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									                     MEDICAMENTOS USADOS EM UTI
PROFª JOANARA WINTERS
Medicamentos Usados em UTI
   O Sistema Nervoso Central (SNC) é um conjunto de órgãos que coordenam todas as atividades do
    organismo.
    É a sede da consciência, da memória, da capacidade de aprender, de reconhecer e dos mais elaborados
    e característicos atributos do Homem,
    Constituído por duas partes, o encéfalo, que se situa no crânio, e a medula espinal, que se aloja no canal
    raquidiano,
   O SNC é formado por mais de 10 000 milhões de neurónios. Embora se esteja ainda muito longe de
    compreender a base celular e molecular das múltiplas e complexas funções do SNC.
Anestésicos Gerais
   Os anestésicos gerais são medicamentos que produzem perda de consciência e, por isso, perda de
    todas as sensações.

   Os anestésicos gerais são de dois tipos: os administrados por via intravenosa e os administrados por
    via inalatória.
Anestésicos Intravenosos
    O Thiopental sódico é um agente de indução rápida e duração curta com efeito muito intenso,
    podendo originar depressão cardiovascular e respiratória.

    O Propofol é atualmente o mais utilizado por induzir rapidamente a anestesia e um acordar rápido.
    Tem um efeito adverso nas reações cardiovasculares.
Relaxantes Musculares
   Os relaxantes musculares podem ser de ação central, periférica ou de atuação direta
    no músculo.
    Os relaxantes musculares de ação central são utilizados no tratamento de situações
    em que há espasticidade muscular, qualquer que seja a sua etiologia.
Relaxantes Musculares
   Os relaxantes de ação periférica (curarizantes) são fármacos que bloqueiam a
    transmissão da condução nervosa ao nível da junção neuromuscular.
   O Brometo de Vecurónio
   O Brometo de Pancurónio ou o Besilato de Atracúrio,
   Os curarizantes são usados para obter relaxamento muscular satisfatório durante a
    cirurgia ou execução de manobras com fim diagnóstico ou terapêutico, no tratamento
    do tétano, e por vezes, durante a ventilação mecânica.
Antiepilépticos e Anticonvulsivantes
    O tratamento da epilepsia deve ser iniciado apenas com um fármaco, em dose eficaz.
   Se o efeito obtido não for satisfatório, deve ser substituído ou associado a outro.
    Nas crises focais, a Carbamazepina parece ser o mais eficaz e, no estado de mal epiléptico, o
    fármaco de primeira escolha é a Fenitoína por via intravenosa ( fosfenitoina), seguida de
    fenobarbital.
Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos
   Os barbitúricos foram, durante muitos anos, praticamente os únicos sedativos e hipnóticos disponíveis
    para uso clínico.
   Estes fármacos produzem uma depressão de todas as funções do SNC - funções superiores e
    funções vegetativas - e, por isso, a sua ação depressora é pouco seletiva e o efeito produzido muito
    dependente da dose, variando o efeito desde a simples sedação até ao coma e morte.
Ansiolíticos, sedativos e hipnóticos
   As benzodiazepinas, especialmente as de ação rápida ( lorazepam, midazolam),
    podem originar dependência.
   O Midazolam é hoje usado de forma freqüente em indução anestésica e em
    sedação.
    A escolha de uma delas depende, da sua duração de ação .
ANALGÉSICOS ESTUPEFACIENTES
   Os analgésicos estupefacientes são usados para aliviar dores mais
    intensas, particularmente as de origem visceral. Todos os analgésicos
    estupefacientes produzem tolerância, dependência, depressão
    respiratória, obstipação, náuseas e retenção urinária .
ANALGÉSICOS ESTUPEFACIENTES
   Morfina

   Fentanilo

   Tramadol
Aparelho Cardiovascular
   O melhor conhecimento da fisiopatologia da insuficiência cardíaca
    possibilitou o uso de fármacos que melhoram os sintomas dos
    pacientes.
   Modificando significativamente a morbilidade e a mortalidade,
    aumentando a sobrevida dos doentes.
Cardiotônicos e Antiarrítimicos
    Os Cardiotônicos tem a capacidade de aumentar a força da contração
    da fibra miocárdica.
   A digoxina é geralmente considerada o cardiotônico de escolha na
    maioria dos casos.
Cardiotônicos e Antiarrítimicos
   Antiarrítmicos
   Amiodarona no tratamento da fibrilação e flutter auriculares,
   Lidocaína
Cardiotônicos e Antiarrítimicos
   Verapamilo nas arritmias ventriculares, adenosina,
    o esmolol arritmias supraventriculares peri-operatórias
   Nas bradiarritmias, em regra correspondendo a um tipo de bloqueio de
    condução, tem lugar a utilização de atropina ou isoprenalina

Cardiotônicos e Antiarrítimicos
   SIMPATICOMIMÉTICOS Os agonistas adrenérgicos β são os mais
    usados como inotrópicos.
   As catecolaminas endógenas ( dopamina, noradrenalina e
    adrenalina), indicados nas situações de falência cardíaca associada a
    hipotensão e resistência vascular periférica diminuída .
Cardiotônicos e Antiarrítimicos
   Dobutamina, Dopexamina e Isoprenalina) inotrópicos positivos e
    vasodilatadores.
   São indicadas para situações de falência cardíaca com resistência
    vascular periférica normal ou aumentada.
   A Efedrina é utilizada para combater a hipotensão e bradicardia
    resultantes das anestesias epidural e espinal.
ANTI-HIPERTENSORES
   O objetivo da terapêutica anti-hipertensora é fazer com que a pressão
    diastólica se mantenha abaixo de 90 mmHg, sem comprometer a função
    renal, cerebral ou miocárdica, ou produzir reações adversas
    indesejáveis.
ANTI-HIPERTENSORES
   Hidroclorotiazida, Clorotalidona
   Propranolol, Atenolol
   Captopril, Enalapril
   Nifedipina
   Clonidina e a Metildopa
   Furosemida
   Manitol

VASODILATADORES

   Os vasodilatadores são usados no tratamento da insuficiência coronária,
    da insuficiência cardíaca e nas perturbações vasculares centrais e
    periféricas.
   A nitroglicerina é um dos fármacos mais eficazes para o alívio
    sintomático dessas crises, mas o seu efeito só dura 15 a 30 minutos.

VASODILATADORES

   Dinitrato de isossorbida

   Mononitrato de isossorbida

   Nitroglicerina

   Nitroprussiato de sódio: vasodilator direto


ANTICOAGULANTES E ANTITROMBÓTICOS

   Os Anticoagulantes não modificam grandemente a função das
    plaquetas, atuando principalmente no sentido de reduzir a formação da
    fibrina.
   Antiagregante plaquetário, pertencem a diversos grupos
    farmacoterapêuticos e são largamente utilizados na prevenção dos
    acidentes trombóticos vasculares.

ANTICOAGULANTES E ANTITROMBÓTICOS
   Existe uma nova classe de antiagregantes plaquetários a serem
    utilizados em situações coronárias agudas e cujo mecanismo de ação
    consiste no bloqueio do receptor plaquetário glicoproteína IIb/IIIa.
   Dentro deste grupo citam-se o anticorpo monoclonal abciximab
ANTICOAGULANTES E ANTITROMBÓTICOS
   Heparinas
   Enoxaparina sódica
   Heparina sódica
   Abciximab
   Ácido acetilsalicílico
   Fitomenadiona (vitamina K) como antídoto
   Sulfato de protamina.

Corretivos da volemia e das alterações eletrolíticas

   Neste grupo estão incluídas formulações muito utilizadas para correcção
    de desequilíbrios ácido-base, hidroeletrolíticos e da volemia.
   Tem como características comuns, o fato de se apresentarem em
    soluções estéreis de grande volume.
Corretivos da volemia e das alterações eletrolíticas
   Cristalóides são soluções aquosas de eletrólitos ou de moléculas não
    ionizáveis de muito pequena dimensão
    A maioria é isosmolar e, ao contrário dos colóides, não provoca reações
    imunológicas e tem baixo custo.
   Não contém partículas com propriedades oncóticas e por isso não ficam
    confinados ao espaço intravascular.
Corretivos da volemia e das alterações eletrolíticas
   Colóides são dispersões aquosas de partículas de maiores dimensões
   Com propriedades coloido-osmóticas, exercendo por isso uma determinada pressão
    oncótica, ficando confinados durante um certo tempo ao espaço intravascular.
   O sangue e seus derivados, como a albumina, exercem pressão oncótica porque
    contém proteínas de elevado peso molecular.
Corretivos da volemia e das alterações eletrolíticas
   Os colóides artificiais, como as gelatinas, o dextrano e os amidos,
    também possuem moléculas de elevado peso molecular .
   Cristalóides como soro fisiológico,0,9%

Resumo das vantagens e desvantagens dos cristalóides e
colóides
   cristalóides     - não causam reacções alérgicas
   - baixo custo
   - corrigem défice do volume intersticial da hipovolémia




   colóides        - maior rapidez de ação
    - menor volume para o mesmo efeito
   - podem aumentar a pressão oncótica
   - atravessam a parede vascular de forma lenta



   maior volume para o mesmo efeito
   maior edema intersticial
    Ringer com lactato
    incompatível com vários fármacos
   IGV com Ca2+ e Mg2+ podem ter efeito miorrelaxante
   atravessam a parede vascular de   forma rápida

   podem causar reações alérgicas
   podem interferir com a coagulação
   dispendiosos
    efeito temporário

								
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