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Resumos Vestibular Literatura Pré Modernismo

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Resumos Vestibular Literatura Pré Modernismo Powered By Docstoc
					Pré-modernismo
Características:
Apesar de o Pré-Modernismo ter sido um movimento em que cada autor apresenta características bem variadas, algumans delas podem ser encontradas em mais de um autor, podendo, então, compor as características do Pré-Modernismo: * ruptura com o passado, proporcionando alguns ideais inovadores não vistos em movimentos anteriores. * denúncia da realidade brasileira, criticando pesadamente as visões românticas e parnasianas de um Brasil perfeito * o regionalismo; autores escrevem suas estórias retratando costumes e tradições regionais * aparecem pela primeira vez os tipos humanos marginalizados, na forma do caipira, do nordestino, do mulato, etc... * o relato de fatos reais permite que os autores incluam em suas obras fatos históricos da época

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Principais Autores
O Pré-Modernismo apresentou cinco grandes nomes, cada um deles com características mais independentes um do outro do que na maioria dos outros movimentos. * Augusto dos Anjos Augusto Carvalho Rodrigues dos Anjos nasceu no engenho Pau-d'Arco, Vila do Espírito Santo, Paraíba, no dia 20 de abril de 1884. Lecionou Literatura Brasileira na Paraíba e no Rio de Janeiro. Publica seu primeiro livro em 1912, Eu. Morre de forte gripe no dia 12 de novembro de 1914. Augusto dos Anjos foi o único poeta deste movimento. Morreu prematuramente aos 30 anos de idade, mas nem por isso faltou-lhe tempo para mostrar seu talento. A principal característica encontrada em suas obras é o extremo pessimismo, que trabalha com a angústia, o desespero, e a constante presença da morte. É também visto em seus versos um cientificismo incomum, especialmente biologicamente (usa muito as palavras sangue, pus, carne, etc). Foi também conhecido por usar palavras até então não impressas, como ranho, escarro, guspe, etc... * Euclides da Cunha Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu a 20 de janeiro de 1866, em Cantagalo, município do Rio de Janeiro. Sendo órfão desde cedo, foi criado por suas tias na Bahia.Teve forte ligação com o exército, e chegou a ser jornalista pelo jornal O Estado de São Paulo, reportando a Revolta de Canudos na Bahia. Em 1903 é eleito na Academia Brasileira de Letras. É assassinado no Rio de Janeiro no dia 15 de agosto de 1909. Sua principal obra, Os Sertões, retrata fielmente as condições em que são vividas boa parte dos nordestinos brasileiros. Ele critica a enorme desigualdade social lá presente. O enredo é feito em cima da Guerra dos Canudos, revolta nordestina que ocorreu no final do século XIX de caráter social. Quanto ao seu estilo, Euclides da Cunha foi um determisnita, cientificista, naturalista. Como jornalista do Estado de São Paulo, estudou cuidadosamente os aspectos da revolta, e retratou-as em seu livro, que tem a forma de um catálogo, descrevendo parte por parte o nordeste. * Graça Aranha José Pereira da Graça Aranha nasceu no Maranhão, no ano de 1868. Foi depois para o Recife, formando-se em direito. Trabalha como juiz no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Percorre a Europa como diplomata pelos próximos 20 anos, voltando ao Brasil em 1922 para fazer parte da Semana da Arte Moderna. Falece no dia 26 de janeiro de 1931. Fez importante participação na Semana da Arte Moderna, com o discurso inaugural. Sua presença na literatura se dá mais pelas críticas literárias que fez doque por o que publicou: de importância, apenas Canaã. Esta estória é sobre dois imigrantes alemães que viviam no Espírito Santo. * Lima Barreto Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no dia 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro. Foi filho de pai português o mãe escrava. Passa a vida a cuidar do pai doente mental. Por ser mestiço, pobre e socialista, sofre intenso preconceito ao longo da vida. É vítima de depressões e adere ao álcool. Morre no

dia 1º de novemvro de 1922, 48 horas antes de seu pai. Apesar de não ter sido considerado grande escritor em seu tempo, acusado por "falta de estilo", hoje é posto com os grandes nome de nossa literatura. É pré-modernista principalmente por criticar o nacionalismo exagerado romancista. Ficou conhecido pelo livro Triste fim de Policarpo Quaresma. * Monteiro Lobato José Bento Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Forma-se em Direito na cidade de São Paulo. Foi fazendeiro no Vale do Paraíba, mas logo abandonou sua fazenda para seguir no mundo das letras. Escreve seu primeiro livro, Urupês, funda a Editora Monteiro Lobato e Cia., a primeira do Brasil, e, posteriormente, a Editora Nacional e a Editora Brasiliense, esta em 1944. Depois de quatro anos no exterior, Monteiro Lobato volta ao Brasil e funda o Sindicato do Ferro e a Cia. Petróleos do Brasil. Sobre esta questãodo petróleo, causou grande conflito com o governo, chegando até a ser preso por seis meses. Escreveu um livro (O escândalo do petróleo) e vários artigos em jornais sobre a questão. Morre a 5 de julho de 1948, em São Paulo. Apesar de Monteiro Lobato ser um pré-modernista, seu traço mais forte ao longo de sua vida foi o anti-modernismo. Este fato fica mais claro nos anos entre 1917 e 1922, quando, além de não ter participação nenhuma na Semana da Arte Moderna, criticou o evento e tudo que antecedeu-o, em especial a exposição de telas de Anita Malfatti, em 1917 em São Paulo. O que consolidou sua popularidade foram os artigos publicados nesta época, junto com alguns livros publicados. Como características pré-modernistas, Monteiro Lobato conservou o regionalismo (no Vale do Paraíba, em Cidades mortas)e a denúncia da realidade brasileira (em Negrinha). Monteiro Lobato foi também o primeiro importante autor de livros infantis, começando por A Menina do Narizinho Arrebitado, em 1921. Nem por se tratar de literatura infatil, desiste Monteiro Lobato de expressar seus ideais; alguns personagens de suas obras desta categoria têm caráter comunista. O livro O Poço de Visconde abranje também a questão do petróleo, e o Sítio do Picapau Amarelo nada mais é doque o próprio Brasil.

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Principais Obras:
1902- Os Sertões, de Euclides da Cunha Esta foi a principal obra de Euclides da Cunha. Relata a Guerra dos Canudos no nordeste, com perfeição na descrição social e política. Tenta por em letras a desigualdade social nordestina entre a população pobre e os patrícios. Foi baseado o livro no que viu quando trabalhou de jornalista na região na época da revolta para o jornal O Estado de S. Paulo. O livro é dividido em três partes: a terra (descrição trabalhada do relevo da região, utilizando-se de mapas feitos pelo próprio autor), o homem (sobre a população nordestina, sua origem, cultura, etc...), e a luta (denúncia a guerra como se fosse um crime contra os sertanejos). 1902- Canaã, de Graça Aranha Esta obra retrata uma colônia de imigrantes europeus em Espírito Santo. Os dois únicos personagens importantes do livro são Lentz e Milkau, imigrantes alemães. Eles têm diferentes visões do mundo e do Brasil. Enquanto Milkau acredita na humanidade e espera encontrar no Brasil um bom lugar para se viver, Lentz acredita na superioridade racial alemã e na utilização da força e da autoridade. 1915- Triste Fim de Policrpo Quaresma, de Lima Barreto Esta obra é sobre um personagem extremamente, exageradamente nacionalista: Policarpo Quaresma. Seu nacionalismo é expressado por intenso conhecimento e admiração por nosso país, desde características goegráficas até eventos históricos. A obra é uma crítica ao caminho que a república seguiu, assim como ao governo de Floriano Peixoto. Foi também um dos autores que primeiro defendeu os direitos das mulheres, a começar pelo seu voto. No final do livro, Policarpo Quaresma, prestes a ser morto pelo exército nacional, chega à conclusão que todo seu nacionalismo não o levara a nada, e que foi tudo em vão. Este é o pensamento com o qual ele morre. 1915- Numa e Ninfa, de Lima Barreto 1918- Urupês, de Monteiro Lobato 1919- Cidades Mortas, de Monteiro Lobato Livro cuja estória tem caráter regional retratando a situação do Vale do Paraíba quando o foco cafeeiro deixa esta região em destino ao oeste paulista. Retrata muito bem os costumes e tradições das pessoas locais. Cria o personagem Jeca Tatu, violenta crítica e satirização aos cablocos. Seu mais forte traço é sua ingenuidade em todos os aspectos. 1919- Vida e Morte de Gonzaga de Sá, de Lima Barreto

1921- A Menina do Narizinho Arrebitado, de Monteiro Lobato Primeiro livro importante destinado ao público infantil de nossa literatura. Em Reinações de Narizinho (como foi depois rebatizada esta obra), em que, é claro, apresenta linguagem fácil e pedagógica, o autor não abandona seus ideais nacionalistas nem perante as crianças. O Sítio do Picapau Amarelo é o retrato do Brasil, com personagens reais e mitológicos de todo o país. 1936- O Escândalo do Petróleo, de Monteiro Lobato 1937- O Poço de Visconde, de Monteiro Lobato Livro infatil que tenta denunciar o que já havia sido defendido em O Escândalo do Petróleo.


				
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posted:10/6/2009
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