ESTUDO DOS ALCAL�IDES DE HIPPEASTRUM GLAUCESCENS (MARTIUS
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ESTUDO DOS ALCALÓIDES DE HIPPEASTRUM GLAUCESCENS
(MARTIUS) HERBERT (AMARYLLIDACEAE)
A. E. Hofmann Jr.; C. Sebben; A. C. E. Fonseca; J. A. S. Zuanazzi
Departamento de Produção de Matéria-Prima, Faculdade de Farmácia,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Av. Ipiranga, 2752, 90610-000,
Porto Alegre, RS, Brasil. E-mail: zuanazzi@farmacia.ufrgs.br
Muitas plantas fornecem compostos utilizados na terapêutica ou que
servem como modelo para a síntese de novos medicamentos com maior
atividade e/ou menor toxicidade. Os alcalóides de Amarilidáceas apresentam
um grande potencial farmacológico destacando-se atividade antiviral,
analgésica e anticâncer. Suas espécies estão principalmente distribuídas em
regiões tropicais e subtropicais, sendo o gênero Hippeastrum encontrado
desde o México até a Argentina. No estado do Rio Grande do Sul foram
identificadas 5 espécies, dentre elas H. glaucescens, que é tema deste estudo.
Após coletado e identificado, o material vegetal foi separado em bulbos,
flores, partes aéreas e raízes. Cada um destes foi colocado em maceração
com etanol durante 5 dias. Decorrido este período, o material foi filtrado e
concentrado à pressão reduzida, sendo este processo repetido até reação
negativa frente aos reagentes de precipitação de alcalóides. A fração
Alcalóides Totais (AT), para cada parte do vegetal, foi obtida empregando-
se método clássico baseado em diferentes solubilidades do extrato com
alteração do pH. A partir da fração de AT de bulbos, utilizando-se diferentes
técnicas cromatográficas (cromatografia circular, em coluna e em camada
delgada), isolaram-se 4 alcalóides chamados HG-1, HG-3, HG-4 e HG-5.
Estes alcalóides estão sendo analisados através de seus espectros de NMR-
1
H, NMR-13C e de correlação; espectrometria de massas; ultravioleta e
infravermelho além de características físicas como ponto de fusão e
solubilidade. As análises iniciais indicam que os alcalóides HG-1 e HG-3
sejam licorina e tazetina, respectivamente. Paralelamente foi proposto um
sistema de HPLC visando a identificação destes alcalóides e a verificação da
existência dos mesmos nas outras partes do vegetal.
(CNPq, FAPERGS, CAPES)
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