propósito, existe uma ampla
abrangência com relação à propriedade intelectual, que é o gênero, ao qual a
propriedade industrial é espécie, compreendendo as marcas e patentes.
        A solução seria alcançar um equilíbrio com a proteção dos direitos do inventor e
a prática de preços menores.
        As patentes constituem uma das mais antigas formas de proteção da propriedade
intelectual, modalidade de proteção que foi desenvolvida através dos séculos.
Encontramos patentes já no século XVIII. O preceito evoluiu através dos anos e
atualmente possuímos um sistema bem moderno, ainda que em desenvolvimento. O
Brasil foi o quarto país do mundo a estabelecer proteção dos direitos do inventor pelo
alvará do príncipe regente de 28 de janeiro de 1809, atualmente regulado pelo artigo 5º,
inciso XXIX da Constituição Federal e pela legislação em vigor.
        A nossa Constituição Federal de 1988 garante o amplo direito de propriedade,
incluindo o direito à propriedade intelectual e, mais especificamente, o direito de
propriedade industrial com relação à marcas e patentes, sendo que a legislação aplicável
à Propriedade Industrial é a Lei nº 9.279, de 1996, além dos tratados e convenções
internacionais. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), criado em 11 de
dezembro de 1970, é a autarquia federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, responsável pelos registros de marcas, concessão de
patentes, averbação de contatos de transferência de tecnologia e por registros de
programas de computador, desenho industrial e indicações geográficas, bem como sua
fiscalização.
       A patente é um documento que descreve uma invenção e cria uma situação legal,
cuja finalidade é conceder proteção e incentivo ao desenvolvimento econômico e
tecnológico, recompensando a criatividade. Desta forma, a invenção pode somente ser
explorada com a autorização de seu titular. Em outras palavras, uma patente protege
uma invenção e garante ao titular os direitos exclusivos para usar sua invenção por um
período limitado de tempo.
        Realmente, em tempos atuais, onde temos um Código de Defesa do Consumidor
(CDC) em pleno vigor, despertando gradativamente mudanças nos hábitos do cidadão, é
imprescindível rechaçar o monopólio, uma vez que representa uma forma de
concorrência imperfeita. No entanto, com os baixos preços praticados pelo mercado
alternativo ocorre os chamados dumpings internos, que representam uma forma de
concorrência desleal. Sabemos que grandes são os investimentos das montadoras que
visam oferecer segurança aos consumidores e garantia de qualidade de seus produtos.
Além disso, há a incidência dos tributos, assunto que não abordaremos no momento.
Assim, estando o produto revestido das características de inovação, atividade inventiva
e susceptibilidade de aplicação industrial, após seu depósito, os direitos de patente
devem ser assegurados pelo prazo legal.
       Definitivamente, a melhor solução seria alcançar um equilíbrio com relação à
proteção dos direitos do inventor e a prática de preços menos exorbitantes, na tentativa
de salvaguardar a ordem econômica e os direitos do consumidor, que no caso é o maior
prejudicado.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças



                                                                                     53
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/legislacaoetributos/legislacaoetributos/A
+propriedade+industrial+e+as+montadoras,,,86,4850915.html



Produtos siderúrgicos terão novo reajuste (25/03/2008)


       Os preços de produtos siderúrgicos, que já subiram no começo do ano, devem
sofrer novos reajustes nos próximos meses, provavelmente na casa de 10%, avalia
Carlos Loureiro, presidente da Rio Negro, distribuidora de aços planos. Ele diz não ver
um risco de descompasso entre a oferta e a demanda no setor nos próximos dois anos,
mas considera inevitáveis novos aumentos das cotações no curto prazo.
        Loureiro conta que, no começo do ano, as usinas reajustaram os preços das
bobinas a quente entre 11% e 13%. A questão é que esses aumentos levavam em conta,
em sua maioria, uma alta de 30% a 40% do minério de ferro, um percentual bem
inferior aos 65% a 70% conseguidos pela Vale do Rio Doce. "Além disso, as empresas
esperavam um aumento de 70% dos preços do carvão, mas a expectativa hoje é de que a
alta pode atingir 150%", diz Loureiro.
       Em resumo, o setor teve uma elevação de custos mais forte do que imaginava.
Isso deverá levar as empresas do segmento a anunciar em breve novos repasses, que ele
estima na casa de 10% para as bobinas a quente.
        Como a economia está fortemente aquecida, as usinas não devem ter
dificuldades para repassar essa elevação de custos, afirma Loureiro. Em janeiro e
fevereiro, a distribuição de aços planos cresceu 25% em relação ao mesmo período do
ano passado. A indústria automobilística, a de autopeças, a de máquinas e equipamentos
e o setor de construção civil são os principais responsáveis por essa demanda.
        Mesmo nesse cenário, Loureiro não vê riscos relevantes de falta generalizada do
produto. Um dos principais motivos é que as usinas podem atender a forte demanda
interna desviando parte da produção que seria exportada. "É isso o que deve ocorrer",
afirma ele, para quem pode haver problemas localizados no fornecimento de um ou
outro produto, mas nada que cause um grande desconforto.
        "Eu não vejo a possibilidade de falta de produção nos próximos dois anos",
resume Loureiro, advertindo, porém, que o setor vai seguir a tendência global de preços.
Como as cotações no mercado internacional aumentaram, as usinas não vão abrir mão
de reajustes no mercado interno. (SL)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Produtos+siderur
gicos+terao+novo+reajuste++,,,63,4842078.html




                                                                                     54
Preço do carro deve subir, mas culpa não é do consumo (25/03/2008)


       Os preços dos automóveis deverão subir em no máximo 60 dias por conta do
repasse do custo do aço, segundo informações de fontes próximas às negociações entre
montadoras e fornecedores. Os índices dos reajustes ainda estão para ser definidos. Este
é o único fator que pode justificar a aflição do governo com a possibilidade de o
crescimento da venda de carros novos provocar pressões inflacionárias. Fora isso,
produção e comércio em toda a cadeia automotiva estão em perfeita sintonia com a forte
demanda.
        As montadoras aceleraram o ritmo de produção e, dessa vez, não encontram
dificuldades para comprar os componentes que precisam. Diante da curva de expansão
do mercado, a cadeia de fornecedores começou a se preparar já no ano passado, com
investimentos mais fortes em ampliação de capacidade. Há, sim, filas para compra de
carros zero-quilômetro. O tempo de espera varia de 30 a mais de 60 dias, dependendo
do modelo. Mas, ao contrário do que acontecia no passado, não há ágio.
        Os executivos do setor automotivo são unânimes em afirmar que o consumidor
brasileiro mudou a cultura da compra do automóvel. Prefere hoje esperar pelo carro que
sai da fábrica com as características e acessórios que ele escolheu. Se algum fabricante
tentar cobrar valores acima da média de mercado, ele simplesmente abandona aquela
marca e facilmente troca por outra. Com o aumento do número de fabricantes e da
oferta de modelos no país, não há por que pagar ágio.
       Qualquer mexida nos prazos de financiamento, no entanto, seria o suficiente
para abalar toda essa harmonia. O crescimento das vendas de automóveis novos está
quase que totalmente apoiada na ampliação dos prazos de financiamento. "Pagar um
carro em 60 meses, que poderia parecer uma loucura antigamente, é hoje perfeitamente
normal", afirma Marcos Leite, gerente de vendas da Primo Rossi, concessionária
Volkswagen de São Paulo.
       Ontem Leite vendeu um Crossfox em 60 prestações de R$ 646, com 50% de
entrada. Se o mesmo modelo tivesse sido vendido em 36 vezes, a prestação subiria para
R$ 950. No caso, a taxa de juros também subiria de 1,47% para 1,66% ao mês. Os
bancos têm oferecidos taxas mais atraentes nos prazos mais longos.
        Ao contrário do que podem imaginar membros da equipe econômica, quem
trabalha na indústria automobilística garante que não há por que temer os prazos de
financiamento de cinco anos. "Os carros hoje duram mais. Tanto isso é verdade que a
Renault, por exemplo, oferece o seu mais recente lançamento, o Logan, com garantia de
três anos", afirma Wilson Rocha, diretor da TRW, uma grande fornecedora de
autopeças.
        A possibilidade de o governo diminuir os prazos provocou notas de repúdio por
parte das entidades do setor. A Anef, entidade que representa os bancos das montadoras,
lembrou que "o aumento do número de prestações, bem como a redução dos juros e
custos, foram fatores preponderantes para o crescimento interno do mercado
automobilístico e de crédito correspondente". Por meio de nota, a entidade destacou que
a possibilidade de redução dos planos de financiamento "certamente irá causar uma
forte retração no volume de negócios".
       A preocupação faz sentido. O último balanço da Anef mostra que a média de
prazo de financiamento dos carros está em 42 meses. O financiamento entra em 68%


                                                                                     55
das vendas de veículos no país hoje. O mercado cresceu 38,7% no acumulado do
primeiro bimestre e a indústria de autopeças trabalha com encomendas que levam a uma
projeção de aumento de produção das 2,9 milhões de unidades, em 2007, para algo em
torno de 3,4 milhões a 3,5 milhões este ano.
        A Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave), que representa
os concessionários, previu um cenário negro diante da possibilidade de os prazos
encurtarem . Eventual restrição de crédito para 36 meses para financiamento de veículos
foi apontada pela entidade como "um absurdo" e que, se adotada provocaria uma queda
entre 40% e 50% na procura por automóveis.
       Diante das explicações do governo, as montadoras decidiram não opinar sobre a
questão. Mas, sabe-se que havia muita preocupação ontem no setor. Declarações
recentes de representantes das entidades de crédito indicam que mais de 50% das
vendas têm sido feitas com prazos superiores a 48 meses.
        Antes mesmo de o governo começar a demonstrar preocupações em relação aos
prazos de financiamento dos carros, o gerente de vendas e marketing da Ford Credit,
Victor Bialski, revelou que o quadro atual está longe de preocupar a indústria e o setor
automotivo. Ele lembrou que hoje o crédito equivale a 34% do Produto Interno Bruto
(PIB). "Em outros países, essa participação passa dos 100%", destacou o executivo. "A
liquidez é grande e consegue manter o ritmo de crescimento", completou.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Preco+do+carro+
deve+subir+mas+culpa+nao+e+do+consumo,,,63,4842072.html



Missão traz 120 empresários argentinos ao Brasil (19/03/2008)


        Uma missão de 120 empresários argentinos desembarca na próxima semana em
São Paulo para um encontro com empresários brasileiros na sede da Federação das
Indústrias do Estado (Fiesp). No programa, um seminário - no qual serão debatidos
temas da conjuntura econômica - apresentação de "cases" de sucesso e, ao final, uma
rodada de negócios que, estima-se, envolverá quase 800 reuniões. Também deverá ser
assinado um acordo para o desenvolvimento conjunto de softwares.
        É uma das maiores missões empresariais em quantidade de participantes
procedente da Argentina para o Brasil, e a primeira iniciativa de uma política comum de
coordenação de comércio, acertada pelos dois governos, durante a última visita do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidente Cristina Fernández de Kirchner, em
fevereiro. O acordo entre Lula e Cristina, prevê ainda uma estratégia conjunta para a
importação de terceiros mercados e de defesa comercial, segundo informou o Secretário
Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho.
      A missão empresarial é organizada por autoridades da província (Estado) de
Buenos Aires, mas inclui participantes de outras províncias, entre elas Mendoza,
Córdoba, Santa Fé e Rio Negro. Os setores com maior representatividade serão os de


                                                                                     56
alimentos (23,7% das empresas), cosméticos e artigos de limpeza (11,25%). A
importância da missão pode ser avaliada pela "comissão de frente", liderada pelo
ministro das Relações Exteriores, Jorge Taiana e pelo governador da província, Daniel
Scioli, que faz sua primeira viagem oficial ao exterior desde que se elegeu para o cargo
em outubro do ano passado.
       Scioli terá um almoço na quarta-feira com o governador de São Paulo, José
Serra, no Palácio dos Bandeirantes, no qual devem discutir acordos de cooperação,
adiantou ao Valor o subsecretário de Promoção de Investimentos, Exportações e
Cooperação Internacional da Província de Buenos Aires, Alfredo Atanasof.
       Com o crescimento econômico dos dois países, o comércio bilateral está batendo
todos os recordes. Em 2007, a corrente de comércio (soma das exportações e
importações) atingiu US$ 25 bilhões, US$ 5 bilhões acima do projetado por ambos os
governos no início do ano, e 25,4% superior ao registrado em 2006. Para 2008, a
estimativa é ultrapassar os US$ 30 bilhões.
       "O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e também da
província", disse Atanasof. Para ele, mais do que o "fortalecimento de vínculos
comerciais", a visita tem um forte "caráter institucional", com a presença das
autoridades dos dois níveis de governo.
        A missão também tem o objetivo de começar a reverter a desvantagem da
Argentina no comércio com o Brasil. Em 2007, a Argentina exportou para o Brasil um
total de US$ 10,4 bilhões e importou US$ 14 bilhões. Ou seja, o comércio bilateral é
amplamente favorável ao Brasil, que registrou superávit de US$ 4 bilhões, US$ 321
milhões acima de 2006. Do total exportado para o Brasil, quase 80% são gerados na
capital e na província de Buenos Aires.
        A vantagem brasileira tem preocupado os argentinos que, ao mesmo tempo em
que compram mais do Brasil, vêem diminuir seu espaço de vendas no mercado
brasileiro para os chineses. Além disso, a Argentina compra muito mais produtos
industrializados (95,9% da pauta) do que vende (72,3%). Os cinco produtos que o Brasil
mais vende à Argentina são automóveis de passageiros, autopeças, aparelhos
transmissores e receptores, veículos de carga e petroquímicos.
       No topo da lista de produtos adquiridos dos argentinos estão trigo e
combustíveis, embora as vendas de automóveis, autopeças e veículos de carga tenham
crescido significativamente. "Queremos equilibrar a balança comercial com o Brasil",
afirmou Atanasof.
       Do lado brasileiro, o encontro na Fiesp será conduzido por Roberto Giannetti da
Fonseca, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio
Exterior da Fiesp, por Benjamim Steinbruch, 1º vice-presidente da entidade.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Missao+traz+120
+empresarios+argentinos+ao+Brasil,,,63,4835564.html




                                                                                     57
SDE arquiva processo de autopeças contra montadoras de veículos (12/03/2008)


        As montadoras conseguiram uma vitória importante na disputa contra empresas
que fazem peças de reposição de veículos. Parecer da Secretaria de Direito Econômico
(SDE) do Ministério da Justiça mandou arquivar a representação de empresas que
acusaram as montadoras de fechar o mercado ao vetar a fabricação de peças de
reposição para veículos de suas marcas. A SDE concluiu que não há abuso de poder
econômico pelas montadoras, mas o exercício regular de direito de propriedade
industrial sobre as autopeças.
        A disputa teve início no fim de 2006, quando as empresas de autopeças
começaram a receber notificações de três das maiores montadoras do país -
Volkswagen, Fiat e Ford - determinando que não mais fabricassem peças para seus
veículos. Muitas destas empresas se negaram a parar de fabricar as peças de reposição e
sofreram ações de busca e apreensão por parte das montadoras. Em algumas destas
ações, as empresas de autopeças não apenas perderam o material fabricado, como foram
obrigadas pela Justiça a ressarcir as montadoras.
        A Associação Nacional dos Fabricantes de Autopeças (Anfape), que congrega
quase 30 empresas do setor, resolveu contra-atacar e, em abril de 2007, ingressou na
SDE alegando que as montadoras queriam retirá-las do mercado. Segundo a Anfape, a
restrição na fabricação de peças de reposição pelas montadoras levaria, em última
instância, ao aumento nos preços ao consumidor final, que teria um número menor de
fabricantes para adquiri-las.
        As montadoras rebateram essas alegações, dizendo que investem no
desenvolvimento de peças de reposição e possuem as patentes para a produção de
componentes externos dos veículos, como capôs, pára-choques, faróis e espelhos
retrovisores. Este direito estaria sendo ferido pelas firmas de autopeças, a quem as
montadoras acusaram de pirataria.
        Ontem, a SDE concluiu o seu parecer sobre o caso e decidiu pelo arquivamento
da denúncia da Anfape. A secretaria reconheceu que as montadoras investem milhões
para desenvolver as peças de seus veículos e que as patentes são protegidas pela
legislação. "No caso da indústria automobilística, são conhecidos os significativos
investimentos feitos pelas montadoras para desenvolver novos produtos e processos
produtivos", diz o parecer assinado pela secretária de Direito Econômico substituta, Ana
Paula Martinez. Segundo ela, a legislação brasileira garante a proteção dos direitos de
propriedade industrial para "incentivar investimentos privados em inovação e evitar
comportamentos oportunistas por parte de outros agentes econômicos".
        Ana Paula afirmou que as patentes podem beneficiar o consumidor, ao permitir
o desenvolvimento de novos e melhores produtos. Para ela, os órgãos antitruste devem
intervir só quando houver abuso dos procedimentos de registro dos direitos, o que não
estaria ocorrendo neste caso. "Os direitos de propriedade industrial não necessariamente
conferem poder de mercado a seus detentores."
        A SDE está encaminhando o caso para o Conselho Nacional de Combate à
Pirataria, que funciona no Ministério da Justiça, para que tome providências contra
empresas que copiam auto-peças sem autorização. O parecer da secretaria servirá de
base para o julgamento final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).



                                                                                     58
O órgão antitruste poderá manter a posição da SDE pelo arquivamento ou determinar a
abertura de processo contra as montadoras.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/SDE+arq
uiva+processo+++de+autopecas+contra+montadoras+de+veiculos,,,51,4822791.html



Fiat colhe no Brasil frutos de sinergias (11/03/2008)


       Uma mudança de gestão há exatos três anos mudou os rumos da Fiat na Itália e
conduziu a principal filial, no Brasil, a uma trajetória de crescimento que ainda está
longe do fim. O investimento de R$ 6 bilhões que o grupo programou para o país até
2010 começa a parecer pouco diante de planos extras que devem ser anunciados nos
próximos dias.
        A virada na maneira de conduzir os negócios de uma empresa com a saúde
financeira comprometida na Itália foi anunciada em fevereiro de 2005. Sergio
Marchionne, executivo até então pouco conhecido, decidiu acumular a presidência do
grupo e da divisão de automóveis, a principal da companhia. Pediu que Cledorvino
Belini, na época presidente da divisão de automóveis da filial do Brasil, fizesse o
mesmo.
        A centralizará das ações que visava principalmente reduzir os custos de uma
estrutura inchada na Itália trouxe mais competitividade e sinergia entre as empresas da
companhia. Na Itália e ainda mais no Brasil.
        É verdade que a maior parte da receita do grupo Fiat no Brasil vem dos
automóveis. Essa atividade responde por 65% da receita de US$ 14,5 bilhões no ano
passado. Mas Fiat não é só carro. Os programas de investimento em ampliações
industriais mostram que os italianos estão de olho não apenas no aquecido mercado de
veículos de passeio como também nas oportunidades que o crescimento econômico
oferece em áreas como máquinas para construção e colheitadeiras em pleno vigor dos
negócios com cana-de-açúcar.
        A participação do Brasil na receita mundial do grupo têm crescido. Saiu de uma
média de 15% para 18% em 2007, um ano em que a subsidiária brasileira registrou um
salto de faturamento de US$ 8,5 bilhões para US$ 14,5 bilhões.
        A companhia fundada pela família Agnelli em 1899 aproveita a recuperação da
saúde financeira na matriz e o crescimento de demanda na América do Sul para despejar
mais recursos no Brasil. E, mais do que nunca, confere a cada executivo no comando
das empresas que compõem o grupo no país liberdade para pensar em novas
oportunidades de negócios, que se traduzem em ampliações industriais.
      A fábrica de automóveis se transformou em um verdadeiro canteiro de obras,
com diversas empreiteiras trabalhando hoje em Betim. Mas, como de costume, a Fiat
faz uma reforma aproveitando a estrutura que já tem. A tática é desocupar áreas que



                                                                                    59
antes serviam como armazéns para dar espaço a novas linhas de produção. Aliada à
"mineirização" - apelido do sistema que aproximou os fornecedores - essa reforma
interna permite à Fiat fazer 14 diferentes tipos de carros em quatro linhas.
        No mesmo prédio erguido em 1976 com a produção de 300 veículos por dia hoje
são feitos 3 mil. O plano, a partir do último cronograma de investimentos é passar da
produção anual de 706 mil veículos no ano passado para 850 mil. Com mais 150 mil
previstos para a fábrica da Argentina, a marca que tem hoje 25% do mercado brasileiro
chegará à produção de 1 milhão de veículos.
        Fora dos automóveis, um dos maiores destaques na Fiat hoje é a FTP - sigla de
Fiat Powertrain, a empresa que fabrica motores e transmissões. Até hoje essa divisão se
dedicava a suprir as linhas da própria Fiat. Mas agora o objetivo é conquistar novos
clientes. Não apenas de veículos. A empresa se prepara para começar a produzir
motores para geradores de energia a diesel na fábrica de Sete Lagoas (MG).
       Ainda em relação aos motores, a Fiat é a principal candidata à compra da Tritec,
uma fábrica do Paraná, que surgiu de uma antiga fusão entre BMW e Chrysler.
        Outra empresa do grupo que se prepara para ficar maior é a CNH, que produz
máquinas para construção e agricultura. Já está nos planos de investimento da CNH a
reativação de uma fábrica em Sorocaba (SP), desativada desde 2000. Mas a fábrica de
Contagem (MG), a mais antiga da companhia, ficou apertada e hoje está cercada por
moradias.
        O presidente da CNH, Valentino Rizzioli, foi encarregado de buscar soluções
para fazer a produção de Contagem crescer. Essa fábrica marca a chegada da Fiat no
Brasil, em 1970. É anterior à unidade de carros. E foi o próprio Rizzioli quem comprou
o terreno para construir ali uma fábrica de tratores. Foi o primeiro compromisso selado
com o governo de Minas Gerais, que na época havia comprado um grande lote de
tratores.
        A CNH já recebeu US$ 250 milhões como parte do pacote de investimentos
previstos até 2010. O dinheiro pode cobrir parte do aumento de capacidade por meio da
compra de máquinas modernas. Mas a empresa está estudando mais um projeto, cujos
detalhes não estão sendo revelados, para elevar ainda mais a capacidade de produção de
máquinas em Contagem. A decisão será em menos de dois meses.
        Os executivos que comandam as fábricas do grupo Fiat têm mais dificuldades do
que a maioria dos que ocupam cargos semelhantes quando têm de convencer o
presidente da companhia, Cledorvino Belini, sobre a necessidade de novos
investimentos. Belini conhece bem todas as empresas do grupo. Já trabalhou em várias
delas. E em mais de uma função.
        Comandou a Magneti Mareli, fabricante de autopeças do grupo, e diz conhecer o
tipo de cada trator pelo ronco do motor. Na época em que trabalhou na fábrica de
tratores controlava pessoalmente os 25 componentes que, segundo ele, compõem cada
um desses veículos. "E sem laptop", brinca.
       A já conhecida flexibilidade da companhia italiana ajuda na tomada das
decisões. Belini admite hoje que acumular as funções no comando do grupo e da divisão
de automóveis facilitou ainda mais. "O maior ganho foi na rapidez das decisões, no
aumento da sinergia e na transferência de tecnologia", afirma.




                                                                                    60
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/Fiat+colh
e+no+Brasil+frutos+de+sinergias,,,51,4821641.html



Montadoras brasileiras vão investir US$ 4,9 bilhões em capacidade neste ano, diz
Anfavea (10/03/2008)


       SÃO PAULO - As montadoras instaladas no Brasil irão investir neste ano o
valor recorde de US$ 4,9 bilhões. Desse montante, a maior parte será aplicada em
aumento da capacidade produtiva, segundo informou hoje o presidente da Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.
Juntamente com a indústria de autopeças, os investimentos da cadeia automotiva vão
somar US$ 20 bilhões entre 2008 e 2010.
        Com os aportes anunciados para este ano, a capacidade instalada das montadoras
irá crescer em cerca de 350 mil unidades, atingindo o volume total de 3,85 milhões de
veículos. Ao final de 2009, esta capacidade já terá subido para 4 milhões de unidades.
       Os aportes chegam num momento em que a capacidade de produção da indústria
se aproxima do limite, o que chegou a levantar suspeitas sobre problemas no
atendimento à demanda. Atualmente, muitos consumidores já enfrentam longas filas
para adquirir determinados modelos.
       Se considerados os 12 meses encerrados em fevereiro, a produção nacional já
chegou a 3 milhões de unidades por ano, enquanto a capacidade atual é de 3,5 milhões
de veículos. A expectativa para o final deste ano é de que sejam produzidas 3,23
milhões de unidades, projeção que pode ser revista, considerando o bom momento
vivido pelo setor.
       Com este volume, segundo Schneider, o Brasil tem chances de ganhar, em 2008,
uma posição no ranking mundial de produção, passando para a sexta colocação,
atualmente ocupada pela França, que em 2007 produziu 3,02 milhões de unidades.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoronline/Geral/empresas/15/Montadoras+brasileiras+vao+i
nvestir+US$+49+bilhoes+em+capacidade+neste+ano+diz+Anfavea,,,15,4819347.html



Investidores da Delphi (07/03/2008)


      Um grupo de fundos de investimento interessados no controle da Delphi,
empresa de autopeças americana em concordata, estão criticando o envolvimento da


                                                                                   61
General Motors no processo de reestruturação da empresa. A Delphi desmembrou-se da
GM em 1999. O descontentamento dos investidores, liderados pela Appaloosa
Management, foi encaminhada à Justiça numa carta à qual o "Financial Times" teve
acesso.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/Investidores+da+De
lphi,,,53,4817665.html



Grande exportador eleva importações (05/03/2008)


       Uma parcela significativa dos maiores exportadores brasileiros de
manufaturados estão incrementando mais velozmente as importações do que as vendas
no exterior. As empresas compram mais insumos, peças ou até produtos acabados fora
do país, que se tornaram mais competitivos com a valorização do real. A exportação
também perdeu força porque as empresas optaram por direcionar a produção ao pujante
mercado interno. O fenômeno ajuda a explicar a redução do saldo da balança comercial.
       É extensa e diversificada a lista de companhias cujas compras externas tiveram
mais vigor do que as exportações no ano passado. Este fenômeno ocorreu com
Volkswagen (automóveis), Caterpillar (máquinas), Motorola (celulares), Gerdau (aço),
Robert Bosch (autopeças), Whirpool (refrigeradores), entre outras, segundo a Secretaria
de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento.
       A fabricante de autopeças Robert Bosch desenvolveu fornecedores no exterior,
principalmente na China e no Leste Europeu, e aumentou as importações de peças e
matérias-primas. Segundo Gerson Fini, diretor do departamento de compras da empresa,
o conteúdo importado das autopeças da Bosch subiu de 30% em 2006 para 35% no ano
passado. "Nossa estratégia não é importar. Queremos desenvolver fornecedores locais,
mas não tivemos alternativa", disse.
        Em 2007 em relação a 2006, as exportações da Bosch cresceram quase 5%, mas
as importações aumentaram três vezes mais rápido: 15%. Fini ressalta que a tendência é
seguir elevando a participação de componentes importados este ano. A Bosch também
adquiriu máquinas no exterior para elevar a produção e atender ao mercado interno, mas
os valores não são significativos.
       Com base nos dados da Secex, o departamento de economia do Bradesco
avaliou o desempenho de 71 grandes companhias brasileiras que atuam nas duas mãos
do comércio exterior: exportação e importação. As exportações das empresas cresceram
37% entre 2005 e 2007, enquanto as importações avançaram 57%, revela o estudo. O
câmbio é um dos responsáveis pela diferença. Nesse mesmo período, o real se valorizou
50% em relação ao dólar.
       Para os economistas do banco, o levantamento demonstra que os exportadores
estão importando mais para reduzir os custos com os insumos e, conseqüentemente, o
prejuízo causado pelo próprio câmbio. Ao exportar e importar, a empresa garante um


                                                                                    62
"hedge" natural. Em 2005, as importações das empresas analisadas correspondiam a
61% do valor das exportações. Em 2007, esse percentual atingiu 70%.
       Em alguns segmentos, especialmente aqueles em que o conteúdo importado já é
alto, o câmbio não é o fator determinante para a fraqueza das exportações e o
incremento das importações. É o crescimento do mercado interno que dita o
comportamento da empresa no exterior. Este é o caso da fabricante de celulares
Motorola. Depois de uma alta de 36% entre 2006 e 2005, as exportações da empresa
caíram 4% para US$ 1,3 bilhão em 2007.
       A fábrica da Motorola em Jaguariúna (SP) foi construída e recebeu
investimentos recentes para atender ao Brasil e aos países da América Latina. Só que no
ano passado o mercado interno cresceu mais de 20% e prejudicou o desempenho
exportador. "Tivemos que deslocar a produção para o mercado local", diz Enrique
Ussher, presidente da empresa. Excepcionalmente, o aumento da demanda das nações
vizinhas foi atendida pelas unidades na China. A expectativa de Ussher é manter o
patamar das exportações em 2008.
       Apesar do aumento nas vendas, as importações da Motorola caíram 4% em
2007, para quase US$ 1,9 bilhão. A queda surpreendeu até os executivos da empresa,
que esperavam um aumento. Os investimentos em tecnologia provocam queda contínua
de preços e matérias-primas de produtos eletrônicos.
       Nas montadoras, o crescimento veloz das importações e a queda ou desempenho
fraco das exportações se tornou quase uma regra. Além da Volks, estão nesta situação
General Motors, Ford, Mercedes-Benz (antiga DaimlerChrysler), Fiat, Scania e Renault.
O setor automotivo é emblemático dado o crescimento explosivo do mercado interno.
Com a capacidade produtiva tomada e a lucratividade no exterior comprometida pelo
dólar barato, as montadoras se dedicaram menos às exportações.
       Segundo a Secex, as vendas da Ford no exterior caíram 7,6% em 2007, para US$
1,45 bilhão, já as importações aumentaram 19%, para US$ 934 milhões. Rogelio
Golfarb, diretor de relações institucionais da Ford, diz que boa parte do aumento das
importações é conseqüências do sucesso de vendas da Fúsion, produzido no México. A
empresa também incrementou a importação de veículos produzidos na Argentina, para
atender ao mercado brasileiro.
        "Estão crescendo as importações da Argentina. O setor está organizado hoje de
forma complementar no Mercosul", diz o executivo. Apesar do câmbio, ele explica que
a importação de autopeças de terceiros países não registrou alta significativa por conta
das dificuldades logísticas. Para importar peças, é necessário aumentar os estoques, o
que eleva o custo financeiro. Os atrasos na alfândega também podem comprometer a
produção.
       De acordo com André Senador, diretor de comunicação da Mercedes-Benz,
houve um significativo aumento na importação de modelos importados. As compras
externas da empresa subiram 38% no ano passado, enquanto as exportações avançaram
11%. Os dados de 2007 ainda incluem as operações da Chrysler, que foram separadas
da Daimler recentemente.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças




                                                                                     63
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Grande+exportad
or+eleva+importacoes,,,63,4812933.html?highlight=&newsid=4812933&areaid=63&ed
itionid=2032



Greve por participação nos resultados pára autopeças (29/02/2008)


        A produção da Italspeed, uma das maiores fabricantes de rodas do país, parou
ontem. Situação incomum na indústria metalúrgica nos últimos anos, a paralisação
começou às seis horas da manhã com ao menos 90% de adesão. Os trabalhadores
reclamam que a empresa não cumpriu o acordo de pagar a segunda parcela da
Participação de Lucros e Resultados (PLR) ontem, de R$ 500. A empresa, por sua vez,
diz que negociou na semana passada com o sindicato o pagamento de apenas um
adiantamento de 50% desse valor ontem, e o restante no dia 28 de março. A primeira
parcela do benefício foi paga em agosto de 2007.
        Segundo o diretor do sindicato dos metalúrgicos de São Paulo, Carlos Augusto
dos Santos, essa divisão não foi negociada com a categoria e é ilegal. "Não se pode
dividir a PLR em mais de duas vezes", diz. Sérgio Dutra, gerente de Recursos Humanos
da Italspeed, diz que essa mudança não se configuraria uma divisão. "Na verdade o
pagamento passará para março, mas com um adiantamento no mês de fevereiro."
       A empresa hoje produz cerca de 100 mil rodas por mês, e é fornecedora de
grandes montadoras de automóveis. Segundo Dutra, a parada da linha de produção gera
um prejuízo de R$ 1 milhão por dia. "É uma situação preocupante pois ficamos sem
conseguir fazer a entrega dos produtos para os clientes", diz. O diretor comercial da
empresa, Sérgio Benedito, passou a tarde visitando montadoras para tentar amenizar a
situação. O não cumprimento do prazo de entregas das rodas gera multas pesadas à
empresa por prejudicar a linha de montagem dos fabricantes de veículos.
       O gerente diz que foi pego de surpresa pela paralisação. A situação com os
funcionários já era tensa desde o meio do ano passado, diz o sindicalista. Na pauta de
negociação do sindicato estão reclamações de atraso de salários, não pagamento de
horas-extras e uso de banco de horas de forma irregular. Dutra não nega que existam
esses problemas, mas diz que todas as questões estão sendo negociadas, e que a greve
não é justificável. "A diretoria está conversando, vão ver o que podem propor para
negociar o fim da greve", diz ele.
        Sob alegação de que funcionários obstruíram a entrada da fábrica de manhã, a
empresa divulgou uma lista de doze demitidos por justa causa, e um aviso de que há
mais 40 pessoas para uma próxima lista. Manuel Silvestre, empregado do setor de
fundição, era o segundo nome na lista, mas estava de folga e recebeu a notícia da
demissão no telefonema de um amigo. "A empresa pode me demitir quando quiser, é
direito dela, mas por justa causa? No meio da minha folga? Isso não pode", diz
Silvestre, que tentava ontem de tarde conversar com o RH da empresa para obter mais
informações. O sindicato diz que procurará a Justiça do Trabalho para questionar as
demissões.




                                                                                   64
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/Greve+por+partic
ipacao+nos+resultados+para+autopecas,,,63,4805422.html


SP prepara programa de incentivos para ampliar a produção industrial
(26/02/2008)


       Alberto Goldman, vice-governador e secretário de Desenvolvimento de São
Paulo, reconhece que o Estado perdeu oportunidades de expandir a produção e atrair
mais indústrias nos últimos anos, sobretudo devido à concorrência com Estados que
oferecem vantagens fiscais. "O Estado só tem um instrumento de tributo, que é o ICMS.
E estamos limitados pelos acordos do Confaz [Conselho Nacional de Política
Fazendária, órgão que reúne as Fazendas de todos os Estados]", afirma.
        A meta é focar os investimentos nas áreas que têm maior potencial de geração de
emprego, renda e tributos. Dos 26 setores analisados, já foram definidos como
prioritários o automotivo e o de autopeças. "São grandes geradores de emprego, de
renda e de tributos e podem ser geradores de inovação tecnológica", diz Goldman. O
vice-governador quer atrair multinacionais que desenvolvem veículos e peças em outros
países. Ele observa que a Rússia atraiu investimentos recentemente graças à mão-de-
obra qualificada. "Nesse campo estamos perdendo", avalia.
        Em setembro de 2007, o Instituto de Pesquisas Tecnológicos (IPT) e
universidades de São Paulo realizaram um estudo sobre competitividade em 26 setores
industriais. O levantamento foi avaliado por empresários. A partir das análises e do
estudo, a Secretaria de Desenvolvimento definirá, até maio, a política industrial para os
próximos anos.
        "Já tínhamos clareza de que é preciso melhorar a logística e o ensino
tecnológico", diz Goldman. A proposta de orçamento para o triênio 2008-2011, já
enviada à Assembléia Legislativa, prevê a destinação de R$ 83,9 bilhões em infra-
estrutura. Estão previstos, por exemplo, modernização da CPTM, obras no Rodoanel,
recuperação de estradas vicinais, melhoria nos portos de Santos e São Sebastião.
        Para a educação, o orçamento está previsto em R$ 23,1 bilhões para ensino
médio e superior. O governo de São Paulo tem como meta ampliar o número de vagas
no ensino técnico em 70 mil vagas, para 170 mil até 2010. Para o ensino tecnológico, o
objetivo é dobrar o número de unidades, para 52 faculdades tecnológicas (Fatecs).
Segundo Goldman, 77% dos alunos de escolas técnicas (Etecs) e 92% dos estudantes
das Fatecs se empregam até um ano após a conclusão de curso. Alguns cursos chegam a
registrar 14 estudantes por vaga. "Hoje os cursos são criados com base na demanda de
empresas, sindicatos e prefeituras. Mas é tudo definido no sentimento. O que queremos
é um quadro mais claro para não haver desperdício de gasto", afirma Goldman.
        A instalação de novas Fatecs e Etecs, diz o vice-governador, também será
definida conforme a demanda industrial de cada região. "Isso é fazer uma política
industrial com instrumentos saudáveis, sem guerra fiscal."



                                                                                      65
        Por enquanto, não há planejamento semelhante para outros setores da economia.
"Quem puxa a economia é a indústria, os outros setores acompanham", afirma. O
Estado respondeu em 2005 por 40,2% da produção industrial no país, segundo o
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1996, a participação era
maior, de 49,4%. Desde 2005, outros Estados, como Amazonas e Espírito Santo, têm
registrado crescimentos mais expressivos . "Queremos garantir a vocação industrial do
Estado. São Paulo não pode ser apenas um produtor de açúcar", afirma o vice-
governador.
       Goldman diz ainda que a Agência de Fomento do Estado (Afesp), criada por
decreto em setembro de 2007, entrará em operação tão logo receba autorização do
Banco Central. A Afesp financiará empresas de pequeno e médio portes e terá R$ 1
bilhão em crédito. O recurso também será liberado a empresas com maior potencial de
geração de tributos e renda.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/SP+prepara+prog
rama+++de+incentivos+para+ampliar+a+producao+industrial+,,,63,4798290.html


Randon aumenta vendas e carteira de pedidos triplica (21/02/2008)


        O aquecimento da economia em 2007, que garantiu o lucro líquido consolidado
de R$ 173,4 milhões, 30% a mais do que em 2006, também permitiu ao grupo Randon
iniciar 2008 com o pé no acelerador. Como reflexo da demanda, a carteira de pedidos de
implementos rodoviários (reboques e semi-reboques para veículos pesados) já alcança
de quatro a seis meses de produção, ante a média histórica de 45 a 60 dias para esta
época do ano, disse ontem o diretor corporativo e de relações com investidores, Astor
Schmitt. No ano passado, foram produzidas 20,3 mil unidades, aumento de 33,4%, ante
os 29% do setor no país.
        Conforme o executivo, a Randon também está se preparando para um aumento
mais acentuado nos custos de produção em 2008, o que exigirá ajustes nos preços dos
produtos finais. Em 2007, a "cesta básica" de insumos do grupo, que opera ainda nos
segmentos de autopeças, sistema automotivos e veículos especiais, permaneceu quase
estável, com alta em torno de 1%, mas neste ano a variação deverá ser maior devido ao
impacto, na cadeia de suprimentos, dos aumentos de commodities como minério, aço,
alumínio, petróleo, petroquímicos e energia.
       "Há um cenário de pressão inflacionária", admitiu Schmitt. Ele não revela os
possíveis reajustes, mas as tabelas deverão sofrer correções nos principais segmentos de
atuação do grupo. Outra medida para reduzir o impacto dos custos será o aumento das
importações de insumos e peças como aços especiais da Escandinávia, derivados de
alumínio dos Estados Unidos e do Uruguai, pneus e rolamentos da China e eixos de
transmissão dos EUA e da Europa. Segundo ele, as compras no exterior devem alcançar
US$ 85 milhões, ante US$ 65 milhões em 2007 e US$ 59 milhões no ano anterior.



                                                                                     66
        Além da manutenção da forte demanda por implementos para transporte de
cargas, tanto agrícolas quanto industriais, o grupo conta com o crescimento da produção
das montadoras de veículos pesados nos mercado internos e externos para impulsionar o
desempenho das controladas do setor de autopeças. As encomendas de vagões
ferroviários, que pararam em 2007, estão retornando e já há 60 unidades programadas
pela ALL para o primeiro bimestre.
       A receita líquida consolidada, que cresceu 25,2%, para R$ 2,53 bilhões, é
estimada em R$ 2,8 bilhões em 2008. Já a receita bruta total (sem eliminações de
vendas entre controladas e coligadas) é projetada em R$ 4 bilhões, ante R$ 3,59 bilhões
no ano passado. As exportações devem avançar de US$ 235 milhões para US$ 250
milhões, puxadas principalmente pela Europa, América Latina e África, que devem
cobrir com alguma folga a esperada desaceleração dos Estados Unidos, entende
Schmitt.
       Os investimentos previstos são de R$ 250 milhões, 27% superior. Cerca de R$
50 milhões são remanejados de 2007 devido atrasos em alguns projetos, como o da
fundição, que deve começar a operar em meados de 2009. No mesmo ano, a Randon
pretende colocar em operação um banco próprio, com capital inicial de R$ 25 milhões,
para financiar clientes, fornecedores e concessionários, disse David Randon, vice-
presidente. A autorização já foi pedida ao Banco Central.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/Randon+a
umenta++vendas+e+carteira+de+pedidos+triplica,,,51,4790703.html



Pequeno varejo de São Paulo tem queda de 1,6% no faturamento até novembro de
2007 (14/01/2008)


       SÃO PAULO - A maioria dos grupos de pequenos varejistas no estado de São
Paulo registrou queda no faturamento de novembro. Mesmo assim, de maneira
consolidada, esse segmento fechou com ligeira aumento nas vendas, de 0,6% em
relação ao mesmo mês de 2006, informou hoje a Federação do Comércio do Estado de
São Paulo (Fecomercio-SP). A melhora do desempenho do setor de material de
construção garantiu o crescimento mensal nas vendas. Apesar da melhora, o resultado
de novembro não foi suficiente para reverter a baixa de 1,6% no faturamento acumulado
nos 11 primeiros meses de 2007 pelo pequeno varejo paulista.
       Essa performance é explicada pela grande concorrência de grandes redes, que
oferecem melhores condições de crédito, e de produtos importados mais baratos, que
acabam forçando a redução da receita com vendas.
       Em novembro, dos sete grupos analisados, quatro apontaram diminuição do
faturamento. A baixa mais significativa foi verificada nas Lojas de Autopeças e
Acessórios, onde a receita caiu 24,7% perante novembro de 2006. A queda acumulada
nos primeiros 11 meses do ano é 19,8%. Além da concorrência das grandes redes e de


                                                                                    67
peças importadas, esse grupo sofre com a queda da demanda devido ao aumento da
venda de carros novos.
       Em pequenas lojas de Eletroeletrônicos o recuo do faturamento foi de 14% em
novembro. A trajetória negativas se sustenta há cinco meses, levando a uma queda
acumulada de 8,3% até novembro. Já os estabelecimentos de Alimentos e Bebidas
tiveram queda de 6,4% na receita no mês e de 13,5% e janeiro a novembro de 2007.
       No caso das Farmácias e Perfumarias a queda foi mais modesta, de 3,9% no mês
e de 6,4% no acumulado dos onde meses de 2007. Aqui, como no caso das lojas de
alimentos e bebidas, a concorrência com as grandes redes tem levado a uma
concentração das vendas.
       Entre os três grupos que conseguiram elevar o faturamento em novembro está o
de Lojas de Material de Construção, que apontou alta de 16,8% na comparação com
novembro de 2006. No ano, entretanto, há queda de 1,4% na receita desse grupo.
       Nos estabelecimentos de Vestuário, Tecidos e Calçados houve elevação de 7,1%
na receita de novembro, o que aumentou a alta acumulada no faturamento para 10,9%
de janeiro a novembro. Também se mostrou positivo o segmento de Móveis e
Decorações, onde o faturamento cresceu 4,8% no mês e elevou-se 8,9% no ano.


Fonte: Valor Online
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoronline/Geral/brasil/indicadores/Pequeno+varejo+de+Sao
+Paulo+tem+queda+de+16+no+faturamento+ate+novembro+de+2007,,,27,4728541.ht
ml


PIS/Cofins retidos podem ser usados para pagar tributos (08/01/2008)


        O pacote de medidas fiscais do governo federal trouxe, ao menos, algumas
mudanças pontuais que podem facilitar a vida dos contribuintes. Um desses casos,
previsto na Medida Provisória (MP) nº 413, é a possibilidade de as empresas que têm
créditos de PIS e Cofins retidos na fonte poderem usá-los para pagar outros tributos,
além das próprias contribuições. A previsão, agora explícita em uma norma, beneficia
principalmente as empresas do setor de autopeças, de acordo com tributaristas. Além
disto, a MP traz alterações favoráveis ao setor hoteleiro e acaba com o depósito
obrigatório de 30% para as empresas recorrem administrativamente ao INSS.
       Segundo o consultor tributário da ASPR Consultoria Empresarial, Douglas
Campanini, no caso da retenção das contribuições sociais, a medida resolve um
problema de caixa pelo qual passavam muitas dessas empresas. Esta retenção de PIS e
Cofins - assim como é feita com o Imposto de Renda - atinge uma série de empresas
prestadoras de serviços, listadas em lei. O problema, segundo Campanini, é que a
empresa, ao prestar o serviço, emite nota fiscal, que não necessariamente refere-se à
data em que receberá pelo trabalho. Sendo assim, muitas vezes a empresa paga as
contribuições no mês em que faturou a nota, mas pode receber posteriormente pelo
serviço e com as contribuições retidas. Neste caso, ocorre a retenção do que já foi pago


                                                                                     68
e, por isso, pode ocorrer um acúmulo de créditos. As empresas, porém, não podiam usar
estes valores para pagar outros tributos.
        O advogado Rogério Ramires, do Loddi e Ramires Advogados, afirma que não
existia previsão em lei e inúmeras consultas foram feitas à Receita Federal para
esclarecer a questão. Em alguns casos, como na 10ª Região Fiscal (Rio Grande do Sul) e
na 7ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo), as delegacias entenderam que a
compensação poderia ocorrer. Na prática, porém, a dificuldade continuava a existir,
segundo Ramires, pois o programa da Receita Federal na internet, o Perdicomp, não
aceita este tipo de compensação.
        Segundo Campanini, a saída é realizar o pedido em papel. Mas, conforme ele,
dificilmente a Receita aceita protocolar um pedido que, em tese, poderia ser feito pela
internet. "O pagamento do PIS e da Cofins ocorre agora só em fevereiro, e até lá a
Receita pode corrigir o programa", afirma. O advogado Júlio de Oliveira, do Machado
Associados, lembra que a MP dá a entender que os débitos retidos serão corrigidos pela
Selic.
       Para o setor hoteleiro, conforme o consultor tributário, a alteração trazida pela
MP é a chamada depreciação acelerada de bens móveis. A medida tende a reduzir o
lucro do empreendimento, que pode pagar menos IR no curto prazo.
        Outra novidade é a revogação da obrigatoriedade do depósito prévio para
recorrer-se administrativamente em processos que tratam de questões previdenciárias.
No percentual de 30% do valor discutido, o depósito ainda vinha sendo exigido dos
contribuintes mesmo após o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que em
2007 considerou inconstitucional a exigência.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/legislacaoetributos/legislacaoetributos/PI
S


Brasil avança na engenharia automotiva (07/01/2008)


       Enquanto espera incentivos do governo, a engenharia automotiva brasileira
ganha reforços. Seja pela competência acumulada em meio século de história, seja
porque os custos são menores do que nos países de origem, todo o setor começa a seguir
uma trilha aberta há algum tempo pela General Motors para desenvolver veículos e
peças para brasileiros ou americanos.
       O movimento não se limita aos automóveis. No segmento de caminhões, a Iveco
investe na engenharia da fábrica de Sete Lagoas (MG) para desenvolver um projeto
voltado para o mercado brasileiro e também para permitir que a filial local se integre
aos programas de plataformas globais.
       Na área de autopeças, a Delphi já desenvolve projetos de chicotes para os
Estados Unidos, para veículos que jamais serão fabricados no Brasil. Agora o setor
espera a liberação de financiamentos do BNDES exclusivos para a engenharia. O


                                                                                     69
presidente da Ford Brasil, Marcos de Oliveira, argumenta que a indústria
automobilística precisa de incentivos como esse para começar a direcionar as
exportações à competição mundial.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/Brasil+avanca+na++eng
enharia+automotiva+,,,62,4716449.html



Autopeças investe e cobra expansão das montadoras (03/01/2008)


       A indústria brasileira de autopeças está pronta para o crescimento de produção
de veículos em torno de 10%, previsto pelas montadoras em 2008. Mas desta vez o
gargalo poderá ser nas próprias linhas de montagem de veículos. O alerta vem de Flávio
Del Soldato, presidente da Usiparts, empresa de autopeças que pertence à Usiminas.
        Fazendo contas a partir do atual variação mensal, a indústria automobilística já
está funcionando no ritmo de uma produção anual de 3,3 milhões de veículos. O número
já é superior ao total de 3,24 milhões de unidades, calculado pela Associação nacional
dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a entidade que reúne as
montadoras no país, para este ano.
        Salvo surpresas, nada deverá interromper a curva de crescimento do setor
automotivo. As linhas de montagem trabalham com médias de 280 mil a 290 mil
veículos por mês. A prevalecer a tendência, a produção brasileira de veículos anual
estará próxima das 4 milhões de unidades em 2010.
        "Para atender essa demanda a indústria precisa ter uma capacidade para pelo
menos 5 milhões de unidades", destaca Del Soldato. Hoje as linhas de montagem
instaladas no Brasil estão aptas para produzir 3,5 milhões.
       Algumas empresas como Volkswagen, General Motors, Fiat e o grupo PSA
Peugeot Citröen anunciaram revisões de programas de investimentos que possibilitam
ampliar a capacidade a níveis maiores do que os anunciados previamente. Há, no
entanto, empresas à espera da autorização das matrizes para elevar a produção.
        O setor chegou a um novo ciclo de investimentos. Resta saber se a indústria
montadora tem o mesmo entusiasmo para dar passos tão largos como os que deu em
meados da década de 90. Naquela ocasião, os cálculos de crescimento ficaram abaixo da
realidade, frustrando a todos.
        Por isso, já se pensa em outras formas de resolver o problema se o gargalo de
fato se concentrar na indústria terminal, como diz o presidente da Usiparts. Pouco antes
de o ano terminar, o presidente da Volks do Brasil, Thomas Schmall, acenou com a
possibilidade de testar no Brasil um modelo utilizado na Europa: a terceirização de
montagem final.
       A Usiparts é parte interessada nesse processo. A empresa já fornece partes
acabadas de carroceria para as fábricas da Mitsubishi, em Catalão (GO). E para os


                                                                                     70
fabricantes de caminhões Ford e Scania, em São Bernardo do Campo (SP). Del Soldato
conta que a Usiparts investiu R$ 80 milhões na compra de prensas para se preparar para
a nova fase de crescimento do setor.
        Não apenas a Usiparts pensou em investir antes de os pedidos aumentarem ainda
mais. Pesquisa recente do Sindipeças mostrou que 77% dos associados tomaram a
iniciativa de investir em 2007, mesmo sem o estímulo direto dos clientes, como
resultado da constatação de que a forte demanda do mercado brasileiro de veículos não
é um movimento passageiro.
       O Sindipeças acusa um total de investimentos de US$ 1,35 bilhão na indústria
de autopeças em 2007. Segundo Paulo Butori, presidente da entidade, o total de recursos
aplicados pelo setor em 2008 deverá somar US$ 1,6 bilhão.
        "Os investimentos do setor de autopeças não aparecem tanto quanto os das
montadoras, mas isso vem acontecendo", afirma Gábor Déak, presidente da Delphi, uma
das maiores fabricantes de autopeças do mundo. Em 2007, quase todas as fábricas
brasileiras dessa companhia americana trabalharam 24 horas por dia.
        Há mais ou menos um ano, as montadoras viviam se queixando da falta de
componentes. Muitos automóveis iam para os pátios sem alguma peça, que tinha de ser
instalada no próprio estacionamento do estoque. Os fabricantes de veículos pararam de
reclamar.
       Poucos dias antes do Natal, o vice-presidente mundial de compras da General
Motors, Bo Andersson, passou pelo Brasil para visitar as fábricas da companhia e seus
fornecedores. Segundo disse, o principal motivo da sua visita ao país foi "agradecer
pessoalmente" os fabricantes de autopeças por terem ajudado a montadora a elevar a
produção.
        Segundo Andersson, boa parte dos 300 fornecedores que a GM tem no Brasil
trabalharam 24 horas por dia em 2007. O executivo reclama, no entanto, da falta de
competitividade em três segmentos: aço, vidros e pneus. Isso é que leva, segundo ele, à
importação. A GM comprou pneus da China em 2007. Andersson afirma que a
montadora prefere se abastecer nos mercados em que vende os veículos. "Deslocar
peças em navios é bem mais difícil", diz. No entanto, afirma o executivo, a empresa
continuará importando itens quando avaliar que falta competitividade local.
        Na análise de final de ano para os associados, Butori reclamou apenas do
câmbio. "O ano de 2007 foi muito bom para o setor de autopeças. Apesar das
dificuldades provocadas pela valorização do real ante o dólar, que nos fez perder
rentabilidade nas exportações e amargar o primeiro déficit comercial desde 2002,
vivemos momentos diferentes de tudo a que assisti desde que assumi a presidência do
Sindipeças, em 1994", destacou.
        A indústria de autopeças terminou 2007 com faturamento total de US$ 35,7
bilhões, o que representa um crescimento de 19,80% na comparação com 2006. Desse
total, 63,4% foram obtidos com o fornecimento para as fábricas brasileiras das
montadoras. Como o total importado - US$ 9 bilhões - ficou acima da soma das
exportações - US$ 8,9 bilhões -, essa indústria registrou um déficit de US$ 100 milhões,
depois dos anos seguidos de superávit desde 2002. Os fornecedores de peças abriram 16
mil novas vagas em 2007, terminando o ano com 215 mil empregados.


Fonte: Valor Econômico


                                                                                     71
Palavra-chave: autopeças
Link:
http://www.valor.com.br/valoreconomico/285/empresasetecnologia/empresas/Autopeca
s+investe++e+cobra+expansao+das+montadoras,,,51,4709886.html




                                                                              72

								
To top