As transforma��es sociais causadas pelas Revolu��es Industriais by tjP2ikl

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									                  As transformações sociais causadas pelas Revoluções Industriais

          As Revoluções Industriais foram momentos importantes da história, pois a maneira de produzir
deu saltos gigantescos, com enorme impacto sobre o consumo, o emprego, o salário e especialmente
sobre a produtividade do trabalho.
          Primeira Revolução Industrial: aconteceu na segunda metade do século XVII, a produção
fabril substituiu a produção artesanal, o capital industrial tomou o lugar do capital mercantil. Como
conseqüência, tivemos uma reorganização dos países, consolidação dos estados nacionais e o início do
império Britânico. Quem não adotou a nova forma de produzir, rapidamente perdeu a capacidade de
competir. Deste processo se beneficiariam os países que melhor souberem compreender e aproveitar-se
dele, entrando no novo processo de desenvolvimento das sociedades produtivas. Como conseqüência,
tivemos um enorme movimento de migração para as cidades causando, assim, o crescimento da miséria
urbana e formando o chamado exército industrial de reserva (desempregados). Este enorme número de
desempregados, assim como a introdução das máquinas e a redução do tempo gasto para produzir
cada mercadoria, fazem com que os salários baixem e se inicie o processo de exploração do trabalhador
através da mais-valia (tempo de trabalho não-pago). Assim, o valor da mercadoria passa a ser
calculando da seguinte forma:

         Matéria-prima      Mão-de-obra           Mais-valia
         Custos          de Trabalho pago
                         +                    +   Trabalho não-pago    =   Valor da mercadoria
         produção
         Capital inicial                          Lucro

          Segunda Revolução Industrial: aconteceu no início do século XX, com o surgimento da
automação e a massificação do modo de produzir, com as linhas de montagem. Foi o momento do
surgimento da indústria de transportes e de bens de consumo em geral, marcada pela produção em
série. Os Estados Unidos foi o grande protagonista deste período.
          Hary Ford, em 1914 dá início ao modelo Fordista de produção com as linhas de montagem.
Este modelo racionalizava novas tecnologias e uma detalhada divisão do trabalho, conseguindo grandes
lucros de produtividade. Taylor descreve como a produtividade poderia aumentar através da
fragmentação do trabalho segundo padrões rigorosos de tempo e movimento, criando as primeiras
teorias da administração. A produção em massa significava o consumo em massa, esse novo método de
produção trouxe um novo modo de pensar e de viver, tanto na esfera do trabalho como na cultura.
          Este sistema de produção se apoiava tanto em longas jornadas de trabalho, puramente
repetitivas, exigindo pouca habilidade manual e nada de raciocínio do trabalhador. Ford utilizava
basicamente mão-de-obra barata (imigrantes, deficientes e negros). Este modelo trouxe profundos
problemas sociais, econômicos, políticos e psicológicos para os trabalhadores e sociedade, no que foi
chamada a Grande Depressão dos anos 30.
          No período pós-guerras, os países ocidentais, principalmente Estados Unidos, se dedicaram à
expansão geográfica dos sistemas de transportes e comunicações. Este foi o ápice da hierarquia norte-
americana, que absorvia grande quantidade de mão mão-de-obra e matéria-prima baratas
principalmente de países da América latina que deveria importar seus produtos e sua cultura de
consumo em massa. A produção em massa foi a grande característica que permitiu a expansão norte-
americana. Os Estados Unidos procuravam mercados externos para vender seus produtos, pois
passavam por uma crise de superprodução, ou seja, produziam mais do que consumiam. Para que esta
política de expansão desse certo foi necessário à padronização do produto e do consumo em massa, o
que implicou em uma mercantilização da cultura, uma nova cultura internacional nos moldes norte-
americanos.
          A pouca qualidade de vida e a insatisfação cultural e política fez com que no final da década de
60 surgisse um forte movimento cultural e político que reivindicava justiça social. Trabalhadores, artistas,
estudantes, mulheres, negros, todos que tivessem alguma reivindicação para fazer, se uniram em um
dos maiores movimentos da história, o movimento cultural que reivindica o reconhecimento das
diferenças e procura uma sociedade mais justa. Este movimento aconteceu em todo o Ocidente e
transformou a sociedade com a conquista dos direitos sociais e trabalhistas, criando o chamado estado
de bem-estar social. O Estado deveria garantir direitos como aposentadoria, seguro desemprego,
saúde e ensino gratuitos, férias pagas, além de leis que regulamentassem os salários, estas políticas
deveriam garantir a continuidade do consumo dos trabalhadores. O modelo de estado de bem-estar
social é utilizado ainda hoje.

        Modelo do estado de bem-estar social:
                                        Metáfora do edifício:

        Teto       Política de pleno emprego
        3º andar   Organização sindical, política de negociação salarial e acordos coletivos
        2º andar   Proteção e seguridade social do trabalhador e sua família fora do trabalho
        1º andar   Regulamentação do mercado de trabalho e proteção do trabalhador no trabalho
        Porão      Políticas de combate à pobreza e disciplinamento dos pobres

								
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