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A ORIGEM DA FAMÍLIA E O AMOR NO LAR

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A ORIGEM DA FAMÍLIA E O AMOR NO LAR Powered By Docstoc
					A ORIGEM DA FAMÍLIA
        EO
   AMOR NO LAR




   Calvin Gardner
   Adaptação e Diagramação: Antonio R. Feitosa
                                                                                                        A ORIGEM DA FAMÍLIA E O AMOR NO LAR                           1

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INTRODUÇÃO................................................................................................................................................. 3

1.      A ORIGEM DA FAMÍLIA .......................................................................................................................... 3

     1.1. É de origem Divina ......................................................................................................................... 3

2.      TODO PRIVILÉGIO TRAZ RESPONSABILIDADE ................................................................................... 4

     2.1. Para a glória de Deus . .................................................................................................................... 4

     2.2. A responsabilidade foi Ordenada Antes do pecado ................................................................... 4

3.      O AMOR .................................................................................................................................................. 5

     3.1.      O amor no âmbito do lar ............................................................................................................... 5

     3.2. O amor e o lar diferenciado ........................................................................................................... 6

     3.3. O amor e o respeito mútuo no lar ................................................................................................. 6

4.      DEUS ESTÁ ACIMA DE TODOS ............................................................................................................. 6

     4.1.      Deus em posição de juiz ................................................................................................................. 7

     4.2.      Deus digno de louvor ...................................................................................................................... 7

     4.3.      Deus é exemplo ............................................................................................................................... 7

5.      O HOMEM É O CABEÇA DA MULHER ................................................................................................ 7

     5.1. O homem como cabeça deve ser exemplo .................................................................................. 7

     5.2. O homem como responsável .......................................................................................................... 7

6.      A SUBMISSÃO DA MULHER ................................................................................................................... 8

     6.1 A mulher deve ser protegida ............................................................................................................ 8

     6.2. A mulher como auxiliadora ............................................................................................................. 8

     6.3. A mulher em submissão................................................................................................................... 8

     6.4. A benção proveniente da submissão ............................................................................................. 8

7.      OS FILHOS SOB AUTORIDADE DOS PAIS .......................................................................................... 9

     7.1.      A responsabilidade de proteger os filhos ..................................................................................... 9

     7.2.      Proteção emocional dos filhos ....................................................................................................... 9

     7.3.      Proteção espiritual dos filhos ....................................................................................................... 10

8.      ORDENAÇAS DE DEUS PARA O LAR.................................................................................................. 10

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   8.1.       Filhos sob a autoridade dos pais ................................................................................................ 11

   8.2.       O respeito mútuo ........................................................................................................................ 11

   8.3.       A necessidade do respeito mútuo ............................................................................................... 11

   8.4.       O que a bíblia diz sobre respeito mútuo .................................................................................. 11

   8.5.       Os benefícios do respeito mútuo - .............................................................................................. 11

   8.6.       O respeito em ação - .................................................................................................................... 12

   8.7.       Exemplos de respeito mútuo ....................................................................................................... 12

CONCLUSÃO ................................................................................................................................................ 12

BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................................ 13




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                            A ORIGEM DA FAMÍLIA E O AMOR NO LAR
INTRODUÇÃO
Deuteronômio 6:5-15; Salmo 127:1
Todos os males existentes na sociedade — sejam financeiros, políticos, profissionais, acadêmicos
ou religiosos— têm sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jr.
17:9; Rm 3:10-23).
A instituição que Deus estabeleceu, no jardim do Éden, que uniu duas pessoas de maneira
especifica para ser uma unidade (unidade composta) é o que chamamos de família. O ambiente
que é formado pelo amor exercitado entre os membros da família define o que chamamos de “o
Lar”. O lar tem suma importância na vida humana, pois é o berço de costumes, hábitos, caráter,
crenças e princípios morais de cada indivíduo, seja no contexto familiar, regional, nacional ou
mundial. Então, podemos dizer: o lar bem estruturado é o motor que impulsiona o mundo, e
também: o que é bom para a família é bom para o mundo.

                                             A sociedade é o reflexo do lar

Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que os lares, em geral, não têm os
mesmos princípios, os mesmos costumes e propósitos com os quais um lar cristão deve ser
fundamentado. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto é uma garantia de que atingiremos
o alvo que Deus de antemão predestinou para nós na relação familiar.


1. A ORIGEM DA FAMÍLIA
           1.1. É de origem Divina Gn 1:25-27; 2:7-8, 21-25

        “Façamos” — Gn 1:26;
        “criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os
         criou; macho e fêmea os criou.” – Gn 1:27;
        “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra” – Gn 2:7;
        “far-lhe-ei uma ajudadora idônea que lhe seja idônea. –” Gn 2:18;
        , “E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a
         Adão.” – Gn 2:22;
        “... e serão ambos uma só carne – Gn 2:24.”

     O matrimônio foi instituído por Deus (Hb 13:4; Mc 10:6-9). “Portanto deixará o homem o seu
       pai e a sua mãe, e apegar-se-á a sua mulher, e serão ambos uma só carne.” Mt 19:4-8; Mc
       10:1-12. Jesus defendeu e aprovou a união de Adão e Eva, como um casamento que proveio
       de DEUS. Foi o único exemplo que Jesus citou sobre o casamento. É um casamento “feito no
       céu” ou aprovado, por Deus. Não existia nenhuma igreja, nenhuma nação. Claro que não
       existia um cartório! Mas existia uma autoridade que não só estava de acordo com a existência
       da família, mas também era “responsável” pelo próprio casamento. Todo o casamento na
       Bíblia foi feito na presença de uma autoridade existente na época e/ou com a aprovação das
       famílias envolvidas. 1

1
    Estudo pelo Pastor Steve H. Montgomery

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      O lar é muito mais do que de um resultado de duas pessoas entrando numa união
       socialmente regulamentada. É algo misterioso e glorioso, criado por Deus e permanente que
       se realiza melhor dentro da estrutura que AQUELE que o instituiu estabeleceu. Como
       casamento não é acasalamento, o lar não é só ajuntamento de duas pessoas que concordam
       em viver juntas.
      Desde a criação do mundo, Deus proclamou que não é bom que o homem esteja só; e pelo
       homem Ele instituiu a família como centro da sociedade humana. “Através dos séculos, a
       família existiu como uma instituição natural que tem dado a cada nação a diretriz de que deve
       ser nutrida e protegida pelo pai de família.” 2
      Levando em conta que o lar é algo instituído por Deus, a responsabilidade de prestar contas a
       Deus vem junto com o privilégio de participar dele.
      Deus estabeleceu o modelo para a formação de um lar. Deus criou um homem e uma mulher.
       Não foi um homem com duas ou mais mulheres, nem uma mulher com dois ou mais homens,
       nem homem com homem ou mulher com mulher. Deus fez um casal — um homem e uma
       mulher — e deu um “uso natural” a cada um (Rm 1:26,27). De outra maneira será “torpeza”
       (Rm 1:27) ou “prostituição” (I Co 7:2).


2. TODO PRIVILÉGIO TRAZ RESPONSABILIDADE
          2.1. Para a glória de Deus - Sl 19:1; Jr 9:23-24; Rm 11:36; Cl 1:16; Ap 4:11.

          O casal temente a Deus encontra no casamento um meio de servir, adorar e dar glória a
          Deus.
          O alvo principal no lar é a glória de Deus. A felicidade pessoal e familiar são consequências
          de um viver de acordo com a vontade de Deus. O lar é o instrumento que a família usa
          para glorificar a Deus e a felicidade no lar é dada por Deus quando o lar é fundamentado
          em obediência aos princípios com os quais Deus o instituiu.

          2.2. A responsabilidade foi Ordenada

          Antes do pecado


                  Havia responsabilidades - Gn 1:28-29; 2:16- 17;
                  Havia trabalho - Gn 2:15;
                  Havia hierarquia - I Tm 2:10-13;
                     a) O homem era o responsável - Gn 2:19;
                       b) A mulher auxiliadora - Gn 2:18,22; I Co 11:3, 7-9.

         Depois do pecado

                  As responsabilidades foram intensificadas - Gn 3:17-19, 23;
                  O trabalho aumentou e se tornou obrigatório - Gn 3:17-19.


2
    Weldon Hardenbrook, Recovering Biblical Manhood and Womanhood, p.378

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                   As posições foram alteradas - Gn 3:16; I Tm 2:9-14;
                   O homem com sofrimento ganharia o seu sustento - Gn 3:17,19;
                   À Mulher foi-lhe imputado dor, sofrimento e submissão ao marido - Gn 3:16; I Co
                  14:34.

    OBS: O Lar, sendo criado por Deus, e Deus sendo imutável, pode-se notar a necessidade de
    obediência aos princípios com os quais Deus o instituiu. Estes princípios não vão mudar. Enquanto
    o homem se esforçar para submeter-se aos mandamentos de Deus, ele será abençoado
    grandiosamente por Deus e Deus será glorificado. Porém, quando o homem, em rebeldia, decidir
    fazer sua própria vontade trará sobre si traumas e sérios problemas. Tanto as consequências das
    bênçãos pela obediência como os problemas causados pela desobediência, seguirá o homem em
    qualquer lugar afetando, assim, toda a família e consequentemente a sociedade.


3. O AMOR - I Co 13:4-7
           3.1.    O amor no âmbito do lar

           Deus é amor (I Jo 4:8), mas o homem não é. Deus manda o homem amar (Mc 12:30,31).
           O amor é essencial para um casamento, mas o casamento não depende do amor para
           continuar existindo. É o amor que depende do casamento para existir. Quando o casamento
           acontece conforme as Leis Civis e Divina é estabelecido um ambiente propício e permanente
           onde o amor pode crescer e amadurecer. O Casamento estimula o casal a serem
           determinados no objetivo de vencer os tempos de dificuldade e desenvolverem níveis cada
           vez mais altos de amor e de entendimento.

Há três palavras distintas no Grego que são traduzidas, na língua portuguesa, por amor.
        Eros - significa amor no sentido de paixão, sentimento e desejo; nossa palavra “erótica”
            vem dessa palavra. Essa palavra no grego nunca aparece no Novo Testamento, mas é
            o significado dado para o amor, na maioria das vezes, no aspecto geral.
        Philía - significa amor no sentido de afeição, amizade e consideração humana; nossas
            palavras “filantropia” e “calor humano” vêm dessa palavra. Essa palavra é usada
            raramente no Novo Testamento e é traduzida “amigos” e nunca ‘amor’. Todos os casos
            no Novo Testamento em que esta palavra grega é usada são os seguintes: Lc 7:6; 12:4;
            14:12; 15:6,9,29; 16:9; 21:16; 23:12; Jo 15:13-15; At 10:24; 19:31; 27:3; III Jo 14.
        Ágape - significa amor sacrificial. Essa palavra é usada no Novo Testamento, na
            maioria das vezes, para descrever o amor de Deus e o amor que Ele nutre no homem.
            É usada em Jo 3:16; Rm 5:5 e I Co 13 entre outros.3

       O conceito de amor que deve reinar no lar é aquele com o qual Cristo ama a sua igreja. Este
       amor é visto no Seu sacrifício (“a si mesmo se entregou por ela”) e pelo resultado (“membros do
       Seu corpo, da Sua carne, e dos Seus ossos.”) O amor verdadeiro proporciona união e
       harmonia como resultado ou efeito. “Serão dois numa carne” significa ir além do ato do
       casamento. Mostra como serão eventualmente o casal no lar, emocional, mental e



3
    The Christian Family, p. 126,127.
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       espiritualmente unidos. Mas isso só é alcançado através do amor verdadeiro que procura ser
       um “salvador do corpo.” Ef 5:23,25,30-32.

           3.2. O amor e o lar diferenciado

               “No amor encontra-se a felicidade, no casamento encontra-se responsabilidade diante
           da sociedade e do mundo. Amor é um sentimento pessoal; casamento é mais que algo
           particular, — é um status4, um ofício5 6.” Amor é o “motivo” que deseja um lar. Lar é uma
           responsabilidade assumida por causa do amor. O lar fornece um ambiente seguro para o
           amor crescer e amadurecer. Tudo isso coopera para a glória de Deus.

           Sem o amor verdadeiro pode haver uma família, mas não pode existir um lar. O lar deve
           propiciar as condições adequadas para que o verdadeiro amor se multiplique. O amor é
           um servo do lar. Em Ef 5:22-6:4, Deus não manda o casal se amarem ou os filhos
           obedecerem aos pais para terem um lar. Ele manda amar porque um lar já existe. Então, é
           no lar que o amor encontra terreno fértil para se desenvolver. É no lar que se pode ver a
           necessidade das qualidades do amor expressas em I Co 13: 4-7. É preciso muitos esforços
           para que o amor seja sem hipocrisia, e o ambiente onde o amor verdadeiro é exercitado é
           o lar, que por sua vez, requer maturidade para que o mesmo seja estabelecido cada vez
           mais, e assim continuamente, crescendo para a glória de Deus e o bem-estar da família.

                                      Pais e filhos formam uma família
                            Amar conforme a Bíblia transforma a família em um lar

           3.3. O amor e o respeito mútuo no lar

           Deus estipulou responsabilidades no contexto do lar. Essas responsabilidades existiam antes
           da queda do homem. Porém, quando entrou o pecado no mundo elas foram alteradas e
           intensificadas, mas não eliminadas.
           As responsabilidades são perfeitas e harmoniosas, por serem ordenadas por Deus. Há paz,
           harmonia e bênçãos abundantes quando esses deveres estão implantados na prática do
           amor no lar, mesmo hoje, com a presença do pecado. (Confira Salmos 128)


4. DEUS ESTÁ ACIMA DE TODOS
          Tudo foi feito para a glória de Deus - Rm 11:36;
          Tudo vem de Deus - I Co 11:12;
          Deus é o cabeça de Cristo - I Co11:3a;
          O homem, o cabeça da mulher - I Co 11:3b;
          Cristo é a cabeça de todo o homem - I Co 11:3c.




4
    Posição favorável na sociedade; consideração, prestígio, renome.
5
    Qualquer atividade de trabalho que requer técnica e habilidade específicas.
6
    Dietrich Bonhoeffer, The Cristian Family, p.9.

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         4.1.     Deus em posição de juiz

         Somente Deus é onisciente, onipotente, onipresente e juiz. E por estes atributos, Ele está
         acima de qualquer outro ser. Ele, e só Ele, por ser o único Deus vivo e verdadeiro, Ele deve
         receber o temor e obediência de todo homem, “Porque Deus há de trazer a juízo toda a
         obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mal” (Ec 12:13,14).


         4.2.     Deus digno de louvor

         Por ser Deus a primeira causa de tudo (Gn 1:1; Cl 1:17), Ele é digno de todo “o poder, e
         riquezas, e sabedoria, e forca, honra e glória, e ações de graças ... para todo o sempre”
         (Ap 5:12,13).


         4.3.     Deus é exemplo

         Deus é o exemplo principal que deve ser seguido por todos e em todas as instâncias, e isso
         inclui o ambiente do lar.
           Efésios 5;25 os maridos devem amar a suas mulheres, “como também Cristo amou a
              igreja”. Em
           I Pedro 2:21-3:8, no contexto de Cristo padecendo por nós, “deixando-nos o exemplo,
              para que sigais as suas pisadas” as instruções para as famílias e a sociedade.
              “Semelhantemente, vós mulheres” (3:1), “Igualmente vós, maridos” (3:7) , “E,
              finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos,
              entranhavelmente misericordiosos e afáveis” (3:8).


5. O HOMEM É O CABEÇA DA MULHER
      O homem é a imagem e glória de Deus. I Co 11:7.
      O homem é o cabeça da mulher. I Co 11;3; Ef 5:23
      Como Cristo é o cabeça da igreja, o homem é o cabeça do lar.


         5.1. O homem como cabeça deve ser exemplo

         Cabe ao homem a função primária de exemplificar o amor no lar em todos os aspectos. Ef
         5:25,26; I Jo 4:19. Em Ef 5:25, “Vós, maridos, amai vossas mulheres” é usada a palavra
         grega Ágape que significa amor que é medido por sacrifício. Então, o homem tendo o
         mandamento (Ef 5:25) e o exemplo de Cristo (I Jo 4:19; Ef 5:25) deve amar de maneira
         sacrificial para o bem da família. Dessa forma podemos ver o homem na posição de
         exemplo.


         5.2. O homem como responsável

         Quando a mulher tomou e comeu o fruto no jardim do Éden, o homem é quem respondeu
         pelas ações da mulher por ser responsável por ela. (Gn 3;6). I Timóteo 2:14 diz, “Adão não
         foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” mas em Romanos
         5:12 é o homem que trouxe o pecado no mundo. A mulher pecou primeiro, mas o homem


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         foi responsabilizado. Em I Samuel 3;13, Eli foi castigado pelos pecados dos filhos que
         mostra a responsabilidade do pai com relação ao lar.

OBS: O homem já trabalhava antes do pecado (Gn 2:15, 19), mas depois do pecado, o homem
precisou trabalhar arduamente para obter seu sustento. O trabalho tornou-se obrigatório. Nisso,
podemos ver que o trabalho não é pecado, mas a necessidade de trabalhar veio por causa do
pecado. Antes do pecado, o homem não reclamava do trabalho, somente depois isto veio
acontecer.


6. A SUBMISSÃO DA MULHER

        Seu desejo será para o seu marido - Gn 3;16;
        e ele a dominará - Gn 3:16; Ef 5:22,24; I Tm 2:11-14;
        A mulher é a glória do homem e criada por causa do homem. Gn 2;18,22; I Co 11:7,9.


         6.1 A mulher deve ser protegida

         Gn 2:22, “E da costela”. A mulher foi formada da costela do homem, não dos pés para ser
         pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual; debaixo do
         braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada – Ef 2:25


         6.2. A mulher como auxiliadora

         A mulher tem a função singular de ser tudo o que é necessário para dar assistência ao
         homem que foi feito à imagem e glória de Deus, e que, consequentemente, deve ser seu
         protetor. Quando a mulher faz tudo para ser uma ajudadora para seu marido, Deus a
         abençoa com alegria na qual ela sente uma profunda realização. Ela, em submissão, está
         cumprindo a razão principal de ser criada.


         6.3. A mulher em submissão

         A posição de sujeição da mulher em relação ao marido pode ser vista como uma bênção.
         O homem sendo o cabeça assume maior responsabilidade na administração do lar, das
         finanças, dos filhos, etc. Se ela tem um líder sobre si não há necessidade de preocupação
         quanto a fazer planejamentos para o futuro, tomar decisões importantes, ou ter o peso de,
         sozinha, administrar o lar. A mulher é a ajudadora em todas estas tarefas, mas o peso da
         responsabilidade não recai sobre ela, e sim, sobre o homem.


         6.4. A benção proveniente da submissão

         O fato de a mulher ser sujeita ao homem não foi consequência do pecado e da maldição
         do pecado. A sujeição existia antes do pecado. Lembrando que a mulher foi formada para
         ser uma ajudadora idônea para o homem. Após o pecado a mulher adquiriu uma natureza
         pecaminosa e é ela que torna a submissão difícil. Depois do pecado, a sujeição, junto com
         os outros aspectos da vida, foi multiplicada (Gn 3:16). Então, vendo que a submissão ao


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         homem não foi uma penalidade de Deus por causa do pecado, mas o desejo primário, a
         sujeição é vista como uma posição abençoada. I Pe 3:1


7. OS FILHOS SOB AUTORIDADE DOS PAIS
          Os filhos têm responsabilidade de obedecer aos pais enquanto estão no lar. Êx 20:12; Ef
             6:1-3; Cl 3:20.
          Os filhos têm responsabilidade de cuidar dos pais se estes estiverem necessitados. I Tm
         5:4.


         7.1.     A responsabilidade de proteger os filhos

         Os pais responsáveis estipulam limites entre quais os filhos podem viver em segurança.
         Assim, os filhos têm parâmetros dentro dos quais se sentem seguros. As crianças aprendem
         raciocinar da seguinte forma: “meus pais estão se preocupando comigo, por que então
         preciso temer algum mal?” Salomão possuía um pai assim, pois Salomão diz com relação
         ao seu pai, em Provérbios 4:1-4, “Quando eu era menino, ainda pequeno, em companhia
         de meu pai, um filho muito especial para minha mãe, ele me ensinava e me dizia: "Apegue-
         se às minhas palavras de todo o coração; obedeça aos meus mandamentos, e você terá
         vida”(NVI). Os pais de Salomão colocavam limites para ele como filho.

         Esse cuidado por parte dos pais para com os filhos envolve disciplina corporal, pois não
         nasceu criança alguma, exceto Cristo, que não necessite de correção. Provérbios 22:15 nos
         diz que a estultícia está ligada ao coração da criança e Romanos 3:23 nos declara que
         “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Nisso podemos perceber que a
         disciplina corretiva é necessária. A disciplina correta não deixa de ser algo menos que
         corporal, pois Provérbios 22:15 completa isso quando ensina sabiamente sobre a estultícia
         que está ligada ao coração da criança, “mas a vara da correção a afugentará dela.” É certo
         que a sociedade pensa diferente da Bíblia, dizendo que qualquer proibição por parte dos
         pais ou daqueles que tem autoridade sobre os filhos pode danificar a personalidade em
         desenvolvimento, a autoestima, a criatividade e a maneira de expressar da criança. Mas, as
         autoridades seculares que se dizem sábias estão sem entendimento (II Co 10:12; Pv 21:30).
         A correção sábia e biblicamente administrada, pela própria natureza, “produz um fruto
         pacífico” (Hb 12:9-11). Verdadeiramente, o filho abandonado à própria sorte, se tornará
         uma criança perversa. Ver também Provérbios 23:13-15; 13:34; 29:15


         7.2.     Proteção emocional dos filhos

         Quando os pais assumem a responsabilidade por seus filhos cria, para eles, um ambiente
         emocionalmente seguro. Eles se desenvolvem e crescem sem altos índices de estresse, que
         pode prejudicar o seu próprio crescimento. Quando os pais são responsáveis pelos filhos, e
         quando os filhos submetem-se ao cuidado dos pais, é fornecido um ambiente propício para
         o desenvolvimento das capacidades de raciocínio e de lógica. Assim eles podem aproveitar
         as experiências dos outros pela observação antes de terem as suas próprias.



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            7.3.      Proteção espiritual dos filhos

            Os Pais cristãos, através de cultos domésticos e vida pessoal exemplar, ajudam os filhos a
            formar hábitos sadios que os levam ao temor e, consequentemente, às bênçãos de Deus. O
            incentivo à leitura Bíblica diária, a comunhão com o Senhor por meio da oração e o ensino
            sistemático das doutrinas Bíblicas são responsabilidades que os pais devem ter para com
            seus filhos. (Ef 6:4; Dt 6:6-9; Is 38:19). Por sua vez os filhos, sendo obedientes a seus pais,
            adquirem para si uma estrutura espiritual consistente que se torna um alicerce firme para
            suas vidas, enquanto caminham neste mundo. Ver o exemplo de Timóteo em II Tm 1:5;
            3:15-17

            “O marido está sob a autoridade de Cristo e é responsável pela liderança e cuidado que
            dedica à família. A esposa repousa sob a autoridade do seu marido, sendo responsável
            pela maneira que dirige o lar e cuida dos filhos. Os filhos vivem sob a autoridade dos pais.
            No entanto, é conhecida a afirmação de que “ninguém pode dar o que não tem”. Assim,
            para exercer a autoridade, os pais têm de adquiri-la antes. E ela não será verdadeiramente
            exercida se faltar o prestígio dos pais. A autoridade da esposa tem origem no marido. Ela
            exercita autoridade sobre os filhos em prol e no lugar do marido. Qualquer mudança desta
            ordem resultará em confusão, da qual não há cura senão um arrependimento que visa
            voltar à ordem primária que Deus estabeleceu para a família.” 7

OBS: As obrigações que Deus estipulou para o casal são de diferentes níveis, porém os valores
morais devem ser considerados iguais. As funções no ambiente do lar não diminui o grau de
valores e não significa que, em determinadas ocasiões, este é superior àquele ou vice-versa. Quer
dizer, o homem não tem mais valor do que a mulher por estar acima dela. Há igualdade no
Senhor. I Co 11:11,12; I Pe 3:7.



8. ORDENAÇAS DE DEUS PARA O LAR
Alguns exemplos bíblicos de:

        a) Pais de família

               Aspecto Positivo - José. Mt 1:20-25; 2:13,14,19-23;
                                        - Josué - Js 24:15
               Aspecto Negativo - Eli. I Sm 2;12; 3:13,14;
                                        - Acabe - I Rs 21:5-7

        b) Mães de famílias

               Aspecto Positivo - Sara. Gn 18:12; I Pe 3:5,6;
                                       - A mulher virtuosa - Pv. 31:12.


7
    The Christian Family, p. 18

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            Aspecto Negativo - Jezabel. I Rs 18:4; 19:2; 21:25


         8.1.     Filhos sob a autoridade dos pais

                   Aspecto Positivo - Jesus. Lc 2;51;
                      - Timóteo. II Tim 1:5;
                      - Abel. Gn 4:4.
                   Aspecto Negativo - Caim. Gn 4:5;
                      - Sansão – Jz 14:2,3;
                      - Filho Pródigo - Lc 15:12,13,29·
                  - A punição da Lei - Dt 21:18-21.
Vendo, assim, as responsabilidades que Deus estipulou para serem praticadas no lar, podemos
estudar nossas atitudes diante destas obrigações.


         8.2.     O respeito mútuo

         Definição
         A palavra “respeito” advém do latim “REPECTUS”, que significa: “olhar outra vez ou
         novamente”. A ideia nos dá o sentido de que algo merece nosso segundo olhar, ou seja,
         uma melhor atenção. Portanto, respeito significa tratar algo ou alguém com real estima e
         profunda delicadeza.


         8.3.     A necessidade do respeito mútuo

         Na ausência de respeito mútuo, entre o casal, o amor deixa de ser algo além da paixão e
         sentimentos efêmeros. Quando o respeito é praticado entre os cônjuges, é formado um
         alicerce que sustenta o lar para suportar qualquer problema que supostamente venha
         acontecer. Respeitar os direitos uns do outros no convívio familiar influenciará os filhos
         dando exemplo de amor verdadeiro e maduro, servindo de incentivo para que sigam em
         obediência a Palavra de Deus.

             Em um lar cristão, numa escala menor, deve ser vista sabedoria, sensibilidade,
         autoridade, submissão, obediência, harmonia, firmeza e confiança mútua que deve fazer
         parte da família por toda vida para que esta se torne equilibrada e feliz.


         8.4.     O que a bíblia diz sobre respeito mútuo - I Pe 3:1-7; 5:5

                   Mulheres - v.1, “sede sujeitas aos vossos próprios maridos”
                   Maridos - v. 7 , “coabitai com elas com entendimento
                   Jovens – I Pe 5:5, “sede sujeitos”


         8.5.     Os benefícios do respeito mútuo - I Pe 3:1-7; 5:5

                   Mulheres - v. 1, os maridos “ganhos sem palavra” - v.5 ser adornadas;

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                   Maridos - v. 7, “para que não sejam impedidas as vossas orações”;
                   Jovens/todos - 5:5, Deus “dá graça aos humildes.”


         8.6.     O respeito em ação - I Pe 3:1-7; 5:5

                   Mulheres - v. 1, “sujeitas aos vossos próprios maridos”
                   Homens - v.7, “dando honra à mulher “
                   Jovens/todos - 5:5, “revesti-vos de humildade”


         O respeito mútuo procede somente de um coração que ama com amor sacrificial (Ágape).
         Porém, deve ser demonstrado exteriormente nas boas obras de um para com o outro. Por
         exemplo: na cortesia, nas palavras suaves e mansas, no reconhecimento de trabalhos
         realizados, nos elogios etc. Um ouvido atento é empregado por quem respeita o outro. O
         respeito mútuo no lar está definitivamente ligado ao amor. Rm 12:9-21; Cl 3:19.


         8.7.     Exemplos de respeito mútuo - I Pe 3:1-7; 5:5

                   Cristo é um exemplo para todos - I Pe 2:21-25.
                      “Cristo padeceu por nós” I Pe 2:21;
                      “Cristo padeceu... mortificado... na carne...” I Pe 3:18.
                   Sara - exemplo para as mulheres - - I Pe 3:1-6.
                      V. 1, “Semelhantemente”
                      v. 6, “obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor... fazendo o bem, e não
                      temendo nenhum espanto.”
                   Cristo - exemplo para os homens - Ef 5.25
                      “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si
                      mesmo se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a com a lavagem da
                      água, pela palavra,...”.
                   Jesus – exemplo para os Jovens – Lc 2:51, “Então, descendo com eles, foi para
                  Nazaré, e era-lhes sujeito...” confira


CONCLUSÃO
O amor que deve ser praticado no ambiente do lar é o mesmo amor exemplificado por Cristo em
sua submissão, obedecendo, até a morte, o desejo do Pai. Isto trouxe glória para o Pai e exaltação
para o Filho. Essa mesma união acontecerá no lar se as sementes de amor verdadeiro forem
plantadas com zelo e regadas com esforços frequentes de respeito mútuo por todos no âmbito
familiar. Que o amor de Cristo por seus eleitos, para glorificar o Pai, seja evidente pela prática do
amor e respeito mútuo entre os membros, no lar, em todas as instâncias!




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BIBLIOGRAFIA
HOUAISS, Dicionário Da Língua Portuguesa – INSTITUTO ÂNTONIO HOUAISS - Editora Objetiva LTDA, 2009
PENTECOSTAL, Comentário Bíblico – FRENCH L. ARRINGTON & ROGER STRONSTAD – São Paulo: Editora CPAD, 2003
NVI, Bíblia de Estudos – KENNETH BARKER & DONALD BURDICK – São Paulo: Editora Vida, 2003
THE WORD, Study Bible Software – THEWORD.GR - Costas Stergiou, 2003-2010
MATHEW HENRY, Comentário Bíblico de - São Paulo: Editora CPAD, 2002
PLANTADO, Floresça Onde Está - ROBERT H. SCHULLER - Ed.: Betânia
VOCÊ, Casei-me Com - WALTER TROBISCH - São Paulo: Edições Loyola, 2008
FAMILY, Restoring the Christian. JOHN LOREN SANDFORD , PAULA SANDFORD – Flórida - Editora: Charisma house, 2009




Autor: Calvin Gardner
Adaptação, diagramação e capa: Antonio Feitosa



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posted:8/29/2012
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Description: Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que os lares, em geral, não têm os mesmos princípios, os mesmos costumes e propósitos com os quais um lar cristão deve ser fundamentado. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto é uma garantia de que atingiremos o alvo que Deus de antemão predestinou para nós na relação familiar.