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									Histórico


Vestígios pré – históricos


      A história de Pontal do Paraná tem início com as ocupações pré-
históricas no Litoral Paranaense. Por volta de 5.000 antes do presente (1950,
segundo convenção adotada) grupos coletores que vieram do Primeiro Planalto
margeando rios, que deságuam no litoral, acabaram ocupando algumas
regiões da planície litorânea, desenvolvendo uma certa organização social ao
redor de seus depósitos alimentares, que correspondiam, na maioria dos casos
estudados, aos locais utilizados para rituais funerários e para moradia.
      Em Pontal do Paraná, encontramos tais vestígios dessa ocupação no
Sítio Arqueológico Sambaqui do Guaraguaçu, onde arqueólogos registraram a
existência de três sambaquis e também há registro de um “depósito” localizado
na Ponta do Maciel, também em Pontal do Paraná. Esse período de ocupação
do homem do sambaqui dura aproximadamente 2.000 anos, sucedendo vários
períodos em que não é constatada a presença do homem nestes sítios.




                                                              Fragmentos líticos




            Vista do sambaqui do Guaraguaçu
       Vista do sambaqui do Guaraguaçu – atualmente               Vista do sambaqui do Guaraguaçu – Parcial




         Parellada & Gottardi (1993) fizeram uma revisão destes trabalhos,
constatando que existem registrados 284 sambaquis no litoral do Paraná, dos
quais 34 no município de Antonina, 78 em Guaraqueçaba, 85 em Guaratuba, 3
em Matinhos, 7 em Morretes, 59 em Paranaguá e 3 em Pontal do Paraná1. O
tamanho dos sambaquis estaria relacionado a diversos fatores como o número
de pessoas que ocuparam a área, o intervalo de tempo, a dieta alimentar
destas populações, o número de vezes que o local foi habitado, além da
quantidade da matriz sedimentar existente nas camadas arqueológicas
componentes do sítio. Entre os níveis de ocupação pode ocorrer superfícies de
aplainamento e erosão, até mesmo com a deposição de materiais
sedimentares originados a partir da ação marinha. O sambaqui de maior
volume existente no litoral do Paraná é o do Guaraguaçu B, situado no
município do Pontal do Paraná, possuindo 300x50x21 m.




                                       Mapa do litoral do Paraná de 1881.
Carijós: os habitantes do sul

      Quando os europeus chegaram no século XVI, havia três grupos de
índios na costa sul e sudeste brasileira: os Carijós, os Tupiniquins e os
Tupinambás, todos derivados do grupo lingüístico tupi-guarani. A língua dos
índios habitantes desta região foi usada durante muito tempo pelos
colonizadores, que com o emprego do português acabou extinguindo-se ao
longo dos anos, principalmente com sua obrigatoriedade a partir de 1757.




                                      índios Carijós.

      Considerados os índios menos agressivos entre todos os encontrados
no Brasil no século XVI, os Carijós foram rapidamente capturados,
escravizados e domesticados diretamente pelos europeus ou através da
Companhia de Jesus, empreendimento católico socialista de catequização
dos novos povos e territórios conquistados. Habitavam desde a margem sul
da baía de Paranaguá (no Paraná) até a lagoa dos Patos (no Rio Grande do
Sul), estendendo-se por todo o interior até o rio da Prata. As relações dos
europeus com os povos deste grupo foram imediatas e amistosas em sua
maior parte no início da colonização, devido às características do povo em si
 e ao conhecimento que estes tinham de caminhos pelas matas, o que
 facilitou a penetração para o interior.

        Da miscigenação dos índios com os primeiros portugueses, e destes
 com os negros trazidos da África na seqüência da história, formou-se um
 povo com características distintas, ou um povo novo (Ribeiro 1970, 1997).
 Esta foi a matriz étnica dos brasileiros, cujos costumes foram herdados ou
 modificados ao longo do tempo, a partir de relações e trocas de costumes
 inter-raciais, tão comuns no Brasil na sua colonização.



A influência européia - Europeus


 Na virada do século XV para o século XVI vários países europeus estavam

 interessados em descobrir novas rotas e novos mundos. Participaram destas

 descobertas como colonizadores na seqüência da história brasileira,

 Portugal, Espanha, França e Holanda. Muitas das descobertas efetuadas

 pelos espanhóis e portugueses tiveram cunho oficial, cujos projetos foram

 financiados pelos seus reinos. Outros, entretanto, tinham caráter

 predominantemente particular.




                       Índios trabalhando na extração de madeira para os europeus.
 A escravidão indígena foi repudiada inúmeras vezes, praticamente desde o

 início da colonização, pois data de 1537 através de uma bula papal. Em

 1570 os portugueses decretam a primeira lei proibindo a escravidão (exceto

 os índios Aimorés), sendo que em 1587 uma nova lei reafirmou que

 escravidão indígena só seria permitida em caso de “guerra justa”. Embora

 praticamente proibida, a escravidão continuou a acontecer ao longo do

 território brasileiro. Os Carijós e os Tupiniquins, principais habitantes da

 costa paranaense, já se encontravam extintos no século XVIII (Vieira dos

 Santos 1850).


A presença negra na história

  Insatisfeitos com a mão de obra indígena, os europeus começaram a

 escravizar povos africanos, trazendo-os para o Brasil. Os primeiros negros

 que aportaram, com documentação comprovada, datam de 1538, pouco

 depois do estabelecimento do sistema de Capitanias Hereditárias (1534) e a

 introdução do gado que seria utilizado para transporte e agricultura, até

 então inexistente no Brasil.

 No início do século XIX surgiram as primeiras tentativas no sentido de

 proibição do tráfico negreiro para o Brasil. Assim em 1826 e 1831, já havia

 leis proibindo esse tráfico, porém estas determinações não eram cumpridas,

 sobretudo no Paraná. O Porto de Paranaguá converteu-se num dos maiores

 centros de contrabando de escravos no Brasil. Desembarcados em

 Paranaguá, eram transportados em seguida para outros pontos do Brasil.

 Comentário de Romário Martins citado por Wachowicz em 1988 “parece até

 que foi depois da proibição de 1831, que em Paranaguá tomou incremento o

 comércio de escravos”.
  A Inglaterra, que por diversas razões não desejava a continuação do tráfico

  negreiro no Brasil, aprovou o “Bill Aberdeen” em 1845, o qual permitia a

  perseguição de navios negreiros brasileiros pela marinha inglesa, até

  mesmo nas costas brasileiras. Porém, esta atitude inglesa em nada diminuiu

  o tráfico; ao contrário, aumentou.

Período 1500 – 1820


       As únicas informações concisas sobre o início da colonização do litoral
paranaense devem-se a Vieira dos Santos (1850), segundo o qual os primeiros
povoadores da Baía de Paranaguá vieram de Cananéia (transformada em vila
em 1587), através de pequenas embarcações pelo Varadouro Velho, chegando
até Superagui. A expedição de Gonçalo Coelho, de 1501, havia deixado
portugueses e castelhanos na região de Cananéia, que logo começaram a
conviver com os índios ali existentes, os Carijós, e a explorar as áreas vizinhas
(provavelmente bem conhecida pelos índios). Supõe-se que estes europeus se
miscigenaram com os índios, pois até a chegada de Martim Afonso de Souza, o
primeiro colonizador oficial em 1531, “bem poderia haver para mais de 100
pessoas mestiças, entre filhos e netos que aqueles colonos ali propagaram”
(Vieira dos Santos 1850).

       A ocupação inicial do litoral paranaense ocorreu na Ilha da Cotinga na
Baía de Paranaguá, no lado voltado para a Ilha Rasa da Cotinga (chefiados por
Domingos Gonçalves Peneda). Índios também vindos de Cananéia serviram de
intérpretes entre os europeus e os povos que viviam nessa região. Animados
com as boas relações, passaram para a terra firme no local chamado Barra do
Sul (supõe-se que seja Pontal do Sul). É provável que a região de Cananéia e
Paranaguá tenha sido mais explorada detidamente por Pero Lobo a mando de
Martim Afonso de Souza, a partir de 1531, quando já se sabia da existência de
ouro. Segundo Vieira dos Santos (1850), 80 homens, 40 besteiros e 40
espingardeiros exploraram estas minas, retornando dez meses depois, em
junho de 1532, trazendo 400 escravos carregados deste metal (provavelmente
índios).
  A exploração do ouro foi efetuada nos rios dos Almeidas, Correias e

  Guaraguaçu, principalmente nas suas nascentes, minas estas que depois

  foram conhecidas como “Minas de Paranaguá”, as primeiras descobertas no

  território brasileiro. A exploração foi mais efetiva a partir de 1578, com a mão

  escrava dos índios, ou “índios mineiros”, como os portugueses chamavam.

  Já havia comércio marítimo com Santos, permutando ferramentas por

  algodão que os índios plantavam e colhiam em Paranaguá.

      A Baía de Paranaguá foi representada em um mapa pela primeira vez
numa xilogravura no livro de Hans Staden de Homberg (Staden 1941, 1974,
Lobato 1945),   do   ano   de   1557,   como    “Bahia
Suprawa” (Superagui), para dentro da qual foi o navio
de Staden arrastado por uma tempestade, tendo
encontrado índios e portugueses naquela região.
Neste mapa aparece a Ilha das Peças, representada
como península e mais três ilhas, que podem ser
identificadas como a Ilha do Mel, a da Cotinga e a
Rasa da Cotinga. Além disso, é esboçada a linha de
costa, desde Pontal do Sul até a ponta de Caiobá, já na entrada da Baía de
Guaratuba.
      O século XVI foi marcado pelo reconhecimento da região da Baía de
Paranaguá, com a formação de uma pequena comunidade na Ilha da Cotinga e
talvez a exploração do ouro em pequenas quantidades para mostrar ao reino
que havia ouro em terra brasileira. Neste período houve, entretanto, a
escravização dos índios através da mão de obra nas plantações e na
exploração do ouro. As incursões de exploradores portugueses para os
planaltos do interior foram as de Manoel Soeiro, Jorge Correia e Jerônimo
Leitão (Cardoso & Westphalen 1986), que não deixaram relatos descritivos.


Período 1820 – 1950


     A ligação entre Paranaguá e demais localidades ao sul provavelmente era
efetuada através de barcos até Pontal do Sul, seguindo-se de carro de boi pela
praia até Matinhos, como descrito pelo naturalista francês August de Saint-
Hilaire (1978) em 1820.




                           August de Saint-Hilaire, naturalista francês que
                     registrou sua passagem por Pontal do Sul em 1820, tendo
                   como destino o sul do Brasil. Extraído de Saint-Hilaire (1978).



     Desde o relato de Saint-Hilaire até a metade do século seguinte
praticamente não se encontram registros históricos relativos ao município de
Pontal do Paraná. Com a abertura e o asfaltamento das PR’s 407 e 412, foi
facilitado o acesso com Paranaguá e Curitiba.
     Loureiro Fernandes (1946/1947) deixou um importante relato quando
acompanhou o desenvolver da construção da Estrada da Praia, descrevendo a
geografia da planície de Praia de Leste. Descreveu os traços geológicos
fundamentais, os sambaquis e os povos que contribuíram para a formação do
homem caboclo litorâneo, no caso os brancos, os índios e os negros, sendo
que para este autor a contribuição negra foi insignificante. Em seu trabalho,
Loureiro Fernandes fotografou a praia, onde podiam ser constatadas a
presença do gado, introduzido pelos europeus, e habitações na praia visando a
pesca, cujo aspecto revela que a contribuição indígena perdurou por muitos
séculos.




     A                                                        B
     C
                                     D




     E
                                                    Cenas da planície de Praia de Leste quando da
                                       construção da PR-407: (A) habitação temporária próximo a
                                        Barrancos; (B) abrigo para vigias da pesca; (C) habitações
                                        temporárias e abrigo de canoa em Barrancos; (D) gado na
                                          Praia de Leste; (E) transporte da mala postal na Praia de
                                               Leste. Extraído de Loureiro Fernandes (1946/1947).




De 1950 até os dias atuais



     Em 20/01/1951 o Governo do Estado doou ao município de Paranaguá
uma área de 43.382.000 m2, que foi repassada à Empresa Balneária Pontal do
Sul em 01/02/1951 (mantendo-a até o presente). Na época foi efetuado um
planejamento geral da área, delimitando-se as quadras e o arruamento.
                 Maquete do Balneário de Pontal do Sul – Empresa Balneária Pontal do Sul



     À medida que o tempo passou tal plano não foi cumprido, tendo o
crescimento urbano seguido de forma desordenada. Ruas do projeto original
foram transformadas em cursos d’água para saneamento e navegação, assim
como vários trechos do único braço de mar que havia no começo da ocupação
no Balneário Pontal do Sul (Rio Perequê) foi modificado.
     Realizou-se a abertura do primeiro loteamento em Pontal do Sul em
07/04/1951, envolvendo uma área de 55.895.100 m2, indenizando-se a
população local com a delimitação de seus lotes. Problemas com posses
ilegais e com os moradores locais foram comuns desde a implantação do
balneário, perdurando até os dias atuais. A especulação imobiliária também fez
com que pequenos núcleos de moradores migrassem para áreas mais
distantes da praia, na medida em que o núcleo urbano foi se formando e as
propriedades valorizando.
     A partir de 1980 implantou-se um canteiro industrial na porção norte do
Balneário Pontal do Sul, na área conhecida como Ponta do Poço, formado por
três empresas construtoras de plataformas continentais para a exploração do
petróleo (FEM, TECHINTE e TENENGE). Durante alguns anos o canteiro
industrial   atraiu   trabalhadores     de    muitos     estados,    tendo    atingido
3.000 operários no início daquela década. A partir do início da década de 90 ,
estas empresas deixaram de construir plataformas na região da Ponta do Poço,
cujos funcionários foram transferidos para outros canteiros ou acabaram
permanecendo em Pontal do Sul, sem novas opções de emprego.
     Em 1980 também foi implementado no Balneário Pontal do Sul o Centro
de Biologia Marinha (CBM), atual Centro de Estudos do Mar (CEM) da
Universidade Federal do Paraná, com o objetivo de desenvolver pesquisas na
área de oceanografia.
     A partir de 1987 a população local começou a reivindicar a emancipação
política das praias do município de Paranaguá para formar um novo município,
chamado Pontal do Paraná. A criação do município ocorreu em 20 de
dezembro de 1995 após a aprovação na Assembléia Legislativa do Estado do
Paraná e conseqüente eleição de prefeito e vereadores, tendo-se implantando
a sede administrativa em Praia de Leste (Rocha 1997).
Fonte : Plano Diretor Municipal . Primeiro Caderno. Aspectos Históricos e Culturais.
Freitas , Waldomiro Ferreira . História de Paranaguá : das origens à atualidade .
Paranaguá, IHGP, 1999.


RESENHA EMANCIPAÇÃO


       O Município de Pontal do Paraná é fruto do desmembramento de
Paranaguá, criado pela Lei nº 11.252 de 20 de Dezembro de 1.995, e recém
instalado em janeiro de 1.997. Situa-se no litoral Paraná a uma distância de
proximadamente 100 Km da Capital do Estado Curitiba, tendo como atividades
econômicas principais o turismo, pesca e artesanato e possui características
peculiares a cidades litorâneas e de um total de 48 balneários.

      Sua história política começa a ser escrita por volta de 1.983, através de
tentativas de emancipação que apesar de não conseguirem seu objetivo,
despertaram na população o desejo de criação de um novo Município. Em
1.995, em movimento encabeçado pelo então Deputado Algaci Túlio, houve a
aprovação popular através de plebiscito, resultando na Lei que veio emancipar
o Município.
      Através de votação, foi eleito o primeiro Prefeito do Município Drº Hélio
Gaissler de Queiroz. Desde então, com um ano completo de administração
foram desenvolvidos diversos trabalhos, merecendo destaque ao trabalho do
Legislativo com a criação da lei Orgânica do Município, em dezembro de 1.997
que é a nova constituição que rege o novo Município.




Símbolos

                                   Bandeira
        A bandeira do município é composta pelas cores azul escuro, que
simboliza a exuberante natureza do Município, representada pelas Ilhas de
Currais, que também simbolizam a ecologia e a vida. O Sol representa o
esplendor do Município em sua plenitude, apresentado pela cor amarela que
simboliza a riqueza, a gloria, o progresso, a grandeza e a soberania. O azul
claro   simboliza o céu e o mar em sua grandeza, a justiça, a nobreza, a
perseverança, a recreação e o clima especial do Município. A cor branca
simboliza a paz, a amizade, a pureza, o trabalho e a religiosidade de seus
habitantes.




                                   Brasão
     Descrição heráldica do Brasão do município de Pontal do Paraná


     Brasão português dividido em três palas: a primeira em fundo de prata,
com um pássaro ao natural; a segunda em campo vermelho, com um barco de
pescador ao natural, sobre um mar ondado de azul, encimado por um sol de
ouro resplandescente; a terceira em fundo de azul com três ilhotas em verde.


     Interpretação dos símbolos, esmaltes e metais presentes no Brasão
do município de Pontal do Paraná


     A coroa mural é um ornamento exterior ao brasão propriamente dito e é
     símbolo   de   soberania.   Representa   toda   a   evolução   política   e
administrativa do município. Ela é colocada acima das armas das cidades e
deve ser desenhada com a presença de O formato flamengo-ibérico, ou
português, ou ainda moderno, é utilizado para representar o Brasão de
Domínio ou de municípios. Data do primeiro quartel da idade média e foi
introduzido na península ibérica por ocasião das lutas contra os mouros. O
Brasil herdou esse estilo da heráldica portuguesa, lembrando e homenageando
a raça colonizadora e principal formadora da nossa nacionalidade.
     O metal prata é associado ao elemento água e consequentemente à
pureza de intenções e religiosidade do povo local, assim como à sua força de
trabalho.
     A ave, por si só, traduz liberdade e amplidão de ideais. Neste Brasão, a
imagem do pássaro quer destacar a presença do Tie-sangue. Esta ave tem
local de desova nas ilhas da região, fazendo parte, então, do maravilhoso
ecossistema do município.
     O esmalte vermelho é símbolo de coragem e intrepidez. Esta cor também
traduz alegria e hospitalidade dos habitantes do município.
     O sol, o poder maior, é ouro. Este metal traduz a capacidade de defesa
que a administração e cada um pode exercer para proteção da cidade e de
cada lar. O dourado lembra ainda o tempo da exploração de ouro, atividade
que gerou muita riqueza e desenvolvimento na região.
     O barco de pescador é uma referência clara dos vários filhos desta terra
que labutam no mar. Seu esforço tem por fim o sustento do lar e por nobreza a
participação no movimento econômico do município.
     O mar, em conjunto com o barco, proporciona o sustento de uma parcela
da população. O mar ondado lembra águas profundas, profundidade essa que
esconde o rico lençol petrolífero da região.
     As ilhotas formam o conjunto chamado Ilhas dos Currais, importante local
de reprodução de aves da América latina, que fica a aproximadamente 12 km
da costa do município.
     O azul é o elemento ar e é associado à lealdade e justiça. Ligado também
à natureza, o azul transmite a boa qualidade do ar e do ambiente praiano do
município.




Aspectos Geográficos


Área: 200,551 km2 (IBGE – 2010)


Municípios limítrofes (N,S,L,O)
      O município limita-se ao Sul, com o Município de Matinhos; A Oeste,
com o Município de Paranaguá; Ao Norte, com a Baía de Paranaguá e a Leste
com o Oceano Atlântico.


População Total: 17.820 habitantes
Fonte : IBGE – Estimativas em julho de 2009 – segundo os municípios.
Comunidades Rurais


Colônia Pereira


       A Comunidade Colônia Pereira localiza-se às margens da Rodovia
Alexandra-Matinhos (antiga estrada de Paranaguá), seu principal acesso, com
início na ponte sobre o rio das Pombas.

       A denominação da Colônia se deve ao nome de seu primeiro morador
Sr. José Pereira. Os primeiros imigrantes foram os holandeses e espanhóis,
seguido dos italianos, onde sobrevivia da caça, agricultura de subsistência e
artesanato. Cultivam banana, mandioca, a cultura do arroz é pouca expressiva
e o artesanato é fabricado somente para uso pessoal, como a vassoura de
cipó, chapéu, fundo de prato e leques.

       Possui um Centro Comunitário com Sede Administrativa, salas para
reuniões, posto de Saúde, escola de ensino infantil, campo de futebol, quadra
poliesportiva e churrasqueira. A Colônia conta também com uma escola de
ensino fundamental e um Centro Municipal de Educação Infantil.




Vila Guaraguaçu


       A Comunidade de Guaraguaçu localiza-se às margens da PR 407 -
Rodovia das Praias – km 14, seus moradores cultivam mandioca, milho, feijão,
abacaxi, palmito e frutas regionais. Fabricam queijo e farinha de mandioca,
fazem e vendem artesanato de cipó. Um comércio de beira de estrada revende
os produtos locais e da região. Possui marinas nas margens do rio Guaraguaçu
que oferecem passeios náuticos e servem de ancoradouro para barcos de
veranistas e pescadores esportivos.



Altitude
        O município está localizado na planície costeira do Litoral do Paraná,
caracterizado por um relevo de baixa altitude. Aproximadamente 10 metros
acima do nível do mar nas maiores altitudes.
Fonte : Plano Diretor Municipal (1.º Caderno)


Latitude:       S 25.º67’36 “


Longitude: W Gr 48.º51’11 “
Fonte : Plano Diretor Municipal (1.º Caderno)




Clima
        Segundo a classificação de Köeper , o clima do município é subtropical
úmido mesotérmico , com verão quente (tipo Cfa) , sem estação seca.
Fonte : Plano Diretor Municipal (1.º Caderno)




Temperatura
        Conforme IPARDES (1990/1991), a temperatura média estimada na
planície litorânea está em torno de 22.ºC, nas latitudes mais setentrionais, e de
20,8.ºC nas mais meridionais.
Fonte : Plano Diretor Municipal (1.º Caderno)


Densidade pluviométrica
        As chuvas que caem no litoral são dos tipos ciclônicos, orográfico e de
convenção. A média anual está em torno de 1988 mm, sendo o verão a
estação mais chuvosa (fevereiro) e o inverno o mais seco (julho e agosto).
Fonte: CEM/UFPR/Física 1998.




Atividades Econômicas Desenvolvidas no Município


        O setor industrial de Pontal do Paraná está presente em vários
balneários, através das atividades ligadas à construção civil, que representa
aproximadamente 70 % dos estabelecimentos industriais do município. Há
ainda uma ligeira diversificação para o ramo mobiliário, particularmente
marcenaria e serralheria, produtos alimentares com destaque para fabricação
de sorvetes, editorial e gráfico. Há várias indicações de estabelecimentos que
trabalham na confecção de calhas e esquadrias de alumínio.
      O predomínio nas atividades comerciais são aquelas voltadas para a
comercialização de alimentos, respondendo por 51,32 % do total dos
estabelecimentos comerciais cadastrados. Em seguida predominam os
estabelecimentos que comercializam roupas, pequenos utensílios domésticos e
uma enorme variedade de produtos.
      O setor da construção civil, particularmente os estabelecimentos que
vendem material de construção, tem novamente um destaque importante, dado
os contínuos investimentos na construção e reformas de residências.
      Destaca-se que a configuração do comércio local demonstra a presença
daqueles segmentos básicos, como por exemplo, supermercados, farmácias,
lojas de vestuário e postos de combustível.
      No que se refere à oferta de serviços, de acordo com a tabela abaixo,
denota-se uma maior diversificação, embora a natureza do serviço prestado
alinhe-se às características gerais do município. Neste sentido, predominam os
serviços voltados à hospedagem e alimentação onde um terço do total dos
estabelecimentos empreendem esta atividade, reparação, conservação,
limpeza e diversão pública. Chama a atenção, a presença de várias igrejas
evangélicas e registra a presença de uma clínica, e um laboratório. No
segmento de turismo e representação, é importante registrar o elevado número
de imobiliárias e representações comerciais.
    No setor terciário, que é a base da economia, encontra-se estruturado para
atender a atividade de veraneio como, lojas de materiais de construção,
condomínios náuticos, bares e restaurantes, aviários, autopeças, distribuidoras
de bebidas, açougues, farmácias, vídeo locadoras, academias de ginástica,
lojas de conveniências, fliperamas, lojas de vestuário.


                                         NÚMERO DE
           SERVIÇOS                ESTABELECIMENTOS (EM          PARTICIPAÇAO
                                          UNIDADES)           PERCENTUAL (EM %)
ALOJAMENTO, ALIMENTAÇÃO                        73                     32,88
REPARAÇÃO, CONSERVAÇÃO                         39                     17,57
DIVERSÃO PÚBLICA                            23                                 10,36
SET. PÚBLICO COMUNITÁRIO                    20                                  9,01
TURISMO, REPRESENTAÇÃO                      20                                  9,01
LOCAÇÃO, GUARDA BENS                        13                                  5,86
TRANSPORTE, COMUNICAÇÃO                     11                                  4,95
TÉCNICOS, ARTÍSTICOS                         8                                  3,60
FINANCEIROS                                  5                                  2,25
OUTROS                                      10                                  4,50
TOTAL                                       222                            100,00
                                                   (números precisam ser levantados novamente)




Feriados Municipais


   20 de dezembro:     Aniversário do Município
   19 de março:        Dia de São José , Padroeiro do Município

1.12. Legislação Pertinente existente



 Lei Estadual n.º 11252 de 20 de dezembro de 1995 que cria o município de
Pontal do Paraná.

 Lei Orgânica Municipal, resolução n.º 014/97.

 Pano Diretor de Desenvolvimento Urbano (2001); Responsáveis pelo
documento de origem: Sato, Cristhina Maria; Ângulo, Rodolfo. 1998.



Atrativos Turísticos


Praias


        As praias do Paraná se estendem ao longo de todo o litoral de mar
aberto por cerca de 90 km, desde a Barra do Ararapira, ao norte, até a Barra do
Saí, ao sul. As praias do município de Pontal do Paraná se estendem desde o
Canal do DNOS, na desembocadura da Baía de Paranaguá, até o Balneário de
Monções, limite sul do município. A costa inicia com orientação noroeste –
sudeste, nas proximidades do canal do DNOS, mudando progressivamente
para norte - sul, nordeste - sudoeste até quase leste - oeste, em Pontal do Sul.
Em direção ao sul vai mudando até uma orientação nordeste - sudoeste .

      As praias paranaenses foram estudadas detalhadamente por Bigarella et
al. (1966, 1969a, 1970/71). Nesses trabalhos, foram estudadas apenas as
praias do litoral sul, entre Caiobá e Pontal do Sul, destacando-se os estudos
granulométricos e sobre estruturas sedimentares.
      Neste setor estão constituídas principalmente por areias finas e médias,
bem selecionadas e com assimetria predominantemente negativa. Bigarella et
al. (1969a) verificaram que, entre Matinhos e Pontal do Sul, ocorria um ligeiro
aumento do diâmetro médio, no sentido norte, até Praia de Leste e uma
diminuição até Pontal do Sul.


Aspectos da Flora e da Fauna


      Segundo a classificação de Veloso et al, a vegetação na área de Pontal
do Paraná enquadra-se na definição de Floresta Ombrófila Densa das Terras
Baixas. Entre as espécies da florísticas destacam-se: orquídeas, xaxim,
aroeira, palmito, canela-branca, araçá vermelho, jacarandá bico-de-pato,
guanandi, cupiúva, jaguarapirana, guamirim-murta e outros.

      Anfíbios, répteis, aves e mamíferos compõem a fauna de vertebrados de
Pontal do Paraná. Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e
Recursos Híbridos (1996), há possibilidade de ocorrência de 27 espécies de
anfíbios, 46 de répteis, 300 de aves e cerca de 71 espécies de mamíferos.
Dentre eles se destacam o cágado, tartaruga marinha, cobra, lagarto,
tamanduá-mirim, morcegos, ouriço, capivara, pacas, tatu, cachorro do mato,
mão-pelada, gato do mato pequeno, onça pintada, lontra, furão, cateto, mão
pelada. Apresenta outras variedades de espécies como gaivotas, trinta-réis,
saíra, araponga, gralha, garça saracura, batuíras, maçaricos, tico-tico,
corruptos, mariscos brancos, bolacha do mar e outros.




      Balneários
      O Município de Pontal do Paraná é composto por 48 balneários. São
eles: Pontal do Sul, Las Vegas, Patrick II, Miami, Itapuã, Guapê, Vila Nova,
Atami, Iracema, Guarujá, Barranco, Shangri-lá, Miramar, São José, Ipê,
Marissol, Jardim Marines, Beltrame, Jardim Jacarandá, Mirassol, Luciane,
Carmery, Marisa, Jardim Canadá, Recanto Uirapuru, São Carlos, Porto
Fino, Praia Bela, Leblon, Batel, Santa Terezinha, Canoas, Praia de Leste,
Santa Mônica, Vila Jacarandá, Irapuan, Majoraine, Primavera, Santa Fé,
Grajaú, Andaraí, Santa Rita Mar, Ipanema I, Ipanema II, Ipanema III,
Ipanema IV e Monções.




                                Nome: Balneário de Pontal do Sul
                                Localização: 120 Km de Curitiba
                                Distância do Centro: 17 Km
                                Meios de acesso: Rodoviário – PR 412
                                Descrição do Atrativo: Possui uma faixa longa
                                de praia, areias brancas e finas e ondas fracas.
O Balneário de Pontal do Sul conta ainda com uma grande extensão de Mata
Atlântica, além de ser rico em manguezais e uma vista privilegiada da Ilha do
Mel e Baía de Paranaguá. O Balneário apresenta grande potencial para a
prática de esportes náuticos.



                                Nome: Balneário de Shangri-lá

                                Localização: Entre os balneários de Atami e
                                Olho-d’água (a 113 km de Curitiba)
                                Distância do Centro: Aproximadamente 10 km
                                Meios de acesso: Rodoviário PR 412
                                Descrição do Atrativo: Possui larga faixa de
areia um pouco mais grossa, ondas mais fortes com alguns pontos propícios
para a prática do surf, e ótimo ponto para pescaria.
                               Nome: Balneário de Ipanema
                               Localização: Entre os Balneários de Grajaú e
                               Guarapari (a 110 km de Curitiba)
                               Distância do Centro: Aproximadamente 7 km
                               Meios de acesso: Rodoviário PR 412
                               Equipamentos e Serviços: Bares, restaurantes,
lanchonetes, casas noturnas, comércio intenso, academia de esportes.

Descrição do Atrativo: Balneário de maior movimento durante a temporada, por
oferecer mais opções para atividades noturnas, sendo o lugar mais freqüentado
por jovens. A praia possui areia um pouco mais grossa que as demais e ondas
boas para a prática do surf.



Nome: Balneário Porto Fino
Localização: Entre os balneários Guarapari e Santa Terezinha (a 106,5 km de
Curitiba)
Distância do Centro: Aproximadamente 3,5 km
Meios de acesso: Rodoviário PR 412
Descrição do Atrativo: A praia possui areia mais grossa e ondas relativamente
fortes.




                                Nome: Balneário de Santa Terezinha
                                Localização: Entre os Balneários Porto Fino e
                                Canoas (a 106 km de Curitiba)

                                Distância do Centro: Aproximadamente 3 km
                                Meios de acesso: Rodoviário PR 412
                                Descrição do Atrativo: Praia de areia grossa
com presença de poços e ondas fortes, ótimas para a prática do surf.
                                Nome: Balneário de Praia de Leste
                                Localização: Extremo sul do município é o
                                primeiro balneário da PR 412 sentido Curitiba –
                                Pontal do Paraná. (105 km de Curitiba)
                                Meios de acesso: Rodoviário PR 412
                                Descrição do atrativo: Praia de areia branca e
águas claras. Neste balneário está localizado a Prefeitura do Município de
Pontal do Paraná e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Turismo e
Esportes. Oferece as mesmas condições de balneabilidade dos demais.




                                Nome: Balneário de Monções
                                Localização: Extremo sul do município, divisa
                                com o Município de Matinhos. (106 km de
                                Curitiba)
                                Meios de acesso: Rodoviário PR 412
                                Descrição do atrativo: oferece as mesmas
condições de balneabilidade dos demais.



Restingas

      A restinga é um ecossistema com vegetação de pequeno porte,
característico na transição entre as dunas e a mata atlântica. No Pontal do
Paraná, apresenta-se ainda com pequenas lagoas nos baixios entre os cordões
arenosos, formando mosaicos de um universo aquático que faz aumentar a
riqueza da paisagem e a diversidade biológica.

Localização: Encontra-se presente em todo município, variando seu grau de
intensidades

Aspectos da Flora e Fauna: Com relação à flora, pode-se encontrar aroeiras,
gramíneas, bromélias, orquídeas, trepadeiras, palmito, arrasa, epífitas, entre
outras. Já em relação à fauna, destacam-se papagaios-chauá, curiango -
tesoura, saíra-de-dorso-preto, tié-sangue, macaco-prego, veado, gatos e
cachorros do mato, entre outros.
Descrição do atrativo: comunidades vegetais que recebem influência do
                                oceano e que estão sobre as planícies arenosas
                                do quaternário. A restinga é muito heterogênea
                                possuindo   espécies      vegetais    diversificadas,
                                variando de acordo com a distância do mar, com
                                a altura do lençol freático e com o relevo. Além
                                disso, a restinga tem grande importância para
as espécies de aves em extinção, que fazem dela, o seu local de repouso e
reprodução.




Mangues/Manguezais


        Os manguezais e marismas são fundamentais para o papel do estuário,
berçário do mar. Fornecem alimento e proteção para os peixes e invertebrados
que vivem na baía e em toda a zona costeira adjacente. Do manguezal
depende também uma rica fauna de insetos, aves e até mamíferos. Além disso,
esse tipo de vegetação protege as margens da ação das ondas e correntes de
maré.

Localização: Pontal do Sul – Rios Perequê, Penedo, Maciel e Rio Guaraguaçú
Meios de acesso: Hidroviário (barcos e similares)

Aspectos de Flora e Fauna: São compostos de arbustos, gramíneas, mangue
vermelho, mangue branco, raízes-escora, lontras, guaxinim, gralha-azul, garças
entre outros.
Descrição do Atrativo: Os mangues são compostos por plantas com
                                 características apropriadas para viver em
                                 ambiente       de   substrato       lodoso   pouco
                                 oxigenado e inundado com água salobra. São
                                 considerados berçários de várias espécies de
                                 peixes e crustáceos, além de possuírem baixa
                                 energia    e    muita    matéria    orgânica    em
                                 decomposição, fator que caracteriza o odor
forte presente nestes locais.
Baías/Enseadas

Nome: Baía de Paranaguá
Localização: Extremo norte do Município se estendendo para oeste.
Distância do Centro: 17 km (Balneário de Pontal do Sul)
Meios de acesso: Barcos e similares
Aspectos de Flora e fauna: Manguezais, marismas, restinga, caranguejos,
garças, biguás, botos, entre outros.
Equipamentos e Serviços: Terminal de Embarque , Marinas e Condomínios
Náuticos em Pontal do Sul.
Descrição do Atrativo: Pequeno golfo que proporciona beleza cênica da
enseada, margeada pela Serra do Mar e ainda, a visualização de manguezais,
bandos de aves e botos.



Dunas

       No Paraná, as dunas, apesar de não desenvolverem grandes feições
morfológicas, ocorriam sob diversas formas ao longo de praticamente toda a
costa oceânica, originando traçados rigorosamente paralelas à linha de costa,
as quais, às vezes, podiam ser seguidas por mais de 15 km.

       A largura dos cordões normalmente varia entre 20 m e 80 m, podendo
alcançar mais de 250 m. Neste caso, geralmente trata-se da coalescência de
dois ou mais cordões. Os cordões mais desenvolvidos ocorrem na parte sul do
litoral paranaense, principalmente entre Matinhos e Pontal do Sul e na Ilha do
Mel. A altura raramente ultrapassa 6 m sobre o nível da planície, sendo mais
freqüentes alturas de 3 m a 5 m. Tanto nas fotografias aéreas dos anos de
1952 a 1955, como nas áreas preservadas, são visíveis de um a três cordões
bem desenvolvidos e um número variável de cordões embrionários ou
incipientes.
       Entre Praia de Leste e Pontal do Sul, nos locais onde foram
preservados, observa-se um cordão interno maior, com uma altura de 3 m a
6 m sobre o nível da planície. A largura média está em torno de 80 m. No
sentido longitudinal do cordão é retilíneo, ou com suaves curvas, e apresenta
uma sucessão de cristas e depressões, ocorrem concavidades voltadas para
barlavento. Esse cordão foi referido como "cordão mais antigo" por Bigarella et
al. (1969b). A cobertura vegetal é densa, constituída por árvores de porte
médio e arbustos.
        A maioria das dunas foi destruída com fins de ocupação urbana,
restando alguma ocorrências nos balneários de Pontal do Sul, Barrancos, Olho
d’ Água e Guarapari e ao longo da orla entre a linha de costa e a Avenida
Atlântica.
                                        Nome: Dunas – Balneário Barrancos
                                        Localização: a 14 km de Praia de Leste
                                        Meio de Acesso: Rodoviário – PR412
                                        Aspectos de Flora e Fauna: Entre as
                                        espécies que compõe a flora destacam-
                                        se: algumas orquídeas e quanto à fauna
destacam-se: gaivotas, trinta-réis, batuíras, maçaricos, corruptos, mariscos
brancos, bolacha do mar, etc.
2.1.2. Terras Insulares



Ilhas

                                Nome: Ilha dos Currais
                                Localização: a 12 km de Praia de Leste
                                Meios de acesso: Hidroviário
                                Aspectos de Flora e Fauna: A ilha é rochosa com
                                vegetação rasteira e arbustiva, possui muitas
                                espécies de aves Marinhas.
Visitação: Controlada (somente com autorização do Centro de Estudos do Mar)
Descrição do Atrativo: Afora os Costões, possui pequena praia de seixos. Não
há trilhas em seu interior. A Ilha está sob os cuidados do Centro de Estudos do
Mar. Formada por três pequenas ilhas é a região do litoral com água mais
limpa, sendo perfeitas para pesca e mergulho.
Recifes Artificiais

       Recifes Artificiais Marinhos são estruturas rígidas de grande porte,
normalmente concreto ou materiais obsoletos de indústrias (carcaças de navio,
plataformas de petróleo desativadas, pneus, etc.), que quando submersos
propositalmente ou por acidente no meio aquático marinho servem de substrato
para o desenvolvimento da fauna e flora típicas dos ambientes rochosos. Do
ponto de vista estrutural, o termo "recife" é impróprio tendo em vista a natureza
não biológica do substrato. Entretanto, desde que tenham tamanho e forma
adequados e estejam submetidos a condições ambientais que não restrinjam o
crescimento dos organismos, os resultados finais da colonização biológica de
estruturas   submersas     artificialmente,   assemelha-se    às   comunidades
encontradas em recifes naturais, costões rochosos do infralitoral, parcéis e
lajes submersas.




Hidrografia


Rios

       A região litorânea do Paraná abrange principalmente duas bacias
hidrográficas: a de Paranaguá, com aproximadamente 3.882 km2 de extensão,
e a de Guaratuba, com uma área em torno de 1.886 km2. Essas bacias podem
ser divididas em diferentes sub-bacias. Um dos principais rios que compõem a
bacia da baía de Paranaguá é o Guaraguaçu.
       Os principais rios que compõem as bacias litorâneas possuem um curso
superior, localizado na área serrana, com fortes declives, vales fortemente
encaixados e um padrão de canal retilíneo. O curso inferior, localizado nas
planícies, possui geralmente um amplo vale de fundo plano e um padrão de
canal meandrante influenciado pelas marés.
       O principal rio do município de Pontal do Paraná é o Rio Guaraguaçu,
que têm suas nascentes na Serra da Prata e sua foz no Canal da Cotinga na
Baía de Paranaguá. O seu curso inferior é influenciado pelas marés. Os
principais afluentes deste rio encontram-se na sua margem esquerda, sendo os
principais rios o Pequeno, São Joãozinho, Vermelho, das Pombas, da Colônia
Pereira, Branco, Pai Antônio, Cambará. Na margem direita o Rio Peri ou Pery.
      Outros rios do município são o Maciel, Biguaçu, Penedo, Perequê,
Barrancos, Balneário ou Olho D'água e Preto. O Rio Maciel pode ser
considerado como um canal de maré. Os pequenos rios que drenam a planície
costeira são alimentados principalmente por águas do lençol freático, sendo
muito difícil delimitar suas bacias hidrográficas. Completam a hidrografia atual
do município de Pontal do Paraná diversos canais artificiais escavados pelo
Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) com fins de
drenagem e navegação. Estes canais alteraram a configuração de diversos rios
notadamente o Perequê, o Peri e o Pai Antônio.


                               Nome: Rio Perequê
                               Localização: Balneário de Pontal do Sul
                               Distância do Centro: aproximadamente 20 km
                               Meios de acesso: Hidroviário
                               Aspectos de Flora e Fauna: Quanto à flora
                               destaca-se o manguezal e quanto à fauna,
alguns mamíferos como Capivaras e Tapaculos.


Nome: Rio Penedo
Localização: Limite entre o Balneário de Pontal do Sul e Ponta do Poço
Distância do centro: aproximadamente 20 km
Meios de acesso: Hidroviário
Aspectos de Flora e Fauna: A flora é destacada pelo manguezal e quanto à
fauna destacam-se espécies de mamíferos como Capivaras e Tapaculos.


                                 Nome: Rio Guaraguaçú
                                 Localização: Vila de Guaraguaçú
                                 Distância do Centro: a 5 km do centro
                                 Meios de acesso: Hidroviário
                                 Aspectos de Flora e Fauna: Quanto à flora
                                 destaca-se o manguezal e quanto à fauna
                                 algumas    espécies    de    mamíferos   como
Capivaras.

Descrição do Atrativo: O rio nasce em Matinhos e desemboca na baía de
Paranaguá. Ao pé da Serra do Mar, suas margens constituem reserva florestal
muito rica em espécies vegetais, em animais silvestres e aves. Antes de chegar
ao mar, o leito se desdobra, formando ilhas que constituem verdadeiros
criadouros de caranguejos e outros crustáceos. Atualmente o rio faz divisa
entre os Municípios de Paranaguá e Pontal do Paraná.




Unidades de Conservação Ambiental (Parques e Reservas)

      Em 2000 foi criada a Reserva Biológica da Restinga e do Manguezal
que no ano de 2001 através do Decreto nº 706 foi transformado em Parque
Natural Municipal da Restinga e Parque Natural Municipal do Manguezal.



Nome: Parque Natural Municipal da Restinga

Descrição do atrativo: O Parque Natural Municipal da Restinga foi criado com o
objetivo de proteger as espécies de aves em extinção que fazem dela o seu
local de repouso e reprodução, além de proteger as dunas e conter o avanço
do mar sobre o continente. É uma área de terra localizada na faixa de areia
pertencente à União em toda a extensão da praia do Município Pontal do
Paraná, compreendida entre a avenida que margeia a praia e a linha de costa.




                                 Nome:    Parque    Natural    Municipal   do
                                 Manguezal

                                 Descrição do atrativo: O Parque Natural
                                 Municipal do Rio Perequê foi criado com
                                 objetivo de proteger os ecossistemas que se
encontram ao longo de seu curso e dota-los de infra-estrutura a fim de atender
a demanda de visitação, principalmente durante o período de temporada.
      Possui      uma   área   de   aproximadamente     24,859   ha,   constituída
basicamente de manguezais, restingas onde ainda são observados arbustos,
gramíneas, mangue vermelho, mangue branco, raízes-escora, lontras,
guaxinim, socó, garças entre outros.

      A categoria a qual está enquadrado, permite apenas que se realizem
atividades de visitação orientada para educação e interpretação ambiental,
atividades de turismo baseado na natureza, sendo vedada qualquer atividade
de extração, ocupação e ocupação da área.



Nome: Estação Ecológica Estadual do Guaraguaçu

Descrição: Localizada no Município de Paranaguá numa área de 1150 ha., foi
criada pelo Decreto nº 1230, de 27.03.92, com a finalidade de proteção máxima
para a área, permitindo a recuperação dos ecossistemas originais, bem como a
evolução natural das espécies da fauna e da flora que ocorrem na região.


Nome: Estrada Ecológica do Guaraguaçu

Descrição: A Estrada do Guaraguaçu se estende por aproximadamente 26 km
                                    até o balneário de Pontal do Sul, ora
                                    margeando o rio Guaraguaçu ora afastando-
                                    se dele e na sua grande maioria corta
                                    propriedades particulares. Seu traçado foi
                                    feito com o objetivo de ligar o povoado de
                                    Pontal do Sul por terra a Paranaguá,
                                    realizado em meados da década de 50.
Como pavimentação foram utilizadas as conchas encontradas nos sambaquis
ao longo do seu percurso. Com a pavimentação asfáltica feita nas PR-412 e
407 na década de 70, a estrada do Guaraguaçu foi abandonada como via de
acesso aos balneários, sendo utilizada como caminho para propriedades
particulares e acesso à locais de pesca.

      Com a expansão da atividade turística no município, a estrada já foi
utilizada como lixão e ultimamente vem sofrendo pressão para ser reaberta ao
tráfego, principalmente no período de temporada, como forma de desafogar o
trânsito da PR-
407 – Rodovia das Praias.
      Nela encontra-se o Sítio Arqueológico Sambaqui do Guaraguaçu que
sofreu diversas escavações sendo tombado pela coordenadoria do Patrimônio
Natural, da Secretaria de Estado da Cultura, juntamente com um forno de
caieira no ano de 1982. Também se encontra uma aldeia Guarani M’byà,
composta por quatro famílias, que fabricam em pequena escala artesanato que
pode ser adquirido no local.


Obs: A estrada ainda não está estruturada para receber turistas.




Histórico-Culturais


                       Nome: Sambaquis
                       Localização: Vila de Guaraguaçú e Maciel
                       Visitação: restrita (Sítio Arqueológico)
                       Importância:    São    depositários    valiosos   para   a
                       reconstrução do nosso passado.
                       Descrição do Atrativo: Local de habitação, de indígenas
                       e caboclos, formados por conchas, restos funerários e
                       restos alimentares de vertebrados de várias espécies.


      Sambaqui é o lugar de acampamento de populações indígenas que
exploravam os recursos naturais do litoral. São, portanto, acumulações
artificiais de conchas de moluscos principalmente, e em menor escala de ossos
de mamíferos, répteis, aves, peixes e restos da dieta alimentar desta
população. Há também sambaquis no interior do continente, fluviais, com
vestígios arqueológicos associados a gastrópodes terrestres.
      Na costa brasileira os sambaquis encontram-se distribuídos com maior
freqüência desde o Estado do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul,
aparecendo também mais restritamente no litoral norte e nordeste brasileiro. A
idade destes sítios varia de 8.000 a 500 anos Antes do Presente
(Schmitz 1984, Parellada & Gottardi Neto 1993), ou A.P., considerando-se
como marco o ano geofísico internacional de 1950. Schmitz (1984) considera
que possivelmente o povoamento do litoral brasileiro tenha ocorrido devido às
variações climáticas no período denominado como “ótimo climático” (entre
8500 e 6500 anos A.P.), quando houve mudança de uma fase quente e seca
para outra quente e úmida, possibilitando o deslocamento das populações do
planalto para o litoral.
       Pelo porte de alguns sambaquis, estes sempre despertaram a atenção
dos primeiros exploradores da terra brasileira, que os registraram em seus
relatos. Até o início das pesquisas arqueológicas mais significativas, na
primeira metade do século XX, muitos sambaquis já haviam sido parcialmente
ou totalmente destruídos, devido ao seu uso como material de pavimentação
de estradas, matéria prima para a fabricação de cal e como área de cultivo de
plantações, pois o solo ali formado ao longo do tempo era mais rico do que os
terrenos arenosos adjacentes.


                           Corte do solo, mostrando as camadas de um sambaqui




Institutos Histórico e Geográficos
                                Nome: CEM - Centro de Estudos do Mar
                                Localização: Balneário de Pontal do Sul
                                Endereço: Av. Beira-Mar, s/n.º Caixa Postal 2 .
                                CEP 83255-000.
                                Fone: (41) 455.1333             Fax: 455-1105
                                E-mail: www.cem.ufpr.br
Horário de Visitação: De segunda à sexta-feira, para grupos fechados a partir
das 10:00 até as 16:00 horas, somente fora de temporada.
Importância: O Centro de Estudos do Mar da UFPR é um importante órgão de
pesquisa e extensão a nível nacional, onde são desenvolvidos projetos e
atividades em diversas áreas como educação ambiental, exposição de material
botânico, zoológico e geológico da região, além de outros importantes
trabalhos que contribuem para o avanço científico e cultural do Paraná. O
CEM, tem a missão de proteger toda a faixa litorânea daqueles que a
destroem.
Descrição do Atrativo: Possui 20 laboratórios de pesquisas comandados por
professores e as pesquisas contam com a participação de aproximadamente
noventa alunos da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e PUC (Pontifícia
Universidade Católica). O Centro de Estudos do Mar é vinculado à Pró-Reitoria
e Pós-Graduação da UFPR. Além dos recursos da Universidade, o CEM conta
com verbas da Comissão Interministerial para recursos do mar, Conselho
Nacional Científico e Tecnológico, Programas de Recursos Humanos em áreas
estratégicas, e do CONCITEC.



Gastronomia Típica


Nome: Cambira
Descrição: É um prato típico do litoral composto por peixe (Tainha), desidratado
pelo Sol (seco) e servido com banana.




                      Nome: Frutos do Mar
                      Descrição: Consumido em grande quantidade no litoral.




Artesanato
      Nos principais balneários ocorrem feiras com artesanato produzido em
                              cipó, conchas, cestaria em papel. Em Pontal do
                              Paraná, mais especificamente na Estrada do
                              Guaraguaçú, encontra-se artesanato indígena
                              produzidos pela tribo Guarani M’Byá.




ENVOLVIMENTO DA COMUNIDADE


      O envolvimento da comunidade com o turismo em Pontal do Paraná
remonta a década de 60 quando os primeiros veranistas vindos de Curitiba e
Norte do Paraná passaram a freqüentar as praias do litoral do Estado, a partir
da construção de rodovias como a BR-277 e a PR-407.                 A partir deste
momento teve início a inter-relação entre veranistas e comunidade local,
principalmente   na   prestação   de   serviços,    como     jardinagem,   serviços
domésticos, comércio de produtos caseiros, de produtos da pesca e de
pequenos serviços.

      Atualmente o Município conta com uma população bem heterogênea do
ponto de vista de origem dos munícipes, desta maneira a comunidade participa
do envolvimento como turista de forma menos contundente devido à verdadeira
invasão de pequenos e médios comerciantes que praticam seu comércio de
exploração durante a temporada de veraneio, sem dar oportunidade de
trabalho para a comunidade local e sem aproveitar de seus conhecimentos
comuns ao local.

                         Limites do município de Pontal do Paraná
(1) ponte sobre o Rio Fortuna na estrada PR-407;
(2) ponte sobre o Rio Guaraguaçu na estrada PR-407;
(3) foz do Rio Guaraguaçu na Baía de Paranaguá;
(4) ponto no Balneário Monções na divisa intermunicipal com Matinhos;
(5) foz do Rio Pai Antônio no Rio Guaraguaçu;
(6) foz do Rio Cambará no Rio Guaraguaçu;
(7) ponte sobre o Rio Cambará na estrada PA-304;
(8) ponte sobre o Rio das Pombas na estrada PA-304;
(9) cruzamento do Rio das Pombas com o caminho de ligação entre as
estradas PA-304 e PR-407.




      Vista de um brejo intercordão e lagoa associada no Balneário de Barrancos.
Vista aérea das dunas frontais no Balneário de Barrancos. Note-se a esquerda da fotografia o brejo intercordões e lagoa
associada.




Cordão de dunas frontais incipientes no Balneário Olho d’Água
Cordão dunar incipiente parcialmente erodido por ondas de tempestade no Balneário Olho d’Água




Vista aérea da planície arenosa (sand flat) entre Pontal do Sul e Ponta do Poço.




Vistas aéreas do complexo duna – brejo intercordões nas proximidades de Pontal do Sul (A) e no Balneário Barrancos
(B).

								
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