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Revolução Industrial

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Revolução Industrial

A Revolução Industrial dependeu de um conjunto de mudanças tecnológicas com grande impacto
no processo produtivo a nível económico e social. Iniciada na Inglaterra em meados do século
XVIII, e expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX.

Ao longo do processo (que de acordo com alguns autores se registara até aos nossos dias), a era
da agricultura foi superada, a máquina foi superando o trabalho humano, uma nova relação entre
capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenómeno
da cultura de massa, entre outros eventos. Essa transformação foi possível devido a uma
combinação de factores, como o liberalismo económico, a acumulação de capital e uma série de
invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema económico actual.

Avanços da Tecnologia

O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As
máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se
por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro
baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.


Invenção da locomotiva
A Revolução Industrial, que se processou na Europa e principalmente na Inglaterra a partir do
século XIX, surgiu quando os meios de produção, até então dispersos em pequenas manufacturas,
foram concentrados em grandes fábricas, como decorrência do emprego da máquina na produção
de mercadorias. Numerosos inventos, surgidos no século anterior, permitiram esse surto de
progresso. Entre eles, destacam-se a invenção do tear mecânico por Edmund Cartwright, em
1785, revolucionando a fabricação de tecidos, e a máquina a vapor por James Watt,
aperfeiçoando a descoberta de Newcomen, em 1705.




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O aumento do volume da produção de mercadorias e a necessidade de transportá-las, com
rapidez, para os mercados consumidores, fizeram com que os empresários ingleses dessem apoio
a George Stephenson (1781-1848), que apresentou sua primeira locomotiva em 1814.Foi o
primeiro que obteve resultados concretos com a construção de locomotivas, dando início à era
das ferrovias. Stephenson, engenheiro inglês, construiu a “Locomotion”, que, em 1825, tracionou
uma composição ferroviária trafegando entre Stockton e Darlington, num percurso de 15
quilómetros, a uma velocidade próxima dos 20 quilómetros horários. Em associação com seu filho,
Robert Stephenson, fundou a primeira fábrica de locomotivas do mundo. Foi ele considerado,
então, o inventor da locomotiva a vapor e construtor da primeira estrada de ferro.
Ao iniciar-se a segunda metade do século XIX, a invenção de Stephenson já se desenvolvia na
Europa e na América do Norte. Pelo menos 3.000 quilómetros de via férrea estendia-se no Velho
Continente e 5.000 nos Estados Unidos.



Principais potências/países/personalidades envolvidos

 Esse momento de passagem, marca o ponto superior de uma evolução tecnológica, económica e
social que vinha se vinha processando na Europa desde a Baixa Idade Média, com ênfase nos
países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja Católica:
Inglaterra, Escócia, Países Baixos, Suécia. Nos países fiéis ao catolicismo, a Revolução Industrial
eclodiu, em geral, mais tarde, e num esforço declarado de copiar aquilo que se fazia nos países
mais avançados tecnologicamente: os países protestantes.



Thomas Newcomen (1663-1729) foi um ferreiro e mecânico inglês. É considerado o pai da
máquina a vapor. 1698 inventa uma máquina para drenar a água acumulada nas minas de carvão.
Patenteada em 1705, foi a primeira máquina movida a vapor.




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 James Watt (Greenock, Escócia, 19 de Janeiro de 1736 — Heathfield Hall, Inglaterra, 25 de
Agosto de 1819) foi um matemático e engenheiro escocês. Em 1765 aperfeiçoa o modelo de
Newcomen. O seu invento deflagra a revolução industrial e serve de base para a mecanização de
toda a indústria. Construtor de instrumentos científicos, destacou-se pelos melhoramentos que
introduziu no motor a vapor, que se constituíram num passo fundamental para a Revolução
Industrial.




George Stephenson (9 de Junho de 1781 — 12 de Agosto de 1848) desenhou a famosa e
historicamente importante locomotiva a vapor e é conhecido como o pai dos caminhos de ferro
britânicos.




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Matthew Boulton (3 de setembro de 1728- 18 de agosto de 1809) foi um comerciante e
fabricante de Birmingham que herdara um negócio de vestimentas. Casou duas vezes e isso
tornou-o ainda mais rico. Fundou com James Watt a Boulton & Watt, que fabricava a máquina a
vapor de acordo com as especificações técnicas de Watt, que significaram um dramático ganho
em eficiência.




Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta ( 18 de Fevereiro de 1745 — 5 de Março de
1827) foi um físico italiano, conhecido especialmente pela invenção da bateria. Mais tarde, viria a
receber o título de conde.




Thomas Alva Edison (Milan, Ohio, 11 de Fevereiro de 1847 — West Orange, Nova Jérsei, 18 de
Outubro de 1931)[1] foi um inventor e empresário dos Estados Unidos que desenvolveu muitos

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dispositivos importantes de grande interesse industrial. O Feiticeiro de Menlo Park (The Wizard
of Menlo Park), como era conhecido, foi um dos primeiros inventores a aplicar os princípios da
produção maciça ao processo da invenção.




Principais mudanças ocorridas na sociedade
Primeiramente houve, com certeza uma mudança nas relações de trabalho e de produção. A
revolução industrial acelerou o processo de produção e intensifiou as relações capitalistas,
tornando a relação trabalho/lucro mais eficiente. Isso faz com que a população rural migre para
a cidade para garantir maiores ganhos, provocando o crescimento dos centros urbanos. O
trabalho manual, doméstico e artesanal se torna uma produção em massa sem precedentes à
custa de muita intensificação da exploração do trabalhador, que passa a trabalhar em longas
jornadas.

Conclusão do grupo
A Revolução industrial tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a
ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado,
aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a
mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o
crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade.
Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento.
Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os
empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas
procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais
criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para
a população.

Paula, Angelina, João Pedro e Luís 10-11-2010

				
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posted:9/7/2012
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