ordem unida apostila PM

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ordem unida apostila PM Powered By Docstoc
					Os termos têm um sentido preciso em que são exclusivamente empregados, quer na língua corrente, quer nas
ordens e parte escritas. Daí a necessidade das definições que se seguem:
      a Coluna
       É a disposição de uma tropa, cujos elementos (frações homens e viaturas) estão uns atrás dos outros,
quaisquer que sejam suas formações e distâncias.
      b. Coluna por um
       É a formação de uma tropa em que os elementos (frações homens ou viaturas) são colocados uns atrás
dos outros, seguidamente, guardando entre si a distancia regulamentar. Conforme o número dessas colunas
justapostas, tem-se as formações de coluna por dois, por três, etc.
      c. Distância
       É o espaço entre dois elementos (frações, homens ou viaturas), colocados uns atrás dos outros e
voltados para a mesma frente. Entre duas unidades a distancia se mede em metros ou em pessoa contados
do último elemento da unidade da frente ao primeiro da imediata. Esta regra continua a aplicar-se, ainda que a
unidade da frente se escalone em frações sucessivas. Entre dois homens a pé, a distancia de 80 centímetros
é o espaço compreendido entre ambos na posição de sentido, medido pelo braço esquerdo distendido, pontas
dos dedos tocando o ombro (mochila) do companheiro da frente. Entre viaturas, a distância é medida da parte
posterior da viatura da frente à parte anterior da viatura de trás.
      c. Fileira
       É a formação em que os homens (viaturas) estão colocados na mesma linha, uns ao lado dos outros,
tendo todos a frente voltada para o mesmo ponto afastado.
      e. Linha
       É a disposição de uma tropa cujos elementos (fração, homens ou viaturas), estão dispostos uns ao lado
dos outros.
      f Fila
       É a disposição de um grupo de homens colocados uns atrás dos outros, pertencentes a uma tropa
formada em linha em mais de uma fileira. O primeiro homem de cada fila, chama-se chefe de fila. A fila se diz
quebrada, quando, em relação às outras da mesma tropa, Ihe falta um ou mais homens.
      g. Intervalo
       É o espaço entre dois homens, ou duas viaturas, colocados na mesma fileira, ou entre duas unidades
vizinhas, e contado em passos ou em metros, paralelamente à frente. Entre duas unidade situadas à mesma
altura, mede se o intervalo do homem da esquerda da fração da direita ao homem da direita da fração
esquerda. Entre dois homens, o intervalo pode ser normal ou reduzido. Normal (80 centímetros) quando o
espaço entre eles é medido pelo braço esquerdo distendido horizontal e lateralmente, tocando o ombro do
companheiro. Reduzido (25 centímetros) quando o. policial militar coloca o punho esquerdo fechado, na
cintura, costas da mão para frente, tocando com o cotovelo o braço do companheiro ao lado. Entre viaturas, o
intervalo é o espaço lateral entre ambas, medindo de um cubo de roda a outro cubo de roda. O intervalo entre
viaturas é de três metros.
      h. Alinhamento
       Quando a disposição de vários homens, viaturas ou unidades, colocados uns ao lado dos outros, frente
voltada para a mesma direção, fique sobro uma linha reta
      i. Cobertura
       Quando a disposição de vários homens, viaturas ou unidades, todos com a frente voltada para a mesma
direção, imponha que um elemento fique exatamente atrás do outro.
      j. Cerra fila
       É o graduado colocado à retaguarda de uma tropa, com a missão de cuidar da correção da marcha e
dos movimentos, de exigir que todos se conservem nos respectivos lugares e de zelar pela disciplina .
      l. Homem base
       É o homem (oficial, graduado ou soldado) pelo qual uma tropa regula sua marcha, cobertura o
alinhamento. Em coluna, o homem base é o da testa da coluna base, que é designada segundo
necessidades. Quando não houver especificações, a coluna base será a da direita. Em linha, o homem base,
é o chefe da fila base, no centro, à esquerda ou à direita, conforme seja determinado.
     m. Unidade base
      É aquela pela qual as demais unidades regulam a marcha ou o alinhamento, por intermédio de seus
comandantes ou de seus homens base.
     n. Centro
      É o lugar representado pelo homem, fila ou coluna, situado na parte média da fronte de uma das
formações da Ordem Unida.
     o Direita (ou esquerda)
      É a extremidade direita (esquerda) de uma tropa.
     p. Formação
      É a disposição regular dos elementos de uma tropa em linha ou em coluna. A formação pode ser normal
ou em massa. Normal, quando a tropa está formada conservando as distâncias e os intervalos normais entre
os homens, viaturas ou frações. Formação emassada é aquela em que uma tropa de valor companhia ou
superior, dispõe seus homens em várias colunas independente das distâncias normais entre seus elementos.
     q. Testa
      É o elemento anterior de uma coluna.
     r. Cauda
      É o elemento posterior de uma coluna.
     s. Profundidade
      É o espaço compreendido entre a testa do primeiro e a cauda do último elemento de qualquer formação.
     t. Frente
      É o espaço em largura ocupado por uma tropa em linha ou em coluna. Avalia-se a frente aproximada de
uma tropa em Ordem Unida, atribuindo-se um metro e dez centímetros a cada homem, caso estejam com
intervalo normal, e 75 centímetros se estiverem sem intervalo.
     u. Escola
      Grupo de homens tendo em vista o melhor aproveitamento da instrução; seu efetivo. extremamente
variável, não depende do previsto para os diferentes elementos orgânicos das diversas OPM. Comumente em
Ordem Unida, ou maneabilidade ao se referir a todos os assuntos atinentes a um ramo de instrução, designa-
se: Escola do Grupo PM, Escola do Pelotão PM, etc. Também se aplica a qualquer grupo de homens em
forma, cujo efetivo não se assemelha ao das frações de tropa previstas no Q.O.

    8. COMANDOS E MEIOS DE COMANDO
     a. Generalidade
      Para transmitir sua vontade à tropa, o comandante empregada
      - Voz
      - Gesto
      - Corneta
      - Apito
      - Ordens

     9. VOZES DE COMANDO
      Voz de comando é a maneira padronizada, pela qual o comandante exprimo verbalmente a sua vontade.
Quando não for especialmente determinado em contrário, é ao comandante da unidade que cabe dar os
comandos.
      a. Na Ordem Unida, a voz de comando consta geralmente de:
       1) Voz de advertência - como: GRUPO ou PELOTÃO, etc..
       2) Comando propriamente dito - como: DIREITA, que indica o movimento a ser executado.
       3) Voz de execução - como: VOLVER, que determina o inicio da execução do movimento.
      b. Emprega-se a voz de comando sempre que possível, e quando a execução deva ser simultânea e
imediata.
      c Entre o comando propriamente dito e a voz de execução deve haver um intervalo que permita a
compreensão do movimento e, se for o caso, que os comandantes subordinados dêem vozes
complementares. A voz de execução é dada no momento exato em que o movimento deva começar ou
cessar. O comando propriamente dito deve ser longo; a voz de execução, curta e enérgica.
      d. A voz de comando deve ser ciara, enérgica a de intensidade proporcional à tropa Uma voz dada com
indiferença, só pode ter uma execução displicente.
      e. Para dar uma voz de comando, o comandante deve voltar a frente para tropa. Os comandos são
dados na posição de sentido. Quando enquadrados, em formatura ou cerimonia, os comandantes
subordinados volvam, apenas, a cabeça para a tropa, ao dar o comando.
      f. Quando o comando tiver de ser executado por toda a tropa os comandantes subordinados não repetem
a ordem. Caso contrário, repetem o comando, ou dão novas vozes, se necessário, para suas frações .
      g. Movimentos por tempo.
       Para fins de instrução, todos os movimentos podem ser subdivididos e executados em detalhes. A voz
de execução determina a execução imediata da primeira parte do movimento. As partes restantes são
executados aos comandos de «DOIS, TRES, QUATRO». Para esse fim, a voz deve ser precedida da
advertência: POR TEMPO». A execução continua desta maneira, até que seja dada a voz de «A
COMANDO».
      h. Comando em conjunto.
       Na instrução individual pode ser adotado o processo da comando em conjunto, dado por todos os
instruendos. Este processo tem a vantagem de desenvolver no homem a qualidade de ser ele o seu próprio
instrutor, obtendo-se o aperfeiçoamento da instrução individual em escolas de grande efetivo.




                           1O. COMANDOS POR GESTOS
     Os comandos por gestos constituem as vozes de comando, quando a distância, o ruído ou qualquer
outra circunstancia não permita que o comandante se faça ouvir. Comandos por gestos para a tropa a pé:
     a. Atenção
      Levantar o braço direito na vertical. Todos os gestos da comando devem ser precedidos do gesto de
atenção e, após haver aquele, a quem se destina a ordem, acusado estar atento, levantando o braço direito
até a vertical, o comandante baixa o seu braço a inicia a transmissão de sua ordem (fig. 1).
     b. Alto
      Colocar a mão direita aberta, dedos unidos à altura do ombro com a palma para a frente: em seguida,
estender o braço vivamente na vertical (fig. 2).
     c. Diminuir o passo
      Da posição de atenção, baixar lentamente o braço estendido (palma da mão voltada para o solo) até o
prolongamento da linha dos ombros e aí oscilá-lo para cima e para baixo (fig. 3).




      d Apressar o passo
       Com o punho cerrado, à altura do ombro, ergue-lo e baixá-lo várias vezes, verticalmente (fig. 4) .
      e. Marche-Marche
       Mesmo gesto que apressar o passo, mas, executando com vivacidade (fig. 4).
      f. Direção à esquerda (à direita)
       Em seguida ao gesto de atenção, baixar o braço direito à frente do corpo até a altura do ombro e faze-lo
girar para a esquerda (direita) acompanhando o próprio movimento do corpo na conversão. Quando já estiver
na posição desejada, elevar então vivamente o braço e estendê-lo na direção definitiva (fig. S e 5-A).




    g. Em forma
     Da posição de atenção, descrever com o braço círculos horizontais acima da cabeça e baixa-lo, em
seguida, na direção da marcha ou do ponto para o qual deve ficar voltada a frente (fig. 6).
    h. Coluna por um (ou por dois)
     Na posição de atenção, fechar a mão, conservando o indicador estendido para o alto (ou o indicador e o
médio, formando um angulo aberto. no caso de coluna por dois).
    i. Armar baioneta
     Simular o movimento de armar baioneta (fig. 7).
     j Cmt de grupo
      Estender o braço horizontalmente à frente do corpo, palma da mão para o solo; flexionar a mão para
baixo e para cima (dedos unidos e distendidos) várias vezes (fig. 8).
       1. Cmt de pelotão
Com ambos os braços distendidos à frente do corpo, palmas da mão para o solo, descrever círculos verticais
da frente para a retaguarda (fig. 9).




     11 EMPREGO DA CORNETA
      Os toques de corneta são empregados de acordo com respectiva «Ordenança». Quando uma escola já
tiver atingido um certo progresso na instrução individual, deverão ser realizadas sessões curtas e freqüentes
de Ordem Unida, com os comandos executados por meio de toques de corneta. Consegue-se, assim,
familiarizar os homens com os toques mais simples, de emprego usual. O homem deve conhecer os toques
correspondentes às diversas posições, aos movimentos de manejo de armas e os necessários aos
deslocamentos.

    12. EMPREGO DO APITO
     Os comandos por meio de apitos fazem-se mediante sons longos e curtos. Exceto outros que
dependerão de um entendimento prévio ou convenção, são previstos os seguintes comandos.
     a. Sentido - atenção
      Um silvo longo. A este comando, todos voltam-se para o comandante a espera de seu gesto, voz de
comando, ordem ou outro sinal.
     b. Ordinário - marche.
      Um silvo longo, acompanhado de outro curto.
     c. Alto
      O mesmo sinal acima, dado durante a marcha.
     d. Apressar o passo
      sons curtos, repetidos.
     e. Na coluna de estrada são observadas os seguintes comandos de apito:
      1) Ordinário Marche. Um silvo longo, durante o deslocamento: um silvo longo, seguido de um curto,
para romper a marcha depois do alto. Neste último caso, ao som longo, os homens entram em forma,
desensarilham as armas e se equipam. Só rompem a marcha ao som do silvo curto.
      2) Ensarilhar - armas. Desequipar. Um silvo curto, após a tropa ter feito alto.
      3) Passo de estrada – A vontade. Três silvos longos.
      4) Sem cadência. Dois silvos longos.

    13. ORDENS
     Emprega-se ainda ordens escritas ou verbais, que devem ser claras, precisas e simples. Na Ordem
Unida são utilizadas, em principio, as ordens verbais. Quem recebe uma ordem verbal, para cumprir ou
transmitir, deve repeti-la logo que acaba de recebê-la e esforçar-se por empregar as mesmas palavras,
quando a transmitir; de regresso, aquele que a transmitiu apresentar-se-á dizendo: TRANSMITIDA A
ORDEM!. caso não tenha outra comunicação.

                                            ARTIGO III
                                MÉTODOS E PROCESSOS DE INSTRUÇÃO

     14. GENERALIDADES
      a. Os exercícios de Ordem Unida são executados de modo uniforme. O objetivo deles é a obtenção da
habilidade em executar determinados movimentos de emprego freqüente, bem assim o desenvolvimento e a
manutenção da disciplina e da atitude policial militar.
      b. Assim sendo, a instrução de Ordem Unida deve ser ministrada, orientando-se pelas idéias diretrizes
que se seguem:
       1) Na instrução individual, o homem tendo compreendido o fim a atingir em cada movimento, procura por
ai mesmo alcançá-lo, sempre auxiliado pela assistência do instrutor. Esse deve conhecer o temperamento e o
grau de inteligência de cada homem e atender a tais fatores.
       2) Só iniciar a instrução da unidade elementar (Grupo e Pelotão), após ter conseguido execução
individual com desembaraço dos movimentos, manejo e marchas
       3) A instrução da unidade superior não deve ser iniciada enquanto a das unidades subordinadas não
tiver alcançado um certo grou de adestramento que Ihe permita receber ulterior instrução em combinação com
as outras unidades. Portanto, só quando os pelotões estiverem bem instruídos, é que poderão receber a da
Escola da companhia.
       4) A instrução deve ter um desenvolvimento gradual, isto é, começar pela parte mais simples, até atingir,
progressivamente, as mais difíceis.
       5) Os exercícios devem ser metódicos, precisos, freqüentes e breves Assim conduzidos, tornam-se de
grande valor para o desenvolvimento do autocontrole e espírito de coesão. Constitui grave erro realizar
sessões de Ordem Unida de longa duração.

     15. PROCESSOS DE INSTRUÇÃO
      A instrução individual deve ser ministrada, seguindo-se os processos abaixo descritos:
      a. Reunir para a instrução
       1) Os homens são reunidos para a instrução em turmas tão pequenas quanto possível, em torno de 10
(dez) elementos. Essas turmas devem corresponder às frações orgânicas da companhia. de modo que os
mesmos homens sejam confiados aos mesmos instrutores ou monitores.
       2) Os homens são dispostos em uma ou várias fileira, conforme o seu número, a natureza do exercício
e os espaços disponíveis. As fileiras ficam a quatro passos de distancia e, dentro de cada fileira, os homens a
quatro passos de intervalo, de forma que não perturbem uns aos outros e não haja qualquer preocupação de
conjunto. O instrutor coloca-se à frente da turma, à distância suficiente, para que todos os homens o vejam,
possam ouvir facilmente as suas explicações e sejam por ele vistos. Os monitores, que lhe foram atribuídos,
ficam nas proximidades imediatas aos homens, de cuja vigilância estejam encarregados.
       3) Quando os recrutas tiverem algum desembaraço a formação para a instrução acima indicada pode
ser tomada mediante comando a voz. Formada a turma em linha em uma fileira (ou grupo, excepcionalmente,
em linha de duas fileiras), o instrutor designa o homem-base pelo nome e comanda: A TANTOS PASSOS,
ABRIR. INTERVALO ENTRE OS HOMENS, MARCHE! ou eventualmente, A TANTOS PASSOS, ABRIR
DISTÂNCIA ENTRE OS HOMENS, MARCHE! Os intervalos e as distancias normais são retomados à voz:
LINHA EM UMA FILEIRA, MARCHE! ou, COLUNA POR UM, MARCHE
      b. Instrução individual sem comando
       1) Lentamente, o instrutor mostra o movimento que vai ser executado, decompondo-o, se possível, em
tempos sucessivos: acompanha a execução com breves explicações e chama a atenção para certos
pormenores.
       2) Manda que os homens o acompanhem na execução de cada tempo (comanda: FAÇAM COMO EU!)
e, assim certifica-se que compreenderam corretamente o movimento que se trato de executar.
       3) Em seguida; manda que continuem a exercitar-se por si mesmos (sem comando), à vontade,
esforçando-se cada recruta a fazer o movimento com rapidez e energia crescente. Enquanto os homens se
exercitam, o instrutor e os monitores procuram fazer as correções que forem necessárias. Essas correções
devem ser feitas em tom firme mas sem aspereza, só se tocando nos homens em caso de absoluta
necessidade.
       4) A fim de não fatigar a atenção dos homens, instrutor regula a sucesso dos movimentos ou dos,
tempos, sem se demorar muito em cada um deles e de modo que esgote o programa fixado para a sessão.
Exige, porém, que durante esse tempo cada homem trabalhe sem interrupção, até que ele comande:
DESCANSAR!
       5). Só se consegue a precisão e a vivacidade, progressivamente Por isso, de cada vez, se exige um
pouco mais de rapidez e de precisão e a mesma energia na execução dos movimentos e a mesma correção
das atitudes.
       6) Uma vez conhecidos todos os tempos de um mesmo movimento, o instrutor manda executá-lo sem
decompor em tempos e sem exigir precisão e correção máximas.
       7) Se notar que a faculdade concedida aos homens, para se exercitarem individualmente, acarreta
frouxidão, mandará executar alguns movimentos já conhecidos, mediante comandos, segundo as condições
que serão indicadas adiante.
       8) A correção de atitude, observada desde o inicio dos exercícios, garante o equilíbrio de todas as
partes do corpo, favorece o desenvolvimento físico do recruta e propicia-lhe o andar desembaraçado e
marcial, que caracteriza todo policial militar.
      c. Instrução individual mediante comando
       1) Desde que o mecanismo dos movimentos já esteja suficientemente conhecido, começa-se a
instrução mediante comando, que permite ao instrutor regular as condições do fim colimado, e exercitar os
homens na obediência aos comandos a voz e por gestos.
       2) O principal objetivo da instrução individual mediante comando, é conduzir progressivamente os
recrutas a uma execução automática e de absoluta precisão, por meio da repetição sistemática de
movimentos corretos e enérgicos.
       3) Desenvolve-se, assim, nos homens, os hábitos que garantem obediência absoluta aos comandos
nas ações policiais militares.
       4) Embora feito mediante comando, não se deixa, a principio, de decompor os movimentos, e somente
depois se passa a executá-los sem decomposição.
       5) A cadência, lenta no início, é progressivamente aumentada até a do passo ordinário, tendo-se
sempre o cuidado de não prejudicar a precisão.
       6) Nos movimentos feitos por decomposição (à ordem: POR TEMPOS), executa-se o primeiro tempo à
voz de execução, e os outros são executados aos comandos: DOIS! TRES!, etc.. Os movimentos sucedem-se
sem outras interrupções, além das impostas pela necessidade de descansos curtos e freqüentes. O fim é
obrigar os homens a trabalhar, disciplinar-lhes a vontade e enrijecer-lhes os músculos, pela repetição de
movimentos comandados com energia e executados com vigor e precisão.
       7) É de boa prática fazer com que os homens contem, em voz alta, os. tempos que vão executando, de
modo que adquiram o ritmo normal dos movimentos.
       8) Para despertar o espírito de emulação, convém mandar descansar os homens que, antes de seus
;companheiros, conseguiram executar corretamente os movimentos exercitados.
       9) Em cada turma, os monitores vigiam a execução dos movimentos e, em poucas palavras,
comunicam as observações aos, homens, durante a pausa de repouso.
      d. Os movimentos mal compreendidos ou executados incorretamente, são de novo executados pelo
processo de instrução individual, sem comando. Quando qualquer comando não tiver sido bem executado o
instrutor quiser repeti-lo, comandará: ÚLTIMA FORMA! para voltar à situação imediatamente anterior, ou para
tornar sem efeito um comando inadequado. Esse movimento será feito com rapidez e energia.
      e. Comandos em conjunto
       1) É aconselhável adotar-se, na instrução individual, o comando em conjunto.
       2) Cada homem deverá pronunciar a voz de comando como ele estivesse no comando de toda a tropa.
O volume sonoro, obtido pela combinação das vozes, incentiva os executantes no sentido da energia e
precisão dos movimentos. Os comandos dados em uníssono. desenvolvem desde logo o senso de
coordenação e de ritmo.
       3) Os comandos em conjunto auxiliam a dominar á insegurança, a timidez e a falta de desenvoltura dos
homens, concorrendo para o desenvolvimento da confiança e do entusiasmo. Exigem do indivíduo maior
desembaraço, pois o homem deve, não só dar a voz de comando corretamente, como, também, executá-la
com precisão. Desenvolvem no instruendo a qualidade de ser ele o seu próprio instrutor e, por este processo,
obtém-se o aperfeiçoamento da instrução individual, em escolas de grande efetivo.
       4) Todos os movimentos devem ser explicados e ensinados em detalhes, antes dos comandos em
conjunto. As vezes de comando inicialmente devem ser ensaiadas sem execução; mais tarde, o movimento
deverá, então, ser executado mediante o comando em conjunto.
       5) O intervalo, entre o comando propriamente dito e a voz de execução, depende do efetivo da tropa e
do seu grau de instrução. É preciso, entretanto, que este intervalo não seja muito curto.
       6) O instrutor deve dar o comando propriamente dito numa entonação tal, que anime os homens,
fazendo com que eles se sintam ansiosos pela execução, a fim de poderem, por sua vez dar a voz de
comando. É no comando em conjunto que melhor se reflete a qualidade da instrução, em vista da mútua
emulação entre o instrutor e a tropa.
       7) Os comandos em conjunto devem limitar-se a movimentos simples, com vozes de comando bastante
curtas e de execução simultânea por toda a tropa.
       a) Não se prestam a comandos em conjunto aqueles que exigem comandos complementares dos
comandantes subordinados.
       b) O instrutor vai indicando os comandos a serem feitos pelos instruendos, que os repetirão sob forma
de ordem, para própria execução.
                   Exemplos!
                   Instrutor: Pelotão, Sentido! COMANDAR!
                   - Instruendos: PELOTÃO SENTIDO!
                   Instrutor: Direita, volver! COMANDAR!
                   - instruendos: DIREITA, VOLVER!
                   Instrutor: Ordinário, marche! COMANDAR!
                   - Instruendos: ORDINÁRIO, MARCHE!
                   Instrutor: Pelotão, alto! COMANDAR!
                   - Instruendos: PELOTÃO, ALTO!
                   Para cessar os comandos em conjunto, o instrutor dá a voz de: AO MEU COMANDO!
     16. DEVERES DO INSTRUTOR E DO MONITOR
      a. Para que os exercícios de Ordem Unida atinjam as suas finalidades, o instrutor deve:
       1) Explicar em detalhe cada posição ou movimento, executando-o ao mesmo tempo. Em seguida,
determinar a execução por parte dos homens, sem ajudá-los, somente tocando, para corrigir, aqueles que
sejam incapazes, de o fazer por si mesmos.
       2) Evitar conservar os instruendos, por muito tempo, em uma posição ou na execução de movimentos.
       3) Fazer com que aprendam cada movimento, antes de passar para o seguinte.
       4) Imprimir gradualmente a devida precisão e uniformidade.
       5) A medida que a instrução avançar, grupar os homens segundo o grau de adiantamento. Os que
mostrarem pouca aptidão ou retardo na execução devem ficar sob a direção dos melhores instrutores (ou
monitores).
       6) Não ridicularizar nem tratar com aspereza os que se mostrarem deficientes ou revelarem pouca
habilidade. O instrutor deve fiscalizar cuidadosamente a instrução, a fim de assegurar-se de que os monitores
tratam os homens com a devida consideração.
      b. É essencial que os indivíduos selecionados como instrutores possuem ou desenvolvam as seguintes
qualidades:
       1) Pessoais - o instrutor deve ter:
        a) Experiência em tratar com os homens.
        b) Personalidade que inspire confiança e estimule o interesse pela instrução.
        c) Maneiras agradáveis, mas firmes no tratar os instruendos, evitando familiaridade.
        d) Decoro militar, dignidade e dedicação especial pela sua tarefa.
        e) Paciência e interesse para com os problemas dos instruendos e capacidade de colocar-se mental e
profissionalmente na posição deles.
       2) Profissionais - o instrutor deve:
        a) Conhecer a fundo o assunto a ser ministrado.
        b) Ser Capaz de organizar e dirigir a instrução eficazmente.
        c) Ser capaz de demonstrar com êxito o assunto que vai ensinar.
        d) Conhecer os processos de instrução mais adequados e, para isso, considerar sempre a mentalidade
e as condições físicas dos instruendos. A linguagem empregada deve ser a que o instruendo compreenda.
        e) Estar sempre que tiver cabimento e for possível, no mesmo uniforme previsto para os instruendos.
        f) Ser permanentemente e de forma construtiva um exemplo de apresentação a ser assimilado pelos
instruendos quanto ao uso correto do uniforme adequado à instrução.
        g) Preparar previamente os monitores sobre o assunto que vai ministrar.
      c. O monitor deve:
       1) Conhecer o assunto que vai ser ministrado.
       2) Ser executante perfeito.
       3) Ter paciência, habilidade e respeito no tratar os instruendos, evitando termos humilhantes e não
regulamentares.
       4) Estar sempre que tiver cabimento, no mesmo uniforme determinado para os instruendos.
       5) Ser permanentemente e de forma construtiva, um exemplo de apresentação a ser assimilado pelos
instruendos, quanto ao uso correto do uniforme adequado à instrução.
                                                     CAPÍTULO II
                                            INSTRUÇÃO INDIVIDUAL SEM ARMA

                                                           ARTIGO IV
                                                         GENERALIDADES

     17. CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO
      a. A instrução individual de Ordem Unida deve ser ministrada, desde os primeiros dias de incorporação.
      b. Para evitar vícios de origem, prejudiciais à instrução e difíceis de serem corrigidos, aos melhores
instrutores deve ser confiado esse ramo de instrução.
      c. Os instruendos menos hábeis devam ser agrupados numa determinada escola, merecendo especial
atenção.
      d. A execução correta das posições e dos movimentos deve ser o principal da instrução individual.
                  e. Deve ser incutido nos oficiais e graduados o dever de corrigir os homens em qualquer
    situação, mesmo fora da instrução. Assim, na apresentação a um superior, no cumprimento de ordens, nas
    formaturas diárias, etc., deve ser exigido correção, energia e vivacidade nas posições e deslocamentos.

                                                          ARTIGO V
                                                    INSTRUÇÃO SEM ARMA

     18. POSIÇÕES
      a. Militares a pé.
       1) Sentido
                                    O homem fica imóvel e em silêncio, com a frente voltada para o ponto
    indicado. Os calcanhares tão unidos quanto o permita a sua conformação física, as pontas dos pés
    ligeiramente voltadas para fora, quase unidas, formando um angulo de 15 graus. O corpo levemente
    inclinado para a frente com peso distribuído igualmente sobre os calcanhares e as plantas dos pés; os
    joelhos naturalmente distendidos O busto aprumado, com o peito saliente, ombros na mesma altura e um
    pouco para trás, sem esforço. Os braços caídos e ligeiramente flexionados, com os cotovelos na mesma
    altura, afastados 10 centímetros do corpo. As mãos abertas, tocando a parte exterior das coxas, com as
    palmas e com os dedos, estes unidos e distendidos. O pescoço desembaraçado das espáduas, a cabeça
    erguida, olhando para a frente no plano horizontal e o olhar fixo para a frente (fig. 10 e 11). Ao se tomar a
    posição de sentido, os calcanhares são unidos com energia e vivacidade, de modo a se ouvir esse contacto.
       2) Descansar
                                            Estando na posição de «Sentido»., ao comando de DESCANSAR, o homem deslocará o pé
esquerdo cerca de 30 centímetros para a esquerda. Simultaneamente, a mão esquerda segura o braço direito pelo pulso, a mão direita
fechada colocada às costa, pouco baixo da cintura. Nessa posição, as pernas ficarão naturalmente distendidas e o peso do corpo
igualmente distribuído sobre os pés, que permanecerão num mesmo alinhamento. Esta é a posição do policial militar ao entrar em forma,
onde permanecerá em silêncio e imóvel (figura 12).




       3) À vontade
                                          Este comando poderá e convém ser dado, quando a tropa estiver parada por tempo
prolongado Achando-se a tropa na posição de sentido, deverá receber primeiro o comando de «descansar» e, em seguida, o de à
«vontade»; a este comando, o homem se mantém no seu lugar, de modo a conservar o alinhamento e a cobertura, podendo mover o corpo.
O comandante da tropa poderá permitir, conforme as circunstâncias, que se fale, beba água do cantil, retire a cobertura, etc.. Se for dada
uma voz de advertência, o homem, por si mesmo, tomará a posição de descansar, imediatamente.
       4) Em forma
        Ao comando: Escola (grupo, pelotão, etc.), frente para tal ponto coluna por um (dois, três, etc.), ou linha
de uma (duas, três, etc.) fileiras. seguido da execução «em forma», cada homem desloca-se rapidamente
para o seu lugar e, na posição de sentido, toma as distâncias e intervalos regulamentares, se for o caso. Isto
feito, passa automaticamente à posição de descansar e mantém-se em silêncio.
       5) Fora de forma, marche!
        A este comando, os homens deixam vivamente os seus lugares. Quando necessário o comando será
precedido de advertência nas proximidades. Neste caso os homens são obrigados a manter a atenção no seu
comandante, permanecendo nas imediações.
       6) Olhar à direita (esquerda)
        Exercita-se o homem na posição de sentido ou no passo ordinário, a volver a cabeça energicamente
para o lado indicado, sem desviar a linha dos ombros e sem modificar a posição Volta-se a cabeça à posição
normal, ao comando: OLHAR FRENTE! Na continência pela tropa a pé firme, cada homem gira a cabeça para
o lado indicado, olha francamente a autoridade que se aproxima e, à proporção que esta se desloca,
acompanha-a com a vista, voltando naturalmente a cabeça, até que a autoridade tenha atingido o último
homem da esquerda (direita) Depois disso, volta energicamente a cabeça para a frente primitiva ao comando
de: OLHAR FRENTE!
      b. Policiais Militares em viatura
       1)Sentido
        A esse comando, o homem fica imóvel, olhando em frente corretamente sentado busto na vertical,
pernas em ângulo reto com as coxas, joelhos afastados cerca de 10 centímetros, braços colados ao tronco,
antebraço e mão repousando sobre as coxas, dedos unido e distendidos, palma das mãos para baixo. O
homem sentado ao lado do motorista mantém as pernas como este, a fim de não dificultar-lhe a direção do
veículo. Quando armados, os homens; mantém a arma (fuzil ou mosquetão) verticalmente, entre as coxas,
segurando a pelo fuste com as duas mãos, mão esquerda acima da direita.
       2) Descansar
        A esse comando, o homem não é mais obrigado a manter a rigidez da posição de sentido. Terá a
liberdade de alterar a posição das pernas e braços, conservando, porem as mãos repousadas sobre as
coxas, mantendo a arma na mesma posição anterior, se armado.
       3) A vontade
        A esse comando, o homem terá a liberdade de movimentar. Poderá falar, beber, sob ordem do
comandante, não podendo abandonar o assento e devendo manter-se em atitude correta. É proibido o apoio
dos braços sobre as janelas nas cabinas, fechadas. A arma ficará como na posição anterior.

    19. PASSOS
     a. Os passos são: ordinário, sem cadência de estrada e acelerado
     b. Cadência: É o número de passos executados por minuto nas marchas de passo ordinário e acelerado.
     c. Passo ordinário: é o passo com 75 centímetros de extensão calculado ao calcanhar do pé de trás ao
calcanhar do pé da frente.
     d. Passo sem cadência. É o passo executado na grandeza que convém ao homem, de acordo com a sua
conformação física com o terreno. No passo sem cadência, o homem é obrigado a conservar a atitude
correta, a distância, o alinhamento e a cobertura.
     e. Passo de estrada. É o passo sem cadência, não havendo, a obrigação de conservar a atitude correta,
devendo o homem Ter a preocupação de manter seu lugar em forma e a regularidade da marcha.
     f. Passo acelerado. É o passo executado com a grandeza de 75 a 80 centímetros, conforme o terreno, e
numa cadência de 170 a 180 passos por minuto.

    20. MARCHAS
     a O rompimento das marchas é feito sempre com o pé esquerdo.
      b O instrutor, para marcar a cadência, contará UM! DOIS! conforme o pé que toca o solo: UM! o pé
esquerdo; e DOIS! o pé direito .
      c .As marchas são executadas em passo ordinário, passo sem cadência, passo de estrada e passo
acelerado.
       1) Marcha em passo ordinário
        a) Rompimento Ao comando: ORDINARIO, MARCHE! o homem leva o pé esquerdo parra a frente com
a perna naturalmente distendida assentando-o no solo, primeiramente com o calcanhar, sem bater
exageradamente; eleva o calcanhar do pé direito, fazendo o peso do corpo recair sobre o pé esquerdo. Leva,
em seguida o pé direito para a frente, colocando-o da mesma maneira que o esquerdo. Continua assim a
marcha, avançando em linha reta, perpendicularmente à linha dos ombros. A cabeça será conservada ereta e
os braços devem oscilar com as mãos distendidas (dedos unidos), até a altura da fivela do cinturão, quando à
frente, sem ultrapassar de 30 centímetros a perna, quando atrás. Estando a tropa na posição descansar, o
comando de «ordinário, marche!» deve ser precedido da voz de «sentido». A grandeza do passo ordinário é
de 40 centímetros para o primeiro passo e de 75 centímetros para os demais. A cadência é de 120 passos
por minuto
        b) Alto. No passo ordinário, a voz deve ser dada quando o pé esquerdo assentar no terreno; dar-se-ão
mais dois passos: um com o pé direito e outro com o pé esquerdo, unindo-se então, com energia, o pé direito
ao esquerdo, batendo fortemente os calcanhares.
        c) Marcar passo. Á voz de execução, dada nas mesmas condições que para o alto, o homem procede
como a essa voz; em seguida, continua pisando no mesmo lugar, sem levantar muito os joelhos, sem bater
demasiadamente com os pés e mantendo a cadência do passo ordinário. Os braços oscilam como nesse
passo. O movimento de marcar passo; deve ser de curta duração. É empregado, quer nas ocasiões de
desfile, quer para manter a distância regulamentar entre duas unidades consecutivas de uma coluna ou
qualquer outra situação que exija espera ou retificação.
        d) Uma tropa na situação de «marcar passo» só poderá receber o comando de ALTO! ou EM FRENTE!
        e) Em frente. A voz de execução deve ser dada, quando o pé esquerdo for assentado ao terreno;
marca-se ainda um passo com o pé direito, rompendo, em seguida, com o pé esquerdo, a marcha no passo
ordinário.
        f) Alto (marcando passo). A voz de execução deve ser dada, quando o pé esquerdo assentar no
terreno; marcar-se-ão mais dois passos; um com o pé direito e outro com o pé esquerdo, unindo-se, então,
com energia, o pé direito ao esquerdo, batendo fortemente os calcanhares.
        g) Trocar posso. O homem leva o pé, que está atrás, para o lado do que acaba de trocar o chão e torna
a partir com esse último pé; este movimento deve ser feito com vivacidade e executado independente de
ordem e sempre que for necessário acertar o passo com os demais homens. Será comandado somente a
título de aprendizagem ou para um pequeno escalão acertar com o passo da tropa que desfila.
       2) Marcha em passo sem cadencia.
        a) Rompimento da marcha. Partindo da posição de sentido, ao comando: SEM CADI:NCIA. MARCHE!
o homem rompe a marcha em passo sem cadência, devendo conservar-se em silêncio durante a sua
execução. Se o homem estiver na posição de descansar, o comando «sentido» deverá preceder ao de «sem
cadência, marche».
        b) Passar da marcha em passo ordinário ao passo sem cadência. Estando o homem em marcha em
passo ordinário, ao comando: SEM CADÊNCIA, MARCHE! iniciará a marcha em passo sem cadência. Para
voltar ao passo ordinário, basta comandar: ORDINÁRIO, MARCHE!
        c) Alto. Estando em passo sem cadência, ao comando: ALTO! e homem dá mais um passo e une o pé
que esta atrás da frente.
       3) Marcha em passo de estrada
        a) Nas marchas em coluna de estrala e fora das localidades, para proporcionar maior comodidade à
tropa, permite-se-lhe marchar em passo de estrada. Ao comando: PASSO DE ESTRADA, MARCHE! o
homem marcha ao passo sem cadência, podendo, durante a marcha, falar, cantar, beber e comer. Retornar
ao passo ordinário ou sem cadência, aos comandos ORDINÁRIO, MARCHE! ou SEM CADÊNCIA, MARCHE!
        b) Os passos sem cadência ou de estrada não têm grande cadência regulamentar mas convém evitar o
andar muito precipitado, que é por demais fatigante. O aumento da velocidade deve ser conseguido com o
aumento da grandeza do passo e não com a aceleração da cadência. Uma tropa no passo de cadência, ou no
passo de estrada, inicialmente, deve percorrer 80 metros por minutos, ou sejam 106 passos de 75
centímetros.
        c) Alto. Estando em passo de estrada, ao comando de ALTO! O homem, procede como foi determinado
no passo sem cadência.
       4) Marcha em passo acelerado
        a) Rompimento da marcha (partindo da posição de sentido). A voz de advertência, o homem levanta os
antebraços, encostando-os levemente ao corpo e formando com os braços ângulos aproximadamente retos:
as mãos fechadas, sem esforço e um pouco voltado para dentro, com o polegar para cima. À voz de
execução, leva o pé esquerdo com perna ligeiramente curva para frente, o corpo no prolongamento na perna
de trás, correndo natural e cadenciadamente e movendo os braços naturalmente para frente e para trás, sem
os afastar do corpo. A cadência é de 170 a 180 passos por minuto. Não se deve executar essa marcha com a
perna retesada, pois causa cansaço precoce.
        b) Passar do passo ordinário ao acelerado. Para passar do passo ordinário ao acelerado, a voz de
execução deve ser dada ao se assentar o pé esquerdo no terreno; o homem dá mais três passos, dois com o
pé direito e um com o esquerdo, rompendo então o acelerado com este, de acordo com o que está prescrito
para a partida da posição de sentido
       c) Passar do passo sem cadência ao passo acelerado. Se a tropa estiver marchando sem cadência,
antes da voz: ACELERADO, MARCHE! se mandará ORDINÁRIO, MARCHE!
       d) Alto. A voz deve ser dada, quando o homem for assentando o pé esquerdo no terreno; dá mais
quatro passos em acelerado e para, unindo o pé direito ao esquerdo e baixando os antebraços.
       e) Passar do passo acelerado para o ordinário. Estando em acelerado, a voz de execução deve ser
dada quando o pé esquerdo assentar no terreno; o homem dá mais três passos em acelerado, iniciando
então, o passo ordinário com o pé esquerdo.
      5) Marche-marche
       O homem corre com a maior velocidade possível, sem contudo debandar, até o comando: SEM
CADÊNCIA, MARCHE! ou ALTO'

     21. VOLTAS
      a. A pé firme, todos os movimentos são executados da posição de sentido, mediante os comandos
abaixo:
       1) DIREITA (ESQUERDA) VOLVER! A voz de execução desse comando, volta-se o executante para o
lado indicado, de um quarto de círculo, sobre o calcanhar do pé direito (esquerdo) e a planta do pé esquerdo
(direito), e, terminada a volta, assenta a planta do pé direito (esquerdo) esta excedente no chão; une depois o
pé esquerdo (direito) ao direito (esquerdo), batendo energicamente os calcanhares.
       2) MEIA-VOLTA, VOLVER! Execução como na «esquerda volver», sendo a volta de 180º.
       3) OITAVO A DIREITA (ESQUERDA), VOLVER! Executa-se do mesmo modo que «direita (esquerda)
volver», mas, a volta é apenas de 45º.
       4) Estando a tropa na posição de descansar, pode ser comandado frente para esquerda, direita ou
retaguarda, quando se mudará a frente, permanecendo na posição de descansar.
      b Em marcha
       1) DIREITA (ESQUERDA), VOLVER! A voz de execução deve ser dada no momento em que o homem
assenta no terreno o pé direito (esquerdo); com o pé esquerdo (direito) ele dá um passo de 40 centímetros e
volve à direita (esquerda) sobre a planta do pé esquerdo (direito), prosseguindo a marcha, com o pé direito
esquerdo), na nova direção.
       2) OITAVO À DIREITA (ESQUERDA), VOLVER! É executada do mesmo modo que «direita (esquerda)
volver», porém a rotação é apenas de 45º.
       3) MEIA-VOLTA, VOLVER! A voz de execução deve ser dada ao assentar o pé esquerdo no chão; o pé
direito vai um pouco à frente do esquerdo, girando o homem vivamente pela esquerda sobre as plantas dos
dois pés, mudando a frente para a retaguarda, prosseguindo a marcha com o pé direito, na nova direção.
       4) As voltas só serão executadas quanto a tropa estiver se deslocando em passo ordinário. Quando em
passo sem cadência, poderá ser comandado «frente para a direita (esquerda ou retaguarda)», marche!,
mudando, dessa forma, a frente de marcha.
                                                          CAPÍTULO 6
                                     BANDEIRA, ESTANDARTE, SÍMBOLO E BALIZA


                                                          ARTIGO XXI
                                                      GENERALIDADES


          93. DEFINIÇÕES
                  a. O vocabulário BANDEIRA, nos manuais militares, é empregado para designar o Pavilhão Nacional, Símbolo da
Pátria.
                  b. O termo ESTANDARTE se aplica a uma bandeira militar, conferida a determinada unidade por ato logal.
                  c. Denomina-se SÍMBOLO à flâmula que serva para distinguir os diferentes comandos de tropa.


                                                         ARTIGO XXII


          94. USO DE BANDEIRAS
                  a. Cada unidade deve possuir uma Bandeira para ser hasteada no respectivo mastro nos dias feriados ou festivos e
outras para ser conduzida pela tropa nas formaturas e solenidades previstas no “b.” abaixo.
                 b. Nas unidades, a Bandeira deverá formar nas guardas de honra, guardas fúnebres, nas cerimônias de sua
apresentação, no compromisso de recrutas, no dia 19 de novembro, nas paradas e formaturas para a entrega de medalhas e
condecorações.
                  c. A Bandeira da unidade é guardada exclusivamente no gabinete do comandante, em em armário envidraçado.


          95. GUARDA DA BANDEIRA E PORTA-BANDEIRA
                  a. O porta-bandeira será sempre o oficial com o CFO ou aspirante-a-oficial mais moderno da unidade.
                  b. A Bandeira é sempre acompanhada de uma guarda constituída de: um cabo e quatro soldados, fornecidos pela
companhia de comando. Quando formar estandarte, a guarda é acrecida de mais um cabo; os cabos cobrirão o porta-bandiera e
porta-estandarte e os soldados enquadrarão o conjunto. As praças componentes dessa guarda deverão ter boa conduta e bom aspecto
físico, procurando-se ainda uniformidade quanto a estatura entre todos seus componentes, tomando-se como base o do porta-
bandeira.
                c. Nas Escolas de Formação de Oficiais ou Praças, a guarda da Bandeira é constituída por alunos do Curso de
Formação destas Escolas, sempre que possível.
                  d. Na APMBB por alunos do 3º CFO e no CFAP por alunos sargentos.
                  e. Quando formar apenas uma parte da unidade (batalhão menos) ou companhia, o porta-bandeira poderá ser
qualquer oficial subalterno, que tenha o Curso de Formação de Oficiais, escalado para esse fim; a guarda será constituída segundo o
previsto no “b.” anterior.
                 f. Salvo o caso de marcha de estrada, a guarda da Bandeira mantém sempre a baioneta armada. Quando a tropa
descansa ou faz ombro-arma, ela acompanha o movimento; quando porém aquela apresenta arma ou cruza arma, esta permanece em
ombro-arma e a Bandeira é desfraldada.


          96. COLOCAÇÃO DA BANDEIRA EM FORMA
                  A posição da Bandeira em forma será a seguinte:
                  a. No batalhão. Dez passos de distância ou intervalo do EM, respectivamente, quando estiver em coluna ou linha.
                  b. Na companhia é colocada como no batalhão, porém, a cinco passos em relação ao porta-símbolo.


          97. POSIÇÕES
                 a. Sentido. Estando a tropa na posição de sentido, o porta-bandeira, nessa posição, conserva a Bandeira assentada
pelo conto no solo, junto à ponta do pé direito; a mão direita segura a hste conjuntamente com o pano, na altura da articulação da
coxa direita com o quadril, mantendo-a na vertical. (fig. 61).
                 b. Descansar. Quando a tropa fica na posição de descansar, o porta-bandeira toma essa posição, afastando o pé
esquerdo cerca de 30 centímetros para a esquerda; a Bandeira fica na posiçao do “a.” acima. (fig. 62).




                  c. Ombro-arma. Quando a tropa faz ombro-arma, o porta-bandeira, na posição de sentido, descrita no “a.” acima,
mantendo o pano enrolado, empunha a haste, inclina-o e a apoia no ombro direito, levantando o conto do solo, de modo que a mão
direita venha ficar pouco acima da cintura (fig. 63)




                 d. Desfraldar. Quando a tropa apresenta arma ou desfila, a Bandeira, com o pano desfraldado, é colocada
verticalmente no alojamento do conto no talabarte (boldrié); a mão direita segura a haste acima do ombro; a mão esquerda segura a
espada como na posição de sentido. (fig. 64).
      98. RECEPÇÃO DA BANDEIRA PLEA TROPA
                 a. Entrada da Bandeira em forma.
                             1) A tropa recebe a Bandeira em qualquer formação. O porta-bandeira, acompanhado de sua guarda,
vai buscar a Bandeira no local em que estiver guardada, e em passo ordinário, vem colocar-se defronte da tropa, a uma distância de
trinta passos do lugar que deve ocupar na formação, mantendo-se a Bandeira e a guarda na posição de ombro-arma.
                              2) O comandante da tropa, ao avistar a Bandeira, comandará: SENTIDO! OMBRO-ARMA! ( perfilar
espadas) e, logo que ela se tenha colocado na posição acima indicada, comandará: EM CONTINÊNCIA À BANDEIRA -
APRESENTAR-ARMA! ( espadas) e, a esse comando:
                                      a) A Bandeira, com o pano desfraldado, é colocado verticalmente, no alojamento do conto
no talabarte. A sua guarda mantém-se na posição de ombro-arma (fig. 64).
                                       b) Toda a tropa apresenta arma. A banda toca o Hino Nacional em continência e as bandas
de tambores e corneteiros a marcha batida. Os oficiais de espada embainhada e os homens desarmados fazem a continência
individual. Os homens armados com outras armas que não fuzil, devem obedecer o que foi prescrito na parte referente ao respectivo
manejo.
                            3) Durante a continência , todos fixam o olhar no Símbolo da Pátria, que se conserva perfilado e
desfraldado.
                              4) Terminado o Hino Nacional e mediante o comando de: BANDEIRA EM FORMA! dado pelo
comandante da tropa, o porta-bandeira, com a Bandeira ainda desfraldada, avança com a guarda, em passo ordinário e entra em
forma; a tropa que estava olhando à direita ( esquerda), neste comando, acompanha com o olhar seu deslocamento, até a posição de
olhar à direita ( esquerda), quando a voz de advertência do comandante da tropa, olhará em frente, como se este comando tivesse
sido dado. O comandante da tropa completa, então, o comando de ombro-arma e descansar-arma. Esse comando é também
obedecido pela Bandeira e sua guarda.
                 b. Retirada da Bandeira de forma.
                            1) A Bandeira retira-se de forma com as seguintes formalidades;
                                         a) O comandante da tropa comanda: OMBRO-ARMA! ( perfilar espadas) e em seguida:
BANDEIRA FORA DE FORMA! Esta, em ombro-arma e acompanhada de sua guarda, vai se colocar a uma distância de trinta
passos à frente da tropa e voltada para ela.
                                b) Em seguida, o comandante da tropa comanda: EM CONTINÊNCIA À BANDEIRA -
APRESENTAR ARMA! ( espadas), procedendo todos como no caso da entrada da Bandeira em forma e esta é desfraldada.
                                        c) Terminado o Hino Nacional, o comandante da tropa comanda: OMBRO-ARMA! (perfilar
espadas) e, a Bandeira retira-se com sua guarda. Logo que a Bandeira tenha desaparecida, comandará: DESCANSAR, ARMA!
                                       1) A tropa motorizada desembarca, para receber ou retirar de forma a Bandeira. A Bandeira
será conduzida segundo o tipo de cada viatura.
                                       2) Tanto na recepção como na retirada da Bandeira, deve-se observar o cerimonial militar
para honras à Bandeira.


      99. PRESCRIÇÕES DIVERSAS
                 a. A Bandeira não corresponde às continências individuais que lhe fazem os policiais-militares (oficiais e praças),
apenas o porta-bandeira responde ou presta as continências tomando a posição de sentido.
                 b. A guarda da bandeira executa movimentos de voltas e alguns de manejo de armas, sob o comando do porta-
bandeira.
                c. Quando a Bandeira estiver em forma e a tropa fizer direita, esquerda ou meia-volta volver, a guarda, sob o
comando do porta-bandeira, ou porta-estandarte, quando este formar, fará direção à direita ou à esquerda, até ficar voltada para a
nova direção em que se acha a tropa.

                 d. Nos desfiles, a Bandeira procederá de acordo com o prescrito no § 89. c. 9) a)

				
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