PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA � 3� CICLO

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					                    ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE




                                                 INDÍCE




1. Introdução – 1

2. Quadro justificativo – 10

3. Linhas orientadoras do projecto educativo – 12

4. Desenho curricular: cargas horárias a atribuir às diversas componentes do currículo – 14

5.1. Orientações para a gestão curricular das diferentes áreas curriculares disciplinares– 16

5.2. Áreas curriculares não disciplinares – 52

5.3. Áreas formaçõesTransdisciplinares – 66

6. Apoios Educativos – 75

7. Orientações de organização pedagógica – 78

8. A Avaliação dos Alunos – 80

9. Projecto Curricular de Turma – 83

10. Avaliação do Projecto Curricular de Escolar – 84

11. Conclusão – 86




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                              1. INTRODUÇÃO



      Deste Projecto Educativo emergem diversas perspectivas sobre as funções da educação
desenvolvida na e pela escola, perspectivas múltiplas e complementares, pois expressam os pontos
de vista dos diferentes membros da comunidade educativa. Ou seja, a escola, como instituição
pública, compartilha com as famílias e outras instituições da comunidade a responsabilidade de
educar os jovens para o desempenho dos vários papéis sociais que lhe estão reservados no
presente e futuro. Neste sentido, a escola deve encontrar respostas para as necessidades e
desafios que a sociedade nesta época lhe coloca.

      Cabe cada vez mais, à escola, dentro dos limites estabelecidos a nível nacional, definir as
aprendizagens a patentear, assim como proporcionar as condições para o seu desenvolvimento ao
longo do percurso escolar do aluno, de acordo com as finalidades educativas que se pretendam
alcançar.

      No contexto escolar, os alunos devem experienciar situações de aprendizagem facilitadoras
do desenvolvimento de capacidades e competências diversas; fazer perguntas, problematizar,
procurar, localizar e analisar informação, aprender a aprender; experimentar…

      A sala de aula inclusiva é frequentada por alunos com dificuldades de aprendizagem,
desordens de défice de atenção, problemas de comunicação e diferentes problemas sociais,
emocionais e/ou problemas de saúde.

       O Projecto Curricular pretende, apenas, ser um referente para uma oferta educativa de
qualidade, concebendo para os alunos um ambiente escolar saudável, aberto, mas, ao mesmo
tempo, rigoroso no sentido do cumprimento dos deveres e obrigações inerentes a todos, para que,
em conjunto, se consigam realizar mais e melhores aprendizagens. Entendendo o currículo como
um projecto em construção, mediante contínuos processos de reflexão e discussão conjuntas,
procura-se o envolvimento de todos os intervenientes no processo educativo de um modo mais
integrado, significativo e adequado às necessidades diagnosticadas, visando o desenvolvimento
integral dos alunos.

      Com o presente projecto curricular de escola dá-se cumprimento ao disposto no nº 3 do artigo
2º do Decreto-Lei nº 6/2001, de 18 de Janeiro, e visa-se adequar, ao contexto da Escola Secundária
de Vila Verde, os princípios orientadores da organização e da gestão curricular do ensino básico
estabelecidos no diploma atrás referido, em conformidade com os objectivos consagrados na Lei de
Bases do Sistema Educativo (Lei nº 46/86, de 14 de Outubro), e ainda o conjunto de competências
essenciais e estruturantes no âmbito do desenvolvimento do currículo nacional para o ensino básico,
com especial atenção às definidas para o 3º ciclo, do perfil de competências terminais deste nível de
ensino, bem como os diversos tipos de experiências educativas que devem ser proporcionadas a
todos os alunos.

       Na elaboração deste projecto, optou-se por um modelo mais descritivo, com uma prévia
apresentação de informação esquemática em organigrama e com a apresentação da informação
complementar em grelhas e planificações em anexo Espera-se que esta informação, essencial à
estruturação de percursos pedagógicos e didácticos, ajude na elaboração das diversas actividades
que a prática curricular implica, e que a aproxime ao contexto escolar dos alunos que integram a
nossa escola. Conceber uma escola de qualidade, implica pois, por todos nós, assumir um currículo
como um projecto global de cultura e de formação que dê sentido e articule sequencialmente
experiências educativas concretas aos que a frequentam.

       Neste sentido, na prática lectiva, é imprescindível que o corpo docente reflicta em termos
curriculares, que no seio das reuniões de trabalho dos Departamentos Curriculares e nas equipas
pedagógicas se faça uma programação articulada vertical e horizontal da listagem dos conteúdos de

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ensino com os diferentes saberes e competências a desenvolver, conferindo, na operacionalização
dessas decisões tomadas em grupo, sentido à sua actuação em sala de aula. É, pois, urgente que
se passe do papel para uma prática efectiva.

      Só desta forma, reflectindo em conjunto sobre os programas em vigor e de acordo com um
Projecto Curricular comum, entendido então como uma linha de orientação geral, a gestão curricular
será consentânea com as temáticas específicas das disciplinas, com o contexto de escola e com a
nova conceptualização genérica dada pelo perfil das competências gerais, específicas e
transversais definidas para os alunos do Ensino Básico. (Documento do Ministério da Educação,
Currículo Nacional do Ensino Básico_ Competências Essenciais, 2001).

      Do PROJECTO EDUCATIVO (2003/04)

    O que aqui é transcrito servirá de mote para este trabalho intitulado PROJECTO
CURRICULAR DE ESCOLA……. Da nossa escola… dos nossos alunos.

      “Os problemas
      ………

       O elevado insucesso verificado no 3º ciclo do ensino básico sendo especialmente
preocupante o abandono escolar precoce antes de concluída a escolaridade obrigatória;
       O elevado n.º de alunos que abandona a escola e o seu projecto formativo antes de
concluído o ensino secundário;
       ………………………..
       A falta de métodos e técnicas de estudo e de capacidade de autonomia;
       A falta de práticas curriculares promotoras de autonomia;
       A actividade lectiva centrada na exposição do professor que é frequentemente apontada
pelos alunos como factor de desmotivação;
       A falta de atenção e/ou dificuldade em atender aos diferentes ritmos de aprendizagem
dos alunos;
       O deficiente acompanhamento por parte dos pais no que concerne à vida escolar e
educação dos seus filhos;
       A emergência de um clima de relações interpessoais menos positivo, em especial entre
os alunos, mas também entre docentes e discentes, entre outros funcionários e alunos, o que não
favorece um ambiente propício ao bem-estar no trabalho e ao sucesso educativo.
      Mas, o problema que surge como central tem a ver com a formação pessoal e social dos
alunos e a sua inserção na sociedade como condição básica do próprio sucesso escolar. No
inquérito realizado aos alunos no ano lectivo de 2002/2003 os aspectos relacionados com o
comportamento e as atitudes apresentavam-se como os elementos mais negativos e que mais
preocupavam os próprios alunos. A educação para a cidadania, entendida como projecto global de
formação dos jovens tendo em vista a sua preparação para encarar os desafios do mundo actual,
emerge como a principal exigência da escola e deve ser vista como seu primordial objectivo.

      Orientações curriculares

      1- 3º CICLO

      A redução do n.º de alunos no 3º ciclo, que torna a escola num estabelecimento de ensino
maioritariamente de ensino secundário, a funcionar com um número de turmas do 3º Ciclo cada vez
mais residual, não deve resultar num desinvestimento da escola neste nível de ensino. De facto,
torna-se indispensável encarar com seriedade os problemas que se vão diagnosticando nestes
alunos e procurar a sua resolução com políticas pedagógicas que resultem num reforço das
aprendizagens significativas, no desenvolvimento das suas competências gerais e específicas e no
reforço da sua formação cívica.



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       Da análise de documentação diversa, de entre os quais destacamos as actas dos conselhos
de turma, os projectos curriculares de turma e os planos de apoio individuais podemos referir os
seguintes aspectos como os principais problemas diagnosticados neste nível de ensino:
       a) As grandes carências no que concerne a pré-requisitos essenciais no contexto das
diversas disciplinas, com especial relevância na Matemática, na Língua Portuguesa e na(s) Línguas
Estrangeira(s);
       b) A falta de competências de estudo e de organização do trabalho;
       c) A falta de empenho/interesse pelas actividades escolares;
       d) A indisciplina, nomeadamente no contexto da sala de aula;
       e) As baixas expectativas dos alunos face à escola o que pode ser consequência do baixo
nível sócio-económico e cultural de muitas famílias e factor de desmotivação fortemente potenciador
do abandono escolar precoce.
             Da leitura das actas dos conselhos de turma e das inúmeras participações de carácter
disciplinar, infere-se que muitos professores consideram muito difícil o trabalho com estes alunos
que, com o seu comportamento e atitudes desajustados, põem frequentemente em causa a sua
autoridade e dificultam o normal desenvolvimento das actividades lectivas.


       Das situações anteriormente expostas resulta:
       a) Níveis relativamente elevados de insucesso em muitas disciplinas;
       b) Forte desmotivação de muitos alunos com reflexos negativos ao nível de atitudes e
comportamento, cujas causas poderão ser encontradas na sua elevada heterogeneidade, no seu
baixo nível sócio-económico e cultural e nas fracas expectativas que muitos apresentam face à
escola.
       c) Um abandono escolar precoce que se situa em níveis ainda muito elevados.
            Dadas as novidades introduzidas neste nível de ensino, designadamente no âmbito da
revisão curricular em curso desencadeada pela publicação da Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro, a
escola tem que adequar ao seu contexto os princípios orientadores da organização e da gestão
curricular do ensino básico estabelecidos no diploma atrás referido, em conformidade com os
objectivos consagrados na Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 46/86, de 14 de Outubro), e
ainda o conjunto de competências essenciais e estruturantes no âmbito do desenvolvimento do
currículo nacional para o ensino básico, com especial atenção às definidas para o 3º ciclo, do perfil
de competências terminais deste nível de ensino, bem como os diversos tipos de experiências
educativas que devem ser proporcionadas a todos os alunos.
       Neste contexto, o conselho de turma e o Director de Turma assumem um papel fulcral na
dinâmica da turma. Um bom Director de Turma não se deve limitar apenas à realização de tarefas
de carácter burocrático, mas deve ser um orientador e um conselheiro dos alunos, ouvindo os seus
problemas e ajudando a solucioná-los.
       O Director de Turma deve ser um mediador entre os professores, entre os professores e
alunos e entre os professores e encarregados de educação. Este cargo deve ser encarado através
de um prisma dinâmico – um autêntico elo de ligação escola / meio e de incrementação das
actividades pedagógicas.
       A sua tarefa passa pela caracterização da turma e dos alunos, identificação de problemas e
definição de prioridades, planificação das actividades a desenvolver pelo Conselho de Turma, assim
como coordenação dos Conselhos de Turma e levantamento das necessidades de apoio e de
complemento curricular.

            Face à generalização da revisão curricular do ensino básico prevista no Decreto-Lei nº
6/2001, de 18 de Janeiro, a escola deverá lançar mão de um novo processo de organização e
gestão curriculares que permita:
       a) A definição de projectos de trabalho ajustados ao perfil de cada turma, no qual serão
concretizadas opções curriculares decorrentes da interacção das aprendizagens essenciais das
diferentes disciplinas e, sempre que possível, articuladas com o contexto em que a escola se insere;
       b) O aprofundamento de um trabalho reflexivo e cooperativo dos professores, integrados
nos respectivos departamentos curriculares e conselhos de turma, que permita garantir a todos os
alunos as aprendizagens essenciais em todas as áreas curriculares disciplinares e aprofundar

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outras aprendizagens de carácter transdisciplinar consideradas importantes para a formação global
dos alunos;
       c) Uma maior motivação dos alunos de modo a criar um clima mais facilitador das
aprendizagens, garantindo uma maior apoio aos alunos numa perspectiva de trabalho de equipa no
seio de cada conselho de turma.
            Todos reconhecem que as lacunas e desarticulação dos programas das diferentes
disciplinas e a sua extensão tornam difícil o seu cumprimento, principalmente se tivermos em conta
a necessidade de utilização de metodologias cada vez mais centradas no aluno; esta situação tem
vindo a gerar situações graves de insuficiência de aprendizagens e competências que se fazem
sentir em muitos alunos no final da escolaridade obrigatória. Torna-se, assim, indispensável,
repensar a gestão do currículo nacional evidenciando quais os saberes e competências que
consideramos fundamentais e definindo os caminhos que permitam uma maior e melhor aquisição
de saberes, e o desenvolvimento de competências, atitudes e valores pelos alunos.

           No âmbito do projecto curricular de escola, a concretizar em cada turma nos respectivos
projectos curriculares, devem tomar-se medidas que visem:
       a) A diminuição dos níveis de insucesso dos alunos com base no investimento em
actividades motivadoras e mais integradas;
       b) O reforço da relação interpessoal entre professores e alunos através do desenvolvimento
de actividades seleccionadas com a participação dos alunos;
       c) A concretização de uma pedagogia mais diferenciada;
       d) Uma maior motivação para as aprendizagens, competências e valores através da criação
de espaços de trabalho transversais, facilitadores da cooperação e maior envolvimento dos alunos;
       e) O reforço da interacção dos conselhos de turma com os departamentos curriculares
orientando-os para um trabalho curricular conjunto.

            O desenho curricular a definir no projecto curricular de escola deve:
       a) Contribuir para uma organização de actividades de ensino-aprendizagem diversificadas
que possibilitem o desenvolvimento de competências que integrem conhecimentos, capacidades,
atitudes e valores e que concorram para uma formação integral do aluno;
       b) Fomentar a diversificação das práticas e metodologias de ensino adequadas à natureza
de cada situação e necessidades e potencialidades de cada aluno;
       c) Permitir que os alunos apreendam os saberes que se consideram fundamentais para que
desenvolvam uma compreensão da natureza e dos processos de cada uma das disciplinas;
       d) Promover, com os alunos, atitudes positivas face à actividade intelectual e ao trabalho
prático inerentes a cada uma das áreas do currículo;
       e) Garantir a todos os alunos uma formação sólida que os prepare para a vida, incluindo,
evidentemente, o prosseguimento de estudos;
       f)   Contribuir para que os conhecimentos e as competências que os alunos devem adquirir
no âmbito das diferentes ciências sejam estruturados com base num ensino cada vez mais prático e
experimental;
       g) Promover uma maior articulação entre os saberes das diversas áreas curriculares e a
integração das dimensões teórica e prática;
       h) Preparar mais solidamente os alunos para o prosseguimento de estudos;
       i)   Assumir a educação artística e tecnológica como dimensão essencial da formação dos
jovens;
       j)   Valorizar a educação física e o desporto como factores fundamentais para o
desenvolvimento equilibrado dos jovens;
       k) Assegurar a formação integral dos alunos assumindo-se a escola como espaço
privilegiado de educação para a cidadania;
       l)   Assumir a educação para a cidadania, a valorização da língua portuguesa, a dimensão
humana do trabalho e a utilização das tecnologias de informação e comunicação como áreas de
formação transdisciplinar a serem tratadas em todas as áreas curriculares disciplinares e não
disciplinares;
       m) Procurar respostas adequadas às diversas necessidades e características de cada
aluno, grupo de alunos e da escola integrada no seu meio e na sua região;

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      n) Promover percursos formativos diferenciados que evitem o abandono escolar de alunos
em risco e promovam a sua formação profissional;
      o) Promover uma gestão de tempos, espaços e recursos que se ajuste às diferentes
necessidades do desenvolvimento do currículo.

            Já anteriormente referimos que a escola se tem confrontado com problemas de vária
ordem, principalmente o abandono escolar e a retenção de alguns alunos que frequentam a escola
obrigados pela família ou pelo sistema. Este facto cria um corpo discente com um grande desnível
etário, o que tem como consequência a existência de alunos com problemas e vivências
diversificadas.
            Desta forma, os Cursos de Educação e Formação assumem primordial importância e
uma especificidade nos seus objectivos e orientação, a saber:
        Proporcionar aos jovens em risco de abandono a conclusão da escolaridade básica e
acesso a uma formação profissional que garanta a obtenção de um certificado de qualificação
profissional de nível I ou II;
        Evitar situações de abandono dos alunos que se encontram fora do âmbito da
escolaridade obrigatória;
        Oferecer oportunidades de formação e inserção no mercado de trabalho aos alunos que
não se encontram motivados para o prosseguimento de estudos.

      Instrumentos operacionalizadores

            A concretização dos objectivos enunciados passará necessariamente pela interacção
dinâmica entre os seguintes instrumentos operacionais que materializam os princípios educativos da
escola:
       a) O Regulamento Interno, como instrumento fundamental do exercício da autonomia,
administração e gestão da escola onde se estabelecem as regras gerais pelas quais se deve
orientar toda a comunidade educativa;
       b) O Plano Anual de Actividades, através do qual se definem os projectos e as acções
concretas que visam corporizar as metas e linhas estratégicas definidas no presente projecto
educativo;
       c) O acompanhamento e avaliação de todos os processos de modo a promover a sua
adequação ao projecto educativo e aferir a qualidade do seu desenvolvimento e concretização.”



      DO REGULAMENTO INTERNO

     Importa salientar o papel dos corresponsáveis da educação e do processo ensino
aprendizagem dos nossos alunos
     O que aqui é transcrito servirá para a tarefa que compete a todos estes agentes.


                                            “Artigo 66º
                                      Deveres dos professores

       1- Constituem deveres gerais dos professores os consignados na leis e nas convenções
colectivas em vigor.
       2- Constituem deveres específicos dos professores desta escola os seguintes:
       a) Conhecer o regulamento interno.
       b) Ser assíduo e pontual no exercício de todas as actividades escolares, nomeadamente
aulas, reuniões convocadas nos termos da lei e outras acções de carácter educativo e/ou lúdico nas
quais deva participar;
       c) Consultar assiduamente os expositores da sala de professores a fim de tomar
conhecimento de informações internas, convocatórias, ordens de serviço e outros documentos de
interesse;
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       d) Corresponsabilizar-se pela preservação e uso adequado das instalações e equipamentos
durante as suas aulas e propor medidas de melhoramento e renovação;
       e) Comunicar ao conselho executivo qualquer estrago presenciado por si dentro ou fora das
suas aulas, bem como qualquer anomalia no material ou na arrumação e limpeza das salas de aula;
       f)   Zelar pelo asseio e arranjo geral da escola;
       g) Colaborar na manutenção da ordem e disciplina em qualquer local da escola não
hesitando em intervir na correcção de qualquer atitude menos adequada;
       h) Colaborar activamente na organização e dinamização de actividades e iniciativas de
complemento curricular como: conferências, actividades artísticas e desportivas, visitas de estudo,
convívios, contactos com o meio e outras actividades de reconhecido interesse;
       i)   Sempre que solicitado, colaborar com outros colegas na recolha de dados e/ou
informações necessários ao desenvolvimento de projectos de interesse pedagógico ou científico;
       j)   Cumprir as determinações superiores, respeitar as disposições legais e as normas da
escola apresentando, a quem de direito, as observações e sugestões que, em seu entender,
contribuam para o aperfeiçoamento da organização escolar;
       k) Colaborar, no âmbito das estruturas de orientação educativa que integra, na planificação
e execução de todas as actividades que lhe são inerentes;
       l)   Dar conhecimento mensalmente aos directores de turma de todas as informações
relativas ao aproveitamento e comportamento dos alunos;
       m) Não afixar quaisquer cartazes, comunicações ou convocatórias sem previamente terem
sido visadas pelo conselho executivo, excepto os documentos relativos à divulgação e animação de
acções aprovadas no Plano Anual de Actividades;
       n) Não atentar contra a moral, quer em atitudes, quer em linguagem.
       3- Para que as actividades lectivas possam desenvolver-se num clima pedagógico
apropriado, os professores devem:
       a) Marcar a data dos testes de avaliação sumativa tendo em conta o calendário dos testes
da turma, evitando que os alunos realizem mais do que uma prova por dia, mais do que três testes
por semana, ou que estas se realizem na última semana de aulas de cada período;
       b) Classificar, entregar e corrigir os testes de avaliação e outros trabalhos elaborados pelos
alunos no mais curto prazo possível, nunca realizando um teste sem que o anterior tenha sido
devidamente corrigido, avaliado e entregue aos alunos;
       c) Colocar nos testes a classificação obtida pelos alunos de acordo com a seguinte escala:
       -    3º ciclo do ensino básico:
       -    0 a 49% - Insuficiente;
       -    50 a 69% - Suficiente;
       -    70 a 89% - Bom;
       -    90% ou mais – Muito Bom.
       -    Ensino Secundário:
       -    0 a 9 valores – Insuficiente;
       -    10 a 13 valores – Suficiente;
       -    14 a 17 valores – Bom;
       -    18 a 20 valores – Muito Bom.

      SECÇÃO II: CORPO DISCENTE

                                                Artigo 67º
                                                 Alunos

       O corpo discente da escola é constituído por todos os alunos matriculados em cada ano
lectivo.

                                                Artigo 68º
                                           Direitos dos alunos

      Sem prejuízo do estabelecido na legislação em vigor, designadamente no artigo 13º da Lei n.º
30/2002, de 20 de Dezembro, constituem direitos do aluno:

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        1- Participar na elaboração do regulamento interno da escola, conhecê-lo e ser informado,
em termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que
justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente sobre o modo de organização do plano de
estudos ou curso, o programa e objectivos essenciais de cada disciplina ou área disciplinar, e os
processos e critérios de avaliação, bem como sobre matrícula, abono de família e apoios sócio-
educativos, normas de utilização e de segurança dos materiais e equipamentos e das instalações,
incluindo o plano de emergência, e, em geral, sobre todas as actividades e iniciativas relativas ao
projecto educativo da escola;
        2- Usufruir de um ensino e de uma educação de qualidade, em condições de efectiva
igualdade de oportunidades no acesso e adequado ao seu nível de maturidade, de forma a propiciar
a realização de aprendizagens bem sucedidas;
        3- Ser ajudado na resolução dos seus problemas escolares e pessoais e ser esclarecido
sempre que tiver dúvidas;
        4- Ser tratado com respeito e correcção por qualquer membro da comunidade educativa;
        5- Ser ouvido nos assuntos que lhe dizem respeito, através de estruturas organizadas como
a associação de estudantes, delegado e subdelegado de turma;
        6- Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da escola e ser ouvido pelos
professores, directores de turma e órgãos de administração e gestão da escola em todos os
assuntos que justificadamente forem do seu interesse;
        7- Apresentar aos professores, directamente ou através do director de turma, as suas
críticas, sugestões ou reclamações de natureza pedagógica;
        8- Escolher livremente os seus representantes de turma, delegado e subdelegado;
        9- Participar, nos termos da lei e deste regulamento, nos órgãos de gestão e estruturas de
orientação educativa da escola através dos seus representantes, nomeadamente na assembleia,
conselho pedagógico, conselho de turma e em outros órgãos ou estruturas que possam ser criados
para defesa dos seus interesses;
        10- Eleger os seus representantes na assembleia nos termos da lei e deste regulamento;
        11- Participar, nos termos da lei e deste regulamento, na eleição do órgão de direcção da
escola;
        12- Eleger e ser eleito para a associação de estudantes;
        13- Utilizar as instalações que possam ser cedidas para o funcionamento da associação de
estudantes, sob inteira responsabilidade dos seus membros, de modo a não prejudicar o normal
funcionamento das aulas;
        14- Frequentar as instalações e os espaços nos termos regulamentares;
        15- Usufruir de um espaço de acolhimento sempre que as condições atmosféricas não
permitam a sua permanência no espaço exterior;
        16- Utilizar os serviços de apoio existentes na escola (biblioteca, papelaria, bufete, cantina,
secretaria, reprografia, papelaria) dentro dos horários normais de serviço;
        17- Beneficiar de apoios sócio-educativos para os quais deverá apresentar candidatura
dentro dos prazos estabelecidos pela lei e escola;
        18- Beneficiar do seguro escolar;
        19- Ser pronta e adequadamente assistido em caso de acidente ou doença súbita ocorrido
no âmbito das actividades escolares;
        20- Planificar e organizar manifestações culturais, desportivas e recreativas, desde que
previamente autorizadas pelos órgãos competentes, e, sempre que possível, apoiadas por
professores;
        21- Ver reconhecidos e valorizado o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho e no
desempenho escolar ou o empenhamento em acções meritórias em favor da comunidade, e ser
estimulado nesse sentido.

                                               Artigo 69º
                                           Deveres dos alunos

        Sem prejuízo do disposto na legislação em vigor, designadamente o disposto no artigo 15º da
lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, constituem deveres gerais do aluno:
        1- Estudar, empenhando-se na sua educação e formação integral;

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       2- Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito
do trabalho escolar;
       3- Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino e de
aprendizagem;
       4- Tratar com respeito e correcção qualquer membro da comunidade educativa;
       5- Ser leal com os seus professores e colegas;
       6- Respeitar as instruções do pessoal docente e não docente;
       7- Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na escola
de todos os alunos;
       8- Participar nas actividades educativas ou formativas desenvolvidas na escola, bem como
nas demais actividades organizativas que requeiram a participação dos alunos;
       9- Respeitar a integridade física e moral de todos os membros da comunidade educativa;
       10- Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da comunidade educativa, de
acordo com as circunstâncias de perigo para a integridade física e moral dos mesmos;
       11- Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didáctico,
mobiliário e espaços verdes da escola, fazendo uso correcto dos mesmos;
       12- Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros da comunidade educativa;
       13- Permanecer na escola durante o seu horário, salvo autorização escrita do encarregado
de educação ou da direcção da escola;
       14- Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração;
       15- Conhecer as normas de funcionamento dos serviços da escola e o regulamento interno
da mesma e cumpri-los pontualmente;
       16- Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em especial drogas, tabaco e bebidas
alcoólicas, nem promover qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas;
       17- Não transportar quaisquer materiais, instrumentos ou engenhos passíveis de,
objectivamente, causarem danos físicos ao aluno ou a terceiros;
       18- Não praticar qualquer acto ilícito;
       19- Honrar e prestigiar a escola, contribuindo para a sua projecção;
       20- Respeitar as deliberações e as ordens emanadas dos órgãos de gestão escolar, do seu
director de turma, outros professores, pessoal administrativo e auxiliar de acção educativa;
       21- Usar sempre da máxima correcção para com os professores e funcionários, acatando
disciplinarmente as suas advertências;
       22- Executar as tarefas que os professores lhes determinarem;
       23- Respeitar o exercício do direito à educação e ensino dos outros, não perturbando as
aulas e mantendo-se atento e interessado;
       24- Dirigir-se para a sala de aulas imediatamente após o toque de entrada;
       25- Trazer diariamente o material indispensável à realização dos trabalhos escolares;
       26- Movimentar-se normalmente nos corredores e escadas que dão acesso aos diferentes
pisos da escola e às salas, evitando correrias e outras manifestações ruidosas;
       27- Entrar e sair da sala de aula em silêncio, sem atropelos e só quando o professor
autorizar;
       28- Se o professor faltar, só pode retirar-se depois de lhe ser dada essa informação pelo
funcionário, devendo fazê-lo com calma a fim de não ser perturbado o normal funcionamento das
aulas;
       29- Não afixar cartazes ou quaisquer avisos, seja qual for a sua natureza, sem a aprovação e
rubrica do conselho executivo;
       30- Deixar o mobiliário, equipamento e material escolar devidamente arrumado quando sair
da sala de aula, das actividades de complemento curricular ou de áreas de convívio e recreio;
       31- Comunicar ao professor, ao funcionário presente ou ao conselho executivo qualquer
dano ou anomalia verificada;
       32- Não permanecer ou aproximar-se das salas de aula durante os seus tempos livres;
       33- Não permanecer nas salas de aula durante os intervalos sem a presença do professor;
       34- Ser diariamente portador do cartão de estudante e da caderneta escolar e apresentá-los
sempre que lhe sejam pedidos.



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                                       Artigo 72º
                 Estruturas de organização e representação dos alunos

1- Os alunos têm direito a participar na vida da escola nos termos da lei e do presente regulamento.
2- Os alunos de cada turma são representados pelo delegado e pelo subdelegado de turma.
3- São, ainda, representantes dos alunos, todos os que, nos termos da lei e do presente
    regulamento, forem eleitos ou designados para a assembleia de escola, para o conselho
    pedagógico ou para os conselhos de turma.
4- As estruturas de organização e de representação dos alunos compreendem a assembleia de
    delegados de turma e a associação de estudantes.


                                      Artigo 73º
                         Delegado e subdelegado de turma

1- No início de cada ano escolar os alunos da turma, sob orientação do respectivo director de
    turma, procedem à eleição do delegado e subdelegado de turma.
2- Desta eleição é lavrada uma acta em duplicado, sendo uma para o dossier do director de turma e
    outra para entregar no conselho executivo.
3- O delegado e o subdelegado de turma têm o direito de solicitar a realização de reuniões da turma
    com o respectivo director de turma para apreciação de matérias relacionadas com o
    funcionamento da turma, sem prejuízo do cumprimento das actividades lectivas.
4- O pedido deverá ser apresentado por escrito ao director de turma indicando os motivos que
    justificam a reunião, cabendo ao director de turma apreciar a pertinência dos motivos alegados e
    decidir a data da sua realização.
5- O delegado, ou o subdelegado na sua impossibilidade, é o representante dos alunos no conselho
    de turma.
6- O delegado e o subdelegado são os representantes dos alunos no conselho de turma disciplinar,
    salvo se tiverem posição de interessados no processo disciplinar.



      SECÇÃO V: PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO

                                               Artigo 85º
                                   Pais e encarregados de educação

      1- Os pais e encarregados de educação são os principais responsáveis pela educação e
acompanhamento dos seus filhos ou educandos.
      2- O direito e o dever de educação dos filhos compreende a capacidade de intervenção dos
pais no exercício dos direitos e a responsabilidade no cumprimento dos deveres dos seus
educandos na escola e para com a comunidade educativa, consagrados na legislação em vigor e no
presente regulamento.

                                                Artigo 86º
                                         Direito de participação

      1- Os pais e encarregados de educação têm direito a participar na vida da escola:
      a) Através da organização e da colaboração em iniciativas visando a promoção da melhoria
da qualidade e da humanização da escola;
      b) Através da colaboração ou organização de acções motivadoras de aprendizagens e da
assiduidade dos alunos;
      c) Através da dinamização de projectos de desenvolvimento sócio-educativo da escola.



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       2- Os pais e encarregados de educação participam, através dos seus representantes
designados ou eleitos nos termos da lei e do presente regulamento, nos seguintes órgãos de gestão
e estruturas de orientação educativa:
       a) Assembleia;
       b) Conselho Pedagógico;
       c) Conselhos de turma.
       3- Os pais e encarregados de educação integram, nos termos da lei e deste regulamento, a
assembleia eleitoral que elege a direcção executiva.

                                            Artigo 87º
                          Associação de pais e encarregados de educação

       1- Os pais têm direito a organizarem-se em associação para a defesa e promoção dos
interesses dos seus associados em tudo quanto respeita à educação e ensino dos seus filhos e
educandos que sejam alunos da escola.
       2- Constituem direitos da associação de pais:
       a) Designar os representantes dos pais e encarregados de educação na assembleia e no
conselho pedagógico;
       b) Designar os representantes dos pais e encarregados de educação que integram a
assembleia eleitoral para a eleição da direcção executiva;
       c) Reunir com o órgão directivo da escola;
       d) Beneficiar de apoio documental a facultar pela escola;
       e) Utilizar instalações da escola para nela reunir.

                                             Artigo 88º
                                           Outros direitos

      Constituem, ainda, direitos dos pais e encarregados de educação:
      a) Conhecer o regulamento interno da escola;
      b) Ser informados sobre todas as matérias relevantes no processo educativo dos seus
educandos;
      c) Ser atendidos pelo director de turma;
      d) Expor aos órgãos competentes quaisquer sugestões ou opiniões que julguem úteis para
o bom funcionamento da escola e melhoria da qualidade da educação dos seus educandos;
      e) Conhecer todo o percurso escolar do seu educando;
      f)   Participar na organização das actividades de complemento curricular, de desporto
escolar e de ligação escola-meio.

                                            Artigo 89º
                           Deveres dos pais e encarregados de educação

       Constituem deveres dos pais e encarregados de educação:
       a) Informar-se e informar a comunidade educativa sobre todas as matérias relevantes no
processo educativo dos seus educandos;
       b) Comparecer na escola por sua iniciativa e quando para tal for solicitado;
       c) Participar nas reuniões dos órgãos para os quais foram designados ou eleitos;
       d) Colaborar com os professores, designadamente com o director de turma, no âmbito do
processo de ensino-aprendizagem dos seus educandos;
       e) Cooperar com todos os elementos da comunidade educativa no desenvolvimento de uma
cultura de cidadania, nomeadamente através da promoção de regras de convivência na escola;
       f)   Responsabilizar-se pelo cumprimento do dever de matrícula e de assiduidade dos seus
educandos;
       g) Articular a educação na família com o trabalho escolar;
       h) Responsabilizar-se pela indemnização de danos causados pelos seus educandos na
escola nos termos do artigo 70º deste regulamento;
       i)   Conhecer o regulamento interno da escola.”

                  PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
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                                        Artigo 91º
                                     Horário das aulas

O dia escolar divide-se em três períodos:
a) O período da manhã decorre entre as oito horas e vinte e cinco minutos e as treze horas
    e vinte e cinco minutos;
b) O período da tarde decorre entre as treze horas e trinta minutos e as dezoito horas e
    trinta minutos;
c) O período nocturno decorre entre as dezanove horas e dez minutos e as vinte e três
    horas e cinquenta minutos.

                                       Artigo 92º
                                     Tempos lectivos

1- A duração dos tempos lectivos, para efeitos de leccionação, é, preferencialmente, de 90
   minutos para os regimes diurno e nocturno, podendo ser fraccionados em tempos de 45
   minutos.
2- Este tempo refere-se a tempo útil de aula e deverá ser escrupulosamente cumprido por
   professores e alunos, seja por imperativo legal, seja ainda pela necessidade de gerar um
   clima de respeito e tranquilidade tão caros à eficácia educativa.
3- Sem prejuízo do definido nos números anteriores, poderá a escola, no âmbito da sua
   autonomia, desenvolver normas próprias de gestão e organização dos horários e tempos
   lectivos sem que daí resulte prejuízo para a carga lectiva das disciplinas.

                                         Artigo 93º
                                         Intervalos

1- A fim de garantir o bom funcionamento da escola e a criação de um ambiente propício ao
    normal desenvolvimento das actividades lectivas são garantidos, entre o fim de uma aula
    e o início de outra, os seguintes intervalos:
a) Manhã:
-   entre o 1º e o 2º blocos de 90 minutos – 20 minutos;
-   entre o 2º e o 3º blocos de 90 minutos – 10 minutos;
b) Tarde:
-   entre o 1º e o 2º blocos de 90 minutos – 10 minutos;
-   entre o 2º e o 3º blocos de 90 minutos – 20 minutos;
c) Durante o período nocturno, todos os intervalos são de 5 minutos.
2- Estes intervalos poderão ser alterados por decisão do conselho executivo depois de ouvido
    o conselho pedagógico.

                                       Artigo 94º
                                  Toques de campainha

1- Existem três toques de campainha:
a) O primeiro toque marca a hora de início das actividades lectivas;
b) A marcação de faltas aos docentes, pelo funcionário responsável, ocorre dez minutos
   após o toque de entrada no primeiro tempo lectivo da manhã, da tarde e da noite e cinco
   minutos depois nos restantes tempos lectivos;
c) O segundo toque de campainha marca o final do tempo lectivo de 45 minutos;
d) O terceiro toque de campainha marca o final do bloco de aulas de 90 minutos.
2- Após o primeiro toque os professores e alunos devem dirigir-se imediatamente para as
   salas de aula.


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                                        Artigo 95º
                                 Funcionamento das aulas

1- Para que as actividades lectivas decorram com toda a normalidade é fundamental que os
   professores cumpram escrupulosamente os seguintes deveres:
a) Colaborar activamente no bom e eficiente funcionamento geral das actividades escolares,
   devendo para o efeito:
-  Responsabilizar-se pelo transporte e reposição, no respectivo local, do livro de ponto;
-  Dirigir-se, de imediato, para as salas de aulas após o toque de entrada;
-  Preencher o livro de ponto com todos os elementos legais: número de lição, sumário,
   faltas dos alunos e assinatura;
-  Permanecer no local onde decorre a actividade lectiva ou não lectiva tanto tempo quanto
   ela durar ou estiver determinado;
-  Não permitir a saída dos alunos antes de decorrido o tempo regulamentar;
-  Não dispensar os alunos da assistência às aulas;
b) Ser o primeiro a entrar e o último a sair da sala de aulas e tomar as providências
   necessárias para a sua boa utilização posterior, garantindo que a sala onde desenvolveu
   a sua actividade fica limpa e arrumada;
c) Impedir a permanência dos alunos na sala de aulas durante os intervalos;
d) Nas salas do rés-do-chão, garantir que as janelas ficam fechadas antes de as abandonar;
e) Fechar a porta da sala de aulas à chave ao abandonar o local.
2- Durante as aulas não é permitido fumar, comer, mastigar pastilhas elásticas bem como
   utilizar telemóveis ou outros objectos que perturbem o normal desenvolvimento das
   actividades.
3- Embora seja possível alterar a disposição inicial do mobiliário da sala, a fim de se adaptar
   às diversas estratégias e actividades de ensino-aprendizagem, o professor deve
   assegurar que no seu final a sala fica normalmente arrumada e disposta na sua forma
   original, devendo, em conjunto com os alunos:
a) Arrumar todo o material;
b) Alinhar as mesas e as cadeiras na posição inicial;
c) Deitar no lixo papéis e objectos inúteis;
d) Limpar o quadro.
4- Os alunos e os professores são responsáveis pela verificação do estado de conservação,
   asseio e limpeza da sala e mobiliário no início de cada aula.
5- Caso se detecte no início de uma aula que a sala se encontra anormalmente suja e/ou o
   mobiliário se encontra riscado e/ou danificado, devem os alunos e os professores alertar o
   funcionário de serviço ou o conselho executivo.
6- Os alunos que utilizaram essa sala na aula anterior serão responsabilizados pela sua
   limpeza num intervalo sob orientação de um funcionário, e eventualmente
   responsabilizados pela reparação dos danos causados ao equipamento, nos termos da lei
   e do presente regulamento interno.
7- A manipulação dos meios audiovisuais e outros aparelhos de carácter didáctico deve ser
   feita pelos professores ou sob a sua vigilância de modo a evitar quaisquer danos
   decorrentes da sua má utilização pelos alunos.

                                        Artigo 96º
                               Marcação de faltas aos alunos

1- O Professor observará as seguintes normas quanto às faltas dos alunos:
a) Regista-as no livro de ponto como impõe a lei;
b) Qualquer lapso na marcação de uma falta que tenha como consequência a sua anulação
   deverá ser rubricada pelo professor.
2- Se o aluno chegar atrasado à aula não deve ser impedido de entrar, salvo se daí resultar
   grande perturbação para o seu normal funcionamento.



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           ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

3- A entrada do aluno na aula nas circunstâncias referidas no número anterior não
    determina a anulação da falta, salvo se o aluno, ou o encarregado de educação,
    apresentar justificação convincente ao professor ou ao director de turma.
4- Sempre que o aluno compareça na aula sem o material indispensável, sem razão
    plausível que o justifique, o professor comunicará a ocorrência por escrito ao director de
    turma que deverá convocar o encarregado de educação do aluno para uma reunião a fim
    de lhe dar conhecimento da situação e, em conjunto, procurarem as soluções mais
    adequadas.
5- A reincidência no estipulado no número anterior, e em função do número de vezes e grau
    de responsabilidade atribuível ao aluno, poderá ser alvo de aplicação de medida
    disciplinar de advertência, repreensão ou repreensão registada, a aplicar pelo professor
    ou pelo director de turma no âmbito das competências que lhes estão atribuídas nos
    artigos 38º e 39º da Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro.
6- As faltas são justificadas por escrito pelos pais e encarregados de educação ou, quando
    maior de idade, pelo aluno ao director de turma indicando o dia e a actividade lectiva em
    que a falta se verificou.
7- São faltas justificadas as dadas pelos motivos definidos no artigo 18º da lei nº 30/2002, de
    20 de Dezembro.
8- As faltas são injustificadas quando para elas não tenha sido apresentada justificação,
    quando a justificação apresentada o tenha sido fora do prazo ou não tenha sido aceite, ou
    quando a marcação decorra da ordem de saída da sala de aula.
9- Quando não for apresentada justificação ou quando a mesma não for aceite, deve tal
    facto, devidamente justificado, ser comunicado, no prazo de cinco dias úteis, aos pais e
    encarregados de educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo director de turma,
    solicitando comentários nos cinco dias úteis seguintes.
10- As faltas injustificadas não podem exceder, em cada ano lectivo, o triplo do número de
    tempos lectivos semanais no 3º ciclo do ensino básico, no ensino secundário e no ensino
    recorrente.
11- Quando for atingida metade do limite de faltas injustificadas, os pais e encarregados de
    educação ou, quando maior de idade, o aluno, são convocados, pelo meio mais expedito,
    pelo director de turma com o objectivo de se alertar para as consequências da situação e
    de se encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento do dever de frequência.
12- Ultrapassado o limite de faltas injustificadas o aluno fica numa das seguintes situações:
a) Retenção, que consiste na manutenção do aluno abrangido pela escolaridade obrigatória,
    no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta, salvo decisão em
    contrário do conselho pedagógico, precedendo parecer do conselho de turma na reunião
    de avaliação de final do ano lectivo;
b) Exclusão, que consiste na impossibilidade do aluno não abrangido pela escolaridade
    obrigatória continuar a frequentar o ensino até final do ano lectivo em curso;
c) O disposto na alínea anterior aplica-se na sequência de despacho do presidente do
    conselho executivo, mediante proposta do director de turma que integre relato
    circunstanciado comprovativo da comunicação das faltas e dos contactos tidos com o
    encarregado de educação ou com o aluno quando maior de idade.

                                        Artigo 97º
                          Actividades de complemento curricular

1- As actividades de complemento curricular constituem um conjunto de actividades que se
   desenvolvem, predominantemente, para além do tempo lectivo dos alunos e que são de
   frequência facultativa.
2- As actividades de complemento curricular compreendem todas as acções integradas no
   plano anual de actividades que, no âmbito do desenvolvimento do projecto educativo da
   escola, visam:
a) Promover a formação integral do aluno;
b) Ligar os saberes teóricos adquiridos ao nível das matérias de ensino das disciplinas e a
   sua aplicação prática;

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c)   Promover a educação para a cidadania através de vivências em contextos sócio-
     económicos e culturais diferentes;
d)   Sensibilizar os alunos para os problemas de âmbito local, regional e universal;
e)   Assegurar a ocupação sadia dos tempos livres dos alunos;
f)   Promover o espírito de iniciativa e criatividade dos alunos.
3-   As actividades de complemento curricular a desenvolver são, designadamente:
a)   De carácter desportivo;
b)   De carácter artístico;
c)   De carácter tecnológico;
d)   De formação pluridimensional;
e)   De solidariedade e voluntariado;
f)   De ligação da escola com o meio;
g)   De desenvolvimento da dimensão europeia na educação.
4-   Aos alunos que, de forma considerada grave, tenham comportamentos perturbadores em
     actividades de complemento curricular, excepto durante a realização de visitas de estudo,
     poderá ser-lhes aplicada uma medida cautelar, independentemente de eventual
     procedimento disciplinar.
5-   Os alunos que durante as visitas de estudo manifestem comportamentos inadequados
     considerados graves serão sujeitos à aplicação de medidas educativas disciplinares.

                                          Artigo 98º
                                      Visitas de estudo

Sem prejuízo do estabelecido na legislação em vigor, a realização das visitas de estudo
   obedece aos seguintes requisitos:
a) Devem ser devidamente planificadas no início do ano lectivo e integradas no plano anual
   de actividades e estar em consonância com o projecto educativo da escola;
b) A planificação referida na alínea anterior deverá conter os seguintes itens:
-  Objectivos;
-  Responsáveis;
-  Intervenientes;
-  Itinerário;
-  Orçamento;
-  Forma de avaliação.
c) A realização de visitas de estudo não integradas inicialmente no plano anual de
   actividades poderão ser aprovadas posteriormente pelo conselho pedagógico;
d) Por norma, deve evitar-se a realização de visitas de estudo durante o 3º período, excepto
   aquelas que resultam de impedimentos externos à escola;
e) Sem prejuízo do estabelecido na alínea anterior, essas visitas de estudo não deverão ter
   duração superior a um dia;
f) Na organização das visitas de estudo deve ter-se em conta o horário dos transportes
   públicos;
g) Os professores organizadores devem exigir por escrito uma autorização assinada pelos
   encarregados de educação;
h) Na autorização mencionada na alínea anterior, os encarregados de educação devem ser
   informados do local, dia ou dias da realização da visita de estudo e das horas de partida e
   de chegada;
i) De cada visita de estudo tem de ser elaborado um relatório final a entregar no conselho
   executivo no prazo máximo de oito dias após a realização da visita.




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                           2 . QUADRO JUSTIFICATIVO

         O Dec.-Lei nº 43/89, de 3 de Fevereiro estabelece o regime jurídico de autonomia das
escolas, situando-o como um imperativo da reorganização da administração educacional, numa
lógica de transferência de decisões para o plano local e regional num contexto de “mais ampla
desconcentração de funções e poderes (...)”. Ainda na mesma referência legislativa, no que
concerne à autonomia da escola, esta “concretiza-se na elaboração de um projecto educativo
próprio, constituído e executado de forma participada, dentro de um princípio de responsabilização
dos vários intervenientes como um imperativo da reorganização da vida da escola e de adequação
às características e recursos da escola e às solicitações e apoios da comunidade em que se insere.”
Presentemente, reconhece-se a centralidade da escola na concretização das políticas educativas e
do papel que lhe cabe na gestão do currículo.

         O Dec. Lei 6/2001 vem possibilitar às escolas caminhar na autonomia pedagógica, a qual se
exerce basicamente através da gestão dos currículos, programas e actividades educativas, da
avaliação, da orientação e acompanhamento dos alunos, da gestão de tempos e espaços escolares
e da formação e gestão de todos os intervenientes da comunidade escolar, em suma, uma gestão
mais flexível dos currículos no ensino básico.

         Nas referências legislativas sobressai que a crescente autonomia das escolas se
materializa na gestão do currículo, ou seja, na capacidade de decidirem sobre a gestão dos
processos de ensino e aprendizagem dos seus alunos. Neste sentido, tornou-se premente
(re)construir o Projecto Curricular de Escola que, tendo em conta os principais novos problemas
diagnosticados, traçasse novas linhas de orientação para a (re)operacionalização das suas
finalidades educativas. Para o efeito, contemplará as seguintes dimensões: a flexibilidade curricular,
a interdisciplinaridade, a articulação horizontal e vertical dos currículos disciplinares, as
metodologias a privilegiar, o desenho curricular e as várias ofertas educativas. E ainda terá em
conta a definição de projectos de trabalho ajustados ao perfil de cada turma, no qual serão
concretizadas opções curriculares decorrentes da interacção das aprendizagens essenciais das
diferentes disciplinas e, sempre que possível, articuladas com o contexto em que a escola se insere;
o aprofundamento de um trabalho reflexivo e cooperativo dos professores integrados nos
respectivos departamentos curriculares e conselhos de turma que permita garantir a todos os alunos
as aprendizagens essenciais em todas as áreas curriculares disciplinares e aprofundar outras
aprendizagens de carácter transdisciplinar consideradas importantes para a formação global dos
alunos; uma maior motivação dos alunos de modo a criar um clima mais facilitador das
aprendizagens, garantindo um maior apoio aos alunos numa perspectiva de trabalho de equipa no
seio de cada conselho de turma.

        Como fazíamos questão de dizer, na versão de 2003 do PCE, “Todos reconhecem que as
lacunas e desarticulação dos programas das diferentes disciplinas e a sua extensão tornam difícil o
seu cumprimento, principalmente se tivermos em conta a necessidade de utilização de metodologias
cada vez mais centradas no aluno; esta situação tem vindo a gerar situações graves de insuficiência
de aprendizagens e competências que se fazem sentir em muitos alunos no final da escolaridade
obrigatória. Torna-se, assim, indispensável, repensar a gestão do currículo nacional evidenciando
quais os saberes e competências que consideramos fundamentais e definindo os caminhos que
permitam uma maior e melhor aquisição de saberes, e o desenvolvimento de competências, atitudes
e valores pelos alunos.”

         Continuamos a verificar que a nossa escola Secundária com 3º Ciclo do ensino básico de
Vila Verde é essencialmente uma escola de nível secundário mantendo um número de alunos do 3º
ciclo que não atinge as duas centenas. O facto deste nível de ensino se apresentar como residual
no conjunto da escola não impede que a comunidade educativa invista nestes alunos um largo
esforço tendo em vista as dificuldades que muitos alunos apresentam, designadamente:
             Níveis relativamente elevados de insucesso em muitas disciplinas;
             Crescente desmotivação de muitos alunos com reflexos negativos ao nível de
                atitudes e comportamento, cujas causas poderão ser encontradas na sua elevada
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                heterogeneidade, no seu baixo nível sócio-económico e cultural e nas fracas
                expectativas que muitos apresentam face à escola;
             Os alunos apresentam ainda:
                A) Falta de métodos de estudo e de trabalho;
                B) Escassez de hábitos de leitura;
                C) Falta de interesse e empenho face às actividades lectivas;
                D) Falta de maturidade e responsabilidade;
                E) Falta de objectivos de vida escolar (“querer ser” e querer progredir”);
                F) Elevado índice de indisciplina e atitudes incorrectas;
                G) Excesso de passividade no processo esino-aprendizagem.
        Por sua vez é necessário aumentar os índices de acompanhamento por parte dos
encarregados de educação, neste processo do ensino-aprendizagem. Por outro lado, ainda existe
um grande isolamento dos professores no Conselho de Turma e estes surgem, ainda, muito
desarticulados em face dos próprios departamentos curriculares.

       Neste sentido continuaremos a ter como objectivos face a estes problemas diagnosticados
a necessidade de:
             Diminuir os níveis de insucesso dos alunos com base no investimento em
               actividades motivadoras e mais integradas;
             Reganhar os alunos para a escola, nomeadamente através de:
                1. Reforço da relação interpessoal entre professores e alunos através do
                    desenvolvimento de actividades seleccionadas com a participação dos alunos;
                2. Concretização de uma pedagogia mais diferenciada;
                3. Maior motivação para as aprendizagens, competências e valores através da
                    criação de espaços de trabalho transversais, facilitadores da cooperação e
                    maior envolvimento dos alunos;
                4. Maior interacção dos conselhos de turma com os departamentos curriculares
                    orientando-os para um trabalho curricular conjunto.

         Para que o sucesso seja uma realidade é necessário continuar a rentabilizar os recursos
existentes:
         Biblioteca; Sala de estudo; Workshop; Salas específicas.
         Será ainda necessário incrementar estratégias para minimizar e ultrapassar os problemas
diagnósticos, tais como:
              1. Maior articulação com a Escola EB2/3 de Vila Verde no sentido de criar critérios de
              selecção dos seus alunos a serem recebidos pela nossa escola;
              2. Criar um “espírito” de escola; optimização dos recursos acima mencionados;
              3. Maior responsabilização dos encarregados de educação e alunos no processo
              ensino-aprendizagem;
               4. Valorização dos trabalhos (cumprimento dos critérios de avaliação);
              5. Acompanhamento por parte do Serviço de Psicologia e Orientação;
              6. Abertura de Cursos de Educação e Formação e Profissionais (dirigidos às
              expectativas dos alunos);
              7. Maior cumprimento disciplinar por parte de todos os órgãos da escola; promover
              actividades onde constatem e discutam outras realidades sociais;
              8. Rentabilizar o Polivalente (exposições de trabalhos dos alunos, rádio escolar, cinema
              e outras actividades);
              9. Maior envolvimento da Associação de Estudantes.




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        3. LINHAS ORIENTADORAS DO PROJECTO EDUCATIVO


    As linhas orientadoras de actuação expressas no Projecto Educativo, estão agrupadas em três
    vertentes: vertente institucional, vertente pedagógica e educativa e vertente cívica e relacional.
           Vertente Institucional – Construir o quotidiano da escola num trabalho de cooperação
    entre os diversos intervenientes da comunidade educativa e promover parcerias que
    contemplem uma maior ligação entre as diferentes instituições locais e/ou regionais.
   Dignificar o trabalho de todos os intervenientes no acto educativo;
   Promover o estreitamento de relações entre todos os elementos da comunidade educativa numa
    perspectiva de valorização das relações humanas;
   Incentivar o trabalho de equipa entre todos os níveis de ensino / estabelecimentos de ensino;
   Dinamizar os órgãos de Gestão Pedagógica: Conselho Pedagógico / de Departamento Curricular, e
    outros, para discussão e resolução de questões de âmbito pedagógico prioritárias, centradas nos
    alunos;
   Dinamizar actividades de apoio a família e ocupação de tempos livres para os alunos;
   Assumir o projecto de Desporto Escolar como projecto integrador, favorecendo o desenvolvimento
    dos jovens e fomentando os hábitos da prática desportiva;
   Promover um plano de formação contínua para pessoal docente, não docente e discente nas áreas
    em que se considerar prioritário;
   Promover mais actividades, de forma a envolver os Encarregados de Educação na vida escolar dos
    seus educandos;
   Criar incentivos para Pais e Encarregados de Educação virem à escola, como a realização de
    festas, peças de teatro, exposições, etc.
   Sensibilizar os Encarregados de Educação para a importância da sua participação na vida escolar
    do seu educando;
   Divulgar as actividades escolares que constituem o Plano Anual de Actividades a nível da
    comunidade local ou mesmo nacional;
   Sensibilizar empresas para a sua voluntária participação em actividades ou mesmo cooperação com
    as diferentes instituições da escola;
   Manter a escola aberta a grupos de estágio quando as condições da escola o permitam;
   Promover e incentivar a criação de Projectos de forma a aproximar os diferentes estabelecimentos
    de ensino da comunidade local e família;
   Promover protocolos com instituições locais: Câmara Municipal, Associações de Pais e
    Encarregados de Educação, empresas entre outros;
   Promover a renovação, visando a melhoria da qualidade dos espaços e equipamentos educativos
    da escola.
           Vertente Pedagógica e Educativa – Contribuir para que os alunos, cumprindo a
    escolaridade obrigatória, nesta escola, adquiram saberes, atitudes e valores que lhes
    permitam construir percursos de vida diversos e abertos a novos desafios, preparando-os,
    para a vida activa e para a necessidade de formação contínua.
   Promover a contribuição de cada área curricular no desenvolvimento integral e harmonioso do
    aluno;
   Criar condições para o cumprimento da escolaridade obrigatória, de forma responsável e agradável
    no tempo previsto;
   Criar situações de individualização do ensino, essencialmente, face a heterogeneidade dos alunos;
   Adequar os processos de ensino aos diferentes ritmos de aprendizagem;
   Diversificar metodologias e recursos educativos;
   Promover um sistema de avaliação que seja claro e transparente para pais e alunos;
   Promover programas de enriquecimento a nível cientifico e/ou cultural para alunos cujo desempenho
    seja muito bom;
   Valorizar o trabalho e conduta dos alunos com melhor desempenho;
   Adoptar medidas de natureza metodológica e estratégica a nível dos Departamentos Curriculares, e
    Conselhos de Turma, que contribuam para minimizar o insucesso dos alunos;

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 Promover actividades de enriquecimento curricular, como clubes, atelies de ocupação de tempos
  livres, e as semanas e os dias de cariz pedagógico-cultural;
 Promover projectos interdisciplinares e outros que privilegiem a ligação entre a escola e o meio;
 Procurar desenvolver o conhecimento pela cultura do meio local e regional;
 Dinamizar a Biblioteca da escola, Sala de Estudo, Worshop como espaços vivos onde se possam
  desenvolver exposições temporárias de temáticas diversas, sessões de leitura, oficinas de escrita
  criativa, trabalhos de pesquisa, etc.
 Dinamizar o Polivalente da escola, como espaço vivo onde se possa desenvolver exposições
  temporárias, peças de teatro, passagem de filmes e documentários, jogos, rádio, etc;
          Vertente Cívica/relacional - Contribuir para a formação e desenvolvimento de cidadãos
  conscientes e activos, na comunidade escolar e na sociedade geral.
 Criar uma identidade de escola, através da dinamização de grupos de dança, desportivos, de teatro
  e/ou outros, de pessoal docente e não docente e/ou alunos.
 Dinamizar espaços onde possa haver a procura de um esclarecimento, dúvida, problema
  relacionados com o desenvolvimento pessoal e cívico dos alunos;
 Educar para o ambiente e sua preservação;
 Criar um ambiente escolar que favoreça o desenvolvimento pessoal e social;
 Desenvolver no aluno o respeito por si próprio e pelo outro;
 Fazer cumprir as regras de convivência social, compreensão, tolerância e solidariedade, definidas e
  livremente aceitos, pelos seus membros;
 Promover actividades onde os alunos e professores trabalhem em conjunto, de igual para igual
  como actividades desportivas, festas comemorativas, etc;
 Promover assembleias de Delegados de Turma de forma a atenuar as barreiras entre alunos dos
  diferentes ciclos;
 Promover o interesse dos alunos pela vida escolar e pelas actividades que nela se desenvolvem;
 Promover a manutenção, conservação e limpeza do espaço e material escolar;
 Promover o espírito de grupo, partilha e solidariedade, do saber ser e do saber estar;
 Desenvolver acções no sentido de prevenir situações de indisciplina, promover hábitos de saúde e
  higiene.




          4 . DESENHO CURRICULAR: CARGAS HORÁRIAS A
    ATRIBUIR ÀS DIVERSAS COMPONENTES DO CURRÍCULO


    Em conformidade com o disposto no anexo III e no nº 7 do artigo 5º do Decreto-Lei nº 6/2001, de
 18 de Janeiro, o Decreto-Lei nº 74/2004, de 26 de Março, as cargas horárias a atribuir às diversas
 componentes do currículo, o conselho pedagógico aprovou a continuidade no ano lectivo de
 2006/2007, do desenho curricular constante da tabela 1.
 É recomendável que ao longo do 3º ciclo e conforme normativos legais se criem equipas
 pedagógicas, de forma a possibilitar o acompanhamento dos seus alunos ao longo do ciclo,
 adoptando-se, para o efeito, metodologias de trabalho diversificadas que incorporem técnicas e
 recursos específicos das áreas de saberes curriculares trabalhados por um grupo de docentes
 identificados com a realidade dos seus alunos. Estas orientações serão tomadas desde que não
 existam objecções por parte do Conselho Pedagógico ou do Órgão de Gestão




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                                                                                                               3º Ciclo
                                                                                                                                     CARGA HORÁRIA SEMANAL (X 90 min.)
                                                                           COMPONENTES DO CURRÍCULO                                                               Total
                                                                                                                                     7º ano   8º ano   9º ano
                                                                                                                                                                  Ciclo
                                                                   Língua Portuguesa                                                  2          2        2         6
                                                                                                 Língua Estrangeira 1               1,5               1                   1,5
                                                                   Línguas Estrangeiras                                                       3                 2,5                 2,5    8
                                                                                                 Língua estrangeira 2               1,5               1,5                 1
                               Áreas Curriculares Disciplinares




                                                                   Ciências Humanas e            História                           1                 1,5                 1,5
                                                                   Sociais
                                                                                                                                              2,5               2,5                 2,5   7,5
                                                                                                 Geografia                          1,5               1                   1
                                                                   Matemática                                                             2                 2                   2          6
                                                                                                                                                      1+
                                                                                                 Ciências Naturais                  1                            2        1
Educação para a cidadania




                                                                                                                                                      0,5                           2+
                                                                   Ciências Físicas e Naturais                                                2                  +
                                                                                                                                                                          1+        0,5   6+1
                                                                                                 Físico-Química                     1                 1         0,5
                                                                                                                                                                          0,5
                                                                                                 Educação Visual                          1                 1
                                                                                        a)       Oficina de Arte e Imagem (oferta
                                                                   Educação Artística                                               1                 1                     1,5 b)        5,5




                                                                                                                                              Desd.




                                                                                                                                                                  Desd.
                                                                                                 da escola)
                                                                                                 Educação Tecnológica               1                 1
                                                                   Educação Física                                                      1,5                 1,5               1,5         4,5
                                                                   ITIC                                                                   0                 0                   1          1
                            Áreas C.
                                                                                                 Área de Projecto                         1                 1                 0,5         2,5
                              Não                                  Formação Pessoal e Social     Estudo Acompanhado                       1                 1                   1          3
                             Discip.
                                                                                                 Formação Cívica                        0,5                 0,5               0,5         1,5
                            Educação Moral e Religiosa (opção)                                                                          0,5                 0,5               0,5         1,5
                                                                                                                                                            0,5               0,5
                            A decidir pela escola                                                                                                     (C. Naturais)
                                                                                                                                                                          (C. Fisico-
                                                                                                                                                                           Quimica)
                            Máximo Global                                                                                               18                  18                18          54


                                                                  a)
                                                                     Nos 7º e 8º anos, os alunos têm (i) Educação Visual ao longo do ano lectivo e (ii), numa
                                                                  organização equitativa ao longo de cada ano, uma outra disciplina da área da Educação Artística
                                                                                                                    .
                                                                  (Oficina de Arte e Imagem) e Educação Tecnológica
                                                                  b)
                                                                     No 9º ano, os alunos escolhem livremente uma única disciplina, entre as ofertas da escola nos
                                                                  domínios artístico e tecnológico.

                                                                   O presente desenho curricular e a respectiva carga horária visam:
                                                                  a) Contribuir para uma organização de actividades de ensino-aprendizagem diversificadas que
                                                                      possibilitem o desenvolvimento de competências que integrem conhecimentos, capacidades,
                                                                      atitudes e valores e que concorram para uma formação integral do aluno;
                                                                  b) Fomentar a diversificação das práticas e metodologias de ensino adequadas à natureza de cada
                                                                      situação e necessidades e potencialidades de cada aluno;
                                                                  c) Permitir que os alunos apreendam os saberes que se consideram fundamentais para que
                                                                      desenvolvam uma compreensão da natureza e dos processos de cada uma das disciplinas;
                                                                  d) Promover, com os alunos, atitudes positivas face à actividade intelectual e ao trabalho prático
                                                                      inerentes a cada uma das áreas do currículo;
                                                                  e) Garantir a todos os alunos uma formação sólida que os prepare para a vida, incluindo,
                                                                      evidentemente, o prosseguimento de estudos;
                                                                  f) Contribuir para que os conhecimentos e as competências que os alunos devem adquirir no
                                                                      âmbito das diferentes ciências sejam estruturados com base num ensino cada vez mais prático e
                                                                      experimental;


                                                                                             PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                                                                                             PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                                      20
                                                                                                        2006/07
                                                                                                        2006/07
                   ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

g) Promover uma maior articulação entre os saberes das diversas áreas curriculares e a integração
   das dimensões teórica e prática;
h) Assumir a educação artística e tecnológica como dimensão essencial da formação dos jovens;
i) Valorizar a educação física e o desporto como factores fundamentais para o desenvolvimento
   equilibrado dos jovens;
j) Assegurar a formação integral dos alunos assumindo-se a escola como espaço privilegiado de
   educação para a cidadania;
k) Assumir a educação para a cidadania, a valorização da língua portuguesa, a dimensão humana
   do trabalho e a utilização das tecnologias de informação e comunicação como áreas de
   formação transdisciplinar a serem tratadas em todas as áreas curriculares disciplinares e não
   disciplinares;
l) Procurar respostas adequadas às diversas necessidades e características de cada aluno, grupo
   de alunos e da escola integrada no seu meio e na sua região;
m) Promover uma gestão de tempos, espaços e recursos que se ajuste às diferentes necessidades
   do desenvolvimento do currículo.




       5.1. ORIENTAÇÕES PARA GESTÃO CURRICULAR DAS
       DIFERENTES ÁREAS CURRICULARES DISCIPLINARES



                            I- ÁREAS CURRICULARES DISCIPLINARES

GEOGRAFIA

A Geografia, é uma disciplina de charneira entre as Ciências Naturais e as Ciências Sociais.
Procura, por isso, responder às questões que o Homem coloca sobre o meio físico e humano,
utilizando diferentes escalas de análise. Desenvolve o conhecimento de lugares, de regiões do
Mundo, bem como a compreensão de mapas e o domínio de destrezas de investigação e de
resolução de problemas dentro e fora da sala de aula.
Através do estudo da Geografia, os alunos estabelecem o contacto com diferentes sociedades e
culturas num contexto espacial, o que os ajuda a perceber de que forma os espaços se relacionam
entre si. A Geografia desempenha assim um relevante papel formativo no desenvolvimento e
formação para a cidadania dos jovens.

Esquema Organizador dos Temas

O currículo de Geografia do 3º Ciclo do Ensino Básico é constituído pelo conjunto das
aprendizagens e das competências a desenvolver pelos alunos ao longo do estudo dos seguintes
temas programáticos:

1-   A Terra: estudos e representações;
2-   Meio Natural;
3-   População e povoamento;
4-   Actividades económicas
5-   Contrastes e Desenvolvimento;
6-   Ambiente e Sociedade



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O estudo destes temas programáticos será feito em relação à realidade portuguesa e em
comparação com outras realidades nomeadamente a nível continental e mundial.

Organização Curricular no 3º Ciclo

7º ano – 1 bloco de 90 minutos (2002/2003): 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos (a partir de
2003/2004)
Temas:
- 1. A Terra: Estudo e Representações
- 2. Meio Natural

                  Apreender técnicas Geográficas de leitura de mapas e localizações, a diferentes
   Objectivos
                  escalas.
                  O Tema 1 é obrigatório e a escolha do tema 2 deveu-se à importância da
  Justificação    interpretação do espaço como suporte ao estudo consequente das realidades sociais,
                  económicas e ambientais.
                  Dada a complexidade dos temas e o seu elevado grau de abstracção, sugere-se uma
                  abordagem mais superficial de acordo com as capacidades cognitivas próprias deste
   Sugestão
                  nível etário dos alunos. Estes temas serão retomados ao longo do ciclo com níveis de
                  abordagem mais complexos.


8º ano – 1 bloco de 90 minutos
Temas:
- 3. População e Povoamento
- 4. Actividades Económicas

                  Justificar a fixação humana e as actividades humanas inerentes como base
    Objectivos
                  essencial da compreensão das relações Homem/Espaço, a diferentes escalas.
                  Após reconhecido o espaço físico, o objectivo primeiro é a compreensão da sua
   Justificação
                  ocupação e do uso dado a esse mesmo espaço.
                  Sempre que possível recorrer à análise de mapas e utilização de instrumentos de
    Sugestão
                  análise Geográfica utilizados no 7º ano.

9º ano – 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos (2002/2003); 1 bloco de 90 minutos (a partir de
2003/2004)
Temas:
- 5. Contrastes de Desenvolvimento
- 6. Ambiente e Sociedade

                  Relacionar a heterogeneidade do desenvolvimento económico e as suas
   Objectivos
                  consequências para o ambiente, a diferentes escalas.
                  Reflectir sobre as incidências do desenvolvimento económico na diferenciação do
  Justificação
                  espaço e as suas implicações ambientais.
                  Sempre que possível recorrer à análise de mapas, documentos e instrumentos de
   Sugestão       análise Geográfica assim como a conteúdos e competências adquiridas no 7º e 8º
                  anos.



Competências Essenciais no Final do Ciclo:

O conhecimento do Mundo é fundamental para desenvolver a percepção de que todos os grupos
humanos são interdependentes dado partilharem um sistema ambiental comum. As suas acções

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                  ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

realizadas por um grupo num determinado lugar/região afectam o ambiente e as populações de
lugares longínquos. Assim, agrupam-se as competências em três domínios:
- A Localização;
- O conhecimento dos lugares e regiões;
- O Dinamismo das inter-relações entre os espaços.

Competências do Domínio da Localização:

- Comparar representações diversas da superfície da Terá, utilizando o conceito de escala;
- Ler e interpretar globos, mapas e plantas de várias escalas, utilizando a legenda, a escala e as
coordenadas Geográficas;
- Localizar Portugal e a Europa no mundo, completando e construindo mapas;
- Localizar lugares utilizando mapas de diferentes escalas;
- Descrever a localização relativa do lugar onde vive, utilizando como referência a região do país
onde se localiza, o país, a Europa e o Mundo.

Competências de Domínio do Conhecimento dos Lugares e Regiões:

- Utilizar o vocabulário Geográfico em descrições orais e escritas em lugares, regiões e distribuições
de fenómenos Geográficos;
- Formular e responder a questões Geográficas, utilizando atlas, fotografias aéreas, bases de dados,
cd-roms e Internet;
- Discutir aspectos geográficos dos lugares/regiões/assuntos em estudo, recorrendo a programas de
televisão, filmes, notícias da imprensa escrita, livros e enciclopédias;
- Comparar distribuições de fenómenos naturais e humanos, utilizando planisférios e mapas de
diferentes escalas;
- Ordenar e classificar as características dos fenómenos geográficos, enumerando os que são mais
importantes na sua localização;
- Seleccionar as características dos fenómenos geográficos, responsáveis pela alteração das
localizações;
- Realizar pesquisas documentais sobre a distribuição irregular dos fenómenos naturais e humanos
a nível nacional, europeu e mundial, utilizando um conjunto de recursos que incluem material
audiovisual, cd-roms, Internet, notícias da imprensa escrita, gráficos e quadros de dados
estatísticos;
- Seleccionar e utilizar técnicas gráficas, tratando a informação geográfica de forma clara e
adequada em gráficos, mapas e diagramas;
- Desenvolver a utilização de dados/índices estatísticos, tirando conclusões a partir de exemplos
reais que justifiquem as conclusões apresentadas;
- Problematizar as situações evidenciadas em trabalhos realizados, formulando conclusões e
apresentando-as em descrições escritas e/ou orais simples e/ou em material audiovisual;
- Utilizar técnicas e instrumentos adequados de pesquisa em trabalho de campo (mapas,
entrevistas, inquéritos, etc.) realizando o registo da informação geográfica;
- Analisar casos concretos e reflectir sobre soluções possíveis, utilizando recursos, técnicas e
conhecimentos geográficos.

Competências do Domínio das Inter-relações entre Espaços

- Interpretar, analisar e problematizar as inter-relações entre fenómenos naturais e humanos
evidenciadas em trabalhos realizados, formulando conclusões e apresentando-as em descrições
escritas e/ou orais simples e/ou material audiovisual;
- Analisar casos concretos de impacte dos fenómenos humanos no ambiente natural, reflectindo
sobre soluções possíveis;
- Reflectir criticamente sobre a qualidade ambiental do lugar/região, sugerindo acções concretas e
viáveis que melhorem a qualidade ambiental desses espaços;
- Analisar casos concretos de gestão do território que mostrem a importância da preservação e
conservação do ambiente como forma de assegurar o desenvolvimento sustentável;

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                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                  23
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- Reconhecer a desigual repartição dos recursos pela população mundial e a solidariedade com os
que sofrem dessa escassez de recursos;
- Desenvolver a predisposição para estar informado e ter uma atitude crítica face à informação
veiculada pelos mass media.

Estas competências, serão desenvolvidas ao longo do 3º Ciclo utilizando os temas/conteúdos
propostos no programa e através de “experiências de aprendizagem” sugeridas nas orientações
curriculares, que os docentes organizarão e modificarão do modo que considerarem mais
adequadas aos contextos escola/turma.
Com o desenvolvimento destas competências pretende-se das aos alunos a capacidade de saber
pensar o espaço e serem capazes de actuar no meio em que vivem.

Sem pretender ser exaustivos, e a título de mera sugestão, pensamos ser fundamental articular,
progressivamente, os conteúdos e as competências do âmbito da disciplina com as outras áreas do
saber que integram o currículo dos alunos de modo a desenvolver a integração dos conhecimentos
e o desenvolvimento de uma gestão curricular cada vez mais inter e transdisciplinar.

                           ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR - GEOGRAFIA
                  Temas/Conteúdos                         Articulações Interdisciplinares
           REPRESENTAÇÕES DA TERRA              Língua Portuguesa –a descrição
 - Descrição da paisagem                        Língua Estrangeira – Localização dos países
 - Mapas como forma de representar a superfície francófonos e anglo-saxónicos.
 terrestre                                      História – Localização das primeiras civilizações e
 - Localização de diferentes elementos da       principais cidades da Antiguidade.
 superfície terrestre

                   MEIO NATURAL                    Matemática – Construção de gráficos.
 Clima e Formações vegetais:                       História – Crise e revolução no séc. XIV
 - Estado do tempo e clima                         (influência do clima e da concentração da
 - Variação do estado de tempo                     população)
 - Distribuição e características dos climas       Ciências Naturais – a dinâmica interna da Terra.
 - Distribuição e características da vegetação     Língua Portuguesa – comunicação regulada por
 Relevo:                                           técnicas: debate para discutir e apresentar
 - Grandes conjuntos de relevo                     diferentes pontos de vista.
 - Dinâmica de uma bacia hidrográfica
 - Dinâmica do litoral
 Riscos e Catástrofes:
 - Causas das catástrofes naturais
 - Efeitos sobre o Homem e sobre o ambiente
           POPULAÇÃO E POVOAMENTO                  História – conquistas e expansão do Império
 População:                                        Romano; cristãos e muçulmanos na Península
 - Distribuição e seus factores                    Ibérica; grandes correntes migratórias no séc. XX
 - Evolução da população e comportamento dos       Língua Portuguesa – comunicação regulada por
 indicadores demográficos                          técnicas: debate; comunicação escrita.
 Mobilidade:                                       História – contributos das primeiras civilizações
 - Tipo de migrações                               Língua Portuguesa – comunicação escrita:
 - Fluxos migratórios                              entrevista, inquérito.
 - Causas e consequências das migrações para as    Matemática – representação gráfica dos dados
 áreas de partida e de chegada                     recolhidos em inquéritos e entrevistas.
 Diversidade cultural:
 - Factores de identidade e de diferenciação das
 populações
 Áreas de fixação humana:
 - Urbanização e ruralidade
 - Estrutura das áreas urbanas
 - Modos de vida em meio urbano e meio rural
            ACTIVIDADES ECONÓMICAS                 Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita
 - Agricultura e Pesca                             História – as sociedades recolectoras: as
 - Indústria                                       sociedades produtoras: Expansionismo português;
 - Serviços e turismo                              Revolução agrícola e a Revolução Industrial.

                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                      24
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 - Impactos ambientais, sociais e económicos           História – Séc. XX – evolução dos meios de
                                                       transporte e tecnologia.
 Redes e meios de transporte e telecomunicações:
 - Modos de transporte
 - Impacto das redes de transporte
 - Importância das telecomunicações
      CONSTRASTES E DESENVOLVIMENTO                    História – séc. XX – Hegemonia e declínio da
 Países Desenvolvidos e Países em                      influência europeia – Imperialismo e Colonização.
 Desenvolvimento:                                      O mundo saído da 2ª Guerra Mundial:
 - Indicadores de desenvolvimento                      transformações do mundo contemporâneo.
 Interdependência entre os espaços com diferentes
 níveis de desenvolvimento:
 - Obstáculos ao desenvolvimento
 - Soluções para atenuar os contrastes de
 desenvolvimento
             AMBIENTE E SOCIEDADE                      Ciências Naturais – Ecossistemas (interacções
 - Alteração do ambiente global                        seres vivos - ambiente); Gestão sustentável dos
 - Grandes desafios ambientais                         recursos.
 - Estratégias de preservação do património            Físico-Química – Reacções químicas; Mudança
                                                       Global (a influência da actividade humana na
                                                       atmosfera e no clima)




          Ano           Disciplina              Nível Cognitivo           Nível Comportamental e
                                                                                   afectivo
                                               Saber         Saber-      Saber ser/ estar/saber fazer
                                                             Fazer
           7º                                                             Empenho      Comportamento
           8º           Geografia              60%            10%           20%            10%
           9º




HISTÓRIA

O ensino da História permite que o aluno possa construir uma visão global e organizada de uma
sociedade complexa, plural e em permanente mudança. Não havendo, no momento, qualquer
alteração aos programas em vigor, torna-se necessário promover a gestão curricular desta disciplina
definindo as suas competências a partir dos três grandes núcleos que estruturam esse saber:
- O tratamento de Informação/Utilização de Fontes;
- A Compreensão Histórica, consubstanciada nos três vectores que a incorporam: a
temporalidade, a espacialidade e a contextualização;
- A comunicação em História.
Tendo em vista o desenvolvimento das competências gerais e específicas no âmbito desta disciplina
é fundamental organizar o seu ensino-aprendizagem em vectores claros e bem definidos sustentado
em experiências de aprendizagem específicas que possam favorecer, nos alunos, a construção de
esquemas conceptuais que os ajudem a pensar e a usar o conhecimento histórico de forma
criteriosa e adequada.
Neste sentido, com a disciplina de História os alunos deverão desenvolver as seguintes
competências específicas:
                                                   7º ANO
                                               Interpretação de documentos com mensagens
       TRATAMENTO DE                            diversificadas;
  INFORMAÇÃO/UTILIZAÇÃO DE                     Distinguir formas de informação histórica;
          FONTES                               Realização de trabalhos simples de pesquisa;
                                               Inferência conceitos a partir de fontes com linguagens e

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                                  mensagens variadas;
                                    
                                  Utilização de meios informáticos.
                                    
                                  Análise e elaboração de tabelas cronológicas;
                                    
                                  Interpretação e construção de barras/frisos cronológicos de
                                  comparação de diversas culturas ou civilizações;
     TEMPORALIDADE
                                 Organização de um glossário;
                                 Utilização de unidades de referência temporal (milénio,
                                  século, década).
                                 Manuseamento de plantas e mapas;
                                 Reconhecimento, interpretação e utilização de escalas;
                                 Organização de um glossário: utilização de conceitos e
      ESPACIALIDADE
                                  vocabulário para suporte da espacialidade;
                                 Interpretação da simbologia e convenções dos mapas;
                                 Organização de um atlas histórico.
                                 Exploração das ideias tácticas dos alunos como base de
                                  construção do conhecimento histórico;
                                 Pesquisa de dados em trabalho individual ou grupo com
                                  recurso aos media;
                                 Organização de dossiers personalizados sobre os temas
                                  estudados;
                                 Organização de um glossário de suporte às relações sociais
    CONTEXTUALIZAÇÃO              estudadas;
                                 Elaboração de sínteses narrativas, esquemas e mapas
                                  conceptuais;
                                 Realização de simples trabalhos com recurso à informática;
                                 Representação plástica de situações e episódios históricos;
                                 Organização de exposições;
                                 Correspondência com alunos de outras escolas nacionais e
                                  estrangeiras.
                                 Utilização de diferentes formas de comunicação escrita na
                                  produção de narrativas, sínteses, relatórios e pequenos
                                  trabalhos de forma a aplicar o vocabulário;
                                 Enriquecimento da comunicação através da análise e
 COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA
                                  produção de materiais iconográficos, mapas, esquemas,
                                  frisos cronológicos, organigramas, esquemas;
                                 Recriação de situações e expressão de ideias e situações,
                                  sob a forma plástica, dramática, etc.
                                     8º ANO
                                                As experiências anteriores;
                                                Participação na selecção de informação
TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO/UTILIZAÇÃO              adequada aos temas em estudo;
             DE FONTES                          Utilizar conceitos e generalizações na
                                                 compreensão de situações históricas (de
                                                 forma simplificada).
                                                As experiências anteriores;
                                                Seriação, ordenação e comparação de factos,
          TEMPORALIDADE                          acontecimentos, situações, objectos ou
                                                 processos através de quadros, mapas,
                                                 gráficos, tabelas, etc.
                                                As experiências anteriores;
                                                Análise comparativa e elaboração de plantas,
                                                 mapas, tabelas, gráficos e esquemas
           ESPACIALIDADE                         clarificadores da espacialidade dos dados
                                                 históricos (forma simplificada);
                                                Elaboração em mapas-mundo de itinerários e
                                                 percursos.
                                                As experiências anteriores;
                                                Análise comparativa de diferentes tipos de
         CONTEXTUALIZAÇÃO
                                                 dados em várias fontes (escritas, visuais,
                                                 audiovisuais, cartográficas);

                PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                              26
                           2006/07
                           2006/07
                   ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

                                                                 Interpretação e análise cruzada de fontes com
                                                                  mensagens diversas;
                                                                 Preparação de comunicações orais;
                                                                 Dramatizações.
                                                                 As experiências anteriores;
                                                                 Desenvolvimento da comunicação oral com a
          COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA
                                                                  realização de debates, colóquios, mesas-
                                                                  redondas, painéis, apresentações orais.

                                                     9º ANO
                                                                 As experiências anteriores;
                                                                 Colocar mais ênfase numa maior participação
  TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO/UTILIZAÇÃO                             na selecção de informação adequada aos
              DE FONTES                                           temas em estudo e na utilização de conceitos
                                                                  e generalizações na compreensão de
                                                                  situações históricas.
                                                                 As experiências anteriores;
                                                                 Maior ênfase na seriação, ordenação e
                TEMPORALIDADE                                     comparação de factos, acontecimentos,
                                                                  situações, objectos ou processos através de
                                                                  quadros, mapas, gráficos, tabelas, etc.
                                                                 As experiências anteriores;
                                                                 Análise comparativa e elaboração de plantas,
                                                                  mapas, tabelas, gráficos e esquemas
                 ESPACIALIDADE                                    clarificadores da espacialidade dos dados
                                                                  históricos;
                                                                 Construção de maquetas que representem a
                                                                  organização humana do espaço.
                                                                 As experiências anteriores;
                                                                 Realização de debates para problematizar e
              CONTEXTUALIZAÇÃO
                                                                  buscar respostas em situações históricas
                                                                  concretas.
          COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA                                Consolidação dos pontos anteriores.



A tabela seguinte apresenta, de forma genérica, os temas e os conteúdos programáticos a
desenvolver na disciplina de história ao longo do 3º ciclo e apresenta uma proposta, ainda muito
incipiente, da desejável integração do conhecimento histórico com outras áreas do saber que deve
ser progressivamente aprofundado.

                                ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR – HISTÓRIA
 Temas/Conteúdos                                      Articulações Interdisciplinares
 Das sociedades recolectoras às primeiras             Língua Portuguesa – produção escrita
 civilizações:                                        Geografia – descrição da paisagem, análise e leitura
 - As sociedades recolectoras e as primeiras          de mapas das primeiras civilizações, localização dos
 sociedades produtoras                                grandes rios
 - Contributos das primeiras civilizações             Ed. Visual – desenho de objectos utilizados nas
 - As civilizações dos grandes rios; novos            primeiras civilizações; desenho como uma atitude
 contributos civilizacionais no Mediterrâneo oriental expressiva
                                                      Ciências Naturais – composição das rochas
                                                      Físico-Química – a energia e o tipo de materiais para
                                                      a sua produção

 A herança do Mediterrâneo antigo:                     Língua Portuguesa – produção escrita (resumos)
 - O mundo clássico: os Gregos no séc. V a.C. –        Geografia – análise e construção de mapas da Grécia
 Atenas o espaço mediterrânico, a democracia na        Antiga e Mundo Romano
 época de Péricles, a religião e cultura;              Matemática – cientistas matemáticos famosos, na
 - O mundo romano no apogeu do Império – o             Antiguidade; sistemas de numeração usado pelos
 Mediterrâneo romano nos sécs. I e II, sociedade e     Romanos
 poder imperial, a civilização romana                  Ed. Física – jogos e desportos com origem na Grécia

                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                            27
                               2006/07
                               2006/07
                  ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

- Origem e difusão do cristianismo
A formação da Cristandade Ocidental e a               Geografia – construção e análise de documentos
expansão islâmica:                                    cartográficos; construção de mapas: os reinos
- Novo mapa político da Europa do séc. VI ao séc.     bárbaros
IX                                                    Língua Portuguesa – o vocabulário: etimologia das
- A fixação dos povos germânicos, a Igreja Católica   palavras (palavras de origem latinha ou árabe)
no Ocidente europeu, as transformações                Matemática – contributos da civilização muçulmana
económicas e o clima de insegurança; origem e         para o progresso da Matemática – a numeração árabe.
princípios doutrinários da religião islâmica, a
expansão e a civilização muçulmanas
- A sociedade europeia nos sécs. IX a XII – a
sociedade senhorial, as relações feudo-vassálicas
- Cristãos e muçulmanos na Península Ibérica, a
formação dos reinos cristãos no processo de
reconquista
Portugal no contexto europeu dos sécs. XII a          Geografia – o ruralismo: semelhanças e diferenças
XV:                                                   entre o passado e o presente; construção de mapas: o
- Desenvolvimento económico de Portugal nos           comércio europeu na Idade Média.
sécs. XII a XIV.                                      Língua Portuguesa – produção escrita e comunicação
- Relações sociais e poder político nos sécs. XII a   oral; as manifestações culturais na literatura medieval,
XIV                                                   designadamente em Portugal.
- O mundo rural, senhores, concelhos e poder
régio, Lisboa nos circuitos do comércio europeu
- Cultura monástica, cultura cortesã e cultura
popular, as novas ordens religiosas, a
Universidade, do românico ao gótico
- Crises e revolução no séc. XIV – crise económica
e conflitos sociais, a revolução de 1383 e a
formação da identidade nacional.
Expansão e Mudança nos sécs. XV e XVI:                Geografia – localização relativa e absoluta (as
- O expansionismo europeu: rumos da expansão          coordenadas geográficas); as correntes marítimas; o
quatrocentista portuguesa, os impérios                comércio português na actualidade: principais
peninsulares, o comércio à escala mundial;            parceiros comerciais, caracterização das exportações
- Os novos valores europeus – o Renascimento e a      e das importações
formação da mentalidade moderna no tempo das          Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita; o
reformas religiosas                                   Renascimento na Literatura Portuguesa.
Portugal no contexto europeu sécs. XVII e XVIII:      Geografia – localização relativa e absoluta
- O Império Português e a concorrência                Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita
internacional – a disputa dos mares, a afirmação      (textos, resumos)
do capitalismo com a prosperidade dos tráficos
atlânticos portugueses e a Restauração
- Absolutismo e Mercantilismo numa sociedade de
ordens;
- O Antigo Regime português na primeira metade
do séc. XVIII;
- A cultura e o Iluminismo em Portugal face à
Europa
O arranque da Revolução Industrial – o triunfo        Geografia – características da agricultura portuguesa
das Revoluções Liberais:                              e os seus principais problemas na actualidade;
- A Revolução Agrícola e arranque da Revolução        evolução da população portuguesa e mundial; a
Industrial – inovações agrícolas e novo regime        indústria em Portugal (localização, características e
demográfico, a Revolução Industrial em Inglaterra     problemas)
- As revoluções liberais – o nascimento dos EUA, a    Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita
revolução francesa, a revolução liberal portuguesa
(optar por uma)
A civilização industrial no séc. XIX:                 Geografia – as actividades económicas em Portugal (a
- O mundo industrializado no séc. XIX: a expansão     agricultura e a indústria)
da revolução industrial; contrastes e antagonismos
sociais;
- Os países de difícil industrialização: o caso
português – o atraso da agricultura, tentativas de
modernização, alteração nas estruturas sociais;

                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                          28
                               2006/07
                               2006/07
                   ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

 - Novos modelos culturais.
 A Europa e o mundo no limiar do séc. XX:               Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita; a
 - Hegemonia e declínio da influência europeia –        poesia de Fernando Pessoa
 Imperialismo e colonialismo: a partilha do mundo, a    Geografia
 1ª Grande Guerra, as transformações económicas         - Contrastes de desenvolvimento;
 do após guerra no mundo ocidental, a Revolução         - Indicadores de desenvolvimento
 Soviética.                                             - Obstáculos ao desenvolvimento;
 - Portugal: da 1ª República à ditadura militar –       - Soluções para atenuar os contrastes de
 crise e queda da monarquia, a 1ª República.            desenvolvimento;
 - Sociedade e cultura num mundo em mudança –           Educação Visual – reprodução de pinturas
 mutações na estrutura social e nos costumes, os        representativas das novas correntes artísticas do séc.
 novos caminhos da ciência, ruptura e inovação nas      XX.
 artes e na literatura.
 Da grande depressão à I Guerra Mundial:                Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita
 - As dificuldades económicas dos anos 30;              (textos; resumos);
 - Entre a ditadura e a democracia: os regimes          Geografia – construção de mapas relativos à 2ª
 fascista e nazi; Portugal: a ditadura Salazarista; A   Guerra Mundial.
 era estalinista na URSS; As tentativas da frente
 popular;
 - A 2ª Guerra Mundial
 Do segundo após – guerra aos desafios do               Língua Portuguesa – comunicação oral e escrita;
 nosso tempo:                                           Geografia
 - O mundo saído da Guerra: Reconstrução e              - Contrastes de desenvolvimento
 política de blocos; recusa da dominação europeia:       Países Desenvolvidos e Países em Desenvolvimento
 primeiros movimentos de independência;                 - Indicadores de desenvolvimento
 - As transformações do mundo contemporâneo – o          Interdependência entre os espaços com diferentes
 dinamismo económico dos países capitalistas: as        níveis de desenvolvimento
 sociedades ocidentais em transformação; o mundo        - Obstáculos ao desenvolvimento;
 comunista, o Terceiro Mundo: a independência           - Soluções para atenuar os contrastes de
 política e dependência económica, as novas             desenvolvimento;
 relações internacionais: o diálogo Norte – Sul e a
 defesa da paz;
 - Portugal: do autoritarismo à democracia: a
 perpetuação do autoritarismo e a luta contra o
 regime; Portugal democrático.
 - Desafios do nosso tempo (Temas opcionais)



AVALIAÇÃO

Como em todas as áreas curriculares, a avaliação em Ciências Humanas e Sociais implica uma
recolha de informação e elaboração de juízos e a tomada de decisões adaptadas a cada aluno,
tendo uma função eminentemente reguladora do acto educativo, sendo cada situação de
aprendizagem única.

Deverão ser objecto de avaliação:

- O conjunto de actividades realizadas pelo aluno no decurso das experiências educativas que lhe
forem proporcionadas, individualmente ou em grupo, atendendo à aquisição de novos conceitos ou
reconstrução de outros, ao progressivo domínio de técnicas de pesquisa e organização da
informação, à capacidade para comunicar e organizar-se tendo por objectivo a resolução de
problemas, às atitudes desenvolvidas face às tarefas propostas, à sua capacidade de decisão e de
autonomia;
- As relações de comunicação e participação desenvolvidas no grupo-classe, nas Escola e na
Comunidade;
- As competências, atitudes e valores desenvolvidos;
- A aquisição, compreensão e aplicação dos conteúdos adquiridos.



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          Ano          Disciplina             Nível Cognitivo        Nível Comportamental e
                                                                              afectivo
                                            Saber        Saber-     Saber ser/ estar/saber fazer
                                                         Fazer
           7º                                                       Empenho      Comportamento
           8º           História            60%           10%         20%            10%
           9º




EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

A educação tecnológica assume, no 3º Ciclo do Ensino Básico, a sua autonomia e especificidade.
É uma disciplina de formação geral, destinada a todos os alunos, de construção curricular própria.
Centrada no objecto técnico, estrutura-se a partir de competências universais que promovem o
pensamento tecnológico, operações cognitivas e experimentais da técnica, através de
aprendizagens realizadas em ambientes próprios, mobilizando e transferindo conhecimentos
tecnológicos e de outras áreas, procurando dar um sentido integrado ao trabalho escolar e à
formação pessoal. Ela deverá ser a conclusão de uma aprendizagem básica que proporcione aos
alunos o prosseguimento de estudos específicos, a aprofundar ao longo da vida.

Perfil de competências de um cidadão tecnologicamente competente

1. Compreender que a natureza e evolução da tecnologia é resultante do processo histórico;
2.           -se, intervindo activa e criticamente, às mudanças sociais e tecnológicas da
    comunidade/sociedade;
3. Adaptar-se à utilização das novas tecnologias ao longo da vida;
4. Predispor-se a avaliar soluções técnicas para problemas humanos, discutindo a sua fiabilidade,
    quantificando os seus riscos, investigando os seus inconvenientes e sugerindo soluções
    alternativas;
5. Julgar criticamente as diferenças entre as medidas sociais e as soluções tecnológicas para os
    problemas que afectam a comunidade/sociedade;
6. Avaliar as diferenças entre as abordagens socio-políticas e as abordagens tecnocráticas;
7. Reconhecer que as intervenções/soluções tecnológicas envolvem escolhas e opções, onde a
    opção por determinadas qualidades pressupõe, muitas vezes, o abandono de outras;
8. Identificar, localizar e tratar a informação de que necessita para as diferentes actividades do seu
    quotidiano;
9. Observar e reconhecer, pela curiosidade e indagação, as características tecnológicas dos
    diversos recursos, materiais, ferramentas e sistemas tecnológicos;
10.Decidir-se a estudar alguns dispositivos técnico-científicos que estão na base do
    desenvolvimento tecnológico actual;
11.Dispor-se a analisar e descrever sistemas técnicos, presentes no quotidiano, de modo a
    distinguir e enumerar os seus principais elementos e compreender o seu sistema de
    funcionamento;
12.Escolher racionalmente os sistemas técnicos a usar, sendo eles apropriados/adequados aos
    contextos de utilização ou aplicação;
13.Estar apto para intervir em sistemas técnicos particularmente simples efectuando a sua
    manutenção, reparação ou adaptação a usos especiais;
14.Ler, interpretar e seguir instruções técnicas na instalação, montagem e utilização de
    equipamentos técnicos da vida quotidiana;
15.Detectar avarias e anomalias no funcionamento de equipamentos de uso pessoal ou doméstico;
16.Manipular, usar e optimizar o aproveitamento da tecnologia, a nível do utilizador;
17.Utilizar ferramentas, materiais e aplicar processos técnicos de trabalho de modo seguro e eficaz;



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18.Ser capaz de reconhecer e identificar situações problemáticas da vida diária que podem ser
    corrigidas/ultrapassadas com a aplicação de propostas simples, enquanto soluções tecnológicas
    para os problemas detectados;
19.Ser um consumidor atento e exigente escolhendo racionalmente os produtos e serviços que
    adquire e utiliza;
20.Procurar, seleccionar e negociar os produtos e serviços na perspectiva de práticas sociais
    respeitadoras de um ambiente equilibrado, saudável e com futuro;
21.Analisar as principais actividades tecnológicas bem como profissões, na perspectiva da
    construção estratégica da sua própria identidade e do seu futuro profissional.

A educação tecnológica, pela sua dimensão cultural e formativa, destina-se a todos os alunos,
devendo constituir a base de uma aprendizagem a realizar ao longo de toda a vida. A sua acção
formativa realiza-se pela aquisição de competências relativas aos conhecimentos, procedimentos,
atitudes/valores. Essa perspectiva concretiza-se
especialmente em três níveis:
1. Desenvolvimento de capacidades cognitivas, afectivas, atitudinais, operativas,
criativas, sociais, éticas;
2. Desenvolvimento das capacidades lógicas, científicas, operativas, comunicacionais e manuais;
3 Promoção aqusisição de conhecimentos referentes à dimensão cultural da técnica e da tecnologia
e dos princípios científicos utilizados.

A educação tecnológica no 3º Ciclo do Ensino Básico tem como finalidade completar/aprofundar
as aprendizagens básicas conducentes ao desenvolvimento pessoal do aluno e ao seu desempenho
como cidadão autónomo, cumprindo, assim, uma função formativa e de orientação polivalente,
fazendo a ponte entre a educação e a vida activa. Ela irá apetrechá-lo com as ferramentas
essenciais ao seu futuro, tanto para o prosseguimento de estudos, como para a inserção em
programas de formação profissional.

No 9º ano de escolaridade, sendo ano terminal de ciclo, ela assume um desenvolvimento e
aprofundamento das experiências de aprendizagem, realizadas nos 7º e 8º anos.

A Educação Tecnológica tem pois o seu lugar próprio no currículo, ao longo da escolaridade bésica,
como área de cultura e educação universais. Neste contexto, a Educação Tecnológica:
 Contribui para que os alunos tomem consciência das transformações permanentes que se
    verificam no mundo e da necessidade de serem controladas;
 Requer dos alunos competências a nível da aquisição, aplicação e transferência dos saberes e
    das destrezas para a resolução de problemas a nível da aquisição, aplicação e transferência
    dos saberes e das destrezas, para a resolução de problemas e criação de objectos e sistemas;
 Procura desenvolver competências básicas para a compreensão e aplicação dos elementos do
    design e procedimentos tecnológicos simples, mediante os quais e com a utilização de recursos
    apropriados, seja possível a construção de objectos, artefactos ou sistemas, segundo as
    necessidades e características de cada comunidade escolar/social.
No 9º ano, o rigor, a qualidade e as capacidades técnicas de execução, serão mais exigentes, dadas
as competências experiênciadas e desenvolvidas nos 7º e 8º anos e o grau de maturidade
alcançado pelos alunos.
Será o momento de se exigir dos alunos, no 9º ano, uma autonomização progressiva, baseada na
racionalização dos problemas, na interiorização dos conceitos, princípios e operadores tecnológicas,
de uma forma sistemática e da transferência das aprendizagens para outras situações, a partir da
mobilização de saberes e competências.

Finalidades
     1.
(históricos, sociais, científicos, técnicos, matemáticos, estéticos, ...);
     2. reconhecer e apreciar a importância da tecnologia e suas consequências na
sociedade e no ambiente;


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   3. perceber os alcances sociais do desenvolvimento tecnológico e a produtividade do trabalho
       humano;
   4.             -se a ambientes tecnológicos em mudança e preparar-se para aprender, ao longo
       da vida;
   5.           -se um consumidor consciente;
   6. relevar a importância do saber científico no desenvolvimento da técnica e o impacto das
       solicitações técnicas na dinâmica da ciência;
   7.                       técnicos e tecnológicos;
   8.
   9.
   10.
   11.         er ao vocabulário técnico que a tecnologia coloca em situação;
   12.
   13. conducentes ao desenvolvimento integral do aluno e à sua formação como cidadão
       consciente e crítico;
   14.                  a criatividade, o pensamento crítico e a aprendizagem autónoma;
   15.
   16.
   17. funcionamento e o modo de os usar e controlar;
   18.             lver habilidades para a utilização e aproveitamento de objectos e sistemas do
       nosso quotidiano;
   19.
   20.
   21. electrónicos, informáticos, ...) e reconhecer os princípios básicos que os sustentam ;
   22.
   23. problemas e de tomada de decisões;
   24.                                                                                      cação das
       realizações tecnológicas;
   25.
   26.
   27.
       nosso quotidiano;
   28.
   29. eficácia;
   30.
   31. segurança pessoal e colectiva;
   32.               -se na realização das suas tarefas, evidenciando disciplina, esforço e
   33. perseverança;
   34.
       assumindo responsabilidades e evidenciando uma atitude de tolerância e solidariedade;
   35.                                            ais e contribuir para a escolha de uma carreira;

A educação tecnológica não persegue a apropriação mecânica de conteúdos informativos
(conhecimentos), antes pressupõe o desenvolvimento de competências conceptuais, procedimentos
e atitudes estruturadoras de um pensamento e acção tecnológica enquadrados por uma sólida
cultura em tecnologia.

Os conteúdos da educação tecnológica devem ser entendidos como orientadores do trabalho dos
professores e não considerados numa perspectiva de prescrição, cumulativa e / ou exaustiva.

Os conteúdos transversais, assumem a natureza de invariantes (sempre presentes) no processo
tecnológico. São, do ponto de vista metodológico, uma forma de abordar os domínios tecnológicos e
respectivos módulos (9º ano).

Conteúdos transversais (7º, 8º e 9º anos)
1 - Tecnologia e Sociedade

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Tecnologia e desenvolvimento social


2 - Processo tecnológico




                              mada de decisão
3 - Conceitos, princípios e operadores tecnológicos




 Tecnologias Biológicas



Campos de actividade tecnológica
Sistemas tecnológicos
 Sistemas físicos
 Sistemas biológicos
 Sistemas organizativos/informativos
Contextos tecnológicos
 Sectores de actividade tecnológica, áreas profissionais e profissões
Campos sociais
Casa/lar, recreio/lazer, comunidade, serviços e indústria
Quadro de conteúdos / domínios tecnológicos (9º ano)


Nº de módulos a desenvolver anualmente: 3 módulos, correspondendo preferentemente a
diferentes domínios tecnológicos.
                       As actividades em Educação Tecnológica
  Domínios tecnológicos                                  Módulos
  Tecnologia da Electricidade, Electrónica, Mecânica e   M 1 : produtos eléctricos e electrónicos
  Robótica                                               M 2 : produtos mecânicos
                                                         M 3 : automatismos e robótica
  Gestão, Administração e Serviços                       M 4 : a empresa
                                                         M 5 : a gestão de um produto
                                                         M 6 : a comercialização de um produto

  Tecnologia da Construção e Fabricação                  M 7 : estrutura, materiais e fabricação
                                                         M 8 : designe de equipamento
                                                         M 9 : tecnologia da embalagem
  Tecnologia dos Ofícios Artísticos                      M 10 : tecnologia da imagem
                                                         M 11 : tecnologia têxtil
                                                         M 12 : tecnologia cerâmica
  Tecnologias Biológicas                                 M 13 : tecnologia da alimentação
                                                         M 14 : hortofloricultura



Sendo a construção curricular da educação tecnológica clarificadora do seu campo, objecto e
método, interessa sistematizar o tipo de actividades de aprendizagem e experiências educativas a

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enfatizar no processo de ensino e aprendizagem. Por outro lado, interessa que o tipo e natureza das
actividades seleccionadas sejam orientadoras e facilitadoras do próprio processo metodológico, ao
mesmo tempo que potencializem o processo didáctico.
Neste sentido a selecção das actividades teve por base os seguintes critérios:
- interesse;
- relevância;
- actualidade;
- gradualidade;
- articulação/complementaridade;
- clareza e simplicidade;
- multidimensionalidade.

Tipologia e natureza das actividades
- actividades de observação;
- actividades de pesquisa;
- actividades de resolução de problemas (técnicos/tecnológicos);
- actividades de experimentação;
- actividades de design;
- actividades de organização e gestão.

A análise, selecção, organização e sequencialização dos conteúdos, deverá ser interpretada como
uma valorização dos conceitos e procedimentos em educação tecnológica.
O professor deverá planificar as unidades de trabalho, de modo flexível, com base
No desenvolvimento de projectos adequando-as ás características da escola e da turma.


AVALIAÇÃO
A avaliação em educação tecnológica assume-se essencialmente na modalidade formativa da
avaliação do ensino básico, integrada ao longo do processo de ensino-aprendizagem.
Face à análise crítica das tarefas realizadas pelo aluno (qualidade e eficácia dos processos e
produtos finais, grau de empenhamento e satisfação pessoal, de entre outro itens a considerar), ela
serve de reajustamento às decisões tomadas e de orientação em futuras situações de
aprendizagem.

A avaliação na educação tecnológica é orientada por competências e não por conteúdos ou
prosseguimento de objectivos. A adequação, flexibilização e sequencialidade das aprendizagens
constituem as bases da avaliação orientada pelas competências essenciais.

A forma/função da avaliação deverá ser:

produtos alcançados, implicando-o no seu próprio processo de
aprendizagem,

        rminante da situação do aluno ao longo da aprendizagem, identificando e
solucionando dificuldades,

                                       -se através de diversos registos, do aluno e do professor.

Para além de avaliar competências cognitivas e técnicas / práticas, conhecimentos e conceitos
interiorizados e expressos pelos alunos e procedimentos, outros parâmetros, igualmente
importantes, terão que ser tidos em conta: -o domínio dos valores e atitudes.
O professor deverá proceder à recolha de dados relativos ao processo de aprendizagem de cada
aluno, à análise das suas produções e às interações que se processam na aula. É necessário que a
recolha de dados seja rigorosa, sistemática e controlada, para que os resultados finais da avaliação
sejam úteis, fiáveis e válidos.


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O quadro seguinte representa os critérios de avaliação, estipulados pelo grupo de Educação
Tecnológica e aprovados em Departamento Curricular, de acordo com as orientações do Conselho
Pedagógico, para o ano lectivo 2006/07

    Saber               Saber-Fazer         Saber-Ser/Estar     Saber-Aprender


          Valor percentual atribuído              Valor percentual atribuído
                     70%                                      30%


                        Valor percentual
                        atribuído
                                           Valor    percentual
                        50%
    Valor percentual                       atribuído            Valor     percentual
    atribuído                                                   atribuído
                        Capacidade de:
                                           20%
                        - Problematizar, -
    20%                                                        10%
                        pesquisar,       -
                        criar/produzir,  -
    Conhecimento                           Responsabilidade
                        cooperar,
    Compreensão                                                Organização,
                        - ser autónomo     Respeito/
                                                               hábitos de trabalho,
    (testes escritos)                      Cumprimento de
                        (actividades
                                                               utilização de
                        realizadas dentro regras de conduta;
                        e fora da sala de                      recursos
                                           Assiduidade/
                        aula)
                                           Pontualidade




CIÊNCIAS FÍSICAS E NATURAIS

No mundo actual, a literacia científica é fundamental para o exercício pleno da cidadania. O
presente projecto curricular visa o desenvolvimento de competências em diversos domínios do
conhecimento, do raciocínio, da comunicação e das atitudes tendo em vista a afirmação de uma
sólida formação científica dos nossos jovens capaz de:

a) Despertar a curiosidade acerca do mundo natural e criar entusiasmo e interesse pela Ciência;
b) Adquirir uma compreensão geral e alargada das ideias importantes e das estruturas
   explicativas da Ciência, bem como dos procedimentos da investigação científica;
c) Reforçar a componente experimental de modo a que possam ser usados diferentes
   instrumentos de observação e medida, incentivando as práticas de pesquisa e investigação
decorrentes de questões colocadas por problemas de diversa natureza;
d) Pesquisar, seleccionar e organizar a informação para a transformar em conhecimento
   mobilizável, nomeadamente através da pesquisa bibliográfica e fontes de informação
   electrónicas e ser capaz de utilizar diversos meios de comunicação;
e) Promover o espírito crítico de modo a questionar o comportamento humano sobre o     mundo
bem como o impacto da Ciência e da tecnologia no nosso ambiente;
f) Debater temas polémicos e actuais, de modo que os alunos tenham de fornecer
   argumentos e tomar decisões desenvolvendo a sua capacidade de argumentação e
   incentivando o respeito por pontos de vista diferentes;



                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                           35
                               2006/07
                               2006/07
                              ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

         g) Incentivar a apropriação de hábitos de vida saudáveis responsabilizando-se    relativamente à
         sua própria segurança e à dos outros e avaliando o impacto das suas      atitudes na sociedade e
         no ambiente.


                        GESTÃO CURRICULAR DA ÁREA DAS CIÊNCIAS FÍSICAS E NATURAIS

                                                        GESTÃO DA CARGA HORÁRIA

                  ANO                  Ciências Naturais                  Ciências Físico-Químicas
                 7.º Ano             1 bloco de 90 minutos                       1 bloco de 90 minutos
                 8.º Ano      1 bloco de 90 minutos + 45 minutos                 1 bloco de 90 minutos

                 9.º Ano               1 bloco de 90 minutos              1 bloco de 90 minutos + 45 minutos

                                                 DESDOBRAMENTOS
                        Disciplinas
                                               Ciências Naturais     Ciências Físico-Químicas
                           Anos
                           7.º Ano                45 minutos                 45 minutos

                           8.º Ano                45 minutos                 45 minutos

                           9.º Ano                45 minutos                 45 minutos


                                                7.º Ano de escolaridade
Temas/Conteúd
                                       Ciências Naturais                           Ciências Físico-Químicas
 os Relevantes

                                                                           Universo:
                    Terra – Um planeta com vida:                            O que existe no Universo;
                          Condições da Terra que permitem a existência     Dimensões do Universo.
                    da vida;                                               Sistema solar:
  TERRA NO
                          A Terra como sistema;                            Astros do sistema solar;
   ESPAÇO
                    Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente:              Características dos planetas.
                          Ciência produto da actividade humana;           Planeta Terra:
                          Ciência e conhecimento do Universo.              Terra e sistema solar;
                                                                            Movimentos e forças.


            A Terra conta a sua história:
              Os fósseis e a sua importância para a
             reconstituição da história da Terra;
              Grandes etapas na história da Terra.                       Materiais:
             Dinâmica interna da Terra:                                     Constituição do mundo material;
              Deriva dos continentes e tectónica de placas;                Substâncias e misturas de substâncias;
              Ocorrência de falhas e dobras.                               Propriedades físicas e químicas dos
             Consequências da dinâmica interna da Terra:                   materiais;
  TERRA EM
              Actividade vulcânica;                                        Separação das substâncias de uma
TRANSFORMAÇ
              Actividade sísmica.                                         mistura;
     ÃO
             Estrutura interna da Terra:                                    Transformações físicas e
              Contributo da Ciência e da tecnologia para o seu            transformações químicas.
             estudo;                                                       Energia:
              Modelos propostos.                                           Fontes e formas de energia;
             Dinâmica externa da Terra:                                     Transferências de energia.
              Rochas, testemunhos da actividade da Terra;
              Rochas: génese e constituição;
              Paisagens geológicas.


                                PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                                PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                    36
                                           2006/07
                                           2006/07
                                      ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE


                                                             8º Ano de escolaridade
  Temas/Conteúdos
                                                   Ciências Naturais                        Ciências Físico-Químicas
     Relevantes

                                                                                   Som e Luz:
                                                                                    Produção e transmissão de som;
          SUSTENTABILIDADE NA TERRA                                                 Propriedades e aplicações da luz.
                                                                                   Reacções químicas:
                                        Ecossistemas:                               Tipos de reacções químicas;
                                         Interacções seres vivos-ambiente;         Velocidade das reacções químicas;
                                         Fluxo de energia e ciclo de matéria;      Explicação e representação das
                                         Perturbações no equilíbrio dos           reacções químicas.
                                        ecossistemas.                              Mudança global:
                                                                                    Previsão e descrição do tempo
                                                                                   atmosférico;
                                                                                    Influência da actividade humana na
                                                                                   atmosfera terrestre e no clima.


                                        Gestão sustentável dos recursos:
                                         Recursos naturais – utilização e consequências;
                                         Protecção e conservação da natureza;
                                         Custos, benefícios, riscos das inovações científicas e tecnológicas.


                                                                    9º Ano de escolaridade
     Temas/Conteúdos
                                                          Ciências Naturais                    Ciências Físico-Químicas
        Relevantes

                                               Saúde individual e comunitária:
                                                                                          Em trânsito:
                                                Indicadores do estado de saúde de
                                                                                           Segurança e prevenção;
                                               uma população;
                                                                                           Movimento e forças.
                                                Medidas de acção para a promoção
                                                                                          Sistemas eléctricos e electrónicos
                                               da saúde.
                                                                                           Circuitos eléctricos;
                                               Transmissão da vida:
                                                                                           Electromagnetismo;
                                                Bases fisiológicas da reprodução;
                                                                                           Circuitos electrónicos e
     VIVER MELHOR NA                            Noções básicas de hereditariedade.
                                                                                          aplicações da electrónica.
          TERRA                                Organismo humano em equilíbrio:
                                                                                          Classificação dos materiais:
                                                Sistemas neurohormonal, cardio-
                                                                                           Propriedades dos materiais e
                                               respiratório, digestivo e excretor em
                                                                                          tabela periódica dos elementos;
                                               interacção;
                                                                                           Estrutura atómica;
                                                Opções que interferem no equilíbrio
                                                                                           Ligação química.
                                               do organismo.


                                                             Ciência e tecnologia e qualidade de vida



AVALIAÇÃO
a) A avaliação das disciplinas desta área curricular deve ter um carácter essencialmente formativo
permitindo que se identifiquem as aprendizagens a melhorar e valorizando           aquilo  que   o
aluno já sabe;
b) Deve adequar-se às diferentes competências a desenvolver nos alunos e às actividades
   realizadas que têm a ver, não só com o conhecimento e a compreensão de conceitos, mas
também com a capacidade de expor ideias, de apresentar resultados de pesquisa, de reflectir de


                                      PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                                      PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                       37
                                                 2006/07
                                                 2006/07
                  ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

uma forma crítica sobre o trabalho desenvolvido, de interpretar representações e gráficos, de
estabelecer comparações e deduções, planear e executar actividades experimentais.
c) A avaliação deve envolver os alunos em actividades de auto-avaliação e recorrer a modos e
instrumentos diversificados, tais como:
 Grelhas de observação diária onde se regista o trabalho dos alunos na aula, a participação,       a
assiduidade, a pontualidade e a realização do trabalho de casa;
 Elaboração de trabalhos escritos ou cartazes resultantes de actividades de pesquisa;
 Exposição oral de trabalhos e respectivo debate;
 O trabalho experimental;
 Os testes formativos e sumativos.
d) A percentagem a atribuir ao nível cognitivo, apropriação de conhecimentos e       desenvolvimento
de capacidades e competências de nível cognitivo é de setenta      porcento, dos quais sessenta
porcento são atribuídos ao conhecimento, compreensão e autonomia:              capacidade          de
questionar/problematizar/criar/produzir e dez por cento são        atribuídos ao domínio das
técnicas. A percentagem a atribuir ao nível comportamental e       afectivo é de trinta por cento.


          Ano           Disciplina             Nível Cognitivo       Nível Comportamental e
                                                                            Cognitivo
                                             Saber        Saber-    Saber ser/ estar/saber fazer
                                                          Fazer
           7º   Ciências Naturais
           8º   Ciências Naturais
           9º   Ciências Naturais            60%           10%                 30%
           7º   Ciências Naturais
           8º   Ciências Fisico-Quimicas
           9º   Ciências Fisico-Quimicas




 MATEMÁTICA
A Matemática constitui um património cultural da humanidade e um modo de pensar.

   As duas principais finalidades da Matemática no ensino básico são:
a) Proporcionar aos alunos um contacto com as ideias e métodos fundamentais da Matemática que
lhes permita apreciar o seu valor e a sua natureza;
b) Desenvolver a capacidade e confiança pessoal no uso da matemática para analisar e resolver
situações problemáticas, para raciocinar e comunicar.
Ser matematicamente competente envolve hoje, de forma integrada, um conjunto de atitudes, de
capacidades e de conhecimentos relativos à matemática. Esta competência matemática que todos
devem desenvolver, no seu percurso ao longo da educação básica, inclui:

 A predisposição para raciocinar matematicamente, isto é, para explorar situações problemáticas,
procurar regularidades, fazer e testar conjecturas, formular generalizações, pensar de maneira
lógica.
    O gosto e a confiança pessoal em realizar actividades intelectuais que envolvem raciocínio
matemático e a concepção de que a validade de uma afirmação está relacionada com a consistência
da argumentação lógica, e não com alguma autoridade exterior.
 A aptidão para discutir com os outros e comunicar descobertas e ideias matemáticas através do
uso de uma linguagem, escrita oral, não ambígua e adequada à situação;
 Compreensão das noções de conjectura, teorema e demonstração, assim como das
consequências do uso de diferentes definições;



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                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                   38
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                   ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

 A predisposição para procurar entender a estrutura de um problema e a aptidão para
desenvolver processos de resolução, assim como para analisar os erros cometidos e ensaiar
estratégias alternativas;
 A aptidão para decidir sobre a razoabilidade de um resultado e de usar, consoante os casos, o
cálculo mental, os algoritmos de papel e lápis ou os instrumentos tecnológicos;
 A tendência para procurar ver e apreciar a estrutura abstracta que está presente numa situação,
seja ela relativa a problemas do dia-a-dia, natureza ou à arte, envolva ela elementos numéricos
geométricos ou ambos;
 A tendência para usar a matemática, em combinação com outros saberes, na compreensão de
situações da realidade, bem como o sentido crítico relativamente à utilização de procedimentos e
resultados matemáticos.

Estas competências matemáticas, promovem a mobilização de saberes (culturais, científicos e
tecnológicos) para compreender a realidade e para abordar situações e problemas. Ao mesmo
tempo, proporciona instrumentos que favorecem o uso da linguagem adequado para expressar
ideias. Com efeito, a matemática distingue-se de todas as outras ciências, em especial no modo
como encara a generalização e a demonstração e como combina o trabalho experimental com os
raciocínios indutivo e dedutivo, oferecendo um contributo único como meio de pensar, de aceder ao
conhecimento e de comunicar.
Partilhando muitos aspectos com outras disciplinas, a Matemática está também associada a
métodos próprios de estudar, de pesquisar e de organizar informação, assim como de resolver
problemas e tomar decisões, que enriquecem a formação geral dos alunos. A combinação adequada
do trabalho em Matemática com o trabalho em outras áreas do currículo deverá traduzir-se num
crescimento dos alunos tanto do ponto de vista da autonomia, responsabilidade e criatividade como
na perspectiva de cooperação e solidariedade.
A Matemática, não só na escola básica, mas em qualquer ciclo, não pode e não deve ser trabalhado
de modo isolado, nem isso está na sua natureza. Pelos instrumentos que proporciona e pelos seus
aspectos específicos relativos ao raciocínio, à organização, à comunicação e à resolução de
problemas, constitui uma área de saber plena e potencialidades para a realização de projectos
transdisciplinares e de actividades interdisciplinares dos mais diversos tipos. Assim a disciplina
desenvolve-se em quatro grandes domínios temáticos:
- Números e cálculo;
- Geometria;
- Estatística e probabilidades;
- Álgebra e funções.

                Aspectos específicos a desenvolver no âmbito de Matemática 3º Ciclo
                    • O reconhecimento dos conjuntos dos números inteiros, racionais e reais, das
                    diferentes formas de representação dos elementos desses conjuntos e das
                    relações entre eles, bem como a compreensão das propriedades das operações
                    em cada um deles e a aptidão para usá-las em situações concretas;
                    • A aptidão para trabalhar com valores aproximados de números racionais ou
                    irracionais de maneira adequada ao contexto do problema ou da situação em
                    estudo;
       Números e
        cálculo
                      • O reconhecimento de situações de proporcionalidade directa e
                      inversa e a aptidão para resolver problemas no contexto de tais
                      situações;
                      • A aptidão para operar com potências e para compreender a escrita de números
                      em notação cientifica e, em particular, para usar esta notação no trabalho com
                      calculadoras científicas.
                      • A aptidão para visualizar e descrever propriedades e relações geométricas,
                      através da análise e comparação de figuras, para fazer conjecturas e justificar os
       Geometria      seus raciocínios;
                      • A aptidão para realizar construções geométricas, nomeadamente quadriláteros,
                      outros polígonos e lugares geométricos;

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                      • A compreensão do conceito de forma de uma figura geométrica e o
                      reconhecimento das relações entre elementos de figuras semelhantes;
                      • A aptidão para resolver problemas geométricos através de construções,
                      nomeadamente envolvendo lugares geométricos, igualdade e semelhança de
                      triângulos, assim como para justificar os processos utilizados;
                      • O reconhecimento do significado de fórmulas e a sua utilização no cálculo de
                      áreas e volumes de sólidos e de objectos do mundo real, em situações
                      diversificadas;
                      • A predisposição para identificar transformações geométricas e a sensibilidade
                      para relacionar a geometria com a arte e com a técnica;
                      • A tendência para procurar invariantes em figuras geométricas e para utilizar
                      modelos geométricos na resolução de problemas reais.
                      • A compreensão das noções de moda, média aritmética e mediana, bem como a
                      aptidão para determiná-las e para interpretar o que significam em situações
                      concretas;
                      • A sensibilidade para decidir quais das medidas de tendência central são mais
                      adequadas para caracterizar uma dada situação;
                      • A aptidão para comparar distribuições com base nas medidas de tendência
     Estatística e
                      central e numa análise da dispersão dos dados;
    probabilidades
                      • O sentido critico face à apresentação tendenciosa de informação sob a forma de
                      gráficos enganadores e a afirmações baseadas em amostras não representativas;
                      • A aptidão para entender e usar de modo adequado a linguagem das
                      probabilidades em casos simples;
                      • A compreensão da noção de probabilidade e a aptidão para calcular a
                      probabilidade de um acontecimento em casos simples.
                      • O reconhecimento do significado de fórmulas no contexto de situações
                      concretas e a aptidão para usá-las na resolução de problemas;
                      • A aptidão para usar equações e inequações como meio de representar
                      situações problemáticas e para resolver equações, inequações e sistemas, assim
                      como para realizai procedimentos algébricos simples;
                      • A compreensão do conceito de função e das facetas que pode apresentar, como
       Álgebra e
                      correspondência entre conjuntos e como relação entre variáveis;
        funções
                      • A aptidão para representar relações funcionais de vários modos e passar de uns
                      tipos de representação para outros, usando regras verbais, tabelas, gráficos e
                      expressões algébricas e recorrendo, nomeadamente, à tecnologia gráfica;
                      • A sensibilidade para entender o uso de funções como modelos matemáticos de
                      situações do mundo real, em particular nos casos em que traduzem relações de
                      proporcionalidade directa e inversa.



Ao longo da educação básica, todos os alunos devem ter oportunidade de viver diversos tipos de
experiências de aprendizagem, sendo importante considerar a articulação interdisciplinar das
mesmas



                                Articulação interdisciplinar - Matemática


          Domínios temáticos                        Articulações interdisciplinares

                                            Língua Portuguesa - leitura e interpretação de
                                             enunciados
                                            Geografia – escalas e proporções
           Números e Cálculo                Ciências Físico – Químicas - cálculos auxiliares na
                                             resolução de problemas
                                            Educação Visual - escalas
                                            História - Localização e contextualização de
                                             descobertas no espaço e no tempo

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                     PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                       40
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                                          Educação visual – Códigos de comunicação visual
                                          Geografia – áreas de fixação humana
               Estatística e
              probabilidades              Língua Portuguesa - leitura e interpretação de
                                           enunciados
                                          TIC- elaboração de gráficos num processador de texto
                                          Ciências Físico – Químicas - movimento e forças
                                          Educação visual - Representação do espaço
                                          Língua Portuguesa - leitura e interpretação de
                Geometria                  enunciados
                                          História - Localização e contextualização de
                                           descobertas no espaço e no tempo

                                          Língua Portuguesa - leitura e interpretação de
                                           enunciados
                                          Ciências Físico – Químicas – situações de
            Álgebra e Funções              proporcionalidade directa e inversa
                                          História - Localização e contextualização de
                                           descobertas no espaço e no tempo
                                          Geografia - localização no espaço

Todos os alunos devem ter oportunidade de se envolver em diversos tipos de experiências de
aprendizagem, sendo elas:
- Resolução de problemas
- Actividades de investigação;
 -Realização de projectos;
- Jogos;

O grupo de Matemática, seguindo orientações do GAVE, tem-se debruçado sobre o problema do
insucesso gritante na disciplina, que se vem arrastando ao longo de décadas. No decorrer do ano
lectivo 2005/2006, fez uma reflexão sobre os resultados dos exames do 9º ano de 2005 -
Matemática. No final desse ano um grupo de professores que leccionaram o 3º ciclo, conjuntamente
com a coordenadora de grupo, elaboraram um projecto de escola para integrar no Plano Nacional
para melhoria dos resultados em Matemática, no 3º ciclo do ensino básico. Este projecto teve como
princípio fundamental o diagnóstico dos seguintes problemas:
  - O processo de avaliação e certificação no terceiro ciclo tem sido pouco exigente, não fomentando
o empenho dos alunos;
   - Desresponsabilização dos encarregados de educação pelo processo educativo dos seus
educandos;
   - O aluno tem vindo a ser desresponsabilizado pelo seu processo de aprendizagem, investindo
cada vez menos a nível cognitivo;
    - Comportamento desadequado na sala de aula;
    - Elevado número de alunos por turma;
Perante este panorama, surgiram as seguintes expectativas e áreas a melhorar:
     - Maior valorização do nível cognitivo nos critérios de avaliação;
     - Promoção de mais reuniões de encarregados de educação com o conselho executivo e com os
directores de turma;
      - Os professores mostrarem - se cada vez mais exigentes ao avaliar o nível comportamental –
afectivo;
       - Criar condições de trabalho com grupos mais pequenos de alunos;
       - Fomentar mais ofertas educativas de carácter obrigatório que contemplem apoio aos alunos
nas diferentes áreas disciplinares, como por exemplo sala de estudo;
        - Continuar o trabalho colaborativo entre professores que leccionam os mesmos anos de
escolaridade de modo a aferir critérios e práticas.




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Avaliação

         A avaliação deve contemplar actividades de auto-avaliação dos alunos, avaliação
diagnóstica e o recurso a instrumentos diversificados, tais como:
    - grelhas de observação diária onde se regista o trabalho dos alunos na aula, a participação, a
assiduidade, a pontualidade, o comportamento, a responsabilidade e a realização dos trabalhos de
casa;
    - elaboração de trabalhos escritos resultantes da actividade de pesquisa;
    - exposição verbal de trabalhos e respectivo debate;
    - trabalho experimental em grupo ou pares;
    - testes formativos e sumativos.
O recurso a uma avaliação diagnóstica permite identificar grupos diferenciados e estabelecer um
plano de acção para cada grupo de alunos, não perdendo de vista o desenvolvimento, para todos
eles, das competências essenciais que se encontram definidas nos programas.



            Ano          Disciplina             Nível Cognitivo       Nível Comportamental e
                                                                             Cognitivo
                                             Saber     Saber-Fazer   Saber ser/ estar/saber fazer
            7º
            8º          Matemática           60%           10%                  30%
            9º




INFORMÁTICA

Como objectivo estratégico pretende-se assegurar a todos os jovens o acesso às tecnologias da
informação e comunicação como condição indispensável para a melhoria da qualidade e da eficácia
da educação e formação à luz das exigências da sociedade do conhecimento.
O programa desta disciplina foi projectado no respeito pelo princípio da igualdade de oportunidades,
garantindo a todos os alunos o domínio de um conjunto de competências e conhecimentos básicos
em TIC e promovendo a integração, a articulação e o desenvolvimento das aprendizagens nesta
área de formação.
No 9º ano de escolaridade, o programa tem como finalidade fundamental promover a utilização
generalizada, autónoma e reflectida das Tecnologias da Informação e Comunicação pelos alunos e
tem como ambição ser uma mais-valia na sua formação, promovendo as suas capacidades e
aptidões para pesquisar, gerir, tratar, gerar, difundir informação, utilizar adequadamente e manipular
com rigor técnico aplicações informáticas, nomeadamente em articulação com as aprendizagens e
tecnologias específicas das outras áreas de formação, promover práticas inerentes às normas de
segurança dos dados e da informação e promover as práticas que estejam relacionadas com os
condicionalismos das profissões da área da informática, nomeadamente a ergonomia e a saúde
ocular. Pretende-se desenvolver estas competências básicas criando condições para, de forma
autónoma e responsável, o aluno produzir os seus próprios materiais, investir na sua aprendizagem
ao longo da vida, ao mesmo tempo, ter acesso a certificações externas decorrentes das exigências
do mercado de trabalho e fazer face aos desafios da globalização.
Pretende-se que seja uma disciplina essencialmente prática e experimental, orientada para a
formação de utilizadores competentes nestas tecnologias. Para atingir esta meta, o ensino de TIC
deverá ser feito em articulação e interacção com as demais disciplinas, para que os alunos sejam
confrontados com a utilização das aplicações informáticas mais comuns em contextos concretos e
significativos.
De forma a garantir os níveis de apropriação de competências consideradas fundamentais e
respeitar uma gestão diferenciada do programa, são indicadas para o 9º ano as competências
essenciais. Tomando em linha de conta que, no final do 3º ciclo, todos os alunos deverão ter

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                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                   42
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                  ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

desenvolvido estas competências, que se constituem como verdadeiros marcos orientadores do
processo de ensino/aprendizagem, são também apresentados outros conteúdos (unidades
alternativas) que poderão ser desenvolvidos nas turmas ou com alunos que mostrem já dominar as
competências essenciais.

Assim, no final do 9º ano todos os alunos deverão ser capazes de
• Rentabilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação nas tarefas de construção do
conhecimento em diversos contextos do mundo actual;
• Mobilizar conhecimentos relativos à estrutura e funcionamento básico dos computadores, de modo
a poder tomar decisões fundamentadas na aquisição e/ou remodelação de material informático;
• Utilizar as funções básicas do sistema operativo de ambiente gráfico, fazendo uso das aplicações
informáticas usuais;
• Evidenciar proficiência na utilização e configuração de sistemas operativos de ambiente gráfico;
• Configurar e personalizar o ambiente de trabalho;
• Utilizar as potencialidades de pesquisa, comunicação e investigação cooperativa da Internet, do
correio electrónico e das ferramentas de comunicação em tempo real;
• Utilizar os procedimentos de pesquisa racional e metódica de informação na Internet, com vista a
uma selecção criteriosa da informação;
• Utilizar um processador de texto e um aplicativo de criação de apresentações;
• Cooperar em grupo na realização de tarefas;
• Aplicar as suas competências em TIC em contextos diversificados.

Visão geral dos conteúdos de TIC

                                                      9º ano
                   Unidades Essenciais                                  Unidades Alternativas
       TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E                    SISTEMA OPERATIVO LINUX
       COMUNICAÇÃO                                    • Conceitos básicos
       1.1. CONCEITOS INTRODUTÓRIOS                   • Ambiente gráfico
                • Conceitos básicos                   • Configuração
                • Áreas de aplicação das TIC          • Gestão de ficheiros e directórios
                • Estrutura básica de um computador   • Principais aplicações (Open Office)
                • Noções básicas de funcionamento     FOLHA DE CÁLCULO
                de um computador                      • Conceitos básicos
       1.2. SISTEMA OPERATIVO EM AMBIENTE             • Criação de uma folha de cálculo
       GRÁFICO                                        • Elaboração de uma folha de cálculo
                • Ambiente gráfico                    • Geração de gráficos e listas
                • Configurações                       CRIAÇÃO DE PÁGINAS WEB
                • Acessórios                          • Conceitos básicos.
       1.3. INTERNET                                  • Técnicas de implantação de páginas
                • Navegação na Web utilizando um      na Web
                Browser                               • Criação de páginas:
                • Utilização de uma aplicação para    - Opção 1: Programa de edição Web:
                Correio                               FrontPage
                Electrónico                           - Opção 2: Programa de animação
       2. PROCESSAMENTO DE TEXTO                      gráfica Web: Flash
                • Conceitos básicos                   - Opção 3: Programa de edição Web:
                • Criação de documentos               Dreamweaver
                • Edição e formatação de              • Publicação
                documentos
                • Funções avançadas
       3. CRIAÇÃO DE APRESENTAÇÕES
                • Conceitos básicos
                • Criação de apresentações
                • Apresentação de diapositivos




                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                43
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                     ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE




                          ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR - TIC


                      Domínios temáticos                         Articulações interdisciplinares

                                                               Língua Portuguesa - leitura e interpretação
                                                                de textos
                   Conceitos introdutórios de
                                                               Matemática – números e cálculo
                  tecnologias da informação e
                         comunicação                           Ciências Físico – Químicas – propriedades
                                                                e transformações de materiais
                                                               História - localização e contextualização
                                                                das descobertas das novas tecnologias
                                                               Matemática – sequências lógicas
                                                               Língua Portuguesa – interpretação dos
                 Sistema operativo em ambiente
                                                                textos
                            gráfico
                                                               Educação Visual – representação e
                                                                organização técnica de objectos
                                                               Qualquer conteúdo programático das
                           Internet
                                                                diferentes disciplinas do 3º ciclo
                                                               Edição de textos em qualquer disciplina do
                    Processamento de texto                      3º ciclo
                                                               Matemática – elaboração de gráficos
                                                               Educação Visual – execução e reprodução
                                                                de folhetos
                   Criação de apresentações
                                                               Criação de diapositivos relativos a
                                                                qualquer conteúdo programático

                          Distribuição da carga horária por ano e disciplina

        Componentes                                 Carga horária semanal
        do Currículo                                      (x 90 min)
                              7º ano            8º ano            9º ano             Total ciclo
        Matemática               2                 2                 2                   6
        TIC                                                          1                   1


Avaliação

         A avaliação deve contemplar actividades de auto-avaliação dos alunos, avaliação
diagnóstica e o recurso a instrumentos diversificados, tais como:
    - grelhas de observação diária onde se regista o trabalho dos alunos na aula, a participação, a
assiduidade, a pontualidade, o comportamento, a responsabilidade e a realização dos trabalhos de
casa;
    - elaboração de trabalhos escritos resultantes da actividade de pesquisa;
    - exposição verbal de trabalhos e respectivo debate;
    - trabalho experimental em grupo ou pares;
    - testes formativos e sumativos.
O recurso a uma avaliação diagnóstica permite identificar grupos diferenciados e estabelecer um
plano de acção para cada grupo de alunos, não perdendo de vista o desenvolvimento, para todos
eles, das competências essenciais que se encontram definidas nos programas.

            Ano            Disciplina               Nível Cognitivo          Nível Comportamental e
                                                                                    Cognitivo
                                                 Saber        Saber-Fazer   Saber ser/ estar/saber fazer
            9º                ITC
                                                  60%            10%                    30%

                      PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                      PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                           44
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                 ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE


EDUCAÇÃO FÍSICA

    A concepção de Educação Física pode definir-se como a “a apropriação das habilidades técnicas
e conhecimentos na elevação das capacidades do aluno e na formação de aptidões, atitudes e
valores (‘bens de personalidade’ que representam o rendimento educativo), proporcionadas pela
exploração das suas possibilitadas de actividade física adequada – intensa, saudável, gratificante e
culturalmente significativa”.
    Assim, a concepção seguida neste plano curricular, vem sistematizar os benefícios da Educação
Física, centrando-se no valor educativo da actividade física pedagogicamente orientada para o
desenvolvimento multilateral e harmonioso do aluno.
    Esta concepção está desenvolvida no capítulo das Finalidades, que sintetizam o contributo da
Educação Física para a realização dos efeitos educativos globais visados no conjunto (ou unidades)
dos nove anos do ensino básico e expressa nas “competências específicas” constantes no Currículo
Nacional do Ensino Básico (CNEB).

FINALIDADES DA EDUCAÇÃO FÍSICA

                  Na perspectiva da qualidade de vida, da saúde e do bem estar:
 Melhorar a aptidão física, elevando as capacidades físicas de modo harmonioso e adequado ás
necessidades de desenvolvimento do aluno;
 Promover a aprendizagem de conhecimentos relativos aos processos de elevação e manutenção
das capacidades físicas;
 Assegurar a aprendizagem de um conjunto de matérias representativas das diferentes
actividades físicas, promovendo o desenvolvimento multilateral e harmonioso do aluno, através da
prática de: Actividades Físicas Desportivas nas suas dimensões técnica, táctica, regulamentos e
organizativa.
 Promover o gosto pela prática regular das actividades físicas e assegurar a compreensão da sua
importância como factor de saúde componente cultural, na dimensão individual e social.
 Promover a formação de hábitos, atitudes e conhecimentos relativos à interpretação e
participação nas estruturas sociais, no seio dos quais se desenvolvem as actividades físicas,
valorizando:
 a iniciativa e a responsabilidade pessoal, a cooperação e a solidariedade;
 a ética desportiva;
 a higiene e a segurança pessoal e colectiva;
 a consciência cívica na preservação de condições de realização das actividades físicas, em
especial da qualidade e do ambiente.

OBJECTIVOS GERAIS
Competências comuns a todas as áreas:
      Participar activamente em todas as situações e procurar o êxito pessoal e de grupo:
 Relacionando-se com cordialidade e respeito pelos seus companheiros, quer no papel de
parceiros, quer no de adversários;
 Aceitando o apoio dos companheiros nos esforços de aperfeiçoamento próprio, bem como as
opções do(s) outro(s) e as dificuldades reveladas por eles;
 Interessando-se e apoiando os esforços dos companheiros com oportunidade, promovendo a
entreajuda para favorecer o aperfeiçoamento e satisfação própria do(s) aluno(s);
 Cooperando nas situações de aprendizagem e de organização, escolhendo as acções favoráveis
ao êxito, segurança e bom ambiente relacional na actividade da turma;
 Apresentando iniciativas e propostas pessoais de desenvolvimento da actividade individual e de
grupo, considerando também as que são apresentadas pelos companheiros com interesse e
objectividade;
 Assumindo compromissos e responsabilidades de organização e preparação das actividades
individuais e/ou de grupo, cumprindo com empenho e brio as tarefas inerentes;


                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                 45
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 Analisar e interpretar a realização das actividades físicas seleccionadas, aplicando os
conhecimentos sobre a técnica, organização e participação, ética desportiva, etc.;
 Interpretar crítica e correctamente os acontecimentos na esfera da Cultura Física,
compreendendo as actividades físicas e as condições da sua prática e aperfeiçoamento como
elementos de elevação cultural dos praticantes e da comunidade em geral;
 Identificar e interpretar os fenómenos da industrialização, urbanismo e poluição como factores
limitativos da Aptidão Física das populações e das possibilidades de prática das modalidades da
Cultura Física;
 Elevar o nível funcional das capacidades coordenativas e condicionais gerais, particularmente de
Resistência Geral de Longa e Média Durações; da Força Resistente; da Força Rápida; da
Velocidade de Reacção Simples e Complexa, de Execução, de deslocamento e de Resistência; das
Destrezas Geral e Específica;
 Conhecer e aplicar diversos processos de elevação e manutenção da Condição Física de uma
forma autónoma no seu quotidiano;
 Conhecer e interpretar factores de saúde e de risco associados à prática das actividades físicas
e aplicar regras de higiene e de segurança.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS

 Cooperar com os companheiros para o alcance do objectivo dos JOGOS DESPORTIVOS
COLECTIVOS, realizando com oportunidade e correcção as acções técnico-tácticas elementares em
todas as funções, conforme a oposição em cada fase do jogo, aplicando regras não só como
jogador, mas também como árbitro.
 Compor, realizar e analisar, da GINÁSTICA, as destrezas elementares da acrobacia, dos saltos, do
solo e dos outros aparelhos, em esquemas individuais e/ou de grupo, aplicando os critérios de
correcção técnica, expressão e combinação, e apreciando os esquemas de acordo com esses
critérios.
 Realizar e analisar, ATLETISMO, saltos, lançamentos e corridas, cumprindo correctamente as
exigências elementares, técnicas e do regulamento, não só como praticante, mas também como
juiz.
 Realizar percursos de nível elementar, utilizando técnicas de ORIENTAÇÃO e respeitando as
regras de organização, participação, e de preservação da qualidade do Ambiente.

O QUADRO 1 representa a composição curricular para o 3º Ciclo. Neste quadro não aparece a área
“treino das capacidades físicas”, nem as que representam os “conhecimentos” e as “atitudes”.
Segue-se o princípio de que essas áreas deverão ser tratadas não só como características ou
elementos intrínsecos à actividade motora dos alunos, mas também através da exercitação e
exigências específicas em todas as aulas, qualquer que seja a matéria/tema principal da aula (e
obviamente de maneira adequada a esse tema, quer como condição ou complemento de
aprendizagem, quer como compensação).




                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                               46
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             QUADRO 1

                                                                      PLANEAMENTO ANUAL - UNIFICADO




                                                                                                        ATLETISMO              GINÁSTICA     Aptidão
                                                                                                                                               física

                           A            A           A     G           F            G           G                   C               B                     total
CATEGORIAS




                                                                                                    Corridas(resist. Veloc.    Aparelhos,    Fitness
                                                                                                            barreiras,            Solo,       gram
                                BASQ.




                                                        CORF




                                                                                       ORIE.
                                                                          J. TR.
                    AND.




                                                               BAD.
                                             VOL.
             FUT.




                                                                                                    estaf.);saltos(compri. e   Acrobática.
                                                                                                   alt.); lançamentos(peso)

7º             10                       12      14                    8                        6                                                9         81




8º             10                       12      14                    8            6                                                            9         81




9º                         10           12      14        8           6                                                                         9         81




                                                PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                                                PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                                       47
                                                        2006/07
                                                         2006/07
                 ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE



AVALIAÇÃO

        A avaliação decorre dos objectivos de ciclo e de ano, os quais explicitam
os aspectos em que deve incidir a observação dos alunos nas situações
apropriadas. Os objectivos enunciam também, genericamente, as qualidades que
permitem ao professor interpretar os resultados da observação e elaborar uma
apreciação representativa das características evidenciadas pelos alunos.
        Os objectivos de ciclo constituem as principais referências no processo de
avaliação dos alunos, incluindo o tipo de actividade em que devem ser
desenvolvidas e demonstradas atitudes, conhecimentos e capacidades comuns às
áreas e subáreas da Educação Física e as que caracterizam cada uma delas.
        Considera-se que o reconhecimento do sucesso é representado pelo
domínio/demonstração de um conjunto de competências que decorrem dos
objectivos gerais.
        O grau de sucesso ou desenvolvimento do aluno no curso de educação
física corresponde à qualidade revelada na interpretação prática dessas
competências nas situações características.
        Os critérios de avaliação estabelecidos pelos Professores de Educação
Física do Grupo disciplinar 620, permitirão determinar, concretamente, esse grau
de sucesso. Os critérios de avaliação constituem, portanto, regras de qualificação
da participação dos alunos nas actividades seleccionadas para a realização dos
objectivos e do seu desempenho nas situações de prova, expressamente
organizadas pelo professor para a demonstração das qualidades visadas.
        O QUADRO 2 representa os critérios de avaliação estipulados pelos
Professores de Educação Física do Grupo disciplinar número 620.


 QUADRO 2
                           Saber                   Saber-Fazer    Saber-Ser/Estar         Saber-Aprender
                       Apropriação de conhecimentos e
                      Desenvolvimento de capacidades e                Interesses, atitudes e valores:
                  competências de nível cognitivo e psicomotor         Comportamento e Empenho


                          Valor percentual atribuído                     Valor percentual atribuído
 ENSINO BÁSICO




                                     70%                                           30%
                          Valor percentual atribuído               Valor percentual     Valor percentual
                                    50%:                              atribuído              atribuído
                       Desportos Colectivos e Individuais              20% ao:                10% ao:

                                     10% :                          Intervenção
                                 Aptidão física.                     adequada              Assiduidade,
                                                                   Respeito pelas          Pontualidade.
                                    10% :                        Regras, ser solidário,
                            Conhecimentos teóricos
                                                                     Cooperar na
                                                                    arrumação do
                                                                       material.




                       PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                       PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                    48
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           ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

    EDUCAÇÃO ARTÍSTICA
    As artes são elementos indispensáveis no desenvolvimento da expressão pessoal,
    social e cultural do aluno. São formas de saber que articulam imaginação, razão e
    emoção. A vivência artística influencia o modo como se aprende, como se
    comunica e como se interpretam os significados do quotidiano. Desta forma,
    contribui para o desenvolvimento de diferentes competências e reflecte-se no
    modo como se pensa, no que se pensa e no que se produz com o pensamento.

    EDUCAÇÃO VISUAL

    A escola, nas suas múltiplas experiências educativas, deve proporcionar o acesso
    ao património cultural e artístico, abrindo perspectivas para a intervenção crítica.
    Neste contexto, as Artes Visuais, através da experiência estética e artística,
    propiciam a criação e a expressão, pela vivência e fruição deste património,
    contribuindo para o apuramento da sensibilidade e constituindo, igualmente, uma
    área de reconhecida importância na formação pessoal em diversas dimensões:
    cognitiva, afectiva e comunicativa.
    A compreensão do património artístico e cultural envolve a percepção estética
    como resposta às qualidades formais num sistema artístico ou simbólico
    determinado. Estas qualidades promovem modos de expressão que incluem
    concepções dos artistas e envolvem a sensibilidade daqueles que as procuram.
    Desenvolver o poder de discriminação em relação às formas e cores, sentir a
    composição de uma obra, tornar-se capaz de identificar, de analisar criticamente o
    que está representado e de agir plasticamente são modos de estruturar o
    pensamento inerentes à intencionalidade da Educação Visual como educação do
    olhar e do ver.
    É reconhecido o lugar de acções educativas estruturadas, de acordo com modelos
    pedagógicos abertos e flexíveis, centrado num novo entendimento sobre o papel
    das artes visuais no desenvolvimento humano, integrando três dimensões
    essenciais: sentir, agir e conhecer.
    Este conhecimento evolui com a capacidade que o sujeito tem de utilização de
    ferramentas, disponibilizadas pela educação, na realização plástica e na
    percepção estético-visual.
    A relação entre o universo visual e os conteúdos das competências formuladas
    para a disciplina de Educação Visual pressupõe uma dinâmica propiciadora da
    capacidade de descoberta, da dimensão crítica e participativa e da procura da
    linguagem apropriada à interpretação estética e artística do Mundo.


    Relação com as competências gerais

    As competências artísticas contribuem para o desenvolvimento dos princípios e
    valores do currículo e das competências gerais, consideradas essenciais e
    estruturantes, porque:
   Promovem o desenvolvimento integral do indivíduo, pondo em acção capacidades
    afectivas, cognitivas, cinestésicas e provocando a interacção de múltiplas
    inteligências;
   Proporcionam ao indivíduo, através do processo criativo, a oportunidade para
    desenvolver a sua personalidade de forma autónoma e crítica, numa permanente
    interacção com o mundo;
   Mobilizam, através da prática, todos os saberes que o indivíduo detém num
    determinado momento, ajudam-no a desenvolver novos saberes e conferem novos
    significados aos seus conhecimentos;
   São um território de prazer, um espaço de liberdade, de vivência lúdica, capazes
    de proporcionar a afirmação do indivíduo reforçando a sua auto-estima e a sua
    coerência interna, fundamentalmente pela capacidade de realização e
    consequente reconhecimento pelos seus pares e restante comunidade;
   Desempenham um papel facilitador no desenvolvimento/integração de pessoas
    com necessidades educativas especiais;

                  PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                  PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                            49
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   Implicam uma constante procura de actualização, gerando nos indivíduos a
    necessidade permanente de formação ao longo da vida.


    Competências específicas

    As competências artísticas a desenvolver organizam-se em quatro grandes eixos
    estruturantes e inter-relacionados, constituindo algo que se poderá designar como
    literacia artística. A apropriação das competências é realizada de forma
    progressiva num aprofundamento constante dos conceitos e conteúdos.
    Apropriação das linguagens elementares das artes
   Mobilizar todos os sentidos na percepção do mundo envolvente.
   Identificar técnicas e instrumentos e ser capaz de os aplicar com correcção e
    oportunidade.
   Descodificar diferentes linguagens e códigos das artes.
   Aplicar adequadamente vocabulário específico.
   Aplicar os conhecimentos em novas situações.
    Desenvolvimento da capacidade de expressão e comunicação
   Aplicar as linguagens e códigos de comunicação.
   Ser capaz de se pronunciar criticamente em relação à sua produção e à dos
    outros.
   Intervir em iniciativas para a defesa do ambiente, do património cultural e do
    consumidor no sentido da melhoria da qualidade de vida.
   Ter em conta a opinião dos outros, quando justificada, numa atitude de construção
    de consensos como forma de aprendizagem em comum.
   Cumprir normas democraticamente estabelecidas para o trabalho de grupo, gerir
    materiais e equipamentos colectivos, partilhar espaços de trabalho e ser capaz de
    avaliar esses procedimentos.
    Desenvolvimento da criatividade
   Valorizar a expressão espontânea.
   Procurar soluções originais, diversificadas, alternativas para os problemas.
   Escolher técnicas e instrumentos com intenção expressiva.
   Participar em momentos de improvisação no processo de criação artística.
    Compreensão das artes no contexto
   Identificar características da arte de diferentes povos, culturas e épocas.
   Valorizar o património artístico.
   Desenvolver projectos de pesquisa em artes.

    Plano de organização do ensino-aprendizagem

    Comunicação

       Conteúdos           Resultados pretendidos                                       7.º   8.º   9.º


       Elementos visuais   - Fazer o levantamento gráfico (com lápis, esferográfica,     X     X     X
       na comunicação      carvão, guaches, marcadores, etc.) do seu envolvimento
                           (equipamento, habitação, paisagem, actividades pessoais,
                           etc.).


       Códigos de          - Conceber e executar Bandas Desenhadas.                      X     X
       comunicação         - Elaborar gráficos e esquemas.                                     X     X
       visual              - Executar projectos de equipamento, organização de                       X
                           espaços, etc,... fazendo esboço cotado, vistas ortogonais,
                           maquetas ou modelos tridimensionais.



                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                     50
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                     - Conceber e executar sinalizações (de serviços, de               X     X
                     circulações, de perigos, etc.).


Papel da imagem      - Reconhecer a importância das imagens (publicidade               X     X     X
na comunicação       comercial, social, política, religiosa, etc.) no comportamento
                     das pessoas.
                     - Executar e reproduzir folhetos informativos.                    X     X
                     - Executar cartazes.                                              X     X



Espaço
Conteúdos            Resultados pretendidos                                           7.º   8.º   9.º


Representação        - Representar o espaço utilizado, isoladamente ou de modo         X     X     X
do Espaço            integrado, as sobreposições, variações de dimensão, de cor e
Sobreposição         de claro-escuro ou as gradações de nitidez.
Dimensão
Cor
Claro-escuro
Gradação de
nitidez
                     - Representar objectos pelas suas vistas no sistema europeu:
Vistas: cubo         Desenhando as vistas necessárias para compreensão de um                 X     X
envolvente,          objecto (noções de contorno e de corte);
sistema europeu      Registando as suas medidas (escalas, cotas);
                     Utilizando linguagem gráfica convencional (linhas contínuas e
                     interrompidas de espessuras diferentes, etc).


                     - Conhecer sistematizações geométricas da perspectiva de
                     observação (linhas e pontos de fuga, direcções principais e
Perspectiva de       auxiliares, divisões proporcionais, etc.).                              X     X
observação
(livre e rigorosa)   - Conhecer vários sistemas de representação axonométrica.
                     - Representar um objecto simples em perspectiva cavaleira.
Axonometrias         - Converter a representação pelas vistas numa representação                   X
                     axonométrica e vice-versa.
                                                                                                   X
                     - Registar as proporções e em esquema, os movimentos.
                     - Projectar objectos ou espaços tendo em conta a relação                      X
                     homem-espaço (por exemplo: montagem de uma exposição,
                     organização da sala de convívio, encenação de uma peça de
Relação              teatro, etc.)                                                     X     X     X
Homem-Espaço                                                                                 X     X




               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                        51
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Estrutura
Conteúdos             Resultados pretendidos                                         7.º   8.º   9.º


Estrutura/            - Compreender a estrutura não apenas como suporte de uma        X     X     X
Forma/                forma mas, também, como princípio organizador dos
Função                elementos que a constituem.


Estruturas naturais   - Relacionar a forma e a função dos objectos com a sua          X     X     X
e criadas pelo        estrutura.
Homem


Ritmo de
crescimento           - Representar a geometria das formas naturais e o seu ritmo     X
                      de crescimento.
Módulo/Padrão
                      - Compreender os conceitos de módulo e de padrão.               X
                      - Realizar estruturas modulares (padrões) de suporte e          X
                      visuais.




Forma
Conteúdos             Resultados pretendidos                                         7.º   8.º   9.º


Percepção             - Compreender que a percepção visual das formas envolve a       X     X     X
visual da forma       interacção da luz-cor, das linhas, da textura, do volume, da
                      superfície, etc. (aprofundamento do segundo ciclo).
Qualidades
formais
Qualidades
geométricas
Qualidades
expressivas


Factores que
determinam
a forma dos
objectos:
- Físicos             - Conhecer as propriedades físicas de diversos materiais
Propriedades dos      (comportamento em esforço, reacção aos agentes exteriores,      X     X
materiais             etc.).
                      - Escolher os materiais a utilizar na resolução de problemas
                      de design, em função das suas propriedades físicas...           X     X     X


              PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
              PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                        52
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                      -   Compreender    a   importância   do   factor   económico
                      considerando como condicionantes do design a mão-de-obra,
- Económicos          os materiais, o tempo e a conservação.                                      X
Mão-de-obra
Materiais
Tempo                 - Compreender a diferença entre produção artesanal e
Conservação           industrial.
Produção                                                                              X
artesanal e
Produção industrial
Produção em série
Elementos e           - Compreender as vantagens económicas do fabrico em série
módulos               de elementos e de módulos.
                                                                                            X
- Funcionais
Função                - Distinguir entre a função principal e as subfunções de um
principal e           objecto (por exemplo: guarda-chuva, pega, etc.).
subfunções                                                                                  X     X
Antropometria e       - Relacionar a forma dos objectos com as medidas e os
ergonomia             movimentos do homem.
                                                                                      X     X     X
- Estéticos           Fundamentar a escolha de uma entre várias formas que
                      satisfaçam todos os factores considerados.
Representação                                                                         X     X     X
técnica de objectos
Dupla projecção
ortogonal             Utilizar na representação técnica de objectos, a dupla
                      projecção ortogonal.
                                                                                            X




Luz-cor
Conteúdos             Resultados pretendidos                                         7.º   8.º   9.º


A cor-luz no          - Compreender os efeitos da cor na percepção do mundo           X     X     X
ambiente              envolvente.
                      - Utilizar os efeitos da cor na melhoria da qualidade do        X     X     X
                      ambiente
                      - Aplicar os conhecimentos adquiridos sobre a cor-sensação            X     X
                      e a influência da cor no comportamento.


Conhecimentos
Científicos



               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                       53
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        ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE



   Espectro luminoso     - Compreender a cor dos objectos como resultado da                   X
                         absorção e reflexão selectivas das ondas luminosas pela
   Absorção e            matéria.
   reflexão
   selectivas
   Globo ocular


   Cor/luz =
   síntese aditiva       - Compreender as diferenças entre a síntese aditiva da luz e         X
   Cor/pigmento =        a síntese subtractiva dos pigmentos.
   síntese subtractiva
   Cores primárias
   e secundárias
   da síntese aditiva    - Conhecer as cores primárias e secundárias da síntese               X
   Cores primárias       aditiva e da síntese subtractiva.
   e secundárias
   da síntese
   subtractiva




   Cores
   complementares/
   contrastes
   Aplicações das
   sínteses aditiva
   e subtractiva         - Conhecer aplicações das sínteses aditivas e subtractiva            X




O facto de as competências específicas enunciadas se encontrarem organizadas de acordo
com uma determinada estrutura não significa que essa ordem seja um critério a seguir
sistematicamente, em função das aptidões demonstradas pelos alunos.


Avaliação

Avaliação é a recolha sistemática de informações sobre a qual se possa formular um juízo
de valor que facilite a tomada de decisões sendo o objecto da avaliação, as competências.
Por competências entendemos uma série de actividades que os alunos desempenham,
incluindo nesse desempenho os necessários conhecimentos e capacidades. O conceito de
competência aqui definido assenta na ideia da diferenciação na realização das tarefas por
diferentes sujeitos e na individualidade da pessoa que as realiza.
Avaliar competências implica observar o(s) aluno(s), directa ou indirectamente, na
realização de actividades, nunca esquecendo que as formas e os modos de avaliação têm
de reflectir as aprendizagens realizadas e os resultados obtidos.
O tipo de avaliação que melhor se enquadra na disciplina de Educação Visual é o da
avaliação formativa, ou seja, uma forma de avaliação em que a preocupação central reside
na recolha de dados para reorientação do processo de ensino-aprendizagem.
A referida recolha de dados ajuda os alunos e os professores a reorientar o seu trabalho no
sentido de apontar falhas, aprendizagens ainda não conseguidas e aspectos a melhorar.

A avaliação formativa e sumativa desta disciplina rege-se pelas seguintes normas:


                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                  54
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            ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

   A avaliação deve ser útil: Os critérios devem assegurar que uma avaliação proporcione as
    informações práticas de que os diferentes intervenientes do processo educativo necessitam;
   A avaliação deve ser exequível, viável: Os critérios devem ser concebidos para assegurar
    uma avaliação realista, prudente e moderada;
   A avaliação deve ser ética: Os critérios devem ser concebidos para permitir que uma
    avaliação seja realizada legal e eticamente;
   A avaliação deve ser exacta e rigorosa: Os critérios devem ser estabelecidos de modo
    que uma avaliação revele e transmita uma informação exacta acerca do que está a ser
    julgado.

         Ano          Nível Cognitivo           Nível Comportamental e
                                                       Cognitivo
                   Saber      Saber-Fazer      Saber    Saber saber
                                                ser      estar   fazer
          9º                                   10%        10%       10%
                   60%            10%

    OFICINA DE ARTE E IMAGEM


    “ A Arte deve ser a base da Educação”
    Platão, A República.

    A educação artística, que é uma educação através dos sentidos, nomeadamente através da
    visão, do ouvido e do tacto, procura necessariamente uma relação harmoniosa com o
    mundo exterior, pois é através desses sentidos que a consciência social e a ligação ao meio
    se geram, se desenvolvem e se estruturam.
    A educação artística ajuda o aluno a criar formas de expressão, a exprimir os seus afectos,
    a pensar com o corpo e a sentir com o pensamento.
    Como Herbert Read referiu, nenhuma outra matéria, para além da Arte, pode dar à criança
    e ao jovem não só uma consciência na qual se acham correlacionados e unificados imagem
    e conceito, sensação e pensamento, mas também, ao mesmo tempo, um conhecimento
    instintivo das leis do universo e um hábito ou comportamento em harmonia com a natureza.
    No terceiro ciclo, o aluno deve ter oportunidade de vivenciar aprendizagens diversificadas,
    conducentes ao desenvolvimento das competências artísticas e, simultaneamente, ao
    fortalecimento da sua identidade pessoal e social.
    A causa e a razão que estruturou o aparecimento e a elaboração desta proposta encontra-
    se no Projecto Educativo da Escola, quando este sublinha nos seus princípios orientadores,
    a promoção de uma educação pluridimensional, e nos seus objectivos específicos, a
    valorização de projectos interdisciplinares e a criação de ofertas formativas adequadas às
    necessidades dos alunos.
    A vontade e o empenho demonstrados pela comunidade educativa na inclusão da disciplina
    de Oficina de Arte e Imagem no Projecto Curricular da Escola vai ao encontro da finalidade
    de qualquer processo educativo de desenvolver a singularidade do indivíduo e a sua
    consciência social.
    A disciplina de Oficina de Arte e Imagem irá proporcionar aos alunos a possibilidade de
    experimentarem meios expressivos ligados aos diversos processos tecnológicos, como o
    computador, a fotografia, o vídeo e a capacidade de os utilizar de forma criativa e funcional.


    Relação com as competências gerais

    As competências artísticas contribuem para o desenvolvimento dos princípios e valores do
    currículo e das competências gerais, consideradas essenciais e estruturantes, porque:
   Promovem o desenvolvimento integral do indivíduo, pondo em acção capacidades
    afectivas, cognitivas, cinestésicas e provocando a interacção de múltiplas inteligências;
   Proporcionam ao indivíduo, através do processo criativo, a oportunidade para desenvolver a
    sua personalidade de forma autónoma e crítica, numa permanente interacção com o
    mundo;
   Mobilizam, através da prática, todos os saberes que o indivíduo detém num determinado
    momento, ajudando-o a desenvolver novos saberes que conferem novos significados aos
    seus conhecimentos;


   São um território de prazer, um espaço de liberdade, de vivência lúdica, capazes de
    proporcionar a afirmação do indivíduo reforçando a sua auto-estima e a sua coerência

                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                    55
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            ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

    interna, fundamentalmente pela capacidade de realização e consequente reconhecimento
    pelos seus pares e restante comunidade;
   Desempenham um papel facilitador no desenvolvimento/integração de pessoas com
    necessidades educativas especiais;
   Implicam uma constante procura de actualização, gerando nos indivíduos a necessidade
    permanente de formação ao longo da vida.


    Competências específicas

    A apropriação das competências é realizada de forma progressiva num aprofundamento
    constante dos conceitos e conteúdos próprios, dando origem a diferentes percursos, de
    acordo com a especificidade da disciplina, nomeadamente:
   Mobilizar todos os sentidos na percepção do mundo envolvente;
   Identificar técnicas, instrumentos e ser capaz de os aplicar com correcção, oportunidade e
    intenção expressiva;
   Utilizar processos convencionais de edição electrónica na construção de objectos gráficos;
   Usar diferentes tecnologias da imagem na prática artística;
   Aplicar adequadamente vocabulário específico;
   Procurar soluções originais, diversificadas, alternativas para os problemas;
   Aplicar, de forma funcional, diferentes códigos visuais;
   Intervir em iniciativas para a defesa do ambiente, do património cultural e do consumidor no
    sentido da melhoria da qualidade de vida;
   Desenvolver projectos de pesquisa em artes;
   Ter em conta a opinião dos outros, quando justificada, numa atitude de construção de
    consensos como forma de aprendizagem em comum;
   Ser capaz de se pronunciar criticamente em relação à sua produção e à dos outros;
   Cumprir normas democraticamente estabelecidas para o trabalho de grupo, gerir materiais
    e equipamentos colectivos, partilhar espaços de trabalho e ser capaz de avaliar esses
    procedimentos.



     Plano de organização do ensino-aprendizagem


       Conteúdos                       Resultados pretendidos                              7.º     8.º   9.º


       1. O computador;                - Compreender o funcionamento e a utilidade dos       X
       O funcionamento do              diferentes componentes de um computador
       computador.                     pessoal;
                                       - Compreender o funcionamento dos diferentes
                                       dispositivos de entrada e saída (periféricos);
                                       - Compreender o significado da palavra
                                       “hardware“;
                                       - Compreender o significado da palavra
                                       “ software“;
                                       - Compreender e aplicar normas de segurança e
                                       cuidados de utilização de um computador.


                                       - Compreender e utilizar a barra de ferramentas
                                       do Word;
       2. Letra, texto, imagens e      - Conhecer noções elementares de tipografia           X      X
       tabelas;                        (tipo de letra, tamanho...);
       (em suporte informático)        - Compreender e aplicar regras de organização
                                       de texto (alinhamento, dimensão das colunas) e


                     PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                     PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                             56
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    ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

                           imagem;
                           - Conhecer e compreender a capacidade
                           expressiva da letra;
                           - Conceber e elaborar projectos gráficos com o
                           recurso à letra (símbolos, sinais, marcas,
                           pictogramas...);
                           - Conceber e elaborar projectos gráficos
                           (folhetos, desdobráveis, cartazes...), utilizando
                           conhecimentos adquiridos ao nível da
                           organização de texto e imagem;
                           - Aplicar o método de design nos projectos a
                           desenvolver.
Conteúdos                  Resultados pretendidos                                      7.º   8.º   9.º


3. Desenho e pintura;      - Compreender e utilizar a barra de desenho e                X     X
(em suporte informático)   pintura do Paint;
                           - Compreender a importância e os efeitos da cor
                           na percepção e legibilidade de projectos gráficos;
                           - Aplicar efeitos de cor na elaboração de
                           trabalhos;
                           - Conhecer e compreender a capacidade
                           expressiva dos diferentes elementos visuais da
                           Linguagem Plástica (ponto, linha, textura, cor);
                           - Conceber e elaborar projectos gráficos
                           aplicando o método de design.




                           Compreender e utilizar o modo de funcionamento
                           da barra de ferramentas do Photoshop;
4. Tratamento de imagem;   -   Compreender        e   aplicar    correctamente    o           X     X
(em suporte informático)   processo de digitalização de uma imagem;
                           - Aplicar correctamente as funções de pintura e
                           texto do Photoshop;
                           - Aplicar correctamente funções de edição de
                           imagem no Photoshop;
                           -   Conceber       e   elaborar      projectos   gráficos
                           aplicando o método de design.




                           Compreender e utilizar o modo de funcionamento
                           da barra de ferramentas do PowerPoint;
                           - Compreender e aplicar correctamente o
5. Apresentação gráfica;   processo de criação de uma nova apresentação                       X     X
(em suporte informático)   no PowerPoint;



            PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
            PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                                57
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                                 - Aplicar correctamente a inserção de objectos a
                                 partir de outros programas no PowerPoint;
                                 - Aplicar correctamente a animação de textos e
                                 objectos no PowerPoint;
                                 - Conceber e elaborar projectos gráficos
                                 aplicando o método de design.




   Conteúdos                     Resultados pretendidos                                7.º   8.º   9.º


   6. Fotografia digital         - Conhecer noções elementares sobre o                        X     X
                                 funcionamento da câmara fotográfica digital;
                                 - Conhecer diferentes tipos de fotografia
                                 (amadora, publicitária, reportagem, artística,
                                 moda, científica);
                                 - Entender a fotografia como meio expressivo,
                                 narrativo, criativo e original;
                                 - Conhecer e aplicar técnicas que determinam a
                                 qualidade estética de uma fotografia a preto e
                                 branco;
                                 - Conhecer e aplicar técnicas de enquadramento;
                                 - Conhecer e aplicar técnicas de colorir fotografia
                                 a preto e branco com recurso ao Photoshop;
                                 - Conceber e elaborar projectos gráficos
                                 aplicando o método de design.




                                 - Conhecer os materiais necessários à produção
                                 de um vídeo;
   7. Vídeo                      - Entender o vídeo como linguagem narrativa;                       X
                                 - Compreender a função de enquadramento
                                 (planos) e do movimento da câmara na
                                 linguagem do vídeo;
                                 - Conhecer e compreender as diferentes tarefas
                                 de execução do planeamento de um filme;
                                 - Conceber e elaborar uma produção vídeo
                                 aplicando o método de design.




O facto das competências específicas enunciadas se encontrarem organizadas de acordo
com uma determinada estrutura não significa que essa ordem seja um critério a seguir
sistematicamente, em função das aptidões demonstradas pelos alunos.
Avaliação

Avaliação é a recolha sistemática de informações sobre a qual se possa formular um juízo
de valor que facilite a tomada de decisões sendo o objecto da avaliação as competências.
Por competências entendemos uma série de actividades que os alunos desempenham,


                 PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                 PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                           58
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             ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

     incluindo nesse desempenho os necessários conhecimentos e capacidades. O conceito de
     competência aqui definido assenta na ideia da diferenciação na realização das tarefas por
     diferentes sujeitos e na individualidade da pessoa que as realiza.
     Avaliar competências implica observar o(s) aluno(s), directa ou indirectamente, na
     realização de actividades, nunca esquecendo que as formas e os modos de avaliação têm
     de reflectir as aprendizagens realizadas e os resultados obtidos.
     O tipo de avaliação que melhor se enquadra na disciplina de Oficina de Arte e Imagem é o
     da avaliação formativa, ou seja, uma forma de avaliação em que a preocupação central
     reside na recolha de dados para reorientação do processo de ensino-aprendizagem.
     A referida recolha de dados ajuda os alunos e os professores a reorientar o seu trabalho no
     sentido de apontar falhas, aprendizagens ainda não conseguidas e aspectos a melhorar.

     A avaliação formativa e sumativa desta disciplina rege-se pelas seguintes normas:
    A avaliação deve ser útil: Os critérios devem assegurar que uma avaliação proporcione as
     informações práticas de que os diferentes intervenientes do processo educativo necessitam;
    A avaliação deve ser exequível, viável: Os critérios devem ser concebidos para assegurar
     uma avaliação realista, prudente e moderada;
    A avaliação deve ser ética: Os critérios devem ser concebidos para permitir que uma
     avaliação seja realizada legal e eticamente;
    A avaliação deve ser exacta e rigorosa: Os critérios devem ser estabelecidos de modo
     que uma avaliação revele e transmita uma informação exacta acerca do que está a ser
     julgado.

          Ano          Nível Cognitivo         Nível Comportamental e
                                                      Cognitivo
                   Saber      Saber-Fazer     Saber    Saber saber
                                               ser      estar   fazer

           9º       60%           10%          10%       10%       10%




     INGLÊS

     O ensino da Língua Inglesa assume um papel crucial no contexto europeu das
     orientações pedagógicas constantes do presente projecto curricular. A disciplina
     de Inglês articula-se com outras e constitui-se como base de qualquer tipo de
     trabalho, dada a natureza diversificada de textos e de contextos com que trabalha,
     pois é esta a língua falada por excelência nos diversos universos, desde o mundo
     dos negócios ao mundo das novas tecnologias, satisfazendo exigências de
     comunicação em situações de interacção verbal, de recepção e de produção de
     textos orais e escritos.
        O domínio da Língua Inglesa, deverá apoiar os alunos no desenvolvimento das
     competências de comunicação, através:
a)   da compreensão, interacção e produção, activando as quatro competências
     fundamentais: ouvir/falar/ler/escrever;
b)   na recolha de textos e de informação para usar nas outras disciplinas;
c)   na leitura e análise de documentos autênticos e na pesquisa de informação em
     fontes diversificadas;
d)   no uso de diferentes tipos de texto, adequando-os à situação comunicativa;
e)   no reforço de metodologias diferenciadas de ensino-aprendizagem.
     No âmbito da disciplina de Língua Inglesa é necessário garantir a todos os alunos
     o desenvolvimento de competências específicas nos domínios da compreensão e
     expressão oral, da leitura e expressão escrita e do conhecimento explícito da
     língua. Serão promovidos todos os esforços para alcançar os objectivos que
     permitam desenvolver estas competências gerais.

     O ensino e aprendizagem da língua estrangeira, Inglesa, deve ser capaz de
     contribuir para que os alunos a possam utilizar em diversos contextos, num mundo
     cada vez mais global e competitivo .Nos nossos dias, o domínio da Língua Inglesa
     assume um papel crucial ao capacitar os jovens para com ela, comunicar
     adequadamente em situações do quotidiano e para apropriação da informação.

                     PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                     PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                 59
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       ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

O conhecimento explícito da estrutura e funcionamento da língua inglesa deverá
habilitar os alunos a saber usá-la com correcção e adaptá-la a diferentes
contextos, quer ao nível de compreensão e expressão oral quer ao nível de leitura
e expressão escrita.
Por outro lado, a aprendizagem das línguas possibilita a apropriação de um
conjunto de conhecimentos que relevam das              línguas, enquanto saberes
organizados, e das culturas dos povos que as utilizam, enquanto expressões das
suas identidades.
No projecto curricular, os alunos devem continuar a aprender a Língua estrangeira
I é crucial realizar o diagnóstico do aprendentes face às competências no domínio
específico da língua a fim de consciencializar os alunos dos saberes e do saber –
fazer de que dispõem por forma a desencadear os procedimentos necessários a
apropriação de novos conhecimentos e competências.
Relativamente à aprendizagem da Língua Estrangeira II devem ser adoptadas
estratégias específicas de ensino, considerando o nível etário dos alunos e o facto
deles já terem experiência na aprendizagem duma língua estrangeira.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS: Língua Inglesa

No âmbito do estudo e aprendizagem das línguas, os alunos devem desenvolver
as seguintes competências específicas:

1.Compreensão
1.1- Ver/Ouvir textos orais e audiovisuais de natureza diversificada
Identificar uma acção a realizar tarefas a partir de instruções dadas.
Recolher dados a partir de textos informativos, mensagens, actividades da vida
quotidiana;
Identificar traços característicos da sociedade e das culturas portuguesa, inglesa e
francesa;
Reconhecer afinidades/diferenças entre as culturas portuguesa, inglesa e
francesa.

1.2.Ler
Identificar as ideias gerais de um texto a partir das respectivas instruções de
execução,
Identificar uma personagem, objecto ,lugar a partir da sua descrição;
Associar marcas textuais ao assunto e tipo de texto;
Identificar num texto narrativo os acontecimentos e as ideias principais;
Relacionar som/sentido em textos lúdico poéticos;
Entender acontecimentos relatados, bem com sentimentos e desejos expressos.

2.Interacção
2.1.Ouvir/Falar
Apresentar-se e apresentar uma pessoa a partir de tópicos e ou de elementos
linguísticos;
Estabelecer contacto telefónico a partir de tópicos e ou elementos linguísticos;
Fazer entrevistas simuladas a partir de tópicos ou de elementos linguísticos;
Participar, com exercitação prévia, numa conversa curta no contexto das
actividades da aula sobre o quotidiano e os temas abordados;

2.2 – Ler/Escrever
Responder a questionários diversificados;
Receber e enviar mensagens em situações de relação interpessoal e social(
cartas, convites...);
Preencher formulários (ficha de identificação, de inscrição...)

3.Produção
3.1.Falar
Relatar episódios/acontecimentos da vida quotidiana a partir de tópicos e ou de
elementos linguísticos;

              PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
              PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                            60
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           ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

    Descrever lugares, objectos, personagens com apoio visual ou linguístico;
    Exprimir, de forma orientada, pontos de vista;
    Reproduzir/recriar canções, poemas...

    3.2Escrever
    Narrar episódios/acontecimentos da vida quotidiana com apoio de suportes
    linguisticos e/ou visuais;
    Descrever lugares, objectos, personagens a partir de suportes variados;
    Legendar textos não verbais;
    Criar textos a partir de suportes variados.

    A área curricular das línguas deverá permitir o desenvolvimento das seguintes
    competências transversais:

    1.Métodos de trabalho e estudo:
-   concentrar-se durante a realização de tarefas;
-   formular questões, dar sugestões, exprimir dúvidas;
-   ser autónomo na realização de tarefas;
-   participar nas actividades escolares, individualmente ou em grupo, de acordo com
    as regras estabelecidas;
-   auto- avaliar processos e resultados de aprendizagens;
-   controlar eficazmente o tempo na execução das tarefas.

    2. Tratamento de informação:

-   pesquisar, recolher e organizar informação em função das necessidades;
-   resolver problemas em função de contextos ou situações;
-   utilizar as novas tecnologias de informação.

    3. Comunicação

-   gerir a tomada de palavra em situações de interacção verbal tendo em vista a
    eficácia da comunicação;
-   utilizar meios de compensação de insuficiências no uso da língua.

    4. Estratégias Cognitivas

-   identificar as finalidades das tarefas a executar
-   planificar as actividades;
-   identificar dúvidas e dificuldades,
-   escolher e aplicar estratégias de resolução.

    5.Relacionamento interpessoal e de grupo

-   conhecer e actuar de acordo com as normas, regras e critérios de actuação
    definidas pela comunidade escolar;
-   cooperar com os colegas na realização de tarefas e na resolução de problemas;
-   participar de forma organizada e responsável;
-   respeitar a diversidade e a ética.



    CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO
    (LÍNGUAS ESTRANGEIRAS- INGLÊS)

    1.Compreender

-   Compreende textos curtos e simples sobre assuntos do quotidiano;
-   Compreende o essencial de um texto simples, breve e claro relacionado com
    aspectos da vida quotidiana;

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                   PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                       61
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                  ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

       -   Reconhece o vocabulário no âmbito dos domínios de referência contidos no
           programa;
       -   Conhece as estruturas da língua inglesa
       -   Identifica traços específicos da língua inglesa.


           2.Interagir

       -   Pronuncia respeitando o sistema fonológico da língua inglesa;
       -   Comunica em situações de quotidiano que exijam apenas troca de informação
           simples e directa sobre assuntos e actividades correntes;
       -   Participa com exercitação prévia numa conversa simples.


               3.Produzir

       -   Demonstra capacidades para utilizar os conhecimentos em novas situações;
       -   Produz enunciados progressivamente mais elaborados;
       -   Demostra empenho e participação espontânea;
       -   Utiliza frases simples e curtas para falar sobre os domínios referenciais constantes
           no programa.


              4.Comportamentais

              -     Cumpre as tarefas necessárias à construção do seu percurso de
           aprendizagem manifestando atitudes e hábitos de trabalho (pontualidade,
           assiduidade, respeito pelo cumprimento dos prazos);
       -   Auto- avalia os processos e resultados das aprendizagens;
       -   É autónomo na realização de tarefas;
       -   Manifesta curiosidade e desejo de saber, empenhando-se no aprofundamento dos
           seus conhecimentos;
       -   Manifesta autoconfiança nas relações interpessoais e na realização de tarefas
           diversificadas;
       -   Demonstra empenho e participação espontânea;
       -   Coopera com os colegas na realização das tarefas e na resolução de problemas.


           ESQUEMA ORGANIZADOR DOS TEMAS

           O currículo de inglês do terceiro ciclo do ensino básico é constituído pelo conjunto
           de aprendizagens e competências a desenvolver pelos alunos através dos
           seguintes conteúdos: Identidade, Diversidade, A Comunidade Alargada- a
           minha/ a de outros.




           ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NO 3º CICLO

           7º Ano – 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos
           8º Ano - 1 bloco de 90 minutos
           9º Ano – 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos
           Todos os temas abordados são iguais ao longo do ciclo embora aprofundados de
           ano para ano, desenvolvidos de forma mais complexa de acordo com o grau de
           exigência de cada ano para a própria disciplina.


                                              INGLÊS
Temas /Conteúdos Relevantes                       ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR


                            PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                            PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                         62
                                    2006/07
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                       ESCOLA SECUNDÁRIA/3 DE VILA VERDE

7º Ano                                LP./FR.- O território nacional e outros com a mesma língua oficial, número de
 Aspectos Culturais                   falantes.
- Reino Unido/ Estados Unidos         Geo. –Representação cartográfica dos territórios lusófonos, francófonos e
- Países de Língua Oficial Inglesa    anglofonos.
     -   Descrição Física             Mat. – a percentagem e a representação gráfica.

                                      L.P./Fr. A descrição e o retrat físico e psicológico.
- Identificação pessoal/outros        E.V. o retrato e a caricatura.
- Aspectos Físicos e Psicológicos     Ed.Física- a prática desportiva e sua influência na compleição física e
     -     Universo Sociocultural     psicológica
                                      L.P./FR. –tipologia de habitações; a descrição da casa e dos objectos
- Agregado Familiar                   Geo.- meios de transporte; Extinção/modernização.
- Tipos de habitação                  C.N. -as condições da terra que permitem a existência de vida; ciência e
- Características socioculturais      conhecimento do universo.
     -   Animais                      F.Q.-propriedades físicas e qu´micas dos materiais usados nas
                                      habitações;fontes e formas de energia usadas nos transportes.
                                      Ed.Visual- desenho de habitações
- Cidade/Campo                        Ed.Tec.- materiais usados na construção - modelos
- Espaços de Trabalho
- Carreiras/Profissões                LP.FR- as festividades, ocupação de tempos livres
- Tempos livres/Férias                L.P.recolha de lendas e contos tradicionais
                                      C.N.ecossistemas
                                      Geo.-áreas rurais/áreas urbanas


8ºAno
                                                  INGLÊS
Temas /Conteúdos Relevantes                       ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR

Viagens                              L.P. Comunicação oral: comparar destinos de férias dos portugueses e dos
                                     ingleses - expor conclusões.
Grã Bretanha/Estados Unidos – Geo.- Observar e ler mapas para indicar destinos de férias.
Tempos livres                        Mat.Os números, Estatística, Lugares geométricos
                                     Hist.- Expansão e mudança nos séculos XV e XVI: o expansionismo inglês.
                                     Francês- Serviços: como pedir e usar informações
                                     Fr. Os jovens de hoje: férias, tempos livres, gostos preferências, leitura,
                                     música, desporto, cinema..
Férias – Destinos, Exprimir duração, Geo. Actividades económicas; ambientes e sociedade
entusiasmo                           C.N. Sustentabilidade na Terra: gestão dos recursos, Recursos naturais
                                     Mate. Lugares Geométricos
                                     Fr. Serviços: comparar os serviços a que recorrem os jovens franceses e
                                     ingleses.
Serviços                             L.P. Outros textos;leitura para informação e estudo.
Perguntar e indicar o caminho        Hist.A civilização industrial no séc. XIX
Dar instruções                       Fr.Os jovens de hoje: estabelecer paralelo entre os interesses dos jovens
                                     franceses e ingleses, em relação a diferentes domínios.
Diferentes Culturas                  L.P. Comunicação oral regulada por técnicas.
-informar-se e descrever lugares     Hist. Portugal no contexto europeu dos séculos, em Portugal e na Europa,
Descrever pessoas                    particularmente em França e em Inglaterra.

9ºAno
                                                  INGLÊS

Temas /Conteúdos Relevantes               ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR




                               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
                               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA                                                          63
                                       2006/07
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         Tempo de lazer                         L. Port. Trabalho de pesquisa
         Desportos Radicais                     Comparar actividades de lazer dos portugueses e dos ingleses
                                                Francês: cultura e estética
         Cinema de Culto                        História: Sociedade e cultura num mundo em mudança.
         Dança                                  Francês - Ciência e Tecnologia
                                                C.N. Domínio da Ciência e Tecnologia
         Espaço cibernético                     L. Port. Comunicação oral e escrita
                                                História: Sociedade e cultura num mundo em mudança
         Mundo do Trabalho         (   Mulheres Francês - Escolha da carreira
         versus Homens)                         Geo. Condições básicas do bem estar
                                                Francês - Qualidade de vida
         Expectivas Futuras                     Geo. – Meio Natural – clima e formações vegetais/relevo /riscos e
         Ser adolescente                        catástrofes
         Desemprego                             Mat. Construção de gráficos
         Empregos de Verão                      Hist. Crise e revolução no sec. XIV ( influência do clima e
                                                concentração da população
                                                C.N. Dinâmica interna da terra
         Meio Ambiente                          LPort.- Comunicação regulada por técnicas - debate ,discussão e
         Terra em Perigo                        apresentação de diversos pontos de vista
                                                F.Q. mudança global (a influência da actividade humana na atmosfera
                                                e clima
                                                Françês- Cooperação Internacional
         Organizações                           Geo. - Ambiente e sociedade
         Voluntariado                           Contrastes de desenvolvimento -obstáculos e soluções
                                                L.Port.- Comunicação oral e escrita -Inquérito
                                                C.N. Viver melhor na Terra
         Alimentação                            Hist. As transformações do mundo contemporâneo
                                                Geo. Condições básicas do bem estar




                LÍNGUA PORTUGUESA E LÍNGUAS ESTRANGEIRAS

                    O ensino da Língua Portuguesa assume um papel crucial no contexto das orientações
                pedagógicas constantes do presente projecto curricular. A disciplina de Língua Portuguesa
                articula-se com todas as outras e constitui-se como base de qualquer tipo de trabalho, dada a
                natureza diversificada de textos e de contextos com que trabalha e ser, por excelência, a matriz
                linguística comunicacional a utilizar na generalidade dos contextos pedagógicos em função de
                diferentes exigências de comunicação em situações de interacção verbal, de recepção e
                produção de textos orais e escritos.
                    O domínio da Língua Portuguesa, deverá apoiar os alunos no desenvolvimento das
                competências de comunicação, através:
           a)   da compreensão, interacção e produção, activando as quatro competências fundamentais: ouvir /
                falar / ler / escrever;
           b)   na recolha de textos e de informação para usar nas outras disciplinas;
           c)   na leitura e análise de documentos autênticos e na pesquisa de informação em fontes
                diversificadas;
           d)   no uso de diferentes tipos de texto, adequando-os à situação comunicativa;
           e)   no reforço de metodologias diferenciadas de ensino-aprendizagem.
                    No âmbito da disciplina de Língua Portuguesa é necessário garantir a todos os alunos o
                desenvolvimento de competências específicas nos domínios da compreensão e expressão oral,
                da leitura e expressão escrita e do conhecimento explícito da língua. Serão, pois, promovidos
                todos os esforços no sentido de perseguir os objectivos que permitam desenvolver estas
                competências gerais.
                    Este esforço deverá ser partilhado por todos os professores e educadores em todas as áreas
                curriculares já que o ensino da Língua Portuguesa deve ser encarado como uma área
                transdisciplinar e transversal que a todos diz respeito e a todos deve responsabilizar, de modo
                que os alunos consigam “usar correctamente a Língua Portuguesa para comunicar de forma
                adequada e para estruturar pensamento próprio”. Neste contexto, deve resultar do esforço comum
                a seguinte operacionalização transversal:
           -    valorizar e apreciar a Língua Portuguesa quer como língua materna quer como língua de
                acolhimento;
           -    usar a Língua Portuguesa de forma adequada às situações de comunicação criadas nas diversas
                áreas do saber, numa perspectiva de construção pessoal do conhecimento;
ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                           64
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                                                                               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


           -   utilizar a Língua Portuguesa no respeito das regras do seu funcionamento promovendo o seu uso
               correcto e adequado;
           -   comunicar, utilizando formas diversificadas, o conhecimento resultante da interpretação da
               informação;
           -   auto-avaliar a correcção e a adequação dos desempenhos linguísticos, na perspectiva do seu
               aperfeiçoamento.

                   O ensino e aprendizagem das línguas estrangeiras (Línguas Francesa e Inglesa) deve ser
               capaz de contribuir para que os alunos as possam utilizar em diversos contextos, num mundo
               cada vez mais global e competitivo. Nos nossos dias, o domínio das línguas estrangeiras assume
               um papel crucial ao capacitar os jovens para, com elas, comunicar adequadamente em situações
               do quotidiano e para apropriação da informação.
                   O conhecimento explícito da estrutura e funcionamento das línguas deverá habilitar os alunos
               a saber usá-las com correcção e adaptá-las a diferentes contextos, quer ao nível da compreensão
               e expressão oral quer ao nível da leitura e da expressão escrita.
                   Por outro lado, a aprendizagem das línguas possibilita a apropriação de um conjunto de
               conhecimentos que relevam das línguas, enquanto saberes organizados, e das culturas dos
               povos que as utilizam, enquanto expressões das suas identidades.
                   No presente projecto curricular, os alunos são obrigados a continuar a aprender a Língua
               Estrangeira I (Inglês ou Francês) e a iniciar o estudo de uma nova Língua Estrangeira II, que será
               o Inglês ou o Francês.
                   No que concerne à Língua Estrangeira I é crucial realizar o diagnóstico dos aprendentes face
               às competências no domínio específico de cada língua a fim de consciencializar os alunos dos
               saberes e do saber-fazer de que dispõem por forma a desencadear os procedimentos
               necessários tendentes à superação das dificuldades diagnosticadas e à mobilização dos
               procedimentos necessários à apropriação de novos conhecimentos e competências.
                   Relativamente à aprendizagem da Língua Estrangeira II devem ser adoptadas estratégias
               específicas de ensino, considerando o nível etário dos alunos e o facto deles já terem experiência
               na aprendizagem de uma língua estrangeira.


               Competências Específicas:
               Línguas Portuguesa, Inglesa e Francesa

                 No âmbito do estudo e aprendizagem das línguas, os alunos devem desenvolver as seguintes
               competências específicas:

               1- Compreensão

         1.1 - Ver/ouvir textos orais e audiovisuais de natureza diversificada:
           -    Identificar uma acção e realizar tarefas a partir de instruções dadas;
           -    Recolher dados a partir de textos informativos, mensagens, actividades da vida quotidiana;
           -    Identificar traços característicos da sociedade e das culturas portuguesa, inglesa e francesa;
           -    Reconhecer afinidades / diferenças entre as culturas portuguesa, inglesa e francesa.

               1.2 - Ler
           -   Identificar as ideias gerais de um texto a partir das respectivas instruções de execução;
           -   Identificar uma personagem, objecto, lugar a partir da sua descrição;
           -   Associar marcas textuais ao assunto e tipo de texto;
           -   Identificar num texto narrativo os acontecimentos e as ideias principais;
           -   Relacionar som/sentido em textos lúdico poéticos;
           -   Entender acontecimentos relatados, bem como sentimentos e desejos expressos.

               2 - Interagir

               2.1 - Ouvir/Falar
           -   Apresentar-se e apresentar uma pessoa a partir de tópicos e ou de elementos linguísticos;
           -   Estabelecer contacto telefónico a partir de tópicos e ou de elementos linguísticos;
           -   Fazer entrevistas simuladas a partir de tópicos e ou de elementos linguísticos;
           -   Participar, com exercitação prévia, numa conversa curta no contexto das actividades da aula
               sobre o quotidiano e os temas abordados.;

          2.2 - Ler/Escrever
ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                        65
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                                                                              PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


           -   Responder a questionários diversificados;
           -   Receber e enviar mensagens em situações de relação interpessoal e social (cartas, convites...);
           -   Preencher formulários (ficha de identificação, de inscrição...).

               3 - Produzir
               3.1 – Falar
           -   Relatar episódios/acontecimentos da vida quotidiana a partir de tópicos e ou de elementos
               linguísticos;
           -   Descrever lugares, objectos, personagens com apoio visual ou linguístico;
           -   Exprimir, de forma orientada, pontos de vista;
           -   Reproduzir / recriar canções, poemas, lengalengas...

               3.2 - Escrever
           -   Narrar episódios / acontecimentos da vida quotidiana com apoio de suportes linguisticos e/ou
               visuais;
           -   Descrever lugares, objectos, personagens a partir de suportes variados;
           -   Legendar textos não verbais;
           -   Criar textos a partir de suportes variados.
           -

               4. Saber aprender
              .Participar de forma consciente na construção de uma competência plurilingue e pluricultural:
               - adoptar uma atitude de abertura e tolerância face às línguas e culturas estrangeiras,
               - estabelecer relações de afinidade/contraste entre a língua materna e as línguas estrangeiras.
              Utilizar estratégias de apropriação das línguas enquanto instrumento de comunicação:
               - relacionar sentidos e intenções em situações de comunicação em que foram produzidos;
               - reconhecer índices contextuais que permitam a dedução de sentidos;
               - seleccionar, no reportório disponível, recursos que permitam produzir textos adequados às
               situações comunicativas;
               - utilizar meios de compensação de insuficiências no uso da língua: gestos, definições, perífrases,
               paráfrases, …;
               - gerir a tomada de palavra em situações de interacção verbal tendo em vista a eficácia da
               comunicação,
               - avaliar a justeza dos processos utilizados.
              Utilizar estratégias de apropriação do sistema linguístico:
               - analisar e inferir princípios que regem a organização e utilização da língua, de modo a favorecer
               a integração dos conhecimentos novos num quadro estruturado que progressivamente se vá
               enriquecendo;
               - estabelecer relações de afinidade/contraste entre os sistemas da língua materna e das línguas
               estrangeiras.
              Adoptar estratégias e procedimentos adequados às necessidades de aprendizagem próprias:
               - identificar as finalidades das tarefas a executar;
               - planificar actividades;
               - seleccionar, de entre os auxiliares de aprendizagem, os mais adequados;
               - identificar dúvidas e dificuldades;
               - auto-regular os desempenhos exigidos em cada tarefa;
               - gerir adequadamente o tempo na realização das tarefas;
               - tomar decisões/iniciativas com base em critérios preestabelecidos, no sentido de uma
               participação adequada em actos comunicativos, projectos de trabalho, processos de
               aprendizagem, …;
               - organizar e utilizar materiais num processo de trabalho autónomo;
               - mobilizar, de entre os recursos disponíveis, aqueles que, num determinado contexto, permitem a
               resolução de problemas de comunicação imprevistos, a adaptação a situações novas,
               - explorar as oportunidades de relação interactiva, na sala de aula, para praticar a interacção
               verbal;
               - cooperar, de forma produtiva, na realização de tarefas em grupo;
               - contribuir para a criação, na sala de aula, de um clima de trabalho favorável: organizar o espaço
               de forma funcional; organizar os materiais de trabalho; gerir, de forma equilibrada, os ritmos de
               trabalho; garantir a qualidade estética do ambiente nos planos visual e sonoro; garantir a
               segurança e a higiene do espaço e dos equipamentos.

                   A área curricular das línguas deverá permitir o desenvolvimento das seguintes competências
               transversais:

ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                      66
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                                                                               PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


          1-    Métodos de trabalho e de estudo:
          -     concentrar-se durante a realização das tarefas;
          -     formular questões, dar sugestões, exprimir dúvidas;
          -     ser autónomo na realização das tarefas;
          -     participar nas actividades escolares, individualmente ou em grupo, de acordo com as regras
                estabelecidas;
           -    auto-avaliar processos e resultados das aprendizagens;
           -    controlar eficazmente o tempo na execução das tarefas.

          2-    Tratamento de informação:
          -     pesquisar, recolher e organizar informação em função das necessidades;
          -     resolver problemas em função de contextos ou situações;
          -     utilizar as novas tecnologias da informação.

          3-    Comunicação:
          -     gerir a tomada de palavra em situações de interacção verbal tendo em vista a eficácia da
                comunicação;
           -    utilizar meios de compensação de insuficiências no uso da língua.

          4-    Estratégia cognitivas:
          -     identificar as finalidades das tarefas a executar;
          -     planificar as actividades;
          -     identificar dúvidas e dificuldades;
          -     escolher e aplicar estratégias de resolução.

          5-    Relacionamento interpessoal e de grupo:
          -     conhecer e actuar de acordo com as normas, regras e critérios de actuação definidas pela
                comunidade escolar;
           -    cooperar com os colegas na realização de tarefas e na resolução de problemas;
           -    participar de forma organizada e responsável;
           -    respeitar a diversidade e ética.
                Critérios gerais de avaliação (Línguas Estrangeiras)

           1-    Compreender
           - Compreende textos curtos e simples sobre assuntos do quotidiano;
           - Compreende o essencial de um texto simples, breve e claro relacionado com aspectos da vida
              quotidiana;
           - Reconhece o vocabulário no âmbito dos domínios de referência contidos no programa;
           - Conhece as estruturas das línguas estrangeiras;
           - Identifica traços característicos da cultura e civilização francesa e inglesa.

           2-    Interagir
           - Pronuncia respeitando o sistema fonológico da língua estrangeira francesa e inglesa;
           - Comunica em situações do quotidiano que exijam apenas troca de informação simples e directa
              sobre assuntos e actividades correntes;
           - Participa com exercitação prévia numa conversa simples.

           3-        Produzir
           -    Demonstra capacidades para utilizar os conhecimentos em novas situações;
           -    Produz enunciados progressivamente mais elaborados;
           -    Demonstra empenho e participação espontânea;
           -    Utiliza frases simples e curtas para falar sobre os domínios referenciais constantes no programa.

           4-     Comportamentais
           - Cumpre as tarefas necessárias à construção do seu percurso de aprendizagem manifestando
              atitudes e hábitos de trabalho (pontualidade, assiduidade, respeito pelo cumprimento dos prazos);
           - Auto-avalia os processos e os resultados das aprendizagens;
           - É autónomo na realização das tarefas;
           - Manifesta curiosidade e desejo de saber, empenhando-se no aprofundamento dos seus
              conhecimentos;
           - Manifesta autoconfiança nas relações interpessoais e na realização de tarefas diversificadas;
           - Demonstra empenho e participação espontânea;
           - Coopera com os colegas na realização das tarefas e na resolução de problemas.
ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                       67
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                                                                                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO




                                             PLANO CURRICULAR DO 3º CICLO

                                  CARGA HORÁRIA SEMANAL( X 90 MINUTOS)
                Língua Portuguesa    7º ano    8ºano    9º ano  Total ciclo
                                       2         2        2              6

               Temas/Conteúdos relevantes

                   Comunicação oral:

                       -      Intencionalidade e adequação comunicativa

                       -      Técnicas: Exposição, debate, tempestade de ideias, jogo dramático...

                   Leitura:

                       -      Recreativa

                       -      Orientada

                   Texto Narrativo:

                       -      Acção: relevância e ordenação dos acontecimentos

                       -      Espaço

                       -      Tempo

                       -      Personagens:

                              - retrato físico

                              - sentimentos

                              - comportamento

                       -      Narrador

                       -      Modos de apresentação:

                              - narração/descrição

                              - diálogo

                   Texto Poético:

                       -      Noções de versificação

                       -      Recursos fónicos

                   Texto Dramático:

                       -      Personagens

                       -      Acção

                       -      Espaço

                   Relação dos textos lidos com o contexto e outros textos, tais como notícias, anúncios publicitários,

                   símbolos, sinais, rótulos, etiquetas, banda desenhada




ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                            68
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                                                                            PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO




               Organização curricular no 3º ciclo – FRANCÊS – L.E.II

               7º ano – 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos

               Temas:
                Identificação pessoal
                Caracterização
                Higiene e saúde
                A família
                A escola
                Os grupos (La bande)
                Meio envolvente

               8º ano – 1 bloco de 90 minutos+45 minutos

               Temas
                Os jovens de hoje
                Hábitos e costumes
                Serviços
                Vida económica
                Vida política
                Quotidiano ambiental

               9º ano- 1 bloco de 90 minutos

               Temas:
                Escolha da carreira
                Cultura e estética
                Ciência e tecnologia
                Cooperação internacional
                Qualidade de vida


               ESQUEMA ORGANIZADOR DOS TEMAS – INGLÊS

               O currículo de inglês do terceiro ciclo do ensino básico é constituído pelo conjunto de
               aprendizagens e competências a desenvolver pelos alunos através dos seguintes conteúdos:
               Identidade, Diversidade, A Comunidade Alargada – a minha/a de outros.


               ORGANIZAÇÃO CURRICULAR NO TERCEIRO CICLO

               7º ano – 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos

               8º ano – 1 bloco de 90 minutos

               9º ano – 1 bloco de 90 minutos + 45 minutos

               Todos os temas abordados são iguais ao longo do ciclo embora aprofundados de ano para ano,
               desenvolvidos de forma mais complexa de acordo com o grau de exigência de cada ano para a
               própria disciplina.


               Competências essenciais no final do ciclo
                Compreende as ideias gerais de um texto em língua corrente, sobre aspectos relativos à
               escola, aos tempos livre, a temas actuais e assuntos do seu interesse pessoal, quando o discurso
               é claro e pausado.
                Compreende um texto em língua corrente sobre assuntos do quotidiano. Entende
               acontecimentos relatados, assim como sentimentos e desejos expressos.
                Participa numa conversa simples sobre assuntos de interesse pessoal ou geral da actualidade.
ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                    69
                                                                               “A FAZER ESCOLA….HÁ VINTE ANOS”
                                                                                           PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


                Compreende mensagens, cartas pessoais e formulários simples e elabora respostas nestas
               situações de interacção.
                Produz, de forma simples e breve mas articulada, enunciados para narrar, descrever, expor
               informações e pontos de vista.
                Escreve textos simples e estruturados sobre assuntos conhecidos e do seu interesse.

               Sem pretender ser exaustivos, e a título de mera sugestão, pensamos ser fundamental articular,
               progressivamente, os conteúdos e as competências no âmbito da disciplina com as outras áreas
               do saber, que integram o currículo dos alunos, de modo a desenvolver a integração dos
               conhecimentos e o desenvolvimento de uma gestão curricular cada vez mais inter e
               transdisciplinar.

                LÍNGUA PORTUGUESA – Transversalidade – 7º ano

                      Temas/conteúdos relevantes                           Articulações interdisciplinares
                Comunicação oral:
                     -     Intencionalidade         e         adequação Mat – Interpretação de enunciados escritos;
                           comunicativa                                    - Equações – terminologia.
                     -     Técnicas: Exposição, debate, tempestade Franc.
                           de ideias, jogo dramático...                    - Descrição física e psicológica (retrato);
                                                                           - Comparação dos sistemas educativos.
                Leitura:                                                   Ingl.
                     -     Recreativa                                      - Descrição física e psicológica (retrato);
                     -     Orientada                                       - A ocupação de tempos livres.
                Texto Narrativo:                                           Hist.
                     -     Acção:      relevância   e   ordenação    dos - Simulação da vida de personagens históricas;
                           acontecimentos                                  - O Renascimento – o mundo clássico: os gregos
                     -     Espaço                                          no séc. V a. C.; o mundo romano nos sécs. I e II.
                     -     Tempo                                           Geo.
                     -     Personagens:                                    - Recolha de informação relacionada com uma
                           - retrato físico                                problemática actual;
                           - sentimentos                                   - A diversidade cultural: identificação de factores de
                           - comportamento                                 identidade e de diferenciação das populações.
                     -     Narrador                                        F.Q
                     -     Modos de apresentação:                          - A terra em transformação: transformações físicas
                           - narração/descrição                            e químicas.
                           - diálogo                                       C.N.
                Texto Poético:                                             - Dramatizações sobre individualidades ligadas à
                     -     Noções de versificação                          história da ciência;
                     -     Recursos fónicos                                - Ciência, tecnologia, sociedade e ambiente: leitura
                Texto Dramático:                                           de textos (instruções) científicos.
                     -     Personagens                                     Ed. Fís.
                     -     Acção                                           - Jogos colectivos – a comunicação não verbal
                     -     Espaço                                          (mímica, gesto);
                Relação dos textos lidos com o contexto e - Jogos tradicionais e populares – recolha de textos
                outros textos, tais como notícias, anúncios alusivos.
                publicitários,         símbolos,    sinais,     rótulos,
                etiquetas, banda desenhada




ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                                   70
                                                                                              “A FAZER ESCOLA….HÁ VINTE ANOS”
                                                                                          PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO




                     LÍNGUA PORTUGUESA – Transversalidade – 8º ano

                         Temas/conteúdos relevantes                         Articulações interdisciplinares
                   Comunicação oral:
                       -      Intencionalidade         e         adequação Mat.
                              comunicativa                                  - Os números;
                       -      Técnicas: Exposição, debate, tempestade - Estatística: leitura e interpretação de dados.
                              de ideias, jogo dramático...                  Franc.
                                                                            - Comunicação oral: comparar a forma de exprimir
                   Leitura:                                                 preferências e identificá-las com as dos jovens
                       -      Recreativa                                    portugueses e franceses;
                       -      Orientada                                     - Os jovens de hoje: preferências de leitura, música,
                   Texto Narrativo:                                         TV… e comparar com as dos jovens portugueses.
                       -      Acção:      relevância   e   ordenação   dos Ingl.
                              acontecimentos                                - Comunicação oral: comparar a forma de exprimir
                       -      Espaço                                        preferências e identificá-las com as dos jovens
                       -      Tempo                                         portugueses e ingleses;
                       -      Personagens:                                  - Diferentes culturas: textos sobre o renascimento.
                              - retrato físico                              Geo.
                              - sentimentos                                 - Alterações do ambiente: propor tema e informação
                              - comportamento                               recolhida na disciplina e organizar debate;
                       -      Narrador                                      - Sectores de actividades económicas.
                       -      Modos de apresentação:                        Hist.
                              - narração/descrição                          - O despotismo: simulação da vida de uma
                              - diálogo                                     personagem       histórica   relacionada      com     o
                   Texto Poético:                                           despotismo;
                       -      Noções de versificação                        - O renascimento: seleccionar alguns textos da
                       -      Recursos fónicos                              época.
                   Texto Dramático:                                         F.Q.
                       -      Personagens                                   - Sustentabilidade na Terra: reacções químicas
                       -      Acção                                         (explicação e representação das reacções);
                       -      Espaço                                        C.N.

                   Relação dos textos lidos com o contexto e - Sustentabilidade na Terra: ecossistemas; gestão
                   outros textos, tais como notícias, anúncios sustentável de recursos (recorrer a outros textos
                   publicitários,         símbolos,    sinais,     rótulos, para ilustrar esta problemática);
                   etiquetas, banda desenhada                               - Sustentabilidade na Terra: gestão sustentável dos
                                                                            recursos (protecção e conservação da natureza).




ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                                   71
                                                                                             “A FAZER ESCOLA….HÁ VINTE ANOS”
                                                                                           PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


                   LÍNGUA PORTUGUESA – Transversalidade – 9º ano

                         Temas/conteúdos relevantes                            Articulações interdisciplinares
                   Comunicação oral:
                       -      Intencionalidade         e         adequação Mat.
                              comunicativa                                     - Compreensão/reformulação de enunciados.
                       -      Técnicas: Exposição, debate, tempestade
                              de ideias, jogo dramático...                     Fran. e Ingl.
                                                                               - Escolha de carreira – expressão de gostos pessoais
                   Leitura:                                                    e/ou preferências no domínio vocacional.
                       -      Recreativa                                       Geo.
                       -      Orientada                                        - Actividades económicas- a indústria, os serviços e o
                   Texto Narrativo:                                            turismo – pesquisa.
                       -      Acção:      relevância   e   ordenação    dos Hist.
                              acontecimentos                                   - Comunicação em História – utilização de diferentes
                       -      Espaço                                           formas de comunicação oral e escrita na produção de
                       -      Tempo                                            diversos enunciados.
                       -      Personagens:
                              - retrato físico                                 F.Q.
                              - sentimentos                                    - Comunicação regulada por técnicas.
                              - comportamento
                       -      Narrador                                         Ed. Fís.
                       -      Modos de apresentação:                           - Debate sobre as regras do “bom desportista”.
                              - narração/descrição
                              - diálogo
                   Texto Poético:
                       -      Noções de versificação
                       -      Recursos fónicos
                   Texto Dramático:
                       -      Personagens
                       -      Acção
                       -      Espaço
                   Relação dos textos lidos com o contexto e
                   outros textos, tais como notícias, anúncios
                   publicitários,         símbolos,    sinais,      rótulos,
                   etiquetas, banda desenhada




                                  ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR – FRANCÊS – 7º ANO


          Temas/Conteúdos                                        Articulações interdisciplinares

          Identificação pessoal:                                 L.Port./Ing. – apresentação e saudação; a carta: registo
          - Nome, idade, filiação, residência, telefone,         escrito de nomes e moradas.
          local e data de nascimento, sexo,                      Geog. – a localização da Europa no mundo; os países e
          nacionalidade, ocupação.                               as principais cidades.




ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                                    72
                                                                                               “A FAZER ESCOLA….HÁ VINTE ANOS”
                                                                                       PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


          Caracterização:                                   L. Port./Ing. – a descrição física e psicológica (o
          - Traços físicos e psicológicos; gostos pessoais retrato).
                                                            Ed. Vis. – o desenho, o retrato e a caricatura.
                                                            Ed. Física – a constituição física.

          Higiene e saúde:                                  L. Port./Ing. – os hábitos alimentares; o texto não
          - Higiene pessoal; cuidados com a saúde; bem- literário (receita culinária…).
          estar.                                            Hist. – a pesquisa e recolha de dados sobre os hábitos
                                                            alimentares nos séculos XII a XIV.
                                                            F. Q. – componentes químicos nos alimentos e valores
                                                            energéticos dos mesmos.
                                                            Ed. Fís. – cuidados a ter com o corpo, no que respeita à
                                                            higiene e alimentação.
          A família:
          - Membros da família e laços de parentesco;
          profissões; quotidiano escolar; organização
          espaço-escola; intercâmbios escolares.
          A escola:                                         L. Port. – os sistemas educativos - comparação.
          - Sistema educativo; situação escolar;            Hist. – organização do ensino no período compreendido
          quotidiano escolar; organização espaço-escola; entre os séculos em estudo.
          intercâmbios escolares.                           Geog.- população escolar nos meios rurais e urbanos.
                                                            Ed. Fís. – espaços dedicados às práticas desportivas
                                                            nas escolas ( fazer o levantamento destes espaços no
                                                            concelho, por exemplo, e as suas condições físicas).


          Os grupos (La bande):                             L. Port. – locais de convívio; preferências dos jovens
          - Comunicação interpessoal;                       portugueses e franceses; experimentação de
          contactos/convívios; locais de encontro           metodologias activas como forma de incentivar a
                                                            comunicação e a entreajuda.
                                                            Hist. – os desportos nos séculos XII a XIV.
                                                            Ed. Fís. – desportos individuais e colectivos.


          Meio envolvente:                                  Geog. – clima e formações vegetais; relevo; riscos e
          - Condições climáticas; espaços físicos;          catástrofes.
          lugares e países.                                 C. Nat. – consequências da dinâmica interna da Terra.
                                                            Mat. – representação gráfica de dados recolhidos.




ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                               73
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                                                                                    PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO




                                    ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR – FRANCÊS – 8º ANO

                      Temas/Conteúdos relevantes                        Articulações interdisciplinares

           Os jovens de hoje                                Mat. – Os números
           - Férias e tempos livres.                        L. Port. – Leitura: orientada e recreativa-
           - Gostos e preferências: leitura (aventura e               - comunicação oral: comparar a forma de
           imaginação), música, TV, desportos, cinema, …    exprimir preferências e as preferências dos jovens
           - O valor do dinheiro.                           portugueses e franceses.
                                                            Ing. – Viagens.


           Hábitos e costumes                               Mat. – Funções: tabelas e gráficos
           - Alimentação                                          - Estatística: organização e interpretação de
           - Habitação                                      dados; interpretação da informação.
           - Moda e vestuário                               Geog. – Actividades económicas
           Serviços                                                 - Ambiente e Sociedade
           - Transportes                                     Hist. – A Revolução industrial: suas implicações na
           - Saúde/Assistência social                       vida económico-social.
           - Correios e telecomunicações                            - O Absolutismo; as Revoluções Liberais
           - Meios de comunicação social                    Ing. – Serviços: comparar a realidade inglesa com a
                                                            francesa pode ser um projecto interessante e poderá
           Vida económica                                   activar a participação de outras disciplinas.
           - Consumismo e compras                           C. Nat. – Sustentabilidade na Terra: ecossistemas;
           - Publicidade e marketing                        gestão sustentável dos recursos.
           - Defesa do consumidor                           F. Q. – Sustentabilidade na Terra: sistemas eléctricos.
           Vida política
           - Regime político
           - Partidos políticos
           Quotidiano ambiental                             Mat. – Lugares geométricos.
                -     a vida no campo – o pequeno jardim    Geog. – Contrastes de desenvolvimento
                -     o tecido urbano                       C. Nat. – Sustentabilidade na Terra: ecossistemas –
                -     “Les villes nouvelles”                perturbações no seu equilíbrio.
                -     Intervenção comunitária               L. Port. – Texto dramático: simulação de dois
                                                            quotidianos distintos




                                  ARTICULAÇÃO INTERDISCIPLINAR – FRANCÊS – 9º ANO


                           Temas/Conteúdos                            Articulações interdisciplinares

          Escolha da carreira                              L. Port. – O debate
          - la vie active/les métiers                      Ing./L. Port. – Comunicação oral: comparar os
          - les études/le système scolaire                 sistemas de ensino português, francês e inglês.
          - les issues professionnelles/travail            Geog. – O bem-estar como medida de qualidade de
          - l’émigration                                   vida (educação)
                                                                   - A repartição da população mundial e a sua
                                                           redistribuição.


ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                            74
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                                                                                           PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA – 3º CICLO


          Cultura e estética                                    Ing. – O cinema de culto.
          - les valeurs artistiques (peinture, sculpture,       L. Port. – Teatro: o texto dramático
          architecture, musique)                                Hist. – Sociedade e cultura num mundo em
          - les musées                                          transformação (ruptura e inovação nas artes e na
          - les expositions d’art                               literatura)
          - les spectacles                                      Ed. Vis. – Banda desenhada, desenho, escultura e
          - l’urbanisme                                         pintura.
          - la qualité de vie (confort, plaisir de vivre)       Geog. – Ambiente e sociedade: estratégias de
          - la littérature (l’oeuvre, l’auteur)                 preservação do património
          - le théâtre ( les pièces, les auteurs)                          - Fluxos de informação e cultura
          - les festivals de théâtre
          - le cinéma (les réalisateurs, les acteurs)
          - les festivals de cinéma
          - les “maisons” de l’art et de l aculture (les
          musées, les bibliothèques, les centres de
          documentation)
          Ciência e tecnologia                                  Ing. – Espaço cibernético
          - la recherche scientifique                           C. Nat. – Viver melhor na terra
          - le développement technologique (la biologie/la      Hist. – As transformações do mundo contemporâneo.
          biochimie, la medicine, la géologie,                  Geog. – Indicadores de desenvolvimento
          l’astrophysyque, l’océanographie, la découverte       Mat. - Estatística
          de l’espace, l’informatique)
          - les découvertes/ les inventions
          - l’industrie de point
          Cooperação internacional                              Ing. – Voluntariado e organizações.
          - les organisations de cooperation internationale     Geog. – Contrastes de desenvolvimento
          (économique(s), culturelle(s), humanitaire(s))        L. Port. – Comunicação oral e escrita.
                                                                Hist. – As transformações do mundo contemporâneo.


          Qualidade de vida                                     Geog. – Clima e formações vegetais/Relevo/Riscos e
               -    l’environnement (la pollution/l’écologie)   Catástrofes
               -    les mouvements pour la protection et                   - Ambiente e sociedade
                    défense de l’environnement                  Mat. – Construção de gráficos
                                                                Hist. – Crise e revolução no século XIV (influência do
                                                                clima e da concentração da população)
                                                                Ing. – Meio ambiente (Terra em perigo)
                                                                C. Nat. – A dinâmica interna da Terra
                                                                L. Port. – Debate (discussão e apresentação de
                                                                diferentes pontos de vista)
                                                                F. Q. – Mudança global (a influência da actividade
                                                                humana na atmosfera e no clima)




ESCOLA   SECUNDÁRIA DE VILA VERDE – 2006/2007                                                                                   75
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                                       5.2. ÁREAS CURRICULARES NÃO DISCIPLINARES


              1. FORMAÇÃO CÍVICA


              “A Escola tem de assumir-se como garante e factor de inovação capaz de promover a
              formação integral dos jovens e de os preparar para a vida” e “assumir responsavelmente a
              educação para a cidadania, como dimensão essencial de todo o processo educativo, significa
              colocar no cerne da Escola as dimensões curriculares mais próximas da realidade do nosso
              tempo, ir ao encontro das suas questões, encarar os seus problemas e promover a
              construção de aprendizagens que permitam uma adequada adaptação a essa realidade” (in
              Projecto Educativo).


              A Formação Cívica é o “espaço privilegiado para o desenvolvimento da educação para a
              cidadania, visando o desenvolvimento da consciência cívica como elemento fundamental no
              processo de formação de cidadãos responsáveis, críticos, activos e intervenientes, com
              recursos, nomeadamente, ao intercâmbio de experiências vividas pelos alunos e à sua
              participação, individual e colectiva, na vida da turma, da escola e da comunidade” (alínea c
              do nº 3 do artº 5 do Decreto-Lei nº6/2001).


              Todos os momentos são propícios à reflexão sobre a educação para a cidadania. Pratica-se
              em cada instante, nas aulas e fora delas, na participação na organização da vida escolar, no
              estudo, nas actividades desportivas, nos tempos livres, no convívio e nas regras que o
              orientam.
              A cidadania exerce-se na participação, cooperação, tomada de decisão e expressão de
              opinião com liberdade e responsabilidade.


              Nesta área devem ser promovidas situações de aprendizagem que integrem dimensões da
              vida individual e colectiva, bem como conhecimentos fundamentais para compreender a
              sociedade e as suas instituições.


              Esta área curricular não é da responsabilidade de um professor ou de uma disciplina, mas
              sim de todas as disciplinas e áreas do currículo, visto abarcar todos os saberes e abranger
              todas as situações vividas na escola. No entanto, nos 2º e 3º Ciclos, de modo a favorecer o
              seu desenvolvimento, existe um tempo semanal no horário dos alunos e do Director de
              Turma, destinado à informação, sistematização e aprofundamento dos assuntos abordados
              noutras disciplinas ou de temas sugeridos pelos alunos.


              O funcionamento deste espaço deve recorrer, entre outras, à metodologia de Assembleia de
              Turma, com vista a promover uma reflexão mais activa e mais participada por parte dos
              alunos.
              As actividades a desenvolver neste domínio serão organizadas de forma a permitir a
              rentabilização deste espaço semanal por meio de sessões de informação, trabalho e debate.
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              Entre    as   actividades         a   dinamizar   destacam-se:   dramatizações,    mesas-redondas,
              visionamento de notícias, filmes, simulação de situações, leitura e discussão de textos,
              diálogo e intercâmbio de experiências vividas…




              Ora, sendo a sociedade actual uma sociedade pluralista caracterizada pela diversidade de
              concepções, valores e atitudes, compete também à educação e à escola, numa sociedade
              democrática, promover a aprendizagem de valores, competências e atitudes que assegurem
              a livre convivência, a paz activa e a responsabilidade crítica.


              Assim, a área curricular da Formação Cívica deve ser entendida como um espaço
              privilegiado para o desenvolvimento da educação para a cidadania, permitindo:
              a) Centrar a atenção na educação integral do aluno tendo em vista estruturar a sua relação
              com a sociedade de acordo com as regras básicas de convivência que valorizem a
              autonomia, a responsabilidade individual e a participação informada;
              b) Desenvolver um sistema pedagógico que acompanhe e integre a inovação e o progresso
              da sociedade, no respeito pelos valores culturais e o património cultural e histórico,
              entendendo-se nestes, o respeito superior pelos direitos humanos.
              Neste sentido, a área da Formação Cívica deve ser capaz de:
              a) se ajustar às necessidades dos alunos e constituir um espaço de diálogo e reflexão sobre
              as suas experiências e preocupações de modo a promover a sua participação na vida da
              turma, da escola e da comunidade;
              b) tendo em conta o seu carácter transdisciplinar, favorecer a comunicação entre todos os
              intervenientes no processo educativo e a sua corresponsabilização;
              c) originar um espaço aberto ao tratamento e debate das grandes questões educativas da
              cidadania (ver o capítulo Educação para a Cidadania);
              d) constituir um espaço para o desenvolvimento de competências e valores que permitam a
              afirmação de um sentido saudável do bem comum, valorizando a moral social, o espírito
              público e a abertura à comunidade;
              e) promover o desenvolvimento da autonomia dos alunos, a sua participação na vida social e
              o seu espírito crítico.
              f) Compreender a função distintiva nos diferentes domínios da sexualidade humana.




              Temas a tratar: sugestões
              Sem qualquer pretensão de índole programática, dado que todos os momentos são propícios
              à reflexão sobre a educação para a cidadania (nas aulas e fora delas, na participação da vida
              escolar, nos estudos, nas actividades desportivas, no convívio e tempos livres), os projectos
              de intervenção formativa dos alunos a integrar nos projectos curriculares de turma na área da
              Educação para a Cidadania devem promover:




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              a) O conhecimento da organização interna da escola, explicitando as regras definidas no
              seu regulamento interno, designadamente, as que se referem aos direitos e deveres dos
              alunos e às condições que promovam a sua participação nos destinos da escola;
              b) O conhecimento da organização político-jurídica e participação cívica em diferentes
              níveis: organização político-constitucional local, nacional e europeia, e os mecanismos de
              afirmação de uma cidadania de cariz universal (instituições e organizações internacionais,
              etc.);
              c) A divulgação e promoção dos direitos humanos e dos cidadãos tendo em conta a
                   discussão dos direitos que devem fundamentar a vida numa sociedade justa e pacífica,
                   baseada na dignidade da vida humana, na afirmação da coesão social e no combate à
                   exclusão;
              d) A afirmação da escola multi e intercultural em que se estimule a compreensão e o
                   respeito pela alteridade social, cultural, étnica, política e religiosa;
              e) A educação para a saúde e para a sexualidade responsável;
              f)   A educação ambiental e o desenvolvimento do espírito ecológico em todas as suas
                   dimensões;
              g) O reconhecimento da importância da preservação e salvaguarda do património natural e
                   cultural;
              h) A educação rodoviária como forma de desenvolver o comportamentos cívicos e
                   responsáveis na circulação rodoviária;
              i)   A valorização da dimensão económica na educação, designadamente no que concerne à
                   valorização social do trabalho, a importância da qualificação e formação profissionais e
                   do exercício consciente dos direitos e deveres económicos (laborais, dos consumidores,
                   segurança e higiene no trabalho, etc.);
              j) A preparação dos jovens para a inserção na vida activa desenvolvendo acções em torno
              de programas de orientação vocacional que facilitem a definição dos seus projectos de vida;
              l) A abertura da escola ao meio através da afirmação da iniciativa e participação da
              sociedade civil e do desenvolvimento de parcerias que permitam a concepção e realização de
              projectos e actividades que respondam eficazmente às solicitações e apoios da comunidade
              em que a escola está inserida.

                   Na seguinte tabela apresentam-se sugestões de temas para serem tratados no âmbito da
              área curricular da Formação Cívica:


                                                   Conhecimento do Regulamento Interno da escola;
                                                   Funcionamento da Assembleia de turma;
                                                   Eleição do Delegado e Subdelegado de Turma;
                                                   Direitos e Deveres dos alunos;
               Dimensão Escolar                    Composição e competências dos Órgãos de Gestão da Escola;
                                                   Participação do aluno na vida da escola;
                                                   Higiene e segurança na escola;
                                                   Preservação do património escolar;
                                                   Orientação vocacional e profissional.
                                                   Direitos humanos;
                                                   Trabalho infantil;
               Dimensão Humana                     Escravatura;
                                                   Violência, racismo e xenofobia;
                                                   Paz e tolerância;
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                                                   Amizade e solidariedade;
                                                   Apoio aos deficientes, idosos e aos mais carenciados.
                                                   Os símbolos nacionais: hino nacional e bandeira nacional;
                                                   Valorização da língua e cultura portuguesa;
                  Dimensão Cultural
                                                   Preservação do Património nas suas diversas dimensões;
                                                   Fundamentalismo versus tolerância religiosa.



                                                   Família;
                                                   Educação sexual;
                                                   Educação para a saúde;
                                                   Educação do consumidor;
                                                   Educação rodoviária;
                  Dimensão Social
                                                   Prevenção de comportamentos de risco (droga, tabaco, álcool,
                                                    sida,...)
                                                   Emigração/imigração;
                                                   Voluntariado e associativismo;
                                                   Educação para os media;
                                                   Política dos três R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar);
                                                   Poluição (aquática, dos solos, atmosférica, sonora, estética);
                                                   Defesa de zonas protegidas e protecção da biodiversidade;
                                                   Energias: renováveis e não renováveis, poluentes e não
                  Dimensão Ambiental
                                                    poluentes;
                                                   Agricultura biológica;
                                                   Desflorestação;
                                                   (...)
                                                   Organização político-administrativa do estado português ao nível
                                                    local, regional e central;
                                                   Democracia e participação cívica: eleições, partidos políticos, ...
                  Dimensão Política
                                                   Constituição da República Portuguesa, salientando-se os direitos
                                                    e deveres fundamentais;
                                                   Tribunais, segurança e defesa do território nacional.
                                                   A União Europeia: suas instituições e principais tratados;
                  Dimensão Europeia                A Cidadania europeia;
                                                   A livre circulação de pessoas e bens.



              Orientações Metodológicas

              Quanto às opções metodológicas que possibilitam o desenvolvimento de competências no
              âmbito da Educação para a Cidadania, sugerem-se as seguintes:
              -     a valorização da assembleia de turma de forma a encorajar os alunos a explicitar as
              suas dúvidas e a ouvir as opiniões dos outros, antes de tomarem uma decisão ou de
              estabelecerem um projecto;
              -     o trabalho de equipa, promovendo e valorizando o espírito de cooperação entre os alunos
              como estratégia de apropriação dos saberes mas também de melhoria das relações
              interpessoais;
              -     o trabalho de campo consubstanciado em levantamentos e estudos de caso ou produção
              de monografias que, além de proporcionar momentos de pesquisa, selecção, tratamento e
              organização da informação, devem ser apresentados e discutidos de forma a incentivar o
              debate e a fundamentação de opiniões e perspectivas;


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              -   a realização de debates e sessões sobre temas ricos, pertinentes e controversos em que
              os alunos procurem fundamentar as suas posições e se discutam de forma crítica diferentes
              perspectivas;
              -   o uso de narrativas (épicas, históricas, lendas e tradições), ou o visionamento de filmes ou
              imagens que se constituam como recursos capazes de despoletar a reflexão individual e
              colectiva sobre as mais diversas questões sociais e/ou dilemas morais;
              -   assistir a reuniões públicas de órgãos políticos locais, visitar organizações, instituições ou
              associações locais ou solicitar a participação nos debates de elementos ligados à vida social,
              cultural e política da comunidade podem ser meios importantes para fazer perceber aos
              jovens como podem intervir e o que podem fazer em prol da sua comunidade.



              Intervenientes


                  A área curricular da Formação Cívica deve ser discutida, planificada e gerida no âmbito de
              cada conselho de turma, sendo a sua operacionalização da responsabilidade do director de
              turma.

              Avaliação

                  A avaliação desta área curricular não disciplinar caracteriza-se por ser descritiva, baseada
              na auto-reflexão, no conhecimento que o aluno tem de si próprio e da sua evolução. Este tipo
              de reflexão deve ser orientado pelo director de turma, que deve recolher contributos dos
              professores das outras áreas disciplinares/disciplinas, no sentido de validar a evolução dos
              alunos.


              2. ESTUDO ACOMPANHADO

              Como se refere no preâmbulo do Despacho nº 9590/99, de 14 de Maio, o projecto de gestão
              flexível do currículo visa “melhorar a eficácia da resposta educativa aos problemas surgidos
              da diversidade dos contextos escolares, fazer face à falta de domínio de competências
              elementares por parte de muitos alunos à saída da escolaridade obrigatória e, sobretudo,
              assegurar que todos os alunos aprendam mais e de um modo mais significativo.”
              Neste contexto, a introdução da nova componente curricular “Estudo Acompanhado” assume
              particular relevância, na medida em que, tal como estipula a alínea b) do ponto 3 do artigo 5º
              do Decreto-Lei nº 6 /2001, de 18 de Janeiro, ela visa “a aquisição de competências que
              permitam a apropriação pelos alunos de métodos de estudo e de trabalho e proporcionem o
              desenvolvimento de atitudes e de capacidades que favoreçam uma cada vez maior
              autonomia na realização das aprendizagens.”
              Deste modo, o estudo acompanhado não poderá ser perspectivado como uma extensão das
              aulas das diversas disciplinas, mas antes como um espaço curricular de que os alunos
              dispõem para estudar (com o apoio de professores) e, simultaneamente, para aprender a
              estudar.


ESCOLA SECUNDÁRIA DE VILA VERDE   – 2006/2007                                                                   80
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              Assim, são objectivos gerais desta área curricular desenvolver no aluno a capacidade de
              estudar e organizar o seu trabalho, de forma autónoma e de lidar com a quantidade e
              complexidade progressiva dos conteúdos curriculares. Deverá ser tido em conta o papel da
              motivação, da auto-estima e autoconceito positivos, a mobilização das capacidades e o
              controlo das situações, pelos alunos.
              A avaliação caracteriza-se por ser descritiva, baseada na auto-reflexão, no conhecimento que
              o aluno tem de si próprio e da sua evolução. Compete ao conselho de turma, mediante
              proposta do(s) professor(es) que lecciona(m) esta área, avaliar qualitativamente.
              NO estudo acompanhado deve evitar-se a sua transformação numa mera sala de estudo ou
              centro de explicações, sob pena de desvirtuar o objectivo que presidiu à criação da mesma.
              O estudo acompanhado deverá, pois, contemplar duas vertentes essenciais:
              I- aprender a aprender;
              II- o estudo.


              I- Aprender a aprender
              A escola actual, de todos e para todos, vive uma realidade cada vez mais complexa; hoje não
              nos podemos preocupar apenas com o aprender, é necessário aprender a aprender. O
              professor, além de educador da atenção, da memória, das competências e de promotor de
              técnicas mais eficazes e facilitadoras da aprendizagem, deve ser o companheiro que partilha
              a reflexão sobre o acto de aprender em todas as suas vertentes. Aprender a aprender,
              aprender a fazer, a ser e a viver em conjunto são objectivos desta vertente do estudo
              acompanhado, que não deve pôr-se ao serviço de nenhuma disciplina em particular, mas
              servi-las a todas, na medida em que promove a descoberta e o treino de capacidades e
              competências fundamentais a toda a aprendizagem.


              Objectivos:

              a) desenvolver nos alunos comportamentos facilitadores da aprendizagem, nomeadamente
              ao nível do planeamento e organização do estudo e ainda no que se refere à atenção nas
              aulas e durante o estudo;
              b) explorar o potencial de cada aluno e rentabilizá-lo ao nível da partilha grupo/ turma;
              c) Orientar os alunos na auto-avaliação relativamente à eficácia das estratégias de estudo


              II- O estudo

              Implementada a primeira vertente - “aprender a aprender” -, o estudo acompanhadoo deve
              passar a ser aquilo que o seu próprio nome sugere: um tempo curricular de que os alunos
              dispõem para estudar com o apoio de professores. Não se trata de dar uma explicação de
              uma disciplina qualquer, mas de apoiar os alunos no seu estudo, de modo a torná-los
              progressivamente mais autónomos na construção das suas aprendizagens.


              Que formas pode assumir este apoio?

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              a) Ajudar os alunos a definir o que têm para estudar e por onde podem fazê-lo:
                  Neste aspecto, é fundamental que os professores das várias disciplinas, nas suas próprias
              aulas, dêem aos alunos indicações precisas sobre o que devem estudar, onde e de que
              modo, pois, ao contrário do que possamos pensar, nem sempre é muito claro para os alunos
              o que devem estudar (sabemos que, talvez para a maioria deles, se não houver trabalhos de
              casa para fazer, não há nada para estudar). Aliás, o facto de existir o “estudo acompanhado”
              não significa que os professores se demitam da função, que lhes cabe, de ensinar os alunos
              a estudar e a aprender, até porque são os professores aqueles que melhor sabem o que é
              importante que os alunos aprendam e que metodologias específicas de estudo são
              aconselháveis nas suas disciplinas. O “estudo acompanhado” deve, pois, assumir um papel
              supletivo, complementar das aulas curriculares, no que se refere ao aprender a aprender. Ou
              seja: neste aspecto, tem de haver articulação e complementaridade entre as aulas
              curriculares disciplinares e o “estudo acompanhado”.



              b) Ajudar os alunos a adoptar metodologias de estudo correctas
                  Em muitos casos o professor poderá estudar com os alunos, de modo a que estes vão
              interiorizando essas metodologias e as possam utilizar de forma cada vez mais autónoma.
              Por outro lado, no que se refere à compreensão da tarefa a realizar e à procura da
                             1
              informação necessária, os professores poderão usar estratégias que constituam um efectivo
              reforço da aprendizagem feita na aula.


              Objectivos:
              a) Mobilizar competências e experiências adquiridas para superar as dificuldades e resolver
              as tarefas;
              b) Desenvolver competências de planeamento e organização do estudo proposto pelas
              disciplinas.


                                            PROPOSTA DE ORIENTAÇÕES GERAIS


                                       TEMAS                                      SUBTEMAS
                                                       1.1- As disciplinas e as áreas não disciplinares – sua
                        I        1. Novas áreas
                                                       importância;
                  APRENDER disciplinares
                                                       1.2- O Estudo Acompanhado: objectivos.
                      A
                  APRENDER                             2.1- Levantamento das condições e hábitos de estudo
                                 2. O aluno e o
                                 estudo                dos alunos.




1
  Saliente-se a importância da criação de um espaço pedagogicamente apetrechado que facilite o acesso a materiais didácticos
diversificados e meios complementares onde possa ser recolhida e tratada a informação (recursos audiovisuais, multimédia,
informáticos, bibliográficos, etc.).
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                                                         3.1- Algumas orientações sobre hábitos de estudo;
                                                         3.2- Os trabalhos de casa – definição e justificação;
                                                         3.3- Os manuais – sua organização e consulta /
                                   3.Organização e
                                                         utilização;
                                   autocontrolo
                                                         3.4- Os testes – planificação do estudo;
                                                         3.5- Elaboração de um horário individual de estudo;
                                                         3.6- Trabalho de grupo – organização e regras.
                                                         4.1- A leitura e interpretação de documentos;
                                                         4.2- Sublinhar, tirar apontamentos e fazer esquemas;
                                                         4.3- Consultar um dicionário;
                                                         4.4- Exploração e construção de mapas e gráficos;
                                   4.Estratégias e       4.5- A memorização;
                                   técnicas de           4.6- Apresentação de um trabalho (oral/escrito);
                                   estudo e              4.7- Preparação para um teste;
                                   aprendizagem          4.8- Regras úteis para a aprendizagem nas aulas;
                                                         4.9- Visualização e interpretação de um filme;
                                                         4.10- Visitas de estudo (organização, relatórios, ...);
                                                         4.11- Elaboração de um inquérito, entrevista, debate;
                                                         4.12- Uso do computador e Internet no estudo.
                       II          5. Integração e       5.1- Aplicação das estratégias e técnicas adquiridas a
                   Estudo          prática               situações reais de estudo.




              Estas orientações gerais não devem perder de vista as competências transversais e as
              situações de aprendizagem que se apresentam na tabela seguinte:




               Competências Transversais                               Situações de Aprendizagem
                                                        Conhecer e actuar de acordo com as normas, regras e
                                                         critérios de actuação pertinente, de convivência,
              Relacionamento Interpessoal
                                                         trabalho, de responsabilização e sentido ético das
              e de Grupo
                                                         acções definidas pela comunidade escolar nos seus
                                                         vários contextos, a começar pela sala de aula.
                                                        Participar em actividades e aprendizagens, individuais e
                                                         colectivas, de acordo com regras estabelecidas.
                                                        Identificar, seleccionar e aplicar métodos de trabalho e
              Métodos de Trabalho e de                   de estudo.
              Estudo                                    Exprimir dúvidas ou dificuldades.
                                                        Analisar a adequação dos métodos de trabalho e de
                                                         estudo formulando opiniões, sugestões e propondo
                                                         alterações.
                                                        Pesquisar, organizar, tratar e produzir informação em
              Tratamento da Informação                   função das necessidades, problemas a resolver e dos
                                                         contextos e situações.
                                                        Identificar elementos constitutivos das situações
                                                         problemáticas.
              Estratégias Cognitivas
                                                        Escolher e aplicar estratégias de resolução.
                                                        Explicitar, debater e relacionar a pertinência das
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                                                       soluções encontradas em relação aos problemas e às
                                                       estratégias adoptadas.
                                                      Utilizar diversas formas de comunicação verbal,
                                                       adequando a utilização do código linguístico aos
                                                       contextos e às necessidades.
              Comunicação
                                                      Resolver dificuldades ou enriquecer a comunicação
                                                       através da comunicação não verbal com aplicação das
                                                       técnicas e dos códigos apropriados.



              Intervenientes

                  Esta área curricular é discutida, planificada e gerida em conselho de turma, sendo a sua
              operacionalização da responsabilidade de um docente. Será desejável que os professores a
              leccionar esta área curricular sejam preferencialmente de áreas disciplinares diferentes.

              Avaliação

                  A avaliação desta área caracteriza-se por ser essencialmente descritiva no final dos
              períodos lectivos, tendo como referência a evolução do aluno a partir da situação
              diagnosticada. Trata-se de um processo que envolve a auto e hetero-avaliação de cariz
              essencialmente formativo, com recurso a meios simples e diversificados de registo em que se
              avaliam atitudes, valores e competências, tais como:




                                                                Participação
                                                                Iniciativa
                                       Empenho
                                                                Interesse
                                                                Atenção
                                                                Apresentação de materiais
                                     Organização                Selecção de informação e/ou materiais
                                                                Utilização de informação e/ou materiais
                                                                Assiduidade
                                  Responsabilidade              Pontualidade
                                                                Cooperação




              3- ÁREA DE PROJECTO


                  A área de projecto tem como objectivo central envolver os alunos na concepção,
              realização e avaliação de projectos, permitindo-lhes a articulação de saberes de diversas
              áreas curriculares em torno de problemas ou temas de pesquisa ou de intervenção.
              Os professores titulares de turma deverão assumir um papel fortemente motivador no sentido
              de que o tema escolhido e o trabalho a realizar correspondam, na prática, ao que se pretende
              nesta área.
               “Um projecto não é um tema sobre o qual se faz um trabalho, mas sim uma
              actividade com certas características como resposta a uma problemática e à intenção
              de produzir algo.” (Novas Áreas Curriculares, 2002)

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              Os alunos participam na definição, planeamento, realização e avaliação dos projectos, os
              quais decorrerão em consonância com os saberes disciplinares das várias áreas de saber
              neles envolvidos. É um espaço de realização de projectos significativos, independentemente
              do facto de se tratar, ao longo do ano, de um ou vários projectos, de envolverem igualmente
              todos os alunos ou de haver diferentes grupos a realizar projectos distintos. Na sua
              dinamização privilegiar-se-ão: a dinâmica de trabalho de grupo e a metodologia projectual.


                  As actividades a desenvolver na Área de Projecto visam atingir:
              a) A aquisição de saberes para os quais concorram diversas disciplinas ou matérias de
              ensino numa perspectiva interdisciplinar;
              b) A aquisição de instrumentos de trabalho e o exercício de diferentes operações
              intelectuais;
              c) A sensibilização dos alunos para as problemáticas do meio onde a escola se insere;
              d) A abordagem e tratamento de temas que, pela sua importância e acuidade, mereçam a
              atenção e a colaboração do comunidade escolar;
              e) A ligação entre os saberes teóricos adquiridos ao nível das matérias de ensino ou das
              disciplinas e a sua aplicação prática;
              f) A concretização de actividades que promovam o desenvolvimento do espírito de iniciativa,
              de organização, de autonomia e de solidariedade e o exercício de uma cidadania
              responsável;
              g) Permitir o desenvolvimento da autonomia e criatividade do aluno;
              h) A sensibilização dos alunos para a preservação dos valores da identidade nacional, no
              contexto da integração europeia;
              i) Desenvolver as vertentes de pesquisa e intervenção, promovendo a articulação das
              diferentes disciplinas.
                  Em linhas muito gerais, podemos dizer que os Professores sempre trabalharam em
              projecto, sempre desenvolveram projectos e isso continua a acontecer. Podiam não lhes dar
              esse nome, mas a ideia essencial estava lá. A identificação de um problema, o desenrolar do
              processo na tentativa de resolução do problema, o produto final e a sua exibição à
              comunidade: uma peça de teatro, uma exposição, intercâmbio com outras escolas, um livro,
              um jornal, um cartaz, a semana de …, o dia de …
                  A área de projecto pretende aplicar os conhecimentos adquiridos nas áreas curriculares
              numa integração de saberes interdisciplinares. Essa integração de saberes só pode ter lugar
              se houver uma verdadeira interdisciplinaridade dentro e fora das horas em que se desenvolve
              a Área de Projecto.
                  Não pode ficar tudo reduzido ao professor que, desenvolvendo um projecto com os seus
              alunos, se torne professor multidisciplinar com uma latitude de conhecimentos alargada,
              pretendendo ser sabedor de quase todas as áreas: Ciências, Geografia, Educação Musical,
              Dança, Teatro. A interdisciplinaridade é essencial.




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                  PEDAGOGIA DO PROJECTO


                  Para transformar uma ideia ou uma vontade num projecto, é necessário uma tomada de
              consciência sobre aquilo que se pretende realizar; não é apenas uma questão de
              observação, é uma questão de saber compreender tudo aquilo que os nossos sentidos
              absorvem, de saber compreender o significado das coisas.
                  Os nossos desejos e impulsos são, por vezes, tão intensos que nos esquecemos de fazer
              uma avaliação das consequências das nossas acções e daquilo que projectamos. É
              necessário que a acção não siga o desejo, mas que seja consequência da observação e da
              avaliação. Se o produto final do nosso projecto é ainda pouco consistente, os meios ao nosso
              dispor é que nos traçam os caminhos. Ao projectar deve haver uma reflexão cuidada, uma
              observação e uma avaliação dos meios ao nosso dispor. Estes meios permitem-nos formular
              um projecto consistente.
                  Tanto os professores como os alunos colocam-se em situações novas quando o ensino-
              aprendizagem é feito de projectos centrados em problemas. Os papeis de ambos, aluno -
              professor, são agora diferentes.
                  O aluno assume uma série de funções que até aqui não eram habituais: investiga, compila
              dados, decide, trabalha em grupo, observa, recolhe e trata informação, desenvolve a
              utilização do computador, sabe pesquisar na biblioteca, na Internet, busca diferentes fontes
              de informação e selecciona os documentos mais adequados. Envolve-se em diversas áreas e
              converte tudo isso em ponto de partida para a sua actividade.
                  Desenvolve diversas capacidades – intelectual, motora, afectiva, criadora, comunicativa -,
              pois aprende fazendo e aprende igualmente a resolver problemas, partindo das situações
              concretas.
                  O trabalho de projecto é uma das actividades mais interactivas, capaz de reunir em si
              acções variadas que vão ao encontro das necessidades dos alunos, das suas expectativas e
              dos diferentes ritmos de aprendizagem, capaz de envolver todos os alunos, mesmo aqueles
              com necessidades educativas especiais.
                  Origina uma aprendizagem positiva. É um método activo em que os alunos manuseiam
              directamente as matérias e os dados pesquisados.
                  Desenvolve a competência comunicativa. Ao manipular os materiais, os alunos vão
              revendo assuntos e aprendendo sempre algo mais. Favorece capacidades importantes para
              a educação e formação, uma vez que o aluno aprende, na prática, a interrogar-se acerca de
              si próprio e dos outros, a orientar o seu trabalho para levar a cabo uma tarefa, a assumir as
              suas responsabilidades. É, ao mesmo tempo, treino de diálogo, de compreensão mútua e de
              cooperação, educação para a solidariedade e sociabilidade.


                  A IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA


                  A área de projecto segue a metodologia de projecto centrado na resolução de problemas.
                  Como se pode organizar e desenvolver o trabalho?


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                  Em primeiro lugar existe a necessidade de identificar o(s) problema(s), que irá(ão) ser a
              linha condutora de todo o processo. Como já foi referido anteriormente, o problema tem de
              ser real e significativo, de ligação com o meio, tem de ser pertinente e passível de ser posto
              em prática. A afectação de meios irá condicionar o processo. Por muito que se queira fazer
              se a escola não possuir os meios necessários, o projecto não poderá ser posto em prática e
              tem de ser reformulado.
                  A identificação do problema deve ser feita pelo grupo-turma. É claro que o professor pode
              também dar sugestões e orientar os alunos. Essa orientação será variável, de acordo com a
              faixa etária dos alunos. Os alunos do 7º ano deverão ter maior orientação do professor do
              que os do 9º ano.


                  COMO FAZER?


                  Depois de formados os grupos, cada grupo vai identificar o problema dentro do tema
              aglutinador. Para esta identificação do problema os professores podem preparar com os
              alunos o material necessário para esta fase, seguindo a metodologia que acharem mais
              adequada. Cada grupo apresenta o seu problema. Pode haver mais que um problema. Os
              professores têm aí a oportunidade de poderem desenvolver nos seus alunos a exposição de
              ideias, o diálogo e o debate, de forma a que os alunos consigam convencer os outros da sua
              escolha.
                  O trabalho a desenvolver terá a ver com as seguintes o perguntas: Como vamos dar
              resposta ao problema? Que meios vamos utilizar para o resolver? O que vamos fazer?
              Quando vamos fazer?


                  OS GRUPOS DE TRABALHO


                  É essencial que os alunos saibam as regras do trabalho de grupo, saibam o que é um
              grupo e como funciona. A aceitação no grupo é fundamental, daí que as regras devam ser
              definidas e interiorizadas por todos.
                  É necessário que os alunos entendam que todas as opiniões são importantes e que
              qualquer trabalho individual é fundamental para a equipa. Não existe trabalho de grupo sem a
              cooperação e responsabilização de todos.
                  Todos os alunos devem ter possibilidade de experimentar diversas tarefas ao longo do
              processo. Por vezes, verifica-se a situação de serem sempre os mesmos alunos a
              executarem os trabalhos para que estão mais vocacionados. O professor deve conseguir
              gerir essas situações para que todos colaborem e não “cristalizem” as tarefas.
                  Se houver boas relações entre todos, os conflitos serão pontuais. Um grupo em que haja
              competição entre os seus membros tem dificuldades em levar a cabo a sua tarefa. É factor
              negativo para o grupo se houver uma liderança excessiva por um ou mais membros desse
              grupo.
                  Quando um grupo não está a funcionar bem, então será necessária a orientação do
              professor. A avaliação do processo é feita e os reajustamentos podem ter lugar. É necessário
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              verificar onde está o problema para que os alunos aprendam a trabalhar em grupo e
              aprendam e conhecer-se melhor.
                  Trabalhar em projecto implica uma avaliação contínua e uma reformulação sempre que for
              necessário: aprender com aspectos positivos e negativos.
                  A avaliação do grupo pode ser feita mediante uma ficha de auto-avaliação, diálogo, ficha
              de observação do professor. Essa avaliação pode incidir sobre o trabalho de grupo ou de
              cada membro individualmente; a recolha de dados, a forma como estão organizados os
              grupos, os meios ao seu dispor, a cooperação, a responsabilização de todos como grupo, a
              consecução dos objectivos, o plano de trabalhos.


                  AS ETAPAS DO PROJECTO


              O desenrolar de um projecto deve seguir as seguintes fases:


              1. Identificação do problema e escolha do tema a desenvolver;
              2. Planificação do trabalho: definição dos aspectos que se vão trabalhar;
              3. Motivação e informação sobre o tema: preparação do trabalho;
              4. Formação de grupos de trabalho e distribuição de tarefas;
              5. Trabalho de pesquisa: recolha de informação em diversas fontes;
              6. Troca de ideias e selecção de material;
              7. Preparação do produto final;
              8. Apresentação dos trabalhos que pode ter formas variadas: pode ser um relatório oral ou
              escrito ou ser expresso de outra forma. Deve ser uma fase de recapitulação de todas as
              aquisições cognitivas, sócio-pedagógicas e pessoais;
              9. A avaliação: decorre ao longo de todo o percurso, tendo em vista fazer o ponto da
              situação e a reformulação dos trabalhos se necessário.


                  A RECOLHA DE DADOS


                  Existem diversas fontes para recolha de dados e de informações. A título de exemplo,
              sugerem-se as seguintes:
                 As conversas com as pessoas e as entrevistas mais formais; observação do seu
              comportamento, gestos e falas;
                 Observações dos espaços e da sua organização;
                 Fotografias, gravuras, gravações, etc.;
                 Documentos escritos, livros, revistas, jornais, etc.
                 Internet,
                 (…)
                  A recolha é feita, e é a partir daí que se inicia a selecção da informação mais adequada ao
              trabalho que se vai desenvolver; e é necessário saber retirar o essencial da informação
              recolhida.

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                  ALGUNS PONTOS ESSENCIAIS A FOCAR NA AVALIAÇÃO.


              Do Aluno:


                 Tipo de tarefas que está a desenvolver ao longo do projecto;
                 Fontes de informação utilizadas;
                 Como está a ser feita a recolha de dados: em grupo ou individualmente;
                 Se o plano de trabalhos está a ser cumprido ou não;
                 Auto-avaliação individual e como membro de um grupo (no processo e no final);
                 Forma de intervenção na comunidade;
                 Dificuldades sentidas e alterações ao plano original.


              Do Professor:


                 Como foi feita a identificação do problema;
                 Forma como se está a desenvolver o projecto: pesquisa e recolha de dados;
                 Fontes utilizadas;
                 Avaliação dos grupos e dos alunos individualmente;
                 Se o plano está a ser e/ou foi cumprido;
                 Dificuldades sentidas ao longo do processo;
                 A interdisciplinaridade;
                 Consecução de objectivos definidos para o projecto;
                 Avaliação global do projecto e da resposta ao problema.




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                                       5.3. ÁREAS/FORMAÇÕES TRANSDISCIPLINARES



              1- COMPETÊNCIAS TRANSVERSAIS

                  Todas as áreas curriculares, disciplinares e não disciplinares, devem contribuir para o
              desenvolvimento integral dos alunos e colaborar no sentido de promover o seu crescimento
              físico, psíquico e social harmonioso permitindo o desenvolvimento das seguintes
              competências transversais:

              1- Métodos de Trabalho e de Estudo

                 Desenvolver capacidades e métodos de organização do trabalho;
                 Concentrar-se durante a realização das tarefas;
                 Formular questões, dar sugestões, exprimir dúvidas;
                 Ser autónomo na realização das tarefas;
                 Participar nas actividades escolares, individualmente ou em grupo, de acordo com as
              regras estabelecidas;
                 Auto-avaliar processos e resultados das aprendizagens;
                 Controlar eficazmente o tempo na execução das tarefas.

              2- Tratamento de Informação

                 Pesquisar, recolher e organizar informação em função das necessidades;
                 Resolver problemas em função de contextos ou situações;
                 Utilizar as novas tecnologias da informação.

              3. Comunicação

                 Gerir a tomada de palavra em situações de interacção verbal tendo em vista a eficácia da
              comunicação;
                 Utilizar meios de compensação de insuficiências no uso da(s) língua(s);
                 Desenvolver o uso correcto da(s) língua(s) quer na expressão escrita quer na expressão
              oral.

              4. Estratégias Cognitivas

                 Identificar as finalidades das tarefas a executar;
                 Planificar as actividades;
                 Identificar dúvidas e dificuldades;
                 Escolher e aplicar estratégias de resolução de problemas;
                 Mobilizar conhecimentos e técnicas diversificados para resolver problemas;
                 Sintetizar a informação.

              5. Relacionamento Interpessoal e de Grupo

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                 Conhecer e actuar de acordo com as normas, regras e critérios de actuação definidas pela
              comunidade escolar;
                 Cooperar com os colegas na realização de tarefas e na resolução de problemas;
                 Participar de forma organizada e responsável nas actividades que lhe são propostas;
                 Respeitar a diversidade cultural e ética…



              2- A EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA


                  A formação para a cidadania passa pela interiorização de conceitos e valores que possam
              contribuir para um aperfeiçoamento de comportamentos e atitudes em sociedade. Pessoal
              docente e não docente, bem como os pais e encarregados de educação, devem adequar
              coerentemente a sua acção e empenho neste âmbito de modo a promover uma cidadania
              consciente e responsável junto dos jovens alunos com quem trabalham. A educação para a
              cidadania deve desenvolver-se pluridimensionalmente, e permitir o desenvolvimento das
              seguintes dimensões:
              a) a construção de uma cidadania baseada na participação e na solidariedade;
              b) incentivar uma cultura de participação;
              c) abranger todos os alunos adoptando metodologias adequadas, de modo a melhorar o
              desempenho dos alunos provenientes de diferentes grupos e/ou com                     diferentes
              necessidades educativas;
              d) integrar conteúdos e trabalhar com contributos provenientes de diferentes culturas;
              e) favorecer diferentes formas de aceder e construir o conhecimento;
              f) promover a redução de preconceitos existentes nos diversos actores do processo
              educativo;
              g) criar condições de troca e reciprocidade de modo a favorecer uma verdadeira
              democratização e o desenvolvimento do espírito de solidariedade.
                  Todos estes objectivos vão de encontro ao projecto educativo da escola onde se lê: “A
              consecução destes grandes objectivos terá de fazer-se na busca democrática dos consensos
              possíveis e exige a corresponsabilização de todos os participantes da comunidade educativa.
              Professores, pais, alunos e pessoal não docente devem tornar-se em veículos privilegiados
              de interacção contínua de modo a responder eficazmente às solicitações e apoios da
              comunidade em que estão inseridos.” Ainda de acordo com o projecto educativo, a
              valorização da educação para a cidadania no seio da intervenção pedagógica da escola
              deverá promover-se:

              -   através do diálogo permanente com todos os intervenientes no processo educativo,
              designadamente, entre o conselho de turma, as famílias e os alunos, que propicie o
              desenvolvimento de todos e facilite a sua participação;
              -   através do estabelecimento de parcerias e a colaboração com outras instituições de modo
              a partilhar recursos e definir formas conjuntas de intervenção que podem constituir a melhor



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              forma para o desenvolvimento de programas integrados de acção nos mais diversos
              domínios da formação cívica e da educação para a cidadania.



              3- A LÍNGUA PORTUGUESA

                  A língua materna constitui um importante factor de identidade nacional e cultural. O
              Português é, no espaço nacional, a língua oficial, a língua de escolarização, a língua de
              acolhimento das minorias linguísticas que vivem no País. Usar correctamente a Língua
              Portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar o pensamento próprio tem
              de constituir objectivo comum de todas as áreas curriculares/disciplinas e de todos os que
              têm especiais responsabilidades na educação dos nossos jovens. De facto, todos temos o
              dever de:
              a) Valorizar e apreciar a Língua Portuguesa, quer como língua materna quer como língua de
              acolhimento;
              b) Promover o gosto pelo uso correcto e adequado da Língua Portuguesa;
              c) Utilizar a Língua Portuguesa respeitando as regras do seu funcionamento;
              d) Usar a Língua Portuguesa de forma adequada às situações de comunicação criadas nas
              diversas áreas do saber, numa perspectiva de construção pessoal do conhecimento;
              e) Exprimir dúvidas e dificuldades e para elas procurar as soluções correctas no sentido de
              desenvolver as competências de uso da Língua Portuguesa nos diversos contextos de
              comunicação;
              f) Comunicar, utilizando formas diversificadas, o conhecimento resultante da interpretação
              da informação;
              g) Incentivar o uso multifuncional da escrita com correcção linguística e domínio das técnicas
              de composição de vários tipos de textos;
              h) Estimular o gosto pela leitura, promovendo o aumento dos leitores fluentes e críticos;
              i) Promover a avaliação e auto-avaliação valorizando a correcção e a adequação dos
              desempenhos linguísticos, na perspectiva do seu aperfeiçoamento.




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              AVALIAÇÃO

              1- Os critérios de avaliação devem ter em conta os princípios estabelecidos na revisão
              curricular para o 3º ciclo do ensino básico conforme o estipulado no Decreto-Lei nº 6/2001, de
              18 de Janeiro, no Despacho Normativo nº 30/2001, de 19 de Julho, e no presente projecto
              curricular de escola, bem como a legislação em vigor;
              2- Os critérios gerais de avaliação a aprovar, em cada ano lectivo, pelo Conselho
              Pedagógico serão operacionalizados pelo conselho de turma no âmbito do respectivo
              projecto curricular de turma;
              3- As planificações de cada disciplina devem prever as opções fundamentais do quê e como
              avaliar de forma que a gestão dos programas e a avaliação das aprendizagens dos alunos se
              integrem naturalmente e constituam um todo minimamente coerente;
              4- Os projectos curriculares das turmas devem prever a integração dos processos de
              avaliação no desenvolvimento das estratégias de ensino e aprendizagem de forma que a
              avaliação apoie o processo educativo de modo a sustentar o sucesso de todos os alunos,
              permitindo o reajustamento dos projectos curriculares de turma e do presente projecto,
              quanto à selecção de metodologias e recursos, em função das necessidades educativas dos
              alunos;
              5- No processo de ensino-aprendizagem pretendemos que os alunos tenham uma
              participação consciente na construção e na avaliação do seu saber, do seu saber-fazer e,
              mesmo, do seu saber-ser; por isso a avaliação deverá incidir não só sobre os conhecimentos
              que os alunos adquiriram, mas também sobre as competências e as capacidades que
              desenvolveram e as atitudes e valores que demonstraram.

              6- O interesse e empenho dos alunos no desenvolvimento das actividades dentro e fora da
              sala de aula deve ser avaliado e tido em conta na avaliação quantitativa e qualitativa.

              7- As atitudes e os valores revelados pelos alunos, designadamente no que concerne à
              disciplina/indisciplina na sala de aula bem como a assiduidade e a pontualidade devem ser
              valorizados.

              8- O cumprimento da função formativa da avaliação, que deve ser a principal modalidade de
              avaliação no 3º ciclo, exige uma diversificação dos instrumentos de avaliação adaptados às
              diversas situações de ensino e a cada aluno em particular, de modo a adequar os processos
              de avaliação às aprendizagens e competências pretendidas.

              9- Por isso, os instrumentos de avaliação devem ser diversificados e adaptarem-se ao que
              pretendemos observar e avaliar lançando mão de todos os instrumentos necessários desde
              os testes escritos aos registos da participação oral, os trabalhos práticos ou de grupo,
              registos de incidentes críticos, listas de verificação, grelhas de observação, questionários,
              etc..

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              10-Para cada disciplina ou área disciplinar devem utilizar-se os instrumentos de avaliação
              adequados ao seu programa e aos seus objectivos curriculares, e estes devem resultar de
              consensos obtidos a partir do trabalho em equipa dos professores no âmbito dos respectivos
              departamentos curriculares.

              11-Neste ponto, é necessário ter em conta a natureza e especificidade de cada disciplina,
              devendo dar-se especial ênfase às componentes prática e experimental nas disciplinas onde
              estas dimensões possam ser mais desenvolvidas.

              12-As competências evidenciadas pelos alunos em componentes do currículo de carácter
              transversal como o da educação para a cidadania, da compreensão e expressão em Língua
              Portuguesa e a utilização das novas tecnologias da comunicação e informação constituem
              objecto de avaliação em todas as áreas curriculares e disciplinas.

              13-Em todo o processo de avaliação deve dar-se primazia à avaliação formativa com recurso
              à auto-avaliação regulada articulada com os momentos de avaliação sumativa, de modo a
              valorizar-se a evolução do aluno ao longo do ano e do ciclo de estudos, bem como ao
              desenvolvimento de estratégias de superação das dificuldades detectadas.

              14-A formalização da avaliação formativa exige que sejam produzidos registos sistemáticos e
              contínuos dos diversos aspectos a avaliar bem como o recurso a esquemas de auto-
              avaliação dos alunos.

              15-A avaliação das aprendizagens por disciplina/área disciplinar deve consistir numa
              avaliação de referência criterial que, tendo por base os parâmetros específicos das diferentes
              disciplinas/áreas curriculares, determina em que medida o aluno satisfaz as exigências dos
              critérios pré-definidos.

              16-Assim, os parâmetros de avaliação por disciplina/área disciplinar, ao nível da apropriação
              de conhecimentos e do desenvolvimento de capacidades e competências, assentam em
              quatro grandes indicadores que ajudam a construir a imagem que se pretende que o aluno
              revele no final do 3º ciclo de escolaridade. São eles:


                                           Evocação da informação adquirida sobre o assunto, do simples ao
                                           complexo, do específico ao geral, que envolve:
                                                -   Domínio de pré-requisitos essenciais para o prosseguimento e
                                                    aprofundamento dos conhecimentos inerentes à área do saber;
                   Conhecimento                 -   Capacidade de aquisição e aplicação de novos conhecimentos;
                                                -   Domínio de vocabulário fundamental;
                                                -   Competências de organização do conhecimento: sistematizar
                                                    conhecimentos /conteúdos sob a forma de termos, ideias, imagens,
                                                    noções, relações, ...
                                           Capacidade de perceber a realidade que nos rodeia e que varia em função
                   Compreensão
                                           da área específica de cada disciplina ou área disciplinar.




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                                                                                        Utilização de abstracções em situações particulares e concretas. Com base
                                                                                        nos conhecimentos adquiridos e/ou desenvolvidos, o aluno mostra-se capaz
                                                                                        de interpretar o real, quer sob a forma de produtos, quer sob a forma de
                                                                                        interrogações e/ou soluções, envolvendo/desenvolvendo:
                                       Capacidade de                                         -   Capacidade de raciocínio lógico/abstracto;
                                                   questionar/                               -   Capacidade de análise, síntese e avaliação;
                 problematizar/criar/                                                        -   Capacidade de questionar situações concretas;
                                                          produzir                           -   Capacidade para exprimir ideias próprias (simples e precisas) sobre
                                                                                                 problemas, argumentando-as;
                                                                                             -   Capacidade para ampliar os conhecimentos através da consulta de
                                                                                                 várias fontes de informação;
                                                                                             -   Auto-avaliar os seus conhecimentos.
                                                                                             -   Conhecimento      da      aplicação   prática    de   um      conjunto   de
                                                                                                 técnicas/processos/procedimentos específicos relativos à disciplina
                                                                                                 ou área disciplinar.
                                                                                             -   Consoante a área específica do conhecimento, assim é necessário
                Domínio de técnicas
                                                                                                 o recurso à pesquisa, à recolha e tratamento de dados, ao trabalho
                                                                                                 prático e experimental, a esta ou aquela técnica de estudo;
                                                                                             -   Dominar    e   utilizar   com    correcção      ferramentas    e   técnicas
                                                                                                 específicas.




              17-Relativamente à avaliação de atitudes e valores (nível comportamental e afectivo), da
              observação e da intervenção pedagógica de cada professor deve resultar a verificação da
              frequência com que ocorre(u) esta ou aquela atitude e o domínio/utilização de determinadas
              competências, neste ou naquele aluno. Daí que a escala utilizada deve ser uma escala de
              frequência cujos parâmetros sejam entendidos por todos os intervenientes no acto educativo,
              como, por exemplo: “revela pouco”, “revela”, “revela claramente”.


              18-De entre os possíveis parâmetros a ter em conta na avaliação de aspectos atitudinais ou
              valores salientamos os seguintes:
                                                                                                      -    Assíduidade
                                                                                                      -    Pontualidade;
                                                                                                      -    Cumprimento de tarefas em casa e na sala de aula;
                                                                                                      -    Realização de tarefas que lhe foram atribuídas e pelas
                 Interesses, atitudes e valores:




                                                                                                           quais é responsável;
                                                                                                      -    Cumprimento de prazos;
                                                   Comportamento e




                                                                                Responsabilidade      -    Trazer o material indispensável para as actividades
                                                                                                           lectivas: manual, caderneta escolar, cadernos diários,
                                                                     Empenho




                                                                                                           material de escrita, etc.
                                                                                                      -    Demonstrar capacidade de organização;
                                                                                                      -    Manifestar envolvimento e curiosidade na resolução de
                                                                                                           situações ou problemas;
                                                                                                      -    Participar na avaliação das atitudes que revela na escola;
                                                                                    Respeito/
                                                                                                      -    Revelar respeito pelos colegas e pelo professor;
                                                                                                      -    Cumprir regras democraticamente estabelecidas para que
                                                                                 cumprimento de            existam condições de trabalho na escola;
                                                                                regras de conduta     -    Respeitar as opiniões e atitudes dos colegas;
                                                                                                      -    Ser solidário com os outros.

ESCOLA SECUNDÁRIA DE VILA VERDE                                                – 2006/2007                                                                                95
                                                                                                                                       “A FAZER ESCOLA….HÁ VINTE ANOS”
                                                                        -   Empenhar-se na construção das aprendizagens;
                                                                        -   Revelar hábitos de trabalho e autonomia;
                                                                        -   Intervir adequada e espontaneamente;
                                                                        -   Envolver-se na organização das tarefas escolares;
                                                                        -   Participar nos trabalhos que lhe são propostos na aula (em grupo
                                                                            ou individualmente);
                                                                        -   Revelar interesse pelas actividades de aprendizagem;
                                                   Autonomia,           -   Promover condições para facilitar a realização das tarefas da
                                                  cooperação e              aula;
                                                                        -   Estar atento nas aulas e em todas as actividades de
                                                     iniciativa             aprendizagem;
                                                                        -   Cooperar com os colegas e professores no desenvolvimento das
                                                                            actividades;
                                                                        -   Emitir opiniões sobre o assunto em estudo;
                                                                        -   Fundamentar as suas opiniões;
                                                                        -   Revelar espírito de iniciativa e curiosidade pelo saber;
                                                                        -   Esforçar-se por resolver dificuldades;
                                                                        -   Revelar perseverança e persistência.



              19-É da competência dos professores de todas as disciplinas desenvolver, no decurso do
              processo de ensino e de aprendizagem, capacidades nos domínios da Língua Portuguesa,
              das novas tecnologias da informação e comunicação e da educação para a cidadania.

                                                                    - Como formação transdisciplinar, é da competência dos professores
                                                                      de todas as disciplinas desenvolver, no decurso do processo de
                                                                      ensino e de aprendizagem, capacidades de compreensão e
                                                                      expressão – competência de comunicação – de modo que o aluno:
                                                                  - Reconheça as ideias essenciais num discurso oral e escrito;
                                                                  - Interprete mensagens em diferentes códigos e saiba utilizá-los
                                                                      (textos, gráficos, tabelas, esquemas, barras cronológicas, gravuras,
                                               Domínio da Língua      mapas, etc.);
                                                                  - Leia com correcção;
                                                   Portuguesa
                                                                  - Se expresse com clareza e com correcção linguística (gramatical e
                                                                      ortográfica), quer oralmente, quer por escrito;
                    Áreas transdisciplinares




                                                                  - Adeqúe a forma de comunicação a contextos diversos e com
                                                                      objectivos diversificados;
                                                                  - Utilize correctamente as regras de expressão da Língua
                                                                      Portuguesa;
                                                                  - Exprimir-se oralmente de forma confiante e autónoma;
                                                                  - Revele criatividade na expressão oral e escrita.
                                                                 A fim de certificar o domínio de competências básicas em Tecnologias
                                                                 de Informação e Comunicação os alunos devem adquirir ao longo do 3º
                                                                 ciclo do ensino básico as seguintes competências:
                                               Domínio das novas - Capacidade de uso consistente do computador e alguns periféricos
                                                 tecnologias de       como ferramentas de trabalho;
                                                                  - Desempenho suficiente no manuseamento de software utilitário
                                                  informação e        essencial: sistema operativo, processador de texto, folha de cálculo,
                                                  comunicação         base de dados, programas de desenho e tratamento de imagem;
                                                                  - Capacidade         de    recolha   e   tratamento    de     informação
                                                     (7º ano)         designadamente com recurso à Internet ou software de carácter
                                                                      educativo;
                                                                  - Interesse e capacidade de auto-aprendizagem e trabalho
                                                                      cooperativo com as TIC.
                                                Educação para a Ver os parâmetros da área curricular da Formação Cívica.
                                                   cidadania




ESCOLA SECUNDÁRIA DE VILA VERDE                – 2006/2007                                                                            96
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              20-Áreas curriculares não disciplinares:
                  Como a sua avaliação é meramente descritiva (ESTUDO ACOMPANHADO e
              FORMAÇÃO CÍVICA) ou descritiva e qualitativa (ÁREA DE PROJECTO), deve recorrer-se,
              prioritariamente a métodos de avaliação formativa e à auto-avaliação como forma de registar
              os elementos considerados pertinentes em cada uma das áreas referidas. Trata-se de áreas
              que têm um carácter interdisciplinar e a generalidade das competências que nelas se
              pretende desenvolver têm, frequentemente, um carácter transdisciplinar. Deve-se, por isso,
              em cada uma dessas áreas atender aos seguintes parâmetros:


                                               -   Conhece os códigos e valores cívicos e de cidadania necessários
                                                   para viver em conjunto;
                       Formação Cívica




                                               -   Identifica problemas sociais;
                                               -   Intervém na resolução de problemas sociais;
                                               -   Argumenta de forma construtiva e crítica;
                                               -   Articula os saberes escolares em torno de problemas pertinentes,
                                                   atribuindo-lhes um sentido ligado às suas próprias vivências e
                                                   alargando-as significativamente (ecologia, respeito pelas minorias,
                                                   desenvolvimento de comportamentos cívicos e de cidadania, etc.).
                                               -   Revela hábitos de trabalho;
                                               -   Utiliza diferentes técnicas de estudo;
                                               -   Evidencia autonomia progressiva no trabalho individual;
                                               -   Organização:
                       Estudo Acompanhado




                                               -   Hierarquiza as suas necessidades de aprendizagem;
                                               -   Reúne os materiais necessários;
                                               -   Gere o tempo disponível;
                                               -   Responsabiliza-se pela própria aprendizagem;
                                               -   Concentração:
                                               -   Escuta as orientações dadas pelo professor;
                                               -   Aplica-se na tarefa que escolheu;
                                               -   Trabalha sem perturbar os colegas;
                                               -   Persistência:
                                               -   Procura vencer as suas dificuldades;
                                               -   Solicita os professores quando necessário;
                                               -   Constrói processos autónomos de consolidação do saber.
                                               -   Participa na construção do projecto;
                                               -   Integra-se no trabalho do grupo;
                       Área de Projecto




                                               -   Desenvolve competências de comunicação (verbal e não verbal);
                                               -   Revela competências de investigação;
                                               -   Demonstra capacidades de decidir e agir com responsabilidade;
                                               -   Utiliza instrumentos diferenciados para acesso à informação;
                                               -   Recolhe e selecciona informação necessária à construção do projecto;
                                               -   Organiza a informação seleccionada;
                                               -   Evidencia criatividade na divulgação do trabalho desenvolvido.
              21-Conforme o estipulado no nº 30 do despacho Normativo nº 30/2001, no 1º período do 7º
              ano de escolaridade a avaliação sumativa poderá, de acordo com a decisão do Conselho
              Pedagógico, não conduzir à atribuição de classificações ou menções, assumindo a sua
              expressão apenas carácter descritivo.

              22-Os alunos com necessidades educativas especiais são avaliados tendo em conta os
              princípios gerais definidos no presente projecto curricular com as adaptações inscritas nos
              respectivos Projectos Educativos Individuais de acordo com as decisões do conselho de
              turma.



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              23-O desenvolvimento do presente projecto curricular deverá ser acompanhado, monitorizado
              e avaliado pelos órgãos de gestão da escola, com especial relevância, para o conselho
              pedagógico, em articulação com os departamentos curriculares e conselhos de turma, de
              modo a ajustá-lo às necessidades da comunidade educativa e, principalmente, às
              necessidades educativas dos alunos.




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                                                6. APOIOS EDUCATIVOS


              Educação especial
              A educação especial visa responder a necessidades educativas especiais, decorrentes de
              limitações ou incapacidades, que se manifestam de modo sistemático e com carácter
              prolongado, inerentes ao processo individual de aprendizagem e de participação na vivência
              escolar, familiar e comunitária. Os alunos com necessidades educativas especiais de carácter
              permanente que apresentem incapacidade ou incapacidades que se reflictam numa ou mais
              áreas de realização de aprendizagens resultantes de deficiências de ordem sensorial, motora
              ou mental, de perturbações de fala e da linguagem, de perturbações graves da personalidade
              ou do comportamento ou graves problemas de saúde poderão estar distribuídos na nossa
              escola em: Currículo Escolar Próprio, art.11º a) – Portadores de deficiência sensorial,
              motora, emocional/personalidade e perturbação da fala/linguagem; Currículo Alternativo,
              art. 11º b) – Portadores de deficiência mental.


              Currículo Escolar Próprio – Aplica-se em função das necessidades educativas do aluno, e
              no âmbito do projecto curricular de turma, podem ser efectuadas alterações curriculares
              específicas ao nível dos objectivos, conteúdos e condições de avaliação.
              As alterações dos objectivos e conteúdos curriculares podem consistir na sua adaptação quer
              quanto a sua extensão quer quanto a sua profundidade tendo sempre em consideração a sua
              participação do aluno nas actividades do grupo turma. Podem ainda as alterações acima
              referidas consistir na introdução de objectivos e conteúdos curriculares relacionados com a
              realização de aprendizagens num ou mais domínios, por exemplo: sistemas aumentativos da
              comunicação, orientação e mobilidade, Linguagem gestual portuguesa, etc.
              Nos casos em que a deficiência do aluno implica incapacidade não superável na execução de
              certas actividades pode-se providenciar a sua substituição por outra que enriqueça a sua
              formação global.


              Currículo Alternativo – Aplica-se nas situações graves de deficiência mental de que os
              alunos são portadores e para os quais a especificidade curricular não visa a aquisição de
              saberes nucleares do currículo comum, mas deve antes ser estruturado por competências
              necessárias a sua autonomia, independência e desenvolvimento pessoal e social. O desenho
              do plano curricular deve promover a integração e participação do aluno no maior número
              possível de actividades na turma e centrar-se nos seguintes domínios: Autonomia e
              desenvolvimento pessoal nas actividades da vida diária; Competências sócio-cognitivas;
              Actividades de preparação para a vida adulta (centradas na escola ou exteriores a escola).


              Condições especiais de avaliação
              Aplica-se a medida de adaptações curriculares, art. 5º alínea a), no âmbito do Projecto
              Curricular de Turma, que consiste na redução parcial do currículo, adequando-o as
              necessidades dos alunos com dificuldades de aprendizagem ou que manifestem um ritmo
              acentuadamente mais lento de aprendizagem. As adaptações do currículo, que não podem
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              prejudicar o cumprimento das competências gerais do ciclo, podem ser conseguidas na
              adequação de objectivos, conteúdos e condições de avaliação.


              Apoios Educativos
              Apoio educativo é o apoio que um aluno pode necessitar no seu processo de aprendizagem.
              Pode ter ou não um carácter sistemático, dependendo das características do aluno e do
              contexto escolar. Este apoio tem duas componentes: uma cognitiva e outra de ordem social
              que regula a vida do aluno na escola e na comunidade.
              Neste sentido, os alunos são apoiados de forma integrada dentro da sala de aulas. A prática
              lectiva dos docentes do ensino especial desenvolve-se em articulação com os professores
              titulares de turma, tendo como suportes documentais de trabalho os planos educativos
              individuais e os programas educativos. Os docentes de apoio educativo são responsáveis
              pela elaboração e supervisão destes documentos, sempre com a participação e colaboração
              do docente titular, encarregado de educação e outros intervenientes.
              Anualmente, em função da especificidade de cada aluno, são elaborados os programas
              educativos, onde são identificadas as áreas curriculares: disciplinas que frequenta na turma,
              os apoios e os complementos, adequados as capacidades e interesses dos alunos,
              identificadas no quadro abaixo indicado. A prática lectiva dos docentes do apoio eductivo
              desenvolve-se, fundamentalmente, em trabalho directo com os alunos; e em articulação com
              os demais professores do conselho de turma e, com os docentes de outras áreas
              disciplinares que trabalham com os alunos de currículo alternativo


              Apoio sócio-educativo
              O apoio sócio educativo procura, essencialmente, ir de encontro as diversidades de
              motivações e capacidades, numa óptica de diferenciação e respeito pela individualidade,
              tentando melhorar a aprendizagem dos alunos com mais dificuldades, no sentido de prevenir
              o insucesso escolar. Reveste-se de um carácter temporário e funciona condicionadas as
              necessidades manifestadas pelos alunos.
              Os alunos são apoiados em duas modalidades: dentro da sala de aulas, integrados nas
              turmas, no horário lectivo e em pequenos grupos no horário não lectivo. Os grupos dos
              alunos a apoiar são flexíveis e a sua constituição decorre dos resultados das avaliações
              diagnóstica e sumativa periódica. A actividade lectiva dos docentes de apoio sócio-educativo
              desenvolve-se em articulação com os professores titulares de turma, tendo como base de
              trabalho os programas educativos e os planos de recuperação.
              Na afectação dos recursos humanos no âmbito do apoio sócio-educativo são ponderados, de
              forma cumulativa, os seguintes factores:
               Alunos com currículo escolar próprio sem professor de apoio;
               Numero de alunos com adaptações curriculares, por turma;
               Numero de alunos com planos de recuperação por turma;
               Numero de alunos por turma;
               Numero de anos de escolaridade por turma.

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              Apoios e complementos educativos
              O apoio pedagógico acrescido, de natureza eminentemente disciplinar, em ambiente de sala
              de aula será destinado:
              1. Ao cumprimento de conteúdos programáticos não leccionados por circunstâncias
              imprevisíveis ou anómalas (doença prolongada do professor ou do aluno);
              2. Disciplinas sujeitas a exame nacional (se necessário a marcação de aulas de reforço das
              aprendizagens – CRAS);
              3. Alunos abrangidos pela Educação Especial e alunos vindos do estrangeiro);
              4. Alunos regressados há pelo menos três anos de países de língua oficial não portuguesa;
              5. Alunos que forem considerados com dificuldades significativas de aprendizagem, no ano
              lectivo anterior, devidamente justificadas em acta de reunião de Conselho de Turma.


              A frequência destas actividades de apoio pressupõe da parte do aluno vontade de trabalhar
              para superar alguns dos obstáculos as aprendizagens curriculares previstas, a assiduidade e
              a responsabilização do encarregado de educação em que o seu educando cumpra os seus
              deveres de aluno.


              Sugere-se nas disciplinas que apontam maior insucesso no 3º ciclo um plano bem
              estruturado para ultrapassar as dificuldades enunciadas no quadro que se segue:


                      Identificação                                         Objectivos
                                                – Superar/colmatar dificuldades a nível de correcção formal,
                 Língua Portuguesa                 enriquecimento de vocabulário e funcionamento da língua
                                                   materna.
                                                – Superar as dificuldades no domínio da compreensão das
                                                   estruturas básicas da língua; enriquecimento de vocabulário;
                                                   desenvolvimento da capacidade de comunicação oral e escrita,
                 Línguas
                                                   em Inglês e Francês.
                 Estrangeiras
                                                – Utilizar, sempre que necessário, os materiais didácticos existentes
                                                   no Laboratório de Línguas vivas, de acordo com os conteúdos a
                                                   abordar.
                                                – Explorar os pré-requisitos enquadrando-os, sempre que possível,
                                                   nos conteúdos leccionados;
                                                – Desenvolver actividades que visam a compreensão dos conceitos
                                                   considerados essenciais para o nível de escolaridade em que o
                                                   aluno se encontra;
                 Matemática
                                                – Utilizar, sempre que oportuno, as novas tecnologias e os materiais
                                                   didácticos existentes no Laboratório de Matemática, de acordo
                                                   com os conteúdos estudados;
                                                – Criar vários momentos de auto-avaliação como forma reguladora
                                                   da aprendizagem.




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            7. ORIENTAÇÕES DE ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA


              Horário de funcionamento dos estabelecimentos
              No 3º ciclo do ensino básico o dia lectivo, de segunda a sexta-feira, divide-se em dois
              períodos:
              - O período da manhã, que se desenvolve em três blocos lectivos entre as 8.25h e as 13.20h;
              - O período da tarde, que se desenvolve em três blocos lectivos entre as 13.25h e as 18.20h.


              Organização dos Grupos/turmas

                Ano de escolaridade                                7º ano               8º ano          9º ano
                Designação das Turmas                   A    B    C     D   E    F     A     B     A       B     C
                Total alunos por turma                  22   22   23 22     24   23    21 21       27     26     28
                Nº de alunos NEE                        X    X    X     X   X    X     X     X     X       X     X
                Nº de alunos com adaptações             X    X    X     X   X    X      1    X      2      1     X
                curriculares
                Nº de alunos com Língua                 X    X    X    X    X     X     X     X     X     X      X
                Estrangeira I (Inglês)
                Nº de alunos com Língua                 X    X    X    X    X     X     X     X     X     X      X
                Estrangeira II (Francês)
                Nº de alunos        OAI                 X    X    X    X    X     X     X     X     -     -      -
                outra discip.       Ed. Tecnológica     X    X    X    X    X     X     X     X     X     X      X
                Artística           Ed. Visual          X    X    X    X    X     X     X     X     X     -      -


              *Alunos com NEE - Alunos que implicam redução do número de alunos por turma (Despacho
              Conjunto nº 373/2002, com as alterações introduzidas pelo Despacho nº 13765/2004) de
              acordo com parecer da ECAE.


              Distribuição do serviço docente


              Critérios de Atribuição do cargo de Director de Turma – Formação Cívica
              A designação do Director de Turma compete ao Conselho Executivo. Entendendo-se que
              todos os professores profissionalizados estão habilitados para o exercício das actividades
              inerentes à sua profissão, onde se inclui o desempenho do cargo de Director de Turma.
              Sempre que possível, o Director de Turma acompanhará a respectiva turma ao longo do
              ciclo. Quanto a situação profissional dos docentes atribuir-se-á o cargo, prioritariamente, a
              docentes do Quadro de Escola, sobretudo nos anos de escolaridade de início de ciclo e 9º
              ano, em seguida, aos professores de Quadro de Zona Pedagógica e, em caso de
              necessidade, a professores contratados.


              Critérios de Atribuição das áreas Curriculares não disciplinares
              As áreas curriculares não disciplinares, Estudo Acompanhado e Área de Projecto, são
              asseguradas por um só docente, sempre que possível.
              Os docentes a leccionar as Áreas Curriculares não disciplinares, leccionam pelo menos mais
              uma disciplina na respectiva turma.




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                                            8. AVALIAÇÃO DOS ALUNOS


              Salientando que avaliar é sobretudo formar, a avaliação constitui uma das faces mais visíveis da
              educação escolar. Como elemento regulador do ensino e da aprendizagem e, simultaneamente,
              orientador das diversas aquisições realizadas, ao longo de todo o Ensino Básico, visa, sobretudo,
              o sucesso escolar dos alunos.


              Princípios orientadores
              A avaliação incide sobre as aprendizagens e competências definidas no currículo nacional para as
              diversas áreas e disciplinas do 3º ciclo. A avaliação envolve interpretação, reflexão, informação e
              decisão acerca dos processos de ensino e aprendizagem.
              Por isso, deve basear-se nos seguintes princípios:
               Integração do currículo e da avaliação, assegurando que esta constitua o elemento regulador
              do ensino e da aprendizagem;
               Adopção da avaliação formativa como principal modalidade de avaliação, que assume um
              carácter sistemático e contínuo e visa a regulação do ensino e da aprendizagem;
               Inclusão, na avaliação formativa, de uma vertente de diagnóstico, tendo em vista a elaboração
              e adequação do Projecto Curricular de Turma e conduzindo à adopção de estratégias de
              diferenciação pedagógica;
               Rigor associado aos procedimentos e instrumentos utilizados, a fim de conferir qualidade e
              credibilidade ao sucesso dos alunos.
              Ao enfatizar-se a dimensão formativa/formadora da avaliação, deseja desenvolver-se uma
              perspectiva de aprendizagem onde esta esteja sempre presente, a fim de se poder cumprir aquilo
              que se considera serem os seus objectivos fundamentais:
               Verificar se os dispositivos pedagógicos utilizados pelo educador/ professor são adequados;
               Verificar se e como se realizam as aprendizagens;
               Proceder às regulações convenientes, ou seja, introduzir eventuais alterações ou
              ajustamentos.
              Apostamos, por isso, num ambiente de aprendizagem que valorize os interesses, valores e
              saberes dos alunos e propicie processos avaliativos participados e reflexivos, quer por parte dos
              educadores/professores, quer por parte dos alunos. É esta participação partilhada da avaliação
              que constitui uma excelente oportunidade de formação, ou seja, que faz dela uma avaliação
              verdadeiramente formadora.
              Uma das condições para a construção de uma avaliação formativa/formadora, que neste Projecto
              se assume como fundamental, é a de que os objectivos pedagógicos sejam claros e os critérios
              de avaliação sejam conhecidos e estejam assimilados pelos actores mais directamente envolvidos
              nos processos de ensino e de aprendizagem. Só deste modo, esses actores poderão identificar
              sucessos e insucessos e, em função disso, (re)orientar as suas acções no sentido de reforçar os
              primeiros e tentar ultrapassar os segundos.




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              Modalidades de Avaliação
              A avaliação das aprendizagens compreende as modalidades de avaliação diagnóstica, de
              avaliação formativa e de avaliação sumativa.
              A avaliação diagnóstica realiza-se, não só no início de cada ano de escolaridade, mas sempre
              que se considere oportuna, devendo articular-se com estratégias de diferenciação pedagógica, de
              superação de eventuais dificuldades dos alunos, de facilitação da sua integração escolar e de
              apoio à orientação escolar e vocacional.
              A avaliação formativa assume um carácter sistemático e contínuo, recorre a uma variedade de
              instrumentos de recolha de informação, adequados à diversidade das aprendizagens e aos
              contextos em que ocorrem, tendo como uma das funções principais a regulação do ensino e da
              aprendizagem.         Sobretudo   dirigida   ao   aluno,   deve   guiá-lo   no   seu   trabalho   escolar,
              consciencializando-o das dificuldades que tem e do que ainda lhe falta percorrer para atingir
              sucesso. Esta avaliação, para além de informar o aluno sobre que aprendizagens está a realizar,
              deve adaptar-se às situações individuais, mostrar-se flexível, estar aberta à diversidade e não se
              limitar a observar, mas associar a observação à acção. Deve ajudar o aluno a descobrir as causas
              das suas dificuldades e ao professor a encontrar estratégias pedagógicas mais adequadas para a
              superação dessas mesmas dificuldades.
              A avaliação sumativa realiza-se no final de cada período lectivo, utiliza a informação recolhida no
              âmbito da avaliação formativa e traduz-se na formulação de um juízo globalizante sobre as
              aprendizagens realizadas pelos alunos.


              Domínios da Avaliação
              A avaliação deve incidir sobre as aprendizagens e competências definidas no currículo nacional
              para as diversas áreas e disciplinas considerando a concretização das mesmas no Projecto
              Curricular de Escola e no Projecto Curricular de Turma, por ano de escolaridade.
              As aprendizagens ligadas a componentes do currículo de carácter transversal ou de natureza
              instrumental, nomeadamente, no âmbito da Educação para a Cidadania, da compreensão e
              expressão da Língua Portuguesa ou da utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação
              constituem objecto de avaliação em todas as áreas curriculares.
              Assim, a avaliação dos alunos realizar-se-á nos domínios do saber, do saber fazer, do saber ser,
              saber estar.
              Estes domínios são classificados de acordo com as seguintes percentagens:
              * Saber e saber fazer – 70%.
              * Saber ser e saber estar – 30%


              Critérios de Avaliação
              A existência de critérios de avaliação permite aos professores situarem o aluno face a uma meta a
              alcançar ou a um perfil a desenvolver e, simultaneamente, permite-lhe situar-se face a essa meta
              ou a esse perfil. Para as famílias e a sociedade em geral, a existência destes critérios é também
              importante, pois clarifica as intenções da educação e facilita a comunicação com a escola.
              Entenda-se, então, por Critérios o conjunto de elementos que permitem observar o modo como foi


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              realizada uma tarefa e a qualidade do produto resultante, pelo que importa defini-los de acordo
              com o tipo de tarefa a propor.


              Do Regulamento Interno (aprovado pelo Conselho Pedagógico e pela Assembleia de Escola)



              CAPÍTULO VII: PROCESSO DE AVALIAÇÃO DOS ALUNOS
              DO ENSINO BÁSICO

                                                         Artigo 118º
                                                Princípios e procedimentos



         24- O processo de avaliação dos alunos do 3º ciclo do ensino básico deverá obedecer aos princípios
             estabelecidos na revisão curricular em curso para o 3º ciclo do ensino básico conforme o
             estipulado no Decreto-Lei nº 6/2001, de 18 de Janeiro, o Despacho nº 1/2005 de 5 de Janeiro, o
             Despacho Normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro ( com as alterações introduzidas pelo
             Despacho Normativo nº 18/2006 de 14 de Novembro) e no projecto curricular de escola para este
             nível de ensino;


         1-   No início de cada ano lectivo, compete ao Conselho Pedagógico, de acordo com as orientações
              do currículo nacional, definir os critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade, sob
              proposta dos departamentos curriculares e coordenadores de directores de turma.
         25- Nestes anos de escolaridade, os critérios gerais de avaliação serão operacionalizados pelo
             conselho de turma no âmbito do respectivo projecto curricular de turma.
         2-
         3- Os alunos participam no processo de avaliação através da sua auto-avaliação que deve ser
             promovida regularmente no âmbito das diversas áreas curriculares e uma auto-avaliação global
             no final do ano.
         4- O percurso escolar do aluno deve ser documentado, de forma sistemática, num dossier individual
             que o acompanhe ao longo de todo o ensino básico.
         5- O dossier referido no número anterior é da responsabilidade do director de turma acompanhando
             obrigatoriamente o aluno sempre que este mude de estabelecimento de ensino, sendo entregue
             ao encarregado de educação no termo do 3º ciclo.
         6- No dossier individual do aluno devem constar:
         a) Os elementos fundamentais de identificação do aluno;
         b) Os registos de avaliação;
         c) Relatórios médicos ou de avaliação psicológica, quando existam;
         d) Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam;
         e) O programa educativo individual, no caso de o aluno estar abrangido pela modalidade de
             educação especial;
         f) Os registos e produtos mais significativos do trabalho do aluno que documentem o seu percurso
             escolar;
         g) Uma auto-avaliação do aluno, no final de cada ano, em modelo próprio a aprovar pelo conselho
             pedagógico mediante proposta dos departamentos curriculares e do conselho de directores de
             turma do 3º ciclo;
         h) Os registos das medidas disciplinares que lhe sejam aplicadas ao longo do seu percurso
             educativo.
         7- Ao dossier individual do aluno têm acesso para consulta os professores, o aluno, o encarregado
             de educação, os elementos do conselho executivo e outros intervenientes no processo de
             aprendizagem, sempre que a referida consulta se torne necessária e imprescindível à análise e
             estudo do processo ao nível sócio-afectivo e económico, bem como de conhecimentos,
             competências e atitudes, devendo, no entanto, ser garantida a confidencialidade dos dados nele
             contidos.
         8- Para efeitos do número anterior devem os interessados formular o pedido de consulta ao director
             de turma ou, na sua ausência, ao conselho executivo, o qual, após apreciação das razões
             invocadas, autorizará a consulta presencial do processo e ou fornecerá os elementos solicitados.

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                                                           Artigo 119º
                                       Efeitos da avaliação sumativa: progressão e retenção




         1- A avaliação, enquanto parte integrante do processo de ensino e de aprendizagem, permite verificar
            o cumprimento do currículo, diagnosticar insuficiências e dificuldades ao nível das aprendizagens e
            (re)orientar o processo educativo.
         2- Nesse sentido o Despacho Normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro no seu artigo 2º refere como se
            aplicam os Planos de Recuperação para os alunos que estão enquadrados na escolaridade
            obrigatória. E citamos:
         3- Plano de Recuperação ( Despacho Normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro - Artigo 2.° ) -


             Para efeitos do presente despacho normativo, entende-se por plano de recuperação o
             conjunto das actividades concebidas no âmbito curricular e de enriquecimento curricular,
             desenvolvidas na escola ou sob a sua orientação, que contribuam para que os alunos adquiram
             as aprendizagens e as competências consagradas nos currículos em vigor do ensino básico.
          O plano de recuperação é aplicável aos alunos que revelem dificuldades de aprendizagem em
             qualquer disciplina, área curricular disciplinar ou não disciplinar.
          O plano de recuperação pode integrar, entre outras, as seguintes modalidades:
          Pedagogia diferenciada na sala de aula;
          Programas de tutoria para apoio a estratégias de estudo, orientação e aconselhamento do aluno;
          Actividades de compensação em qualquer mo mento do ano lectivo ou no início de um novo ciclo;
          Aulas de recuperação;
          Actividades de ensino específico da língua portuguesa para alunos oriundos de países estrangeiros.
          Sempre que, no final do 1.° período, um aluno não tenha desenvolvido as competências
             necessárias para prosseguir com sucesso os seus estudos no 1.° ciclo, ou, no caso dos restantes
             ciclos do ensino básico, obtenha três ou mais níveis inferiores a três, deve o professor do 1.° ciclo ou
             o conselho de turma elaborar um plano de recuperação para o aluno.
          O plano de recuperação é apresentado à direcção executiva do agrupamento ou escola, para os
             efeitos previstos no artigo 6.°
          Na primeira semana do 2.° período, o plano de recuperação é dado a conhecer, pelo
             responsável da turma, aos pais e encarregados de educação, procedendo-se de imediato à sua
             implementação.
          Os alunos que, no decurso do 2.° período, nomeadamente até à interrupção das aulas no Carnaval,
             indiciem dificuldades de aprendizagem que possam comprometer o seu sucesso escolar são,
             igualmente, submetidos a um plano de recuperação.
          O plano de recuperação é planeado, realizado e avaliado, quando necessário, em articulação com
             outros técnicos de educação, envolvendo os pais ou encarregados de educação e os alunos.


         4- - Os projectos curriculares das turmas dos 7º, 8º e 9º anos devem prever a integração dos
            processos de avaliação no desenvolvimento das estratégias de ensino e aprendizagem de forma
            que a avaliação apoie o processo educativo de modo a sustentar o sucesso de todos os alunos,
            permitindo o reajustamento dos projectos curriculares de turma, quanto à selecção de
            metodologias e recursos, em função das necessidades educativas dos alunos;


         5- - A decisão de reter qualquer aluno é uma decisão pedagógica tomada pelo conselho de turma
            tendo por base o perfil de competências que o aluno deve desenvolver até final do ciclo e depois
            de identificadas as aprendizagens não realizadas pelo aluno e a convicção de que este as não
            poderá recuperar nos anos subsequentes.


         6- – Plano de Acompanhamento ( Despacho Normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro, Artigo 3º)


           O ponto 2, do artigo 3º , do Despacho Normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro diz o seguinte: “O
            plano de acompanhamento é aplicável aos alunos que tenham sido objecto de retenção em
            resultado da avaliação sumativa final do respectivo ano de escolaridade”.
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           O plano de acompanhamento pode incluir as modalidades previstas no nº 3 do artigo 2º e ainda a
            utilização específica da área curricular de Estudo Acompanhado, bem como adaptações
            programáticas das disciplinas em que o aluno tenha revelado especiais dificuldades ou
            insuficiências.
           Decorrente da avaliação a que se refere o nº 2, o plano de acompanhamento é elaborado pelo
            conselho de turma e aprovado pelo conselho pedagógico para ser aplicado no ano escolar
            seguinte, competindo à direcção executiva do agrupamento ou escola determinar as respectivas
            formas de acompanhamento e avaliação.
           O plano de acompanhamento é planeado, realizado e avaliado, quando necessário, em
            articulação com outros técnicos de educação, envolvendo os pais ou encarregados de educação
            e os alunos.


         7- Nos 7º e 8º anos, tendo em conta o Despacho Normativo nº 1/2005 de 5 de Janeiro, só poderão
             ser retidos os alunos que, de acordo com a decisão pedagógica do conselho de turma, tendo por
             base o perfil de competências que o aluno deve desenvolver até final do ciclo e depois de
             identificadas as aprendizagens não realizadas, revelem um significativo atraso no
             desenvolvimento das competências essenciais e se tenha a convicção de que estes as não
             poderão recuperar nos anos subsequentes.
         8- Tendo em vista definir um critério referencial a partir do qual o conselho de turma deva
             especialmente apreciar a situação do aluno, pode entender-se como atraso significativo quando o
             aluno revele não ter desenvolvido as aprendizagens e competências essenciais a mais do que
             três disciplinas, incluindo a Área de Projecto e excluindo a Formação Cívica, o Estudo
             Acompanhado e a Educação Moral e Religiosa.
         9- O estabelecido na alínea anterior deve ser tido como um critério referencial básico não podendo
             um aluno ser retido apenas porque tem um determinado n.º de negativas.
         10- Os alunos abrangidos pela escolaridade obrigatória e que tenham ultrapassado o limite de faltas
             injustificadas previstas na lei desde que daí decorra um forte atraso na aquisição e
             desenvolvimento de aprendizagens e competências previstas para o final do ciclo e este atraso se
             revele impossível de recuperar nos anos subsequentes.
         11- A decisão de não retenção de um aluno abrangido pela escolaridade obrigatória por ter
             ultrapassado o limite de faltas injustificadas será submetida ao Conselho Pedagógico
             acompanhado de parecer do conselho de turma que fundamentem essa decisão.
         12- Em situação de retenção, compete ao conselho de turma elaborar um Plano de Acompanhamento
             conforme determina o artº 3ª do Despacho Normativo, nº 50/2005, de 9 de Novembro.
         13- O relatório analítico referido no número anterior deverá ser submetido, para ratificação, ao
             conselho pedagógico.
         14- No 9º Ano deve ter-se em conta que a avaliação do ano coincide com a avaliação final do ciclo
             devendo, por isso, confrontar-se o desenvolvimento global do aluno com o perfil de competências
             terminais definidas para o 3º ciclo.
         15- ( Do Despacho Normativo 1/2005 de, 5 de Janeiro): No final do 3º ciclo, o aluno não progride e
             obtém a menção de Não aprovado(a) se estiver numa das seguintes situações:
         16- Tenha obtido classificação inferior a 3 nas disciplinas de Língua Portuguesa e de Matemática;
         17- Tenha obtido classificação inferior a 3 em três disciplinas, ou em duas disciplinas e a menção de
             Não satisfaz na área de projecto.
         18- A disciplina de Educação Moral e Religiosa não é considerada para efeitos de progressão dos
             alunos.
         19- Retenção repetida - A tomada de decisão acerca de uma segunda retenção em qualquer ciclo, à
             excepção do 9º ano, só ocorre após a aplicação da avaliação extraordinária, nos seguintes termos
             (conforme o previsto no artigo 4º do Despacho Normativo nº 50/2005, de 9 de Novembro):
           Quando, no decurso de uma avaliação sumativa final, se concluir que um aluno que já foi retido
             em qualquer ano de escolaridade não possui as condições necessárias à sua progressão, deve o
             mesmo ser submetido a uma avaliação extraordinária que ponderará as vantagens educativas de
             nova retenção.
           A proposta de retenção ou progressão do aluno está sujeita à anuência do conselho pedagógico,
             com base em relatório que inclua:
          Processo individual do aluno;
          Apoios, actividades de enriquecimento curricular e planos aplicados;
          Contactos estabelecidos com os encarregados de educação, incluindo parecer destes sobre o
             proposto;
          Parecer dos serviços de psicologia e orientação;

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          Proposta de encaminhamento do aluno para um plano de acompanhamento, percurso alternativo ou
             cursos de educação e formação, nos termos da respectiva regulamentação.
          A programação individualizada e o itinerário de formação do aluno são elaborados com o
             conhecimento e acordo prévio do encarregado de educação.
          A direcção executiva do agrupamento ou escola coordena a execução das recomendações
             decorrentes do processo de avaliação previsto nos números anteriores, sendo especialmente
             responsável pela promoção do sucesso educativo desses alunos.




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                                   9. PROJECTO CURRICULAR DE TURMA


              O Projecto Curricular de Grupo/Turma tem como referente o Projecto Curricular de Escola, sendo
              definido de modo a corresponder às particularidades de cada turma e a permitir a articulação
              horizontal das aprendizagens. A sua elaboração é da responsabilidade do Conselho de Turma e
              exige a adequação e diferenciação pedagógica segundo o perfil da turma.
              Nesse sentido sugerimos um guião para a elaboração do Projecto Curricular de Grupo/Turma
              1. Fotografias
              2. Lista de alunos
              3. Horário da Turma/professores da turma
              4. Identificação de Problemas;
              5. Prioridades educativas;
              6. Linhas comuns de actuação do Conselho de Turma;
              7. Competências gerais a privilegiar;
              8. Competências de operacionalizaçao transversal;
              9. Actividades de enriquecimento Curricular;
              10. Competências essenciais /articulação de conteúdos;
              11. Áreas curriculares disciplinares;
              12. Áreas curriculares não disciplinares;
              13. Avaliação




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                10. AVALIAÇÃO DO PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA


              Entendendo-se este Projecto como um produto inacabado, a sua avaliação surge como uma
              exigência para possíveis reestruturações periódicas, visando uma contínua aproximação à
              realidade escolar.
              Frente a esta necessidade, definiram-se os parâmetros de avaliação, dos quais emergiram os
              indicadores conducentes a possíveis tomadas de decisão:




                   Parâmetros                          Indicadores                         Tomadas de decisão
                                        Objectivos: Grau de concretização dos         Reajustar o Projecto
                     Eficácia
                                        objectivos propostos;
                                        Articulação: Adequação das estratégias à      Rever as estratégias a
                    Coerência
                                        consecução dos objectivos                     implementar
                                        Funcionamento: Conformidade na                Dar continuidade ou reformular
                 Conformidade           realização das actividades/planos de acção    a planificação
                                        com o planeamento;                            Dar continuidade ou reformular
                    Eficiência                                                        as opções de gestão dos
                                        Recursos: Adequação dos recursos;             recursos
                                                                                      Dar continuidade ou reformular
                   Pertinência          Estratégias: Pertinência das estratégias      as estratégias
                                        face aos problemas detectados e               Reajustar o projecto
                                        objectivos atingir
                    Evolução
                                        Objectividade: Identificação de novos
                                        problemas.


              Esta avaliação assumirá a vertente de avaliação interna, efectuada no seio da comunidade
              escolar, permeada pelos seguintes objectivos:
               Mobilizar os professores face aos princípios educativos estabelecidos neste Projecto;
               Criar condições para uma efectiva implementação do Projecto Curricular da escola;
               Analisar e avaliar os Projectos Curriculares de Turma;
               Avaliar os efeitos produzidos ao nível do sucesso educativo;
               Avaliar o desenvolvimento das actividades de apoio e de enriquecimento curricular.


              Instrumentos de recolha de informação
              Os instrumentos de avaliação devem ter por base a avaliação dos Projectos Curriculares de
              Turma e do Plano Anual de Actividades.
               Fichas de recolha de resultados quantificáveis relativos aos objectivos (resultados da
              avaliação sumativa, número de ocorrências de natureza disciplinar, número de alunos que
              abandonaram a escola ao longo do ano lectivo sem concluir a escolaridade obrigatória…);
               Grelhas de análise dos relatórios críticos do trabalho desenvolvido pelo Coordenador dos
              Directores de Turma do 3º ciclo; pelo Coordenador dos Apoios Educativos; pelos Directores de
              Turma do 3º ciclo; pelo Coordenador das áreas não disciplinares;
               Relatório do Grupo de trabalho da CNL;
               Relatório Crítico do Plano Anual de Actividades;

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               Fichas de recolha de dados para aferir a relação dos resultados obtidos com os recursos
              disponíveis e o processo de implementação do Projecto.


              Momentos de avaliação
              A realizar no final do ano lectivo.


              Equipa de Avaliação
              Equipas pedagógicas que integrem:
              Os Directores de Turma e Coordenadores de Departamentos.
              Em conclusão, a avaliação do Projecto Curricular de Escola visa melhorar a prestação do serviço
              educativo e a qualidade das aprendizagens dos alunos.
              Tornou-se útil produzir um Projecto, plano semi-estruturado, no qual se encontram identificados
              os actores, o contexto onde se insere, os meios disponíveis, as fontes de informação e a sua
              natureza.
              Aos actores, implicados na implementação da acção, pede-se a reavaliação do Projecto. Sem
              esta relação de cooperação e de co-responsabilidade entre os actores e simultaneamente
              avaliadores não é possível o aperfeiçoamento e uma maior adaptação à realidade. Só esta
              relação de cooperação, que contempla um clima de escuta e procura partilhada de soluções,
              permite experimentar novos caminhos e ultrapassar as disfunções detectadas durante o processo
              de implementação e de avaliação deste Projecto.
              Na medida em que avaliar é comparar um fenómeno observado, (comportamentos, resultados,
              custos, actividades, etc.) importa precisar o quadro de referência do trabalho de avaliação. Foi
              nesta sequência que se definiu o referencial desta avaliação (Critérios: pertinência, coerência,
              eficácia, eficiência, oportunidade, flexibilidade, comunicabilidade e estimativa económica;
              Indicadores; Objectivos,...) tendo como finalidade confrontar uma realidade prevista com o que
              se deseja ou espera.
              Contudo, considerando que uma avaliação conduz a resultados provisórios, estes devem
              novamente ser submetidos a uma reapreciação por parte dos actores, numa perspectiva de
              diálogo e confrontação. É esta reflexão partilhada que permite testar a pertinência e os
              fundamentos das observações e das interpretações propostas. Assim, a validação deste processo
              de avaliação depende do diálogo entre todos os actores envolvidos no Projecto que se elaborou.
              A avaliação desempenha, então, um lugar insubstituível na difusão de uma política escolar e
              social.
              Em suma, um Projecto Curricular de Escola consubstancia um conjunto de caminhos que
              promovem a intersecção entre os vários projectos: Projecto Educativo de Escola, Projecto
              Curricular de Turma e todas as decisões curriculares e de complemento curricular assumidas.




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                                                      11. CONCLUSÂO
              Assentando o ensino básico como uma etapa formativa que termine em algo visivelmente
              proveitoso para quem é obrigado a cumpri-lo, nem todos quantos o frequentam alcançam essa
              terminalidade com a mesma facilidade. Nesse sentido a escola deverá ir no sentido de estimular,
              desenvolver e apoiar o número possível de alunos nessas condições. Os apoios e complementos
              educativos têm como horizonte conferir saberes vitais que ajudarão os alunos a atingir a
              escolaridade obrigatória com sucesso e satisfação.
              Torna-se importante incluir num quadro todas as actividades de enriquecimento curricular e as
              modalidades de apoio e complementos educativos, uma vez que todas elas concorrem para a
              mesma finalidade: assegurar a sobrevivência num mundo de crescente saber.


              Neste projecto é obrigatório que existam actividades de enriquecimento curricular, estratégias de
              apoios e a operacionalização de complementos educativos que visem as dificuldades dos nossos
              alunos.


              Aos co-responsáveis do sucesso dos nossos alunos caberá sempre algumas orientações.
              1. Os encarregados de educação terão que ter uma presença mais frequente na escola. Para tal é
              necessário criar estratégias para “trazer” os encarregados de educação à escola. Mas também
              será necessário que acompanhem mais assiduamente os seus educandos no processo do
              ensino-aprendizagem (acompanhamento mais permanente);
              2. Os professores terão que formar equipas pedagógicas ao longo do percurso do 3º ciclo, bem
              como trabalharem de forma cooperativa ao nível dos Conselhos de Turma.
              3. Cabe ao Conselho Pedagógico, ouvidos os Departamentos Curriculares, fazer a distribuição do
              serviço lectivo como princípio orientador na qualidade do ensino e os interesses dos alunos.
              A escolha dos níveis e das turmas pelos docentes terá que ter em consideração alguns princípios:
              A) Garantir, em cada turma, ano e grau de ensino, um número equilibrado de professores
              profissionalizados, preferencialmente do quadro da escola;
              B) Possibilitar a cada professor o acompanhamento dos seus alunos ao longo dos diferentes anos
              de escolaridade, desde que não existam objecções por parte do Conselho Pedagógico ou do
              Órgão de Gestão;
              Possibilitar a consecução das várias modalidades de apoio pedagógico ou a realização de
              actividades de enriquecimento curricular.


              Este projecto, com a duração de um ano, tem que ser realista, por isso ambicioso uma vez que
              nos encontramos a meio de uma “reforma educativa”, nesse sentido haverá uma comissão do
              Conselho Pedagógico responsável pelo acompanhamento e avaliação deste Projecto. Esta
              comissão elaborará um relatório, baseado em questionários de opinião, feitos a todos os
              professores. Para além das conclusões deverão surgir recomendações a ter em conta no
              lançamento do ano lectivo seguinte. A avaliação configura-se num quadro de avaliação formativa.


              A avaliação do projecto é obrigatória e necessária a bem do sucesso dos nossos alunos.


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