Como Fazer Meditação by barau3

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Examinemos com sinceridade a nossa existência. Onde estamos na vida? Quais têm sido as nossas prioridades até ao momento, e que projectamos para o tempo que nos resta?

Somos uma mistura de sombras e de luzes, de qualidades e de defeitos. Existirá realmente uma maneira de ser óptima, uma realidade inelutável? Se não é esse o caso, como remediar a situação? Trata-se de perguntas que merecem ser feitas, sobretudo se sentimos que seria desejável e possível uma mudança.

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Porquê Meditar?

Examinemos com sinceridade a nossa existência. Onde estamos na vida? Quais têm sido as
nossas prioridades até ao momento, e que projectamos para o tempo que nos resta?
Somos uma mistura de sombras e de luzes, de qualidades e de defeitos. Existirá realmente
uma maneira de ser óptima, uma realidade inelutável? Se não é esse o caso, como remediar
a situação? Trata-se de perguntas que merecem ser feitas, sobretudo se sentimos que seria
desejável e possível uma mudança.
Contudo, no Ocidente, devido às actividades que ocupam de manhã à noite uma parte
considerável da nossa energia, temos menos disponibilidade para nos debruçarmos sobre as
causas fundamentais da felicidade. Imaginamos, de uma forma mais ou menos consciente,
que quanto mais multiplicamos as nossas actividades, mais as nossas sensações se
intensificam e mais se desvanece o nosso sentimento de insatisfação. Na realidade, muitas
são as pessoas que, pelo contrário, estão desiludidas e frustradas com o modo de vida
contemporâneo. Sentem-se despojadas, mas não vêem outra solução porque as tradições
que preconizam a transformação pessoal caíram muitas vezes em desuso.
As técnicas de meditação visam transformar o espírito. Não é necessário colocar-lhes um
rótulo religioso particular. Todos nós possuímos um espírito com o qual podemos trabalhar.

É desejável mudar?

Poucas pessoas podem afirmar que não vale a pena melhorar nada na sua maneira de viver
e na sua experiência do mundo. Há quem pense que os reveses e as emoções conflituais
contribuem para a riqueza da vida e que é essa alquimia singular que faz delas o que são,
pessoas únicas, devendo, pois, aprender a aceitar-se e a apreciar os seus defeitos tal como
as suas qualidades. Essas pessoas arriscam-se a viver numa insatisfação crónica sem se
darem conta de que poderiam melhorar a troco de algum esforço e reflexão.
Imaginemos que nos propõem passarmos o dia inteiro a sentir inveja. Qual de nós o
aceitaria com prazer? Em contrapartida, se nos convidassem a passar esse mesmo dia com o
coração repleto de amor pelos outros, a maioria de nós acharia essa opção infinitamente
preferível.
É frequente o nosso espírito estar perturbado. Somos afectados por pensamentos dolorosos,
invadidos pela cólera, feridos pelas palavras duras que os outros nos dirigem. Nesses
momentos, quem não pensaria em controlar as emoções para ser livre e senhor de si
próprio? Dispensaríamos de bom grado esses tormentos, mas, não sabendo como proceder,
preferimos pensar que, afinal, é a «natureza humana». Ora, o que é «natural» não é
necessariamente desejável. Sabemos, por exemplo, que a doença é o destino de todos os
seres, o que não nos impede de consultar um médico quando estamos doentes.
Não queremos sofrer. Ninguém acorda de manhã a pensar: «Espero sofrer todo o dia e, se
possível, toda a vida!»



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