diferentes condi��es de ilumina��o natural e artificial e passados question�rios by anrLZ6T

VIEWS: 4 PAGES: 5

									LabCon – Laboratório de Conforto Ambiental / ARQ
Fernando O.R. Pereira



                                  ARQ 1303 – ECV 4200

                                TRABALHO EM GRUPO

   “ANÁLISE DAS CONDIÇÕES DE ILUMINAÇÃO EM AMBIENTES DE
             ATIVIDADES VISUAIS SIGNIFICATIVAS”

Este trabalho consiste num exercício de representação e análise das condições de iluminação de
um ambiente real. A análise das condições de iluminação requer o desenvolvimento da capacidade
de observação, percepção visual, percepção da qualidade da iluminação e outros aspectos do
conforto visual relacionados às tarefas visuais que normalmente ocorrem no interior das
edificações. Neste momento, são realizadas visitas ao ambiente escolhido, feitas medições
(luxímetro), produzidos registros fotográficos (de preferência c/ máquina fotográfica digital) do
ambiente em diferentes condições de iluminação (natural e artificial) e passados questionários
para coleta de informações de percepção individual;
O processo de projeto pode ser revisado e soluções alternativas podem ser propostas. Os aspectos
mais facilmente percebidos são os seguintes:
   Condições de céu: pode ocorrer uma grande variação de iluminação natural com condições
    atmosféricas que variam do céu claro (sem nuvens) até o céu completamente encoberto;
   Penetração solar: este aspecto proporciona a caracterização da penetração da luz direta do
    sol através das aberturas e da eventual necessidade de seu controle e sua influência nas
    condições de iluminação resultantes;
   Iluminação da tarefa visual: pode-se avaliar como a luz pode ser levada ao local certo, na
    quantidade e direcionalidade adequadas;
   Distribuição dos níveis de iluminação: é avaliada a distribuição (mais ou menos uniforme)
    da densidade do fluxo luminoso sobre os diversos planos visuais;


AMBIENTE LUMINOSO
A maioria dos projetistas entende muito pouco da relação existente entre a quantidade de luz e
visibilidade e a percepção de briho. Geralmente, não distinguem nível de iluminação (medido em
lux) de luminância (medida em cd/m2). As pessoas são, na maioria dos casos, incapazes de
diferenciar se um ambiente tem pouca luz ou se apenas parece escuro. A quantidade de luz é
apenas um dos fatores que determinam a visibilidade de uma cena e a qualidade de iluminação de
um ambiente. Cada espaço, pessoa, objeto e tarefa visual apresentam características específicas e
requerem informações próprias. Visibilidade é também relativa ao foco, distração e contexto;
melhorar a visibilidade pelo simples aumento do nível de iluminação (quantidade) ao invés de
uma geometria da iluminação mais adequada (qualidade) pode ser perda de tempo e, em muitos
casos, produzir efeitos negativos, tais como, aumento de custo, dissipação de calor e aumento na
probabilidade de ocorrência de ofuscamento.
Um ambiente luminoso adequado é aquele que satisfaz as necessidades de informações visuais
dos seus ocupantes. O que é de interesse é salientado, enquanto o resto não; deve haver o máximo
de sinal (informação útil e requerida) e o mínimo de ruído (informação irrelevante e indesejável).
LabCon – Laboratório de Conforto Ambiental / ARQ
Fernando O.R. Pereira



O que é iluminado e como é pode ser mais importante do que a quantidade de luz que é
proporcionada.
Para a produção de um ambiente luminoso que satisfaça as necessidades de um determinado
espaço, é necessário listar e analisar as atividades a serem desenvolvidas, priorizando-se em
termos de importância e freqüência de ocorrência. Isto pode ser desenvolvido de acordo com a
seguinte classificação:
       Atividades, que possuem
       Sub-atividades, que possuem
       Sub-atividades visuais, que possuem
       Necessidades de informações variáveis em função dos diferentes objetos da cena
Neste momento, pode-se constatar diversos conflitos que costumam ocorrer no processo de
otimização do ambiente luminoso.
Exemplo:        AMBIENTE – sala de aula
                ATIVIDADES – aula, discussão, demonstração, áudio visual
                SUB-ATIVIDADES – ouvir o apresentador, ouvir música, ler, escrever,
                movimentos, relaxamento.
                SUB-ATIVIDADES VISUAIS – olhar faces, gestos, roupas, anotações, imagens
                projetadas.
                NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO – mesmas que a anterior

Assim, para a definição dos sistemas de iluminação a serem adotados, cada atividade deve ser
alocada no espaço e suas exigências analisadas de acordo com os seguintes parâmetros:
     o objeto da atividade visual é vertical ou horizontal?
     o objeto é localizado ou é encontrado em todo o ambienta?
     o objeto é visto pela variação de sua refletividade, cor, textura, forma ou por uma
      combinação?
     o objeto é bi ou tridimensional? brilhante ou difuso? claro ou escuro?
     existem telas de vídeo ou qualquer outra necessidade de iluminação especial?
     a atividade é de longa ou curta duração, ou intermitente?
     as várias atividades são simultâneas ou seqüenciais?

O máximo de necessidades de informação, características de objetos visuais e características
relevantes do ambiente luminoso destinado às atividades e sub-atividades visuais listadas devem
ser organizados na forma de produzir uma espécie de Programa Espacial para o projeto do
ambiente luminoso.
LabCon – Laboratório de Conforto Ambiental / ARQ
Fernando O.R. Pereira



                                           ETAPAS

1) Pesquisa das características físicas dos espaços e materiais (cores, texturas, refletâncias,
   mobiliário);
 escolha do espaço arquitetônico a ser estudado (de preferência no campus da UFSC);
 visita ao local para o levantamento das características físicas:
                         dimensões;
                         detalhes;
                         materiais;
                         cores;
                         texturas;
                         mobiliário.
 visita ao local para registro fotográfico; pelo menos um registro de manhã e outro à tarde, com
  céu claro;
 visita ao local para medição da iluminância nos postos de atividade visual significativa


2) Levantamento das condições de iluminação (medições) e representação gráfica dos
   resultados coletados;

Procedimentos para medições de iluminância

Para uma avaliação mais precisa dos níveis de iluminação, os procedimentos seguintes para as
medidas devem ser observados:
 considerar a quantidade de luz no ponto e no plano onde a tarefa for executada, seja
   horizontal, vertical ou em qualquer outro ângulo;
 manter o sensor paralelo à superfície a ser avaliada ou deixá-lo sobre a superfície cujos níveis
   de iluminação estão sendo medidos;
 atentar para o nivelamento da fotocélula quando ela não for mantida sobre a superfície de
   trabalho e sim na mão da pessoa que faz as medições, pois pequenas diferenças na posição
   podem acarretar grandes diferenças na medição;
 evitar sombras sobre a fotocélula, acarretada pela posição de pessoas em relação à ela, a não
   ser que seja necessário para a caracterização de um posto de trabalho;
 verificar, sempre que possível, o nível de iluminação em uma superfície de trabalho, com e
   sem as pessoas que utilizam estes ambientes em suas posições, desta forma, é possível
   verificar eventuais falhas de lay-out;
 expor a fotocélula à luz aproximadamente cinco minutos antes da primeira leitura, evitando-se
   sua exposição a fontes luminosas muito intensas, como por exemplo, raios solares;
 realizar as medições num plano horizontal a 75 cm do piso quando a altura da superfície de
   trabalho não é especificada ou conhecida.

Devido às freqüentes variações da disponibilidade da luz natural ao longo do dia e do ano, para
valores mais precisos de níveis de iluminação, deve-se verificá-lo em diferentes horas do dia
(horário legal) e também em diferentes épocas do ano.
LabCon – Laboratório de Conforto Ambiental / ARQ
Fernando O.R. Pereira



1. Iluminância em planos de trabalho

Para avaliação da iluminância em planos de trabalho deve-se fazer medições em uma quantidade
de pontos (malha) suficiente para caracterizar adequadamente tais planos.

- Quantidade de pontos
Para determinar o número mínimo de pontos necessários para verificação do nível de iluminação
natural deve-se determinar o Índice do Local (K) pela expressão abaixo e recorrer à Tabela 1.

                              Onde: L é a largura do ambiente, em metros [m];
       C.L
K                                  C é o comprimento do ambiente, em metros [m];
   H m . (C  L )                   Hm é a distância vertical entre a superfície de trabalho e o topo da
                                    janela ou do plano das luminárias, em metros [m].

                        Tabela 1: Quantidade mínima de pontos a serem medidos .
                                        K           No de Pontos
                                       K1                9
                                      1K2              16
                                      2K3              25
                                       K3               36

Salienta-se que este índice caracteriza um número mínimo de pontos a serem medidos e que
devem ser aumentados para que se consiga simetria nas medições e sempre que se desejar uma
melhor caracterização da iluminância do ambiente.

- Malha de pontos para medições
O ambiente interno deve ser dividido em áreas iguais, com formato próximo ou igual a um
quadrado. A iluminância E é medida no centro de cada área. Deve-se planejar a malha evitando
pontos muito próximos às paredes. Para isto, recomenda-se um afastamento mínimo de 0,50 m.


2. Representação gráfica dos resultados
Para uma análise completa da iluminância no ambiente construído, deve-se verificar a variação
espacial da iluminância através das curvas isolux e a iluminância média sobre a superfície total.
A iluminância média, freqüentemente, não representa a variação da iluminância no espaço.
Para estudar a variação da iluminação natural no ambiente pode-se utilizar as curvas isolux que
são traçadas pelos pontos com igual iluminância.
Desta forma, estas curvas representam a variação de iluminância no ambiente e indicam as partes
do ambiente onde se fará necessária complementação para suprir as necessidades mínimas, seja
pelo uso de iluminação artificial ou por modificações nos sistemas de aberturas.

Exemplo de curvas isolux
LabCon – Laboratório de Conforto Ambiental / ARQ
Fernando O.R. Pereira




                                                       Fig. 2: 2D com contornos isolux (Winsurf)




Fig. 1: Isométrica com contornos isolux



                                                       Fig. 3: 3D com contornos isolux (Winsurf)

Para facilitar a análise de desempenho, deve-se proceder da seguinte forma:
 consultar a NBR 5413: Iluminância de Interiores, para determinar a iluminância média (EM) a
  ser atendida para cada ambiente visual;
 aplicar valores limites para determinar as zonas através dos seguintes critérios:

        Intervalo de iluminância             Zona                 Classificação
           <(70% EM – 50 lux)             insuficiente                ruim
      (70% EM – 50 lux) a 70% EM       transição inferior            regular
           70% EM a 130%EM                 suficiente               aceitável
          130%EM a 1.000 lux          transição superior              bom
               > 1.000 lux                 excessiva                  ruim
 proceder a obtenção do gráfico identificando com cores as zonas determinadas.


3) Questionário

								
To top