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					    SOBREVIVENCIA

    KIT DE SOBREVIVÊNCIA NA SELVA
    Cada conjunto ( bolsa ) de sobrevivência na selva contém :
                   02 frascos de 60 ml contendo purificador de água (ver medida no
    frasco/bula)
                   03 caixas de fósforos , total de 150 palitos
                   01 manual de sobrevivência
                   01 espelho de sinalização ( de metal )
                   01 apito plástico
                   20 analgésicos
                   06 sacos plásticos com água ( 125 ml ) – para fins medicinais
                   02 foguetes pirotécnicos ( baquelite )
                   pacotes de açúcar com 06 gramas cada
                   50 pacotes de sal com 01 grama cada – para soro fisiológico
                   01 faca de sobrevivência na selva contendo:
                   - 01 bússola dissociável ( pode ser removida do cabo )
                   - 02 chumbinhos para pesca
                   - 02 anzóis ( um pequeno e um médio )
                   - 01 rolo de nylon ( mais ou menos 2,5 m )
                   - 01 agulha ( tipo para costura )
                   - 01 alfinete ( tipo fralda )
                   - 02 anéis de aço ( acoplado ao cabo da faca )
                   - 01 cabo de aço ( mais ou menos 20 cm )

    AÇÕES IMEDIATAA E SIMULTÂNIAS após evacuar o avião
         Afastar-se o mais rápido possível (possível explosão e/ou fogo);
         Reunir todos os sobreviventes em local seguro (próximo ao local do acidente);
         Prestar os primeiros socorros (hemorragias, traumatismo craniano, fraturas expostas);
         Acionar o TLE (rádio beacon rescue 99, TRANSMISSOR LOCALIZADOR DE EMERGÊNCIA)

    APÓS AÇÕES IMEDIATAS DEVE DESCANSAR
    Se possível é mais aconselhável permanecer junto a aeronave esperando o grupo de
    salvamento.
    Ficar em jejum durante 24 horas.
    Permaneçer na área por um período de um semana , facilitando assim as equipes de busca e
    salvamento. Se neste período não for avistado nenhum sinal das equipes, começar a
    pensar em partir em busca de socorro.
    Roupas sempre limpas, corpo todo coberto para proteger de insetos que são os maiores
    inimigos.
    Esfregue nas mãos e partes do corpo descoberta ,“barro , óleo extraído de cocos ou frutos
    como o pequi
    Aplique logo um anti-séptico a qualquer arranhão , como a qualquer pequeno corte ou
    mordida de inseto.

    Proteja bem os pés.
    Se os pés doem, pare e cuide deles, isto evitará complicações futuras .
    AFA+A (abrigo/fogo/água+alimento)

    ALIMENTAÇÃO = RAÇÃO = PROVISÕES
                     =
    *Sob responsabilidade de 1 pessoa
    *Nas primeiras 24h nada de beber ou comer
    *Dividir a ração em 3 partes
    *Permanecer no local mínimo de 1 semana
    *Consumir 2/3 da ração na primeira metade do tempo estimado
    *1/3 na segunda metade do tempo estimado.

    JORNADA

    Deve-se dividir o grupo em 2 sub-grupos .
    Um ficará no acampamento (sobreviventes que tem dificuldades ou não podem andar)
    O outro grupo parte em busca de socorro.
    Os mortos deverão ser enterrados e o local demarcado para futura exumação.
    Toda a ração deverá ser dividida em 3 partes; o grupo que parte em busca de socorro, levará o
    dobro da ração dos que ficam no acampamento.
   Marcar a trilha
   Andar em fila indiana
   Distância ½ metro
   Subida em zigzag
   Mochila com peso 12 à 15 kg
   Acampar ao cair da tarde (15h)

    NAVEGAÇÃO TERRESTRE
    ORIENTAÇÕES:
   SOL
   ESTRELAS
   NINHO DE PÁSSAROS
   TRONCO DE ÁRVORES
   MOUÕES
   BÚSSOLA

    Latitude e Longitude:
    Latitude: paralelos que permitem determinar a distância de um ponto qualquer em relação ao
    Equador (ponto 0), medida em graus, norte e sul.
    Longitude: a distância de um ponto qualquer da superfície terrestre em relação ao meridiano
    de Greenwich (central), que divide o globo em leste e oeste.
SOL:
Coloque o braço direito na direção do nascer do sol (LESTE )
O braço esquerdo ficará apontado na direção ( OESTE )
Na frente fica o ( NORTE )
Nas costa fica o ( SUL )

Estrelas:
Hemisfério Norte – através da estrela Polar localiza-se o Norte.
Podemos localizar a Estrela Polar com o auxílio da constelação Ursa Maior ou da constelação
da Cassiopéa , que são dois grupos de estrelas que se encontram muito próximos do Pólo
Norte Celeste.




Hemisfério Sul - Uma linha imaginária, passado pelo eixo longo do Cruzeiro do Sul , aponta
para o Pólo Sul. Some 4 vezes e meio o seu tamanho e trace uma linha reta para baixo dará
extremo sul.

Ninho de Pássaros, tronco de árvores e Mourões:

Os animais, de modo geral, procuram construir seus abrigos com a entrada voltada para o
norte, protegendo-se dos ventos frios do sul e recebendo diretamente o calor e a luz do sol.
No interior da selva amazônica, devido à proteção que ela proporciona barrando os ventos
frios, este processo de orientação não apresenta grande confiabilidade.
Os caules das árvores, a superfície das pedras, os mourões das cercas etc. são mais úmidos na
parte voltada para o sul. Entretanto, pela dificuldade de penetração da luz solar, não será
comum na selva a observação desses fenômenos.

BÚSSOLA MAGNÉTICA
É um instrumento destinado a indicar o NORTE MAGNÉTICO pelo campo magnético da terra.
Composta: Caixa (envoltório de proteção), Agulha (Ponteiro) e Limbo(Disco graduado com
graus).

CARTAS
São mapas regionais para a navegação.

QUADRÍCULAS
    São quadrados que dividem as cartas com dimensões definidas em graus, minutos e segundos
    de arco de latitude e longitude, que variam de acordo com a escala da carta. Um grau de arco
    de latitude medido na quadrícula corresponde à 60 NM ( sessenta milhas náuticas), logo, cada
    minuto de arco de latitude corresponde à 1NM ( uma milha náutica).

    OBTENÇÃO DE AZIMUTE E DISTÂNCIA
          1° utilize uma carta de navegação visual ( WAC ), na cabine de comando;
          2o localize os pontos de partida (A) e a ser atingido (B) na carta;
          3o trace uma linha ligando esses dois pontos;
          4o utilizando um transferidor ou régua de plotar, determine o rumo verdadeiro entre
    A e B partindo do meridiano mais próximo do ponto de partida;
          5o some W ou subtraia E o valor da declinação magnética da isogônica média do
    percurso, ao rumo obtido;
          6o atualize a carta, calculando a variação anual desde o ano de sua confecção,
    somando W ou subtraindo E ao valor obtido ao resultado do passo 5°
          7o o resultado dos cálculos obtidos nos passos 5o e 6o determinam o rumo magnético
    ou AZIMUTE.

    AZIMUTE - é a direção magnética a ser seguida .

    CONTRA-AZIMUTE - é a direção para retornarmos ao ponto de partida (oposto ao azimute)

                          Se o Az menor que 180o , Caz = Az + 180o

                          Se o Az maior que 180o , Caz = Az – 180o


           8o utilizando um fio, régua, ou qualquer outro meio, meça a distância entre A e B e
    através de um meridiano próximo, leia essa medida em graus, minutos e segundos de arco de
    meridiano, obtendo a distância a ser percorrida em NM.

    FORMAÇÃO DO GRUPO DE NAVEGAÇÃO
    Mínimo 3 integrantes com algum conhecimento.

    1 – HOMEM BÚSSOLA : ë o responsável pela marcação do azimute.
    2 – HOMEM PONTO : é o responsável pelo balizamento do objetivo ( alvo ) dentro do campo
    visão do homem bússola auxiliando na marcação e manutenção do azimute durante
    cada etapa ( perna ) da navegação .
    3 – HOMEM MARCO : É o responsável pela guarda do ponto exato de partida de cada perna ,
    aguardando a confirmação do contra-azimute da perna , pelo homem bússola .
    4 – HOMEM PASSO : Ë o responsável pela contagem dos passos dados pelo grupo, bem como
    o cálculo da distância equivalente e os passos restantes para o final da perna ou para o
    destino .

    UM PASSO HUMANO EM UM DESLOCAMENTO NA SELVA POSSUI EM TORNO DE 20 CM DE
    DISTÂNCIA.
    EQUIPAMENTOS DE SINALIZAÇÃO EM SOBREVIVÊNCIA:

    COPAS – SARSAT
           Search and Rescue - Busca e Salvamento
           Integrado pela Rússia, Estados Unidos, Canadá e França, o sistema globalizado,
    conhecido como COPAS – SARSAT, está apoiado por constelações de satélites, por
    transmissores localizadores de emergência, centro de controle de missão e por uma sofisticada
    rede de transmissão de dados e telefonia os quais possibilitam a cobertura do globo terrestre.
    A Rússia possui os satélites de Sistema Espacial de Busca de Embarcações em Situação de
    Emergência (COPAS). Os Estados Unidos possuem os satélites de Sistema de Busca e
    Salvamento por Rastreamento de Satélites (SARSAT), que monitoram a Terra 24 horas por dia
    em busca de sinais de emergência.

    SATÉLITES DE ÓRBITAS POLARES: Os satélites do COPAS-SARSAT são projetados para detectar
    sinais de emergência nas freqüências 121.5 Mhz, 243.0 Mhz, 406.0 Mhz.
    SATÉLITES GEOESTACIONÁRIOS: Função primária à previsão meteorológica
    ESTAÇÕES DE RECEPÇÃO TERRENA ( LUT )
    TRANSMISSOR LOCALIZADOR DE EMERGÊNCIA (RADIO BEACON RESCUE 99)
    ESPELHO, APITO, LANTERNAS, CORANTE MARCADOR DE ÁGUA, FOGUETES PIROTÉCNICOS,
    SINAIS CONVENCIONAIS, FUMAÇA, PAINÉIS, FOGUEIRAS.

    Altura: Distancia vertical entre 2 pontos
    Altitude: Distância vertical ao nível do mar

    PERÍODO INTERNACIONAL DO SILÊNCIO;
    OCIDENTE: 15’ aos 18’ e dos 45’ aos 48’ de cada hora.
    ORIENTE: 00’ aos 03’ e dos 30’ aos 33 de cada hora.

    SINALIZADORES:

    TRANSMISSOR LOCALIZADOR DE EMERGÊNCIA (TLE )
    Radio Beacon Rescue 99 = Rádio Farol de Emergência 99.
    Este sinalizador deve ser acionado imediatamente após a evacuação dos ocupantes de uma
    aeronave acidentada, para fornecer as coordenadas do local do acidente.
    Funcionamento: Qualquer líquido a base de água. (retirado da água e depois que bateria secar
    não funciona mais.
    Tempo para funcionamento: Água salgada 5´´ e Água doce 5´.
    Bateria funciona: 48 horas
    Transmissão:
   Frequência 121,5mhz VHF/243.0mhz UHF
   Posição vertical
   Antena Vertical
   Meio líquido
   Alcance: 4000fts vertical (+ou- 13km) 250NM horizontal (+ou- 460km)



    ESPELHO DE SINALIZAÇÃO
    No KIT de Sobrevivência tem 2: 1 de vidro e 1 de metal(com furo no centro)
    Alcance: 10NM – 18Km

    APITO
    Usado para atrair navios ou pessoas na praia.

    LANTERNA
    Bateria a base de água
    8 horas de duração

    CORANTE MARCADOR DE ÁGUA
    Produto químico que altera o teor da água deixando uma mancha verde por período de 3
    horas podendo ser visto a uma distância de 8 à 10 NM e 10000fts.

    FOGUETES PIROTÉCNICOS (FUMÍGENOS)
    Metal ou Baquelite
    Ambos lados usados -1 para dia e outro noite
    Sinalizador do lado diurno é fumaça de cor alaranjada e o lado noturno, fogo de magnésio .
    Identifica-se o lado noturno de um foguete pirotécnico da seguinte maneira :
    Foguete de metal : pontos em alto relevo na tampa e saliências na borda .
    Foguete de baquelite : a letra “ N “ em alto relevo na tampa .
    Ângulo de 45O em relação linha do horizonte, para fora do barco(mar) e a favor do vento

    FOGO/FUMAÇA
    Distribua diversas fogueiras, num raio de 50 a 100m da aeronave, de maneira que possam ser
    rapidamente ativadas, quando alguma aeronave vier a ser avistada durante o dia, ou ouvido
    ruído de motores durante a noite .
    Fumaça preta (dia): colocando na fogueira , borracha ou óleo dos motores
    Fumaça branca (noite):colocando folhas verdes, musgos ou pequenas quantidades de água

    PAINÉIS
    Coloque objetos brilhantes ou de coloração viva, sobre as asas do avião e ao redor do mesmo.
    Chapas de carenagem postas com o lado sem pintura para cima , coletes salva vidas e/ou
    escorregadeiras, contrastam com o verde das árvores e do capim, ajudando a sua localização.
     ANIMAIS VENENOSOS E PEÇONHENTOS

     Venenosos (comer ou tocar) = sapo cururu, sapinhos coloridos da Amazônia,
                                    Animais marinhos * águas pouco profundas, boca tipo bico de
     papagaio, não tem escamas nem pele e é de placas ósseas ou espinhos, maioria da família do
     baiacu, nadadeiras no ventre são pequenas ou inexistentes e as guelrras são pequenas.

     Peçonhentos (picadas ou mordidas) = lacraias, escorpiões, aracnídeos, ofídeos(cobras), águas
     vivas
     Possui uma dupla ação: paralisante e digestiva.
     Local da Picada - No caso dos gêneros “Crotalus” (cascavel) e “Micrurus” (coral), cujas
     peçonhas têm ação neurotóxica, quanto mais próxima dos centros nervosos a picada, maior a
     gravidade para a vítima.
     Agressividade - A surucucu-pico-de-jaca e a urutu, além do grande porte e,
     conseqüentemente, glândula da peçonha também avantajada, são as mais agressivas,
     trazendo maior perigo para a vítima.
     Quantidade Inoculada - Estará na dependência do período entre uma picada e outra, bem
     como da primeira e das subseqüentes picadas, quando realizadas no mesmo momento. As
     glândulas da peçonha levam 15 dias para se completarem.
     Toxidez - A peçonha crotálica é mais tóxica do que botrópica e ambas, menos que a elapídica.

     Para evitar picadas de animais, existem algumas medidas preventivas que se devem tomar:
1.           andar sempre com uma vara, batendo nas folhas, galhos, capins, etc... o ruído
     espantará os animais, e a própria vara servirá como defesa.
2.           antes de sentar ou deitar, verificar o local com a vara ou com os pés, evitar sentar
     sobre árvores caídas, pois são lugares preferidos, pelo frescor e sombra, para abrigar
     serpentes.
3.           ao vestir sacudir as roupas.
4.           examinar os calçados antes de calçá-los, pois são locais preferidos por escorpiões.
5.           ter cuidado ao mexer em folhas de palmeiras, montes de folhas ou palha e paus
     amontoados.
6.           evitar andar na mata isolado. Quando possível, deslocar-se no mínimo em grupo de
     três pessoas.
7.           é sempre importante se ter noções de 1o socorros.
                                               OFÍDIOS
      FAMÍLIA                      GÊNERO                        NOME VULGAR
                                   CROTALUS                      CASCAVEL
                                   BOTHROPS                      JARARACA
      VIPERIDAE                    BOTHRIOPS                     SURUCUCU-DE-
                                                                 PATIOBA
                                   LACHESIS                      SURUCUCU

      ELAPIDAE                     MICRURUS                      CORAL



                                   BOA                           JIBÓIA
      BOIDAE                       EUNECTES                      SUCURI



    Disposição Dentária
        Áglifas - Todos dentes iguais, inclusive os maxilares, maciços e retrógrados, servindo para
    auxiliar a impelir a presa para trás. São consideradas não peçonhentas. Exemplo: família
    BOIDAE.
        Opistóglifas - Possuem um ou mais pares de dentes bem salientes e chanfrados
    longitudinalmente, localizados na parte posterior da arcada dentária superior. Exemplo: falsas
    corais.
        Proteróglifas - Apresentam um ou mais pares de dentes bastante aumentados e
    profundamente chanfrados, localizados na parte anterior do maxilar superior. São perigosos.
    Exemplo:corais venenosas.
        Solenóglifas - Possuem um ou mais pares de dentes maxilares grandes, móveis, por estar
    sua inserção revestida por uma mucosa, possuindo um canal interior. Seu aparelho inoculador
    é perfeito, ficando pronto a introduzir a peçonha na vítima, qual agulha de injeção, indo as
    presas à frente quando o ofídio abrir a boca. Exemplo: família VIPERIDAE. Observação: Toda
    solenóglifa é peçonhenta.




    Vivem em terra, água e árvores
    Fosseta Loreal – orifício entre boca e olho, todas venenosas tem menos a coral.
    Bote: 1/3 do tamanho
    Única cobra que não pode ser ingerida é a cobra-do-mar por ser toda venenosa.
    Procurar socorro em até 6 horas.
    Se possível capturar a cobra responsável pela mordida.
    Pessoa especializada para aplicar o soro o mais rápido possível

    ÁGUA

    O homem é um ser “homeotérmico”.
           Mínimo: 500ml
           Média: 2,5 à 3 litros

    Formas de Entrada no Organismo:
    Natural – 1200ml
    Oxidação – 300ml
    Constituição – 1000ml
    Total de 2500 ml

    Formas de Saídas do Organismo:
    Via Pulmonar – 200/400ml
    Via cutânea – 200/400ml
    Via renal – 1500ml
    Via digestivo – 100ml
    Perdas adicionais – xxx
    Total – 2500ml

    MÉTODOS DE PURIFICAÇÃO DE ÁGUA.
    Toda água deve ser purificada antes de ser bebida ( em sobrevivência )
    1o PELA FERVURA durante 1 minuto pelo menos .
    2o TINTURA DE IODO adicionando 8 gotas de tintura de iodo em um litro de água , esperar
    durante 30 minutos antes de beber.
    3o PURIFICADOR DO KIT usar de acordo com as instruções da bula .

    EXCEÇÕES A REGRA
    Não necessitam purificar :
    1o ÁGUA DE ORIGEM VEGETAL (COCO - CIPÓ DE CASCA GROSSA – CACTOS)
    2o ÁGUA DA CHUVA - desde que colhida diretamente

    MEIOS DE OBTENÇÃO DE ÁGUA
    NA SOBREVIVÊNCIA NA SELVA:
    1-) Água da chuva
    2-) Água do Kit de Sobrevivência
    3-) Água de origem vegetal
    4-) Água depositada nos vegetais
    5-) Destilador solar de terra
    6-) Trilha dos animais
    7-) Rios ,lagos ,pântanos, etc...
        8-) Orvalho

        CAL – tudo que for cabeludo, amargo e leitoso não ingerir nem mesmo água
                                        SOBREVIVÊNCIA NA SELVA

        REQUISITOS DE ENERGIA
              A sua cota de energia estará assegurada se os alimentos que dispuser, contiverem:

        * CARBOIDRATOS – de origem vegetal ( açúcar, frutas, farináceos e cereais)
        * PROTEÍNAS – de origem animal, principalmente ( carne, peixes, ovos, leite, queijos).
        * GORDURAS
               em parte de origem vegetal ( azeite de oliva, óleo de girassol, soja, algodão,
        amendoim, etc )
               em parte de origem animal ( manteiga e banha )
        *ALIMENTOS PREPARADOS são as rações para uma permanência em condições atípicas, que
        encontramos nos KITS DE SOBREVIVÊNCIA.
        *ALIMENTOS DE ORIGEM VEGETAL
        Ingerir substâncias que são procuradas pelos pássaros e mamíferos, roedores ou pelos
        macacos, e por vários animais onívoros, não constituirão perigo para o homem.
        Todo alimento que contém “AMIDO “, deve ser cozido, pois cru é indigesto.

        CAL – tudo que for cabeludo, amargo e leitoso deve-se evitar.

        PARTES COMESTÍVEIS DAS PLANTAS
        As plantas, sejam aquáticas ou terrestres, oferecem os seguintes elementos comestíveis:
                    grãos ou sementes - dos capins bravos, gramíneas, milho, arroz,... esses grãos e
                              sementes deverão ser comidos após fervidos ou assados.
                                                    frutos maduros/suco
                             folhe-los/bainha: são as folha novas e macias, devem ser cozidas.
                  raízes - a grande maioria das raízes possuem amido (inhame, mandioca...)devem ser
           cozidos pois cru é indigesto. A maioria dos inhames são venenosos em estado natural, mas
                                    perfeitamente comestíveis após o cozimento.
                  nozes - coqueiro, cajueiro, pinheiro (pinhão), são árvores que produzem este tipo de
        alimento. De todos os alimentos que a floresta nos oferece, as nozes são as mais nutritivas. Os
                                            pinhões ficam melhor cozido.
                 casca - a parte interna da casca de grande número de árvores, serve como alimento. A
                                  parte interna da casca serve para fazer farinha.
                                                flores - são comestíveis.
                         folhas sumarentas -(sucosas)as mais novas e macias mas cozinhe-as.
                      talos - açucena branca d`água, ricas em fécula, excelente alimento (aipo).
                    haste - grandes talos, são achados em milhares de plantas (cana de açúcar).
                tronco - O AMIDO é extraído do tronco da palmeira “sagüeiro” e de outros troncos.
             O PALMITO, toda palmeira contém o miolo chamado de palmito, a parte do tronco onde
                     se deve retirar o palmito, está situado entre o início das folhas e o topo.
                         bulbo - são excelentes fontes de alimentação ( lírio, cebola, narciso).
                  brotos - os rebentos de todos os fetos de vegetais são encaracolados (anelados)
                        suculentos e o valor alimentício corresponde a “couve ou aspargos”.
    GENERALIDADES DA CAÇA
           O melhor método para o principiante é a caça de espera. Isto em um ponto onde os
    animais costumam passar (trilha, o local onde matam a sede ou onde costumam pastar).
           Esconda-se em um ponto dos locais indicados acima, mas de modo que o vento sopre
    do local para você e não vice-versa.
           Fique absolutamente imóvel. A caça não deve perceber movimento algum.
           A melhor hora para caçar é pela manhã bem cedo ou à noitinha.
           Ao caminhar observe se descobre sinais de caça, (trilha de animais, vegetação rasteira
    pisada ou excrementos ).
           A caça é mais abundante e é mais fácil de ser encontrada próxima à água, nas clareiras
    de florestas, nas orlas de bosques,etc...
           Partes da caça que possuem vitaminas essenciais, coração, fígado e rins.

    ALIMENTAÇÃO DE ORIGEM ANIMAL
            A caça pode ser abatida de várias maneiras: tiro, laço (enforcamento), tacape ou
    tronco de árvore ( bordoada), faca, etc...
            A retirada do pêlo ou penas, poderá ser feita através de uma faca ( ponta fina e bem
    afiada ), canivete ou pelo método do sopro ( fazer uma pequena incisão na pele e introduzir
    um canudinho / caneta bic/ mangueira do sistema fixo de O2/ talo de mamoeiro ou outra
    árvore/etc,... e soprar até que a pele se descole da carne.
            Esfole e extraia as vísceras de todo o animal que caçar.
            Tenha cuidado ao remover o fel, a bexiga e as glândulas odoríferas quando houver. A
    carne poderá tornar-se impura.
            Sangre e limpe (remova as vísceras) de todos os pássaros que caçar.
            As aves que se alimentam de peixes, tem a carne com odor de óleo de peixe, o gosto
    da carne é de puro óleo de peixe.
            A melhor carne do lagarto é o do traseiro e do rabo; a melhor carne de tartaruga é a
    das patas, pescoço e do rabo; procure descobrir os ninhos das tartarugas nas areias das praias
    e recolha seus ovos.
            Todas as cobras são comestíveis (com exceção da “cobra do mar”) para isto, corte um
    palmo da cabeça e um palmo do rabo jogando-os fora.
            Nunca despreze os passarinhos e seus ninhos ( procure caçá-los à noite ).
            Alguns insetos e vermes podem ser consumidos: tanajura (formiga ), escaravelhos,
    tapuru ( verme do coco), gafanhotos, etc...

    MÉTODOS DE CAÇA
    A caça por meio de laço - (o rastro fresco e excrementos são os principais indicadores da
    passagem da caça em geral );
    Todos os laços e todas as armadilhas devem ser de construção simples e devem ser armados
    após construído o acampamento e sempre antes de cair a noite.
    Arrume obstáculos de modo que obriguem o animal a passar pelo laço.
    Procure deixar tudo com o aspecto mais natural possível.
    Laço com o nó corredio - a armadilha que prende e iça a presa bem alto e que consiste de
    um nó corredio ligado a uma árvore bem nova, tem a vantagem de logo matar a presa ao
    mesmo tempo que a mantém fora do alcance dos outros animais.
  Troncos que caem/gatilho tipo 4 - Os animais de tamanho médio e grande podem ser
 capturados por meio de armadilhas ligadas a troncos que caem quando o animal agarra a isca
 ou agita o laço.
 Atiradeira - você poderá confeccionar uma atiradeira do tipo simples por meio de uma
 forquilha de pau, tirada de um galho de árvore e tiras de borracha obtidas de câmaras de ar.
 Arapuca - é uma armadilha de confecção fácil e rápida, serve para capturar animais de
 pequeno porte.
 Fosso - é uma armadilha de confecção fácil, serve para capturar animais de pequeno porte.
 Cavar um buraco, colocar no fundo espetos de bambu pontiagudos, cobrir o local com material
 da região;

     PEIXES FLUVIAIS PERIGOSOS
             Bagres e Mandis – a arma desses peixes é constituído de 3 ferrões das nadadeiras
     peitorais e dorsal. A picada é muito dolorosa e ocasiona inflamação no local e as vezes febre. O
     tratamento para tais casos é tintura de merthiolate.
             Piranhas – branca, preta, vermelha ou acaju – peixe carnívoro muito comum nos rios
     da Amazônia, vive em cardumes. Possui carne muito saborosa apesar do excesso de espinhos.
             Arrais – arara, pintada e preta – são peixes cartilaginosos que possuem o corpo
     romboidal, fortemente comprimido de cima para baixo com a cauda muito delgada e onde
     possui o ferrão bi-farpeado, com aspas retorça em forma de punhal, ordinariamente de 5cm
     de comprimento armadas de dentes de um e de outro lado, à maneira de serra, com pontas
     revoltadas com aspas de anzol, que entram com facilidade e não saem sem arrancar pedaços
     de carne. A ferida é de difícil cura, já pela irregularidade do corte, já porque o ferrão deixa
     dentro um produto viscoso que muito concorre para inflamar a chaga.
             Baiacus – existe nos rios da Amazônia (água doce) e no mar ( água salgada ).O seu
     tamanho varia de 10cm a 15cm, tem pele flácida, cor verde-malva nodorso, é esbranquiçado
     na barriga, boca pequena, a parte inferior do ventre é ligeiramente áspera possuindo espinho,
     quando retirado da água costumas inflar-se tanto a ponto de parecer uma bola.
             Poraquê – o efeito produzido por este peixe é igual a de uma descarga elétrica
     relativamente acentuada (onda de 820 hertz) não se vê centelha sair do seu corpo. No
     Pantanal é conhecido como “mussum de orelha” .
             Candiru – este peixinho assemelha-se ao bagrinho medindo 3cm comprimento e0,5cm
     de largura. Muito comum nos rios e igarapés da Amazônia e Pará. Muito se tem escrito sobre a
     incrível facilidade de penetrar pela uretra e ânus das pessoas que se banham nas águas desses
     rios sem roupa de banho.É voz corrente que o candiru penetra pela uretra do homem, quando
     este inadvertidamente urina dentro da água. Com o jato da micção, o canal se abre e eles
     metem-se pela fenda a dentro. Mesmo não conseguindo entrar de todo, a operação para
     retirá-lo é dificílima e muito dolorosa, pois, como é sabido, osseus opérculos se dilatam no
     interior da uretra e os pequenos espinhos que os guarnecem cravam-se na mucosa


     ABRIGOS / FOGO / FOGÕES / GENERALIDADES
     Em qualquer área poderá ser improvisado um abrigo com:
1.          Partes da aeronave (grandes ou pequenas seções da aeronave)
2.          A própria aeronave (após os motores terem esfriados / combustível evaporado)
3.          Equipamentos de emergência ( escorregadeiras e os barcos salva vidas)
4.          Materiais natural ( troncos, galhos, folhas, etc...)

a.                   É contra a chuva?
b.                   É para proteger do sol intenso?
c.                   É para proteger do calor intenso?
d.                   É para proteger dos insetos?
e.                   É para uma só noite? (bivaque)
f.                   É para vários dias? (acampamento)

     ESCOLHA DO LOCAL
           Escolha com cuidado o local para construir seu abrigo provisório ou o seu
     acampamento.
     a)     não acampe em terreno de inclinação muito pronunciada
     b)     não acampe em local demasiadamente exposto aos ventos
     c)     não acampe em áreas onde houver perigo de avalanche, queda de rochas
     d)     não acampe em baixo de grandes árvores ( galhos secos )
     e)     não acampe em baixo de árvores como: coqueiro, jaqueira, pinheiros, etc...
     f)     escolha um local o mais longe possível dos de pântanos e charcos ( mosquitos )
     g)     escolha um local onde o chão estará o mais seco possível e bem arejado
     h)     escolha um local onde encontre água nas proximidades e alimentos


     Provisórios: 1 noite, bivaque
     Permanente: vários dias

     TIPOS DE ABRIGO
            A própria aeronave ---- se decidir permanecer próximo a aeronave, utilize-a como
     abrigo.
            O abrigo improvisado mais fácil de armar --- consiste numa ( lona, plástico, carpete do
     piso da aeronave, etc...) estendido por cima de uma corda ou de uma vara entre duas árvores
     ou duas estacas.
            Um bom abrigo contra a chuva pode ser armado, cobrindo-se uma estrutura em
     forma de “A” com boa quantidade de folhas de palmeira ou folhas largas que for possível
     achar, de pedaços de casca de árvores ou molhos de capim (sapê).”Cabana Canadense”
            Cabana de índio --- três estacas presas formando um tripé, podemos colocar estacas
     extras apoiadas no tripé e cobri-las com, panos, plásticos, carpetes do piso do avião,etc...
            Tapiri --- um abrigo alto do chão de difícil construção. Serve para abrigar várias
     pessoas. Utiliza-se 4 troncos, onde será apoiado o piso que deverá estar a 50cm do chão, o
     telhado será construído tipo meia água ( com o caimento para um dos lados), as laterais serão
     fechadas em 3 dos 4 lados .
            Rabo de Jacu --- um abrigo de fácil construção (utilizado nos deslocamentos) para uma
     só noite. (Entre 2 Y)
     Abrigos Naturais --- são as cavernas.

     COBERTURA E CONFORTO DOS ABRIGOS
1.            Utiliza-se para a cobertura dos abrigos : folhas de palmeira (várias camadas dividindo-
     se talo ao meio), folhas largas, casca de árvores, molhos de capim.De baixo para cima.
2.            Comece debaixo, com a colocação das folhas, terminando na cumieira. As folhas
     deverão ter as pontas voltadas para baixo e deverão sobrepor-se. Debaixo de cada aba           (
     sob a beirada ) abra pequenas valas que conduzam a água da chuva para fora e para baixo, a
     fim de manter o abrigo o mais seco possível.
3.            Não durma diretamente sobre o chão( o contato da terra fria será nocivo).
4.            Faça uma rede de dormir (utilize uma manta, plásticos, etc...).
5.            Improvise uma cama de troncos e galhos com folhas e/ou capim ( tarimba)
6.             Dormir em rede ou na tarimba, tornará menos provável o ataque das formigas,
      aranhas, sanguessugas, escorpiões e outras pragas.
7.             É conveniente “passar no fogo” as palhas que serão utilizadas para forrar o local de
      repouso, a fim de eliminar carrapatos e outros insetos. (Flambar)
8.             Não se exponha ao vento
9.             Arme uma fogueira próxima ao abrigo de modo que a entrada receba o calor (construa
      um pequeno muro com troncos para refletir o calor para o interior do abrigo). Construa uma
      fossa para detritos, afastado do acampamento e da fonte de água cerca de 700 metros ( todo
      o lixo do acampamento deverá ser jogado lá).
10.            Construa uma fossa para dejetos (latrina) que deverá distar o mais possível do
      acampamento e da água potável, cobrindo sempre com terra os dejetos.




      FOGO
           No tempo frio, pequenas fogueiras dispostas em círculo, em volta de indivíduos,
   produzem muito melhor efeito do que uma só e grande fogueira.
1.         Limpe bem a área, retirando as folhas, gravetos, musgos e capim seco, a fim de não
   estabelecer um incêndio florestal.
2.         Cave um buraco de pequena profundidade, onde colocará a fogueira.
3.         A fim de conseguir o máximo de calor e de proteger o fogo contra o vento, arme a
   fogueira junto a uma muralha ou grande rochas ou próximo a um parapeito feito de troncos,
   obstáculos estes, que servirão de refletor de calor para o seu abrigo.

      Método convencional – Fósforo, isqueiro
      Método de Fortuna – Pilha, foguetes pirotécnico, pedra de pederneira (do isqueiro), sulcador,
      lente de aumento (óculos)
                 Atrito- madeiraXmadeira, madeiraXcouro, pedraXmetal, metalXmetal, pedraXpedra.

      FOGÕES
             Espeto (Y)
             Assar (Y—Y)
             Cozimento direto (4 pedras ao chão e fogo ao centro)
             Cozimento indireto (um buraco, envolve folha de bananeira, cobre 1cm de areia e
      fogueira em cima)
             Barro
             Moquém fixo (para desidratar a carne)
             Moquém móvel (tripé com grelha, 50cm do chão e fogo suave)
             Fosso (buraco)
             Fogareiro (mesmo usado para torrar amendoim)

      SILVÍCOLAS:
      São os índios

      A melhor maneira de comunicação com os índios ou estrangeiros quando não se tem fluência
      na língua é através da mímica
     SALVAMENTO POR HELICÓPTERO:
1º.             Coloque a alça do cabo de salvamento da mesma maneira que você coloca um
     casaco.
2º.             Cuidado para não ficar dependurado de costas para o helicóptero.
3º.             Se estiver ferido, um tripulante descerá para auxiliá-lo
4º.             Se estiver em um bote, use a biruta d’água ( âncora ), com o objetivo de evitar a
     deriva causada pelo vento das asas rotativas
5º.             Se possuir sinalizador de fumaça, utilize-o a fim de indicar ao piloto a direção do
     vento
6º.             Ao aproximar-se do helicóptero, faça-o sempre dentro do campo de visão do piloto
     e/ou do co-piloto, somente aproxime-se ou afaste-se do helicóptero com o corpo levemente
     curvado.
7º.             Jamais se aproxime da cauda do helicóptero, principalmente da área do rotor
     traseiro.
8º.             Não use qualquer tipo de cobertura dentro da área de segurança num raio de 20
     metros do helicóptero.
9º.             Ao aproximar-se do helicóptero portando algum objeto, segure-o na altura da
     cintura, jamais na vertical ou sobre os ombros e não tente apanhar qualquer objeto deslocado
     pelo vento.
10º.            Em caso de cegueira ocasionado pela poeira, próximo ao helicóptero, pare, sente e
     aguarde o auxilio da tripulação.

                                         SOBREVIVÊNCIA NO GELO

        AÇÕES IMEDIATAS
              Prestar 1o socorros as vítimas.
              Acionar TLE (RBR 99)
        AÇÕES SUBSEQUENTES
  1º.                  Providenciar abrigo
  2º.                  Providenciar fogo
  3º.                  Providenciar alimento
  4º.                  Providenciar água

        ABRIGO NA NEVE
        O interior da aeronave não deve ser utilizado como abrigo - baixa temperatura.
        Escorregadeira e partes da aeronave servem na construção de abrigos

        TIPOS DE ABRIGO
        TRINCHEIRA --- construção rápida.
               Cavar um buraco (cova) na neve e cobrir com pedaços da aeronave ou a
        Escorregadeira, em forma de V invertido, observando a direção do vento.

        CAVERNA NA NEVE
             IGLU
             Construção sólida para períodos prolongados / difícil construção.
           Deve-se cortar tijolos de gelo, colocá-los em uma disposição que formem um circulo. O
    teto deve ser liso para evitar gotejamento.
           A forração do local onde irá deitar é importante para que a neve não derreta.
           Em qualquer abrigo deve-se acender uma fonte de calor (vela, lamparina, etc...), para
    manter a temperatura em torno de zero graus Celsius.
    OBTENÇÃO DO FOGO
    Proveniente do óleo dos motores da aeronave ou da gordura animal (focas).

    OBTENÇÃO DE ALIMENTOS
         Alimento disponível na aeronave.
         Alimento de origem animal ( focas, leão marinhos, peixes, crustáceos,aves,etc...)
         Não devemos comer o “pingüim”, pois sua carne é contaminada por vermes.

    OBTENÇÃO DE ÁGUA
    Há duas maneiras de se obter água.
    1o derretendo o gelo
    2o colhendo de fontes natural ( no verão, época do degelo)

    CUIDADOS NO GELO
    1° ENVENENAMENTO ---- por monóxido de carbono no interior do abrigo
    2o CONGELAMENTO ---- a nível epitelial podem ser classificados em 3 grupos.
o                           1o grau ----- ARREPIOS (primeiros sinais)
o                           2o grau----- FLICTENAS (bolhas) queimaduras no tecido
o                           3O grau----- NECROSE (gangrena) manchas escuras pele diminui fluxo
    sangue.
    3o CEGUEIRA ---- Não há adaptação natural da visão aos reflexos solares na neve, no gelo ou
    na água. Raios infra-vermelhos provocam a fadiga, dor intensa.
    Proteção --- usar óculos escuros ou colocar venda nos olhos.
    4o AÇÃO DOS VENTOS ---- o vento aumenta muito a perda de calor do corpo, dispersa as
    camadas de ar aquecido entre a roupa e a pele.
    5o GRETAS E FENDAS ---- Os deslocamentos somente deverão ocorrer quando todos estiverem
    amarrados entre si. Homem guia, deve usar bastão para detectar gretas.

    ORIENTAÇÕES BÁSICAS.

    1° usar a maior quantidade de roupas.
    2o manter a temperatura do corpo em 37o C , apesar das baixas temperaturas.
    3o proteger bem as extremidades (mãos, pés, orelhas, nariz), mucosas e face.
    4o ao realizar um esforço físico deve-se evitar ao máximo transpirar, pois causará
       “Hipotermia”.
     o
    5 tenha cuidado ao caminhar sobre superfícies com gelo, são extremamente
        escorregadias.
     o
    6 ao sentir frio, lembre-se, exercício físico, produz calor.
    7o nunca saia do abrigo sozinho.
    8o quando sair do abrigo, verifique se está adequadamente vestido.
    9o durante o dia, mesmo nublado, use óculos escuros; olhos lacrimejantes, sensíveis
      a luz e com coceiras, são sintomas de cegueira da neve.
      o
    10 não toque em metal não pintado sem luvas, a pele pode grudar, provocando
       danos a pele.
    11o com temperaturas inferiores a –30o , não respire sem proteção no rosto.
    12o beba 2 litros de água por dia, mesmo que não possa comer.
    OS primeiros membros a congelar são as extremidades.




    SOBREVIVÊNCIA NO DESERTO

            Os procedimentos relativos a obtenção de fogo e sinalização, são idênticos aos da
    sobrevivência na selva.

    ABRIGO --- serve para proteger do calor durante o dia (+ 50o C) e do frio a noite (- 5oC).

             A aeronave serve como abrigo durante a noite, mas não serve como abrigo durante o
    dia , pois a temperatura no seu interior será altíssima.

    ÁGUA ---- a necessidade de se ingerir água é de 2 a 3 vezes maior do que na sobrevivência na
    selva.
    Onde procurar água:
    a) leito seco dos rios
    b) áreas baixas
    c) áreas com vegetação
    d) cactos
    e)destilador solar

    ALIMENTOS ---- a vegetação no deserto, quando existe, é do tipo herbáceo e de vida curta. As
    partes das plantas que são comestíveis (flores, frutos, brotos, sementes).
            Os cactos além de fornecer água, seus frutos são comestíveis.
            Alimento de origem animal; são os pequenos roedores, coiotes, cobras, lagartos, etc...
    Os roedores são notívagos, procure capturá-los em suas tocas durante o dia.

    CUIDADOS NO DESERTO
                  Dar atenção especial ao vestuário, para evitar queimaduras na pele.
                  Usar muita roupa, frouxa, larga, e um pano cobrindo a cabeça.
                  Altíssimas temperaturas durante o dia, não permite longas jornadas.
                  Não devemos arriscar um deslocamento sem destino. Somente poucos povos
    do deserto (nômades) sabem deslocar-se neste meio inóspito.

    Deserto mais seco é o de Atacama no Chile.
     ATOS ILÍCITOS PRATICADOS CONTRA A AVIAÇÃO CIVIL

            Apoderamento ilícito de aeronaves / Ameaça de bomba / Ato de violência contra
     pessoa a bordo / Dano a aeronave em serviço que a torne incapaz de voar / Destruição ou
     dano às facilidades de navegação aérea e meios do sistema de telecomunicações.

     S O B R E V I V Ê N C I A NO MAR

   Vôos Costeiros alcançam até 370 km do litoral e possuem:
1)        Coletes salva vidas - para os tripulantes
2)        Assentos flutuantes - para os passageiros
3)        Escorregadeiras – equipamento auxiliar de evacuação

   Vôos Transoceânicos ultrapassam os 370 km do litoral e possuem:
1)        Coletes salva vidas - para os tripulantes e passageiros
2)        Escorregadeiras barcos e/ou
3)        barcos ( botes ) salva vidas

     CHECAR A ÁREA EXTERNA :
1)         verificar o nível da água junto as saídas
2)         verificar se não há fogo / combustível derramado
3)         verificar se não há arestas
4)         Devemos usar todas as saídas disponíveis para uma evacuação.
5)         Quando uma saída de emergência estiver inoperante, devemos REDIRECIONAR os
     paxs.


     AÇÕES IMEDIATAS E SIMULTÂNEAS :
     a-) afastamento da aeronave
     b-) prestar os primeiros socorros
     c-) acionamento do T L E ( radio beacon rescue 99 )
     d-) resgatar náufragos

     EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS DE FLUTUAÇÃO :
1)         coletes salva vidas
2)         assentos flutuantes

     coletes salva vidas
1)           possuem 2 câmaras de flutuação(independentes)
2)           possuem 2 sistemas para inflar(cápsulas de CO2N/sopro)
3)           possuem tiras ajustáveis
4)           possuem 1 lâmpada(bateria ativada a água)
5)           suporta peso inercial de 60 Kg(cada câmara)
     VESTIR: sentados em seus lugares
     INFLAR: ao sair da aeronave na porta ou lado de fora ao sair

     ASSENTOS FLUTUANTES
1)        possuem 2 alças de sustentação
2)        possuem 1 placa de Poliuretano rígido
3)        suporta peso inercial de 90 kg
                 utilização correta : abraçar o assento , com a mão direita segurar a alça de
  sustentação do lado esquerda e com a mão esquerda segurar a alça de sustentação do lado
  direito , apoiar o queixo na parte mais larga do assento .
                 deslocamento: de peito, batendo com as pernas, sem largar as mãos do
  assento

     EQUIPAMENTOS COLETIVOS DE FLUTUAÇÃO :
1.      BARCOS SALVA VIDAS
2.      ESCORREGADEIRAS BARCO

     BARCOS SALVA VIDAS
1.           Localização: rebaixamento do teto (numa mala)
2.           Câmaras: possuem 1 ou 2 câmaras de flutuação(infladas com o cilindro de CO2N)
3.           Toldo : está no piso do barco junto com os montantes estruturais de metal (protege
     contra o sol ,água salgada, serve como sinalizador e captar água da chuva)
     Toldo do barco no navio tem forro chamado DOSEL de cor azul
4.           Rampa de acesso (área de embarque): nesta área existem vários equipamentos
                     escada de corda ou alças de embarque- para subir no barco
                     faca flutuante – para cortar corda ou usar como utensílio
                     bomba manual de inflação
                     âncora ou biruta d`água - retardar a deriva
                     anel de salvamento ou retinida - para resgate, jogar colete para sobrevivente a
     água, amarrar sobrevivente para checar se homem ao mar está morto, amarrar um barco a
     outro com uma distancia de 8 à 10 metros para não se afastarem
                     lâmpada localizadora
                     dosel – forro
                     sanefas – prolongamento do toldo
                     kit de sobrevivência no mar - embutido no piso do barco
5.           Tira de salvamento : localizada na parte externa da câmara (náufragos ficam
     agarrados )
6.           Tira de amarração : possuem um gancho metálico ( 6 m ) – serve para prender o barco
     ao avião , antes de jogá-lo ao mar .

     CUIDADOS ANTES DE JOGAR O BARCO AO MAR :
1.       fixá-lo ao avião (alça de segurança da porta)
2.       examinar a área externa
3.       direção do vento
     Usar a faca flutuante para cortar a corda
     Sentar-se com os pés voltados para o centro do barco e as costas apoiada na câmara superior
     e deslocar-se agachado

   ESCORREGADEIRA BARCO :
1.         Localização: na parte inferior da porta (5 à 10s para inflar)
2.         Câmaras de flutuação: possuem 2 câmaras, infladas por um cilindro de CO2N(40%) e
   ar do meio ambiente sugado por meio de venturis(60%).
3.         Toldo: está no piso do barco, área de embarque - protege contra o sol, água salgada,
   serve como sinalizador e coletor de água da chuva
7.           Rampa de acesso (área de embarque): nesta área existem vários equipamentos
                    escada de corda ou alças de embarque- para subir no barco
                    faca flutuante – para cortar corda ou usar como utensílio
                    bomba manual de inflação
                    âncora ou biruta d`água - retardar a deriva
                    anel de salvamento ou retinida - para resgate, jogar colete para sobrevivente a
     água, amarrar sobrevivente para checar se homem ao mar está morto, amarrar um barco a
     outro com uma distancia de 8 à 10 metros para não se afastarem
                    lâmpada localizadora
                    dosel – forro
                    sanefas – prolongamento do toldo
                    kit de sobrevivência no mar - embutido no piso do barco
4.           Tira de salvamento: localizada na parte externa da câmara (náufragos ficam
     agarrados), já está presa na parte inferior da porta
5.           Abordagem: após cessar o ruído dos venturis
6.           Separação avião/escorregadeira: levantar a aba da saia da escorregadeira e puxar o
     cabo desconector
7.           Separação definitiva : usar a faca flutuante para cortar a corda
8.           Posição dentro da escorregadeira barco: sentados com os pés voltados para o centro
     da Escorregadeira barco e as costas apoiada na câmara superior deslocando-se agachados

     “É DEVER DOS TRIPULANTES, APÓS A EVACUAÇÃO, CHECAR A CABINE, PARA VERIFICAR SE NÃO FCOU
     NINGUÉM PARA TRÁS”.

     KIT DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR
        Farmácia - bandagens, anti-sépticos, amoníaco, pomadas oftálmicas, etc
        Manual de sobrevivência - instruções básicas de sobrevivência e uso dos equipamentos.
        Bíblia - atua com um calmante, novo testamento
        Purificador de água - usar conforme a bula
        Água - limpar ferimentos/fins medicinais
        Balde e esponja - manter seco o piso do barco, coletar água da chuva, saco enjôo
        Bujão de vedação - vedar pequenos furos, parte emborrachada para dentro da câmara
        Lanternas - funciona a base de água, duração 8h e funciona com pilhas
        Desalinizador - retira o sal da água (não purifica a água)
     5 latas com 8 pastilhas, 1 pastilha para 500ml de água salgada e sacudir por 60 minutos (500ml
     diário de água homem necessita)
        Sinalizadores - espelho, apito, foguetes pirotécnicos, corante marcador de água, etc
        Ração sólida (confeitos, balas jujubas, chicletes – açúcar repõe energia)

     PRINCÍPIOS BÁSICOS A SOBREVIVÊNCIA:

     O ALIMENTO MARINHO:
           Não coma mariscos e ostras agarrados a casco de navios
           A maioria dos animais marinhos de alto mar são comestíveis.

     AVES:
     Todas as aves constituem alimento em potencial, podem ser capturadas por meio de anzóis
     com isca. Muitas aves são atraídas pelo bote, como ponto de pouso ou descanso.
     OBTENÇÃO DE ÁGUA NA SOBREVIVÊNCIA NO MAR
          1)CHUVA – Coletar diretamente ou usando o toldo. L
      Limpar o toldo do barco ou enxugar o fundo das sua balsas, para retirar a água do mar e as
      incrustações de sais marinho, em tal situação a chuva que cai se transforma em um caldo sujo
      e salobro , imprestável para o consumo
          2)AGUA DO KIT DE SOBREVIVÊNCIA - fins medicinais
          3) ORVALHO é formado quando há condensação direta da umidade da atmosfera sobre
      superfícies que irradiam rapidamente o próprio calor esfriando a camada de ar contígua .
          Na medida do possível, ainda durante o dia , o toldo da balsa deverá ser limpo de todo o
      sal que estiver impregnado , de modo a não contaminar a água formada pelo orvalho.
          Lembre-se que dependendo das condições do vento e temperatura , pode-se ter
      formação contínua de orvalho durante toda a noite , portanto com uma esponja ou pano
      enxugue o toldo ,quanta vezes forem possíveis.

          4)DESTILADOR SOLAR DO MAR
      É possível obter-se cerca de 980ml de água por dia .
          5) DESSALINIZADOR , o equipamento disponível em cada barco salva vidas, para
      transformar água salgada em água doce, consiste em 5 latas; cada lata contém 1 tubo plástico
      com filtro e 8 pacotes de nitrato de prata. Para transformar 500ml de água salgada em água
      doce é necessário encher o tubo plástico com água salgada até a marca preta na parte superior
      do tubo e adicionar um tablete do nitrato de prata. Para que a água se torne potável, deve-se
      agitar o tubo plástico durante sessenta 60minutos.

      ÁGUA SALGADA
      A morte por água salgada é tão semelhante a morte pela sede.
      JORNADA NO MAR
      Alguns cuidados no barco :
      * ler com atenção as instruções de uso e as etiquetas coladas no barco
      * embarcação devidamente inflada
      * manter seco o piso do barco
      * não haver deslocamento em pé no interior do barco, cuidado com os objetos pontiagudos
      * proteger ( bússolas ,fósforos , sinalizadores , etc... )
      * verificação periódica da âncora, ao pescar cuidado com o anzol e a linha
      * a noite baixar sanefas
      * somente navegar quando avistar terra (improvisar velas )

      GRUPO DE VIGIAS (tempo máximo para as trocas de 2h em 2h)
      Atentos a qualquer sinal de terra, bando de aves, cardumes de peixes, algas marinhas, avarias
      na embarcação, navios que passam e o tempo.
      CONSERVAÇÃO DA SAÚDE
1º.             Economiza água e alimentos.
2º.             Não fale desnecessariamente nem se movimente economizando a energia do corpo.
3º.             Enjôo no mar - use os remédios contra enjôo, não coma nem beba, deite-se no fundo
      do barco.
4º.             Úlceras provocadas pela água salgada - usar pomadas anti-sépticas- mantê-las seca.
5º.             Olhos doloridos e/ou inflamados devido aos reflexos dos raios solares - usar óculos
      escuros, improvisar ataduras para envolver a cabeça cobrindo os olhos e umedecê-las.
6º.             Dificuldade de urinar, após alguns dias no mar, sem ingerir líquidos a urina vai
      diminuir e escurecer (cor âmbar escura) acumulo de sais minerais
7º.            Prisão de ventre - falta de funcionamento dos intestinos devido a pouca
     alimentação, deve se movimentar
 8º.           Cuidados com lábios e pele - usar pomadas, manteiga de cacau, batom, protetor
     labial
9º.            Queimaduras pelo raios solares conservar a cabeça e pele cobertas, lembre-se que
     os raios solares refletidos pela água queimam
10º.          Distúrbios mentais
11º.          O melhor meio de evitá-los é procurar dormir e descansar o mais possível.

      FATORES ADVERSOS A SOBREVIVÊNCIA.
                   Fatores Subjetivos ( efeitos comportamentais )
                   Fatores Objetivos ( efeitos Fisiológicos )
      EFEITOS COMPORTAMENTAIS:
            Medo – Ansiedade – Solidão - Tédio – Histeria – Pânico

      EFEITOS FISIOLÓGICOS.
      Dor – Ferimentos - Doenças - Frio – Calor – Sede – Fome – Fadiga – Congelamento –
      Queimaduras
      Resumo por Namur Köntopp

				
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