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					  I - PROJETO DE PESQUISA DE PÓS-DOUTORADO

                 Área ─ Estudos Culturais

Marginais e Marginalizados na Literatura de Marcelino Freire




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            II – TÍTULO


   MARGINAIS E MARGINALIZADOS
NA LITERATURA DE MARCELINO FREIRE




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                                    III – INTRODUÇÃO

3.1. Situação-problema

      Marcelino Freire nasceu em Sertânia, 1967, interior de Pernambuco, viveu em
Salvador, no Recife, e desde 1991 está em São Paulo a serviço da agência publicitária
África, como revisor. Data de 1998 a publicação de seu primeiro livro, AcRústico, sua
estréia como contista, mas seu trato anterior com o texto artístico foi no teatro, com
algumas atividades como ator e dramaturgo (não publicado). Escreveu em 2002,
EraOdito livro de aforismos no qual explora aspectos gráficos e significativos de
provérbios e frase feitas. Retorna ao conto com estilo mais amadurecido ─ como atesta o
ensaio/prefácio do crítico João Alexandre Barbosa ─ a partir de Angu de Sangue (2000).
Seguem a este livro, BaléRalé (2003), Contos negreiros (2005) e Rasif, mar que
arrebenta (2008). Em suas novas publicações, o autor consolida seu estilo e segue num
contínuo processo de invenção estilítica, sem abdicar a uma temática investigativa sobre o
Brasil contemporâneo, e com interface com outras artes. Em 2002, idealizou e editou a
Coleção 5 Minutinhos. É um dos editores da PS:SP, revista de prosa lançada em maio de
2003, e um dos contistas em destaque nas antologias Geração 90 (2001) e Os
Transgressores (2003). Muitos críticos o consideram um nome central na nova geração
de escritores, embora não seja uma unanimidade na crítica, na academia ou na imprensa.
Ganhou em 2006 o prêmio Jaboti com Cantos negreiros, obra que transpôs para o
formato audiolivro.1 É editor do blogue EraOdito sobre suas atividades de escritor e sobre
literatura contemporânea brasileira, latino-americana de dos países de expressão
portuguesa. É um dos colaboradores do portal Cronópios.


      Marcelino Freire escreve sobre “tensões” do Brasil contemporâneo. Sua arma é a
ironia, recurso presente em narrativas curtas construídas a partir de um narrador em
primeira pessoa em diálogo com um interlecutor implícito (narratário). Do conflito
estabelecido entre estes dois elementos narrativos, revela-se tensões afetivas e/ou
acirradas questões de desnível econômico e social. Em sua literatura, há a predominancia
de personagens marginais e/ou marginalizadas. A galeria é vasta e se compõe de cidadãos
negros submetidos a trabalhos degradantes, moradores de favelas, prostitutas mal-amadas,

1
 A voz que se ouve no cd entre pandeiro e atabaques é dele; o canto, de Fabiana Cozza. Neste trabalho, ele
explicita a força dramático-teatral de seus contos, anteriormente convertidos em matéria de performance,
encenando-os em saraus e encontros abertos ao público.

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assaltantes em conflito, miseráveis indignados, homossexuais passionais, pais infelizes,
crianças cruéis, vítimas de discriminação e perseguição policial. Não falta espaço,
igualmente, a predadores sexuais, pedófilos, estrangeiros praticantes de turismo sexual.
Não se trata, é importante destacar, de uma literatura que visa tão somente espetacularizar
a violência e ressaltar o grotesco humano à maneira dos programas televisivos ruins, mas
uma aproximação empática aos que estão à margem dos macro-interesses dos governos,
da indústria e dos grandes conglomerados econômicos.
     Amparados na especificidade da narrativa curta, procuraremos examinar as estratégias
narrativas de Marcelino Freire na construção de personagens que “encenam” contradições de
um Brasil complexo, marcado pelo acirramento de questões de raça, cor, credo, gênero,
opção sexual, desigualdade social e marginalidade.
     Por meio de um estudo analítico-descritivo buscaremos, em Marginais e
marginalizados na literatura de Marcelino Freire, explicitar o modo como o autor realiza
em seus contos o resgate de uma “humanidade insuspeitada” em tais personagens. Um
primeiro momento permite-nos afirmar que a escrita de Marcelino Freire se agudiza na
investigação do mundo interior de seus personagens e uma realidade histórico-social em
degradação por meio de uma linguagem oral e urbana “contaminada” por recursos
expressivos da contemporaneidade.
     Seu estilo “cordelizado” somado à ironia           (figura central em sua estética do
desmascaro), insere ambigüidade em contos próximos do relato confessional, afastando-
os, deste modo, da mera exposição de mazelas sociais, de discursos engajados ou do
distante olhar sociológico (político) travestido de literatura.
     Se abordar um tema implica em analisar o seu tratamento, posto que o tema suscita um
conjunto de imagens, sentimentos e idéias latentes no imaginário, Marginais e
marginalizados na literatura de Macelino Freire tem por objetivo investigar a
estratégias narrativas utilizadas pelo contista para traduzir de maneira não redutora
questões como “cidadania, exclusão e as novas dinâmicas da desigualdade”, um dos objetos
de estudos prioritários do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC), e
matéria de construção literária do autor.




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                       IV – JUSTIFICATIVA ─ OBJETIVOS


      Marcelino Freire, escritor pernambucano radicado em São Paulo, é um dos
principais nomes da nova geração de escritores. Neste ensaio analítico-descritivo sobre
sua contística, tratararemos de elementos fundamentais de sua escrita, uma literatura que
“aparentemente” reitera procedimentos de autores contemporâneos: o tema da violência,
referências à cultura de massas, rupturas na linguagem e no foco narrativo.
      Dentre os autores surgidos a partir da década de 1990, Marcelino Freire é um dos
que melhor expressam literariamente uma nova sensibilidade estética. Seus livros de
contos refletem um país dinâmico, de entrecruzamento de culturas, onde o arcaico e o
moderno se adensam em complexas relações. Refletem, igualmente, o desencanto do
Brasil pós-ditadura por meio de um discurso anti-utopico, por vezes satírico, mas nada
indulgente. Com verve iconoclasta, sua escritura não se prende à denúncia social, afronta
o senso comum, o politicamente correto e o “bom-tom” dos discursos oficiais.
      Procurando abrir novos espaços de divulgação da literatura, Marcelino Freire rompe
com a relação distanciada escritor-público2 através de apresentações/leituras em escolas,
universidades, palcos, tablados, bibliotecas, centros e institutos culturais. Acompanhado
de uma nova gama de escritores que fazem uso da tecnologia, da arte e da performance
para estender o espaço de divulgação/penetração de sua criação literária, Marcelino Freire
é o oposto do escritor introspectivo, sisudo, alheio à entrevistas e à mídia. Esta faceta, por
exemplo, valeu o entrevero em 2005 com o articulista Jenônimo Teixeira da Revista Veja.
Marcelino Freire colabora para o esgarçamento do espaço da literatura, como fizeram os
Concretistas e uma geração anterior, a da literatura de mimeógrafo; almejando, por isso,
também zonas menos elitizadas. Abre-se constantemente – tanto na publicação de livros
quanto em apresentações públicas -- a parcerias com outros fotógrafos, ilustradores,
artistas plásticos, cantores -- como o baiano Aloizio Menezes e a cantora paulista Fabiana
Cozza, buscando igualmente ampliar os espaços para literatura. Agitador cultural,
Marcelino Freire segue ativamente em São Paulo a movimentar festas literárias,
encontros, “baladas”, mas transita livremente em todo o país, divulgando sua obra em
viagens a diversos estados, marcando presença também em encontros internacionais de



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   Ao contrário de escritores reclusos, Marcelino Freire mantém em plena atividade um blogue
(http://eraodito.blogspot.com/) diariamente atualizado, no qual descreve suas atividades literárias (palestras,
cursos, etc.), publica textos de opinião, crônicas, estilhaços de narrativas, além de fornecer indicações

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escritores. Observa-se, assim, o empenho do autor em divulgar não apenas a sua, mas a
literatura contemporânea brasileira em espaço, muitas vezes, “pouco literários”, como
junto a comunidades carentes, além do que, nestes encontros divulga autores de outras
nacionalidades, como africanos e latino-americanos. Talvez por isso, ou pela sua
qualidade comunicativa, seus contos alcançam (mesmo em blogues e sites de vídeo da
internet) grande penetração junto a um público bastante heterogêneo. Seus textos seguem
sendo adaptados para teatro em produções diversas, ganharam telas do cinema, espaço na
televisão (“Contos da meia-noite”), e atualmente chama atenção da universidade.


      Partimos da premissa de que sua escritura singulariza-se pelo rigoroso emprego de
uma oralidade (urbana/rural) repleta de jogos de palavras, comuns tanto à gíria quanto ao
texto publicitário. O autor aproxima sua linguagem ao “testemunho”; usa o relato
“pretensamente” subjetivo para tecer comentários irônicos e críticos sobre o país e o
mundo. Funde assim em sua prosa, temática social e invenção estética (linguagem
criativa, cordelizada) na tradução da perspectiva de personagens marginais e/ou
marginalizados. Tal estratégia permite-lhe descortinar contradições do Brasil atual, e com
um olhar original, focar questões como “cidadania, exclusão e as novas dinâmicas da
desigualdade”.


      A pertinência de Marginais e Marginalizados na literatura de Marcelino Freire,
estudo da contística do referido autor pernambucano, reside, portanto, na relevância
estética de sua obra, ainda relativamente curta (cinco livros), mas representativa de temas
e estratégias estilíticas da prosa brasileira contemporânea. O fato de haver poucos estudos
no espaço acadêmico sobre sua produção é outro fator que torna importante a elaboração
deste trabalho, já que se insere de modo pertinente no PACC por voltar-se tanto à Crítica
Literária quanto aos Estudos Culturais.
      Se o objetivo do PACC é estimular reflexão sobre a arte produzida por novos
autores, em cujas obras se reconheçam não apenas a interface com novos meios, mas o
diálogo com outras áreas de expressão artísticas (principalmente brasileira), acreditamos
que a obra de Marcelino Freire preencha perfeitamente tais requisitos, não só pela
capacidade do autor de refletir sobre “mudanças sociais, políticas, tecnológicas e culturais




culturais diversas. Ele estabelece, assim, uma nova relação com seu público-leitor, amparado em novas
mídias.

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no período”, mas por “traduzir” numa escrita altamente elaborada, por vezes
desencantada, o Brasil contemporâneo.


      Com base nas hipóteses apresentadas, nosso objetivo em Marginais e marginalizados
na literatura de Marcelino Freire, é explicitando as estratégias estilístico-narrativas por ele
utilizadas para “tradução” da perspectiva de personagens socialmente excluídos e/ou
transgressores. Além de analisar o tratamento que o autor lhes confere, buscaremos destacar
em nosso estudo a conecção entre sua produção literária e aspectos da cultura e da sociedade
brasileira.
      Como produto da investigação da obra de Marcelino Freire, elaboraremos três ensaios
em torno de seus livros: no primeiro, procuraremos destacar constantes estilísticas de sua
prosa, do flerte que estabelece com a literatura de cordel e gêneros musicais que a aproximam
da poesia esgarçando deste modo os limites do gênero conto. A este ensaio denominamos
provisoriamente: “A prosa impura de Marcelino Freire”. No segundo ensaio, demarcamos as
constante temáticas de Angu de Sangue, BaléRalé, Contos negreiros e Rasif, mar que
arrebenta, e destacaremos a importância da unidade nos livros do autor; o título será:
“Contos, improvisos, cantos e cirandas”. No ensaio final, “Sobre a margem urbana”,
analisaremos a questão da violência nos contos a partir da configuração de seus
protagonistas-narradores.




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                 V – REFERENCIAL TEÓRICO/CONCEITUAL


          Marginais e Marginalizados na Literatura de Marcelino Freire é um projeto
voltado para a área de Estudos Culturais a partir de uma base teórica relacionada às ciências
humanas. O instrumental principal advém da Crítica Literária, e a e este serão somadas
indicações téoricas, bibliográficas obtidas a partir das reflexões e estudos dos encontros do
PACC.
          Segundo o crítico brasileiro Antônio Candido: “Uma crítica que se queria integral
deixará de ser unilateralmente sociológica, psicológica ou lingüística, para utilizar
livremente os elementos capazes de a conduzirem a uma interpretação coerente.” 3 Pela
especificidade da literatura e do próprio gênero praticado por Marcelino Freire, o conto, será
utilizado como instrumental de pesquisa a Teoria Literária: a) "Alguns aspectos do conto" de
Júlio Cortázar e Formas Breves, de Ricardo Piglia (importantes por tratarem das
especificidades estruturais do conto, e refletir sobre elementos significativos de sua
construção); b) "A crítica temática" de Leyla Perrone Moisés (fundamental para o
entendimento de tema como "elemento que se realiza na obra, que não preexiste senão nela”);
c) reflexões de Linda Hutcheon sobre paródia e sobre a literatura pós-moderna (paródia como
recusa/transgressão dica, intertextualidade e entrecruzamento com outras artes da
modernidade); d) Ensaios de Walter Benjamin, citados na bibliografia, sobre narração e
modernidade e) Discurso da narrativa, de Gerard Gennette (para uniformizar a terminologia
quantos aos elementos da narrativa) e demais leituras indicadas pelos encontros e grupos de
estudos do PACC.


          Entendendo a pertinência desta reflexão, algumas outras obras teóricas (citadas na
bibliografia deste projeto) fornecerão subsídios necessários para o desenvolvimento deste
estudo analítico-descritivo das narrativas curtas de Marcelino Freire já que este ensaio visa
destacar a apropriação de elementos da oralidade (forma) na explicitação de questões como
“cidadania, exclusão e as novas dinâmicas da desigualdade” (temática) no Brasil
contemporâneo, a partir da abordagem de personagens marginais e/ou marginalizados As
leituras teóricas serão efetuadas ao longo do processo de elaboração do ensaio, ou seja, entre
fevereiro e novembro.



3
    CANDIDO, Antonio. Literatura e Sociedade, São Paulo, Cia. Editora Nacional, 1967. p.7.

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                    VI –CRONOGRAMA/METODOLOGIA

(Fevereiro e Março) A) Leitura de AcRústico (1998), Angu de Sangue (2000) e BaléRalé
(2003). B) Anotações sobre narrativas. O ensaio proposto trata objetivamente das diversas
narrativas, buscaremos indicar vínculos temáticos entre as obras, pois em suas narrativas o
autor realiza uma profunda investigação sobre os marginalizados nos centros urbanos e
regiões periféricas do Brasil.


(Abril e Maio) A) Leitura de Contos negreiros e Rasif, mar que arrebenta. B)
Anotações sobre a linguagem. C) Pesquisa e seleção de textos críticos publicados em
jornais, revistas e demais periódicos. Organização de “fortuna crítica” para pesquisa de
artigos, ensaios acadêmicos, teses, textos de internet e demais produções sobre o autor. D)
Elaboração preliminar do primeiro ensaio “A prosa impura de Marcelino Freire”.


(Junho e Julho) A) Leitura de Coleção 5 Minutinhos. B) Anotações sobre PS:SP, revista
de prosa da qual o escritor é um dos editores. C) Leitura de antologias com colaboração do
autor: Geração 90 e Os Transgressores. Leitura e fichametno de obras de referências para
aspectos não especificamente literários pertinentes às obras (dados de antropologia, história,
estudos culturais, psicanálise, etc)


(Agosto e Setembro) A) Pesquisa no blogue do autor, com seleção de material pertinente
ato tema do ensaio. B) Redação preliminar do segundo ensaio “Contos, improvisos, cantos
e cirandas”. Leituras e fichamento dos principais estudos críticos utilizados no conjunto do
trabalho e indicado pelo grupo de estudos do PACC


(Outubro e Novembro) A) Audição e análise do audiolivro (observar se o autor efetuou
mudanças no texto para nova mídia). B) Coletar informações sobre recepção da obra do
autor e sobre as “adaptações” a outros meios/suportes. (Marcelino Freire lançou em 2007
Contos Negreiros em audiolivro acompanhado de músicos percussionistas e da cantora
Fabiana Cozza). C) Redação do terceiro ensaio “Sobre a margem urbana”. Entrega de
relatórios à coordenadora.


(Dezembro) A) União dos ensaios. Revisão e redação final do estudo Marginais e
marginalizados na literatura de Marcelino Freire. Conclusão e entrega               conforme
determinação do PACC.


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                                VII – BIBLIOGRAFIA

A. Do autor


― FREIRE, Marcelino. Angu de Sangue (contos). São Paulo, Ateliê Editorial, 2000.
― ______. BaléRalé (Contos), São Paulo, Ateliê Editorial, 2003.
― ______. Coleção 5 Minutinhos, (editor) São Paulo, eraOdito editOra, 2002.
― ______. Contos Negreiros(Contos). São Paulo, Record, 2005.
― ______. EraOdito (Aforismos). São Paulo, Ateliê Editorial, 2ª edição, 2002.
― ______. Rasif, mar que arrebenta (Contos). São Paulo, Record, 2008.




B. Teórica, Metodológica e Crítica


― ANDRADE, Janilto. A arte e o feio combinam? Pernambuco, Fasa Editora, 2006.
― ABDALA JUNIOR, Benjamin. Literatura, história e política (Ensaios 130). São Paulo,
   Editora Ática, 1989.
ARAÚJO, Joel Zito. A Negação do Brasil: o Negro na Telenovela Brasileira. São
Paulo, Editora Senac, 2000.
― BENJAMIN, Walter. Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. (Ensaios sobre
   literatura e história da cultura), vol.1, 3a ed., São Paulo, Brasiliense, 1987.
― BOSI, Alfredo. Céu, Inferno: ensaios de crítica literária e ideológica. São Paulo, Ática,
   1988.*
― ______. Dialética da colonização. 3a ed. São Paulo, Companhia das Letras, 1992.
― ______. História Concisa da Literatura Brasileira. 3ª ed. 17ª tiragem. São Paulo,
   Editora Cultrix Ltda, s/d.
― BROOKSAHW, David. Raça e Cor na Literatura Brasileira. Porto Alegre, Mercado
   Aberto, 1983. Série Novas Perspectivas nº 07.
― CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas Híbridas. Estratégias para entrar e sair da
   modernidade. São Paulo: Edusp,1997
― CANDIDO, Antonio. A personagem de ficção. São Paulo, Perspectiva, 1990.
― ______. Formação da literatura brasileira. Belo Horizonte, Itatiaia, 1993.
― ______. Antonio. O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1994.



                                                                                        10
― CARNEIRO, Flávio. "Das vanguardas ao pós-utópico. Ficção brasileira no século
   XX”. in: No país do presente: ficção brasileira no início do século XXI. Rio de
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― CARVALHO, Nelly. Publicidade – a linguagem da sedução. São Paulo: Ática, 2000.
― CHIAVENATO, Júlio J. O Negro no Brasil. 4a. ed., São Paulo, Brasiliense, 1987.
― CORTÁZAR, Julio. “Alguns aspectos do conto” in Valise de cronópio. São Paulo, Ed.
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― DEBORD, Guy. A Sociedade do Espetáculo. Rio de Janeiro, Contraponto, 1998.
― DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de Papel. São Paulo, Ática, 1988.
― FARIA, Alexandre. Uma Literatura de Subtração - experiência urbana na ficção
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― FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala: formação da família brasileira sob o
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― GLEDSON, John. Machado de Assis: ficção e história. São Paulo. Duas Cidades,
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― HERSCHMANN, Micael M. O Funk E O Hip-Hop Invadem A Cena. Rio de
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― HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil (1936). 5a. ed., Rio de Janeiro, José
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   Edições 70, 1999.
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― IANNI, Octávio. Raças e Classes Sociais no Brasil. 3a. ed., São Paulo, Brasiliense,
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― JAMENSON, Fredric. O inconsciente político. São Paulo, Ática, 1992.
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― LEAL FILHO, Laurindo. Atrás das Câmeras - Relações entre Cultura Estado e
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― MARTINS, Rosana. Hip Hop - O Estilo Que Ninguém Segura. Esetec Editores,
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C. Antologias e Revistas,


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                                                                                12
― Os Transgressores OLIVEIRA, Nelson (org.). São Paulo, Boitempo Editorial, 2003.
― Revista PS:SP. N. 1. FREIRE, Marcelino (ed.). São Paulo, eraOdito editOra, maio de
   2003.




D. INTERNET - HIPERLINK


ERAODITO – Marcelino Freire (Editor do blogue)
http://www.eraodito.blogspot.com/ (30/08/2007)




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