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CONTABILIDADE SOCIAL

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					                    CONTABILIDADE SOCIAL

            As bases para os primeiros sistemas de contabilidade social
começaram a ser levantadas entre a grande depressão (1929) e o término da
Segunda Guerra Mundial.
            Até 1932, os EUA realizavam os balanços de suas contas nacionais
sem nenhum critério ou definição de períodos. Daí em diante, por solicitação do
Governo, as rendas do país começaram a ser calculadas por setores econômicos,
em 1939 passaram a ser pesquisadas por unidade da federação.
            Em 1939, a Liga das Nações realizou a primeira grande análise
internacional, envolvendo 26 países.        Isso permitiu pela primeira vez a
comparação detalhada da economia e potencial econômico das nações. De 1939
a 1945, a comparação entre as contas nacionais foi grandemente reduzida por
causa da Segunda Guerra Mundial. Entretanto, o aumento na qualidade do
balanço das rendas nacionais fez gerar as bases para a criação dos sistemas de
contabilidade social. Os trabalhos mais importantes na elaboração foram feitos na
Inglaterra, Noruega, e procuravam evidenciar as principais transações da
economia.
            Na Noruega, os trabalhos de Frish, Aukrush e Bjeve basearam-se no
intercambio entre os setores da economia. Através de um estudo das contas
agregadas e as relações existentes entre elas, é possível determinar a origem e
destinação das rendas. Assim, as contas de produção, circulação, consumo e
acumulação são compostas de fatores de renda menores (salários, aluguéis).
Tais fatores são apropriados pelos produtores através de sistemas financeiros, e
passam a gerar novas rendas através do consumo e investimentos na
disponibilidade de bens de capital e estoques disponíveis. Tais bens e estoques
serão utilizados pelas empresas para produzir e apropriar novas rendas, fechando
o ciclo que define o sistema de contabilidade social.
            No pós-guerra, o desenvolvimento conceitual das formas de
contabilidade social levou os governos a buscar um padrão internacional para
trabalhos de contabilidade social. Ainda em 1944, os representantes de entidades
contábeis dos EUA, Canadá e Inglaterra reuniram-se em Washington para buscar
consenso em seus trabalhos de contabilidade, sobre as formas de estimativas,
planos e processos. Em 1947 os canadenses incorporaram as convenções
desenvolvidas em 1944.
            Em 1947 Richard Stone, com seus trabalhos na Inglaterra, e outros
colaboradores prepararam o relatório Measurement of National Income and The
Construction of Social Auconts, que teve ampla divulgação. Esse relatório
fornecia as bases para as comparações internacionais do sistema de
contabilidade social.
            Logo após a sua fundação, a Organização das Nações Unidas
implementou a seus membros, através do Conselho Econômico e Social, um
sistema padronizado de contabilidade social cujo objetivo era realizar
comparações com facilidade. A Organização para Cooperação Econômica
Européia (OEEC) também lançou um sistema padronizado, com a finalidade de
obter finalizações compatíveis.         Tais tentativas de padronização foram
semelhantes pela participação de Richard Stone.
           Em 1952, as Nações Unidas publicaram o United Nations of National
Acounts and Supporting Tables. Este trabalho de divulgação contou com a
colaboração dos pioneiros em sistemas de contabilidade social. Seu objetivo era
formular um sistema social que fosse aplicável tanto às grandes economias
quanto às pequenas, muito diferentes nos métodos estatísticos que usam para
avaliar as contas nacionais.
           O sistema de contas nacionais das Nações Unidas (ou, de maneira
abreviada, SCN-52) forneceu uma estrutura coerente para os trabalhos de
levantamento e apresentação dos principais fluxos relacionados à produção,
consumo, acumulação, atividades econômicas do governo e transações
econômicas com o exterior. O projeto tinha um conjunto de seis contas
suficientemente simples. Detalhes adicionais foram delegados a um conjunto de
doze tabelas de suporte, que subdividiu o sistema em mais elementos. O objetivo
principal do trabalho foi o fornecimento de uma base uniforme para nações que
tivessem interesse em compreender estudos e em processar dados nesse campo.
           O objeto da contabilidade social é estimar os valores das diferentes
transações entre os setores da economia de um país, bem como as transações
verificadas entre as nações.
           A análise de transações econômicas sofre constantes limitações. Os
conceitos que definem as contas nacionais bem como as contas passíveis de
estimativa não estão claros em muitos países, e as estimativas podem não estar
disponíveis ou mesmo não existirem. Assim, os governos devem sempre revisar
os modelos de contabilidade nacional e métodos de pesquisa, em face de tais
limitações não serem totalmente removíveis.
           Essas barreiras têm sido superadas a partir do momento em que o
governo, as empresas empresas e entidades de classe têm buscado eficiência na
macroeconomia – fazendo com que alterem as bases estatísticas, métodos de
cálculo e critérios. Esses grupos analisam a realidade econômica em que operam,
na estimativa de cenários futuros, a formulação, o acompanhamento e a previsão
de efeitos de políticas econômicas globais.
           A identificação dos setores econômicos e das transações que existem
entre eles é o trabalho inicial do levantamento contábil. Os sistemas econômicos
nacionais são compostos por redes de transações ordenadas, que compõem o
topo da produção e circulação da economia.
           Assim, para que se estimem os valores dos diferentes setores e
transações da economia, é necessário classificá-los e identificar as ordens
existentes.
           Atualmente, principalmente os setores mais adiantados das economias
de países desenvolvidos realizam transações comerciais em número tão elevado,
que formam um conjunto complexo de rotas comerciais. Seria impossível avaliar
todos os fatores de cada transação, bem como os dos setores de produção das
economias nacionais. Mas podem ser realizadas estimativas de agregados.
           Agregados são grupos de contas que possuem certa semelhança entre
si, quanto à origem, o destino e comportamento. De outro lado, as transações são
também agrupadas segundo a sua natureza econômica.
           Esses agrupamentos são constituídos de forma diferente entre as
nações, em função da participação da indústria na economia e dos métodos
estatísticos utilizados para contar as transações das categorias de contas
nacionais.
           Um dos agrupamentos básicos é o que reúne setores de produção.
Esses setores reúnem atividades semelhantes quanto ao tipo e atividades de
serviços que fornecem.
           No Brasil, em função do crescimento industrial e das atividades
estatísticas, formaram-se três setores principais: agricultura, indústria e serviços,
que são utilizados nas contas de quase todas as nações.
           Os setores produtivos realizam atividades primárias (agricultura,
extrativismo), secundárias (indústrias de transformação) e terciárias(comércio e
serviços).

           Nenhum desses setores e subsetores atua isoladamente no processo
produtivo. Há uma cadeia de transações econômicas entre eles, para construir os
produtos finais. As redes de trocas e fornecimentos de componentes são quase
indescritíveis. Mesmo dentro dos setores há fornecimentos entre as diferentes
unidades produtivas. Todo o sistema funciona para gerar bens e serviços
destinados ao consumo final e à exportação.
           Os bens e serviços são específicos de cada setor e subsetor. Assim, os
bens tangíveis (alimentos, artigos diversos) são produzidos pelas unidades dos
setores primário e secundário, enquanto os serviços (produtos intangíveis) são
gerados pelos agentes financeiros intermediários, comércio, bancos etc.

				
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