Trabalho de recupera��o de Gram�tica 1�S 1�trim by wjkcA4yb

VIEWS: 527 PAGES: 4

									                                                                  ENSINO MÉDIO
                                      TRABALHO DE RECUPERAÇÃO DE GRAMÁTICA
 NOME_________________________________________________________________________ Nº_____ CLASSE: 1º  A  B
 Professora: Andréa Antonialli DATA____/____/09      1º TRIMESTRE

Objetivo 1: Interpretar questões e textos em que haja incidência significativa do
conteúdo gramatical estudado, pensando de forma clara e crítica sobre o funcionamento
                                                                                            Não atingiu objetivo essencial. ( )

da Língua Portuguesa em diferentes contextos e também nas relações intertextuais
existentes nos mais diversos textos, bem como analisar a língua não só pela perspectiva
                                                                                            Atingiu objetivo essencial. ( )

normativa, mas principalmente pela perspectiva enunciativa, buscando o domínio dos
elementos constituintes da linguagem e da comunicação estudados e do contexto do
                                                                                            Atingiu com aprofundamento. ( )
                                                                                               Este espaço será preenchido pelo professor
enunciado linguístico.
Objetivo 2: Compreender e aplicar normas da língua culta estudadas no trimestre,
reconhecendo e respeitando aspectos das variedades linguísticas e da adequação da linguagem.
Objetivo 3: Expressar suas interpretações e ideias com coerência e clareza – tanto na fala quanto na escrita-,
adequando sua linguagem às diferentes situações propostas, desenvolvendo sua competência gramatical
e linguística e sua capacidade formativa.                                                                  ATENÇÃO! RESPONDA À
                                                                                                           CANETA E NÃO
1- (objetivos 2)                                                                                           RASURE.
      Língua do “F”
Um sujeito entra no restaurante e diz:
- Faça o favor!
- Que deseja, senhor?
- Fineza fazer frango frito.
- Com quê?
- Farinha, feijão e farofa.
- Aceita pão, senhor?
- Faça fatias.
- Mais alguma coisa?
- Filé e Fanta.
No final do almoço...
- O café estava bom?
- Forte e fervido.
- De onde o senhor é?
- Fortaleza.
- Como é o seu nome?
- Fernando Fagundes Ferreira Filho.
- Se o senhor disser mais seis palavras com a letra “F”, não paga a conta!
- Foi formidável! Fazendo fiado, fico freguês!

- O texto apresenta mais de uma função de linguagem. Identifique a função de linguagem predominante nestes trechos:
     a) “- Fineza fazer frango frito.” / “- Faça fatias.”
     b) “- Se o senhor disser mais seis palavras com a letra “F”, não paga a conta!”
     c) O humor da piada reside principalmente na grande quantidade de palavras que contêm a letra f. Essa preocupação com a construção da
mensagem revela uma função de linguagem predominante em todo o texto. Qual é ela?

                                                              O autoclismo da retrete

RIO DE JANEIRO – Em 1973, fui trabalhar numa revista brasileira editada em Lisboa. Logo no primeiro dia, tive uma amostra das deliciosas
diferenças que nos separavam, a nós e aos portugueses, em matéria de língua.
Houve um problema no banheiro da redação e eu disse à secretária: “Isabel, por favor, chame o bombeiro para consertar a descarga da privada.”
Isabel franziu a testa e só entendeu as quatro primeiras palavras. Pelo visto,
eu estava lhe pedindo que chamasse a Banda do Corpo de Bombeiros para dar um concerto particular de marchas e dobrados na redação. Por sorte,
um colega brasileiro, em Lisboa havia algum tempo e já escolado nos meandros da língua, traduziu o recado: “Isabel, chame o canalizador para
reparar o autoclismo da retrete.” E só então o belo rosto de Isabel se iluminou.
                                                                                                                    Ruy Castro, Folha de S. Paulo.
03- (OBJETIVOS 1 E 3)
a) Em São Paulo, entende-se por “encanador” o que no Rio de Janeiro se entende por “bombeiro” e, em Lisboa, por “canalizador”. Isto permitiria
afirmar que, em algum desses lugares, ocorre um uso equivocado da língua portuguesa? Justifique sua resposta.

b) Uma reforma que viesse a uniformizar a ortografia da língua portuguesa em todos os países que a utilizam evitaria o problema de comunicação
ocorrido entre o jornalista e a secretária. Você concorda com essa afirmação? Justifique.

04- (OBJETIVOS 1 E 2)(UFES –ES) A cada situação de fala está indicada uma frase de uso. Assinale a correspondência adequada.

a)   Situação 1: um candidato a cargo público fala à comunidade de uma favela.
     Frase: Ensejo encerrar para sempre a falta de água neste logradouro.
b)   Situação 2: o Reitor de uma Universidade fala à comunidade acadêmica.
     Frase: Os professores e os demais servidores hão de convir que a escolha dos dirigentes da Universidade deve ser feita com todo cuidado e sem
     açodamento.
c)   Situação 3: um microempresário fala aos funcionários de limpeza de sua fábrica.
     Frase: Esta fábrica é uma das líderes em registro on-line, servindo mais de 10.000 clientes de um pool de empresas de economia mista.
d)   Situação 4: um médico fala a um grupo de mães indígenas.
     Frase: Há dois tipos básicos de depressão: a exógena e a endógena. A primeira, causada por uma grande desilusão; a segunda, sem causa
     externa definida.
e)   Situação 5: Sua Excelência, o Presidente Fernando Henrique Cardoso, fala à nação em cadeia nacional.
     Frase: Meus camaradas brasileiros hão de confrontar o meu governo com todos os passados e saberão o que já fiz por este país.

05- (UMESP – SP) (OBJETIVO 2) Assinale as figuras de linguagem empregadas nas orações abaixo, na ordem em que seguem:

       I.       “Chove chuva, chove sem parar.” Jorge Benjor

       II.      “Aquela estrela é dela
                 Vida, vento, vela, leva-me daqui.” Raimundo Fagner
       III.     “Quero brincar no teu corpo feito bailarina.” Chico Buarque
       IV.       “Seu coração é um barco jamais navegado.” Ivan Lins e Vítor Martins
       V.        “É sempre bom lembrar / Que um copo vazio / Está cheio de ar”       Gilberto Gil

a)   metáfora, metonímia, assonância, hipérbole, gradação.
b)   metonímia, hipérbole, catacrese, antítese, comparação.
c)   metáfora, metonímia, paronomásia, assonância, antítese.
d)   aliteração, paronomásia, comparação, metáfora, antítese.
e)   assonância, comparação, antítese, metáfora, metonímia.

06- (OBJETIVOS 1 E 2) Explique o sentido conotativo das expressões populares representadas nas fotos a seguir:




         Para falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer o padrão formal da Língua Portuguesa, saber adequar o uso da
linguagem ao contexto discursivo. Para exemplificar este fato, seu professor de Língua Portuguesa convida-o a ler o texto Aí, Galera,
de Luís Fernando Veríssimo. No texto, o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativa do ouvinte.

                                                                    Aí, Galera
           Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo
"estereotipação"? E, no entanto, por que não?
   - Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
   - Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
   - Como é?
   - Aí, galera.
   - Quais são as instruções do técnico?
   - Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as
probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da
desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
   - Ahn?
  - É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
   - Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
   - Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões,
inclusive, genéticas?
   - Pode.
   - Uma saudação para a minha progenitora.
  - Como é?
  - Alô, mamãe!
  - Estou vendo que você é um, um...
  - Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de
expressão e assim sabota a estereotipação?
  - Estereoquê?
  - Um chato?
  - Isso.
                                                                                                                    Correio Braziliense, 13/05/1998.

07- (objetivos 1 e 2) O texto retrata duas situações relacionadas que fogem à expectativa do público. São elas:

a) a saudação do jogador aos fãs do clube, no início da entrevista, e a saudação final dirigida à sua mãe.
b) a linguagem muito formal do jogador, inadequada à situação da entrevista, e um jogador que fala, com desenvoltura, de modo muito rebuscado.
c) o uso da expressão "galera", por parte do entrevistador, e da expressão "progenitora", por parte do jogador.
d) o desconhecimento, por parte do entrevistador, da palavra "estereotipação", e a fala do jogador em "é pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá
eles sem calça".
e) o fato de os jogadores de futebol serem vítimas de estereotipação e o jogador entrevistado não corresponder ao estereótipo.

08- (objetivos 1 e 2) O texto mostra uma situação em que a linguagem usada é inadequada ao contexto. Considerando as diferenças
entre língua oral e língua escrita, assinale a opção que representa também uma inadequação da linguagem usada ao contexto:

a) “o carro bateu e capotô, mas num deu pra vê direito” - um pedestre que assistiu ao acidente comenta com o outro que vai passando
b) “E aí, ô meu! Como vai essa força?” - um jovem que fala para um amigo.
c) “Só um instante, por favor. Eu gostaria de fazer uma observação” - alguém comenta em uma reunião de trabalho.
d) “Venho manifestar meu interesse em candidatar-me ao cargo de Secretária Executiva desta conceituada empresa” - alguém que escreve uma carta
candidatando-se a um emprego.
e) “Porque se a gente não resolve as coisas como têm que ser, a gente corre o risco de termos, num futuro próximo, muito pouca comida nos lares
brasileiros” - um professor universitário em um congresso internacional.

09- (objetivo 2) A expressão “pegá eles sem calça” poderia ser substituída, sem comprometimento de sentido, em língua culta,
formal, por:
a) pegá-los na mentira.
b)pegá-los desprevenidos.
c) pegá-los em flagrante.
d) pegá-los rapidamente.
e)pegá-los momentaneamente

10- (objetivos 1 e 2)   (UMESP)
                                                            NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA

          O deputado Henrique Fontana (PT – RS) esteve no mês passado em Portugal, onde representou o Partido Socialista Português, em hotel
de Lisboa. Voltou de lá contando aos colegas uma história que jura ser verdadeira.
          Após dois dias de discussões, os participantes do encontro foram a uma festa de confraternização. O encontro era tipicamente português.
          Ao som de fado, os políticos podiam provar pratos da culinária local, como bacalhau, alheira e pastéis de Santa Clara. Fontana serviu-se no
bufê, mas não sabia onde deveria sentar-se para comer. Num português coloquial, perguntou à garçonete:
          -    Posso sentar aqui no balcão ou tenho que sentar na mesa?
          A funcionária respondeu:
          -    Aqui em Portugal a gente costuma sentar na cadeira. Se, no Brasil, você senta em mesa ou em balcão, o problema é seu.
                                                                                                   (Folha de S.Paulo – A – 4 – Contraponto 30/09/03)

a) os interlocutores são de países diferentes, portanto, falam outra língua.
b) provavelmente, a garçonete portuguesa não conheça o uso coloquial da regência do verbo sentar, utilizado pelo deputado.
c) a garçonete desconhece a regência do verbo sentar.
d) a regência do verbo sentar não é a mesma no Brasil e em Portugal, por serem países de diferentes línguas.
e) os interlocutores desconhecem a regência do verbo sentar na norma culta.

11- (objetivos 2 e 3)
Leia a tira




a) Pode-se dizer que a resposta de Garfield é irônica? Por quê?

b) Que tipos de linguagem (verbal, não verbal, mista) encontra-se na tira? Justifique.

12- (objetivos 1 e 3) Leia o texto abaixo e reescreva o diálogo (em negrito), passando-o para uma linguagem mais formal:
    Ficar na porta de uma escola paulistana na hora da saída de aula pode ser uma experiência única. Para quem não faz parte da turma,
compreender o que se diz é tarefa pra lá de difícil. Meninos e meninas, com idades entre 13 e 17 anos, não economizam em gírias das mais variadas e
engraçadas, num código indecifrável:

      -   E aí tru?! Belê?
      -   Sussu...
      -   Vô na minha goma. Tá na fita?
      -   Se pá eu vou lá.
      -   Cola lá. Falou?

      Trata-se do diálogo entre amigos. Um convida o outro para ir à sua casa. O que foi convidado diz que talvez vá, mas não tem certeza. O outro
reafirma o convite e despede-se.

13- (objetivos 1 e 2) Identifique nas frases abaixo as figuras de linguagem:


a) O pavão é um arco-íris de plumas. ________________________________________________________________

b) Calor e frio me invadiram o corpo naquele momento. ______________________________________________

c) "E o vento brinca nos bigodes do construtor". (Drummond) _________________________________________

d) “Devolva o Pablo Neruda que você me tomou e nunca leu.” ________________________________________________

e) "Pedro pedreiro penseiro esperando o trem

     que já vem, que já vem, que já vem" (Chico Buarque) _____________________________________________

f) Sua voz doce e aveludada era uma carícia aos meus ouvidos. __________________________________________

g) A criança é tal qual uma plantinha delicada: precisa de amor e proteção. _________________________________

h) Como era possível beleza e horror, vida e morte harmonizarem-se assim no mesmo quadro? _________________

i) Ele não tinha teto onde se abrigasse. _____________________________________________________________

j) Os sinos chamam para o amor. _________________________________________________________________

k) “Teu amor é cebola cortada, meu bem. Que logo me faz chorar.” ___________________________________________

l)   “Escuta o trem de ferro alegre a cantar. Na reta da chegada pra descansar.” __________________________________

m) “Eu quero meu amor se derramando/Não dá pra segurar/Explode coração.” ___________________________________

n) “Quando um muro separa, uma ponte une.” ____________________________________________________________

o) "Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao senhor". _________________________________________

p) “O que sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa.” ___________________________________________

q) “Amo-te assim: meio odiosamente!” (Augusto dos Anjos) ___________________________________________________
r) “Já fui loura, já fui morena/ já fui Margarida e Beatriz,/ Já fui Maria e Madalena” (Cecília Meireles) ______________________________________
s) “Há rataplans, tarapantans, de tamborins, roucos tutuques de zabumbas e ribumbas, e a batourar tamborilando, ininterrupto, no babaréu das
mussambas, o burundum dos atabaques.” (Martins Fontes) ______________________________________________________________________


14- (objetivos 1 e 2) (PUC-SP) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - 2007

Em uma grande concessionária de São Paulo leu-se a seguinte chamada: "Queima total de seminovos". A mesma estratégia foi utilizada em uma
chamada de um grande hipermercado, em que se podia ler: “grande queima de colchões”. Acerca dos sentidos criados por essas chamadas, é
apropriado afirmar que:

A) em ambas há uma utilização da linguagem em seu sentido estritamente literal;
B) apenas em uma delas a linguagem foi utilizada em seu sentido estritamente literal;
C) em ambas o sentido metafórico é apreendido pela associação com o contexto;
D) em ambas o sentido metafórico é apreendido apenas pelas regras gramaticais;
E) em ambas o sentido é metafórico e não pode ser apreendido porque é incoerente.

								
To top