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Vida e Obra de João Calvino

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Vida e Obra de João Calvino Powered By Docstoc
					Vida e Obra de

João Calvino
       JOÃO CALVINO: O TEÓLOGO
       SISTEMÁTICO DA REFORMA



                                                                              Pr. Cleverson de Abreu Faria




                                                           ESBOÇO




INTRODUÇÃO .....................................................................................................................2

SUA VIDA ............................................................................................................................2

SEU MINISTÉRIO ................................................................................................................4

SEU IMPACTO NA HISTÓRIA DA IGREJA.......................................................................7

SEU SISTEMA RELIGIOSO.................................................................................................8

CONCLUSÃO .......................................................................................................................9

BILIOGRAFIA .................................................................................................................... 10
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                                                             INTRODUÇÃO

Examinar a via e a obra de João Calvino é uma tarefa por demais gigantesca. Muitos livros já
foram publicados sobre a vida deste homem, um grande reformador da história da Igreja.
Teólogo, administrador, eclesiástico, polemista, estadista, pregador, instrutor, organizador.
Eis um homem por demais notável em qualidades. Personagem de suma importância na
história da igreja e do mundo em geral. Sua vida foi de grande influência sobre outras e o
impacto que produziu foi ainda maior. Veremos de forma resumida um pouco do que fez e
pregou e como contribuiu para a história.




                                                                 SUA VIDA

João Calvino, tem sido frequentemente considerado o “sistematizador da Reforma”, ele foi
um reformador protestante do século XVI que, como ninguém antes dele, reuniu de modo
sistemático todo o conjunto da doutrina bíblica. “Ao mesmo tempo, não era um estudioso
encerrado numa torre de marfim, mas um pastor que pensava e escrevia suas obras
teológicas sempre tendo em vista e a edificação da igreja cristã”.1 Muito embora os seus
pontos de vista não tenham sido muito bem visto, e por muitas vezes, chegam até a ser
deturpados, este homem têm exercido uma grande e ampla influência até os nossos dias, até
pelo fato de que todas as igrejas reformadas, bem as igrejas presbiterianas o considerarem
como sendo o fundador da sua posição doutrinária bíblico-teológica.

Nasceu em 10 de julho de 1509 (mesmo ano em que Henrique VIII ascendeu ao trono
britânico e em que o próprio Martinho Lutero começou a pregar em Wittemberg), na cidade
de Noyon em Picardia, cerca de cento e quarenta quilômetros a nordeste de Paris. Era o
segundo filho de uma família constituída de quatro filhos e de duas filhas. Seu pai chamava-se
Geraldo Chauvin (o reformador usava o nome Calvino por ser uma forma derivada do nome
em latim Calvinus), era tabelião e servia ao bispo de Noyon, o que fez com que ainda criança


1
    ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. Volume I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1988, p.225
                                                                                            3



recebesse uma conezia na catedral, com a qual poderia pagar todas as despesas da sua
educação. A sua mãe chamava-se Joana Le Franc de Cambrai, era uma senhora reconhecida
por sua beleza, bem como por sua religiosidade e sua grande devoção para com sua família.

Quando sua mãe faleceu prematuramente, ele fora internado na casa de uma nobre família de
Montmor, onde ali veio a receber ao lado de filhos nobres a educação clássica e veio a
adquirir maneiras polidas e um certo ar aristocrático.

Começou seu treinamento para o sacerdócio na Universidade de Paris, porém, após um
desentendimento entre seu pai com o bispo e com os clérigos da catedral de Noyon, achou por
bem que seu filho deveria tornar-se advogado, por isso, o mandou para Orleans, vindo a
estudar sob a orientação de Pierre I’Étoile. Nessa Universidade, por meio de um esforço
extraordinário, conseguiu com igual êxito, vir a cursar tanto a faculdade de jurisprudência
como a de teologia. Mais tarde veio a estudar em Bourges com o advogado humanista Andrea
Alciati.

Na ocasião da posse do reitor da Universidade de Paris, Nicolau Cop, em 1 de novembro de
1533, no dia de Todos os Santos, este fez um discurso a uma grande assembléia, na chamada
igreja dos Maturinos, tão abertamente protestante que ocorreu uma indignação geral forçando
com que ele viesse a fugir da cidade. Nessa mesma ocasião, Calvino partiu subitamente da
região, fazendo com que muitos pensassem que fora ele quem escrevera o discurso do reitor.
Porém, é mais provável que ele apenas tenha vindo a colaborar na elaboração do discurso, e
não tenha vindo a ser o autor do mesmo. Ele saíra por causa da forte agitação anti-evangélica
que resultou em Paris.

Em seu prefácio no livro de comentário sobre os Livros dos Salmos, ele nos informa que a sua
conversão veio de modo súbito, porém, ele não nos diz de forma alguma o tempo e nem
mesmo o lugar que ela veio a realizar-se. O que se conjectura, é que por não achar satisfação
no ensino e muito menos nas práticas da Igreja Católica Romana, e depois de um estudo sério
e bastante prolongado da Bíblia, ele de súbito, se rendeu a verdade que de modo tão obstinado
resistira e de um modo instantâneo achou nela toda a satisfação que a tanto tempo procurava,
isso em meados de 1534. A partir desse momento sua divisa fora: “A fé adere ao
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conhecimento de Deus e de Cristo e não a reverência à Igreja”.2 Em sua grande obra As
Institutas, que provavelmente começou a escrever em Angouleme nesse tempo, Calvino
ampliou essa doutrina fundamental: “A fé reside não na ignorância, mas no conhecimento, o
conhecimento não somente de Deus, porém da vontade divina. Pois não alcançamos a
salvação por aceitar as verdades prescritas pela Igreja; mas sim quando reconhecemos que
Deus, o Pai, é propício a nós na reconciliação que Ele fez de Cristo, e que Cristo nos tem
sido dado como justiça e vida”. 3

Calvino se matriculou na Universidade de Paris logo aos quinze anos de idade, graças a sua
inteligência e aos seus hábitos estudiosos. Ali então começou a se preparar para o sacerdócio.
No entanto, a sua predileção o levava mais aos clássicos do que basicamente à teologia.

Calvino era um homem incansável, mesmo não se encontrando bem de saúde continuava seu
incessante trabalho. “Quando amigos lhe imploravam que descansasse, que parasse, sacudia
sua cabeça e respondia: ‘O quê? Gostariam que o Senhor me encontre desocupado quando
Ele chegar?’ ” 4

Calvino morrera cedo. Seu último sermão fora pregado em 6 de fevereiro de 1564. Faleceu
aos 27 de maio do mesmo ano, com apenas cinquenta e cinco anos incompletos.




                                                           SEU MINISTÉRIO

Como polemista, Calvino era considerado mais argumentativo e bem menos violento que
Lutero, muito embora, por vezes, perdesse a paciência, e agisse de forma por demais violenta
para atacar seus inimigos. Fora considerado o maior teólogo sistemático do seu tempo, bem
como o maior estadista eclesiástico e ainda o maior polemista.



2
    MUIRHEAD, H. H. O Cristianismo Através dos Séculos. Volume II, 4ª ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1963, p.147

3
    MUIRHEAD, H. H. O Cristianismo Através dos Séculos. Volume II, 4ª ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1963, p.148
4
 HALSEMA, Thea B. Van. João Calvino era Assim: A vibrante história de um dos grandes líderes da Reforma! São Paulo: Editora Vida
Evangélica S/C, 1968, p.199
                                                                                              5



Era um exímio pregador. Por diversas vezes pregava duas vezes ao dia, mas, geralmente
pregava diariamente uma única vez. Isso vez por vinte e cinco anos nos púlpitos de Genebra.
Toda a Europa ouvia, no entanto, o eco de sua voz. Cerca de quatro mil cartas do seu próprio
punho tem chegado até os nossos dias, o que faz com que seja, por excelência, o epistológrafo
da Reforma, nisso, ele excedeu em muito aos demais reformadores. Nessas cartas escrevia de
tudo: tratados teológicos, de caráter íntimo, repreensão a governadores, instrução aos
legisladores, confortava os santos. Se não tivesse feito nada mais do que isso, por si só, ainda
teria um lugar de destaque entre os grandes reformadores da época e uma grande posição
entre os líderes evangélicos de todos os tempos.

Em 1535, janeiro, Calvino muda-se para Basiléia, onde permaneceu até março do ano
seguinte, quando saiu do prelo As Institutas da Religião Cristã, em formato abreviado. Esta
obra prima, saída da pena de um jovem de vinte e seis anos de idade, tinha um duplo objetivo:
tentar apresentar o Protestantismo tal como ele era à corte francesa, para de alguma forma
alcançar tolerância para os evangélicos na França e objetivava também vir a servir de
compêndio para os estudantes de teologia. Sua grande obra fora mais tarde aumentada e
melhorada de forma significativa.

É difícil destacar qual das áreas em que Calvino veio a se destacar mais, se como homem de
letras, como polemista, como pregador, como instrutor, como organizador ou como
administrador., pois ao que se sabe ele fora gigantesco em todas. Uma verdade é clara porém,
que fora ele quem consolidou a Reforma, dando a ela um sistema teológico por escrito, ele
fora o responsável para dar “corpo às idéias” da Reforma e “expressão à fé”.

Após a morte de seu pai, Calvino retorna a Paris, onde veio a se envolver com os protestantes.
Como resultado disso, acabou tendo de ir embora e veio a passar algum tempo na Itália e em
Basiléia, na Suíça. Nesta última cidade veio a publicar a sua primeira edição das Institutas da
Religião Cristã (1536).

Já em Genebra, depois de um ano de estadia nessa cidade, em 1537 fora nomeado pregador.
Achou que sua primeira tarefa era a de organizar o sistema educacional e religioso do
município. Para vir a realizar isso, reconheceu que deveria tomar três passos urgentes para
poder colocar essa sua idéia em prática, são eles: primeiro, a instrução religiosa do povo;
segundo, fazer um esclarecimento das doutrinas da igreja; terceiro, executar uma disciplina
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rigorosa. Para poder preencher estas três lacunas, Calvino instituiu uma grande série de
sermões doutrinários, publicou também uma breve confissão de fé e veio a formular as
ordenanças, uma nova constituição eclesiástica. “Foi esta a primeira tentativa de Calvino de
fazer de Genebra uma comunidade modelo, e de afirmar a independência da igreja na sua
esfera” . 5

“O ideal de Calvino era o Estado cristão, nos pormenores como no conjunto de leis,
responsáveis perante Deus por todos os atos dos cidadãos. Equivalia, pois ao Estado-Igreja,
regulando o exercício prático da fé, forçando o crente, em virtude da fé coletiva, a praticar o
que deveria fazer movido pela fé individual. – O erro de Calvino era o erro do seu século em
recorrer à autoridade civil para reforçar a disciplina eclesiástica” . 6

Depois de um bom período andando pela França, resolveu ir para Strasbourg, cidade
protestante. Ao pernoitar em Genebra, foi abordado por Guilherme Farel, que fora o
responsável pela introdução do protestantismo naquela região. Depois de tentar de todas as
maneiras uma argumentação para que Calvino ficasse e o ajudasse, finalmente ele veio a
ceder. O próprio Guilherme Farel reconhecia sua falta de serenidade, de moderação e
discrição necessárias a um bom administrador, por isso, de bom grado, veio a ceder a sua
posição de liderança da Reforma em Genebra a Calvino e se contentou em ser-lhe apenas seu
auxiliar. Nesse tempo, Calvino tinha apenas vinte e seis anos de idade, enquanto que Farel
possuía quarenta e sete. Mesmo essa grande diferença em suas idades não lhes foi prejudicial,
pois se tornaram grandes amigos e fiéis colaboradores. Calvino dizia: “Tínhamos um coração
e uma alma”. Logo, porém, ambos tiveram de enfrentar uma forte oposição, fazendo com que
deixassem a cidade. Calvino fora então para Strasbourg e por lá permaneceu cerca de três
anos (1538-1541) ministrando a uma congregação de refugiados protestantes franceses. Nessa
cidade entrou em contato pessoal com os escolásticos, os humanistas, os luteranos, os
zwinglianos e os radicais eminentes. Teve também a oportunidade de assistir importantes
conferências católicas bem como protestantes. Conheceu os teólogos luteranos e formou
amizades e confiança com eles. Fez amizade intima e durável com Melanchthon e veio a
conquistar a estima de Lutero. Subscreveu voluntariamente a confissão de Augsburg. Ainda
em Strasbourg, casou-se com Idelette de Bure, viúva de João Storder, tendo três filhas que
vieram a morrer na infância. Aqui, também publicou a segunda edição latina das Institutas e
publicou seu comentário sobre a Epístola de Paulo aos Romanos e publicou seu tratado sobre

5
    MUIRHEAD, H. H. O Cristianismo Através dos Séculos. Volume II, 4ª ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1963, p.152
                                                                                             7



a Ceia do Senhor. Até que então, fora chamado para retornar novamente a Genebra em 1541,
onde permaneceu durante o restante de sua vida sendo o líder da Igreja Reformada.
Enquanto Calvino fora pastor da Église St. Pierre, parte do seu tempo fora passado pregando,
porém, sua maior influência veio por meio dos seus escritos. Possuía um bom conhecimento
de latim e de francês, bem como tinha um raciocínio lúcido. Chegou a escreveu comentário
sobre vinte e três livros do Velho Testamento e sobre todos os livros do Novo Testamento,
com exceção a Apocalipse. Produziu também um grande número de panfletos (devocionais,
doutrinários e polêmicos). Sua grande obra, as Institutas, passaram por cinco edições, e veio a
expandir-se de um pequeno volume de seis capítulos para uma grande obra de setenta e nove
capítulos em 1559. As edições originais em latim foram também traduzidas para o francês por
Calvino. Em todas as partes da Europa, essas suas obras foram igualmente distribuídas e lidas.

Como estudante, João Calvino, ultrapassou em muito a seus colegas. Sua estatura era baixa,
tinha a feição pálida, um organismo delicado, um olhar brilhante e um caráter firme. Dizem
que recebera a alcunha de “caso acusativo” por parte de seus condiscípulos, por estar sempre
a censurar-lhes as faltas. Da mesma forma que os demais normandos, ele combinava em si a
firmeza e a profundidade do alemão, assim como também combinava a vivacidade, o bom
senso e a predileção pela lógica do francês. Porém era tímido, irritável e bastante austero.
Possuía, no entanto, uma grande capacidade organizadora e uma inflexibilidade e intolerância
como a de um ditador.




                          SEU IMPACTO NA HISTÓRIA DA IGREJA

A sua influência não têm sido limitada apenas a esfera teológica, “sobretudo ao fato de as
implicações das suas crenças mesmo nos seus próprios dias terem tido ampla influência em
outras áreas de pensamento. Seu conceito do estado e do direito dos súditos e dos
magistrados, quanto à deposição de um governante opressivo, ajudou a lançar os alicerces
para o desenvolvimento da democracia. Suas opiniões a respeito das artes também foram
importantes por terem dado um fundamento teológico-filosófico para o desenvolvimento das
artes pictoriais na Holanda, Inglaterra, Escócia e França, para mencionar só uns poucos

6
    Idem.
                                                                                                                               8



países”. 7 Semelhantemente a isso, pode ser dito também em outras áreas de esforço humano,
tais como as ciências, as atividades econômicas e a reforma social. Seus pensamentos se
propagaram além dos limites do mundo ocidental, vindo a exercer influência até na África,
onde os calvinistas tem ido como missionários.


Sua influência foi bastante divulgada em seus dias através de seus escritos e esta mesma
influência continua até os nossos dias nas igrejas cristãs. As suas obras foram traduzidas para
diversas línguas diferentes. Com isso, seus ensinos teológicos, bem como suas opiniões
políticas e sociais, tem exercido uma tremenda influência no meio cristão, da mesma forma
que no meio não cristão.

João Knox, escocês, assentou-se aos pés de Calvino e tornou-se um ferrenho seguidor seu.
Chegam a dizer que se tornou mais calvinista que o próprio Calvino. Seu nome se aparelha
com o dos notáveis reformadores: Lutero, Zwínglio, Calvino e Melanchton.

Não se pode ignorar a influência de João Calvino nos vários países em que o Calvinismo tem
exercido seu raio de ação. Existem muitas leis, muitas instituições, muitas sociedades, como
resultado direto das igrejas calvinistas. Vemos a influência direta nas histórias de países como
Inglaterra, Escócia, Holanda, Estados Unidos e França. Muitas das leis de hoje foram
baixadas através da consciência Calvinista.




                                                   SEU SISTEMA RELIGIOSO

Como sistema teológico, o Calvinismo fora o mais lógico, bem como o mais completo e o
mais consistente de todos os sistemas da Reforma. Sua teologia era baseada na soberania
absoluta de Deus. Cinco dos seus pontos são os famosos Cinco Pontos do Calvinismo:
       1) Depravação Total da humanidade, o homem era herdeiro do pecado de Adão e nada
            poderia fazer para sua própria salvação;




7
    ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. Volume I. São Paulo: Edições Vida Nova, 1988, p.228
                                                                                            9



   2) Eleição Incondicional independentemente de qualquer mérito humano ou da
       presciência de Deus, se fundamentava na soberania de Deus, sendo que havia a
       predestinação para a salvação e para a perdição;
   3) Graça Irresistível, pois eleito era salvo mesmo contra sua vontade através do Espírito
       Santo, que o conduzia para tal;
   4) Redenção Limitada, a morte de Cristo na Cruz do Calvário era somente aos eleitos;
   5) Perseverança dos Santos, os eleitos jamais se perderão.

Como um sistema de governo eclesiástico, o Calvinismo era democrático e representativo. Os
oficiais da Igreja eram eleitos pela própria igreja, sendo que esta nomeação era apoiada pelo
governo municipal. Os oficiais da Igreja Local eram: diáconos, presbíteros, professores e
pastores. Os ministros eram membros dos presbitérios e não das Igrejas Locais.

Em relação ao batismo e a Ceia do Senhor, sua posição era intermediária entre a de Lutero e
Zwínglio. Assim como Zwínglio, negava que o batismo infantil fosse essencial à regeneração,
mas dizia ser um selo da graça. Conservou o batismo infantil, da mesma forma como ambos
os seus predecessores.

Em se tratando da Ceia do Senhor, negava que o corpo e o sangue de Cristo estavam presentes
nos elementos, porém dizia que a pessoa participava espiritualmente de Cristo glorificado, ao
participar com fé.

Quanto a vida futura, rejeitava a idéia de um purgatório, cria em uma felicidade eterna no céu
ou miséria eterna no inferno.




                                          CONCLUSÃO

A vida deste homem realmente é de grande valor para a história do cristianismo. Um homem
que através dos tempos soube deixar ser moldado naquilo que poderia vir a ser útil na obra de
Cristo. Sua vida, seus ensinos, sua influência são de uma profundidade muito grande. É claro
que era apenas um ser humano, com erros, falhas e tudo o que nós passamos; mas também era
alguém que se dedicava àquilo que cria.
                                                                                              10




BILIOGRAFIA

CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos: Uma História da Igreja Cristã. 2ª ed. São
  Paulo: Edições Vida Nova, 1995.
CHAMPLIN, Russell N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Volume 1. São Paulo: Editora
  Candeia, 1997.
ELWELL, Walter A. Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã. Volume I. São Paulo: Edições
  Vida Nova, 1988.
HALSEMA, Thea B. Van. João Calvino era Assim: A vibrante história de um dos grandes líderes da
  Reforma! São Paulo: Editora Vida Evangélica S/C, 1968.
LESSA, Vicente Temudo. Calvino 1509-164 Sua Vida e Sua Obra. São Paulo: Casa Editora
  Presbiteriana, s/d.
MUIRHEAD, H. H. O Cristianismo Através dos Séculos. Volume II, 4ª ed. Rio de Janeiro: Casa
  Publicadora Batista, 1963.

				
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