Entrevista

Document Sample
Entrevista Powered By Docstoc
					Esta é a primeira edição do festival de Heavy Metal “Metalicidio on Stage”. O que motivou a
criação desta iniciativa na região?

Este é já o terceiro ano que a Associação de Juventude Bit 9 organizar festivais de “Heavy
Metal” em Ponta Delgada, é também o terceiro ano do lançamento da revista Metal Bit IX e ao
longo deste têm realizado outras iniciativas não periódicas relacionadas com este género
musical. Neste ano de 2009 realizou-se uma importante parceria com o site metalicidio.com e
daí surgiu o nome Metalicidio on Stage.

A Bit 9 como organização não governamental de juventude que é tem como líderes e membros
activos jovens da comunidade de Ponta Delgada, sendo eles que promovem todas as
actividades e iniciativas da associação. Com nos últimos anos a grande maioria dos jovens da
Bit 9 faz parte de uma banda ou é simpatizante com o “Heavy Metal” o surgimento de
actividades relacionadas com o género musical foi bastante natural.

“Metalicidio on Stage” contará com um cartaz puramente nacional, correcto? Porquê a
escolha?

Poderíamos ter constituído um cartaz igualmente rico apenas com bandas locais mas dado o
crescente número de concertos na ilha achamos de interesse para o público ter oportunidade
de assistir a algo novo, principalmente para aqueles que não têm oportunidade de ir assistir a
festivais no continente. Por outro lado é uma grande oportunidade para as bandas locais que
vão subir ao palco trocar experiencia e contactos com músicos de fora da região. Também
pensamos em bandas internacionais, mas o nosso isolamento geográfico implica custos
elevados e como temos muito boas bandas no território nacional é possível fazer um evento
com mais variedade e o mesmo nível musical.

Em cima do palco, para além de alguns grandes nomes da música metal nacional, também
estarão algumas sonoridades locais. Esta, na sua opinião, este é um festival que dá a
oportunidade às nossas bandas de….

Este evento para além do espectáculo em si tem uma grande componente direccionada à
promoção das bandas locais, desde criar condições para que possam mostrar a sua música
num espaço nobre da cidade, coisa que não é nada fácil neste género, a troca de contactos e
experiencias com os músicos do continente e a presença de personalidades do jornalismo e
rádio do continente, caso do Fernando Reis (revista LOUD!) e Filipe Mata (S.O.S Heavy Metal
Radio Show).

A par dos concertos de metal, a iniciativa englobará em simultâneo algumas actividades
paralelas, como um Workshop de voz. Qual foi o objectivo por detrás desta opção?

Em primeiro lugar é intenção que seja um fim-de-semana de dedicado ao Heavy Metal e não
só dois dias de concertos e por outro lado pesa muito a questão de ser mais fácil juntar à
logística do evento um workshop de voz, uma palestra sobre promoção de álbuns, do que
organizar este tipo de evento isoladamente noutra data. O fundamente por de trás destas
actividades é sempre ajudar os nossos músicos locais a produzir musica melhor e a ter mais
projecção fora dos Açores.
Existe já uma comunidade acentuada de apreciadores de Heavy Metal na região? E
dificuldades de emancipação das bandas locais existem?

Eu diria que situação de “emancipação” já foi ultrapassada à algum tempo. Temos um
movimento underground muito forte aqui na ilha de São Miguel, e queremos que assim
continue, mas as nossas bandas felizmente já pisam palcos de espaços nobres com alguma
frequência ao longo do ano. Dando o exemplo de Ponta Delgada, durante este ano o Heavy
Metal já esteve presente no Coliseu Micaelense, Salão Nobre do Teatro Micaelense e Portas do
Mar. Obviamente que é uma género muito estereotipado e pouco aceite pela população em
geral mas é algo intrínseco ao movimento e que acaba por ter um efeito reverso na juventude
que aprecia o genro e se sente atraída a fazer parte da rebelião.

Heavy Metal é já um estilo de música de todas as faixas etárias? Ou ainda está ligado a um
grupo restrito? Na vossa opinião, os açorianos, em geral, reagem de forma positiva a este tipo
de música?

O Heavy Metal é algo quase da geração dos nossos avós já, e temos exemplos cá de membros
de bandas que já são “pais de família”, ou seja, não é algo que tenha surgido recentemente
como uma nova moda e no caso dos açores muito pelo contrário, foi um movimento que
persiste já à perto de duas décadas, sempre activo e em força, mesmo tendo passado por fazes
muito underground onde as oportunidades para as bandas mostrarem o seu trabalho era
quase nulas.

Quais são as expectativas para estes dois dias de festival?

Muitos decibéis do melhor Metal que por cá se faz, uma grande multidão maioritariamente
vestida de negro, um “moshpit” ao nível do evento e que se façam boas parcerias entre os
nosso músicos e os convidados do continente.

Os adeptos do Heavy Metal poderão esperar por mais uma edição do “Metalicidio on Stage”
para o próximo ano?

A Bit 9 tem intenções de continuar a promover um festival anual e a editar a revista Metal Bit
IX, tudo dependerá de financiamentos públicos. O publico existente e o isolamento geográfico
não permitem que eventos deste tipo sejam autosustentáveis o que os torna muito
vulneráveis à boa vontade das entidades publicas.

Um festival desta dimensão contou com alguns apoios. Com quais?

Sem o financiamento do Governo dos Açores, que muito tem financiado o Metal regional, seria
impossível ter cá a presença de bandas do continente e condições de palco e som dignos das
nossas bandas. Conta com o apoio da Associação Portas do Mar que possibilitou a presença do
Heavy Metal numa das zonas mais frequentadas da cidade neste momento, as Pousadas de
Juventude dos Açores onde os grupos irão ficar alojados, o bar Baia dos Anjos que tem sido um
dos principais espaços de promoção das bandas locais e onde decorrerão as actividades
paralelas do Metalicidio on Stage e muitos outros apoios.

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:11
posted:8/31/2012
language:Portuguese
pages:3