OS istema de Contabilidade by 3fpr35

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									Contabilidade




     IST – TAGUS PARK
             2007/2008


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                             Contabilidade
                        Âmbito e objectivos

 Processo de identificar, medir e comunicar
  informação económica para os decisores
 SIG – Sistemas de Informação para a Gestão
 Instrumento de gestão indispensável para
  qualquer organização




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                                    Contabilidade
                               Âmbito e objectivos

Actividade                               Tomada de
económica                                  decisão

        Sistema de Informação contabilístico




       Identificar     Medir        Comunicar



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                              Contabilidade
                         Âmbito e objectivos

 Proporcionar conhecimentos que permitam
  ler, analisar e interpretar informação
  financeira
 A informação financeira correctamente
  analisada e interpretada é fundamental para a
  tomada de decisão



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                                          Contabilidade
                              Utilizadores e finalidades

   Gestores: Tomada de decisão
    níveis estratégico, táctico e operacional


   Empregados: Remunerações, evolução
    carreira, regalias sociais

   Accionistas: Rendibilidade, dividendos

   Investidores: Risco do investimento
    comprar, vender, manter

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                                 Contabilidade
                     Utilizadores e finalidades

   Financiadores: Risco de crédito
   Fornecedores: Créditos detidos
   Clientes: Continuidade
   Departamentos do Estado: Regulação,
    tributação, rendimento nacional
   Público: Impacto económico e social



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                             Contabilidade
                        Principais Divisões

 Contabilidade financeira:
  recolhe e processa a informação
  necessária à preparação das
  demonstrações financeiras tendo em
  vista a sua divulgação aos interessados
 Objectivo: comunicação externa




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                                Principais Divisões
   Contabilidade de gestão:
    procede à mensuração, acumulação e controlo
    dos custos dos produtos/serviços fabricados e
    vendidos para apoio à tomada de decisão
   Objectivo: divulgação interna
       • Estrutura de custos
       • Orçamentação
       • Controlo da execução



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                             Normalização

 Permite analisar e comparar, de forma
  consistente, as situações patrimoniais e
  os resultados das empresas
 Conjunto de regras e princípios por
  todos aceites e utilizados




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                                Contabilidade
                     Normalização-organismos
CNC – Comissão de Normalização Contabilística
 (PORTUGUESE ACCOUNTING STANDARDS BOARD)

 Promover estudos para adopção de princípios,
 conceitos e procedimentos contabilísticos e
 implementar em Portugal os últimos desenvolvimentos
 contabilísticos internacionais
    • POC – Plano Oficial de Contabilidade
    • Transposição de directivas comunitárias


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                     Normalização-organismos
• IASC-International Accounting Standards Committee:
  formado por 16 associações de profissionais de todo o
  mundo, emite regularmente as NIC (Normas
  Internacionais de Contabilidade)

• União Europeia (Accounting Advisory Forum):
  emite directivas com o objectivo de normalizar as
  demonstrações financeiras dos estados-membros da
  UE



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                              Processo contabilístico
A contabilidade regista todas as transacções comerciais

    factos que afectam a posição financeira da empresa


Quando é que o facto deve ser registado?
 (Reconhecimento)
Como é que o facto deve ser valorizado?
 (Valorização)
Como é que o facto deve ser classificado?
 (Classificação)
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                 Princípios contabilísticos


São regras e guias para a contabilidade
que estabelecem os critérios a usar na
mensuração (valorimetria), o momento
do reconhecimento e a afectação dos
custos e dos proveitos



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                          Princípios contabilísticos
   Continuidade:
    A empresa opera de forma contínua, com duração
    ilimitada
   Consistência:
    A empresa não altera as suas políticas
    contabilísticas de um exercício para o outro
   Custo histórico:
    Os registos contabilísticos devem basear-se em
    custos de aquisição ou de produção


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                         Princípios contabilísticos
   Especialização ou acréscimo:
    Os proveitos e os custos são reconhecidos quando
    obtidos, devendo incluir-se nas demonstrações
    financeiras do período a que respeitam,
    independentemente do seu recebimento ou
    pagamento
   Materialidade:
    As demonstrações financeiras devem evidenciar todos
    os elementos que possam ser relevantes para avaliar
    a situação financeira da empresa

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                          Princípios contabilísticos


   Prudência:
    Pode-se integrar nas contas um certo grau de
    precaução, sem que tal leve à criação de reservas
    ocultas ou provisões excessivas
   Substância sobre a forma:
    As operações devem ser contabilizadas de acordo com
    a sua realidade financeira e não apenas pela sua
    forma legal

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                         Características qualitativas

A informação financeira deve ser:
     Relevante
      (influência nas decisões económicas dos utilizadores)
     Compreensível
      (rapidamente compreendida pelos utilizadores)
     Fiável
      (representar fidedignamente as operações)
     Comparável
      (evolução da empresa, posição relativa com outras)
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                            Contabilidade
Fluxos gerados pela actividade económica


 A actividade económica da empresa
 implica o estabelecimento de relações
 internas e externas, traduzidas por
 fluxos de bens e serviços aos quais
 correspondem fluxos financeiros no
 sentido inverso



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                            Contabilidade
Fluxos gerados pela actividade económica

   Óptica económica:         Ligada à
    transformação e incorporação dos materiais
    até se atingir o produto/serviço final

   CUSTO: valor incorporado e gasto na
    produçãoconsumo de recurso
   PROVEITO: produto apto para
    vendageração de recurso



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                            Contabilidade
Fluxos gerados pela actividade económica

   Óptica financeira:      Endividamento da empresa
    face ao exterior.Remuneração dos factores produtivos
    e dos bens/serviços produzidos

   DESPESA: remuneração dos factoresobrigação
   RECEITA: remuneração das vendasdireito




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                            Contabilidade
Fluxos gerados pela actividade económica

   Óptica tesouraria:     Corresponde às entradas e
    saídas monetárias da empresa

   PAGAMENTOS: saída de dinheiro
   RECEBIMENTOS: entrada de dinheiro




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Fluxos gerados pela actividade económica
Fluxo económico                                                   Fluxo financeiro
                                   Fornecedores
 Matérias- Primas                                                       Despesas
 (CUSTOS)                                                               (OBRIGAÇÕES)

                      Aprovisionamento
                                                     Pagamentos



                     Produção




 Produtos Acabados        Venda                   Recebimentos           Receitas
 (PROVEITOS)                                                             (DIREITOS)
                                    Clientes

O fluxo financeiro deve compensar o fluxo do produto
                                                                                  22
                            Contabilidade
                   Transacções financeiras

  Transacções financeiras representam a
  troca remunerada de materiais/serviços
  entre entidades
 alteram o património da entidade
 legalmente, exigem um registo
 os relatórios contabilísticos são sumários
  dos registos de transacções

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                                          Património

   PATRIMÓNIO: Conjunto de valores (direitos e
    obrigações) sujeitos a uma gestão e afectos a
    determinado fim
   ELEMENTO PATRIMONIAL: Cada componente do
    património (mercadorias, viaturas,...)
   VALOR PATRIMONIAL: representação monetária
    dos elementos patrimoniais




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                                        Património
   CLASSES DE ELEMENTOS PATRIMONIAIS:
     ACTIVO: Bens e direitos
     PASSIVO: Encargos e obrigações


   VALOR DO PATRIMÓNIO:
    É a diferença entre o ACTIVO e o PASSIVO

   ACTIVO - PASSIVO = VALOR DO
    PATRIMÓNIO OU CAPITAIS PRÓPRIOS

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   FACTOS PATRIMONIAIS: São variações no património da
    empresa que podem alterar somente a composição do
    património (factos permutativos) ou a composição e o valor
    (factos modificativos)

   Ex: A compra de uma mercadoria por 20 é um facto permutativo pois só
    altera a composição do ACTIVO --> sai 20 em dinheiro e entram
    mercadorias que passam a constar do património da empresa com o
    valor de 20

   Ex: A venda dessa mercadoria por 30 é um facto modificativo porque
    altera a composição do ACTIVO (sai mercadoria e entra dinheiro) mas
    também o seu valor (a mercadoria é vendida por 30 e o seu custo foi 20
    pelo que temos uma alteração quantitativa do património)


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                                      Património
SITUAÇÃO PATRIMONIAL pode ser:

   Activa, Positiva
             sse ACTIVO > PASSIVO
   Nula
             sse ACTIVO = PASSIVO
   Passiva, Negativa
             sse ACTIVO < PASSIVO

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                             Equação Fundamental
ACTIVO = PASSIVO + CAPITAIS PRÓPRIOS

 Os CAPITAIS PRÓPRIOS traduzem o valor (contabilístico)
 da empresa num determinado momento, isto é, o valor
 que o proprietário receberia se cessasse a actividade,
 liquidando todo o património



                          CAPITAL
                          PRÓPRIO
              ACTIVO

                          PASSIVO



                                                          28
                               Contabilidade
             Mapa de Registo de Transacções


   É um instrumento auxiliar para registar as
    operações contabilísticas
   Em cada linha registam-se os lançamentos
    contabilísticos referentes à transacção
   A cada coluna corresponde um elemento
    patrimonial



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                                      Mapa de Registo de Transacções
*Considere que fundou um gabinete de venda de computadores e
  impressoras. Registe as seguintes transacções que ocorreram
  durante o primeiro mês de actividade:
       1 - Investimento de 5000€, por depósito dum cheque pessoal na
       conta da empresa

                                   ACTIVO                            CAP.PRÓPRIO          PASSIVO

 Imobilizado                 Existências   Clientes   Dep.Ordem   Capital     Resultados Forneced
                                                                              =Proveitos
                                                                               -Custos

                                                           5000        5000



* Adaptado: Prof. P Mendes
                                                                                                    30
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                       Mapa de Registo de Transacções
  2 - Aquisição a pronto de computadores para venda no valor de 3000€


Imobilizado   Existências   Clientes   Dep.Ordem   Capital     Resultados Forneced
                                                               =Proveitos
                                                                -Custos
                                            5000        5000
                    3000                   -3000




                                                                                     31
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                       Mapa de Registo de Transacções
  3 - Aquisição a crédito de impressoras para venda no valor de 750€




Imobilizado   Existências   Clientes   Dep.Ordem   Capital     Resultados Forneced
                                                               =Proveitos
                                                                -Custos
                                            5000        5000
                    3000                   -3000
                     750                                                       750




                                                                                     32
                                         Contabilidade
                       Mapa de Registo de Transacções
  4 - Aquisição a crédito de computador, para utilização própria, no valor de
     650€


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                                                               =Proveitos
                                                                -Custos
                                            5000        5000
                    3000                   -3000
                     750                                                        750
       650                                                                      650




                                                                                     33
                                         Contabilidade
                       Mapa de Registo de Transacções
  5 – Venda de metade dos computadores, a pronto pagamento, no valor de
     3000€


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                                                               =Proveitos
                                                                -Custos
                                            5000        5000
                    3000                   -3000
                     750                                                        750
        650                                                                     650
                    -1500                  3000                     1500




                                                                                     34
                                         Contabilidade
                       Mapa de Registo de Transacções
  6 - Pagamento de 250€ de salários




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                                                                =Proveitos
                                                                 -Custos
                                            5000         5000
                    3000                   -3000
                     750                                                         750
        650                                                                      650
                   -1500                    3000                     1500
                                             -250                    -250



                                                                                      35
                                         Contabilidade
                       Mapa de Registo de Transacções
  7 – Venda dos restantes computadores e de todas as impressoras a crédito
     no total de 3000€


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                                                               =Proveitos
                                                                -Custos
                                            5000        5000
                    3000                   -3000
                     750                                                        750
       -650                                                                     650
                   -1500                    3000                    1500
                                            -250                    -250
                   -2250      3000                                  750


                                                                                     36
                                         Contabilidade
                       Mapa de Registo de Transacções
  8 – Pagamento, no final do mês, de 650€ do computador próprio. As
     impressoras serão pagas a 15 do próximo mês.

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                                                               =Proveitos
                                                                -Custos
                                            5000        5000
                    3000                   -3000
                     750                                                        750
        650                                                                     650
                   -1500                    3000                    1500
                                            -250                    -250
                   -2250       3000                                  750
                                            -650                              -650


                                                                                     37
                                        Contabilidade
                      Mapa de Registo de Transacções
  9 - Recebimento de um cheque de 1500€ para pagamento da transacção 7
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                                                             =Proveitos
                                                              -Custos
                                            5000      5000
                    3000                   -3000
                     750                                                      750
        650                                                                   650
                   -1500                    3000                  1500
                                            -250                  -250
                   -2250       3000                                750
                                            -650                             -650
                              -1500        1500

        650            0       1500         5600      5000        2000       750
                                                                                   38
                                            Contabilidade
                                                   Conta
   CONTA: conjunto de elementos patrimoniais expressos em
    unidades de valor e dispostos ordenadamente num quadro
    contendo os registos de todas as variações patrimoniais
    originadas pelas transacções contabilisticas

   REQUISITOS DA CONTA:
       HOMOGENEIDADE:  só deve conter elementos que
        obedeçam à característica comum que a conta
        define
       INTEGRALIDADE: deve incluir todos os elementos
        que tenham essa característica comum

                                                              39
                                             Contabilidade
                                                    Conta
Representação Gráfica da CONTA:


                          Título da conta

  Débito (lado do DEVE)             Crédito (lado do HAVER)


    Debitar a conta é                 Creditar a conta é
    inscrever um valor                inscrever um valor no
    no lado esquerdo do T             lado direito do T




                                                              40
                                                   Contabilidade
                                                          Conta
SALDO DA CONTA:
É a diferença apurada entre o DÉBITO e o CRÉDITO

TIPOS DE SALDOS:
      •Saldo Devedor (Sd) quando o DÉBITO > CRÉDITO
      •Saldo Nulo (S0) quando o DÉBITO = CRÉDITO
      •Saldo Credor (Sc) quando o DÉBITO < CRÉDITO


CONTA SALDADA (ou Saldar a conta): Quando se inscreve o Saldo
no lado da conta que tem menor valor (Sd inscrevem-se no lado do
Crédito; Sc inscrevem-se no lado do Débito)

(RE)ABERTURA DA CONTA: Quando se inscreve o Sd no lado do DÉBITO
e o Sc no lado do CRÉDITO

                                                                   41
                                    Contabilidade
                         Classificação das Contas

   Contas do Activo, onde se registam os bens e os
    créditos da empresa sobre terceiros (são debitadas
    pelos aumentos e creditadas pelas diminuições)


   Contas do Passivo, onde se registam as obrigações,
    ou seja, as dívidas ou responsabilidades assumidas
    pela empresa face a terceiros (são creditadas pelos
    aumentos e debitadas pelas diminuições)
                                                     42
                                          Contabilidade
                               Classificação das Contas
   Contas do Capital Próprio, onde se regista o valor
    líquido do património da empresa, isto é, o que resulta da
    diferença entre os direitos que possui e as obrigações em que se
    contituiu (são creditadas pelos aumentos e debitadas pelas
    diminuições)



   Contas de Custos e Proveitos, onde se registam os
    encargos e os rendimentos que a empresa vai gerando na sua
    actividade.

                                                                  43
                                            Contabilidade
                                 Classes de Contas (POC)
1 - Disponibilidades (caixa, depósitos bancários, títulos negociáveis)

2 - Terceiros (clientes, fornecedores, accionistas)

3 - Existências (mercadorias, matérias primas, produtos acabados)

4 - Imobilizações (terrenos, edifícios, automóveis, partes de capital)

5 - Capital, Reservas e Resultados Transitados

6 - Custos e Perdas (remunerações, mercadorias vendidas, electricidade)

7 - Proveitos e Ganhos (vendas mercadorias, prestações de serviços)

8 - Resultados ( operacionais, financeiros, líquidos)

                                                                         44
                                                   Contabilidade
                                                        Balanço
INVENTÁRIO: é uma relação (rol, lista) de elementos patrimoniais
   com a indicação do seu valor. Pode ser Geral (quando é
   constituído por todos os valores do património) ou Parcial.

BALANÇO: É um Inventário especial dado que balanceia (equilibra)
  os valores do ACTIVO e do PASSIVO, i é, acrescenta ao
  Inventário Geral os CAPITAIS PRÓPRIOS

                             BALANÇO
                     1º Membro     2º Membro

                                    CAPITAL
                                    PRÓPRIO
                      ACTIVO

                                    PASSIVO

                                                                   45
                                             Contabilidade
                                   Contas do Balanço(POC)
ACTIVO                                 CAPITAIS PRÓPRIOS
4-Imobilizado                          51-Capital

    43-Incorpóreo                      56/57-Reservas

    42-Corpóreo                        59-Resultados Transitados

    41-Investimentos Financeiros       88-Resultado Líquido do Exercício

3-Existências
                                       PASSIVO
2-Dívidas de Terceiros
                                       29-Provisões para Riscos e Encargos
    Médio/Longo prazo
                                       2-Dívidas a Terceiros
    Curto prazo
                                           Médio/Longo prazo
1-Disponibilidades
                                           Curto prazo
27-Acréscimos e Diferimentos
                                       27-Acréscimos e Diferimentos
    271-Acréscimos de Proveitos
                                           273-Acréscimos de Custos
    272-Custos Diferidos
                                           274-Proveitos Diferidos           46
                                Contabilidade
                                     Balanço

   O Balanço é a demonstração financeira
    que apresenta a posição financeira de
    uma entidade num determinado
    momento, divulgando os seus valores
    activos, passivos e dos capitais próprios
    devidamente agrupados e classificados


                                            47
                                                          Contabilidade
                                                               Balanço


                                                                          -
     -              Activo                      Capital Próprio
           Imobilizado                     Capital
                                           Reservas
           Circulante                      Resultados transitados
                    Existências            Resultado do Exercício      Grau de
Grau de                                                                Exigibilidade
Liquidez            Dívidas de terceiros
                             m.l.p
                              c.p
                    Disponibilidades            Passivo
           Acréscimos e Diferimentos       Dívidas a terceiros
                                                m.l.p
     +                                          c.p                       +
                                           Acréscimos e Diferimentos

                                                                               48
                             Contabilidade
               Demonstração dos Resultados

   A Demonstração dos resultados é o mapa
    financeiro que apresenta os resultados da
    actividade da entidade durante um
    determinado período de tempo
     Pode ser apresentada por naturezas dos
      custos/proveitos
     Pode ser apresentada por funções a que os
      custos/proveitos estão afectos

                                                49
                              Contabilidade
    Demonstração dos Resultados (por naturezas)
CUSTOS E PERDAS                           PROVEITOS E GANHOS

61-Custo merc. vendidas            X      71-Vendas mercad. e prod. X
62-Fornecim. e serviços externos   X      72-Prestações de serviços X
64-Custos com o pessoal            X      Variação produção           X
66-Amortizações                    X      75-Trab. Próp. Emp.         X
67-Provisões                       X      74-Subsídios                X
63-Impostos                        X      73-Prov. Suplementares      X
65-Out. custos operacionais        X      76-Out. proveitos operac. X
                                   (A)                                (B)
68-Amort. e prov. inv. financ.     X      78-Rendiment. inv. financ. X
68-Juros e custos similares        X      78-Juros e prov. Similares X
                                   (C)                                (D)
69-Custos Extraordinários          X      79-Proveit. Extraordinários X
                                   (E)                                (F)
86-Imposto sobre o Rendimento      X      Res. Operacionais = (B) - (A)
                                   (G)
88-Result. líquido do exercício    +/-X   Res. Financeiros   = (D-B) - (C-A)
                                          Res. Correntes =     (D) - (C)
                                          Res. antes de Impostos = (F) - (E)
                                          Res. Líquido =         (F) - (G)
                                                                               50
                            Contabilidade
   Demonstração dos Resultados (por funções)
Vendas e prestações de serviços    X
Custo das vendas e serviços       -X
   RESULTADOS BRUTO               +/-X    Função Produção
Out. Proveitos Operacionais        X
Custos de distribuição            -X      Função Distribuição
Custos administrativos            -X
Out. Custos Operacionais          -X
    RESULTADOS OPERACIONAIS       +/-X
                                          Função Administrativa
Rendimentos de Aplic. Financ.      X
Provisões p/inv. Financeiros      -X
Juros e custos similares          -X      Função Financeira
    RESULTADOS CORRENTES          +/-X

Proveitos e ganhos extraordinários X      Função Extraordinária
Custos e perdas extraordinários    -X
   RES. ANTES DE IMPOSTOS          +/-X

Imposto sobre o rend. do exercício   -X
   RESULTADOS LÍQUIDOS             +/-X                           51
                                   Contabilidade
                Demonstração dos Fluxos de Caixa
   A Demonstração dos Fluxos de Caixa* é a demonstração
    financeira que apresenta as alterações na posição
    financeira, num determinado período, na qual as
    entradas (influxos) e saídas (exfluxos) de caixa são
    devidamente explicadas
   Apresenta as operações que afectam os recebimentos e
    pagamentos das actividades:
       Operacionais: decorrem do objecto social da empresa
       Investimento:compra/venda de imobilizações
       Financiamento: alterações na extensão e composição de
        empréstimos obtidos e capital da empresa
*“Cash-Flow” habitualmente refere-se aos meios libertos (autofinanciamento)
   e calcula-se através de Res.Liquidos+Amortizações+Provisões. O Fluxo de
   Caixa aqui tratado refere-se somente às entradas e saídas de caixa
                                                                        52
                               Contabilidade
            Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                    Métodos
   Método Directo: divulga os recebimentos e
    pagamentos de caixa, permitindo aos utilizadores
    compreender a forma como a empresa gera e utiliza
    os meios de pagamento
   Método Indirecto: parte do Res. Líquido do
    exercício que é ajustado, excluindo-se os efeitos das
    transacções que não sejam a dinheiro, acréscimos ou
    diferimentos relacionados com rec/pag passados ou
    futuros e contas de proveitos/custos relacionados
    c/fluxos de caixa relativos às actividades de
    investimento ou financiamento

                                                       53
                                 Contabilidade
              Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                                     (met. Directo)1/4

ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes(a)           +X
Pagamentos a fornecedores (b)         -X
Pagamentos ao pessoal                 -X
     Fluxo das operações                      -/+X
Pag/Rec de imposto s/lucros         -/+X
Out. Pag/Rec operacionais           -/+X
      Fluxo antes activ. Extraod.             -/+X
 Pag/Rec de act. Extraord.          -/+X
      Fluxo das act. Operacionais (1)                 +/-X

(a)   Recebim. de venda de mercadorias, produtos e serviços c/excepção do
      recebimento de juros (act. Investimento)
(b)   pag. compras de bens e serviços c/excepção de pag. Juros (act.
      financiamento)


                                                                      54
                                Contabilidade
             Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                                  (met. Directo) 2/4

ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
  Inv. Financeiros (a)        +X
  Imobil. Corpóreas           +X
  Imobil. Incorpóreas         +X
  Subsídios de investim.      +X
  Juros e proveitos similares +X
  Dividendos                  +X
Pagamentos respeitantes a:
  Inv. Financeiros            -X
  Imobil. Corpóreas           -X
  Imobil. Incorpóreas         -X
       Fluxo das act. Investimento (2)               +/-X

(a) recebim. venda de partes de capital e reembolsos de emp. concedidos


                                                                     55
                                Contabilidade
             Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                                    (met. Directo) 3/4

ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
  Empréstimos obtidos                                 +X
  Aumentos capital, prest. supl e prémios emissão     +X
  Subsídios e doações                                 +X
  Venda acções (quotas) próprias                      +X
  Cobertura de prejuízos                              +X
Pagamentos respeitantes a:
  Empréstimos obtidos                                 -X
  Amortização contratos loc. financ.                  -X
  Juros e custos similares                            -X
  Dividendos
  Reduções capital e prest. supl.                     -X
  Aquisição acções (quotas) próprias                  -X
        Fluxo das act. Financiamento (3)                    +/-X



                                                                   56
                               Contabilidade
            Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                              (met. Directo) 4/4


Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) +/-X
Caixa e seus equivalentes no início do período            (a)
Caixa e seus equivalentes no final do período             (b)
                                              (4) = (b) – (a)




No final desta demonstração podemos perceber como
é que as várias actividades (operacional, investimento
e financiamento) foram suportadas financeiramente


                                                                57
                                 Contabilidade
              Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                                  (met. Indirecto) 1/4

Resultado Líquido do Exercício                  +/-X
     Ajustamentos:
Amortizações                                      +X
Provisões                                       -/+X
Variação do Fundo de Maneio (a):
     Aumento/diminuição existências             -/+X
     Aumento/diminuição dívidas de 3ºs (b)      -/+X
     Aumento/diminuições dívidas a 3ºs (b)      +/-X
     Aumento/diminuições ac. e dif. Activos     -/+X
     Aumento/diminuições ac. e dif. Passivos    +/-X
Proveitos/Custos financeiros                    -/+X
        Fluxo das act. Operacionais (1)                +/-X

(a)   F. Maneio= Exist+Cli+Disp+Ac. e Dif. Activos - Passivo C Prazo - Ac. e
      dif. passivos
(b)   Só dívidas relacionadas c/activ. operacionais


                                                                         58
                                Contabilidade
             Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                                (met. Indirecto) 2/4

ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Recebimentos provenientes de:
  Inv. Financeiros (a):       +X
  Imobil. Corpóreas           +X
  Imobil. Incorpóreas         +X
  Subsídios de investim.      +X
  Juros e proveitos similares +X
  Dividendos                  +X
Pagamentos respeitantes a:
  Inv. Financeiros            -X
  Imobil. Corpóreas           -X
  Imobil. Incorpóreas         -X
       Fluxo das act. Investimento (2)               +/-X

(a) rec. venda de partes de capital e reembolsos de emp. concedidos


                                                                      59
                                Contabilidade
             Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                               (met. Indirecto) 3/4

ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
  Empréstimos obtidos                               +X
  Aumentos capital, prest. supl e prémios emissão   +X
  Subsídios e doações                               +X
  Venda acções (quotas) próprias                    +X
  Cobertura de prejuízos                            +X
Pagamentos respeitantes a:
  Empréstimos obtidos                               -X
  Amortização contratos loc. financ.                -X
  Juros e custos similares                          -X
  Dividendos
  Reduções capital e prest. supl.                   -X
  Aquisição acções (quotas) próprias                -X
        Fluxo das act. Financiamento (3)                 +/-X



                                                                60
                               Contabilidade
            Demonstração dos Fluxos de Caixa
                                            (met. Indirecto) 4/4

Variação de caixa e seus equivalentes (4)=(1)+(2)+(3) +/-X
Caixa e seus equivalentes no início do período            (a)
Caixa e seus equivalentes no final do período             (b)
                                              (4) = (b) – (a)




                                                                61
                              Contabilidade
      Demonstração da Origem e Aplicação de
                           Fundos (DOAF*)

   É a demonstração financeira que apresenta a
    origem dos fundos e a respectiva aplicação
   Origens de fundos: aumentos do Passivo e
    dos Capitais Próprios e diminuições do Activo
   Aplicações de fundos: Aumentos do Activo e
    diminuições do Passivo e dos Cap. Próprios
   É necessário ter dois Balanços consecutivos
*   Desde que existe a obrigatoriedade de o Balanço e Dem. Resultados
    apresentarem dois anos consecutivos, elabora-se directamente a Dem.
    Fluxos Caixa e a DOAF está mais em desuso

                                                                          62
                                     Contabilidade
                     Origem e Aplicação de Fundos
ACTIVO                          = PASSIVO +         CAPITAIS PRÓPRIOS
capital total                   capitais alheios       capitais próprios

APLICAÇÕES DE FUNDOS            ORIGENS DE FUNDOS
  São as aplicações dos           São as origens dos fundos aplicados
  capitais alheios + os
  capitais próprios

  Os elementos constitutivos alteram-se mas a igualdade entre os
  membros da equação mantém-se pois a cada aplicação de
  fundos (aumentos do Activo ou diminuições do passivo ou Cap. Pp.)
  há-de corresponder sempre a sua origem (aumentos do Passivo
  ou dos Cap. Pp. ou diminuição do Activo)
                                                                        63
                                    Contabilidade
                     Demonstração da Variação dos
                               Fundos Circulantes
   Para construir a DOAF primeiro calcula-se a
   variação dos fundos circulantes (Existências,
   Clientes e Disponibilidades) para saber se há uma
   diminuição ou aumento dos mesmos

Aument existências           X   Diminui existências         X
Aument dívidas de 3ºs CP     X   Diminui dívidas de 3ºs CP   X
Diminui dívidas a 3ºs CP     X   Aument dívidas a 3ºs CP     X
Aument disponibilidades      X   Diminui disponibilidades    X

Diminui fundos circulantes   X   Aument fundos circulantes   X


                                                                 64
                                               Contabilidade
                                                       DOAF
ORIGENS DE FUNDOS                   APLICAÇÕES DE FUNDOS
Internas:                           Distribuições:
   Res. Líquido do Exercício    X      Por aplic. Resultados   X
   Amortizações                 X      Por aplic. Reservas     X
   Provisões                    X
                                    Diminui. Cap. Próp.        X
Externas:
                                    Aument. Inv. Financ        X
Aument. cap. Próp.              X
Diminui. Inv. Financ.           X   Aument. Div. de 3ºs MLP    X
Diminui. Div. de 3ºs MLP        X   Diminui. Div. a 3ºs MLP    X
Aument. Div. a 3ºs MLP          X   Aument. Trab. Prop. Emp.   X
Diminui. Imobil. (valor liq.)   X   Aquisição imobiliz.        X

Diminui. Fundos circulantes*X       Aument. Fundos circulantes*X
 *Conforme apurado na Dem. Variação Fundos Circulantes             65
                                    Contabilidade
                        Acréscimos e Diferimentos

   O resultado de um determinado exercício económico
    corresponde à diferença entre os proveitos e custos
    obtidos nesse exercício
   Para cumprimento do princípio da especialização (ou
    do acréscimo) devem ter-se em conta todos os
    proveitos e custos desse exercício, independentemente
    dos pagamentos e recebimentos terem ou não ocorrido
    no mesmo exercício
   É necessário utilizar contas de regularização para
    especializar os custos e proveitos respeitantes ao
    período a que correspondem – Contas de Acréscimos e
    Diferimentos de custos e de proveitos
                                                       66
                               Contabilidade
                   Acréscimos e Diferimentos

   Acréscimos e Diferimentos Activos:
     271-Acréscimos de proveitos
     272-Custos diferidos

   Acréscimos e Diferimentos Passivos:
     273-Acréscimos de custos
     274-Proveitos diferidos




                                          67
                           Contabilidade
               Acréscimos e Diferimentos

271 – Acréscimos de proveitos: Proveitos
 a reconhecer no exercício mas que ainda
 não originaram receitas
Ex: Juros a receber de aplicações
 financeiras que se vencem no exercício
 seguinte, contratos de assistência
 técnica a receber

                                      68
                           Contabilidade
               Acréscimos e Diferimentos

272 – Custos diferidos: Despesas
 realizadas neste exercício mas que
 correspondem a custos do exercício
 seguinte
Ex: Rendas pagas antecipadamente,
 seguros, campanhas publicitárias



                                      69
                             Contabilidade
                 Acréscimos e Diferimentos

273 – Acréscimos de custos: Custos a
 reconhecer neste exercício mas cuja
 despesa só virá a realizar-se no
 exercício seguinte
Ex: Juros a liquidar, férias e subsídios de
 férias do pessoal



                                              70
                           Contabilidade
               Acréscimos e Diferimentos

274 – Proveitos diferidos: Receitas
 realizadas neste exercício mas cujos
 proveitos respeitam ao exercício
 seguinte
Ex: Rendas recebidas adiantadamente,
 subsídios p/investimentos



                                        71
                                     Contabilidade
                                       Existências
São activos que se destinam:
     a ser vendidos (mercadorias, produtos acabados,
      produtos intermédios, subprodutos)
     a ser integrados na produção para venda
      (matérias- primas)
     ser consumidos na produção de bens ou serviços
      para venda (mat. subsidiárias, materiais de
      consumo, embalagens de consumo)
     a ser vendidos mas ainda não estão concluídos
      (produtos em curso)
                                                      72
                                Contabilidade
                  Movimentação de Existências
Compras:
   A conta compras regista o valor de aquisição
    das mercadorias, matérias primas e
    subsidiárias destinados ao consumo ou venda,
    bem como as despesas adicionais necessárias
    para que os bens estejam aptos para a sua
    função
   A conta compras não aparece nem no Balanço,
    nem na Dem. Resultados. É uma conta
    transitória que é saldada por contrapartida das
    contas de existências
                                                  73
                            Contabilidade
              Movimentação de Existências

               31 – Compras

Valor de aquisição    Descontos e abatimentos
Despesas adicionais   Devoluções de compras
                      Transferência do saldo




                                            74
                             Contabilidade
               Movimentação de Existências

Existências:
   Nas contas de existências consideram-se os
   valores das mercadorias, produtos acabados
   ou em curso, matérias-primas ou
   subsidiárias adquiridas pela empresa, para
   venda ou consumo, que deram ou irão dar
   entrada em armazém (contas de inventário)



                                           75
                           Contabilidade
             Movimentação de Existências

Regularização de Existências:
   Contas que servem de contrapartida ao
   registo de variações das existências que
   não tenham origem em compras, vendas ou
   consumos (ofertas, quebras, sobras,
   sinistros,...)




                                         76
                                Contabilidade
                        Sistemas de inventário

 Sistemas de Inventário: servem para
  conhecer a quantidade e o valor das
  existências (stocks) armazenados
 Dois tipos de sistemas podem ser
  utilizados:
     Intermitente ou periódico
     Permanente ou perpétuo



                                            77
                                   Contabilidade
                           Sistemas de inventário
                                            (periódico)

   Inventário intermitente ou periódico: registam-
    se as compras, o inventário inicial e o inventário
    final
   Com este sistema, o custo das existências
    vendidas e consumidas só pode ser apurado
    depois da contagem física das existências e
    consequente apuramento das existências finais
   É um sistema que, embora de fácil aplicação,
    não serve os propósitos da gestão, já que a
    informação sobre os resultados da empresa
    depende sempre de uma contagem física
                                                    78
                               Contabilidade
                       Sistemas de inventário
                                         (periódico)

Inventário periódico (ao longo do ano)
     Compras                   Vendas
Valor compra
                                    Valor venda


     Dispon/Fornecedores/Clientes


                     Valor compra
      Valor venda
                                                  79
                                Contabilidade
                        Sistemas de inventário
                                          (periódico)

Inventário periódico (ao longo do ano)
           Regulariz. Existências
         Ofertas rec.   Ofertas conced.
              Sobras      Quebras
                          Sinistros

     Proveitos                   Custos



                                                  80
                                        Contabilidade
                                Sistemas de inventário
                                                        (periódico)

 Inventário periódico (no final do ano)
                       Contagem física = Exist. final
   Compras             Existências               Reg.Exist.
                      Exist.                  Saldo
                      inicial                 Credor     Saldo
         Valor liq.                                      Devedor
         compras                CEVC



Custo exist. vend. e cons.      CEVC=Ei+Compras-Ef+/-Reg. Exist.



                                                                   81
                                   Contabilidade
                           Sistemas de inventário
                                           (permanente)

Inventário permanente
   Com este sistema, o custo das existências vendidas e
    consumidas é conhecido a todo o momento, já que a
    movimentação das contas de existências é feita
    sistematicamente
   É um sistema que implica a existência de fichas de
    armazém, discriminando as quantidades e valores
    unitários dos lotes, apurando-se assim o valor das
    existências finais, bem como o CEVC
   É o que melhor serve os propósitos da gestão, já que
    sabendo-se sempre o CEVC, a informação sobre os
    resultados da empresa está sempre disponível
                                                      82
                                                Contabilidade
                                        Sistemas de inventário
                                                                 (permanente)

 Ficha de Armazém
                       ENTRADAS             SAÍDAS           EXISTÊNCIAS

Data   Descrição   Q   C.Unit   C.Tot   Q   C.Unit   C.Tot   Q    C.Unit   C.Tot




                                                                                   83
                                        Contabilidade
                                Sistemas de inventário
                                           (permanente)

Inventário permanente*
   Compras               Existências       Vendas




 Disp/Fornec                  CEVC        Disp/Client




*sem movimentação de reg. existências                   84
                               Contabilidade
                 Valorimetria das existências
                                        (entradas)

Entrada de existências:
 Critério geral: as entradas valorizam-se pelo
  custo de aquisição ou de produção (princípio
  do custo histórico)
 Custo de aquisição inclui o preço de compra,
  impostos suportados, direitos aduaneiros,
  custos de transporte, etc.
 Custo de produção é a soma dos custos das
  matérias-primas e outros materiais directos,
  mão obra directa, custos indirectos variáveis e
  fixos
                                               85
                               Contabilidade
                 Valorimetria das existências
                                         (entradas)

Entrada de existências:
 Excepções ao critério geral: se o custo original
  (custo aquisição ou produção) for superior ao
  preço de mercado, utiliza-se este último para
  valorizar as existências
 Se à data do Balanço o preço de mercado for
  inferior ao custo original, a redução do valor
  das existências é feita por uma conta de
  regularização do activo – Provisões para
  depreciação de existências
                                                86
                             Contabilidade
               Valorimetria das existências
                                     (entradas)

Entrada de existências:
 Preço de Mercado=Custo de reposição quando
  se trata de bens adquiridos p/a produção
  (matérias-primas e out. materiais)
 Preço de mercado = Valor realizável líquido
  quando se trata de bens adquiridos para
  venda (mercadorias e produtos)



                                            87
                              Contabilidade
                Valorimetria das existências
                                      (entradas)

Entrada de existências:
 Custo de reposição:custo que a empresa teria
  de suportar para substituir o bem nas
  mesmas condições, qualidade, quantidade e
  locais de aquisição e utilização
 Valor realizável líquido: preço de venda
  esperado para o bem, deduzido dos
  necessários custos previsíveis de acabamento
  e de venda

                                             88
                                     Contabilidade
                       Valorimetria das existências
                                            (saídas)

   Se temos existências com diferentes valores
    de entrada que valor atribuir às suas saídas ?
   POC admite 5 métodos de custeio das saídas:
       Custo específico ou originário
       FIFO (First in, first out)
       LIFO (Last in, first out)
       Custo médio ponderado
       Custo padrão


                                                 89
                            Contabilidade
              Valorimetria das existências
                             (custo específico)

 Custo específico ou originário: as
  existências são valorizadas ao seu custo
  real
 Implica uma perfeita identificação do
  custo de cada lote de existências ou de
  cada existência individual
 Aplica-se no caso de nº reduzido de
  existências de elevado valor

                                            90
                                   Contabilidade
                     Valorimetria das existências
                                        (custo específico)

Custo específico:
   Vantagens
      É o método melhor pois a valorização das
       existências é feita a custos reais e não com base
       em custos atribuídos
   Desvantagens
      De difícil aplicação quando há grande quantidade e
       variedade de existências
      Custos administrativos podem não compensar o
       benefício da informação


                                                       91
                                 Contabilidade
                   Valorimetria das existências
                                              (FIFO)

   FIFO (First in, first out): valorizam-se as
    saídas pelos preços mais antigos e as
    existências pelos preços mais recentes (as
    existências que entram primeiro são as
    primeiras a sair)
   Se houver baixa rotação de stocks em
    períodos inflacionistas, o resultado (proveitos
    a preços recentes-custos a valores antigos) é
    superior

                                                  92
                                    Contabilidade
                      Valorimetria das existências
                                                    (FIFO)

FIFO
 Vantagens
       O valor das existências finais é mais aproximado do
        valor de mercado
   Desvantagens
       Com inflação provoca distorções nos resultados
       Maiores resultados implicam mais imposto
        s/rendimento


                                                         93
                                Contabilidade
                  Valorimetria das existências
                                            (LIFO)

   LIFO (Last in, first out): valorizam-se as
    saídas pelos preços mais recentes e as
    existências pelos preços mais antigos (as
    existências que entram no final são as
    primeiras a sair)
   O resultado (proveitos a preços recentes –
    custos a valores recentes) é inferior ao
    apurado pelo FIFO (havendo inflação)


                                                 94
                                       Contabilidade
                         Valorimetria das existências
                                                              (LIFO)

LIFO
 Vantagens:
       As vendas são balanceadas c/custos de saída mais próximos
        dos valores de reposição, minimizando-se assim os efeitos da
        inflação
       Proporciona economias fiscais pelo diferimento do pagamento
        de impostos sobre os rendimentos
   Desvantagens:
       O valor das existências finais é mais distante do valor de
        mercado, não traduzindo adequadamente a situação da
        empresa
       Do ponto de vista do investidor é pior haver resultados mais
        baixos

                                                                   95
                                  Contabilidade
                    Valorimetria das existências
                                         (custo médio)

   Custo médio ponderado: valoriza o stock de
    cada artigo pela média ponderada do custo
    dos artigos existentes
   Custo médio ponderado
= Custo dos bens existentes+Custo novas entradas
    Quantidades existentes+Novas quantid. entradas
   Pode calcular-se após cada nova entrada ou
    periodicamente
   É um método muito utilizado nas empresas

                                                     96
                                   Contabilidade
                     Valorimetria das existências
                                             (custo médio)

Custo Médio Ponderado:
 Vantagens:
     Não é preciso identificar cada existência, sendo o
      inventário tratado como um todo
     É de fácil aplicação pois não é necessário manter os
      lotes separados por valor de compra
     Não distorce (para cima/baixo) os resultados como
      FIFO/ LIFO


                                                        97
                                  Contabilidade
                    Valorimetria das existências
                                       (Custo Padrão)

   Custo Padrão: são custos teóricos definidos “à
    priori” considerando as normas técnicas
    atribuídas aos vários factores da área fabril
   Devem ter em conta os níveis normais de
    consumo de matérias, mão de obra, eficiência
    e utilização da capacidade instalada
   São fixados por determinado período (1 ano,
    6 meses)
   Utilizam-se mais em empresas industriais

                                                     98
                                      Contabilidade
                                      Imobilizações
   Imobilizados são activos com carácter
    permanente (+ 1 ano) que não se destinam a
    venda ou transformação no decurso normal de
    exploração, que sejam da propriedade da
    empresa ou estejam em regime de locação
    financeira
   Devem ser contabilizados ao custo de aquisição
    ou de produção
   As alterações ao seu valor reflectem-se através
    amortizações/reintegrações e/ou nas provisões
    (diminuição de valor) ou nas reavaliações
    (aumento de valor)                              99
                                   Contabilidade
                        Imobilizações Corpóreas
4.2 – Imobilizações corpóreas:
 São imobilizações tangíveis (têm existência
  física) que a empresa utiliza na sua actividade
  operacional, que não se destinam a ser
  vendidas ou transformadas e com permanência
  superior a 1 ano
 Incluem-se também as benfeitorias ou grandes
  reparações que aumentem os benefícios
  económicos futuros da empresa
 Incluem-se também bens em regime de locação
  financeira (princípio da substância sobre a forma)
                                                  100
                                 Contabilidade
                      Imobilizações Corpóreas
Principais imobilizações corpóreas:
   421   Terrenos e recursos naturais
   422   Edifícios e out. construções
   423   Equipamento básico
   424   Equipamento de transporte
   425   Ferramentas e utensílios
   426   Equipamento administrativo
   ...


                                           101
                                      Contabilidade
                           Imobilizações Corpóreas
   A classificação dos imobilizados corpóreos
    depende da actividade (principal) da empresa
       Ex: Uma empresa de transportes considera os
        veículos afectos a essa actividade como
        equipamento básico e os computadores como
        equipamento administrativo
       Ex: Uma software house considera os
        computadores afectos à produção de sw como
        equipamento básico e os veículos como
        equipamento de transporte

                                                      102
                                           Contabilidade
                                Imobilizações Corpóreas
   As aquisições de imobil. corpóreo registam-se na conta
    261 – Outros devedores e credores-fornecedores de
    imobilizado e as alienações (vendas) registam-se na
    conta 268-Outros devedores e credores- Devedores
    diversos
   Os adiantamentos por conta de imobil. corpóreo
    registam-se:
       Se o preço estiver fixado: 448-Imobil. em curso-
        adiantamentos
       Caso contrário: 2619-Out. dev. e cred.-forneced. imobil.-
        adiantamentos
   As imobiliz. corpóreas em curso (ainda não concluídas)
    registam-se na conta 44-Imobiliz. em curso
                                                                103
                                Contabilidade
                    Imobilizações Incorpóreas
   4.3 Imobilizações incorpóreas: são activos
    intangíveis (sem existência física), cuja
    produção de benefícios económicos para a
    empresa é superior a um ano e que não se
    destinam a ser vendidos ou transformados
   Englobam, nomeadamente, direitos e
    despesas de constituição, arranque e
    expansão


                                                 104
                                Contabilidade
                    Imobilizações Incorpóreas

Principais imobilizações incorpóreas:
   431   Despesas de instalação
   432   Desp. Investigação e desenvolvimento
   433   Propriedade industrial e outros direitos
   434   Trespasses




                                                105
                                     Contabilidade
                         Imobilizações Incorpóreas

431 - Despesas de instalação: compreende as
  despesas de constituição e organização da
  empresa, bem como as relativas à sua
  expansão ou restruturação
Ex: despesas com escritura, certificado de
  admissibilidade, publicações obrigatórias, registos,
  advogados, livros obrigatórios, avaliações, estudos de
  viabilidade, estudos de impacte ambiental, programas
  informáticos, aumentos de capital, ...


                                                           106
                                Contabilidade
                    Imobilizações Incorpóreas
432 - Despesas de investigação e
  desenvolvimento: compreende as despesas
  associadas à investigação original e planeada
  para obtenção de novos conhecimentos
  científicos e técnicos, bem como as que
  resultam da aplicação tecnológica das
  descobertas anteriores à fase de produção
Ex: despesas de investigação para o fabrico de novos
 produtos, estudos de racionalização da produção ou
 comercialização, ...


                                                   107
                                Contabilidade
                    Imobilizações Incorpóreas
433 - Propriedade industrial e outros direitos:
  compreende as despesas associadas à
  obtenção e manutenção dos direitos de
  propriedade industrial e de outros direitos e
  contratos assimilados
Ex: patentes, modelos, marcas, alvarás, licenças,
 concessões, denominações de origem, nomes de
 estabelecimentos, direitos de autor, ...



                                                    108
                                   Contabilidade
                       Imobilizações Incorpóreas
   434 Trespasses: compreende as despesas
    correspondentes à aquisição de um conjunto
    de activos e passivos que constituam uma
    actividade empresarial (trespasse/goodwill)
    tendo em vista a continuidade dessa mesma
    actividade
   O valor do trespasse corresponde à diferença negativa
    entre o custo de aquisição e o justo valor dos activos
    e passivos identificáveis (goodwill), ou seja, há
    goodwill quando o justo valor dos activos e passivos
    for inferior ao custo de aquisição

                                                       109
                                      Contabilidade
                          Imobilizações Incorpóreas
   As aquisições de imobil. incorpóreo registam-se na
    conta 261 – Outros devedores e credores-
    fornecedores de imobilizado e as alienações (vendas)
    registam-se na conta 268-Outros devedores e
    credores- Devedores diversos
   Os adiantamentos por conta de imobil. incorpóreo
    registam-se:
       Se o preço estiver fixado: 449-Imobil. em curso-
        adiantamentos
       Caso contrário: 2619-Out. dev. e cred.-forneced.
        imobil.- adiantamentos
   As imobiliz. incorpóreas em curso (ainda não
    concluídas) registam-se na conta 44-Imobiliz. em
    curso                                                  110
                            Contabilidade
                Investimentos Financeiros

 4.1 Investimentos financeiros: são
  aplicações financeiras de carácter
  permanente (detidas por mais de 1 ano)
 Os inv. financeiros podem ter como
  objectivo um determinado controlo
  sobre as empresas participadas ou mera
  obtenção de rendimentos

                                       111
                                Contabilidade
                    Investimentos Financeiros

Principais investimentos financeiros:
   411   Partes de capital
   412   Obrigações e títulos de participação
   413   Empréstimos de financiamento
   414   Investimentos em imóveis
   415   Outras aplicações financeiras
   ...



                                                 112
                                   Contabilidade
                       Investimentos Financeiros
   411- Partes de capital: são as participações (acções
    ou quotas) detidas em empresas do grupo (a empresa
    participante detém mais de 50% do capital), em
    empresas associadas (a participante detém de 20 a
    50%) e noutras empresas
   412 – Obrigações e títulos de participação: são os
    investimentos financeiros em obrigações ou título de
    participação emitidos por outras empresas
   413 – Empréstimos de financiamento: correspondem
    aos empréstimos concedidos a empresas participadas

                                                      113
                                    Contabilidade
                        Investimentos Financeiros
   414 - Investimentos em imóveis: compreende os
    edifícios e terrenos adquiridos para obtenção de
    rendimentos e não para utilização na actividade
    operacional da empresa
   415 - Outras aplicações financeiras: compreende
    todas as aplicações financeiras que não sejam de
    considerar nas disponibilidades, bem como os bens
    detidos pela empresa, cujos rendimentos servem para
    fazer face a compromissos de longo prazo (fundos de
    pensões)


                                                     114
                              Contabilidade
                    Imobilizações em curso

   4.4 Imobilizações em curso:compreende
    as imobilizações de adição,
    melhoramento ou substituição enquanto
    não estiverem concluídas, bem como os
    adiantamentos a fornecedores de
    imobilizado quando o preço esteja
    previamente fixado


                                        115
                               Contabilidade
                     Imobilizações em curso
Principais imobilizações em curso:
   441 Obras em curso
   ...
   447 Adiantamentos por conta de
    investimentos financeiros
   448 Adiantamentos por conta de
    imobilizações corpóreas
   449 Adiantamentos por conta de
    imobilizações incorpóreas

                                         116
                                              Contabilidade
                                              Amortizações
   Amortizações: correspondem ao
    reconhecimento sistemático do custo dos
    activos imobilizados, tendo em conta a
    respectiva vida útil (ou económica) esperada
   A vida útil corresponde ao período ao longo do
    qual se espera que a empresa tenha
    benefícios económicos com a utilização do
    imobilizado
   Só se amortizam os bens imobilizados
    sujeitos a deperecimento (p.ex.,os terrenos que não
    sejam objecto de exploração não se amortizam)
                                                        117
                                     Contabilidade
                                     Amortizações
   As amortizações são custos dos vários
    exercícios que respeitam à vida útil do
    imobilizado
   As amortizações do imobilizado destinado à
    actividade operacional da empresa são custos
    operacionais; as amortizações dos
    investimentos em imóveis são custos
    financeiros
   O imobilizado sujeito a deperecimento deve ser
    amortizado a partir da sua aquisição
    (incorpóreo) ou entrada em funcionamento
    (corpóreo)                                   118
                                              Contabilidade
                                              Amortizações
   As amortizações vão diminuindo o valor
    contabilístico (ou líquido) do imobilizado
   Valor contabilístico ou líquido do imobilizado =
    Valor de aquisição – Amortizações acumuladas
       Amortizações do exercício (Dem. Resultados): valor
        amortizado em cada exercício (amortizações anuais ou
        mensais)
       Amortizações acumuladas (Balanço): somatório das
        amortizações dos exercícios já decorridos
   No final da vida útil do imobilizado (e não
    existindo valor residual) o seu valor líquido é
    nulo (não implica necessariamente que o bem deixe
    de estar ao serviço da empresa)                            119
                                                  Contabilidade
                                                  Amortizações
   As amortizações lançam-se a crédito em
    contas do activo e a débito na respectiva
    conta de custos
   Métodos de amortização:
       Directo: as amortizações creditam-se na conta do
        imobilizado respectivo (tem a desvantagem de se
        perder a informação sobre o valor bruto do imobilizado)
       Indirecto: as amortizações creditam-se na conta
        48 – Amortizações acumuladas


                                                                  120
                                        Contabilidade
                                        Amortizações
   Métodos de cálculo das amortizações:
       Quotas constantes
       Quotas degressivas
       Soma dos dígitos
       Unidades de produção (ou uso efectivo)
   Para calcular as amortizações, qualquer que
    seja o método, é necessário estimar a vida útil
    do imobilizado (em tempo ou utilização) e o
    respectivo valor amortizável = Valor bruto –
    Valor residual (valor estimado de venda no final da
    vida útil)
                                                    121
                                    Contabilidade
                                    Amortizações
   Método das quotas constantes: é um dos
    métodos mais utilizados e pressupõe que o
    imobilizado se vai depreciando linearmente ao
    longo da sua vida útil
   Calcula-se dividindo (valor de aquisição-valor
    residual) pelo nº períodos de vida útil do bem




                                                 122
                                          Contabilidade
                                          Amortizações
   Cálculo quotas constantes: um equipamento foi
    adquirido por 1200 em 1/Jan. Estima-se uma vida
    útil de 5 anos e valor residual de 200 . Qual o valor
    da amortização anual? Qual o valor contabilístico ao
    fim de 3 anos?
   Amortização anual= (1 200 – 200) / 5 = 200
   Valor Contabilístico = Valor aquisição – Amortizações
    acumuladas
    VC ano3 = 1200 – 200*3 = 600


                                                            123
                                  Contabilidade
                                  Amortizações

   Método das quotas degressivas: é um
    método de amortização acelerada já que
    os bens são mais amortizados no início
    da vida útil tendo em conta que os
    últimos anos de vida útil serão mais
    sobrecarregados com custos de
    reparação e conservação (permite o
    nivelamento dos resultados)

                                            124
                                                        Contabilidade
                                                        Amortizações
   Cálculo quotas degressivas: um equipamento foi
    adquirido por 1800 em 1/Jan. Estima-se uma vida útil
    de 3 anos. Qual a taxa de amortização anual? Qual o
    valor das amortizações anuais?
   Valor da taxa = 100% / 3 = 33,33%
    Ano     Valor         Amortização anual      Amortização    Valor
          amortizável                             acumulada contabilístico

     1        1800         1800*33,33%=600            600        1200
     2        1200         1200*33,33%=400            1000        800
     3         800          800*33,33%=267            1267       533*

* Da aplicação deste método resulta sempre um valor residual
                                                                         125
                                  Contabilidade
                                  Amortizações
   Método da soma dos dígitos: é também um
    método de amortizações aceleradas,
    praticando-se quotas de amortização mais
    elevadas nos primeiros anos de vida útil
   A quota anual de amortização calcula-se
    através do produto do valor amortizável por
    uma fracção cujo numerador é o nº de anos
    de vida útil estimada em cada exercício e o
    denominador é a soma dos dígitos
    correspondentes à referida vida útil

                                                  126
                                                 Contabilidade
                                                 Amortizações
   Cálculo quota pela soma dos dígitos: um equipamento
    foi adquirido por 2000 em 1/Jan. Estima-se uma vida
    útil de 3 anos. Qual a fracção a aplicar anualmente?
    Qual o valor das amortizações anuais?
   Fracção= Nº anos de vida útil nesse ano/ (1+2+3)
    Ano     Valor       Amortização anual   Amortização    Valor
          amortizável                        acumulada contabilístico

     1       2000        2000*3/6=1000         1000         1000
     2       2000         2000*2/6=667         1667          333
     3       2000         2000*1/6=333         2000           0


                                                                    127
                                    Contabilidade
                                    Amortizações
   Método das unidades de produção: as
    amortizações são efectuadas de acordo com a
    utilização do bem (km percorridos,
    horas/máquina,...)
   A sua aplicação implica a estimativa do total
    de unidades que se espera que o activo possa
    proporcionar ao longo da sua vida útil
   Em cada exercício amortiza-se o valor
    resultante do produto do quociente das
    unidades produzidas no exercício/nº total de
    unidades estimadas com o valor amortizável
                                                    128
                                                    Contabilidade
                                                    Amortizações
   Cálculo quota pelas unidades de produção: um
    equipamento foi adquirido por 1500 em 1/Jan. Estima-
    se uma produção total de 100 000 unidades, repartidas
    por 50 000 no 1º ano, 30 000 no 2º e 20 000 no 3º.
    Qual o valor das amortizações anuais?

    Ano     Valor        Amortização anual*     Amortização    Valor
          amortizável                            acumulada contabilístico

     1       1500       50000/100000*1500=750       750          750
     2       1500       30000/100000*1500=450      1200          300
     3       1500       20000/100000*1500=300      1500           0

*Por cada unidade produzida amortiza-se 1500/100000=0,015              129
                                                 Contabilidade
Aspectos fiscais das amortizações:
                                                 Amortizações
 As amortizações são aceites como custo fiscal quando praticadas de
  acordo com o Código do IRC/IRS e demais legislação aplicável (Dec.
  Regulamentar 2/90)
 A vida útil do bem é a que se deduz das taxas aceites fiscalmente
  segundo o método das quotas constantes (ver taxas das Tabelas I e
  II do Dec. Reg 2/90) (excepção para bens usados, benfeitorias,...)
 A vida útil mínima de um bem é a que decorre da aplicação das taxas
  fiscais; a vida útil máxima de um bem é a que decorre da aplicação
  de metade dessas taxas.
 O cálculo da amortização deverá efectuar-se pelo método das quotas
  constantes, podendo também utilizar-se as quotas degressivas para
  os bens adquiridos em estado novo, exceptuando edifícios, viaturas
  que não sejam afectas à exploração, mobiliário e equipamentos
  sociais. A este método devem aplicar-se coeficientes de correcção à
  taxa aplicável segundo o método das quotas constantes (1,5 se vida
  útil<5A; 2 se vida útil for 5 ou 6A; 2,5 se vida útil>6A)
                                                                  130
                                               Contabilidade
                                               Amortizações
Aspectos fiscais das amortizações:
 As amortizações só são aceites como custo fiscal desde que
  contabilizadas no exercício a que respeitam (se excederam os
  limites máximos poderão ser regularizadas posteriormente, se
  forem inferiores ao mínimo não são aceites posteriormente)
 Os activos imobilizados cujo valor unitário não exceda 199,52€
  podem ser amortizados num só exercício (elementos de reduzido
  valor)
 Na amortização de edifícios deve excluir-se o valor do terreno
  subjacente (não é amortizável). Não havendo indicação do valor
  do terreno, considera-se que vale 25% do valor global.
 A amortização de viaturas, barcos de recreio e aviões de turismo
  aceite fiscalmente está limitada (29 927,87€)


                                                                 131
                                    Contabilidade
                                Mais/Menos valias
   Conceito de mais/menos valia: quando se
    procede à retirada de activos imobilizados, o
    resultado da operação pode ser positivo
    (+valia), negativo (-valia) ou nulo
   O resultado da operação corresponde à
    diferença entre o valor obtido pela retirada do
    imobilizado e o seu valor contabilístico



                                                      132
                                Contabilidade
                            Mais/Menos valias
Retirada de imobilizações: as imobilizações
  podem ser retiradas do activo por motivo de
  alienação, sinistro ou abate
 Alienação: quando se procede à venda de um
  activo imobilizado
 Sinistro: quando o activo fica total ou
  parcialmente inutilizável por motivos
  imprevistos
 Abate: quando um activo imobilizado se
  esgota ou deixa de ter utilidade económica
  para a empresa
                                                133
                                  Contabilidade
                              Mais/Menos valias
Operações contabilísticas relacionadas com a
  retirada de imobilizado:
 Primeiro é preciso determinar se a retirada vai
  originar uma +/- valia
 Existe +/- valia quando o valor obtido com a
  retirada (valor de venda, valor de
  indemnização) é superior/inferior ao valor
  contabilístico do bem
 Retirada com ganhos (+valia): toda a operação
  é registada na conta 794-Proveitos e ganhos
  extraordinários-Ganhos em imobilizações
                                               134
                                Contabilidade
                            Mais/Menos valias
Operações contabilísticas relacionadas com a
  retirada de imobilizado:
 Retirada com perdas (-valia): toda a operação
  é registada na conta 694-Custos e perdas
  extraordinários-Perdas em imobilizações
 Sabendo se existe ganho ou perda na retirada
  de imobilizações, procede-se à anulação do
  valor bruto do imobilizado, por crédito da
  respectiva conta e débito da 794 ou 694


                                              135
                                 Contabilidade
                             Mais/Menos valias
Operações contabilísticas relacionadas com a
  retirada de imobilizado:
 Seguidamente procede-se à anulação das
  amortizações acumuladas, por débito da
  respectiva conta e crédito da 794 ou 694
 Finalmente procede-se ao registo do valor
  obtido pela retirada, por débito da conta
  disponibilidades ou outros devedores,
  consoante o recebimento seja a pronto ou a
  prazo, por contrapartida de crédito da 794 ou
  694
                                              136
                                  Contabilidade
                              Mais/Menos valias
   Aplicações financeiras: a respectiva alienação
    pode gerar +/-valias
   Se se tratar de aplicações de curto prazo
    registadas nas contas da classe 1, as
    operações contabilísticas relativas à alienação
    destes activos passam pelas contas de ganhos
    financeiros (787) ou perdas financeiras (687)
   Se se tratar de aplicações financeiras da
    classe 4, as perdas ou ganhos são de carácter
    extraordinário, logo registam-se na 694 ou
    794
                                                137
                                    Contabilidade
                                       Provisões
 Provisões : servem para registar
  potenciais perdas de valor dos activos
  ou passivos contingentes
 Tipos de provisões:
     Para   depreciação de existências
     Para   cobranças duvidosas
     Para   aplicações financeiras
     Para   riscos e encargos

                                              138
                                   Contabilidade
                                      Provisões
Provisões para depreciação de existências:
 Constituem-se (ou reforçam-se) quando à data
  da elaboração do Balanço se verifica que o valor
  de mercado é inferior ao valor de aquisição ou
  produção
 A perda potencial do valor das existências é
  considerado um custo do exercício em que a
  provisão é constituída ou reforçada
 A redução das provisões é considerada como
  um ganho extraordinário
                                                139
                                Contabilidade
                                   Provisões
Provisões para depreciação de existências:
 Debitam-se na conta 673-Provisões do
  exercício para depreciação de existências por
  crédito da conta 39-Provisões para
  depreciação de existências
 A anulação ou redução de provisões regista-se
  a débito na conta 39 e a crédito na conta
  7962-Prov. Extraordinários-Reduções de
  provisões

                                            140
                                  Contabilidade
                                     Provisões
Provisões para cobranças duvidosas:
 Constituem-se quando há risco de não
  recebimento de bens/serviços facturados
 São consideradas custos do exercício em que
  são constituídas ou reforçadas
 A dívida de cobrança duvidosa é diferente da
  dívida incobrável (esta última deixa de constar
  do activo e é levada a custos extraordinários
  conta 692)

                                               141
                                         Contabilidade
                                            Provisões
Provisões para cobranças duvidosas:
   A constituição destas provisões implica a passagem
    dos valores em dívida da conta corrente para uma
    conta específica 218-Clientes de cobrança duvidosa, no
    caso de se tratar de clientes
   Debitam-se na conta 671-Provisões do exercício para
    cobranças duvidosas por crédito da conta 28-Provisões
    para cobranças duvidosas
   A anulação ou redução de provisões regista-se a débito
    na conta 28 e a crédito na conta 7962-Prov.
    Extraordinários-Reduções de provisões

                                                       142
                                         Contabilidade
                                            Provisões
   Em termos fiscais só são aceites como custos
    as provisões para cobranças duvidosas em
    que se verifique:
       Que o devedor tenha pendente processo de
        recuperação ou falência
       Que os créditos tenham sido reclamados
        judicialmente
       Que os créditos estejam em mora há mais de 6
        meses
       Que os créditos não respeitem ao Estado ou
        equiparado, não estejam cobertos por seguro,...
                                                          143
                                  Contabilidade
                                     Provisões
Provisões para aplicações financeiras:
 Constituem-se no caso de o valor de aquisição
  das aplicações financeiras ser inferior ao valor
  de mercado
 São consideradas custos do exercício em que
  são constituídas ou reforçadas
 Podem-se provisionar as aplicações de curto
  prazo ou os investimentos financeiros
  (excepto os imóveis, que são amortizados)

                                               144
                                        Contabilidade
                                           Provisões
Provisões para aplicações tesouraria (c.prazo):
   Debitam-se na conta 684-Custos financeiros-
    Provisões para aplicações financeiras por crédito da
    conta 19-Provisões para aplicações tesouraria
   A anulação ou redução de provisões regista-se a
    débito na conta 19 e a crédito na conta 7962-Prov.
    Extraordinários-Reduções de provisões




                                                           145
                                        Contabilidade
                                           Provisões
Provisões para investimentos financeiros em
  partes de capital de empresas do grupo e
  associadas:
   Debitam-se na conta 55-Ajustamentos em partes de
    capital-depreciações por crédito da conta 491-
    Provisões para investimentos financeiros-Partes de
    capital (a anulação corresponde ao lançamento
    inverso nas mesmas contas)
   Utiliza-se uma conta de capital próprio (55) no caso
    de se tratar de participações em empresas detidas
    em mais de 20% pela empresa

                                                       146
                                        Contabilidade
                                           Provisões
Provisões para investimentos financeiros que
  não sejam partes de capital em empresas do
  grupo e associadas:
   Debitam-se na conta 684-Custos financeiros-
    Provisões para aplicações financeiras por crédito da
    conta 49X-Provisões para investimentos financeiros
   A anulação ou redução de provisões regista-se a
    débito na respectiva conta 49X e a crédito na conta
    7962-Prov. Extraordinários-Reduções de provisões


                                                           147
                                 Contabilidade
                                    Provisões
Provisões para riscos e encargos:
 Servem para registar responsabilidades
  derivadas de riscos de natureza específica e
  provável (contingências)
 Enquanto que as provisões anteriores servem
  para proceder a ajustamentos de elementos
  do activo e são inscritas no activo, estas são
  inscritas no passivo por se tratar de
  responsabilidades

                                              148
                                        Contabilidade
                                           Provisões
Provisões para riscos e encargos:
 As contas 29- Provisões para riscos e encargos
  creditam-se pela constituição da provisão por débito
  das contas 67 – Provisões do exercício – Para riscos e
  encargos ou 6962-Custos extraordinários - aumentos
  de provisões, se tiverem carácter extraordinário
 Pela redução ou cessação dos riscos que lhes deram
  origem, as contas 29 são debitadas por crédito da
  conta anteriormente debitada (67 ou 69) ou se
  respeitarem a exercícios anteriores, por crédito da
  7962-Prov. Extraordinários – redução de provisões


                                                       149
                                  Contabilidade
                                     Provisões
29 - Provisões para riscos e encargos:
 291 – Pensões
 292 – Impostos
 293 – Processos judiciais em curso
 294 – Acid. Trabalho e doenças profissionais
 295 – Garantias a clientes
 ...
 298 – Outros riscos e encargos


                                                 150
                                            Contabilidade
                                               Provisões
291 – Pensões: destina-se a fazer face a
  responsabilidades presentes derivadas de
  acontecimentos passados.
   É o caso dos benefícios relacionados com as pensões de
    reforma concedidos pelas empresas aos seus
    trabalhadores. Durante a vida activa, os trabalhadores
    vão constituindo direitos a uma determinada pensão de
    reforma. Quando atingem as condições pré-
    determinadas adquirem o direito a receber os benefícios
   A responsabilidade assumida pela empresa perante os
    trabalhadores é registada a crédito na conta 291 por
    contrapartida da 644 – Custos c/pessoal – benefífios de
    reforma (se o gasto é imediato) ou 2725 – Custos
    diferidos – benefícios de reforma (se o gasto é diferido)
                                                           151
                                       Contabilidade
                                          Provisões
292 – Impostos: movimenta-se pelos impostos cuja
    obrigação esteja pendente de eventos ou decisões
    futuras (excepção ao imposto sobre o rendimento que
    não é provisionável).
   A conta 292 credita-se pela constituição ou reforço
    por contrapartida de débito da 6722-Provisões do
    exercício-Impostos ou 6962-Custos extraord.-
    aumentos de provisões
   A conta 292-Impostos debita-se pela anulação ou
    redução da provisão por crédito da anteriormente
    debitada (67 ou 69) ou se respeitarem a exercícios
    anteriores, por crédito da 7962-Prov. Extraordinários
    – redução de provisões

                                                      152
                                        Contabilidade
                                           Provisões
293 – Processos judiciais em curso: movimenta-se
    pela existência de processos judicias e pelo valor
    estimado dos custos a incorrer
   A conta 293 credita-se pela constituição ou reforço
    por contrapartida de débito da 6723-Provisões do
    exercício-Proc. judiciais ou 6962-Custos extraord.-
    aumentos de provisões
   A conta 293 debita-se pela anulação ou reposição da
    provisão por crédito das contas anteriormente
    debitadas ou, se respeitarem a exercícios anteriores,
    por crédito da 7962-Prov. Extraordinários – redução
    de provisões


                                                       153
                                         Contabilidade
                                            Provisões
294 – Acidentes de trabalho e doenças
  profissionais: constitui-se se a empresa
  pretende fazer face a gastos (indemnizações)
  com este tipo de eventualidade
   A conta 294 credita-se pela constituição ou reforço
    por contrapartida de débito da 6724-Provisões do
    exercício-Ac. Trab. e doenças profiss. ou 6962-Custos
    extraord.-aumentos de provisões
   A conta 294 debita-se pela anulação ou redução da
    provisão por crédito da anteriormente debitada (67 ou
    69) ou se respeitarem a exercícios anteriores, por
    crédito da 7962-Prov. Extraordinários – redução de
    provisões
                                                       154
                                                    Contabilidade
                                                       Provisões
295 – Garantias a clientes: destina-se a provisionar os
  encargos decorrentes das garantias previstas em
  contratos de venda
   É o caso dos produtos vendidos com garantia de determinado período
    de tempo, durante o qual a empresa terá que suportar as despesas
    previstas contratualmente (peças, nmão de obra, deslocações,...)
   Esta provisão constitui-se com base numa percentagem sobre o valor
    das vendas dos produtos com garantia
   A conta 295 credita-se pela constituição ou reforço por contrapartida de
    débito da 6725-Provisões do exercício-Garantias a clientes ou 6962-
    Custos extraord.-aumentos de provisões
   A conta 294 debita-se pela anulação ou redução da provisão por crédito
    da anteriormente debitada (67 ou 69) ou se respeitarem a exercícios
    anteriores, por crédito da 7962-Prov. Extraordinários – redução de
    provisões



                                                                        155
                                Contabilidade
                     Apuramento de resultados

   Os resultados das empresas apuram-se
    periodicamente, tendo em conta as
    necessidades da gestão e o cumprimento da lei
   O resultado apurado depende das políticas
    contabilísticas adoptadas (políticas de
    amortizações e provisões, valorimetria das
    existências, ...)
   RESULTADOS = PROVEITOS - CUSTOS

                                               156
                                Contabilidade
                     Apuramento de resultados
   Os resultados têm um significado económico e
    não financeiro, pelo que um resultado positivo
    (lucro) não implica a existência de
    disponibilidades para a sua distribuição
   A decisão relativa à aplicação de resultados é
    tomada pela Assembleia Geral de
    sócios/accionistas
   A distribuição dos resultados afecta a
    composição e/ou valor dos capitais próprios
    mas não afecta os Resultados Líquidos do
    Exercício
                                                 157
                                  Contabilidade
                       Apuramento de resultados
   Os dividendos correspondem à remuneração do
    capital investido pelos accionistas
   Podem distribuir-se dividendos antes do final
    do exercício contabilístico mas com restrições
   Os dividendos são duplamente tributados:
    primeiro, em sede de IRC, aquando da
    liquidação do imposto sobre os resultados da
    empresa; depois, em sede de IRC/IRS –
    rendimentos de capitais, consoante o accionista
    seja pessoa colectiva ou pessoa singular

                                                  158
                                   Contabilidade
                        Apuramento de resultados
   Para o apuramento do resultado Líquido do
    exercício (RLE) concorrem todos os custos e
    perdas e todos os proveitos e ganhos
    reconhecidos no período respectivo
   O RLE é constituído pelos seguintes
    componentes:
       Resultados Operacionais
       Resultados Financeiros
       Resultados Extraordinários
       Imposto sobre o rendimento do exercício

                                                  159
                                                   Contabilidade
                                        Apuramento de resultados
+ 71 a 76 Prov. Operacionais
+ Variação da Produção
- 61 a 67 Cust. Operacionais
                                                   +79 Prov. Extraord.
                                                   - 69 Custos Extraord.
       81 - Res.
      Operacionais
                                   83 - Res.              84 - Res.
                                   Correntes              Extraord.
             +                 =               +

                                               =
        82 - Res.
       Financeiros                         85 - Res.                 86 - Imposto
                                         Antes Imposto      -        Sobre Rendim.
                                                            =
+ 78 Proveitos Financeiros
- 68 Custos Financeiros                                  88 - Res.
                                                          Líquido
                                                                                     160
                                   Contabilidade
                                    Modelo CVR
   A análise Custo-Volume-Resultado considera a
    inter-relação entre os preços de venda,
    volumes de vendas e produção, custos e
    resultados
   A sua utilidade é essencialmente para a
    tomada de decisões de curto prazo
   A aplicação deste modelo implica desde logo
    que seja possível separar os custos em fixos e
    variáveis

                                               161
                                    Contabilidade
                                     Modelo CVR
   A análise CVR faz-se tendo em conta a estrutura
    de custos existente para uma determinada
    capacidade instalada (relevant range)
   A mudança na capacidade total normalmente
    implica novos investimentos, alterando-se assim
    a estrutura de custos anterior
   Deve então tomar-se a nova estrutura de custos
    para efectuar a análise CVR


                                                162
                            Contabilidade
                             Modelo CVR
 Custos variáveis: são os custos que
  variam directamente e no mesmo
  sentido que o volume de actividade de
  vendas ou produção
 Custos fixos: são custos independentes
  do volume de actividade
 Custos semi-variáveis: têm uma
  componente fixa e outra variável

                                       163
                                Contabilidade
                                 Modelo CVR
   Custos variáveis: matérias-primas,
    comissões de vendas, combustível de
    veículos de transporte, energia dos
    equipamentos industriais,...
   Custos fixos: rendas, amortizações,
    vencimentos base, ...
   Custos semi-variáveis: remuneração dos
    vendedores (vencimento base+comissões),
    encargos com viaturas
    (combustíveis+amortizações),...
                                              164
                                     Contabilidade
                                      Modelo CVR
   Custos totais vs custos unitários: para um
    determinado volume de actividade temos o
    montante global de custos incorridos (custos
    totais) e temos o custo unitário incorrido por
    unidade vendida ou produzida (Custos
    Totais/nº unidades produzidas ou vendidas)
   Com o aumento do volume de actividade:
                 Totais          Unitários
C.Fixos          mantêm-se       diminuem
C.Variáveis      aumentam        mantêm-se
C.Semi-variáveis aumentam        diminuem
                                                     165
                                   Contabilidade
                                    Modelo CVR
A relação entre os preços de venda, volumes de
  vendas e produção, custos e resultados pode
  expressar-se da seguinte forma:
  Resultado = Proveitos – Custos
  Resultado = Proveitos – C.Variáveis – C.Fixos
  Resultado = pv*Q – cv*Q – CF
    Q = Quantidade vendida ou produzida
    pv = preço de venda unitário
    cv=custo variável unitário
    CF=custos fixos totais
                                              166
                                                 Contabilidade
                                                  Modelo CVR
    O resultado pode também apurar-se graficamente:
        Resultado = Vendas – Custos Totais
                                       Vendas       V=pv*Q
Valor

                                      CTotais       CT= cv*Q +CF

                                       CVariáveis   CV=cv*Q


                                      CFixos         CF=CF

                                                              167
                                    Quantidade
                                         Contabilidade
                                          Modelo CVR
   Ponto crítico das vendas (break even point)
       Em quantidade (Qc): Quantidade crítica é a
        quantidade vendida que gera proveitos de igual
        valor aos custos totais
       Em valor (Vc): Vendas críticas são os proveitos
        gerados pela venda de Qc  Vc = pv*Qc
   Qual o resultado obtido para um nível de
    actividade = Qc?
    Se Resultado = pv*Q – cv*Q – CF
    e se pv*Qc = cv*Qc + CF
    então Resultado = 0
                                                          168
                                        Contabilidade
                                         Modelo CVR
    Gráfico do Ponto Crítico           Vendas
Valor

                               Lucro   CTotais


                                       CVariáveis
   Vc

                                       CFixos
  Prejuízo

               Qc                  Quantidade
                                                    169
                                Contabilidade
                                 Modelo CVR
Cálculo do Ponto Crítico em quantidade:
Resultado = pv*Q – cv*Q – CF
Resultado = (pv-cv)*Q – CF
Resultado + CF = (pv – cv) *Q
Q = Resultado + CF
          pv – cv
Como em Qc o Resultado=0 então
          Qc =     CF__
                  pv-cv
                                          170
                                             Contabilidade
                                              Modelo CVR

Cálculo do Ponto Crítico em valor
Vc = pv * Qc        ou    Vc =      CF__ = CF__
                                   pv–cv   1– cv
                                     pv       pv
Dem: pv*Qc – cv*Qc – CF = 0 divide-se tudo por pv*Qc:
pv*Qc = cv*Qc+CF
                  1 = cv*Qc + CF__  1 = cv + CF__
pv*Qc     pv*Qc        pv*Qc  pv*Qc       pv   pv*Qc =Vc

 1 – cv =   CF_  Vc (1 – cv) = CF  Vc = CF_
      pv     Vc            pv             1- cv         cqd
                                             pv
                                                              171
                                                    Contabilidade
                                                     Modelo CVR
Pressupostos do modelo CVR
   O nível de actividade é a única variável que afecta o comportamento
    dos custos
   Os custos fixos e varáveis podem ser separados e classificados com
    rigor
   O preço de venda permanece inalterável dentro do período e da
    gama de produção relevante
   O custo variável unitário e os custos fixos totais permanecem
    inalteráveis dentro da gama de produção relevante
   Ou produto único, ou a proporção de vendas (sales mix) permanece
    inalterável dentro da gama de produção relevante
   Não existe diferença significativa entre as existências no início e no
    fim do período relevante, isto é, vende-se tudo o que se produz
                                                                      172
                                Contabilidade
                                 Modelo CVR
Margem de contribuição: é o excedente das
 vendas sobre todos os custos variáveis
 Margem de contribuição unitária
    mcu = pv – cv
 Margem de contribuição total
    mct = (pv – cv)*Q
 Margem de contribuição em % das vendas
    mcp = pv – cv
             pv
                                            173
                                      Contabilidade
                                       Modelo CVR
 mcu dá-nos a contribuição para os resultados de
  cada unidade vendida
 mcp dá-nos a contribuição para os resultados de
  cada unidade monetária de vendas
Exemplo: seja pv=5€ e cv=2€
mcu=pv-cv=5-2=3€ (cada unidade vendida contribui c/3€
                            p/resultados)
mcp=1-cv/pv = 1-2/5 = 0,6€     (por cada € de vendas 0,6€
                                contribuem p/resultados)

                                                      174
                                                    Contabilidade
                                                     Modelo CVR
   Margem de Segurança (ms): é diferença entre as
    vendas actuais e as vendas críticas
      ms (valor absoluto) = Vendas actuais – Vendas Críticas
      ms (em %) = Vendas actuais – Vendas Críticas
                             Vendas actuais
   Exemplo: As vendas actuais de uma empresa são de 2000
    unidades com pv=20€ e Qc = 600.
    ms=2000-600=1400                    ou ms =(2000-600)/2000=0,7
    ou ms=(2000-600)*20 = 28000€
    Para atingir o Qc, a empresa teria de vender –1400 unidades do que
    as vendidas actualmente (ou -28000€), ou seja, teria de diminuir as
    vendas em 70%
                                                                     175
                                        Contabilidade
                                         Modelo CVR
   Através da ms pode calcular-se a quebra nas
    vendas possível de suportar pela empresa antes
    de ter resultados negativos. É uma forma de
    medir o risco económico: quanto maior for ms
    maior é a distância até ao ponto crítico e menor
    é risco de ter prejuízos
   Exemplo: no caso anterior a ms=70% o que reflecte um
    risco económico pequeno já que era preciso uma quebra
    enorme (de 70%) das vendas para a empresa estar em
    risco de ter prejuízo


                                                      176
                                    Contabilidade
                                     Modelo CVR
   Ponto crítico multiproduto: no caso de existir
    mais do que um produto, deve calcular-se o
    sales mix e a margem de contribuição de cada
    produto
   O ponto crítico total é o quociente dos custos
    fixos com a margem de contribuição dos
    vários produtos ponderada pelo respectivo
    peso nas vendas totais (mcup)


                                                 177
                                                Contabilidade
                                                 Modelo CVR
   Exemplo: uma empresa produz os produtos A e B, com custos de
    estrutura de 200 000€. Pretende-se apurar Qc e Vc. A informação
    disponível é:
       pv    cv     sales mix
  A    90    70     80% (80% das unidades vendidas são de A)
  B    140   95     20% (20% das unidades vendidas são de B)
Cálculo da mcu de A e B e da mcup
  mcuA=90-70= 20           20*80%=16
  mcuB=140-95= 45          45*20% =9         mcup=16+9=25€
Qc = CF/mcup = 200000/ 25 = 8000
  QcA = 80% * 8000 = 6400
  QcB = 20% * 8000 = 1600
VcA = 6400*90 = 576000
VcB = 1600*140 = 224000       Vc = 576000+224000=800000€ 178
                                                  Contabilidade
                                               Objectivos da CG
   A CG tem por objectivo o apuramento e análise dos
    custos (classificação e imputação dos custos de
    acordo com os critérios e sistemas seguidos na
    empresa, de modo a obterem-se custos que sirvam
    para o controlo da gestão)
   A CG apresenta as seguintes características:
       Está organizada em função das necessidades específicas de cada
        empresa e não está sujeita a constrangimentos de forma
       Destina-se a servir todos os responsáveis da empresa
       Utiliza as informações da Contabilidade financeira e os
        documentos que lhe servem de base
       A contabilidade de gestão deve estar permanentemente
        actualizada e fornecer as informações em tempo oportuno
       deve ser organizada para por em relevo as responsabilidades
                                                                         179
                                     Contabilidade
                       Custos Directos e Indirectos
   CUSTOS DIRECTOS: são custos que podem ser
    especificamente e exclusivamente identificados com o
    objecto do custo, de forma economicamente viável.
    Os custos que não tenham estas características são
    CUSTOS INDIRECTOS.
   A classificação em directos ou indirectos depende do
    objecto do custo: por exemplo se o objecto do custo
    for o departamento de produção, o salário do director
    fabril será um custo directo. Se o objecto do custo
    forem os produtos desse departamento, o salário do
    director já não pode ser especificamente identificado
    com cada produto, pelo que será um custo indirecto.
                                                        180
                                      Contabilidade
                      Custos Reais e custos básicos
   Custos reais: são os custos efectivamente suportados para
    produzir o produto ou serviço. Só podem ser determinados à
    posteriori.
   Custos Básicos: São custos teóricos, definidos à priori, para
    valorização interna dos produtos e serviços. Há vários tipos
    de custos básicos: custos padrão ou standard (quando se
    consideram as normas técnicas atribuídas aos vários factores
    da área fabril – consumos de matérias, mão de obra,
    máquinas,... – para a definição do custo do produto, tendo em
    conta as condições óptimas de exploração); custos
    orçamentados (obtidos através do processo de orçamentação
    das actividades da empresa, pelo que já têm em conta as
    condições de exploração para o período em causa).
                                                              181
                                       Contabilidade
                                   Custos do Produto
   O custo do produto (ou custo industrial) é a soma
    de todos os custos incorridos para fabricação do
    produto acabado. Incluem os custos com a aquisição
    das matérias-primas e outros materiais directos
    consumidos, da mão-de-obra directa e dos restantes
    custos gerais necessários ao processo produtivo,
    sejam fixos ou variáveis.
    Ex: Aquisição de matérias-primas, salários dos
    operários, amortizações do equipamento produtivo,
    energia utilizada no processo produtivo, salários do
    supervisor de produção,...


                                                           182
                                            Contabilidade
                                        Custos do Produto
   Mão de obra directa: são as remunerações e encargos do
    pessoal fabril que trabalha directamente na produção e cujos
    custos possam ser especificamente e exclusivamente
    identificados com o produto final. Por exemplo os operários
    de uma linha de montagem consideram-se mão de obra
    directa porquanto os respectivos custos são inequivocamente
    identificáveis com os produtos que saiem da linha. Já o
    salário do condutor da empilhadora ou do director fabril são
    custos que só de forma indirecta se podem identificar com os
    produtos.
   Quando o objecto de custo é o produto, os materiais directos
    e a mão de obra directa são aqueles cuja existência física se
    pode verificar no produto final (a madeira nas mesas e a
    MOD na forma das mesas)
                                                               183
                                        Contabilidade
                                    Custos do Produto

   Matérias primas: são todas as matérias ou materiais
    transformados através do processo de fabricação em
    produtos finais
   Por exemplo, a madeira, cola, verniz, são materiais
    directos que depois de transformados originam mesas
    de madeira mas o óleo e combustivel ou electricidade
    consumidos pelas máquinas que as fabricaram são
    matérias subsidiárias, que não incorporam o produto
    final mas são necessárias à sua fabricação- são custos
    indirectos.

                                                         184
                                       Contabilidade
                                   Custos do Produto
   Gastos gerais de fabrico (manufacturing overhead
    ou custos comuns): são os restantes custos de
    fabricação que não respeitam a matérias directas ou
    MOD. Estes custos já não são fisicamente
    identificáveis nos produtos. Podem ser fixos ou
    variáveis.
   Ex: Direcção fabril, departamentos técnicos,
    electricidade, água, mão de obra indirecta, matérias
    subsidiárias, amortizações,...
   A repartição deste tipo de custos pelos objectos de
    custo (produtos ou departamentos) constituem o
    principal problema no processo de imputação de
    custos
                                                           185
                          Contabilidade
                      Custos do Produto

 Custo do produto
= MOD + MP + GGF
 Custos primos
= MP+MOD
 Custos de conversão ou transformação
= MOD+GGF


                                     186
                                 Contabilidade
        Custos do Produto vs Custos do Período
   Os Custos do Produto englobam os custos com
    MP+MOD+GGF. São todos os custos directa ou
    indirectamente relacionados com a fabricação dos produtos.
    Os restantes custos incorridos no período contabilístico são os
    Custos do Período. Incluem-se nesta classificação os custos
    provenientes das outras funções da empresa: vendas,
    distribuição, financeira, administrativa,...
   Podemos então dizer que os Custos dos produtos são os
    custos das existências vendidas ou consumidas (inventoriable
    costs) que fazem parte do activo (inventário) até serem
    reconhecidos, ou seja, até as unidades serem vendidas.


                                                                 187
                             Contabilidade
    Custos do Produto vs Custos do Período
Custos inventariáveis:
 Matérias primas adquiridas são contabilizadas em existências
  de matérias primas (activo)
 Matérias primas consumidas na produção: são contabilizadas
  nas existências de produtos em vias de fabrico (activo)
 Mão de Obra Directa utilizada na produção: é contabilizada
  em existências de produtos em vias de fabrico (activo)
 Gastos gerais de fabrico imputados à produção: são
  contabilizados em existências de produtos em vias de fabrico
  (activo)

                                                           188
                                Contabilidade
       Custos do Produto vs Custos do Período
   Quando os produtos estiverem concluídos, o correspondente
    valor constante nas existências de produtos em vias de fabrico
    (PVF) passará para as existências de produtos acabados (PA). E
    lá permanecerá até que os respectivos produtos sejam vendidos.
    É nesta altura (da venda dos produtos) que se reconhecem os
    custos dos produtos vendidos (só se leva a custos a parte
    respeitante às unidades vendidas, permanecendo o restante nas
    existências PA
   Os Custos do Período não são inventariáveis (não passam pelo
    Activo)mas correspondem a despesas imediatamente
    reconhecidas como custos e incluídas directamente na
    Demonstração de Resultados. São então os custos que não
    respeitam ao processo de fabrico propriamente dito (comerciais,
    administrativos, financeiros, ...)

                                                                 189
                                      Contabilidade
             Custos do Produto vs Custos do Período

   Empresa Industrial                             BALANÇO                       D.R.


              Compra de Matérias-Primas       Existências de MP

  Custos                                     Existências de Produtos
do Produto     Mão-de-Obra Directa
                                             em Vias de Fabrico
                                                                               Vendas
                                                                                  -
               Gastos Gerais de Fabrico      Existências de                  Custos dos
                                             Produtos Acabados           Produtos Vendidos
                                                                                  =
                                                                          Resultados Brutos
                                                                                  -
                                          Custos do Período            Custos de Distribuição e
                                                                           Administrativos
                                                                                  =
                                                                        Resultado Operacional

                                                                                           190
                                      Contabilidade
             Custos do Produto vs Custos do Período

    Empresa Comercial                     BALANÇO                          D.R.


                                                                           Vendas

                                                                             -
  Custos      Compra de Mercadorias   Existências de Mercadorias
                                                                        Custos dos
do Produto                                                           Produtos Vendidos

                                                                              =
                                                                      Resultados Brutos

                                                                              -
                                                                   Custos de Distribuição e
                                      Custos do Período                Administrativos

                                                                              =

                                                                    Resultado Operacional



                                                                                       191
                                              Contabilidade
                                      Objectivos dos custos
   OBJECTIVO (OU OBJECTO) DOS CUSTOS: Os custos são recursos
    consumidos para atingir um determinado objectivo. Para orientar as
    decisões, os gestores necessitam de dados pertinentes referentes a
    determinada finalidade. Necessitam de saber o custo duma
    actividade, de um determinado produto ou serviço. É necessário que
    os custos referentes à actividade ou produto objecto do custo sejam
    medidos separadamente dos restantes.
   Na contabilidade financeira sabemos os tipos de custos que foram
    reconhecidos num período. A acumulação dos vários tipos de custos
    são os custos totais da empresa nesse período. Para a gestão é
    necessário saber dessa acumulação de custos quais as parcelas que
    devem ser imputadas a cada objecto de custo - conjunto de custos
    associados a um ou vários objectos de custos. Por exemplo, o custo
    total das matérias primas é imputado aos departamentos que as
    consumiram e aos produtos onde foram incorporadas.
    Departamentos e produtos são neste caso objectos de custo
                                                                    192
                                    Contabilidade
                                Centros de custos
Centros de custos ou responsabilidade: são
 unidades orgânicas descentralizadas (ex:
 departamentos da empresa) dotadas de objectivos
 específicos e de um conjunto de meios materiais e
 humanos que permitem ao responsável do centro
 realizar o seu programa de actividade com a maior
 autonomia possível. A contabilidade de gestão deve
 apurar os custos de cada centro de responsabilidade,
 analisá-los e transmiti-los aos respectivos
 responsáveis, tendo em vista o seu controlo e
 adequação aos objectivos da empresa.
                                                   193
                                     Contabilidade
                               Imputação de custos

   Objectivos da imputação de custos:
      • Tomada de decisão sobre a afectação de custos
      • Medição da rendibilidade dos produtos/serviços e
        unidades de negócio (SBU-Strategic Business
        Units)
      • Motivação dos gestores e empregados




                                                       194
                                        Contabilidade
                                  Imputação de custos
Método para imputação de custos:
    • Escolher o objecto de imputação (departamento, produto,
      serviço,...)
    • Identificar o maior nº possível de custos directos (Ex.
      produto: matérias-primas, componentes, mão de obra
      directa, ...)
    • Identificar os custos indirectos (Ex. produto: amortizações
      do equipamento produtivo, renda da fábrica, energia,
      manutenção industrial,...)
    • Agrupar os custos indirectos por centro de custo
    • Escolher método de imputação dos centros de
      custos/custos indirectos ao objecto de imputação


                                                                195
                                  Contabilidade
                            Imputação de custos
Tipos de imputação de custos:
   Imputação dos custos aos departamentos:os custos
    directos+ os GGF, com base numa taxa de imputação,
    são imputados aos vários departamentos da empresa
   Imputação dos custos dos departamentos de suporte
    aos departamentos operacionais: os dep. de suporte
    prestam serviços aos dep. Operacionais pelo que os
    seus custos são completamente realocados a estes
   Imputação dos custos dos dep. operacionais aos
    produtos/serviços: nos dep. Operacionais acumulam-
    se todos os custos incorridos com a produção pelo
    que importa agora imputá-los aos produtos
                                                   196
                                            Contabilidade
                                      Imputação de custos
   Imputação dos Gastos Gerais de Fabrico: atendendo à
    heterogeneidade das rubricas que integram os GGF, torna-se
    necessário definir coeficientes, taxas ou quotas de imputação
   Taxa de imputação: é o quociente entre os GGF e a base de
    repartição escolhida para a imputação.
   Base de Repartição: é a quantidade ou valor que expressa a
    actividade a que respeitam aqueles gastos (pode ser matérias
    primas, mão obra directa, horas-máquina,...).
   A diferença entre os GGF reais e os que foram imputados à produção
    com base em taxas pré-determinadas originam as diferenças de
    imputação que serão posteriormente distribuídas pelos produtos
    acabados em armazém, pelos produtos em curso e pelo custo dos
    produtos vendidos, tudo na respectiva proporção ou, caso as
    diferenças não sejam de valor significativo, são totalmente
    imputadas ao custo dos produtos vendidos.

                                                                  197
                                           Contabilidade
                                     Imputação de custos
As bases de repartição podem ser únicas ou múltiplas:

    são únicas quando se considera a mesma base para repartir todos
    os GGF (horas de trabalho directo, quantidade de matérias primas
    consumidas, custo das matérias primas consumidas, nº de
    unidades fabricadas, horas de trabalho das máquinas,...);
    são múltiplas quando se dividem os GGF em sub-grupos de custos
    mais homogéneos e se adoptam bases de repartição diferentes
    para cada sub-grupo. Por exemplo, o custo mão obra indirecta
    pode ser repartido em função do custo de mão obra directa; as
    matérias indirectas em função do custo das matérias directas
    incorporadas, o seguro de incêndio em função do valor do
    imobilizado,...


                                                                 198
                                                 Contabilidade
                                                           ABC
   ABC – Activity Based Costing é um processo de repartir os GGF
    pelas quantidades produzidas com base nos benefícios que resultam
    de uma determinada actividade indirecta. Com este método de
    custeio pretende-se relacionar os GGF com as actividades que os
    originaram.
   A diferença deste método de custeio com os métodos tradicionais
    reside na imputação dos GGF aos produtos, que tradicionalmente
    utilizam como base de repartição dos GGF as horas-homem ou
    horas-máquina e no caso do método ABC procura-se utilizar bases
    de repartição que traduzam os processos geradores de custo (cost
    drivers) das actividades
   A utilização de bases de repartição múltiplas acarreta mais custos
    do que a utilização de uma única base de repartição. É necessário
    que os benefícios decorrentes da utilização do método ABC sejam
    superiores aos custos da sua implementação e utilização.
                                                                  199
                                              Contabilidade
                                                        ABC
Para aplicar o método de custeio ABC é necessário:
 Identificar as actividades (compras, movimentação de materiais,
  montagem,...)
 Identificar os cost drivers da cada actividade (nº unidades
  compradas, nº unidades movimentadas, nº unidades montadas,...)
 Estimar o total de GGF de cada actividade
 Identificar a taxa de imputação para cada actividade: (tx.
  Imputação compras=custo das compras/nº unidades
  compradas,...)
 Imputar os custos ao produto com base na respectiva utilização de
  cada actividade (Imputação dos custos das compras=Tx. imputação
  compras*quantidade comprada,...)

                                                               200
                                     Contabilidade
                  Dep. operacionais e dep. suporte
Imputação de custos entre dep. Suporte e Operacionais
 Os custos podem ser fixos ou variáveis. Sendo possível a sua
  separação, podem utilizar-se diferentes critérios para a sua
  imputação (método dual)
 Imputação ideal dos C. Variáveis: deve atender-se aos custos
  orçamentados e à quantidade realmente utilizada (utilizando os
  custos reais, os dep. consumidores estarão a suportar ineficiências
  dos dep. suporte; ao utilizar as quantidades reais garante-se que
  só se pagou aquilo que efectivamente se utilizou)
 Imputação ideal dos C. Fixos: deve atender-se aos custos
  orçamentados e à quantidade orçamentada (garantindo a
  cobertura dos c.fixos do dep. suporte)


                                                                   201
                                  Contabilidade
               Dep. operacionais e dep. suporte
Imputação de custos entre dep. Suporte e Operacionais
 Método Directo: ignora os custos entre os dep.
  suporte
 Método step-down: considera uma imputação parcial
  dos custos entre dep. Suporte. Primeiro imputam-se
  os custos do dep. suporte que mais custos dá aos
  restantes dep. suporte. Depois imputam-se os custos
  ao dep. operacional.
 Método recíproco: considera todos os custos entre os
  dep. suporte

                                                         202
                                                     Contabilidade
                                            Políticas de qualidade
 Objectivo a atingir em qualquer empresa de sucesso


                        O que é a qualidade ??



               Consumidor          versus         Produtor




    * Valor acrescentado do produto          * Garantia das especificações
* Adequação do produto (fitness for use)




                                                                             203
                                            Contabilidade
                                      Custos de qualidade
   Custos de não responder aos requisitos do cliente

Custos de Qualidade = custos de controlo + custos de falha



  custos de prevenção                custos de falha internos
  (formação pessoal, escolha de      (perdas de produção devido a
  fornecedores, manutenção           paragens, recuperação de
  preventiva, equipamentos e         produtos defeituosos, sucatas)
  processos )                                  +
         +                           custos de falhas externos
  custos de avaliação                (custos de garantias, custos de
  (inspecções de MP, de processos,   queixas, perda de imagem,
  de PA, testes de PA)               diminuição de vendas)
                                                                       204
                                       Contabilidade
                            Gestão da qualidade total
   Conceito de gestão que traduz o esforço conjunto de gestores e
    trabalhadores para a satisfação das expectativas dos
    consumidores com base numa melhoria contínua da gestão de
    operações, produtos e processos

§ Redução de custos

§ Aumento de vendas

§ Desenvolvimento de vantagens competitivas

                    QUALIDADE DOS PRODUTOS



                                                                205
                                            Contabilidade
                                      Pontos de inspecção
O quê e onde inspeccionar ?
   • Identificar os aspectos mais importantes da qualidade (ter em conta
     requisitos dos clientes)

   • Identificar os passos chave do processo que afectam as
     características de qualidade

A inspecção pode ser feita sobre:

• Matérias-primas

• Processo

• Produto Final

                                                                     206
                                         Contabilidade
                                   Pontos de inspecção
Matérias-Primas: garantir a qualidade dos “Inputs”

Processo: implica a identificação dos passos a
  inspeccionar ao longo do processo

  (Faz-se um balanço entre os custos de inspeccionar e os custos
  de passagem de produtos defeituosos através do processo)

Produto: pode originar três procedimentos:
  • produto para o lixo (sucata);
  • produto volta ao processo - reciclado;
  • produto sujeito a reparação em área especifica.


                                                               207
                                        Contabilidade
                                  Pontos de inspecção

Tratamento contabilístico dos defeitos de
  fabrico:
     Se o defeito estiver dentro dos limites considerados
      normais, o seu custo é suportado pela produção
      boa
     Se o defeito for considerado anormal o seu custo é
      deduzido ao custo de produção para ser imputado
      a uma conta de custos extraordinários, passando
      assim a ser um custo do período


                                                             208
Princípios para implementar a qualidade total


   A alta direcção de topo deve estabelecer as directrizes e a política de
    qualidade a ser seguida pela organização e assumir a liderança na
    execução.
   Todos devem participar, desde o mais humilde empregado até o mais
    alto dirigente.
   Deve ser instituído um programa de educação e treino amplo e
    permanente.
   É necessário criar uma unidade, ligada ao mais alto nível da
    organização, para coordenar as actividades.
   Deve-se consolidar a sistemática da Garantia da Qualidade.
   Deve ser cultivado o respeito às pessoas.
   Deve-se eliminar as diferenças sexuais, raciais, religiosas da estrutura
    organizacional.
   Manter sempre uma postura voltada para o cliente, o estágio
    subsequente do trabalho é cliente do estágio precedente.
   Na condução desses princípios será de fundamental importância cultivar
    a virtude da paciência.

                                                                        209
Os cinco grandes princípios da qualidade total:


   Empenhamento da gestão de topo;
   Objectivos de satisfação do cliente;
   Processo contínuo de melhorias;
   Qualidade entendida como um problema de
    toda a gente;
   Gestão dos custos da qualidade.



                                                  210
Benefícios:


 Satisfação dos clientes;
 Melhoria contínua;
 Eliminação dos desperdícios;
 Satisfação dos clientes internos;
 Comunicação efectiva;
 Atitudes positivas.



                                      211
Diferenças entre controlo de qualidade e
qualidade total
    Anos 60 e 70 – CONTROLO DE QUALIDADE                     Anos 90 – QUALIDADE TOTAL

Controlo à “posteriori”                          Controlo à “priori”
Acção sobre os efeitos                           Identificação e eliminação das causas
Acção curativa                                   Acção preventiva
Campo de acção: o produto                        Campo de acção: toda a empresa
O cliente é o comprador                          O cliente é utilizador
Actuação estática                                Actuação dinâmica, evolutiva
Obtenção da qualidade sem considerar os custos   Avaliação económica. Optimização dos custos.
Existência de normas, tolerâncias, hábitos       Recusa absoluta da Não qualidade
O defeito é normal                               Zero defeitos. Especificações evolutivas
O controlo é feito por alguns                    O controlo é exercido por todos
Desconfiança                                     Confiança
A qualidade custa dinheiro                       A qualidade paga-se a si própria


                                                                                                212
Características dos dois tipos de gestão na análise
do cliente

      Gestão tradicional                            Gestão TQM

Papel do cliente                  Foco total no cliente

Satisfação do cliente             Aperfeiçoamento constante em relação ao cliente

Qualidade                         Percepção da qualidade pelo cliente

Quem é o cliente?                 Quem é o cliente?

Prioridade à execução das tarefas A qualidade é sempre a primeira prioridade




                                                                                    213
Características dos dois tipos de gestão na análise
no processo de produção

                Gestão tradicional                                       Gestão TQM

A produção está hierarquicamente estruturada com      A produção é um processo baseado na relação entre
    fornecedores externos, gestores, trabalhadores,       o fornecedor e o cliente.
    clientes externos.
Dar ênfase à velocidade e flexibilidade               Dar ênfase à velocidade e flexibilidade

O gestor é responsável                                Toda a gente é responsável pela TQM

O negócio tem de ser dinâmico                         A empresa tem de ser dinâmica

Acredita no comandar e controlar                      Acredita em gerir o processo

Aperfeiçoamento é importante mas por vezes difícil    Acredita na avaliação constante com vista ao
   de avaliar                                            aperfeiçoamento



                                                                                                     214
Gráfico de Pareto
                    O gráfico de Pareto é
                    um histograma onde
                    se pode visualizar,
                    com facilidade, a
                    importância de cada
                    classe de uma
                    variável expressa no
                    eixo X.
                    Este procedimento é
                    uma das ferramentas
                    estatísticas básicas
                    para a gestão de
                    processos .




                                     215
      Gráfico de Controle de Qualidade

Gráfico c
      DEFEITO POR AMOSTRA


                               Gráfico c

                               Número de Defeitos. O gráfico
                               será construído pela variável
                               que representa o número de
                               defeitos no eixo Y e variável
                               que identifica a amostra no eixo
                               X.




                                                          216
FLUXOGRAMA




             217
Gráficos de Dispersão




                        218
       Folha de Verificação
                                                  Ocorrências
                 Problema
                                Segunda   Terça     Quarta      Quinta   Sexta

Falta de Papel
Cópias muito claras
Falta de Toner
Separador não funciona
Alimentador de documentos
Alimentação de transparências
Outros: A copiadora parou
Painel confuso
Copiadora sem energia




                                                                                 219
HISTOGRAMA


                 Freq
 Frequ   Inter           Inter
                 uênci
 ência   valo            valo
                   a
 50 a            43 a
  56      2       49      2
 57 a            50 a
  63      4       56      7
 64 a            57 a
  70      4       63      5
 71 a            64 a
  77      1       70      1
 78 a
  84      2
 85 a
  91      2


                                 220
         DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO
         DE ISHIKASWA (espinha de peixe)

Os M’s:
Mão de obra
Método
Material
Máquina
Meio ambiente
Medição
"Management"
   (gestão)


4Ps:
políticas
Procedimentos
Pessoal
Planta


                                           221
DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO
DE ISHIKASWA (espinha de peixe)




                                  222
                                              Contabilidade
                                          Valorização do PA
Métodos de valorização do produto acabado:
 Custeio por obra (job costing):
       • Utiliza-se quando a produção é diversificada (descontínua) e
         cada produto ou lote de produtos é distinguível dos outros
         (ex: construção naval e aeronáutica, construção civil, ind.
         Móveis, reparação automóvel, serviços de consultora,...)
   Custeio por processo (process costing):
       • Utiliza-se quando se produzem grandes quantidades de
         produtos iguais, de forma contínua, através de várias fases
         de fabrico (ex: produção industrial, química, farmacêutica,
         pasta de papel, refinarias ...)
   Custeio Híbrido:
       • quando se utilizam os dois métodos anteriores
                                                                   223
                                             Contabilidade
                                         Valorização do PA
   Custeio por obra:        neste método, os vários custos de
    produção (MP+MOD+GGF) vão-se apurando consoante as
    respectivas obras (ordens de produção). No final da obra,
    somam-se todos os custos incorridos e divide-se pelo nº de
    produtos acabados, obtendo-se assim o custo unitário de
    produção. O objecto de custo é o produto ou obra.
   Custeio por processo:           neste método, os vários custos
    de produção (MP+MOD+GGF) vão-se apurando consoante as
    respectivas fases de produção (processos). No final de cada fase,
    os custos já incorridos são transferidos para a fase seguinte até
    que todas as fases de produção estejam concluídas. No final,
    divide-se os custos de produção assim calculados pelo nº de
    produtos acabados, obtendo-se o custo unitário de produção. O
    objecto de custo é o processo.
                                                                 224
                                               Contabilidade
                    Custeio por obra vs custeio por processo
                                        Obra 100
        Materiais directos
        Mão-de-obra directa             Obra 101                  Produtos acabados            Custos prod. vendidos
        Gastos Gerais
                                        Obra 102
                                                                  Produtos acabados             Custos prod. vendidos
                                   Unidades em Produção
                  Obra 100
                                                                      xx      xx                    xx        xx
                                        xx       xx

                                   Processo A


        Materiais directos
        Mão-de-obra directa            Processo B
        Gastos Gerais

                                                Processo C              Produtos acabados            Custos prod. vendidos


Unidades em Produção Unidades em Produção Unidades em Produção                                      Custos prod. vendidos
                                                                           Produtos acabados
        em A                 em B                 em C
                                                                                                         xx     xx
                                                                              xx      xx
   xx       xx                xx       xx             xx     xx
                                                                                                                        225
                                        Contabilidade
                                      Custeio por obra

   Custeio por obra:
       Requer cálculo de custos por ordem de produção
       A cada ordem de produção devem ser atribuídos os
        seus custos directos com materiais e mão de obra
       Os custos indirectos (materiais, mão de obra e
        gastos gerais de fabrico) são primeiro registados
        na conta de GGF e posteriormente imputados às
        diversas ordens de produção, através da taxa de
        imputação pré-determinada


                                                        226
                                     Contabilidade
                                   Custeio por obra
   Imputação dos GGF às obras:
       Quotas teóricas: orçamentam-se os GGF do ano e
        quantidade de Horas MOD ou HMáquina (ou outra
        quantidade que corresponda à base de repartição
        escolhida). A quota será o quociente entre GGF
        orçamentados e a base de repartição orçamentada.
       A imputação dos GGF corresponderá ao produto
        entre a quantidade real da base de repartição de
        cada obra pela quota teórica pré calculada.


                                                     227
                                            Contabilidade
                                          Custeio por obra
   Exemplo de imputação GGF com quotas teóricas:
       •   GGF orçamentados=90 000
       •   Custo MOD orçamentado=60 000
       •   GGF incorridos=100 000
       •   Custos MOD incorridos=64 000
   Quota teórica de imputação com base nos custos de
    MOD = 90 000/60 000=1,5
   GGF a imputar = 1,5*64 000=96 000
   Diferença de imputação 100 000-96 000=4 000 a ser
    levada ao Custo do Produto Vendido


                                                       228
                                      Contabilidade
                               Custeio por processo
   Custeio por processo:
       Requer cálculo de custos por fases de produção
       A cada fase de produção devem ser atribuídos os
        seus custos directos com materiais e mão de obra
       Os custos indirectos (materiais, mão de obra e
        gastos gerais de fabrico), serão imputados a cada
        fase através da taxa de imputação pré-
        determinada



                                                       229
                                   Contabilidade
                            Custeio por processo

Cinco passos no custeio por processo:
   Traduzir o fluxo de produção em unidades físicas
   Converter em unidades equivalentes
   Calcular os custos totais de produção
   Calcular os custos unitários
   Valorizar os PA e PVF




                                                       230
                                Contabilidade
                         Custeio por processo
   Unidades Equivalentes: é o valor da relação
    entre os custos já imputados para ter o
    produto no estado em que se encontra e os
    custos necessários para o produto estar
    acabado
   O grau de acabamento que se calcula respeita
    ao grau de acabamento médio de todos os
    PVF, calculados factor a factor (MP, MOD e
    GGF)

                                              231
                              Contabilidade
                       Custeio por processo
   Custo Médio: por este método os
    produtos acabados (PA) e as existências
    finais em curso (PVFf) são valorizadas
    ao custo médio de cada unidade
    equivalente. O custo médio calcula-se
    dividindo o somatório do custo dos PVFi
    e os custos de produção do período pelo
    somatório das respectivas unidades
    equivalentes.
                                         232
                               Contabilidade
                        Custeio por processo

   FIFO: por este método as primeiras
    unidades a serem acabadas são aquelas
    que se encontravam em curso no início
    do período (PVFi). Com este critério, as
    existências finais em curso (PVFf) são
    valorizadas ao custo das unidades
    equivalentes relativas à produção
    efectiva do período
                                          233
                                           Contabilidade
                                    Custeio por processo
Exemplo Custeio por processo:
   Uma empresa de montagem de computadores tinha no início do
    mês 5 computadores com os seguintes custos incorporados: MP
    80%, MOD 40% e GGF 40%.
   O custo atribuído aos 5 computadores foi de MP7200€, MOD1370€,
    GGF1480€.
   Durante o mês foram acabados 120 computadores e ficaram na
    linha 10 computadores que tinham incorporados MP 60%, MOD
    50%, GGF 60%.
   Os custos do mês referentes à produção foram MP262300€, MOD
    56826€, GGF 59024€.
   Calcule o valor dos PA e PVF (custo médio e FIFO)


                                                               234
                                          Contabilidade
                                      Produção conjunta
   Custos de produção conjuntos: são os custos incorridos na
    produção de 2 ou mais produtos, que só podem ser produzidos
    conjuntamente (produtos conjuntos) até ao ponto de separação.
   Produtos conjuntos são 2 ou mais produtos que têm valor
    significativo de venda e não são possíveis de identificação
    individual até ao ponto de separação (split off point).
   Ponto de separação: é o momento no processo de fabrico a
    partir do qual os produtos já se podem identificar
    individualmente. Os custos incorridos a partir do ponto de
    separação já se podem afectar a cada produto individualmente
    (custos disjuntos, por oposição a custos conjuntos).



                                                              235
                                     Contabilidade
                                 Produção conjunta
   Coprodutos: São os produtos principais que se
    obtêm da produção conjunta.
   Sub-produtos: são os produtos que também se
    obtêm da produção conjunta mas que têm um valor
    muito inferior relativamente aos produtos principais
   Desperdícios ou resíduos: São os sub-produtos que
    não têm qualquer valor comercial.
   Semi-produtos: São produtos que após o ponto de
    separação ainda necessitam de processamento para
    se transformarem em produtos acabados

                                                      236
                                    Contabilidade
                                Produção conjunta
Métodos para valorizar a produção conjunta
 Unidades físicas no ponto de separação
 Valor das vendas no ponto de separação
     Preço de Venda Relativo
     Margem Bruta
     Margem Bruta Constante




                                              237
                                        Contabilidade
                                    Produção conjunta
Unidades físicas no ponto de separação: por este
  critério os custos conjuntos são repartidos em função
  das quantidades produzidas
Ex: Uma empresa produz os produtos A, B e C
  Custos (€):     Produção 960Kg:    O custo de cada produto:

MP      46 600      A       100
                                          57 600 = 60€
MOD       4 800     B       500
                                          960
GGF      6 200      C       360
Total   57 600      Total   960           + custo do
                                          processamento
                                          adicional

                                                           238
                                     Contabilidade
                                 Produção conjunta
Valor das vendas no ponto de separação:
 Preço de venda relativo: o custo é repartido com
    base na importância de cada produto em termos do
    valor das vendas
   Margem Bruta: o custo é repartido em função da
    margem bruta de cada produto relativamente à
    margem bruta total
   Margem Bruta Constante: o custo é repartido em
    função da manutenção da mesma margem bruta para
    os vários produtos
                                                       239
                                   Contabilidade
                               Produção conjunta
Exemplo:Uma empresa fabrica dois produtos A e B. O
  custo conjunto é 1 000€ e o valor das vendas no
  ponto de separação é de 1€ para A e 1,5€ para B. No
  ponto de separação obtêm-se 750 Kg de A e 250 Kg
  de B, ambos produtos semiacabados. Para obter os
  produtos finais é necessário processar adicionalmente
  cada um, sendo os custos de processamento
  específico de 375€ para obtenção de 600Kg de A e
  350€ para obtenção de 200Kg de B. O preço de venda
  dos produtos finais A e B é, respectivamente, de
  2,5€/Kg e 3,5€Kg. Reparta os custos conjuntos pelos
  3 métodos.

                                                    240

								
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