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                                AVALIAÇÃO PROGRESSIVA DE LÍNGUA PORTUGUESA


   Ensino
 Fundamental     ALUNO (A):_______________________________________________________ Nº _____ TURMA: ______

  PROFESSORAS: Nelândia e Rose                                                       DATA: 23/06/2010



                           O texto I é base para responder os itens de 01 a 14.


                                            Juventude, educação e cidadania

      Duas reportagens publicadas recentemente pela Folha são um alerta sobre a falta de perspectivas da
juventude brasileira. A primeira revela a queda do número de matrículas no ensino médio, entre 2004 e 2005, em
três Estados, na faixa etária de 15 a 17 anos [...] Essa queda é um dos fatores que pesaram na redução de 138
mil matrículas no ensino médio no país como um todo. A segunda reportagem apresenta os resultados de uma
pesquisa realizada em oito regiões metropolitanas brasileiras, a qual concluiu que 27% dos jovens de 15 a 24
anos estão sem atividades educacionais ou profissionais.
      Tomados em conjunto, esses dados suscitam algumas indagações: por que esses jovens estão fora da
escola? Eles estão abandonando os estudos ou sequer chegaram ao ensino médio? De que maneira a exclusão
do mercado de trabalho e a da escola se articulam?
      Ainda não existe um diagnóstico definitivo sobre os motivos que geraram esse quadro. Contudo, o próprio
governo declarou que considera a queda do número de matrículas preocupante [...].
      Esse sinal de alerta não diz respeito apenas ao acesso à escola mas também às próprias possibilidades de
desenvolvimento com que os jovens contam. Afinal, o ensino médio [...] deve ser a instância em que se dá a
preparação básica para o trabalho e a cidadania. A escolaridade de nível secundário também funciona como uma
espécie de antídoto contra a pobreza e a exclusão social: vários estudos internacionais concluem que são
necessários entre 11 e 12 anos de educação formal para que uma pessoa tenha acesso a empregos com
remuneração suficiente para possibilitar que ela saia da pobreza ou não caia nela.
      Assim, não é exagero dizer que a exclusão dos jovens dos bancos escolares e do mercado de trabalho
compromete -por vezes, irreversivelmente- a integração social dos jovens no seu trânsito para papéis adultos,
além de gerar conseqüências negativas para a eqüidade socioeconômica, para o desenvolvimento do país e para
sua inserção mais ativa na economia globalizada.
      [...]
      Em vários países que enfrentaram o mesmo problema, entre eles a Argentina, onde a bolsa se mostrou
uma alternativa eficiente no sentido de assegurar o prosseguimento dos jovens nos estudos. Na medida em que
promove a admissão e a permanência do jovem na escola, ela funciona como um mecanismo de inclusão, já que
aumenta as chances de uma inserção qualificada no mercado de trabalho, além de ampliar as possibilidades de
desenvolvimento individual. Em outros termos, não se trata de uma estratégia que visa apenas a formação de
mão-de-obra. A estratégia visa também possibilitar que os jovens exerçam -no presente e no futuro, quando se
tornarem adultos- plenamente a cidadania. [...]
      Pode-se contra-argumentar que a bolsa acarretaria ônus adicionais ao Estado, já sobrecarregado pela
demanda social do Brasil. Contudo, nunca é demais lembrar o que vários estudos e experiências internacionais já
demonstraram: custa menos investir em prevenção do que na solução dos problemas gerados pela exclusão e
pela desigualdade. Exemplo disso são os gastos com violência, fenômeno associado à desigualdade com forte
impacto sobre os jovens brasileiros -as principais vítimas da violência em sua forma mais cruel: os homicídios.
     De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2004, [...] os gastos com saúde relacionados à
violência no Brasil chegaram a 1,9% do PIB. Tomando como base o PIB do ano de 2003, de R$ 1,5 trilhão, isso
representa cerca de R$ 285 bilhões. Em contraponto, sabe-se que cada ano adicional de escolaridade tem um
impacto positivo sobre a renda. É sob esse prisma que a idéia da bolsa ganha sentido e força, possibilitando que
a educação funcione, efetivamente, como um ativo de mobilidade social, reduzindo a desigualdade e
possibilitando a melhoria da produtividade. E assim segue a história do homem.
                          (Jorge Werthein, 64, doutor em educação pela Universidade de Stanford / EUA
                      COLÉGIO 7 DE SETEMBRO                                     Central de
                      FUNDADOR PROF. EDILSON BRASIL SOÁREZ
                                                                               Atendimento:    4006.7777
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                      O Colégio que ensina o aluno a estudar




1. No texto I, o autor faz referência a duas reportagens publicadas pelo jornal “Folha de São Paulo” com a
   intenção de:

    a) analisar isoladamente os dados da reportagem para mostrar ao longo do texto que eles não mantêm relação
       entre si. (não, porque há um paralelo entre as duas bastante evidenciado na tese. Além disso, o enunciado se
       refere a reportagens, enquanto o item fala de reportagem, no singular)
    b) refletir sobre os fatos apresentados nas reportagens, a fim de evidenciar a relação entre a necessidade de se
       manter o jovem na escola e a plenitude da cidadania. (esta é a única opção que estabelece a relação paralela
       presente no texto)
    c) mostrar a ligação existente entre os grandes índices da violência e o fato de 27% dos jovens brasileiros
       estarem fora da escola e sem emprego. (não se fala no texto em relação com índices de violência)
    d) provar que existe uma posição definitiva sobre as causas que deram origem aos fatos apresentados na
       reportagem. (o terceiro parágrafo contradiz este item)

    2. Para validar a ideia de que a educação secundária combate a desigualdade social, o autor argumenta que:

    a) o ensino médio deve ser a instância em que se dá a preparação básica para o trabalho e a cidadania. (resposta
       evidenciada no 4º parárafo)
    b) a frequência ao ensino médio só influencia positivamente a renda dos jovens entre 11 e 12 anos . (11 e 12
       anos, no texto, referem-se à quantidade de anos de educação formal necessários para que uma pessoa tenha
       acesso a empregos com remuneração suficiente)
    c) o ensino fundamental é a única forma de garantir que o jovem se livrará da extrema pobreza. ( o texto faz
       referência ao ensino médio. Sequer toca em ensino fundamental)
    d) os empregos precisam garantir remuneração suficiente para que as pessoas livrem-se da pobreza. (a
       educação formal precisa garantir o acesso a empregos que possibilitem tal remuneração)

3. Sobre o uso da linguagem, é correto afirmar que no texto I há:
   a) predomínio de uma linguagem coloquial, que tem como base a língua falada.
   b) uso da norma culta-padrão com base nas prescrições da gramática normativa.
   c) registro simples que atende às exigências da norma culta, mas apresenta traços da oralidade.
   d) linguagem extremamente informal, inadequada à situação de comunicação.


    4.    Sobre as relações de significação das palavras do texto I, pode-se afirmar que:
    a)    as palavras “exclusão” (ℓ 18) e “inserção” (ℓ 21) têm, no contexto, a mesma significação.
    b)     a palavra “irreversivelmente” (ℓ 19) modifica a significação do nome “integração” (ℓ 19).
    c)    a palavra “impacto” (ℓ 37) pode ser substituída sem alteração de sentido por “impulso.”
    d)    a expressão “bancos escolares” (ℓ 18) refere-se ao lugar onde as escolas guardam suas economias.

5. Releia o 4º parágrafo do texto I, analise as proposições abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta:
I. “mas também” (ℓ 12) e “também” (ℓ 14) indicam sentido de adição.
II. “Contudo” (ℓ 10) foi usado para indicar claramente uma conclusão.
III. A conjunção “ou” (ℓ 18) é palavra indicativa de alternância.
IV. A palavra “onde” (ℓ 22) traz incorreção no uso. O correto seria: “aonde.”

É correto o que se afirma apenas em:

a) Somente a I, II e IV estão corretas.
  SEDE NILA GOMES DE SOÁREZ                    SEDE EDILSON BRASIL SOÁREZ              SEDE EDNILDO GOMES DE SOÁREZ
      Av. do Imperador, 1330                     Rua Henriqueta Galeno, 1011                 Av. do Imperador, 1055
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b) Somente a III e a IV estão corretas.
c) Somente a II e IV estão corretas.
d) Somente a I e a III estão corretas.



6. Leia o fragmento:
[...] Não é comum os governantes se preocuparem com a educação nem dos jovens nem dos adultos. Tal postura nos
condena, portanto, aos vergonhosos resultados que temos obtidos nas avaliações internacionais que medem a
qualidade da educação brasileira, por isso temos de avaliar constantemente os candidatos que elegemos, pois é das
decisões deles que depende o futuro o futuro da Nação.

             Os elementos de articulação grifados estabelecem respectivamente relações de:

  a)         alternância, conclusão, explicação e conclusão.
  b)          conclusão , alternância, adição e explicação.
  c)         explicação, adição, alternância e adição.
  d)          adição, conclusão, conclusão e explicação.

7. Das afirmações abaixo sobre as relações do título com o corpo do texto, a única alternativa correta é: (O título:
juventude, educação e cidadania)

a) a exclusão dos jovens dos bancos escolares e do mercado de trabalho compromete irreversivelmente a integração
dos jovens na vida adulta, e estes permanecerão imaturos e dependentes, fato que os prejudicará continuamente. (o
texto não traz nada referente à maturidade e dependência, o que torna esta opção falsa)
b) a exclusão do jovem da escola e do mercado de trabalho pode implicar sua não-integração social, contribuir para a
desigualdade socioeconômica, para o não desenvolvimento do país e para a entrada deste na economia globalizada.
c) a não-integração dos jovens, a desigualdade socioeconômica, o baixo desenvolvimento econômico do país e a
ausência de jovens na economia globalizada é consequência direta da exclusão dos jovens dos bancos escolares.
(pode implicar, pode contribuir, mas o texto não atribui à exclusão do jovem dos bancos escolares tamanhas
consequências. Apenas reflete sobre tais possibilidades)
d) o baixo nível de escolaridade do jovem compromete sua entrada no mercado de trabalho e, consequentemente,
impede seu trânsito para os papéis adultos, além de barrar a inserção do nosso país na economia globalizada. (mais
uma vez fala sobre maturidade –papéis adultos – além de exagerar ao dizer que tal exclusão barraria a inserção do
país na economia globalizada uma vez que há muito estamos inseridos).


8.Segundo o texto I, as reportagens publicadas pelo jornal “Folha de São Paulo” apontam como dados da falta de
perspectiva da juventude brasileira:

a) a redução do número de matrículas no ensino médio para jovens entre 15 e 17 anos e a falta de atividades
educacionais ou profissionais. (falta o segundo dado...27%.....)
b) a queda do número de matrículas no ensino médio no país para jovens entre 15 e 17 anos e o percentual de 27%
dos jovens, de 15 a 24 anos , estarem sem atividades educacionais ou profissionais. (o enunciado pede dados. A
única opção que traz os dois dados citados nas reportagens é esta.
c) a queda do número de matrículas no ensino, o que levou, consequentemente, os jovens de 15 a 24 anos a ficarem
sem atividades educacionais ou profissionais. (não foi em consequência da queda de matrículas que os jovens
ficaram sem atividades. )
d) a redução do número de matrículas para jovens de 15 a 24 anos, o que levou os jovens a abandonarem os estudos
ou sequer chegarem ao ensino médio. (a falta de procura por matrículas levou à queda)

9. Marque o item que traz o verbo na voz passiva analítica:

a) As pesquisas foram publicadas recentemente pela Folha.
b) Abriram-se matrículas para o ensino médio.
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c) A escola funciona como um mecanismo de inclusão.
d) Muitos alunos matricularam-se no ensino médio.

10. Leia os fragmentos abaixo retirados do texto I.

              . “Tomados em conjunto, esses dados suscitam indagações” (ℓ 7).

              . “Ainda não existe um diagnóstico definitivo sobre os motivos que geraram esse quadro” (ℓ 10 ).

              . “Assim, não é exagero dizer....” (ℓ 18)

Observe as informações sobre os verbos sublinhados e analise as proposições:
I. O verbo suscitar é um verbo regular de 1ª conjugação.
II. O verbo gerar está flexionado no pretérito imperfeito do indicativo.
III.O verbo ser tem paradigma irregular.

É correto o que se afirma apenas em:

             a) III .
             b) I e III.
             c) II e III.
             d) I.


11. Nos períodos abaixo, só há relação de coordenação em:
a) Convém que você não falte ao debate.
b) Ele disse que não faltará ao debate.
c) Não falte que o debate será animado.
d) Lembre-se de que não pode faltar ao debate.

             Leia os trechos abaixo para responder aos itens 12 e 13:

I. “Ainda não existe um diagnóstico definitivo sobre os motivos que geraram esse quadro” (ℓ 10)
II. “...o próprio governo declarou que considera a queda do número de matrículas preocupante....” (ℓ 10 e 11)

12. . Sobre as orações que constam dos trechos acima é correto afirmar que :

a) d) há, em I e II, relação de subordinação.
b)há duas orações coordenadas sindéticas em I.
c) existe uma oração absoluta no período I.
d) há três orações no período II .

 13. Considerando os trechos , pode-se afirmar corretamente que no período:

a) II, há uma oração que exerce a função de objeto indireto.
b) I, o conectivo “que” funciona como conjunção conclusiva.
c) I, a palavra “que” é uma conjunção integrante.
d) II, a segunda oração classifica-se como substantiva.

 14. “E assim segue a história do homem” (ℓ 39)
 Observe o emprego do substantivo homem nas frases abaixo. Sendo palavra polissêmica, que sentido o substantivo
 HOMEM tem, respectivamente, em cada um desses contextos?

I - O homem é vítima da linguagem publicitária.
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II- A diferença entre o homem e a mulher não está apenas na constituição física; está também nas características
psicológicas de cada sexo e isso fica claro no modo como cada um reage aos apelos publicitários.
III- Esse menino já está ficando homem e ainda não aprendeu a analisar as armadilhas do consumo?
IV - Não me desafie! Eu sou muito homem para anunciar este produto.

             a)   pessoa capaz, ser humano, adulto, pessoa do sexo masculino.
             b)   adulto, pessoa do sexo masculino, pessoa capaz, ser humano
             c)   ser humano, pessoa do sexo masculino, adulto, pessoa capaz.
             d)   Pessoa do sexo masculino, pessoa capaz, ser humano, adulto.

             Leia o texto II como base para responder aos itens de 15 a 20.
                                                            Texto II
                                                   Coração de estudante
                                           Quero falar de uma coisa
                                           Adivinha onde ela anda
                                           Deve estar dentro do peito
                                           Ou caminha pelo ar
                                           Pode estar aqui do lado
                                           Bem mais perto que pensamos
                                           A folha da juventude
                                           É o nome certo desse amor.
                                           Já podaram seus momentos
                                           Desviaram seu destino
                                           Seu sorriso de menino
                                           Quantas vezes se escondeu


                                              Mas renova-se a esperança
                                              Nova aurora, cada dia
                                              E há que se cuidar do broto
                                              Pra que a vida nos dê
                                              Flor e fruto
                                              Coração de estudante
                                              Há que se cuidar da vida
                                              Há que se cuidar do mundo
                                              Tomar conta da amizade
                                              Alegria e muito sonho
                                              Espalhados no caminho
                                              Verdes, planta e sentimento
                                              Folhas, coração,
                                              Juventude e fé.
                                               (Composição: Wagner Tiso/Milton Nascimento)

 15. Sobre a temática do texto II, pode-se considerar correto que:

a) trata da juventude e de toda a problemática que envolve o mundo adulto. (trata da problemática da juventude para
chegar à fase adulta)
b) amplia disposição para o novo que há nos jovens estudantes.
c) apresenta uma coisa misteriosa que o autor não define ao longo do texto. (o texto define muito bem o coração de
estudante)
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                                                             LÍNGUA PORTUGUESA / 9º ANO                                        6
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d) relata uma dispersão temática; ora fala-se de plantas, ora de estudantes. (não há dispersão de tema. A linguagem
é metafórica, mas fiel ao tema).

16.Considerando os versos abaixo, assinale a alternativa correta:

                                             [...]
                                             Coração de estudante [...]
                                             Verdes, planta e sentimento
                                             Folhas, coração, juventude e fé.
a) há uma construção sonora na qual o termo “planta” é o elemento de aliteração.
b) ocorre personificação da fé, pois a esta foi atribuída uma ação. (nenhuma ação é atribuída à fé)
c) observa-se uma antítese no verso três, pois se antepõe o coração à juventude. (não há tal oposição. Na verdade,
completam-se)
d) acontece uma metonímia no uso da expressão “coração de estudante”. ( autor pretende designar pela parte o
conjunto de estudantes)


             17.Leia as proposições abaixo, analise as orações substantivas e, a seguir, assinale a única cuja classificação
             corresponde corretamente à indicação entre parênteses:
             a) Desejo que um coração de estudante modifique o mundo. ( COMPLETIVA NOMINAL)
             b) É bom que os jovens lutem por mudanças positivas. ( OBJETIVA DIRETA)
             c) Alguns têm medo de que os jovens se alienem. (OBJETIVA INDIRETA)
             d) A realidade é que há muita esperança entre os jovens. ( PREDICATIVA)

             18. A metáfora da expressão “folha da juventude” sugere:

a) uma página da vida, correspondente à juventude.
b) um diário, lugar onde a juventude deposita seu amor.
c) uma folha de papel, onde se escreve acerca da juventude.
d) folha de papel que pertence à juventude.

19.Na 2ª estrofe, a conjunção adversativa opõe:

a) à idéia de timidez a da alegria, típicas manifestações da juventude.
b) a esperança renovada a cada dia àquilo que foi tirado da juventude.
c) esperança a castigo imposto pelo destino que sempre nos destrói.
d) fase da juventude à fase adulta, sugerindo-lhes incompatibilidade.

20. Na 2ª estrofe, as idéias de “broto”, “flor” e “fruto” correspondem:

a) às fases da vida de uma planta.
b) à esperança renovada a cada dia.
c) a todas as fases da vida humana. (não, porque a música não fala de fases como recém-nascido ou velhice,
portanto não remete a todas)
d) à juventude e ao que ela pode gerar na fase adulta. (porque broto, flor e fruto são sequências de desenvolvimento)

Leia o texto III como base para resolver as questões de 21 a 30:

                                                             O dilema
       Recebi de um leitor a mensagem: “Quero compartilhar um dilema que vivo e pedir um conselho. Tenho 18
anos, sou vestibulando (pretendo ingressar na UFMG) e sou diferente dos meus amigos. Enquanto estes estão
simplesmente vivendo para festas e baladas, preocupo-me em estudar. Gosto de aprender. Às vezes, quero saber de
tudo, logo percebo que não posso abraçar o mundo: o conhecimento se adquire aos poucos. Mas, ao mesmo tempo
             COLÉGIO
                                                  LÍNGUA PORTUGUESA / 9º ANO                                   7
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que gosto de ler livros, passar horas deliciando a boa leitura, parece que estou queimando uma etapa da vida, a de
viver para festas e baladas como todo jovem de 18 anos. Sinto estar pulando esta fase descompromissada de tudo,
ela é única e tem de ser vivida. Como você era na minha idade? Descompromissado? Será que estou no caminho
certo? Desculpe o desabafo. Nem sei se você quer me ouvir‟ , então, se não responder, eu vou entender.”

      Tocado pelo dilema, peço licença para publicar a mensagem, ele responde: “Obrigado por sua atenção, fiquei
muito feliz. Quanto ao pedido, tenho receio. Usar minha carta num texto para respondê-la e publicar no jornal, acho
interessante, já que vários jovens que vivem o mesmo dilema terão a oportunidade de ler o seu texto, e ter um
conselho seu. Mas não gostaria de ser identificado. Peço mil desculpas, porque fica parecendo que sou descortês,
mas é que sou muito introspectivo, não gosto de holofotes e mídia. Estou sendo sincero. Desculpe-me por isso.
Sugiro que me dê um pseudônimo, um codinome. Adorarei ter um pseudônimo. Esperarei ávido pelo seu texto, caso
queira fazê-lo mesmo, mas sem me identificar. Obrigado mais uma vez, e antes que esqueça, parabéns pelo prêmio
Jabuti de literatura! Estou ansioso por ler Urgente é a vida.”

     Caro Lewis Carrol- sem saber se pretende estudar arte ou ciência, dou-lhe o pseudônimo de C. L. Dodgson,
professor de matemática da Universidade de Oxford, que encantou o mundo ao escrever Alice no País das
Maravilhas –, não me sinto apto a dar conselhos nem seguro de ser referência para alguém: também não consigo
pegar uma maçã no escuro sem que ela caia. Porém, meu caro Lewis, a identificação com o seu dilema animou a
minha indulgência. Mas não tome o que digo como verdade absoluta. Cada indivíduo é único, tem os próprios
sonhos, vive suas próprias circunstâncias.
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     Implacável, o tempo está sempre queimando a vida – daí achá-la urgente. E essa urgência impõe viver-se
colado ao desejo. Mas quando se está descobrindo a vida e o mundo, Lewis, o desejo se confunde com a curiosidade,
e nos dividimos numa miríade de sensações – dá vontade de ser vários em um só. Sartre chamou de angústia
existencial esse sentimento de ter que escolher uma entre cinco possibilidades – e ver-se obrigado a renunciar às
quatro restantes, igualmente fascinantes. Mas viver é escolher, se for possível, e vivenciar. Não se aflija com essa
angústia. O tempo ensina a decantar e selecionar o que dá prazer e alegria. Alegria e prazer são emoções íntimas,
que podem aflorar de forma banal e até vulgar. O fascínio da festa é que reúne amigos predispostos à conversa, à
brincadeira e à alegria – tudo embalado em música, dança, comes e bebes. É quase o paraíso. Daí o mito da euforia
perpétua: tão inalcançável quanto insuportáveI. Como a vida é envolta em mistérios, pode-se, de repente, passar da
mais genuína alegria ao tédio mais sorumbático. E, por outro lado, uma silenciosa e solitária noite de leitura pode ser
uma festa para o espírito. Parece, caro Lewis, que em qualquer idade somos insatisfeitos na moldura da nossa vida –
ela é mais rica, imprevisível e complexa para conter-se em adjetivos como triste ou alegre. E a fantasia
proporcionada por um livro, um filme, uma peça teatral, pode suprir as lacunas e alimentar os sonhos pela mágica
que nos faz sentir fisicamente, com a carne e o sangue, o que a ficção cria. Somos transportados para um lugar que
não é o nosso, mas é aquele a que nossa sensibilidade nos leva – nos transcendemos pela fruição estética. A arte
proporciona esse prodígio: adquirir vivências do que não vivemos. Nem viveremos. Alegria e prazer são emoções
pessoais e interiores – é irrelevante se vêm de festa, conversa com amigos, filmes, peças ou romances – e devo lhe
dizer: parece que o amor é ainda mais prodigioso que a arte. É escolha pessoal, caro Lewis, vem de uma íntima
necessidade, não de uma decisão. Na dúvida, ouça seu desejo mais profundo: só ele resolverá o seu dilema.
(ARAÚJO, Alcione – ESTADO DE MINAS – Cultura, 19/09/05)



21. A sensação de tempo perdido manifestada pelo vestibulando recebeu merecido destaque na mídia, em
decorrência da:

             a) formalidade do assunto e consequência do tema. (o assunto não é formal nem o tema tem consequências.
                Pode ser que a escolha do jovem tenha consequências, mas o tema, em si, não)
             b) oportunidade do assunto e relevância do tema. ( o tema não é relevante, tanto que o autor diz que o dilema
                do jovem despertou sua indulgência)
             c) banalidade do tema e trivialidade do assunto. (o tema é bastante banal, uma vez que atinge milhares de
                jovens todos os anos, sempre com as mesmas dúvidas, sendo, portanto, assunto trivial. Discutido o tempo
                todo, inclusive no bate-papo diário com amigos, etc. Apesar de tão banal, o autor sentiu despertada sua
                indulgência, pois quando jovem passou pelas mesmas incertezas.)
             d) responsabilidade do assunto e pobreza do tema. ( o tema não é pobre nem o assunto pode ter
                responsabilidade)

22. Em relação ao texto “O dilema”, pode-se afirmar, exclusivamente, que na construção textual houve:

             a)   acordo de cavalheiros quanto à abordagem do tema, a fim de não publicá-lo.
             b)   alternância de vozes entre leitor e autor; da mesma forma entre autor e leitor.
             c)   forte discrepância entre o pensamento adulto e a experiência juvenil.
             d)   prevalência do ponto de vista do jovem vestibulando por ocasião da crônica.

23. Em relação ao impasse que uma escolha pode representar na vida de qualquer pessoa, o autor:

             a) impõe uma série de regras básicas para discutir o assunto, característica de qualquer adulto. (não estão no
                texto tal imposição)
             b) declara-se em plenas condições de auxiliar o adolescente por ter sido jovem um dia também.
             c) faz um estudo aprimorado de Jean Paul Sartre, explicando ao vestibulando a importância deste. (Tal estudo
                não é feito. Sartre é apenas citado)
             d) sugere que a melhor escolha é a que reflete os ditames do desejo íntimo e que assim sempre será . ( não me
                sinto apto a dar conselhos nem seguro de ser referência para alguém: também não consigo pegar uma
                maçã no escuro sem que ela caia. PORTANTO NÃO SUGERE [...] essa urgência impõe viver-se colado
                ao desejo. Mas quando se está descobrindo a vida e o mundo, Lewis, o desejo se confunde com a
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                  curiosidade. PORTANTO A MELHOR ESCOLHA NÃO É SEGUIR OS DITAMES DO DESEJO
                  ÍNTIMO, POIS NA JUVENTUDE ESSE DESEJO SE CONFUNDE COM CURIOSIDADE)

24. A posição do cronista quanto ao dilema do jovem revelou-se:

             a)   preconceituosa.
             b)    indiferente.
             c)   imatura.
             d)   solidária.

25. Assinale a alternativa que revela a contradição vivida pelo vestibulando:

             a) O gosto pela leitura e a realização desse desejo, ao consumir horas sobre os livros. (ele diz isso no texto,
                portanto não é dilema)
             b) A constatação de que os jovens se voltam para as diversões e a conscientização de que eles vivem realmente
                felizes esta fase de descompromisso. (ele realmente pensa assim, não há dilema nessa afirmação)
             c) O desejo de conhecer, de uma só vez, todas as realidades do mundo e a convicção de que o conhecimento só
                se adquire aos poucos. (Ele não fala desse desejo de conhecer TODAS as realidades do mundo)
             d) O desejo de ingressar na UFMG e a preocupação de se preparar convenientemente através do estudo e da
                leitura. (essa é uma situação contraditória vivida por ele, já que se questiona e se compara aos amigos que
                curtem a vida. Este é o dilema a que o título remete)


26. “Porém, meu caro Lewis, a identificação com o seu dilema animou a minha indulgência.” (Parágrafo 3). O
significado mais próximo da palavra sublinhada é:

             a)   compaixão
             b)   curiosidade
             c)   esperança
             d)   expectativa

27. “Complete as frases com uma das palavras entre parênteses. A seguir, assinale a opção que as completa
adequadamente :

             I-    O vestibulando não estava____(afim/ a fim) de ir a festas. __________ (Se não / Senão) fosse tão
                      responsável, certamente não falaria com o cronista ______ (acerca de / há cerca de / cerca de) suas
                      angústias e, embora não estivesse muito seguro de ________(onde / aonde ) ir para se divertir, deixou
                      claro que não pretendia esquecer seus objetivos.

             a)   afim / senão / há cerca de / onde .
             b)   a fim / Se não / acerca de / aonde .
             c)   afim / Se não / cerca de / aonde.
             d)   a fim / senão / acerca de / onde.

28. Apenas uma das opções abaixo tem o verbo flexionado de acordo com a norma culta. Indique-a:

             a)   Quando você ver o vestibulando, diga-lhe que desejo saber o resultado de sua prova.
             b)   Se o cronista vinhesse mais cedo, poderia conversar mais calmamente com o vestibulando.
             c)   Mesmo que o cronista desejasse, não poderia ajudar o vestibulando em suas angústias.
             d)   No futuro, aquele vestibulando podia receber a recompensa por seus esforços.

             29. Leia a tirinha:
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No último quadrinho, a fala do gato segue os padrões da linguagem coloquial ao empregar o verbo ser no imperfeito do
indicativo — era. Substituindo-se essa forma verbal pela forma usada na variedade padrão, teremos:

             a)   Pensei que SERIA outra coisa.
             b)   Pensei que SERÃO outras coisas.
             c)   Pensei que FOSSE outra coisa.
             d)   Pensei que FORA outra coisa.

30 . Nos trechos abaixo, a palavra destacada está corretamente aplicada na relação contexto/ significado adequado
somente em:

             a)   Era eminente que o fim da angústia do vestibulando estava próximo.
             b)   O fragrante esforço do cronista para acalmar o vestibulando foi comovente.
             c)   A orquestra da UFMG fará um conserto musical após a prova do vestibular.
             d)   O cronista agiu com discrição ao não mencionar o nome do aluno no jornal.

								
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