Isaias Silva Pinto
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AMANDA GALDINI
IDIOMAR JOSÉ TESSARO
ISAIAS SILVA PINTO
PATRÍCIA RODRIGUES DE MOURA
RENATA DE FREITAS ROCHA
SUELI REGINA COSTA
PESQUISA EM JORNALISMO
Rio de Janeiro
2006
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AMANDA GALDINI
IDIOMAR JOSÉ TESSARO
ISAÍAS SILVA PINTO
PATRÍCIA RODRIGUES DE MOURA
RENATA DE FREITAS ROCHA
SUELI REGINA COSTA
PESQUISA EM JORNALISMO
Projeto de pesquisa para avaliação
parcial na disciplina Pesquisa em
Jornalismo para a UniverCidade.
Rio de Janeiro
2006
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RESUMO
A proposta da pesquisa a ser realizada é analisar dois meios de comunicação
impressos que possui como tema central assuntos relacionados às paróquias da qual os
veículos fazem parte. Os objetos de estudo serão, o jornal 'Comunica' distribuído no
bairro Jardim Santa Cruz e o jornal 'Nossa Comunidade' distribuído no Cambuí. A
proposta baseia-se em observar, analisar, pesquisar e comparar se há diferença de
linguagem nos dois jornais paroquiais de bairros de distintas classes sociais em
Campinas, considerando que a religiosidade é determinada pela classe social, por isso
tem diferentes posturas. A base teórica explica e oferece embasamento nessa distinção
de classes, que influência na linguagem usada nos jornais das paróquias. Para
fundamentar a pesquisa temos como referência o filósofo e pensador Karl Marx, no seu
próprio conceito de abordar a distinção de classes e defender a igualdade entre as
pessoas e também a luta de classes para Marx e Egens em que “A história de toda
sociedade... é a história da luta de classes”( 2000. p. 197).
De acordo com o escritor Plínio de Arruda que trabalha a conexão classe e
religiosidade comenta que as pessoas das quais fazem parte da igreja são ligadas às
lutas sociais.O jornalismo católico é o engajamento da igreja com a luta dos
necessitados segundo o escritor e jornalista Marques de Melo. A relação da igreja se
direciona a uma perspectiva da proposta do Concílio Ecumênico Vaticano II afirma
que “a igreja é vista como povo de Deus, em que as pessoas fazem parte da instituição,
sendo que a cabeça é Cristo” (1997. p. 149).Analisar os jornais ‘Comunica’ e ‘Nossa
Comunidade’ é ter presente os preceitos do documento da CNNB em que a relação
igreja e comunicação favorecem o diálogo com a realidade social, (1997. p. 37). A
pesquisa tem como meta levantar o máximo de informações a respeito da linha editorial
dos jornais, analisando o discurso feito por ambos e suas ideologias. Para fundamentar
a pesquisa na análise do discurso, temos com referência o autor Wilson Bryan Key no
livro A era da manipulação define a palavra linguagem como a realidade descrita por
palavras, imagens e números, em que alega “Um indivíduo primeiro percebe, depois
evoca símbolos para escrever a percepção"(1966. p. 119).
PALAVRAS – CHAVE: Religião, linguagem, ideologia e classe social.
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SUMÁRIO
1. Objeto............................................................................................................. 5
1.2 Recorte do Objeto........................................................................................... 6
2. Metodologia................................................................................................... 8
3. Base Teórica................................................................................................... 10
4. Fontes............................................................................................................. 14
5. Cronograma.................................................................................................... 16
6. Referência Bibliográfica................................................................................. 18
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1.1 Objeto
Os objetos de estudo serão dois jornais comunitários de viés religioso, ambos
situados na cidade do Rio de Janeiro.
O jornal “Comunica” é um veículo de comunicação da Paróquia Sagrada
Família, situada no bairro Jardim Santa Cruz, que faz divisa com os bairros Jardim
Santa Rita de Cássia, Jardim São José, Vila Lourdes e Jardim Bandeiras, cujo número
de habitantes não foi confirmado pela Prefeitura de Campinas. A veiculação do
“Comunica” é mensal, de formato A3, tiragem de 3.000 (três mil) exemplares,
distribuídos gratuitamente na paróquia.
O jornal “Nossa Comunidade” da paróquia Nossa Senhora das Dores, situada no
bairro Cambuí, de divisa com o centro da cidade e com os bairros: Nova Campinas,
Jardim Planalto, Vila Itapura e Vila Elisa. O número de habitantes do Cambuí, também
não foi confirmado pela prefeitura da cidade. A veiculação do “Nossa Comunidade” é
bimestral, de formato tablóide europeu, tiragem de 6.000 (seis mil) exemplares, também
distribuídos gratuitamente.
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1.2 Recorte do objeto
Segundo o dicionário Priberam, capturado no dia 24 de out.2005 disponível na
internet www.priberam.pt/dlpo, jornal é uma “publicação periódica que relata
acontecimentos considerados dignos de evidência e divulgação, num ou diversos
domínios”.
A comunidade do Jardim Santa Cruz, bairro onde é feita a distribuição do jornal
“Comunique”, é formada por pessoas de classe social considerada baixa, a partir da
observação da metragem das casas existentes no bairro, serem consideradas simples, os
carros que por lá circulam não serem carros novos e até pela vestimenta dos moradores.
Já o bairro do Cambuí, onde é feita a distribuição do jornal “Nossa Comunidade” é
formado por pessoas de classe social A, e chegamos a essa conclusão de acordo com os
mesmos parâmetros e observações feitas na comunidade do Jardim Santa Cruz. Para
legitimar os dados observados, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Campinas foi
constatada, mas até o momento da impressão desse projeto de pesquisa, a Prefeitura
alegou não ter nenhum tipo de levantamento que comprove essas afirmações, ou seja,
não foi nos passado o número de habitantes de cada bairro, a média de tamanho das
residências e a média de salários da população de ambas as comunidades.
A partir dos dados citados acima, que apontam uma grande disparidade social
entre os bairros Cambuí e Jardim Santa Cruz, onde são distribuídos os jornais indicados
para a análise, o principal objeto desse projeto é analisar o conceito de ambos os
veículos de informação a partir da diferença na linguagem utilizada por eles, partindo do
pressuposto que essa diferença de linguagem dá-se devido à dessemelhança de poder
aquisitivo das pessoas residentes nas comunidades em questão.
Foram selecionadas quatro possíveis edições dos jornais que serão pesquisadas.
Do jornal “Comunica”, foram selecionados os meses de abril, maio, junho e julho e
neste mesmo período, duas publicações do jornal “Nossa Comunidade”, pois de acordo
com o item 1.1 esse periódico é bimestral.
Essa pesquisa se faz importante para que se possa analisar de forma responsável
e objetiva se realmente algumas instituições, mesmo que de forma subjetiva, através da
linguagem “Impõem” suas ideologias.
A principal pergunta que se faz para que a pesquisa se inicie é: Afinal a
ideologia dos meios de comunicação pode realmente ser identificada através da
linguagem utilizada por eles? O principal desafio proposto por esse projeto de pesquisa
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é provar que sim, é possível identificar a linha ideológica dos veículos de informação,
através da linguagem. E desenvolver a pretensa unidade da mensagem católica e a
diferenciação prevista por hipótese.
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2. Metodologia
Trabalharemos com a idéia ou conceito de Igreja como sendo aquela
estabelecida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II.
Todos os homens são chamados a formar o novo povo de Deus. Por isso, este
povo, permanecendo uno e único, deve dilatar-se até os confins do mundo e
em todos os tempos, para se dar cumprimento ao designo de Deus que, no
princípio, criou a natureza humana uma e estabeleceu congregar finalmente
na unidade todos os seus filhos que andavam dispersos. (1997. p. 149).
De acordo com os exemplares de cada jornal que tivemos acesso, “Comunica”
Ano 06; nº79, agosto/2005. Ed. chefe. Pe. Isao Yamamoto e “Nossa Comunidade” Ano
06; nº62, julho/agosto 2005. Ed. Chefe Pe. José Antônio M. Busch, consideramos nítida
a diferença de movimento católico, ao qual cada paróquia pertence e segue. O jornal
“Comunica” da paróquia Sagrada Família, segue uma linha carismática e liberal,
diferente do jornal “Nossa Comunidade”, da paróquia Nossa Senhora das Dores, que
tem uma estrutura conservadora e que naturalmente procura impor opiniões e conceitos.
Através da qualidade do papel e da impressão de cada jornal, nota-se também a
disparidade social existente entre as duas comunidades, onde sem dúvida a comunidade
Sagrada Família dispõe de menos recursos para a veiculação do veículo de informação,
do que a paróquia Nossa Senhora das Dores.
Referente às pesquisas com os responsáveis pelas paróquias, em alguns casos,
conforme as fontes citadas no item 4 desse projeto, serão feitas pessoalmente ou por
telefone quando necessário, tendo sempre como objetivo levantar o máximo de
informações a respeito da linha editorial dos jornais; como são feitas as distribuições de
matérias, ou seja, qual padre ou freira escreve para determinada edição ou a respeito de
um assunto em especifico; confirmar também com os representantes de cada paróquia,
quais movimentos religiosos que as paróquias fazem parte, se realmente a paróquia
Sagrada Família faz parte do movimento carismático e se a paróquia Nossa Senhora das
Dores realmente faz parte do movimento conservador, conforme nossa observação
inicial; quando e por que o jornal passou a ser veiculado;
Para enriquecer a pesquisa, a idéia é aplicar uma pesquisa quantitativa em pelo
menos cinqüenta fiéis de cada comunidade, que equivale cerca de 5% do total de fiéis
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de ambas comunidades, porcentagem tal, suficiente para representar a opinião da
maioria, a respeito de alguns dados como os abaixo:
1) Qual é a importância desse jornal para você?
Com o resultado dessa questão, será avaliado o quanto o fiel consegue separar o
que da publicação é útil para sua própria vida, do que não é, no sentido de se deixar
manipular pelo conteúdo do veículo de informação.
2) Ele é de fácil leitura?
Essa questão vai apontar se a linguagem está devidamente apropriada para o
público alvo de cada paróquia.
3) O que falta para o jornal ficar ainda melhor?
Com esses dados, serão apuradas as insatisfações dos fiéis de ambas paróquias,
ao que refere-se a linha editorial, diagramação e etc, dos jornais.
4) O jornal de certa forma procura impor opiniões?
Vai ser medido o grau de explicitação da linha editorial de cada um dos jornais,
na percepção do leitor habitual.
As pesquisas a serem realizadas com fontes consideradas cientificas conforme
item 4 desse projeto, ou seja, os professores de universidades, serão quantitativas e
aplicadas em forma de entrevistas, seja pessoalmente, por e-mail ou ate mesmo por
telefone.
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3. Base Teórica
A discussão comparativa entre dois jornais de paróquias de bairros de classes
distintas de Campinas propõe observar se há diferença de linguagem nos textos. A
palavra “linguagem” é um meio de expressão de sentimentos e pensamentos.
“Linguagem envolve o emprego da palavra, e do idioma, que define mais precisamente
o sistema de signos”. (1971. p. 4036).
O autor Wilson Bryan Key no livro A era da manipulação define a palavra
linguagem como a realidade descrita por palavras, imagens e números.
Todos estes símbolos abstratos estão ainda mais distantes da realidade do que
a percepção sensorial. Um indivíduo primeiro percebe, depois evoca
símbolos para escrever a percepção. Tudo o que se pode dizer ou escrever
sobre a realidade é apenas uma representação simbólica. Os símbolos nunca
se tornam à verdadeira realidade percebida que eles tentam descrever (1966.
p. 119).
Para analisar a distinção de classes que influência na linguagem usada nos
jornais Comunica e Nossa Comunidade, temos como referência o filosofo e pensador
Karl Marx. Defender a igualdade entre as pessoas e a não existência de classes foi a
marca deste pensador do século XIX. A luta de classes para Marx e Egens está
enraizada na história da civilização.“A história de toda a sociedade... é a história da
luta de classes”.(2000. p. 197).
Buscar ensinar e informar a todas as pessoas é dever ético de um jornal
paroquial. Há pessoas que, por falta de oportunidade, não lêem jornal. Mas como o
jornal paroquial é feito e distribuído na Igreja, gratuitamente, pela paróquia, as pessoas
acabam lendo. Sempre algum texto interessa, até porque o conteúdo do jornal é
direcionado a assuntos de interesse das pessoas que participam da comunidade.
Através da comunicação a Igreja promove e proclama a luta pelo direito a vida, a
dignidade do ser humano, o diálogo com as culturas, enfim dissemina idéias e ações em
prol da transformação de uma sociedade desigual e injusta para uma sociedade
solidariedade e fraterna. No documento da CNNB Igreja e a comunicação vêm afirmar
que:
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... a evangelização e a comunicação se vêem chamadas a favorecer o diálogo
com a cultura, a constituir sujeitos, a fortalecer a cidadania , a reconstruir a
realidade social. (1997. p. 37).
O jornal paroquial faz parte da imprensa comunitária, que aborda assuntos da
localidade, e busca dar voz a quem não a tem na Grande Imprensa. Esta procura
defender uma classe, que é a dominante, a que tem poder aquisitivo e que vive em locais
que tem qualidade de vida. No livro, Comunicação sindical: falando para milhões, vem
mostrar para quem a Grande Imprensa trabalha e como defende os interesses da classe
dominante.
A grande imprensa tem seus objetivos muito bem definidos. Tem sua visão
de mundo e defende os interesses de uma só classe. Só que isto não pode
transparecer nas linhas do jornal. A grande imprensa age sob o mito da
neutralidade. Para ter credibilidade precisa dar a impressão de que todos os
setores da sociedade são ouvidos pelo jornal com igual pés. (1997. p. 137).
Os jornais de grande porte e tiragem, que circulam nas principais cidades do
país, tendo interesses comerciais, costumam não veicular notícias de interesse das
pequenas comunidades. No livro Como se faz um jornalismo comunitário, as autoras
Ana Arruda e Maria Ignez, conceituam o que é o jornalismo comunitário e qual a
função social.
(...) o jornal comunitário é muito mais do que um órgão de informação; é um
instrumento de mobilização. É ele que vai estabelecer a verdadeira
comunicação entre os membros da comunidade, o debate de seus problemas e
a participação de todos na solução a ser dada. Uma imprensa comunitária
forte é o melhor caminho para a democratização da sociedad ( 1985. p. 74).
O escritor e jornalista Marques de Melo constata que o jornalismo católico é o
engajamento da Igreja com a luta dos necessitados e a voz que clama por igualdade
social, pela dignidade do ser humano e pelo respeito e a liberdade aos que clamam por
justiça.
(...) na verdade, o novo jornalismo católico que emerge na América Latina
representa uma projeção e um reforço da transformação experimentada pela
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própria Igreja, em plano continental. Reflete o engajamento eclesial na vida
dos povos latino-americanos (...) O novo jornalismo católico é a expressão do
compromisso da Igreja com os pobres, com as maiorias oprimidas, com os
perseguidos políticos, com os marginalizados sociais e culturais (1985. p.41-
57 ).
Analisar os jornais Comunica e Nossa Comunidade é ter presente que há uma
distinção nítida em relação aos jornais de grande porte, pois os textos em estudo dos
jornais católicos são direcionados para a comunidade paroquial. Lembrar que o jornal
comunitário é um instrumento de mobilização social. Por isso, tem o dever ético de
explicar qual a posição da Igreja diante de uma luta ou reivindicação dos moradores. O
escritor Plínio de Arruda Sampaio comenta que as pessoas que fazem parte da Igreja são
ligadas à luta social, pelos direitos da população pobre e excluídas da sociedade
... Em outras palavras: o interesse em conscientizar e organizar o povo para
que este transforme o regime social é o mesmo, porém não se chega a tanto
detalhe sobre a forma política de realizar essa transformação. Ficam no plano
mais geral, do esclarecimento dos direitos dos cidadãos, sem entrar na
disputa sobre quais as alternativas concretas de ação política podem levar a
uma nova organização da sociedade.
Estudar a linguagem, que informa e mobiliza, é verificar se existe diferença –
entre os jornais em estudo – na forma como é passada a informação ao leitor. Usar o
termo classes, para diferenciar os bairros Jardim São José e Cambuí, numa visão
marxista. Sempre que se falar em Igreja tomar como referência à “Igreja” sendo “Povo
de Deus”. Contudo, além de verificar a linguagem usada nos jornais, procurar entender
a ideologia que cada jornal tende a defender e por quê.
Entender ideologia numa visão marxista, que é vista como um conjunto de idéias
que representam os interesses objetivos que estruturam uma classe social e que os
membros dessa classe assumem apenas o de um grupo social. A ideologia que os reflete
traduz necessariamente só uma parte limitada dos nexos sociais, não exprimindo
integralmente a realidade social como um todo. É o caso da comunidade de cada
paróquia que vamos analisar nessa pesquisa.
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4. Fontes
a) Biblioteca UniverCidade.
Conforme o desenvolvimento da pesquisa, novas sugestões de livros para
acrescentar dados deverão surgir e através da biblioteca citada acima, vamos localizá-
los.
b) Professor Carlos Gilberto Roldão
A fonte citada acima será entrevistada, seja pessoalmente, por e-mail ou via
telefone, pois tem grande conhecimento e inclusive é especializado no assunto
comunidades e comportamentos nelas presentes.
c) Professor Lindolfo Alexandre de Souza
A fonte citada acima será entrevistada, seja pessoalmente, por e-mail ou via
telefone, pois além de ser jornalista, ou seja, ter conhecimento dos padrões que devem
ser utilizados para a veiculação de jornais, é graduado em Ciências Religiosas, podendo
oferecer maior conhecimento do assunto Religião/Igreja Católica, já que ambos os
jornais propostos para pesquisa fazem parte dessa instituição.
d) Professora Ivete Cardoso do Carmo Roldão
A fonte citada acima será entrevistada, seja pessoalmente, por e-mail ou via
telefone, pois tem grande conhecimento em jornalismo comunitário.
e) Editores do jornal “Comunica”
Essa entrevista se faz extremamente necessária para que possa ser levantado o
maior número de dados a respeito desse veículo de informação comunitário.
f) Editores do jornal “Nossa Comunidade”
Grau de importância equivalente ao citado acima.
g) Fiéis de ambas as paróquias
Serão entrevistados através de pesquisa qualitativa, cinqüenta pessoas
pertencentes à comunidade do Jardim Santa Cruz, onde é distribuído o jornal paroquial
“Comunica”, considerado um bairro de classe baixa a partir da observação das
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moradias, vestimentas e carros que circulam no bairro e cinqüenta pessoas pertencentes
a comunidade do bairro Cambuí, formado por pessoas de classe social média alta, local
onde é distribuído o jornal paroquial “Nossa Comunidade”. O intuito é analisar a
ideologia de ambos os veículos de informação a partir da diferença na linguagem
utilizada e a situação socioeconômica da comunidade, afim de entender a importância
de cada jornal para a sua respectiva comunidade.
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5. Cronograma
O grupo de trabalho tem por objetivo organizar todos os dados que vão ser
referência ao longo da pesquisa. Dessa forma, num primeiro momento, é sugerida uma
primeira reunião de forma a organizar o projeto, para definir de forma igualitária a
função que exercerá cada componente do grupo e também definir a atuação de cada
membro do grupo. A primeira reunião deverá acontecer no sábado, dia 18 de fevereiro
de 2005.
Após reunião realizada, quando todas as atualizações forem feitas, começarão a
ser realizadas as entrevistas com os professores da PUC-Campinas especializados e com
atuação na área a ser trabalhada (jornalismo comunitário). Dia 01 de março entrevistar o
professor Lindolfo, da PUC. Dia 03 de março, entrevistar a professora Ivete, da PUC e
no dia 08 de março, entrevistar o professor Carlos Roldão.
Para o dia 15 de março, fica a entrevista com os editores do jornal Comunica
(Isao) e do jornal Nossa Comunidade (Busch). Em seguida, no dia 19 de março,
entrevista quantitativa com a comunidade do jornal Nossa Comunidade. Dia 26
entrevistar a comunidade do jornal Comunica. Ambas entrevistas serão feitas aos
domingos, devido ao fato de a comunidade estar reunida nesses dias para a missa.
Durante os meses de abril e maio o grupo estará organizando todos os dados recolhidos
até então. Nesse período, marcar encontros extraordinários de acordo com a necessidade
do grupo. A cada análise do andamento da finalização do trabalho, estipular-se-á
momentos para que o grupo possa se reunir e apontar os melhores caminhos para a
finalização do trabalho, de forma a fazer com que os itens faltantes sejam
providenciados nesse período te tempo.
No dia 03 de junho, o grupo se reúne pela última vez para finalizar o trabalho e
entregar até dia 10 de junho.
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6. Referência Bibliográfica
GRANDE ENCICLOPÉDIA DELTA LAROUSSE. Rio de Janeiro, Editora Delta S.A,
1971.
KEY BRYAN, Wilson. A era da manipulação. 2.ed. São Paulo, Editora Scritta, 1966.
ANTISERI, Dario, REALE, Giovanni. História da filosofia. São Paulo, Editora Paulus,
2000. v. 2.
VV.AA, “Lúmen Gentium 13”, In Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. São
Paulo, Paulus, 1997.
CNNBB, Igreja e comunicação rumo ao novo milênio. São Paulo, Editora Paulinas,
1997.
GIANNOTTI, Vito & SANTIAGO, Cláudia. Comunicação sindical: Falando para
milhões, Petrópolis, Vozes, 1997.
CALLADO, Ana Arruda & DUQUE ESTRADA, Maria Ignez. Como se faz um jornal
comunitário. Petrópolis, Editora Vozes/Ibase,1985.
MARQUES DE MELO, José. “A emergência de um novo jornalismo católico latino-
americano”, In: Comunicação: teoria e política. São Paulo, Editora Summus, 1985, p.
41-57.
SAMPAIO, Plínio de Arruda. Construindo o poder popular. 3a.ed. São Paulo, Editora
Paulus. 2004.
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