Respons�vel: Lucas F - DOC 1

Document Sample
Respons�vel: Lucas F - DOC 1 Powered By Docstoc
					                                                                                Responsável: Lucas F. Vasconcelos
                                                                                      vasconcelos@eco.unicamp.br
                                                                        Elaborado por Paulo Roberto Piccina Amora




                                     Clipping do Projeto PIB
                                 Sub-Sistema: Alimentos e Bebidas

Fontes pesquisadas: O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, Valor Econômico, Correio
Braziliense, Gazeta Mercantil, Jornal do Brasil, Jornal de Brasília, Carta Capital, Isto é Dinheiro e
Exame
Período: janeiro de 2007 em diante



                                                         Índice
Título do artigo (data do artigo) ....................................................................................... 5
Perdigão e Sadia retomam conversas para criar companhia de R$ 22 bilhões (27/04/09) 5
Kraft cresce (27/04/09) ..................................................................................................... 8
Kirin planeja aquisição na Austrália (24/04/09) ............................................................... 8
Schin tem prejuízo de R$ 132 milhões (24/04/09) ........................................................... 9
Hershey cresce (24/04/09) .............................................................................................. 10
Nestlé Brasil amplia vendas e destoa do balanço mundial (23/04/09) ........................... 10
LVMH estuda venda de divisão de bebidas e Diageo mostra interesse (23/04/09) ....... 11
Receita da Heineken (23/04/09) ..................................................................................... 13
Coca cresce no Brasil (23/04/09).................................................................................... 14
Lucro do Mc Donald's (23/04/09) .................................................................................. 14
Nestlé mantém liderança no ranking do leite (22/04/09) ............................................... 14
PepsiCo volta a modelo dos anos 90 (22/04/09) ............................................................ 16
Coca-Cola vende menos (22/04/09) ............................................................................... 17
Yoki reduz fatia dos produtos básicos e investe na marca Mais Vita (17/04/09) .......... 17
Receita da SABMiller cai no trimestre (17/04/09) ......................................................... 19
Vendas da Absolut (16/04/09) ........................................................................................ 20
Cerveja em março (16/04/09) ......................................................................................... 20
Cade aprova compra da Maguary pela CBB (16/04/09) ................................................ 20
Coca-Cola fecha fábrica no Pará (15/04/09) .................................................................. 22
Kopenhagen transfere produção de SP para MG (14/04/09).......................................... 22
Rolling Rock (14/04/09) ................................................................................................. 23
Barry Callebaut faz parceria com Bunge e investe em fábrica no Brasil (03/04/09) ..... 23


                                                                                                                             1
Lotte volta a disputar ativo da AB-InBev (02/04/09) ..................................................... 24
Mercado de leite sinaliza recuperação aqui e no exterior (01/04/09) ............................. 25
Vendas de Gramado devem crescer 15% (31/03/09) ..................................................... 27
Agora, Furlan diz que fusão de Sadia e Perdigão sai até junho (31/03/09) .................... 28
Apesar da crise, Cadbury planeja elevar margens (30/03/09) ........................................ 29
Contratos provocam prejuízos recordes (30/03/09)........................................................ 32
Laep vende Integralat e liquida dívidas de R$ 180 milhões (30/03/09) ......................... 34
Venda da Nestlé para baixa renda aumenta 15% (27/03/09).......................................... 35
Sadia e Aracruz anunciam maior prejuízo da história (27/03/09) .................................. 36
McDonalds cresce 22% no Brasil e faturamento chega a R$ 3,3 bi (26/03/09) ............. 38
Supermercado segura preço da cerveja e ganha espaço sobre bares (25/03/09) ............ 40
Apesar do 4º tri, Perdigão lucra em 2008 (24/03/09) ..................................................... 42
Business: Hard to swallow; Coca-Cola and China (23/03/09) ....................................... 44
China impede Coca-Cola de comprar empresa (19/03/09) ............................................ 45
Sadia estuda vender unidade de bovinos em MT (19/03/09) ......................................... 47
Lindt revê metas e vai fechar 50 lojas nos Estados Unidos (18/03/09) .......................... 48
McDonald's arma-se para contornar a crise (16/03/09) .................................................. 49
SABMiller na China (16/03/09) ..................................................................................... 52
Cervejeiras nos EUA (16/03/09) .................................................................................... 52
Oriental em leilão (12/03/09) ......................................................................................... 52
Hershey investe na Ásia (12/03/09)................................................................................ 53
SABMiller fará cervejas caras na Ucrânia (11/03/09).................................................... 53
McDonald's em fevereiro (10/03/09).............................................................................. 54
Coca-Cola na China (09/03/09) ...................................................................................... 54
Nestlé vê "espaço" e entra no mercado de leite longa vida (09/03/09) .......................... 54
Unilever investe R$ 25 milhões em versão infantil do suco de soja Ades (06/03/09) ... 56
AmBev vende menos cerveja mas mantém margem (06/03/09) .................................... 57
AB-InBev cresce nos EUA e recua na Rússia (06/03/09) .............................................. 60
Mais chocolate (05/03/09) .............................................................................................. 61
AB-InBev tenta vender ativos e focar nos EUA (05/03/09) ........................................... 62
Venda de cachaça sobe, enquanto de cerveja cai (02/03/09) ........................................ 63
Bimbo lucra 31% mais no trimestre (02/03/09) ............................................................. 64
AmBev intensifica enxugamento de custos e vai dispensar temporários (02/03/09) ..... 64
Páscoa aquecida (02/03/09) ............................................................................................ 66


                                                                                                                         2
Mercado de leite começa a dar sinais de retomada (02/03/09)....................................... 66
Femsa vende 3,5% menos no trimestre (27/02/09) ........................................................ 67
Dado Bier amplia presença com garrafa maior (27/02/09) ............................................ 68
"Litrão" de cerveja atrai investimento da indústria (27/02/09) ...................................... 69
Indústrias veem potencial no Brasil (26/02/09) .............................................................. 70
Cadbury prevê expansão de 4% em 2009 (26/02/09) ..................................................... 71
Água de torneira ameaça múltis (26/02/09) ................................................................... 72
Nestlé leva versão barata aos ricos (20/02/09) ............................................................... 73
Nos EUA, venda de vinho de até US$ 20 sobe e produtores mudam estratégia
(20/02/09) ....................................................................................................................... 75
Chuva diminui consumo de cerveja em janeiro (20/02/09) ............................................ 77
Importação da Argentina vira alvo de debate (20/02/09) ............................................... 78
Exportação menor deve frear avanço da Itambé (20/02/09)........................................... 79
Lucro da Heineken cai e da Carlsberg sobe após aquisição da S&N (19/02/09) ........... 81
Produtores de leite cobram medidas do governo para barrar importações (19/02/09) ... 83
Commodities Agrícolas (18/02/09) ................................................................................ 84
Apesar de crise, Embaré vê crescimento de 10% (18/02/09) ......................................... 84
Incêndio ajuda Pepsi (16/02/09) .................................................................................... 86
Nestlé financia fornecedor para evitar demissões (13/02/09) ........................................ 86
Lucro líquido mundial cai 18% no quarto trimestre (13/02/09) ..................................... 88
Diageo aposta em produto nacional e supermercados (13/02/09) .................................. 89
Coca-Cola cresce 25% no Brasil, com faturamento recorde de R$ 15 bi (13/02/09)..... 90
Schincariol investe R$ 50 milhões no carnaval (11/02/09) ............................................ 92
Mars Brasil investe R$ 20 milhões para produzir mais M&M's (11/02/09) .................. 93
Ajinomoto compra (11/02/09) ........................................................................................ 94
Previsões da Pepsi (11/02/09) ........................................................................................ 94
Citrosuco deixa de produzir em Bebedouro e vai demitir 208 (10/02/09) ..................... 95
Kraft reduz projeções de lucro e receita (05/02/09) ....................................................... 96
Com apoio do BNDES, Bom Gosto avança (04/02/09) ................................................. 97
Schincariol lança tubaína "retrô" dez vezes mais cara (03/02/09) ................................. 99
Parmalat vende (03/02/09)............................................................................................ 100
Supermercado puxa alta na venda de cerveja (02/02/09) ............................................. 100
Barril impulsiona desempenho da Heineken (02/02/09) .............................................. 101
Cacau Show cresce (30/01/09) ..................................................................................... 103


                                                                                                                                   3
Menos cerveja (30/01/09) ............................................................................................. 103
Oetker desiste de Beck's (29/01/09) ............................................................................. 104
Com Bauducco, Hershey tem seu melhor ano no Brasil (29/01/09) ............................ 104
Sadia admite uma possível capitalização de R$ 1 bilhão (28/01/09) ........................... 105
Magnata da Índia negocia venda da United Spirits (28/01/09) .................................... 108
Business: In pursuit of beauty; L'Oreal and Nestle (28/01/09) .................................... 110
Coca-Cola fecha parceria com TAM e postos de gasolina (26/01/09) ......................... 111
Asahi compra da ABInBev 19,99% na Tsingtao (26/01/09) ........................................ 113
Mars tem interesse em comprar a Garoto (23/01/09) ................................................... 113
Bauducco vai construir fábrica de biscoito em Alagoas (23/01/09) ............................. 114
Barry Callebaut reafirma planos de fábrica no país (22/01/09).................................... 115
Biscoito exportado (21/01/09) ...................................................................................... 116
Ajinomoto tem perda de R$ 180 mi com câmbio (20/01/09) ....................................... 117
Nutriplus expande negócio para a China com a BBCA (20/01/09) ............................. 117
Kirin negocia fatia maior em cervejaria filipina (20/01/09) ......................................... 119
Bauducco, Centauro e Schin investem em escolas (20/01/09) ..................................... 120
Em dezembro, todas os setores fecharam vagas (20/01/09) ......................................... 121
Sadia decide enxugar corpo administrativo e anuncia 350 cortes (20/01/09) .............. 123
Roquefort mais caro (19/01/09).................................................................................... 126
Pernod vende marca (19/01/09).................................................................................... 126
Cervejaria AB-InBev já tem interessados na compra de seus ativos (15/01/09).......... 126
Exportação de frutas para os árabes cresceu 69% (28/01/2008) .................................. 128
Exportação de frutas supera US$ 3 bi (24/01/2008)..................................................... 129
Exportações de suco têm receita recorde em 2007 (22/01/2008) ................................. 130
Garibaldi e Juan Carrau dominam a produção nacional (07/12/2007) ......................... 131
Exportação de suco terá receita recorde este ano (06/12/2007) ................................... 133
Produção de laranja e suco cresce no Paraná (05/12/2007).......................................... 134
LD avança na área de suco de laranja (16/11/2007) ..................................................... 136
Empresários do setor de frutas vão receber apoio (11/09/2007) .................................. 137
Vinícolas inauguram a produção de suco de uva no Vale do São Francisco (31/07/2007)
...................................................................................................................................... 138
Governo dos EUA mantém barreiras a suco brasileiro (18/06/2007) .......................... 138
Alta de custo preocupa produtores de laranja (15/06/2007) ......................................... 139
Pesquisa e Inovação em prol da fruticultura (28/05/2007) ........................................... 141


                                                                                                                                        4
Pressão nos EUA contra travas ao suco do Brasil (25/05/2007) .................................. 141
Ganhos desiguais na cadeia citrícola de SP (16/05/2007) ............................................ 143
Maior oferta pressionará cotações do suco de laranja (14/05/2007) ............................ 144
Exportação de suco de laranja fresco em alta (10/05/2007) ......................................... 145
Parceria beneficia pequenos e médios fruticultores (10/05/2007)................................ 146
Um Pomar de Oportunidades de Negócios (08/05/2007)............................................. 147
Taxa chinesa sobre suco de laranja já preocupa exportador brasileiro (16/04/2007) ... 148
Estudo aponta alta da fruta e a 'migração' dos pomares (16/04/2007) ......................... 149
Empresa assina reajuste com citricultores (16/02/2007) .............................................. 150
Petrolina e Juazeiro têm potencial para plantio de laranja (29/01/2007) ..................... 151
Reformulação promete safra de empregos sustentáveis (29/01/2007) ......................... 152
Exportação de suco de laranja brasileiro cai 6,74% (17/01/2007) ............................... 154
Citricultores próximos de acordo com Dreyfus (03/01/2007) ...................................... 154



                                               Artigos


Título do artigo (data do artigo)
Texto do artigo
Fonte:
Palavra-chave:
Link:

Perdigão e Sadia retomam conversas para criar companhia de R$ 22
bilhões (27/04/09)
Por Graziella Valenti e Alda do Amaral Rocha, de São Paulo


A compra da Sadia pela Perdigão voltou à mesa. E desta vez as discussões estão mais
avançadas do que nas tentativas anteriores. Não por acaso os papéis da Sadia subiram
13,85% na sexta-feira na bolsa, com os rumores que vinham circulando sobre a
retomada das conversas.

O diálogo foi restabelecido há cerca de uma semana, depois de um período de
paralisação, com um empurrãozinho do governo, que não quer deixar a Sadia quebrar,
após o prejuízo de R$ 2,6 bilhões com derivativos, mas também não quer salvá-la
sozinho, segundo pessoas próximas às negociações. A companhia - que emprega 60 mil
pessoas no país - precisa de uma saída financeira até junho, quando corre o risco de se
tornar insolvente pelo vencimento de boa parte dos contratos de risco.




                                                                                                       5
O governo prefere auxiliar com mais recursos na fusão a dar dinheiro apenas para a
Sadia, o que é coerente com diversas operações realizadas ao longo desta gestão para se
criar gigantes brasileiras em diversos setores.

A retomada das conversações com a Perdigão indica que as alternativas da Sadia
esgotaram-se, diz uma pessoa familiarizada com o tema. O presidente do conselho de
administração, o ex-ministro Luiz Furlan, chegou a mencionar, na semana passada, a
possibilidade de a empresa emitir ações para se capitalizar, mas a questão é se os papéis
atrairiam investidores agora.

Além disso, os ativos que a Sadia colocou à venda - fábrica na Rússia, indústria de
carne bovina, por exemplo, além dos não-operacionais - não alcançariam um valor
suficiente para amortizar a dívida que tem atualmente. Soma-se a isso a aparente falta
de disposição do BNDES de simplesmente injetar recursos na companhia.

Na mesa de negociação entre as duas concorrentes, o formato da operação continua
sustentado no que a Perdigão desejava desde o começo, com algumas nuanças. Comprar
a Sadia por uma troca de ações, o que significa a completa absorção da empresa, uma
vez que as ações preferenciais da empresa têm direito de receber 80% do que for
oferecido pelas ordinárias do bloco de controle. Com isso, a companhia resultante terá
apenas ações ordinárias e será listada no Novo Mercado, já que prevalece a estrutura da
Perdigão.

Além da fatia que as famílias controladoras da Sadia terão na companhia resultante, já
estão em debate questões ligadas a poder ou os direitos políticos que os atuais
controladores da empresa terão na nova estrutura.

Porém, a ideia é que a Perdigão siga com o projeto de se tornar uma companhia de
capital pulverizado a partir de 2011. Desde 2006, quando migrou para o Novo Mercado
e teve as preferenciais convertidas em ordinárias, os antigos controladores têm menos
de 51% do capital votante e total.

Naquela ocasião, os sócios majoritários firmaram um acordo de acionista que expira
quando a soma das fatias for inferior a 20% ou em 2011, o que acontecesse primeiro.
Essa situação não deve se alterar com a aquisição da Sadia e fusão das bases acionárias.


Desde o começo das conversas para a união das concorrentes, os Fontana e os Furlan
brigam para ficar com 10% da companhia resultante. A expectativa é que consigam
percentual nessa faixa e ainda alguns direitos políticos transitórios, como a indicação de
membros no conselho de administração, por alguns anos.

O entendimento é que essa fatia vale mais do que os 32% que possuem no capital total
da Sadia hoje, ainda mais considerando as sinergias que o negócio deve proporcionar.

A Merrill Lynch já divulgou que, considerando apenas as economias mais óbvias, o
ganho seria da ordem de R$ 1,8 bilhão. Já a Brascan Corretora estima que sejam R$ 2,2
bilhões.




                                                                                        6
Pelo fechamento de sexta-feira, a soma do valor de mercado das empresas era de R$ 9,3
bilhões. Assim, os atuais donos da Sadia têm hoje cerca de R$ 930 milhões em ações da
companhia. Considerando as sinergias da operação e o percentual pretendido no
negócio, teriam R$ 1 bilhão após a união das concorrentes.

Os recursos do BNDES entrariam na Perdigão para capitalizar a companhia resultante e
partilhar um bloco majoritário de acionistas, a exemplo do que ocorrerá na fusão entre
Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz, que também enfrentaria problemas de
solvência não fosse a união. Nessa operação, o BNDES fica no bloco de controle da
empresa até 2014.

No caso de Sadia e Perdigão, a entrada do BNDES também tem papel importante na
composição de uma estrutura de acionistas forte, uma vez que hoje a maioria dos votos
da companhia está nas mãos de seis acionistas que detêm 36% do capital total.

A Previ, maior acionista individual do bloco majoritário da Perdigão com 14,2% das
ordinárias, sairá fortalecida na companhia resultante, pois detém também cerca de
13,5% das preferenciais da Sadia. A posição do fundo de pensão dos funcionários do
Banco do Brasil traz algum alento para os minoritários preferencialistas da Sadia, na
expectativa de que não seja uma transação lesiva para esses investidores, como forma de
beneficiar os Fontana e os Furlan.

As famílias da Sadia, embora estejam fechando um negócio tantas outras vezes
planejado no momento mais desvantajoso para elas, conseguirão ficar com parte da
operação para a qual tinham plano ambicioso.

O banco e a corretora Concórdia, da Sadia, não devem entrar na fusão, segundo apurou
o Valor. Ficarão em poder das famílias. Ao conseguir uma solução para a empresa,
poderão evitar ter de vender o negócio agora - o banco Merrill Lynch está com o
mandato para vender a parte financeira da empresa - ou conseguir mais recursos com
uma outra transação.

Na sexta-feira, a Perdigão informou ao mercado a retomada das negociações, em função
da forte alta das ações da Sadia. Em comunicado, a companhia confirma a retomada das
conversas, mas destaca que não há qualquer contrato selado até o momento.

Além disso, a Perdigão informou que não há nenhum acordo sobre prazo. No fim de
janeiro deste ano, as companhias chegaram a assinar um documento de exclusividade
nas negociações para a Perdigão por 60 dias. Desta vez, porém, se não surgir nenhum
problema nas conversas entre elas sobre preço e poderes políticos, o negócio não
precisará de um prazo tão longo para ser assinado.

Se concretizada a operação, a empresa que surgirá de Perdigão e Sadia será terá um
faturamento líquido de R$ 22 bilhões, considerando os números de 2008.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=27/4/2
009&codmateria=5534758&codcategoria=91



                                                                                     7
Kraft cresce (27/04/09)

A Kraft Foods Brasil teve receita líquida de R$ 2,21 bilhões em 2008, um crescimento
de 10% sobre o obtido em 2007. O lucro líquido aumentou 116,5%, para R$ 273,4
milhões, de um ano para o outro. O balanço da multinacional foi incrementado por R$
117,4 milhões registrados como "recuperação de tributos" e também por melhoras no
resultado financeiro. As despesas financeiras caíram de R$ 72,3 milhões para R$ 49,6
milhões, enquanto as receitas financeiras subiram de R$ 76,4 milhões para R$ 106,8
milhões. O americano Mark Clouse assumiu a subsidiária no ano passado com a meta
de elevar o faturamento em dois dígitos por ano. Em 2008, esse acréscimo foi de 11,6%,
totalizando R$ 4 bilhões.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=27/4/2
009&codmateria=5534686&codcategoria=95

Kirin planeja aquisição na Austrália (24/04/09)
Peter Smith, Financial Times, de Sidnei


O grupo cervejeiro japonês Kirin esboçou ontem seus planos para se tornar um
concorrente dominante no setor de bebidas da Austrália, ao fazer uma proposta pela
Lion Nathan, a segunda maior fabricante de cerveja do país.

A Kirin quer comprar os 53,9% da Lion Nathan que ainda não possui, para reforçar sua
carteira de produtos na Austrália. Ela já inclui a marca de leite Dairy Farmers e a
National Foods, principal marca de sucos do país.

A Lion Nathan tem um valor de mercado de 4,4 bilhões de dólares australianos (US$
3,1 bilhões). A participação restante que a Kirin pretende comprar está avaliada em 2,4
bilhões de dólares australianos, com base no último preço de fechamento da ação da
Lion Nathan, de 8,31 dólares australianos.

As companhias japonesas vêm demonstrando grande interesse nas fabricantes de bens
de consumo australianas. Elas querem crescer em mercados vizinhos como a Austrália
por causa dos efeitos do envelhecimento e encolhimento da população japonesa sobre o
consumo doméstico. No ano passado, a Asahi Breweries comprou a operação de
produção de refrigerantes da Cadbury na Austrália por 550 milhões de libras (US$ 804
milhões), negócio ocorrido pouco depois de a Suntory ter comprado a Frucor, fabricante
de bebidas energéticas, da Danone, da França.

Este ano, a Kirin apoiou a mal-sucedida tentativa da Lion Nathan de comprar a Coca-
Cola Amatil (CCA), empresa negociada na bolsa de valores australiana, por 7,7 bilhões
de dólares australianos. O negócio não deu certo porque a Coca-Cola, grande acionista e
fornecedor da CCA, encerrou as discussões sobre a proposta. Na ocasião, a Kirin



                                                                                     8
tentava comprar ações da Lion Natham a 11,50 dólares australianos a unidade para
ajudar no financiamento do negócio.

Os negócios com as ações da Lion Nathan, cotadas na Austrália e Nova Zelândia, foram
suspensos na manhã de ontem. A suspensão persistirá até um anúncio em relação à
oferta ou até a abertura das bolsas na manhã de segunda-feira.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=24/4/2
009&codmateria=5532296&codcategoria=95

Schin tem prejuízo de R$ 132 milhões (24/04/09)
Lílian Cunha, de São Paulo


A Schincariol publicou ontem, sem muito alarde, o seu balanço anual no Diário Oficial
do estado de São Paulo. O provável motivo para tanta discrição estava na última linha
da tabela de demonstrações financeiras: um prejuízo líquido de R$ 132 milhões em
2008. Mas ao contrário do que possa parecer, a empresa não perdeu vendas no ano
passado. Em concordância com o que ocorreu com o setor de bebidas em geral, houve
até crescimento.

"A participação de mercado em volume no final do período, medida pela Nielsen,
cresceu nas categorias de cervejas (13,2%), refrigerantes (3,6%), sucos (8,2%) e foi
reduzida em águas (9,3%)", diz o texto de abertura do balanço financeiro. Também
houve crescimento de 7,4% da receita bruta e de 4,5% na receita líquida.

"Na prática, essa disparidade entre vendas líquidas e brutas mostra que a empresa teve
que encolher sua margem de lucro na venda de seus produtos", explicou um analista de
mercado. Esse encolhimento da margem, segundo o especialista, teria acontecido com o
principal produto da Schincariol: as cervejas, que respondem por mais da metade do
faturamento da empresa.

A estratégia da companhia no ano passado foi a de trabalhar as marcas premium de seu
portfólio - Devassa e Baden Baden, por exemplo. No entanto, um fator geográfico
afetou os planos da empresa. "É fato que a maior parte das vendas da Schin se concentra
no Nordeste. O problema é que não há como trabalhar marcas premium só pelo
Nordeste. Uma vez que a distribuição da Schin nos bares do Sul e Sudeste é fraca, a
estratégia não 'colou' com o público dessa região, que são os formadores de opinião",
afirmou um especialista.

Além disso, conforme relata o próprio balanço, houve queda de rentabilidade devido ao
"crescimento das vendas em novos canais de distribuição." A aparente contradição se
explica: para conquistar espaço em bares que tradicionalmente vendem marcas
concorrentes, é preciso pagar. "A empresa precisa oferecer alguma vantagem para o
dono do ponto de venda para que ele troque de fornecedor. Isso gerou perdas para a
empresa", explicou outro analista. Isso explica por que, mesmo focando em produtos



                                                                                     9
mais caros, como as cervejas premium, a empresa precisou enxugar sua margem de
lucro.

A empresa também divulgou que acumulou perda financeira total de R$ 79 milhões.
Desse montante, R$ 17 milhões foram causados especificamente por problemas
cambiais, ou seja, "a desvalorização do real sobre insumos importados", segundo um
comunicado enviado pela empresa ao Valor.

A Schincariol se limitou a explicar as perdas de R$ 29,3 milhões referentes ao resultado
líquido do exercício antes da participação dos minoritários. Nesse caso, de acordo com a
nota, "a integração de operações e de empresas adquiridas, a reestruturação da malha de
distribuição e de revendas" foram as causas apontadas para o resultado negativo.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=24/4/2
009&codmateria=5532280&codcategoria=95

Hershey cresce (24/04/09)

O lucro líquido da fabricante de chocolates Hershey no primeiro trimestre cresceu 20%,
para US$ 75,9 milhões, em comparação com igual período do ano passado. As vendas
aumentaram 7%, para US$ 1,24 bilhão.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=24/4/2
009&codmateria=5532281&codcategoria=95

Nestlé Brasil amplia vendas e destoa do balanço mundial (23/04/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Ana Paula Paiva/Valor

Zurita, da Nestlé Brasil: "Ter marcas líderes e de confiança não basta. É preciso
oferecer preços competitivos"
Destoando dos resultados mundiais, a Nestlé Brasil não teve redução de vendas em
nenhuma de suas linhas, segundo o presidente da multinacional suíça no país, Ivan
Fábio Zurita. "Não tivemos retração alguma. Houve, ao contrário, até crescimento",
disse ele, sem revelar cifras. Internacionalmente, as vendas do primeiro trimestre caíram
para US$ 21,5 bilhões, ou 2,1% em relação aos US$ 22 bilhões registrados nos três
primeiros meses de 2008, conforme divulgou a companhia ontem, em Zurique.

"Não há como fazer projeções para os próximos meses ou sequer semanas. Cada
semana é uma semana e cada dia é um dia. A crise nos coloca em xeque
permanentemente", afirmou Zurita.




                                                                                      10
As turbulências econômicas, segundo ele, mudaram o perfil do consumidor, que agora
vai às compras querendo economizar. "Há um trauma de consumo", disse o presidente.
"É claro que as marcas de prestígio têm um bom diferencial competitivo nesse
momento", disse ele em relação à maior procura por produtos mais baratos e de marcas
próprias, em detrimento às marcas líderes. "Mas só isso não basta. Para vender, tem que
ter preço", explicou.

Zurita lembrou que a Nestlé Brasil iniciou no últimos meses de 2008 um trabalho de
renegociação com seus 44 mil fornecedores para conseguir melhores preços de
matérias-primas e consequente redução de custos. O fato de a Nestlé ter iniciado no
final do ano passado uma operação de crédito combinado com bancos para ajudar
pequenos e médios fornecedores com problemas de liquidez pesou na hora de negociar
preços. A companhia passou a descontar duplicatas dessas empresas com os bancos,
assumindo a posição de avalista desses fornecedores juntos às instituições financeiras.
Com o peso da Nestlé, os bancos puderam cobrar juros menores. "A Nestlé tem saúde
financeira para isso e essa operação tem sido um grande sucesso. Não tivemos até agora
nenhum tipo de problema de crédito ou de caixa. Nosso negócio não é ganhar dinheiro
com dinheiro. É vender alimentos", afirmou Zurita.

Para este ano, ele espera que a empresa cresça 4% em faturamento. "Nossa meta é
sempre crescer dois pontos percentuais acima do PIB do país. Estamos trabalhando com
uma previsão de 2%", disse o executivo.

Em 2008, a meta, segundo ele, foi cumprida. A Nestlé Brasil ainda não divulgou o
número exato das vendas do ano passado, mas sinalizou que o valor consolidado deve
ficar entre R$ 13 bilhões e R$ 15 bilhões. Em 2007, o faturamento foi de R$ 12 bilhões.

Mundialmente, a região com melhores resultado apresentados no primeiro trimestre do
ano foi a Zona Américas, que inclui tanto os países do norte quantos os do sul do
continente. Nessa área, que inclui o Brasil e também os Estados Unidos, as vendas dos
primeiros três meses do ano somaram US$ 6,4 bilhões, registrando alta real de 2% em
relação ao mesmo período de 2008, quando o faturamento foi de US$ 6,07 bilhões. Na
América Latina, segundo o relatório de resultados, houve crescimento nos negócios de
aproximadamente 5%. Na Europa as vendas tiveram retração de 1,3%.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=23/4/2
009&codmateria=5527970&codcategoria=95

LVMH estuda venda de divisão de bebidas e Diageo mostra interesse
(23/04/09)
Jenny Wiggins, Scheherazade Daneshkhu e Julie MacIntosh, Financial Times, de
Londres, Paris e Nova York

Jeffeson Dias/Valor




                                                                                    11
Walsh, da Diageo, poderia sofisticar seu portfólio com compra da parcela que ainda não
tem na fabricante da Veuve Clicquot
Uma das bebidas favoritas de Paul Walsh é o uísque. Mas o presidente-executivo da
Diageo nunca fez segredo de sua queda pelo champanhe. Embora a britânica Diageo
possa alegar que tem muitas das maiores marcas de uísque, gin, vodca e cerveja do
mundo, ela não tem em sua carteira as mais exclusivas das bebidas: um conhaque ou um
champanhe.

A arquirrival de Walsh, a Pernod Ricard, da França, tem o conhaque Martell e o
champanhe Perrier-Jouët, mas a Diageo tem que se contentar com uma participação de
34% na Moët Henessy, que ela mantém desde meados dos anos 90 (as duas companhias
iniciaram um relacionamento em 1988, quando o grupo Guinness e a LVMH assumiram
uma participação cruzada de 12% uma na outra).

Após um começo atribulado na joint venture, a Diageo se aproximou mais e mais da
LVMH, com Walsh e Christophe Navarre, o presidente-executivo da Moët Hennessy,
tornando-se amigos, além de sócios nos negócios.

Portanto, não surpreende que a Diageo, que tem bastante dinheiro em caixa e um
endividamento líquido de 7,9 bilhões de libras (US$ 11,4 bilhões), se interesse pelo
controle pleno da companhia, que é altamente lucrativa, com margens de
aproximadamente 34%. "Sabemos que eles querem as marcas", disse ontem uma pessoa
ligada à LVMH.

A LVMH procurou a Diageo este ano para avaliar se ela estaria interessada em comprar
o resto da Moët Hennessy, afirma uma fonte a par do assunto. As companhias
realizaram discussões informais, mas a LVMH preferiu pensar na venda apenas como
uma hipótese, sem dar prosseguimento às discussões. Ela ainda não decidiu se quer se
desfazer definitivamente do ativo. Ontem, o grupo LVMH divulgou um comunicado em
que nega qualquer negociação.

A receita da Moët Hennessy caiu 3% em 2008, para ? 3,13 bilhões de euros, por conta
da recessão econômica. No primeiro trimestre, a queda foi maior, de 22%. Mas apesar
do declínio nas vendas de destilados e champanhes premium, analistas afirmam que a
tendência de longo prazo continua apontando para o consumo de bebidas mais caras,
especialmente na Ásia.

Por isso, seria conveniente para a Diageo levar seu portfólio para um segmento mais
sofisticado do mercado. Matthew Webb, analista da Cazenove, diz: "A Diageo
fortaleceria sua posição na ponta mais sofisticada do negócio de destilados, perto do
ponto mais baixo do ciclo econômico, ficando assim bem colocada para se beneficiar do
retorno dos negócios quando a economia mundial se recuperar".

Controlar a Moët Hennessy permitiria à Diageo derrubar os concorrentes de uma só
tacada e controlar o comércio mundial de champanhe. A Moët & Chandon, divisão de
champanhes da LVMH, é dona de marcas como Dom Perignon e Veuve Clicquot, além
de nomes voltados para o mercado de massa como Mercier. Ela também controla mais
de 20% do mercado mundial em faturamento.




                                                                                   12
Também daria à Diageo um maior controle sobre a distribuição das marcas da Moët
Hennessy. Os atuais acordos de distribuição das empresas são complicados, uma vez
que elas cooperaram em alguns mercados e não em outros.

Com a Diageo se mostrando um comprador interessado, a questão principal é o preço
pelo qual a LVMH estaria disposta a vender. "Está claro que estrategicamente é uma
coisa boa, mas é uma questão de preço", afirma Trevor Stirling, analista da Bernstein
Research.

A Cazenove afirma que a Diageo teria de pagar entre 9,2 bilhões de libras e 13,2 bilhões
de libras (de US$ 13,4 bilhões a US$ 19,2 bilhões) pela participação da LVMH, por
causa das margens de lucro altas do grupo, avaliando a Moët Hennessy em algo entre 14
bilhões e 20 bilhões de libras (US$ 20,3 bilhões a US$ 29 bilhões).

Analistas afirmam que a Diageo provavelmente teria de fazer uma emissão de direitos
de subscrição de ações para financiar a compra. Um deles estima que ela poderia dividir
os recursos meio a meio entre capital e endividamento. A Diageo é relativamente pouco
alavancada em comparação a outras empresas de destilados, com uma relação de
endividamento líquido sobre o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e
amortização de 2,5 vezes.

No ano passado, a Moët Hennessy contribuiu com cerca de 161 milhões de libras para o
lucro depois dos juros e impostos da companhia britânica

Do lado do conglomerado de luxo, a venda da Moët Hennessy liberaria caixa para a
LVMH gastar com aquisições na área de moda. Observadores do setor vêm afirmando
que os concorrentes Hermès e Gucci poderiam se encaixar bem no portfólio da LVMH,
que inclui as marcas Louis Vuitton, Fendi, Donna Karan e Marc Jacobs.

As vendas totais do grupo no primeiro trimestre somaram ? 4 bilhões de euros, 7%
menos do que em igual período do ano anterior. De todas as áreas, a única que manteve
a curva ascendente foi moda e acessórios de couro, com uma alta de 4% no faturamento,
para ? 1,6 bilhão de euros. As vendas de relógios e jóias por sua vez, caíram 41%, para ?
154 milhões de euros.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=23/4/2
009&codmateria=5527973&codcategoria=95

Receita da Heineken (23/04/09)

A cervejaria holandesa Heineken registrou no primeiro trimestre receita total de ? 3
bilhões, alta de 24% em relação ao mesmo trimestre de 2008, com a aquisição da
Scottish & Newcastle, que acrescentou à companhia marcas como John Smith´s e
Kronenbourg, segundo a Bloomberg
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas

                                                                                      13
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=23/4/2
009&codmateria=5527961&codcategoria=95&scrollX=0&scrollY=728&tamFonte=

Coca cresce no Brasil (23/04/09)

As vendas da Coca-Cola Company no Brasil subiram 4% de janeiro a março, conforme
dados divulgados na terça-feira. A empresa teve crescimento em volume e também em
participação de mercado no país. A alta vale tanto para refrigerantes quanto para
bebidas não gaseificadas.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=23/4/2
009&codmateria=5527961&codcategoria=95

Lucro do Mc Donald's (23/04/09)

O Mc Donald's encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de US$ 979,5 milhões,
alta de 3,5% em relação a igual trimestre de 2008. O lucro operacional caiu de US$
1,462 bilhão para US$ 1,4 bilhão no período. A receita recuou 9,6% ficando em US$ 5
bilhões, segundo o Valor Online.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=23/4/2
009&codmateria=5527961&codcategoria=95

Nestlé mantém liderança no ranking do leite (22/04/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo


Apesar de a Perdigão ter feito duas importantes aquisições de empresas de lácteos entre
o segundo semestre de 2007 e o primeiro semestre de 2008, a companhia não conseguiu
superar a DPA/Nestlé (joint venture entre Nestlé e Fonterra) no ranking das maiores em
captação de leite no país no ano passado. Levantamento da Leite Brasil, com dados de
14 empresas, mostra que a Nestlé captou 1,9 bilhão de litros em 2008, 5,6% mais que no
ano anterior. Já a Perdigão fechou 2008 com captação de 1,671 bilhão de litros,
aumento de 6,4% em relação a 2007.

Naquele ano, a Perdigão ainda não aparecia no ranking - a Batávia, que já era sua
controlada e a Elegê, adquirida no fim de 2007, estavam discriminadas individualmente.
A Elegê, que passou às mãos da Perdigão com a aquisição da Eleva (antiga Avipal),
tinha uma captação de 1,324 bilhão de litros, e a Batávia, 246,5 milhões de litros em


                                                                                    14
2007. No primeiro semestre de 2008, a Perdigão comprou a Cotochés e com isso passou
a receber 1,671 bilhão de litros no ano.

A mineira Itambé, que já havia sido a terceira no ranking de recepção de leite em 2007,
manteve o posto, com captação de 1,240 bilhão de litros, 13,8% mais do que no ano
anterior.

Chama a atenção no ranking o crescimento expressivo da captação da gaúcha Bom
Gosto, que também fez aquisições e saiu de uma captação de 632,7 milhões de litros em
2007 para 966,4 milhões de litros no ano passado. Isso ocorreu em boa parte graças à
incorporação da paranaense Líder, em outubro de 2008, operação patrocinada pela
BNDESPar. O braço de participações do BNDES já tinha 23% do capital da Bom
Gosto. Na operação envolvendo a Líder, aportou mais R$ 200 milhões e ficou com uma
fatia de 33%.

A Bom Gosto é seguida na lista por Parmalat e Nilza, que tiveram ganhos elevados na
captação, de 25,7% e 88%, respectivamente. A Parmalat vinha numa estratégia
agressiva de crescimento, mas no segundo semestre de 2008 passou a se desfazer de
ativos por conta de dificuldades financeiras. Em setembro, vendeu os ativos da marca
Poços de Caldas, que havia comprado quatro meses antes, para o Morrinhos, da GP
Investimentos.

Também a Nilza buscou se expandir no ano passado. Com a compra da mineira
Montelac, que disputou com a Parmalat, conseguiu ampliar a recepção. Endividada,
justamente por essa aquisição, e sofrendo os efeitos da crise global, a Nilza teve de
recorrer à recuperação judicial no fim de março.

Para o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, o fato de ter um grande portfólio, com
produtos líderes de venda no mercado, contribuiu para que a Nestlé mantivesse o
primeiro lugar no ranking.

Além disso, o levantamento da Leite Brasil mostra que em 2008 a produtividade média
dos pecuaristas que entregam diretamente para a Nestlé ficou em 562 litros/dia, abaixo
dos 567 de 2007, mas ainda num patamar elevado, superior aos que entregam para a
Perdigão, de 166 litros por dia.

A Nestlé diz, por meio de sua assessoria, que o primeiro lugar no ranking é fruto do
programa de boas práticas na produção de leite, visando a qualidade, e que prevê
prêmios a pecuaristas. A Perdigão não se manifestou.

A expectativa é que a Nestlé amplie a captação este ano, sobretudo porque entra este
mês no segmento de leite longa vida premium. Em recente entrevista ao Valor, o
presidente da empresa, Ivan Zurita disse que "existe um espaço para ser ocupado nesse
mercado [de leite longa vida] e o nosso plano é ter 5% dele no menor prazo possível". A
Nestlé quer abocanhar 250 milhões de litros do total de 5 bilhões de litros que o
mercado de longa vida movimenta por ano.

Segundo Rubez, a Nestlé já está no mercado buscando leite "de bastante qualidade para
fazer longa vida". A empresa, diz ele, "vai entrar no vácuo" deixado pela Parmalat, que
voltou a perder espaço no mercado. A permanência da Nestlé no primeiro lugar não


                                                                                    15
surpreendeu Rubez, que observa que a Perdigão, apesar da recente investida, não é
tradicional em leite.

Na época em que adquiriu a Cotochés, em abril de 2008 , a capacidade instalada da
Perdigão foi a 1,880 bilhão de litros por ano, e a intenção da empresa era atingi-la
imediatamente. Os números mostram que não conseguiu, reflexo da piora do mercado
de leite no segundo semestre de 2008. Além disso, a Perdigão desfez parceria com a
Central de Laticínios do Estado de São Paulo (CCL), que deixou de captar leite para a
empresa. O acordo tinha como objetivo a produção de itens da marca Elegê.

Mas a captação da Perdigão deve voltar a crescer este ano com a entrada em operação
da planta de lácteos localizada em Bom Conselho (PE). A previsão era que esta entrasse
em operação no primeiro trimestre, mas a crise contribuiu para adiar a inauguração para
o fim de junho.

Depois de ampliar a captação em quase 14% em 2008, a previsão da Itambé é de
estabilidade este ano, diz o presidente Jacques Gontijo. "Crescemos muito em 2008, o
dobro do Brasil", comenta. Segundo o IBGE, a captação inspecionada no país subiu
7,5% em 2008, para 19,2 bilhões de litros. Gontijo observa que as exportações de
lácteos do país ainda estão fracas neste semestre, apesar da elevação dos preços
internacionais. Para 2010, porém, a intenção é voltar a crescer. "Temos planos de
aumentar a capacidade. Vai depender da recuperação da economia", afirma.

Rubez, da Leite Brasil, também é cauteloso e avalia que, se houver crescimento na
captação do país, será algo na casa dos 2%. O que preocupa, diz, são os custos altos de
produção, que desestimulam os pecuaristas e as incertezas quanto à demanda nos
mercados interno e externo.(Colaborou SérgioBueno, de Porto Alegre)

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=22/4/2
009&codmateria=5526023&codcategoria=306

PepsiCo volta a modelo dos anos 90 (22/04/09)
Financial Times

A estratégia da PepsiCo poderia soar bastante familiar para o Grande Velho Duque de
York (que na canção de ninar inglesa marcha com suas tropas montanha acima e
abaixo). O grupo anunciou na segunda-feira plano para "transformar estrategicamente"
suas operações de bebidas na América do Norte, com a compra de suas duas maiores
engarrafadoras, Pepsi Blottling Group (PBG) e PepsiAmericas, por US$ 6 bilhões em
dinheiro e ações. A transação simplesmente reverte o desmembramento das operações
de engarrafamento da Pepsi promovido em 1999, com a oferta pública inicial de ações
da PBG.

Esse vaivém é algo familiar na indústria de refrigerantes. O setor nunca se decidiu
muito bem sobre qual deveria ser a relação entre a produção e comercialização de
bebidas e o engarrafamento e distribuição. Desde a abertura de capital da Coca-Cola


                                                                                    16
Enterprises em 1986, a Coca-Cola inclinou-se a manter essas operações a certa
distância, via participações minoritárias, na crença de que isso encorajaria o espírito
empreendedor das engarrafadoras. A Pepsi, em contraste, gastou grande parte dos anos
90 comprando participações de suas engarrafadoras, mas depois vendeu fatias
majoritárias ao público; o modelo da Coca-Cola.

Paralelamente, o grupo Dr Pepper Snapple (que tem marcas como (7Up e Schweppes)
seguiu na direção oposta e assumiu o controle integral de sua maior parceira
engarrafadora em 2006.

Em parte, a decisão da Pepsi apenas reflete a mudança nas tendências de administração.
A terceirização funciona bem para manter o balanço patrimonial "leve", mas, em
tempos atribulados, as empresas ainda têm uma responsabilidade associada com essas
mesmas operações fora de seus balanços. Combinar as duas engarrafadoras é uma
admissão de sua interdependência em relação à Pepsi e deverá permitir que o grupo
economize US$ 200 milhões em custos anuais, com um valor atual líquido em torno a
US$ 1,5 bilhão.

A mudança estratégica, contudo, pouco faz para resolver um problema que se mantém
desde o fim dos anos 90 - depois de décadas de expansão, os consumidores dos Estados
Unidos estão trocando as açucaradas bebidas gaseificadas por opções mais saudáveis.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=22/4/2
009&codmateria=5525993&codcategoria=95

Coca-Cola vende menos (22/04/09)

A Coca-Cola obteve lucro trimestral menor, como previsto por Wall Street, devido à
fraca economia global. As vendas internacionais subiram 3%, índice inferior ao obtido
em 2008, que ficou entre 5% e 7%. O volume vendido caiu 2% na América do Norte e
aumentou 2% no mundo. Ela informou que vê mais oportunidades de aquisições neste
novo cenário, confirmando o recente investimento de US$ 44 milhões na Innocent,
marca de suco orgânico do Reino Unido, segundo Reuters e Financial Times.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=22/4/2
009&codmateria=5525999&codcategoria=95

Yoki reduz fatia dos produtos básicos e investe na marca Mais Vita
(17/04/09)
Daniele Madureira, de São Paulo



                                                                                    17
Gustavo Lourencao/ Valor

"Dentro de 10 anos a marca Mais Vita vai ultrapassar Yoki e Kitano em receita", diz
Cherubini, vice-presidente
A suspensão da produção de amido de mandioca na fábrica da Yoki em Guaíra (PR),
cidade de 30 mil habitantes a 670 quilômetros de Curitiba, dá uma dimensão dos rumos
que a empresa alimentícia está dando aos seus negócios. Criada em 1990, a marca Yoki,
sucessora da cinquentenária Kitano, tem deixado de ser uma fabricante de cereais,
farináceos, pipocas e paçoquinhas para incluir mais produtos elaborados em seu
portifólio.

"Se nos anos 90 a nossa receita se concentrava em produtos básicos, como fubá,
polvilho e amido de milho, hoje cerca de 25% do faturamento vêm desse tipo de
produto", diz o vice-presidente da Yoki, Gabriel Cherubini. Ele traça uma nova meta
para os próximos dez anos: transformar a marca Mais Vita, de produtos à base de soja,
lançada em fevereiro de 2008, na líder de receita da empresa. Hoje, essa marca responde
por apenas 8% do faturamento, que foi de R$ 820 milhões em 2008.

"Mas ainda este ano a Mais Vita vai aumentar sua participação na receita total para
10%, pelo menos", afirma Cherubini, que prevê faturamento total de R$ 920 milhões
em 2009. O executivo, genro do fundador, Yoshizo Kitano, acredita que a aposta nos
produtos de apelo saudável é o melhor caminho a ser trilhado. Criada há dez anos, a
marca Mais Vita - de produtos como linhaça, gergelim e açúcar mascavo - era bem
pouco expressiva até fevereiro do ano passado, quando a Yoki incrementou a linha com
o lançamento da bebida à base de soja. Hoje, 14 meses depois, já está na vice-liderança
desse mercado que não para de crescer e movimentou R$ 673 milhões no ano passado,
segundo a Nielsen. De acordo com Cherubini, a bebida da Mais Vita tem um naco de
9% desse segmento muito disputado e só perde para a líder absoluta Ades, da Unilever,
dona de 63%.

Agora, a Yoki investe R$ 2 milhões para ampliar a linha em quatro sabores da bebida.
Dois deles - milho verde e paçoquinha - aproveitam o ensejo das festas juninas, período
que concentra entre 25% e 30% do faturamento da fabricante no ano.

"Se a aceitação for boa, vamos manter os sabores sazonais durante o ano todo", diz
Cherubini, que também leva às gôndolas a bebida Mais Vita chá verde com hortelã e
chá verde com limão. Haverá degustação em cerca de 400 pontos de venda no país.

Na esteira das novidades saudáveis, a marca Yokitos, de salgadinhos, terá reduzido em
cerca de 25% seu teor de sal no segundo semestre. As embalagens de produtos como
bolinhas de queijo, conchinhas de presunto e bacon já estampam a apresentação
"Enriquecido com 10: 9 vitaminas + ferro; fonte de fibras".

Há lançamentos menos ortodoxos, como o Juninho, um cone de cartolina recheado com
minis pés de moleque. Sazonal, o produto será pendurado em "parreiras", a exemplo de
ovos de Páscoa. "A ideia vem do interior de Minas, onde doces em cartolinas coloridas
é tradição nessa época", diz Cherubini.

Com novas sopas na metade do ano, a marca Kitano deixa de figurar entre os chás,
categoria agora representada só pela marca Lin Tea, da Yoki. A empresa decidiu


                                                                                    18
concentrar na Kitano as sopas e condimentos. Outras marcas são Chef Line (voltada ao
mercado de alimentação fora do lar) e Tori (de ração para pássaros).

Ao todo, os investimentos deste ano somam R$ 5 milhões, metade do que foi aplicado
em 2008. Um reflexo da crise, segundo Cherubini, que não descarta, porém, o
crescimento de 12% este ano. "Aumentando a presença no Nordeste, com a abertura de
uma filial em Fortaleza (CE), onde as vendas têm ido muito bem, assim como no
Centro-Oeste", afirma.

Enquanto isso, a Hikari, concorrente que compartilha com a Yoki a ascendência
japonesa e a época de fundação, tenta sair de um processo de recuperação judicial. É
dona de uma fábrica em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Já a Yoki tem
oito fábricas, incluindo a desativada em Guaíra. "Ainda não sabemos se vamos retomar
a produção lá", diz o executivo, sem dar detalhes. Segundo a Prefeitura de Guaíra, a
operação, bastante automatizada, contava com cerca de 25 funcionários e foi suspensa
há dois anos. Para isso, teria contribuído a crise na produção de mandioca na região,
com excesso de oferta, que baixou muito o preço da matéria-prima.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=17/4/2
009&codmateria=5522446&codcategoria=95

Receita da SABMiller cai no trimestre (17/04/09)
Jenny Wiggins, Financial Times, de Londres

As vendas da SABMiller caíram inesperadamente no quarto trimestre fiscal depois que
consumidores dos países emergentes trocaram as cervejas mais caras da fabricante por
marcas mais baratas.

Em volume, as vendas totais da cervejaria sediada em Londres caíram no trimestre que
se encerrou no fim de março. A SABMiller relacionou a queda ao encolhimento da
demanda. "O trimestre está inegavelmente brando", disse.

A companhia vem aumentando os preços fortemente em todo o mundo - suas cervejas
subiram 11% na Rússia nos doze meses que terminaram em março; 7% na Colômbia e
6% na Polônia - para compensar a redução nos volumes vendidos. Com essa estratégia,
a SABMiller conseguiu atingir suas metas de receita.

Não obstante, os analistas expressaram preocupação com o enfraquecimento das vendas.
Para Matthew Webb, da Cazenove, a deterioração recente das condições econômicas em
vários mercados restringe a capacidade de elevar preços da SABMiller.

A empresa também disse que suas vendas sofreram com a valorização do dólar em
vários países incluindo Colômbia, Polônia e África do Sul. Esses mercado emergentes
compõem o grosso do lucro da cervejaria.




                                                                                  19
Segundo a SABMiller, os consumidores não trocaram a cerveja por outras bebidas
alcoólicas mais baratas, como drinques feitos em casa. Em alguns países, incluindo nos
Estados Unidos, as pessoas estão comprando cervejas de marcas líderes mais baratas,
afirmou a empresa.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=17/4/2
009&codmateria=5522448&codcategoria=95

Vendas da Absolut (16/04/09)

Com alta de 16% nas vendas da vodca Absolut no Brasil, a Pernod Ricard divulgou
ontem seu resultado mundial nos últimos nove meses terminados em 31 de março. A
segunda maior empresa de destilados do mundo teve alta de 9% nas vendas líquidas no
período, para ? 5,557 milhões. Os valores seriam maiores não fosse a queda nas vendas
na Europa e principalmente nas lojas de aeroportos. Considerando as 14 principais
marcas da companhia (excluindo Absolut) o crescimento orgânico foi de 0,4% em valor.
Mas houve queda de 4% em volume.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=16/4/2
009&codmateria=5519683&codcategoria=95

Cerveja em março (16/04/09)

Em março, a AmBev manteve estável sua participação no mercado brasileiro de
cervejas, com uma fatia de 67,2%, de acordo com dados da Nielsen, citados pelo banco
Fator. Em relação a março de 2008, AmBev obteve ganho de 0,2 ponto percentual. A
Petrópolis foi a única cervejaria a apresentar ganho, de 9,6% em fevereiro para 9,9% em
março. A Schincariol perdeu 0,4 ponto, ficando com 13. A Femsa manteve a sua
participação em 7,9% no mês.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=16/4/2
009&codmateria=5519683&codcategoria=95

Cade aprova compra da Maguary pela CBB (16/04/09)
Juliano Basile, de Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, ontem, a compra dos
sucos Maguary pela Companhia Brasileira de Bebidas (CBB). A empresa da família


                                                                                    20
pernambucana Tavares de Melo já detinha, desde fevereiro, o controle da sucos Da
Fruta e comprou a Maguary da Kraft Foods, ampliando a sua participação no setor.

O negócio se tornou a aquisição mais rápida já aprovada na história do Cade. Foram
necessários apenas 33 dias entre a notificação aos órgãos de defesa da concorrência do
governo, feita em 12 de março, e o aval final do Cade, ontem.

A Lei Antitruste (nº 8.884) prevê 120 dias para a aprovação final de fusões e aquisições.
São 30 dias na Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da
Fazenda), outros 30 na Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça
e mais 60 no Cade.

Neste caso, a Seae utilizou um novo formulário para a Companhia Brasileira de Bebidas
enviar respostas curtas e diretas sobre o negócio. Com base nesse formulário, a
Secretaria de Acompanhamento Econômico fez um parecer de apenas duas páginas e o
Cade aprovou o negócio, sem grandes delongas.

A aprovação foi justificada pela baixa concentração em todos os setores. De acordo com
o parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico, tanto no mercado de sucos
prontos quanto no de sucos em pó, a CBB não terá 10% em vendas e em volume.

São 4,6% em volume e 4,2% em valor de vendas no mercado nacional de sucos prontos.
Já no mercado de sucos em pó são 6,3% em volume e 9,2% em valor de vendas.

O relator do processo, conselheiro Paulo Furquim, elogiou a análise rápida feita pela
Secretaria de Acompanhamento Econômico neste caso. "Certamente, é uma redução de
ônus à sociedade, sem qualquer perda na análise."

O conselheiro Carlos Ragazzo que trabalhou na formatação do novo formulário da Seae,
antes de integrar o Cade, disse que será possível o julgamento de outras fusões e
aquisições antes de 30 dias.

De fato, o Cade está se preparando para fazer a análise prévia dos negócios das
empresas, como consta do projeto de lei que reforma os órgãos antitruste do governo,
em tramitação no Senado. A ideia do projeto é que a aprovação dos negócios ocorra em
poucos dias, evitando esperas no setor privado.

Para o advogado Guilherme Ribas, do Machado Associados, que atuou no caso da CBB,
essa análise resumida gera mais segurança jurídica às empresas. "De fato, ela torna
possível que a aprovação pelo Cade seja dada antes do fechamento dos negócios",
afirmou Ribas.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=16/4/2
009&codmateria=5519677&codcategoria=95




                                                                                      21
Coca-Cola fecha fábrica no Pará (15/04/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Desde o início de abril, a fábrica da Coca-Cola em Santarém, no Pará, está desativada.
A produção foi totalmente transferida para as plantas de Belém e de Manaus, que agora
ficarão incumbidas de suprir a região. Os motivos do fechamento, segundo o Grupo
Simões, responsável pela fabricação e distribuição da Coca-Cola na região Norte, não
têm conexão com a crise financeira internacional. "Um estudo econômico-financeiro
comprovou a inviabilidade da manutenção das atividades fabris em Santarém", divulgou
em nota o Grupo Simões. A fábrica de Santarém produzia refrigerantes Coca-Cola havia
35 anos.

Um episódio, entretanto, pode ter acelerado a decisão do grupo. Em março, um lote de
refrigerantes em garrafas de 300 ml foi distribuído ao varejo com tampinhas nas quais
vinha estampado o preço sugerido de R$ 0,50 por unidade. O problema é que os
supermercados da cidade vendiam as garrafas por R$ 1 e cartazes de divulgação
distribuídos pela Coca-Cola sugeriam um terceiro preço: R$ 0,75. O lote foi retirado de
circulação. O Grupo Simões não divulgou qual a quantidade de garrafas que formavam
o lote em questão e tão pouco que prejuízo o ocorrido pode ter causado.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=15/4/2
009&codmateria=5517755&codcategoria=95

Kopenhagen transfere produção de SP para MG (14/04/09)
Lílian Cunha, de São Paulo


O Grupo CRM, dono da Chocolates Kopenhagen, comunicou ontem o fechamento de
sua fábrica em Barueri, na Grande São Paulo ao Sindicato dos Trabalhadores das
Indústrias de Alimentos de São Paulo . Os 600 funcionários da empresa, segundo a
entidade, iniciam greve nesta manhã. A empresa está transferindo a produção para
Extrema, cidade mineira próxima à divisa com São Paulo.

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, o investimento
na nova unidade é de R$ 36 milhões. O terreno foi doado pela Prefeitura de Extrema à
Kopenhagen, segundo depoimento do presidente da companhia, Celso Ricardo de
Moraes, à CPI da Guerra Fiscal da Assembleia Legislativa de São Paulo, em abril do
ano passado. Na ocasião, o executivo disse que o governo mineiro ofereceu desconto de
75% no ICMS por dez anos, além de facilidades para pagar IPTU e ISS. Procurada pelo
Valor a Kopenhagen informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que seus
executivos estão em férias.

A nova fábrica terá capacidade de produzir 3,6 mil toneladas de chocolates ao ano, de
acordo com a secretaria mineira. A desativação em Barueri, segundo um comunicado da
empresa, "ocorre em um momento de superprodução de chocolates" que "não é mais


                                                                                    22
atendida pela atual estrutura". Em Minas, trabalharão cerca de 550 funcionários. A
produção começa no segundo semestre, quando a unidade antiga será totalmente
desativada. A Kopenhagen não tem outras fábricas.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=14/4/2
009&codmateria=5516215&codcategoria=95

Rolling Rock (14/04/09)

A Anheuser-Busch InBev, segundo publicou o "The Wall Street Journal", estaria
vendendo a cerveja americana Rolling Rock, fundada há 70 anos. A marca foi comprada
pela Anheuser-Busch há três anos da própria InBev por US$ 82 milhões. No ano
passado, a InBev comprou a Anheuser-Busch e para isso fez um empréstimo de US$ 57
bilhões. Segundo o jornal, a empresa está tentando vender vários ativos para fazer frente
às parcelas do empréstimo que precisa pagar. A Anheuser-Busch InBev, segundo a
porta-voz Marianne Amssoms, em Leuven, na Bélgica, se recusa a comentar o assunto.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=14/4/2
009&codmateria=5516234&codcategoria=95

Barry Callebaut faz parceria com Bunge e investe em fábrica no Brasil
(03/04/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

A suíça Barry Callebaut , a maior fabricante de chocolate bruto para indústria do
mundo, deve começar a produzir no Brasil até o fim do ano. Além disso, firmou ontem
um contrato com a Bunge Alimentos para distribuição exclusiva de seus chocolates e
coberturas para o segmento de food service brasileiro.

"Vamos inundar o Brasil de chocolates", disse, entusiasmado, Antonio Moreira, gerente
de vendas gourmet da Barry Callebaut Brasil, ao comentar que o volume
comercializado pela empresa no país deve mais que dobrar com a unidade fabril.
Segundo ele, o investimento deve ser de US$ 12 milhões. No Brasil, a Barry processa
cacau em Ilhéus, na Bahia, onde produz manteiga, massa e pó da fruta matéria-prima do
chocolate. A produção é vendida para indústrias de chocolates no país e exportada para
fábricas da Barry na América do Norte.

O chocolate já processado usado pela indústria de chocolates que a suíça comercializa
aqui é importado. "A América do Sul é o único mercado significativo de chocolates no
mundo em que ainda não temos nossa própria fábrica", disse Patrick De Maeseneire,
diretor-executivo da multinacional, ontem, em Zurique, na Suíça. "Com base no
contrato de distribuição com a Bunge, estamos planejando a construção de uma fábrica
de chocolate na região sudeste do Brasil", acrescentou o executivo que, depois de sete


                                                                                      23
anos, está deixando a Barry para assumir a companhia Adecco, de recursos humanos.
Em seu lugar fica o alemão Juergen B. Steinemann, atual presidente da Nutreco
Agriculture. A Barry Callebaut teve nos últimos seis meses fiscais alta de 23,2% em seu
lucro líquido que chegou a US$ 125,488 milhões. A empresa tem 40 unidades
produtivas pelo mundo e vendeu no ano passado 611,9 mil toneladas de chocolate.

A fábrica brasileira ainda não tem cidade definida. "Estamos procurando uma estrutura
já pronta, onde possamos instalar os maquinários e começar a produzir o quanto antes",
disse Moreira. A capacidade de produção anual da planta, que terá 100 empregados,
será de 20.000 toneladas para chocolate líquido e moldado. Os produtos serão
distribuídos pela Bunge que, segundo De Maeseneire, atende cerca de 25 mil pontos de
venda diariamente.

A Bunge assume a distribuição da Barry a partir de 1º de julho. As duas companhias
também desenvolverão em conjunto uma linha de coberturas e chocolates para atender
as necessidades específicas do mercado de food service e de padarias brasileiro - que
consome anualmente 60 mil toneladas de chocolate ao ano.

Com a planta local e sem os impostos de importação, o preço do chocolate da Barry
deve cair pelo menos 20%, como estimam fontes do mercado. O ganho de escala a
partir da distribuição com a Bunge também vai colaborar para essa queda.

O que atrai a empresa no Brasil, segundo os executivos da Barry Callebaut, é o aumento
no consumo de chocolates. De 2002 até o fim do ano passado, o volume devorado pelos
brasileiros passou de 337 mil toneladas para 517 mil toneladas, com alta de 53%,
segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (Abicab).

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?dtmateria=3/4/20
09&codmateria=5499080&codcategoria=95

Lotte volta a disputar ativo da AB-InBev (02/04/09)
Sundeep Tucker e Julie MacIntosh, Financial Times, de Hong Kong e Nova York

O Lotte Group, conglomerado de varejo da Coreia do Sul que vem sendo considerado
favorito para adquirir a unidade Oriental Brewery da Anheuser-Busch InBev, entrou
para a segunda rodada de propostas pelo ativo depois de ser tirada do processo por um
curto período de tempo.

Pessoas familiarizadas com a situação afirmam que a Lotte vai agora disputar com três
grupos de private equity que estão participando da segunda rodada - Kohlberg Kravis
Roberts, fundo dos Estados Unidos especializado em aquisições, e dois fundos focados
na Ásia, o MBK Partners e o Affinity Equity Partners.

As três firmas de private equity emergiram como líderes inesperadas na disputa quando
a AB-InBev, maior fabricante de cerveja do mundo, classificou a oferta inicial da Lotte
como baixa demais. Mas pessoas a par da situação acreditavam que a Lotte poderia


                                                                                    24
voltar à disputa se a AB-InBev sentisse que ela havia apresentado deliberadamente uma
proposta inicial mais baixa, mas que estava disposta a pagar mais.

A Lotte a as firmas de private equity conduzirão as devidas diligências antes de fazerem
novas ofertasa até o fim da semana que vem. Acredita-se que as propostas iniciais não
vinculadas deverão ficar na casa dos US$ 1,5 bilhão, menos que a avaliação da AB-
InBev para a unidade, de US$ 2 bilhões.

Os grupos de private equity estão negociando a obtenção de financiamentos
consignados, que terão de ser detalhados como parte da segunda rodada de propostas.
Um negociador disse: "Não é certo que os grupos de private equity conseguirão
financiamentos nos termos exigidos".

A Oriental Brewery tem uma das duas licenças para a produção de cerveja na Coreia do
Sul e possui uma participação de mercado de 40%. A imprensa local informou
recentemente que o governo poderá conceder uma terceira licença, medida que
provavelmente deixará preocupados os interessados na Oriental.

A Lotte já distribui uísque e soju, um licor local, e analistas afirmam que a aquisição da
Oriental reforçaria seu mix e permitiria obter sinergias muito maiores do que os grupos
de private equity.

A InBev adquiriu a Anheuser-Busch por US$ 52 bilhões em 2008 e decidiu que as
operações coreanas não eram essenciais à sua estratégia. Entretanto, negociadores
acreditam que a venda ocorrerá só se a InBev receber uma oferta suficientemente
interessante.

O JP Morgan e o Deutsche Bank, dois dos consultores da InBev na aquisição da
Anheuser, estão supervisionando o processo de venda da Oriental, segundo fontes do
setor. Os bancos de investimento e as firmas de private equity não quiseram fazer
comentários.

A AB-InBev também está trabalhando na possível venda de uma série de outros ativos,
incluindo empresas de entretenimento e de embalagens. No entanto, a oferta de direitos
de subscrição de ações feita pela InBev em dezembro e a fixação dos preços de sua
emissão de bônus de US$ 5 bilhões em janeiro poderão ajudar a companhia a reduzir a
dívida com a compra da Anheuser, o que eliminaria parte das pressões para a venda
rápida de ativos.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Lotte+volta+a
+disputar+ativo+da+AB-
InBev&dtmateria=02/04/2009&codmateria=5496983&codcategoria=95

Mercado de leite sinaliza recuperação aqui e no exterior (01/04/09)
De São Paulo


                                                                                       25
O setor de lácteos do país não deve passar incólume pela crise financeira internacional,
mas os sinais recentes de recuperação no mercado de leite são um alento e podem evitar
o agravamento da situação de empresas que vivam alguma dificuldade, acreditam fontes
do mercado.

A crise - e a consequente restrição de crédito - foi a principal justificativa da Indústria
de Alimentos Nilza para pedir recuperação judicial, na última semana. Mas a própria
empresa admitiu, em comunicado, que boa parte (R$ 115 milhões) de sua dívida de R$
200 milhões era resultado da aquisição da mineira Montelac, em julho do ano passado.
Naquele momento de euforia, a Nilza chegou a disputar na Justiça a compra da
Montelac com a Parmalat, outra que também entrou em dificuldades em 2008 após
várias aquisições e que teve de se desfazer de ativos como a Integralat, a fábrica de
biscoitos e o centro de distribuição em Jundiaí (SP), para liquidar dívidas de R$ 180
milhões.




Esse quadro mostra que a euforia e a busca por aumento de capacidade pelas empresas
no momento de consolidação em lácteos - em meados do ano passado - são as maiores
razões para as dificuldades atuais. As empresas que cresceram desordenamente sofrem
mais agora para driblar o crédito escasso.

O fato de o segmento ter a maior parte de suas vendas no mercado doméstico, sem
depender da exportação, também ameniza o quadro de crédito escasso, diz uma fonte da
indústria.

"O setor não vai passar incólume", afirma o presidente da mineira Itambé, Jacques
Gontijo. Mas ele afirma que há perspectiva de melhora de preços no mercado externo,
onde já há sinais de recuperação. No mercado doméstico, os preços ao produtor de leite
também começam a subir - reflexo da entressafra do produto e da demanda firme.

Segundo a Scot Consultoria, em março, os preços médios do leite no mercado spot
(negociação entre indústrias) subiu 10,76% sobre o mês anterior, para R$ 0,65 por litro.
A média nacional paga ao produtor - R$ 0,592 por litro - em março (referente ao leite
entregue em fevereiro) ficou 0,91% acima do mês anterior. O leite longa vida também
está em alta. De fevereiro para março subiu 6,20% no varejo paulista, segundo a Scot,
para R$ 1,804 por litro.

Para Cristiane Turco, analista da Scot, os números indicam que a oferta de leite não é
tão grande por causa da entressafra. E isso acontece num momento de demanda também
firme, diz Laércio Barbosa, diretor dos Laticínios Jussara e vice-presidente do
Sindileite-SP. "Os estoques [das empresas] caíram até pela falta de capital de giro por
causa da crise", acrescenta.

Segundo o último índice de captação de leite do Cepea-Esalq disponível, o volume de
leite captado no país em janeiro foi 8% inferior de igual mês de 2008.



                                                                                        26
O mercado internacional - que em 2008 beneficiou empresas brasileiras - também dá
sinais positivos. Levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) sobre preços do leite em pó integral na Europa mostra que na semana 11, o
preço ficou entre US$ 2.200 e US$ 2.375 por tonelada - na semana 9, estava entre US$
2.100 e US$ 2.250. De qualquer forma, segundo a Scot, que compilou os números, os
preços ainda estão muito abaixo dos US$ 4.500 a US$ 4.700 de igual período de 2008,
um momento de euforia por causa da demanda.

"Os preços chegaram ao fundo do poço. Começa a estimular a compra e desestimular a
produção", comenta Barbosa. Uma das razões para a queda vista anteriormente eram os
estoques elevados nos exportadores.

Apesar de o Brasil ainda exportar volumes pequenos, o mercado externo ajuda as
empresas a desovarem a sua produção.

A Itambé, por exemplo, prepara-se para participar de concorrências para compras
governamentais de Venezuela e Argélia. (AAR)

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Mercado+de+
leite+sinaliza+recuperação+aqui+e+no+exterior&dtmateria=01/04/2009&codmateria=5
494159&codcategoria=95

Vendas de Gramado devem crescer 15% (31/03/09)
Françoise Terzian, para o Valor, de São Paulo

O Estado de São Paulo é o maior consumidor de produtos de Páscoa do país,
abocanhando 45% da produção nacional. O segundo lugar é do Rio Grande do Sul, com
20% do consumo. A vice-liderança está diretamente ligada ao clima propício da região e
também à forte tradição chocolateira da Serra Gaúcha. Só em Gramado, há cerca de 20
pequenos produtores de chocolate atuando. A expectativa em relação à Páscoa é
otimista. Segundo a Associação dos Chocolateiros de Gramado (Achoco), as vendas
deste ano deverão crescer 15% em relação ao mesmo período de 2008. A expectativa é
atingir um volume de cerca de 600 toneladas de chocolates produzidos.

Um dos ícones da cidade é a Caracol Chocolates, fundada em 1982 e adquirida pelo
empresário gaúcho Julinho Cavichioni, em 2001. Advindo da área de restaurantes, ele
foi o responsável pelo surpreendente salto de qualidade conquistado pelos produtos da
marca nos últimos anos. A Caracol deixou de derreter barras de chocolates das grandes
indústrias para produzir o próprio chocolate. Essa atitude foi um divisor de águas na
história dos fabricantes de chocolates da região que, até então, produziam seus ovos e
bombons a partir das coberturas de terceiros.

Nesta Páscoa, Cavichioni garante que sua produção atingirá 60 toneladas, volume 20%
superior ao de mesmo período de 2008. Para aumentar a linha de produção, a empresa
ampliou em 30% seu quadro de funcionários. Apesar da crise, ele pretende cumprir a
meta de crescimento de 20% nas vendas de Páscoa.


                                                                                   27
Sua estratégia de vendas envolve o abastecimento das 24 lojas Caracol - seis próprias e
18 licenciadas espalhadas pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste - com uma série de
produtos novos e diferenciados. Seu foco é amplo e visa alcançar públicos variados, do
infantil ao adulto gourmet.

Nas prateleiras da Caracol há ovo light, com 25% a menos de gordura; ovo diet; ovo
explosivo, capaz de produzir a sensação de explosão na boca; ovo com crocante de
amendoim; ovo com recheio de pipoca; meio ovo recheado de damasco e sementes, ovo
com pimenta vermelha, e até mesmo ovo com caviar de chocolate. Esse último leva
chocolate com 70% de cacau, sem adição de leite.

"Criatividade é imprescindível para quem vende chocolate. Para me diferenciar da
concorrência, eu tenho que reinventar constantemente o próprio chocolate", diz
Cavichioni. A reinvenção da Caracol, no entanto, teve início no cacau e hoje envolve
até a estratégia de marketing da empresa. Sob nova direção, a empresa passou a
trabalhar em cima de uma série de mudanças. Para começar, ela deixou de derreter
barras de chocolate para criar o próprio chocolate.

Posteriormente, a empresa assinou um acordo com produtores de cacau de Linhares, no
Espírito Santo. Essa estratégia permitiu à Caracol pôr fim aos atravessadores (entre o
produtor e o fabricante), obter maior controle da qualidade do cacau e desenvolver
chocolates com selo de origem. Agora, a Caracol trabalha com graduações diferentes de
cacau. Todo esse processo de mudança demandou um investimento de R$ 3 milhões da
empresa, que também passou a adquiri novos equipamentos. (F.T.)

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Vendas+de+G
ramado+devem+crescer+15%&dtmateria=31/03/2009&codmateria=5489274&codcateg
oria=102



Agora, Furlan diz que fusão de Sadia e Perdigão sai até junho
(31/03/09)
Por Alda do Amaral Rocha, de São Paulo



Segundo Furlan, questão é como compor a participação de Sadia e Perdigão numa
eventual fusão das duas empresas
O presidente do conselho de administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, disse ontem
que espera uma decisão sobre as conversações para eventual fusão com a Perdigão até
junho próximo. A afirmação foi feita em conversa com jornalistas depois de Furlan
participar de encontro com analistas, em São Paulo, para apresentar os resultados da
empresa em 2008.



                                                                                    28
Quando questionado sobre o que estava emperrando as negociações com a Perdigão,
Furlan disse que se trata de uma "relação de troca, de como se vai compor a participação
das duas empresas numa situação futura". Indagado se o problema era preço respondeu
que não, " porque ninguém está vendendo nada". A Perdigão, que já admitiu ter
negociado com a Sadia, mas que na semana passada disse que não havia mais
negociações em andamento, preferiu não se manifestar ontem.

Sobre uma possível injeção de recursos do BNDES, Furlan disse que a pergunta deveria
ser dirigida "ao diretor" do banco de fomento. Também foi questionado se o BNDES
impunha alguma condição à Sadia. "Que eu saiba, não", respondeu.

A Sadia anunciou na sexta-feira prejuízo de R$ 2,5 bilhões em 2008, reflexo de
operações com derivativos "tóxicos" que geraram despesa financeira de R$ 2,6 bilhões
no ano passado. De acordo com Furlan, "a empresa está trabalhando ativamente nesse
processo de capitalização". "Os acionistas sabem que este prejuízo afeta o capital de
giro e que de uma forma ou de outra precisa ser recomposto", disse.

Essa recomposição, como disse o presidente-executivo da empresa, Gilberto Tomazoni,
viria por meio da venda de ativos não-operacionais e operacionais que não são
prioritários para a Sadia.

No encontro com analistas, Tomazoni afirmou que a margem lajida (lucro antes de
juros, impostos, depreciação e amortização) da Sadia este ano deve ficar entre 8% e
10% - foi 10,9% em 2008 e de 13,5% em 2007. A expectativa é de piora por conta dos
ajustes nos estoques de toda a cadeia de produção feitos neste trimestre. Esses ajustes
ocorreram em função da queda das exportações de carne de frango e suíno no último
trimestre de 2008.

"O primeiro trimestre deve ser o pior em termos de margem", admitiu Tomazoni, para
quem o número deve vir abaixo do esperado para todo o ano.

Ele disse, porém, que as vendas externas começam a dar sinais de aumento,
principalmente para o Oriente Médio. Afirmou que ainda existe dificuldade de repasse
de preços dos grãos para o produto final no mercado interno. "Os preços das
commodities não caíram como esperávamos."

Ontem, as ações PN da Sadia subiram 1,7% na Bovespa, e as da Perdigão recuaram
4,9%.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Agora,+Furla
n+diz+que+fusão+de+Sadia+e+Perdigão+sai+até+junho+&dtmateria=31/03/2009&cod
materia=5489589&codcategoria=91

Apesar da crise, Cadbury planeja elevar margens (30/03/09)
Roberta Campassi, de São Paulo



                                                                                     29
Gustavo Lourenção/ Valor

Carr, da Cadbury: além de produtos sem açúcar, itens "funcionais" são tendência
Qual a probabilidade de as pessoas abrirem mão do sabor reconfortante do chocolate ou
da alegria singela de degustar uma balinha por causa da crise econômica? Relativamente
baixa na opinião de Roger Carr, presidente do conselho da Cadbury, companhia inglesa
líder mundial na fabricação de balas, segunda maior em chicletes e quinta em
chocolates. A aposta fundamental é que o estômago e o bolso dos consumidores serão
fisgados pela oferta de guloseimas mesmo em tempos de pouca bonança.

Carr visitou o Brasil na semana passada - concomitantemente à visita do primeiro-
ministro da Inglaterra, Gordon Brown, ao país - para conhecer a operação da Cadbury e
a distribuição local de produtos, tida como referência dentro da companhia. A receita da
subsidiária brasileira vem crescendo a dois dígitos e contribuiu para a expansão de 18%
da multinacional na América do Sul em 2008 - contra aumento de 7% no mundo todo.
Para este ano, a expansão global é estimada entre 4% e 6%.

Em entrevista ao Valor, Carr afirma que a subsidiária está focada em balas e chicletes -
chocolates, segmento que é dominado em mais de 80% por Kraft e Nestlé juntas,
permanece de fora por enquanto.

Valor: Qual cenário a indústria de guloseimas tem à frente?

Roger Carr: Os próximos 12 meses serão difíceis para todo mundo, mas nosso produto,
apesar de não ser à prova de recessão, é resistente às crises. Levantamos os últimos 60
anos da Cadbury para ver quais efeitos as grandes retrações econômicas tiveram sobre
nosso negócio e a verdade é que não foram muitos. As pessoas tendem a comprar
chocolate, chiclete ou doces em tempos bons ou ruins como uma forma de terem
pequenos prazeres em troca de pouco dinheiro.

Valor: Em 2008, a receita da Cadbury em países emergentes cresceu 12%, contra 4%
nos desenvolvidos. Essa diferença de ritmos se repetirá em 2009?

Carr: É provável que todas as regiões desacelerem, mas as proporções de desempenho
dos emergentes (sobre os desenvolvidos) deve se manter. Os emergentes são fortes no
nosso modelo e muito importantes a longo prazo. Em 2008, só a Índia cresceu mais de
20% e a América do Sul, 18%.

Valor: Qual sua expectativa para os negócios no Brasil?

Carr: O Brasil está entre os 12 maiores mercados da Cadbury e é o sexto maior do
mundo em consumo de confeitos. É muito animador vir para cá porque há um otimismo
ponderado em vez do extremo pessimismo que prevalece na maioria dos outros lugares.
As pessoas sabem que não estão imunes à crise econômica, mas o país está protegido de
uma crise financeira.

Valor: Hoje a Cadbury no Brasil está focada no mercado de chicletes e balas,
especialmente com as marcas Trident e Halls. Há planos para entrar no segmento de
chocolates?



                                                                                     30
Carr: Nossa energia aqui está realmente concentrada em chicletes e na marca Halls.
Introduzir novos produtos significa analisar se temos a infraestrutura e as pessoas certas
e também o custo de estabelecer novas marcas. A Cadbury não é muito conhecida aqui
(em chocolates), ao contrário dos outros lugares do mundo. Teríamos que colocar
dinheiro considerável para ter uma nova marca e esforço constante para desenvolvê-la.
Então, focar onde já temos uma posição de liderança e excelente distribuição parece ser
o melhor investimento de tempo e dinheiro.

Valor: Qual é a tendência no desenvolvimento de novos produtos?

Carr: As pessoas querem que os produtos sejam prazerosos mas também funcionais: que
refresquem o hálito ou tornem os dentes mais fortes e claros. Produtos sem açúcar
continuam sendo tendência, mas funcionalidade é importantíssimo.

Valor: Houve muita especulação no ano passado sobre uma possível fusão da Cadbury
com a Hershey e mesmo com a Nestlé. Há chances de isso acontecer? Um cenário de
crise estimula esse tipo de negócio?

Carr: Não podemos generalizar. Nossa decisão de comprar a Adams (em 2002, por US$
4,2 bilhões), por exemplo, foi absolutamente fundamental para o desenvolvimento da
empresa a longo prazo, porque mudou completamente a geografia do negócio. Agora
não precisamos fazer nada e, neste momento, não queremos fazer nada que não seja
entregar os resultados com os quais nos comprometemos. Assumimos um compromisso
público de ter margens de lucro ao redor de 15% até 2011 (em 2008, foi de 11,9%).
Significa que temos que concentrar esforços nesse objetivo em vez de buscar outras
coisas para fazer. Em relação a pequenas aquisições, não as excluímos, mas são bastante
marginais em nossa agenda.

Valor: Mas há alguma conversa ou negociação em andamento?

Carr: Nós nunca responderíamos que sim ou que não a essa pergunta. Mas temos sido
muito claros em dizer publicamente que toda nossa energia está voltada para o
desenvolvimento orgânico.

Valor: Como a aquisição da Adams transformou a Cadbury?

Carr: Em primeiro lugar, a Cadbury era muito forte em todo os lugares onde a Inglaterra
exerceu seu poder imperialista. A Adams tinha a outra parte do mundo atendida. Então,
quando pusemos as duas juntas, deixamos de ser um negócio do ex-império britânico
para nos tornamos, da noite para o dia, uma empresa global. Em segundo lugar, a
Adams reavivou a linha de produtos e a outra coisa é que nos deu massa crítica para que
pudéssemos separar o negócio de bebidas e ser uma pura fabricante de confeitos (a
empresa se desfez da Dr. Pepper Snapple nos EUA, em maio passado, e da Schweppes
na Austrália neste mês).

Valor: A Cadbury alterou planos de investimento após a crise?

Carr: Estamos garantindo a injeção de recursos nos negócios que precisam e que vão
gerar retorno. Neste ano, terminaremos um programa de investimento em novas
fábricas, uma delas muito grande, na Polônia. Financeiramente, estamos confortáveis.


                                                                                       31
Com uma emissão de títulos de dívida e a venda da unidade de bebidas australiana,
temos recursos para evitar refinanciamentos até 2013.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Apesar+da+cr
ise,+Cadbury+planeja+elevar+margens+&dtmateria=30/03/2009&codmateria=5486446
&codcategoria=95

Contratos provocam prejuízos recordes (30/03/09)
Por Graziella Valenti e Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

Anna Carolina Negri/Valor

Gilberto Tomazoni, presidente da Sadia: dívidas de R$ 4,1 bilhões para vencer até
dezembro, após apostas com dólar
Os balanços de 2008 da Sadia e da Aracruz revelaram que os derivativos contratados
pelas companhias para ganhos financeiros provaram ser mais tóxicos do que imaginado
inicialmente. Além de não trazerem lucro, geraram perdas bilionárias. A contínua
escalada do dólar durante o quarto trimestre ampliou os prejuízos estimados quando os
problemas foram revelados ao público. A perda da Sadia com os contratos foi 3,3 vezes
maior: no lugar dos R$ 760 milhões projetados inicialmente, R$ 2,6 bilhões sairão do
caixa da empresa no total. No caso da Aracruz, o prejuízo foi 2,6 vezes superior ao R$
1,9 bilhão inicialmente calculado, pois transformou-se numa dívida de R$ 5,1 bilhões.

O episódio dos derivativos levou a Sadia a apresentar o primeiro prejuízo líquido anual
de seus 64 anos de história. A última linha do balanço do ano passado ficou negativa em
R$ 2,5 bilhões, comparado a um lucro de R$ 768 milhões em 2007. Apenas no quarto
trimestre, a perda foi de R$ 2 bilhões, frente a lucro de R$ 375 milhões no mesmo
intervalo do ano anterior.

O prejuízo foi anunciado na sexta-feira. Durante teleconferência com jornalistas,
Gilberto Tomazoni, presidente da companhia, tentou dar um tom otimista ao futuro da
companhia. Chegou até mesmo a afirmar que "a Sadia não está procurando ninguém, ela
é que está sendo procurada", quando uma eventual capitalização ou associação com a
concorrente Perdigão entrou em pauta. Foi praticamente o único comentário sobre a
possível fusão com a rival, já que preferiu não tratar do assunto.

O prejuízo da Sadia só não foi maior porque a empresa foi beneficiada por uma reversão
de Imposto de Renda e Contribuição Social de R$ 703 milhões em 2008, dos quais R$
450 milhões foram lançados no quarto trimestre.

O saldo negativo do balanço foi basicamente provocado pelas perdas com os
derivativos, mas a pressão nos custos de grãos - principal matéria-prima da empresa -
também pesou nas contas operacionais.

Apesar de mostrar um crescimento de 16% na receita líquida do quarto trimestre, para
R$ 3,1 bilhões, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida)


                                                                                    32
recuou 21,7%, para R$ 343,5 milhões, na comparação com igual intervalo de 2007. No
ano, o faturamento líquido foi de R$ 10,7 bilhões, com alta de 23,2%, enquanto o lajida
recuou 0,7%, para R$ 1,1 bilhão. Na prática, isso significa que a margem do quarto
trimestre caiu de 16,6% para 11,2% e a anual, de 13,5% para 10,9%.

A despesa financeira líquida foi de R$ 2,7 bilhões no quarto trimestre e de R$ 3,9
bilhões no acumulado de 2008. Isoladamente, os derivativos responderam por R$ 2,0
bilhões na despesa trimestral e R$ 2,6 bilhões na anual.

Do total lançado no ano de despesas dos derivativos, R$ 706 milhões foram de efeito
caixa, de contratos já encerrados, e R$ 1,9 bilhão serão desembolsados até setembro.
Welson Teixeira, diretor de relações com investidores, explicou que o total a vencer terá
pouca modificação daqui para frente, independentemente da variação cambial. Isso
porque os contratos de venda de dólar foram compensados com operações de compra,
que permitem travar a perda. "Mas ainda temos de carregar o peso da dívida nos
próximos trimestre."

A Sadia fechou dezembro com R$ 8,5 bilhões de endividamento bruto, sendo R$ 4,1
bilhões com vencimento durante 2009. Para fazer frente aos vencimentos, a empresa
tinha R$ 3,5 bilhões de caixa, mas apenas R$ 980 milhões disponíveis, pois R$ 1,7
bilhão estava comprometido em garantia para os bancos, por conta dos derivativos, e o
restante em aplicações de baixa liquidez.

Dos vencimentos deste ano, R$ 1,4 bilhão está previsto para o primeiro trimestre. "Esse
total está tranquilo, já renegociamos", afirmou, explicando que os prazos conseguidos
variam de 180 a 360 dias. Outros R$ 2,0 bilhões vencem no terceiro trimestre. "Estamos
concentrados no primeiro e no terceiro trimestre."

Atualmente, a dívida líquida equivale a 5,8 vezes o lajida. O plano é alcançar um
indicador entre 3,0 e 4,0 vezes em 2010.

Apesar do evidente aperto financeiro, a Sadia planeja investir R$ 600 milhões neste ano,
para terminar as obras de expansão já em andamento, que consumiram R$ 1,8 bilhão em
2008. "A empresa não corre nenhum risco de insolvência", disse Tomazoni, quando
questionado sobre a origem dos recursos diante do cenário.

O executivo voltou a relatar os planos de vender ativos não operacionais e operacionais
não prioritários para explicar a fonte do dinheiro. Foram mencionados como alvos de
venda a fábrica da Rússia, a unidade de bovinos e também terras reflorestadas, centros
de distribuição e fábricas de ração. A outra alternativa citada é uma eventual
capitalização por um novo sócio. Questionado sobre a demora de uma solução, Teixeira
disse: "Essas coisas demoram. Não se pode perder de foco o valor da empresa e fazer as
coisas às pressas."

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Contratos+pro
vocam+prejuízos+recordes&dtmateria=30/03/2009&codmateria=5486378&codcategori
a=91


                                                                                      33
Laep vende Integralat e liquida dívidas de R$ 180 milhões (30/03/09)
Por Ana Paula Ragazzi, de São Paulo

Em mais um passo para afinar sua mudança estratégica, a Laep, controladora da
Parmalat, liquidou antecipadamente uma dívida de R$ 117 milhões, sob a forma de
debêntures. Parte será paga com a venda de ativos, como a Integralat, principal aposta
da empresa à época da abertura de capital, e parte por meio de emissão futura de novas
ações.

Os papéis agora resgatados foram lançados em 2007, quando a companhia focava a sua
expansão, pois acreditava que aquele era um momento de consolidação na indústria de
leite. Diante da crise particular da indústria, que na avaliação da Laep vive competição
predatória em preços, e das dificuldades mundiais de crédito, revisou os planos, iniciou
a venda de ativos e passou a focar produtos de maior margem, como leites especiais e
premium.

Quando contraiu a dívida agora liquidada, tinha faturamento mensal de R$ 200 milhões,
com um projeto que pretendia dobrá-lo. Com a reformulação de seu negócio, trabalha,
hoje, com receitas de R$ 100 milhões mensais. A dívida, com custos mensais de R$ 5
milhões a R$ 6 milhões, deixou de fazer sentido em seu novo planejamento. Na sexta-
feira, os recibos de ações (BDRs) da Laep subiram 20% na Bovespa, a R$ 0,42. O
volume médio negociado diário, que em 2009 estava em R$ 365 mil, subiu para R$ 2,6
milhões.

Originalmente a dívida contraída foi de R$ 180 milhões, adquirida por três credores.
Mais tarde, ficou nas mãos de apenas um fundo, administrado pelo Morgan Stanley, que
agora vai transferi-la para dois novos credores. Parcela da dívida, emitida pela Parmalat
Brasil, que está em recuperação judicial, de R$ 52,425 milhões, ou 44% do total, será
convertida em uma outra, de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 46 milhões, com
desconto em relação ao saldo inicial) ligada à controladora Laep. Esse papel terá
vencimento em 18 meses, será conversível em ações classe A (sem direito a voto) da
Laep e ficará nas mãos do fundo global GLG Emerging Markets Special Situations
Limited , com ativos superiores a US$ 20 bilhões. Segundo apurou o Valor, a empresa e
o fundo assinaram um acordo de acionistas e o fundo terá o direito de indicar um
conselheiro independente na empresa. A participação no capital da empresa, se
confirmada, se dará via emissão de ações, e poderá ser acompanhado pelos minoritários
da companhia, para que não tenham suas fatias diluídas. Por ter sede no exterior e
BDRs, a empresa não era obrigada a conferir esse direito.

A parte restante da dívida, R$ 64,575 milhões, está agora nas mãos da Companhia
Brasileira de Agronegócios e Alimentos (CBAA), um fundo estrangeiro de
participações, e será liquidada com a entrega de ativos: a Integralat, criada para integrar
a produção de leite com parceria com produtores, a unidade de biscoitos e o centro de
distribuição localizados em Jundiaí (SP) .

A operação, por conta da recuperação judicial da Parmalat, ainda precisa do aval da
Justiça. Aparentemente, o credor decidiu transferir seu investimento da empresa em
recuperação judicial para a holding controladora.


                                                                                        34
Em comunicado, a Laep ressalta que, há meses, tenta encontrar compradores para seus
ativos, mas que propostas anteriores ficaram abaixo de suas expectativas e a operação
fechada "representou o melhor valor para os ativos negociados". Agora, reduzindo o
endividamento, acredita ter melhorado sua estrutura de capital. Terá condições de
manter capacidade produtiva, preservar empregos e o nível de atividade com os
produtores de leite.

A nova Laep mantém fábricas em Carazinho (RS), Santa Helena (GO), Governador
Valadares (MG), Ouro Preto do Oeste (RO), Guaratinguetá (SP) , Votuporanga (SP) e a
fábrica de bebidas (SP). Segundo apurou o Valor, opera, agora, com 50% de sua
capacidade. No cenário atual, de crise global, as perspectivas para o negócio continuam
difíceis e a empresa poderá vender mais ativos para adequar seus custos. A Laep afina a
sua estratégia de se manter no segmento de leites especiais e premium, tomada no
segundo semestre passado, quando abandonou o segmento de volumes, vendidos a
preços, acredita, abaixo do custo.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Laep+vende+
Integralat+e+liquida+dívidas+de+R$+180+milhões&dtmateria=30/03/2009&codmateri
a=5486373&codcategoria=91

Venda da Nestlé para baixa renda aumenta 15% (27/03/09)
Vanessa Dezem, Valor Online, de São Paulo

Anna Carolina Negri/Valor

Cantarelli, vice-presidente para as Américas: "Quando abrangemos todas as classes, nos
tornamos mais resistentes à crise"
A Nestlé, líder mundial do setor alimentício, tem ampliado seu foco no mercado de
produtos voltados para as classes C, D e E brasileiras. Dos cerca de R$ 13 bilhões
faturados pela empresa em 2008, mais de R$ 1 bilhão veio dos negócios voltados aos
consumidores de baixa renda.

Na comparação com 2007, isto significou um aumento de 15% neste segmento. "Nossa
meta era crescer o dobro do Produto Interno Bruto do país (PIB), mas observamos que,
com este público, conseguimos mais que duplicar esta meta", afirma Ivan Zurita,
presidente da companhia.

Uma estratégia da suíça para abocanhar os mercados C, D e E é a venda de produtos na
porta do cliente. São colocadas revendedoras munidas de um carrinho nas regiões
periféricas das cidades, que batem de porta em porta, oferecendo kits Nestlé. "Nossas
pesquisas mostraram que os consumidores gastam muito com o transporte até os
supermercados centrais. Agora, estas pessoas têm a facilidade de receber tudo em casa,
comprando de alguém que ela conhece.", conta Zurita




                                                                                    35
Deste modo, empresa instala microdistribuidores nestas regiões, que selecionam
mulheres da própria comunidade para serem as vendedoras. " Elas gerenciam seus
clientes e escolhem quando eles devem pagar, pois elas têm cerca de 20 dias para nos
repassar os ganhos", explica o microdistribuidor Alexandre Aramayo.

Aramayo trabalhava para um distribuidor da empresa, quando foi selecionado para
montar um ponto de distribuição em Guarulhos, na Grande São Paulo. Hoje ele
coordena 5 funcionários e tem 53 vendedoras ligadas a sua área de atuação, que atende
17 bairros e cerca de 10 mil residências. "Quando a Nestlé me convidou para participar
do negócio, eu tive que investir R$ 70 mil. Depois de um ano e dois meses eu já
recuperei todo o meu investimento", se anima o microempresário. Em 2006, quando o
projeto foi implantado no Sudeste, havia 800 vendedoras e 10 microdistribuidores. No
fim de 2008, já são 6 mil mulheres, ligadas a 140 pontos em toda a região. "Agora
vamos ampliar a ideia para o Nordeste", afirma Costa.

Luis Cantarelli, vice-presidente da Nestlé para as Américas, acrescenta que o grupo está
pensando, inclusive, em expandir essas ideias para os mercados do leste europeu.
"Quando abrangemos todas as classes e atendemos a todos os gostos, nos tornamos mais
resistentes para qualquer crise que apareça", diz ele.

Outro meio que a empresa encontrou para conquistar os grupos de baixa renda é a
criação de produtos de menor custo e o lançamento dos tradicionais com embalagens
que os tornam mais baratos. "A marca Ideal, que engloba alimentos lácteos e cereais,
por exemplo, foi desenvolvida especialmente para o segmento mais carente da
população e é oferecida em embalagens sachês, o que reduz o preço final", explica
Alexandre Costa, diretor de regionalização da Nestlé Brasil. Ele destaca que já existe
uma divisão na empresa específica para o desenvolvimento deste tipo de projeto.

A companhia suíça, que no ano passado registrou um crescimento de 69% nos lucros
nas operações mundiais, já tinha anunciado estratégias que vão nesta direção. No mês
passado, a empresa anunciou a venda de produtos mais baratos, que antes eram
destinados somente aos mercados emergentes, para os países desenvolvidos.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Venda+da+N
estlé+para+baixa+renda+aumenta+15%+&dtmateria=27/03/2009&codmateria=548463
1&codcategoria=95

Sadia e Aracruz anunciam maior prejuízo da história (27/03/09)
Por Graziella Valenti, de São Paulo

Os investidores conhecerão hoje dois dos balanços mais aguardados da atual safra de
resultados. Aracruz e Sadia divulgarão seus números para o mercado, antes e depois do
fechamento do pregão da bolsa paulista, respectivamente. Trata-se das duas companhias
de capital aberto que sofreram as maiores perdas com derivativos cambiais alavancados.
A expectativa é de que as duas anunciem os maiores prejuízos de sua história.



                                                                                     36
A intensidade das perdas foi tão grande que ambas as empresas tiveram de buscar
alternativas fora de casa para a sobrevivência dos negócios.

A Aracruz já selou seu futuro com a aquisição pela Votorantim Celulose e Papel (VCP),
além de ter transformado o problema dos derivativos numa dívida de longo prazo, para
ser honrada em nove anos, após uma longa negociação com os bancos. Já a Sadia ainda
vive o nervosismo de buscar uma saída para o aperto das finanças.

No caso da Aracruz, antes mesmo de as perdas serem conhecidas, já havia uma
negociação pública para união com a VCP. A expectativa é de que a junção das
companhias, com a incorporação da Aracruz pela VCP, esteja completa até meados do
ano.

A Sadia, por sua vez, ainda está em busca de concretizar as medidas que podem aliviar a
pressão dos vencimentos dos contratos, que possuem acertos mensais até setembro deste
ano. A companhia tenta levantar recursos com a venda de ativos não operacionais, o que
inclui o banco e a corretora Concórdia, e até mesmo de unidades menos rentáveis, como
seria o caso da operação na Rússia. O entendimento é de que a companhia necessite de
R$ 3,5 bilhões até setembro. Somente neste ano a administração vem tentando travar a
perda e alongar os prazo de pagamento.

Além disso, procura uma capitalização por um novo sócio ou a união com a Perdigão.
Esse capítulo ainda está em aberto e as companhias têm discursos opostos. Enquanto a
Sadia afirma que as conversas com a concorrente ainda estão ocorrendo, a Perdigão diz
que houve conversas, mas a ausência de um consenso sobre as condições interrompeu as
negociações. As famílias controladoras da Sadia queriam ter uma fatia de 10% da
empresa resultante, o que foi considerado excessivo pelo grupo que administra a
Perdigão - seis fundos de pensão com cerca de 36% do capital da empresa.

Posições divergentes sobre o assunto foram oficialmente divulgadas pelas empresas na
segunda-feira, dia 17. A Sadia, aflita por uma solução, dava a entender a existência de
conversas com a concorrente. Já a Perdigão, que acredita que o tempo esteja ao seu
favor, informou que houve contato, mas o processo foi interrompido pela falta de
acordo.

Desde o dia seguinte, 18 de março, a superintendência de relações com empresas da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou uma investigação com Sadia e com
Perdigão para avaliar a comunicação das empresas. Procurada, a autarquia não comenta
os trabalhos.

Há ansiedade na Sadia para apresentar, junto com o balanço do quarto trimestre, uma
solução para os problemas. Isso porque a fotografia não trará uma imagem positiva. A
companhia havia assumido um compromisso com o mercado de manter uma posição de
caixa de R$ 1 bilhão para o giro operacional da empresa. No entanto, esse valor está
cada dia mais difícil de ser mantido em função dos depósitos com margens e garantias
dos contratos consumirem parte relevante da liquidez da empresa.

As estimativas dos analistas ouvidos pelo Valor para o balanço do quarto trimestre da
Sadia variam de um prejuízo de R$ 87 milhões (Fator Corretora) a R$ 2,8 bilhões (Banif
). A conta financeira será determinante para os números. Também o tamanho da despesa


                                                                                    37
financeira projetada varia, enquanto a Fator calcula R$ 1,5 bilhão, a Brascan Corretora
estima R$ 2,2 bilhões e a Banif, R$ 2,8 bilhões.

A despesa financeira reflete a marcação dos contratos de risco pelo dólar do fechamento
de 2008. No entanto, a saída dos recursos ocorre gradativa e mensalmente até setembro,
prazo final dos derivativos.

A projeção dos especialistas precisa levar em conta que a companhia iniciou o quarto
trimestre com uma posição vendida (apostando na queda) de dólar aberta de US$ 6,4
bilhões. Desde então, vem tentando conter os prejuízos com contratros de compra de
dólar futuro. No entanto, eles não anulam por completo as perdas, apenas limitam parte
do prejuízo. No começo do quarto trimestre, a exposição líquida vendida era de US$ 2,4
bilhões e ao fim, de US$ 700 milhões.

Na Aracruz, embora a urgência financeira tenha diminuído, os números seguirão
negativos, impactados pela perda com derivativos, transformada numa dívida.

As projeções do analista de papel e celulose da Ágora Corretora, Luiz Otávio Broad,
para o resultado do último trimestre de 2008 da Aracruz apontam para um prejuízo
líquido de R$ 2,5 bilhões, comparado com um lucro de R$ 187,3 milhões, em igual
período. A despesa financeira da companhia é estimada em R$ 2,4 bilhões. A
companhia travou as perdas ainda no mês de novembro, embora tenha alcançado um
consenso com os bancos sobre as condições para pagar seus compromissos apenas em
janeiro. Nas previsões da Ágora, a companhia deve fechar 2008 com um prejuízo de R$
3,7 bilhões.

Broad estima para o quarto trimestre do ano passado um lucro antes de juros, impostos,
depreciação e amortização (lajida) de R$ 397 milhões ante R$ 429 milhões no quarto
trimestre de 2007, indicando uma queda de 7,3% na comparação ano contra ano. A
receita líquida da Aracruz deve fechar o último trimestre de 2008 em R$ 939 milhões
ante R$ 962 milhões registrado no mesmo período de 2007, acusando uma queda de
3,7%. (Colaborou Vera Saavedra Durão)

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Sadia+e+Arac
ruz+anunciam+maior+prejuízo+da+história&dtmateria=27/03/2009&codmateria=5484
871&codcategoria=91

McDonalds cresce 22% no Brasil e faturamento chega a R$ 3,3 bi
(26/03/09)
Janes Rocha, de Buenos Aires


Divulgação

Staton, CEO da Arcos Dorados, prevê que a economia brasileira cresça 1,1% em 2009 -
melhor do que o México


                                                                                    38
A Arcos Dorados, dona da rede de restaurantes McDonalds em toda a América Latina,
prevê que o Brasil estará entre os poucos países que não vão entrar em recessão em
2009, mas espera um crescimento da economia brasileira de apenas 1,1%, disse ontem o
CEO do grupo, Woods Staton. Nada mal se comparado com as projeções para o México
- o segundo mais importante mercado da Arcos Dorados na região, depois do Brasil -
que apontam para uma queda de mais de 5% do Produto Interno Bruto até o fim deste
ano.

"O Brasil é muito importante para nós", disse Staton, acrescentando que os planos para
o país são aumentar o número de lojas e fazer mais quiosques e pontos do McCafé. Com
suas 565 lojas brasileiras, o McDonalds faturou R$ 3,3 bilhões em 2008, o que
representou um crescimento de R$ 600 milhões (ou 22%) comparado a 2007.

Com estes resultados, o Brasil respondeu por metade dos US$ 3,5 bilhões em
faturamento e US$ 300 milhões em lucros registrados pela cadeia de fast-food na
América Latina. Para 2009, a empresa quer abrir outras 26 novas lojas no Brasil, entre
elas a primeira do McDonalds no estado de Rondônia. Em 2008 foram abertas 20 novas
lojas.

Ao apresentar ontem em Buenos Aires, os resultados da Arcos Dorados para 2008,
Staton falou dos impactos que o grupo vem tendo com a crise financeira internacional.
Segundo ele, a crise tem afetado "menos que o esperado" e os reflexos da desaceleração
econômica mundial atingem mais alguns países que outros.




O ritmo de vendas no mercado brasileiro, que vinha em 26% anuais até o terceiro
trimestre do ano passado, desacelerou para 20% no último trimestre e agora está em
13%.

Os melhores resultados, segundo ele, estão no Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela.
Os piores estão no México, país cuja economia está sendo golpeada pela recessão do
vizinho Estados Unidos e também pela violência descontrolada do narcotráfico que está
fazendo cair o movimento nos restaurantes.

Outro efeito da crise sobre os negócios do McDonalds na América Latina veio com a
desvalorização das moedas locais nos principais países (Brasil, México, Chile e
Argentina) e as restrições às importações impostas principalmente na Venezuela, país
onde a rede McDonalds é obrigada a importar quase todos os seus principais insumos
(carne, frango e batata).

"Nos países onde há desvalorização da moeda frente ao dólar, se gera uma redução de
margens porque não podemos aumentar os preços", afirmou o CEO da Arcos Dorados.

A apresentação dos resultados de 2008 ontem, na sede da Arcos Dorados num subúrbio
de Buenos Aires, foi a primeira de um ano inteiro de atividade da rede desde que Staton
e um grupo de investidores - entre eles o ex-presidente do Banco Central do Brasil,



                                                                                    39
Armínio Fraga - adquiriram as operações da McDonalds na América Latina, em meados
de 2007 por cerca de US$ 700 milhões.

Staton prometeu que, apesar da crise, manterá o programa de investimentos de US$ 350
milhões para o período 2007-2010 na construção de novas lojas e reforma de antigas, e
de mais US$ 80 milhões em publicidade e marketing para 2009.

Na linha de produtos, serão lançados novos sabores de sucos de frutas e porções de
acordo com os gostos locais. A estratégia de Staton tem sido dar uma "cor" latino-
americana à marca que é praticamente um símbolo dos Estados Unidos, adotando
opções de lanches com ingredientes locais e abrindo lojas em locais emblemáticos como
a Praça de Armas de Cuzco, no Peru e na recuperada cidade de Cali, na Colômbia.

Por outro lado, a empresa está cortando custos para enfrentar a queda das vendas.
"Estamos viajando em classe econômica e cortando gastos, usando a tecnologia para
reduzir despesas, por exemplo, com videoconferências ao invés de viagens", explicou.
Mas o empresário garantiu que não vai economizar com a qualidade dos produtos,
tamanhos e embalagens.

Staton preferiu não fazer projeções para 2009. "É cedo para saber (como será 2009),
depende do que acontecer com os Estados Unidos". Para ele, os países mais
dependentes de exportações de commodities vão sofrer mais que os menos dependentes
desta fonte de receitas. Neste contexto, disse, "empresas com produtos líderes de preços
mais baixos, vão sofrer menos que as de varejo que vendem produtos com tíquetes mais
altos".

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=McDonalds+c
resce+22%+no+Brasil+e+faturamento+chega+a++R$+3,3+bi&dtmateria=26/03/2009&
codmateria=5482647&codcategoria=95

Supermercado segura preço da cerveja e ganha espaço sobre bares
(25/03/09)
Daniele Madureira, de São Paulo

A crise não secou os copos de cerveja. Pelo contrário, aumentou os goles e vem
transferindo o local de degustação - das mesas de bar para a mesinha da sala, da copa ou
dos salões de festa. Nesse último verão, mesmo com a desaceleração na economia e o
aumento de preços motivado pela nova tributação que começou a valer em 1º de janeiro,
o brasileiro consumiu 43,6 milhões de litros a mais do que no verão passado, segundo a
Nielsen.

No acumulado de outubro de 2008 a fevereiro de 2009, o consumidor aumentou as
compras da bebida nos supermercados, que responderam por 34% das vendas da
categoria. Essa fatia era de 32,6% no verão anterior. Em contrapartida, o volume de
goles no bar foi reduzido: este canal, que sempre liderou o consumo da bebida,



                                                                                     40
chegando a representar 50% há cinco anos, respondeu por 45,4% das vendas no último
verão.

A migração do local de consumo foi ditada pelo bolso. Diferentemente dos bares e
restaurantes - que neste ano repassaram ao consumidor final o aumento médio de 10%
no preço da cerveja (no chope, a remarcação atingiu 30%) -, os supermercados
procuraram absorver parte do reajuste médio no preço da bebida, da ordem de 7%,
lançando mão de promoções para o produto que serve de chamariz para outros itens.

Trata-se de uma escolha mais fácil para as redes de varejo, uma vez que as cervejas
representam cerca de 7% da receita das lojas, segundo a Associação Brasileira de
Supermercados (Abras). Em compensação, entre 30% e 40% da venda dos bares e
restaurantes está concentrada na cerveja e no chope, de acordo com a Associação
Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Para fontes do setor, a crise tende a reforçar essa tendência de migração, iniciada ainda
na metade de 2008 com a Lei Seca - quando os consumidores, temerosos da multa por
dirigir alcoolizados, passaram a beber mais em casa. A cerveja nos chamados "pontos-
de-dose" chega a custar três vezes mais do que nas redes de varejo, o que é um
incentivo para a compra no supermercado continuar em alta. Para as cervejarias, seria
melhor que a venda crescesse nos bares, onde a margem de lucro é maior, especialmente
no chope. Mas as fabricantes estão aprendendo a lidar com a mudança de
comportamento do consumidor.

Desde 2008, a líder AmBev vem diversificando as apresentações do produto, de olho
nos supermercados. Foi assim com as embalagens do tipo 'pack de 18 e 24 unidades de
cerveja (antes, eram de 12) das marcas Brahma e Skol. Também aumentou a aposta no
"litrão" retornável (depois da Skol, em julho, lançou a versão da Brahma, em dezembro,
e agora oferece o "litrão" da Antarctica). Houve ainda a apresentação em 985 ml da
cerveja premium Stella Artois, assim como da versão em lata da marca. Outra que foi
para a lata e ganhou versão pack de oito unidades foi a Skol Beats, antes presente só na
garrafinha long neck.

Na opinião do consultor Adalberto Viviani, é uma maneira de a cervejaria, a maior do
país, responsável por dois terços das vendas, ganhar o consumidor pela conveniência.
"E as concorrentes estão indo pelo mesmo caminho", diz Viviani. Segundo a Femsa
Cerveja Brasil, responsável pelas marcas Kaiser, Sol e Bavária, as embalagens "pack"
representam entre 30% e 70% das vendas, dependendo da região. "A venda de
embalagem com 15 latas tem registrado volumes fortes em especial no Sul", diz
Riccardo Morici, diretor de marketing da Femsa. Já no Centro-Oeste e no Nordeste, diz
o executivo, é maior a venda do "pack" de 18 unidades, enquanto que em São Paulo e
no Rio de Janeiro as embalagens de 24 latinhas têm melhor demanda.

"A indústria finalmente passou a dar a devida atenção ao canal supermercado,
diversificando as embalagens", afirma o vice-presidente da Associação Paulista de
Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira. Os efeitos já foram positivos nesse
carnaval. As vendas de cerveja nas redes do grupo Pão de Açúcar aumentaram cerca de
20% nos quatro dias de folia (sexta a segunda), em comparação ao carnaval de 2008,
ultrapassando os 2,5 milhões de dúzias. Considerando só as vendas do primeiro
bimestre do ano, o calor ajudou as lojas do grupo a vendar 15% mais cerveja.


                                                                                      41
Redes de médio porte, como o Sonda, dono de 22 lojas em São Paulo, também
observaram aumento. "Entre outubro e fevereiro, a venda da categoria cresceu entre 5%
e 10% , dependendo da loja", diz Roberto Moreno, diretor financeiro do Sonda e vice-
presidente da Apas. O aumento de vendas, porém, tem seu custo. "Não repassamos o
aumento integral de 7%, proposto pela AmBev: reajustamos em torno de 5%, em
sintonia com a alta dos outros fabricantes, para incentivarmos as vendas", diz. No
Sonda, a cerveja significa 2% do faturamento.

Segundo a Abras, no ano passado, a venda de cerveja aumentou 10% em volume. E o
crescimento nos dois primeiros meses não deixou a desejar, de acordo com o presidente
da Abras, Sussumu Honda. "Mesmo com chuva, a venda foi influenciada pelo aumento
do calor", diz o executivo, reforçando que a maior tributação sobre a bebida, em vigor
desde janeiro, mal foi percebida pelo consumidor. "A disputa entre as varejistas faz com
que as redes mantenham sempre promoções nessa categoria, considerada um 'produto
de destino', ou seja, capaz de definir onde os consumidores vão fazer suas compras",
afirma Honda.

O mesmo não aconteceu nas mesas de bar. O reajuste de 10%, em média, repassado na
cerveja, chegou ao consumidor, que maneirou no copo. "Enquanto nosso faturamento
cresceu cerca de 5% no acumulado de outubro a fevereiro, em relação ao mesmo
período do ano anterior, o consumo de cerveja e chope ficou estagnado", afirma Paulo
Solmucci Júnior, presidente da Abrasel. Segundo ele, para compensar, os
estabelecimentos estão conseguindo vender mais pratos, porções e outras bebidas. Nos
bares e restaurantes, a margem de lucro sobre o chope é de 100% e sobre a cerveja,
60%. "Mas há muitos estabelecimentos praticando menos, como 70% sobre o chope,
para continuar vendendo".

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Supermercado
+segura+preço+da+cerveja+e+ganha+espaço+sobre+bares+&dtmateria=25/03/2009&c
odmateria=5479531&codcategoria=95

Apesar do 4º tri, Perdigão lucra em 2008 (24/03/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

A Perdigão fechou o quarto trimestre de 2008 com receita bruta de R$ 3,576 bilhões,
57% mais que em igual período de 2007. O resultado líquido foi negativo em R$ 20
milhões, ante lucro de R$ 98 milhões no último trimestre do ano anterior. Segundo o
diretor de finanças e relações com investidores, Leopoldo Saboya, o prejuízo refletiu a
absorção de parcela do ágio referente à compra da Eleva, o impacto cambial nas
despesas financeiras (R$ 318 milhões, sem efeito no caixa) e ajustes no processo
produtivo para reduzir estoques destinados ao exterior.

Desconsiderando o efeito do ágio, a empresa teve lucro líquido ajustado de R$ 8
milhões no quarto trimestre de 2008. No segundo trimestre de 2008, a Perdigão tinha



                                                                                     42
absorvido o ágio integral de R$ 1,5 bilhão pela compra da Eleva, mas após decisão da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) teve de reverter a amortização integral.

Apesar da perda, José Antônio do Prado Fay, presidente da Perdigão, disse que o quarto
trimestre foi o melhor da história da empresa. "Fomos beneficiados por preços de
exportação elevados e resultados positivos das vendas de produtos natalinos no mercado
interno."

Além do faturamento no trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização (lajida) de R$ 465 milhões, 93% maior que o do quarto trimestre de 2007,
também foi recorde. Segundo Saboya, no segmento de carnes as vendas cresceram 17%
em volumes no mercado interno e 11% no exterior. As vendas de lácteos tiveram
aumento de 322% por conta da aquisição da Eleva, em setembro de 2007.

Considerando todo o ano de 2008, o faturamento bruto foi recorde e cresceu 69%, para
R$ 13,1 bilhões. Além da consolidação das aquisições, o aumento das vendas nos
mercados doméstico e externo contribuiu para a cifra. "2008 começou difícil (...), mas
tivemos um mercado interno consistente e estamos contentes com os resultados", disse
Fay. As vendas do segmento carnes no país cresceram 36% em receita e 26,3% em
volume, enquanto para o exterior a receita aumentou 54% e os volumes, 33%.

Em 2008, o mercado doméstico respondeu por 56% da receita líquida de R$ 11,3
bilhões da Perdigão. Antes da consolidação da Eleva no balanço, a relação era inversa.

O resultado líquido da Perdigão no ano foi positivo em R$ 54,4 milhões, 83% menos
que em 2007 ( R$ 321 milhões). O lucro foi bem menor do que 2007 por conta do
impacto do câmbio (R$ 416 milhões) nas despesas financeiras e à parcela do ágio pela
compra da Eleva. Ajustado, sem considerar a amortização do ágio, o lucro subiria para
R$ 155 milhões, segundo a Perdigão. Ajustes para reduzir estoques também afetaram o
lucro.

O lajida no ano foi R$ 1,159 bilhão, 44% mais do que os R$ 803 milhões de 2007, mas
a margem lajida recuou. Foi de 10,2% ano passado, ante 12,1% em 2007. A queda
reflete o maior peso dos lácteos na receita da Perdigão. Segundo a empresa, em 2008 os
produtos lácteos responderam por 34,6% das vendas do mercado interno.

A companhia, que fechou 2008 com caixa de R$ 1,976 bilhão e dívida bruta de R$
5,366 bilhões, se vê às voltas, agora, com a recuperação de seu complexo de Rio Verde
(GO), atingido por um incêndio, que não deixou feridos, no sábado. O presidente da
Perdigão, que chegou de Rio Verde ontem, disse que ainda não tem estimativa do
prejuízo causado pelo incêndio iniciado na linha de produção de empanados.

O fogo também atingiu o centro de distribuição da complexo - que estava em pré-
operação -, e afetou "pouco" a linha de abate de suínos e duas das três linhas de abate de
frango. Segundo Fay, o plano é retomar o abate nessas três linhas ainda esta semana. O
seguro já foi acionado, e Fay acredita que é possível retomar a produção de parte da
unidade em abril. Se necessário, equipamentos que seriam destinados para
modernização ou ampliação de outras unidades serão redirecionados para Rio Verde,
que representa 10% a 12% da capacidade produtiva da Perdigão.



                                                                                       43
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Apesar+do+4º
+tri,+Perdigão+lucra+em+2008+&dtmateria=24/03/2009&codmateria=5477508&codca
tegoria=89

Business: Hard to swallow; Coca-Cola and China (23/03/09)
China indicates the real targets of its anti-monopoly law: outsiders

LAST August, after 14 years of debate, the Chinese government at last imposed what
was informally referred to as its "economic constitution", a broad anti-monopoly law for
a country rife with state-imposed monopolies. Since then people have wondered how
the law would be applied, and whether it would advance China's transformation into a
market economy, or serve as an impediment to genuine competition. On March 18th an
answer emerged with the rejection of the largest outright acquisition by a foreign firm, a
$2.4 billion offer by Coca-Cola for China Huiyuan, China's largest juice company.

When the deal was announced last September, it was at a price three times Huiyuan's
valuation. Since then, as global markets have collapsed, it has only become more
appealing. Huiyuan is a private company and juice had previously been free of
government control, so theoretically it should have been available for purchase. "It is a
very unfortunate outcome in an industry that has no economic or national-security
significance," says Lester Ross of WilmerHale, a law firm, in Beijing.

The most benign interpretation of the rejection being bandied about by lawyers and
bankers is that it reflects a political response to critical comments by America's new
administration. The more worrying interpretation is that, even as China publicly urges
other countries to commit to opening their markets to Chinese investment and trade, it is
imposing yet another barrier to outsiders. Worse still, the barriers are in its domestic
consumer sector, one of the few global economic bright spots.

Adding irony to the decision, it comes just as the Chinese government is actively
encouraging consolidation and greater market concentration in several areas, including
steel, cars and airlines, and just after it imposed a new oligopoly in telecoms. No
domestic Chinese transactions have fallen foul of the new monopoly law.

Signs that foreign companies might be the primary targets of the law began to emerge in
November, when a merger between two brewers, America's Anheuser-Busch and
Belgium's InBev, was endorsed by Chinese regulators only on the condition that the
combined firm's existing interest in several domestic breweries be frozen. In particular,
Anheuser-Busch's non-controlling 27% stake in Tsingtao, a leading Chinese brewer,
was largely liquidated in January after what is presumed to be pressure from the
government.

The Coca-Cola Company holds around half of the domestic Chinese market for
carbonated beverages, but the juice business is highly fragmented. Together, the two
firms would control slightly more than of 20% of the juice business. In a brief




                                                                                       44
statement, China's ministry of commerce said Coke's "dominant status" might imperil
small competitors and force consumers to face higher prices and less choice.

After the decision was announced, investment banks were left wondering, in the words
of one employee, whether "a key plank in their business had just blown up." Coke has
spent years developing its presence in China, and has invested heavily, presumably
making it one of the world's more acceptable buyers. It is also one of the few companies
able to finance a big deal in today's difficult circumstances. If Coke was not acceptable
to the Chinese authorities, then who would be? The rejection will inevitably be used as
evidence of non-reciprocity, and of the collusion between the country's state and private
sectors, by anyone opposed to China's recent efforts to buy companies abroad.

Furthermore, another new law comes into effect on May 1st, subjecting any transfer of a
state-controlled asset to yet another layer of review, this time by a local commission.
Theoretically this is not aimed at any particular kind of acquirer, and would not block
well-conceived deals, but that, of course, was said about the monopoly law as well. The
new law had not received much attention. It will now.
Fonte: The Economist
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://proquest.umi.com/pqdlink?index=23&did=1664286311&SrchMode=3&sid=1&F
mt=3&VInst=PROD&VType=PQD&RQT=309&VName=PQD&TS=1237840356&cli
entId=63424&aid=1

China impede Coca-Cola de comprar empresa (19/03/09)
Sundeep Tucker e Jamil Anderlini, Financial Times, de Hong Kong

A China rejeitou a proposta da Coca-Cola para aquisição da fabricante de sucos
Huiyuan Juice por US$ 2,4 bilhões, afirmando que a transação seria ruim para
competitividade. A aquisição pela Coca-Cola seria a maior compra de uma companhia
chinesa por uma concorrente estrangeira, e a rejeição deverá ser considerada como outro
sinal de protecionismo em meio à recessão global.

Observadores disseram que a decisão da China pode afetar os dois lados, já que
companhias chinesas que têm feito aquisições de alto nível no exterior podem enfrentar
problemas.

A Câmara de Comércio da União Europeia em Pequim pediu às autoridades chinesas
para tornarem públicas as verdadeiras razões pelas quais vetaram o acordo entre a Coca-
Cola e a Huiyuan. A Câmara também pediu menos restrições e mais transparência para
o investimento exterior na China.

A medida, entretanto, foi bem recebida dentro da China. Numa sondagem de opinião
realizada num site popular na internet, mais de 80% dos 120 mil que responderam
concordaram com veemência com a rejeição. Mais de 65% disseram que os
investimentos estrangeiros nas companhias chinesas foram ruins e que exerceram efeito
negativo sobre os produtos nacionais.




                                                                                      45
A Huiyuan Juice, registrada na bolsa de Hong Kong, detém uma participação de 42% no
mercado nacional de sucos de fruta pura e é uma marca nacionalmente reconhecida. A
Coca-Cola vendia há muito tempo as suas bebidas gaseificadas na China, mas carecia de
uma presença no segmento de fruta pura. Esta teria sido a maior aquisição estrangeira
de uma empresa doméstica.

A rejeição oficial foi apresentada pelo Ministério do Comércio, o guardião das leis de
combate ao monopólio - leis que foram reforçadas em agosto. Segundo o ministério, a
permissão da tomada do controle "teria um impacto desfavorável sobre a concorrência"
e a empresa dos EUA "poderia ter sido capaz de usar a sua posição dominante no
mercado de refrigerantes gaseificados para usar vendas casadas e combinações
promocionais de vendas de bebidas à base de frutas obrigando os consumidores a
aceitar preços mais altos e menos opções de produtos". "Além disso, a concentração
teria reduzido o espaço para a sobrevivência de produtoras de sucos nacionais de
pequeno a médio porte, criando um impacto prejudicial na estrutura competitiva do
mercado de bebidas à base de sucos".

O Ministério do Comércio recebeu 40 solicitações de aprovação de fusões e aquisições
desde que as novas leis entraram em vigor e o negócio da Coca-Cola é o primeiro a ser
rejeitado.

Quando foi anunciado, em setembro, o investimento planejado da Coca-Cola causou
alvoroço no setor de sucos chinês, e suas concorrentes a atacaram com emotiva carga
retórica nacionalista.

Os investimentos estrangeiros na China são geralmente vistos pelo público e pela
burocracia em termos semelhantes; além disso, o país instituiu leis de segurança
nacional e econômica vagas, mas radicais, que podem ser usadas para impedir que
investidores estrangeiros comprem "produtos nacionais" em virtualmente qualquer
setor.

Muitos executivos de bancos e advogados vinculados ao negócio disseram que Pequim
havia usado a cortina de fumaça da legislação antitruste para rechaçar a tomada de
controle de um produto conhecido, tendo como base argumentos nacionalistas.

Um negociador disse: "Esta é uma decisão estúpida. Francamente, se a Coca-Cola não
pode comprar uma mísera empresa de sucos na China, então podemos dizer adeus à
tentativa de outras empresas promoverem fusões e aquisições na China".

A decisão também acontece num momento em que a China procura fazer investimentos
externos politicamente sensíveis, como a injeção de capital de US$ 19,5 bilhões da
Chinalco na Rio Tinto. "Acredito que a decisão sobre a Coca-Cola sairá pela culatra
para a China", disse outro negociador. "Ela reforçará nacionalistas em países como a
Austrália, descontentes com todas essas transações em torno de recursos naturais".

A decisão fortalecerá percepções existentes entre muitos negociadores, de que a opinião
pública chinesa se opõe a aquisições estrangeiras, especialmente as que envolvem
empresas dos EUA.




                                                                                    46
O Carlyle Group, uma empresa de capital privado dos EUA, abandonou no ano passado
uma batalha de três anos, que visava obter a aprovação de Pequim para fazer um
investimento de alta visibilidade numa fabricante de maquinário do continente. Aquele
acordo também provocou furor entre os nacionalistas preocupados pelo fato de uma
empresa estrangeira adquirir uma importante firma chinesa.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=China+imped
e+Coca-
Cola+de+comprar+empresa&dtmateria=19/03/2009&codmateria=5470605&codcategor
ia=97

Sadia estuda vender unidade de bovinos em MT (19/03/09)
Alda do Amaral Rocha, Fernando Lopes e Carolina Mandl, de São Paulo e Recife

Além de avaliar a venda da fábrica de Kaliningrado, na Rússia, a Sadia também estuda
se desfazer de sua unidade de abate de bovinos, localizada em Várzea Grande (MT),
apurou o Valor. Com a venda desses ativos, a empresa, que assumiu perdas com
derivativos cambiais em setembro do ano passado, busca se capitalizar e recompor o
caixa.

A decisão de vender os dois ativos mostra que a intenção da Sadia neste momento é
deixar negócios em que vem encontrando dificuldades ou que não fazem parte do "core
business".




Na Rússia, por exemplo, a Sadia enfrenta a deterioração do mercado por causa da crise
financeira internacional, além de um relacionamento difícil com o sócio local, a
Miratorg. A Sadia tem 60% do capital da operação russa e a opção natural seria vender
a participação para o sócio da fábrica de processados de carnes (empanados e
embutidos). Mas, conforme apurou o Valor, a Sadia chegou a oferecer o ativo na Rússia
e também a fábrica de Várzea Grande para a JBS-Friboi. Esta, porém, finaliza a
construção de uma fábrica em Moscou em parceria com a italiana Inalca.

Conforme apurou a reportagem, a avaliação da Sadia é de que é possível atender o
mercado russo sem fábrica no país. No caso da operação de carne bovina, que não é o
foco da empresa, o segmento vive uma crise agravada pela turbulência financeira
internacional.

A prioridade para a Sadia continua sendo a venda de ativos não operacionais, segundo
apurou o Valor, mas a venda de ativos mais velhos e menos eficientes - além da unidade
russa e do negócio de bovinos - não está descartada para que a companhia consiga se
capitalizar.



                                                                                   47
Ao mesmo tempo em que estuda a venda de ativos, a empresa prepara-se para inaugurar
na segunda-feira a fábrica de Vitória de Santo Antão (PE), que vai produzir processados
de carne. De acordo com fontes no Estado, a Sadia até pensou em desistir do negócio
por causa das dificuldades financeiras, mas foi convencida a mantê-lo após conversas
com o governo pernambucano, que ajudou a empresa a obter um empréstimo com o
Banco do Nordeste.

Fonte da instituição confirmou que a fábrica pernambucana de fato quase não sai, mas
que o governo estadual acelerou um empréstimo-ponte cedido pelo próprio Banco do
Nordeste para que ela vingasse. A obra está avaliado em cerca de R$ 300 milhões, e
mais de R$ 200 milhões virão por meio de financiamentos. A Sadia também obteve
como incentivo para investir no Estado crédito de até 90% de ICMS.

Ainda assim, o que entra em operação na próxima segunda-feira, em evento que contará
com a presença do presidente Lula, é apenas o processamento da mortadela - ou seja, só
uma das etapas da fábrica.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Sadia+estuda
+vender+unidade+de+bovinos+em+MT&dtmateria=19/03/2009&codmateria=5470547
&codcategoria=91

Lindt revê metas e vai fechar 50 lojas nos Estados Unidos (18/03/09)
Jenny Wiggins, Financial Times, de Londres


A fabricante suíça de chocolates Lindt & Sprüngli vai fechar quase dois terços de suas
lojas nos Estados Unidos, onde os consumidores estão migrando de produtos mais
sofisticados para marcas mais baratas.

As ações da Lindt caíram ontem 7%, para 20,125 francos suíços - o menor nível em
mais de três anos -, depois que a companhia também alertou que não vai cumprir as
metas financeiras de longo prazo por causa da desaceleração das vendas, encerrando
vários anos de faturamento e lucros recordes.

As vendas básicas deverão crescer entre 2% e 5% este ano, abaixo da meta de longo
prazo da Lindt de algo entre 6% e 8%. Enquanto isso, os lucros de 2009 são estimados
entre 260 milhões de francos suíços e 280 milhões de francos (US$ 220 milhões a US$
237 milhões), uma queda de cerca de 29% sobre o lucro de 361 milhões de francos
suíços registrado em 2008.

As previsões sombrias da Lindt contrastam com as perspectivas mais otimistas dos
fabricantes de chocolates voltados para o mercado de massa, como a Nestlé e a
Cadbury, que já anunciaram aumento das vendas das principais marcas, como Dairy
Milk e Kit Kat, nos últimos meses.




                                                                                    48
Para economizar dinheiro, a companhia - que também controla a marca Ghirardelli - vai
fechar 50 de suas 80 lojas nos Estados Unidos, concentrando-se nas lojas localizadas em
shopping. Ela começou a exportar chocolates para os Estados Unidos em 1987 e
começou a abrir suas próprias lojas em 1994 para aumentar a visibilidade de sua marca.

A Lindt disse que não precisa mais das lojas porque a maior parte de suas vendas nos
EUA estão sendo agora feitas por grupos varejistas bastante conhecidos, como Wal-
Mart, Costco, Target e Walgreens, e porque os consumidores não estão dispostos a
pagar os preços maiores cobrados em suas lojas.

A empresa pretende manter as lojas próprias em centros mais sofisticados das grandes
cidades, assim como em outlets, onde os consumidores podem comprar com descontos.

Na Inglaterra, na Espanha e na Itália, a falência de distribuidores afetou as vendas,
enquanto no mercado doméstico da Lindt - onde os preços dos chocolates atingiram os
maiores níveis em mais de duas décadas, por causa das tentativas dos fabricantes de
compensarem os aumentos dos custos do cacau e do transporte - os volumes de vendas
cresceram apenas 0,9%. Isso se compara a um crescimento de 7,7% em 2007.

A Lindt pretende se concentrar na expansão em mercados emergentes como a Rússia,
África do Sul, China e México, assim como mercados com "alto potencial" como os
Estados Unidos e o Reino Unido.

A margem de lucro da Lindt em 2008, antes dos juros e impostos, cresceu 40 pontos-
base para 12,3% e as vendas consolidadas aumentaram 5,8% para 2,94 bilhões de
francos suíços.

A Green & Blacks, a marca de chocolates orgânicos da Cadbury, também registrou
queda nas vendas, com o grupo anunciando vendas estagnadas no ano passado, depois
de ter registrado anteriormente um crescimento anual recorde nas vendas de até 30%.

As ações da Lindt fecharam ontem em baixa de 5%, a 20,560 francos suíços.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Lindt+revê+m
etas+e+vai+fechar+50+lojas+nos+Estados+Unidos&dtmateria=18/03/2009&codmateria
=5468078&codcategoria=95

McDonald's arma-se para contornar a crise (16/03/09)
Janet Adamy, The Wall Street Journal, de Oak Brook, EUA

O McDonald's Corp. tem sido uma das empresas de grande porte mais bem-sucedidas
durante a atual recessão. Na segunda-feira passada, a gigante do fast food anunciou
resultado das vendas de fevereiro de causar inveja à maioria das grandes redes.




                                                                                    49
Mas a piora da economia global está levando o McDonald's a se preparar para um ano
mais difícil. O fortalecimento do dólar americano está minando o poder de gerar lucros
da cadeia, que tem sede nesta cidade nos arredores de Chicago, Estado de Illinois.
Enquanto os americanos correm para o McDonald's como uma alternativa barata de
alimentação, isso não acontece em algumas partes da Europa e da Ásia.

De que maneira o McDonald's lida com esses desafios é problema de Ralph Alvarez,
um contador nascido em Cuba que é hoje diretor-geral e de operações da empresa. O
executivo de 53 anos ajudou a empresa a ter sucesso por seis anos seguidos
concentrando a atenção na melhoria das operações dos restaurantes, ajustando preços e
mantendo os custos baixos. A expectativa geral é de que ele seja o sucessor do diretor-
presidente Jim Skinner, de 64 anos, quando este se aposentar.

Alvarez está cortando os automóveis de alto consumo de combustível da frota da
empresa, pressionando os agentes publicitários a negociar preços mais baixos para os
anúncios e colocando um freio na construção de novas lojas em áreas com sinais de
fraqueza em termos de crescimento imobiliário. Ao mesmo tempo, ele supervisiona os
grandes investimentos nos setores mais promissores do McDonald's - bebidas
cafeinadas que competem com a Starbucks e melhoria do sistema drive-thru, para
aumentar as vendas e a eficiência. Para fiscalizar as operações, ele se disfarça com um
boné e óculos escuros e visita as lojas sem se identificar.

Em fevereiro, as vendas nas lojas abertas há mais de um ano em todo o mundo
aumentaram 5,4%, se descontado o dia a mais do ano bissexto de 2008. Na mesma
medida, as vendas nos Estados Unidos aumentaram 6,8%, enquanto o crescimento foi
de 4% na Europa e 4,1% na região que inclui a Ásia, a Oceania, o Oriente Médio e a
África.

Embora o McDonald's tenha sido uma das duas únicas empresas a ter lucro em 2008
entre as participantes da Média Industrial Dow Jones (a outra foi o Wal-Mart Stores
Inc.), suas ações acumulam queda este ano. Embora o preço baixo dos produtos ajude a
atrair clientes em tempos difíceis, Alvarez insiste que o declínio econômico não tem
sido uma bênção para a empresa.

"Não é correto dizer que estamos indo bem por causa disso", disse ele ao Wall Street
Journal no mês passado.

A importância de Alvarez no McDonald's deve-se, em parte, à mudança na maneira
como a empresa encara a questão sucessória. No começo desta década o McDonald's
perdeu dois diretores-presidentes, um que morreu por causa, aparentemente, de um
ataque cardíaco e outro que deixou a empresa para fazer um tratamento de câncer e
morreu pouco depois. Desde então, diretores e gerentes de todos os escalões estão
tornando a preparação dos sucessores uma prioridade, enquanto os conselheiros
dedicam uma reunião do conselho de administração, todo ano, para o planejamento da
sucessão.

Skinner diz que não tem planos de se aposentar tão cedo, e Alvarez minimiza
insinuações de que é o candidato mais forte à sucessão. "Há muitos aqui que podem
ocupar esse cargo" quando Skinner se aposentar, diz Alvarez. Franqueados, analistas e



                                                                                    50
outras pessoas ligadas à empresa concordam que Alvarez é o candidato com mais
chances.

O McDonald's está numa boa fase desde 2003, quando, para sair de um declínio,
interrompeu os projetos de expansão rápida e se concentrou na melhoria da qualidade
do cardápio, dos serviços, do ambiente dos restaurantes e do marketing dos pontos de
venda já existentes. O resultado foi um menu mais amplo, que inclui itens como saladas
com pimenta mexicana a biscoitos de frango ao estilo do Sul dos EUA servidos como
refeição matinal, e a decoração dos restaurantes com assentos de couro e TVs de tela
fina. As 32.000 lojas do McDonald's - das quais 14.000 estão nos EUA - atualmente
alimentam 58 milhões de consumidores por dia, ou 2 milhões a mais que no ano
passado.

Com a piora da economia mundial, os executivos da empresa tentam se preparar para o
que Alvarez chama o "e se" que inevitavelmente surge em situações de incerteza.
Depois de vários anos de desenvolvimento de produtos de preço mais alto, como as
saladas especiais, a empresa está dando mais ênfase à criação e marketing de itens mais
baratos. Também está adotando sistemas computadorizados em mais lojas para permitir
que os restaurantes ajustem os preços com base na demanda. Na China, há pouco tempo
alguns restaurantes cortaram em quase um terço os preços de determinadas refeições do
cardápio de almoço.

Por trás desse esforço existe um interesse cada vez maior em analisar toneladas de
dados sobre o consumidor que medem praticamente tudo - se os clientes estão mudando
para refeições mais baratas ou cortando o consumo de refrigerantes, ou exatamente
quanto se dispõem a pagar por um Big Mac. "Adoro números", diz Alvarez. "Acho que
dados usados de forma correta contam uma história."

Raul Alvarez, seu nome de batismo, nasceu em Havana e deixou o país com a família
quando tinha cinco anos, depois que Fidel Castro assumiu o poder. Ele cresceu em
Miami e sonhava ser professor de educação física. Um tio o encorajou a estudar
contabilidade e, depois de trabalhar para a auditoria hoje conhecida como Deloitte,
arrumou emprego como analista de orçamento do Burger King, o concorrente do
McDonald's que tem sede em Miami.

No fim da década de 80, Alvarez tentou duas vezes, sem sucesso, um trabalho no
McDonald's, mas "não consegui passar da porta", diz ele, pois a empresa prefere o
sistema de promoções internas. Alvarez foi então trabalhar para outra concorrente, a
Wendy's International Inc.

Em 1994, o McDonald's o contratou e o treinou para um cargo de gerente regional, em
parte porque queria mais funcionários de origem hispânica nos cargos de gerência, diz
ele. Em geral, os gerentes do McDonald's levam décadas para chegar aos escalões mais
altos, mas isso não aconteceu no caso de Alvarez, que foi promovido ao segundo cargo
mais importante da empresa em 2006. Seus funcionários dizem que a índole competitiva
e o foco em resultados concretos são as razões que o levaram a ter um desempenho
acima da média na empresa.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos


                                                                                    51
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=McDonalds+a
rma-
se+para+contornar+a+crise&dtmateria=16/03/2009&codmateria=5463328&codcategori
a=325

SABMiller na China (16/03/09)

A SABMiller, a segunda maior cervejaria do mundo, informou que sua joint venture na
China decidiu comprar a Shandong Hupo Brewery, por US$ 41,7 milhões. É a quarta
aquisição da China Resources Snow Breweries, em que a SABMiller tem uma fatia de
49%, em três semanas, segundo a Bloomberg. A empresa opera cerca de 60 cervejarias
e vendeu 69 milhões de hectolitros da bebida em 2007.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Destaques&dt
materia=16/03/2009&codmateria=5463074&codcategoria=95

Cervejeiras nos EUA (16/03/09)

A Anheuser-Busch InBev (AB-InBev) informou que completou a venda da sua unidade
Labatt nos Estados Unidos para o grupo de private equity KPS Capital Partners. No mês
passado, o KPS informou que a Labatt EUA e outra cervejaria recém-adquirida, a High
Falls, serão fundidas em uma nova empresa chamada North American Breweries. A
venda da Labatt EUA foi uma exigência das autoridades antitruste americanas, após a
compra da Anheuser-Bush pela InBev.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=16/03/2009&codmateria=5463059&codcategoria=95

Oriental em leilão (12/03/09)


Affinity Equity Partners e KKR & Co. foram escolhidos para participar de um novo
round do processo de venda da cervejaria sul-coreana Oriental, de propriedade da
Anheuser-Busch InBev. A informação, segundo a Bloomberg, foi dada por cinco
pessoas que acompanham a venda que está sendo feita em formato de leilão. A oferta
inicial, feita pelo grupo Lotte, que opera a maior rede de lojas de departamento da
Coréia do Sul, foi considerada muito baixa e rejeitada, disseram duas fontes. AB InBev
talvez tenha que aceitar menos de US$ 2 bilhões pela empresa.



                                                                                   52
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=12/03/2009&codmateria=5457657&codcategoria=95&p=508&t=12px

Hershey investe na Ásia (12/03/09)


Hershey, a maior fabricante de chocolate dos EUA, comprou a unidade de consumo da
fabricante de chocolates suíça Barry Callebaut em Cingapura. Hershey receberá uma
licença perpétua para vender os produtos de consumo da marca Van Houten na Ásia, no
Oriente Médio, Austrália e Nova Zelândia, informou a Barry Callebaut, segundo a
Bloomberg. O preço da operação não foi revelado.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=12/03/2009&codmateria=5457657&codcategoria=95

SABMiller fará cervejas caras na Ucrânia (11/03/09)
Daryna Krasnolutska e Halia Pavliva, Bloomberg News

A SABMiller, segunda maior companhia cervejeira do mundo, procurará estancar os
prejuízos de sua subsidiária Sarmat, na Ucrânia, no ano que vem, mediante a venda de
marcas de cervejas mais caras, para resistir ao desaquecimento econômico do país.

As denominadas marcas premium ainda estão ganhando popularidade na Ucrânia, onde
as vendas de cervejas baratas estão encolhendo, disse ontem Igor Tikhonov, diretor-
gerente das operações da SABMiller na Comunidade de Países Independentes.


"Nossa principal tarefa é zerar nossos prejuízos na fábrica em Sarmat", disse Tikhonov.
A unidade "nunca produziu cervejas premium. Portanto, essa é uma oportunidade
atraente".


Com uma expansão anual de 14% nos quatro anos até 2006, o mercado de cervejas na
Ucrânia parou de crescer no ano passado e o crescimento poderá não ser retomado no
curto prazo, disse Tikhonov. A SABMiller adquiriu a Sarmat em maio e investirá mais
de US$ 15 milhões neste ano "para deixar a fábrica em nível equivalente a seus padrões
internacionais". A fábrica ucraniana começará em breve a produzir marcas mais caras,
acrescentou, sem dar detalhes.




                                                                                    53
A Sarmat tem cerca de 4% do mercado ucraniano de cervejas. A economia do país está
encolhendo, após nove anos de crescimento, porque a crise está cortando os acessos a
crédito e investimentos. De 2000 a 2007, a Ucrânia cresceu a um ritmo anual de 7%.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=SABMiller+fa
rá+cervejas+caras+na+Ucrânia&dtmateria=11/03/2009&codmateria=5455854&codcate
goria=95

McDonald's em fevereiro (10/03/09)

As vendas nas lojas do McDonald's, em funcionamento há pelo menos um ano no
mundo, cresceram 1,4% em fevereiro. Nos EUA, houve expansão de 2,8%, mas as
vendas na Europa caíram 0,2% em fevereiro. Na Ásia, Oriente Médio e África, o avanço
foi de 0,7% nas vendas, segundo o Valor Online.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=10/03/2009&codmateria=5453989&codcategoria=95

Coca-Cola na China (09/03/09)

A Coca-Cola Co., maior fabricante de refrigerantes do mundo, tem planos de investir
US$ 2 bilhões na China nos próximos três anos na tentativa de conquistar mais 1,3
bilhão de consumidores nesse país. Segundo a Bloomberg, o plano de investimento
inclui um centro tecnológico de US$ 90 milhões aberto em Xangai.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=09/03/2009&codmateria=5449347&codcategoria=95

Nestlé vê "espaço" e entra no mercado de leite longa vida (09/03/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

Com um projeto de R$ 100 milhões, que pode ser ampliado no futuro, a multinacional
Nestlé entra, a partir de abril, num novo mercado no país: o de leite longa vida
premium. "Existe um espaço para ser ocupado nesse mercado [de leite longa vida] e o
nosso plano é ter 5% dele no menor prazo possível", disse Ivan Zurita, presidente da
Nestlé no Brasil, ao Valor.



                                                                                 54
O mercado de leite longa vida (UHT) gira cerca de 5 bilhões de litros por ano no Brasil
e o de leites especiais, cerca de 100 milhões de litros, segundo Zurita. A Nestlé, com sua
linha premium, quer abocanhar 250 milhões de litros do total de 5 bilhões de litros.
Uma aposta sem dúvida ambiciosa que mostra que a empresa espera incrementar o
ainda tímido mercado de produtos premium no país.

A nova linha terá marcas já tradicionais no portfólio da companhia, em embalagens
Tetrapack. Haverá o leite Ninho fortificado com ferro e vitamina A, C e D e três
desnatados: Molico enriquecido com vitamina A e D, Molico com Actifibras e Molico
Cálcio Plus.

Inicialmente, a Nestlé vai ofertar a nova linha de leites no Sudeste. O desempenho das
vendas vai definir quando entrar na região Sul.

A empresa fez um acordo com a Shefa, de Amparo (SP), para produzir a sua linha de
leite UHT. Uma área da planta será destinada à produção com a supervisão de pessoal
da Nestlé. "Inicialmente, vamos produzir na Shefa, mas vamos avaliar o mercado e,
eventualmente, partir para algo maior", afirmou Zurita.

Para produzir a linha de leites UHT, a Nestlé terá de ampliar a sua captação de leite no
país. Em 2008, a DPA (joint venture entre Nestlé e Fonterra) captou 1,9 bilhão de litros
de um total de 46 mil produtores. O presidente da Nestlé não revela, porém, de quanto
será esse aumento. A Nestlé foi líder da captação de leite no Brasil em 2007, mas a
entrada da Perdigão no segmento, com a compra de várias empresas, acirrou a disputa
em 2008, quando se estima que a produção de leite formal atingiu 19 bilhões de litros
no país.

A Perdigão, aliás, será uma das principais concorrentes da Nestlé nesse segmento que
tem margens melhores do que as do segmento de longa vida comum. Elegê e Batavo,
controladas pela Perdigão, têm linhas de leites especiais. A Batavo tem leite desnatado
com cálcio light, ferro com vitaminas e semidesnatado com baixa lactose. Já a Elegê
tem leite desnatado extra cálcio, leite com baixo teor de lactose e leite com fibras.

Outra concorrente da Nestlé é a Parmalat, com quatro produtos na na linha de especiais.
A empresa, controlada pela Laep Investiments, tem uma marca forte, mas vive
dificuldades financeiras e tem reduzido sobremaneira suas operações, inclusive com a
venda de fábricas. Para fontes do setor de lácteos, a estratégia da Nestlé inclui ocupar
espaços deixados pela Parmalat no mercado.

O próprio presidente da Nestlé, observa, sem citar nomes de empresas do segmento, que
eventos recentes relacionados à qualidade do leite afetaram o mercado de longa vida.
No fim de 2007, uma operação da Polícia Federal descobriu que duas cooperativas
mineiras, a Coopervale, de Uberlândia, e Casmil, de Passos, adulteravam leite cru com
soda cáustica e água oxigenada. Elas eram fornecedoras da Parmalat, que as
descrendenciou e sempre refutou as acusações de adulteração.

"Hoje, você vai ao supermercado e não lembra a marca de leite que comprou", comenta
Zurita sobre a grande pulverização no segmento de longa vida. O país tem mais de 100
marcas de leite longa vida e cerca de 70 empresas.



                                                                                       55
Na visão de Zurita, "há um mercado a ser ocupado", já que "a categoria sofreu muito" e
"existem empresas debilitadas". Essa debilidade está relacionada à oferta elevada de
leite no último ano e ao desaquecimento dos preços no mercado internacional de
lácteos, que desestimulou as exportações.

Ainda que as vendas externas - basicamente de leite em pó, condensado e de creme de
leite - respondam por apenas 8% dos volumes de lácteos produzidos pela Nestlé, Zurita
defende que a única forma de reduzir as oscilações no segmento de leite no país é abrir
novos mercados para o produto nacional e assim escoar os excedentes de produção. Ele
acredita que a Europa não tem condições de manter os subsídios e avalia que o Brasil é
o único país com capacidade de atender a demanda mundial, já que Nova Zelândia tem
restrições climáticas para elevar a produção e a Argentina não tem escala.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Nestl%C3%A
9+v%C3%AA+espa%C3%A7o++e+entra+no+mercado+de+leite+longa+vida&dtmateri
a=09/03/2009&codmateria=5449368&codcategoria=306

Unilever investe R$ 25 milhões em versão infantil do suco de soja Ades
(06/03/09)
Beth Koike, de São Paulo

De olho no segmento de sucos à base de soja, que cresceu no ano passado quase 20%
em volume, contra 3,9% do setor de bebidas não-alcoólicas como um todo, a Unilever
está lançando hoje um suco Ades voltado para o público infantil. Jefferson Dias/Valor

Daniela, da Unilever: investimento inclui nova formulação da bebida e marketing


A multinacional investiu R$ 25 milhões no desenvolvimento de uma nova formulação
para o suco, que contará também com embalagens diferenciadas e foi batizado de Ades
Nutrikids. "Os sucos para crianças terão acréscimo de vitaminas A e E, além de cálcio,
ferro e zinco", explica Daniela Cachich, gerente de marca Ades, da Unilever.


Ainda de acordo com Daniela, esse é o maior investimento da Unilever neste ano em
um único produto. O Ades é a principal marca da multinacional na área de alimentos e
bebidas.


Além das embalagens tradicionais de 1 litro, a empresa também desenvolveu uma
versão de 200 ml para a lancheira da garotada. Os sucos serão oferecidos nos sabores
uva, laranja, chocolate e morango. Atualmente, as embalagens de até 250 ml
representam 14% do mercado de sucos. Já entre as bebidas de leites saborizados, as
caixinhas de até 250 ml são maioria, com participação de 83% do mercado.




                                                                                    56
Dados da Nielsen mostram que o segmento de sucos à base de soja movimentou no ano
passado R$ 672,8 milhões, com a venda de 209 milhões de litros, uma alta de 21,8% em
valor e 19,3% em volume em relação a 2007. O Ades detém 63,4% de participação de
mercado.


Os sucos à base de soja ainda têm pequena representatividade no setor de bebidas não-
alcoólicas, principalmente se comparados aos refrigerantes, que movimentaram R$ 20,6
bilhões em 2008. Porém, foi a categoria que mais cresceu em faturamento (21,8%) e a
que teve o segundo maior desempenho em volume (19,3%), atrás apenas das bebidas
energéticas (ver tabela).

"No ano passado, 2 milhões a mais de lares brasileiros passaram a consumir suco à base
de soja por causa da praticidade, busca por uma vida saudável e aumento da renda", diz
Filipe Abolafio, consultor da Nielsen.


Outro fator que tem impulsionado a demanda é a redução de preço. Houve uma queda
real de 3,4% no valores cobrados em 2008.


Já o Ades Nutrikids será comercializado com preço maior do que a bebida destinada ao
público adulto. "Esse é um produto com mais nutrientes", explica Daniela.


Para exaltar os benefícios do novo produto, a Unilever inicia em abril campanhas
publicitárias, produzidas pela Ogilvy, em TV, revistas e internet.


Antes desse, o último investimento da Unilever na linha Ades foi feito em setembro,
com R$ 12,5 milhões destinados à criação de produtos voltados para o verão.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Unilever%20i
nveste%20R$%2025%20milh%ef%bf%bdes%20em%20vers%ef%bf%bdo%20infantil
%20do%20suco%20de%20soja%20Ades%20&dtMateria=06/03/2009&codMateria=54
47802&codCategoria=95

AmBev vende menos cerveja mas mantém margem (06/03/09)
Daniele Madureira, de São Paulo

Em um ano em que a venda nacional de cervejas cresceu 5,1% em volume e 9,3% em
valor, segundo a Nielsen, a AmBev - dona das marcas Brahma, Antarctica, Skol,
Bohemia, entre outras, líder absoluta da categoria - recuou 0,3 ponto percentual em
participação de mercado no ano passado. Ainda assim, com mais de dois terços das
vendas totais (67,5%), a companhia permanece muito distante da segunda colocada, a



                                                                                   57
Schincariol, dona de 12,5%, que conquistou 0,4 ponto percentual de participação em
2008.

A variação, ainda que mínima, dá o tom da disputa de mercado em 2009 e justifica, em
parte, o desempenho da AmBev no ano passado. "Houve fabricantes que foram muito
agressivos com preços. Algumas nem sequer aumentaram preço em linha com a
inflação", disse o gerente de relações com investidores da AmBev, Michael Findlay.


A empresa registrou receita líquida de R$ 20,9 bilhões em 2008, com crescimento de
6,4% sobre o ano anterior.


O lucro líquido subiu 8,6%, para R$ 3,06 bilhões no mesmo período. Considerando
apenas o quatro trimestre, no entanto, o lucro líquido da companhia caiu 14,8% para R$
964,4 milhões.


A AmBev justifica esse recuo especialmente pela adoção das novas práticas contábeis,
impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que começam a impactar os
balanços de 2008 das companhias abertas.


"Excluindo os ajustes com as novas normas contábeis, o lucro do terceiro trimestre
cresceu 16,3%", afirma Findlay.


Da mesma maneira, segundo ele, o lucro líquido do ano teria crescido bem mais - 21% -
se fossem desconsideradas as alterações das práticas contábeis. O gerente de RI observa,
porém, que outros fatores influenciaram as vendas de 2008.

O carnaval antecipado do ano passado e as chuvas no último trimestre, em São Paulo e
no Rio, tiveram impacto sobre o consumo de cerveja no verão, nossa principal época de
vendas", diz.


Além disso, afirma, o aumento dos custos com alimentação mexeu com o poder de
compra do consumidor. Nesse cenário, competidores que não mexeram no preço
ganharam um pouco mais de espaço. Mas essa estratégia passa longe das diretrizes da
AmBev, segundo o executivo.


"Queremos aumentar a participação, ou pelo menos mantê-la, melhorando a
rentabilidade", afirma Findlay. A idéia, nessa linha, é evitar reduzir seus preços, que
subiram, em média, 4,8% no ano passado. "Esse reajuste está em linha com a inflação",
diz o gerente de RI. Os custos, com destaque maior para matérias-primas, como cevada,
por exemplo, por outro lado, subiram 8,2% por hectolitro.




                                                                                     58
A meta da AmBev é aumentar a margem de lucro, independentemente do volume
consumido. "Em um ano de crise, em que não sabemos o que vai acontecer, não há
como basear o crescimento sobre o volume, uma variável sobre a qual não temos
controle", explica.


Em refrigerantes, os resultados de 2008 foram diferentes - bem mais auspiciosos.


Mesmo com o aumento de preços, a companhia conquistou 0,6 ponto percentual de
participação em volume em 2008, e ficou com 17,7%, segundo informou a AmBev,
com base nos dados apurados pela Nielsen. No ano passado a categoria registrou
aumento de vendas de 3,5% em volume e 8,4% em valor.


"Tivemos iniciativas de sucesso, como o lançamento do Guarah, da Sukita Uva e da
embalagem de 3,3 litros do guaraná Antarctica", disse Findlay.


Mas a venda de cerveja no Brasil representa mais de 50% da receita da empresa, lembra
a analista da Brascan, Denise Messer. "Esse ano deve ser desafiador para a AmBev",
diz. "A redução do consumo de cerveja exige redução de custos e despesas", diz ela, que
projeta uma perda de cerca de dois pontos percentuais para a companhia este ano na
participação no mercado de bebidas. A empresa, lembrou, foi afetada pela Lei Seca, que
gerou queda de vendas nos bares e aumento nos supermercados.

Curiosamente, nos Estados Unidos, a AB-Inbev, que controla a AmBev, reportou
aumento de participação no ano passado - e justamente em um mercado que
permaneceu estável, em termos de volume de cerveja. De acordo com análise da
Bernstein Research, a empresa ganhou espaço sobre os concorrentes oferecendo uma
cerveja mais barata, a Bud Light Lime. O consumidor americano, com menos dinheiro
no bolso, está migrando de marcas mais caras para mais baratas.


Os resultados consolidados da AmBev incluem as unidades da Quinsa, na Argentina, e
da Labbatt, no Canadá. No mercado argentino o desempenho foi positivo: a receita
líquida cresceu 27,8%, o volume de vendas subiu 10,4% e o lajida (lucro antes de juros,
impostos, depreciação e amortização) deu um salto de 34,4%. Já no Canadá, o quadro
foi bem diferente. A receita líquida caiu 1,6%, o volume de vendas, em hectolitros subiu
apenas 2,1% e o lajida caiu 6,1%.


A AmBev é uma das primeiras companhias brasileiras a declarar no seu balanço de
2008, conforme as novas regras contábeis, as despesas referentes a planos de
pagamentos com ações ( stock options). A companhia informou em seu balanço que
existem R$ 47,5 milhões, em ações, nas mãos de seus executivos. Segundo a empresa
explicou, esse valor refere-se a planos concedidos entre 2004 e 2008.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas


                                                                                     59
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=AmBev+vend
e+menos+cerveja++mas+mantém+margem+&dtmateria=06/03/2009&codmateria=544
7816&codcategoria=95

AB-InBev cresce nos EUA e recua na Rússia (06/03/09)
Jenny Wiggins, Financial Times

A Anheuser-Busch InBev (AB-InBev) anunciou ontem, quinta-feira, que prossegue com
o plano de vender ativos de "pelo menos" US$ 7 bilhões e que cortou custos além do
esperado, dentro dos esforços para desalavancar seu balanço, carregado com cerca de ?
45 bilhões de euros em dívidas.

O grupo tornou-se a maior cervejaria do mundo, mas também a de maior alavancagem,
depois do negócio de compra da Anheuser-Busch pela belgo-brasileira InBev, por US$
52 bilhões, em novembro de 2008. A sinergia proporcionada pela combinação das
operações gerou uma economia de US$ 2,25 bilhões, acima do US$ 1,5 bilhão previsto
de início, segundo a empresa.




A cervejaria precisa levantar apenas US$ 2,8 bilhões em dinheiro no curto prazo para
pagar o restante de um empréstimo-ponte de US$ 7 bilhões, até novembro. Até agora,
obteve cerca de US$ 4 bilhões com a emissão de bônus e a venda de participação de
20% na cervejaria chinesa Tsingtao à japonesa Asahi, neste ano.


Analistas dizem que a cervejaria poderia pagar o restante do crédito com seu fluxo de
caixa livre, destinado a aumentar após a decisão de liberar cerca de US$ 500 milhões de
capital de giro das antigas operações da Anheuser-Busch e reduzir em US$ 1 bilhão os
gastos em bens de capital.


De qualquer forma, o grupo iniciou o processo de venda de ativos, como a cervejaria
sul-coreana Oriental, com a qual poderia receber entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.


Entre as outras possíveis vendas estão a unidade de parques temáticos de diversões, com
o SeaWorld, Busch Gardens e Aquatica, e sua cervejaria na Alemanha, que inclui a
marca Beck´s. Alguns analistas consideram possível a venda das operações de cerveja
na Rússia.


Ontem, em seu balanço, a AB-InBev divulgou perda de 0,8 ponto porcentual de
participação de mercado na Rússia. A companhia tentou ganhar uma maior fatia do
segmento de alto padrão no mercado russo e as vendas no país, em volume, caíram
12,4% no ano e 21,1% no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2007.



                                                                                    60
Na América do Norte, que a partir de 2010 será a região que mais contribuirá para o
lucro da AB-InBev, as vendas em volume subiram 3,1% em 2008 e 4,1% no quarto
trimestre.


Nos Estados Unidos, o aumento foi de 1,6%, em parte graças às boas vendas da nova
marca Bud Light Lime (mais barata).


Pelo critério pro forma, as vendas totais de cerveja em 2008, em volume, caíram 0,8%,
para 242 milhões de hectolitros. Com refrigerantes, as vendas ficaram estáveis.


O lucro, excluindo custos de reestruturação, subiu 2,1%, para ? 4 bilhões de euros, e as
vendas avançaram 5,2%, para ? 16 bilhões de euros.


A companhia trocará o euro pelo dólar como moeda de contabilidade do balanço,
porque a maior parte de seu fluxo de caixa agora é na divisa americana.


A AB-InBev também anunciou que não haverá bônus neste ano para seu CEO, Carlos
Brito, e principais executivos, porque não cumpriram as metas financeiras traçadas para
2008.


"Os incentivos à direção devem estar totalmente alinhados com os interesses dos
acionistas", declarou a AB-InBev, destacando que no futuro a gerência será avaliada de
acordo com a obtenção de metas ligadas à taxa de endividamento líquido da companhia
em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida).
(Tradução de Sabino Ahumada)

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:     http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=AB-
InBev+cresce+nos+EUA+e+recua+na+Rússia&dtmateria=06/03/2009&codmateria=54
47817&codcategoria=95

Mais chocolate (05/03/09)

A indústria de chocolates prevê faturar nesta Páscoa R$ 828 milhões, alta de 7,9% em
relação a 2008. O preço dos ovos deve registrar aumento médio de 8%, segundo a
Abicab, associação do setor. Nesta Páscoa, as fabricantes devem produzir 24 mil
toneladas de ovos, alta de 4,8%. Para o ano, a previsão é que o setor venda 329 mil
toneladas de chocolates.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos


                                                                                     61
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Destaques&dt
materia=05/03/2009&codmateria=5444011&codcategoria=95

AB-InBev tenta vender ativos e focar nos EUA (05/03/09)
Do Financial Times, em Londres, Nova York e Hong Kong

Anheuser-Bush InBev (AB-InBev), a maior cervejaria do mundo, poderá eventualmente
vender seus negócio de cerveja na Rússia enquanto levanta recursos para pagar dívidas
e foca em suas marcas americanas mais lucrativas, avaliam alguns analistas.

A cervejaria, que divulga hoje seu primeiro resultado anual depois da compra, por US$
52 bilhões, da Anheuser pela InBev, ocupa o segundo lugar no mercado russo, atrás da
Baltika, pertencente à Carlsberg, da Dinamarca.

SUN InBev, o negócio do grupo na Rússia, vende uma gama de marcas locais assim
como Beck's e Stella Artois e tem seu valor estimado em US$ 6 bilhões. O negócio, que
controla cerca de 19% do mercado russo de cerveja, não é visto como uma das
operações-chave que a AB-InBev está tentando vender para levantar cerca de US$ 3
bilhões para pagar o empréstimo-ponte que vence no final deste ano. (Este empréstimo
faz parte do financiamento tomado pela InBev para comprar a Anheuser).

Mas, com a perspectiva dos EUA contribuírem para a maior parte do lucro da AB-
InBev a partir de 2009 - e vendas de marcas populares como a Bud melhorando -, o
valor da Rússia para a maior cervejaria do mundo está caindo. A companhia vem
também perdendo participação na Rússia, enquanto a concorrente Baltika ganha,
respondendo agora por cerca de 38% do mercado de cerveja.

Trevor Striling, analista da Bernstein Research, diz que "existe uma possibilidade, se for
oferecido um preço atrativo, deles venderem os negócios da Rússia e da Ucrânia".

Um possível comprador seria a SAB Miller, que tem 6% do mercado russo de cerveja.

Pessoas próximas à InBev dizem que a operação na Rússia não está à venda e que
continua sendo importante para a empresa.

Nos EUA, a Anheuser tem ganho mercado neste ano, em parte devido ao sucesso da sua
marca Bud Light Lime. Consumidores têm migrado de marcas mais caras para mais
baratas, em linha com a queda de seus rendimentos.

Analistas estão ansiosos para ver a AB-InBev reduzir seu endividamento líquido,
estimado em ? 45 bilhões (ou US$ 56 bilhões), e esperam que hoje a empresa informe
como está dispondo de seus ativos.

A cervejaria está nos estágios iniciais do processo de venda da Oriental Brewery,
localizada na Coréia do Sul, e há a expectativa de que ponha à venda os parques
temáticos que faziam parte do portfólio de operações da Anheuser.




                                                                                       62
Asahi, a cervejaria japonesa, e o grupo Lotte, um conglomerado de varejo da Coréia do
Sul, poderão unir-se na segunda fase do leilão da Oriental e são apontados como
favoritos. Fontes próximas às empresas interessadas na Oriental dizem que a AB/InBev
espera arrecadar entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões com essa venda. O lado dos
compradores estima algo entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

JP Morgan, que está aconselhando a InBev na venda da Oriental, deverá em breve
anunciar quem se credenciou para a segunda fase. O processo pode levar meses para
terminar e se a InBev achar que o preço está baixo, ela pode decidir não vender.
Fonte:
Palavra-chave:
Link:http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=AB-
InBev+tenta+vender+ativos+e+focar+nos+EUA&dtmateria=05/03/2009&codmateria=5
444022&codcategoria=95

Venda de cachaça sobe, enquanto de cerveja cai (02/03/09)
De São Paulo

De um lado do balcão, o número de "loiras geladas" diminuiu. Desde o fim de 2008, o
reajuste médio de 6% no preço da bebida deixou o consumo menos encorpado. A venda
de cerveja encolheu 1,8% em janeiro, o equivalente a 14,1 milhões de litros. Ao mesmo
tempo, o consumo de cachaça não dá sinais de ressaca: uma das marcas mais
tradicionais do país, a Velho Barreiro, da IRB Tatuzinho 3 Fazendas, vendeu 10% mais
no primeiro mês de 2009, sobre igual período do ano anterior.

"Janeiro do ano passado já havia sido um ano bom. Essa alta nos surpreendeu", afirmou
o presidente da empresa, César Rosa. Em faturamento, a Velho Barreiro cresceu 17% no
primeiro mês do ano. A lucratividade, que, conforme se esperava na companhia, deveria
subir 4%, saltou para 13,2%.


Assim como a cerveja, o preço da cachaça aumentou. Em algumas situações, o valor do
litro passou de R$ 3 para R$ 6 em 12 meses. Mas isso não foi empecilho para as vendas.
"Para o dono do bar, que vende a dose por R$ 0,50, o litro gera um faturamento de R$ 9.
Mesmo com o aumento, ele continua ganhando muito", diz Adalberto Viviani, consultor
especializado no mercado de bebidas.


A diferença na curva de vendas de cerveja e cachaça em janeiro permite considerar uma
migração no consumo de uma bebida para outra. "Para o consumidor classe C, que é o
maior público tanto da cerveja quanto da cachaça, vale mais a pena tomar uma dose de
pinga que gastar nove vezes mais (com a cerveja)", diz o consultor.


As destilarias esperam que esse movimento se mantenha. O inverno responde por 60%
do consumo, época em que as vendas de cerveja caem. "Se no verão a cachaça já está
levando a melhor, imagine como vai ser", diz Rosa.(LC)




                                                                                    63
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Venda+de+ca
chaça+sobe,+enquanto+de+cerveja+cai&dtmateria=02/03/2009&codmateria=5438541
&codcategoria=95

Bimbo lucra 31% mais no trimestre (02/03/09)
Reuters, da Cidade do México

O Grupo Bimbo, terceiro maior produtor de pães do mundo, fechou o quarto trimestre
com um lucro líquido 31% maior que o obtido em igual período de 2007 devido aos
reajustes dos preços e aumento nos volumes vendidos. O ganho líquido da companhia
mexicana foi de 1,27 bilhão de pesos (US$ 92 milhões) no quarto trimestre, quando as
suas vendas aumentaram 15,1%, totalizando 22,2 bilhões de pesos.

Na América Latina, porém, a margem operacional foi 1,4 ponto percentual menor nos
três últimos meses e 0,4 ponto inferior em todo o ano de 2008. "Os esforços para reduzir
as despesas gerais não foram suficientes para compensar o impacto (causado pela
elevação dos custos das matérias-primas)", afirmou a Bimbo. "Cabe mencionar que o
Brasil registrou melhoras notáveis em relação a 2007 devido à integração da operação
da Nutrella no segundo trimestre de 2008", acrescentou a empresa.


As margens caíram devido à elevação generalizada dos preços das matérias-primas e à
desvalorização de várias moedas em relação ao dólar americano no quarto trimestre. A
Bimbo possui uma forte participação de mercado nos Estados Unidos e na América
Latina. Em janeiro, o grupo pagou US$ 2,5 bilhões pelas operações da George Weston
no Canadá, aquisição que as agência de classificação de risco de crédito olharam com
ressalvas.




Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Bimbo++lucr
a+31%+mais+no+trimestre+&dtmateria=02/03/2009&codmateria=5438524&codcatego
ria=95

AmBev intensifica enxugamento de custos e vai dispensar temporários
(02/03/09)
Lílian Cunha

O corte de US$ 1,5 bilhão até 2011 anunciados pela Anheuser-Busch InBev em
dezembro já está surtindo efeitos no Brasil, entre as unidades da AmBev. A cervejaria,
conhecida pela austeridade com gastos, está mais do que nunca cortando despesas. O
enxugamento atinge até as tampinhas de refrigerante, que vão diminuir. Além disso, na


                                                                                     64
semana passada a empresa informou o fechamento da fábrica de Mogi Mirim (SP).
Neste mês, com o fim do verão, mais 1 mil temporários devem ser dispensados.

A redução global de custos tem seu propósito: a AB-InBev tem de pagar dentro de 76
dias 15% da dívida de US$ 65 bilhões que tem com bancos pela compra da americana
Anheuser-Busch. A parcela - primeira de um financiamento que vai até 2013 - é a maior
de todas, somando US$ 9,8 bilhões.




O fechamento da fábrica em Mogi Mirim atingiu 166 funcionários. Desses, 20 serão
transferidos para outras filiais e 146 serão desligados. Também serão dispensados os
temporários contratados para dar conta da produção de verão. Esse pessoal representa
5% do total de empregados da AmBev: 23 mil pessoas.


Para quem fica, a ordem é economizar. Viagens foram reduzidas. Quem precisar, ficará
em hotéis mais baratos. Se duas pessoas viajarem para o mesmo destino, dividirão o
quarto do hotel. Passagens aéreas só em classe econômica e marcadas com
antecedência, para conseguir melhores preços.


Entre abril e maio, a tampa dos refrigerantes será reduzida - medida que começou a ser
adotada pela concorrente Coca-Cola em novembro. A AmBev não revela quanto deve
economizar com essa ação. No caso da Coca-Cola, a economia com plástico é de meio
centavo por garrafa. Se essa estimativa se aplicasse à AmBev, que vende (conforme
números de 2007) 2,4 bilhões de litros de refrigerante ao ano e fosse considerado que
um litro equivale a uma garrafa (uma média, já que há vários tamanhos no mercado), só
a tampa menor representaria um corte anual de R$ 12 milhões. Esse valor equivale, por
exemplo a 14% do montante que a empresa está aplicando na fábrica de Sete Lagoas
(MG), a ser inaugurada em junho. Esse investimento, que totaliza R$ 87 milhões, assim
como os R$ 213 milhões anunciados para a construção de uma maltaria em Passo Fundo
(RS), que deve operar em 2010, estão mantidos.


Um fator interno está, segundo a AmBev, pressionando os custos - a entrada em vigor,
em janeiro, da nova tributação sobre bebidas frias, que envolve a cobrança de Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e Cofins. Segundo a empresa, o gasto subiu
15%. A nova tarifação leva em conta não só o volume fabricado, mas também o preço
do produto - paga mais quem cobra mais. "Na média, os preços da AmBev são 30%
mais altos que os das rivais", diz Adalberto Viviani, consultor especializado em bebidas.


Na quinta-feira, AB-InBev e AmBev divulgarão os resultados de 2008. A expectativa é
de perdas em volume. Segundo a Nielsen, a fatia de mercado da AmBev caiu de 68,2%
para 67% no ano passado. O verão chuvoso que se iniciou nos últimos dois meses de
2008 também fez cair as vendas no Sul e Sudeste. Mas, pelo lado financeiro, a
expectativa é de ganhos. A AmBev é conhecida por sua boa rentabilidade. Seu custo de
produção de cerveja, em 2007, foi de R$ 41,2 para cada 100 litros.


                                                                                      65
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=AmBev+inten
sifica+enxugamento+de+custos+e+vai+dispensar+temporários&dtmateria=02/03/2009
&codmateria=5438552&codcategoria=95

Páscoa aquecida (02/03/09)


A Associação Brasileira da Indústria de Chocolate e Similares (Abicab) informou,
conforme a Folhapress, que está otimista em relação à Páscoa deste ano, apesar da crise
financeira internacional. A entidade acreditam que as vendas poderão até superar as
22,9 mil toneladas de ovos e bombons de chocolate comercializadas em 2007. A
indústria faturou R$ 767 milhões no ano passado com a data. Segundo a Abicab, a
indústria deverá contratar 25 mil trabalhadores temporários para a Páscoa.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=02/03/2009&codmateria=5438640&codcategoria=89

Mercado de leite começa a dar sinais de retomada (02/03/09)
De São Paulo

Depois de quatro meses praticamente estável, o leite dá sinais de que deve começar a se
recuperar a partir de abril. Em fevereiro, os produtores do país receberam, em média, R$
0,586 pelo litro do leite (entregue em janeiro), leve queda de 0,5% no mês, segundo
levantamento da Scot Consultoria.

Mas a expectativa é de um mercado "um pouco mais favorável" aos produtores de leite
nos próximos meses com o fim das férias escolares, que reaquece o consumo, afirma
Cristiane Turco, da Scot.


Há outros sinais nesse sentido, nota a Scot. Em fevereiro, os preços do leite no "spot"
(produto comercializado entre as empresas) começaram a reagir após oito meses
consecutivos de queda. O litro de leite ficou em R$ 0,59, em média, alta de 2,18% no
mês.


Turco também observa que já há reação nos preços no varejo. "Ainda não chegou ao
produtor, mas deve chegar", afirma. Segundo a Scot, em fevereiro, o leite longa vida
subiu 6,20% sobre o mês anterior, no varejo paulista, para R$ 1,7737 por litro. A oferta


                                                                                     66
de leite ainda é grande, principalmente no Nordeste, de acordo com a analista. No
Sudeste, porém, a safra já está no fim e a entressafra já chegou ao Rio Grande do Sul.


Pesquisa da Scot com 300 empresas em 17 Estados mostra que 24% creem em alta do
preço do leite ao produtor em março. Outros 69% preveem estabilidade e 7%,
queda.(Alda do Amaral Rocha)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Mercado+de+
leite+começa+a+dar+sinais+de+retomada&dtmateria=02/03/2009&codmateria=543854
3&codcategoria=306

Femsa vende 3,5% menos no trimestre (27/02/09)
De São Paulo

A Femsa, uma das maiores engarrafadores de Coca-Cola do mundo e também uma das
mais importantes cervejarias da América Latina, anunciou ontem que teve um lucro
líquido 78% menor no último trimestre do ano passado, por causa da desvalorização das
moedas latino-americanas. O total caiu para 586 milhões de pesos (US$ 39 milhões), de
2,65 bilhões (US$ 178 milhões) registrados no mesmo período de 2007.

Considerando a venda de cervejas, o volume comercializado no Brasil caiu 3,5% no
trimestre, segundo a empresa, devido às más condições climáticas, uma vez que, nesse
mercado, quanto mais chove, menos se vende.


No ano como um todo, entretanto, o volume de vendas de cervejas cresceu 3,9%.
Segundo a empresa mexicana, esse foi o segundo ano consecutivo de crescimento de
vendas no país.


Na área de cervejas, as vendas mundiais da Femsa no ano cresceram 7,1%, chegando a
42,385 bilhões de pesos (US$ 2,8 bilhões). O Brasil representa 15,8% desse total. Há
um, ano, entretanto, essa participação era de 16,2%. (LC)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Femsa+vende
+3,5%+menos+no+trimestre&dtmateria=27/02/2009&codmateria=5436400&codcatego
ria=95




                                                                                   67
Dado Bier amplia presença com garrafa maior (27/02/09)
Sérgio Bueno, de São Paulo

Até agora concentrada na produção de chope e de cervejas especiais, vendidas no varejo
a até R$ 8,30 a garrafinha "long neck" de 355 mililitros, a cervejaria Dado Bier, de
Porto Alegre, decidiu apostar em um segmento que desde o ano passado vem ganhando
espaço no mercado impulsionado pela importação de produtos uruguaios e argentinos.
A nova linha, em garrafas de 970 mililitros, começou a desembarcar nos supermercados
gaúchos na semana passada e até abril deve chegar a praças como São Paulo, Santa
Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Divulgação

Eduardo Bier Corrêa: novo produto ajuda na meta de faturar R$ 40 milhões


O presidente da empresa, Eduardo Bier Corrêa, que tem como sócios o tio e empresário
Jorge Gerdau Johannpeter e o amigo Daniel Santoro, diz que o novo produto, vendida
em média a R$ 4,90 ao consumidor, permitirá à Dado Bier "mudar de patamar", depois
de dois anos com uma produção de cervejas especiais estabilizada em 700 mil litros
anuais. Segundo ele, a expectativa é vender, só neste ano, 300 mil caixas de 12 garrafas
( ou 3,5 milhões de litros), sem contar a versão em lata de 473 mililitros que está sendo
preparada para ir ao mercado no mês que vem.


"Em alguns supermercados o produto esgotou no carnaval", diz Eduardo Bier. A nova
linha vai garantir fôlego para manter a elaboração das cervejas especiais (dos tipos
pilsen, weiss, ale e escura), que respondem por um terço do faturamento da empresa, de
R$ 24 milhões no ano passado e R$ 20 milhões em 2007. Os dois terços restantes
vieram dos três restaurantes que funcionam em Porto Alegre.


Agora, se o novo segmento responder como o esperado, Eduardo Bier espera faturar R$
40 milhões em 2009, a maior parte por conta da venda de cervejas. Segundo ele, as
embalagens de 960 e 970 mililitros de marcas como Patrícia, Norteña, Pilsen, Stella
Artois e Quilmes (todas da AmBev) já representam de 8% a 9% das vendas totais desse
tipo de embalagem no país, puxadas também pelo maior consumo doméstico de bebidas
alcoólicas devido aos rigores da Lei Seca no trânsito. As cervejas especiais têm uma
fatia ainda insignificante em função dos preços mais salgados. "Custam até oito vezes
mais do que as cervejas industriais".


A nova linha também é do tipo pilsen, mas está enquadrada na categoria "premium",
intermediária entre os produtos especiais e os industriais, conforme Eduardo Bier. Ela
está sendo elaborada em instalações arrendadas por cinco anos da cervejaria
Riograndense, em Santa Maria, na região central do Rio Grande do Sul, sob
responsabilidade das equipes da Dado Bier. "A expertise que adquirimos na produção
de cervejas especiais está sendo aplicada para garantir a qualidade do novo produto",
diz o empresário.




                                                                                      68
Antes de decidir pela operação em Santa Maria, Eduardo Bier planejava construir uma
nova fábrica em Osório, no litoral norte do Estado, para iniciar a diversificação da
produção. Mas a oportunidade do arrendamento, num cenário de instabilidade
econômica, acabou tornando-se mais atraente pois exigiu investimentos de apenas R$ 5
milhões na adequação de instalações e desenvolvimento do produto. A construção de
uma unidade própria, planejada para uma capacidade de 12,5 milhões de litros por ano,
custaria cerca de R$ 60 milhões.


Os planos para a nova fábrica, entretanto, não foram descartados e estão prontos para
ser acionados se necessário, disse Eduardo Bier. Mas a planta arrendada ainda tem um
"teto" muito alto para aumentar a produção. "Agora nosso crescimento depende só do
mercado". A distribuição da nova linha da Dado Bier será feita pela Importbeers, que
pretende alcançar cerca de 2 mil pontos de venda só no Rio Grande do Sul, além das
maiores redes de supermercados das principais capitais do país.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Dado+Bier+a
mplia+presença+com+garrafa+maior&dtmateria=27/02/2009&codmateria=5436392&c
odcategoria=95

"Litrão" de cerveja atrai investimento da indústria (27/02/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Até pouco tempo, cerveja em litro, no Brasil, era coisa de argentino. No país vizinho, as
garrafas de vidro com 1000 ml ou perto disso (970 ml ou 960 ml), têm mais da metade
do mercado. Por aqui, onde os vasilhames de 600 ml ficam com 68% das vendas e as
latinhas com 28%, os "litrões" começaram a se tornar conhecidos só em 2007, quando
aAmBev iniciou a importação de marcas uruguaias, como Norteña, Patrícia e Pielsen.

Naquele ano, foram vendidas, segundo a Nielsen, 3 milhões de garrafas - quase nada em
comparação aos quase 10 bilhões de litros de cerveja consumidos ao ano no país. Mas,
em 2008, a embalagem começou a cair no gosto do consumidor. Marcas como a
argentina Quilmes e a belga Stella Artois (as duas da AmBev) foram chegando e, no fim
do ano, animada com o crescimento das vendas, a empresa lançou a versão litro de Skol
e Brahma. Resultado: 2008 fechou com 12,7 milhões de "litrões" vendidos - alta de
315% sobre 2007.


Ainda assim, esse mercado não chega a 0,2% do total. Mas é uma das maiores apostas
do setor, já que a embalagem é econômica, tanto para o consumidor, quanto para a
indústria. Para quem compra, um litro de Skol custa R$ 2,50, sem casco (com ele, sai
por R$ 3,20). Cada 100 ml sai por R$ 0,25. Como a lata de 350 ml custa em média R$
1, os mesmos 100 ml acabam custando R$ 0,28. Parece pouco, mas para quem não
gostou do aumento médio de 10% da cerveja no ano passado, qualquer centavo faz
diferença.


                                                                                      69
Para as cervejarias, a conta é simples. "Elas gastam um rótulo só, uma tampinha só para
50% mais líquido", diz o consultor Adalberto Viviani, da consultoria Concept,
especializada em bebidas. "Além disso, o transporte também fica mais econômico",
acrescenta. Essa redução de custos é tão atraente que outras empresas, como Femsa e
Petrópolis, já estariam preparando lançamentos com a garrafona, segundo informações
do mercado, embora nenhuma delas confirme esses planos.


A AmBev, porém, garante que lançará mais marcas nesse formato este ano. Para o
gerente de compras de cervejas do Grupo Pão de Açúcar, Fabio Rodrigues, essa é uma
boa notícia, uma vez que nos supermercados da rede o volume de vendas do vasilhame
de 1000 ml dobrou nos últimos dois anos e a expectativa é que continue crescendo
assim em 2009. "Quanto mais volume, melhor", diz ele. "Um litro de Norteña custava
R$ 9 há três anos. Hoje, como há mais escala, o preço caiu para R$ 7", afirma.


Mas quem gosta de cerveja pode ficar em dúvida se o líquido não esquenta em uma
embalagem tão grande. Segundo a AmBev, isso não é empecilho para expansão do
formato. O "litrão", diz, é voltado para o consumo doméstico em grupos, como famílias
e reuniões de amigos. Servida para mais gente, a cerveja não teria tempo de esquentar.
Por isso, o canal de vendas prioritário do formato não são bares e restaurantes, mas
padarias e pequenos supermercados, onde boa parte das famílias costumam fazer suas
compras. Além disso, por enquanto, só esse tipo de varejo aceita retornar o vasilhame.
Grandes redes, como o Pão de Açúcar, só vendem a bebida com casco. Ou seja, não
recolhem a garrafa.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Litrão+de+cer
veja+atrai+investimento+da+indústria&dtmateria=27/02/2009&codmateria=5436399&
codcategoria=95

Indústrias veem potencial no Brasil (26/02/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Enquanto na Europa e Estados Unidos o negócio de água engarrafada está secando, no
Brasil, tem atraído investimentos. A Nestlé comprou, em dezembro, a fonte Santa
Bárbara, no interior de São Paulo. A aquisição e os investimentos previstos nos
próximos cinco anos somarão R$ 100 milhões.

Já a Danone estreou no segmento em agosto, com a marca Bonafont. As duas empresas
estão de olho em um mercado pouco desenvolvido por aqui. Cada brasileiro bebe, em
média, 45 litros de água mineral ao ano, segundo a Danone. No México, o consumo
anual é de 137 litros e na Argentina, de 70 litros.



                                                                                    70
A Nestlé anunciou ontem, segundo a Reuters, um corte de US$ 236 milhões (26%) no
investimento mundial em água mineral. Mas ressaltou, no entanto, que não está
desistindo do negócio e que a marca Pure Life (mais barata) ainda tem forte
crescimento.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Indústrias+ve
em+potencial+no+Brasil&dtmateria=26/02/2009&codmateria=5434772&codcategoria=
95

Cadbury prevê expansão de 4% em 2009 (26/02/09)
Lucy Killgren, Financial Times

A Cadbury anunciou aumento de 6% nas vendas em 2008, mas reduziu as expectativas
para este ano. Divulgou um panorama "confiante, mas realista" sobre seu desempenho.
"Dizemos que somos resistentes a recessões e não à prova de recessões", disse o CEO
da fabricante de doces, Todd Stitzer. Afirmou que é mais provável que o aumento da
receita fique mais perto de 4% do que de 6% neste ano.

Stitzer disse que a Cadbury está se beneficiando da preferência dos consumidores por
marcas confiáveis. "Em tempos de dificuldades, as pessoas gravitam em torno a marcas
que conhecem e gostam e a prazeres com os quais podem arcar", afirmou, destacando
que os chocolates de marca própria representam apenas 6% do mercado.


O lucro, antes dos impostos, subiu 57% para 400 milhões de libras esterlinas (US$ 583
milhões), beneficiado pelo melhor desempenho operacional e pelo impacto positivo de
ajustes contábeis e das oscilações cambiais. A receita somou 5,4 bilhões de libras
esterlinas, com crescimento de 15% em relação a 2007, levando em conta as variações
cambiais, e de 6%, calculando a partir de uma taxa de câmbio constante. Pelo primeiro
critério, a margem de lucro operacional subiu 180 pontos-base, para 11,9%. A meta de
margem de lucro deve situar-se entre 13% e 19% até 2011.


"Estamos satisfeitos em ver a Cadbury dando previsões para 2009 e não seguindo o
caminho da Unilever de não divulgar metas, como temiam alguns investidores", disse o
analista Andrew Wood, da Bernstein. Ontem, as ações da Cadbury subiram 3,9%,
cotadas a 528,5 pence, em Londres.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Cadbury+prev


                                                                                  71
ê+expansão+de+4%+em+2009&dtmateria=26/02/2009&codmateria=5434776&codcate
goria=95

Água de torneira ameaça múltis (26/02/09)
Christopher Palmeri e Nanette Byrnes, BusinessWeek

Há poucos anos as gigantes do setor de bebidas apostavam em um grande futuro para a
água engarrafada. Com as vendas nos Estados Unidos crescendo quase dois dígitos, a
água engarrafada era uma alternativa moderna e saudável aos refrigerantes gaseificados.
Mas a recessão e uma reação ambiental contra as garrafas plásticas levaram o
crescimento nesse negócio de US$ 12 bilhões a cair para 2% no ano passado, com a
empresa especializada em dados Euromonitor prevendo uma queda para este ano. "Os
principais problemas são a economia e o meio ambiente", diz Gary Hemphill, vice-
presidente sênior da consultoria Beverage Marketing, de Nova York.

Agora, os concorrentes dominantes como Coca-Cola, PepsiCo e Nestlé estão tentando
reverter esse declínio. Estão lançando novos sabores, promovendo marcas mais baratas
e tentando adotar uma consciência ecológica maior, num esforço para conter o apelo
crescente da água de torneira. Mas poderá ser uma batalha difícil, especialmente nos
mercados desenvolvidos, onde os consumidores estão cada vez mais preocupados com
os custos energéticos e a poluição gerada pela água engarrafada.


Uma tática é enfatizar os produtos que oferecem algo mais que apenas água. A Coca-
Cola ampliou seu portfólio de águas em 2007, com a aquisição por US$ 4,1 bilhões da
Glacéau, produtora da "vitaminwater" (água vitaminada). Agora, acaba de lançar uma
versão com sabor de sua água filtrada Dasani, chamada Dasani Essence. Penny
McIntyre, que comanda a divisão de chás, cafés e água da Coca-Cola North America,
diz que o objetivo é fornecer aos consumidores opções que acrescentam sabor mas não
calorias. A PepsiCo, dona da Aquafina, lançou recentemente uma versão de sua SoBe
Lifewater (com vitaminas e ervas) que tem estévia, um adoçante natural e sem calorias
recentemente aprovado pela Food & Drug Administration (FDA). A PepsiCo anunciou
que as vendas de água caíram dois dígitos no terceiro trimestre de 2008, mas não
forneceu os números do quarto trimestre.


A Nestlé, dona das marcas Perrier, Poland Spring e Arrowhead, está se concentrando
mais em sua marca de baixo custo Pure Life. Com preços que podem chegar a US$ 3,99
a caixa com 24 garrafas, a linha teve aumento de 20% nas vendas nos EUA no ano
passado. Kim Jeffery, diretor da Nestlé Waters North America, rejeita as comparações
com a água de torneira, observando que a Pure Life é filtrada, o que elimina produtos
químicos, e tem sais minerais.


Essa sensibilidade é justificada. Cidades como Seattle e San Francisco instruíram suas
repartições a pararem de comprar água em pequenas garrafas plásticas. E restaurantes
chiques que vão do Grace, em Los Angeles, ao Del Posto, em Nova York, que
costumavam inflar as contas dos clientes empurrando "uma com gás ou sem gás", não
estão mais servindo água em garradas descartáveis.


                                                                                    72
Isso vem ajudando a criar um novo mercado para produtores de filtros de água como o
Brita da Clorox e o PUR da Procter & Gamble. Os dois produtos registraram um
crescimento nas vendas de mais de 10% no ano passado. Outras companhias como Sigg,
CamelBak, Kleen Kanteen e KOR Ideas estão construindo negócios em torno das
garrafas que podem ser reutilizadas.


Enquanto as fabricantes de bebidas apresentam suas credenciais "verdes", usando
menos plásticos e reciclando mais, fica mais difícil convencer os consumidores a
pagarem por um produto que podem encontrar na torneira de casa. As companhias
temem que hábitos formados agora persistam assim que a economia se recuperar.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Água+de+tor
neira+ameaça+múltis&dtmateria=26/02/2009&codmateria=5434759&codcategoria=95

Nestlé leva versão barata aos ricos (20/02/09)
Assis Moreira, de Vevey (Suíça)

A Nestlé, líder mundial do setor de alimentos, aposta na venda de produtos baratos nos
países desenvolvidos para manter os lucros este ano, no rastro da recessão global. Até
agora, esses produtos eram destinados a consumidores de baixa renda em mercados
emergentes, como o Brasil. Com a crise, a estratégia mudou. Adrian Moser/Bloomberg
News

Bulcke, CEO da Nestlé: venda de produto econômico cresceu 30% na França


"Ha mais consumidores forçados a comprar a custo mais baixo, temos um modelo de
negócios que corresponde a essa tendência e vamos expandir essas vendas
globalmente", disse Paul Bulcke, presidente-executivo do grupo.


Ele disse ver "crescimento e oportunidades" este ano ao anunciar ontem recorde de
vendas de 109 bilhões de francos (US$ 93,4 bilhões) em 2008, com crescimento
orgânico de 8,3%, acima do esperado. O lucro líquido foi de 18 bilhões de francos, com
alta de 70%, mas boa parte em razão da venda de negócios de tratamento ocular para a
Novartis.


"Não acreditamos que 2009 será tudo fracasso e sombras. Grandes economias
emergentes continuam crescendo", afirmou Bulcke, estimando que a Nestlé pode ter
crescimento orgânico perto dos 5% este ano, em contraste com a posição de



                                                                                   73
concorrentes como Unilever e Kraft, que consideram a conjuntura muito incerta para
projeções.


Para o executivo, uma das alavancas para o crescimento do grupo em 2009 estará nos
"popularly positioned products (PPP)". Essa versão de produto, em quantidade menor
de marcas famosas, era destinada originalmente a consumidores de renda entre US$ 3
mil e US$ 13 mil ao ano em mercados emergentes.


Mas a crise econômica global vem empurrando a comercialização dos PPPs nos países
desenvolvidos desde o ano passado e o resultado foi crescimento de vendas de 27%,
faturando 5 bilhões de francos suíços.


A crise vai permitir à Nestlé lançar uma enorme campanha de marketing nos países
desenvolvidos para vender esses produtos, aproveitando a maior baixa de preços de
publicidade dos últimos 15 anos em televisão nos EUA e na Europa. "Podemos fazer
muito mais pagando muito menos", disse James Singh, vice-presidente financeiro do
grupo.


Segundo Singh, somente na Europa haverá 200 "iniciativas" envolvendo os PPPs,
incluindo desde marketing a modificação nas fábricas. Só na França, as vendas dos
PPPs cresceram 30% no segundo semestre.


Além disso, a Nestlé aposta num em novos consumidores nos mercados emergentes,
como a América Latina, onde a alta nas vendas de PPPs chegou a 50% em alguns
países. No Brasil, que serviu de teste para o projeto, essas vendas já representam 15%
dos negócios no país e alcançaram R$ 1,2 bilhão em 2008.


Ao mesmo tempo, o grupo mostrou que seus preços na média aumentaram em plena
recessão, o que ajuda a explicar o lucro líquido melhor do que esperado. Na América
Latina, a alta foi de 6,8%, ilustrando a que ponto os grandes grupos conseguem resistir a
pressões de varejistas e consumidores em plena recessão. Bulcke avisou que este ano os
preços não vão baixar. A Nestlé espera que as principais commodities agrícolas fiquem
2% mais caras este ano.


Em 2008, uma das poucas divisões com resultado ruim foi a Nestlé Waters, atingida por
reações de consumidores à água engarrafada. A divisão de "produtos profissionais", de
comida fora de casa, também não rendeu o esperado, com crescimento de apenas 6,1%.
Em contrapartida, Nespress continua sendo um enorme sucesso, com vendas que
excederam 2 bilhões de francos suíços.




                                                                                      74
A empresa diz ter 2 bilhões de francos (US$ 2,35 bilhões) para aquisições. A ação da
companhia subiu 5% ontem. Em um ano, o valor de mercado da empresa caiu 23%, para
US$ 120 bilhões.


A Nestlé projeta investimentos entre US$ 120 milhões e US$ 140 milhões este ano no
Brasil. Mas desta vez, a companhia vai tomar as decisões mais no curto prazo, em
função da evolução da crise econômica.


A explicação é do vice-presidente para as Américas, Luis Cantareli, que promete "muito
mais atividades nos pontos-de-venda e mais investimentos na televisão" para reforçar os
negócios no país. Em 2008, o crescimento orgânico no Brasil foi de 10%, acima da
média mundial, mas inferior aos 18% registrados na China.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Nestlé+leva+
versão+barata+aos+ricos+&dtmateria=20/02/2009&codmateria=5427444&codcategoria
=277

Nos EUA, venda de vinho de até US$ 20 sobe e produtores mudam
estratégia (20/02/09)
David Kesmodel, The Wall Street Journal

Há um ano, Rick Jelovsek pagava regularmente US$ 20 por garrafa de vinho nos
varejistas próximos a sua casa, em Johnson City, Tennessee. Depois que o declínio do
mercado acionário apagou 20% do valor de suas contas de aposentadoria, começou a
escolher garrafas na faixa dos US$ 12.

"Comprovo que estou diminuindo o preço e checo duas vezes se é um bom vinho ou se
recebi alguma recomendação", diz o médico aposentado de 64 anos, que recentemente
apreciou uma garrafa de vinho espanhol Borsao Tres Picos Garnacha, por menos de
US$ 12.


Em Denver, os clientes "estão bebendo um pouco menos, com qualidade um pouco
menor e preço um pouco menor", diz Clif Louis, dono da Vineyard Wine Shop, que
vende principalmente vinhos de produção limitada. Nos últimos sete meses, suas vendas
caíram 9%.


À medida que a recessão aperta, os adeptos de vinhos estão descobrindo boas opções a
preços menores. O setor é menos vulnerável à desaceleração do que outros, embora as
vendas totais da bebida nos Estados Unidos tenham sido as piores da década no ano
passado, com crescimento de menos de 1%, em volume, segundo o consultor Jon
Fredrikson, da Gomberg, Fredrikson & Associates. A desaceleração é mais grave nos


                                                                                    75
restaurantes, onde as vendas de vinhos caíram de 10% a 12% em 2008, uma vez que os
americanos passaram a jantar fora menos vezes.


Vinhos com preços moderados estão obtendo boas vendas. De acordo com a empresa de
pesquisas de mercado Information Resources, que acompanha as compras de vinho em
hipermercados, as vendas de garrafas na faixa de US$ 11 a US$ 20 subiram 8%, em
dólar, no período de 52 semanas até 25 de janeiro. Em contraste, a venda de vinhos de
mais de US$ 20, cresceu apenas 1,6%, em comparação aos dois períodos anteriores,
quando foram registradas altas de 11% e 26%, respectivamente.


A ampla oferta de vinhos de qualidade entre US$ 10 e US$ 20 deixou alguns de alto
padrão, como o caro Cabernet Sauvignon da Califórnia, acumulando poeira nas
prateleiras. Ainda assim, os consumidores econômicos precisam ser seletivos. "Há
grandes negócios na faixa entre US$ 10 e US$ 15", diz Lisette Sehlhorst, coproprietária
da Wine Merchant, uma varejista de Cincinnati. "Também acho que há muitas porcarias
nessa faixa."


Howard Silverman, dono da Howard´s Wine Cellar, em Chicago, diz que seu vinho
tinto mais vendido é o 2007 Monte Oton, da Espanha, de US$ 7,29. O branco mais
vendido é o espanhol 2007 Las Brisas Blanc, por US$ 9,99.


São evidências da mudança em direção a variedades mais baratos, como os Malbec da
Argentina e os tintos da região da Rioja, na Espanha, à custa de produtos mais caros de
outras regiões, como os vinhos franceses mais refinados, segundo negociantes de vinho
e analistas do setor.


Também há boas ofertas de vinhos finos. Richard Rey, 45 anos, funcionário do setor de
seguros, em Massachusetts, comprou recentemente por US$ 80 um Cabernet Sauvignon
californiano em uma loja de vinhos local que normalmente sairia por US$ 100. O dono
disse que não estava vendendo muito, então, "estava oferecendo estas ótimas compras".


Algumas pessoas cortaram totalmente o consumo. Jane Vawter, 45, da New Jersey,
parou com os gastos com vinho após o fim de um lucrativo contrato de sua empresa de
tecnologia. Nos bons tempos, disse, ela encomendava até vinhos "futuros" - aqueles
vendidos anos antes de seu lançamento - de Bordeaux. "Neste momento, não estou
comprando muito de nada", diz Vawter, que agora atende um contrato menos rentável.


Analistas e executivos do setor dizem que a mudança na demanda traz preocupação
entre os produtores de vinhos de alto padrão e leva alguns a rever suas estratégias.
Cameron Hughes, executivo-chefe da Cameron Hughes Wine, de San Francisco, que
compra vinho excedente de produtores de alto padrão e o vende a preços mais barato
sob seus próprios selos, diz conhecer vários vinicultores que buscam reestruturar seu



                                                                                    76
modelo de negócios para oferecer vinhos de US$ 9 a US$ 12. "Uma mudança de maré"
está a caminho, observa.


Na Jackson Family Wines, uma grande produtora de vinhos em Sonoma Valley, na
Califórnia, as vendas da linha Kendall-Jackson, incluindo o Reserve Chardonnay de
US$ 14, continuam bem, segundo Lenny Stein, presidente da Jackson Family
Enterprises. Alguns vinhos mais finos, no entanto, apresentam vendas menores. Como
resultado, a empresa reduziu recentemente seu pessoal. "Precisamos gerenciar
agressivamente nossos custos, porque o futuro é menos previsível", diz Stein.


O tumulto econômico vem sendo uma dádiva para os grandes vinicultores que oferecem
várias garrafas entre US$ 8 e US$ 15. Por exemplo, 15 dos 25 vinhos americanos cujas
vendas mais aumentaram, em volume, nas lojas varejistas de alimentos no ano passado
foram da E. & J. Gallo Winery, segundo Fredrikson. A Gallo, uma empresa de controle
acionário concentrado com sede na Califórnia, não quis comentar o assunto.


No fim das contas, os varejistas admitem que podem conseguir alguns bons negócios
para os clientes. Na Woodland Hills Wine, uma loja de vinhos da Califórnia, os
funcionários responsáveis pelas compras estão recorrendo ao estoque do ano passado e
comprando vinhos apenas seletivamente. "As pessoas estão respondendo (às ofertas)
desde que saibam que estão conseguindo um bom preço."


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Nos+EUA,+v
enda+de+vinho+de+até+US$+20+sobe+e+produtores+mudam+estratégia&dtmateria=2
0/02/2009&codmateria=5427420&codcategoria=95

Chuva diminui consumo de cerveja em janeiro (20/02/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Ninguém espera mais pelo carnaval que a indústria de cerveja. Depois do verão mais
chuvoso dos últimos 12 anos na região Sudeste, a expectativa é recuperar o volume de
vendas agora, durante a festa de Momo, de preferência com sol e calor. No mês
passado, segundo a Nielsen, foram vendidos 752 milhões de litros da bebida no país, em
bares, restaurantes e supermercados. Ou seja, 14,179 milhões de litros - ou 1,8% - a
menos que em janeiro do ano passado, mês que também foi chuvoso, embora não tanto.
Para piorar o verão do consumidor, todas as cervejarias do país reajustaram seus preços
entre dezembro e janeiro, resultando em uma alta de 6% no valor pago no caixa.

"Chuva e cerveja não combinam", diz o consultor Adalberto Viviani, especialista nesse
mercado. "Tanto é que no Nordeste, onde fez sol o tempo todo e também houve
aumento de preço na mesma proporção (que nas outras regiões), as vendas não se
alteraram", afirma, com base em dados das próprias cervejarias. O problema é que o


                                                                                    77
consumo nos Estados nordestinos representa só 17% das vendas em volume da
indústria. O Sul e o Sudeste - onde as chuvas predominaram -, concentram 76% do
mercado, segundo dados Nielsen.



A preocupação com o clima se justifica porque, tradicionalmente, é em janeiro e em
fevereiro que a indústria vende mais. O bimestre é responsável por quase 20% do
volume consumido no ano todo, segundo dados Nielsen. O terceiro mês mais forte é
dezembro, que também foi molhado. "Por isso acreditamos que o volume no último
trimestre de 2008 caiu 2,2% na comparação com o mesmo período de 2007 ", disse o
analista Marcel Moraes, do Credit Suisse, em uma análise sobre a AmBev, a líder, com
67% do mercado.


Nos bares, onde são vendidos dois terços da cerveja consumida no país, janeiro foi um
mês para se esquecer. "Quando chove assim a venda chega a cair 50%", diz Paulo
Solmucci Júnior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. "No
Sudeste, só houve aumento nos bares de shopping, em que o volume cresceu até 25%.
Mas esses estabelecimentos são menos de 2% do total."


No supermercados, não foi diferente. Houve queda de 4% nas vendas, segundo a
Associação Paulista de Supermercados. "Mas o motivo foi o preço mais alto", diz
Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da entidade. "A chuva não influencia de
imediato. O preço sim. O clima interfere nas compras futuras, que vão demorar mais
para acontecer, uma vez que o consumidor, por causa da temperatura mais amena, leva
mais tempo para tomar o estoque que comprou", diz Martinho.


Para as cervejarias, entretanto, nem tudo foi tão amargo. O faturamento de janeiro
passou de R$ 2,8 bilhões (no mesmo mês de 2008) para R$ 2,9 bilhões, registrando alta
de 2,2%, segundo a Nielsen. Além do aumento nos preços, a aposta em produtos
especiais trouxe mais dinheiro. "São cervejas que custam R$ 10, R$ 15", diz Viviane.
Segundo ele, a indústria quer que o consumidor que tomava uísque, nos bares, migre
para essas "cervejas vip", uma vez que o dólar encareceu a bebida importada. "Assim,
elas aumentam a rentabilidade sem precisar produzir mais volume", diz o consultor.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Chuva+dimin
ui+consumo+de+cerveja+em+janeiro&dtmateria=20/02/2009&codmateria=5427438&c
odcategoria=95

Importação da Argentina vira alvo de debate (20/02/09)
Mauro Zanatta, de Brasília



                                                                                  78
Alertado pelos produtores, o governo começou uma movimentação de bastidores para
debater o "surto" de importações de produtos lácteos da Argentina. O Ministério do
Desenvolvimento Agrário fez uma proposta oficial para incluir o assunto na próxima
reunião da Comissão Bilateral de Monitoramento de Comércio Brasil-Argentina.

O encontro bilateral, marcado para 4 de março, em Buenos Aires, discutirá o
Mecanismo de Adaptação Competitiva, a pedido dos argentinos. O instrumento permite
aos maiores sócios do Mercosul impor, em casos de forte e súbita elevação de
importações, barreiras à compra de produtos do vizinho. A Argentina quer ampliar as
restrições em vigor no regime automotivo, em têxteis e na "linha branca".


O ministro Guilherme Cassel quer aproveitar a reunião para fechar um acordo de
elevação da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul para importações de lácteos. A
TEC está em 16%, mas o Brasil cobra uma tarifa de 27% permitida sob a lista de
exceção. "Creio que, como o Mercosul exige um número par, poderíamos fixar uma
nova TEC em 28%, por exemplo", diz Cassel. Aprovada a medida, o Grupo Mercado
Comum (GMC) do Mercosul seria convocado para autorizar a nova TEC. Os produtores
querem levantar barreiras como licenciamento não-automático e acordos de preços
mínimos.


Cauteloso, o governo avalia que uma TEC mais alta desestimularia a importação
excessiva de lácteos em um momento adverso para o setor em razão da queda nos
preços internacionais, o retorno dos subsídios à exportação, sobretudo pela União
Europeia, e o aumento dos estoques mundiais. Em janeiro, o Brasil importou US$ 22
milhões em lácteos, 70% acima de janeiro de 2008 - 82% tiveram origem na Argentina.


Os produtores apontam uma triangulação de lácteos da UE e da Nova Zelândia pela
Argentina. O ministro Cassel afirma que está em jogo o interesse de 1,5 milhão de
produtores de leite no Brasil. "São seis milhões de empregos apenas no setor primário",
diz.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Importação+d
a+Argentina+vira+alvo+de+debate&dtmateria=20/02/2009&codmateria=5427433&cod
categoria=306

Exportação menor deve frear avanço da Itambé (20/02/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

Após um 2007 "excepcional" e um 2008 apenas "razoável" , a Itambé prepara-se para
um cenário mais difícil este ano, com queda das exportações de lácteos e crescimento
menor da receita. No ano passado, as vendas totais da cooperativa somaram R$ 2,037



                                                                                    79
bilhões, 17% mais do que em 2007, mas o resultado líquido foi um prejuízo de R$ 31
milhões ante um lucro líquido de R$ 68 milhões no ano anterior.

Para reverter o resultado negativo num ano com grande chances de ser carrancudo, a
Itambé está implementando um programa para reduzir despesas e desperdícios. O plano
é economizar R$ 80 milhões com ganho de eficiência, substituição de fornecedores e
mudança de combustível para caldeiras, de óleo diesel para lenha, de acordo com
Jacques Gontijo, presidente da Itambé.


Segundo ele, a razão para o prejuízo no ano passado foram a variação cambial, que
gerou uma perda de R$ 76 milhões, e as despesas financeiras de R$ 71 milhões. Ele
explicou que essas despesas referem-se a financiamentos atrelados ao dólar, como
operações de pré-pagamento e investimentos em equipamentos. No fim de 2008, a
dívida da empresa em moeda estrangeira era de US$ 100 milhões.


"A expectativa é de um cenário menos otimista este ano", admite Gontijo. Com isso, a
receita, que de 1994 até 2008, cresceu a uma média anual de 16%, deve aumentar 5% a
6% em 2009. Os volumes, 14% maiores em 2008, também devem ter um avanço bem
mais modesto, de 3%. Quadro bem diferente do de 2007, "o melhor ano do setor", nas
palavras de Gontijo, quando as vendas da Itambé subiram 28%.


"A exportação deve cair para um patamar de 12% a 15% do faturamento. Por isso
teremos o desafio de crescer no mercado interno", prevê. A Itambé é hoje um dos
maiores exportadores de lácteos do país e, no ano passado, as vendas externas
corresponderam a 20% de sua receita.


Mas a história é outra agora principalmente por causa da esperada queda nas vendas
para a Venezuela, que em 2008 alavancou as exportações brasileiras de lácteos, mas pôs
o pé no freio com o agravamento da crise financeira global. Grande produtora de
petróleo, a Venezuela foi gravemente afetada pela queda dos preços da commodity,
reflexo das turbulências. Numa estimativa preliminar - e cautelosa - Gontijo diz que as
exportações - que somaram US$ 220 milhões em 2008 - devem alcançar US$ 180
milhões este ano.


Com vendas menores lá fora, a Itambé pretende ampliar sua participação no mercado de
leite fluido (longa vida e pasteurizado), iogurtes e leite em pó no país. Conforme
Gontijo, a empresa tem capacidade industrial para ampliar a produção de leite fluido e
"vai ocupá-la melhor". No caso do iogurte, a Itambé está concluindo um investimento
de R$ 20 milhões em equipamentos para embalagem. Ambas as linhas ficam na cidade
de Pará de Minas. "Não é necessário fazer novos investimentos", diz.


Mas será preciso um trabalho mais intenso de vendas, afirma o executivo, já que
intenção é ampliar a participação no Sul do país. Hoje, a Itambé é forte no Sudeste, no
Norte e Nordeste.


                                                                                    80
A crise faz a Itambé mostrar parcimônia no que se refere a investimentos. A empresa
tem aprovado um crédito de R$ 140 milhões do BNDES. Desse valor, utilizou R$ 40
milhões ano passado para elevar a capacidade de processamento da unidade de
Uberlândia de 1,2 milhão de litros por dia para 1,440 milhão atualmente. O restante
deve ser desembolsado no decorrer deste ano com uma nova câmara de secagem de leite
em Uberlândia e outra ampliação da capacidade de processamento, de acordo com
Gontijo. A empresa também tem fábricas em Guanhães e Sete Lagoas, ambas em Minas
Gerais, e duas unidades em Goiânia (GO).


Outro efeito da turbulência financeira é que a busca de um sócio que injete capital para
a Itambé crescer está em banho-maria. A cooperativa deu mandato ao Itaú BBA para
que encontre um investidor para vender 20% a 30% do capital da empresa. Gontijo
explica que no caso de venda de participação, a cooperativa passaria a ser acionista
controladora de uma S.A já criada.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Exportação+
menor+deve+frear+avanço++da+Itambé&dtmateria=20/02/2009&codmateria=5427431
&codcategoria=306

Lucro da Heineken cai e da Carlsberg sobe após aquisição da S&N
(19/02/09)
Michael Steen e Robert Anderson, Financial Times, de Amsterdã e Estocolmo

Heineken e Carlsberg anunciaram ontem que seus resultados foram afetados de formas
totalmente opostas pela aquisição conjunta da cervejaria britânica Scottish & Newcastle
(S&N) em 2008. Ambas alertaram, no entanto, que terão de promover mais cortes de
custos para enfrentar a recessão econômica, que vem afastando as pessoas dos pubs.

A Heineken viu o lucro líquido despencar em 2008, prejudicado por custos de
financiamento, enquanto o da rival dinamarquesa avançou desde que as duas pagaram
7,8 bilhões de libras esterlinas (US$ 11 bilhões) pela cervejaria do Reino Unido. A
Heineken ficou basicamente com as operações da S&N na Grã-Bretanha, enquanto a
Carlsberg levou os ativos na Rússia e França.


Ontem, no entanto, a Heineken insistiu que não se arrepende de ter adquirido as
atividades da S&N em países da Europa Ocidental, mais saturados.


A cervejaria holandesa anunciou queda de 74% no lucro líquido em 2008, para 209
milhões de euros, o que representa 0,43 euros por ação, e aumento de 27% na receita,
para 14,3 bilhões de euros.


                                                                                     81
"Não há motivos para arrependimento. A S&N deu-nos acesso a bons mercados de
cerveja, onde temos posições de liderança, sendo a número um ou número dois",
afirmou o executivo-chefe da Heineken, Jean-François van Boxmeer. "Seres humanos e
marcas de cerveja sobrevivem a recessões."


Em contraste, as vendas e lucros da Carlsberg dispararam no ano passado. Os números
foram impulsionados pela aquisição da participação da S&N na Baltic Beverage
Holdings (BBH), maior cervejaria da Rússia, na qual a Carlsberg já era parceira.


O lucro líquido da empresa dinamarquesa mais do que triplicou no quarto trimestre,
para 124 milhões de coroas dinamarquesas, enquanto as vendas cresceram mais de 30%,
somando 14,5 bilhões de coroas (US$ 2,4 bilhões). A cervejaria anunciou que reduzirá
os dividendos para 3,75 coroas e elevou a meta de lucro líquido neste ano para mais de
3,5 bilhões de coroas. A expectativa é de estabilidade nas vendas.


A receita e lucro operacional da empresa no Leste Europeu quase dobraram em 2008,
depois de a Carlsberg assumir controle integral da BBH, mesmo com o declínio da
demanda na Rússia e a desvalorização do rublo russo.


O executivo-chefe da companhia, Jorgen Buhl Rasmussen, disse que o forte declínio no
crescimento econômico do Leste Europeu representa um desafio de curto prazo para a
Carlsberg, mas que continua confiante na capacidade da BBH para continuar ampliando
sua participação de mercado.


A Heineken, terceira maior fabricante de cerveja na Rússia, mostrou-se um pouco mais
pessimista, assumindo encargos por fundo de comércio de 275 milhões de euros em
suas operações na região. O forte declínio no seu lucro líquido mascarou o sólido
desempenho anterior à aquisição. Os custos de financiamento para adquirir a S&N, que
a tornaram a maior cervejaria do Reino Unido, superaram os ganhos com os novos
negócios.


A Heineken anunciou também novo programa de redução de custos para encolher o
endividamento líquido de 8,9 bilhões de euros.




Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas



                                                                                   82
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Lucro+da+He
ineken+cai+e+da+Carlsberg+sobe+após+aquisição+da+S&N&dtmateria=19/02/2009&
codmateria=5425299&codcategoria=95

Produtores de leite cobram medidas do governo para barrar
importações (19/02/09)
Mauro Zanatta, de Brasília

A recente avalanche de importação de produtos lácteos argentinos pode virar um
estopim para um novo atrito entre os principais sócios do Mercosul. Os produtores
brasileiros de leite pressionam o governo a adotar barreiras tarifárias e não-tarifárias
para evitar a inundação do mercado interno. Marcello Casal Jr / ABr

Alvim, da CNA, que questiona a origem dos lácteos importados da Argentina


A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) informou ontem ter solicitado ao
governo a imposição de licenças não-automáticas e a negociação de um acordo de
preços mínimos aos lácteos argentinos. A CNA suspeita de triangulação nas vendas do
vizinho, estimuladas por excedentes que passaram a ser novamente subsidiados pela
União Europeia e também do produto da Nova Zelândia. Atraídas por preços mais
baixos praticados pelos platinos, as indústrias brasileiras compraram US$ 22 milhões
em lácteos no exterior - 82% da Argentina. A média mensal de 2008 ficou em US$ 9,9
milhões.


"A triangulação não é reprovada pela OMC [Organização Mundial do Comércio], mas é
uma prática desleal de comércio. Na década de 90, eles fizeram isso", diz a presidente
da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO). "O excesso de paciência com argentinos e
alguns vizinhos da América do Sul tem prejudicado a produção e a economia, mas tudo
tem limite". Segundo ela, a Argentina não teria produção suficiente para abastecer ao
mesmo tempo seu mercado interno, a Venezuela e ainda exportar em grande quantidade
ao Brasil. Em jogo, estão o interesse de 800 mil produtores nacionais, responsáveis por
28 bilhões de litros de leite.


"Se a Argentina está exportando mais para a Venezuela e tanto mais para o Brasil, de
onde está saindo esse leite?", questiona o presidente da Comissão de Leite da CNA,
Rodrigo Alvim.


Abreu afirma que uma opção para os argentinos seria apoiar a elevação de 27% para
30% a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul. "Seria uma forma de a Argentina
demonstrar que não há triangulação". Isso porque o produto europeu (41,8%) e o
neozelandês (30,9%) pagam tarifa antidumping para entrar no Brasil.




                                                                                     83
Na avaliação da CNA, que afirma ter apoio de parte do governo para adotar as medidas,
o uso de licença não-automática para produtos lácteos seria uma "forma de fiscalizar" se
tem ocorrido importações para a reidratação de leite em pó, uma prática vedada no
Brasil. "É um instrumento duro para negociar a elevação da TEC", argumenta a
senadora. A imposição de preços mínimos, que vigoraram até fevereiro de 2008, seria
mais demorada, levando dois anos, avalia. Isso porque exigiria a abertura de uma
investigação contra grandes exportadores de lácteos.


O produto argentino tem chegado ao Brasil a R$ 0,41 por litro, segundo a CNA. No
Brasil, o produtor recebe R$ 0,59. Outra forma de baratear os custos de produção seria
isentar de PIS-Cofins as rações e o sal mineral da alimentação animal. "Isso poderia
levar os importadores a comprar produto brasileiro", diz Kátia Abreu. Segundo ela, o
custo cairia entre R$ 0,04 a R$ 0,06 por litro. Outra forma de "ação rápida" contra
"importações abusivas" defendida pela CNA é um arrocho na fiscalização do produto
importado. "Não será com corpo mole que vamos resolver", cobra a senadora.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Produtores+d
e+leite+cobram+medidas+do++governo+para+barrar++importações&dtmateria=19/02/
2009&codmateria=5425290&codcategoria=306

Commodities Agrícolas (18/02/09)
Piso desde 2004. Uma combinação de expectativa de baixa demanda por causa da crise,
dólar valorizado sobre outras moedas estrangeiras e vendas de fundos de investimentos
derrubou ontem os preços futuros do suco de laranja na bolsa de Nova York. As
cotações da commodity atingiram ontem o menor patamar desde agosto de 2004. Os
contratos para maio encerraram o dia a 68,90 a libra-peso, com recuo de 285 pontos.
Analistas ouvidos pela Bloomberg projetam fortes quedas, com as cotações de até 55
centavos de dólar por conta do baixo consumo. Em junho, os preços podem voltar a se
recuperar, por conta da temporada de furacões nos Estados Unidos. No mercado
paulista, a caixa de 40,8 quilos para as indústrias caiu para R$ 5,14, segundo o
Cepea/Esalq.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Commodities
+Agrícolas&dtmateria=18/02/2009&codmateria=5422597&codcategoria=306

Apesar de crise, Embaré vê crescimento de 10% (18/02/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

A mineira Embaré, que acaba de investir R$ 65 milhões numa nova unidade de
produção de leite em pó, espera um crescimento de 10% em seus volumes este ano,



                                                                                     84
apesar da crise financeira internacional. "Nas circunstâncias atuais, é um bom número",
admitiu Haroldo Antunes, diretor-superintendente da empresa que tem sede Lagoa da
Prata (MG). Ricardo Benichio/Valor

Haroldo Antunes, superintendente da Embaré: empresa investiu R$ 65 milhões para
elevar a capacidade de produção de leite em pó para 5 mil toneladas mensais


Nos últimos 14 anos, em média, a empresa teve crescimento médio de 18,5% em seus
volumes, mas agora os tempos são outros. Para o faturamento este ano, a previsão é de
um crescimento também no mesmo patamar dos volumes. Em 2008, as receitas da
empresa somaram R$ 500,6 milhões - no ano anterior haviam alcançado R$ 457
milhões, de acordo com Antunes.


Com 56 anos de experiência em lácteos, Antunes diz ter nunca ter visto um cenário tão
incerto, mas avalia que a perspectiva é de recuperação no setor. Ele lembra que o
segmento de lácteos ficou em alta de setembro de 2007 até o primeiro semestre de 2008,
puxado principalmente pelo mercado internacional. A oferta maior, porém, fez os
preços dos lácteos caírem e gerou estoques elevados.


"Os estoques agora estão se esgotando", afirma Antunes. E com a oferta de leite mais
ajustada, já que os preços baixos desestimularam os produtores, a tendência é que as
cotações da matéria-prima voltem a se recuperar, acrescenta.


Ainda que acredite que o setor de lácteos não sofrerá os efeitos da crise financeira
global, o diretor-superintendente avalia entrar num mercado diferenciado - fornecer leite
para indústrias de chocolate - para amenizar eventuais impactos da turbulência. Ele
também reconhece que a Embaré não deve utilizar toda a sua capacidade instalada este
ano.


Com os investimentos de R$ 65 milhões, feitos durante 2008, a capacidade de produção
do laticínio mineiro aumentou para 5 mil toneladas mensais de leite em pó - era de 2,8
mil toneladas antes da instalação da nova planta também em Lagoa da Prata. Segundo
Antunes, a previsão é de uma produção anual de 45 mil toneladas, ou seja, 3,75 mil
toneladas mensais. "Não conseguiremos a plena carga este ano", diz.


Além de leite em pó, a Embaré tem em seu portfólio leite condensado, creme de leite,
manteiga, bebida láctea e caramelos. O leite em pó é destinado ao mercado nordestino,
onde a Embaré teve uma fatia de 19,5% no bimestre dezembro-janeiro, conforme
levantamento da Nielsen citado por Antunes. Hoje, o leite em pó é o carro-chefe da
Embaré, respondendo por 70% do faturamento total. A produção de caramelo, cuja
metade é exportada, equivale a 15% da receita, segundo o empresário.


Fonte: Valor Econômico


                                                                                      85
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Apesar+de+cr
ise,+Embaré+vê+crescimento+de+10%&dtmateria=18/02/2009&codmateria=5422517
&codcategoria=306

Incêndio ajuda Pepsi (16/02/09)

A queda nas vendas de salgadinhos e "snacks" nos Estados Unidos prejudicou o
resultado da PepsiCo, que divulgou seu relatório anual e do quarto trimestre de 2008 na
sexta-feira Nos últimos três meses do ano, o lucro líquido da empresa caiu para US$
719 milhões. No mesmo período de 2007 foi de US$ 1,26 bilhão. Mas em relação ao
ano todo, os números não são ruins. O lucro líquido de 2008 ficou 10% acima do de
2007 chegando a US$ 43,3 bilhões. As vendas internacionais foram a alavanca desse
aumento, com faturamento 10% maior em bebidas e 5,5% em salgadinhos. No Brasil,
uma tragédia na fábrica de Curitiba no final de 2007 acabou se revertendo em
crescimento para a empresa. A PepsiCo recebeu o pagamento do seguro contra incêndio
e isso, conforme o relatório, "contribuiu com quatro pontos percentuais para a alta do
lucro operacional básico, que exclui ganhos de tesouraria, provisões e impostos".

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=16/02/2009&codmateria=5418467&codcategoria=95

Nestlé financia fornecedor para evitar demissões (13/02/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

O aperto no crédito que a crise gerou em 2008 atingiu até a Nestlé do Brasil. Mas não
foi a subsidiária brasileira da maior empresa de alimentos do mundo o alvo da falta de
liquidez. Ao contrário, a multinacional suíça conseguiu cumprir sua meta e teve
crescimento real acima de 3% e planeja chegar a 4% em 2009. O problema aconteceu
com os fornecedores da Nestlé. Ana Paula Paiva/Valor

Ivan Zurita, da Nestlé: "Nossa responsabilidade maior é manter empregos"


Por isso, pela primeira vez em seus 88 anos de Brasil, a companhia iniciou uma
operação de crédito combinado com bancos para ajudar essas outras empresas.
"Estamos descontando as duplicatas de nossos fornecedores com os bancos. A Nestlé
fica como avalista e a condição para instituição financeira é que ela cobre, do
fornecedor, os juros (menores) que cobraria da companhia", explica o presidente da
Nestlé Brasil, Ivan Zurita.




                                                                                    86
A empresa está, no momento, financiando entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões para
fornecedores, que no total são 44 mil. A Nestlé, entretanto, não informou quantos estão
usando essa linha de crédito. "Há grandes fornecedores e pequenos também", disse .


O objetivo da Nestlé com essa ação, segundo Zurita, é evitar problemas financeiros na
cadeia produtiva que possam gerar desemprego. A companhia tem 18 mil empregados
diretos no país e 220 mil indiretos. "Nossa responsabilidade maior é manter esses
empregos", afirma Zurita. Para isso, segundo ele, manter as vendas crescendo é
imprescindível. "Nossa estratégia para isso é manter as aquisições, ter agressividade
comercial, lançar inovações e investir em comunicação. Vamos atacar em todas essas
frentes muito fortemente para compensar baixas que possam ocorrer no consumo geral.
É por isso que a maior ameça que existe hoje para a Nestlé é o desemprego", declara.


Em dezembro, a Nestlé comprou duas fontes de água mineral e lançou a marca Aquarel.
Essa aquisição, e outra (cujo nome da empresa em vista continua em segredo), haviam
sido anunciadas em setembro. "Essa segunda aquisição ainda não saiu não foi por conta
da crise", diz. Segundo ele, a operação de ´due diligence´ (análise e avaliação detalhada
de informações e documentos pertinentes a uma determinada empresa) na companhia
foco da aquisição se estendeu mais do que o esperado. Ainda não há previsão de quando
o negócio será concluído.


Mas além dessa aquisição, outras virão, diz Zurita. "Vamos manter nosso plano de
adquirir outras empresas para crescer pois essa é a maneira mais rápida de alcançar esse
objetivo". Segundo ele, a mudança cambial fez com que as companhias passassem a
valer menos, o que favorece a compra pela Nestlé.


Para essas compras, a empresa tem este ano R$ 350 milhões, que serão usados também
na expansão das 28 fábricas da companhia. A primeira delas é a de Feira de Santana, na
Bahia. "Estamos ampliando ainda mais essa planta porque a resposta do mercado
naquela região tem sido muito boa." Segundo ele, todas as unidades de produção da
Nestlé estão operando com 80% da produção. "Isso faz parte de um programa de
produtividade que implantamos há cinco anos para buscar mais eficiência". Desde
então, segundo Zurita, a produtividade da Nestlé Brasil aumentou 70%. "Isso nos dá
uma plataforma mais confortável para enfrentar a crise."


Os R$ 350 milhões, entretanto, não incluem a verba de marketing, quem em 2009, de
acordo com o presidente, será o dobro do que foi gasto em 2008. A empresa revelou
apenas que está investindo R$ 80 milhões na campanha publicitária da cafeteira
doméstica Dolce Gusto, lançada ontem, junto com a Arno.


A máquina, que custará R$ 599 em lojas de eletroeletrônicos, funciona somente com
cápsulas de café da Nestlé. Essas cápsulas serão vendidas supermercados em caixas de
16 unidades por R$ 24. "A máquina da Arno é diferente das outras porque não faz
apenas café expresso. Ela prepara bebidas alternativas, o que nos difere da


                                                                                      87
concorrência", diz Zurita. A Nestlé espera faturar R$ 200 milhões em três anos com a
venda das cápsulas e a Arno, R$ 40 milhões no mesmo período.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Nestlé+financ
ia+fornecedor+para+evitar+demissões&dtmateria=13/02/2009&codmateria=5415851&
codcategoria=95

Lucro líquido mundial cai 18% no quarto trimestre (13/02/09)
Financial Times

O forte crescimento do volume de vendas na China, Índia e leste da Europa ajudou a
Coca-Cola a compensar a queda de demanda do consumidor americano no quarto
trimestre de 2008.

O presidente-executivo da companhia, Muhtar Kent disse que em 2008 a Coca-Cola
vendeu um adicional de 1 bilhão de caixas no mundo, mais ou menos o equivalente a
todas as suas vendas no Japão, seu quinto maior mercado.


No quarto trimestre, o volume total de caixas unitárias cresceu 4%, contrastando com a
queda nos volumes registrada por outras marcas globais de alimentos e bens de
consumo nos EUA.


Globalmente, a receita líquida da companhia caiu 2,7% nos três meses encerrados em
dezembro, para US$ 7,13 bilhões, refletindo a venda de alguns ativos de
engarrafamento e o impacto do dólar mais forte. O lucro líquido caiu 18%, para US$
995 milhões, ou US$ 0,43 por ação. Excluindo uma deterioração de 21% relacionada
principalmente à sua maior engarrafadora, o lucro por ação teria crescido 10%.


A Coca-Cola registrou o maior crescimento nos mercados emergentes, com um aumento
nos volumes de 29% na China e 28% na Índia. Por outro lado, o volume de caixas
vendidas nos EUA caiu 3%, crescendo apenas 2% na Europa ocidental e permanecendo
estagnado no Japão.


Kent reconheceu que 2009 será difícil, mas disse acreditar que a Coca-Cola emergirá da
recessão com marcas mais fortes e que está mantendo suas metas de crescimento de
longo prazo, que incluem um crescimento de 3% a 4% no volume. "Embora não
sejamos à prova de crises, como nenhuma companhia é, acredito que nosso modelo de
negócios global é relativamente resistente", disse.




                                                                                   88
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Lucro+líquido
+mundial+cai+18%+no+quarto+trimestre&dtmateria=13/02/2009&codmateria=541585
7&codcategoria=95

Diageo aposta em produto nacional e supermercados (13/02/09)
Daniele Madureira, de São Paulo

O segundo semestre de 2008 foi particularmente difícil para a filial brasileira da Diageo,
maior fabricante mundial de bebidas destiladas. Já não bastassem os efeitos da crise
desencadeada em setembro - que elevou o preço do dólar e aumentou os custos de
importação dos uísques Johnnie Walker e Buchanan's, da cerveja Guinness e do licor
Baileys, entre outros -, a empresa no Brasil teve que lidar com a restrição no consumo
imposta pela Lei Seca, no fim de junho. Além disso, medidas como o aumento do
Imposto sobre Produtos Importados (IPI), envolvendo bebidas destiladas, e a adoção da
substituição tributária no Estado de São Paulo (antecipação do pagamento de ICMS pela
indústria), comprometeram em parte a margem de lucro da filial. Lia Lubambo/Valor

"Só 20 dos 180 mercados da Diageo vão crescer este ano e o Brasil será um deles", diz
o presidente no país, Alex Louro


Ainda assim, no balanço global do segundo semestre de 2008 (considerado a primeira
metade do ano fiscal de 2009 pela companhia), divulgado ontem, o Brasil foi um dos
destaques positivos. O país representa cerca de 4% das vendas globais, que foram de
6,69 bilhões de libras nos seis últimos meses de 2008 (US$ 11,6 bilhões), com alta de
18% sobre o mesmo período de 2007. Na América Latina, o crescimento de 16,9% na
receita (para 664 milhões de libras, ou US$ 1,15 bilhão) foi maior que a alta verificada
nas vendas do semestre na Europa e na Ásia Pacífico - mercados maiores que o latino
que, no entanto, registraram queda no lucro operacional no período.


"O Brasil está entre os 20 países do mundo onde a Diageo deve apresentar crescimento
este ano, de um total de 180 mercados onde a companhia atua", diz Alex Louro,
presidente da empresa no país. O executivo afirma que as vendas poderiam ter sido
melhores, se não fosse o aumento dos impostos combinado à valorização do dólar
perante o real, que elevou o preço dos produtos, especialmente dos importados.


Por isso, diz Louro, a tendência é que a aposta em 2009 se concentre nos produtos
nacionais, especialmente a bebida pronta para beber Smirnoff Ice, que subiu "dois
dígitos" no ano passado. "O Brasil é um dos poucos mercados no mundo onde a marca
ainda cresce nesse patamar", diz Louro. A produção nacional da vodca Smirnoff e da
versão Ice é feita por duas indústrias terceirizadas, que trabalham com exclusividade
para a Diageo, em Cabo de Santo Agostinho (PE) e Jundiaí (SP).




                                                                                       89
Outra aposta da companhia este ano é reforçar as promoções em pontos-de-venda,
especialmente as grandes redes de varejo, que já respondem por 30% da receita no país.
Em contrapartida, as compras de distribuidores, que abastecem bares e restaurantes,
significam 20% da receita. Os demais 50% estão pulverizados entre pequenos varejistas
e lojas especializadas. "As compras do grande varejo crescem entre 5% e 8% ao ano",
diz.


O presidente afirma que os investimentos em marketing devem crescer "dois dígitos
altos" em 2009, com ações preparadas especialmente para o segundo semestre,
envolvendo promoções, degustação e também patrocínio de eventos. No início deste
ano, a Diageo foi a patrocinadora da turnê do cantor Elton John pela América Latina.


"Nossa meta é manter o crescimento previsto para o Brasil, da ordem de 15% este ano",
diz Louro. Na América Latina e na África, dois mercados da Diageo em ascensão, o
volume consumido de algumas das principais marcas caiu no segundo semestre de 2008
sobre o mesmo período de 2007. Foi o caso do uísque Johnnie Walker e do licor
Baileys, cujas vendas em volume caíram 9% e 11%, enquanto a receita desses produtos
cresceu 7% e 5%, respectivamente. A explicação está na variação do câmbio sobre as
moedas locais.



No Brasil, diz Louro, cerca de 80% da operação em dólar estava protegida por hedge.
"No Brasil, nosso dólar estava cotado entre R$ 2,15 e R$ 2,25", afirma. "Ninguém
poderia supor um dólar a R$ 2,40."


O movimento de retração no volume e aumento da receita também é observado no
consumo das bebidas destiladas, segundo a Nielsen. As vendas de vodca em volume
caíram 5,3% de dezembro de 2007 a novembro de 2008, contra o mesmo período do
ano anterior. Enquanto isso, a receita cresceu 1,2%.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Diageo+apost
a+em+produto+nacional+e+supermercados&dtmateria=13/02/2009&codmateria=54158
71&codcategoria=95

Coca-Cola cresce 25% no Brasil, com faturamento recorde de R$ 15 bi
(13/02/09)
Ana Paula Grabois, do Rio

Em meio à crise global, a Coca-Cola vai apostar mais no Brasil em 2009, após obter o
maior faturamento já apurado no país no ano passado, de R$ 15 bilhões, 25% superior



                                                                                   90
ao de 2007. A multinacional planeja investir 16,6% a mais neste ano, o equivalente a R$
1,75 bilhão, valor recorde para o Brasil. Adrian Moser/Bloomberg News

Muhtar Kent, presidente mundial: metas de crescimento estão mantidas


Terceiro maior mercado consumidor da multinacional, atrás dos Estados Unidos e do
México, o Brasil é visto como um país ainda a ser explorado, pois tem média de
consumo per capita de refrigerante considerada baixa. "A aposta no Brasil é muito
grande", disse o novo presidente da Coca-Cola no Brasil, o mexicano Xiemar Zarazúa.


A expectativa é de que o volume de vendas, cujo crescimento foi de 7% em 2008,
continue no mesmo ritmo de expansão neste ano. "Nossa confiança no Brasil é muito
alta e estamos investindo pensando no longo prazo", afirmou Zarazúa. Os recursos,
segundo ele, virão do caixa nacional. "Não precisamos ter muito financiamento
externo", disse.


Entre os investimentos programados para este ano estão a nova fábrica de refrigerantes
em Maceió e outra do Mate Leão em Fazenda Rio Grande (PR). A Coca-Cola também
vai investir na entrada de quatro novas linhas de produção em fábricas no Mato Grosso
do Sul, Ceará, Espírito Santo e Pernambuco.


Apesar da crise, o executivo espera aumento no consumo de refrigerantes e das vendas
no Brasil em 2008. Argumenta que o crescimento econômico nacional, ainda que
desacelere, será superior à média do crescimento mundial. A estratégia de expansão vai
dar foco ao consumidor da classe C, faixa da população que mais cresceu nos últimos
anos. "A maioria dos nossos planos está focada na classe C com o objetivo de aumentar
as vendas. É a nossa aposta e nos preparamos para ficarmos perto deles", disse o
presidente da multinacional no Brasil.


Em 2008, a taxa de crescimento das vendas no Brasil foi mais baixa em relação à média
da América Latina, de 8%, mas superou o desempenho das vendas no mundo, cuja alta
chegou a 5%. No quarto trimestre, após o agravamento da crise financeira no mundo, as
vendas brasileiras subiram 7%, enquanto as vendas totais no mundo aumentaram 4%.
"O Brasil talvez passe a ser o segundo maior mercado mundial em dois, três ou quatro
anos", afirmou o executivo.


A força do consumo nacional para a empresa foi evidenciada no caso da Coca Zero.
Refrigerante lançado há um ano e meio, atualmente detém 5% do consumo de
refrigerantes no Brasil, país que mais comprou o produto em dezembro. "Foi o maior
lançamento dos últimos dez anos", disse o diretor de marketing da Coca-Cola, Ricardo
Fort.




                                                                                    91
Ao contrário de boa parte das empresas, a Coca-Cola pretende contratar funcionários
em 2009. "Fazemos parte de uma indústria altamente intensiva em mão-de-obra. É
impossível crescer um negócio sem gerar emprego, ainda que busquemos aumentar a
eficiência", disse Zarazúa. Há 67 anos no país, a Coca-Cola emprega 38 mil
funcionários diretos e tem 16 fabricantes regionais, além das fábricas da JV Mais
(empresa de bebidas sem gás) e do Mate Leão.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link: http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Coca-
Cola+cresce+25%+no+Brasil,+com+faturamento+recorde+de+R$+15+bi&dtmateria=1
3/02/2009&codmateria=5415849&codcategoria=95



Schincariol investe R$ 50 milhões no carnaval (11/02/09)
Ana Paula Grabois, do Rio

Na disputa por visibilidade e mercado com as marcas concorrentes da AmBev, a Nova
Schin aumenta os investimentos neste carnaval. O grupo Schincariol vai gastar R$ 50
milhões em 2009 com um camarote no sambódromo do Rio, o patrocínio oficial do
carnaval de Salvador e o apoio a 45 blocos de rua de Pernambuco. Em 2008, gastou R$
45 milhões. Isoladamente, o investimento em marketing no carnaval é o maior do grupo.
A previsão de investimento para este ano chega a R$ 450 milhões, montante igual ao de
2008.

A Brahma, da AmBev, manterá seus investimentos no carnaval, mas não divulgou
valores. Outra marca da AmBev, a Skol, é patrocinadora do carnaval de Recife e Olinda
(PE) e apoia 30 blocos e dez camarotes em Salvador. A Antarctica, também da AmBev,
patrocina seis escolas de samba e 33 blocos de rua no Rio de Janeiro.


A Schincariol pretende consolidar a marca Nova Schin em terceiro lugar no ranking
nacional de vendas e líder nas regiões Norte e Nordeste. "Queremos fortalecer a
imagem da Nova Schin como a cerveja dos carnavais do Brasil", diz o diretor de
marketing da Schincariol, Marcel Secco. A meta é aumentar em torno de 13% as vendas
da bebida na Marquês de Sapucaí. O faturamento do grupo subiu cerca de 20% em 2008
e a previsão é de crescimento em 2009, ainda que em ritmo mais lento.


A Coca-Cola manteve os investimentos no camarote do sambódromo do Rio. Um dos
fabricantes das bebidas do grupo no Nordeste, a Norsa, patrocina blocos e camarotes no
carnaval do circuito Barra-Ondina de Salvador e vai aproveitar para divulgar um novo
refrigerante.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas


                                                                                   92
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Schincariol+i
nveste+R$+50+milhões+no+carnaval+&dtmateria=11/02/2009&codmateria=5412057&
codcategoria=95



Mars Brasil investe R$ 20 milhões para produzir mais M&M's
(11/02/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

A Mars, uma das maiores fabricantes de chocolate do mundo, vai aumentar sua atuação
no mercado brasileiro. Boa notícia para quem é fã do confeito M&M's, carro-chefe da
empresa e um dos doces de chocolates mais populares do planeta. "Vamos aumentar a
capacidade de produção dessa linha em até 35%", diz o presidente da Mars Brasil,
Filipe Ferreira. Para isso, a companhia com sede nos Estados Unidos está investindo R$
20 milhões na fábrica que tem no país, em Guararema, a 80 km de São Paulo. Marisa
Cauduro / Valor

Presidente da Mars Brasil, Filipe Ferreira: "Vamos aumentar a capacidade de produção
dessa linha em até 35%"


Produzindo no país há apenas seis anos, a Mars faturou com seus chocolates no ano
passado R$ 100 milhões, um resultado 50% acima do conquistado em 2007, segundo
Ferreira. O percentual é surpreendente já que, conforme estimativa preliminar da
Associação das Indústrias Brasileiras de Chocolates, Cacau, Balas e Derivados, o
mercado nacional cresceu 12% em 2008.


O pulo do gato da Mars, segundo Ferreira, foi melhorar a comunicação da empresa com
os pontos de venda. "O número de pontos de venda continua o mesmo, mas eles estão
com um giro 125% maior que há 18 meses", explica o presidente.


Foi há 18 meses, aliás, que a empresa reviu sua estratégia no país. "Em 2007, decidimos
focar nosso negócio em chocolates", diz Ferreira. As vendas de alimentos (como arroz e
temperos) e de comida para cães e gatos cresceram 10% e 23%, respectivamente, em
2008.


"Em chocolates, planejamos crescer mais 20% em 2009 mas acredito que vamos superar
essa meta", disse o presidente. Ele aposta no crescimento da Linha M&M's que já deve
estar com novos produtos antes da Páscoa, em 12 de abril. "Vamos lançar ovinhos
M&M's, que é um produto novo no Brasil mas de bastante sucesso em outros países
onde a Mars atua", conta o executivo. Também vão chegar ao mercado novas
embalagens e sabores diferentes para a linha. Mas o grande lançamento é o M&M's
gigante. "É surpresa, mas o produto vai ser lançado em caixinhas em formato de uma
lentilha gigante", conta Ferreira.



                                                                                    93
A Mars tem hoje apenas 2% do mercado nacional, que segundo a Nielsen movimentou
em 2007 no varejo ao consumidor R$ 2,9 bilhões (excluem-se chocolates para derreter,
vendas das butiques de chocolate e outras segmentações). No entanto, é líder no formato
confeito, com 35% das vendas concentradas em M&M's. Outro 'best seller' da
companhia é o chocolate Twix, que fica classificado com 10% das vendas entre os
'candy bar', categoria liderada pelo Bis, da Lacta.


"Metade do mercado brasileiro está em bombons e um terço fica para tabletes", conta o
presidente. Nessas duas categorias, que englobam quase 85% das vendas, há, segundo
ele, uma grande concentração de empresas, lideradas pela Nestlé, pela Garoto
(comprada pela Nestlé em 2004) e pela Kraft Foods. Por isso, a estratégia da Mars é
crescer nos setores em que o número de fabricantes é maior, ou seja, em 'candy bars' e
confeitos. Os dois formatos, segundo a Nielsen, somam 13,2% do mercado em volume,
sendo 3,3% para 'candy bars' e 9,9% para confeitos. A ideia é fazer essa participação
chegar a 20%. "Queremos ter um pedaço grande do mercado nacional de chocolates e
vamos conseguir isso crescendo nessas fatias."


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Mars+Brasil+
investe+R$+20+milhões+para+produzir+mais+M&Ms+&dtmateria=11/02/2009&codm
ateria=5412049&codcategoria=95

Ajinomoto compra (11/02/09)


Norio Yamaguchi, presidente mundial da japonesa Ajinomoto, anunciou que a empresa
planeja fazer aquisições este ano. "Nossa meta é negociar alguma fusões e aquisições,
incluindo empresas fora do Oriente", disse o executivo, segundo a Reuters. "Agora que
o iene está forte, ficou barato para nós comprarmos outras companhias no exterior",
explica Yamaguchi. No Brasil, a empresa de alimentos anunciou em janeiro perdas de
R$ 180 milhões com contratos de derivativos.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Destaques&dt
materia=11/02/2009&codmateria=5412066&codcategoria=95

Previsões da Pepsi (11/02/09)




                                                                                    94
A Pepsi Bottling, maior distribuidora de refrigerantes do mundo, que pertence à
PepsiCo Inc., prevê que o lucro irá cair este ano com o fortalecimento do dólar ao redor
do mundo. A moeda americana mais forte irá cortar US$ 0,18 por ação este ano,
informou.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=11/02/2009&codmateria=5412074&codcategoria=95

Citrosuco deixa de produzir em Bebedouro e vai demitir 208 (10/02/09)
Fernando Lopes, de São Paulo

A Citrosuco, segunda maior exportadora de suco de laranja do país, atrás da Cutrale,
confirmou ontem que não acionária a linha de produção de sua fábrica localizada em
Bebedouro (SP) na temporada 2009/10, que começa em junho. Em comunicado, a
empresa informou que 208 funcionários serão demitidos. A eles a Citrosuco afirma estar
oferecendo "um pacote diferenciado de indenização e de benefícios".

No comunicado, a companhia diz que concentrará a produção em suas duas outras
unidades também situadas no interior paulista, em Matão e Limeira. O Valor apurou
junto a fontes do segmento que esse remanejamento será possível graças à ociosidade
dessas fábricas. Alguma ociosidade também pode ser observada em outras fábricas das
demais grandes indústrias de suco.


Controlada pelo Grupo Fischer, cujas exportações superaram US$ 500 milhões em
2008, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a Citrosuco justifica o
fechamento temporário da fábrica de Bebedouro - que continuará recebendo laranja
adquirida de produtores da região para processamento nas duas unidades que estarão em
operação - com o cenário adverso para os embarques de suco de laranja.


"A decisão da Citrosuco de racionalizar seus processos de produção, mediante o melhor
aproveitamento de seus ativos industriais, visa o ganho de eficiência numa conjuntura
de estagnação da demanda internacional de suco de laranja".


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Citrosuco+dei
xa+de+produzir+em+Bebedouro+e+vai+demitir+208&dtmateria=10/02/2009&codmate
ria=5409356&codcategoria=306




                                                                                     95
Kraft reduz projeções de lucro e receita (05/02/09)
Elizabeth Rigby, Financial Times

As ações da Kraft Foods caíram 9,15% na bolsa de Nova York ontem, após a segunda
maior produtora de alimentos do mundo ter anunciado a redução de suas previsões de
lucros para 2009, diante do fortalecimento do dólar e da busca do consumidor
americano por alimentos mais baratos.

A empresa prevê agora um lucro por ação de US$ 1,88 neste ano, enquanto sua
estimativa anterior projetava US$ 2. Essa mudança reflete, entre outros itens, efeitos da
valorização do dólar e uma alta nos custos previdenciários.


A Kraft também informou que o crescimento orgânico da receita deverá ser de 3% em
2009 - menor que os 4% anteriormente previstos. Os cortes nas previsões foram
anunciados ao mesmo tempo em que a empresa, fabricante do "cream cheese"
Philadelphia, divulgou uma queda de 68,5% no lucro operacional do quarto trimestre de
2008, para US$ 302 milhões, que, segundo a companhia, se deveu a despesas ligadas ao
seu programa de corte de custos.


Irene Rosenfeld, presidente-executiva e presidente do conselho de administração da
Kraft, já realizou dois anos de um programa de reorganização de três anos, cujo objetivo
é elevar a taxa de crescimento orgânico da companhia com mais gastos em marketing e
desenvolvimento de produtos, para revigorar marcas.


No entanto, a companhia perdeu participação de mercado em 15 de suas 20 marcas
principais no quarto trimestre, período em que os consumidores migraram para marcas
próprias do varejo.


"Não há dúvidas de que diante do novo cenário econômico as coisas serão difíceis no
curto prazo", disse ela a analistas. "Os consumidores estão mudando muito [de produtos
de marca para as marcas próprias]. Mas como as pessoas estão comendo mais em casa,
marcas como a DiGiorno e a Oscar Mayer estão sendo beneficiadas."


A executiva afirmou que vê "um começo da recuperação da participação de mercado em
2009, mas o mais provável é que ela não ocorra antes do segundo trimestre".


As receitas orgânicas líquidas da Kraft cresceram 4,4% no quarto trimestre, em relação
a igual período de 2007. O lucro líquido caiu para US$ 163 milhões, contra US$ 585
milhões um ano antes. (A divisão internacional, que inclui América Latina, teve
aumento de 15,3% nas receitas orgânicas líquidas em 2008. O crescimento na América
Latina foi impulsionado por altas nos preços de biscoitos e chocolates).




                                                                                      96
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Kraft+reduz+
projeções+de+lucro+e+receita&dtmateria=05/02/2009&codmateria=5401352&codcate
goria=95

Com apoio do BNDES, Bom Gosto avança (04/02/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

Capitalizada após a fusão com a Líder Alimentos, operação que contou com aporte do
BNDESPar, a Laticínios Bom Gosto acaba de adquirir da Parmalat a fábrica de
Garanhuns (PE), por R$ 31 milhões. A expectativa do presidente e fundador da
empresa, Wilson Zanatta, é que a unidade pernambucana gere uma receita anual de R$
100 milhões, que vai se somar às R$ 1,5 bilhão projetadas para a companhia gaúcha este
ano.

Com apenas 15 anos, a Bom Gosto, que tem sede na cidade de Tapejara, chama a
atenção no setor de lácteos nacional por sua agressividade. Antes da fusão com a Líder,
em novembro do ano passado, a empresa já tinha adquirido o controle da Nutrilat e da
Corlac, no Rio Grande do Sul, e do Laticínios DaMatta e Laticínios Santa Rita, ambos
em Minas Gerais, em 2007. A empresa também constrói laticínio no Uruguai, com
investimentos de US$ 30 milhões.

"Após a fusão com a Líder e o aporte do BNDES, a empresa ficou capitalizada e existe
possibilidade de crescimento", afirma Zanatta, um veterinário filho de produtor de leite,
visto como audacioso por seus concorrentes. Ele acrescenta que a companhia sempre
avalia "oportunidades de investimento".

Mas Zanatta mantém a cautela em relação ao comportamento do mercado de lácteos,
que está abastecido no front doméstico e tem estoques elevados e preços baixos no
exterior. "[O mercado] deve melhorar quando a crise acabar, em 2010, 2011", torce o
empresário.

Em agosto de 2007, a Bom Gosto já tinha recebido um aporte de R$ 45 milhões do
BNDESPar, que deu ao braço de investimento do banco de fomento uma participação
de 23% no laticínio. Na operação para fusão com a Líder, o banco fez outro aporte, de
valor não revelado, e ficou com uma participação de 34,6% no capital da nova empresa,
conforme a assessoria de comunicação do BNDES.

Wilson Zanatta afirma que a aquisição da fábrica de Garanhuns é importante na
estratégia da empresa, já que o Nordeste é uma das regiões onde mais cresce o consumo
de alimentos no país. A empresa, que ainda não tinha operação no Nordeste, atendia
aquele mercado com produtos de suas unidades em Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
A partir de agora, vai produzir na fábrica de Garanhuns, que tem capacidade de
processamento de 500 mil litros/dia, itens como leite longa vida, leite tipo C, iogurte e
creme de leite.




                                                                                      97
A planta pernambucana também tem equipamentos para produção de leite em pó e
condensado, mas por enquanto, esses itens não serão fabricados na unidade, e a Bom
Gosto continuará fornecendo para o Nordeste a partir do Rio Grande do Sul. Além da
fábrica de Garanhuns, o negócio entre Bom Gosto e Parmalat inclui nove postos de
captação localizados em Tapejara (RS), Enéas Marques (PR), Monte Castelo (SP), Exu
(PE), Ipira (BA), Alegre (ES), Jacaré dos Homens (AL), Santa Cruz de Goiás (GO) e
Itarumã (GO).

Segundo Zanatta, hoje Garanhuns processa 150 mil litros de leite por dia, mas chegou a
captar 300 mil litros até meados do ano passado. As dificuldades da Parmalat, porém,
levaram a uma redução no número de produtores que entregavam leite à unidade. De
cerca de 900, restaram 600. "Esperamos voltar a captar 300 mil litros em um ano",
afirma Zanatta.

A Bom Gosto espera recuperar a bacia leiteira da região, onde deverá, segundo analistas
do setor de lácteos, enfrentar forte concorrência com a Perdigão, que começará a operar
no segundo semestre a planta de Bom Conselho, a cerca de 40 quilômetros de
Garanhuns.

A empresa passará a operar, com a nova aquisição, 19 unidades industriais nos Estados
do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Mato Grosso do
Sul. A captação de leite da empresa hoje, após a fusão com a Líder, é de 3 milhões de
litros por dia ou 1,1 bilhão por ano.

Enquanto a Bom Gosto avança e se prepara para começar a exportar leite em pó e
condensado este ano - com a entrada em operação de uma nova fábrica em Tapejara - a
Parmalat, controlada pela Laep Investments, segue tentando fazer caixa com a venda de
ativos. Antes de se desfazer de Garanhuns, já tinha vendido a recém-comprada Poços de
Caldas e suspendido as operações em unidade de Ouro Preto d'Oeste (RO) e de uma
planta arrendada em Frutal (MG).

Em nota, Laep disse que a decisão vender a fábrica de Pernambuco e as unidades de
captação de leite "faz parte do processo de reestruturação organizacional implementado
pela direção da Parmalat, empresa em processo de recuperação judicial". O foco da
empresa é reduzir custos e "aumentar a eficiência operacional, criando condições para
que a empresa possa melhorar sua geração de caixa". A empresa informou ainda que irá
atender o Nordeste a partir de suas demais fábricas.

Hoje, a Parmalat tem seis unidades: Governador Valadares (MG), Carazinho (RS),
Votuporanga (SP, Itaperuna (RJ), Santa Helena de Goiás (GO) e Jundiaí (SP).

Conforme fontes do setor, as quatro últimas também estão à venda, e a intenção da
Parmalat é operar apenas Valadares e Carazinho. Questionada, a empresa disse apenas
que sempre avalia a venda de ativos não estratégicos.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Com+apoio+d
o+BNDES,+Bom+Gosto+avan%C3%A7a&dtmateria=04/02/2009&codmateria=53987
40&codcategoria=306


                                                                                    98
Schincariol lança tubaína "retrô" dez vezes mais cara (03/02/09)
Lílian Cunha, de São Paulo


Ninguém dá muita bola para elas. Mas as tubaínas, como são os chamados refrigerantes
regionais, têm 16% do mercado nacional de bebidas, liderado pela Coca-Cola. Juntas,
essas bebidas vendem anualmente o equivalente a R$ 3,3 bilhões, soma que é pelo
menos duas vezes o faturamento da Pepsi e dez vezes mais do que se vende de bebidas
energéticas no país.

Nesse filão, a Schincariol lançou em dezembro duas versões do refrigerante que
pretendem fazer da tubaína um produto moderno e "premium": a Itubaína Retrô e a
Itubaína Retrô Zero, em garrafas de 355 ml e rótulo tipo "vintage". "Queremos agregar
valor à nossa marca e atingir um público diferente", diz Marcel Sacco, diretor de
marketing da Schincariol.




Ao contrário da tubaína que a empresa vende desde 1954 nos supermercados, a nova
versão será distribuída em bares e lanchonetes. Além disso e da embalagem, com
desenho no estilo "pop" anos 50, o lançamento tem outro diferencial: o preço. A
garrafinha sai por R$ 2,90. Já a tubaína comum da Schincariol, um dos refrigerantes
mais baratos do varejo, é vendida por R$ 1,65 a embalagem de 2 litros. Ou seja, a
versão chique custa dez vezes mais.


A Itubaína Retrô vai ter distribuição nacional em até 60 dias, disse o diretor de
marketing da Schincariol. "É para um público mais velho, por volta dos 40 anos, e traz
um certo saudosismo", diz o executivo. Por isso, foi servida aos frequentadores do São
Paulo Fashion Week, no mês passado.


A empresa, que tem 3,4% do mercado nacional de refrigerantes, segundo dados de
dezembro, não pretende, com a nova tubaína, aumentar essa participação. "Não é um
produto para aumentar o volume de nossas vendas", diz Sacco. A ideia, diz ele, não é
ganhar vendas em volume, mas agregar valor à marca Schincariol.


"A Itubaína tem uma apelo à infância, remete à uma lembrança carinhosa. Isso ajuda a
transferir um certo brilho para o nome Schincariol", explica ele, acrescentando que a
tubaína é o sabor de refrigerante mais consumido no Estado de São Paulo. Essa empatia
justificaria o preço da bebida.


O lançamento também é o primeiro da empresa depois que a família voltou à direção da
empresa, com Adriano Schincariol assumindo o cargo de executivo-chefe da companhia
no início de dezembro, dois anos depois de ter entregue o comando da operação ao


                                                                                   99
executivo Fernando Terni. Foi na gestão de Terni que a empresa iniciou sua estratégia
de ter no portifólio produtos de maior valor agregado, como a cerveja Baden Baden, de
Campos do Jordão (SP), adquirida há dois anos.




Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Schincariol+l
ança+tubaína+retrô+dez+vezes+mais+cara+&dtmateria=03/02/2009&codmateria=5395
810&codcategoria=95

Parmalat vende (03/02/09)

A Laep Investiments informou ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que
sua controlada Parmalat vendeu a sua unidade de negócios de captação de leite instalada
em Garanhuns (PE) para o Laticínios Bom Gosto. O valor do negócio foi de R$ 31
milhões e inclui nove unidades de captação de leite e seus equipamentos.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Destaques&dt
materia=03/02/2009&codmateria=5395799&codcategoria=95

Supermercado puxa alta na venda de cerveja (02/02/09)
Lília Cunha, de São Paulo


Tradicionalmente, as vendas de cerveja no Brasil se concentram em bares e restaurantes,
os chamados "pontos de dose", como dizem os especialistas do setor. Os supermercados
ficam com apenas um terço do volume vendido. Por isso, nunca mereceram a mesma
atenção que as cervejarias dão aos primeiros. Mas, em 2008, o comportamento do
consumidor chacoalhou essa ordem. Diferentemente do que vinha acontecendo há pelo
menos cinco anos, o consumo nos bares e restaurantes ficou estável. Só houve elevação
no autosserviço, como são chamados os supermercados. Segundo a Nielsen, no ano
passado, o mercado total de cervejas cresceu 5%, de 6,9 bilhões de litros em 2007 para
7,2 bilhões de litros. As vendas em supermercados dispararam 10%. Em bares e
restaurantes, a alta ficou em 1,6%.

"Nossa previsão era crescer 8%", diz Paulo Solmucci Júnior, presidente da Abrasel, a
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. "O verão foi curto, porque o Carnaval
aconteceu no início de fevereiro. Aí, no fim de junho, veio a Lei Seca." Em julho,
agosto e setembro, as vendas caíram 25% em volume e em outubro, 15%. "Nos meses
seguintes, retomamos o movimento. Deu para empatar com 2007", acrescenta ele,




                                                                                   100
lamentando os efeitos da regra que proibiu o consumo de praticamente qualquer
quantidade de bebida alcoólica por condutores de veículos.


"A lei realmente empurrou o consumidor para dentro de casa", diz o diretor de
marketing da Schincariol, Marcel Sacco. Segundo ele, as pessoas continuaram tomando
cerveja, mas não a servida no bar. Passaram a preferir a do supermercado.


Por isso, os comerciantes do autosserviço comemoram. "Nunca tivemos um aumento de
vendas de cerveja tão expressivo", afirma o vice-presidente da Associação Paulista de
Supermercados (Apas), Martinho Moreira. "Em muitas lojas, o espaço da cerveja até
aumentou. A indústria, que nunca deu bola para esse canal de venda, agora está
investindo."


A maior variedade de formatos em lata é um exemplo. Diferentemente dos "pontos de
dose", que vendem tanto latas quanto a bebida em garrafas de 600 ml, os supermercados
só vendem as latinhas (no máximo, também as long neck). "Passamos a oferecer para os
supermercados pacotes de 12, 18 e até 24 latas, além de termos variado o formato de
350 ml, para a versão mais comprida, de 473 ml", diz o executivo da Schincariol.


Mas esse não foi o único reflexo dessa migração do consumo. "No supermercado o
consumidor é mais racional. Ele prefere a marca que oferece a melhor relação-custo
benefício. Nos bares, aceita o que lhe é oferecido", explica Martinho. Por isso, marcas
como Itaipava e Crystal, da Petrópolis, e Nova Schin, da Schincariol, ganharam
mercado, em detrimento de cervejas da AmBev, líder de vendas.


A Schincariol, por exemplo, saltou de 11,1% para 13% e a Petrópolis, de 8,5% para
9,9% , entre janeiro e novembro de 2008, segundo dados Nielsen. Sob os mesmos
critérios, a Femsa caiu de 8,3% para 7,4% e a AmBev encolheu de 68,2% para 67,4%.
"A AmBev é craque em conquistar exclusividade dos bares. Muitos só vendem as
marcas da empresa. Nos supermercados, ao contrário, todas as marcas estão na
prateleira, lado a lado", diz Martinho. Procurada pelo Valor, a AmBev não quis se
pronunciar.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Supermercado
+puxa+alta+na+venda+de+cerveja&dtmateria=02/02/2009&codmateria=5394350&cod
categoria=95

Barril impulsiona desempenho da Heineken (02/02/09)
De São Paulo



                                                                                   101
A cerveja Heineken nunca foi muito popular no Brasil. Mas desde o último verão isso
vem mudando. A marca, distribuída no Brasil pela Femsa, encerrou 2008 com um
crescimento de vendas em volume de 54% em relação ao ano anterior. Na comparação
com os últimos dois anos, o aumento é de 113%. E boa parte dessa performance se deve
a um único produto: o barril de cinco litros. Paulo Pampolin / Hype

Morici, da Femsa: vendas da marca holandesa cresceram 54% no ano passado


Também chamado de "keg", o formato estreou no mercado timidamente no verão de
2007. "Trouxemos da Holanda para o Brasil um estoque que calculávamos durar três
meses. Mas vendemos tudo em 15 dias", conta Riccardo Morici, diretor de marketing da
cervejaria, que não divulga volumes comercializados.


No ano seguinte, ou seja, no verão de 2008, a Femsa novamente importou o produto. "O
sucesso foi novamente muito grande", diz o diretor da companhia, que resolveu incluir o
"keg" no portfólio de produtos fixos. "O volume vendido agora é seis vezes maior que a
primeira importação", conta o executivo.


Desenvolvido na Heineken da Holanda e fabricado em alumínio, o barril tem
aproximadamente 30 cm de altura e 20 cm de diâmetro. Dentro dele há uma espécie de
cilindro que permite que a cerveja que ele contém (a bebida é feita na Holanda e
envasada lá ) seja tirada sob pressão, como se fosse chope.


Há outras opções importadas de barris de cerveja à venda, mas Morici afirma que o tipo
de embalagem criado pela Heineken é único no Brasil. A AmBev também concorre
nesse segmento de mercado com o barril de chopp Brahma, que pode ter de 10 a 30
litros.


O barril da Femsa é vendido em supermercados, lojas de conveniência e também em
alguns bares. Ele dura até 30 dias e deve ser colocado em uma geladeira por no mínimo
dez horas antes de os cinco litros de cerveja - que rendem 20 copos - serem consumidos.



É aí que fabricante ganha rentabilidade. Descontada a embalagem, o "keg" rende o
mesmo que um pacote de latinhas, geralmente vendido com 15 unidades. Mas as latas
saem por R$ 15 em média, enquanto o preço sugerido pela Femsa para o "keg" é de R$
49. Em alguns casos, porém, chega a até R$ 90 (valor fixado a critério do comerciante).


Essa variação de preço se justifica, segundo Morici, uma vez que o segredo do "keg"
não está apenas no produto que ele oferece. "Ele cria um momento social quando
alguém chega com ele na praia ou em uma festa. É um polarizador de atenções", diz.



                                                                                   102
Dentro da companhia, segundo o executivo, as vendas do novo formato já estão se
aproximando do volume de Heineken long neck - até agora o mais importante para a
marca. No mercado entretanto, as vendas totais de long neck são as menos expressivas:
ficam com 2% de toda a cerveja vendida no país, segundo dados Nielsen.


Mesmo assim , tanto a Femsa quanto a holandesa Heineken comemoram o sucesso de
vendas do barril no Brasil e no exterior. Em seu último relatório de resultados (o
próximo deve sair neste mês), a Heineken divulgou que as vendas mundiais de cerveja
por meio de "formatos inovadores" cresceu 80% em 2007.


Em relação ao faturamento total da cervejaria no mundo (cerca de 139,2 milhões de
hectolitros), o barril foi responsável por uma venda adicional de mais de 1,2 milhões de
hectolitros, equivalente a um aumento de quase 1%. Nesse período, a companhia
vendeu mais de 10 milhões de "kegs" no planeta. O Brasil, segundo Morici, foi um dos
maiores mercados para o produto. (L.C.)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Barril+impuls
iona+desempenho+da+Heineken&dtmateria=02/02/2009&codmateria=5394354&codca
tegoria=95

Cacau Show cresce (30/01/09)


A rede de franquias Cacau Show encerrou o ano passado com 598 pontos-de-venda,
61% a mais que os 371 de 2007. Para 2009, a empresa planeja chegar a 800 unidades,
um crescimento em torno de 30% sobre 2008. A expansão deve estar focada no no
Estado de Minas Gerais e na região Nordeste.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Destaques&dt
materia=30/01/2009&codmateria=5390414&codcategoria=95

Menos cerveja (30/01/09)


A AmBev prevê enfrentar um ano "desafiador" em 2009 devido à piora no mercado de
trabalho, o que deve reduzir o consumo de cervejas, afirmou o analista do banco Credit
Suisse, Marcel Moraes, citando Michael Findlay, diretor de relações com investidores


                                                                                    103
da companhia. Em relatório, o analista escreveu ainda que, na avaliação da fabricante, o
volume consumido de cerveja não deverá cair mais de 2%. O reajuste do salário mínimo
no Brasil, que responde por mais de 60% das vendas da AmBev, e a queda nos preços
do alimentos devem aliviar o cenário. As informações são da Bloomberg.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=30/01/2009&codmateria=5390421&codcategoria=95&p=731&t=12px

Oetker desiste de Beck's (29/01/09)


A cervejaria alemã Radeberger, do grupo Oetker, divulgou ontem à Radio Bremen, na
Alemanha, que fracassaram as negociações da companhia para comprar as operações da
ABInBev no país, segundo a Reuters. A Anheuser-Busch InBev é dona na Alemanha da
cerveja Beck's, uma das mais famosas do mundo. A ABInBev, segundo a rádio,
continua à procura de um comprador para a subsidiária.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=29/01/2009&codmateria=5388270&codcategoria=95

Com Bauducco, Hershey tem seu melhor ano no Brasil (29/01/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

Dez anos depois de desembarcar no país, a Hershey Company, a maior fabricante de
chocolates dos Estados Unidos, prevê ter em 2009 seu melhor ano. A empresa, que há
12 meses formou uma joint-venture com a brasileira Bauducco, comemora os resultados
da parceria. "Triplicamos o número de pontos de vendas", diz Aloisio Periquito Neto,
presidente da subsidiária brasileira. Hoje, a marca está na prateleira de mais 130 mil
supermercados, lojas de conveniência e bombonieres de todo território nacional.
Gustavo Lourenção/Valor Econômico

Aloisio Neto, presidente da Hershey no Brasil: empresa já tem 3,4% do mercado e pode
superar a Arcor neste ano


As vendas cresceram, em 2008, 10% em volume e faturamento, aumento que deve ser
superado em 2009, quando a companhia voltará a participar das vendas de Páscoa - data
comemorativa que concentra até 30% do faturamento do setor de chocolates. "No ano




                                                                                    104
passado, fechamos o acordo com a Bauducco em fevereiro. Não houve tempo de nos
prepararmos, uma vez que a Páscoa foi muito em cima, em março", lembra o presidente.


Pelo acordo feito há 12 meses, a Pandurata Alimentos, holding que detém a Bauducco,
adquiriu 49% das ações da subsidiária brasileira da Hershey. Em contrapartida, a
fabricante americana passou a se beneficiar do sistema de distribuição e logística da
Bauducco, líder nacional de mercado em panetones, waffers e torradas. "Também temos
direito aos mesmos fornecedores o que nos deu maior poder de negociação na hora de
comprar matérias primas", explica Neto.


Nesta Páscoa, entretanto, nenhum coelho irá entregar ovos da Hershey. "Vamos
aproveitar a data para colocar novas linhas industriais em funcionamento, mas não para
fabricar ovos. O que queremos é lançar produtos que vão continuar no mercado ao
longo do ano." O bombom Kisses, que vai ser produzido em São Roque (SP), é um
desses. Símbolo mundial da empresa, estava fora do mercado há dois anos, já que a
baixa venda (devido ao número restrito de distribuidores) não compensava.


No Brasil, a empresa concentra sua linha de produtos no formato tablete e seu carro-
chefe são os chocolates "Cookies and Cream", uma combinação de cereais, pedacinhos
de biscoito e recheio cremoso. "Esse chocolate é nosso diferencial no mercado porque
nenhum concorrente tem algo semelhante. Mas em 2009 a variedade irá aumentar",
afirma o executivo.


A expectativa da empresa para este ano é de, pelo menos, manter o ritmo que alcançou
no ano passado. Há 12 meses, a marca tinha 1,9% das vendas de chocolates no varejo
nacional. Mas fechou 2008 já com 3,4%, em volume. A idéia, então, é engordar essa
fatia para algo entre 5% e 6%, no mínimo. Assim, a Hershey ultrapassaria a argentina
Arcor e se tornaria a quarta marca no mercado nacional, atrás de Lacta, Garoto e Nestlé
(primeira, segunda e terceira em vendas por volume, respectivamente, de acordo com
dados Nielsen.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Com+Bauduc
co,+Hershey+tem+seu+melhor+ano+no+Brasil&dtmateria=29/01/2009&codmateria=53
88278&codcategoria=95

Sadia admite uma possível capitalização de R$ 1 bilhão (28/01/09)
Por Alda do Amaral Rocha e Graziella Valenti, de São Paulo


Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+



                                                                                   105
A Sadia admitiu ao Valor que pode receber uma injeção de capital em breve, da ordem
de R$ 1 bilhão, para equilibrar as necessidades financeiras da companhia, afetada desde
setembro por perdas com derivativos cambiais. "Essa faixa de valor seria razoável.
Menos do que isso não resolve", afirmou Welson Teixeira, diretor de relações com
investidores da companhia. A fonte dos recursos pode ser o BNDES. De acordo com o
executivo, a empresa vem sendo procurada por vários investidores e há conversas em
andamento, inclusive com o banco de fomento. "O BNDES é uma oportunidade", disse
ele, lembrando que a instituição tem participação em outras companhias do setor, como
o frigorífico JBS Friboi e Marfrig.

O executivo concedeu entrevista para explicar o atual cenário da empresa. Desde a
semana passada, as ações da Sadia na bolsa estão refletindo o receio dos investidores
sobre os efeitos dos derivativos nos resultados do quarto trimestre e na solvência da
companhia.




Relatório do Bank of America Merrill Lynch, enviado a clientes na segunda-feira,
demonstra preocupação com a liquidez da empresa e com o risco de uma eventual
insolvência em junho deste ano, caso a companhia não consiga refinanciar parte de seus
contratos. "A situação de liquidez atual está em risco uma vez que o caixa disponível
pode secar até junho se a companhia não for capaz de refinanciar algum de seus débitos
de curto prazo", escrevem João Carlos dos Santos, Renato Mimica e Alexandre Pizano,
em relatório.


Questionado sobre essa perspectiva, Teixeira, da Sadia, disse que esse quadro "é
praticamente improvável". Ele enfatizou que a insolvência só ocorreria na eventualidade
de a companhia não conseguir renovar nenhuma de suas linhas de crédito, o que não
está ocorrendo. "Já há bancos que estão rolando nossas linhas." Os próprios analistas
dizem, no relatório, acreditar que a Sadia será capaz de rolar seus débitos de curto
prazo, que se referem principalmente a financiamento à exportação.


Os analistas do Bank of America Merrill Lynch estimam que a empresa necessita de
uma injeção de "ao menos R$ 2 bilhões", uma vez que o custo da manutenção de sua
dívida consome a maior parte do fluxo de caixa livre da companhia.


"Metade disso seria bastante razoável", reconheceu Teixeira, ao ser indagado sobre a
necessidade de recursos novos no curto prazo. Apesar de admitir a possibilidade de uma
capitalização com a entrada de novos sócios, o executivo não revelou nomes. "Estou
proibido por contrato", afirmou Teixeira.


O relatório do Bank of America Merrill Lynch considera a possibilidade de um aporte
do BNDES na empresa. Segundo os analistas, a presença do banco no controle da Sadia
não apenas reduziria o endividamento da companhia, como garantiria menores taxas de



                                                                                   106
juros em refinanciamentos futuros. Procurado a respeito do relatório, o banco disse que
não comentaria.


O nervosismo refletido nas ações da Sadia nos últimos pregões se deve ao fato de a
companhia ainda carregar boa parte dos contratos derivativos alavancados em aberto,
apesar de ter reduzido a exposição líquida ao risco cambial. Desde a semana passada,
circularam relatórios ou comentários de analistas demonstrando temor com a
manutenção dessas operações e relatando a dificuldade de estimar os efeitos sobre os
números do quarto trimestre.


Para Denise Messer, analista da Brascan Corretora, o prejuízo financeiro do quarto
trimestre será de R$ 2,5 bilhões, ante R$ 1,2 bilhão do terceiro trimestre.


Teixeira, da Sadia, reconheceu que os impactos negativos nos últimos três meses de
2008 serão realmente maiores. Porém, não quis quantificar as perdas.


A companhia fechou setembro com uma exposição líquida de US$ 2,4 bilhões nos
derivativos alavancados. No encerramento do terceiro trimestre, a empresa tinha abertos
o equivalente a US$ 6,4 bilhões de contratos de venda de dólar e US$ 4,0 bilhões de
compra.


A marcação a mercado dessas operações, na ocasião, representava uma perda líquida de
R$ 637,2 milhões.


A empresa gradativamente reduziu sua exposição líquida aos contratos desde então. Ao
fim de dezembro, estava com menos de US$ 700 milhões e, neste mês, a posição era
pouco inferior a US$ 500 milhões.


No entanto, a preocupação do mercado vem do fato de tais operações não terem um
casamento perfeito. Isso significa que as perdas e os ganhos de cada lado da operação
não se anulam por completo. Além disso, enquanto mantiver aberta as operações de
venda de dólar, a Sadia acaba comprometendo sua liquidez. Isso porque as perdas
possíveis fruto da variação do câmbio ficam depositadas como garantia aos bancos.


De acordo com Teixeira, a Sadia tem atualmente R$ 1,7 bilhão depositados em margem
e garantia aos bancos em função dos contratos derivativos. O caixa disponível da
empresa, por conta disso, está em R$ 1 bilhão.


O executivo afirmou que o modelo dos contratos fechados dificulta uma negociação
com os bancos. Isso porque a empresa deposita garantias numa conta a parte, dando
tranqüilidade às instituições de que as transações serão honradas. Ainda há cerca de


                                                                                   107
US$ 4,4 bilhões em posição vendida bruta em dólar, dos contratos em aberto. A
diferença com o valor líquido da exposição considera a posição comprada em dólar -
contratos assumidos para minimizar os prejuízos.


O cenário de dificuldade que a Sadia enfrenta trouxe à tona antigas expectativas de uma
fusão com a Perdigão. No relatório do Bank of America Merrill Lynch, os analistas
argumentam que dado o tamanho da necessidade de capital da Sadia, a natureza
especulativa das perdas da empresa e potenciais sinergias, uma fusão, patrocinada pelo
BNDES, com uma companhia do setor, seria o cenário mais provável. No caso de uma
união com a Perdigão, os analistas calculam que as sinergias chegariam a R$ 1,8 bilhão.


Teixeira, da Sadia, ressaltou que não há nada nesse sentido neste momento. Entretanto,
não mais descartou a possibilidade. "Nunca se sabe o dia de amanhã."


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Sadia+admite
+uma+possível+capitalização+de+R$+1+bilhão&dtmateria=28/01/2009&codmateria=5
387001&codcategoria=91

Magnata da Índia negocia venda da United Spirits (28/01/09)
Amy Kazmin e Jenny Wiggins, Financial Times, de Mumbai e Londres

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

Vijay Mallya, magnata indiano do setor de bebidas alcoólicas, reúne-se hoje com
executivos da Diageo em Nova York para negociar a venda de até 14,9% de sua
empresa United Spirits, cuja lucratividade despencou nos últimos meses. Sanjit
Das/Bloomberg News

Vijay Mallya, empresário que gosta de ostentar sua riqueza, encontra-se hoje com
executivos da Diageo em Nova York


A Diageo, que quer maior acesso ao mercado indiano, confirmou as discussões, mas
disse que as empersas não haviam chegado a um acordo adequado sobre a estrutura
financeira, e que não havia certeza de que uma transação seria firmada. Mallya admitiu
ontem ter comprometido 30 milhões de suas próprias ações da United Spirits - uma
subsidiária, no setor de destilados e vinhos, da United Brewery, seu império de bebidas
alcoólicas -, como garantia contra empréstimos para a aquisição, pela companhia, por
US$ 857 milhões, da Whyte & Mackay, produtor escocês de uísque, em maio de 2007,
e da Kingfisher Airlines, atualmente operando com prejuízos.




                                                                                   108
A United Spirits - maior produtora indiana de bebidas alcoólicas, com uma fatia de 40%
no mercado de bebidas alcoólicas - anunciou na semana passada uma queda 65% no
lucro líquido referente aos três meses findos em dezembro, o terceiro trimestre fiscal na
Índia, citando o preço elevado do melaço, sua principal matéria-prima.


O preço das ações da companhia desabou 46% até agora, neste ano, devido à piora do
desempenho financeiro e às preocupações dos investidores sobre o comprometimento,
por Mallya, de suas ações como garantia de empréstimos, e à falta de clareza sobre o
financiamento da compra da W&M.


A W&M vende principalmente uísques "blended" sob a marca que é seu carro-chefe no
mercado britânico. Os volumes de vendas da W&M cresceram 6% no Reino Unido em
2008, em comparação com uma queda de 2% do mercado de uísques em geral, segundo
a Bernstein Research.


Mallya disse ontem à televisão indiana que os estoques de uísque da W&M foram
avaliados em mais de 457 milhões de libras e que ele irá "desalavancar totalmente a
USL" em seis meses. Rechaçou o temor de que instituições financeiras poderiam
provocar uma onda de vendas de suas ações. "Não há qualquer vencimento iminente.
Então, por que preocupações? É o que tenho a dizer", disse o empresário, que se
autodenomina "Rei dos Bons Tempos ".


Mallya também disse a outro canal de TV que reuniu-se com possíveis investidores, que
não a Diageo, e que também está disposto a vender até 49% da Whyte & Mackay. "Não
deverá haver problema em vender 49%, desde que conservemos o controle".
Anteriormente, ele havia dito ao Financial Times que estaria interessado em vender uma
participação em sua Kingfisher Airlines para uma aérea estrangeira, mas somente se a
legislação indiana o permitisse.


Os uísques são apenas uma pequena parte do vasto império empresarial que Vijay
Mallya construiu desde que assumiu a companhia de sua família com a idade de 28 anos
em 1983, após a morte de seu pai. O empresário e dono da equipe Force India Formula
One não é modesto sobre sua fortuna. Antes do colapso mundial dos mercados
acionários no ano passado, a Forbes estimou sua fortuna em US$ 1,2 bilhão,
classificando-o em 962º lugar em sua lista de bilionários do mundo inteiro de 2008.


Mallya, que formou-se na Universidade de Cálcutá, é um homem que apregoa
livremente suas opiniões e exibe, sem qualquer embaraço, sua fortuna, usando cintos
cravejados de diamantes, colecionando carros sofisticados, apoiando equipes indianas
de críquete e pilotando pequenos aviões.


Além de controlar a United Spirits, seu United Breweries domina cerca de 50% do
mercado indiano de cervejas e é dono da marca de cerveja Kingfisher; da companhia


                                                                                     109
aérea Kingfisher (um jeitinho prático de divulgar a marca Kingfisher num país que
proíbe propaganda direta de bebidas alcoólicas); projetos imobiliários; e uma
companhia química e de fertilizantes.


Mallya, que costumava conviver com o alto escalão da cervejaria britânica Scottish &
Newcastle antes de ela ser comprada, em 2008, pela Carlsberg e Heineken, vem
formando vínculos mais estreitos com a Diageo: um de seus filhos trabalhou
temporariamente para a empresa inglesa como assistente de gerente de marca da
Guinness.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Magnata+da+
Índia+negocia+venda++da+United+Spirits&dtmateria=28/01/2009&codmateria=53867
04&codcategoria=95

Business: In pursuit of beauty; L'Oreal and Nestle (28/01/09)

Will Nestle take over L'Oreal?

IN 1974 the family that controlled L'Oreal, a French cosmetics firm, invited Nestle, a
Swiss food company, to take an indirect holding in the firm. The Bettencourts feared
that Francois Mitterrand, presidential candidate for France's Socialist Party at the time,
might otherwise nationalise the firm if he was elected. This defensive move proved to
be unnecessary. But as a result, 35 years on, the Swiss food giant may now be poised to
seize control of L'Oreal, the world's biggest cosmetics firm and one of France's best-
known companies.

In 2004 Nestle tightened its grip in a new pact with the Bettencourts: it now owns 30%
of L'Oreal's shares directly, and the family has 31%. In April this year both sides will be
allowed to sell their shares for the first time since 2004, so Nestle's intentions may soon
become clear. Shareholders in the Swiss firm are desperate to work out whether it will
buy L'Oreal. Adding to the speculation is a vicious family row between Liliane
Bettencourt, the daughter of L'Oreal's founder and the world's richest woman, and her
daughter, who will inherit her stake in L'Oreal.

For the time being, Nestle is prevented from increasing its stake in L'Oreal: neither
Nestle nor the Bettencourt family may buy shares until six months after the death of Ms
Bettencourt, who is 86. But it may be in Nestle's interest to amend the 2004 agreement
and pre-empt matters if it wants to buy, says a recent report from Exane BNP Paribas in
Paris. It suggests that Nestle and Ms Bettencourt could take L'Oreal private, with Nestle
ending up with about 60% of the firm. At the moment, L'Oreal's shares are extremely
cheap. If Nestle were to wait, however, L'Oreal's share price would leap on news of Ms
Bettencourt's death, making the firm far more expensive to buy.




                                                                                       110
Would the solid Nestle, currently a safe haven for investors, be any good at the beauty
business, selling "hope in a jar", as the founder of Revlon put it? Its executives have in
the past suggested that L'Oreal could fit well alongside its "health and wellness"
business. The two firms already operate two joint ventures: Galderma, which makes
dermatology drugs, and Inneov, which makes nutritional supplements. That said, the
case for acquiring L'Oreal would mainly have to stand on the cosmetic firm's intrinsic
merits, according to Exane BNP Paribas.

But buying L'Oreal would be unpopular with many of Nestle's shareholders, despite its
strong brands. The French firm has set its targets for revenue growth too high for
several years, says Andrew Wood, an analyst at Sanford Bernstein in New York, and
the pressure to meet profit targets led to cuts in marketing and research spending as a
percentage of sales. As a result, says Mr Wood, the rate of revenue growth excluding
acquisitions has fallen from 8.5% a year during 1999-2003 to 5.7% in the past five
years, and L'Oreal has missed its targets for overall revenue in three of the last four
years. Nestle would be taking a bet that L'Oreal could return to historic form, and it
might need to invest heavily.

As April approaches, a wild card will be Ms Bettencourt's feud with her daughter,
Francoise Bettencourt Meyers. Last month it emerged that Ms Bettencourt Meyers had
filed an "abuse of weakness" complaint against a male friend of her mother's, to whom
Ms Bettencourt had given money and gifts worth as much as EUR 1 billion ($1.3
billion), according to the French press. Ms Bettencourt has dismissed any notion of
incapacity on her part. Theories abound as to what effect the resulting feud between
mother and daughter, both of whom sit on L'Oreal's board, will have on the firm's
ownership. Family discord might make Ms Bettencourt more likely to cede control to
Nestle, but it might also prevent any deal being done before her death, analysts say.

As for L'Oreal itself, its managers would probably not mind being wholly owned by
Nestle, as long as they had operational independence. "We're cousins and we work
together already," says one of its employees, "and it would be better than being bought
by an Indian or Chinese firm."

Fonte: The Economist
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://proquest.umi.com/pqdlink?index=26&did=1631460621&SrchMode=3&sid=1&F
mt=3&VInst=PROD&VType=PQD&RQT=309&VName=PQD&TS=1233146031&cli
entId=63424&aid=1

Coca-Cola fecha parceria com TAM e postos de gasolina (26/01/09)
Roberta Campassi, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

O crescimento de 40% no número de lojas de conveniência em postos de gasolina,
apenas nos últimos dois anos, chamou a atenção da Coca-Cola. Para estreitar o
relacionamento com esse canal de distribuição, a fabricante de bebidas criou uma
promoção em parceria com seis das maiores redes de postos do país e com a TAM.


                                                                                      111
A partir de hoje até o fim de março, 1,3 mil lojas de conveniência de um total de 5,5 mil
existentes no país vão vender uma embalagem reformulada, mais prática, com seis latas
de Coca-Cola. Os pacotes contêm cupons que poderão ser trocados por prêmios - 100
mochilas com tocadores de música - e enviados para um sorteio de três viagens e 20
laptops.


Evandro Tavares, diretor de contas-chave da Coca-Cola, afirma que a promoção poderá
elevar em 30% as vendas do refrigerante nas lojas de conveniência participantes. O
executivo reconhece que a projeção é agressiva, mas diz que ela se deve ao "caráter
inovador" da ação. O aumento das vendas em outras promoções, segundo ele, costuma
ficar entre 8% e 15%.


A TAM, que dará viagens aos premiados, permitirá que os passageiros participem dos
sorteios quando fizerem check-in pela internet. O uso do serviço poderá crescer 40% e
atingir 210 mil clientes ao mês durante a promoção, diz Juliana Pompéia, gerente de
marketing institucional da TAM.


Para Alisio Vaz, vice-presidente do Sindicato Nacional de Empresas Distribuidoras de
Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), que representa as redes de postos
envolvidas na promoção, a Coca-Cola atendeu uma solicitação antiga do setor ao criar a
embalagem especial para lojas de conveniência. No caso da fabricante de bebidas, ela
substituiu o pacote de plástico por um de papelão que tem uma espécie de trava e
permite retirar latas uma a uma sem rasgar a embalagem.


Flavio Franceschetti, consultor do Sindicom e da consultoria Gouvêa de Souza, diz que
mais fornecedores tendem a fazer adaptações conforme o segmento de conveniência
cresça. Para ele, o exemplo de um produto adequado ao canal é a embalagem pequena
da batata Pringles, mais barata e no tamanho certo para quem quis tapear a fome
enquanto abastece o carro.


Segundo Vaz, o crescimento do setor acompanha o aumento da frota de veículos do
país. Neste ano, o cenário econômico desfavorável pode congelar investimentos em
novas lojas. Mas o potencial de expansão permanece alto. Hoje, apenas 15% dos 35 mil
postos do país têm lojas de conveniência. Nos EUA e na Argentina a proporção chega a
84% e 37%. Além disso, diz Vaz, as lojas podem elevar a receita do posto em cerca de
10% e ter margens maiores do que vendendo combustíveis.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link: http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Coca-
Cola+fecha+parceria+com++TAM+e++postos+de+gasolina+&dtmateria=26/01/2009&
codmateria=5380937&codcategoria=95



                                                                                     112
Asahi compra da ABInBev 19,99% na Tsingtao (26/01/09)
Do Financial Times

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

A Asahi Breweries comprará da Anheuser-Busch InBev uma participação de 19,99% na
Tsingtao, maior cervejaria da China, por US$ 666,5 milhões, em mais uma aquisição de
uma empresa japonesa de bebidas para expandir-se no exterior. O acordo amplifica a
relação antiga as duas cervejarias asiáticas, que desde 1997 possuem empreendimento
conjunto na China.

Dona da marca mais vendida no Japão, a Asahi acompanha rapidamente os passos da
Kirin, segunda maior cervejaria do país, que na segunda-feira ganhou direitos
exclusivos de negociação para comprar participação de 43,25% na San Miguel Brewery,
das Filipinas.


A transação traz à luz as ambições das empresas de alimentos e bebidas japonesas no
exterior.


O mercado de cerveja no Japão retraiu-se nos últimos 12 anos, após chegar a seu pico
em 1996. As companhias do setor promoveram 16 aquisições no exterior no ano
passado, no valor de US$ 6,8 bilhões, segundo a Dealogic.


A Asahi, com investimentos na China desde 1993, pretende elevar as vendas externas
de 55,4 bilhões de ienes (US$ 625 milhões), em 2008, para 70 bilhões de ienes, neste
ano. A ABInBev, que está vendendo a participação de 20%, de um total de 27% que
detém na Tsingtao, informou não ter "planos atualmente" para desfazer-se dos 7%
restantes.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Asahi+compr
a+da+ABInBev+19,99%++na+Tsingtao++&dtmateria=26/01/2009&codmateria=53809
33&codcategoria=95

Mars tem interesse em comprar a Garoto (23/01/09)
De São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

A Mars, uma das maiores fabricantes de chocolate do mundo, reafirmou ontem que tem
interesse em comprar a Garoto, caso a atual dona, a Nestlé, seja obrigada pelo Cade
(Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a desfazer o negócio.


                                                                                113
Em nota enviada ao Valor, a multinacional americana informou que "a empresa mantém
seu interesse, como já publicamente demonstrado no passado, de compra da Garoto."
Hoje, a Mars Brasil detém 2% de participação no mercado de chocolates, tanto em
volume quanto em faturamento. Segundo a dona das marcas M&M´s, Snickers e Twix,
"a aquisição da Garoto pela Mars injetaria a possibilidade de maior oferta e
diversificação de produtos no mercado nacional." Já a compra da Garoto pela fabricante
suíça gera, do ponto de vista da Mars, "uma evidente concentração de mercado no país".


Atualmente, segundo a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau,
Balas e Derivados), 97% da produção de chocolates no país está nas mãos de 18
fabricantes, entre eles a Kraft (Lacta), Nestlé, Garoto, Hershey's, Arcor e Mars.


Entretanto, segundo o presidente da entidade, Getúlio Ursulino, não há concentração no
setor. "O Brasil é o quarto maior produtor e consumidor de chocolates do mundo. Nosso
mercado é grande e há espaço para todos", disse o executivo. Além disso, de acordo
com ele, a indústria de chocolates é segmentada em cinco diferentes atividades: a
produção para o varejo (que responde por mais da metade das vendas), a fabricação para
supermercados como marca própria, as indústrias com rede de lojas (Kopenhagen e
Cacau Show, por exemplo), a confecção direcionada à própria indústria e as confecções
artesanais. Essa última representa apenas 3% do mercado.


Segundo estimativas da Abicab, o mercado brasileiro de chocolates movimentou R$ 8,1
bilhões em 2008. (LC)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Mars+tem+int
eresse+em+comprar+a+Garoto&dtmateria=23/01/2009&codmateria=5378842&codcate
goria=95

Bauducco vai construir fábrica de biscoito em Alagoas (23/01/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

A Bauducco, maior fabricante nacional de panetones, waffers e torradas, vai construir
uma nova fábrica em Rio Largo, em Alagoas. As obras da unidade - que inicialmente
será dedicada à produção de biscoitos - começam em abril, em um terreno de 340 mil
m², conforme divulgou o governo alagoano. A companhia confirmou o
empreendimento, mas não divulgou o montante que será investido.

A nova planta deve entrar em operação em junho de 2010. A capacidade produtiva será
de cerca de 40 mil toneladas por ano, com geração de 1 mil empregos. "A idéia é


                                                                                  114
expandir a produção para o Nordeste, e não transferir linhas para cá. A empresa quer
expandir para aproveitar o crescimento do mercado consumidor nordestino", afirma o
secretário de desenvolvimento econômico de Alagoas, Luiz Otávio Gomes.


O consumo de pães e biscoitos na região têm crescido a percentuais maiores que a
média nacional, segundo o sindicato da indústria paulista de massas e biscoitos. Prova
disso é a popularidade dos chocotones durante as festas de fim de ano. Em entrevista ao
Valor em dezembro, Paulo Cardamone, diretor de marketing da Bauducco, disse que foi
graças à preferência do consumidor nordestino pelo panetone de chocolate que as
vendas dessa versão encostaram nas do tradicional em 2008. A marca é líder de
mercado, com 70% do volume de panetones industrializados vendidos no país.


Em Rio Largo, a nova planta ficará em uma posição estratégica, segundo o secretário.
"A cidade fica a 700 quilômetros da Bahia e a 700 quilômetros de Fortaleza, ou seja:
está bem no meio da região nordestina." Além disso, de acordo com Gomes, a cidade
fica à beira da rodovia BR 104, a 5 quilômetros do aeroporto e a 20 quilômetros do
porto, na capital, Maceió.


Essa será a sexta fábrica da Bauducco, que tem três unidades em Guarulhos, uma em
São Paulo e outra em Extrema, em Minas Gerais. Todas juntas, essas linhas têm
capacidade para produzir 200 mil toneladas de bolinhos, biscoitos champanhe, waffers,
torradas, colombas, panetones, entre outros itens.


Fundada em 1952 em São Paulo, a Bauducco é uma empresa familiar, presidida por
Massimo Bauducco. Com faturamento estimado em R$ 1 bilhão por ano, tem 2,9 mil
funcionários fixos e 1,5 mil temporários. Desde o ano passado, a empresa detém 49%
das ações da fabricante de chocolates americana Hershey's no país.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Bauducco+vai
+construir+fábrica+de+biscoito+em+Alagoas&dtmateria=23/01/2009&codmateria=537
8830&codcategoria=95

Barry Callebaut reafirma planos de fábrica no país (22/01/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

A Barry Callebaut, a maior fabricante de chocolate bruto para indústria do mundo e a
terceira em processamento de cacau, confirmou seus planos de abrir uma fábrica de
chocolates no país ainda este ano. "Ainda estamos procurando uma maneira de
estabelecer uma planta no país", disse Patrick De Maeseneire, diretor-executivo da


                                                                                   115
multinacional suíça, à agência Dow Jones. O executivo já tinha anunciado o plano em
dezembro. A empresa já tem, em Ilhéus (BA), uma unidade processadora de cacau e
poderia, segundo fontes do mercado, aproveitar a área disponível para construção da
segunda.

Outras alternativas para a companhia, segundo De Maeseneire, seriam comprar uma
fábrica já existente ou formar uma aliança com outra fabricante para dividir o
investimento que seria de US$ 60 milhões. Segundo um especialista no setor, a empresa
já teria uma pequena produção de chocolate bruto no país em parceria com a Arcor, em
Rio das Pedras, no interior de São Paulo. Há poucos dias a suíça anunciou também um
investimento de US$ 40 milhões em sua primeira planta industrial no México, com
capacidade para 100 mil toneladas anuais.


A estratégia da empresa, de acordo com De Maeseneire, é expandir para mercados em
desenvolvimento, onde o consumo de chocolates ainda é crescente - ou com retrações
bem mais modestas do que as verificadas na Europa e Estados Unidos. "Espera-se que
as vendas este anos permaneçam estáveis ou com uma pequena queda em termos de
faturamento. A Barry Callebaut certamente vai ter um resultado superior ao que se
prevê", disse.


No Brasil, as vendas de chocolates vêm crescendo ano a ano, segundo a Associação
Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).
O consumo interno passou de 376 mil toneladas em 2004 para 465 mil toneladas em
2007. Em 2008, as estimativas apontam para um total de 514 mil toneladas. Este ano,
entretanto, a previsão é de manutenção nos volumes, uma vez que o consumo é
altamente influenciado pela renda da população e também pela variação cambial.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Barry+Calleb
aut+reafirma+planos+de+fábrica+no+país&dtmateria=22/01/2009&codmateria=537712
8&codcategoria=95

Biscoito exportado (21/01/09)


As exportações brasileiras de biscoitos em 2008 cresceram 24,51% em faturamento em
relação a 2007, segundo o sindicato paulista do setor. Em 2007 as exportações
representaram US$ 91,6 milhões e em 2008 chegaram a US$ 114 milhões. Angola
comprou 22% do total, o Paraguai, 13%, Argentina, 9%, Uruguai, 8% e Estados Unidos,
7%.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos


                                                                                 116
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=21/01/2009&codmateria=5375450&codcategoria=95

Ajinomoto tem perda de R$ 180 mi com câmbio (20/01/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

Ajinomoto do Brasil fechou 2008 com um gosto amargo na boca. A empresa de
alimentos anunciou perdas de R$ 180 milhões com contratos de derivativos. As perdas
foram anunciadas na semana passada pela Ajinomoto do Japão, que culpou a oscilação
da moeda nacional em 2008 pelo prejuízo financeiro.

Segundo Ajinomoto em Tóquio, os negócios com NDFs (ou 'non-deliverable forward' -
ou operações de compra e venda de moeda estrangeira sem entrega física, em uma taxa
de câmbio acordada, em uma data futura específica) geraram perdas de R$ 110 milhões.
Outros R$ 70 milhões evaporaram graças à dívidas em moeda estrangeira. O montante,
segundo executivos da Ajinomoto do Brasil, representa 10% do faturamento nacional da
empresa, que em 2007, conforme divulgou a companhia, foi de US$ 700 milhões.


A empresa, que emprega 1.800 funcionários no Brasil, tem ainda uma exposição em
contratos de derivativos de US$ 212 milhões. O risco de haver mais perdas, segundo os
diretores da Ajinomoto no Brasil, "é baixo, considerando que a maior parte das NDFs
em aberto está sendo antecipadamente liquidada." Eles também descartam a chance de
haver demissões.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Ajinomoto+te
m+perda+de++R$+180+mi+com+câmbio&dtmateria=20/01/2009&codmateria=537271
3&codcategoria=93

Nutriplus expande negócio para a China com a BBCA (20/01/09)
Lílian Cunha, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

Houve um tempo em que refeição escolar era coisa de merendeira, aquela senhora que
cozinhava em imensos panelões. Hoje, esse é o negócio que mais cresce no setor de
refeições coletivas. Cresce tanto que uma das três maiores do ramo no Brasil, a
Nutriplus, está se expandindo para a China. A empresa, fundada nos anos 80 em Salto,
no interior de São Paulo, acaba de firmar uma joint venture com a China BBCA Group
Corp, a maior estatal chinesa de alimentos, para exportar gêneros alimentícios.



                                                                                 117
"Vamos mandar para China vários tipos de alimentos, como carne, frango, soja, açúcar
e café. A distribuição por lá, para escolas e outros consumidores, será feita pela BBCA",
explica o presidente do Grupo JLJ, controlador da Nutriplus, Ignácio de Moraes Júnior.
Toda operação que envolve a compra, a embalagem e o transporte dos alimentos até o
porto de Santos ficará a cargo da empresa brasileira. As mercadorias serão
desembarcadas no porto de Xangai, em um centro de distribuição que as duas empresas
estão construindo lá, com investimento de US$ 20 milhões, 51% pela Nutriplis, 49%
pela BBCA.


A idéia é mandar para a China US$ 140 milhões em alimentos entre abril deste ano e
abril do ano que vem. "Até 2012, devemos chegar à soma de US$ 1 bilhão", diz o
executivo. O negócio, segundo ele, deve dobrar o faturamento da companhia, que em
2008 foi de US$ 100 milhões. Hoje, a Nutriplus perde apenas para a De Nadai, a
primeira colocada em refeições escolares no país, e para a Coan Pampas, segunda maior
no ramo.


Mas nem só de clientes distantes vive a Nutriplus. "Acabamos de fechar um contrato no
Paraguai para fornecer alimentação para 100 mil alunos da rede escolar do país
vizinho", diz o presidente. Lá, a empresa, que tem 5 mil funcionários, deve contratar
mais 720 pessoas para trabalhar nas cozinhas escolares.


"Seja a China ou o Paraguai, expandir para outros países é uma alternativa para não
ficarmos na dependência do mercado interno, que no caso das refeições industriais, está
em desaceleração", diz Júnior. Ele diz que muitas fábricas, principalmente as de
autopeças, estão comprando menos refeições, uma vez que estão demitindo.


Por outro lado, o setor escolar - no qual a atividade da Nutriplus é focada - está em
expansão, tanto no Brasil, quanto em outros países em desenvolvimento. Segundo a
Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc), a venda de
refeições para escolas deve crescer de 7% a 8% este ano. "Esse é um nicho muito novo,
que começa a ser explorado agora", diz Antonio Guimarães, diretor superintendente da
entidade. "Além disso, no caso de uma crise realmente se alastrar pelo país, as
prefeituras, que administram as escolas públicas, cortarão o gasto com obras. Mas não
vão cortar a merenda escolar, já que isso repercute muito mal", diz.


Segundo dados da entidade, as refeições escolares respondia, em 2005, por 4% do
faturamento do setor, que no ano passado foi de R$ 9,5 bilhões - contra os R$ 8,4 de
2007. Em 2008, a alimentação escolar passou a representar 10% das vendas, sendo que
55% ficam com a indústria, 15% com serviços, 7% com o comércio e o restante se
divide entre clientes hospitalares, órgãos públicos e diversos. Considerando uma
retração mais forte no setor industrial, expansão da área escolar e manutenção do setor
de saúde, a estimativa para 2009 é de que haja um crescimento nos negócios de
refeições coletivas entre 2% e 3%.




                                                                                     118
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Nutriplus+exp
ande+negócio+para+a+China+com+a+BBCA&dtmateria=20/01/2009&codmateria=537
2360&codcategoria=95

Kirin negocia fatia maior em cervejaria filipina (20/01/09)
Michiyo Nakamoto e Roel Landingin, Financial Times, de Tóquio e Manila

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

A Kirin Holdings, uma das maiores produtoras japonesas de cerveja e outras bebidas,
ganhou direitos de negociação exclusiva para comprar uma participação de até 43,25%
na San Miguel Brewery, um acordo que poderia envolver mais de US$ 1 bilhão.

A transação chega na seqüência de aquisições de empresas no valor de 440 bilhões de
ienes (US$ 4,9 bilhões) promovidas pela Kirin, segunda maior fabricante de cerveja do
Japão, atrás apenas da Asahi.


O grupo comprou, em 2007, a National Foods, da Austrália, por 220 bilhões de ienes e,
mais recentemente, a Dairy Farmers, também australiana, por 56 bilhões de ienes,
mostrando apetite inabalado por aquisições, especialmente, no exterior. No Japão,
adquiriu participação de 50,1% na Kyowa Hakko, dos setores de alimentos e químico,
por 170 bilhões de ienes.


A Kirin, atualmente dona de 20% da San Miguel Corp, controladora da San Miguel
Brewery, anunciou que pretende comprar o quanto conseguir da maior cervejaria
filipina. A San Miguel sustenta que pretende manter participação majoritária em sua
cervejaria.


As negociações ocorrem em meio aos planos da San Miguel para adquirir participações
em duas das maiores empresas de energia das Filipinas - Manila Electric e a refinaria
Petron - dentro de sua mudança estratégica de operações. O grupo pretende expandir-se
além do setor de alimentos e bebidas em direção à indústria pesada, incluindo as áreas
de mineração, energia e infra-estrutura.


A San Miguel Brewery, com participação de 95% no mercado de cerveja filipino -
listou 5% de suas ações em uma oferta pública inicial no ano passado. A cervejaria é a
maior subsidiária do grupo, tendo respondido por 35% das vendas totais em 2007.


Edgar Bancod, diretor de análise da corretora ATR Kim Eng Securities, em Manila,
observou ontem que o acordo com a Kirin, somado aos esforços para expandir-se ao
setor de energia, poderiam tornar o grupo uma empresa muito mais diversificada.


                                                                                  119
O mercado japonês de alimentos e bebidas vem encolhendo. As vendas de cerveja estão
em queda desde 1994 e em 2008 caíram para 482,68 milhões de caixas, menor número
desde que os registros passaram a estar disponíveis, em 1992.




Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Kirin+negocia
+fatia+maior+em+cervejaria+filipina+&dtmateria=20/01/2009&codmateria=5372373&
codcategoria=95

Bauducco, Centauro e Schin investem em escolas (20/01/09)
Daniele Madureira, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

Uma competição intercolegial que durante o ano inteiro reúne 70 mil alunos de algumas
das mais tradicionais instituições de ensino particular do país - Rio Branco, Santo
Américo, Porto Seguro, Miguel de Cervantes, Santa Cruz, entre outros - é uma das
alternativas, em tempos de cerco à publicidade dirigida a crianças, para anunciantes que
querem atingir o público infantil.

Esse é o apelo usado pela TTK Marketing Esportivo, organizadora do campeonato de
futebol FutCup, para despertar o interesse de novos patrocinadores sobre o evento,
realizado pelo sexto ano consecutivo em São Paulo. Bauducco, a varejista Centauro e
Schincariol compraram cotas. Perdigão e Sony estão em negociação.


Com início em fevereiro, junto com o ano letivo, a FutCup é voltada a alunos de 7 a 17
anos, de mais de 50 colégios da capital, que devem disputar cerca de 400 jogos durante
o ano. A atividade engloba também pais e professores, atingindo 300 mil pessoas.


A TTK vende cotas de patrocínio aos interessados nesse público, cada vez mais difícil
de atingir pelas mídias tradicionais, tendo em vista as restrições na propaganda,
especialmente para crianças de até 12 anos. O valor da cota não é revelado, mas é
inferior a R$ 150 mil - preço médio de uma única inserção de 30 segundos em horário
nobre na TV aberta. A Bauducco vai participar pela primeira vez este ano. "Nós
estávamos buscando uma mídia alternativa para o biscoito Recheadinho, lançado no ano
passado, e acreditamos que a FutCup traz o contexto ideal: jovens e crianças interagindo
de maneira positiva e distante de outras mídias", diz Piero Franceschi, gerente de
marketing de biscoitos da Bauducco.




                                                                                    120
Segundo ele, o produto é mais saudável que a média da categoria. "Além de não ter
gordura trans, o Recheadinho tem 60% menos de gordura saturada, menos açúcar e traz
polpa de fruta em alguns sabores", diz. Além da Bauducco, patrocinam a FutCup 2009 a
Centauro e a Schincariol, com o Schin Guaraná. Mais duas cotas estão sendo
negociadas com Perdigão e Sony. Segundo Marcos Yano, sócio da TTK, o Schin
Guaraná é um "case" desse tipo de mídia. "Quando fizemos o primeiro evento, em 2004,
ouvimos 220 alunos sobre as marcas mais lembradas de guaraná e a Schin nem sequer
foi citada". Em 2008, a TTK repetiu a pesquisa e a marca apareceu em segundo lugar,
depois do guaraná Antarctica, da AmBev. "O evento serviu para aproximar a marca
desse público, e hoje o Schin Guaraná está em 54% dos colégios participantes".


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos e bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Bauducco,+C
entauro+e+Schin+investem+em+escolas&dtmateria=20/01/2009&codmateria=5372374
&codcategoria=95

Em dezembro, todas os setores fecharam vagas (20/01/09)
Arnaldo Galvão, de Brasília

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

As indústrias de alimentos e bebidas foram o destaque negativo do emprego em
dezembro, o pior mês da história do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged). No último mês do ano passado, de acordo com o Ministério do Trabalho, as
empresas desse segmento industrial contrataram 45.718 profissionais, mas demitiram
155.414 pessoas, o que produziu déficit de 109.696 vagas. No total, foram demitidos, no
mês passado, 1.542.245 trabalhadores.

Entre oito setores, a indústria teve o pior desempenho em dezembro de 2008, com saldo
negativo de 273.240 postos de trabalho. Foram 117.476 contratações e 390.716
dispensas. No total geral, o Caged contabilizou, em dezembro, saldo negativo de
654.946 postos de trabalho sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Foi o recorde negativo da série iniciada em 1999. Com o dado de dezembro, 2008 ficou
com saldo de 1.452.204 empregos celetistas, o terceiro melhor resultado desde 2003.
Em 2007, o saldo foi de 1.617.392 vagas.




No ano passado, segundo o Caged, foram contabilizadas 16,66 milhões de contratações
e 15,2 milhões de demissões. O estoque do emprego celetista, em dezembro, estava em
30,41 milhões de postos de trabalho, número inferior ao recorde registrado em outubro:
31,11 milhões de vagas. Em dezembro, o setor que mais empregava era o de serviços,
com 12,08 milhões de vagas, seguido de indústria (7,18 milhões), comércio (6,85
milhões), construção civil (1,72 milhão), agricultura (1,51 milhão), administração



                                                                                   121
pública (547,29 mil), serviços de utilidade pública (341,94 mil) e extração mineral
(171,52 mil).


Além da forte demissão nas indústrias, dezembro teve mais dispensas que contratações
em todos os outros sete setores. Os saldos negativos foram: agricultura (134.487),
serviços (117.128), construção civil (82.432), administração pública (28.466), comércio
(15.092), extração mineral (3.121) e serviços de utilidade pública (980). O mês teve
1.542.245 desligamentos e 887.299 admissões.


A crise marcou o último mês de 2008 porque o saldo negativo de mais de 654 mil vagas
é praticamente o dobro do normalmente verificado, no Caged, nos meses de dezembro.
De acordo com a avaliação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o centro do impacto
da crise é a indústria porque esse setor estava com estoques altos e tinha criado, durante
o ano passado, muitos empregos. "Teremos atitudes fortes na minha área. Para o
emprego, a reação mais rápida é na construção civil porque ela absorve profissionais
sem especialização", justificou.


Por outro lado, Lupi admitiu que, na indústria, o quadro é mais complexo porque há
mais variação e as medidas de apoio envolvem os ministérios do Trabalho, da Fazenda,
da Previdência e a Casa Civil. Ontem, antes de divulgar os números do Caged em
dezembro, o ministro encontrou-se com o presidente Lula. Revelou que, no Palácio do
Planalto, a preocupação é grande e que medidas estão sendo estudadas, mas a
desoneração da folha de pagamento não está entre elas. Ele pediu a redução de tributos
para alguns setores.


Lupi reconheceu que preocupa a perda "sistêmica" de empregos em três setores:
calçados, madeira/móveis e borracha/fumo/couros. Neles, 2008 foi encerado com saldos
negativos. Nas indústrias de madeira/móveis o resultado entre contratações e demissões
foi negativo em 12.857 vagas. Depois, vêm calçados (8.703) e borracha/fumo/couros
(2.899). O ministro comentou que podem ser decididas, "caso a caso", ampliações das
parcelas do seguro desemprego. Normalmente, esse benefício vai de três a cinco
parcelas, mas a lei prevê até dois pagamentos adicionais.


Outra decisão de governo muito esperada é a redução na taxa de juros. O Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia sua decisão amanhã - a meta da
taxa Selic está em 13,75% ao ano - e Lupi disse ter certeza que será reduzida. Mas
alertou para o fato de os bancos terem de acompanhar esse movimento e baixarem o
custo do crédito.


Otimista, Lupi garantiu que o Brasil "não viverá momentos mais graves do que já
viveu" e informou que o foco das políticas públicas de emprego, segundo o ministro, é a
indústria. No caso das montadoras de veículos, afirmou que a redução do IPI deu certo
porque as vendas da primeira quinzena de janeiro já são praticamente as mesmas do
mesmo período de 2007. Para o resto da indústria, disse que Lula recebeu dados e


                                                                                      122
começa a estudar medidas setoriais. Se janeiro e fevereiro serão fracos na geração de
emprego, o ministro do Trabalho acredita que a recuperação mais forte começará em
março. Ele mantém sua projeção de um saldo de 1,5 milhão de empregos no Caged em
2009.


Para o economista da LCA Consultores Fábio Romão, os resultados preocupam porque
as demissões superaram a abertura de postos de trabalho temporários. "O resultado
mostra que houve redução no número de vagas efetivas", avaliou. Ele estima mais
cortes em janeiro e fevereiro, sobretudo na indústria e na construção civil. Para o
professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, Manuel
Enriquez Garcia, as expectativas para o emprego em janeiro e fevereiro são piores para
a indústria porque o comércio não vai renovar os estoques. O economista prevê ainda
agravamento do desemprego na construção civil, devido à escassez de crédito. (Com
Folhapress)


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Em+dezembr
o,+todas+os+setores+fecharam+vagas&dtmateria=20/01/2009&codmateria=5372450&
codcategoria=89

Sadia decide enxugar corpo administrativo e anuncia 350 cortes
(20/01/09)
Alda do Amaral Rocha, de São Paulo

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

A Sadia, que deve fechar o balanço de 2008 com o primeiro prejuízo em 64 anos,
decidiu fazer um enxugamento em sua estrutura administrativa e vai demitir 350
pessoas, o que deve gerar à empresa uma economia anual de R$ 44 milhões em salários.
Em entrevista exclusiva ao Valor , o presidente da empresa Gilberto Tomazoni e o
presidente do conselho de administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, negaram
cortes no chamado "chão de fábrica". "Não há nenhuma intenção de incluir pessoal de
operação", disse Furlan. "Não espere nenhuma notícia de demissão relevante, que não
vai acontecer", reforçou mais tarde, durante a entrevista. Circularam nos últimos dias no
mercado rumores de que a empresa poderia demitir "milhares de pessoas.

A companhia, que em setembro passado admitiu perdas de R$ 760 milhões em
operações com derivativos atrelados ao dólar, tem um total de 60 mil funcionários em
17 unidades no país. As demissões em curso atingem cargos de gerência (incluindo
gerentes de fábrica), supervisores e diretores em todas as plantas. A maior parte dos
afetados está em São Paulo e Curitiba.


De acordo com Tomazoni, com a medida a Sadia espera "ganhar velocidade e agilidade
nas decisões para fazer frente às incertezas que o mercado está nos colocando". Uma


                                                                                     123
das mudanças previstas é a extinção do cargo de diretor vice-presidente, criado em
meados do ano passado.


A Sadia tinha três diretores vice-presidentes: de operações, de mercado externo e de
mercado interno. Agora haverá diretorias dessas áreas. Valmor Savoldi, que era vice-
presidente de operações, se aposentou e será substituído por Hélio Rubens, atual diretor
de TI. Gilberto Xandó, que era vice-presidente de mercado externo, deixou a Sadia por
razões pessoais, segundo Furlan. Nessa diretoria, assume Guillermo Anderson, que era
diretor de operações internacionais. Sérgio Fonseca, que era diretor vice-presidente de
mercado interno, segue como diretor nessa área.


Com as mudanças também haverá uma redução no número de diretorias, de 29 para 22.
Isso ocorrerá porque algumas diretorias serão extintas e reagrupadas dentro de outras.
Na nova estrutura, haverá, como disse Tomazoni, um "enriquecimento do escopo dos
cargos" e ainda a simplificação de alguns processos "para permitir que gestores possam
ter controle sobre um maior número de atividades."


A reestruturação está literalmente derrubando paredes dentro da Sadia. A partir de
agora, Tomazoni dividirá uma grande sala com vários diretores que se reportam à
presidência, como o financeiro, de mercados interno e externo, área de suprimentos,
RH, vendas e de negócios. "Vamos trabalhar num salão único para garantir sintonia e
agilidade na tomada de decisões", afirmou Tomazoni.


Conforme Furlan, as funções das pessoas que foram demitidas estão sendo
redistribuídas ou acumuladas com a promoção de quadros já existentes dentro da
empresa. Ele disse que nos últimos dois anos a empresa contratou 14 mil funcionários,
num esforço para atender a demanda, principalmente externa, e um programa "forte" de
investimentos.


Diante do novo cenário na economia mundial, porém, a estrutura da Sadia, considerada
pesada e lenta por analistas, teve que ser ajustada. "O cenário mudou completamente.
Ao lado dos efeitos que já são possíveis de medir, existe ainda uma grande volatilidade
com uma imprevisibilidade de como vai ser o cenário no segundo semestre do ano",
observou Furlan.


Questionado sobre o peso das perdas com derivativos na decisão de enxugar a estrutura
de gestão da empresa, Furlan, que voltou à presidência do conselho de administração
após o episódio, disse que a reestruturação "tem pouca coisa a ver com derivativos".
Segundo ele, "essa é uma situação de mudança radical de cenário, que com ou sem
derivativos aconteceu", não só para a Sadia. Mas a reestruturação seria tão profunda,
não houvesse a perda com os derivativos? "Difícil responder, mas a empresa precisaria
necessariamente se adaptar a uma nova conjuntura", disse Furlan.




                                                                                    124
Por conta da crise, a Sadia também vai ajustar a "velocidade de operação de novos
projetos" de acordo com a demanda. A inauguração da fábrica de Vitória de Santo
Antão (PE) deve ocorrer no primeiro semestre deste ano, como previsto. Mas a
expansão para a segunda fase em Lucas do Rio Verde (MT) e um novo turno de
operações vão depender da demanda, segundo Furlan. Também estão em compasso de
espera os projetos de Mafra (SC), Campo (MT) e no Oriente Médio.


A reestruturação também atingirá a operação da Sadia em Kaliningrado, na Rússia, um
dos países mais afetados pela crise financeira internacional. Segundo Furlan, a empresa
e seus sócios russos estão trabalhando na adaptação do plano operacional para este ano.
Também deve haver cortes, mas o número é "irrelevante", disse. A produção na unidade
também terá ajustes.


Apesar do quadro ainda nebuloso na economia mundial, que levou a Sadia a fazer
paradas técnicas em unidades e a rever parcerias, Furlan disse que não deve haver
"grande queda de demanda no mundo". E citou números da própria Sadia para justificar
o ainda que tímido otimismo. Em dezembro, a Sadia exportou perto de US$ 250
milhões e suas vendas no mercado interno tiveram recorde, tanto em volume quanto em
valor. A quantidade cresceu 4,5%, disse Furlan, que não divulgou o percentual referente
à receita.


Segundo ele, a expectativa para este ano é de crescimento nas vendas. "Nossas vendas
neste ano vão ter crescimento físico, portanto não haverá redução do produção. Se não
houver redução da produção, tem de ter gente para produzir", disse Furlan.


Os executivos evitaram o tema derivativos. A exposição líquida da Sadia, de US$ 678
milhões em dezembro, era ontem de US$ 487 milhões, o equivalente a dois meses de
exportação, segundo a empresa. "No momento em que baixou de US$ 500 milhões,
entrou na normalidade. E como os derivativos já sofreram os gatilhos que tinham de
sofrer, não há por que ficar elocubrando em cima de algo que voltou à normalidade",
afirmou Furlan.


Sobre a possível venda de uma "fatia" da Sadia, Furlan disse que "não há nada
concreto". E acrescentou: "No momento em que as ações têm perda que tiveram, fica
difícil fazer qualquer discussão nesse sentido", justificou.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Sadia+decide
+enxugar+corpo+administrativo+e+anuncia+350+cortes&dtmateria=20/01/2009&codm
ateria=5372380&codcategoria=306




                                                                                   125
Roquefort mais caro (19/01/09)


A França não gostou nada da decisão tomada no dia 13 pelos Estados Unidos de
aumentar a tarifa de importação do queijo roquefort. Agora, para entrar no mercado
francês, o queijo francês paga 300% de taxa. A alíquota foi criada em retaliação à União
Européia que decidiu anteriormente cancelar as importações de carne bovina americana
tratada com hormônios.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: alimentos
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=19/01/2009&codmateria=5370814&codcategoria=95

Pernod vende marca (19/01/09)

A fabricante de bebidas francesa Pernod Ricard concordou em vender sua marca de gin
Lubuski para a Vinpol, uma unidade do grupo alemão Henkell & Co. Sektkellerei. O
valor do negócio não foi divulgado, segundo a Bloomberg. A venda de uma das marcas
menores da Pernod Ricard foi uma condição imposta pela União Européia para aprovar
a aquisição da sueca Vin & Sprit em 2008, por 5,6 bilhões de euros.

Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Curtas&dtmat
eria=19/01/2009&codmateria=5370814&codcategoria=95

Cervejaria AB-InBev já tem interessados na compra de seus ativos
(15/01/09)
Lina Saigol e Martin Arnold, Financial Times

Indique | Imprimir | Digg | del.icio.us   Tamanho da Fonte: a- A+

Começam a se formar filas de interessados em comprar ativos de mais de US$ 7 bilhões
que estão sendo preparados para ser vendidos como resultado da compra, por US$ 52
bilhões, da Anheuser-Busch pela InBev.

O Busch Entertainment, unidade de parques de diversão temáticos do grupo, dona da
SeaWorld Orlando, deverá ser um dos primeiros, com um possível preço de US$ 4
bilhões.




                                                                                    126
Entre os possíveis ofertantes está a Merlin Entertainments, grupo de parques temáticos
controlado pelo Blackstone, que tem em entre suas operações o Madame Tussauds e a
Legoland.


Outros interessados em potencial são o grupo de mídia Walt Disney, maior operador de
parque de diversão do mundo, e a Universal Studios, que tem maior parte do capital em
mãos da rede de TV e filmes NBC Universal.


A Six Flags, que tem 20 parques temáticos nos Estados Unidos, México e Canadá,
também poderia pedir documentos sobre a venda.


O Candover, grupo britânico especializado em aquisições que controla a Parques
Reunidos, empresa de entretenimento com sede em Madri e mais de 50 parques em 12
países, também poderia entrar na disputa.


Uma fonte próxima aos planos de venda do Busch Entertainment observou que a
operação servirá de teste para o mercado de crédito e permitirá descobrir se os grupos
de private equity conseguem levantar recursos suficientes para lançar ofertas pela
empresa.


Qualquer grupo de private equity provavelmente tentaria conseguir cerca de US$ 2
bilhões em dívidas para financiar o negócio, o que seria uma das maiores quantias
levantadas para uma aquisição alavancada desde o agravamento da crise de crédito com
a quebra do Lehman Brothers, em setembro.


Segundo a fonte, os ofertantes podem estar preocupados com a possibilidade de o dólar
forte atrapalhar o desempenho da empresa, principalmente das operações em Orlando,
como a SeaWorld, Discovery Cove, Adventure Island e Aquatica.


Esses parques atraem uma grande proporção de visitantes da Europa, especialmente do
Reino Unido, e um dólar muito valorizado em relação ao euro ou à libra esterlina
poderia levar os turistas a pensar duas vezes antes de viajar para a Flórida neste ano.


A AB-InBev, maior fabricante mundial de cerveja, deixou claro no ano passado que
venderia operações que não são consideradas fundamentais das duas cervejarias para
pagar pela transação.


A empresa assegurou financiamento de US$ 45 bilhões, incluindo empréstimo-ponte de
US$ 7 bilhões para venda de "ativos não fundamentais de ambas as companhias". O
primeiro refinanciamento do empréstimo-ponte não vence antes de novembro, o que



                                                                                   127
deixa a AB-InBev com tempo de sobra para testar o apetite dos compradores por vários
de seus ativos.


A empresa recém-criada também poderia optar pelo desmembramento do Busch
Entertainment caso não obtivesse, por meio da venda direta, um preço que lhe interesse.


Outra unidade que poderia ser vendida é a divisão de reciclagem da Anheuser-Busch,
que, segundo analistas, poderia levantar até US$ 1,7 bilhão.


Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave: bebidas
Link:
http://www.valoronline.com.br/ValorImpresso/MateriaImpresso.aspx?tit=Cervejaria+A
B-
InBev+já+tem+interessados+na+compra+de+seus+ativos&dtmateria=15/01/2009&cod
materia=5364634&codcategoria=95

Exportação de frutas para os árabes cresceu 69% (28/01/2008)


No ano passado, as vendas brasileiras somaram US$ 14,76 milhões. Para promover
ainda mais as frutas e sucos no mercado árabe, o Ibraf vai participar da feira de
alimentos Gulfood em fevereiro, em Dubai, e pretende também trabalhar em parcerias
com redes de supermercados locais.
São Paulo – As exportações brasileiras de frutas frescas e secas para os países árabes
somaram US$ 14,76 milhões no ano passado, o que representou um aumento de 69,3%
em relação a 2006, quando as vendas totalizaram US$ 8,72 milhões. Segundo o
presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Saraiva Fernandes, os países
árabes fazem parte dos novos mercados que a entidade está trabalhando. “Os países da
região do Golfo, principalmente, são os que eu considero mais importantes”, afirmou.
Para ampliar as vendas na região e promover as frutas brasileiras, o Ibraf vai participar
da Gulfood, principal feira do ramo de alimentos e bebidas do Oriente Médio, que vai
ocorrer em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre os dias 24 e 27 de fevereiro. As
empresas e associações brasileiras que vão participar do evento serão levadas com o
apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Estamos com estratégias bem
direcionadas para o mercado árabe”, disse Fernandes.
Segundo ele, além da feira o Ibraf planeja promover as frutas e sucos brasileiros em
redes de supermercados dos países árabes. “Queremos trabalhar junto com o
consumidor final. A idéia é fazer degustações nas lojas”, disse Fernandes. O Ibraf já
realizou esse tipo de promoção em parceria com a rede Carrefour na Europa e a idéia é
fazer o mesmo com a rede francesa nos países árabes. As exportações de sucos de frutas
para o mercado árabe somaram US$ 9,7 milhões, uma queda de 24,7% em relação a
2006.
Os principais países árabes importadores de frutas e sucos brasileiros são Arábia
Saudita, Emirados Árabes, Omã, Kuwait e Iêmen. No entanto, segundo Fernandes, a


                                                                                     128
maioria das exportações é feita pela Holanda, que é a principal compradora da União
Européia e reexporta também para o Oriente Médio. “Quando exportamos direto para o
país temos maior contato com os compradores finais e podemos trabalhar melhor o
mercado, pois ficamos sabendo de suas preferências”, disse o presidente do Ibraf.
De acordo com Fernandes, existem três bons fatores que devem contribuir para o
aumento das vendas para o mercado árabe. Primeiro é o clima, que é quente e seco, o
que cresce a procura por sucos de frutas; segundo, a religião islâmica, que não permite o
consumo de bebidas alcoólicas e o terceiro fator é o alto poder aquisitivo dos países do
Golfo Árabe. “Por esses motivos temos nos países árabes uma atenção tríplice para
buscar novas oportunidades”, afirmou.
Além do mercado árabe, as exportações de frutas frescas e processadas em geral
também registraram aumento no ano passado. As vendas somaram US$ 3,3 bilhões, o
que representou um crescimento de 45% em relação a 2006, quando as exportações
totalizaram US$ 2,3 bilhões.
Apenas de frutas frescas foram embarcadas 918 mil toneladas no ano passado, 14% a
mais que no ano anterior. As exportações renderam US$ 642 milhões, um aumento de
34% em comparação a 2006, quando as vendas somaram US$ 477 milhões.
As principais frutas frescas responsáveis pelo aumento das exportações foram uva,
melão, maçã, limão e abacaxi. As frutas processadas também fecharam o ano com saldo
positivo, com exportações de US$ 2,7 bilhões, um aumento de 48% comparado com o
ano anterior. O suco de laranja continua sendo o grande destaque, pois representa cerca
de 82% das exportações de frutas processadas e obteve um aumento de 53% comparado
com o ano anterior.
Outro destaque foi a venda de castanha-de-caju, que teve um crescimento de 20% na
sua receita representando US$ 225 milhões. Ela também foi responsável por cerca de
50% do total de frutas exportadas para os países árabes, somando US$ 7,68 milhões.
Fonte: ANBA
Palavra-chave:
Link:

Exportação de frutas supera US$ 3 bi (24/01/2008)


Após dois anos de avanço limitado por problemas climáticos, as exportações brasileiras
de frutas subiram com vigor em 2007 e superaram a marca de US$ 3 bilhões. E o
crescimento aconteceu mesmo sob um cenário de câmbio pouco atrativo para as vendas
ao exterior.


Com o avanço de 45%, os embarques totais chegaram a US$ 3,3 bilhões. As frutas
frescas responderam por US$ 642 milhões, 34% a mais que no ano anterior. Nas frutas
processadas, as vendas ao mercado externo totalizaram US$ 2,7 bilhões, ou 48% a mais
que em 2006. As exportações totais de 2006 foram de US$ 2,3 bilhões. De um ano a
outro, o saldo da balança comercial cresceu 50% e chegou a US$ 2,9 bilhões.


O desempenho mais representou um momento de recuperação de condições para
colheita do que refletiu um cenário excepcional para a fruticultura, segundo Moacyr


                                                                                     129
Saraiva Fernandes, presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf). Foi o caso
particularmente da maçã, segundo o dirigente, uma das principais culturas de
exportação da fruticultura nacional. A maçã padeceu com dois anos de geadas que
abateram a produção. No ano passado, as exportações da fruta cresceram 114%, a US$
68,6 milhões. Em volume, os embarques avançaram 96%, para 112 mil toneladas.


A mudança do perfil das plantações de uvas também impulsionou o crescimento das
exportações, afirma Fernandes. As variedades sem sementes, de maior valor agregado e
com mais aceitação no mercado externo, ganharam terreno no país. "A uva é nossa nova
menina dos olhos", afirma Fernandes. No pólo de fruticultura do Vale do São Francisco,
por exemplo, mais de 50% das videiras já são as de uvas sem sementes, diz ele.


O abacaxi também ganhou terreno nas exportações da fruticultura brasileira - em valor,
os embarques cresceram 142% e, em volume, 62% - com a entrada mais forte de
multinacionais que se dedicam à cultura. Antes limitados ao Mercosul, os embarques de
abacaxi para a Europa ganharam importância com o avanço do plantio da variedade
golden, de maior aceitação entre os consumidores europeus.


A União Européia, com mais de 60% das vendas, permanece como principal destino das
exportações brasileiras de frutas. Para contrabalançar a concentração e tentar aumentar
os volumes embarcados, o Ibraf e a Agência de Promoção de Exportações do Brasil
(Apex) vão intensificar o trabalho de divulgação em três mercados potenciais: Rússia,
países do leste europeu e países árabes do Golfo Pérsico.


Esse trabalho, afirma Fernandes, também poderia ajudar a compensar as restrições que
as frutas brasileiras ainda enfrentam para entrar nos Estados Unidos, Japão - que compra
apenas manga da variedade tommy - e China, para onde o Brasil ainda não exporta.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Exportações de suco têm receita recorde em 2007 (22/01/2008)


As exportações de suco de laranja do país confirmaram o que indicavam as projeções e
encerraram 2007 com pequeno aumento do volume embarcado e forte alta da receita
proveniente das vendas.


Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação
Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), foram enviadas ao exterior no ano
passado 1,391 milhão de toneladas do produto, 6,8% mais que em 2006 (1,303 milhão).


Em valor, o salto foi da ordem de 55%. Foram pouco mais de US$ 2,3 bilhões em 2007
(recorde histórico), contra US$ 1,5 bilhão no ano anterior, em um sinal de que a


                                                                                    130
valorização internacional da commodity entre 2004 e 2006 ainda rendeu bons frutos em
2007.


Parte dessa "demora" pode ser explicada pelo fato de os contratos de exportação
firmados pelas indústrias muitas vezes acusarem as oscilações do mercado no momento
de suas renovações depois de um certo tempo.


Segundo cálculos do Valor Data, os contratos futuros do suco (segunda posição de
entrega) registraram queda de 26,55% na bolsa de Nova York em 2007. Nos dois
últimos anos até dezembro, contudo, ainda houve alta de 17,8%; em 36 meses, o salto
chegou a 60,06%.


Ademerval Garcia, presidente da Abecitrus, lembrou ontem ao Valor que as curvas
observadas também foram influenciadas pela agregação de valor com o avanço das
vendas de suco não concentrado, mais caro, e de suco concentrado e congelado com
características específicas exigidas por compradores. "O suco de laranja é uma
commodity cada vez menos commodity", afirmou o dirigente.


A União Européia manteve-se como o principal destino dos embarques do Brasil em
2007. Conforme a Abecitrus, o bloco comprou 874,5 mil toneladas do suco de laranja
nacional, 4,5% mais que em 2006. Para os países do Nafta (Estados Unidos, Canadá e
México), as vendas subiram 44,5%, para 274,5 mil toneladas.


Explica essa disparada os problemas de oferta nos EUA, ainda em recuperação após
problemas causados por furacões - que determinaram a alta de preços internacionais
entre 2004 e 2006.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Garibaldi e Juan Carrau dominam a produção nacional (07/12/2007)


Apesar de ainda ser muito pequena diante da produção total das vinícolas brasileiras,
que neste ano alcança 318,5 milhões de litros, a elaboração de vinhos orgânicos está
ganhando espaço no embalo da procura por alimentos e bebidas mais saudáveis, livres
de defensivos e adubos químicos.


Por enquanto, apenas duas empresas operam regularmente no segmento, a Juan Carrau e
a Cooperativa Garibaldi, mas a tendência é que no futuro este número aumente em
função do apelo ecológico em torno dos produtos. A opinião é do enólogo Lucindo
Copat, da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra).




                                                                                 131
A Juan Carrau lançou o primeiro vinho orgânico do país em 1997, um cabernet
sauvignon. Hoje produz 40 mil garrafas por ano, o equivalente a 30 mil litros, incluindo
os varietais semillon e gewürztraminer, disse o biólogo e enólogo Juan Carrau-Bonomi.
A Garibaldi estreou em 2001 com 2,9 mil garrafas do tinto de mesa Da Casa e neste ano
chegou a 220 mil garrafas, considerando também a produção de espumante (12 mil),
vinho branco (10 mil) e suco de uva da mesma marca, diz o presidente Oscar Ló.


A Salton, de Bento Gonçalves, já produziu 13 mil garrafas de um espumante orgânico
especialmente para comemorar os 100 anos da vinícola, em três anos. O produto foi
elaborado seguindo critérios da "biodinâmica", que além dos insumos orgânicos leva em
consideração até fases da lua para plantio, poda e colheita das uvas e também para o
engarrafamento. Se a aceitação for boa, a vinícola poderá entrar no segmento, diz o
executivo.


Na Garibaldi, a meta é chegar a uma produção de 750 mil litros de produtos orgânicos
em 2012, puxada principalmente pelo suco de uva, que tem bom potencial de
exportação para países como Estados Unidos, Alemanha e França. Segundo Ló, a
cooperativa, que já é certificada pela Ecocert Brasil, entrou no segmento porque alguns
dos seus 310 produtores associados começaram a produzir uvas orgânicas, que passaram
a ser vinificadas em separado, e hoje 18 cooperativados se dedicam à cultura.


A cooperativa paga cerca de R$ 0,80 o quilo de uva de mesa orgânica, quase o dobro da
convencional e perto da cotação das variedades viníferas, como a cabernet sauvignon.
Em compensação, o preço do produto final ao consumidor também pode até dobrar no
caso dos vinhos, para R$ 10 a garrafa, e aumentar de R$ 12 a R$ 15 para R$ 18 a R$ 20
no espumantes.


Na Juan Carrau, que é certificada pelo Instituto Biodinâmico (IBD), com sede em
Botucatu (SP), os vinhos orgânicos são vendidos por R$ 27 a garrafa, 25% a mais do
que os convencionais. A empresa produz, no total, de 70 a 80 mil garrafas de varietais
por ano, mas os produtos orgânicos são elaborados apenas com uvas cultivadas nos
parreirais próprios de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai, e
transportadas à noite para Caxias do Sul, onde são vinificadas, informou Carrau-
Bonomi.


O sabor e o aroma dos produtos orgânicos praticamente não têm diferença em relação
aos convencionais. Mesmo assim, além do apelo ecológico, os preços mais elevados
explicam-se pela queda de pelo menos 25% na produtividade dos parreirais devido à
substituição da adubação química pela orgânica. Com isso, as plantas ficam menos
"vigorosas" e há ainda maior risco de ataque de fungos porque o problema é combatido
apenas com a aplicação de sulfato de cobre, conhecido como "calda de bordaleza",
explicou Ló.


A vinificação do produto orgânico também muda. A correção do índice glucométrico,
quando necessária, é feita com açúcar orgânico e a quantidade de anidrido sulfuroso,


                                                                                    132
único aditivo químico admitido no processo por garantir a conservação dos vinhos, cai
pela metade. Com isso, o ideal é que as bebidas sejam consumidas mais jovens. No caso
dos vinhos de mesa, o prazo ideal é até um ano após o engarrafamento, disse o
presidente da Garibaldi.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Exportação de suco terá receita recorde este ano (06/12/2007)


A receita obtida com as exportações brasileiras de suco de laranja baterá seu recorde
histórico em 2007. Segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos
(Abecitrus), os embarques renderão US$ 2,3 bilhões, pouco mais de 50% acima do
valor total apurado no ano passado (US$ 1,468 bilhão).


Como o volume vendido a outros mercados deverá alcançar 1,4 milhão de toneladas
este ano, apenas 7% mais que em 2006 (1,303 milhão), a forte alta do faturamento se
explica pela valorização dos envios.


Esta, por sua vez, não é fruto somente da valorização das cotações internacionais.
Conforme Ademerval Garcia, presidente da Abecitrus, também pesaram a agregação de
valor proporcionada pelo aumento das vendas de suco não concentrado, mais caro, e
pelas encomendas de suco concentrado e congelado com característica específicas
exigidas por alguns compradores.


De acordo com Garcia, subprodutos do processo de fabricação do suco de laranja, como
óleos essenciais e farelo de polpa cítrica, por exemplo, já deverão representar uma
receita adicional de US$ 300 milhões nas exportações das indústrias da área em 2007.


Em encontro com jornalistas ontem em São Paulo, o executivo também destacou o
crescimento dos embarques de suco produzido em Estados como Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Pará, todos já com fábricas
processadoras.


Somados, eles deverão responder por embarques de 100 mil toneladas neste ano. Ainda
é pouco perto do que exporta São Paulo, que abriga o maior parque citrícola do mundo e
representará todo o volume restante, mas sinaliza a consolidação de uma tendência de
desconcentração.


No Paraná, por exemplo, já há quatro grupos que apostam na citricultura, como
informou ontem o Valor. Segundo Garcia, grande parte dos projetos fora de São Paulo
conta com apoio das gigantes radicadas no Estado (Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus e




                                                                                  133
Citrovita), que inclusive fazem parcerias para garantir oferta exportável. Em Sergipe,
outros quatro grupos investem no ramo.


Esta desconcentração, confirma o presidente da Abecitrus, é, ao mesmo tempo, uma
oportunidade de investimento e uma necessidade para as grande exportadoras. Mas, por
enquanto, nada capaz de ameaçar a supremacia paulista.


"Isso só vai acontecer se de fato a atividade se desenvolver no Vale do São Francisco.
Nesta região nordestina, o potencial de produção de laranja no longo prazo chega a 300
milhões de caixas [de 40,8 quilos] de laranja", afirma o executivo. A produção em São
Paulo gira em torno de 360 milhões de caixas.


Em 2008, Garcia admite que o aumento da receita das exportações perderá fôlego. O
aumento do volume vendido não compensará a acomodação dos preços internacionais -
decorrente, em parte, da recuperação da oferta da Flórida (EUA), que tem o segundo
maior parque citrícola do mundo. "Mas o valor agregado fica", conclui.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Produção de laranja e suco cresce no Paraná (05/12/2007)


Um grupo de empresas do Paraná ligadas à agroindústria e ao segmento hoteleiro está
apostando na diversificação de suas atividades e investindo R$ 9 milhões para iniciar o
plantio de laranja em uma área de 409 alqueires arrendada por 20 anos no município de
Cruzeiro do Oeste, situado no noroeste paranaense.


Trata-se do início de mais um projeto de citricultura no Estado, que conta com três
unidades processadoras, todas em ritmo de expansão graças à aquecida demanda externa
por suco, commodity que segue com preços elevados.


A atividade foi iniciada no Paraná pela cooperativa Cocamar, de Maringá, em meados
dos anos 1980. Depois vieram a Citri Agroindustrial, de Paranavaí, e a cooperativa
Corol, de Rolândia.


Agora é a vez da Agrocitros, que tem como sócios, entre outros, a Latco Alimentos e as
avícolas Canção, Jaguafrangos e Felipe. O novo projeto prevê o plantio de 2,5 mil
alqueires de laranja no prazo de sete anos, por meio de parcerias com produtores,
arrendamentos e uso de áreas próprias dos sócios.




                                                                                   134
"Já estamos plantando", afirmou Ciliomar Tortola, diretor industrial e sócio da Frangos
Canção. Fundada em 1992, a empresa tem capacidade para abater aproximadamente
210 mil aves por dia.


O empresário contou que a fábrica de sucos deve ser construída em seis anos, a partir de
mais R$ 8 milhões em investimentos. Por isso foi feita uma parceria para que as
primeiras laranjas a serem colhidas sejam esmagadas na Citri.


Antes disso a Agrocitros quer construir dez aviários próximos aos pomares, para
integrar as duas atividades. O esterco das aves servirá para adubar o laranjal. A
construção de um abatedouro para frangos também está nos planos. "O 'bicudo' deu tudo
pra gente e vamos continuar a investir nele", brincou Tortola.


A Citri só poderá esmagar laranja para a Agrocitros porque em agosto dobrou sua
capacidade, que atingiu 4 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja por ano a partir de
uma aporte de US$ 1,5 milhão. Antes a empresa também tinha de levar parte de sua
matéria-prima para ser processada na Corol, distante 120 quilômetros.


A diretora administrativa e financeira da Citri, Elizette Colins, contou que a capacidade
atual de produção é de 16 mil toneladas de suco por ano. Segundo ela, há área plantada
para chegar a isso, mas algumas árvores estão novas e devem atingir a capacidade em
2009.


Mas a empresa prevê novas ampliações nos próximos anos. "Temos uma demanda que
não conseguimos atender. Queremos passar de 4 para 10 milhões de caixas até 2014",
adiantou a executiva.


Formada em 2000 por um grupo de fornecedores da Cocamar, a Citri processou a
primeira safra em 2001. Ela exporta 100% da produção para a Europa, Austrália e
Canadá. Tem 60 acionistas, todos produtores de laranja. Em 2007, produzirá 10 mil
toneladas de suco, ante 9 mil toneladas em 2006.


Já a Corol aposta no aumento da produção de suco de laranja e na diversificação de
sabores. A cooperativa começou a esmagar laranja em 2001. No ano passado, passou a
fazer suco de uva e em breve apostará também em abacaxi e maracujá.


No caso da laranja, a Corol exporta 90% da produção, que será de 7,3 mil toneladas este
ano, resultado do processamento de 1,8 milhão de caixas da fruta. O restante vai para
engarrafadores nacionais.


O gerente do departamento de fruticultura da Corol, Benno Roes, contou que para 2008
são esperadas 8 mil toneladas de suco concentrado e que a meta para 2010 é chegar a 20



                                                                                     135
mil, o dobro da capacidade instalada atual. O investimento para a duplicação virá em
2009. Em 2006, o grupo aplicou US$ 2 milhões para começar a processar uva rústica.


No primeiro ano, a Corol fez 100 toneladas de suco de uva, para o mercado interno.
Agora, prevê 250 toneladas, mas a capacidade instalada é para 1,5 mil toneladas de suco
concentrado. Roes acrescentou que a indústria da cooperativa exigirá poucos recursos
para a ampliação.


O associado da Corol entrega laranja de junho a dezembro, e em maio recebe o
resultado da operação. Na região da cooperativa há 5 mil hectares plantados com a fruta.
São 258 produtores espalhados por 45 municípios. A atividade representa 5% do
faturamento da Corol, que foi de R$ 600 milhões em 2006. Segundo Roes, todos os
anos são plantadas mais 500 mil pés de laranja. A produção começa no terceiro ano.
Com seis anos, a árvore é adulta; com 20, deixa de ser competitiva.


A pioneira Cocamar, que inaugurou sua indústria de sucos em 1992, em Paranavaí,
ainda não ampliou suas instalações porque perdeu fornecedores de laranja após a
fundação da concorrente Citri.


O presidente da cooperativa, Luiz Lourenço, contou que trabalha com 220 produtores,
que fornecerão 3 milhões de caixas em 2007, para a fabricação de 13 mil toneladas de
suco concentrado. A capacidade é para 7 milhões de caixas anuais - 28 mil toneladas de
suco.


"Estamos incorporando plantações recentes e até 2012 deveremos chegar à capacidade
total", informou o executivo. Por conta disso, ele estima para 2010 a necessidade de
decidir por novos investimentos.


Hoje a cooperativa exporta 98% do que produz para a Europa e usa o restante para fazer
suco para o mercado interno e para o Japão. Lourenço disse que a Cocamar também
pensa em começar a usar no próximo ano outras frutas, como uva, maracujá, abacaxi e
limão.


Ao lado de Sergipe, o Paraná está entre os Estados onde o avanço da citricultura tem
servido para desconcentrar a produção de laranja e suco. Mesmo assim, São Paulo ainda
domina cerca de 80% das atividades.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

LD avança na área de suco de laranja (16/11/2007)




                                                                                    136
Com 14% do mercado brasileiro de suco de laranja, no qual atua desde 1988, a LD
Commodities, controlada pelo grupo francês Louis Dreyfus, aposta em parcerias com
citricultores para garantir maior oferta da fruta e conquistar terreno em um ramo
tradicionalmente liderado pelas gigantes Cutrale e Citrosuco.


É com parcerias que a LD vem expandindo seus pomares. O mercado mundial de suco é
comandado pelo Brasil - dono de 40% da produção global de laranja, 60% da produção
da bebida e mais de 80% das exportações -, e ganha o jogo quem consegue melhores
condições de oferta da fruta para fabricar o produto.


A LD deverá investir US$ 70 milhões entre 2007 e 2009 para ampliar seus pomares no
interior de São Paulo, que abriga o maior parque citrícola do mundo. Seu número total
de árvores plantadas já passou de menos de 8 milhões, em 2006, para 10,5 milhões em
2007, e deverá alcançar 13 milhões no ano que vem.


Aqui aparece a força das parcerias. Do total deste ano, 4,5 milhões de árvores estão em
fazendas de propriedade da LD, e 6 milhões em terras de terceiros. Em 2008, não haverá
avanço nas fazendas próprias, mas nas propriedades de parceiros o número deverá
aumentar para 8,5 milhões de árvores.


Segundo Henrique de Freitas, diretor-executivo da divisão de citros da LD
Commodities, na grande maioria dessas parcerias a companhia gerencia a propriedade e
assume os riscos do negócio, inclusive trabalhistas. São contratos em geral de 20 anos, e
os donos das terras são remunerados com 15% da produção de laranja. Em outro
modelo, menos difundido, a LD faz uma administração conjunta com o citricultor. São
formas que as empresas de suco vêm adotando para evitar divergências com os
fornecedores da fruta, que muitas vezes param na Justiça.


Com três fábricas em São Paulo (Bebedouro, Matão e Engenheiro Coelho), a LD tem
capacidade nominal para processar 65 milhões de caixas de 40,8 quilos de laranja. Com
a fábrica que tem na Flórida (EUA), que responde ao escritório brasileiro, chega-se a
100 milhões de caixas. Em 2007, deverá exportar entre 210 mil e 220 mil toneladas de
suco a partir do Brasil, grande parte para seu terminal em Ghent (Bélgica).


Sediada no Brasil, a LD Commodities faturou US$ 1,9 bilhão em 2006 e tem aprovado
um plano de investir US$ 516,3 milhões no país entre 2007 e 2009, incluindo todos os
negócios: citros, soja, algodão, café e, sobretudo, açúcar e álcool.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Empresários do setor de frutas vão receber apoio (11/09/2007)




                                                                                     137
O PDS tem o objetivo de guiar os empresários da cadeia por meio da implantação de
sistemas de gestão e modelos agroindustriais inovadores. O estudo ainda irá auxiliar no
aumento da competitividade e na inserção no mercado externo.
Para Jorge Boeira, coordenador do projeto na ABDI, a intenção é difundir o estudo e
assim atingir todos os empresários e instituições que apóiam o setor. “O estudo será
extremamente importante para a cadeia produtiva a partir da fruticultura, apontando
novas opções para a organização da produção, da diversificação da comercialização de
produtos com maior valor agregado, além da comercialização in natura” explicou
Boeira.
O coordenador do projeto explicou ainda que as novas rotas de comercialização poderão
ser direcionadas tanto para a base da cadeia, que são as indústrias de polpas e sucos,
como para o setor de cosméticos e medicamentos. “A conclusão do documento é um
grande passo e precisa ser popularizada para que toda a agroindústria do setor de frutas
atue em conjunto”, concluiu Jorge.
O presidente do Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), Moacyr Saraiva, também está
otimista quanto à execução do Plano. “Esse documento é um importante instrumento de
planejamento e controle permanente”, disse Saraiva. Além do Ibraf, alguns outros
parceiros também apóiam a iniciativa, como a APEX Brasil (Agência de Promoção de
Exportações), Embrapa, Sebrae e Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Fonte: IBRAF
Palavra-chave:
Link:

Vinícolas inauguram a produção de suco de uva no Vale do São Francisco
(31/07/2007)


Maior região exportadora de uvas do país, o Vale do Rio São Francisco começa a
transformar as frutas das parreiras em suco. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária) está colhendo este mês a primeira safra das variedades de uva adaptadas
ao clima semi-árido tropical destinadas à fabricação da bebida.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Governo dos EUA mantém barreiras a suco brasileiro (18/06/2007)


O governo americano rejeitou há duas semanas um pedido apresentado pela Tropicana,
maior produtor de suco de laranja dos EUA, para que fossem eliminadas as barreiras
tarifárias que encarecem a importação do produto brasileiro. A empresa deve recorrer
contra a decisão.


Como as tarifas foram impostas há menos de dois anos, a Comissão de Comércio
Internacional dos EUA (ITC, na sigla em inglês) informou à empresa que o pedido só
poderá ser analisado agora se ela demonstrar que ele tem "justa causa", uma
tecnicalidade jurídica que obrigará a Tropicana a buscar novos argumentos.


                                                                                    138
Em 2006, a ITC concluiu que indústrias brasileiras de suco estavam prejudicando
produtores dos EUA ao exportar o suco com preços abaixo de seus custos. Para impedir
esse prejuízo, a comissão mandou aplicar tarifas antidumping de 9,73% a 60,29% sobre
o suco brasileiro.


Mas a produção de laranja dos EUA entrou em crise, e empresas como a Tropicana se
viram obrigadas a importar volumes crescentes de suco do Brasil para complementar
sua produção. Nos EUA, o produto brasileiro é misturado com o americano e
comercializado com marcas locais. Por isso a Tropicana pediu a revisão das tarifas, e
por isso vai recorrer.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Alta de custo preocupa produtores de laranja (15/06/2007)


Com a colheita e o processamento de laranja da safra 2007/08 já em andamento em São
Paulo, começa novamente a aumentar a preocupação dos citricultores do Estado com a
combinação entre real apreciado em relação ao dólar e aumento de custos de produção.


Conforme Marco Antonio dos Santos, presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga e
diretor da Faesp, a federação estadual da agricultura, na situação atual do mercado a
conta não fecha. Em suas contas, a situação é desconfortável tanto para quem tem
contratos de fornecimento de longo prazo com as indústrias fabricantes de suco quanto
para quem negocia a fruta no mercado spot.


Segundo ele, em média os custos totais dos produtores já superam R$ 10 por caixa de
40,8 quilos de laranja. E mesmo após renegociações com Cutrale e Louis Dreyfus
Commodities no ano passado - as outras duas grandes indústrias do Estado, Citrosuco e
Citrovita, não participaram das negociações -, lembra, a maior parte dos contratos de
longo prazo segue um piso de US$ 4 por caixa (menos de R$ 8 com o câmbio atual).


No mercado spot paulista, saída para muitos citricultores no início do ano, os preços
também caíram. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq/USP), a
caixa saiu ontem (dia 14) por R$ 7,53 na média paulista, bem abaixo dos R$ 15 que
chegaram a ser praticados no primeiro trimestre.


Segundo análise recente de Daiana Braga e Margarete Boteon, do Cepea, foi o grande
volume disponível de laranja de baixa qualidade em abril em São Paulo o principal fator
que levou à queda de preços observada.




                                                                                   139
Também a disparada das cotações internacionais do suco, que levou à renegociações
dos contratos de longo prazo no Estado, já perdeu força, devido à resistência dos
consumidores em países como EUA e China e à ação de fundos de investimentos. O
produto, que chegou a superar a barreira de US$ 2 por libra-peso na bolsa de Nova
York, ontem fechou a US$ 1,39.


Maurício Mendes, presidente da Agra-FNP no Brasil, já afirmou ao Valor que não
acredita que as cotações do suco recuem muito mais do que isso - uma vez que a oferta
da Flórida, mesmo que aumente na temporada 2007/08, como indicam as atuais
projeções, ainda é restrita e os estoques estão baixos tanto nos EUA quanto no Brasil
(ver gráficos). Mas a queda já consolidada não sugere novos reajustes para compensar a
relação adversa entre os custos e os preços.


As indústrias costumam suprir um terço de sua demanda por laranja com contratos de
longo prazo, outro terço com compras da fruta no mercado spot e o restante com
produção própria.


"Vínhamos gastando US$ 0,80 por caixa com colheita e transporte. Nesta safra, só com
a colheita estamos gastando mais de US$ 1, principalmente por causa da alta dos
fertilizantes, que para a citricultura foi superior a 20%. E o transporte também está mais
caro por causa do diesel", diz Santos.


"Até agora", afirma ele, "vimos muitos pomares com doenças e pouco produtivos se
tornarem canaviais em São Paulo. Do jeito que está, mesmo pomares saudáveis e
rentáveis terão o mesmo destino", acredita o dirigente.


A colheita da safra nova ainda está concentrada em variedades precoces de laranja,
como a hamlin, e o grosso da produção da fruta de melhor qualidade deverá começar a
ser colhido entre os meses de agosto e setembro.


No total, o Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria de Agricultura
de São Paulo - prevê produção de 360,1 milhões de caixas para a safra 2007/08 no
Estado, 3,4% mais que em 2006/07. A produção paulista representa cerca de 80% do
total nacional, e 80% dela é destinada à fabricação de suco.


Conforme dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), as
exportações de suco produzido com laranja da safra 2006/07 seguem em bom ritmo. A
temporada industrial termina em junho próximo, mas entre julho de 2006 e abril
passado os embarques somaram 1,131 milhão de toneladas, ante 1,094 milhão no
mesmo intervalo do ciclo anterior.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:



                                                                                      140
Pesquisa e Inovação em prol da fruticultura (28/05/2007)
Parceria entre IBRAF e Embrapa irá consolidar ações para desenvolver a fruticultura


A fruticultura contará com um grande apoiador para a pesquisa e inovação a partir desta
terça-feira, trata-se da Embrapa, que assina um protocolo de parceria com o IBRAF –
Instituto Brasileiro de Frutas, objetivando reunir esforços para o apoio e
desenvolvimento da fruticultura. A assinatura será realizada na sede da Embrapa, em
Brasília, na ocasião da 12ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da
Fruticultura e contará com a presença de Silvio Crestana – presidente da Embrapa, e
Moacyr Saraiva Fernandes – presidente do IBRAF.
Para Moacyr Saraiva, “por meio desta parceria fortaleceremos e potencializaremos as
nossas ações de apoio a todos os segmentos funcionais da cadeia produtiva,
considerando os aspectos de produção, pós-colheita, agroindustrialização e
comercialização de frutas frescas e processadas”.
Esta parceria irá contribuir também para a execução do Plano de Desenvolvimento
Setorial de Frutas Processadas, desenvolvido pelo IBRAF em parceria com ABDI –
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, que visa a consolidação e o
desenvolvimento do setor, principalmente na produção de sucos e polpas em vários
pólos de fruticultura do Brasil. Saraiva ressalta que “é muito importante uma sinergia
como esta que desenvolveremos com a Embrapa, pois o futuro da fruticultura está cada
vez mais focado em dois pilares: capital humano e gestão de pesquisa e inovação”.
O evento contará ainda com a presença de representantes do Ministério do
Desenvolvimento Agrário, APEX-Brasil e Sebrae, entidades parceiras do IBRAF em
projetos que visam o desenvolvimento sustentado do agronegócio das frutas.
Fonte: IBRAF
Palavra-chave:
Link:

Pressão nos EUA contra travas ao suco do Brasil (25/05/2007)


A maior fabricante de suco de laranja dos Estados Unidos resolveu pressionar o governo
americano para que as barreiras tarifárias que encarecem a importação de suco
produzido no Brasil sejam removidas, em uma tentativa de vencer as dificuldades que as
empresas americanas passaram a enfrentar nos últimos meses.


A produção de laranja dos EUA entrou em declínio há três anos e a indústria americana
precisa importar cada vez mais suco de países como o Brasil para complementar sua
produção e atender ao mercado interno, onde o produto brasileiro é misturado com o
americano e distribuído com marcas locais.


No ano passado, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA (ITC, na sigla em
inglês) concluiu que a indústria brasileira estava prejudicando os produtores de laranja
americanos ao exportar o suco com preços muito baixos. Por isso, a comissão mandou
aplicar tarifas antidumping entre 9,73% e 60,29% sobre o suco brasileiro.


                                                                                    141
Há duas semanas, a Tropicana, fabricante de suco de laranja controlada pela Pepsi,
pediu à comissão que reveja a decisão. A empresa argumenta que houve mudanças
significativas no mercado desde o término da investigação que levou à adoção das
tarifas. A ITC não tem prazo para se pronunciar sobre o pedido.


A produção americana de laranja ficou pequena para as necessidades das indústrias de
suco por causa de uma sucessão de problemas. Os furacões que atingiram os EUA em
2004 e 2005 devastaram os pomares da Flórida, Estado que concentra a produção do
país. Logo em seguida, o aparecimento de doenças obrigou os produtores a derrubar
milhões de árvores.


Muitos decidiram deixar a atividade e venderam suas terras para empreendimentos
imobiliários. O resultado foi um declínio acentuado da produção. As projeções mais
recentes indicam que a Flórida produzirá 131 milhões de caixas de laranja neste ano,
pouco mais da metade do que produziu na última safra antes dos furacões.


A redução da oferta fez dobrar os preços da laranja nos EUA. Os produtores da Flórida,
autores do pedido que levou à adoção das sobretaxas aplicadas contra o Brasil, estão
contentes. Mas os custos dos fabricantes de suco aumentaram muito, ao mesmo tempo
em que eles se viram obrigados a recorrer a importações para suprir uma parcela maior
de suas necessidades.


A decisão da ITC definiu uma tarifa diferente para cada indústria brasileira. A Cutrale,
que é a maior produtora de suco do mundo e tem na Tropicana um de seus clientes, paga
uma sobretaxa de 19,19% para entrar no mercado americano, o que reduz suas
vantagens para competir com os produtores da Flórida.


Mas a demanda dos fabricantes americanos por suco importado cresceu tanto que os
produtores brasileiros têm feito bons negócios apesar das sobretaxas. No primeiro
trimestre deste ano, as importações dos EUA foram 54% maiores que no mesmo
período no ano passado. O Departamento de Cítricos da Flórida estima que 28% do
suco que os americanos vão beber neste ano virá de outros países.


Outra boa notícia para o Brasil é que a produção americana de laranjas não deve se
recuperar tão cedo do tombo que levou. Geadas no início do ano prejudicaram os
pomares da Califórnia, segundo maior Estado produtor dos EUA. Mesmo que os
fazendeiros da Flórida voltem a plantar árvores agora, será preciso esperar anos para
que elas dêem frutos.


Mas, nos últimos meses, apareceu um sinal preocupante. Outros países também estão
sendo beneficiados pelos problemas da Flórida e a fatia do Brasil no mercado americano
encolheu. No ano passado, o Brasil entregou 68% do suco importado pelos EUA. No
primeiro trimestre deste ano, a participação diminuiu para 54%.


                                                                                    142
Os países que mais avançaram no mercado americano foram México, Costa Rica e
Honduras. As exportações desses países para os EUA mais do que dobraram no
primeiro trimestre. Eles têm uma vantagem que o Brasil não tem, acordos comerciais
que lhes dão acesso preferencial ao mercado americano, sem o recolhimento de tarifas.
Além das sobretaxas antidumping, o suco brasileiro concentrado paga tarifa de 7,85
centavos de dólar por litro para entrar nos EUA. Cálculos da embaixada do Brasil em
Washington indicam que essa tarifa representou um acréscimo de 47,5% sobre os
preços do suco brasileiro exportado em 2005.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Ganhos desiguais na cadeia citrícola de SP (16/05/2007)


Levantamento divulgado ontem pelo Centro de Estudos Avançados em Economia
Aplicada da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Cepea/Esalq) mostra
que os ganhos dos citricultores paulistas em virtude da disparada das cotações do suco
de laranja no mercado internacional nos últimos dois anos ficaram muito aquém dos
obtidos pelas indústrias exportadoras da bebida.


Na safra 2003/04, anterior aos danos provocados por furacões à produção da Flórida -
que reúne o segundo mais importante pólo citrícola do mundo, atrás do paulista -, o
preço médio do suco na bolsa de Nova York ficou em US$ 976 por tonelada, enquanto
na Europa (principal destino das exportações brasileiras) o mesmo volume saiu, em
média, por US$ 985. Em 2006/07, depois das restrições da Flórida, que motivaram a
disparada das cotações, em Nova York a tonelada alcançou US$ 2.500, ante US$ 2.403
atingidos no mercado europeu - saltos de 156% e 144%, respectivamente.


A mesma comparação mostra que os produtores paulistas que trabalham com contratos
de fornecimento de longo prazo (dois anos ou mais) com as indústrias passaram a
ganhar 48% mais por caixa de 40,8 quilos - US$ 3,05 médios em 2003/04, valor que
subiu para US$ 4,50 em 2006/07 -, enquanto a alta no mercado spot (sem contrato)
chegou a 66% - de US$ 3,09 para US$ 5,14.


E isso após as negociações desses valores, que duraram boa parte do ano passado e
estabeleceram um piso de US$ 4 por conta da mudança de patamar das cotações do
suco. Das indústrias, participaram ativamente dessas negociações apenas Cutrale e
Louis Dreyfus Commodities. Citrosuco e Citrovita, as outras duas indústrias
exportadoras de grande porte que atuam no país, preferiram não participar.


Para Margarete Boteon, pesquisadora do Cepea e autora do levantamento, os resultados
mostram que o modelo de negociações individuais entre produtores e indústrias pode
estar superado, porque a rigidez contratual costuma ser grande e não prevê oscilações



                                                                                  143
como a provocada pelo "fator Flórida". "É um modelo que acaba não sendo favorável
para nenhum dos dois lados".


Pesquisa do Cepea com produtores independentes responsáveis por 17% da demanda
das indústrias aponta que, dos que fecharam contratos de longo prazo com as empresas,
60% renegociaram os valores em 2006/07 e 20% não conseguiram reajustes. Outros
10% dos citricultores ouvidos afirmaram que, insatisfeitos com as propostas das
indústrias, entraram na Justiça, ao passo que o restante ainda tentava algum tipo de
aumento nos valores praticados. Dos que conseguiram renegociar, apenas um terço
acertou um piso mínimo somado a um extra baseado no preço do suco em 2006/07.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Maior oferta pressionará cotações do suco de laranja (14/05/2007)


Em queda nos últimos meses devido à retração da demanda em países como Estados
Unidos e China, as cotações internacionais do suco de laranja terão um novo fator de
pressão nos próximos meses: a maior oferta da fruta em São Paulo e na Flórida, que
abrigam os principais parques citrícolas do mundo.


Ainda que em relatório divulgado na sexta-feira o Departamento de Agricultura dos
EUA (USDA) tenha reduzido sua projeção para a ainda combalida produção de laranja
na Flórida na safra 2006/07, todas as estimativas convergem para uma retomada em
2007/08.


Para 2006/07, O USDA passou a prever produção de 130,6 milhões de caixas de 40,8
quilos no Estado americano, ante as 130,7 milhões calculadas em abril e as cerca de 148
milhões de 2005/06. O patamar atual é o menor em uma década e meia, e mesmo o leve
ajuste serviu de alento para as cotações em Nova York. Os contratos futuros com
vencimento em julho subiram 175 pontos, para US$ 1,6760 por libra-peso, enquanto
novembro fechou a US$ 1,6420, em alta de 170 pontos.


Apesar desses ganhos, os preços ainda acumulam queda da ordem de 16% neste ano,
conforme cálculos do Valor Data, e estão longe do pico alcançado no último trimestre
do ano passado, superior a US$ 2 por libra-peso. A escalada até este pico teve início em
2004, em virtude dos danos provocados por furacões à citricultura da Flórida, e a queda
decorre da resistência dos consumidores em pagar tanto pelo bebida e também sofre a
influência dos movimentos de fundos de investimentos.


Para 2007/08, o Departamento de Citrus da Flórida prevê que a produção local de
laranja atingirá pelo menos 176 milhões de caixas, segundo dados apresentados na
conferência "Juice Latin America", realizado na semana passada em São Paulo. O
volume está distante da média "pré-furacões" de 226 milhões de caixas registradas entre


                                                                                    144
os ciclos 1999/00 e 2003/04, mas como também há projeções de avanço em São Paulo a
pressão sobre as cotações pelo lado da oferta também tende a aumentar. Segundo o
Instituto de Economia Agrícola (IEA) - vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado
-, a nova safra paulista aumentará 3,4%, para 360,1 milhões de caixas.


"No curto prazo, não teremos mais preços a US$ 2 por libra-peso em Nova York. Mas
também não acredito em queda significativa abaixo do nível atual, porque os estoques
[americanos e brasileiros] caíram muito com os problemas da Flórida. E esse patamar é
extremamente remunerador", afirma Maurício Mendes, CEO da AgraFNP. Antes da
escalada, os preços estavam em torno de US$ 0,80 por libra-peso. No longo prazo, diz, é
difícil fazer previsões devido à fatores como câmbio, doenças e custos dos insumos.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Exportação de suco de laranja fresco em alta (10/05/2007)


Aposta recente das indústrias exportadoras de suco de laranja que operam no país, a
bebida fresca, não concentrada (NFC, na sigla em inglês), segue ganhando espaço no
mercado internacional.


Segundo Paulo Celso Biasoli, sócio da consultoria GSA - Tecnologia e Sistemas e
diretor-executivo da Associação de Citricultores da Região de Limeira (Alicitrus), os
embarques do produto, que até o fim da década de 90 eram irrelevantes, somaram
564.341 toneladas em 2006, ante 1,303 milhão de toneladas de suco concentrado
(FCOJ), foco tradicional das empresas e mercado no qual a fatia do Brasil nas
exportações globais supera 80%.


Ainda que, "desconcentrado", o volume de FCOJ resulte em um volume de suco
integral pronto para beber seis ou sete maior, o avanço do NFC é expressivo. Os
embarques de 2006, por exemplo, foram 23,4% superiores aos do ano anterior,
direcionados sobretudo à União Européia (ver gráficos). E os investimentos de grupos
como Cutrale e Citrosuco no "nicho", especialmente em logística - o NFC ocupa um
espaço muito maior em caminhões e navios, por exemplo -, sinalizam que a tendência é
de crescimento ainda maior.


"Logística é o grande desafio, mas questões ligadas à sanidade da fruta e padrão de
qualidade da bebida são fundamentais. Mas a procura pelo NFC tem sido grande e
começa a crescer também para sucos de limão e abacaxi, entre outros", afirmou Biasoli
em apresentação na conferência "Juice Latin America 2007", organizado por Foodnews,
AgraFNP e IBC Brasil e realizado ontem em São Paulo.


Outro desafio importante, ressaltou Mauricio Mendes, CEO da AgraFNP, é manter as
vendas tendo em vista os atuais preços internacionais do suco de laranja (concentrado


                                                                                   145
ou não). As cotações permanecem em elevado patamar em razão dos problemas de
oferta da Flórida, ainda que a queda do consumo em alguns países (EUA e China, entre
outros) tenha colaborado para recentes desvalorizações. Pelos maiores custos de
produção e transporte que apresenta, o NFC chega a ser mais de 50% mais caro que o
FCOJ.


Num cenário em que se multiplicam alternativas ao suco de laranja, no exterior e no
Brasil, a preocupação com o preço ganha particular relevância. O mercado global para
misturas e néctares, mais baratos, está em franca evolução e, conforme apontaram
projeções de Axel Reinhardt, diretor da alemã Döhler, assim permanecerá. "É verdade
que, no caso do Brasil, o câmbio tirou competitividade dos sabores tropicais no exterior.
Mas o mercado doméstico é grande".


Segundo Luiz Antônio Curado, secretário-executivo da Associação das Indústrias
Processadoras de Frutos Tropicais (ASTN), ainda que restritas e afetadas pelo câmbio,
as exportações de sucos tropicais (não inclui laranja) do país somaram US$ 168 milhões
no ano passado, ante apenas US$ 15 milhões em 1998.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Parceria beneficia pequenos e médios fruticultores (10/05/2007)
Projeto com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário envolverá a agricultura
familiar
O setor de agroindústria de frutas ganhará mais um impulso para o fortalecimento no
País na próxima segunda-feira (14/05), quando será assinado um Termo de Cooperação
Técnica envolvendo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Instituto Brasileiro de
Frutas (IBRAF). O objetivo da parceria é promover – por meio do Plano de
Desenvolvimento Setorial (PDS) de Frutas Processadas realizado com a Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) - a consolidação e o desenvolvimento
do setor, em especial no segmento de produção de sucos e polpas em vários pólos de
fruticultura do Brasil, envolvendo pequenos e médios fruticultores.
O evento acontecerá às 14h30, na sede da Secretaria de Agricultura Familiar, e contará
com a presença do secretário de Agricultura Familiar do MDA, Adoniran Sanches
Peraci, do diretor presidente do IBRAF, Moacyr Saraiva Fernandes, e do presidente da
ABDI, Alessandro Teixeira.
A cooperação técnica permitirá a execução de vários projetos, que interligarão o setor
público e o privado, para alavancar a sustentabilidade e a competitividade do sistema
agroindustrial das frutas, visando implementar ações para contribuir com o Plano de
Desenvolvimento Setorial de Frutas Processadas ensejando contribuir principalmente
para o desenvolvimento e fortalecimento das pequenas e médias agroindústrias de frutas
do Brasil, no tocante aos processos de organização para comercialização, processos
tecnológicos, sistemas de gestão pela qualidade e capacitação dos seus recursos
humanos.
FALA MDA



                                                                                     146
Para o presidente da ABDI, Alessandro Teixeira, a assinatura da parceria com o
Ministério de Desenvolvimento Agrário representa a multiplicação de esforços na busca
do desenvolvimento industrial e regional. “A ABDI entende que é importante e urgente
a cooperação entre diversos órgãos públicos e iniciativa privada para acelerar o
desenvolvimento industrial e regional, gerando oportunidades para a inclusão de
produtores rurais mediante a agroindustrialização, particularmente a partir dos pólos
produtores de frutas em todo o país”. Articulado do projeto, a ABDI identificou
oportunidades para trabalhar com o MDA, o qual deverá apoiá-lo financeiramente
através da Secretaria de Agricultura Familiar.
Esta parceria, conforme comenta Moacyr Fernandes, “vem para aumentar os esforços
conjuntos para apoio ao desenvolvimento setorial das frutas processadas, envolvendo os
empreendimentos voltados à integração de pequenos produtores e sua inserção no
mercado agroindustrial formal com ênfase na produção de sucos e polpas”. Algumas
ações, frutos desta cooperação, já estão em andamento, como o estudo para recuperação
da Central de Cooperativas Nova Amafrutas em Benevides no Pará e o desenvolvimento
de um condomínio agroindustrial com a participação do assentamento PA União para
comercialização e agroindustrialização do abacaxi, em Miranorte no Tocantins.


Plano de Desenvolvimento Setorial (PDS) de Frutas Processadas
Instrumento de formulação e execução da Política Industrial, Tecnológica e de
Comércio Exterior (PITCE) do governo federal brasileiro, o PDS de frutas é uma
parceria entre ABDI e IBRAF. Seu Plano Estratégico é fundamentado na gestão e na
operação da cadeia agroindustrial de frutas do País.
As empresas beneficiadas com o plano estão distribuídas 4,8% no Norte, 48,2% no
Nordeste, 5,9% no Centro Oeste, 32,7% no Sudeste e 8,3% no Sul do Brasil. A meta do
PDS de Frutas Processadas é beneficiar mais de 300 empresas do setor agroindustrial,
envolvendo 34 mil postos de trabalho nas atividades industriais e 118.200 no segmento
agrícola.
Fonte: IBRAF
Palavra-chave:
Link:

Um Pomar de Oportunidades de Negócios (08/05/2007)


Fruticultura apoiada em ações de capacitação e promoção conquistam mercado cada vez
mais exigentes
A fruticultura brasileira é um dos segmentos da economia brasileira mais destacados,
apresentando evolução contínua, que busca atender um grande mercado interno com
potencial de crescimento e um melhor acesso ao mercado internacional. Procura atender
os elevados requisitos de qualidade e cumprir com os regulamentos técnicos e
fitossanitários dos mercados compradores, despendendo esforços consideráveis para
aumentar o valor das exportações e a base agrícola e agroindustrial brasileira.
Com isso, o IBRAF - Instituto Brasileiro de Frutas, organização privada, sem fins
lucrativos, criado em 1990 pelos principais líderes do segmento, busca divulgar
amplamente informações técnicas e mercadológicas a todo segmento, para proporcionar



                                                                                  147
o crescimento organizado do setor. Para tanto, desenvolve diversos projetos visando a
capacitação do setor e a promoção da fruta brasileira e seus derivados no mercado
interno e externo.
Os frutos desta iniciativa, apoiados pela conjuntura econômica, são percebidos nos
resultados das exportações: até 2006, o valor das exportações de frutas frescas no Brasil
passou de US$ 120 milhões em 1998 - para US$ 472 milhões, ou seja, um crescimento
de mais de 270% em sete anos. No primeiro trimestre de 2007 as exportações geraram
US$ 103 milhões, um crescimento de 44% considerando o mesmo período do ano
anterior (US$ 71 milhões). Quanto às frutas processadas o país exportou em 2006 1,9
milhão de toneladas, correspondente a US$ 1,8 bilhão, um aumento de 26% em valor
comparado com o ano anterior.
Entidades governamentais e privadas também vêm apoiando a fruticultura nos últimos
anos por meio de convênios e projetos firmados com o IBRAF. Atualmente são
desenvolvidos os seguintes projetos: Projeto de Promoção das Exportações das Frutas
Brasileiras e seus Derivados - Brazilian Fruit, desenvolvido em parceria com a APEX-
Brasil (Agência de Promoção das Exportações e Investimentos); Plano de
Desenvolvimento Setorial das Frutas Processadas, realizado com a ABDI (Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial); Projeto Fruta Paulista, realizado com o
SEBRAE-SP; além de convênios de cooperação voltados ao desenvolvimento setorial
de frutas processadas com o Ministério do Desenvolvimento Agrário-MDA, Codevasf e
Embrapa.
Um Setor de Perspectivas
A fruticultura é um setor de grande potencial de crescimento, produziu em 2005 cerca
de 40 milhões de toneladas, em uma área de 2,2 milhões de hectares e ocupa um papel
de destaque no contexto internacional, como :
Primeiro lugar na produção de laranjas, mamão e limão taiti;
Segundo lugar na produção de bananas;
Posição de destaque na produção de abacaxi, maçãs, tangerinas e uvas;
É o maior produtor mundial de suco de laranja, representando 60% do total.
Utiliza intensamente mão-de-obra, gerando oportunidades de trabalho na razão de 2 a 5
trabalhadores, para cada hectare cultivado, nos diferentes elos da cadeia produtiva, e
proporciona ao produtor uma margem de lucro de 20% a 40% do rendimento bruto
obtido.
Fonte: IBRAF
Palavra-chave:
Link:

Taxa chinesa sobre suco de laranja já preocupa exportador brasileiro (16/04/2007)


Ademerval Garcia, da Abecitrus: China mudou classificação do suco congelado
A expectativa de aceleração do crescimento das vendas de suco de laranja do Brasil para
a China começa a mobilizar as grandes empresas exportadoras do segmento contra a
tarifa de 35% que o gigante asiático cobra sobre a importação do produto concentrado e
congelado transportado a granel.


                                                                                     148
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Estudo aponta alta da fruta e a 'migração' dos pomares (16/04/2007)


Com a forte valorização das cotações internacionais do suco de laranja, deflagrada pelos
danos provocados por furacões à citricultura da Flórida (EUA) em 2004 e 2005, as
grandes indústrias exportadoras paulistas tiveram que pagar mais pela fruta em 2006.


Levantamento recém-concluído do Centro de Pesquisa e Projetos em Marketing e
Estratégia (Markestrat) e do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema
Agroindustrial (Pensa) mostra que, no ano passado, houve alta tanto no mercado spot de
laranja quanto nos valores dos contratos de fornecimento de longo prazo que as
indústrias mantêm com fornecedores exclusivos.


No mercado spot paulista, o levantamento se baseia em dados do Cepea/Esalq para
apontar elevação de 33% do preço médio praticado. A caixa de 40,8 quilos da laranja,
que saiu por R$ 7,76 em 2005, subiu para R$ 10,31 no ano passado. Já a caixa entregue
no portão das indústrias, cujos contratos de fornecimento são fixados em dólar, subiu
para US$ 5,50, em média, no fim de 2006 - levando-se em conta, também, a valorização
do real -, ante os cerca de US$ 2 em 2004.


No caso dos contratos, o aumento dos valores veio após meses de negociações entre
citricultores e empresas. Nas negociações, que tiveram participação ativa de Cutrale e
Louis Dreyfus, ficou estabelecido um piso de US$ 4 por caixa, que também começou a
ser praticado pelas demais indústrias da área. Dados da Secex indicam que, de janeiro
de 2000 a janeiro de 2007, o preço médio da tonelada exportada de suco oscilou entre
US$ 617 e US$ 1.476. As quatro maiores indústrias - as outras duas são Citrosuco e
Citrovita - respondem por 89% dos embarques nacionais.


Para a produção de suco, as empresas suprem a demanda por frutas com os contratos de
longo prazo, no mercado spot e por meio de seus próprios pomares. E o estudo
Markestrat/Pensa mostra que as companhias também participam do movimento
migratório dos pomares de São Paulo.


A região norte segue com a maior área plantada de laranja do Estado, mas de 2001 a
2005 houve queda de 9%, para 212.235 hectares. Em contrapartida, no sudoeste paulista
a área cresceu 19% na mesma comparação, para 55.962 hectares. Marcos Fava Neves,
coordenador do Pensa, lembra que o deslocamento rumo ao sudoeste foi uma saída
encontrada para evitar doenças que se disseminaram no norte, como morte súbita dos
citros e greening.




                                                                                    149
Com isso, o plantio de cana no norte de São Paulo cresceu significativamente. Em 2001,
a área plantada de cana no norte do cinturão citrícola era duas vezes maior que a
ocupada por pomares de laranja. Em 2005, conforme a análise Markestrat/Pensa, a cana
já ocupava espaço quase três vezes maior que a laranja na região, e de lá para cá a cana
continuou avançando no norte.


Atualmente, porém, a vantagem financeira da cana em relação à laranja diminuiu. Na
safra 2002/03, aponta o estudo, três caixas de laranja equivaliam a uma tonelada de
cana. No ciclo 2006/07, já eram necessárias 6 caixas de laranja para comprar uma
tonelada de cana, mas agora a relação pode recuar para 4,5.


Para Neves, a migração dos pomares para o sudoeste tende a motivar maiores
investimentos em fábricas de processamento de laranja na região. O norte representava
36% da atividade em 2005. (FL)
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Empresa assina reajuste com citricultores (16/02/2007)


Citricultores representados pela Federação da Agricultura do Estado de São Paulo
(Faesp) formalizaram ontem (dia 15) com a Louis Dreyfus Commodities o acordo -
amplamente negociado por produtores e empresas ao longo do ano passado - para um
reajuste emergencial dos contratos de fornecimento de laranja para a produção de suco.


Entre as grandes indústrias de suco de laranja que atuam no país, basicamente em São
Paulo, a Cutrale foi a primeira a ratificar o pacto, em dezembro. Em linhas gerais, o
reajuste prevê um piso de US$ 4 por caixa de 40,8 quilos, conforme acertado em agosto
de 2006. A LD Commodities foi a segunda empresa a assinar o acordo, que ainda não
foi subscrito por Citrosuco e Citrovita.
Válido apenas para a atual safra (2006/07), a correção dos valores dos contratos visa
compensar os fornecedores de laranja das indústrias - sobretudo aqueles que trabalham
com contratos de longo prazo e cláusulas que prevêem exclusividade de fornecimento -
pela disparada das cotações do suco no mercado internacional, decorrente dos
problemas provocados por furacões no parque citrícola da Flórida (EUA).


"A assinatura deste acordo acordo é importante do ponto de vista formal e porque
estabelece parâmetros que terão de ser seguido. E é um passo fundamental para a
construção de uma agenda positiva para o segmento no país", afirmou Marco Antonio
dos Santos, diretor da Faesp e presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga. De acordo
com ele, a idéia agora é insistir na busca de acordo com as indústrias que ainda não
formalizaram o reajuste e já começar a tratar da "agenda positiva" a partir de março.




                                                                                    150
"Foi uma vitória do citricultor, e um investimento nosso no futuro", disse Fernando
Morais, vice-presidente da LD. Segundo ele, o pacto foi assinado pelo próprio
presidente da subsidiária brasileira da Louis Dreyfus Commodities, Kenneth Geld.
Henrique Freitas, diretor-executivo da área de cítricos da LD, lembrou que cerca de
50% dos contratos que a companhia mantêm com entre 1,5 mil e 2 mil citricultores
paulistas já haviam sido reajustados antes da assinatura.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Petrolina e Juazeiro têm potencial para plantio de laranja (29/01/2007)

De olho na crescente demanda mundial por suco concentrado de laranja, que nos
últimos cinco anos aumentou 13%, as indústrias exportadoras do produto no Brasil já
estudam a viabilidade de futuros investimentos do setor no Vale do Rio São Francisco.
As áreas irrigadas de Petrolina, em Pernambuco, e Juazeiro, na Bahia, são apontadas
como possíveis novos pólos da indústria citrícola. O Baixio do Irecê também aparece
como uma alternativa de plantio.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos
(Abecitrus), Ademerval Garcia, a região apresenta todas as pré-condições para
instalação de processadoras de suco, visando a exportação.

Gigantes do setor, como Cutrale e Citrosuco, evitam falar sobre os estudos em
andamento, mas Garcia é taxativo: "Todas já estiveram lá para analisar a hipótese de
investimentos".


Segundo o presidente da Abecitrus, os possíveis investidores concordam que o potencial
de produção é bom, mas ponderam que ainda faltam levantamentos agronômicos mais
aprofundados sobre adequação da nova cultura na região.

Algumas iniciativas, porém, já estão sendo desencadeadas. A Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa) iniciou as primeiras pesquisas, mantendo 200 árvores
numa estação experimental, enquanto a Universidade Federal do Vale do São Francisco
se propôs a prestar orientação aos produtores.

Sem esconder seu entusiasmo com o Vale do São Francisco, Garcia relaciona uma série
de aspectos que, em sua opinião, são favoráveis à citricultura. "Além de oferecer um
sistema de irrigação assombroso, a região conta com insolação constante, o que permite
a produção de laranja praticamente o ano inteiro", diz. Só essa característica, segundo
ele, faria com que o custo industrial diminuísse significativamente.

Somando os projetos Pontal e Salitre existem 26 mil hectares aptos para o
desenvolvimento da citricultura. Há ainda possibilidade de plantio em da cultura em
outros perímetros de irrigação da Codevasf, inclusive no projeto Baixio do Irecê, que
tem 54 mil hectares.




                                                                                   151
Outra vantagem em relação ao pólo paulista, segundo Garcia, são a ausência de
problemas de ordem sanitária. "O cancro e a greening não estão lá", afirma. "Estamos
olhando a região como se fosse um outro país, que inclusive tem vantagens econômicas
em relação às outras áreas produtoras, como, por exemplo, estrutura portuária",
completa.

Em relação ao porto de Santos, por exemplo, o Vale do São Francisco está três dias
mais perto dos principais mercados externos, como Europa e Estados Unidos. "Se
falarmos em cem viagens por ano, estaríamos economizando 600 dias de frete, o que é
relevante".

A possibilidade migração das indústrias para outras regiões do país está relacionada à
própria mudança do eixo de produção em São Paulo. Pressionados pelo avanço de
doenças como morte súbita e greening nos tradicionais pomares do norte do Estado,
empresas e produtores passaram a investir no centro-sul de São Paulo, cujo clima mais
seco impede a disseminação dos males. Mas essa alternativa também exige aportes de
recursos em irrigação. Somados a outros custos sanitários derivados da mesma
preocupação, as vantagens comparativas de São Paulo se diluíram, o que passou a
estimular os investimentos em outros Estados.

Nessa migração - que envolve transferência de tecnologia -, começa a ganhar força, na
relação entre empresas e produtores, o modelo de integração difundido nas cadeias de
carne de frango e suíno. Nele, as indústrias financiam os citricultores, garantem a
compra da produção e tentam evitar, assim, problemas judiciais envolvendo contratos
de fornecimento e autoridades antitruste.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Reformulação promete safra de empregos sustentáveis (29/01/2007)


Cadeias produtivas, tendo como âncoras grandes empresas, inclusive multinacionais,
preocupadas com zoneamento agrícola, escala de produção de sucos e vinhos,
principalmente, além da logística de distribuição, formam o novo modelo de gestão dos
canais de irrigação em implantação no Vale do Rio São Francisco para geração de uma
saudável safra de empregos sustentáveis na região. Quatro novos projetos (Jaíba/MG,
Baixio do Irecê/BA, Salitre/BA e Pontal Sul/PE,) estão em desenvolvimento, em
diferentes fases de implementação, numa área de 170 mil hectares da região do semi-
árido, devendo receber investimentos públicos e privados de aproximadamente R$ 5
bilhões nos próximos oito anos.


Apenas um deles, o do Baixio de Irecê, que terá seus 58.659 hectares divididos em lotes
para pequenos produtores, vai proporcionar 180 mil empregos diretos, beneficiando
cerca de 250 mil pessoas. "Serão dois empregos por hectare. Ou seja, nos próximos oito
anos, nos quatro projetos, deverá ser criado um total de 300 mil empregos diretos, o
dobro da oferta de emprego de hoje", informa Clementino Coelho, diretor de infra-
estrutura da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
(Codevasf).


                                                                                   152
Trata-se de uma mudança radical, segundo ele, em relação ao modelo anterior de
irrigação. "Antes, era praticamente uma política imobiliária: cediam-se os lotes e cada
agricultor assentado plantava o que bem queria, sem preocupação com escala ou
logística. Agora, queremos trazer para o semi-árido aquilo que deu certo no Sul do país,
nas áreas de frango, suínos e mesmo fumo - as grandes cadeias produtivas, num modelo
integrado pela indústria citrícola, fornecedores de insumos e produtores", explica
Coelho.


O esforço da Codefasv, adianta o executivo, é para criar pólos que possam atrair
grandes empresas que atuem como âncoras agrícolas, dando preferência ao pequeno
agricultor. "A idéia é implantar propriedades médias de dez hectares com toda
assistência creditícia, insumos para produzir e, sobretudo, apoio para venda da
produção", afirma.
O Vale do Rio São Francisco tem uma área de 640 mil quilômetros quadrados,
atingindo pelo menos cinco Estados brasileiros, mas os principais projetos de irrigação
em implantação no semi-árido estão concentrados no pólo Petrolina- Juazeiro, que
reúnem em torno de si mais de 100 municípios, onde vivem 600 mil habitantes, com
uma área de influência de 5 milhões de pessoas. "É o miolo do semi-árido e até 2011
deverá resultar na maior geração de empregos na Bahia e em Pernambuco", diz Coelho.
A Codevasf, segundo ele, mantém contatos com grandes corporações e cooperativas no
Sul, com experiências de sucesso em termos de gestão de terras, volume de usinagem de
cítricos e fabricação de sucos, para suprir as carências da região.


Um dos interessados é a Abecitrus, representante de grandes produtores e exportadores
de suco concentrado de laranja e derivados (Cutrale, Citrosuco, Coimbra, entre outros),
que realizou, durante seis meses, estudos de viabilidade de implementação da cadeia
produtiva do suco de laranja e concentrado e congelado no pólo Petrolina-Juazeiro.


O diagnóstico é extremamente favorável à constituição das cadeias produtivas de sucos
e frutas, avalia Marcos Fava Neves, coordenador do PENSA, grupo de pesquisadores
formado pela Abecitrus. "A existência de organizações verticais (alianças entre
indústrias e produtores, por exemplo) e horizontais (associações e cooperativas) fortes e
coesas aumentam a chance da existência de uma verdadeira gestão estratégica da cadeia
produtiva, visando aproveitar a oportunidade do mercado e ir gradualmente superando
seus problemas", diz Neves.


De acordo com a Codevasf, os projetos de irrigação em desenvolvimento não só
contribuem para a geração de empregos numa área de extrema pobreza, elevando o
nível de renda (serão empregos na faixa de R$ 1,5 mil, em média), como requerem
baixos investimentos em comparação a outros setores. "Serão empregos a um custo
médio de US$ 5 mil a US$ 6 mil por posto de trabalho gerado, conforme pesquisa do
Banco Mundial, enquanto em outros setores de atividade, esses custos se situam em
torno de US$ 44 mil por emprego", destaca Coelho.
Fonte: Valor Econômico



                                                                                     153
Palavra-chave:
Link:

Exportação de suco de laranja brasileiro cai 6,74% (17/01/2007)


As exportações brasileiras de suco de laranja concentrado e congelado encerraram 2006
em 1,303 milhão de toneladas, o que representa uma queda de 6,74% em relação ao ano
anterior, quando 1,397 milhão de toneladas foram vendidas ao exterior. Os números são
da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram divulgados hoje pela Associação
Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus).


Segundo a entidade, as exportações referentes à primeira metade da safra 2006/2007,
que ocorreu entre julho e dezembro do ano passado, alcançaram 651,76 mil toneladas,
volume 5,59% menor que o registrado em igual período da safra anterior.


As vendas para os três maiores destinos do suco brasileiro apresentaram queda no ano
passado. O maior deles, a União Européia, comprou 9,1% menos, com 836 mil
toneladas. As vendas para a Europa representaram 64,2% do total negociado pelos
produtores brasileiros em 2006.


O volume exportado para a região do Acordo de Livre Comércio da América do Norte
(Nafta), de 190 mil toneladas, foi 5,8% menor em 2006. O bloco é formado por Estados
Unidos (que importou a maior parte), Canadá e México.


As exportações para a Ásia caíram 18,6% no ano passado, para 145,3 mil toneladas.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:

Citricultores próximos de acordo com Dreyfus (03/01/2007)


Depois de acertarem os ponteiros com a Cutrale, no dia 20 de dezembro, os citricultores
ligados à Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) esperam assinar
com o grupo Louis Dreyfus, na semana que vem, acordo similar para garantir também
com a multinacional francesa um reajuste emergencial dos preços de fornecimento de
laranja para a fabricação de suco.


É mais um passo de um arrastado processo de negociações no qual os produtores tentam
ser compensados pela disparada das cotações internacionais do suco de laranja de
meados de 2004 para cá, em razão de problemas estruturais na oferta da Flórida
provocados por furacões naquele ano e em 2005. As conversas entre citricultores e
empresas radicadas em São Paulo consumiram três meses de 2006, foram definidas em



                                                                                    154
agosto sem a participação de Citrosuco e Citrovita e só agora começaram a ser
efetivamente firmados.


Isso não significa, contudo, que renegociações não estejam ocorrendo. Antes de
formalizar o pacto - que prevê o pagamento mínimo de US$ 4 por caixa de 40,8 quilos
de laranja a seus fornecedores -, a Cutrale, por exemplo, informou que já havia revisto
os contratos de 80% de seus 3 mil fornecedores. A Cutrale é a maior exportadora de
suco de laranja do país e do mundo.


Fernando Morais, vice-presidente da Louis Dreyfus no país, afirmou ao Valor que a
empresa já vem reajustando os compromissos com seus fornecedores. E confirmou que
os contatos com os produtores ligados à Faesp continuam e que a assinatura de um
acordo dependerá do rumo dessas conversas. As indústrias preferiram não assinar um
acordo coletivo e analisam cada qual seus compromissos por temor de problemas com
as autoridades antitruste.


"De fato a Dreyfus já está renegociando os contratos de valor mais baixo, mas
acreditamos que a assinatura do acordo é importante. Depois vamos pressionar a
Citrosuco para que faça o mesmo", disse Marco Antonio dos Santos, diretor da Faesp e
presidente do Sindicato Rural de Taquaritinga.
Fonte: Valor Econômico
Palavra-chave:
Link:




                                                                                   155

				
DOCUMENT INFO
Shared By:
Categories:
Tags:
Stats:
views:98
posted:8/7/2012
language:Unknown
pages:155