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									Fisiopatologia da obesidade e tratamento

Profa. Dra. Luciana Bizeto

Obesidade
É uma doença crônica com proporções epidêmicas;
Atinge principalmente os Países mais ricos;
Esta relacionada ao descontrole dos mecanismos homeostáticos que controlam o
balanço energético.
A sobrevivência de qualquer espécie exige um suprimento adequado de energia;
Ao longo da evolução, o mecanismo de armazenar energia consiste
principalmente na formação de triglicérideos da gordura;
Esses mecanismos permitiu a sobrevivência da espécie humana até os dias
atuais;
No entanto, com a facilidade atual de ingeri alimentos calóricos, industrializados e
o sedentarismo, grande parte da população esta com sobrepeso.
A obesidade é definida pelo IMC (Índice de massa corporal)




IMC                                           Obesidade

20-25                                         Não há
25-30                                         Excesso de peso

Acima de 30                                   Obesidade

Acima de 40                                   Obesidade mórbida


A definição da obesidade é um distúrbio multifatorial do balanço energético em
que a ingestão calórica ao longo do prazo foi maior que o consumo de energia,
resultando no IMC excessivamente elevado.

Balanço energético
Depende de:
Ingestão de alimentos,
Armazenamento de energia na forma de gordura
Gasto energético.
Mecanismos de percepção de reserva corporal e transmissão ao SNC;

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Controle da ingestão de alimentos e gasto energético comandados pelo
hipotálamo.
Fatores que controlam o balanço energético:
Endócrinos,
Mediadores autonômicos,
Peptídeos gastrintestinais,
Transmissores do SNC.

Balanço energético: Mecanismo de ligação das reservas de energia na
gordura corporal com o hipotálamo
Genes ligados a obesidade (aumento de ingestão de alimentos e baixo consumo
de energia);
Genes ligados ao Diabetes;
Genes agouti yellow;
Gene tubby;
Gene fat.

Leptina: sensor de reservas de energia na gordura.

Expressa nas células adiposas, atinge o SNC;
Diminui a ingestão de alimentos;
Tem a síntese aumentada por glicocorticóide, insulina e estrógenos;
É reduzida por agonsitas de receptores
Atua sobre os núcleos hipotalâmicos em receptores específicos.
Preenchendo critérios para sensor da gordura corporal.

Insulina: sensor de reservas de energia na gordura.
Estimula a produção de leptina nas células adiposas;

Balanço energético: Integração na informação e efeito sobre o balanço
energético


Grupos de neurônios                       Resultado

Neuropeptídio Y e peptídeo                Níveis baixos de leptina= Aumento
relacionado a agouti (AGRP)               da ingestão de alimentos e diminuição
                                          do consumo de energia;
Proteína pró-opiomelanocortina            Níveis altos de leptina – efeito oposto
(POMC)



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Balanço energético: Regulação do consumo de energia e da ingestão de
alimentos
Consumo de energia: ocorre através do metabolismo, atividade física,
termogênese, trabalho cardiorespiratório.
O tecido adiposo possui células brancas e marrons.

produzindo calor.

Ingestão de alimentos:
A colecistocina é produzida no duodeno age nos receptores A no TGI, cujo sinal
é transmitido pelo vago ao SNC, funcionando como um fator de saciedade

Fator de risco para:
Hipertensão,
Hipertrigliceridemia,
Cálculos biliares,
Cardiopatia isquêmica,
Diabetes tipo 2,
Câncer de cólon,
Etc


A massa corporal de um indivíduo é resultado de um equilíbrio dinâmico;
Distúrbios dos mecanismos homeostáticos que controlam o balanço energético,
levam a obesidade.
Pré disposição genética, sedentarismo e alta ingestão calórica contribuem para a
obesidade.
As concentrações de leptina esta correlacionada com a gordura corporal do
indivíduo. Ou seja, indivíduos magros expressam menor quantidade de leptina que
os indivíduos obesos;

Resistência a leptina, parece estar relacionada a obesidade.
Defeitos na síntese,
Defeitos no transporte,
Defeitos no receptor,
Defeitos na sinalização pós receptora.

O TNFalfa, outra citocina que transmite a informação de gordura para o cérebro.
Esta aumentado em indivíduos obesos resistentes a insulina;
A redução na função dos receptores beta 3 no tecido adiposo marrom, pode
contribuir para a obesidade.



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Fatores de transcrição como o PPAR alfa, beta e gama, parecem estar envolvidos
na obesidade.

Fatores genéticos:

A hereditariedade contribui com 30 – 40 %,
Até o momento foram descritos 200 genes relacionados a obesidade,
Receptor beta 3 adrenérgico e receptor de glicocorticóides, podem sofrer
alterações gênicas na obesidade.

Ingestão de alimentos:
Carboidratos e proteínas regulam o apetite,
Alimentos gordurosos nem sempre.
Indivíduos obesos precisam ingerir menos caloria,
Mas a redução no consumo de energia resulta em uma alteração na eficiência de
conversão de energia química em trabalho mecânico.

Exercício físico:
Promove aumento no consumo de energia e ajuste do balanço energético

Abordagens farmacológicas
Durante muito tempo a abordagem farmacológica para tratamento da obesidade
foi:
Hormônios tireoidianos,
Moderadores de apetite,
Laxantes,
Diuréticos,
etc

Mas apenas duas substâncias conseguiram reduzir o peso de indivíduos obesos:
Orlistat
Sibutramina

Orlistat
Inibidor da lipase pancreática,
Impede a degradação da gordura e sua absorção,
Produz aumento na gordura fecal,
É pouco absorvido pelo organismo,
Pode ocorrer cólicas, incontinência fecal, flatulência,
Fora as ocorrências antissociais, o fármaco é bem tolerado,
Reduz a absorção de anticoncepcionais.

Sibutramina
Reduz a ingestão de alimentos, aumenta a saciedade,


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Inibe a recaptação neuronal da 5-HT/noradrenalina em locais no hipotálamo que
regulam a ingestão de alimentos,
Pode ocorrer insônia, boca seca, aumento da frequência cardíaca e pressão
arterial.

Novos fármacos:
Mazindol – agonista adrenérgico,
Posatirelina- análogo do hormônio liberador da tireotrofina,
Sertralina – inibidor seletivo da recaptação da 5HT,
Bupropiona – inibidor da recaptação da dopamina,
Enterostatina – antagonista da colecistocinina A,
Leptina pegilada – agonista de receptores

Alvos potenciais:
Agentes que reduzem a ingestão de alimentos:
Inibidores da recaptação da 5HT e noradrenalina em locais hipotalâmicos,
Antagonistas dos receptores do hormônio de concentração de melanina (MCH),
NPY, hormônio da liberação da corticotrofina, galamina, orexinas A e B,
Agentes que aumentam o consumo de energia
Estimuladores de fatores de transcrição (UCP-2 e UCP-3)
Agonistas de receptores beta 3




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