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DISCURSO DA DEPUTADA FEDERAL BENEDITA DA SILVA SOBRE TUBERCULOSE

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DISCURSO DA DEPUTADA FEDERAL BENEDITA DA SILVA SOBRE TUBERCULOSE Powered By Docstoc
					Discurso da Deputada Federal Benedita da Silva (RJ)
Câmara dos Deputados, 7 de agosto de 2012 (dia posterior ao Dia Estadual de Conscientização e Mobilização
no Combate à Tuberculose no Rio de Janeiro),


O 8º Encontro Comunitário de Tuberculose foi realizado ontem, no
meu estado do Rio de Janeiro. Pude participar desta iniciativa
importante listada no rol das ações da sociedade civil organizada e
governo, que foi realizado em alusão ao Dia Estadual de
Conscientização e Mobilização no Combate à Tuberculose no Rio de
Janeiro.

A iniciativa do Fórum Estadual das ONGs na Luta contra a Tuberculose
do Rio de Janeiro, em parceria com o Programa Estadual de Controle da
Tuberculose (PCT/SES/RJ), é pioneira no combate à enfermidade e
tem, a cada edição, avançado e criado mais consciência e alerta na
sociedade, estabelecendo uma parceria entre agentes de saúde,
moradores, pacientes e familiares.

O objetivo do encontro foi reforçar as atividades de mobilização e,
sobretudo, fomentar o debate sobre os principais entraves ao controle
da tuberculose.

Apesar dos esforços empreendidos no Brasil pelo governo federal
através do “Plano Nacional de Controle da Tuberculose” esta doença
constitui-se, ainda, em importante ameaça para a saúde pública.

Envolvimento e comprometimento da comunidade. Essa parece ser a
chave para avançar no controle social da tuberculose. Mas isso
pressupõe mudança de atitudes e de comportamentos dos moradores
de comunidades com grande registro de casos, num processo histórico
e cultural.
Além do acompanhamento de indicadores, nosso grande desafio é
vencer a vulnerabilidade social das populações, principal dificuldade do
setor de saúde pública para reduzir a incidência de tuberculose.

Minha experiência na gestão de assistência Social – seja a nível
nacional como estadual é que a maioria dos pacientes de baixa ou
nenhuma fonte de renda não tem condições de dar continuidade ao
tratamento. Nossas ações de integração do serviço de saúde com o de
assistência social foi a solução encontrada para avançar nesse campo.

A criação de mecanismos nos movimentos comunitários no controle da
Tuberculose consistiu na criação de estratégias para detecção precoce
da tuberculose, principalmente, orientando aquelas pessoas com
suspeita da doença de ir ao posto de saúde mais próximo da residência.
Também vimos que as pessoas que colaboram para a prevenção e
ajudam no tratamento dos vizinhos seja acompanhando o paciente na
tomada de seus medicamentos ou mesmo fazendo algum tipo de prática
educativa com a população daquela comunidade. Por isso é
fundamental essa parceria.

No Brasil, a formulação e implementação das políticas de controle da
tuberculose foram assumidas por instituições estatais e filantrópicas ao
logo da história. Para avançar ainda mais, incorporando novos agentes
nesse combate precisamos que se amplie a integração entre Educação
e Saúde interligando o tema nos currículos escolares e universitários,
para que haja maior inclusão de populações indígenas, deficientes e
carcerária nas discussões sobre tuberculose.

Além disso, precisamos fortalecer os vínculos dos programas de Aids e
Tuberculose, a fim de ampliar a efetiva implantação do teste rápido para
o diagnóstico do HIV, com aconselhamento de qualidade, e que seja
pautado como linha transversal de qualquer trabalho, ação ou pesquisa
em Tuberculose, a atenção a questões de raça, cor e gênero.

No campo de combate à doença, nosso país também avançou muito
nos últimos anos. O Brasil conseguiu antecipar uma das metas dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), ao reduzir o número
de pessoas com tuberculose em 38,4%, e a taxa de mortalidade para
35,8% em dez anos. O reconhecimento é da Organização Mundial da
Saúde, que esperava o alcançar da meta somente em 2015.
As ações foram realizadas pelo Ministério da Saúde, por meio do
Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), que privilegia a
descentralização das medidas de controle para a atenção básica,
ampliando o acesso da população.

O Governo Federal vai investir R$ 52 milhões para ampliar, em seis
vezes, a produção nacional da vacina BCG contra a tuberculose. O
Ministério da Saúde, que liderou a ação no âmbito do Programa de
Investimentos no Complexo Industrial da Saúde (Procis), firmou
convênio com a Fundação Ataulpho de Paiva (FAP) – Instituição
produtora da vacina – que prevê a construção de nova planta industrial,
em Xerém (RJ). Atualmente, o pólo industrial fica no centro do Rio de
Janeiro e produz 10 milhões de doses por ano, sendo a maior parte para
consumo interno.

O Brasil produz, internamente, 94% das vacinas fornecidas à população.
Os laboratórios públicos produzem, ao todo, 21 vacinas atualmente. Em
2012, o Ministério da Saúde investirá mais de R$ 200 milhões na
produção nacional de vacinas no Brasil, com as contrapartidas de R$
100 milhões dos laboratórios públicos, serão investidos um total de R$
300 milhões. Isto é cinco vezes mais do que foi aplicado nos últimos
cinco anos (entre 2007 a 2011 foram R$ 60 milhões). Estas ações
integram o Programa de Investimentos no Complexo Industrial da Saúde
(Procis), lançado no início do ano pelo Ministério da Saúde.

Aqui na Câmara tivemos um amplo debate sobre o combate à doença,
inclusive sobre a proibição de patentes para estes medicamentos do
Brasil, na Comissão de Seguridade Social e Família, na qual sou titular.

Temos cerca de 16 milhões de brasileiros que sofrem hoje com as
chamadas doenças negligenciadas, aquelas que não são objeto de
pesquisa por parte da indústria farmacêutica, porque atingem parcelas
da população de renda mais baixa, como a malária e a tuberculose.
Temos que enfrentar esta realidade com mais investimentos públicos e
também com participação da sociedade civil.

Além de aumentar os recursos, precisamos implantar estratégias mais
integradas com programas como Saúde da Família e disponibilizar a
dose fixa combinada de medicamentos, facilitando a adesão ao
tratamento. A inclusão da tuberculose no Plano Brasil sem Miséria, um
dos principais programas deste governo, foi um avanço que precisamos
destacar.

Muito Obrigada.

                              Deputada Federal Benedita da Silva (RJ), 07 de agosto de 2012.




      Dep. Benedita da Silva, Dia Estadual de Conscientização e Mobilização no Combate à Tuberculose, Rio de Janeiro, 6 ago 2012



6 de agosto marca o dia em que foi lançado o Fórum de ONGs Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro (2003).


                                                                Divulgação
                            Alexandre Milagres, Fundação Ataulpho de Paiva

				
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posted:8/8/2012
language:Portuguese
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Description: O Centro de Apoio ao Tabagista e a Fundacao Ataulpho de Paiva divulgam o discurso da Deputada Federal e Vice-Presidente da Frente Parlamentar Nacional Supra Partidaria para o Enfrentamento da Tuberculose, Benedita da Silva, na Camara de Deputados, em 7 de agosto de 2012 (dia seguinte ao do 8o. Encontro Comunitario de Tuberculose, promovido em parceria pelo Forum de ONGs Tuberculose do estado do Rio de Janeiro e a Secretaria Estadual de Saude). O Dia 6 de agosto (2003) marca a cria��o do Forum de ONGs TB do estado fluminense.