DISCIPLINA: C�MBIO EC OM�RCIO EXTERIOR by YX68eX9

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									                      UNIVERSIDADE DE SOROCABA

               PRÓ REITORIA DE GRADUAÇÃO E PESQUISA

     CURSO TECNOLÓGICO DE GESTÃO FINANCEIRA - 3º SEMESTRE



              DISCIPLINA – CÂMBIO E COMÉRCIO EXTERIOR
                   PROFESSOR – PLINIO BERNARDI JR




Ana Paula Garcia Carnacini                       RA:09049069
Gislene Angélica Oliveira                        RA:09049070
Ileam Nunes Silva Meneses                        RA:09049034
Jéssica Louize Rosa de Camargo Hidalgo Ferrari   RA:09049080
Mariana Roque de Melo                            RA:09049071
Stella Maris Mariano Tomé                        RA:09049006




                               Sorocaba/SP
                                Maio-2010


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                                                                  Índice

Descrição Geral..................................................................................................... 3
Análise Swot.......................................................................................................... 5
Matriz Impacto x Grau de Incerteza....................................................................... 6
Matriz Importância x Desempenho........................................................................ 7
Documentos para Exportação .............................................................................. 8
Fluxograma de Exportação...................................................................................15
Câmbio..................................................................................................................16
Incoterms...............................................................................................................17
Financiamento à Exportação.................................................................................19
Perguntas Freqüentes...........................................................................................21
Considerações Finais............................................................................................23
Bibliografia.............................................................................................................24




                                                                                                                              2
                                  DESCRIÇÃO GERAL

Produto a ser exportado: AÇAÍ (Suco, Polpa e Pó)
Nome da Empresa: AÇAÍ COR VIVA EXPORTAÇÕES
Localização: Belém/Pará


Objetivo:
      Assegurar que o produto exportado não perca seus nutrientes e benefícios naturais,
mantendo-se em devida conservação para que possa extrair dele o necessário para fabricação
de seus derivados.

Proposta Social:
      Reverter uma fatia da receita em ações ambientais de proteção da Amazônia. E ajudar,
com o dinheiro da venda de produtos à base de açaí, famílias indígenas Brasileiras que vivem
da coleta da fruta.

Ambiente:
       O Açaí vem do açaizeiro, planta nativa da região Amazônica, o fruto é extraído pelos
nativos do alto dos açaizeiros e transportados via barco até em Belém do Pará. Descarregado
e transportado até a fábrica, o açaí é encaminhado para seleção dos frutos e despolpado em
máquina.
       O produto tem atraído interesse por suas propriedades energéticas e nutricionais. Os
produtos derivados da fruta chegam a ser vendidos como solução para emagrecimento e
rejuvenescimento, entre outros benefícios.
       O Açaí faz parte dos frutos que possuem mais antioxidantes, rico em fibras, e é um
alimento muito energético, recomendado para esportistas. “O Açaí está na moda”, em grande
parte, é um produto de marketing.
       A população Amazônica ainda tem a fruta como um de seus principais alimentos, com o
comércio aquecido, ela é ainda mais apreciada como fonte de renda. O setor emprega
centenas de agricultores cadastrados em cooperativas como fornecedores.

Aspecto do Setor:
       O Pará, é o principal estado produtor do açaí. A exportação de sucos de frutas do Pará
tem crescido bastante no último ano, e o açaí é o carro-chefe desse comércio.
       Em 2008, foram lançados 53 novos produtos derivados do açaí nos Estados Unidos. A
Anheuser-Bush, a segunda maior fabricante de bebidas do mundo, acaba de lançar um
energético de açaí. A Bolthouse Farms, empresa americana, também fabricante de sucos de
frutas tropicais, aderiu ao açaí, incluindo-o em seu portifólio de produtos.
       A febre do açaí não se restringe às bebidas. Com base nas propriedades antioxidantes
da fruta, a gigante americana Procter & Gamble e a fabricante Borba, criaram xampus,
sabonetes e cremes, todos à base de açaí.

Concorrência:
       Da Amazônia são exportadas várias frutas exóticas, mas nenhuma delas concorre com o
açaí, que supera expectativas.
       Apesar de existirem pequenas e grandes empresas que já fornecem o produto pra fora
do Brasil, a grande demanda favorece a criação de novas empresas no setor, que com um
pouco de inovação ganha espaço no mercado.




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Importação:
       Iremos importar Serviço Especializado, ou seja, transferência de conhecimentos ou troca
de informações de empresas americanas interessadas em assegurar e aprimorar a produção
diária e a qualidade da matéria-prima para abastecer sua fábrica no exterior, facilitando
também suas pesquisas.

Exportação:
      Iremos exportar para os Estados Unidos a polpa, o suco e o pó de açaí. Devidamente
tratado e pasteurizado. Com a garantia de que o produto estará livre de contaminação,
seguindo normas da ANVISA.




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                                      ANÁLISE SWOT
                                     AMBIENTE INTERNO
                    FORÇAS                                       FRAQUEZAS
Alta renda per capita para os produtores.         Sistema de transporte ineficaz.

Produto natural oriundo de extrativismo,          Falta treinamento aos produtores.
agroextrativismo e pequena produção.
Produto 100% Brasileiro.                          Alta perecibilidade do fruto.

Período Médio de retorno de investimento: 6       Exploração predatória pode causar
meses.                                            insuficiência de recursos no futuro.
Incentivos Governamentais.                        Produção pequena em relação à demanda.

Hábitos gerais de prestigiar sabores tropicais.

Preferência por novos sabores e misturas de
sucos tropicais.
Propriedades nutritivas e energéticas.

Produto não tem concorrente no mercado.


                                     AMBIENTE EXTERNO
             OPORTUNIDADES                                          AMEAÇAS
O produto não tem concorrente no mercado.         Aceitação negativa do produto pelo
                                                  consumidor estrangeiro.
Mistura em alimentos ( iogurte, sobremesa,        Falta de inovação e padronização nas
alimento infantil, etc)                           embalagens (pack, lata, plástico)
Artesanato                                        Outras frutas tropicais

Novo hábito de consumo em outras regiões do       Distribuição para mercados externos
Brasil.
Capacidade de desenvolvimento de variedades       Alta perecibilidade do fruto.
diferenciadas de produtos.
Oportunidades de negócios para a produção         Exigências do mercado consumidor quanto
familiar.                                         às condições de higiene e confiabilidade do
                                                  produto.
Crescente demanda                                 Adequação dos exportadores as exigências
                                                  inerentes a atividade comercial.
Divulgação de propriedades nutritivas.

Possibilidade de consolidação no mercado
Internacional.




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      Conforme matriz, a clientela tem alto grau de Incerteza e forte Impacto. A Concorrência é
quase imperceptível devido a grande demanda e a exclusividade do fruto no país. No setor
econômico tem proporcionado aos ribeirinhos, fonte de renda, além de Gerar alta renda per
capita aos produtores e movimentar o mercado externo. Em tecnologia, podemos destacar as
várias maneiras de utilizar o fruto como matéria-prima na fabricação de produtos alimentícios
(com fortes poderes energéticos) e cosméticos (como antioxidante e antiidade). Existe forte
preocupação com o ambiente Social, que com a comercialização do fruto além de fortalecer o
poder econômico dos ribeirinhos, motivou o Governo a criar Ong’s e Cooperativas com o
Objetivo de ajudar e proporcionar melhorias para as famílias da região amazônica, através
disso, também realizando Campanhas de preservação ambiental. Juridicamente, uma dentre
Documentação necessária para a Empresa, está o registro no Ministério da Agricultura, que
obriga a entidade a seguir padrões rígidos de higiene. A Empresa também precisa de um
espaço físico Adequado à industrialização do fruto, que precisa passar por várias etapas para
pasteurização. No entanto, esse processo não despeja resíduos na natureza, pois os caroços
são também utilizados para o artesanato.Além disso, não é permitido o uso de produtos
químicos.




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      A Inovação no agronegócio está ligada a uma gestão que leve a um consumo
sustentável, minimizando a utilização de recursos naturais e materiais tóxicos. O
Desenvolvimento Sustentável é um processo de equilíbrio ante as necessidades da população,
da economia e do meio ambiente. O Objetivo é suprir as necessidades da geração presente
sem afetar a habilidade das futuras gerações. O Custo do produto depende da Oferta e
Procura, varia de um lugar para outro. Em média se paga R$ 0,61 o quilo. A qualidade é um
importantíssimo fator, estaremos sempre em busca de melhorias, adequando aos padrões de
higiene da ANVISA. A Flexibilidade do produto para a empresa deve ser tido como ação
urgente, apesar de ser formulado em três formas, a perecibilidade do Produto é alta.
Competitividade é um problema pouco percebido pelo setor, levando em consideração a
exclusividade do fruto no país.




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                       DOCUMENTOS PARA EXPORTAÇÃO

       No comércio internacional, os documentos desempenham importante função. Uma
negociação internacional formaliza-se por meio de um contrato, que não precisa ter uma forma
preestabelecida, podendo ser uma carta ou um fax onde se definam as condições da operação.
Para facilitar o intercâmbio comercial, alguns documentos são padronizados, embora haja
diferenciações de modelos conforme o país importador, mas o importante é que haja clareza
nas condições da negociação.

        Para negociação com o potencial Importador
   Fatura Proforma ou Pro Forma Invoice- Este documento é o modelo de contrato mais
   freqüente, formaliza e confirma a negociação, desde que devolvido ao exportador, contendo
   o aceite do importador para as especificações contidas.

                             MODELO FATURA PRÓ-FORMA




                                                                                          8
     Controle governamental
Registro de Exportação - RE - Documento eletrônico emitido e preenchido no SISCOMEX
(Sistema Integrado de Comércio Exterior), diretamente pelo próprio exportador ou pelo seu
representante legal. Tem a finalidade de registrar a operação para fins dos controles
governamentais nas áreas comercial, fiscal, cambial e aduaneira.


    Para fins fiscais e contábeis
Contrato de Câmbio- Documento informatizado para coleta de informações, emitido pelo
banco negociador de câmbio e que formaliza a troca de divisa estrangeira por moeda nacional.
No âmbito externo, equivale à Nota Fiscal, e tem validade a partir da data de saída da
mercadoria do território nacional. Este documento é imprescindível para o importador liberar a
mercadoria no país de destino.




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Comprovante de Exportação (CE)- comprova o efetivo embarque da mercadoria.


Nota Fiscal - Depois de aprovado o Registro de Exportação - RE, o próximo passo é a
emissão da Nota Fiscal, que deve acompanhar a mercadoria desde a saída do
estabelecimento até a efetiva liberação junto à Secretaria da Receita Federal. Ela precisa
acompanhar o produto somente no trânsito interno.


Certificado ou Apólice de Seguro- Documento necessário quando a condição de venda
envolve a contratação de seguro da mercadoria. Deve ser providenciado antes do embarque.


Conhecimento de Embarque (Bill Of Lading = B/L)- Documento emitido pela companhia
transportadora que atesta o recebimento da carga, as condições de transporte e a obrigação
de entrega das mercadorias ao destinatário legal, no ponto de destino pré-estabelecido,
conferindo a posse das mercadorias.


Fatura Proforma ou Pro Forma Invoice


      Para embarque para o exterior
Nota Fiscal


Registro de Exportação - RE


Romaneio de Embarque (Packing List) - O Romaneio nada mais é do que uma simples lista
relacionando uma descrição detalhada dos produtos a serem embarcados (volumes e
conteúdos).


Conhecimento de Embarque (Bill Of Lading - B/L)


      Para negociação com o banco
Fatura Proforma ou Pro Forma Invoice


Conhecimento de Embarque (Bill Of Lading - B/L)


Carta de Crédito - Nas operações realizadas sob esta condição, o original deste documento é
imprescindível para que o exportador possa concretizar a negociação da operação junto ao
banco. Ela deve ser providenciada pelo importador e emitida por um Banco, de livre escolha do
importador. O exportador deve, então, procurar obter maiores informações sobre o Banco
escolhido pelo importador para a emissão da carta de crédito. Se o Banco escolhido pelo
importador não tiver credibilidade no mercado, o exportador pode exigir o Borderô ou
Certificado ou Apólice de Seguro.
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11
Borderô - Um Borderô ou carta de entrega (nos casos de cobrança): protocolo fornecido pelo
Banco negociador de câmbio, no qual são relacionados todos os outros documentos a ele
entregues.




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Certificado ou Apólice de Seguro




Romaneio de Embarque (Packing List)

Contrato de Câmbio

Certificado de Origem- É o documento providenciado pelo exportador e utilizado pelo
importador para comprovação da origem da mercadoria e habilitação à isenção ou redução do
imposto de importação, em decorrência de disposições previstas em Acordos Comerciais, ou
do cumprimento de exigências impostas pela legislação do país de destino.




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Fluxograma de exportação




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                                         Câmbio

        Documentos necessários ao fechamento do câmbio na importação
       Nos contratos de câmbio realizados antes do registro da DI - Declaração de Importação,
ou seja, antes do desembaraço aduaneiro, a empresa importadora deverá apresentar ao banco
autorizado a operar em câmbio os seguintes documentos: Fatura Comercial e Conhecimento
de Embarque.
Tratando-se de pagamento antecipado, conforme o produto será necessária a apresentação de
Fatura Proforma, de LI ou de cláusula declarando que a operação está sujeita ao licenciamento
automático ou LI antes do desembaraço aduaneiro.
Para os fechamentos de câmbio efetuados após o desembaraço aduaneiro da mercadoria, os
seguintes documentos devem ser entregues ao banco: CI - Comprovante de Importação e DI -
Declaração de Importação.




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           TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO – INCOTERMS

       Os chamados Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de
Comércio) servem para definir, dentro da estrutura de um contrato de compra e venda
internacional, os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador,
estabelecendo um conjunto-padrão de definições e determinando regras e práticas neutras,
como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria, quem paga o frete, quem é
o responsável pela contratação do seguro.

                                   Significado Jurídico

Após agregados aos contratos de compra e venda, os Incoterms passam a ter força legal, com
seu significado jurídico preciso e efetivamente determinado. Assim, simplificam e agilizam a
elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda.


                               INCOTERMS ESCOLHIDOS

                                     FOB - Free On Board


                                              AMURADA DO NAVIO
                                              EMBARQUE     TERMINAL
                       ALFÃNDEGA
                                                           DE CARGA   ALFÂNDEGA
                       DO          TERMINAL
                       VENDEDOR                                       DO COMPRADOR
                                   DE CARGA                                          COMPRADOR
                                                                                     LOCAL
            VENDEDOR                                                                 DESTINO
            LOCAL DE
            ORIGEM


                R
                C
                                                                                     E DESTINO

                                                                                        LEGENDA
                                                                                        VENDEDOR
                                                                                        COMPRADOR
                                                                                        R = RISCOS
                                                                                        C = CUSTOS




   •   O vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria transpõe a amurada do navio
       no porto de embarque indicado e, a partir daquele momento, o comprador assume todas
       as responsabilidades quanto a perdas e danos;

   •   A entrega se consuma a bordo do navio designado pelo comprador, quando todas as
       despesas passam a correr por conta do comprador;
   •   O vendedor é o responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação;

   •   Este termo pode ser utilizado exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo, fluvial
       ou lacustre).

                                                                                                 16
                                   FCA - Free Carrier


                                            AMURADA DO NAVIO
                                            EMBARQUE     TERMINAL
                     ALFÃNDEGA
                                                         DE CARGA   ALFÂNDEGA
                     DO          TERMINAL
                     VENDEDOR                                       DO COMPRADOR
                                 DE CARGA
                                                                         COMPRADOR
          VENDEDOR                                                       LOCAL
          LOCAL DE                                                       DESTINO
          ORIGEM


              R
              C
                                                                         E DESTINO
                                                                                LEGENDA
                                                                                VENDEDOR
                                                                                COMPRADOR
                                                                                R = RISCOS
                                                                                C = CUSTOS


•   O vendedor completa suas obrigações quando entrega a mercadoria, desembaraçada
    para a exportação, aos cuidados do transportador internacional indicado pelo
    comprador, no local determinado;

•   A partir daquele momento, cessam todas as responsabilidades do vendedor, ficando o
    comprador responsável por todas as despesas e por quaisquer perdas ou danos que a
    mercadoria possa vir a sofrer;

•   O local escolhido para entrega é muito importante para definir responsabilidades quanto
    à carga e descarga da mercadoria: se a entrega ocorrer nas dependências do vendedor,
    este é o responsável pelo carregamento no veículo coletor do comprador; se a entrega
    ocorrer em qualquer outro local pactuado, o vendedor não se responsabiliza pelo
    descarregamento de seu veículo;

•   O comprador poderá indicar outra pessoa, que não seja o transportador, para receber a
    mercadoria. Nesse caso, o vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria é
    entregue àquela pessoa indicada;
•   Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte.




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                             Financiamento à Exportação

 Aspectos Gerais

     Considera-se como exportação financiada aquelas operações cujo prazo de pagamento,
em regra, é maior do que 360 dias. Alguns produtos, pelas suas características e pelas práticas
de comércio internacional, costumam ter prazos menores de pagamento. Nesses casos, se o
exportador conceder prazo de pagamento superior ao importador, a operação será
caracterizada como financiada e deverá haver cobrança de juros, compatível com o prazo da
operação.
As operações de exportação financiadas poderão ser de duas espécies: com recursos do
próprio exportador, ou de terceiros, sem ônus para a União; ou com recursos do Programa de
Financiamento às Exportações – PROEX. Nesse último caso, o Banco do Brasil é o agente
financeiro responsável pela análise das operações.

Recursos Próprios

      No caso da empresa brasileira conceder prazo de pagamento ao importador acima dos
padrões de mercado, sem utilizar recursos da União, o exportador deverá providenciar a
confecção de Registro de Operação de Crédito (RC), em módulo próprio do Siscomex,
previamente ao embarque da mercadoria, com código de enquadramento 81503, cuja análise
cabe    ao    Departamento    de     Operações    de    Comércio    Exterior  (DECEX).
Esta operação é chamada de FINANCIAMENTO COM RECURSOS PRÓPRIOS OU DE
TERCEIROS. Também se enquadram nesta modalidade as operações com financiamentos
obtidos em bancos comerciais e os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

PROEX

O interessado em incluir mercadorias (NCM) na lista de bens elegíveis para o Programa de
Financiamento às Exportações (PROEX) deverá preencher o formulário com as informações
relacionadas abaixo e enviá-lo ao Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX).

FORMULÁRIO PARA AUXILIAR OS INTERESSADOS NA INCLUSÃO DE MERCADORIAS
(NCM) NA LISTA DE BENS ELEGÍVEIS PARA O PROGRAMA DE FINANCIAMENTO ÀS
EXPORTAÇÕES (PROEX)
O interessado deverá preencher o formulário com as informações relacionadas abaixo e enviá-
lo ao DECEX
(decex.cgoc@desenvolvimento.gov.br) , sem prejuízo da apresentação de documentos
comprobatórios, que devem ser
enviados ao seguinte endereço:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Secretaria de Comércio Exterior
Departamento de Operações de Comércio Exterior
Coordenação-Geral de Operações Comerciais
Esplanada dos Ministérios, Bloco J – Protocolo Geral (Térreo)
Brasília – DF – CEP 70053-900
ou ao Banco do Brasil, que é o agente financeiro do PROEX:
BANCO DO BRASIL S.A.
Diretoria de Comércio Exterior – DICEX
Gerência de Negócios de Comércio Exterior – GENEX
Programa de Financiamento às Exportações – PROEX
                                                                                          18
SBS Qd. 04 Bloco A Lote 32
Edifício Sede III – 14º andar
70073-901 – Brasília – DF
Dados necessários para a análise de pedidos de inclusão de mercadorias na lista de bens
elegíveis ao PROEX:
a. Agregação de valor obtido na elaboração do produto, indicando sua posição na escala
produtiva (desde
a matéria-prima até o bem resultante de maior preço unitário final): matéria-prima ou produto
básico, bem
intermediário de baixo/médio/alto valor agregado ou produto final;
b. Informação quanto à possibilidade de o produto em estudo, com sua elegibilidade, no
PROEX, substituir
outro bem de nossa pauta de exportação que possua menor valor agregado (melhoria de
escala produtiva);
c. Séries históricas resumidas de exportação e de importação do produto nos últimos cinco
anos (países,
valores, volumes, etc.);
d. Informações disponíveis sobre o intercâmbio do produto entre os demais países;
e. Expectativas de alavancagem das exportações com a utilização do PROEX quanto a:
i. valores e volumes exportados;
ii. novas empresas atuando no comércio exterior; e
iii. mercados compradores (novos ou com reduzido intercâmbio com o Brasil).
f. Características de comercialização do produto, na exportação e na importação, a exemplo da
forma de
pagamento, informando se existe precedente em venda internacional com o prazo solicitado e
indicando, se
possível, países que oferecem tal condição de pagamento;
g. Confirmação de que o mecanismo de financiamento é condição essencial para a
concretização das
exportações do produto;
h. Informação sobre o nível de utilização de mão-de-obra na elaboração do produto e sobre a
importância
sócio-econômica do mesmo, na região produtora.
Assinatura do representante legal ou procurador do requerente
Nome completo do representante legal ou procurador do requerente
Cargo exercido
Local e data




                                                                                           19
                                   PERGUNTAS FREQUENTES

       Quais as ações tomadas em relação à Responsabilidade Social?
              Reverter uma fatia da receita em ações ambientais de proteção da Amazônia. E ajudar,
com o dinheiro da venda de produtos à base de açaí, famílias indígenas Brasileiras que vivem da
coleta da fruta. Com propósito social de unir atitude e preocupação com as novas gerações, criando
oportunidades e melhor qualidade de vida às comunidades locais que tem como recurso principal a
colheita do fruto açaí.

       O que será feito para valorizar o produto no mercado externo frente à contaminação do
Barbeiro?
             A contaminação por consumo de açaí ocorre quando o inseto Barbeiro, que carrega a
Tripanossoma, deposita fezes sobre a fruta ou acaba sendo moído no momento de tirar a polpa da
semente. Os casos costumam acontecer quando a produção é artesanal. De acordo com o Instituto
Evandro Chagas, que tem pesquisas sobre a doença no Pará, a contaminação pode ser evitada se as
frutas forem bem lavadas e colocadas de molho em uma solução de água sanitária. Para quem
compra açaí industrializado o risco é menor, já que a pasteurização ou congelamento da polpa abaixo
de 20º C negativos mata os microorganismos. Além disso, empresas registradas no Ministério da
Agricultura são obrigadas a seguir padrões mais rígidos de higiene. A empresa também deverá estar
enquadrada no regulamento de controle de qualidade dos alimentos da ANVISA (Agência Nacional de
Vigilância Sanitária).

       Qual será a forma de armazenamento do produto para venda externa?
             Os produtos serão armazenados em embalagens que facilitem a movimentação, o
transporte e a exposição de produtos, adequada às suas peculiaridades, reduzindo danos e perdas,
oferecendo resistência no empilhamento e à umidade, boa capacidade de ventilação, higiene e
respeito ao ambiente. As embalagens devem atender a critérios de economicidade, ou seja, altura e
tamanhos iguais para facilitar o transporte em empilhadeiras. As polpas serão acondicionadas em
tambores de aço, devidamente congelados a -18ºC, prontos para exportação.

     Quanto à importação de serviços, qual área mais importante, financeiro, processo de
produção ou desenvolvimento?
           Processo de Produção e Desenvolvimento.

       Quais Tecnologias e benefícios serão importados?
            Pretendemos trazer do exterior profissionais para transferir seus conhecimentos e
tecnologias para a empresa, com isso possibilitar suas pesquisas para melhoramento da matéria-
prima. Os benefícios serão os resultados finais do produto, no qual facilitará a extração de seus
benefícios naturais sem danificá-lo. As tecnologias serão implantadas conforme pesquisa e
necessidade, mas provavelmente maquinários mais modernos e eficientes.

       Em curto prazo, existirá matéria-prima para atender a demanda?
             O florescimento ocorre todos os meses do ano. Após a abertura e fecundação das flores,
são necessários de 5 a 6 meses para os frutos atingirem a fase de colheita. No Estado do Amapá a
produção dos frutos é mais acentuada no período entre janeiro e junho, com picos de produção de
fevereiro a abril e, no Estado do Amazonas, a produção vai de janeiro a agosto. Portanto, existem
variações entre as diferentes regiões produtoras quanto ao período de produção dos frutos. Além
disso, na região Amazônica se destacam duas épocas para produção dos frutos de açaizeiro: Safra
de Inverno e Safra de Verão. Portanto, teremos a opção de buscar os frutos nas regiões onde estão
no período de maior safra para atingir-mos as metas de produção.




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Qual é o processo para transformação do açaí em pó?

             A desidratação é o método de preservação de alimentos que utiliza energia
térmica para remover parte ou a quase totalidade da água. Com isso, é possível limitar ou
evitar o crescimento de microrganismos ou outras reações de ordem química. A remoção da
água proporciona, também, maior facilidade no transporte, armazenamento e manuseio do
produto final. O açaí pode ser desidratado por atomização (spray dryer), o mesmo processo
empregado para a fabricação de leite em pó. O produto é conduzido à câmara de secagem em
finas gotículas, entrando em contato com a corrente de ar quente. Desse modo, a secagem se
processa de maneira rápida e o produto resultante se apresenta na forma de pó. Nesse
processo, o tempo de secagem é curto (1 a 10 segundos). Utilizando um spray dryer, para a
obtenção de açaí em pó, podem ser aplicadas as seguintes condições operacionais:
temperatura do ar de entrada de 135 ºC a 140 ºC; temperatura do ar de saída 85 ºC a 90 ºC e
pressão de trabalho de 4,9 a 6,2 kg/cm2. O açaí em pó, assim obtido, terá maior vida útil de
prateleira quando embalado em cartuchos plásticos aluminizados.




                                                                                         21
                               CONSIDERAÇÕES FINAIS

       O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo abrangente sobre o desenvolvimento de
uma empresa de exportação e importação, desde pesquisa de mercado a documentos
necessários. O grupo escolheu a Amazônia como foco para abertura da empresa, devido à
preocupação da sociedade mundial com a preservação da natureza e sustentabilidade.
Principalmente naquela região. Através de uma pesquisa de mercado no setor constatamos
que o fruto “AÇAÍ” está em constante crescimento tanto no mercado interno quanto no mercado
externo, devido a sua riqueza em substâncias energéticas, antioxidantes, etc.. O que favorece
a criação de produtos não só alimentícios como também cosméticos.
       Além disso, o açaí se tornou um forte aliado para a sustentabilidade. A equipe admite
que faltou explanar mais sobre este assunto nas apresentações. No entanto, os açaizeiros
também são alvo para a extração do palmito, e atualmente essa exploração diminuiu com o
sucesso do fruto, o que passou a gerar maior renda aos produtores.
              Existe o problema da contaminação dos frutos pelo Barbeiro, porém já foi
comprovado que os casos costumam acontecer quando a produção é artesanal. Para quem
compra açaí industrializado o risco é menor, já que a pasteurização ou congelamento da polpa
abaixo de 20º C negativos mata os microorganismos. Além disso, a empresa vai ser registrada
no Ministério da Agricultura, e terá a obrigação de seguir padrões mais rígidos de higiene. A
empresa também deverá estar enquadrada no regulamento de controle de qualidade dos
alimentos da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O que dará a garantia que o
produto estará seguro.
       A empresa irá exportar o açaí industrializado. E fará um trabalho de incorporação entre
os clientes importadores e a empresa, facilitando a pesquisa e melhora do produto a ser
utilizado como matéria-prima.




                                                                                           22
                                BIBLIOGRAFIA

Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. www.mdic.gov.br
www.aprendendoaexportar.gov.br
Embrapa.http://sistemadeproduçao.cnptia.embrapa.br
Veja.com.http://veja.abril.com.br




                                                                                23
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