CLORETOS COLORIM�TRICO

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     Laboratório                           CLORETOS                              POPBIO xxx/xx


CLORETOS COLORIMÉTRICO
INDICAÇÃO MÉDICA DO EXAME
A determinação dos cloretos em amostras de sangue e urina faz parte da avaliação dos distúrbios hidro-
eletrolíticos e ácido-básico. A dosagem do cloreto no suor é útil no diagnóstico da fibrose cística.
PRINCÍPIO
Os íons cloreto reagem com tiocianato de mercúrio formando cloreto mercúrico e íons tiocianato, que
reagem com os íons férrico formando tiocianato férrico, de cor amarela, proporcional à concentração de
cloretos na amostra.
AMOSTRA
Preparo do paciente
Recomenda-se jejum mínimo de 8 horas para dosagens sanguíneas.
Tipos de amostra
Usar soro ou plasma (EDTA, oxalato, citrato, heparina), urina (colhida com intervalo de 24 horas) e
líquor.
Para evitar a passagem do cloreto para as hemácias, o plasma ou soro devem ser separados até 1 hora
após a colheita. Para dosagem no líquor ou na urina, utilizar amostras centrifugadas.
Armazenamento e estabilidade da amostra
O analito é estável 7 por dias entre 15 – 25 ºC e vários meses a 10 ºC negativos.
Volume mínimo
(Definir o volume mínimo a ser encaminhado para análise)
Volume ideal
(Definir o volume ideal a ser encaminhado para análise)
Fazer referência ao manual ou POP de colheita, separação e distribuição de material.
PRODUTO UTILIZADO
Cloretos, Catálogo 49           ANVISA - 10009010042
Labtest Diagnóstica
Av. Paulo Ferreira da Costa, 600
Lagoa Santa, MG, 33400-000
Reagente de Cor: Armazenar entre 15 – 25 ºC.
Contém tiocianato de mercúrio 2 mmol/L, nitrato férrico 17 mmol/L e ácido nítrico 30 mmol/L.
Ativador: Armazenar entre 15 – 25 ºC.
Contém nitrato de mercúrio 1,1 mmol/L e ácido nítrico 0.9 mmol/L.
Padrão - 100 mEq/L : Armazenar entre 15 – 30 ºC. Após o manuseio sugere-se armazenar bem vedado
para evitar evaporação.
Precauções e cuidados especiais
1. Os cuidados habituais de segurança devem ser aplicados na manipulação do reagente. Fazer
   referência ao manual ou POP de segurança.
2. Os reagentes não abertos, quando armazenados nas condições indicadas são estáveis até a
   data de expiração impressa no rótulo. Durante o manuseio, os reagentes estão sujeitos à
   contaminação de natureza química e microbiana que podem provocar redução da
   estabilidade. O laboratório deve estabelecer a estabilidade em suas condições operacionais.
3. O Reagente de Cor pode se precipitar em temperaturas inferiores a 15 ºC. Neste caso,
   aquecer a 37 ºC e agitar até a dissolução completa.
4. Manusear com cautela: O Reagente de Cor é tóxico. Não pipetar com a boca.
EQUIPAMENTOS NECESSÁRIOS
Procedimento manual
1. Fotômetro capaz de medir com exatidão a absorbância em 470 nm .
2. Pipetas para medir amostras e reagentes.
3. Cronômetro.
Procedimento automatizado
Indicar o nome, modelo e o local onde se encontra o equipamento analítico; fazer referência ao manual
ou POP para utilização do mesmo.
Procedimento alternativo
Indicar o equipamento alternativo e os procedimentos para medição dos ensaios. Enumerar as
diferenças esperadas quando procedimentos manuais substituem procedimentos automatizados.
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CONTROLE DA QUALIDADE
Materiais
Identificar os materiais para controle interno e externo da qualidade (fabricante, número de catálogo),
instruções de preparo e frequência da utilização dos mesmos.
Limites de tolerância
Descrever o procedimento para definição dos limites de tolerância, o sistema adotado para utilização do
mapa de Levey-Jennings e das regras de controle e as providências a serem tomadas diante de valores
que ultrapassem tais limites. Fazer referência ao manual ou POP de procedimentos para utilização dos
materiais de controle.
Verificação de novo lote de controles e/ou reagentes
Descrever o procedimento de verificação de novos lotes de controles e de reagentes.
Gerenciamento dos dados
Definir como os dados relativos ao controle da qualidade são arquivados e gerenciados.
Fazer referência ao manual ou POP de garantia da qualidade.
PROCEDIMENTO
Procedimento manual
Soro, plasma e líquor.
Urina: diluir a amostra 1:2 com água deionizada. Multiplicar o resultado obtido por 2.
1. Tomar 3 tubos de ensaio e proceder como a seguir:
                                            Branco            Teste            Padrão
         Reagente de Cor (nº 1)             3,5 mL           3,5 mL            3,5 mL
         Ativador (nº 2)                    0,1 mL           0,1 mL            0,1 mL
         Amostra                              -----          0,01 mL             -----
         Padrão (nº 3)                        -----            -----           0,01 mL
2. Misturar e esperar 2 minutos.
3. Determinar as absorbâncias do teste e padrão em 470 nm, acertando o zero com o branco. A cor é
     estável por 2 horas.
Procedimento automatizado
Fazer referência ao manual ou POP para utilização do equipamento analítico. Anexar o guia de
aplicação dos reagentes para o sistema automático.
Precauções e cuidados especiais
1. Para manusear e descartar reagentes e material biológico, aplicar as normas estabelecidas
   de segurança. Fazer referência ao manual ou POP de segurança.
2. A limpeza e secagem adequadas do material são fatores fundamentais para a estabilidade
   dos reagentes e obtenção de resultados corretos. Fazer referência ao manual ou POP de
   limpeza e verificação da qualidade da limpeza dos materiais.
3. A água utilizada no laboratório deve ter a qualidade adequada a cada aplicação. Assim, para
   preparar reagentes e usar nas medições, deve ter resistividade 1 megaohm ou
   condutividade 1 microsiemens e concentração de silicatos 0,1 mg/L (água tipo II). Para o
   enxágüe da vidraria a água pode ser do tipo III, com resistividade 0,1 megaohms ou
   condutividade 10 microsiemens. No enxágüe final utilizar água tipo II. Quando a coluna
   deionizadora está com sua capacidade saturada ocorre a produção de água alcalina com
   liberação de vários íons, silicatos e substâncias com grande poder de oxidação ou redução
   que deterioram os reagentes em poucos dias ou mesmo horas, alterando os resultados de
   modo imprevisível. Assim, é fundamental estabelecer um programa de controle da qualidade
   da água. Fazer referência ao manual ou POP de água reagente.
CÁLCULOS
Ver linearidade.

                     Absorbância do teste
Cloretos (mEq/L) =                               x 100
                     Absorbância do padrão

Devido a grande reprodutibilidade que pode ser obtida com a metodologia, o método do fator pode ser
empregado.
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                                  100
Fator de calibração =
                         Absorbância do padrão

Cloretos mEq/L = Absorbância do teste x Fator
Urina (mEq/24 horas) = mEq/L x volume (em litro)
RESULTADOS
Unidade de medida
mEq/L
Conversão de mEq/Lpara Unidade SI: mmol/L = mEq/L
Valores de referência
Soro ou plasma: 97 a 106 mEq/L
Urina: 170 a 254 mEq/24 horas
Líquor: 118 a 132 mEq/L
Valores críticos
Soro ou plasma: > 115 mmol/L
                  < 80 mmol/L
Incluir o procedimento a ser adotado diante de um resultado crítico.
LIMITAÇÕES DO PROCEDIMENTO
Linearidade
O resultado da medição é linear entre 70 e 130 mEq/L. Para valores maiores diluir a amostra com água
destilada ou deionizada e repetir a determinação. Multiplicar o resultado obtido pelo fator de diluição.
Diluir a amostra de tal modo que o valor encontrado se situe entre 80 e 120 mEq/L. Indicar o
procedimento de diluição utilizado no laboratório.
Interferências
1- Valores de Triglicérides maiores que 1800 mg/dL produzem resultados falsamente elevados.
2- Para uma revisão das fontes fisiopatológicas e medicamentosas de interferência nos resultados e na
metodologia, sugere-se consultar Clin Chem 1975; 21:1D-432D.
SIGNIFICADO CLÍNICO
O cloreto, como grande ânion do líquido extra-celular é essencial para a vida humana. Ele desenvolve o
principal papel na manutenção da neutralidade eletroquímica do líquido extra-celular, incluindo o plasma.
A hipocloremia é observada nos vômitos, com perda de HCI, nos estados acidóticos nos quais existe um
acúmulo de ânions orgânicos (ânion gap positivo). A verdadeira hipocloremia é um componente
frequente das alcaloses metabólicas persistentes, associadas à depressão de volume. A síndrome de
Bartten, que acredita-se ser devida a um defeito de reabsorção de cloretos no túbulo distal, inclui
hipocloremia.
Caracteristicamente, pacientes em crise Addissoniana tem níveis de cloreto sérico diminuídos. Uma
síndrome recentemente descrita, a diarréia congênita cloretada, que envolve uma perturbação no
transporte ativo do cloreto no íleo distal e grosso intestino, produz diarréia osmótica e alcalose
hipoclorémica.
A hipercloremia, ocorre em várias formas de acidose metabólica, incluindo aquelas secundárias à perda
de grande quantidade de bicarbonato, como nas diarréias prolongadas e nas ureteroenterostomias.
Também as gamopatias mono e policlonais estão associadas com hipercloremia. Tem-se demonstrado
a presença de concentrações elevadas do cloreto sérico em pacientes com hiperparatireoidismo.
Também na síndrome nefrótica encontramos hipercloremia. Finalmente a acidose tubular renal é uma
condição hiperclorêmica.
A determinação de cloretos no suor é útil para o diagnóstico da fibrose cística (mucoviscidose). Nesta
doença o cloreto do suor está aumentando.
A excreção urinária de cloreto encontra-se aumentada diante de diureses massiças por várias causas,
como observado na depleção de potássio e insuficiência adrenocortical. Ao contrário, a excreção
urinária de cloreto diminui quando há perda aumentada por outras vias, bem como na hiperfunção
adrenocortical e na reação de stress pós-operatório.
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REFERÊNCIAS
1. Burtis CA, Ashwood ER. Tietz Textbook of Clinical Chemistry, Philadelphia: Saunders Company,
   1994; 1366-1367.
2. Schales O, Schales S. J Biol Chem 1941;140:879.
3. Skeggs L. Metodologia Technicon.
4. Westgard JO, Barry PL, Hunt MR. Clin Chem 1981; 27: 493-501.
5. Zall DM, Fischer D, Garner, MQ.Anal Chem 1956; 28:1665.
6. Inmetro – Boas Práticas de Laboratório Clínico e Listas de Verificação para Avaliação, Qualitymark
   ed., Rio de Janeiro, 1997.
7. Tonks DB. Quality Control in Clinical Laboratories, Warner-Chilcott Laboratories, Diagnostic
   Reagents Division, Scarborough, Canada, 1972.
8. Cloretos, Instruções de Uso, Labtest Diagnóstica.

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Aprovado por:                                                                          ___/___/___
Implantado por:                                                                        ___/___/___
Substitui POP:
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Desativado por:                                                                        ___/___/___
Razão:

                                 Número                                 Destino
Cópias

				
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