Entamoeba histolytica by okXk33

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									AMEBÍASE
   O centenário de descobrimento da Entamoeba
    histolytica transcorreu em 1975.

   Lösch encontrou trofozoítos nas fezes de um
    pobre lenhador russo em São Petersburgo que foi
    acometido de um ataque prolongado e fatal de
    diarréia.

   Sete diferentes espécies de ameba habitam a
    boca e os intestinos do homem, mas apenas a E.
    histolytica foi conclusivamente demonstrada
    como causadora de enfermidade.
Protozoário:
 Parasita unicelular, extremamente simples

 Representante da classe Sarcodina:
    Não tem forma definida (amebóide) e se
 locomove por pseudópodes

 Habitante do intestino grosso de seres
 humanos e diversos mamíferos como:
   primatas, cães e gatos
Apresenta duas formas de vida: Cisto e Trofozoíto

TROFOZOÍTO: forma ativa, parasitária, habitante
 do intestino grosso de seus hospedeiros

CISTO: Forma de resistência, encontrado no meio
 ambiente e nas fezes de seus hospedeiros
 Responsáveis pela disseminação do parasita

 Os cistos sobrevivem ao secamento, à
 refrigeração e sob acidez. São mortos por
 temperatura acima de 55ºC e pela hipercloração
 da água.
   Entamoeba histolytica




                   Cisto
Trofozoíto
   Visualiza-se o núcleo e o citoplasma repleto
    de vacúolos

                                  Núcleo




                               Citoplasma
   A infecção é comum nos trópicos e no ártico e
    também em situações de aglomeramento e
    higiene deficiente em ambientes urbanos da
    zona temperada.

   A infecção é freqüente entre homossexuais.

   Brasil: a amebíase assintomática costuma ocorrer
    mais no centro-sul do país, enquanto a
    sintomática ocorre com mais freqüência na
    região amazônica.

   RESERVATÓRIOS – Seres humanos
   A contaminação se dá através da ingestão de
    cistos juntamente com a água ou alimentos
    contaminados
   Contato direto através das mãos ou objetos
    contaminados

   Relação sexual anal/oral

   Período de incubação - variável, de poucos
    dias até meses ou anos; em média 2 a 4
    semanas.
   É um parasita monoxênico
   O homem se infecta ao ingerir cistos presentes
    na água ou nos alimentos contaminados.
   O desencistamento ocorre na porção final do
    intestino delgado, liberando os trofozoítos que
    passam a viver como comensais e a reproduzir-
    se por divisão binária.
   Através de mecanismos ainda desconhecidos,
    mas possivelmente relacionados com a ruptura
    do equilíbrio intestinal (baixa de imunidade local,
    alteração da flora intestinal, lesões de mucosa,
    etc.), os trofozoítos tornam-se patogênicos e
    invadem a parede intestinal, alimentando-se de
    células da mucosa e de hemácias.
   Em casos de infecção crônica podem invadir outros órgãos
    através da circulação sangüínea, especialmente ao fígado.

   Os trofozoítos que permanecem no intestino sob a forma
    comensal reduzem o seu metabolismo, armazenam reservas
    energéticas e secretam uma parede cística ao seu redor,
    formando os cistos, que são eliminados através das fezes.

   Dentro do cisto o parasito realiza divisão binária formando
    quatro novos indivíduos que desencistam quando chegam ao
    intestino de um novo hospedeiro. Os cistos podem
    permanecer viáveis fora do hospedeiro por cerca de 20 dias,
    caso as condições de temperatura e umidade não sejam
    adequadas, logo eles são as formas de resistência do
    parasito no ambiente.
   Ciclo não patogênico: a ameba vive como
    comensal na luz do intestino se alimentando
    dos nutrientes que não absorvemos

   Ciclo patogênico ou invassivo:
os trofozoítos invadem a parede do intestino,
alimentando-se de células da mucosa e de
hemácias.
Em casos de infecção crônica podem invadir
outros órgãos através da circulação
sangüínea, especialmente ao fígado.
    Entamoeba histolytica
Ulcerações na Mucosa Intestinal


                         Ulcerações
Entamoeba histolytica
Abscesso no Intestino
   Com a mucosa intestinal inflamada, o paciente
    manifesta febre, dor abdominal prolongada,
    diarréia com posterior disenteria (fezes com muco,
    pus e sangue), distensão abdominal e flatulência.

   Em casos mais graves, pode ocorrer anemia,
    necroses extensas da mucosa, colite ulcerativa,
    apendicite, perfuração intestinal e peritonite.

   Os trofozoítos podem chegar a outros órgãos
    através da circulação, especialmente ao fígado,
    onde provocam a formação de abcessos e o
    desenvolvimento de um quadro freqüentemente
    fatal.
   O diagnóstico laboratorial é feito pela
    visualização de cistos no exame de fezes,
    ainda na forma não invassiva, recomenda-se
    coletar pelo menos 3 amostras de fezes para
    o diagnóstico desse parasita ou

   Pela presença de trofozoítos com hemácias
    fagocitadas, presentes com maior freqüência
    em fezes diarréicas frescas, na fase
    invassiva/patogênica
   NOTIFICAÇÃO DE SURTOS
   A ocorrência de surtos (2 ou mais casos)
    requer a notificação imediata às autoridades
    de vigilância epidemiológica municipal,
    regional ou central, para que se desencadeie
    a investigação das fontes comuns e o
    controle da transmissão através de medidas
    preventivas, principalmente, medidas
    educativas. Orientações poderão ser obtidas
    junto à Central de Vigilância Epidemiológica -
    Disque CVE, no telefone é 0800-55-5466;
   Cuidados com o paciente
   a) Isolamento - é necessário o isolamento no
    casos de pacientes hospitalizados, adotando-
    se as precauções em relação à manipulação de
    fezes, roupas contaminadas e lençóis. É
    necessário a exclusão de manipuladores de
    alimentos infectados com E. histolytica bem
    como de funcionários infectados que trabalham
    em serviços de saúde.

   b) Desinfecção concorrente - disposição
    sanitária adequada de fezes e desinfecção
   a) Educação da população quanto às boas
    práticas de higiene pessoal com especial
    ênfase na lavagem rigorosa das mãos após o
    uso do banheiro, na preparação de alimentos,
    antes de se alimentar; etc.;

   b) Medidas de saneamento básico - sistema de
    água pública e esgoto são essenciais, contudo,
    o sistema de água deve estar rigorosamente
    protegido contra a contaminação fecal. A
    filtração da água por areia remove quase todos
    os cistos de ameba. Filtros com diatomáceas
   O cloro não mata os cistos. Para desinfecção de
    pequenas quantidades de água prescreve-se a
    tintura de iodo - 8 gotas de tintura de iodo a 2%
    para um quarto de litro de água ou 12,5 ml por
    litro de solução aquosa saturada de cristais de iodo
    ou tabletes de hidroperiodide de tetraglicina (1
    tablete por quarto de litro), durante 10 minutos
    (em temperaturas muito frias, esperar 30 minutos
    para a desinfecção). Água de qualidade duvidosa
    pode ser também fervida;

   c) tratamento dos portadores - tratar os
    portadores conhecidos;

								
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