Programa��o em Linguagem C � Profa by 9Poq16Eo

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									Programação em Linguagem C – Profa. Tânia - Parte1

1 – INTRODUÇÃO
1.1 - Origens da Linguagem C
 Em 1970 surge a linguagem B, desenvolvida por Denis
  Ritchie, com algumas idéias da linguagem BCPL (), que era
  uma linguagem sem tipo;
 Em 1978 Brian Kerningham e Denis Ritchie desenvolvem
  a linguagem C, inicialmente projetada para o sistema
  operacional UNIX, sendo bem aceita pelos programadores;
 Em 1980 surge o ANSI C, que foi uma padronização da
  linguagem C feita pelo American National Standard
  Institute;
 Em 1990 surge o Turbo C que é um ambiente integrado de
  desenvolvimento da Borland;
 Em 1992 surge o C++ que é uma versão da linguagem que
  contempla a programação orientada a objetos;
 Hoje C possui vários fabricantes que oferecem diversos
  ambientes integrados de programação, podendo ser usada
  em diversos SOs como Windows, Linux e Macintosh .

1.2 - Principais Características
 Generalidade:
  Inúmeras aplicações. Ex.:
      Sistemas Comerciais
      Problemas que exigem visualização de dados (gráficos,
       imagens)
      construção de sistemas operacionais e Compiladores.
 Falta de Restrições:
      Não faz verificação de tipos e parâmetros, etc.
      Muitas vezes deixa passar erros sem avisar. Isso não é
       bom para iniciantes.
 Suporta Diferentes Níveis de Programação:
      Possui todas as características de uma linguagem de
       alto nível: fluxos de controle, estruturas de dados,
       procedimentos, etc.
      Por outro lado permite o acesso às características do
       hardware (baixo nível): manipular bits, acessar palavras
       de memória, etc...
 Extensibilidade:
      Através das bibliotecas é possível “aumentar a
       linguagem”, implementando novas características.
      Em C não existem comandos como Read e Writeln (do
       Pascal), mas a linguagem permite que bibliotecas para
       esse fim sejam construídas.
      Exemplos de bibliotecas “padrão”:
        <stdio.h>      Rotinas de Entrada/Saída Ex: scanf(),
         printf(), fscanf(), gets(), puts();
        <string.h> Rotinas de manipulação de strings. Ex:
         strlen(), strcpy(), strcat();
        <math.h> Rotinas matemáticas. Ex: fabs(), sin(),
         cos(), pow();
 Portabilidade:
   C é facilmente transportável de um sistema para outro;
   Linguagem independente do hardware (o compilador faz a
    adaptação).
 Padrões:
     Existem alguns padrões pré-definidos da linguagem C:
K&R Kernighan e Ritchie: Usado inicialmente no UNIX.
     Com o aparecimento de outros compiladores C, surgiu a
     necessidade de padronizar para suprir as falhas.
ANSI (American National Standards Institute):
      Define regras para facilitar o uso da linguagem.
      Detecta se os tipos dos argumentos são compatíveis.
Muitos compiladores permitem que seja definido o padrão.
1.3 - Estrutura Básica de um Programa em C:
 Consiste em uma ou mais funções.
 Menor programa possível:
            main()
            {
            }
 A função main deve existir em algum lugar do programa,
   marcando o ponto de início do mesmo.
 Exemplo de programas em C:
//-------------- primeiro.c -------------------------
#include <stdio.h>
#include <conio.h>
int main( )
{
printf(“Vou começar a programar em C !!! \n”);
getch( );
return 0;
}

// ---------------- segundo.c ------------------------
#include <stdio.h>
#include <conio.h>
void inicio( ) //função inicio
{
printf(“Vou começar!!! \n”);
}
int main( )    // funcao principal
{
inicio( );
getch( );
return 0;
}
1.4 – Alguns elementos:

 Formação das palavras:
      o Usa caracteres alfanuméricos do padrão ASC II,
        sem acentuação;
      o Os códigos fontes não são formatados e devem ser
        salvos no formato texto, podendo ser escritos em
        qualquer editor simples;
      o Ex. de caracteres: + - * / \ = | & ! ? # % ( ) { } [ ] _ ‘
        “.,:<> 123 abcABC
      o Alguns caracteres não usados são: á â é ê õ ó ç @ $
 Comentários:
      o São mensagens no meio do código que servem de
        lembretes, facilitando o entendimento do código e
        dos algoritmos usados, interessando apenas ao
        programador;
      o Podem ser usados de duas formas:
            Entre /* e */, sendo que pode iniciar em uma
             linha e terminar em outra;
            Após // , sendo que so´ terá efeito na própria
             linha;

 Diretivas de Compilação (#):

São usadas principalmente em duas situações:
 #include (inclusão de bibliotecas): Inclui no programa
  outros arquivos contendo partes de código;
Ex.: #include <stdio.h>
 #define: Servem para definir valores que serão constantes
  ao longo do programa e partes de código a serem
  substituidas;
Ex.: #define PI 3.14159
2 - DADOS EM C
 Variáveis e Constantes: São os objetos básicos que possuem
  um tipo;
 O bloco de declarações contém as variáveis, a definição de
  seus tipos e as vezes seus valores iniciais.

2.1 - Identificadores
São os “nomes” dados às variáveis, constantes e funções.
Existem algumas regras para escolher os identificadores:
 Não usar palavras reservadas. Ex: if, else, int, float, etc.
 Em C, as letras maiúsculas são diferentes das minúsculas.
          Ex: xX (cuidado com confusões)
 Devem iniciar com letras, devem ter até 32 caracteres,
  números também são permitidos assim como o caracter _.
 IMPORTANTE:            ESCOLHER           NOMES            QUE
  ESCLAREÇAM A FINALIDADE DAS VARIÁVEIS.
     Ex: nota1, media, total, matricula, nota_final, _K1, etc.

2.2 - Tipos de Dados
     Determinam o conteúdo de uma variável. Os tipos
básicos (simples) são:
 Caracter: char
      Ocupa 1 byte;
      Cada um tem uma posição na tabela de caracteres, ex:
        posição      Caracter       binário
          65            A          01000001
          66            B          01000010
           ...
          97            a          01100001
           ...
          126           ~          01111110
 Inteiros:
      Podem ocupar diferentes números de bytes.
      A faixa de valores que os mesmos assumem, varia em
       função desse número.
      Alguns tipos inteiros são:
     short : 2 bytes: 0 a 256
     int : 2 bytes : -32768 a 32767
     long : 4 bytes: -2.147.483.648 a +2.147.483.647
     unsigned int: 2 bytes : 0 a 65.535 (sem sinal)
     unsigned long int: 4 bytes : 0 a 42949697295

 Real:
Assim como os inteiros, também diferem no número de bytes.
    float : 4 bytes (precisão simples/ ponto flutuante):
               3.4E-38 a 3.4E+38
     double: 8 bytes (precisão dupla) : 1.7E-308 a 1.7E+308
     long double: 10 bytes.

 Cada compilador tem sua maneira para alocar memória para
os tipos.
 Números podem ser inseridos na base 10 (decimal), 8 (octal)
ou 16 (hexadecimal)
      Ex: 0724
           base 8 : zero à frente (dígitos de 0 a 7)
      Ex.: 0x41, 0xa1
            base 16 : zero à frente (dígitos de 0 a 9 e letras de
           a a f)
2.3 - Variáveis
 Podem conter diversos valores ao longo da existência do
  programa;
 Devem ser declaradas antes de seu uso.
     Sintaxe: < tipo > < nome >;
              < tipo > < nome1 >, < nome2 > , ...;

 Exemplos:
    int inicio;
    int fim;
    int x,y,z;
    char letra;
    float nota_1,nota_2,media;
    double num;
    int inicio, fim, incr;

    char c, linha [1000]; //é equivalente a:
    char c;
    char linha [1000];

 Uma variável pode ser declarada e inicializada no mesmo
  comando. Ex:
    int i = 0; // equivale a int i; i =0;
    float eps = 1.0e-5 /* notação científica para números
                          reais, equivale a 1.0*10-5*/
    char contrabarra = ‘\\’;
    int a = b = c = 0;
    int a = 0, b = 1, c = 2;
2.4 - Constantes ( MACROS)
 Ao contrário das variáveis, seus valores não podem ser
  alterados ao longo do programa;
     Sintaxe:
     # define < nome > < valor >
     Obs.: O tipo é escolhido pelo compilador.
 Exemplos:
      # define PI 3.14159
      # define MAXLINHA 1000
      # define VALOR 1.0e-5            /* double */

*Obs1:
 “default” de constante real é double (precisão dupla). Se
  quiser float (precisão simples), escrever f ou F no final. Ex:
  10.5f ou 10.5F
 “default” de constante inteira é int. Se quiser long int,
  escrever L ou l no final. Ex: 10L ou 10l

*Obs2:
Depois de uma constante ser definida, ela pode ser
imediatamente usada.
    Ex.1:
    #define B 5
    #define C B+2
    Ex.2:
    # define MAX 300
     char linha [ MAX]; /* vetor de caracteres de tamanho 301 */

*Obs3:
Pode-se declarar especificando seu tipo.
    Ex: const double e = 2.718281;
         const char msg[]= ‘AVISO’;

								
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