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									Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio
      Ensino Fundamental e Médio
    Rua: Duque de Caxias, 65 – Fone: (44) 3572-1158




   Projeto Político-Pedagógico




       Piquirivaí / Campo Mourão – Paraná


                        2005
       Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio
             Ensino Fundamental e Médio
       Rua: Duque de Caxias, 65 – fone: (44) 3572-1158




     Projeto Político-Pedagógico




        A Proposta do Projeto Político-Pedagógico vem atender
a Deliberação do Conselho Nacional da Educação e Secretaria
de Estado da Educação do Paraná.




             Piquirivaí / Campo Mourão – Paraná


                              2
         SECRETÁRIO DE ESTADO
           MAURÍCIO REQUIÃO




CHEFE DO NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO
          JOÃO LUIZ CONRADO




DIRETORA DO ESTABELECIMENTO DE ENSINO
         MARLI VIEIRA DA SILVA




      PROFESSORAS PEDAGOGAS
       MARISA ZANELLA CASTELLI
         NEIR DA SILVA SILVÉRIO




             DIGITADORES
     ANGELA M. C. FERREIRA RIBEIRO
     MARIA JULIA PELISSARI OLIVEIRA
     LUZINETE APARECIDA DA SILVA




                    3
                                              SUMÁRIO


1. APRESENTAÇÃO..........................................................................................08
2. INTRODUÇÃO...............................................................................................10
3. IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA..................................................................... 11
4. PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO..........................................................12
5. FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO.........................................................................13
5.1 – Dos Princípios e Fins da Educação Nacional...........................................13
6. PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR............................14
7. FUNDAMENTAÇÃO DA ESCOLA.................................................................15
8. OBJETIVOS GERAIS....................................................................................16
8.1 – Objetivos Específicos...............................................................................16
9. FUNÇÃO DA ESCOLA..................................................................................17
10. ASPECTOS E ESPAÇOS FÍSICOS............................................................18
10.1 – Localização e Vizinhança.......................................................................18
10.2 – Segurança da Escola..............................................................................19
10.3 – Área da Escola........................................................................................19
10.4 – Distribuição do Espaço Físico.................................................................19
10.5 – Abastecimento de Água..........................................................................19
10.6 – Rede de Esgoto.......................................................................................20
10.7 – Abastecimento de Energia Elétrica..........................................................20
10.8 – Coleta de Lixo..........................................................................................20
11. OFERTAS DE CURSOS E TURMAS...........................................................21
11.1 – Turmas Atendidas....................................................................................21

11.2 – Organização de Turmas do Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio
Ensino Fundamental e Médio.............................................................................21

12. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO.......................................................22
12.1 – Clientela: Alunos / Pais............................................................................22
12.2 – Professores, Funcionários, Direção e Pedagogos..................................22
13 – MATERIAL..................................................................................................23
13.1 – Mobiliário.................................................................................................23
13.2 – Recursos Tecnológicos e Equipamentos................................................23


                                                         4
13.3 – Recursos Didáticos..................................................................................23
14. RECURSOS HUMANOS.............................................................................24


MARCO SITUACIONAL
15. DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO
E DA ESCOLA....................................................................................................26
15.1 – Levantamento de dados da realidade Educacional, Social e
Econômica..........................................................................................................29
15.1.1 – Pesquisa realizada com 81 alunos do Colégio Estadual Professor
Jaelson Biácio – Ensino Fundamental................................................................29
15.1.2– Pesquisa realizada com 48 alunos do Colégio Estadual Professor
Jaelson Biácio – Ensino Médio...........................................................................31
15.1.3 – Pesquisa realizada com 18 professores do Colégio Estadual Professor
Jaelson Biácio Ensino Fundamental e Médio.....................................................34
15.1.4 – Pesquisa Sócio-Econômica - 62 Famílias ...........................................37
16. A ANÁLISE DAS CONTRADIÇÕES E CONFLITOS PRESENTES NA
PRÁTICA DOCENTE: REFLEXÃO TEÓRICO – PRÁTICA...............................43


MARCO CONCEITUAL
17.       CONCEPÇÕES                    DA         SOCIEDADE,                 HOMEM,              EDUCAÇÃO,
CONHECIMENTO, ESCOLA, ENSINO – APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO,
CULTURA, CIDADANIA..                                                                                            .45
17.1 – Sociedade................................................................................................45
17.2 – Homem....................................................................................................45
17.3 – Educação................................................................................................ 45
17.4 – Conhecimento..........................................................................................45
17.5 – Escola......................................................................................................46
17.6 – Ensino-Aprendizagem.............................................................................46
17.7 – Avaliação.................................................................................................47
17. 8 – Cultura....................................................................................................47
17.9 – Cidadania.................................................................................................47
17.10 – Como Acontece a Proposta de Recuperação de Estudos....................48
17.11 – Regime de Progressão Parcial.............................................................48
17.12 -Tecnologia...............................................................................................48
                                                          5
17.13 PNEF: Programa Nacional de Educação Fiscal.......................................49

18. CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DA ESCOLA..........................51
19. ORGANOGRAMA........................................................................................52
20. PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA..................................................53
20.1 – Acesso, Permanência e Qualidade de Ensino........................................53
20.2 – Capacitação Continuada de Educadores................................................54
21. O CURRÍCULO DA ESCOLA PÚBLICA.......................................................55
21.1 – Fundamentação da Proposta Curricular do Ensino Fundamental...........55
21.2 – Fundamentação da Proposta Curricular do Ensino Médio......................56
22. TRABALHO COLETIVO...............................................................................57
22.1 – Projetos Desenvolvidos pela Escola........................................................57
23. O QUE A ESCOLA PRETENDE DO PONTO DE VISTA POLÌTICO
PEDAGÓGICO? ................................................................................................63


MARCO OPERACIONAL
24.      REDIMENSIONAMENTO                         DA         ORGANIZAÇÃO                 DO        TRABALHO
PEDAGÓGICO...................................................................................................64
24.1 – Plano de Ação da Escola.........................................................................65
24.2 – Plano de Ação do Professor Pedagogo...................................................69
24.3 – Plano de Ação do Administrador.............................................................73
24.4 – Intervenções Pedagógicas......................................................................75
25. O PAPEL ESPECÍFICO DE CADA SEGMENTO DA COMUNIDADE
ESCOLAR...........................................................................................................77
25.1 – Diretor .....................................................................................................77
25.2 – Professor Pedagogo................................................................................77
25.3 – Professor.................................................................................................78
25.4 – Secretário................................................................................................79
25.5 – Bibliotecária.............................................................................................79
25.6 – Merendeira...............................................................................................79
25.7 – Serviços Gerais.......................................................................................80
25.8 – A.P.M.F. – Associação de Pais, Mestres e Funcionários........................80
25.9 – Conselho Escolar.....................................................................................80
25.10 – Grêmio Estudantil..................................................................................81

                                                          6
25.11 – Regimento Interno.................................................................................81
26 – RECURSOS FINANCEIROS / RECEITAS.................................................85
27 – CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR,
HORÁRIOS LETIVOS E NÃO LETIVOS............................................................87
27.1 – Horário Escolar do Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – Ensino
Fundamental e Médio do Ano Letivo de 2005....................................................87
27.2 – Horário de Entrada e Saída ....................................................................87
27.3 – Organização da Hora Atividade...............................................................87
28. CRITÉRIOS PARA ORGANIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS
EDUCATIVOS....................................................................................................90
28.1 – Biblioteca.................................................................................................90
28.2 – Laboratório...............................................................................................90
29. CRITÉRIO PARA ORGANIZAÇÃO DE TURMAS E DISTRIBUIÇÃO POR
PROFESSOR EM RAZÃO DA ESPECIFICIDADE............................................92
30. DIRETRIZES PARA A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO PESSOAL
DOCENTE            E    NÃO        DOCENTE,            DO CURRÍCULO,                   DAS       ATIVIDADES
EXTRACURRICULARES E DO PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO.........96
31. INTENÇÃO DE ACOMPANHAMENTO AOS EGRESSOS..........................97
32. PRÁTICA AVALIATIVA.................................................................................98
32.1 – Avaliação Institucional.............................................................................98
33. AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO.............................99
34. ANEXO......................................................................................................100
34.1 – Proposta Curricular................................................................................101
34.2 – Projeto: Cultura Afro-Brasileira..............................................................298
34.3 – Projeto: Agenda 21................................................................................300
34.4 – Projeto: Tecnologia no Ambiente Escolar .............................................306
34.5 – Projeto: Programa Nacional de Educação Fiscal .................................308
35 – REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO............................................................310
36 – ASSEMBLÉIA E ASSINATURA PARA APRESENTAÇÃO DO PROJETO
POLÍTICO-PEDAGÓGICO À ESCOLA E À COMUNIDADE...........................312
37 – ASSEMBLÉIA E ASSINATURA PARA COMPLEMENTAÇÃO DO
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO À ESCOLA E À COMUNIDADE,,,,,,,,,.314




                                                         7
1. APRESENTAÇÃO


       Este Projeto Político-Pedagógico está sendo elaborado, observando as
exigências da Secretaria de Estado da Educação, para garantir a unidade de
trabalho dentro da Filosofia da Educação Nacional, apresentando metas
prioritárias como:
   Integrar os princípios que norteiam a Escola, de democracia na ação
    administrativa e pedagógica e na construção do saber, dentro das
    disciplinas e de toda ação educativa;
   Efetivar   a   verdadeira   integração   entre   a   Comunidade   e   Escola,
    oportunizando auxílio mútuo e trabalhos participativos;
   Aprimorar o nível de ensino, proporcionando aos educandos atividades
    enriquecedoras de participação social e construção de saberes e oferecendo
    ao educador condições de atualização e valorização da tarefa educativa;
   Como marco filosófico, queremos que o educando seja um ser que se
    relaciona consigo, com os outros e com a natureza. “Solidário”, capaz de
    auxiliar o outro. “Livre”, responsável para agir espontaneamente. Queremos
    educandos comprometidos, não mero expectador, mas, de operar
    transformações. “Colaborador”, na construção da sociedade, na esperança
    de construir um mundo melhor. Que viva valores verdadeiros e humanos na
    busca de uma convivência fraterna e justa. Que se torne consciente, crítico,
    com coragem de enfrentar os grandes desafios que a nossa sociedade
    oferece;
   Que tenha consciência de que a liberdade humana é uma conquista e que
    lhe cumpre a tarefa de conquistá-la e preservá-la;
   Quanto à sociedade, a concebermos e a queremos justa, solidária e
    democrática. Justa, de acordo com os princípios que oportunizem:
    educação, moradia, emprego, salários justos e benefícios sociais,
    respeitando a dignidade do ser humano para que possa sentir-se realizado e
    feliz. Solidária, na qual os educandos encontrem apoio e confiança, que os
    conhecimentos adquiridos, afastem-os da miséria e marginalização.
    Democrático, com a participação efetiva de todos os cidadãos da elaboração
    de leis e normas, com igualdade de direitos e de oportunidades políticas

                                         8
    sociais, onde todos tenham voz ativa e não haja exploração do homem pelo
    homem.
       Quanto ao marco operacional, a escola optou por uma política
educacional crítico-transformadora, cujo processo educacional procura influir
sobre a comunidade escolar, baseando-se em valores cristãos de justiça,
solidariedade, fraternidade, respeito, de doação efetiva nas deliberações e
transformações sociais da realidade, principalmente do campo, a qual, a grande
maioria de nossos educandos vive e tira o seu sustento.
       Na elaboração deste Projeto Político-Pedagógico pretendemos definir
metas para uma escola “aberta” em que a participação e colaboração coletiva
atinjam o nível de construção democrática, compromissada com o processo
educacional.
       Para que tudo isso se configure, faz-se estabelecer metas, cujas bases
se respaldam em:
   Interação em nível de afetividade da escola com a comunidade;
   Prestação de serviços à comunidade;
   Absorção de auxílios que possam vir da comunidade em forma de serviços;
   Ensino que privilegie os saberes úteis e sua comunidade, necessários às
    transformações da sua realidade e da realidade da comunidade;
   Avaliação que se configure como diagnóstico do que se precisa fazer para
    se aperfeiçoar e melhorar, voltado ao processo de ensino-aprendizagem e
    não apenas a resultados;
   Atividades curriculares e extracurriculares voltadas ao desenvolvimento do
    censo crítico, à transformação da realidade, à participação efetiva com a
    vida da comunidade;
   Atividades que venham ao encontro das reais necessidades dos educandos
    que vivem e sobrevivem no e do campo, garantindo a melhoria da qualidade
    de vida.




                                      9
2. INTRODUÇÃO


          O presente Projeto Político-Pedagógico contou com a participação de
todos os segmentos da comunidade escolar do Colégio Estadual Professor
Jaelson Biácio Ensino Fundamental e Médio. Procuramos ouvir aos
professores, alunos, representantes dos pais, funcionários, direção e
professores pedagogos para analisarmos as propostas anteriores que deram
certo, e onde deveríamos mudar, para que pudéssemos melhorar.
        As dificuldades encontradas para a elaboração foram muitas. Em
primeiro lugar, procuramos fazer um diagnóstico de nossa escola através de
questionário dirigido aos professores, alunos e pais. Em um segundo momento,
procuramos reunir os mesmos para um momento de reflexão. Os pais e alunos
foram representados pela Associação de Pais e Mestres e Funcionários
(A.P.M.F.) e Conselho Escolar.
        A partir desta reflexão, nos sentimos seguros para iniciar a construção
deste Projeto Político-Pedagógico. Nosso projeto antigo foi consultado, e várias
propostas foram reaproveitadas, e procuramos enriquecer as idéias já
existentes ao nosso contexto escolar.
          Procuramos nos inspirar na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei nº. 9.394/96), além desta fonte, procuramos auxílio nas obras de
Veiga, Paulo Freire, Saviani, Vygostsky, Pedro Demo e outros.
         Também trocamos experiências entre professores, pedagogos e
diretores de outros estabelecimentos de ensino, como também as orientações
das coordenadoras pedagógicas do Núcleo Regional de Educação de Campo
Mourão. Esta pesquisa toda para que pudéssemos estar seguros na elaboração
do mesmo.
         Este Projeto Político-Pedagógico trabalhará os valores, os
conhecimentos e as relações que são os seus grandes pilares da educação,
sendo que os Fundamentos Ético-Políticos que a sustentam juridicamente e
Epistemologicamente que definem as nossas linhas pedagógicas e os
Fundamentos Didáticos que apontam os princípios da Identidade, Diversidade e
Autonomia. Também no cotidiano da escola, deve-se dar ênfase à cultura da
justiça social e da paz, tarefa fundamental para um projeto que instiga as
práticas políticas levando em conta os aspectos da diversidade, da situação
histórica e particular da comunidade, proporcionando ao educando
compreender o campo como um espaço emancipatório.




                                      10
IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA


Colégio Estadual Professor              Jaelson   Biácio   –   Ensino
Fundamental e Médio
Rua: Duque de Caxias, nº. 65

CEP: 87.318-000

Piquirivaí – Campo Mourão – Pr

Telefone / Fax – (44) 3572-1158



Entidade Mantenedora:
Secretaria de Estado da Educação do Paraná

Núcleo Regional de Educação – Campo Mourão




                                   11
4. PROJETO POLÍTICO- PEDAGÓGICO

O que é o Projeto Político-Pedagógico?


          No sentido etimológico, o Projeto Político-Pedagógico significa “lançar
para diante”.

          Ao construirmos o projeto da nossa Escola, planejamos a intenção do
que temos que fazer e realizar para o futuro “lançamo-nos para diante”, com
base no que temos, buscando o possível. É antever um futuro diferente do
presente, visando à melhoria da qualidade de ensino. Ele está sendo construído
e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo
educativo da escola.
         O Projeto Político-Pedagógico está buscando novos rumos, nova
direção, essa ação intencional no sentido de compromisso com a formação do
cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo.
          O Projeto Político-Pedagógico é o fruto da interação entre os objetivos
e prioridades estabelecidas pela coletividade, que estabelece, através da
reflexão, as ações necessárias à construção de uma nova realidade. É, antes
de tudo, um trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos no
processo educativo: professores, equipe pedagógica, alunos, seus pais e a
comunidade como um todo.
          Essa prática de construção de um projeto deve estar amparada por
concepções teóricas sólidas e supõe o aperfeiçoamento e a formação de seus
agentes. Só assim serão rompidas as resistências em relação a novas práticas
educativas. Os agentes educativos devem sentir-se atraídos por esta proposta,
pois só assim terão uma postura comprometida e responsável. Trata-se,
portanto, da conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia.
Não é algo pronto, acabado, ele é flexível, requer continuidade das ações,
democratização do processo de tomada de decisões.
         O que queremos é resgatar a escola como espaço público, lugar de
debate, diálogo, fundado na reflexão coletiva, que parta da prática social e
esteja compromissada em solucionar os problemas da educação e do ensino
em nossa escola, visando um princípio pedagógico da valorização dos
diferentes saberes no processo educativo.




                                       12
5.    FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO
         A Filosofia da Educação do País e do Estado expressa dos “Princípios
e Fins da Educação Nacional”. (Título II, art. 2º e 3º da Lei 9.394/96, Diretrizes e
Bases da Educação Nacional), Capítulo III, sessão I, Da Educação, art. 206, da
Constituição Federal, República Federativa do Brasil, 1988. Essa filosofia de
Educação é resultante de uma ação educativa a nível nacional.


5.1 - Dos Princípios e Fins da Educação Nacional

        Artigo 2º - A Educação é dever da família e do Estado, inspirada nos
princípios de liberdade em ideais de solidariedade humana.
        Tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
        Artigo 3º - O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I – Igualdade e condições para o acesso e permanência na escola;
II – Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
pensamento, a arte e o saber;
III – Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
IV – Respeito à liberdade e apreço a tolerância;
V – Coexistência de instituições privadas de ensino;
VI – Gratuidade de ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII – Valorização do profissional da educação escola;
VIII – Gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da legislação
dos sistemas de ensino;
IX – Garantia de padrão de qualidade;
X – Valorização da experiência extra-escolar;
XI – Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.




                                        13
6. PRINCÍPIOS                 FILOSÓFICOS               DO        TRABALHO
ESCOLAR

        O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio - Ensino Fundamental e
Médio tem por filosofia a formação integral do aluno, garantindo o acesso, a
permanecia e educação de qualidade.
        È claro que cada estabelecimento de ensino encontra-se inserido em
uma realidade diferente, porém todos buscam a valorização do educando para
uma prática consciente, onde se permita a flexibilidade numa visão holística, em
uma aprendizagem continuada.
        Sabemos que não há proposta perfeita e ideal, por isso buscamos um
rumo, uma direção, com intenção de uma educação de qualidade para todos,
na formação do cidadão compromissado, participativo, responsável, crítico e
criativo, viabilizamos uma proposta flexível, aberta a mudanças quando
necessário, dentro da realidade de nosso educando, o qual vive no campo.
        A idéia de uma sociedade inclusiva se fundamenta numa filosofia que
reconhece e valoriza a diversidade, como característica inerente à constituição
de qualquer sociedade. Partindo desse princípio filosófico e tendo como
horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos, sinaliza a necessidade de se
garantir o acesso e a participação de todos, a todas as oportunidades,
independente das peculiaridades de cada indivíduo e / ou grupo social.
        A Constituição Federal do Brasil assume o princípio de igualdade como
pilar fundamental de uma sociedade democrática e justa, quando reza no caput
do seu Art. 5º que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros, residentes no País,
a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança e a propriedade”
(C.F. – Brasil, 1998).
        Para que a igualdade seja real, ela tem que ser relativa. Isto significa que
as pessoas são diferentes, tem necessidades diversas e o cumprimento da lei
exige que a elas sejam garantidas as condições apropriadas de atendimento as
peculiaridades individuais, de forma que todos possam usufruir as
oportunidades existentes.
        A escola é um dos principais espaços de convivência social do ser
humano, durante as primeiras fases do desenvolvimento. Ela tem papel
primordial no desenvolvimento da consciência de cidadania e de direitos, já que
é na escola que a criança e o adolescente começam a conviver num coletivo
diversificado, fora do contexto familiar.




                                        14
7. FUNDAMENTAÇÃO DA ESCOLA


          A escola é responsável pela promoção do desenvolvimento do
cidadão, no sentido pleno da palavra. Então, cabe a ela definir-se pelo tipo de
cidadão que deseja formar, de acordo com a sua visão de sociedade. Cabe-lhe
também a incumbência de definir as mudanças que julga necessário fazer
nessa sociedade, através das mãos do cidadão que irá formar.
         Definida a sua postura, a escola vai trabalhar no sentido de formar
cidadãos conscientes, capazes de compreender e criticar a realidade, atuando
na busca da superação das desigualdades e do respeito ao ser humano.
         Quando a escola assume a responsabilidade de atuar na transformação
e na busca do desenvolvimento social, seus agentes devem empenhar-se na
elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo. Essa proposta
ganha força na construção de um Projeto Político-Pedagógico.
         Devemos nos mobilizar pela garantia do acesso e da permanência do
aluno na escola. Não basta esperar por soluções que venham verticalmente dos
sistemas educacionais. Urge criar propostas que resultem de fato na construção
de uma escola democrática e com qualidade social, fazendo com que os órgãos
dirigentes do sistema educacional, possam reconhecê-la como prioritária e
criem dispositivos legais que sejam coerentes e justos, disponibilizando os
recursos necessários à realização dos projetos em cada escola.
          Do contrário, a escola não estará efetivamente cumprindo o seu papel,
socializando o conhecimento e investindo na qualidade do ensino. A escola tem
um papel bem mais amplo do que passar conteúdos. Porém, deve modificar a
sua própria prática, muitas vezes, fragmentada e individualista, reflexo da
divisão social em que está inserida.
        O Sistema Educacional Brasileiro vem tendo mudanças profundas e
necessárias, fazendo com que todos os envolvidos com a educação, façam
reflexões, no sentido de transformar a realidade existente e fazer com que o
educando se prepare para o mundo do trabalho e da cidadania. Vivemos hoje
numa época, na qual os progressos da tecnologia não nos permitem que
fiquemos acomodados, utilizando recursos que eram usados a vinte ou trinta
anos atrás, estamos lidando com alta tecnologia, computadores, internet,
satélite e toda modernidade do novo milênio. Por outro lado, estamos assistindo
toda miséria de uma sociedade que não tem acesso a essa modernidade e a
uma vida digna. Sociedade esta, que tem perdido suas esperanças, seus
direitos, seus empregos, etc.
        Diante de tantas mudanças, sentiu-se a necessidade da
reformulação do Projeto Político-Pedagógico, em atendimento a Secretaria
de Estado da Educação e seguindo orientações das Reformulações
Curriculares e da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei
9.394/96).




                                      15
8. OBJETIVOS GERAIS


     Dinamizar o processo de transformação da escola, adequando-a a um
     melhor funcionamento, para tornar-se efetivamente um centro de cultura
     e prestação de serviços à comunidade;

    Oferecer aos pedagogos, diretor, professores, alunos, funcionários e pais
     condições de desenvolvimento pessoal, cultural e intelectual,
     oportunizando maior interação da escola com a comunidade;

    Desenvolver a capacidade de torna-se agente de mudança social,
     oportunizando-lhe a prática de sua criatividade e do despertar do seu
     senso crítico.




 8.1 – OBJETIVOS ESPECÍFICOS


    Realizar atividades curriculares e extracurriculares que levem o
     educando a participação ativa na escola, na família, na comunidade e na
     sociedade em geral;

    Oferecer um ensino reflexivo, criativo e transformador que desperte no
     educando uma nova consciência de resgate à dignidade;

    Oportunizar conhecimentos críticos de sua realidade, desenvolvendo-lhe
     atitudes que exigem o respeito à vida na solidariedade e interação com o
     próximo e com a natureza, ambiente o qual está inserido;

    Buscar a formação de cidadãos conscientes, capazes de compreender e
     criticar a realidade, atuando na superação das desigualdades e do
     respeito ao ser humano.




                                     16
9. FUNÇÃO DA ESCOLA

        Atualmente a função da escola é de maneira tão ampla, que se faz
necessário repensá-la com um todo, pois a mesma é vista como a principal
responsável pela preparação do homem para pleno exercício da cidadania.
Portanto exige sistematização e sociabilização do conhecimento.
        A escola, em primeiro lugar, deve trabalhar e favorecer o ensino
aprendizagem de qualidade para o cidadão, que deve ser respeitado em suas
diferenças e seus valores, com idéias globalizantes, contemplando aspectos
históricos, construindo, elaborando, desenvolvendo, seu intelecto, psicomotor e
efetivo.
        A função da escola é comprometer-se com a verdadeira formação do
aluno, trabalhando dentro da realidade dos mesmos, articulando-se com a
comunidade, criando no alunado a consciência crítica e a necessidade de
participar com responsabilidade, com visão de mundo mais ampla, e ao mesmo
tempo, articulada com seu mundo familiar e do trabalho o qual está inserido.
         A escola deve permitir flexibilidade, incentivando a democracia e a
solidariedade, promovendo a integração aluno, natureza, vida e justiça,
construindo as relações humanas, dentro de uma sociedade que necessita de
agentes conscientes, críticos e que promovam a transformação necessária,
para viver em sociedade onde o mesmo esteja inserido.
        A escola de qualidade tem a obrigação de evitar a repetência e evasão.
Tem que garantir a meta qualitativa do desempenho satisfatório de todos. A
escola precisa estar compromissada com interesses reais e coletivos da
população, no sentido de definir as ações educativas necessárias para a
formação do cidadão.
        Para que a escola proporcione conhecimentos históricos, científicos,
sociais e tecnológicos, é necessária uma escola democrática, que se trabalhe
em equipe, que se tenha organização ousada por parte dos educadores, pais,
alunos e funcionários, pois temos que nos alicerçar nos pressupostos de uma
teoria pedagógica crítica e viável, que parta da prática social e esteja
comprometida em solucionar os problemas da educação e do ensino de nossa
escola.




                                      17
10. ASPECTOS E ESPAÇOS FÍSICOS

         Aqui estamos desde 1975, quando a escola foi criada como extensão
do Colégio Estadual João D' Oliveira Gomes, com o nome de Complexo Escolar
Dr. Horácio Amaral – Ensino de 1º Grau.
        Em 1979 implantou-se a Lei 5.692/71, onde a escola já funcionava nos
períodos vespertino com duas turmas (5ª e 6ª séries) e no noturno com quatro
turmas (5ª, 6ª, 7ª, 8ª séries).
        Em 1982 cria-se a Escola Piquirivaí – EPG, através da Resolução 64/82
de 29 de julho de 1982.
        Em 1983 passa a denominar-se Escola Estadual Piquirivaí. Decreto nº.
3.037 de 09 de outubro de 1980.
       Em 1984 a escola foi reconhecida através da Resolução 7.419/84
(D.O.E.29/10/84). Foi um grande passo, pois findou a preocupação quanto à
validade da documentação para os alunos concluintes de 8ª série que ingressa
no 2º grau.
      Em 1987, em homenagem ao Professor Jaelson Biácio (Professor de
Língua Portuguesa e Advogado), que morreu em um grave acidente de carro, a
escola passa a chamar-se Escola Estadual Professor Jaelson Biácio – EPG.
       Com a autorização de funcionamento do 2º grau, em 1993 – Resolução
179/93 (D.O.E. 06/04/1993) passa a denominar–se Colégio Estadual Professor
Jaelson Biácio – EPSG.
       Em 1998 a Secretaria de Estado da Educação reconhece o Curso de
2ºgrau, Resolução 55/98.
       Com a implantação do Ensino Médio em 1999, passa a denominar-se:
Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – Ensino Fundamental.
       O prédio que utilizamos pertence ao Município de Campo Mourão onde
são atendidos alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental (1ª à 4ª série)
a cargo do Município, e de (5ª à 8ª séries e Ensino Médio), a cargo do Estado.



10.1 – Localização e Vizinhança

         O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – Ensino Fundamental e
Médio, localiza-se a Rua Duque de Caxias, nº 65, fone/fax (44) 3572-1158 -
Distrito de Piquirivaí a 20 quilômetros da cidade de Campo Mourão, na Região
Noroeste do Estado do Paraná. O colégio confronta-se com casas residenciais
e o Cartório de Registro Civil Gideon. Na sua lateral esquerda com Avenida
Principal Elias Simão, casas residenciais e uma mercearia, ao lado direito da
escola temos a Rua Padre Anchieta e a Rodovia BR 369 e aos fundos da
escola o Estádio Municipal Horácio Amaral.
         Na comunidade, próxima a escola, encontra-se a Igreja Católica Nossa
Senhora da Conceição, como também um Posto de Saúde que atende a nossa
população.
        O prédio que utilizamos para o Ensino Fundamental e Médio pertence ao
município de Campo Mourão é compartilhado pela Escola Municipal Narciso
Simão.


                                     18
10.2 – Segurança da Escola

       A segurança do Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – Ensino
Fundamental e Médio é boa, isto porque é cercada com muros altos, há três
portões que permanecem fechados durante as aulas para garantir a segurança
de nossos alunos e assim evitar a invasão de pessoas estranhas nas
dependências da escola.
       As paredes são de alvenaria, em bom estado de conservação,
iluminação e higiene. O teto é coberto com folhas de amianto e forrado em
madeira. No período noturno, a segurança é realizada pelo guarda plantonista
da escola municipal a qual funciona no mesmo prédio.


10.3 – Área da Escola

- Área total do terreno: 6.048 m2
- Área construída: 957 m2
- Área livre: 5.091 m2
        A área livre está ornamentada com jardins, árvores, gramado e uma
área destinada à horta escolar.
       No espaço construído temos uma quadra de esporte com cobertura em
zinco e com paredes de alvenaria. A obra ainda necessita de alguns
acabamentos como arquibancadas e banheiros. A mesma é o lugar predileto
para os alunos que praticam Educação Física, jogos, brincadeiras e atividades
extraclasse.


10.4 – Distribuição do Espaço Físico

        O Colégio possui uma cantina, sete salas de aula em alvenaria em bom
estado de conservação, laboratório de Física, Química e Biologia, sala de
informática compartilhada com a sala dos professores.
        O espaço físico da secretaria é subdividido em quatro espaços, sendo
utilizado pela direção, pedagogas e secretárias e um sanitário. Contamos
também com uma biblioteca, uma sala de aula e um depósito, os quais são
construídos em madeira com estado razoável de conservação. O salão usado
como refeitório, bem como a cozinha, é compartilhado pelo nosso colégio e pela
Escola Municipal Narciso Simão. Compartilhamos também, os sanitários
masculino e feminino, com cabines exclusivas e pias para uso dos alunos. Os
mesmos são de alvenaria e encontram-se em bom estado de conservação,
iluminação e higiene.


10.5 – Abastecimento de Água

       No Distrito de Piquirivaí, a origem da água vem de uma nascente (mina
de água), e de um poço artesiano, a qual é depositada em um reservatório,
posteriormente é tratada e distribuída à comunidade.
       A água que consumimos no Colégio é depositada em reservatório
próprio, para a utilização e necessidades das escolas. Contamos com dois

                                     19
bebedouros no pátio com cinco torneiras cada e um bebedouro refrigerado,
ambos em bom estado de conservação e higiene.

10.6 – Rede de Esgoto
       Não temos rede de esgoto no Distrito, por isso temos fossas sépticas,
onde são depositados todos os detritos do Estabelecimento de Ensino.


10.7 – Abastecimento de Energia Elétrica
       A energia elétrica utilizada na escola é fornecida pela COPEL
(Companhia Paranaense de Energia Elétrica). As instalações, na maioria são
embutidas, em bom estado de conservação e segurança para a população
estudantil.


10.8 – Coleta de Lixo
       A coleta do lixo da escola, como também da comunidade, é feita pelo
mesmo sistema de Campo Mourão (IGIELETRICA), onde é realizada através de
caminhões lixeiros, uma vez por semana. Também contamos com um agente
ambiental o qual recolhe o lixo reciclável semanalmente.




                                    20
11. OFERTAS DE CURSOS E TURMAS

        O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio - Ensino Fundamental e
Médio tem por finalidade atender o Ensino Fundamental de 5ª a 8ª e o Ensino
Médio, conforme disposto na Constituição Federal e Estadual e na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), e, é mantido pelo Governo
do Estado do Paraná.



11.1 – Turmas Atendidas
       O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio atende hoje o Ensino
Fundamental e Médio.

Ensino Fundamental
1 Turma de 5ª Série Matutino
1 Turma de 6ª Série Matutino
1 Turma de 7ª Série Matutino
1 Turma de 8ª Série Matutino

Ensino Médio
1 Turma de 1ª Série Noturno
1 Turma de 2ª Série Noturno
1 Turma de 3ª Série Noturno

Total de Alunos
Ensino Fundamental: 103 alunos
Ensino Médio: 62 alunos



11.2 – Organização de Turmas do Colégio Estadual Professor Jaelson
Biácio – Ensino Fundamental e Médio

       O Colégio oferece no período da manhã, Ensino Fundamental de 5ª a 8ª
séries com apenas uma turma de cada série. No período noturno há também
uma turma de cada série de 1º ao 3º ano do Ensino Médio.
        A organização do Colégio é a seguinte:
       a) no período da manhã, são oferecidas 24 aulas de 50 minutos,
perfazendo um total de vinte horas semanais e no final do ano letivo totalizarão
800 horas de trabalho efetivo em sala de aula.
       b) no período noturno, temos a mesma carga horária, computada às
oitocentas horas anuais.




                                      21
12. CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO

12.1 – Clientela: Alunos / Pais

        O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio, atende uma clientela cujo
nível socioeconômico apresenta uma minoria de filhos de fazendeiros, onde a
grande maioria é sitiantes, donos de chácaras e assalariados, os quais
possuem uma renda média baixa.
       Contamos com uma clientela, filhos de diaristas, arrendatários e
empregados de fazenda com baixa renda. Contamos com 80% de alunos
pertencentes à zona rural, necessitando de transporte escolar, conveniado
Estado / Município.
       A faixa etária dos alunos atendidos por este estabelecimento de ensino
varia de 10 a 33 anos de idade.
       Temos alunos casados que cursam o Ensino Médio, como também
deparamos com alunos fora da faixa etária cursando o Ensino Fundamental.
       As dificuldades que encontramos são relacionadas à indisciplina de
alguns alunos, isto porque, falta uma “melhor” estrutura familiar, sendo um dos
motivos, os pais terem que se ausentar o dia todo para trabalhar, não dando a
devida atenção às necessidades fundamentais do adolescente.
       A principal atividade praticada pelos nossos alunos é o futebol. A escola,
para muitos, é o único ponto de encontro para o entretenimento. Por esta razão,
há uma grande participação da comunidade nos eventos que a escola realiza.
       A maioria dos alunos gosta das atividades que a escola oferece, porém
muitos demonstram desinteresse pelos estudos, principalmente os
adolescentes.
       Somente uma pequena parcela dos alunos tem perspectivas de cursar
uma faculdade e continuar os estudos futuramente.
       Atualmente, pela necessidade e falta de emprego na zona rural, devido à
tecnologia avançada, as famílias estão migrando para as cidades ou outros
grandes centros em busca de melhoria de vida para seus filhos.
       Toda nossa comunidade, entre zona rural e urbana, é composta por
1.502 habitantes, segundo dados fornecidos pelo IBGE / 2000, sendo 512 na
área urbana e 990 na área rural.


12.2 – Professores, Funcionários, Direção e Pedagogos

       O Colégio Estadual Jaelson Biácio - Ensino Fundamental e Médio, conta
hoje, com uma equipe de 18 professores, sendo: 02 de Língua Portuguesa; 02
de Matemática; 01 Língua Inglesa; 01 de Filosofia; 01 de Arte; 01 de Educação
Física; 01 de Física; 01 de Química; 02 de História; 02 de Geografia, 01 de
Geografia do Paraná, 01 de Biologia, 01 de Ciência, 01 de Ensino Religioso;
uma Diretora com carga horária de 20 horas na direção e 20 horas de como
docente e 02 Professoras Pedagogas com carga horária de 20 horas semanais
cada.
       Também contamos com duas secretárias, uma com carga horária de 20
horas e outra com 40 horas semanais; uma bibliotecária com 40 horas e duas
auxiliares de serviços gerais, ambas com 40 horas semanais.

                                       22
13. MATERIAL

13.1 – Mobiliário
       A organização do mobiliário reflete a concepção educativa adotada pela
escola e pelos professores. Assim, numa sala de aula, a simples disposição do
mobiliário, pode facilitar ainda melhor o trabalho do professor para com os
alunos. Nessa organização o aluno deve assumir a responsabilidade da ordem,
do zelo e os cuidados com os bens públicos, dos quais faz uso. Quando o
espaço é tratado desta maneira, o bem público passa a ser objetivo de
aprendizagem, respeito e valorização, por parte do aluno.



13.2 – Recursos Tecnológicos e Equipamentos
        O mundo vive em acelerado desenvolvimento, em que a tecnologia está
presente direta ou indiretamente em atividades bastante comuns. A escola faz
parte do mundo e para cumprir suas funções de contribuir para a formação do
indivíduo que possa exercer plenamente a realidade, deve estar aberta e
incorporar novos hábitos, comportamentos, percepções e demanda.
       Atualmente é colocada à disposição da escola, uma série de recursos
tecnológicos e equipamentos, como: computador, televisão, parabólica,
videocassete, retroprojetor, mimeógrafo, aparelho de som, microscópio, DVD e
outros, mas o professor não pode deixar os recursos importantes que até hoje
fazem parte do seu dia-a-dia como o giz, lousa, ilustrações, mapas, globos
terrestres, discos, livros, dicionários e outros.



13.3 – Recursos Didáticos
       Os recursos didáticos desempenham um papel importante no processo
de ensino aprendizagem, desde que se tenha clareza das possibilidades e dos
limites que cada um deles apresenta, e de como eles podem ser inseridos
numa proposta global de trabalho.
        Quando a seleção de recursos didáticos é feita pelo grupo de
professores, pedagogos e diretor da escola, cria-se uma oportunidade de
potencializar o seu uso e escolher, dentre a vasta gama de recursos didáticos
existentes, os quais são os mais adequados à sua proposta de trabalho
pedagógico.
       Dentre os diferentes recursos, os livros, ainda hoje são um dos materiais
de mais forte influência na prática do ensino brasileiro.




                                      23
14. RECURSOS HUMANOS

                   Pessoal Técnico, Docente e Administrativo
                                   TÉCNICO
             NOME                  FUNÇÃO          CARGA       VÍNCULO
                                                  HORÁRIA
Marli Vieira da Silva               Diretora        20          QPM
Marisa Zanella Castelli          Profª Pedagoga      20         QPM
Neir da Silva Silvério           Profª Pedagoga      20         QPM
                                  DOCENTE
                                                   CARGA
             NOME                  FUNÇÃO                      VÍNCULO
                                                  HORÁRIA
Ana Lúcia Kozan                    Professora       07          TF57
Ana Makohim Kozeliski              Professora        04         SCO2
Antônia Elizabeth de Lima          Professora        15         TF57
Danielle Miranda de Morais         Professora        07         PEPR
Délia de Matos Durant              Professora        12         SCO2
Flávia C. Praxedes Santili         Professora        07         SCO2
João Carlos Rosetto                Professor         07         SCO2
José Carlos da Silva               Professor         05         SCO2
Josimeri N. da Silva Chrun         Professora        07         SCO2
Karina Casanova                    Professora        20         QPM
Lucimara A. de Lima Batista        Professora        16         QPM
Lucivânia Aparecida Balsari        Professora        16         TF57
Marli Vieira da Silva              Professora        15         SCO2
Maurílio Santos                    Professor         15         TF57
Melissa M Akiama Matsumoto         Professora        14         REPR
Paulo César da Costa               Professora        16         QPM
Sandro Pereira da Silva            Professor         12         SCO2
Susi Ani Pelissari Versari         Professora        15         PEPR
                              ADMINISTRATIVO
                                                  CARGA
             NOME                  FUNÇÃO                      VÍNCULO
                                                  HORÁRIA

                                    24
Luzinete Aparecida da Silva       Secretária      40      CLAD
Maria Julia Pelissari Oliveira       Téc.         40      PEAD
Angela M. C. Ferreira Ribeiro    Administrativo
                                    Téc.          20      PEAD
                      AUXILIAR Administrativo GERAIS
                               DE SERVIÇOS
                                                CARGA
            NOME                 FUNÇÃO                  VÍNCULO
                                               HORÁRIA
Idalina Mendes da Silva        Aux. de Serv.      40      CLAD
Etelvina Vian Giacomolli         Aux. de Serv.    40      CLAD




                                    25
                        MARCO SITUACIONAL

15. DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO
ESTADO, DO MUNICÍPIO E DA ESCOLA
         A Educação Básica tem por objetivo a formação do cidadão,
indispensável à participação e democratização da sociedade, diminuindo as
desigualdades sociais.
         A Educação Básica no Brasil é composta por três etapas: educação
infantil (que atende hoje cerca de cinco milhões de crianças de 0 a 6 anos, em
creches ou pré-escolas, geralmente mantidas pelo poder municipal); ensino
fundamental (que atende cerca de 36 milhões de alunos de 7 a 14 anos, tem
caráter obrigatório, é público, gratuito e oferecido de forma compartilhada pelos
poderes municipal e estadual) e ensino médio (que atende cerca de 7 milhões
de jovens de 15 a 17 anos e é oferecido basicamente pelo poder estadual).
          No Brasil, existe um contingente ainda expressivo, embora
decrescente, de jovens e adultos com pouca ou nenhuma escolaridade, o que
faz da Educação de Jovens e Adultos um programa especial que visa dar
oportunidades educacionais apropriadas aos brasileiros que não tiveram acesso
ao ensino fundamental na idade própria, cujo atendimento representa,
aproximadamente, três milhões de alunos.
         No que se refere às comunidades indígenas, a Constituição garante-
lhes o direito de utilizar suas línguas maternas e processos próprios de
aprendizagem, o que se justifica pela existência de cerca de 1.600 escolas
indígenas, que hoje possuem cerca de 80 mil alunos índios.
          Apesar do grandioso número de alunos, mais de 50 milhões, o grande
desafio da educação brasileira, que está sendo enfrentado hoje, não é mais a
oferta de vagas, mas sim a necessidade de construir escolas onde se aprenda
mais e melhor.
         Relativamente à questão curricular e à qualidade da educação, pode-se
dizer que currículos compreendem a expressão dos conhecimentos e valores
que uma sociedade considera que devem fazer parte do percurso educativo de
suas crianças e jovens. Eles são traduzidos nos objetivos que se deseja atingir,
nos conteúdos considerados os mais adequados para promovê-los, nas
metodologias adotadas e nas formas de avaliar o trabalho desenvolvido. A
definição de quais são esses conhecimentos e valores vem sendo modificada
nos últimos anos, devido às demandas criadas pelas transformações na
organização da produção e do trabalho e pela conjuntura de redemocratização
do país. Portanto, a meta de melhoria da qualidade da educação impôs o
enfrentamento da questão curricular como aquilo que deve nortear as ações
das escolas, dando vida e significado ao seu projeto educativo sempre voltado
a atender as diversidades.
        Era preciso, portanto construir referências nacionais para impulsionar
mudanças na formação dos alunos, no sentido de enfrentar antigos problemas
da educação brasileira e os novos desafios colocados pela conjuntura mundial
e pelas novas características da sociedade como a urbanização crescente. Por
outro lado, essas referências precisavam indicar pontos comuns do processo

                                       26
educativo em todas as regiões e, ao mesmo tempo, respeitar as diversidades
regionais, culturais e políticas existentes.
         Em todo o mundo, o desempenho da educação / escolaridade depende,
em parte, das características da escola, dos professores, do ensino que os
alunos recebem, das condições de vida e características das famílias. Há uma
interdependência entre o processo educativo e o desenvolvimento social de um
país. O desenvolvimento social implica na qualidade de vida para a população,
independentemente do desenvolvimento econômico. O país pode ser uma
grande economia e não ser desenvolvido socialmente. Nesse caso, sua
população não desfruta dos direitos que deveriam ser assegurados pelo
Estado, como saúde, moradia, transporte, segurança e educação. Temos uma
economia consolidada, mas contraditoriamente existem milhões de miseráveis,
desprovidos de políticas públicas sociais, resultados da absurda concentração
de renda no país.
        Essa realidade se reflete nos índices de escolaridade verificada na rede
pública, conforme dados do MEC:
 14,9 milhões de brasileiros, com 15 anos ou mais são analfabetos. E 33
    milhões não sabem ler, embora tenham sido formalmente alfabetizados;
 4,3 milhões de crianças entre 4 e 14 anos e 2 milhões de jovens entre 15 e
    17 anos estão fora da escola;
 28% da população com 11 anos ou mais não completam a 4ª série;
 59% dos alunos da 4ª série não sabem ler adequadamente;
 52% dos alunos de 4ª série não dominam habilidades elementares da
    Matemática;
 entre 31 países investigados, o Brasil ficou em último lugar na média de
    desempenho em Matemática;
 somente 42% da população com 15 anos ou mais completam a 8ª série;
 1,4 milhões de crianças, entre 10 e 17 anos, estão trabalhando no lugar de
    estudar e mais 4,8 milhões são obrigados a trabalhar e estudar ao mesmo
    tempo.
           Esses dados persistiram mesmo com as políticas educacionais
adotadas nos últimos 8 anos do governo federal, quando foi desenvolvida uma
reforma educacional nos diferentes níveis de ensino, especialmente na
educação básica. A reforma compreendeu não apenas Diretrizes e Parâmetros
Curriculares Nacionais, mas também mudanças na forma de gestão, na
formação de professores, no estabelecimento de sistemas de avaliação
centralizada nos resultados, de programas de educação à distância e de
distribuição do livro didático para o nível fundamental, bem como mudanças na
forma de financiamento da educação.
          Como a reforma foi prescrita, sem envolver os grupos que atuam nas
bases educacionais, não chegou a se solidificar por não atender ao
desenvolvimento social necessário à população marginalizada e excluída.
          As políticas educacionais até então adotadas, induziram os Sistemas
Estaduais à municipalização e à nuclearização do ensino.
          O Paraná, um dos pioneiros a assumir as reformas propostas pelo
governo federal, induziu a que os municípios se responsabilizassem pelo ensino
de 1ª a 4ª série. Por outro lado, os municípios não dispunham de infra-estrutura
suficiente para dar suporte a uma educação de qualidade. A proposta de
municipalização inclui, como medida administrativa de economia, a


                                      27
nuclearização das escolas. Isso descaracterizou as comunidades rurais
estimulando a migração, da população do campo para a cidade.
           Como a reforma educacional, priorizou pela centralidade de currículo
utilizando-se de Parâmetros Curriculares Nacionais, esta não atendeu as
especificidades do Paraná.
           Quanto mais se falou em qualidade de ensino, mais fragilizaram as
aprendizagens, mais se perdeu a qualidade cognitiva. As novidades
organizacionais, curriculares e pedagógicas não atenderam aos objetivos
prioritários da escola. Conforme exposto pelas pesquisas, essa realidade é
devido a um conjunto complexo de fatores a serem considerados desde as
condições de trabalho, a formação e remuneração dos professores, a difusão
de teorias e práticas pedagógicas com precário vínculo frente às necessidades
e demandas da realidade escolar e a flexibilização das práticas avaliativas. Ao
invés de solucionar estas questões, comprovaram-se resultados totalmente
insatisfatórios como pudemos observar acima.
         E quanto à realidade educacional em nosso município, houve uma
grande evolução em termos de atendimento a nova política educacional
conforme segue:
         O Município de Campo Mourão possui na Rede Estadual 15
estabelecimentos de ensino que atendem o Ensino Fundamental de 5ª a 8ª
série. Destes, uma unidade de ensino está localizada na zona rural e funciona
em regime de colaboração com o Município e na Rede Municipal são cinco
estabelecimentos.
         Na Rede privada, o Município conta com seis unidades que ofertam de
1ª a 8ª, num total de 13.772 alunos matriculados.
         Esta modalidade de ensino é organizada em oito anos com atendimento
em regime de seriação e em tempo parcial. O ano letivo é distribuído em 200
dias de trabalho efetivo com os alunos, totalizando 800 horas anuais conforme
a legislação.
          No que se refere ao Ensino Médio, nosso Município conta com três
estabelecimentos na Rede Privada, quatorze na Rede Estadual e um na Rede
Federal, num total de 4.864 alunos matriculados.
          Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(I.B.G.E.), em 2000, a população entre 15 a 17 anos, no município de Campo
Mourão era de 4.424 jovens, sendo que destes, 79,5% freqüentavam a escola.
Em 2001 a 2005, houve aumento na oferta, suprindo a demanda de 4.864
jovens que freqüentam o Ensino Médio.
         Quanto aos alunos com Necessidades Educacionais e Especiais, os
Estabelecimentos de Ensino de Campo Mourão vem ampliando seu
atendimento através da implantação de Salas de Recursos; Classes Especiais;
Centros de Atendimento Especializado para Deficientes Visuais e Auditivos;
Escola Especial para Surdos com Instrutor de LIBRAS (Língua Brasileira de
Sinais) a alunos surdos, professores e comunidade; Professores Intérpretes de
LIBRAS no Ensino Regular; Programas de Iniciação Profissional, Equoterapia,
entre outros, em Escola Especial; cabines telefônicas adaptadas para
deficientes físicos e surdos. Ainda contam com rampas de acesso, corrimões e
banheiros adaptados nos Centros Municipais de Educação Infantil, e, em alguns
Estabelecimentos de Ensino Fundamental, Médio e Superior.
         Estes atendimentos especializados são realizados por profissionais com
formação na área específica, e assim, como no ensino regular, esses

                                      28
professores participam de formação continuada em Educação Especial para
melhor atender os educandos com necessidades especiais, tendo como
pressuposto os direitos humanos.
        No Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio, no ano de 2000, o
Ensino Fundamental de 5ª a 8ª série contava com 180 alunos, atualmente conta
com 120. No Ensino Médio em 2000, foram matriculados 102 e atualmente
conta apenas com 65 alunos matriculados.
        As possíveis causas dessa diminuição do número de alunos se devem
ao grande número de latifundiários que se instalaram nesta região, fazendo
com que os pequenos proprietários vendessem suas terras, imigrando para os
grandes centros, provocando assim o êxodo rural, também se levando em
consideração o controle de natalidade reduzindo o número de filhos nas
famílias.
        Conscientes desta problemática, nossa escola está trabalhando no
intuito de resgatar a importância de fixar o homem do campo, mostrando-lhe
alternativas de produzir e sobreviver numa pequena propriedade auto-
sustentável, através de projetos de pesquisa, palestras, filmes, feiras e
experimentos.




15.1– Levantamento de dados da nossa realidade Educacional,
Social e Econômica

15.1.1 – Pesquisa realizada com 81 alunos do Colégio Estadual
Professor Jaelson Biácio – Ensino Fundamental

1 - Você gosta da escola na qual estuda?
-Sim                                                          72    89,0%

Por quê?
-Bons professores, direção e funcionários                     37    45,7%
-Bons amigos                                                  18    22,2%
-Escola organizada, limpa e legal                             10    12,3%
-Escola tranqüila, não têm violência                          16    19,8%

-Não                                                          09    11,0%

2 - Como você avalia a sua escola?
Pontos Positivos (maior índice de respostas)
-Bons professores                                            20     24,7%
-Boa direção                                                 16     19,8%
-Bons funcionários                                           16     19,8%
                                      29
-Boa merenda                                                15   18,5%
-Atividades esportivas na quadra                            14   17,2%


Pontos negativos (maior índice de respostas)
-Não responderam                                            33    40,7%
-Quadra de esportes ruim                                    20    24,8%
-Sala de aula da 8ª série ruim                              15   ¨18,5%
-Má explicação de alguns professores                        13    16,0%


3 - Para você como seria uma aula ideal?
-Aprendendo de forma divertida                              22    27,0%
-Professores legais que sabem explicar a matéria            20    24,8%
-Maior participação dos alunos                              15    18,6%
-Aulas ao ar livre                                          14    17,2%
-Com vídeos para ajudar nos conteúdos expostos              10    12,4%


4 - Como você gostaria de ser avaliado em sala de aula?
-Através de trabalhos, no dia-a-dia                         30    37,0%
-Como está hoje                                             20    24,8%
-Conceito participativo                                     18    22,2%
-Avaliações em grupo ou dupla                               07     8,6%
-Mais tarefas para casa e menos atividades em sala          06     7,4%


5 - Quais as atividades extraclasse que deveriam ocorrer na escola?
-Esportes                                                   25    30,9%
-Aulas Práticas                                             18    22,2%
-Excursões                                                  12    14,9%
-Vídeos                                                     10    12,3%
-Teatro                                                     10    12,3%
-Filmes                                                     06     7,4%

6 - De que maneira você poderá contribuir para o enriquecimento das
aulas?
-Demonstrando bom comportamento                             25    30,9%
-Colaborando com os professores                             20    24,7%
                                                                   ,0%
-Participação dos alunos                                    20    24,7%
-Com sugestões e opiniões                                   16    19,7%



                                       30
7 - Para que você está estudando?
-Para ter um futuro melhor e brilhante                      25   30,9 %
-Ter um bom trabalho, com bom salário                       23   28,5%
-Ser “alguém” na vida                                       14   17,3%
-Adquirir conhecimento                                      14   17,3%
-Preparação para o vestibular                               05    6,0%


8 – O que você espera para o futuro?
-Educação de qualidade                                      25   30,9 %
-Ver o mundo melhor                                         21   25,9%
-Oportunidade de bons empregos                              20   24,7%
-Expectativa de passar no vestibular                        15   18,5%

9 – Você tem incentivo da família para estudar?
-Sim                                                        50   61,8%
-Ás vezes                                                   31   38,2%

10 – Seus pais ou responsáveis participam das atividades e eventos que a
escola promove?
-Sim                                                        50   62,0%
-Às vezes                                                   23   28,0%
-Não                                                        08   10,0%




15.1.2 – Pesquisa realizada com 48 alunos do Colégio Estadual
Professor Jaelson Biácio – Ensino Médio
1 – Você gosta da escola na qual estuda?
Sim                                                         43   89,6 %

Por quê?
-Aqui temos tudo o que precisamos para aprender (recursos   10   23.3 %
humanos e materiais)
-Não têm violência igual a outras escolas                   10   23,3 %
-Direção e equipe pedagógica empenhada em suas funções      08   18,6 %
-Têm vários eventos e atividades extracurriculares          05   11,6 %
-Há um bom entrosamento entre alunos e direção              05   11,6 %
-Tem bons professores                                       05   11,6 %



                                       31
Não                                                                 05    10,4 %
Por quê?
-Regras muito rígidas                                               02   40,0 %
-Há muita falta de professores, prejudicando os conteúdos           02   40,0 %
-Não gosto de estudar                                               01   20,0 %


2 – Como você avalia sua escola?
Pontos Positivos
-Professores e direção empenhados em suas funções                   15    31,3 %
-Não responderam                                                    08    16,7 %
-Escola bem estruturada                                             05    10,4 %
-Poucos alunos por sala, escola calma e tranqüila                   05    10,4 %
-Escola participativa, preocupada com os alunos                     05    10,4 %
-As aulas de Educação Física (dinâmicas)                            03    6,2 %
-Alguns bons professores                                            03    6,2 %
-Refeitório com bons lanches                                        02    4,2 %
-Oportunidade de participação da comunidade nos eventos             02    4,2 %

Pontos Negativos
-Não responderam                                                    30    62,6 %
-Excesso de rigidez na escola (professores e direção)               07    14,7 %
-Pouco empenho de alguns professores com excesso de faltas          06    12,5 %
-Proteção para com alguns alunos                                    02    4,2 %
-Falta de novas tecnologias nos laboratório                         01    2,0 %
-Falta de respeito para com os colegas                              01    2,0 %
-Poucos funcionários (serviços gerais)                              01    2,0 %

3 – Para você, como seria uma aula ideal?
-Não responderam                                                    13   27,0 %
-Aulas mais criativas e conteúdos melhor explicados                 13   27,0 %
-Aulas diferentes, diversificar teoria x prática, com explicações
mais claras, dinâmicas (atividades no laboratório, textos ao ar     12   25,0 %
livre, música, vídeo, DVD)
-Onde todos os alunos tivessem interesse em aprender                06   12,6 %
-Houvesse maior entrosamento e respeito entre professor /           04    8,4 %
aluno

4 – Como você gostaria de ser avaliado em sala de aula?
-Através de trabalhos, provas e participação, levando em conta      20    41,7 %
minha capacidade e dificuldades
-Não responderam                                                    11    23,0 %
-Pelo esforço e interesse pelos conteúdos e atividades              08    16,7 %
extraclasse
-Trabalhos diversificados e criativos                               05    10,4 %

                                        32
-Avaliações bem diversificadas e com intervalos curtos, com 03           6,2 %
gabarito, debates e outros
-Pelo meu exemplo, humildade e caráter                      01           2,0 %

5 – Quais as atividades extraclasse que deveriam ocorrer na escola?
-Atividades esportivas interclasse (torneios), gincanas,            21   43,7 %
informática, artesanato, culinária, basquete, vôlei, etc.
-Viagens, passeios em feiras, aulas que motivem os alunos,          14   29,2 %
atividades ao ar livre
-Aulas de violão, vídeo, axé, fank, teatro, dança                   04   8,3 %
-Não responderam                                                    04   8,3 %
-As atividades extraclasse não deveriam ocorrer durante o           02   4,2 %
período de aula
-Atividades que a comunidade pudesse participar mais                02   4,2 %
-Palestras sobre auto-estima, sucesso, espiritualidade e outros     01   2,1 %

6 – De que maneira você poderá contribuir para o enriquecimento das
aulas?
-Com novas idéias, questionamentos, participando das aulas e        15   31,3 %
nas atividades
-Prestando atenção e demonstrando mais interesse                    15   31,3 %
-Sugerindo novas idéias aos professores e direção / dialogando      09   18,7 %
-Não responderam                                                    09   18,7 %

7 – Para que você está estudando?
-Para ser feliz, ter um futuro melhor e ser um ótimo profissional   28   58,3 %
-Para ter um bom emprego e dar uma vida melhor a minha              07   14,6 %
família
-Para formar-me, fazer uma faculdade e ter uma profissão            06   12,5 %
-Para enriquecer meus conhecimentos                                 05   10,4 %
-Para construir uma vida digna e ser independente                   02   4,2 %
financeiramente

8 – O que você espera para o futuro?
-Fazer uma faculdade e ser um bom profissional            14             29,1 %
-Conquistar um bom emprego                                09             18,8 %
-Crescer e ser uma pessoa muito importante, com sucesso e 09             18,8 %
sabedoria
-Não responderam                                          07             14,6 %
-Que seja melhor que o presente                           05             10,4 %
-Especializar-me em uma determinada área                  04             8,3 %

9 – Você tem incentivo da família para estudar?
Sim                                    44                       91,7 %
Não                                     0                        0%
Às Vezes                               04                       8,3 %
                                        33
10 – Seus pais ou responsáveis participam das atividades e eventos que a
escola promove?
Sim                                  20                      41,70 %
Às Vezes                             20                      41,70 %
Não                                  08                      16.60 %



15.1.3 – Pesquisa realizada com 18 professores do Colégio
Estadual Professor Jaelson Biácio - Ensino Fundamental e
Médio
1 – Que tipo de alunos queremos formar?
-Cidadãos conscientes, críticos, participativos, dinâmicos para 11     61,1 %
bem atuar na comunidade (transformar sua realidade)
-Alunos formadores de opinião, conscientes de seus deveres 05          27,8 %
como cidadãos
-Alunos que sejam capazes de agir e interagir em sociedade      02     11,1 %

Para qual sociedade?
-Uma sociedade mais justa, humana e que busque as
transformações, participando da vida política do país, sabendo 09      50,0 %
escolher seus representes com sabedoria
-Mais justa e igualitária com menor imposição da classe 05             27,8 %
dominante
-A que temos e na qual o aluno está inserido, ou seja, 04              22,2 %
competitiva

2 – Você se sente realizado com seu desempenho? O que poderia
melhorar?
-Sim, porém deveria haver uma participação maior da família    06      33,3 %
na escola e maior interesse dos alunos, objetivando sua
formação
-Sim, é possível crescer sempre, buscando novos meios para     06      33,3 %
melhorar nosso trabalho
-Não, gostaria de ter mais subsídios, material didático,       03      16,7 %
estrutura física, outros
-Em partes, necessitando de mais tempo para pesquisas          03      16,7 %

3 – Que experiências queremos que os nossos alunos vivenciem no dia a
dia na nossa escola?
-Experiências que os levem a refletir sobre suas práticas
sociais, culturais, políticas e econômicas p/ que sejam capazes 05     27,8 %
de mudar sua realidade, visando uma transformação social
-Experiências que os possa ajudar em seu futuro pessoal e 04           22,2 %
profissional, que os preparem para viver no mundo do trabalho

                                      34
valorizando-se e o próximo
-Procurar significados, entender e aplicar valores morais,        03    16,7 %
responsabilidade, respeito, disciplina e amizades
-Experiência da construção do conhecimento que é a função da      03    16,7 %
escola
-A realidade da sociedade em que vive                             02    11,1 %
-A vivência escolar, nos seus aspectos positivos fazendo com      01    5,5 %
que o educando se interesse mais pelas aulas, pelos eventos
por tudo que a escola promove em prol do aluno


4 – Quais conceitos básicos são necessários, para preparar o educando
ao pleno exercício da cidadania?
-Respeito, responsabilidade, liberdade de expressão e justiça     04    22,2 %
para formar um cidadão
-Formar conceitos que possam auxiliá-los no dia-a-dia e torná-
los cidadãos críticos e capazes de lutar por mudanças pessoais    04    22,2 %
e da sociedade
-Desenvolver os valores morais, éticos e religiosos, para que     04    22,2 %
tenham respeito por si próprios
-Criatividade, compromisso, uma prática pedagógica onde o          03   16,7 %
professor deverá auxiliar o aluno a assumir uma postura de
vida desenvolvendo seu potencial intelectual
-Ser consciente da sua função como aluno, tendo respeito por      02    11,1 %
si e pelos demais
-O aluno deverá estar preparado para enfrentar os desafios do     01    5,6 %
dia a dia

5 – Quais as dificuldades que você encontra em sua prática diária?
-Escassez de recursos físicos e pedagógicos                        08   44,5 %
-Falta de interesse, participação e baixo auto-estima do aluno     06   33,3 %
-Sistema de ensino injusto, falta de respeito pelo profissional da 04   22,2 %
educação

6 – Na prática pedagógica diária, você encontra apoio da Direção e Equipe
Pedagógica?
-Sim                                                         09         50,0 %
-Sim, dentro das possibilidades, a equipe sempre apóia       06         33,3 %
-Sim, é possível manter um relacionamento construtivo Quando
temos compromisso com o nosso trabalho. Tenho encontrado 03             16,7 %
apoio didático e companheirismo

7 – Em nossa escola, que mudanças deveriam ocorrer para melhorá-la
ainda mais?
-Promover projetos interdisciplinares para aproximar mais os 06         33,3 %
alunos e com outras escolas
-Em atividades extraclasse que envolvam todos os alunos,
                                        35
melhorando a convivência entre as turmas e trazendo a 05               27,8 %
comunidade para debater os problemas
-Melhorar a estrutura física                          04               22,2 %
-Nossa escola está bem                                03               16,7 %

Qual sua participação? Dê exemplos:
-Projetos “dia dos namorados”, folclore, reuniões, palestras, campanhas,
gincanas e outras atividades extracurriculares.

8 – Como termos uma escola mais democrática?
-Realizando periodicamente reuniões pedagógicas entre
professores, direção e equipe pedagógica, alunos, pais e 09            50,0 %
comunidade local, analisando as diferentes opiniões
-É necessária a participação de profissionais e educandos
numa parceria constante, efetiva, consciente e responsável, 09         50,0 %
discutindo seus problemas

9 – O que poderia ser feito, para que se efetive o ensino-aprendizagem
baseado no concreto, unindo teoria e prática?
-Realizar aulas práticas (laboratório), atividades, estudos
bibliográficos, projetos interdisciplinares, pesquisas para que o 09   50,0 %
aluno tenha uma participação mais ativa e construir seu
conhecimento
-Os conteúdos devem ser de acordo com a realidade dos 09               50,0 %
educandos

10 – Como você poderia trabalhar seus conteúdos programáticos em
aulas extracurriculares?
-De forma interdisciplinar. Por meio de projetos, pesquisa de
campo, palestras, visita a museus, laboratórios, leitura de 10         55,6 %
textos complementares, notícias de jornais, TV, internet, etc.
-Através de situações concretas para fixação de conteúdos, 08          44,4 %
reportagens com temas polêmicos, entre outros

11 – Dentro de sua prática pedagógica, seus alunos têm apresentado
resultados positivos na apreensão dos conteúdos dados?
-Sim, de forma gradativa                                       08      44,4 %
-Nem sempre, devido à falta de interesse e participação        07      38,9 %
-Depende do anseio do aluno, da base familiar, de sua vivência 03      16,7 %
na sociedade

12 – O que significa construir o Projeto Político Pedagógico como prática
social coletiva?
-Todos participando estaremos mais comprometidos com quem 09
faz parte da escola. Ela precisa mudar e nós fazemos parte             50,0 %

                                       36
desta mudança
-Ouvindo todas as opiniões (alunos, professores, equipe 06
pedagógica, funcionários, direção e comunidade), visando o    33,3 %
mesmo fim, a aprendizagem
-Construir uma escola mais real enquanto modificada pela 03   16,7 %
sociedade




15.1.4 – Pesquisa Sócio-Econômica / 62 Famílias
1 – Há quanto tempo reside nesta comunidade?
-11 a 19 anos                                           13    21,0 %
-Entre 20 e 30 anos                                     13    21,0 %
-Mais de 30 anos                                        13    21,0 %
-5/6 anos                                               06    9,7 %
-9 a 10 anos                                            06    9,7 %
-0/2 anos                                               04    6,4 %
-7/8 anos                                               04    6,4 %
-3 a 4 anos                                             03    4,8 %

2 – Sua família reside:
-Zona Rural                                             37    59,7 %
-Zona Urbana                                            25    40,3 %

Onde morava anteriormente:
-Zona Rural                                             46    74,2 %
-Zona Urbana                                            16    25,8 %

3 – Qual o motivo que escolheu esta comunidade para morar?
-Local tranqüilo para se viver                          26    42,0 %
-Bom local para trabalhar e produzir                    15    24,2 %
-Por ser uma região produtiva e fácil acesso à cidade   07    11,3 %
-Não responderam                                        06    9,7 %
-Antiga propriedade dos pais                            02    3,2 %
-Mais próximo de recursos                               02    3,2 %
-Facilidade para os filhos estudarem                    01    1,6 %
-Nasci aqui e minha família toda mora aqui              01    1,6 %
-Porque comprei terras neste local                      01    1,6 %
-Por motivo de casamento                                01    1,6 %

4 – Tipo de casa em que mora?
-Madeira                                                33    53,3 %
-Mista                                                  23    37,1%
-Barraco                                                03    4,8 %
-Não responderam                                        03    4,8 %

                                       37
Mora em casa:
-Própria                                                34    54,9 %
-Cedida                                                 20    32,3 %
-Alugada                                                03    4,8 %
-Financiada                                             02    3,2 %
-Não responderam                                        02    3,2 %
-Outros                                                 01    1,6 %

5 – Abastecimento de água:
-Poço                                                   23    37,1 %
-Rede Pública                                           20    32,2 %
-Mina                                                   15    24,2 %
-Não respondeu                                          04    6,5 %

6 – A iluminação de sua casa é:
-Rede Elétrica                                          62    100 %

7 – Sistema de esgoto:
-Fossa                                                  62    100 %

8 – Destino do lixo:
-Coletado                                               33    53,2 %
-Enterrado e / ou queimado                              23    37,1 %
-Reciclado                                              05    8,1 %
-Jogado em terreno baldio                               01    1,6 %

09 – Na sua casa têm horta?
-Sim                                                    52    83,9 %
-Não                                                    10    16,1 %

10 – Qual é a principal diversão da família?
-Passear nos finais de semana                           22    35,5 %
-Assistir televisão                                     13    21,0 %
-Jogar futebol                                          06    9,7 %
-Reunião com a família / amigos                         06    9,7 %
-Não responderam                                        06    9,7 %
-Churrasco com os amigos                                03    4,8 %
-Viajar                                                 02    3,2 %
-Pescar                                                 02    3,2 %
-Rodeio                                                 01    1,6 %
-Baile                                                  01    1,6 %

11 – Quantas pessoas há na família? 164 pessoas (média) = 2,64 pessoas
por família

                                     38
-Feminino                                                       91    55,5 %
-Masculino                                                      73    44,5 %

12 – Número de filhos: 92 filhos / Média = 1,48 filhos por família
 Qual a idade de seus filhos?
-Acima de 14 anos                                               68   73,9 %
-Entre 07 a 14 anos                                             15   16,3 %
-Menores de 07 anos                                             09   9,8 %

13 – Têm filhos menores de 14 anos sem estudar?
-Não                                                            36    58,1 %
-Não responderam                                                26    41,9 %

14 – Situação Conjugal:
-Casado                                                         30    48,4 %
-Não responderam                                                26    42,0 %
-Viúvo                                                          04    6,4 %
-Separado                                                       01    1,6 %
-Somente vivem juntos                                           01    1,6 %

15 – Quais os principais problemas que enfrentam na localidade em que
mora?
-Estradas rurais ruins                                          12    19,4 %
-Falta de asfalto                                               10    16,2 %
-Excesso de barro / poeira                                      08    12,9 %
-Desemprego                                                     08    12,9 %
-Não responderam                                                06    9,7 %
-Melhorar o atendimento médico no posto de saúde                04    6,5 %
-Nenhum                                                         03    4,8 %
-Falta de união / religião                                      03    4,8 %
-Falta de diversão                                              03    4,8 %
-Fofoca                                                         02    3,2 %
-Falta posto policial 24 horas                                  02    3,2 %
-Excesso de agrotóxicos                                         01    1,6 %

O que precisa ser feito para melhorar?
-Não responderam                                                48    77,5 %
-Uma melhor administração                                       04    6,5 %
-Geração de empregos                                            03    4,8 %
-Mais diversão                                                  02    3,2 %
-Mais médicos no posto de saúde                                 02    3,2 %
-Valorização da família                                         01    1,6 %
-Mais indústrias                                                01    1,6 %
-Mais indústrias                                                01    1,6 %



                                       39
16 – Número de pessoas que trabalham na família: 67 pessoas
-Não responderam                                                     26       38,8 %
-Autônomo                                                            17       25,4 %
-Empregado com carteira assinada                                     17       25,4 %
-Empregado sem carteira assinada                                     07       10,4 %

17 – Renda familiar (mensal)
-Não responderam                                                     25       40,3 %
-Não tem renda fixa                                                  13       21,0 %
-Até um salário mínimo                                               10       16,1 %
-Entre 01 a 03 salários                                              07       11,3 %
-Entre 03 e 06 salários                                              05       8,1 %
-Entre 06 e 10 salários                                              02       3,2 %

18 – Nível de escolaridade da família e profissão:
        Analfabeto   1ª a    5ª a    E.Médio    E.Médio   Superior Superior   Especiali-
                      4ª      8ª     Incompl.   Compl.    Incompl Completo     zação
                     série   série
  Pai        04       19    06      03        02       01       -  -
 Mãe         03       19    04      06        02        -      01 01
Filhos       02       08    12      36        14       04      01 02
  (as)
* A maioria dos pais freqüentou somente o Ensino Fundamental Incompleto
(1ª a 4ª séries).
* A maioria dos filhos cursou ou está cursando o Ensino Médio.

Profissões
-Estudante                                                           33        35,1 %
-Agricultor                                                          20        21,3 %
-Dona de casa                                                        19        20,2 %
-Autônomo                                                            03         3,2 %
-Tratorista                                                          02         2,1 %
-Professora                                                          02         2,1 %
-Motorista                                                           02         2,1 %
-Escriturário                                                        02         2,1 %
-Serviços gerais                                                     02         2,1 %
-Viajante                                                            02         2,1%
-Cabeleireira                                                        02         2,1%
-Assessor                                                            01         1,1 %
-Cozinheiro                                                          01         1,1 %
-Administrador                                                       01         1,1 %
-Secretária                                                          01         1,1 %
-Vigia                                                               01         1,1 %
Total de pessoas que responderam                                              94




                                           40
19 – O que você pensa a respeito da escola que seu (sua) filho(a) estuda?
-Não responderam                                              26     41,9 %
-Boa                                                          19     30,6 %
-Regular                                                      11     17,8 %
-Ótima                                                        05     8,1 %
-Ruim                                                         01     1,6 %

Sugestões para melhorar
-Não responderam                                                    44
-Aulas de informática / mais tecnologia                             03
-Maior participação dos pais                                        03
-Professores mais capacitados / mais assíduos                       02
-Mais organização e empenho de todos                                02
-Mais ajuda do governo                                              02
-Havendo mais diálogo entre os educadores                           02
-Aulas mais dinâmicas                                               02
-Mais cursos p/ professores e alunos / mais projetos                02

20 – Procura visitar a escola em que seu(s) filho(s) estuda(m)?
-Não responderam                                               26    41,9 %
-Ás vezes                                                      19    30,7 %
-Com freqüência                                                12    19,3 %
-Só quando é chamado                                           05    08,1 %

21 – O que o(a) senhor(a), enquanto responsável, espera da escola para
a formação de seu(sua) filho(a)?
-Preparação para o trabalho e para o futuro                   25    40,3 %
-Uma boa formação / conhecimento                              18    29,1 %
-Boa formação dos professores / direção                       10    16,1 %
-Não responderam                                              09    14,5 %

22 – Na sua opinião, qual a contribuição que os pais podem dar à escola
para melhorar a educação?
-Participando das atividades e decisões                       17    27,5 %
-Acompanhando e incentivando o aprendizado do(a)              15    24,1 %
filho(a)
-Participando de reuniões                                     14    22,6 %
-Visitar / ir à escola quando é chamado                       08    12,9 %
-Orientando melhor seu(s) filho(s) nas atividades escolares   08    12,9 %

23 – Além das disciplinas que seu(sua) filho(a) estuda, o que mais o(a)
senhor(a) gostaria que ele(ela) aprendesse?
-Informática                                                        27
-Línguas estrangeiras (espanhol, inglês, alemão e francês)          22
-Ensino religioso                                                   18

                                       41
-Dança / teatro / música / artesanato                            18
-Cursos profissionalizantes (primeiros socorros, secretariado,
eletrônica, artesanato, manicure, auxiliar de enfermagem,        16
administração, turismo, comércio, contabilidade)
-Esporte (futebol, basquete, voleibol, natação)                   08
-Política / cidadania                                             03
-Total                                                           112




                                       42
16. A ANÁLISE DAS CONTRADIÇÕES E CONFLITOS
PRESENTES NA PRÁTICA DOCENTE: REFLEXÃO
TEÓRICO - PRÁTICA
A Escola que temos e que queremos

       Nos últimos anos, a discussão da educação como um direito subjetivo
tem-se evidenciado em todo o mundo. A Declaração de Jomtien de Educação
para Todos (1990), da qual o Brasil é signatário, é um marco internacional e se
constitui numa referência ao colocar a política educacional, a política social e o
desenvolvimento como elementos fundamentais na construção de uma
sociedade democrática e justa.
       A educação é um direito social e não uma questão de mercado. A
educação enquanto organizadora e produtora da cultura se produz por meio de
relações mediadas pelo trabalho, entendendo trabalho como produção material
e cultural de existência humana. Para isso, a escola precisa investir em uma
interpretação da realidade que possibilite a construção de conhecimentos
potencializadores, de modelos de agricultura, de novas matrizes tecnológicas,
da produção econômica e de relações de trabalho e da vida a partir de
estratégias solidárias, que garantam a melhoria da qualidade de vida dos que
vivem no e do campo.
       A educação deve pensar o desenvolvimento levando em conta os
aspectos da diversidade, da situação histórica particular de cada comunidade,
os recursos disponíveis, as expectativas, os anseios e necessidades.
        O currículo precisa ser estruturado a partir de uma lógica de
desenvolvimento que privilegie o ser humano na sua integralidade,
possibilitando a construção de sua cidadania e inclusão social, colocando os
sujeitos do campo de volta ao processo produtivo com justiça, bem-estar social
e econômico.
       A educação para o desenvolvimento leva em conta a sustentabilidade
ambiental, agrícola, agrária, econômica, social, política, cultural, a equidade de
gênero, racial e étnica. Portanto, não são apenas os saberes construídos na
sala de aula, mas também aqueles construídos na produção, na família, na
convivência social, na cultura, no lazer e nos movimentos sociais. A sala de
aula é um espaço específico de sistematização, análise e de síntese das
aprendizagens se construindo assim, num local de encontro das diferenças,
pois é nelas que produzem novas formas de ver, estar e se relacionar com o
mundo.
        A educação, isoladamente, pode não resolver os problemas do campo e
da sociedade, mas é um dos caminhos para a promoção da inclusão social,
educacional e do desenvolvimento sustentável.
        Dentro desta realidade e com a mudança de concepção sinalizada na
Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional nº. 9.394/96, reflexo dos
movimentos internacionais pela inclusão social, aponta-se uma ressignificação
da inclusão educacional ampliando-se não apenas a sua abrangência - desde a
Educação Infantil até o Ensino Superior - bem como o público alvo a que se
destina: alunos com necessidades educacionais especiais.
         As necessidades especiais dos educandos são definidas pelos
problemas de desenvolvimento da aprendizagem apresentados pelos mesmos,

                                       43
em caráter temporário ou permanente, bem como pelos recursos e apoios que
a escola deverá proporcionar, objetivando a remoção das barreiras para a
aprendizagem, e compreendem:
-dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de
desenvolvimento;
-dificuldades de comunicação e sinalização;
-condutas típicas;
-superdotação / altas habilidades.
         A escola deve ser um espaço democrático, significativo e singular para
trabalhar com a diversidade humana, respeitando as limitações, percebendo as
potencialidades para a aprendizagem e considerando as especificidades de
cada educando, a favor da inclusão de todos. A inclusão, antes de ser
educacional é social, portanto, é uma conquista de toda a sociedade.
         Diante dessa realidade, pretendemos fazer com que todas as pessoas
que integram nossa comunidade escolar se mobilizem para a mudança da
concepção de educação especial tendo como pressuposto os direitos humanos.
         Nesse contexto, nossa escola está se organizando, para melhorar a
qualidade educacional e priorizando o atendimento de alunos com
necessidades educacionais especiais, onde na atual realidade, há urgência na
realização de adaptações e remoção de barreiras arquitetônicas como: rampas
de acesso, corrimões, banheiro adaptado, também necessidade de formação
continuada aos professores, equipe pedagógica e funcionários, salas de apoio
pedagógico especializado, entre outros.
          Em nosso colégio atendemos alunos limítrofes, condutas típicas como
transtorno do déficit de atenção e hiperatividade e outros distúrbios de
aprendizagem e comportamentais. Porém as adaptações curriculares e de
conteúdos, ainda não são suficientemente adequadas, mas estamos buscando
atender estas peculiaridades.
          A escola está se organizando para atender a todos, sejam educandos
com, ou sem, necessidades educacionais especiais, visando um trabalho mais
humano, dentro da diversidade, para isso, todos os profissionais que nela estão
inseridos, devem adequar-se às necessidades de seus alunos. A diversidade
deve ser respeitada, tendo em vista que todas as pessoas são diferentes e
aprendem em ritmos, formas e maneiras diferentes.
         O primeiro passo para que a escola se torne inclusiva, é a mudança de
mentalidade de toda a equipe nela inserida, o segundo passo é a remoção das
barreiras arquitetônicas, e o último passo são as adaptações de objetivos,
conteúdos, métodos de ensino, avaliação e temporalidade, para que o
educando adquira, dentro de suas limitações, sucesso na aprendizagem e a
turma toda se beneficie dessa adversidade, criando um ambiente acolhedor,
participativo e solidário. As salas de aula jamais serão homogêneas, por isso
cabe ao professor, diversificar sua metodologia e práticas pedagógicas, para
que todos tenham oportunidade de adquirir e aprimorar seus conhecimentos,
obtendo progressão nas diversas áreas sejam elas: acadêmicas, culturais,
sociais, afetivas, entre outras.




                                      44
                         MARCO CONCEITUAL

17. CONCEPÇÕES    DA   SOCIEDADE, HOMEM,
EDUCAÇÃO, CONHECIMENTO, ESCOLA, ENSINO –
APRENDIZAGEM E AVALIAÇÃO
17.1 – Sociedade
        Para a sociedade que queremos, faz-se necessário proporcionar ações
que contribuam para o pleno desenvolvimento do cidadão que vive no e campo,
viabilizando uma sociedade mais esclarecida, que tenha conhecimento do seu
processo histórico e compreenda que as relações que ocorrem entre os
indivíduos não são naturais, mas sim construídas historicamente. Uma
sociedade que busca construir oportunidades de participação efetiva, de
indivíduos que a compõe, com direitos e deveres. Ainda que gere o
conformismo, queremos construir uma sociedade em que vigore e valorize o ser
que respeita as diferenças individuais dos cidadãos.

17.2 – Homem
       O homem só pode existir efetivamente na exata medida em que vai se
relacionando com a natureza, através da prática social, e consigo mesmo, pelo
cultivo da própria subjetividade. Estas três dimensões atuam de maneira
integrada, interligada e complementar no processo real da vida das pessoas.
       Tornar viável a existência dos homens numa dada realidade histórica e
social, significa hoje construir a efetiva cidadania e garantir a todos os
indivíduos humanos, sem qualquer forma de discriminação, as condições para o
exercício pleno de todas estas três práticas, de modo que possa ser um
produtor e fruidor de bens naturais, sociais, e culturais na sociedade a qual vive.

17.3 – Educação
      Pretendemos uma educação voltada para transformação social, sendo
esta libertadora, crítica e humanitária, oportunizando ao educando um
conhecimento científico, político e cultural, visando formar um cidadão
consciente de seus direitos e deveres, preparando-o para a vida.
      Um indivíduo capaz de interagir com o outro e com o meio ambiente de
forma equilibrada, onde prevaleça o respeito e a dignidade humana.

17.4 – Conhecimento
        O conhecimento é construído através das relações de trabalho dos
homens.
        Esse conhecimento é influenciado pelo modo de produção, gerando uma
concepção de homem, ideologia, cultura e sociedade.
        Queremos para nossa escola, um conhecimento dinâmico com liberdade
na troca de experiências, que busque inovações, procurando sair das atividades
rotineiras, instigando o aluno a cursar, pôr em prática o conhecimento científico
mediado pela escola em seu ambiente de trabalho, seja ele no campo ou na

                                        45
cidade, adquirindo senso crítico e autonomia para tomar suas próprias
decisões.
       O conhecimento é percebido quando há manifestações de mudança de
atitude e comportamento, frente à situação vivida e a prática social. Portanto, o
conhecimento mediador, num processo ação-reflexão-acão simultaneamente,
possibilita a transformação social de um povo.


17.5 – Escola
        A escola é um local de desenvolvimento da consciência crítica da
realidade, é uma organização de prestação de serviços educacionais, lugar
para abrigar e mediar os projetos educacionais, como espaço, tempo, como
instância social, que sirva de base mediadora e articuladora, preocupando-se
com o domínio dos conhecimentos formais, os quais nosso educando possa
utilizar em seu dia-a-dia.
        Ao delinear o papel da instituição escolar, não se está buscando uma
uniformização dos estabelecimentos escolares, uma vez que cada escola tem
sua história, suas peculiaridades e sua identidade. O objetivo é identificar os
aspectos desejáveis e comuns a todas as escolas brasileiras responsáveis pela
educação dos indivíduos.
           A escola que estamos construindo deve ser um espaço acolhedor que
garanta o acesso, a permanência e os avanços efetivos na aprendizagem do
aluno. As diferenças individuais devem estar sempre presentes e a atenção à
diversidade deve ser o eixo norteador da inclusão educacional.


17.6 – Ensino-Aprendizagem
       Aprender é uma tarefa árdua, na qual se convive o tempo inteiro com o
que ainda não é conhecido. Para o sucesso do ensino-aprendizagem, é
fundamental que exista uma relação de confiança e respeito mútuo entre
professor e aluno, de maneira que a situação escolar possa dar conta de todas
as questões de ordem afetiva.
       Para que o ensino-aprendizagem possa acontecer, é necessário investir
em ações que potencializem a disponibilidade do aluno para a aprendizagem, o
que se traduz, por exemplo, no empenho em estabelecer relações entre seus
conhecimentos prévios sobre um assunto, adquiridos no campo, juntamente
com seus familiares e o que está sendo apreendido sistematicamente sobre ele
na escola. Essa disponibilidade exige ousadia para se buscar soluções e
experimentar novos caminhos visando transformar sua realidade, relacionando
teoria à prática.
       Os processos de ensino-aprendizagem adquirem um enfoque social e
chamam à discussão: o modo como devem ser entendidas as relações entre
desenvolvimento e aprendizagem, a importância da relação na qual vivem
nossos educandos, relação esta entre cultura e educação, o papel da ação
educativa ajustada às situações de aprendizagem e às características da
atividade mental construída pelo educando em cada momento da
aprendizagem.




                                       46
17.7 – Avaliação
       Avaliação consiste em atribuir aspectos relevantes de conhecimento e da
aprendizagem do aluno, visando uma tomada de decisão.
       A avaliação da aprendizagem orienta a situação didática que envolve o
educando e professor, com a pretensão de servir de base para a reflexão e
tomada de consciência sobre a prática educativa.
       A avaliação da aprendizagem na escola tem dois objetivos: auxiliar o
educando no seu desenvolvimento pessoal, a partir do processo de ensino-
aprendizagem, e responder à sociedade pela qualidade do trabalho educativo
realizado.
      O processo de avaliação envolve três momentos: a descrição e a
problematização da realidade escolar, a compreensão crítica da realidade
descrita e problematizada e a proposição de alternativas de ação, momento de
criação coletiva.
      A avaliação, do ponto de vista crítico, não pode ser instrumento de
exclusão dos alunos menos favorecidos, quando não se leva em consideração
as particularidades dos educandos, principalmente das áreas rurais, onde há
um difícil acesso à escola, entre outros problemas como: época de plantio,
colheita e / ou excesso de chuvas, dificultando o transporte dos mesmos à
escola. Portanto, a avaliação deve ser democrática, favorecendo o
desenvolvimento da capacidade do educando em aprimora-se de
conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos produzidos historicamente.

17.8 - Cultura

       A cultura é resultado de toda a produção e segundo SAVIANE, “para
sobreviver o homem necessita extrair da natureza ativa e intencionalmente, os
meios de sua subsistência. Ao fazer isso ele inicia o processo de transformação
da natureza, criando um mundo humano, o mundo da cultura.” (1992, p 19)
       Toda a organização curricular, por sua natureza e especificidade precisa
completar várias dimensões da ação humana, entre eles a concepção de
cultura. Na escola, em sua prática há a necessidade da consciência de tais
diversidades culturais, especialmente da sua função de trabalhar as culturas
populares de forma a leva-los à produção de uma cultura erudita, como afirma
Saviani: “a mediação da escola, instituição especializada para operar a
passagem do saber espontâneo ao saber sistematizado, da cultura popular à
cultura erudita; assume um papel político fundamental.” (SAVIANI, apud,
Frigotto, 1994 p. 189).
       Analisando a realidade na qual convivemos em nossa escola
consideramos que se faz necessário uma concepção de cultura que identifique,
conheça e vivencie o multiculturalismo, que vise à transformação do ser
humano, da sociedade e do mundo.
       Não existe uma cultura superior ou inferior a outra, o que temos é uma
diversidade cultural que precisa ser aceita, valorizada, respeitada e reconhecida
como parte do ser humano.

17.9 - Cidadania


                                       47
       O grande desafio histórico é dar condições ao povo brasileiro de se
tornar cidadão consciente, (sujeito de direitos), organizado e participativo do
processo de construção político-social e cultural.
       Angel Pino in (Boff SEVERINO A. J., ZALUARA e outros 1992, p. 15-25),
“consideram que o conceito de cidadania traduz ao mesmo tempo, um direito e
o exercício desse direito. Sem este, aquele é uma mera fórmula”. Portanto, a
educação como um dos principais instrumentos de formação da cidadania, deve
ser entendida coma a concretização dos direitos que permitem ao indivíduo sua
inserção na sociedade.
       A realidade social e educacional atual de nosso país requer o
enfrentamento e a superação da contradição da estrutura que existe entre a
declaração constitucional dos direitos sociais (dentre eles a educação) e a
negação da prática desses direitos; da ideologia que associa a pobreza material
à cultural; de recolocar-se o problema da escola pública em termos de direito de
todos, de acesso ao conhecimento elaborado; recolocar a questão do trabalho
como atividade de produção/apropriação de conhecimento não apenas como
mera operação mecânica, em repensar a relação escola/trabalho.

17.10 – Como Acontece a Proposta de Recuperação de Estudos


       Nosso colégio atende, em sua maioria, alunos oriundos da zona rural, os
quais utilizam transporte escolar para se locomoverem até a escola. Portanto, a
recuperação de estudos não ocorre em contra-turno do período escolar, mas
sim durante o período letivo, no qual os professores, dentro de cada disciplina,
proporcionam aos alunos com dificuldades de aprendizagem, revisão dos
conteúdos defasados através de textos, pesquisas, atividades extra classe,
entre outros, visando sempre à progressão no processo ensino-aprendizagem.


17.11 – Regime de Progressão Parcial

        No momento, nosso colégio oferece o Regime de Progressão Parcial, o
qual está inserido no Regimento Escolar. Contudo, no presente ano, devido a
ocorrência de vários problemas e dificuldades em relação ao pouco
comprometimento de alguns alunos e professores, quanto a entrega de
trabalhos e atividades de “dependência” após a data prevista, também por
nossa escola não ofertar contra-turno, pelo fato da maioria de nossos alunos
residirem na zona rural, os quais utilizam o transporte escolar, estamos
estudando a possibilidade de não ofertar a partir do ano de 2006 este Regime
de Progressão.

17.12 – Tecnologia

      A LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 ao propor a
formação tecnológica como eixo do currículo assume, segundo KUERGER
(2000), a concepção que a aponta como a síntese, entre o conhecimento geral
e o específico, determinando novas formas de selecionar, organizar e tratar
metodologicamente os conteúdos.


                                      48
        O uso de tecnologias como apoio ao ensino e à aprendizagem vem
evoluindo vertiginosamente nos últimos anos, podendo trazer efetivas
contribuições à educação. Entretanto, para evitar ou superar o uso ingênuo
dessas tecnologias, é fundamental conhecer as novas formas de aprender e de
ensinar, bem como de produzir, comunicar e representar conhecimento,
possibilitadas por esses recursos, que favoreçam a democracia e a integração
social.
        É preciso implementar no Sistema Educacional, uma pedagogia
mediante a qual não apenas, se reforme o ensinamento, mas que também se
facilite a aprendizagem.
        Dessa forma, a tecnologia deve ser entendida como uma ferramenta
sofisticada e alternativa no contexto educacional, pois a mesma pode contribuir
para o aumento das desigualdades ou para a inserção social se vista como uma
forma de estabelecer mediações entre o aluno e o conhecimento em todas as
áreas.
        O Colégio Estadual Jaelson Biácio EFM, tem como intenção, trabalhar
através de um projeto interdisciplinar e no plano de trabalho docente também
estará contemplando o uso de recursos tecnológicos como apoio ao processo
ensino e aprendizagem, favorecendo dessa forma, o aprendizado
contextualizado do aluno e a construção do conhecimento.

17.13 – PNEF: Programa Nacional de Educação Fiscal

        Em julho de 1997 é aprovado pelo Conselho Nacional de Política
Fazendária, CONFAZ, a criação de um grupo de trabalho constituído por
representantes das Secretarias Estaduais da Fazenda, da Secretaria da
Receita Estadual e do Ministério da Fazenda para implantar o programa
Nacional de conscientização tributária e despertar a prática da cidadania. Em
2002, o PNFE é regulamentado pela portaria n 413 – Ministério da Fazenda e
Ministério da Educação.
        A principal característica deste início do século é a velocidade das
mudanças que ocorrem em todas as áreas: econômicas, sociais, culturais,
científicas, tecnológicas, institucionais e do campo humano. Isso ocorre por
diversos fatores: globalização, abertura do mercado, transnacionalização da
produção, consciência ecológica, reconhecimento dos direitos humanos e
aprimoramento da cidadania. O mundo cada vez mais dinâmico, digamos
assim, e o estado deve acompanhar todas essas mudanças sem deixar de
garantir o estudo a todas as crianças, considerando as exigências e a natureza
da cidadania, estimulando o desenvolvimento dos cidadãos em formação.
Nesse contexto surge a discussão da Educação Fiscal, visando a
conscientização da sociedade quanto a função do estado de arrecadar
impostos e ao dever do cidadão contribuinte de pagar tributo. Entretanto, a
Educação Fiscal não é apenas isso; é, principalmente, um desafio, pois se trata
de um processo de inserção de valores na sociedade, como o de percepção de
tributo que assegura o desenvolvimento econômico e social, e com o devido
conhecimento de seu conceito, sua função e sua aplicação.
        O Plano Nacional de Educação Fiscal tem como premissa a
conscientização e a sensibilização do aluno sobre a importância da função
socioeconômica do tributo. Nesta função, o aspecto econômico, refere-se a
otimização da receita pública, e o aspecto social, diz respeito a aplicação dos

                                      49
recursos em benefício da população. A proposta deixa de lado, portanto, o
objetivo imediato do aumento de arrecadação, passando a focalizar o interesse
social. O Programa Nacional de Educação Fiscal tem escopo muito mais amplo;
busca o entendimento, pelo cidadão, da necessidade e da função social do
tributo, assim como dos aspectos relativos á administração dos recursos
públicos.
        Com o envolvimento do cidadão no acompanhamento da qualidade e
dos gastos públicos, estabelece-se controle social sobre o desempenho dos
administradores públicos e asseguram-se melhores resultados sociais. O
aumento da cumplicidade do cidadão em relação ás finanças públicas torna
mais harmônica sua relação com o Estado. Este é o estágio de convivência
desejado e esperado.
        O Colégio Estadual Jaelson Biácio EFM, tem como intenção trabalhar a
Educação Fiscal através de um projeto interdisciplinar e também nos planos
docentes onde os alunos devem se engajar em tarefas significativas,
motivadoras e do mundo real.




                                     50
18. CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO INTERNA DA
ESCOLA



         A escola, de forma geral, dispõe de dois tipos básicos de estruturas:
administrativa e pedagógica. A primeira assegura, praticamente, a locação e a
gestão de recursos humanos, físicos e financeiros. A pedagógica, que,
teoricamente, determina as ações da administração “organizam as funções
educativas para que a escola atinja eficientemente e eficaz suas finalidades".
        A escola deve assumir como um de suas principais tarefas, “o trabalho
de refletir sobre sua intencionalidade educativa”. A escola procura alicerçar o
conceito de autonomia, enfatizando a responsabilidade de todos, sem deixar de
lado os outros níveis da esfera administrativa educacional. A autonomia é
importante para: “a criação de uma identidade para a escola, de um ethos
cientifico e diferenciador, que facilite a adesão dos diversos atores e a
elaboração de um projeto próprio”. A escola cria seu Projeto-Político
Pedagógico e tem autonomia para executá-lo e avaliá-lo ao assumir uma nova
atitude de liderança, no sentido de refletir sobre as finalidades sóciopolíticos e
culturais da escola.
  “Assim, torna-se importante reforçar a compreensão cada vez mais ampliada
de projeto educativo como instrumento de autonomia e domínio do trabalho
docente pelos profissionais da educação, com vistas à alteração de uma prática
conservadora vigente no sistema público de ensino. É essa concepção de
Projeto Político-Pedagógico como espaço conquistado que deve construir o
elemento diferencial para o aparente consenso sobre as atuais formas de
orientação da prática pedagógica”. (Pinheiro, 1998)
        A autonomia implica também responsabilidade e comprometimento com
as instâncias colegiadas que representam a comunidade (Conselho Escolar,
A.P.M.F., Grêmio Estudantil, e outras) para que haja participação e
compromisso de todos em prol da melhoria da qualidade de ensino.




                                       51
19. ORGANOGRAMA



Colégio Estadual Professor       Jaelson      Biácio     -   Ensino
Fundamental e Médio




                              Diretor




                         Professor Pedagogo

      Auxiliar
    Administrativo

                          Corpo Docente
                                                       Instâncias
  Auxiliar de Serviços                                 Colegiadas
  Gerais / Merendeira

                                 Alunos




                             Comunidade




                            52
20. PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

         Artigo nº. 14, I e II (L.D.B.) Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional - Lei 9394/96.
        Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do
ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e
conforme os seguintes princípios:
 - Participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto
pedagógico da escola;
- Participação da comunidade escolar e conselhos escolares ou equivalentes.
        Nosso colégio desenvolve uma gestão democrática centrada nos valores
e princípios democráticos pela natureza social da escola. O trabalho por ela
desenvolvido visa o cumprimento da função social e política da educação
escolar, que é a formação social do cidadão participativo, responsável, crítico e
criativo, através da produção e socialização do saber historicamente acumulado
pela humanidade.
         A gestão democrática neste estabelecimento constitui um processo
pedagógico dinâmico onde há um envolvimento harmonioso entre o corpo
docente, discente, funcionários e comunidade em geral, baseada na conjunção
de liberdade e co-responsabilidade nas decisões a serem tomadas em prol da
melhoria do processo ensino aprendizagem.
        A gestão democrática é um princípio consagrado pela Constituição
vigente e abrange as dimensões pedagógicas, administrativas e financeiras. A
gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos problemas
postos pela prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre
concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática.
        A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de
poder da escola, tendo em vista sua socialização. Esta propicia a prática da
participação coletiva, que atenua o individualismo; da reciprocidade, que elimina
a exploração; da solidariedade, que supera a opressão; da autonomia, que
anula a dependência de órgãos intermediários que elaboram políticas
educacionais da qual a escola é mera executora.


20.1 – Acesso, Permanência e Qualidade de Ensino

Princípios que nortearão a escola democrática;
- Igualdade;
- Qualidade.
a) Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, garantida
pela mediação da mesma.
b) Qualidade: não pode ser privilégio de minorias econômicas sociais. O
desafio da escola é o de propiciar uma qualidade de ensino para todos.
       A escola de qualidade que queremos deve evitar, de todas as maneiras
possíveis à repetência e a evasão escolar. Tem que garantir metas qualitativas
do desempenho satisfatório de todos. “Qualidade para todos”. É preciso garantir
a permanência dos educandos que ingressarem nela, e esta competência de


                                       53
qualidade para todos, depende dos meios, por isso a qualidade implica
consciência crítica e capacidade de ação, saber e mudar.
20.2 – Capacitação Continuada de Educadores



       De acordo com a LDB n° 9.394/96:

Dos Profissionais da Educação Titulo VI, Artigo. 63. III, 67. II
Art. 63. Os institutos superiores de Educação manterão:
III – programas de educação continuada para os profissionais de educação dos
diversos níveis;

Art.67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais de
educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos
de carreira do magistério público.
II – Aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive com licenciamento
periódico remunerado para esse fim.

        A formação continuada é um direito de todos os profissionais que
trabalham na escola, uma vez que não só ela possibilita a progressão funcional
baseada na titulação, na qualificação e na competência dos profissionais, mas
também propicia, fundamentalmente, o desenvolvimento profissional dos
professores articulado com as escolas e seus projetos.

        A formação continuada deve estar centrada na escola e fazer parte do
Projeto Político-Pedagógico. Assim, compete a escola:
a) proceder ao levantamento de necessidades de formação continuada de seus
profissionais;

b) elaborar seu programa de formação, contando com a participação e o apoio
dos órgãos centrais, no sentido de fortalecer seu papel na concepção, na
execução e na avaliação do referido programa.

         Assim, a formação continuada dos profissionais, da escola
compromissada com a construção do Projeto Político-Pedagógico, não deve
limitar-se aos conteúdos curriculares, mas se estender à discussão da escola
como um todo e suas relações com a sociedade.




                                     54
21. O CURRÍCULO DA ESCOLA PÚBLICA

21.1 – Fundamentação da Proposta Curricular do Ensino Fundamental

        As diretrizes norteadoras da educação fundamental estão contidas na
Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e nas
Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental.
        O Ensino Fundamental deverá atingir sua universalização, sob
responsabilidade do Poder Público considerando a indissociabilidade entre
acesso, permanência e qualidade da educação escolar. O direito ao Ensino
Fundamental não se refere apenas à matrícula, mas ao ensino de qualidade,
até sua conclusão.
        Para garantir melhor equilíbrio e desempenho dos seus alunos, faz-se
necessário ampliar o atendimento social com projetos voltados à educação, à
alimentação escolar, ao livro didático a ao transporte escolar.
        Reforçando o Projeto Político-Pedagógico da escola, como a própria
expressão da organização educativa da unidade escolar, surgem os conselhos
escolares, que deverão orientar-se pelo princípio democrático da participação.
        A gestão da educação e a cobrança de resultados, tantos das metas
como dos objetivos proposto neste Plano, envolverão a comunidade, os alunos,
os pais, os professores e demais trabalhadores da educação.
        Deve-se assegurar a melhoria da infra-estrutura dos prédios escolares,
de modo que possam favorecer a utilização de tecnologias educacionais, o
acesso de alunos com necessidades especiais e a prática de atividades
artístico-culturais, esportivas e recreativas.
        A busca da qualidade requer investimentos em diferentes frentes, como
na formação inicial continuada de professores, em uma política de salários
dignos através do Plano de Carreira, na qualidade do livro didático, em recursos
televisivos e de multimídia e na disponibilidade de materiais didáticos. Mas esta
qualificação almejada implica colocar, também, no centro de debate, as
atividades escolares de ensino aprendizagem e a questão curricular como de
inegável importância para a política educacional.
        Pode-se garantir a universalização do Ensino Fundamental com
qualidade, assegurando o direito de acesso e permanência, adequando o
currículo, a organização escolar, os calendários e dispondo de programas
específicos para atrair e garantir a melhor qualidade do ensino aprendizagem,
combatendo a repetência e evasão escolar.
        Quanto à evasão, o Poder Público deve investir em novas metodologias
de ensino junto aos alunos, na implantação de processos de aceleração, em
qualquer hipótese, desde que fique garantida uma efetiva aprendizagem.
        As políticas educacionais devem adotar uma postura diferente frente à
reprovação, e quando se fizer necessário, proporcionar a aceleração de
estudos para os que entram em defasagem de idade escolar. É preciso
melhorar o fluxo escolar no Ensino Fundamental, mas acima de tudo, assegurar
que durante a permanência na escola, os alunos aprendam cada vez mais o
que estás sendo proposto, objetivo que deve integrar a proposta pedagógica da
escola.
         A avaliação deve ser um mecanismo que viabilize ao professor
elementos para uma reflexão continua sobre sua prática, sobre a criação de

                                       55
novos instrumentos de trabalho e a retomada de aspectos que devem ser
revistos, ajustados ou reconhecidos como adequados ou inadequados para o
processo de aprendizagem individual ou de todo o grupo. Ela deve ocorrer
sistematicamente, durante todo o processo de ensino-aprendizagem e não
somente após o fechamento de etapas de trabalho como é o habitual.
       O Ensino Fundamental deve ter a duração mínima de oito anos,
obrigatório e gratuito na escola pública. Este terá por objetivo a formação básica
do cidadão, mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, a
compreensão do ambiente natural e social do sistema político, da tecnologia,
das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade.


21.2 – Fundamentação da Proposta Curricular do Ensino Médio

        O Ensino Médio no Brasil está mudando. A consolidação do Estado
democrático, as novas tecnologias e as mudanças na produção de bens,
serviços e conhecimentos exigem que cada escola possibilite aos alunos
integrarem-se no mundo contemporâneo na dimensão fundamental da
cidadania e do trabalho.
        A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/96) vem
conferir uma nova identidade ao Ensino Médio, determinando que “O Ensino
Médio é a etapa final da educação básica” (Art.36) o que concorre para a
construção da sua identidade. O Ensino Médio passa a ter característica de
terminalidade, o que significa assegurar a todos os cidadãos a oportunidade de
consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental,
aprimorar o educando como pessoa humana; possibilitar o prosseguimento e
estudos; garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania; dotar o
educando dos instrumentos que o permitam “Continuar Aprendendo, tendo em
vista o desenvolvimento da compreensão dos fundamentos científicos e
tecnológicos dos processos produtivos”. (Art.35, incisos I a IV).
       (...) é preciso que o ensino médio defina sua identidade como última
etapa da educação básica mediante um projeto que, conquanto seja unitário em
seus princípios e objetivos, desenvolva possibilidades formativas que
contemplem as múltiplas necessidades socioculturais e economias dos sujeitos
que o constituem – adolescentes, jovens e adultos, reconhecendo-os não como
cidadão e trabalhadores de um futuro indefinido, mas como sujeito de direitos
no momento em que cursam o ensino médio. (Ramos apud CIAVATA, 2004,
p.41).
         Portanto, para que o Ensino Médio defina sua nova identidade, é
necessário que identifique os sujeitos que o constituem e o meio social em que
se inserem, no sentido de estabelecer uma sintonia com as características
sociais, culturais e cognitivas desse “aluno sujeito”, através de um processo
educativo centrado no mesmo e que possibilite o desenvolvimento pleno de
suas potencialidades.
        O Ensino Médio, portanto é a etapa final de uma educação de caráter
geral, afinada com a contemporaneidade, com a construção de competências
básicas, que situem o educando como sujeito produtor de conhecimento e
participante do mundo do trabalho, e com o desenvolvimento da pessoa, como
“sujeito em situação" – cidadão.


                                       56
22. TRABALHO COLETIVO

22.1 – Projetos Desenvolvidos pela Escola

       Usamos como prática transformadora os projetos educativos
interdisciplinares, realizados em horários extraclasse.
       Os projetos educativos formulados na escola são elaborados juntamente
com os alunos e equipe escolar. Eles são realizados mediante um processo
contínuo de reflexão sobre a prática pedagógica, em que a equipe escolar
discute, propõe, realiza, acompanha, avalia e registra as ações que vão
desenvolver para atingir os objetivos coletivamente delineados.
       Nesse processo, a equipe escolar, produz seu conhecimento,
construindo e reconstruindo cotidianamente na sala de aula, com base em
estudos teóricos e na área de educação e em outras áreas do ensino
aprendizagem, na troca de experiências entre eles, com outros agentes da
comunidade, incluindo alunos e pais.
       Ao elaborar seus projetos educativos, o professor e a escola discutem e
expõem, de forma clara, valores coletivos, delimitam prioridades, define
resultados desejados e incorpora a auto-avaliação ao seu trabalho, em função
dos conhecimentos da comunidade em que atua e de sua responsabilidade
para com ela.
       Elaboramos projetos educativos claramente definidos que permitem
investimentos que estejam de acordo com as diferentes necessidades da
comunidade e que busquem, cada vez mais, um equilíbrio entre as condições
de trabalho de cada escola.
       No trabalho por projetos, cabe ao professor e o diretor, coordenar a
elaboração dos mesmos e buscar, nas demais instituições da comunidade,
(órgãos públicos, privados e empresas), a possibilidade de realização de
parcerias e convênios de cooperação.



 Projeto: Dia Internacional da Mulher
Data: 08/03
Objetivo: Conscientizar os alunos referentes à origem desta, a valorização e o
papel da mulher na sociedade e no mercado de trabalho, através de debates,
painéis, cartazes, palestras e passeios.
Períodos: Matutino e noturno
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio E.F.M.
Participantes: Todos os alunos, professores e funcionários em geral.
Metodologia: Realização de debates e confecção de cartões e cartazes
Área de Ensino: Química e Geografia


 Projeto: Comemoração da Páscoa
 Data: 24/03
 Objetivo: Confraternizar com a comunidade em geral, alunos, professores,
funcionários, direção e equipe pedagógica, visando uma integração entre
ambos, dando ênfase ao verdadeiro sentido da Páscoa.
                                     57
Períodos: Noturno
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio E.F.M.
Participantes: Todos os alunos, professores, funcionários e comunidade.
Metodologia: Confecção de cartazes, painéis, gincana, bingos.
Área de Ensino: Todas as disciplinas.


Projeto: Evento Esportivo / Torneio Interclasse
Datas: 1ª etapa 09/04
        2ª etapa 15/10
Objetivo: Desenvolver no educando noções como solidariedade, disciplina,
equilíbrio e concentração, resgatando e favorecendo a auto-estima dos alunos,
desenvolvendo as habilidades esportivas como também cultivando as práticas
de cultura e de paz.
Período: Manhã e tarde.
Local: Quadra de esportes do Colégio.
Participantes: Alunos, professor de Educação Física e comunidade escolar.
Metodologia: Realização de jogos interclasses.
Área de Ensino: Educação Física


Projeto: Comemoração Dia das Mães
Data: 06/05
Objetivo: Valorizar a figura materna buscando uma integração das mães com
seus filhos, enfatizando sua responsabilidade em parceria com a escola na
educação dos filhos. Os alunos desenvolveram juntamente com professores,
atividades artísticas, poesias, murais, cartazes, músicas, jogos, brincadeiras,
lembranças e brindes numa confraternização conjunta, escola-família-
comunidade.
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio - E.F.M.
Metodologia: Apresentações artístico-culturais, com premiação para as mães.
Área de Ensino: Todas as disciplinas.


Projeto: Festa Julina
Datas: 02 e 03/07
Objetivo: Realizar evento de danças folclóricas, envolvendo toda a comunidade
escolar, resgatando a cultura popular brasileira, a socialização da comunidade,
visando também angariar fundos em prol de nossa instituição, onde os recursos
arrecadados serão investidos em materiais didático-pedagógicos e
equipamentos.
          Com a festa julina, objetiva-se também, a participação de todos os
alunos em diversas atividades, e na arrecadação de produtos que serão
utilizados na festa (prendas), sendo que a equipe destaque receberá como
premiação uma viagem recreativa.
Período: Integral (manhã, tarde, noite).
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio –E.F.M.
Metodologia: Atividades artístico-culturais e realização de bingos.
Área de Ensino: Todas as disciplinas.

                                      58
Projeto: Homenagem aos Estudantes e Pais
Data: 11/08
Objetivo: Homenagear todos os alunos e seus respectivos pais, visando uma
inter-relação entre pais e filhos, proporcionando momentos agradáveis,
despertando em ambos uma maior afetividade, valorizando o papel da família e
sua participação na educação de seus filhos, melhorando a auto-estima,
autoconfiança e respeito mútuo. A homenagem aconteceu através de gincanas
artístico-culturais e esportivas, sorteio de brindes e coquetel.
Período: Noturno
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – E.F.M.
Participantes: Alunos, pais e comunidade.
Metodologia: Atividade recreativa e esportiva entre pais e filhos, com sorteio de
brindes, entrega de cartões e mensagens.
Área de Ensino: Educação Física, Língua Portuguesa e Inglesa.


Projeto: Aniversário do Distrito de Piquirivaí
Data: 19/08
Objetivo: Resgatar os valores históricos e culturais do nosso Distrito, visando
valorizar os pioneiros e contribuições por eles prestadas.
Período: Manhã
Local: Avenida Elias Simão (centro).
Participantes: Toda comunidade, alunos, autoridades e convidados.
Metodologia: Desfile Cívico.
Área de Ensino: Todas as disciplinas.


Projeto: Semana da Pátria
Data: 03 a 07/09
Objetivo: Despertar o espírito de patriotismo, evidenciando suas virtudes de
modo consciente no meio social onde vive conhecendo e respeitando os
símbolos pátrios.
Período: Matutino e noturno
Duração: uma semana
Metodologia: Hasteamento e arriamento das bandeiras, poesias, mensagens,
apresentações pelos alunos.
Participantes: Alunos, professores, equipe pedagógica, direção e funcionários.
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio - E.F.M.
Área de Ensino: Todas as disciplinas.


Projeto Agenda 21 (Meio Ambiente)
Datas: 05/07, 23/09 e 27/10
Objetivo: Despertar a consciência dos alunos e comunidade em geral com
relação à preservação e cuidados com o meio ambiente para que as próximas
gerações não venham sofrer com o desequilíbrio da natureza.
Período: Matutino e noturno.
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio-E.F.M.


                                       59
Participantes: Alunos, professor, funcionários, equipe pedagógica, direção e
comunidade em geral.
Metodologia: Através de palestras, pesquisas bibliográficas e de campo,
vídeos e passeios turísticos.
Área de Ensino: Ciências.
Parceria: Secretaria Municipal do Meio Ambiente / Núcleo Regional da
Educação


Projeto: Palestra: DST / AIDS / Drogas
Datas: 18/06 1ª etapa
        06/10 2ª etapa
Objetivo: Despertar no aluno a importância do autocuidado e respeito com seu
corpo, através da valorização da vida, dando ênfase ao amor, respeito,
dignidade para consigo e com o próximo.
Período: Manhã e noite.
Participantes: Alunos, pais, professores, equipe pedagógica, funcionários e
direção.
Metodologia: Palestras, mostra de vídeo, orientações e troca de experiências.
Área de Ensino: Biologia e Ciências.
Parceria: Secretaria Municipal da Saúde


Projeto: Literatura Viva (Sarau)
Data: 01/11
Objetivo: Inserir a teoria a partir da prática, lendo textos e obras poéticas de
todos os tempos, compreendendo a cultura como realização humana, e a
literatura enquanto expressão de uma realidade, através de experiências
concretas.
Período: Manhã e noite.
Participantes: Alunos, professores, direção e funcionários.
Metodologia: O sarau será realizado através de estudos e pesquisas de textos
escolhidos pelos alunos, estudo sobre a ambientação e comportamentos de um
sarau, com apresentação final a comunidade escolar.
Área de Ensino: Língua Portuguesa e Inglesa.


Projeto: Cultura Afro-Brasileira
Datas: Durante todo o ano letivo
Objetivo: Despertar a sensibilidade, a solidariedade e o respeito pela
diversidade cultural, possibilitando a valorização das manifestações artístico-
culturais, tanto eruditas quanto populares.
Período: Manhã e noite.
Participantes: Todos os alunos da escola, professores, equipe pedagógica,
direção e funcionários.
Metodologia: Através de pesquisas, leitura de textos, histórias em quadrinhos,
vídeos, palestras, confecção de cartazes, poesias e danças.
Área de Ensino: História, Geografia, Língua Portuguesa, Inglesa, Arte,
Matemática, Educação Física e Filosofia.


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Projeto: Feira com Ciência e Educação para o Campo
Datas: 14/10 e 17 à 21/10
Objetivo: Buscar alternativas econômicas dentro da propriedade rural bem
como o uso racional dos recursos ambientais, pois o Distrito de Piquirivaí possui
um potencial agrícola, podendo possibilitar novas alternativas de renda para as
famílias, bem como a permanência do jovem no campo.
Período: Integral - 14/10 – Colégio - 17 à 21/10 – Maringá
Participantes: Alunos, professor, comunidade, pedagogos, direção,
funcionários e convidados (técnico agrícola / agrônomo).
Metodologia: Demonstrar através de maquetes, uma propriedade rural de
subsistência auto-sustentável, bem como incentivá-los a pesquisa, entrevistas,
debate com agricultores do distrito, técnicos da área, bem como descobrir os
problemas e soluções para as pequenas e grandes propriedades rurais onde
vivem.
Área de Ensino: Todas as disciplinas.
Parceria: Secretaria de Estado da Educação / Núcleo Regional da Educação


Projeto Fera - II Festival de Artes da Rede Estudantil
Data: 07 a 13 / 11
Objetivos - Estimular experiências nas diversas modalidades e linguagens
artísticas, desenvolvendo a interdisciplinaridade, trabalhando o conhecimento, a
arte e a cultura, contribuindo para a reflexão sobre a arte e educação e, ainda,
promovendo o intercambio entre regiões para enriquecer o tempo e o espaço
escolar.
Metodologia - Apresentações artístico-culturais.
Participantes – Alunos, professores e equipe pedagógica entre outros.
Período - Integral
Local – Arapongas - PR
Área de Ensino - Arte, Língua Portuguesa e Inglesa.
Parceria: Secretaria de Estado da Educação / Núcleo Regional da Educação



Projeto: Energia elétrica: seu futuro está em nossas mãos;
Cronograma: Março a Maio de 2007;
Objetivo: Orientar os alunos a reduzir o gasto com energia elétrica e água, a
fim de poupar dinheiro para sua economia doméstica e conscientiza-los a agir
de maneira racional aos recursos do meio-ambiente, como forma de preservá-
los para dele auto-sustentar.
Período: Noturno;
Participantes: Alunos, pais, professores, equipe pedagógica, direção e
comunidade;
Área de Ensino: Geografia e Matemática;

Projeto: Painéis
Data: Fevereiro a março de 2007
Objetivo: Proporcionar aos alunos o estudo e conhecimento de pintores
consagrados de diversos períodos do processo histórico, técnicas utilizadas por


                                       61
cada um e suas características, finalizando com a reprodução de obras dos
pintores estudados nos muros do Colégio.
Período: Noturno;
Local: Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio;
Participantes: Alunos do Ensino Médio;
Metodologia: Uso de retro projetores; Pintura de painéis; Utilizar a mistura das
cores; Elaboração de mosaicos para a moldura das obras;
Área de ensino: Língua Portuguesa e Artes;

Projeto de teatro
Data: Outubro/2007
Objetivo: Oportunizar a leitura de vários gêneros textuais, desenvolver a escrita
e a oralidade do gênero teatral bem como a linguagem musical e corporal.
Período: Manhã e Noite
Participantes: Alunos do Ensino Fundamental e Médio
Metodologia: Leitura de obras, elaboração do texto teatral, oficina de teatro e
apresentação das peças.
Área de ensino: Língua Portuguesa

Projeto: Primeira Corrida Rústica – Jaelson Biácio
Data: 15 de Agosto
Objetivo: Incentivar os alunos para a prática da modalidade de atletismo.
Período: Manhã.
Local: Ruas do Distrito de Piquirivai.
Participantes: Alunos, professores de todas as disciplinas e comunidade
escolar e demais comunidades.
Metodologia: Realização em várias categorias.
Área de ensino: Educação Física.

Projeto: Educando para a Cidadania
Data: agosto a outubro/2007
Objetivo: Conscientizar os alunos do ensino fundamental e médio sobre a
problemática dos Direitos Humanos, envolvendo questões como as drogas, o
tabagismo, o alcoolismo, as DSTs, a gravidez na adolescência, as profissões;
na sua formação cultural como cidadão na comunidade.
Período: Manhã e noite
Participantes; Alunos, professores, equipe pedagógica, direção e comunidade.
Metodologia: Apresentação de trabalhos através de teatro, paródia, cartazes,
salas ambientes, etc.
Área de ensino: Todas as disciplinas




                                       62
23. O QUE A ESCOLA PRETENDE DO PONTO DE VISTA
POLÍTICO – PEDAGÓGICO?



       Em primeiro lugar o Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – Ensino
Fundamental e Médio pretende padrões mínimos de qualidade no ensino, por
isso pretende-se que o espaço da escola não seja um “continente", um
recipiente que abriga alunos, livros e professores, queremos um local em que
se realizam atividades de ensino aprendizagem. Queremos da “Escola” mais
que quatro paredes, clima, espírito de trabalho, produção de aprendizagem,
relações sociais de formação pessoal.
       A escola que pretendemos, têm que gerar idéias, sentimentos,
movimentos no sentido da busca do conhecimento, tem que despertar interesse
em aprender, além se ser alegre, aprazível e confortável, tem que ser
pedagógica. Há uma “docência do espaço”. Os alunos aprendem dele lições
sobre relação entre o corpo e a mente, movimento e pensamento, o silêncio e o
barulho do trabalho que constroem conhecimentos.




                                     63
                         MARCO OPERACIONAL




24. REDIMENSIONAMENTO DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO




                                 64
24. 1 – Plano de Ação da Escola
   EIXO          OBJETIVOS           DETALHAMENTO             CONDIÇÕES            CRONOGRAMA    RESPONSÁVEIS

               Compartilhar com a    Conselho Escolar;    Atuando nas ações da
                   equipe e a                            comunidade escolar, em
                 comunidade os                           parceria com o conselho
                   sonhos, as          Conselho de         tutelar e promotoria;
                 esperanças as           Classe;
              dúvidas e os anseios                        Propor medidas que
               surgidos na busca     Representante de         melhorem o
                de mudança para       turma / Grêmio     aproveitamento escolar;                 Direção, equipe
               construir uma nova        Estudantil;                                               pedagógica,
                   realidade;                        Reivindicar e defender    Todo o processo     professores,
  Gestão                               A.P.M.F.;    os interesses estudantis; será desenvolvido representantes de
                                                                                no período de         turma,
Democrática      Oportunizar                         Entre outras planejar,   janeiro de 2006 a Grêmio Estudantil,
                momentos no        Participação dos  acompanhar, aplicar e      dezembro de        comunidade
            decorrer do primeiro         pais;       gerenciar os recursos          2007.           escolar e
               semestre onde a                             financeiros;                             instâncias
            comunidade escolar Reuniões coletivas                                                  colegiadas.
            tenha conhecimento     para exposição       Exercer um papel
            do Plano de Ação da     com todos os      importante dentro da
             gestão democrática      segmentos e     escola, como instância
            onde esteja flexível a    posteriores    de formação primeira;
            possíveis alterações   momentos com                                        .
              no que se refere a   grupos menores    Troca de experiências
            Conselho de Classe para reavaliação de       de pais e toda a
             do 1º e 2º bimestre.      critérios.     comunidade escolar.




                                                         65
  EIXO           OBJETIVOS            DETALHAMENTO                  CONDIÇÕES            CRONOGRAMA   RESPONSÁVEL
                                     Criar condições para       Equipe Pedagógica:
                                     o desenvolvimento          oferecer condições
                                     de potencialidades           para melhorar o
                                         do educando            processo de ensino-
                                     ajudando a torná-lo           aprendizagem;
               Identificar o aluno     um ser humano
                 como foco no        completo em todas
             processo educativo,      suas dimensões;               Materiais e
              trabalhando para o        Adequação das              equipamentos;
               fortalecimento da     diretrizes curriculares                                             Todos os
 Proposta       unidade escolar,        junto ao Projeto                                               segmentos:
             onde todos possam,      Político-Pedagógico;         Recuperação de                          equipe
Pedagógica     juntos, planejar e                                estudos através de                    pedagógica,
             executar ações para       Reunião com todos        voluntários ou contra-      Anual.       direção,
             que a escola cumpra        os segmentos da          turno (estagiários);                  professores,
             a sua função que foi     comunidade escolar                                                 alunos e
             discutida no Projeto              para:                                                    instâncias
             Político-Pedagógico.    - Estabelecer              Reuniões com toda a                    colegiadas.
                                     contratos, discutir        comunidade escolar;
                                     regras, direitos e
                                     deveres;                   Atendimento aos pais
                                     - Discutir a função da           e alunos
                                      escola, entre outros;       individualmente;
                                     - Identificação dos
                                     problemas de
                                                                Conselho de classe e
                                     aprendizagem para
                                                                   pré-conselho.
                                     encaminhamentos
                                     metodológicos;




                                                           66
  EIXO          OBJETIVOS           DETALHAMENTO                  CONDIÇÕES          CRONOGRAMA       RESPONSÁVEIS

                                    Capacitação geral:
                                    palestras, reuniões,
                                     seminários, fóruns
                                        e gincanas;         Recursos humanos da
                                                               própria escola;
                                        Professores:                                                    Conselho
                                     grupos de estudo,        Parceria com o                            Escolar,
                Oportunizar a          hora atividade,      município e sociedade
                 formação e         reuniões, oficinas e             civil;
Formação        capacitação a       conselho de classe;                                Bimestral,       A.P.M.F.,
                 professores,                                  Parceria com as       semestral e de
Continuada   funcionários, pais e      Funcionários:        Instituições de Ensino   acordo com as
                   alunos.           palestras, grupos         Superior (I.E.S.);    necessidades.     SEED / NRE;
                                    de estudo, reuniões
                                     setoriais, cursos e        Núcleo Regional de
                                      encontros para                Educação;                            Equipe
                                          troca de                                                     Pedagógica.
                                       experiências;                A.P.M.F.

                                     Pais: palestras e          Conselho Escolar.
                                        reuniões;

                                        Alunos:
                                      Conferências.




                                                           67
    EIXO          OBJETIVOS        DETALHAMENTO               CONDIÇÕES              CRONOGRAMA          RESPONSÁVEIS
                   Promover a      - Laboratório;
                aprendizagem do    - Sala de vídeo;                                                         Direção;
                    educando       - Salão social;             Capacitação e
                  viabilizando a   - Biblioteca;           treinamento do corpo       Início do ano
                readequação dos    - Quadra esportiva;                                                      Equipe
                                                          docente e funcionários          letivo;         Pedagógica;
                     espaços       - Sala dos                   para operar
                  existentes na    professores;                equipamentos;
                   escola para     - Refeitório;
                      melhor       - Equipamentos em                                                      Funcionários;
                                                                                         Datas
 Qualificação    aproveitamento    geral;                 Disponibilizar recursos    comemorativas;
dos espaços e      pedagógico;                            financeiros: A.P.M.F.,
                                   Professores:             Estado, Município,                                Pais;
     dos                           grupos de estudo,
equipamentos    Estabelecer com                             ONGs.e parcerias;
                                   hora atividade,
  da escola       as instâncias    reuniões, oficinas,                                  Semana             Conselho
                 colegiadas um     conselho de classe,                               pedagógica ou         Escolar;
                   padrão para                                Solicitar os           quando julgar
                                   e encontros para         equipamentos a
                provimento dos     troca de                                           necessário.
                    espaços                               FUNDEPAR / SEED e
                                   experiências;               A.P.M.F.;                                   A.P.M.F.;
                educativos com
                 equipamentos      Funcionários:
                  tecnológicos,    palestras, grupos       Solicitar a FUNDEPAR        Anualmente e         Grêmio
                 estabelecendo     de estudo, reuniões    recursos financeiros e /    sempre que se        Estudantil;
                     normas;       setoriais e cursos.         ou construção.        fizer necessário.
                                   Pais: palestras e
                Prover a unidade   reuniões                                                               FUNDEPAR
                 de ensino com
                 novos espaços     Alunos:                                                                   SEED.
                   educativos.     Conferências




                                                         68
24. 2 – Plano de Ação do Professor Pedagogo

Introdução
       O trabalho da Equipe Pedagógica deverá estar direcionado de acordo com a
necessidade da escola e se traduz numa organização didática que compreende os
conteúdos, os métodos e a avaliação do ensino.
       Os alunos deverão ser atendidos de maneira que alcancem os objetivos
propostos para a série que está cursando tendo atendimento específico de
acompanhamento efetivo quando houver defasagem na assimilação dos conteúdos,
visando sempre à melhoria da qualidade de ensino.


Objetivos Gerais
      Proporcionar aos alunos, objeto do conhecimento no mundo da ciência e da
       linguagem, o desenvolvimento de seus pensamentos, suas habilidades e
       suas atitudes, visando estimular o raciocínio científico, para que tenham
       autonomia a fazer uma leitura crítica da realidade a qual estão inseridos.


Objetivos Específicos
      Promover a relação entre escola e a comunidade, realizando o diagnóstico da
       mesma;
      Dar atendimento aos alunos, pais ou responsáveis, informando sempre que
       possível às famílias da comunidade, parecer sobre o desempenho escolar de
       seus filhos, quanto à aprendizagem e procedimentos atitudinais dos mesmos;
      Atender e planejar com professores, assessorando-os quanto à seleção de
       conteúdos e transposição de acordo com os objetivos expressos no Projeto
       Político-Pedagógico;
      Discutir e organizar ações com os professores para atendimento dos alunos
       que estão com dificuldades de aprendizagem;
      Incentivar os alunos na realização das atividades proposta pelos professores;
      Estudar, analisar e assessorar os professores quanto à avaliação da
       aprendizagem;
      Estudar e divulgar referencial bibliográfico atualizado, bem como conhecer e
       avaliar teorias de educação;
      Organizar e coordenar, juntamente com o diretor, o conselho de classe e,
       planejar com o coletivo, medidas de intervenção dos problemas levantados;


                                          69
      Discutir os dados do aproveitamento escolar com os professores, diretor e
       comunidade;
      Coordenar a elaboração do Projeto Político-Pedagógico;
      Auxiliar o professor na escolha do livro didático para ser utilizado na escola;
      Colaborar com a organização de turmas, calendário letivo e distribuição de
       aulas por disciplina e horário do intervalo;
      Planejar e organizar espaços e tempo na escola para projetos de recuperação
       de estudos;
      Incentivar os alunos na realização das atividades proposta pelos professores;
      Organizar a hora atividade do professor, para estudo, planejamento e reflexão
       quanto ao processo ensino-aprendizagem;
      Promover reuniões para troca de experiências e métodos de avaliações entre
       os profissionais da educação;
      Orientar, quando necessário, os professores, no preenchimento dos registros
       de classe pertinentes aos conteúdos, atividades pedagógicas, registros de
       freqüência e vistá-los periodicamente;
      Estabelecer relação entre o planejamento, a prática e o registro de classe;
      Agendar e coordenar, junto com a direção e professores, atividades culturais,
       como passeios, jogos e apresentações em outros estabelecimentos ;
      Participação e colaboração em eventos promovidos pela escola;
      Participar de seminários, cursos, palestras, reuniões, fóruns, congressos e
       grupos de estudo, visando melhor aperfeiçoamento e rendimento de seu
       trabalho.
      Discutir, analisar e criar uma sistemática permanente de avaliação da
       Proposta Pedagógica e plano anual, a partir do rendimento escolar, em
       grupos de estudo.




Ações Metodológicas


       Quanto aos professores, devemos apoiá-los e incentivá-los em grupos de
estudos em uma didática dos conteúdos a partir do conhecimento real e imediato
que o aluno traz, investigando seu mundo, seu ambiente social, sua forma de
expressão, planejando toda a intervenção pedagógica que deve ser organizada com

                                           70
base científica em direção ao saber elaborado pelo aluno.
       Quando se atribui ao pedagogo às tarefas de coordenar e prestar assistência
didático-pedagógica aos professores, não se está supondo que ele deva ter domínio
dos conteúdos e métodos de todas as disciplinas, sua contribuição vem do campo
do conhecimento implicado no processo docente-educativo, operando uma
intersecção entre a teoria pedagógica e os conteúdos e métodos específicos de
cada disciplina do ensino, entre o conhecimento pedagógico e sala de aula.
        O pedagogo está inserido nos objetivos educativos, nas implicações
psicológicas, sociais, culturais, no ensino, nas peculiaridades do processo de
ensino-aprendizagem, na detecção de problemas de aprendizagem entre os alunos,
na avaliação, no uso de técnicas, recursos de ensino, entre outros.
          As tarefas dos professores estão diretamente ligadas às metodologias
específicas das disciplinas, que, por suporte, são de competência do professor.
Portanto não se trata obviamente, de submeter o trabalho do professor ao controle
do pedagogo. Ao contrário, são especialistas que devem se respeitar, sem
imposição dos métodos e sem romper drasticamente com os modos usuais de agir.
Desta forma, é necessário, e absolutamente indispensável, que estes profissionais
se disponham a trabalhar junto, revendo suas ações e como conseqüência a
concepção das áreas do conhecimento.
          Para isso, torna-se fundamental que os pedagogos contribuam com a
construção de um projeto envolvendo os professores para que pesquisem, estudem
e assumam uma proposta única como encargo coletivo.
          Para pensar-se numa escola concreta, devemos levar em consideração
os aspectos internos, sem deixar de analisar a sociedade em que ela está inserida e
os aspectos que lhe são específicos.
          Como pedagogos comprometidos com nosso ambiente escolar, devemos
estimular os professores a trabalhar conteúdos a partir do conhecimento real e
imediato que o aluno traz, investigando seu mundo, seu ambiente, sua forma de
expressar, planejando toda intervenção pedagógica que deve ser organizada com
base científica em direção ao saber elaborado pelo aluno, promovendo a difusão do
conhecimento junto ao professor.
          A organização da escola e o planejamento sistemático do trabalho
pedagógico, suas atividades obrigatórias para a transformação da escola pública,
devem ser exercidas por todos os que nela atuam. Tendo em vista esta
transformação, faz-se necessário um amplo debate sobre a função social da escola

                                         71
e o trabalho dos educadores, pensando que todo trabalho pedagógico deve trazer
em seu bojo, a produção e a construção da cidadania, apesar dos descompassos de
escola e a crise dos paradigmas existentes neste início de milênio, mais do que
nunca, devemos repensar a educação e seu futuro, lembrando sempre que a
construção do saber se mediatiza através da colaboração de todos os envolvidos no
processo ensino-aprendizagem.




Cronograma do Trabalho do Professor Pedagogo



    JANEIRO             FEVEREIRO                  MARÇO               ABRIL



                                                - Planejamento
                         - Reunião                  docente;       - Conselho de
                       pedagógica e                                   Classe;
                       administrativa;     - Comemoração da
                                                Páscoa;
                         - Semana                                - Evento Esportivo
                                           - Dia Internacional
                        pedagógica;                               (torneio interno);
                                               da Mulher;
 - Férias docentes
   e discentes.                                  - Apoio nas
                       - Planejamento                            - Aconselhamento
                                                  pesquisas
                           anual do                                   Didático-
                                                referentes à
                      estabelecimento                               Pedagógico.
                                                Cultura Afro -
                          de ensino
                                                  Brasileira;
                                            - Palestra sobre
                                                 saúde.




       MAIO                JUNHO                   JULHO             AGOSTO

                                           - Férias Docentes e   - Comemoração do
 - Comemoração        - Evento: Escola e        Discentes;          Dia dos Pais e
 do Dia das Mães;        Comunidade;                                  Estudante;
                                                - Conselho de
                                                   Classe;
     - Escola e                                                   - Aniversário do
   Comunidade                              -Palestra: Agenda
                                                   21;                Distrito;
 (poesias, teatros,   - Palestra: DST /
   lembranças);        AIDS – Drogas;
                                           - Aconselhamento      - Dia do Folclore;
  - Encontro com
                                               Didático -
                                           72
 Professores para                              Pedagógico e
     Reunião;        - Festas Juninas.          Disciplinar.       - Verificação do
                                                                  Livro Registro de
 - Verificação dos                                                     Classe.
  Livros Registro
    de Classe.
   SETEMBRO             OUTUBRO                NOVEMBRO             DEZEMBRO

                      - Conselho de
                         Classe;                                 - Pré-Conselho 8ª
  - Semana da                                  -Torneio Inter-    Série do Ensino
                     - Homenagem ao                              Fundamental e 3º
 Pátria (Concurso     Dia do Professor            Classes;
   de Pipas no                                                     ano do Ensino
                             com                                       Médio;
     Estádio);         apresentações
                     (poesias, poemas      - Dia do Diretor;      - Verificação dos
  - Encontro com          e teatro);                             Livros Registro de
 Professores para                                                      Classe;
     Reunião          - Verificação do      -Encontro com
    Pedagógica;      Livro Registro de     Professores para        - Conselho de
                          Classe;              Reunião              Classe Final;
                                             Pedagógica;
    - Palestra:      - Aconselhamento                            - Comemoração do
 Agricultura Auto-        Didático-                                   Natal;
   sustentável;         Pedagógico e            - Calendário
                         Disciplinar;                              - Formaturas e
                                                  Escolar.              Baile;
     - Palestra      - Palestras DST /
    Agenda 21.             AIDS;                                 - Dia do Orientador
                                                                    Educacional.
                     - Mostra de Artes,
                     Ciências e Letras.


Responsáveis:
Professora Pedagoga Marisa Zanella Castelli
Professora Pedagoga Neir da Silva Silvério


24.3 – Plano de Ação do Administrador
        Metas a Serem Atingidas
       O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio - Ensino Fundamental e Médio
traçou metas, envolvendo a Direção, Professores Pedagogos, Professores,
Funcionários, A.P.M.F. (Associação de Pais, Mestres e Funcionários), Conselho
Escolar, Grêmio Estudantil e Comunidade em geral.

Objetivos Gerais




                                          73
   Estabelecer as metas de trabalho democrático como coerência, promovendo
    acontecimentos e fatos vinculados a escola e a comunidade;
   Promover condições de trabalho a todos os funcionários existentes, para que
    possam desempenhar suas atividades, atendendo os objetivos da educação e do
    processo educativo;
   Promover integração entre escola e comunidade, proporcionando um ambiente
    saudável, onde os pais e comunidade possam estar integrados no processo
    ensino-aprendizagem dos seus filhos.

Objetivos Específicos
   Traçar diretrizes e ações para nortear o trabalho técnico e administrativo;
   Participar, orientar e organizar as atividades e projetos desenvolvidos na escola;
    Estabelecer um clima participativo de todos os envolvidos com a escola, onde
    sintam prazer no seu local de trabalho, pois acreditamos que partindo deste
    princípio, a produção será mais enriquecedora.

Ações Metodológicas
   Elaborar o plano de ação, abrangendo as questões administrativas, pedagógicas
    e financeiras;
   Acompanhar as matrículas para 2006;
   Realizar reunião com secretários e auxiliares administrativos, esclarecendo
    normas a serem cumpridas diante da rematrícula do aluno;
   Representar oficialmente a Escola perante autoridades e instituições;
   Participar, representar e responder por todos os atos e atitudes que vier a
    acontecer na escola;
   Reorganizar o calendário escolar. O calendário vem aprovado pelo Núcleo
    Regional de Educação, porém adaptamos datas cívicas e religiosas de nossa
    comunidade;
   Realizar e participar de reuniões quando necessário, com o pessoal envolvido na
    escola;
   Organização de turmas, turnos e equipe de trabalho;
   Elaborar, junto ao corpo docente, discente, pessoal administrativo, comunidade,
    Associação de Pais, Mestres e Funcionário, Conselho Escolar, o Projeto Político-
    Pedagógico;
   Responder pelo patrimônio e recursos financeiros da escola;

                                           74
   Planejar, acompanhar e rever estratégias quanto à repetência e evasão escolar;
   Planejar e participar, dar continuidade aos Projetos educativos da escola;
   Oportunizar e organizar palestras;
   Promover festas para angariar fundos para manutenção da escola;
   Realizar o encerramento do ano letivo com formatura, cerimônia religiosa, etc;
   Oportunizar aos alunos passeios educativos;
   Reformulação do Plano Curricular e Regimento Escolar, quando necessário;
   Organização da Semana Pedagógica;
   Participação dos Conselhos de Classe.

Metas a Serem Atingidas (Projeções Futuras)
   Concluir a quadra de esportes (iluminação, piso, arquibancada);
   Rampas, corrimões e banheiros adaptados para alunos com necessidades
    educacionais especiais;
   Construção de três salas de aula, biblioteca e videoteca;
   Implantação do projeto de xadrez;
   Contar, no quadro próprio, com inspetor de aluno, guarda noturno (horário de
    aula);
   Implantar sala de informática com instrutor;
   Incentivar a profissionalização dos alunos e comunidade, através de cursos de
    artesanato, culinária, entre outros, aumentando assim a renda familiar;
   Proporcionar curso de violão para os educandos.


24.4 – Intervenções Pedagógicas

        Em nosso colégio, a Direção, Equipe Pedagógica e Professores, sempre que
necessário, procuram orientar e auxiliar os educandos na solução de seus
problemas, proporcionando um ambiente acolhedor e amigável, onde os mesmos se
sintam amados e respeitados como seres humanos e cidadãos conscientes de seus
direitos e deveres.
        Aos educandos com dificuldades de aprendizagem, são utilizadas várias
estratégias, para que possam superar suas defasagens, através de pesquisas,
filmes, textos, apresentações verbais, entre outras, visando resgatar no aluno seu
canal e ritmo de aprendizagem, de forma individualizada e/ou em pequenos grupos.
E, havendo necessidade de intervenção de profissionais da área da saúde como:


                                          75
pediatra, psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, entre outros, os mesmos são
encaminhados a Unidade de Saúde do próprio distrito.
      Quanto aos projetos de Educação Fiscal e Tecnologia no Ambiente Escolar,
tanto como os demais projetos, a equipe pedagógica procura orientar os professores
a fim de que fiquem bem claros os seus objetivos dentro da proposta pedagógica da
escola e plano de ação da escola.
       Quanto aos alunos indisciplinados, a direção e equipe pedagógica dialoga
com os mesmos, individualmente, convida seus pais ou responsáveis para juntos
orientar e tomar as medidas cabíveis. Quando estas intervenções não surtirem
efeito, os Conselhos Escolar e Tutelar são acionados pela escola para auxiliar na
tomada de decisões em relação a cada caso, sempre visando o bom andamento
escolar.




                                       76
25 – O PAPEL ESPECÍFICO DE CADA SEGMENTO DA
COMUNIDADE ESCOLAR

25.1 – Diretor

         Diretor administra, dirige e coordena todas as atividades da escola.
As atividades do diretor incluem:
-Cumprir e fazer cumprir os horários e calendário escolar;
-Coordenar o planejamento das atividades, dos serviços do estabelecimento;
-Cuidar do recrutamento e dispensa de pessoal;
-Montar o horário com o apoio da equipe técnico-pedagógica;
-Dar atendimento aos professores, alunos, pais e comunidade;
-Coordenar o funcionamento da secretaria e responder pelo orçamento anual;
 -Cuidar para que as leis referentes ao ensino sejam cumpridas, de acordo com o
regimento escolar;
-Integrar a escola à comunidade e a família, organizando reuniões e promovendo
eventos comemorativos;
-Representar a configuração da autoridade administrativa, responsável geral pelo
desenvolvimento das atividades escolares e pelo adequado desempenho de um
grupo de profissionais com relação ao alcance de um objetivo estabelecido. Em suas
atividades ele deve administrar: os recursos materiais necessários à escola; o
pessoal em geral (distribuição de funções); o corpo discente (organização das
aulas); e a estrutura total da escola (incluindo a formal e informal);
              A função do diretor abrange três dimensões: pedagógica, social e
burocrática. Para a execução destas funções, dele são separadas três habilidades:
técnica, humana e conceitual.
       A LDB 9.394/96 estabelece em seu Capítulo I, Seção II, Artigo 15, § 1º que
para o cargo de diretor, é exigido o nível universitário, recomendando-se a formação
pedagógica.


25.2 – Professor Pedagogo

        O Professor Pedagogo é o mediador entre os alunos, à escola e a
comunidade. Suas funções, entre outras são:
-Realizar o diagnóstico da comunidade;
-Atender pais e alunos;
-Atender e planejar com professores, assessorando quanto à seleção de conteúdos
e transposição didática de acordo com os objetivos expressos no Projeto Político-
Pedagógico;
-Viabilizar formação continuada aos profissionais da escola;
-Discutir e organizar ações com os professores para o atendimento dos alunos que
estão com dificuldades de aprendizagem;
-Estudar, analisar e assessorar o professor quanto à avaliação da aprendizagem;
-Estudar e divulgar referencial bibliográfico atualizado, bem como conhecer e avaliar
teorias da educação;
-Organizar e coordenar juntamente com o diretor, o conselho de classe, e planejar
com o coletivo as intervenções para os problemas levantados;
-Discutir os dados do aproveitamento escolar com os professores e a comunidade;
-Organizar, coordenar a elaboração coletiva do Projeto Político-Pedagógico;

                                         77
-Analisar e escolher material didático;
-Organizar turmas, calendário letivo, distribuição das aulas e disciplinas, horário
semanal de aulas e recreio;
-Planejar e organizar espaços e tempos da escola para projetos de recuperação de
estudos;
-Organizar a hora-atividade dos professores para estudo, planejamento e reflexão do
processo ensino-aprendizagem;
-Organizar o currículo escolar, o Conselho Escolar, A.P.M.F. e o Grêmio Estudantil.


25.3 – Professor

        Os professores do Ensino Fundamental e Médio são profissionais
responsáveis por transmitir ao aluno, informações sobre vários campos do
conhecimento, que formam o currículo escolar estabelecidos pelo Ministério da
Educação, desde as 5ª séries até o pré-vestibular. Procuram propiciar ao aluno um
ensino dinâmico e criativo, que estimule a aprender, raciocinar, adequando os
ensinamentos a cada faixa etária e a cada contexto sócio-econômico. Ao mesmo
tempo em que ensinam, os professores também formam os jovens nos aspectos de
hábitos e atitudes, transmitindo lições de disciplina, solidariedade, respeito ao
próximo e consciência de cidadania. Portanto, o professor deverá ter três qualidades
fundamentais: à atitude do verdadeiro educador, domínio de conteúdos e
capacidade de fazer com que o aluno se interesse pelos conteúdos.


 Atribuições dos docentes:
-Fazer o planejamento anual da disciplina junto ao pedagogo no início do ano letivo;
-Selecionar livros, textos, materiais e atividades complementares, vídeos, dinâmicas
de grupo, experiências, passeios e visitas, estabelecendo um cronograma, aplicando
e avaliando no dia-a-dia as atividades planejadas;
-Dar aulas sobre os assuntos programados dentro de sua disciplina;
-Propor jogos recreativos e exercícios para estimular o desenvolvimento global do
educando;
-Desenvolver atividades que explorem conhecimentos gerais como: notícias de
jornais e datas comemorativas, entre outros, promovendo um relacionamento
cooperativo de trabalho com seus colegas, pais, e com os diversos segmentos da
sociedade;
-Elaborar instrumentos de avaliação diversificados;
-Organizar tarefas coletivas para estimular a socialização dos educandos,
resguardando sempre o respeito e integridade;
-Organizar debates e atividades que gerem discussões, para estimular o
desenvolvimento da opinião e ação crítica do conhecimento filosófico - científico do
aluno;
-Procurar perceber e entender as dificuldades e necessidades individuais de cada
aluno, assegurando que, no âmbito escolar, não ocorra tratamento discriminativo de
cor, raça, religião ou classes sociais;
-Ser assíduo e pontual nos seus compromissos, chegando com 10 minutos de
antecedência para o ajuste de seus materiais;
-Comunicar com antecedência, sempre que possível, os atrasos e faltas eventuais,
para que sejam tomadas as providências necessárias;
-Participar ativamente de reuniões, comemorações e atividades cívicas promovidas
no estabelecimento de ensino.

                                        78
25.4 – Secretário
          Segundo a LDB 9.394/96, no capítulo I, Seção II, ARTIGO 7º, o Secretário
tem responsabilidade de manter organizada e atualizada a documentação dos
educandos. E, no artigo 15, § 1º, o Secretário Escolar deverá ter formação de nível
médio, no mínimo.
         No capítulo II, artigo 4º determina que: sob a supervisão do Diretor, a
pessoa responsável pelo manuseio e reprodução dos documentos arquivados será o
Secretário da Unidade Escolar, pessoalmente ou por pessoa habilitada, por ele
autorizado.


Atribuições do secretário:
-A secretária e / ou secretários terão como encargo, todo serviço de escrituração,
documentação escolar e correspondência do estabelecimento;
-Cumprir e fazer cumprir as determinações de seus superiores hierárquicos,
distribuindo tarefas decorrentes dos encargos da secretaria aos seus auxiliares;
-Redigir as correspondências que lhe for confiada, em tempo hábil, mantendo em
dia, o protocolo, arquivo escolar e assentamento do pessoal discente, de forma a
permitir, em qualquer época, a verificação, bem como ajudar e zelar pela
conservação dos bens materiais distribuídos na secretaria.



25.5 – Bibliotecária
        A bibliotecária conduzirá o educando as fontes de pesquisa e consulta para
professores e comunidade em geral, objetivando favorecer a formação de alunos
críticos, reflexivos e com hábitos e interesses pela leitura e amor ao livro.

Atribuições da Bibliotecária:
-Catalogar todo material da biblioteca, controlando a entrada e saída dos mesmos;
-Incentivar o hábito e habilidade da leitura e da pesquisa;
-Zelar pela guarda e manutenção de equipamentos e de outros materiais de ensino-
aprendizagem;
-Efetuar tarefas correlatadas as suas funções.



25.6 – Merendeira
       Cabe a merendeira a preparação dos alimentos, mantendo a higiene e
conservação dos mesmos, assim como dos utensílios e local onde a merenda é
servida.
      A mesma deverá comparecer ao trabalho, devidamente trajada conforme
normas e padrão de higiene da secretaria de saúde (avental, touca e luvas).
Atribuições da Merendeira
-Preparar e servir a merenda escolar, controlando a quantidade e a qualidade da
mesma;


                                        79
-Conservar o local de preparação da merenda em boas condições de trabalho,
procedendo à limpeza e arrumação;
-Informar ao diretor das necessidades de reposição de estoque;
-Cuidar dos equipamentos de trabalho com atenção e higiene.



25.7 – Serviços Gerais
       Cabe aos serviços de manutenção e limpeza, as tarefas de higiene e
conservação do estabelecimento de ensino.
      A execução das tarefas de manutenção e limpeza estará sobre a
subordinação da direção do estabelecimento.
Atribuições dos Serviços Gerais:
-Zelar pela conservação das instalações e equipamentos escolares, manter em
ordem as instalações, providenciando os materiais necessários;
-Manter limpas as dependências internas e externas, bem como os mobiliários do
estabelecimento;
-Executar as demais tarefas compatíveis com sua função;
-Receber e conferir a chegada de materiais;
-Tirar poeira dos móveis e mobiliários;
-Varrer e lavar pisos, paredes, portas e janelas;
-Lavar e desinfetar sanitários.


25.8 – A.P.M.F. – Associação de Pais, Mestres e Funcionários
Composição:
Presidente: Moacir Raimundo
Vice-Presidente: Alcides Scheffer
1º Secretário: Marilaine Guilherme da Silva
2º Secretário: Maria Luiza Pelissari Sambati
1º Tesoureiro: José Castorino de Lima
2º Tesoureiro: Cleusa Bonfim
1º Diretor Sociocultural Esportivo: Sônia Janete Chandoha
2º Diretor Sociocultural Esportivo: Urcino Pereira
Representante dos Professores: Susi Ani Pelissari Versari
Representante dos Funcionários: Idalina Mendes da Silva
Representante dos Pais: Clarice de Lima
        Cabe ao Presidente a responsabilidade na assinatura dos cheques e outros
documentos, destacando que qualquer irregularidade nas prestações de contas, o
mesmo responderá com o patrimônio próprio. Suas demais atividades são
regulamentadas no próprio estatuto, sendo relacionadas com a escola e a
comunidade.
Ato de Criação – 30/05/1984


25.9 – Conselho Escolar
Composição:
Presidente: Marli Vieira da Silva

                                      80
Representante do Corpo Docente: Susi Ani Pelissari Versari
Representante do Corpo Discente: Ana Paula Linares
Representante dos Pais: Marcio Baida
Representante da Equipe Pedagógica: Marisa Zanella Castelli
Representante dos Assistentes Administrativos: Luzinete Aparecida da Silva
Representante dos Auxiliares de Serviços Gerais: Etelvina Vian Giacomoli
Representante da Comunidade Civil: Lucilene M. Bonfim
Representante do Grêmio Estudantil: Talyta Maiara Fiorini
        Órgão máximo de direção de uma escola pública, segundo o artigo 6º, § 1º
da Deliberação 016/99 do Conselho Escolar de Educação. Tem por principal
atribuição estabelecer à proposta pedagógica à escola, eixo de toda e qualquer ação
a ser desenvolvida no estabelecimento.

25.10 – Grêmio Estudantil
Composição:
Presidente: Talyta Maiara Fiorini
Vice–Presidente: Letícia de Lima
Secretário Geral: Islaine Helena Fedrigo
1º Secretário: Daiane Aparecida de Paula Filomeno
Tesoureiro Geral: Cleide Boiko
1º Tesoureiro: Nadir Fernandes Santana
Diretor Social: Daiane Lucena
Diretor de Imprensa: Bruno Leonardo Alves
Diretor de Esportes: Fernando Augusto Fedrigo
Diretor de Cultura: Sandro José Bonette
Diretor de Saúde e Meio Ambiente: Éderson dos Santos
O Grêmio Estudantil tem por objetivos:
I – Representar condignamente o corpo discente;
II – Defender os interesses individuais e coletivos dos alunos do Colégio;
III – Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de seus membros;
IV – Promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e
alunos no trabalho escolar buscando seus aprimoramentos;
V – Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural e educacional com outras
instituições, assim como a filiação às entidades gerais UMES (União Municipal dos
Estudantes Secundaristas), UPES (União Paranaense dos Estudantes
Secundaristas) e UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas);
VI – Lutar pela democracia permanente na escola, através do direito de participação
nos fóruns internos de deliberação da escola.
        O quadro funcional do Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio vem
trabalhando de forma participativa e democrática, visando à melhoria da qualidade
do ensino. Equipe essa compromissada no processo educacional, objetivando o
sucesso e progressão do aluno.
Ato de criação - 21/06/2005

25.11 – Regimento Interno
Dos Direitos, Deveres e sanções dos Alunos

Dos Direitos

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            Além daqueles que lhe são outorgados por toda legislação aplicável,
constituirão direitos dos alunos;
1º) Tomar conhecimento, no ato da matrícula, das disposições do Regimento
Escolar do Estabelecimento de Ensino.
2º) Solicitar na Secretaria deste estabelecimento de Ensino, no prazo de 72 (setenta
e duas) horas, a segunda chamada das provas que vier a perder, devendo justificar
devidamente, através de atestados médicos, certidões ou declarações para a
realização das avaliações.
3º) Solicitar revisão de notas no prazo de 48 horas a partir da divulgação das
mesmas (via secretaria);
4º) Ter oportunidade para defender-se;
5º) Organizar-se em associações culturais, cívicas e desportivas, segundo normas
estabelecidas pela direção do Estabelecimento;
6º) Informar-se através de boletins ou de outras formas de comunicação, referente
seu rendimento escolar e sua freqüência;
7º) Requerer transferência ou cancelamento de matrícula por si, quando maior de
idade, ou através dos pais ou responsáveis, quando menor de idade;
8º) Nomear um representante de sala e um professor monitor para representá-los,
sempre que se fizer necessário;
9º) Liberdade de expressão com educação;
10º) Discutir com a equipe pedagógica e professores, a qualidade e metodologia
didática da escola;
11º) Solicitar orientação dos Professores, Orientadora Educacional e Direção do
Estabelecimento de Ensino para auxiliar na solução de seus problemas;
12º) Apresentar sugestões à Direção do Estabelecimento, que visem melhorias de
aspectos qualitativos de ensino.


Dos Deveres
           Constituirão deveres do aluno, além daqueles previstos na legislação e
normas de ensino aplicáveis:
1º) Cooperar na manutenção de higiene e conservação das instalações escolares;
2º) Relacionar-se respeitosamente com os professores, colegas e funcionários do
Estabelecimento de Ensino;
3º) Cumprir, executar tarefas escolares e entregar os trabalhos de pesquisa e outros,
no prazo determinado pelo professor;
4º) Possuir e trazer o material escolar proposto pela Escola, conservando-o em
perfeito estado de uso e ordem;
5º) Evitar ocupar-se durante as aulas de qualquer trabalho estranho a elas;
6º) Comparecer pontualmente às aulas e demais atividades escolares, apresentar-se
limpo e devidamente uniformizado, sendo proibido o uso de mini - micro saias e
decotes ousados.
7º) Permanecer na sala de aula durante o intervalo de uma para outra, ficando a
critério do professor seguinte a liberação do aluno ou não para ir ao banheiro, tomar
água e outros;
8º) Permanecer no Estabelecimento de Ensino durante todo o período de aula,
podendo ausentar-se somente com a autorização da direção ou equipe pedagógica;
9º) Manter uma atitude ética na escola e na comunidade;
10º) É expressamente proibido fumar, fazer uso de bebidas alcoólicas, drogas e
outras substâncias tóxicas e/ou inflamáveis na sala de aula, corredor e/ou pátio do


                                         82
Colégio, o aluno que infringir esta determinação, será encaminhado à direção do
colégio e ao conselho tutelar. Os pais serão notificados e responsabilizados.
11º) O material cedido pelo Estabelecimento de Ensino, deverá ser devolvido ao
colégio, quando da desistência, transferência ou término do ano letivo, ficando
condicionada a transferência à devolução dos mesmos;
12º) É vedado o uso de celulares durante os horários de aula e no pátio do Colégio;
13º) Cumprir horários, evitando atrasos na entrada e após o intervalo.
Manhã – 07h30min às 11h45min
Noite – 18h45min às 23h00min
14º) Em caso de indisciplina, os pais ou responsáveis serão convocados a
comparecer à escola e junto ao conselho escolar para solucionar o problema.
15º) Para a transferência de aluno, o pai ou responsável deverá requerê-la com três
dias de antecedência, junto com a secretaria da escola.
16º) Se o aluno destruir qualquer bem da escola, os pais ou responsáveis serão
comunicados para ressarcir os danos causados ou o aluno o consertará e prestará
serviço ao colégio.
17º) Os livros que os alunos retirarem da biblioteca por empréstimo, deverão ser
devolvidos no prazo estipulado, estando sujeito à multa de R$ 0,50 ao dia e se
extraviar o livro ou paga em dinheiro ou doa outro livro.
18º) É proibido o uso de boné na sala de aula.
19º) Não é permitido o namoro ou manifestações de namoro (contato físico) dentro
da sala de aula e no pátio do colégio.
20º) Atitudes que devem ser evitadas em sala, sob pena de ser encaminhadas à
direção:
-Não é permitido atrapalhar e tumultuar a aula com conversas, bolinhas de papel,
vaias, batucadas, gritos, vocabulário impróprio, desenhos, bilhetes, etc.
-Comer, mascar chicletes ou chupar balas durante as aulas;
-Entrar ou sair da sala de aula, sem portar autorização do professor;
-Brigar ou faltar com respeito com colegas, professores e funcionários do Colégio;
-Permanecer na porta da sala ou sair da mesma nos intervalos.
21º) É de responsabilidade de o aluno entregar aos pais ou responsáveis a
correspondência enviada pelo Colégio (boletins, comunicados, convites,
convocações, outros).
22º) O colégio não se responsabiliza pelo aluno antes ou após o horário de
funcionamento dos dois turnos do Colégio.
23º) Comunicar a direção através de bilhete ou telefonema, quando tiver
necessidade de deixar o colégio antes do horário, necessitar faltar (colocar o
motivo).
          È vedado ao aluno pertencente ao Estabelecimento de Ensino:
-Entrar e sair da sala, durante as aulas, sem autorização do respectivo professor;
-Ausentar-se do Estabelecimento de Ensino, em horário escolar, sem expressa
autorização da Direção, dos pais ou responsáveis, quando menor de idade.
-Promover jogos, excursões, coletas, listas de pedidos ou campanhas e vendas,
sem a prévia autorização da Direção;
-Circular no Estabelecimento de Ensino, fora do seu turno de Estudo, sem motivo
que o justifique;
-Interromper a aula em outras turmas, exceto em situações extremamente
necessárias;
-Entrar em sala de aula, após 15 minutos do início, sem autorização expressa da
Direção;



                                        83
            No desrespeito das normas mencionados e esgotados todos os recursos
disponíveis da Orientação Pedagógica e Direção, serão tomadas medidas
disciplinares.


Das Sanções
          A infração dos deveres e transgressões das proibições, sujeita a aluno,
conforme a gravidade da falta, as seguintes penalidades:
-Advertência verbal;
-Contato com os pais ou responsáveis, através do Professor Pedagogo, com
registros na ficha pedagógica do aluno;
-Suspensão, no caso de faltas graves cometidas pelos alunos, tais como: uso de
violência, brincadeiras que resultem em danos físicos ou morais ao colega, professor
ou funcionário, com seqüência imprevisível, apelidos deprimentes, ausência
premeditada à aula, desacato à autoridade, dano ao patrimônio da escola e
reincidência na indisciplina.
-Os danos ao patrimônio escolar deverão ser ressarcidos pelo aluno infrator ou por
seus responsáveis.
            Quando a gravidade e a repetição e permanência de condutas anti-sociais
desafiarem todas as medidas pedagógicas, o Colégio Estadual Profº Jaelson Biácio -
Ensino Fundamental e Médio encaminhará aos órgãos competentes a
responsabilidade de aplicar as sanções cabíveis.
            As infrações caracterizadas como crime de contravenção por um aluno no
interior dos limites do Colégio serão comunicadas as autoridades competentes, para
que ocorra a devida apuração do ato infracional.


Das Disposições Gerais e Transitórias
- O Estabelecimento de Ensino será regido pelo Regulamento Interno aprovado pelo
Conselho Escolar, respeitando as normas do mesmo.

- O presente Regimento Interno entrará em vigor na data de sua publicação.




                                        84
26 – RECURSOS FINANCEIROS / RECEITAS

Recursos que o colégio dispõe para realização dos seus projetos


        O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – E.F.M. recebe recursos
financeiros da Fundepar, Fundo Rotativo, que tem por finalidade a manutenção e
outras despesas relacionadas com as atividades educacionais, estes recursos estão
destinados à compra de materiais de consumo como: gêneros alimentícios para
complementação da merenda escolar, materiais de expedientes, esportivos,
limpeza, didático, escolar, utensílios de copa e cozinha, atividades extracurriculares,
reparos no prédio, reposição de material para o laboratório de física, química e
biologia e outros como: lâmpadas, equipamentos, livros, enciclopédias, fitas de
vídeo e DVDs.
        Recebemos também do Programa Dinheiro Direto na Escola (P.D.D.E.),
recursos para garantir uma educação de qualidade para todos, a partir das diretrizes
de democratização do acesso e garantia de permanência em todos os níveis de
ensino e da gestão, tendo como objetivos:
- Contribuir para manutenção e melhoria da infra-estrutura física e pedagógica da
instituição de ensino,
- Reforçar a autonomia gerencial e participação social da instituição de ensino;
- Concorrer para a equidade na oferta de elevação da qualidade do ensino
fundamental;


Finalidades dos Recursos recebidos do P.D.D.E.
-Aquisição de material permanente;
-Manutenção, conservação e pequenos reparos na unidade escolar;
-Aquisição de materiais de consumo necessários ao funcionamento da escola;
-Implementação de projetos pedagógicos;
-Desenvolvimento de atividades educacionais.


Projeto Escola Cidadã – É em recurso financeiro exclusivamente para a
complementação de gêneros alimentícios para a merenda escolar. Este recurso veio
de encontro às necessidades alimentares dos nossos alunos, pois muitos deles não
se alimentavam com verduras e frutas, mas com a aquisição de produtos in natura e
leguminosas, nossa merendeiras fazem lanches ricos, obedecendo um cardápio
balanceado, objetivando despertar no aluno uma reeducação alimentar.


Associação de Pais, Mestres e Funcionários (A.P.M.F.) do colégio fazem um
trabalho coletivo junto à comunidade e os alunos, arrecadando fundos para a
melhoria de ensino aprendizagem e conservação do patrimônio, visando uma boa
imagem do estabelecimento. Estas arrecadações são realizadas durante o ano
letivo, em épocas determinadas, através de bingos, rifas, bailes, festa junina e outras
atividades que visam angariar recursos que serão posteriormente investidos na
escola no desenvolvimento de projetos educacionais.
         Todos os recursos financeiros obtidos pela escola, serão revertidos em prol
do educando.


                                          85
       Os recursos financeiros da gestão 2004/2005 foram investidos na aquisição
de uma TV 29', um DVD, um aparelho de som, dois microfones sem fio, um lava jato,
construção de duas mesas de ping-pong, três cortinas black out para o laboratório, a
construção do piso para o acesso à quadra de esportes, seis floreiras para
ornamentação do colégio, sementes e adubo para as flores e horta e verbas para a
realização de viagens.
       As necessidades do nosso Estabelecimento de Ensino, foram supridas com
os recursos da Associação, conforme itens acima citados, pois as verbas
destinadas, não atendem “todas” prioridades de que nossos alunos reivindicam.




                                        86
27 – CRITÉRIOS PARA ELABORAÇÃO DO CALENDÁRIO
ESCOLAR, HORÁRIOS LETIVOS E NÃO LETIVOS
        O Calendário Escolar do Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio –
Ensino Fundamental e Médio tem a carga horária mínima para o ano letivo que será
de 800 horas distribuídas em 200 dias de efetivo trabalho em sala de aula.
        O calendário escolar ordena o tempo, prevê os dias letivos e não letivos, as
férias, os períodos escolares em que o ano se divide, os feriados cívicos e
religiosos, as datas reservadas a avaliação, os períodos para reuniões técnico-
pedagógicas, cursos e projetos, conselho de classe e eventos a serem realizados
por este estabelecimento.

27.1. Horário Escolar do Colégio Professor Jaelson Biácio – Ensino
Fundamental e Médio do Ano Letivo de 2005
      O horário escolar, que fixa o número de horas por semana e que varia em
razão das disciplinas constantes nas diretrizes curriculares, estipula também o
número de aulas por professor.
      Para o Ensino Fundamental e Médio, a carga horária mínima para o ano letivo
é de 800 (oitocentas horas), distribuídos por 200 (duzentos) dias de trabalho efetivo
em sala de aula.

27.2 – Horário de Entrada e Saída
                                      MANHA               NOITE
   FUNÇÃO NA ESCOLA
                                ENTRADA   SAÍDA   ENTRADA      SAÍDA
Assistente Administrativo       07h20min 11h45min 18h40min   23h00min
Direção     e     Professores
                                07h20min        11h45min 18h40min     23h00min
Pedagogos
Auxiliar de Serviços Gerais     07h15min        12h15min 18h30min     23h00min
Professores                     07h20min        11h45min 18h40min     23h00min
Aulas / Alunos                  07h25min        11h45min 18h45min     23h00min


27.3 – Organização da Hora Atividade
        A escola oferece a Hora Atividade conforme a Lei Estadual nº. 13.807 de
30/09/2002 dentro da organização conforme o horário escolar deste estabelecimento
no qual o professor a realiza individualmente e, sempre que necessário com o
auxílio da equipe pedagógica da escola. Nosso estabelecimento por ser de porte 2,
não disponibilizamos de vários professores na mesma área de atuação,
inviabilizando agrupamento dos mesmos por disciplina.
         Na Hora Atividade, o professor tem à sua disposição, um acervo bibliográfico,
computador, vídeo-cassete, DVD e laboratório de física, química e biologia, onde o
mesmo tem a oportunidade de estudar, planejar e aprofundar-se em seus
conteúdos, visando um melhor preparo e qualidade ao ministrar suas aulas.




                                           87
          COLÉGIO ESTADUAL PROF° JAELSON BIÁCIO – E.F.M
              PIQUIRIVAI – CAMPO MOURÃO – PARANÁ
                        CALENDÁRIO - 2005
JANEIRO                   2005        FEVEREIRO                 2005     MARÇO                    2005
D S T          Q    Q    S S          D S T Q             Q    S S       D S T          Q    Q    S S
                             01             01 02         03   04 05           01       02   03   04 05
02   03   04   05   06   07 08        06 07 08 09         10   11 12     06 07 08       09   10   11 12
09   10   11   12   13   14 15        13 14 15 16         17   18 19     13 14 15       16   17   18 19
16   17   18   19   20   21 22        20 21 22 23         24   25 26     20 21 22       23   24   25 26
23   24   25   26   27   28 29        27 28                              27 28 29       30   31
30   31                               Dias Letivos = 13                  Dias Letivos = 22


ABRIL                 2005            MAIO                     2005      JUNHO                    2005
D S T          Q    Q S S             D S      T    Q     Q     S S      D S T          Q    Q    S S
                       01 02          01 02    03   04    05   06 07                    01   02   03 04
 3   04   05   06   07 08 09          08 09    10   11    12   13 14     05   06   07   08   09   10 11
10   11   12   13   14 15 16          15 16    17   18    19   20 21     12   13   14   15   16   17 18
17   18   19   20   21 22 23          22 23    24   25    26   27 28     19   20   21   22   23   24 25
24   25   26   27   28 29 30          29 30    31                        26   27   28   29   30
Dias Letivos = 19                     Dias Letivos = 20                  Dias Letivos = 22


JULHO                2005             AGOSTO                   2005      SETEMBRO                  2005
D S T          Q    Q S     S         D S T         Q     Q    S S       D S T Q             Q    S S
                       01   02           01 02      03    04   05 06                         01   02 03
03   04   05   06   07 08   09        07 08 09      10    11   12 13     04   05   06   07   08   09 10
10   11   12   13   14 15   16        14 15 16      17    18   19 20     11   12   13   14   15   16 17
17   18   19   20   21 22   23        21 22 23      24    25   26 27     18   19   20   21   22   23 24
24   25   26   27   28 29   30        28 29 30      31                   25   26   27   28   29   30
31         Dias Letivos = 09          Dias Letivos = 22                  Dias Letivos = 21


OUTUBRO                   2005        NOVEMBRO                  2005     DEZEMBRO                  2005
D S T Q             Q    S S          D S T Q             Q    S S       D S T Q             Q    S S
                             01             01 02         03   04 05                         01   02 03
02   03   04   05   06   07 08        06 07 08 09         10   11 12     04   05   06   07   08   09 10
09   10   11   12   13   14 15        13 14 15 16         17   18 19     11   12   13   14   15   16 17
16   17   18   19   20   21 22        20 21 22 23         24   25 26     18   19   20   21   22   23 24
23   24   25   26   27   28 29        27 28 29 30                        25   26   27   28   29   30 31
30   31    Dias Letivos = 19          Dias Letivos = 20                  Dias Letivos = 12

                                        Férias Discentes
                                  janeiro          31 dias               Férias Docentes
                                  fevereiro        09 dias         janeiro         31 ias
                                  julho            18 dias         julho           14 ias
                                  dezembro         12dias          dezembro        12 ias
                                  total            70dias          recessos        04 dias
                                                                   total           60 dias
       Dias Letivos
1º semestre 105 dias
 2º
semestre     94 dias
Fer. Mun.    (01) dias
total        200 dias


                                                          88
      Início/Término
      Férias
      Recesso
      Planejamento
      Feriado

                       EVENTOS DO CALENDÁRIO – 2005


24/03 – Comemoração da Páscoa
09/04 – Evento Esportivo (torneio interno)
06/05 – Comemoração do dia das Mães ( trabalhar poesias – declamar )
02 e 03/07 – Festa julina
19/08 – Aniversário do distrito
03 a 07/09 – Semana da pátria (concurso de pipas no estádio )
30/09 – Mostra de Artes, Ciências e Letras
15/10 – Evento Esportivo ( torneio interno )
17/11 – Manhã e Noite literária
08/12 – Missa em Ação de Graças
17/12 – Formatura (Colação de grau e baile )


SEMANA PEDAGÓGICA: 02 A 06 Fevereiro de 2006


             CONSELHO DE CLASSE E REUNIÕES PEDAGÓGICAS


CONSELHO DE CLASSE:
                          - 1° Bimestre – 30/04
                          - 2º Bimestre – 30/07
                          - 3º Bimestre – 01/10
                          - 4º Bimestre – 16/12


Obs: O conselho de classe do 4º bimestre da 8ª Série A e 3° ano A do ensino Médio
será no dia 01/12/2005.

As reuniões pedagógicas serão marcadas pela equipe pedagógica e avisadas com
antecedência.




                                       89
28 - CRITÉRIOS PARA ORGANIZAÇÃO DE UTILIZAÇÃO
DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS
         O Colégio Estadual Jaelson Biácio - E.F.M. conta com alguns espaços
educativos acessíveis a toda a comunidade escolar, nos quais são utilizados para a
realização de pesquisas, reuniões, eventos, entre outros, para alunos, professores,
equipe pedagógica, pais e comunidade. Um desses espaços utilizados para a
realização de eventos é o refeitório que têm esta dupla função. A escola possui
laboratório de ciências, onde utiliza-se também como sala de vídeo. Contamos com
quatro salas de aula e espaços livres cobertos para uso dos alunos e professores,
podendo ser expostos nas paredes, trabalhos pedagógicos realizados pelos
mesmos; uma biblioteca com diversidade de livros, vídeo-cassete, televisão e
retroprojetor; pátio aberto com árvores e bancos para descanso e o hall de entrada
para apresentações; secretaria com quatro salas, nas quais atuam a direção, equipe
pedagógica e secretárias.


28.1 - Biblioteca

          A biblioteca Vivian Silvana Becher, do Colégio Estadual Professor Jaelson
Biácio – Ensino Fundamental e Médio tem por finalidade subsidiar a pesquisa, leitura
e a informação ao educando, professores, funcionários e comunidade em geral em
todos os níveis.
         Ela deve ser um espaço de aprendizagem, de desenvolvimento cultural,
autonomia intelectual e pensamento crítico e a formação ética, tornando-se assim,
um espaço aprazível através de um ambiente que gere transformação com
mudanças de hábitos nos quais o educando possa ampliar o universo da leitura.
         Pretendemos em curto prazo, que nossa biblioteca seja reformada e
ampliada no seu acervo bibliográfico, para que nossos professores possam melhor
direcionar seus projetos, pesquisas, visando um aprofundamento cientifico do
educando e conseqüentemente a melhoria da qualidade de ensino.
         Pretendemos construir na escola, uma política de formação de leitores, mas
para isso, temos que provocar momentos de leitura (dias chuvosos ou criar
momentos exclusivos), pois para aprender a ler e criar hábitos de leitura é preciso
“aprender a ler lendo”, e para que isso aconteça precisamos desenvolver muito mais
do que a capacidade de ler. A escola terá que se mobilizar internamente, pois criar
bons hábitos de leitura requer muitos esforços.
        O professor deverá conscientizá-los de que a leitura é algo interessante e
desafiador, com a leitura o educando terá mais autonomia e independência.
         Outro projeto que estamos dando continuidade é o que podemos chamar
de "Roda de Leitores”, periodicamente os alunos tomam emprestados livros (do
acervo da biblioteca) para ler em casa, como também ocorre semestralmente o
Projeto Feirão do Livro, onde há troca, venda e doação de livros entre alunos, isto
para que criemos bons leitores.


28.2 - Laboratório
         O laboratório de Química, Física e Biologia do Colégio Estadual Jaelson
Biácio, tem como finalidade viabilizar e reestruturar as atividades teórico-práticas
relacionadas a estas disciplinas, levando os educandos a desenvolverem pequenos
projetos experimentais, aplicando os conhecimentos científicos com finalidades

                                        90
práticas, onde os professores dessas áreas deverão desenvolver nos mesmos o
raciocínio crítico, a compreensão e a aplicação do processo de investigação
científica, para que possam adquirir conhecimentos básicos que permitam atuar
convenientemente em situações concretas, possibilitando o manuseio dos materiais
do laboratório.




                                      91
29 - CRITÉRIO PARA ORGANIZAÇÃO DE TURMAS E
DISTRIBUIÇÃO POR PROFESSOR EM RAZÃO DA
ESPECIFICIDADE
                            Distribuição de Aulas por Série
                                     5ª SÉRIE
                                                                  QUANTIDADE DE
    NOME DO PROFESSOR                    DISCIPLINAS                 AULAS /
                                                                     SEMANAL
Susi Ani Pelisari Versari              Língua Portuguesa                03
Lucivania Aparecida Balsarin           Educação Artística               02
Paulo César da Costa                    Educação Física                 02
Delia de Matos Durant                     Matemática                    05
Maurílio Santos                             Ciências                    03
Melissa M. Akiama Matsumoto                 História                    02

Marli Vieira da Silva                      Geografia                    03
Lucivania Aparecida Balsarin            Ensino Religioso                01
Karina Casanova                           L.E. M-Inglês                 02
Danielle Miranda de Morais          Literatura Infanto-Juvenil          02

                                     6ª SÉRIE
                                                                     QUANTIDADE
        NOME DO PROFESSOR                        DISCIPLINAS          DE AULAS /
                                                                      SEMANAL
Susi Ani Pelisari Versari                      Língua Portuguesa          03
Lucivania Aparecida Balsarin                   Educação Artística         02
Paulo César da Costa                            Educação Física           02
Delia de Matos Durant                             Matemática              05
Maurílio Santos                                    Ciências               03
Melissa Mayumi Akiama Matsumoto                     História              03
Marli Vieira da Silva                              Geografia              03
Karina Casanova                                  L.E. M-Inglês            02
Karina Casanova                                Literatura Infanto-        02
                                                    Juvenil
                                     7ª SÉRIE


                                          92
                                                                  QUANTIDADE
        NOME DO PROFESSOR                      DISCIPLINAS        DE AULAS /
                                                                   SEMANAL
Susi Ani Pelisari Versari                   Língua Portuguesa         03
Lucivania Aparecida Balsarin                Educação Artística        02
Paulo César da Costa                          Educação Física         02
Sandro Pereira da Silva                         Matemática            05
Maurílio Santos                                  Ciências             03
Melissa Mayumi Akiama Matsumoto                   História            03
Marli Vieira da Silva                            Geografia            03
Karina Casanova                                L.E. M-Inglês          02
Danielle Miranda de Morais                  Literatura Infanto-       02
                                                  Juvenil




                                   8ª SÉRIE
                                                                  QUANTIDADE
        NOME DO PROFESSOR                      DISCIPLINAS        DE AULAS /
                                                                   SEMANAL
Susi Ani Pelisari Versari                   Língua Portuguesa         03
Lucivania Aparecida Balsarin                Educação Artística        02
Paulo César da Costa                          Educação Física         02
Sandro Pereira da Silva                         Matemática            05
Maurílio Santos                                  Ciências             03
Melissa Mayumi Akiama Matsumoto                   História            03
Marli Vieira da Silva                            Geografia            03
Karina Casanova                                L.E. M-Inglês          02
Danielle Miranda de Morais                  Literatura Infanto-       02
                                                  Juvenil




                            1º ANO DO ENSINO MÉDIO
                                                                  QUANTIDADE


                                       93
        NOME DO PROFESSOR                     DISCIPLINAS       DE AULAS /
                                                                 SEMANAL
Antonia Elizabeth de Lima                   Língua Portuguesa       04
José Carlos da Silva                              Arte              02
Paulo César da Costa                         Educação Física        02
Lucimara Aparecida de Lima                     Matemática           03
Josimere Nunes da Silva                          Física             02
João Carlos Rosetto                             Química             02
Flávia Carla Praxedes Santili                    História           02
José Carlos da Silva                            Geografia           02
Karina Casanova                               L.E.M - Inglês        02
Lucivania Aparecida Balsarin                    Filosofia           02




                            2º ANO DO ENSINO MÉDIO
                                                                QUANTIDADE
        NOME DO PROFESSOR                     DISCIPLINAS       DE AULAS /
                                                                 SEMANAL
Antonia Elizabeth de Lima                   Língua Portuguesa       04
Paulo César da Costa                         Educação Física        02
Lucimara Aparecida de Lima                     Matemática           05
Josimere Nunes da Silva                          Física             02
João Carlos Rosetto                             Química             02
Flávia Carla Praxedes Santili                    História           02
Ana Lúcia Kozan                                 Geografia           02
Karina Casanova                               L.E.M –Inglês         02
Lucivania Aparecida Balsarin                    Filosofia           02




                            3º ANO DO ENSINO MÉDIO
                                                                QUANTIDADE
        NOME DO PROFESSOR                     DISCIPLINAS       DE AULAS /


                                       94
                                                         SEMANAL
Antonia Elizabeth de Lima            Língua Portuguesa     04
Paulo César da Costa                  Educação Física      02
Lucimara Aparecida de Lima              Matemática         05
Josimere Nunes da Silva                   Física           02
João Carlos Rosetto                      Química           02
Flávia Carla Praxedes Santili             História         02
Ana Makohim                              Geografia         02
Karina Casanova                       L.E.M. – Inglês      02
Lucivania Aparecida Balsarin             Filosofia         02
Ana Makohim                      Geografia do Paraná       02




                                95
30. DIRETRIZES PARA A AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE, DO
CURRÍCULO, DAS ATIVIDADES EXTRACURRICULARES E
DO PROJETO POLÍTICO -PEDAGÓGICO

         O Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio - E.F.M. tem como objetivo na
avaliação dos docentes e não docentes (funcionários), verificar a qualidade das
ações dos mesmos, a infra-estrutura e os serviços de cada um dentro da escola.

          Ramos e Moraes (2000) colocam que a avaliação do desempenho
docente, dos funcionários, do currículo, das atividades extracurriculares e do Projeto
Político-Pedagógico, contribui para a melhoria da qualidade de ensino, independente
do nível. Sendo processo imprescindível quando o docente e os funcionários
pretendem qualificar suas ações em direção a um ensino mais qualitativo, mais
adequado à realidade e mais humano.

        Acreditamos que este processo de avaliação auxiliará a tomada de decisão
na hora certa, e conseqüentemente a qualificação do ensino aprendizagem.

        Ao avaliar o desempenho dos professores e funcionários deste Colégio, o
critério será a apreciação do desempenho sistemático de cada indivíduo no cargo e
no seu potencial de desenvolvimento, pois toda avaliação será contínua, tornando-
se um processo para estimular o valor, a excelência, a responsabilidade, o
compromisso, a dedicação, a eficiência, as qualidades ou os defeitos, mas sempre
com o intuito de que essa avaliação seja construtiva para cada professor ou
funcionário, voltada para a melhoria contínua da qualidade de ensino e do
desempenho profissional.

       A avaliação do desempenho será de natureza pedagógica, pois terá uma
dinâmica aberta ao crescimento e as mudanças que reflitam no processo do ensino-
aprendizagem. O mesmo será aplicado aos funcionários em geral. Este sistema
deverá ser entendido como parte do compromisso de trabalho dos funcionários.
Assim como avaliamos nossos docentes e não docentes, também avaliamos nosso
currículo e atividades extracurriculares, observando as práticas pedagógicas
aplicadas e a verificação do andamento dos conteúdos para que haja as mudanças
necessárias e novas tomadas de decisões. Como avaliamos o “todo” da escola, não
deixamos de avaliar o desempenho de nossa instituição de ensino, como forma de
rever e aperfeiçoar os projetos sócio-políticos, promovendo a permanente melhoria
da qualidade e pertinência das atividades extracurriculares e curriculares
desenvolvidas. A utilização eficiente, ética e relevante dos recursos humanos e
materiais da instituição traduzida em compromissos científicos e sociais, asseguram
a qualidade e a importância de seus produtos e sua legitimação junto à comunidade
escolar e a sociedade.




                                         96
31. INTENÇÃO DE ACOMPANHAMENTO AOS EGRESSOS

        A escola deve ser um espaço democrático, significativo e singular para
trabalhar com as diversidades humanas, respeitando as limitações, percebendo as
potencialidades para a aprendizagem e considerando as especificidades de cada
educando, a favor da inclusão de todos.

        A inclusão antes de ser educacional é social, portanto, é uma conquista de
toda a sociedade.

       Acredita-se numa sociedade sem exclusão social, sem discriminação de
gênero, de crença, de etnia, que construa e consolide valores políticos e cultuais no
resgate da ética, da solidariedade, do companheirismo e do compromisso com a
transformação social.

        A escola que estamos construindo deve ser um espaço acolhedor que
garanta o acesso, a permanência e os avanços efetivos na aprendizagem do aluno.
As diferenças individuais devem estar sempre presentes e à atenção à diversidade
deve ser o eixo norteador da inclusão educacional.

      Visando a inclusão social e educacional, adotada por este estabelecimento de
ensino, foi possível realizar matrículas de alunos egressos oriundos do Ensino
Fundamental e Médio, diante disso, estamos contribuindo no combate a evasão
escolar, a exclusão e a repetência que são os grandes problemas nas escolas.

       Aos que não tiveram oportunidade de ingressar à escola em idade própria,
procuramos viabilizar ambiente favorável à aprendizagem de forma acolhedora e
atrativa, onde o aluno passa a sentir-se bem e aceito, participante ativo nas tomadas
de decisões, fazendo parte de um processo democrático, visando sua permanência
e progressão no processo educativo.




                                         97
32. PRÁTICA AVALIATIVA

32.1 – Avaliação Institucional


      A Avaliação Institucional é hoje um desfio para todas as instituições de
ensino, pois possibilita analisar suas ações administrativas, técnicas e pedagógicas
de maneira descontextualizada, crítica e participativa, permitindo perceber suas
possibilidades e limitações bem como apontar caminhos para a tomada de decisão
em relação ao pensar e ao agir institucional, em busca da qualificação do ensino-
aprendizagem.

       Quando tratamos de um processo qualitativo de avaliação, entendemos a
qualidade como faces de um mesmo processo. Não dá para construir qualidade sem
avaliação, nem avaliação sem qualidade, à medida que dois processos se
desenvolvem pelos mesmos princípios. Devem ser processos éticos, transparentes e
dinâmicos que se desdobram no atendimento de vários critérios, tais como: ouvir as
pessoas envolvidas, considerar a diversidade e a especificidade do contexto,
implementar praticidade e viabilidade nas ações e recorrer às estratégias tanto
quantitativa quanto qualitativas, capazes de validar os dados da realidade.

        A avaliação institucional vem em busca de mecanismo de transformação.
Esta visão de transformação está centrada em mudanças qualitativas quando todas
as pessoas envolvidas mudarem suas posturas, sua forma de pensar e agir,
qualificando o seu trabalho (é nisto que estamos investindo atualmente), percebendo
o quanto à avaliação pode estar contribuindo no desenvolvimento das diferentes
dimensões humanas: políticas, epistemológicas e estéticas.

       Paulo Freire (1996), em seu livro “Pedagogia da Autonomia, diz: Saberes
necessários a prática educativa”, (pequeno em tamanho e grande em qualidade), a
dimensão política voltada para a questão da criatividade, a epistemológica voltada
para a questão da curiosidade e da estética para a criatividade todas elas
eticamente articuladas.

         Com o processo de avaliação institucional, a escola manifesta a sociedade
que quer crescer, quer melhorar, e para isso se torna aberta, flexível, autocrítica,
revelando ser uma instituição séria e comprometida com seu processo de
qualificação. Quer auto conhecer-se? Como está o seu ensino? Pesquisa? A
extensão? A gestão? E com esses resultados busca replanejar, repensar, dar outros
sentidos e significados as suas ações sempre respeitando as diferenças e o direito a
igualdade, em todos os seus aspectos, sejam eles: sociais, culturais, políticos,
econômicos, de gênero, geração e etnia.




                                        98
33 – AVALIAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO


         Damos início ao Projeto Político-Pedagógico do Colégio Estadual Professor
Jaelson Biácio - E.F.M. reunindo a comunidade escolar, funcionários, A.P.M.,
Conselho Escolar e o Grêmio Estudantil. Todos estes segmentos puderam
manifestar-se em relação à elaboração do mesmo de forma democrática e
participativa, onde posteriormente terão a oportunidade de acompanhar o
andamento do mesmo.

        A avaliação envolve três momentos: a descrição e a problematização da
realidade escolar, a compreensão crítica da realidade e proposição de alternativas
de ação realizadas ao Projeto Político-Pedagógico e o momento de criação coletiva.

        É preciso entender o Projeto Político-Pedagógico da escola como uma
reflexão de seu cotidiano. Para tanto, ela precisa de um tempo razoável de reflexão
e ação, para se ter um mínimo necessário à consolidação de sua proposta.

       A construção do Projeto Político-Pedagógico requer continuidade das ações,
descentralização, democratização do processo de tomada de decisão e instalação
de um processo coletivo de avaliação de cunho emancipatório.

        Finalmente, há que se pensar que o movimento de luta e resistência dos
educadores é indispensável para ampliar as possibilidades e apressar as mudanças
que se fazem necessária.

       A avaliação e o acompanhamento do PPP serão realizados no decorrer do
ano nos encontros pedagógicos, nas reuniões de APMF, Grêmio, Conselho Escolar
e da comunidade nas reuniões com os pais, onde todos poderão democraticamente
opinar e apresentar sugestões de mudanças quando necessário.




                                        99
34 - ANEXOS




    100
34.1 - PROPOSTA CURRICULAR




            101
                               SUMÁRIO


1. APRESENTAÇÃO


2. MATRIZ CURRICULAR - ENSINO FUNDAMENTAL
2.1 Artes
2.2 Ciências
2.3 Educação Física
2.4 Ensino Religioso
2.5 Geografia
2.6 História
2.7 Língua Portuguesa
2.8 Matemática
2.9 L.E.M. – Inglês


3. MATRIZ CURRICULAR - ENSINO MÉDIO
3.1 Arte
3.2 Biologia
3.3 Educação Física
3.4 Física
3.5 Geografia
3.6 História
3.7 Língua Portuguesa
3.8 Matemática
3.9 Química
3.10         Filosofia
3.11         L.E.M. - Inglês
3.12         Sociologia




                                 102
                  APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR


       É a instituição escolar que no mundo moderno apresenta-se como forma de
acesso aos conhecimentos e é a escola pública, gratuita e universal, que se constitui
como a alternativa que assegura a maioria da população, do contato com a cultura
formal e com o conhecimento científico.
       Dessa forma, a escola tem como função socializar os conceitos já elaborados
sobre a realidade, o que contribui para a própria ciência e para assegurar a todos os
cidadãos o direito de acesso aos conhecimentos já produzidos. Daí a relevância do
currículo escolar, pois é a partir dele que se faz a seleção dos conhecimentos
advindos dos diversos campos da ciência, organizando-os em disciplinas.
       A proposta curricular tem como base disciplinar os conteúdos científico-
tecnológicos, históricos, filosóficos e sociais das disciplinas que compõem a matriz
curricular.
       É através da Educação que conseguimos formar cidadãos, pessoas críticas,
capazes de solucionar problemas, desenvolver projetos de vida, pessoas
conscientes do seu verdadeiro papel na sociedade.
       Para tanto, é preciso que todos possam ter uma Educação de qualidade.
Qualidade implica em organização, diretriz ou norte, parâmetros, normas, enfim, é
necessário que fique bem claro que meios devemos utilizar para obtermos os fins
que desejamos.
       Neste sentido, estas diretrizes não têm a função de circunscrever ou limitar as
práticas docentes, mas de darem curso, através dessas mesmas práticas, ao
contínuo processo de ensino nesta escola pública que almejamos.
       A Proposta Curricular é de certa forma flexível, no sentido que o professor
terá liberdade de adequar seu planejamento de acordo com a realidade da sua
escola, porém a Proposta Curricular garante um conteúdo universal para todo o
Território Nacional, proporcionando que o aluno não seja prejudicado numa possível
transferência, garantido conseqüentemente o direito de acesso e permanência.

       Portanto o Currículo deve estar de acordo com as diretrizes, a escola deve
manter uma organização interna, ter um calendário e programas específicos que
possa atrair e garantir a qualidade da Educação.




                                          103
      PROPOSTA CURRICULAR DE ARTES DO ENSINO FUNDAMENTAL


1 - Apresentação Geral da Disciplina


               De acordo com as Diretrizes faz necessária uma reflexão a respeito
da dimensão histórica dessa disciplina, partindo da história da arte no Brasil com a
vinda da família real de Portugal, destacando-se um grupo de artistas franceses que
ficou conhecido como Missão Francesa, fundando então a Academia de Belas Artes
e no Paraná, em 1946, foi fundado o Liceu de Curitiba, oferecendo aulas de desenho
e pintura e artes manuais. Foi a partir da segunda metade dos anos 50, com os
movimentos artísticos, influenciando artistas brasileiros e valorizando então a
expressividade e criatividade.
               Outros artistas imigrantes trouxeram novas idéias e experiências
adaptando-se à realidade e refletindo a real importância da arte na sociedade.
Surgiram novas propostas que tinham como propostas atividades livres. Novos
movimentos artísticos, Bienais e festivais; que nos anos 60 foram alvos de
represálias. O ensino de arte tornou-se obrigatório no ensino fundamental e no
ensino médio, cabendo ao professor trabalhar com o aluno o domínio de materiais,
deixando de lado a expressividade e o trabalho criativo. Com a proposta de Ana Mae
Barbosa, de que a arte é muito mais do que o fazer artístico, pois compreende uma
articulação entre produção, a critica, a historia e a estética, abrangendo a discussão
e análise dos trabalhos artísticos dentro dos contextos culturais em que foram
criados.
               Os Parâmetros Curriculares Nacionais passam a considerar a
música, as artes visuais, o teatro e a dança como linguagens artísticas autônomas
no Ensino Fundamental.
               De acordo com as Diretrizes Curriculares o ensino de Artes no
Ensino Fundamental contemplará as formas de relação da arte com a sociedade,
numa dimensão ampliada, enfatizando a associação da arte com a cultura e da arte
com a linguagem.
               O ensino de Artes deixa de ser coadjuvante no sistema educacional e
passa a se preocupar com o desenvolvimento do sujeito frente a uma sociedade e
sua transformação.
               O ensino de Artes e suas diferentes formas de pensar são
conseqüências do momento histórico no qual se desenvolveram, com suas relações

                                         104
socioculturais, econômicas e políticas. Na educação o ensino de Artes amplia o
repertório cultural do aluno a partir dos conhecimentos estéticos, artístico e
contextualizado aproximando-o do universo cultural da humanidade nas suas
diversas representações.
                A articulação dos conhecimentos estético, artístico e contextualizado,
aliados à práxis no ensino de Artes, possibilita a apreensão dos conteúdos
específicos da disciplina e das possíveis relações entre seus elementos
constitutivos, balizando--se para isso nos conteúdos estruturantes propostos para
esta disciplina. Os conteúdos são selecionados a partir de uma análise histórica,
com base num projeto de sociedade que visa a superação das desigualdades e
injustiças, vindo a constituir-se em uma abordagem para a compreensão desta
disciplina.
       A arte é criação e manifestação do poder criador do homem. Criar é
transformar e nesse processo o sujeito também se cria. A arte, quando cria uma
nova realidade, reflete a essência do real. O sujeito, por meio de suas criações
artísticas, amplia e enriquece a realidade já humanizada pelo trabalho. É a partir
dessa idéia contemplada nas Diretrizes, que o ensino de Arte tem como um dos
objetivos resgatar o processo de criação, permitindo que os alunos reconheçam a
importância de criar, atividade esta, que foi suprimida no seu processo histórico
pelas sociedades capitalistas, quando o sujeito não se identifica como o produto de
seu trabalho.


2 - Objetivos Gerais


       Resgatar o processo de criação, permitindo que os alunos reconheçam a
importância de criar.
       Levar o aluno a criar formas singulares de pensamentos, a apreender e
expandir suas potencialidades criativas, tornando um cidadão conhecedor de seus
valores, direitos e deveres, desenvolvendo assim, seu senso estético, crítico, político
e social.


3 - Conteúdos


Conteúdos Estruturantes:



                                         105
Elementos básicos das linguagens artísticas; produções/manifestações artísticas;
elementos contextualizadores.


Elementos básicos das linguagens artísticas – Visa a criação artística, gerando
signos que possibilitam a interpretação para o espectador. Esses elementos são
matéria-prima para a construção de conhecimentos estéticos e alguns deles,
apresentam-se como pontos comuns entre as linguagens. O ritmo, a harmonia, a
simetria, a tonalidade e a intensidade são alguns exemplos que podem ser
observados em pinturas, músicas, em encenações teatrais e em composições
coreográficas.
Produções / Manifestações Artísticas – Esse conteúdo estruturante também vai
estar presente em todas as linguagens artísticas: pintura, escultura, dança, teatro e
música.
Elementos contextualizadores: Visam ampliar e aprofundar a apreensão do objeto
de estudo. Abrangem a contextualização história (social, política, econômica e
cultural), autores/artistas, os gêneros, os estilos, as técnicas, as várias correntes
artísticas e as relações identirárias (local/regional/global), tanto do autor, como do
aluno com a obra. Esse conteúdo estruturante estará permeando a prática
pedagógica em todas as linguagens artísticas, ao mesmo tempo em que constrói
uma possível relação entre elas e permite uma melhor apreensão dos conteúdos em
Arte.


5a série
Conteúdos Estruturantes:
       Elementos básicos das linguagens artísticas.
       Produção/manifestação artísticas.
       Elementos contextualizadores.


   Conteúdos Específicos:
       Tipos de desenho: livre, memorizado, observação.
       O ponto, a linha e o plano.
       Aula expositiva e pratica.
       Estudo das cores: primárias, secundárias, quentes e frias.
       Cultura africana: origens, música, religião, etc.
       Expressividade com cores e linhas.

                                            106
      Contraste de cores.
      Datas comemorativas.
      História da pintura.
      História do movimento ritmado.


6a série
   Conteúdos Estruturantes:
      Elementos básicos das linguagens artísticas.
      Produção/manifestação artísticas.
      Elementos contextualizadores.


   Conteúdos Específicos:
      As linhas e as formas.
      Sinais e símbolos.
      Estudo das cores – como expressar.
      A natureza: árvores e animais.
      Recorte e colagem (origami, etc.).
      Datas comemorativas.
      História em quadrinhos.
      Simetria e assimetria.
      Interpretação teatral.
      Uso das cores em diversas atividades: tinta guache, nanquim, etc..
      Desenvolver habilidades corporais.
      Aula pratica e teórica.


7a série
Conteúdos Estruturantes:
      Elementos básicos das linguagens artísticas.
      Produção/manifestação artísticas.
      Elementos contextualizadores.
   Conteúdos Específicos:
      Escala cromática.
      Publicidade/cartazes.
      Ilustração de texto.

                                            107
      Datas comemorativas.
      Luz e sombra.
      O jogo dramático no cotidiano.
      A arte indígena.
      A arte africana.
      Aula pratica e pesquisa
      Colagem.
      História da música.


8a série
Conteúdos Estruturantes:
      Elementos básicos das linguagens artísticas.
      Produção/manifestação artísticas.
      Elementos contextualizadores.
Conteúdos Específicos:
      As formas geométricas e a arte.
      A expressividade das linhas e as composições.
      Técnicas de pintura.
      Publicidade e propaganda.
      O rádio e a televisão.
      Colagem.
      Folclore: arte e sabedoria.


4 - Metodologia da Disciplina


       Os conteúdos devem ser abordados partindo do conhecimento prévio dos
alunos, incluindo as idéias pré-concebidas do ensino da arte.
       A cada conteúdo será realizada discussões em sala de aula sobre a
importância que estes têm na vida prática do aluno. Os trabalhos serão realizados
em grupos ou individuais, pesquisas, oficinas, visitas a museus, teatros, bibliotecas,
visando atender a toda diversidade que se encontra inserida na comunidade escolar.
       O ensino de Artes neste estabelecimento de ensino partirá da concepção
adotada nas Diretrizes Curriculares para a disciplina, cabendo ao professor na sua
prática pedagógica considerar:


                                           108
                  As várias manifestações artísticas presentes na comunidade e na
                   região, as várias dimensões de cultura, entendendo toda
                   manifestação artística como produção cultural;
                  As peculiaridades culturais de cada aluno/comunidade escolar
                   como ponto de partida para a ampliação dos saberes em arte;
                  As situações de aprendizagem que permitam ao aluno a
                   compreensão dos processos de criação e execução nas
                   linguagens artísticas;
                  A experimentação como meio fundamental para ressignificação
                   desse Componente Curricular, levando em conta que essa prática
                   favorece o desenvolvimento e o reconhecimento da percepção
                   por meio dos sentidos.


5 - Critérios de Avaliação


      Avaliar exige, acima de tudo, que se defina aonde se quer chegar, que se
estabeleçam os critérios, para em seguida, escolherem seus procedimentos,
inclusive aqueles referentes à seleção dos instrumentos que serão usados no
processo de ensino e aprendizado.
      Durante o processo de ensino e aprendizagem o professor possibilitará
momentos de avaliação individual e coletiva; no início, durante e no final do
processo a fim de observar os avanços e as dificuldades apresentadas pelos alunos,
a fim fazer as intervenções necessárias. Para tanto, fará uso de diversos
instrumentos como: trabalhos artísticos, provas teóricas e práticas, pesquisas,
exposição de trabalhos, entre outras.
      As proposições pedagógicas e curriculares, aqui apresentadas, potencializam
a efetivação de instituições escolares inclusivas acolhendo efetivamente: as pessoas
com necessidades especiais de todos os tipos, moradores do campo, populações
indígenas, grupos afro-descendentes, entre outros.
      É importante neste processo termos em vista que o aluno tem um capital
cultural, que é o conhecimento que cada aluno diferentemente aprende em outros
espaços sociais (família, grupo, associações, religião e outros), e um percurso
escolar distinto entre os mesmos, pois pela amplitude do conhecimento artístico
(música, artes visuais, teatro e dança), cabendo ao professor reconhecer esses
conhecimentos durante o processo de avaliação de seus alunos.

                                            109
6 - Referências Bibliográficas


GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999.
POUGY, E. Descobrindo as Artes Visuais. São Paulo: Editora Ática, 2001.
PROENÇA, G. História da Arte. São Paulo: Editora Ática, 2001.
HAILER, M. A. Caderno de Artes. São Paulo: Editora FTD.
MIRIAM, C.; PISCOQUE, G.; GUERRA, M. T. Didática do Ensino da Arte. São
Paulo: Editora FTD, 1998.
DIRETRIZES CURRICULARES DE ARTE PARA O ENSINO FUNDAMENTAL.
CARDIOLLI, M. Diversidade e Pertinência na Construção Curricular. Currículo e
Inclusão.




                                       110
      PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE CIÊNCIAS – ENSINO
                                 FUNDAMENTAL


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


   Partindo do princípio que a Ciência era tida como matéria descritiva baseada em
termos técnicos presentes nos livros didáticos, restringindo-se a um conjunto de
dados isolados e estanques, tornou-se indispensável através da observação tentar
compreender o mundo em que vivemos. Isso é justificado, porque o acesso ao
conhecimento científico, histórico e socialmente acumulado parte de fatos concretos
da prática social e das diversas formas objetivas e dinâmicas da natureza, em um
movimento de compreensão das conotações existentes entre elas. Estas uma vez
descobertas são demonstradas, por via experimental, até onde seja possível.
   É objeto de estudo da Ciência o fenômeno vida em toda sua diversidade de
manifestações. Esse fenômeno se caracteriza por um conjunto de processos
organizados e integrados, quer no nível de uma célula, de um indivíduo, ou ainda, de
organismos no seu meio. Um sistema vivo é sempre fruto da interação entre seus
elementos constituintes e da interação entre esse mesmo sistema e os demais
componentes de seu meio. As diferentes formas de vida estão sujeitas a
transformações que ocorrem no tempo e no espaço, sendo, ao mesmo tempo,
transformadas e transformadoras do ambiente.
   Ao longo da história da humanidade várias foram as explicações para o
surgimento e a diversidade da vida, de modo que os modelos científicos conviveram
e convivem com outros sistemas explicativos como, por exemplo, os de inspiração
filosófica ou religiosa. O aprendizado deve permitir a compreensão da natureza viva
e dos limites dos diferentes sistemas explicativos, a contraposição entre os mesmos
e a compreensão de que a ciência não tem respostas definitivas para tudo, sendo
uma de suas características a possibilidade de ser questionada e de se transformar.
   “Desde o surgimento da humanidade, o homem tenta resolver seus problemas e
ensaia explicações sobrenaturais. Produzir ciência faz parte da atividade humana.
Ensinar como o conhecimento é produzido exige pensá-lo numa dimensão de
historicidade, considerando que o processo de produção é determinado pelas
condições sociais da época. A ciência nasceu da contemplação da natureza.
Explicações sobrenaturais para os fenômenos satisfaziam às civilizações primitivas.
Essas explicações eram passadas de pai para filho dentro das pequenas

                                        111
comunidades, e isso perdurou até a instituição da escola, centrada no professor,
dono do saber, que através de exposições, transmitia aos seus alunos, receptores
passivos que devem devolvê-lo nas provas tal como foi recebido, sem nenhum
questionamento. Surge a ciência experimental onde o mundo é observado a partir
do real, do observável. A dificuldade na aquisição de novos conhecimentos não está
existência de conhecimento prévio dos alunos, baseados em idéias intuitivas ou pré-
conceituais e sim na forma como esses conhecimentos são adquiridos. Sendo
assim, no ensino de ciências , o aluno deve encontrar espaço para incorporar tanto
os conhecimentos atualmente disponíveis quanto os mecanismos de produção
desses conhecimentos.”
   O conhecimento de Ciência deve subsidiar a análise e reflexão de questões
polêmicas que dizem respeito ao desenvolvimento, ao aproveitamento de recursos
naturais e à utilização de tecnologias que implicam em intensa intervenção humana
no ambiente, levando-se em conta a dinâmica dos ecossistemas, dos organismos,
enfim, o modo como a natureza se comporta e a vida se processa levando ao
educando a compreensão dos avanços biotecnológicos, considerando a Bioética e
o desenvolvimento sustentável, bem como sensibilizar o educando a respeito das
conseqüências    das    agressões   ambientais   e   do    impacto   negativo   do
desenvolvimento das tecnologias voltadas ao suprimento e ampliação do sistema
capitalista para a manutenção da vida no planeta. Como também, desenvolver
hábitos de saúde pessoal, social e ambiental, visando bens coletivos onde o homem
como agente racional, construtivo e modificador tenham como prioridade a
conservação da vida e do ambiente, usufruindo sem destruir.
   Cabe então a o professor, por sua vez, ajudar a interpretar, observar os
fenômenos e a familiarizar-se com eles, uma vez que o ensino é entendido como o
processo que promove a transmissão dos conhecimentos existentes na mente do
professor para a mente dos alunos, relacionando problemas atuais com o
desenvolvimento científico.
   A carga horária total são 40 (quarenta) semanas sendo 3 (três) aulas semanais.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


      Na escola, somam-se experiências, informações e afeto. Ao desenvolver e
possibilitar ao aluno o exercício da solidariedade, da cooperação, do respeito às

                                       112
normas, à opinião dos colegas e às diferenças culturais, a escola promove
oportunidades para o exercício da cidadania de forma consciente, contribuindo para
a formação de uma postura participativa de indivíduos ciosos de seus direitos e
deveres.
       Os alunos não podem ser encarados como meros receptáculos de
informações. Eles devem ter participação ativa, com experiências que merecem
consideração. Os alunos não são todos iguais: vêm de lares diferentes e são
portadores de culturas diversas; possuem vivências e expectativas próprias em
relação à escola, à vida. Em comum, tem a curiosidade, o desejo de decifrar o que
parece um novo código e um novo mundo, os colegas, o espaço classe-professor. A
motivação dos alunos, seu progresso e suas novas aquisições alimentam o trabalho
do professor. Educadores e alunos são desse modo, cúmplices no processo de
ensino-aprendizagem.
      O estudo de ciências deve contribuir para que os alunos compreendam
melhor o mundo e suas transformações, possam agir de forma responsável em
relação ao meio ambiente e aos seus semelhantes e reflitam sobre as questões
éticas que estão implícitas na relação entre ciência e sociedade. Nesse processo, o
papel do educador é fundamental. Sua atitude é sempre uma referência para os
alunos: a consideração das múltiplas opiniões, a persistência na busca de
informações, a valorização da vida e o respeito às individualidades serão
observados e servirão de exemplo na formação dos valores dos estudantes.
      O conhecimento científico tem o mérito de ampliar nossa capacidade de
compreender e atuar no mundo como construções humanas, como elas se
desenvolvem, por acumulação, continuidade e ruptura de paradigmas, relacionando o
desenvolvimento científico com a transformação da sociedade. Por isso, o ensino de
ciências deve oferecer ao aluno oportunidade de reflexão e ação e prepará-lo para
reivindicá-las por amadurecimento próprio.
      O ensino de ciências pode alcançar esse objetivo se estiver vinculado a
situações cotidianas, nas quais o aluno seja convidado a posicionar-se diante de
fatos e fenômenos novos. Dessa forma, o ensino de ciências busca entender a
relação entre o desenvolvimento das ciências naturais e o desenvolvimento
tecnológico, associando diferentes tecnologias aos problemas que se propuseram e
propõem solucionar, bem como entender o impacto das tecnologias na sua vida
pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na
vida social identificando o trabalho científico como resultado de gerações de homens

                                        113
e mulheres em busca do conhecimento para a compreensão do mundo, valorizando-
o como instrumento para o exercício da cidadania competente.
      Graças à abrangência e à natureza dos objetos de estudo das ciências, o
trabalho escolar pode ser efetivado de forma bastante dinâmica, despertando o
interesse do estudante para a observação de fenômenos da natureza e dos mais
diversos produtos tecnológicos, tanto os que estão próximos como os mais distantes
no espaço e no tempo procurando estabelecer relações entre o “comum” e o
“diferente”, entre conceitos conhecidos e novas hipóteses, entre variados fenômenos
e até produtos tecnológicos, com base nos mais diversos elementos do nosso
universo.




METODOLOGIA DA DISCIPLINA


    Para que o currículo de Ciências se efetive na escola é preciso que o processo de
ensino e de aprendizagem partilhem da concepção de ciência como construção
humana onde conhecimentos científicos são passíveis de alteração ao longo da
história da humanidade e marcados por intensas relações de poder. A partir dessa
compreensão     da   ciência,    o   tratamento    dos    conteúdos,    na   escola,   exige
conhecimentos científicos de outras ciências para explicar os inúmeros fenômenos
naturais que ocorrem no mundo. A química, a física, a biologia, a geociências, a
astronomia, e outras áreas contribuem significativamente para o estudo, a explicação
e a compreensão dos fenômenos naturais, objeto de estudo da disciplina de Ciências.
    Esta proposta de encaminhamento metodológico orienta-se por uma abordagem
crítica, que considere a prática social do sujeito histórico, priorizando na escola os
conteúdos   historicamente      constituídos.    Essa    abordagem     propõe   conteúdos
estruturantes e específicos de 5ª a 8ª séries, por considerar que o professor, autor do
planejamento de suas ações pedagógicas, conhece os conteúdos específicos
determinados historicamente em cada uma das séries finais do Ensino Fundamental.
    É importante que o professor de Ciências estabeleça as relações entre os
diversos conteúdos específicos, pois, a articulação entre os conhecimentos físicos,
químicos e biológicos possibilita ir além da abordagem “tradicional” dos conteúdos,
sendo que estes conhecimentos precisam estar articulados de modo a favorecer a
compreensão dos fenômenos estudados.



                                           114
    A disciplina de Ciências tem como principal função o estudo dos fenômenos
naturais   de     forma   crítica   e   histórica   promovendo   a   competências   e   o
desenvolvimento de valores, livre de um experimentalismo superficial e sem
significado.
    Dessa forma, o professor deixa de ser apenas o transmissor de conteúdos –
assim como os alunos deixam de ser meros receptores – e adota uma postura
estimuladora, capaz de criar um ambiente não somente questionador como também
transformador da realidade.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


     A avaliação se dará ao longo do processo de ensino aprendizagem
possibilitando ao professor, uma interação constante com os educandos, gerando
contribuições importantes como parâmetro de apropriação dos conteúdos tratados
nesse processo. É necessário que o processo avaliativo se dê de forma constante e
a partir de critérios estabelecidos pelo professor considerando aspectos, como os
conhecimentos que os alunos possuem sobre determinados conteúdos, sua prática
social, a análise entre esses conhecimentos e os conteúdos específicos, as relações
e interações estabelecidas por eles no seu processo cognitivo, ao longo do processo
de ensino aprendizagem.
     Nesse sentido, é imprescindível a coerência entre o planejamento das ações
pedagógicas do professor, o encaminhamento metodológico e o processo avaliativo,
a fim de que os critérios de avaliação estabelecidos estejam diretamente ligados ao
propósito principal do processo de ensino aprendizagem, ou seja, a aquisição dos
conteúdos específicos e a ampliação de seu referencial de análise crítica da
realidade, por meio da abordagem articulada.
     Pode-se pensar como critério avaliativo o quanto e de que forma o aluno se
apropriou do conhecimento científico, no que se refere à importância do conteúdo
utilizando-se dos instrumentos avaliativos diversificados, os alunos podem expressar
os avanços na aprendizagem, a medida em que interpretam, produzem, discutem,
relacionam, refletem, analisam, justificam, se posicionam            argumentando o seu
ponto de vista.




                                              115
              A Avaliação pode ser um instrumento de aferição no processo educativo,
deve ser considerada com seriedade e maturidade para que sua real função seja
consolidada na escola.


                                          5ª SÉRIE
                                 CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
          CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA –
                                        TECNOLOGIA
            CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Astronomia e astronáutica
Conhecimentos Físicos            Conhecimentos Químicos   Conhecimentos
                                                          Biológicos
Sol, fonte de luz e calor; Sol composição química; Planeta Terra; Biosfera,
Sistema solar: posição Sistema solar;                     Sol.
da Terra e dos demais Composição da Terra.
planetas
 Estrelas: constelações
     e *orientação;
Instrumentos
construidos              para
estudar       os      astros:
lunetas,          *astrolábio,
telescópio,         satélites,
foguetes,            estação
espacial;
Telecomunicações:
satélites,internet,
*ondas *GPS;
Utilização dos satélites
na          meteorologia;
investigação do Espaço
Sideral       e      estação
espacial.
Planeta Terra:                                             Movimento da Terra e
Movimento de rotação;                                              suas
Movimento                  de                             Conseqüências – ritmos

                                             116
translação;                                                    biológicos;
Inclinação do eixo da                                          A   lua      como   satélite
Terra ;                                                        natural       da      Terra:
Força         gravitacional;                                   influência      sobre     a
*Medidas       de    tempo:                                    biosfera, marés;
relógio        do       sol,                                   O    ser      humano     no
ampulhetas,         relógios                                   espaço:        Astronautas;
analógicos      e    digital,                                  *Relação de adaptação
calendário.                                                    do homem às viagens
                                                               espaciais. ;
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:: Inter-relações entre os seres vivos e o
ambiente
Conhecimentos Físicos           Conhecimentos Químicos         Conhecimentos
                                                               Biológicos
População: densidade            Comunidade: transferência Seres vivos – seres
demográfica e fatores           de   matéria    e     energia, vivos;
que                             (teias     e          cadeias Seres vivos – ambiente;
Influenciam.                    alimentares);                  Biosfera – Ecossistema
                                Fotossíntese : importância – Comunidade –
                                do processo de produção e População –
                                armazenamento              de Indivíduo;
                                energia                        Habitat e nicho
                                Química (glicose)              ecológico; Divisões da
                                                               Biosfera: biociclos
                                                               terrestre,marinho
                                                               e de dulcícola;
                                                               Teias e cadeias alimen-
                                                               tares:          produtores,
                                                               consumidores              e
                                                               decompositores.


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:: O solo no ecossistema
Conhecimentos Físicos           Conhecimentos Químicos         Conhecimentos
                                                               Biológicos



                                                117
Tecnologia utilizada no - Composição do solo;                        - Combate      à    erosão:
preparo do solo para o -Tipos de solo: arenoso, tipos                         de erosão;
cultivo.                           argiloso,        calcário     e - Mata ciliar;
                                   húmus;                            -Contaminação do solo:
                              -            Agentes              de doenças – prevenção e
                                   transformação do solo: tratamento;
                                   água, ar e seres vivos.           - Condições para manter
                              - Utilidade do solo;                   a fertilidade do solo:
                              -Adubação:            orgânica     e curvas de nível, faixas de
                                  inorgânica                         retenção, terraceamento,
                                  (compostagem                   e rotação de culturas,
                                  fertilizantes).                    culturas associadas.
                              -*Correção        do     PH      dos
                              solos;
                              -           Processos            que
                                  contribuem          para       o
Estados físicos da água;          empobrecimento                do Ciclo da água;
*Forças de atração e              solo:queimadas,                    Disponibilidade da água
 repulsão      entre    as        desmata-mento                  e na natureza;
 partículas da água;              população, dentre outros;          Água e os seres vivos;
Mudanças       de   estado - Composição da água;                     Habitat aquático;
 fisico                           *Potencial de hidrogênio Contaminação da água:
da água: ciclo da água;           (Ph);                              doenças – preservação e
 pressão e temperatura;           Salinidade;                        tratamento;
 *Densidade;                      Água      como          solvente Equilíbrio ecológico.
* Pressão exercida pelos          universal;
 líquidos;                        * Pureza.
*Empuxo;
Água       como     recurso
 energético.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:: Ar no ecossistema
Conhecimentos Físicos         Conhecimentos Químicos                 Conhecimentos
                                                                     Biológicos
Existência do ar,             Composição do ar;                      -O ar e os seres vivos;
 Ausência do ar:              Oxigênio         (O2)       e    Gás *Pressão atmosférica e a

                                                    118
 vácuo;* Aplicação do                carbônico (CO2) –              audição;
 vácuo;                             Fotossíntese, respiração e Contaminação           do   ar:
Atmosfera: camadas;                  combustão;                     doenças causadas por
Propriedades:                       Outros           elementos bactérias e vírus –
 Compressibilidade,                  presentes no ar.               Prevenção e tratamento;
 expansão         e    exercer                                      Poluição do ar: agentes
 pressão;                                                           causadores Causas e
Movimentos            do      ar:                                   conseqüências:    efeitos
 formação dos ventos e                                              nocivos resultantes do
 tipos de vento, brisa                                              contato     com    esses
 terrestre    e       marítima;                                     agentes;
 Velocidade e direção                                               Medidas para diminuir a
 dos ventos.                                                        poluição do ar.
*Resistência          do      ar;
 Pressão atmosférica;
Aparelhos que medem a
 pressão do ar;
*Pressão atmosférica e
 umidade;
*Meteorologia e previsão
 do tempo.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Poluição e contaminação da água, do ar e do
solo.
Conhecimentos Físicos               Conhecimentos Químicos         Conhecimentos
                                                                   Biológicos
 Poluição térmica;                  Noções       sobre      gases Equilíbrio e conservação
                                    tóxicos,              resíduos da natureza: fauna, flora,
 Medidas          contra        a industriais,             metais ar,
 poluição         –        fontes pesados,       chuva      ácida, água e solo;
 alternativas de energia: elementos                 radioativos,
 energia                   eólica, dentre outros;                  Agentes causadores e
 hidrelétri   ca,      energia                                      transmissores          de
 solar entre outras;                Causa e conseqüência da doenças;
                                    poluição e contaminação
 Fenômenos:                         da água, do ar e do solo: Prevenção e tratamento

                                                    119
superaquecimento     do efeitos nocivos nos seres das                          doenças
planeta, efeito estufa, vivos e no ambiente.              relacionadas à poluição
buraco na camada de                                       e contaminação do ar,
ozônio (alterações de Prevenção e tratamento da água e do solo;
temperatura           e dos        efeitos      nocivos
mudanças de estado resultantes            do    contato Saneamento              básico:
físico da matéria)      com agentes químicos;             esta-
                                                          ções de tratamento da
                        Fenômenos: efeito estufa, água (ETA), de esgoto
                        superaquecimento              do (ETE) e do lixo,
                        planeta,       buraco         na (Aterros            sanitários,
                        camada       de      ozônio    e reaproveitamento             e
                        poluentes responsáveis.           reciclagem do lixo);


                                                          Doenças relacionadas à
                                                          falta   de        saneamento
                                                          básico e prevenção;


                                                          *Biodigestor;


                                                          Fenômeno: efeito estufa,
                                                          superaquecimento            do
                                                          planeta,      buraco        na
                                                          camada       de    ozônio    e
                                                          seus efeitos nocivos aos
                                                          seres      vivos      e     ao
                                                          ambiente.




                                          6ª SÉRIE
                         CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
          CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA
                                     E TECNOLOGIA
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Biodiversidade – características básicas dos
seres.

                                          120
Conhecimentos Físicos       Conhecimentos Químicos       Conhecimentos
                                                         Biológicos
Temperatura;                Metabolismo-                 Características      básicas
                             Transformação               que
*Calor;                     da       matéria      e   da diferenciam     os    seres
                             energia:fotossíntese;       vivos dos não-vivos;
Diferenças       entre   os - respiração;
conceitos de       calor e - fermentação;                 Relações                de
temperatura;                - decomposição;              interdependência       entre
                            - combustão.                 os seres vivos;
Equilíbrio Térmico;
                                                          Seres vivos;
*Transferência de calor;
                                                          Ambiente;
*Transmissão de calor;
                                                          Adaptações e controle
*Isolamento térmico;                                     da temperatura corporal
                                                         nos organismos;
Movimento e locomoção.
                                                          Interações da pele com
                                                         o     meio:   proteção   do
                                                         organismo, regulação de
                                                         água e temperatura.


COMTEÚDOS ESPECÍFICOS: Biodiversidade – Classificação e adaptações
morfofisiológicas
Conhecimentos Físicos       Conhecimentos Químicos       Conhecimentos
                                                         Biológicos
*Capilaridade;              *Osmose;                     Modos de agrupar os
                                                         seres vivos;
*Fototropismo;              Absorção;
                                                          Critérios               de
*Geotropismo;               Fotossíntese;                classificação
                                                          dos seres vivos;
*Movimento                e Respiração;

                                            121
locomoção:                                     Cinco reinos dos seres
referencial,    impulso, Transpiração;         vivos;
velocidade, aceleração.
                          Gutação;             Biosfera:       adaptações
                                               dos seres vivos (Animais
                          Fermentação;         e        vegetais)           nos
                                               ambientes terrestres e
                          Decomposição;        aquáticos;
                                               Biotecnologia                da
                          *Hibridação.         utilização industrial de
                                               microorganismos               e
                                               vegetais:            industria
                                               farma- ceutica química e
                                               alimentícia ( organismos
                                               geneticamente modifica-
                                               dos) dentre outras;
                                               Vegetais:
                                               reprodução                    e
                                               hereditarie-
                                               dade;
                                               polinização;
                                               fecundação;
                                               formação       do    fruto    e
                                               semente;
                                               disseminação;
                                               Animais:
                                               digestão; (alimentação)
                                               respiração;
                                               circulação;
                                               excreção;
                                               locomoção;
                                               coordenação;
                                               relação com o ambiente;
                                               reprodução;
                                               hereditariedade *

                                         122
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Doenças, infecções, intoxicações e defesas
do organismo
Conhecimentos Fsicos        Conhecimentos Químicos       Conhecimentos
                                                         Biológicos
*Diagnósticos:     exames Imunização artificial:         Doenças causadas por
clí              nicos por -soros,       vacina      e animais:
imagens;        Tratamento: *medicamen-                  parasitores, zoonozes e
radioterapia;                tos;                        verminoses;
                            *Diagnósticos:*     exames
-intoxicações          por clíni                         Doenças causadas por
agentes             físicos: cos.                        microorganismos:
elementos radi- oativos, *Tratamento:                    parasitores,    infecções
pilhas, baterias, dentre quimioterapia.                  bacterianas,     viroses,
outros.                                                  protozooses e micoses;


                                                         Intoxicações    causadas
                                                         por plantas tóxicas;


                                                         *      Prevenção           e
                                                         tratamento: alopatia.


                                       7ª. SÉRIE
                              CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
           CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATÉRIA E ENERGIA -
                                     TECNOLOGIA
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Níveis de organização dos seres vivos –
organização celular.
Conhecimentos Físicos       Conhecimentos Químicos       Conhecimentos
                                                         Biológicos
*Unidades de medida;        *Unidades de medida;         Aspectos morfofisiológi-
                                                         cos básicos das células;
*Equipamentos         para Conceitos básicos:
observação e descrição Colóides, osmose, difusão, Células             animais       e



                                          123
de células: microscópios substâncias orgânicas e vegetais      (membrana,
e lupas                 inorgânicas.             parede                celular,
                                                 citoplasma e núcleo);


                                                  Divisão celular:
                                                  mitose              (células
                                                 somáticas)


                                                 * Câncer;


                                                  Divisão celular: meiose
                                                 (gametogênese);


                                                  *Anomalias
                                                 cromossômicas


                                                 Aspectos              morfo-
                                                 fisiológicos básicos dos
                                                 tecidos      animais        e
                                                 vegetais;


                                                 Conceitos            básicos:
                                                 *biosfera    *ecossistema,
                                                 comunidade, população,
                                                 indivíduo,          sistemas,
                                                 órgãos,       tecidos       e
                                                 células,        organelas,
                                                 moléculas e átomos.


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Corpo humano como um todo integrado
Conhecimentos Físicos   Conhecimentos Químicos   Conhecimentos
                                                 Biológicos
Conservação        dos Conservação           dos Os alimentos;
alimen-                 alimentos;                Tipos e funções dos
tos:*embalagens;                                 alimentos, nutrientes;

                                       124
                                 Aditivos químicos;                Alimentação e saúde;
Fenômenos mecânicos                                                Efeitos   dos      aditivos
da                   digestão: Nutrição:       Necessidades químicos no organismo;
mastigação, deglutição, nutricionais;                              Sistema          digestório
movimentos                                                        (digestão);
peristálticos;                   *Alimentos diet e light;          Alimentação saudável;
                                                                  * Disfunções do sistema
Fenômenos físicos da Fenômenos químicos da digestório: prevenção;
respiração;                      digestão;                        * Aspectos preventivos
                                                                  da obesidade, anorexia,
Trocas gasosas;                  Transformação              dos bulimia, etc.
Tecnologias envolvidas alimentos;
no        diagnóstico       e                                      Sistema respiratório;
tratamento das doenças Aproveitamento                       dos
cardiovasculares;                nutrientes;                       Disfunções do sistema
                                                                  respiratório: prevenção;
Tecnologia       envolvida Reações químicas
na doação de sangue e Transformações:                              Aspectos preventivos do
de órgãos;                       -    Emulsificação         das enfizema pulmonar, da
                                 gorduras (sabões)                asma,      da      bronquite
*Tecnologia                de                                     dentre outros;
reprodução       in      vitro Enzimas e suas ações;
*inseminação artificial;                                           Sistema cardiovascular;
                                 Fenômenos químicos da
*Tecnologias                     respiração;                       Disfunções do sistema
associadas                 ao                                     cardiovascular:
diagnóstico                 e O oxigênio e a respiração; prevenção;
tratamento das DSTs –
AIDS;                            Trocas gasosas;                  *Aspectos preventivos do
                                                                  Acidente           Vascular
Tecnologias envolvidas Coagulação sanguínea;                      Cerebral        (AVC),   do
na            manipulação                                         enfarte, da hipertensão e
genética;                        Composição do sangue;            de         arteriosclerose,
*Cronagem        e     células                                    dentre outros;
tronco;                          Eliminação de resíduos

                                                125
                                *Hemodiálise;                    Sistema urinário;
*Tecnologias                                                     * Disfunções do sistema
associadas                ao Sabor, texturas e odores;           urinário: prevenção;
aconselhamento
genético como        forma * Composição química do *                Aspectos preventivos
de     prevenção     e    má álcool;                             da nefrite, cistite, etc.
formação          genética;
*Objetos e aparelhos *Teor                 alcoólico      das Sistema                  genital
fabricados para corrigir bebidas:           reações       que feminino;
deficiências dos órgãos ocorrem              no        sistema
dos sentidos;                   nervoso e no organismo Disfunções do sistema
                                com    a     liberação     de genital                feminino:
*Tecnologias utilizadas neurormônios, como por prevenção;
para         diagnosticar exemplo a adrenalina.
problemas relacionados                                           Sistema               genital
aos sistemas sensorial,                                          masculino
nervoso,        endócrino,
locomotor,          genital,                                     Disfunções do sistema
digestório, respiratório,                                        genital            masculino:
cardiovascular             e                                     prevenção;
urinário;
                                                                 Métodos anticoncepcio-
*Próteses                 que                                    nais – tipos – ação no
substituem        parte    e                                     organismo      –     eficácia,
funções      de      alguns                                      acesso,       causas        e
órgãos do corpo;                                                 conseqüências do uso;


*Aparelhos                 e                                     * Reprodução in vitro;
instrumentos       que     o                                     Inseminação artificial;
homem constrói para
corrigir           algumas                                       * Manipulação genética:
deficiências físicas;                                            células       tronco        e
*Correções de lesões                                             clonagem;
ósseas e musculares:
Traumatismo, fraturas e                                          Aconselhamento

                                                126
lesões.         genético – reprodução


                 Hereditariedade;


                 Causas                       e
                conseqüências                de
                gravidez;        Precoce      –
                prevenção.


                 Doenças         sexualmente
                transmissíveis,          AIDS,
                prevenção;


                 Sistema sensorial;


                 Portadores                  de
                necessidades
                educacionais especiais:
                deficiência congênita e
                adquirida        (    causas,
                conseqüências,
                prevenção);


                Sistema nervoso;
                Disfunções do Sistema
                nervoso; - prevenção


                Efeitos         das    drogas
                (lícitas    e    ilícitas)   no
                sistema               nervoso:
                prevenção ao uso de
                drogas;
                 Sistema endócrino;


                 Disfunções do Sistema

          127
                                                             endócrino;
                                                             Sistema esquelético;


                                                             Disfunções do sistema
                                                             esquelético: prevenção


                                                             Sistema muscular;


                                                             Disfunções do sistema
                                                             muscular: prevenção.




                                            8ª. SÉRIE
                                 CONTEUDOS ESTRUTURANTES
             CORPO HUMANO E SAÚDE – AMBIENTE – MATERIA E ENERGIA
                                        TECNOLOGIA
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Introdução à química
Conhecimentos Físicos       Conhecimentos Químicos           Conhecimentos
                                                             Biológicos
*Valores nutricionais;       A química no cotidiano:         *Efeito dos aditivos no
                                                             organismo;
Embalagens;                  - química nos alimentos;
                             - adubos e inseticidas;         *Efeitos no organismo;
Rótulos;                     - substância química em *Intoxicações;
                            casa
Tecnologia               de - substâncias químicas e a *       Doenças    provocadas
produção;                   medicina;                        pelos    inseticidas     e
                            -*a        química     e    o outros             produtos
Tecnologia               de funcionamento do corpo;          químicos.
aplicação.                  -*    as    substâncias    que
                            ingerimos.




CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:Transformação da matéria e da energia
Conhecimentos Físicos       Conhecimentos Químicos           Conhecimentos

                                             128
                                                                  Biológicos
Ponto de fusão;                Matéria;                           * Sistema sensorial;
ponto de ebulição;
Solidificação;                 Propriedades       gerais    da * Respiração celular;
Liquefação;                    matéria;
*Estado físico plasma;                                            * Fisiologia celular.
Condutibilidade;               *Hidrólise;
Magnetismo;                                                       *Matéria viva e matéria
Solubilidade – dureza e Substâncias e misturas;                   bruta
calor            específico;
Fracionamento           das Elementos químicos                    *Organização dos seres
misturas;                                                         vivos;
Partículas elementares         Substâncias       simples      e
do átomo;                      compostas                          * Níveis de organização
Número de massa;                                                  dos seres vivos;
Representação            do Misturas;
átomo;                                                            *Sais minerais;
Isoátomos;
Energia atômica;               Átomo:                             Elementos          químicos
*Poluição Térmica;             -     Classificação         dos naturais;
*Tecnologias            que elementos químicos;
causam        danos      ao - Ligações químicas;                  *Carências nutricionais
sistema            nervoso - Reações químicas;
central:          radiação, - Funções químicas;                   *Prevenção e tratamento
metais            pesados, - Equações químicas                    das                  doenças
drogas, automedicação. .                                          relacionadas aos efeitos
*Fenômenos;                    *Fenômenos:                        de radiação;
superaquecimento         do -      Superaquecimento         do *Tratamento do câncer;
planeta, efeito estufa, planeta,             efeito     estufa,
buraco na camada de buraco                na     camada     de * Ação dos elementos
ozônio;                        ozônio        e        poluentes radioativos       no      corpo
A luz e a visão;               responsáveis.                      humano;
Propagação retilínea da
luz e a formação de                                               *Fenômenos:
sombras: Reflexão da                                              - Superaquecimento do

                                                 129
Luz e as cores dos                                                planeta
objetos;                                                          - efeito estufa
Olho      humano         como                                     - buraco na camada de
instrumento óptico;                                               ozônio e seus efeitos
Modelo         físico       do                                    nocivos aos seres vivos
processo de visão;                                                e ao ambiente; Sistema
Espelhos,       lentes       e                                    sensorial.
refração;
Poluição visual;
Fibras ópticas;
Propagação do som no
ar;
Velocidade do som;
O som e a audição;
*A qualidade do som;
Reflexos sonoros: eco,
*poluição sonora.
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Astronomia e Astronáutica
Conhecimentos Físicos             Conhecimentos Químicos          Conhecimentos
                                                                  Biológicos
*Sol: fonte de luz e Sol: composição química;                     *Planeta Terra: Biosfera;
calor;                            *Sistema               solar:
*Radiação;                        composição da Terra.            *Sol:         produção       de
Instrumentos              para                                    vitamina D;
estudar        os       astros:
astrolábio,          lunetas,                                     Movimento da terra e
telescópios,        satélites,                                    suas conseqüências –
foguetes,           estações                                      ritmos biológicos;
espaciais,
radiotelescópio;                                                   *A     lua    como    satélite
*Planeta                Terra:                                    natural         da       Terra:
Movimento de rotação                                              influencias          sobre   a
(dias      e    noites)      e                                    biosfera, marés;
movimento                   de
translação (estações do                                           *Diagnóstico, tratamento

                                               130
ano);                                          e prevenção dos efeitos
*Inclinação do eixo da                         das radiações do sol sob
terra em relação ao                            o       corpo       humano:
plano da órbita;                               queimadura, insolação e
Força gravitacional;                           câncer de pele;
Medidas de tempo -
Instrumentos                 para          *       O   ser     humano    no
marcar o tempo: relógio                        espaço: astronautas;
de      sol,     ampulhetas,
relógios analógicos e
digitais, calendários;                     *Relação de adaptação
*Desenvolvimento               da              do homem às viagens
Astronáutica           e     suas              espaciais;
aplicações;
Telecomunicações:                          * Sol; fonte de luz e
satélites,             internet,               energia-        Fotossíntese:
ondas,         fibra       óptica,             processo                   e
dentre outros;                                 armazenamento             de
*Exploração                                    energia;
aerofotogra-               métrica
(monitoramento                por          *Estrutura da Terra –
imagens de satélites) ;                        atmosfera,litosfera        e
*Utilização dos satélites                      hidrosfera.
na meteorologia;
*Investigação                  do
espaço sideral por meio
de   foguetes,             sondas
espaciais,                 ônibus
espacial        e      estação
espacial;
*Estrelas: constelações
e orientação;
*Sistema solar: posição
da Terra e dos demais
planetas.

                                     131
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS: Segurança no Trânsito
Conhecimentos Físicos       Conhecimentos Químicos     Conhecimentos
                                                       Biológicos
Movimento,                  Teor alcoólico das bebidas Acidentes        de   trânsito
deslocamento, trajetória e suas conseqüências no relacionados ao uso de
e referencial;              trânsito.                  drogas (álcool) – causas
Velocidade, velocidade                                 e conseqüências;
média e aceleração;
Distância;                                             Tempo       de    reação    e
Tempo;                                                 reflexo comparado entre
Inércia;                                               um organismo que não
Resistência do ar;                                     ingeriu drogas (álcool) e
Força de atrito,                                       um que ingeriu;
Aerodinâmica,
Equipamentos          de                               Efeitos do álcool e outras
segurança nos meios                                    drogas no organismo;
de transporte.                                         Prevenção de acidentes.
A relação entre força,
massa e aceleração.
Maquinas simples;
Deslocamento          de
veículos     automotores;
velocidade; Segurança
no trânsito: Prevenção
de acidentes.




BIBLIOGRAFIA


CRUZ, Daniel. O Meio Ambiente, 5ª. série; 20ª. edição; Ed. Ática.


CRUZ, Daniel. Os Seres Vivos, 6ª. série; 21ª. edição; Ed. Ática.


CRUZ, Daniel. O Corpo Humano, 7ª. série; 22ª. edição; Ed. Ática.

                                         132
CRUZ, Daniel. Química e Física, 8ª. série; 27ª. edição; Ed. Ática.


BARROS, Carlos-Paulino Wilson R.; Ciências – Meio Ambiente, 5ª. série-72ª.
edição- Ed. Ática.


BARROS, Carlos-Paulino Wilson R.; Ciências – Os Seres Vivos, 6ª. série-66ª.
edição- Ed. Ática.


BARROS, Carlos-Paulino Wilson R.; Ciências – O Corpo Humano, 7ª. série-65ª.
edição- Ed. Ática.


BARROS, Carlos; Paulino Wilson R.; Ciências – Física e Química, 8ª. série-58ª.
edição- Ed. Ática.


VALLE, Cecília. Terra e Universo, 5ª. série -1ª. edição – Ed. Positivo


VALLE, Cecília. Vida e Ambiente, 6ª. série -1ª. edição – Ed. Positivo


VALLE, Cecília. Ser Humano e Saúde, 7ª. série -1ª. edição – Ed. Positivo


VALLE, Cecília. Tecnologia e Sociedade, 8ª. série -1ª. edição – Ed. Positivo


KRASILCHIK, Myriam. Prática de Ensino de Biologia. 4ª ed. Ver e ampl. – São
Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004


FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática
Educativa. São Paulo: Paz e Terra,1996


SEED. Diretrizes Curriculares da disciplina de Ciências do ensino fundamental,
2006.




                                         133
 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO
                                   FUNDAMENTAL




APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
      O trabalho que será realizado tende a demonstrar o alargamento da
compreensão das práticas corporais seja do esporte , da dança , da ginástica , dos
jogos , das brincadeiras e brinquedos na escola pode representar uma reorientação
nas formas de conceber o papel da Educação Física na formação do aluno. Isso
significa identificar as múltiplas possibilidades de intervenção sobre a corporalidade
que surgem no cotidiano de cada cultura escolar na sua especificidade nas suas
manifestações de expressões de alegria , raiva , dor , violência , preconceito ,
sexualidade dentre outras que tem sentido amplo no corpo e são historicamente
produzidos.
      Na Escola a Educação Física tem o papel de sair do senso comum para o
senso crítico aos alunos, utilizando as diversas praticas e manifestações corporais,
sendo uma construção de um conhecimento sistematizado através de ações
pedagógicas auxiliando na formação do futuro cidadão.



OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

      -Proporcionar ao educando condições de participar do processo educativo nas
práticas formativas, desportivas e recreativas, respeitando em suas diferentes fases
de maturação físico-biológico-cronológica, e suas limitações e capacidades do
momento visando um desenvolvimento global do ser.
      -Participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e
construtivas com os outros, reconhecendo e respeitando as características físicas e
de desempenho de si próprio e de outros, sem discriminar por características
pessoais, físicas, sexuais ou sociais.
      -Assumir atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade e na dos
esportes buscando encaminhar os conflitos de forma não violenta pelo diálogo.


      -Compreensão dos aspectos históricos sociais relacionados , aos esportes e
às ginásticas.


                                         134
          -Participação em jogos, lutas e esportes dentro do contexto escolar de forma
recreativa.
          -Participação em jogos, lutas e esportes dentro do contexto escolar de forma
competitiva.


CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


5ª SÉRIE
O corpo como construção histórico-social
Dimensões biológicas, histórica, cultural e social do corpo; possibilidades de
manifestação corporal;
Saúde/doença: elementos básicos;
O como sujeito e vítima da violência: consumo de drogas, preconceitos e tabus
corporais;
Limpo/sujo, feio/bonito, forte/fraco, magro/gordo, saudável/ doente, livre/aprisionado:
o   corpo     excluído:   corpos femininos,   infantis,   masculinos,de   velhos:   suas
manifestações;
O corpo e seus adereços: moda, roupa e outros signos corporais.


Conhecimento do Corpo:
Interação corporal; reconhecimento dos limites e possibilidades da corporalidade do
outro;
Relaxamento e descontração
Movimentar-se: o corpo se desloca;
Educação dos sentidos: cheiros, gostos, nos, imagens, senso tátil;


Manifestações esportivas:
Origem dos diferentes esportes e sua mudança na história;
O sentido da competição esportiva:
Possibilidades dos esportes como atividade corporal;
Elementos básicos constitutivos dos esportes; arremessos, deslocamentos, passes,
fintas;

                                           135
Práticas esportivas: esportes com e sem materiais e equipamentos.


Manifestações ginásticas:
Origem da ginástica e mudança no tempo;
Princípios básicos de diferentes ginásticas;
Práticas ginásticas;
Cultura da rua, cultura do circo, malabares, acrobacia, etc.


Jogos, brincadeiras e brinquedos:
A construção coletiva de jogos e brincadeiras;
Pro que brincamos?
Oficina de construção de brinquedos;
Brinquedos e brincadeiras tradicionais, brinquedos cantados, todas as crianças;
Diferentes manifestações com e sem materiais;
Diferenças entre jogo e esporte.


Manifestações estéticas corporais na dança e no teatro;
A dança e o teatro como possibilidades de manifestação corporal;
Diferentes tipos de dança;
Por que dançamos?
Danças tradicionais e folclóricas;
Desenvolvimento de formas corporais e expressivas;
Mímica imitação e representação;
Expressão corporal com e sem materiais.


      O corpo como construção histórico-social: conhecimento do corpo de vista
       biológico, (ossos, músculos, articulações, órgãos).
      Conhecimento do corpo: vivências corporais e            (técnicas de laboratório)
       afetivo-alongamento.
      Danças
      Manifestações esportivas: fundamentos do voleibol, basquetebol, handebol e
       Ginástica Olímpica.
      Jogos, brincadeiras e brinquedos
      Regras e o Esporte
      Históricos dos Esportes

                                          136
         Copa do Mundo




6ª SÉRIE
O corpo como construção histórico-social
Possibilidades expressivas/comunicativas do corpo;
Saúde/doença: elementos básicos;
Corpo e a sua manifestação sexual: a sexualidade como possibilidade de prazer e
sofrimento;
O como sujeito e vítima da violência: consumo de drogas, preconceitos e tabus
corporais;
O corpo dos trabalhadores; sacrifício e violência;


Conhecimento do Corpo:
Autoconhecimento corporal: somatização das emoções; dor, prazer, medo, etc.
Relaxamento e descontração
Movimentar-se: o corpo se desloca;
Exploração corporal do mundo circundante da escola;
Educação dos sentidos: cheiros, gostos, nos, imagens, senso tátil;


Manifestações esportivas:
Origem dos diferentes esportes e sua mudança na história;
Princípios básicos dos esportes, táticas e regras;
O sentido da competição esportiva:
Possibilidades dos esportes como atividade corporal;
Elementos básicos constitutivos dos esportes; arremessos, deslocamentos, passes,
fintas;
Práticas esportivas: esportes com e sem materiais e equipamentos.
Manifestações ginásticas:
Diferentes tipos de ginástica;
Princípios básicos de diferentes ginásticas;
Cultura da rua, cultura do circo, malabares, acrobacia, etc.


Jogos, brincadeiras e brinquedos:
A construção coletiva de jogos e brincadeiras;

                                          137
Oficina de construção de brinquedos;
Brin1uedos e brincadeiras tradicionais, brinquedos cantados, todas as crianças;
Diferentes manifestações com e sem materiais;
Diferenças entre jogo e esporte.
Manifestações estéticas corporais na dança e no teatro;
A dança e o teatro como possibilidades de manifestação corporal;
Diferentes tipos de dança;
Por que dançamos?
Desenvolvimento de formas corporais e expressivas;
Mímica imitação e representação;
Expressão corporal com e sem materiais.


        O corpo como construção histórico-social: conhecimento do corpo de vista
         biológico, (ossos, músculos, articulações, órgãos).
        Danças
        Manifestações esportivas: fundamentos do voleibol, basquetebol, handebol e
         Ginástica Olímpica.
        Jogos, brincadeiras e brinquedos
        Regras e o Esporte
        Históricos dos Esportes
        Copa do Mundo


7ª SÉRIE
O corpo como construção histórico-social
Possibilidades expressivas/comunicativas do corpo;
Corpo e a sua manifestação sexual: a sexualidade como possibilidade de prazer e
sofrimento;
O como sujeito e vítima da violência: consumo de drogas, preconceitos e tabus
corporais;
O corpo dos trabalhadores; sacrifício e violência;
O corpo e seus adereços: moda, roupa e outros signos corporais.


Conhecimento do Corpo:
Interação corporal; reconhecimento dos limites e possibilidades da corporalidade do
outro;

                                            138
Relaxamento e descontração
Movimentar-se: o corpo se desloca;
Educação dos sentidos: cheiros, gostos, nos, imagens, senso tátil;


Manifestações esportivas:
Origem dos diferentes esportes e sua mudança na história;
O esporte como fenômeno de massa:
Princípios básicos dos esportes, táticas e regras;
O sentido da competição esportiva:
Práticas esportivas: esportes com e sem materiais e equipamentos.


Manifestações ginásticas:
Origem da ginástica e mudança no tempo;
Diferentes tipos de ginástica;
Práticas ginásticas;
Cultura da rua, cultura do circo, malabares, acrobacia, etc.


Jogos, brincadeiras e brinquedos:
A construção coletiva de jogos e brincadeiras;
Diferentes manifestações com e sem materiais;
Diferenças entre jogo e esporte.


Manifestações estéticas corporais na dança e no teatro;
A dança e o teatro como possibilidades de manifestação corporal;
Diferentes tipos de dança;
Desenvolvimento de formas corporais e expressivas;
Mímica imitação e representação;
Expressão corporal com e sem materiais.


      O corpo como construção histórico-social: conhecimento do corpo de vista
       biológico, (ossos, músculos, articulações, órgãos).
      Danças
      Manifestações esportivas: fundamentos do voleibol, basquetebol, handebol e
       Ginástica Olímpica.
      Jogos, brincadeiras e brinquedos

                                          139
         Regras e o Esporte
         Históricos dos Esportes
         Copa do Mundo


8ª SÉRIE
O corpo como construção histórico-social
Saúde/doença: elementos básicos;
Corpo e a sua manifestação sexual: a sexualidade como possibilidade de prazer e
sofrimento;
O como sujeito e vítima da violência: consumo de drogas, preconceitos e tabus
corporais;
O corpo diferente: gênero, etnia, classe social, pobreza, religião, etc.
O corpo dos trabalhadores; sacrifício e violência;
Limpo/sujo, feio/bonito, forte/fraco, magro/gordo, saudável/ doente, livre/aprisionado:
o   corpo     excluído:   corpos femininos,   infantis,   masculinos,de    velhos:   suas
manifestações;


Conhecimento do Corpo:
Interação corporal; reconhecimento dos limites e possibilidades da corporalidade do
outro;
Massagem e automassagem;
Movimentar-se: o corpo se desloca;
Exploração corporal do mundo circundante da escola;
O corpo que não se vê: o que o nosso corpo produz.


Manifestações esportivas:
O esporte como fenômeno de massa:
Princípios básicos dos esportes, táticas e regras;
O sentido da competição esportiva:
Elementos básicos constitutivos dos esportes; arremessos, deslocamentos, passes,
fintas;
Práticas esportivas: esportes com e sem materiais e equipamentos.


Manifestações ginásticas:
Origem da ginástica e mudança no tempo;

                                          140
Princípios básicos de diferentes ginásticas;
Cultura da rua, cultura do circo, malabares, acrobacia, etc.


Jogos, brincadeiras e brinquedos:
Oficina de construção de brinquedos;
Brin1uedos e brincadeiras tradicionais, brinquedos cantados, todas as crianças;
Diferentes manifestações com e sem materiais;
Diferenças entre jogo e esporte.
Manifestações estéticas corporais na dança e no teatro;
A dança e o teatro como possibilidades de manifestação corporal;
Diferentes tipos de dança;
Por que dançamos?
Danças tradicionais e folclóricas;
Desenvolvimento de formas corporais e expressivas;




METODOLOGIA DA DISCIPLINA

       O movimento humano deve ser entendido como uma prática social, é através
do movimento que o ser humano se relaciona com o mundo, aprende sobre si
mesmo, age sobre o meio ambiente, enfim aprende a viver na sua totalidade.
       A Educação Física Escolar deve dar oportunidades a todos os alunos para
que desenvolvam suas potencialidades de forma democrática e não seletiva,
visando seu aprimoramento como seres humanos. Cabe assinalar que os alunos
portadores de necessidades especiais não podem ser privados de aulas de
Educação Física
       O estudo do corpo em movimento na Educação Física, objetiva atingir a
Consciência do Domínio Corporal, trabalhada, através dos pressupostos do
movimento expressos na Ginástica, Danças e Jogos. Os grandes jogos, pequenos
jogos, trabalhados individualmente e coletivamente, através de filmes sobre a
temática: Danças, Esportes, utilização de música para as aulas de ginástica. Temos
a utilização do esporte como meio de Educação para o ser humano, o jogo como
fator de Educação, uma Aptidão Física voltada à Saúde.
       Assim, a ação educacional, sob o ponto de vista biológico destes
pressupostos, deve ser ultrapassada através de uma prática com significado
histórico-crítico.

                                         141
      A Educação do Corpo em movimento deverá proporcionar ao Educando uma
tomada de Consciência e domínio de seu corpo e, a parti daí, contribuir para o
desenvolvimento de suas possibilidades de aprendizagem. Ela deverá permitir a
exploração motora, as descobertas a sua realização, vivendo através das atividades
propostas momentos que lhes dêem condições de criar novos caminhos a partir de
experiências vividas criando novas formas de movimento, podendo assim, atingir
níveis mais elevados em seu Conhecimento.
      A ação educativa deve ser um instrumento que prepara o homem para
reivindicações, seu direito de opinar, discutir, criticar e alterar a ordem social e ter
acesso à cultura e a história de seu tempo.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICO DA DISCIPLINA

   Os critérios da avaliação deverão adequar-se ao conteúdo ministrado no decorrer
das aulas, levando em consideração as dificuldades encontradas pelos alunos no
seu dia-a-dia e seu desenvolvimento motor. Assim sendo, a avaliação será
formativa, somativa e contínua.
   Ressaltando que os instrumentos de avaliação serão os seguintes: pesquisas
bibliográficas, trabalhos individuais e em grupos em sala de aula e atividades físicas.




BIBLIOGRAFIA


BRACHT, Valter; CRISÓRIO, Ricardo (orgs.). A Educação Física no Brasil e na
Argentina: identidade, desafios, perspectivas. Campinas: Autores Associados, 2003.


CAPARROZ, Francisco. Entre a educação física na escola e a educação física da
escola. Vitória CEFD/UFES, 1997.


CASTELLANI FILHO, LINO. Educação Física no Brasil; a história que não se conta.
2 ed. Campinas; Papirus, 1991.


COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino da educação física: uma
antologia. Rio de Janeiro: Ao livro Técnico, 1986.


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FREIRE, João Batista. Educação de corpo inteiro: teoria e prática da educação
física. São Paulo: Scipione, 1992.


KUNZ, Elenor. Transformação, didático-pedagógica do esporte. Ijuí, Unijuí, 1994.


VAGO, Tarcísio Mauro. Intervenção e Conhecimento na Escola: por uma Cultura
Escolar de Educação Física. In: GOELLNER, Silvana          Vilodre (org.) Educação
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PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Diretrizes Curriculares de Educação Física para o Ensino Fundamental. Curitiba:
SEED/SUED, 2006.




                                        143
      PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DO ENSINO RELIGIOSO – ENSINO
                             FUNDAMENTAL



     APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


     O Ensino Religioso, área do conhecimento da Base Nacional Comum, tem como
objeto de estudo o fenômeno religioso e o conhecimento veiculado é o entendimento
desse fenômeno constatado no convívio social.

      Visa subsidiar o educando no entendimento que ele tem a respeito do fenômeno
religioso que experimenta e observa em seu contexto, um conhecimento que gera o saber
de si, superando as concepções conteudista de doutrinação religiosa e ou ensino de
religião. Uma interação entre educando (sujeito) fenômeno religioso (objeto) e
conhecimento (objetivo).

      Está fundamentado nas ciências humanas, sociais e na religião, suporte mínimo
necessário para o desenvolvimento do Ensino Religioso como saber, não como saber em
si, a informação pela informação, mas, o saber de si, o entendimento de si, na construção
de significados pela releitura (análise, interpretação) dos elementos do fenômeno
religioso, pois, para todo ser humano, culturas e tradições religiosas são elementos
significativos, densos e tensos que se conectam na formação do cidadão, por isso
fundamentado na fenomenologia religiosa.

     O ser humano, ser em relação, está em constante luta pela sobrevivência e procura
dar significado à existência. Ao longo da história desenvolveu várias formas de significado
à sua existência, várias formas de relacionamento com o mundo, com os seus
semelhantes e com o Transcendente, na busca de superar sua limitação, sua finitude.

     Diante da complexidade da técnica, da industrialização, do racionalismo e da
secularização, busca respostas a indagações como: Quem sou? De onde vim? Para onde
vou? Indagações estas, que provocam o desenvolvimento de um conhecimento
possibilitando representar um ser humano dotado de um outro nível de relações: A
Transcendência. Capacidade inerente ao ser humano, que possibilita integrar o que lhe é
exterior, bem como rebelar-se contra os problemas, recusando encarar o desconhecido
como barreira definitiva, transformando-o em projetos.

     Cada grupo, trás no bojo de sua cultura o substrato religioso, e este unificado a vida
coletiva, diante de seus desafios e conflitos, tornando a Transcendência, sua


                                              144
companheira de todas as etapas e projetos, enquanto desejo e utopia. Recusar a
Transcendência lhe é trágico, pois significa resignar-se a sua mediocridade.

     É na reflexão do conhecimento que possibilita compreender a finitude humana, e é
nesta finitude que fundamenta o Fenômeno Religioso possibilitando ao ser humano
construir-se na liberdade.

     Com esta concepção entende-se que é também a escola o espaço de construção e
socialização do Conhecimento Religioso.

     A partir do entendimento do reeleger que significa reler o Fenômeno Religioso, no
contexto da realidade sócio-cultural, que poderemos responder as exigências da
educação para o século XXI.

     Pedagogicamente, torna-se necessário o entendimento das relações entre as
concepções do Ensino Religioso e suas conseqüências práticas. Enquanto disciplina,
enquadra-se no padrão comum a todas as outras áreas do conhecimento e tem como
objeto: o Estudo das diferentes manifestações do sagrado no coletivo e seu objetivo é
analisar e compreender o sagrado como o cerne da experiência religiosa do cotidiano que
o contextualiza no universo cultural. O conteúdo abordado pelo Ensino Religioso terá,
também a preocupação com os processos históricos de constituição do sagrado,
buscando explicitar os caminhos percorridos até a concretização de simbologias e
espaços que se organizam em territórios sagrados, ou seja, a criação das tradições.

     Nesse entender se estabelecem à relação entre as concepções de Ensino Religioso
e sua conseqüente prática no cotidiano da sala de aula, em que a concepção determina a
relação ensino aprendizagem através do tratamento didático, da metodologia utilizada e
da avaliação.



OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA



     O objetivo do Ensino Religioso é proporcionar o conhecimento dos elementos básicos que
compõem o fenômeno religioso, a partir das experiências religiosas percebidas no contexto do
educando; subsidiar o educando na formação do questionamento existencial, em profundidade,
para dar sua resposta devidamente informada; analisar o papel das tradições religiosas na
estruturação e manutenção das diferentes culturas e manifestações socioculturais; facilitar a
compreensão do significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas; refletir o


                                              145
sentido da atitude moral como conseqüência do fenômeno religioso e expressão da consciência
e da resposta pessoal e comunitária do ser humano; possibilitar esclarecimentos sobre o direito
à diferença na construção de estruturas religiosas que tem na liberdade o seu valor inalienável;
desenvolver a capacidade de dialogar com as diferentes Tradições Religiosas, respeitando os
diferentes jeitos de expressão da Fé; compreender que o mito é a forma mais antiga de
elaboração e construção do conhecimento religioso, uma tentativa de explicação do mundo
usando símbolos e metáforas; compreender as práticas religiosas, os mistérios e os desígnios
do Transcendente; respeitar as diferentes formas de celebrar os acontecimentos da vida de seu
povo, as diferentes expressões e Idéias do Sagrado nas Tradições Religiosas; valorizar o direito
à Expressão Religiosa do outro aprendendo a conviver, respeitar e reverenciar o Transcendente
do outro; entender os diferentes significados dos Símbolos Religiosos na vida e convivência das
pessoas e grupos; promover o respeito e reverência ao Transcendente, que é um só expresso
das mais diversas maneiras pela Simbologia Religiosa; identificar nas Narrativas Sagradas orais
e escritas: os acontecimentos religiosos e os fatos marcantes, origem de mitos e segredos
Sagrados na história dos povos; reconhecer as Palavras Sagradas orais e escritas dos povos,
culturas e grupos religiosos; entender os rituais, as celebrações, práticas religiosas expressão
da crença dos grupos; reconhecer as diferentes tradições religiosas suas crenças, seus mitos,
seus símbolos, máximas, textos sagrados e forma de expressar sua relação com o
transcendente e despertar o respeito pelo sagrado do outro; seus símbolos religiosos e
significados, as diferentes idéias do Transcendente, o espaço sagrado.



CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO



5º SÉRIE

CONTEÚDO ESTRUTURANTE:

Paisagem religiosa

Símbolos

Texto Sagrad



CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:

Respeito à diversidade Religiosa

Lugares Sagrados
                                             146
Textos Orais e Escritos – Sagrados

Organizações Religiosas



CONTEÚDOS COMPLEMENTARES

- Identidade Religiosa (diferentes Igrejas e diferentes Religiões)

- As Raízes Culturais – conceitos de Igreja e Religião

- Cristianismo;

- Afro – brasileira;

- Indígena;

- Espírita;

- Candomblé;

- Judaísmo;

- Fé Bahá’i;

-Islamismo;

- Budismo;

- Xintoísmo;

- Hinduísmo;

- Confucionismo;

- Umbanda;

- Origem e História das Tradições Religiosas.

- Influência das Tradições Religiosas na cultura e na construção dos valores éticos.

- As concepções de vida, de relação com o mundo, com o Transcendente (divindades).

- Religião e Religiosidade:

- O Transcendente; e

- As possíveis respostas da vida além da morte: ressurreição, ancestralidade, reencarnação e
nada.




                                                147
6º SÉRIE

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:

Paisagem religiosa

Símbolos

Texto Sagrado



CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

Universo Simbólico Religioso

Ritos

Festas Religiosas

Vida e Morte



CONTEÚDOS COMPLEMENTARES

Ethos:

- Alteridade: Eu, Eu - outro e o outro somos nós;

- Saber conviver com o diferente;

- A reverencia ao Sagrado do outro;

- As regras básicas do amor nas Culturas e Tradições Religiosas;

- Sensibilidade, respeito e solidariedade;

- Os valores se aproximam e nos aproximam;

- Limites e a busca do ser na essência (realização humana);

- Ética e Relacionamento social;

- O papel das Religiões na construção do Ethos e na humanização do homem.


METODOLOGIA DA DISCIPLINA

    O Ensino Religioso, enquanto disciplina da Área de Conhecimento "Educação Religiosa"
(Res. CEB/CNE n.º 02/98), enquadra-se no padrão comum de todas as áreas de conhecimento.



                                              148
     A metodologia utilizada para esta área, ocorre através da leitura, e aprendizado que surge
dentro da sala de aula. O Ensino Religioso vem promover o estudo dos elementos básicos que
compõe o fenômeno religioso no cotidiano da diversidade cultural religiosa do Brasil.
Oportunizar a construção e a discussão de planejamento pedagógico-didático, que considere os
Parâmetros Curriculares Nacionais de Ensino Religioso no universo pluralista do currículo
escolar. Incentivar e socializar a pesquisa e a produção científica nesta área do conhecimento.

     O Ensino Religioso não é uma mera informação de conteúdos religiosos, um saber pelo
saber. Mas, a proporcionar ao estudante o conhecimento dos elementos básicos que compõe o
Fenômeno Religioso para que possa entender melhor a sua busca dos Transcendentes.



CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA

     O Ensino Religioso não se constitui como objeto de reprovação, bem como não terá
registro de notas ou conceitos na documentação escolar, isso se justifica pelo caráter
facultativo da matrícula na disciplina. No entanto, a avaliação não deixar de ser um dos
elementos integrante do processo educativo na disciplina do Ensino Religioso. Assim,
cabe, ao professor a implementação de práticas avaliativas que permitam acompanhar o
processo de apropriação de conhecimentos pelo aluno e pela classe, tendo como
parâmetros os conteúdos tratados e os seus objetivos. Através da elaborar de
instrumentos que o auxiliem no registro de quanto a turma e ou / o aluno apropriou dos
conteúdos tratados nas aulas de Ensino Religioso devendo ser utilizados em diferentes
situações de ensino aprendizagem.



BIBLIOGRAFIA



   FONAPER, Ensino Religioso Culturas e Tradições Religiosas, Caderno Temático nº2,
   2001.

   FONAPER, Ensino Religioso Referencial curricular para a Proposta Pedagógica da Escola.
   Caderno Temático nº1, 2000.

   GPER. www.pger.or

   PORTUGAL, Maria das Graças. Coordenação Editorial. Gráfica da Assembléia Legislativa
   do Estado do Paraná – 2005


                                              149
SEED. Diretrizes Curriculares de Ensino Religioso para o Ensino Fundamental. Versão
Preliminar, julho 2006.

SEED: Formação Continuada. Grupo de Estudos. Ensino Religioso, 2005.

SEED: Formação Continuada. Grupo de Estudos. Ensino Religioso, 2006.




                                       150
     PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA – ENSINO
                         FUNDAMENTAL



APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      A disciplina de geografia visa possibilitar uma melhor percepção das
alterações produzidas pelos seres humanos e pela própria natureza das paisagens
terrestres e as transformações culturais, sociais e políticas. Essa ciência nos leva a
refletir sobre tais transformações e a analisar a realidade, que nos cerca em termos
desde local a mundial.
      Considerando, então, que cada conceito geográfico se constituí em diferentes
momentos históricos e em função das transformações sociais, políticas e
econômicas, que alteram maneiras e ritmos de produzir e organizar o espaço, foram
ressignificados várias vezes é fundamental que se explicite quais referenciais
teóricos serão adotados.
      Assim, para a formação de um aluno consciente das relações sócio-espaciais
de seu tempo, assume-se, nestas diretrizes o quadro conceitual das teorias críticas
da geografia, que incorporam, em suas construções conceituais, conflitos e as
contradições sociais, econômicas, culturais e políticas que constituem o espaço
geográfico.
      O ensino da geografia tem como pressuposto que o ensino médio deve estar
a serviço da inteligência e do resgate dos significados humanos presentes nos
conteúdos escolares, refazendo as teias de relações das nossas tradições e raízes
culturais da memória coletiva.



OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

      A geografia cabe fornecer subsídios que permitam ao aluno, compreender a
realidade que o cerca em sua dimensão de tempo e espaço, tanto física como
humana e no contexto de suas transformações, velocidade e complexidade, por ser
esta disciplina fundamental na contribuição para a formação plena do cidadão.




CONTEÚDO POR SÉRIE/ANO



                                         151
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
A dimensão econômica da produção do /no espaço;
A dimensão sócio-ambiental;
A dinâmica cultural demográfica;
A questão geopolítica;




CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:
5ª SÉRIE:
Orientação e localização;
A importância dos mapas e dos gráficos;
A terra e o universo;
A atmosfera e seus fenômenos;
Poluição atmosférica e as paisagens terrestres;
Os tipos de clima do planeta;
As atividades econômicas;
A população brasileira;
O espaço paranaense;
E outros;


6ª SÉRIE:
O território brasileiro;
A população brasileira;
O espaço rural e urbano;
A urbanização;
Os problemas ambientais das cidades brasileiras;
As regiões brasileiras e seus diversos aspectos;
O relevo paranaense;
O clima;
Hidrografia;


7ª SÉRIE:
Construção do espaço geográfico;
O trabalho e a transformação da natureza;
As sociedades capitalistas;

                                          152
A globalização;
O mundo desenvolvido e subdesenvolvido;
América Latina e América Anglo-saxônica;
África e a regionalização da África;
A regionalização da Ásia e seus problemas;
Vegetação e fauna do Paraná;
População paranaense;
Imigração e colonização;


8ª SÉRIE:
A revolução tecnológica;
A dinâmica do espaço global;
A expansão das multinacionais;
Os fluxos populacionais as migrações internacionais;
O capitalismo e a sociedade de consumo;
O meio ambiente e a problemática ecológica;
América desenvolvida;
Europa desenvolvida Austrália e Nova Zelândia: economia
Língua e religião paranaense;
Habitação e alimentação no Paraná;
Indústria e comércio no Paraná;
Turismo no Paraná;


CONTEÙDOS COMPLEMENTARES


Cultura afro-brasileira;
Datas Comemorativas;
Ética e cidadania;
Agenda 21


       Dentro destes conteúdos, serão desenvolvidos projetos a serem trabalhados
no decorrer do ano letivo. Exemplos: dia da árvore, realizar aulas diferentes
destacando a importância das árvores, (realizando plantio visita a áreas de
preservação etc.); trabalhar a agenda 21 escolar onde projetos de melhoria da
qualidade de vida dos alunos serão aplicados no decorrer do ano letivo etc.

                                        153
METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      O estudo da geografia no ensino fundamental será através da apresentação
de alguns conceitos e temas básicos para a compreensão do espaço geográfico,
como: grupos sociais, sociedade, trabalho, atividades econômicas, além dos
conteúdos específicos por série.
      No ensino fundamental, deverá buscar formas para que o aluno compreenda
bem o espaço geográfico e os conceitos básicos para a compreensão da geografia
como: lugar, paisagem, relações sociais, e etc. e temas atuais, presentes no dia-a-
dia dos alunos serão inseridos ao conteúdo estudado em cada série.
      No período matutino, os conteúdos serão tratados de modo a valorizar os
saberes, a cultura, técnicas, os anseios pertinentes á realidade do aluno do campo,
mas de forma contextualizada com os saberes sistematizados historicamente
acumulados.
      Também serão contemplados estudos de valorização da diversidade cultural,
principalmente a cultura afro-brasileira e africana, quando trabalhados os temas
como relações sociais, divisão social do trabalho, classes sociais e sempre que for
pertinente, uma vez que está materializado no espaço geográfico o preconceito que
se tem em relação a essa cultura bem como de outras minorias étnicas, sempre
combatendo qualquer espécie de discriminação, seja por motivo religioso, opção
sexual, opção política, condutas típicas, deficiências, etc.
      Os alunos com necessidades especiais, terão um tratamento diferenciado
quando necessário ( considerando a deficiência de cada um) mais seu saber será
compartilhado da mesma forma que os demais “alunos”. Os mesmos deverão usar
os sentidos que possuem mais desenvolvidos para compreender de forma mais
significativa o conteúdo geográfico.
      O    desenvolvimento     teórico-metodológico    sempre   se   dará   de   forma
contextualizada, nas diversas escalas de tempo e espaço.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


      A avaliação se dará de forma contínua (a qualquer momento do processo
ensino-aprendizagem) e será diagnóstica (considerando que cada indivíduo possui
momentos diferentes de aprendizagem, servindo de parâmetro para uma retomada

                                          154
de conteúdos, bem como de outras formas de avaliação, metodologias,
intervenções, etc.) Será vista como processo (que deve levar em conta não só os
resultados das tarefas realizadas, o produto, mas também o que ocorreu no
caminho), como também se dará de forma diversificada (trabalhos extra-classe,
avaliações orais, avaliações escritas-objetivas e subjetivas, tarefas diversas,
relatórios, desenhos, etc.), podendo ser individuais ou grupos.
        Dessa forma pensamos ser possível estabelecer um vínculo de confiança
entre professor e aluno (desmistificando a avaliação) a fim de promover momentos
de conforto para a conseqüente aprendizagem.




BIBLIOGRAFIA


VEIGA, I.P repensando a Didática. Campinas, Papirus, 1996.


Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das relações Étinico-Raciais e para
o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, Brasília, 2005.


Geografia: Espaço e Vivência 5ª, 6ª, 7ªe 8ª série- Levon Boligan- Editora Atual 2001.


OLIVEIRA, M.S.N. A Educação que Acredito. UFRO – Campus Guajará Mirim, RO
2002


Lucci, E.A. BRANCO A.L. Geografia Homem& Espaço. São Paulo Saraiva, 2004.


Mendonça, F. Geografia Sócio-Ambiental. In Revista Terra Livre, nº 16, AGB
Nacional, 2001.


Camargo, João Borba. Geografia: física, humana e econômica do Paraná.


SEED Diretrizes Curriculares da disciplina de Geografia do Ensino Fundamental,
2006.




                                          155
     PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA DO ENSINO
                                 FUNDAMNETAL


1.APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      A disciplina de história passou a fazer parte integrante do contexto escolar
brasileiro, a partir da terceira década do séc. XIX, tendo como base a teoria
positivista orientada pela linearidade dos fatos, pelo uso restrito dos documentos
oficiais escrito como fonte e verdade histórica e valorização dos heróis. Neste
contexto a narrativa histórica reproduzia a extensão da história Ocidental, tendo por
pressuposto o modelo conservador de sociedade garantia a legitimação dos valores
aristocráticos, no qual o processo histórico conduzido por líderes, excluía a grande
massa brasileira formada por pessoas comuns, uma vez que neste momento não
eram vistas como agentes capazes de contribuir para a transformação da sociedade.
Até metade do séc. XIX, o ensino de história se ocupava em reforçar o caráter moral
e cívico dos conteúdos escolares, contribuindo para a legitimidade do projeto
nacionalista.
      Durante o regime militar a disciplina de história manteve o seu caráter
estreitamente político, pautado no estudo das fontes oficiais, enfatizando apenas o
ponto de vista factual. Cabe ressaltar que neste contexto histórico a disciplina de
história foi agregada às disciplinas de Geografia formando a área de Estudos Sociais
e sofrendo um redutor de carga horária uma vez que teve que dividir seu espaço
com Organização Social Política Brasileira (OSPB) e Educação Moral e Cívica
(EMC).
      Ao propor esta modalidade o Estado tinha por objetivo cercear o instrumento
intelectual politizador do professor de história dando a este um caráter reprodutor.
Somente a partir da década de 80, com o fim do período militar é que o ensino de
história passou a ser reestruturado tendo como pressuposto teórico a história social,
pautada no materialismo histórico dialético. Na década de 90 a SEED – Pr propôs
um currículo básico fundamentado na pedagogia histórico crítica. A partir de 2003
teve inicio o processo de elaboração de novas diretrizes curriculares para o ensino
de história para a rede de ensino do Estado do Paraná.




2.OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

                                        156
- Considerar e aprofundar os conhecimentos já adquiridos nas primeiras séries do
ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento dos estudos;
- dar condições para que o educando possa se adaptar com flexibilidade as novas
condições ou situações de ocupação e aperfeiçoamento, quer seja no trabalho ou
nos estudos;
- Possibilitar a compreensão dos fundamentos e dos processos científicos e
tecnológicos produtivos, pratica e teoricamente;
- Conscientizar o educando que devemos agir com respeito à sociedade, aos
indivíduos da sociedade e a si próprio;
- Valorizar o trabalho em grupo e ações críticas e cooperativas para a construção
coletiva do conhecimento;
- Valorizar a leitura de textos complementares como forma de ampliar
conhecimentos, bem como, a produção escrita;
- Possibilitar ao educando o entendimento de que o processo histórico se dá no
enfrentamento das desigualdades sociais;
- No reconhecimento político, na valorização dos traços e especificidades culturais
que caracterizam as diferenças das minorias.




3. CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


5ª Série
Das Origens do Homem ao Século XVI – Diferentes Trajetórias, Diferentes
Culturas


3.1 - Conteúdos Estruturantes:


- Dimensão Política
- Dimensão Econômico e Social
- Dimensão Cultural


3.2 – Conteúdos Específicos


Produção do Conhecimento Histórico
- O historiador e a produção do conhecimento histórico

                                          157
- Tempo, temporalidade
- Fontes. Documentos
- Patrimônio material e imaterial
- Pesquisa


Articulação da História com outras áreas do conhecimento
- arqueologia, antropologia, paleontologia, geografia, geologia, sociologia, etnologia
e outras.


Observação: O estudo da produção do conhecimento histórico e a articulação da
História com outras áreas do conhecimento se faz necessário em todas as séries do
ensino fundamental, não necessariamente no início do ano letivo como está posto
para a 5ª série.


Arqueologia no Brasil
- Lagoa Santa: Luzia (MG)
- Serra da Capivara (PI)
- Sambaquis (PR)


Povos indígenas no Brasil e no Paraná
- Ameríndios do território brasileiro
- Kaingang, guarani, Xetá e Xokleng


A chegada dos europeus na América
- (des) encontros entre culturas
- resistência e dominação
   - escravização
   - catequização


Formação da sociedade brasileira e americana
- América portuguesa
- América espanhola
- América franco-inglesa
- Organização político-administrativa (capitanias hereditárias, sesmarias)
- Manifestações culturais (sagrada e profana)

                                         158
- Organização social (família patriarcal e escravismo)
- Escravização de indígenas e africanos
- Economia (pau-brasil, cana-de-açúcar e minérios)




3.3 - Conteúdos Complementares


A Humanidade e a História
- De onde viemos, quem somos, como sabemos?


Surgimento, desenvolvimento da humanidade e grandes migrações
- Teorias do surgimento do homem na América
-Mitos e lendas da origem do homem
- Desconstrução do conceito de Pré-história
- Povos àgrafos, memória e história oral


As primeiras civilizações na América
- Olmecas, Mochicas, Tiwanacus, Maias, Incas e Astecas
- Ameríndios da América do norte


As primeiras civilizações na África, Europa e Ásia
- Egito, Núbia, Gana e Mali*
- Hebreus, gregos e romanos*
Observação: não se trata aqui, de “esgotar” a história destas civilizações, mais sim,
levantar alguns aspectos como religiosidade, organização social.


Península Ibérica nos séculos XIV e XV: cultura, sociedade e política
- reconquista do território
- religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo
- comércio (África, Ásia, América e Europa)


Os reinos e sociedades africanas e os contatos com a Europa
- Songai, Benin, Ifé, Congo, Monomotapa(Zimbabwe) e outros
      - Comércio
      - Organização política-administrativa

                                           159
     - Manifestações culturais
     - Organização social
     - Uso de tecnologias :engenho de açúcar, a batea, construção civil...
Diáspora Africana




6ª Série do Ensino Fundamental
Das Contestações a Ordem Colonial ao Processo de Independência do Brasil –
Século XVII ao XIX


Conteúdos Estruturantes
- Dimensão Política
- Dimensão Econômico-Social
- Dimensão Cultural


Conteúdos Específicos


Expansão e consolidação do território
- Missões
- Bandeiras
- Invasões estrangeiras


Colonização do território “paranaense”.
- Economia
- Organização social
- Manifestações culturais
- Organização política e administrativas


Movimentos de contestação
- Quilombos (BR e PR)
- Irmandades: manifestações religiosas-sincretismo
- Revoltas Nativistas e Nacionalistas
       - Inconfidência mineira
       - Conjuração baiana
       - Revolta da cachaça

                                           160
        - Revolta do maneta
        - Guerra dos mascates


Chegada da família real ao Brasil


- De Colônia a Reino Unido
- Missões artístico-científicas
- Biblioteca nacional
- Banco do Brasil
- Urbanização na Capital
- Imprensa régia


O processo de Independência do Brasil
- Governo de D. Pedro I
- Constituição outorgada de 1824
- Unidade territorial
- Manutenção da estrutura social
- Confederação do Equador
- Província Cisplatina
- Haitianismo
- Revoltas regenciais:
 Malês, Sabinada, Balaiada, Cabanagem, Farroupilha


Conteúdos Complementares


Consolidação dos estados nacionais europeus e Reforma Pombalina
- Reforma e Contra-Reforma


Independência das treze colônias inglesas da América do Norte


Diáspora africana


Revolução Francesa
- Comuna de Paris
- Invasão napoleônica na Península Ibérica

                                       161
O processo de Independência das Américas
- Haiti
- Colônias espanholas


7ª Série do Ensino Fundamental
Pensando a Nacionalidade: Do Século XIX ao XX – A Constituição do Ideário de
Nação no Brasil


Conteúdos Estruturantes
- Dimensão Política
- Dimensão Econômico–Social
- Dimensão Cultural


Conteúdos Específicos
A Construção da Nação
- Governo de D. Pedro II
- Criação do IHGB
- Lei de Terras. Lei Euzébio de Queiroz – 1850
- Início da imigração européia
- Definição do território
- Movimento Abolicionista e Emancipacionista


Emancipação Política do Paraná (1853)
- Economia
- Organização social
- Manifestações culturais
- Organização política-administrativa
- Migrações internas (escravizados,libertos e homens livres pobres) e externas
(europeus)
- Os povos indígenas e a política de terras


A Guerra do Paraguai e/ou a Guerra de Tríplice Aliança


O processo de abolição da escravidão

                                         162
- Legislação
- Resistência e negociação
- Discursos
- Abolição
- Imigração -           senador Vergueiro.Branqueamento e miscigenação (Oliveira
Vianna,Nina Rodrigues, Euclides da Cunha, Silvio Romero,no Brasil. Sarmiento na
Argentina)


Os primeiros anos da República
- Idéias positivistas
- Imigração asiática
- Oligarquia, coronelismo e clientelismo
- Movimentos de contestação: campo e cidade
- Movimentos messiânicos
- Revolta da vacina e urbanização do Rio de Janeiro
- Movimento operário: anarquismo e comunismo
- Paraná:
       - Guerra do Contestado
       - Greve de 1917 – Curitiba
       - Paranismo: movimento regionalista – Romário Martins, Zaco Paraná.
Langue de
         Morretes, João Turim


Conteúdos Complementares


Revolução Industrial e relações de trabalho (XIX e XX)
- Ludismo
- Socialismo
- Anarquismo


Relacionar : Taylorismo, Fordismo, Toyotismo


Colonização da África e da Ásia


Guerra Civil e Imperialismo estadunidense

                                           163
Carnaval na América Latina: entrudo, murga e candomblé


Questão Agrária na América Latina
- Revolução Mexicana


Primeira Guerra Mundial


Revolução Russa


8ª Série do Ensino Fundamental
Repensando a Nacionalidade Brasileira: Do Século XX ao XXI – Elementos
Constitutivos da Contemporaneidade


Conteúdos Estruturantes
- Dimensão Política
-Dimensão Econômico-Social
-Dimensão Cultural


Conteúdos Específicos


A Semana de 22 e o Repensar da Nacionalidade
- Economia
- Organização Social
- Organização político-administrativa
- Manifestações culturais
- Coluna Prestes


A “Revolução” de 30 e o Período Vargas (1930-1945)
- Leis trabalhistas
- Voto feminino
- Ordem e disciplina no trabalho
- Mídia e divulgação do regime
- Criação do SPHAN, IBGE
- Futebol e Carnaval

                                        164
- Contestação à ordem
- Integralismo
- Participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial


Populismo no Brasil e na América Latina
- Cárdenas – México
- Perón – Argentina
- Vargas, JK, Jânio Quadros e João Goulart – Brasil
Construção do Paraná Moderno
- Governos de:
             - Manoel Ribas, Moysés Lupion, Bento Munhoz de Rocha Neto e Ney
Braga
-- Frentes de colonização do Estado, criação de estruturas administrativas
- Copel, Banestado, Sanepar, Codepar...
- Movimentos culturais
- Movimentos sociais no campo e na cidade
   - Ex:Revolta dos colonos na década de 50 – Sudoeste
- Os Xetá


O Regime Militar no Paraná e no Brasil
- Repressão e Censura, uso ideológico dos Meios de Comunicação
- O Uso ideológico do futebol na década de 70
                 - O tricampeonato mundial
                 - A criação da liga nacional (campeonato brasileiro)
- Cinema Novo
- Teatro
- Itaipu, Sete Quedas e a Questão da Terra


Movimentos de Contestação no Brasil
- Resistência Armada
- Tropicalismo
- Jovem Guarda
- Novo Sindicalismo
- Movimento Estudantil



                                           165
Paraná no Contexto Atual


Redemocratização
- Constituição de 1988
- Movimentos populares rurais e urbanos: MST (Movimento dos sem-terra),MNLM
(Movimento    Nacional   de    Luta   pela   Moradia),   CUT   (Central   Única   dos
Trabalhadores), Marcha Zumbi dos Palmares, etc.
- Mercosul
- Alca


O Brasil no Contexto Atual
A Comemoração dos “500 anos do Brasil”: análise e reflexão


Conteúdos Complementares


A Crise de 1929


Ascensão dos Regimes Totalitários na Europa


Movimentos Populares na América Latina


Segunda Guerra Mundial


Independência das Colônias Afro-Asiáticas


Guerra Fria


Guerra Fria e os Regimes Militares na América Latina
- Política de Boa Vizinhança
- Revolução Cubana
- 11 de setembro no Chile e a deposição de Salvador Allende
- Censura aos Meios de Comunicação
- O uso ideológico do futebol na década de 70
- A copa da Argentina – 1978



                                         166
Movimentos de Contestação no Mundo
- Maio de 68 – França
- Movimento Negro
- Movimento hippie
- Movimento Homosexual
- Movimento Feminista
- Movimento Punk
- Movimento Ambiental


Fim da Bipolarização Mundial
- Desintegração do bloco Socialista
- Neoliberalismo
- Globalização
- 11 de setembro nos EUA


África e América Latina no Contexto Atual




4 – METODOLOGIA DA DISCIPLINA


    Para que o ensino de história contribua para a construção da consciência
histórica é imprescindível que o professor retome constantemente com os seus
alunos como se dá o processo de construção do conhecimento histórico, ou seja,
como é produzido a partir do trabalho de um pesquisador que tem como objetivo de
estudos os processos históricos relativos às ações e as relações humanas
praticadas no tempo, bem como os sentidos que os sujeitos deram às mesmas de
forma consciente ou não. Para estuda-las o historiador adota um método de
pesquisa de forma que possa problematizar o passado, e buscar, por meio dos
documentos e das perguntas que faz aos mesmos, respostas as suas indagações. A
partir desse trabalho o historiador produz uma narrativa histórica, que tem como
desafio contemplar a diversidade das experiências políticas, econômico-sociais e
culturais.


       A produção do conhecimento histórico é essencial para que os alunos
possam compreender os limites do livro didático, as diferentes interpretações de um

                                       167
mesmo acontecimento histórico; a necessidade de ampliar o universo de consultas
quando se pretende entender melhor diferentes contextos históricos; a importância
do trabalho do historiador e da produção do conhecimento histórico para
compreensão do passado; que o conhecimento histórico é uma explicação sobre o
passado; que pode ser complementada com novas pesquisas podendo ser refutadas
ou validadas pelo trabalho de investigação do historiador. Possibilita contribuir ainda
para que os alunos valorizem e contribuam para a preservação de documentos, dos
lugares de memória como museus, bibliotecas, acervos privados e públicos de
fotografias, de documentos escritos e audiovisuais, entre outros.


      Para que os alunos possam ampliar o conteúdo apresentado pelo livro
didático o uso da biblioteca é fundamental, para tanto, é necessário que sejam
orientados pelo professor de História a conhecer o acervo específico, as obras que
poderão ser consultadas ao longo de cada ano letivo, bem como os procedimentos
para se apropriar dos conhecimentos que estão nos livros, compreendendo os
diferentes conteúdos da disciplina. Este procedimento metodológico deverá ser
retomado pelo professor de modo que os alunos possam ir adquirindo autonomia na
busca do conhecimento. Nesta perspectiva, não cabe o modelo de trabalho em
História restrito a cópia do que os livros trazem, tal procedimento exigirá que o
professor problematize o que pretende que os alunos investiguem, com vistas a
ampliar; refutar ou validar a análise de determinado conteúdo trazido no livro didático
de História. Com isto os alunos adquirem o hábito de problematizar o que é
apresentado como dado ou natural, com vistas a contribuir para a formação da
consciência histórica.


5 – CRITERIOS DE AVALIAÇÃO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA


      Ao propor reflexões sobre a avaliação no ensino de História nestas diretrizes
objetiva-se favorecer a busca da coerência entre a concepção de História defendida
e as práticas avaliativas que integram o processo de ensino e de aprendizagem.
Nesta perspectiva, a avaliação deve estar colocada a serviço da aprendizagem de
todos os alunos, de modo que permeie o conjunto das ações pedagógicas, e não
como um elemento externo a este processo.




                                         168
      De acordo com este entendimento, refutam-se as práticas avaliativas que
priorizam o caráter classificatório, autoritário, que desvinculam a sua função da
aprendizagem, que não se ocupam dos conteúdos e do seu tratamento conforme as
concepções pedagógicas definidas no projeto político pedagógico da escola, e que
acabam por materializar, por meio da avaliação, um modelo excludente de
escolarização e de sociedade que a escola pública tem o compromisso de superar,
com vista a diminuição das igualdades sociais e com a luta por uma sociedade justa
e mais humana.




6 - BIBLIOGRAFIA


- SCHIMIDT, Mario. Livro didático – Nova Historia Critica – Ed. Nova Geração.


- SEED – PR, Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de
currículos inclusivos – DOCUMENTO PRELIMINAR.

- MACEDO, José Rivair –Brasil uma Nova Historia em Construção – São Paulo – Ed.
Brasil, 1996.

- JAIME, Carlos Bassanezi Pinsky – HISTORIA DA CIDADANIA - São Paulo, 2005


- BOUTEN, Leônidas – HISTORIA PARANAENSE. Ed. d




                                       169
               PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA
                               ENSINO FUNDAMENTAL




APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


       Após a Proclamação da República, a sociedade brasileira reconheceu a
instituição escolar como necessária à formação dos cidadãos. Naquele período
foram construídas grandes escolas, pois antes a escola era, de forma geral, um
lugar onde se aprendia e não um espaço construído com fins educacionais. Mas
poucos eram os cidadãos que tinham acesso a escola, mais de 75% da população
brasileira era analfabeta em 1920.
       Só em 1940 é que houve grandes preocupações com a escolarização, com o
aumento de vagas nas escolas e a oferta da educação obrigatória por 4 anos. A
partir desta data é que as classes populares tiveram acesso aos bancos escolares,
antes reservados somente para a elite.
       Pela concepção elitista da escola, o ensino não supria as necessidades das
classes menos favorecidas, que não alcançavam êxito. E como as vagas para o
ginásio eram poucas havia o teste de admissão, sendo estas preenchidas quase que
na totalidade por elementos das classes mais elevadas.
       Em 1961 foi aprovada a lei com a obrigatoriedade da oferta de ensino
primário às crianças de 07 a 10 anos, em 1969 ampliada para a população entre 07
e 14 anos, e desde os anos 70 a escola pública de 1ªa 8ª série tornou-se uma
realidade.
       Hoje o grande desafio da escola é estabelecer uma proposta de ensino que
reconheça e valorize práticas culturais da sua clientela, sem perder de vista o
conhecimento historicamente produzido, que constitui-se em patrimônio universal.
       A língua deve se percebida como o discurso realizados durante toda a vida
pelos sujeitos, que são capazes de refletir e tomar decisões.
       O     ensino   da   Língua    Portuguesa     é   uma     das   mais   importantes
responsabilidades do professor, pois é a condição para a aprendizagem das demais
disciplinas, além de ser instrumento indispensável para a participação social do
sujeito, em todas as esferas da vida: profissional, política, cultural.      Partindo da
experiência lingüística adquirida pelas crianças no meio familiar e social, elas
gradativamente são estimuladas a dominar a norma-padrão culta da língua.

                                           170
OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


      Os objetivos do ensino de língua portuguesa a partir da concepção de língua
como discurso que ocorre nas diversas práticas do dia-a-dia nortearão todo o
processo. Por isso faz-se necessário habilitar o aluno a:
      - Empregar a língua oral em diferentes situações de uso.
      - Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas, considerando-
se os interlocutores, os seus objetivos, o assunto tratado, os gêneros e suportes
textuais e o contexto de produção/leitura.
      - Refletir sobre os textos produzidos, lidos e ouvidos, atualizando o gênero e o
tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na sua
organização.
      - Aprimorar, pelo contato com os textos literários, a capacidade de
pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, permitindo a expansão
lúdica do trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita.




CONTEÚDOS POR SÉRIE/ ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
     O conteúdo estruturante é o texto que possibilitará saberes mais amplos da
disciplina e que podem ser desdobrados nos conteúdos que fazem parte de um
corpo estruturado de conhecimentos constituídos e acumulados historicamente. O
texto não deve ser entendido como isolado em si mesmo e estático, ele é feito de
sentidos entre interlocutores, pois é uma dimensão disciplinar da realidade, e é
neste sentido que deve ser trabalhado, sempre com vista às necessidades dos
alunos.
     Dessa forma, estabelecem-se como elementos indispensáveis, integradores e
que estarão presentes em qualquer situação de interação do aluno com a língua
estrangeira, seja em que prática for: conhecimentos lingüísticos, discursivos,
culturais, etc.
     Além disso, uma abordagem do discurso em sua totalidade será realizada e
garantida através de atividades significativas se as práticas de leitura, escrita e
oralidade, interagirem entre si e constituírem              uma prática sócio-cultural,



                                          171
contribuindo, dessa forma, para com o aprimoramento da competência lingüística
dos nossos estudantes.




CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
        Tendo como orientadores os estudos feitos e a leitura minuciosa das
Diretrizes e Bases que norteiam o ensino de Língua portuguesa, bem como a
adoção do livro didático fornecido pelo governo, optou-se pelos conteúdos que se
seguem, pois acredita-se que ao serem trabalhados, estarão proporcionando ao
nossos alunos o eficaz aprendizado da disciplina em questão.


5ª SÉRIE
    - Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
como:
    - bilhete
    - cartas
    -cartão postal
    - contos
    - anúncios publicitários
    - poemas
    - resumos
    - convite
    - tiras
    - história em quadrinhos
    - cartazes
    - relatos cotidianos
    - Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados.
    - Atividades orais das atividades propostas: dar opiniões, interpretação, etc..




6ª SÉRIE
    - Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
como:
    - texto de opinião
    - entrevista

                                         172
     - conto
     - notícia
     - poemas
     - charges
     - anúncios classificados
     - resumos
     - tiras
     - cartazes
     - relatos cotidianos
     - Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados.
     - Atividades orais das atividades propostas: dar opiniões, interpretação, etc..




7ª SÉRIE
        - Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
como:
        - teatral
        - narrativo
        - propaganda;
        - notícia;
        - charge;
        - cartum;
        - crônica;
        - poema;
        - descritivo;
        - dissertativo;
        - Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados.
          - Atividades orais das atividades propostas: dar opiniões, interpretação, etc..


     Os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados para contribuírem para o
entendimento das atividades, reflexão, posicionamento a respeito do mesmo por
parte do aluno e posterior utilização das mesmas em suas produções sejam elas
orais ou escritas, quando os mesmos precisarem utilizar da variante padrão da
língua.



                                             173
8ª SÉRIE
       - Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
como:
        - teatral
        - narrativo
        - propaganda;
        - notícia;
        - charge;
        - cartum;
        - crônica;
        - poema;
        - descritivo;
        - dissertativo;
        - conto;
        - crítica.
          - Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados.
          - Atividades orais das atividades propostas: dar opiniões, interpretação, etc..


       Os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados para contribuírem para o
entendimento das atividades, reflexão, posicionamento a respeito do mesmo por
parte do aluno e posterior utilização das mesmas em suas produções sejam elas
orais ou escritas, quando os mesmos precisarem utilizar da variante padrão da
língua.




CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
   -      Reciclagem do lixo;
   -      Textos com enfoque na cultura Afro-brasileira;
   -      Cidadania;
   -      Saúde.




 METODOLOGIA DA DISCIPLINA



                                             174
       Fundamentar a metodologia do trabalho pedagógico com a Língua materna
na natureza social do discurso e da própria língua significa compreender que são os
produtos das ações com a linguagem que constituem os objetos de ensino.
       Nessa perspectiva, é a partir das experiências dos alunos que a Língua se
transforma em objeto de reflexão, tendo em vista o resultado de sua produção oral
ou escrita ou de sua leitura. Trabalhando dessa forma, valoriza-se os alunos
enquanto sujeitos da linguagem, os quais selecionam os recursos mais coerentes
para interpretar, no caso da leitura, e para significar, quando produzem seu texto
oral ou escrito.
       A racionalidade não se exercita com a escrita como acreditam algumas
pessoas, devemos considerar a língua em sua perspectiva histórica e social, e isso
pode ser realizado através de situações reais do uso da língua, valorizando a
produção de discursos nos quais o aluno realmente se constitua como sujeito do
processo interativo.
       Se a escola é democrática deve garantir a socialização do conhecimento a
toda a comunidade escolar, não faz sentido a exclusão de alunos do processo, com
a justificativa de que falam errado ou não sabem se expressar, o que deve acorrer é
a utilização dos conhecimentos lingüísticos dos alunos como ponto de partida e
promover situações que os incentivem a falar.
       O espaço escolar, então, deve propiciar e promover atividades que
possibilitem ao aluno tornar-se um falante cada vez mais ativo e competente, capaz
de compreender os discursos dos outros e de organizar os seus de forma clara,
coesa e coerente.
       A leitura deve ser entendida como um processo de produção de sentido que
se dá a partir de interações      ou relações sociais ou relações dialógicas que
acontecem entre o leitor e o texto. È de grande importância as experiências e os
conhecimentos prévios do leitor na sua prática de leitura, pois é neles que o leitor
procura pistas, formula e reformula hipóteses, aceita ou rejeita conclusões.
       Ocorre então um diálogo entre o que o leitor já vivenciou ou leu anteriormente
e o que está lendo, há então uma intertextualidade. Assim, um texto leva a outro
texto, mas leva também ao desejo que convocado pelo texto, participa da
elaboração dos significados, confrontando o texto lido com o saber que é seu, com a
sua experiência de vida.
       O trabalho realizado com textos     literários ou não, podem constituir bons
motivos para aprimorar a reflexão e fazer proliferar o pensamento. Ressalte-se

                                         175
ainda, a oportunidade que os textos literários dão aos seus leitores de escapar do
realismo do dia-a-dia movimentando-os pelo tempo do imaginário.
É necessário oferecer ao aluno não só a leitura de textos para os quais ela já tenha
construído uma competência, como também a leitura de outros mais difíceis, que
impliquem o desenvolvimento de novas estratégias mediadas pelo professor.
         Em relação à escrita as condições em que a produção acontece é que
determinam o texto (quem escreve, o que, para quem, para que, quando, onde e
como escreve). Além disso, cada gênero textual tem suas peculiaridades. Por outro
lado, é preciso que os alunos se envolvam com os textos que produzem, assumindo
de fato a autoria do que escrevem. Pois ao se perceber autor o aluno poderá
aprimorar sua condição de escritor. A capacidade de escrita, criatividade e outros
fatores comumente relacionados ao ato de escrever, só se aprende na prática da
escrita em suas diferentes modalidades. Isso significa, como já se disse a respeito
da leitura, o contato do aluno com a produção escrita de diferentes tipos de textos, a
partir   das   experiências   sociais   que   todos    vivem,   tanto   pessoal   quanto
profissionalmente.
A produção de texto possibilita os professores e alunos momentos de grande
crescimento, tais como: Motivação para escrever; reflexão sobre o que está
escrevendo; revisão; reestruturação e reescrita do texto.
         Nessa perspectiva, as aulas de Língua Portuguesa possibilitam aos alunos a
ampliação do uso das linguagens verbais e não verbais através do contato direto
com os textos dos mais variados gêneros, produzidos pelas necessidades humanas.
         Acrescente-se a isso que o fato de a Língua ser o meio e o suporte de outros
conhecimentos torna o professor de Língua Portuguesa um agente eficaz,
propiciador das relações inter e multidisciplinares.
         As dificuldades de aprendizagem apresentadas por alguns alunos, sejam elas
leves ou transitórias que podem ser passíveis das estratégias metodológicas
utilizadas, cotidianamente, até situações mais graves e permanentes que requerem
a utilização de recursos e serviços especializados para sua superação.
     Para solucionar alguns problemas encontrados neste tipo de situação faz-se
necessárias algumas adequações como a flexibilização curricular que pode
configurar poucas ou variadas modificações no fazer pedagógico, visando remover
barreiras que impedem a aprendizagem e a participação dos alunos que apresentam
dificuldades em seu processo de aprendizagem, lembrando que adaptar não é
recortar conteúdos, porque o que recortamos são possibilidades para o futuro.

                                          176
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


      A avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e contribuir
para a construção de saberes. Cabe ao professor saber valorizar o saber que o
aluno já carrega, e a partir dele possibilitar o aprendizado e conseqüentemente
outros saberes de forma contínua e cumulativa.
      A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional aprovada em 1996
determina que a avaliação seja contínua e cumulativa e que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
      Quando se reconhece a linguagem como um processo dialógico, discursivo, a
avaliação precisa ser analisada sob novos parâmetros, precisa dar ao professor
pistas concretas do caminho que o aluno está trilhando para aprimorar sua
capacidade lingüística e discursiva em práticas de oralidade, leitura e escrita.
      A oralidade será avaliada, em função da adequação do discurso ou textos aos
diferentes interlocutores e situações. Num seminário, num debate, numa troca
informal de idéias, numa entrevista, numa contação de histórias, as exigências de
adequação da fala são diferentes, e isso dever ser considerado numa análise da
produção de texto oral dos estudantes.
         A avaliação da leitura deve considerar as estratégias que os estudantes
empregam no decorrer da leitura, a compreensão do texto lido, sempre
considerando as diferenças de leitura de mundo e repertorio de experiências dos
alunos.
      Em relação à escrita, retomamos o que já se disse: o que determina a
adequação do texto escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado
dessa ação. É a partir daí que o texto escrito será avaliado nos seus aspectos
textuais e gramaticais. Tal como na oralidade, o aluno precisa, também aqui,
posiciona-se como avaliador tanto dos textos que o rodeiam quanto do seu próprio
texto.
      Para que a avaliação ocorra da forma citada, é necessário que o professor
perceba em suas práticas diárias a melhor maneira de estar oportunizando à sua
clientela que é formada por indivíduos únicos, maneiras também únicas de avaliação
.
    Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação deve
servir, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e planeje as
suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. É através dela que é

                                          177
possível perceber quais são os conhecimentos — lingüísticos, discursivos, sócio-
pragmáticos ou culturais - e as práticas - leitura, escrita ou oralidade - que ainda não
foram    suficientemente     trabalhados   e   que   precisam   ser   abordados    mais
exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os discursos em
língua portuguesa.


INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO


   - Avaliação escrita através da elaboração de textos dissertativos, objetivos,
subjetivos, poéticos, confecção de cartazes etc.;
         - Verificação oral com: dramatização, pesquisas e apresentação de
trabalhos, debates, simpósios, etc.;
         - Avaliação de leitura por meio de interpretação e compreensão de diferentes
gêneros de textuais;
         - Auto-avaliação.


BIBLIOGRAFIA


CEREJA, William Roberto, Thereza Cochar Magalhães. Português: Linguagens, 5ª;
6ª; 7ª e 8ª séries: Língua.Portuguesa.- 2ªed.- São Paulo: Atual, 2002.


COLETÂNEA – textos extraídos de revistas: Isto é, Veja etc; livros de poesias, fotos,
internet, etc.


Orientações curriculares – Língua Portuguesa–              Departamento de Ensino
Fundamental. Secretaria de Estado da Educação 2006


Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de Currículos
Inclusivos – Departamento de Educação Especial – Governo do Paraná
        2.
        1.




                                           178
                 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE
                  MATEMÁTICA DO ENSINO FUNDAMENTAL


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

       A Matemática deve ser vista como uma produção sócio-
cultural, para que possa ser compreendida como um conhecimento que
se encontra em permanente elaboração e transformação, concebida
como um bem cultural. Tendo um caráter dinâmico, é produzida histórica
e sócio-culturalmente no interior das práticas e das relações sociais por
isso deve ter bases teórico-metodológicas sobre as quais se sustentará a
implementação de um processo de ensino, voltado para a construção
dos conceitos e significados.
       O Ensino da Matemática deve valorizar os aspectos relacionados
ao raciocínio dedutivo, lógico e estimativo, dentre outros e sempre que
possível, deve permear as demais áreas do conhecimento da ciência e
da tecnologia, buscando oferecer subsídios ao educando para que possa
interferir em seu meio global, regional e local, formando indivíduos
reflexivos e atuantes, tornando-os pesquisadores de sua realidade,
levando em consideração os diferentes valores culturais dos diferentes
saberes, segundo os contextos e/ou situações.
       Através      dos   conteúdos    estruturantes    objetiva-se      o
desenvolvimento da capacidade de cálculo mental e de fazer estimativas,
da elaboração de raciocínios criativos, da leitura e interpretação de
gráficos e tabelas e de representações geométricas, utilizando a
matemática para compreender a realidade que o cerca.
       Segundo Dante, a Matemática está presente em praticamente
tudo que nos rodeia, com maior ou menor complexidade. Perceber
isso é compreender o mundo a nossa volta e poder atuar nele. E a
todos, indistintamente, deve ser dada essa possibilidade de
compreensão e atuação como cidadão (DANTE, 2002, p.12).
       Dessa forma, o Ensino da matemática deve valorizar os aspectos
pedagógicos e cognitivos da produção do conhecimento matemático,
assim como os aspectos sociais envolvidos. Essa prática implica pensar
na sociedade em que vivemos, tornando o ato de ensinar uma ação
reflexiva e política.

                                        179
      O papel dos conteúdos estruturantes (Conhecimentos mais
amplos, saberes, conceitos, práticas) é de identificar e organizar as
campos de estudo da disciplina, fundamentais para a compreensão de
seu objeto de ensino.
      No Ensino Médio da Rede Pública Estadual, os conteúdos
estruturantes são:
Números e Álgebra, Geometria, Funções e Tratamento da Informação.




1. Números e Álgebra que se encontra desdobrado em:


- Conjunto dos Números Reais;
- Noções de Números Complexo;
- Matrizes;
- Determinantes;
- Sistemas Lineares;
- Polinômios;


2. Geometrias:


- Geometria Plana;
- Geometria Espacial;
- Geometria Analítica;
- Noções Básicas de Geometria não-Euclediana;


3. Funções:


- Função Afim;
- Função Quadrática;


- Função Exponencial;


- Função Logarítmica;


- Função Trigonométrica;



                                      180
- Função Modular;
- Progressão Aritmética;
- Progressão Geométrica;


4. Tratamento da Informação:


- Análise Combinatória;
-Estatística;
- Probabilidade;
- Matemática Financeira;
- Binômio de Newton;


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

Para o ensino fundamental da rede publica estadual, os conteúdos
estruturantes são:
Números, Operações e Álgebras, Medidas, Geometrias e Tratamento
da Informação;


   1. Números, Operações e Álgebra: Desdobram-se os conteúdos
       específicos:


   - Sistema de Números Decimal e não decimal;
   - Números Naturais e suas representações;
   - Conjuntos numéricos e suas inversas (adição, subtração,
   multiplicação, divisão, ponteciação e radiciação);
   - Transformação de números fracionários (na forma razão/
   quociente);
   - Adição, Subtração, Multiplicação e Divisão de frações por meio de
   equivalência;
   - Juros e Porcentagem nos seus diferentes processos de calculos
   (razão, proporção, frações e decimais);
   - As noções de variáveis e incógnitas e a possibilidade de calculo a
   partir da substituição de letras por valores numéricos;
   -   Noções      de   Proporcionalidade:     fração,   razão,   proporção,
   semelhanças e diferenças;
                                             181
   - Grandezas diretamente e inversamente proporcionais;
   - Equação, inequação e sistemas de equação de 1º e 2º Graus;
   - Polinômios e os casos notáveis;
   - Produtos Notáveis;
   - Ângulos;
   - Fatoração;
   - Cálculo de Nº de Diagonais de um polígono;
   - Expressão Numérica;
   - Função;
   - Trigonometria no triângulo retângulo;


   2. Medidas: Desdobram-se nos seguintes conteúdos específicos:


   -   Organização do Sistema Métrico decimal e do sistema
       monetário;
   -   Transformações de unidades de medidas de massa, capacidade,
       comprimento e tempo;
   -   Perímetro, área, volume, unidades correspondentes;
   -   Capacidade, volume e suas relações;
   -   Ângulos e arcos-unidade, fracionamento e cálculo;
   -   Congruência e semelhança de figuras planas, Teorema de
       Talles;
   -   Triângulo retângulo – relações métricas e Teorema de Pitágoras;
   -   Triângulo Quaisquer;
   -   Poliedros regulares e suas seguintes métricas;


3. Geometria: Desdobram-se nos seguintes conteúdos específicos:
   -   Elementos de geometria euclidiana e noções de geometria não
       euclidiana;
   -   Classificação e nomenclatura dos sólidos geométricos e figuras
       planas;
   -   Construções e representações no espaço e no plano;
   -   Planificação de sólidos geométricos;
   -   Padrões entre bases, faces e arestas de pirâmides e prismas;
   -   Condições de paralelismo e perpendiculares;

                                         182
   -    Definição e construção de baricentro, ortocentro incentro e
        circuncentro;
   -    Desenho geométrico com uso de régua e compasso;
   -    Classificação de poliedros e corpos redondos, polígonos e
        círculos;
   -    Ângulos, polígonos e circunferências;
   -    Classificação de triângulos;
   -    Representação cartesiana e confecção de gráficos;
   -    Estudos de polígonos encontrados a partir de prismas e
        pirâmides;
   -    Interpretações geométricas de equações, inequações e sistemas
        de equação;
   -    Representação geométrica dos produtos notáveis;
   -    Estudos dos poliedros de Platão;
   -    Construção de polígonos inscritos em circunferências;
   -    Círculo e cilindro;
   -    Noções de geometria espacial;


   3.       Tratamento   da   informação:   Desdobram-se       os   conteúdos
   específicos:
        -     Coleta organização e descrição de dados;
        -     Leitura, interpretação e descrição de dados por meio de
              tabelas, listas diagramas, quadros e gráficos;
        -     Gráficos de barras, colunas, linhas polígonos, setores e de
              curvas e histogramas;
        -     Noções de probabilidade;
        -     Médias, moda e mediana;




METODOLOGIA DA DISCIPLINA
                A Matemática busca compreender a cidadania como uma
participação social e política, fazendo o aluno posicionar-se de maneira
critica, responsável e construtiva, capaz de agir com autonomia nas
suas relações sócias e, para isso, é necessário que ele se aproprie de
conhecimentos, dentre eles o matemático.

                                             183
            A educação matemática propõe uma postura voltada tanto
para cognição do aluno como para relevância social do ensino da
matemática, dessa forma, o professor deve saber estabelecer uma
postura teórica metodológica e ser um questionador frente as
concepções pedagógica historicamente difundidas.
            Reflexões realizadas por educadores matemáticos apontam
para o exercício da pratica docente, por meio da contextualização do
ensino da matemática com cotidiano dos alunos, com a realidade das
escolas e com as características locais e regionais, revelando a
identidade de cada escola.
            Faz-se necessário compreender que a sociedade é
formada por pessoas que pertencem a grupos etnico-raciais distintos,
que possuem cultura e história própria.
            Deve-se propor aulas mais dinâmicas com uso de recursos
tecnológicos disponíveis (software, televisão, calculadora, internet, etc)
estimulando e facilitando o domínio do mesmo.
            A flexibilização, adaptação do currículo é uma prerrogativa
para contemplar as diferenças em sala de aula, respeitando as
necessidades especiais e a limitação de cada educando. Vale salientar
que tais métodos só poderão ser aplicados mediante a disponibilidade
de instalações físicas adequadas materiais pedagógicos especiais e a
qualificação dos professores.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICO DA DISCIPLINA


      A avaliação exerce papel de mediação no processo ensino-
aprendizagem, que deve ser visto como integrante de um mesmo
sistema, identificando os objetivos atingidos e as dificuldades
encontradas no processo.
      Deve-se levar em consideração a diversidade cultural e os
diferentes saberes acumulados pelos educandos, buscando valorizar
suas potencialidades e seu desenvolvimento.
      Fazendo isso os meios disponíveis, é necessário que sejam
usadas varias formas de avaliação, individuais e em grupo, buscando a

                                          184
resolução de situações-problemas, abrangendo todas as habilidades
em elaborar conceitos e procedimentos.


5ª SÉRIE


                NÚMEROS, OPERAÇÕES E ÁLGEBRA.


      -    Sistemas de numeração decimal e não decimal;
      -    Números naturais e suas representações;
      -    As seis operações e suas inversas (adição, subtração,
           multiplicação, divisão, potenciação e radiciação);
      -    Conjuntos numéricos (naturais);
      -    Adição, subtração, multiplicação e divisão por meio de
           equivalência;
      -    Noções de proporcionalidade: fração, razão, proporção,
           semelhança e diferença;
      -    Expressões numéricas;
      -    Fatoração.


                                MEDIDAS


      -    Organização de sistema métrico decimal e do sistema
           monetário;
      -    Transformações de unidades de medida e massa,
           capacidade, comprimento e tempo:
      -    Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e
           aplicações na resolução de problemas algébricos;
      -    Capacidade e volume e suas relações.


                              GEOMETRIA


      -    Elementos ele geometria euclidiana e noções ele geometria
           não euclidiana;
      -    Classificação e nomenclatura elos sólidos geométricos e
           figuras planas;

                                          185
     -     Construções e representações no espaço e no plano;
     -     Planificação de sólidos geométricos;
     -     Classificação de poliedros e objetos redondos, polígonos e
           círculos;
     -     Ângulos, polígonos e circunferências; representação
           cartesiana e confecção de gráficos;
     -     Estudo de polígonos encontrados a partir de prismas e
           pirâmides;
     -     Circulo e cilindro.


                    TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO


     -     Coleta, organização e descrição de dados;
     -     Leitura, interpretação e representação de dados por meio ele
           tabelas, listas, diagramas, quadros e gráficos;
     -     Gráficos de barras, colunas, linhas poligonais, setores, curvas
           e histogramas.




6ª SÉRIE


                 NÚMEROS, OPERAÇÕES E ÁLGEBRA


     -     As seis operações e suas inversas:
     -     Conjuntos numéricos (racionais e inteiros):
     -     Noções de proporcionalidade: fração, razão, proporção,
           semelhança e diferença;
     -     Transformação de números fracionários (na forma de
           razão/quociente) em números decimais;
     -     Juros e porcentagens em seus diferentes processos de
           calculo (razão, proporção, frações e decimais);
     -     Grandezas diretamente e inversamente proporcionais;
     -     Expressões numéricas.


                                 MEDIDAS

                                          186
     -     Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e suas
           aplicações na resolução de problemas algébricos.


                                 GEOMETRIA
     -     Ângulos polígonos e circunferências·
     -     Representação cartesiana e construção de gráficos;
     -     Estudo de polígonos encontrados a partir de primas e
           pirâmides:
     -     Circulo e cilindro;
     -     Noções de geometria espacial


                    TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO


     -     Coleta, organização e distribuição de dados;
     -     Leitura, interpretação e representação de dados por meio de
           tabelas, listas diagramas, quadros e gráficos;
     -     Leitura e interpretação de gráficos de barras, colunas, linha
           poligonais, setores, curvas e histogramas.




7ª SÉRIE


                 NÚMEROS, OPERAÇÕES E ÁLGEBRA


     -     Conjuntos numéricos (reais e irracionais);
     -     As noções de variável e incógnita c a possibilidade ele calculo
           a partir de substituição ele letras por valores numéricos;
     -     Noções de proporcionalidade: fração, razão, proporção,
           semelhança e diferença;
     -     Equações e sistemas de equações de 1 ° grau:
     -     Polinômios e os casos notáveis;
     -     Produtos notáveis;
     -     Ângulos;
     -     Calculo do número de diagonais de um polígono;

                                           187
     -     Expressões numéricas.


                                MEDIDAS


     -     Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e suas
           aplicações na resolução de problemas algébricos:
     -     Ângulos e arcos-unidade, fracionamento e calculo.




                              GEOMETRIA


     -     Elementos de geometria euclidiana e noções de geometria
           não euclidiana;
     -     Padrões entre bases, faces e arestas de pirâmides e prismas;
     -     Condições de paralelismo e perpendicularidade;
     -     Ângulos, polígonos e circunferências;
     -     Classificação de triângulos;
     -     Interpretação geométrica de equações e sistemas de
           equações;
     -     Noção de geometria espacial.


                   TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO


     -     Coleta, organização e descrição de dados;
     -     Leitura, interpretação e representação de dados por meio de
           tabelas, listas diagramas, quadros e gráficos;
     -     Construção de gráficos de barras, colunas, linhas poligonais,
           setores, curvas e histogramas;


8ª SÉRIE


                NÚMEROS, OPERAÇÕES E ÁLGEBRA


     -     Radiciação;
     -     Equações e sistemas ele equações do 2° grau:

                                            188
-   Expressões numéricas;
-   Funções;
-   Trigonometria no triângulo retângulo.


                           MEDIDAS


-   Perímetro, área, volume, unidades correspondentes e suas
    aplicações na resolução de problemas algébricos;
-   Congruência e semelhança de figuras planas - Teorema de
    Talles;
-   Triângulo retângulo - Relações métricas e Teorema de
    Pitágoras;
-   Triângulos quaisquer;
-   Poliedros regulares e suas relações métricas.


                          GEOMETRIA


-   Ângulos, polígonos e circunferências;
-   Representação cartesiana e construção de gráficos;
-   Estudo de polígonos encontrados através de prismas e
    pirâmides;
-   Interpretação geométrica de equações e sistemas de
    equações;
-   Construção de polígonos inscritos em circunferências;
-   Circulo e cilindro;
-   Noções de geometria espacial.


              TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO


-   Coleta, organização e descrição de dados;
-   Leitura, interpretação e representação de dados por meio de
    tabelas, listas diagramas, quadros e gráficos;
-   Construção de gráficos de barras, colunas, linhas poligonais,
    setores, curvas e histogramas.
-   Noções de probabilidade;

                                     189
     -   Médias, moda e mediana.




BIBLIOGRAFIA

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 SILVA, Jorge Daniel, FERNANDES, Valter Santos. Matemática. São Paulo:
 IBEP,2000.


 MARCONDES, Gentil e Sérgio. Matemática. São Paulo: Ática, 2003.

 GIOVANNI, José Ruy. Matemática Fundamental. São Paulo: FTD, 2002.

 GIOV ANNI JUNIOR, José Ruy. Matemática Fundamental, São Paulo:
 FTD, 2004.



 PAIVA, Manoel. Matemática 2 grau. São Paulo: Moderna, 2002.



D' AMBROSIO, Ubiratan. Da realidade à ação: reflexões sobre educação e
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Filipotiski, Maria Ribeiro, Diana Maria Marchi e Neiva Otero Schaffer. Teorias e
Fazeres na Escola em mudança. Ed. Da UFRGS, 2005.


http://www.matemática.pr.gov.br

  Dante, Luiz Roberto. Matemática – Tudo é Matemática. São Paulo: Ática, 2002.




                                        190
                 PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA INGLESA
                             ENSINO FUNDAMENTAL




APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


     Quando se fala em o ensino de línguas estrangeiras, no Brasil, se fala sobre à
criação do sistema escolar brasileiro. A ascensão e o declínio do prestígio das
línguas estrangeiras nas escolas está relacionada as razões sociais, econômicas e
políticas. No início da colonização, os jesuítas, que tinham a responsabilidade da
educação escolar, Com a chegada da família real no Brasil em 1808 ocorreram
várias mudanças no que diz respeito ao ensino de línguas estrangeiras e, mais
tarde, em 1837, ganhou real importância quando se fundou a primeira escola pública
de nível médio
     A primeira LE ensinada no Brasil foi o francês, por representar um ideal de
cultura e civilização, seguido do inglês, depois do alemão, a partir de 1929, do
italiano, que fez parte do currículo até 1931 - o que correspondia aos anseios de
vários grupos sociais.
     A Abordagem era tradicional e concebia a língua como um conjunto de regras e
privilegiava a escrita, seguindo modelos do grego e do latim, línguas consideradas
de suma importância para o desenvolvimento do pensamento e da literatura.
     Na Europa, neste período, ocorreu a publicação de várias teorias que serviram
para fundamentar o Estruturalismo, uma das principais correntes da língua moderna.
     Nos anos 50 e 60, com o desenvolvimento da ciência lingüística e o crescente
interesse pela aprendizagem de línguas, surgem mudanças significativas quanto às
abordagens e aos métodos de ensino. Os lingüistas estruturalistas da época,
Leonardo Bloomfield, Charles Fries e Robert Lado, dentre outros, apoiavam-se na
psicologia da escola Behaviourista de Paviov e Skinner para trabalhar a língua, a
partir da forma para chegar ao significado.
     A língua passa então a ser vista como um conjunto de hábitos a serem
automatizados e não mais como um conjunto de regras a serem memorizadas.
     A Gramática Gerativa Transformacional, apesar de não se constituir em um
método, trouxe grandes influências ao ensino de Língua Estrangeira. Chomsky criou
os conceitos de competência e desempenho. A partir de então, o princípio do foco



                                         191
na oralidade cede espaço ao ensino de todas as habilidades; falar, ouvir, ler e
escrever.
     Na década de 50, devido apolítica de incentivo à industrialização que ocorreu o
sistema educacional brasileiro passou a ter responsabilidades na formação de seus
alunos para o mundo do trabalho. Essa mudança nos rumos da educação vai gerar
uma crise que se intensificará nas décadas seguintes, gerando a necessidade de
implementação da rede escolar.
     Devido a estes fatores as áreas humanas foram gradativamente substituídas,
por um currículo cada vez mais técnico, ocorrendo assim uma diminuição da carga
horária das línguas estrangeiras.
     A LDB de 1961 descentralizou o ensino e o inglês passou a ganhar cada vez
mais espaço, substituindo o francês devido a motivos políticos. Por outro lado, a
língua espanhola ganhava espaço, respaldada pela expansão da literatura hispano-
americana.
      Na década de 70, o ensino de línguas estrangeiras era visto como um
instrumento das classes favorecidas para manter privilégios, impondo um domínio
social, cultural, político econômico. Assim sendo a carga horária ficou, em alguns
estabelecimentos de ensino, reduzidíssima.
     Paralelamente a isso aprendizagem enfrentava dificuldades em desenvolver a
compreensão oral, a fala, a leitura e a escrita; e finalmente, os professores não
conseguiam se libertar da influência do método tradicional, base da formação
profissional durante a graduação.
     A Abordagem Comunicativa, que surgiu a partir do conceito de competência
comunicativa, está centrada na aprendizagem, que consiste em levar o aluno a
aprender a formar regras capazes de produzir novos enunciados próprios ao
contexto da relação social. Trata-se de um processo que deve partir antes de tudo
do sujeito.
     A Abordagem Comunicativa que se apresenta como reação à visão
estruturalista da língua, concentrando-se nos aspectos semânticos e não no código
lingüístico, começa a ser criticada por intelectuais adeptos à pedagogia crítica, pois
não se percebe um trabalho explícito com as relações de poder que envolvem as
escolhas lingüísticas.
     No Brasil, a partir do início dos anos 90, impulsionadas por um ideal de
redemocratização do país e pela criação do MERCOSUL, as escolas voltam a



                                         192
ofertar o espanhol como uma alternativa ao inglês nas suas grades curriculares,
sem, no entanto, suplantá-lo.
     Em 20 de dezembro de 1996 foi publicada a mais recente LDB. Essa Lei reza a
obrigatoriedade do ensino da língua estrangeira no Ensino Fundamental, a partir da
quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha
ficará a cargo da comunidade escolar. Quanto ao Ensino Médio, a lei determina que
uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, seja escolhida pela
comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo.
     Apesar da possibilidade da comunidade escolher outra língua, o que ocorreu e
ainda ocorre é que o ensino de LE continua prestigiado por vários fatores.
     Em 1999, são publicados os PCNs para o ensino de língua estrangeira. As
suas orientações apresentam uma concepção de língua como prática social, mas
apresentavam várias falhas pois ignoravam de língua como prática social.
     O ensino da Língua Estrangeira no Ensino Médio faz parte da construção da
cidadania, pois sua aprendizagem envolve um complexo processo de capacitação
que leva à libertação. Seu aprendizado deve ser contextualizado para que tenha
verdadeiro significado para o aluno, onde o mesmo se sinta integrado. Também
deve ser articulado com as demais disciplinas, em um processo interdisciplinar.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


      O ensino de uma LE deve antes de tudo dar condições ao aluno de ler,
compreender e expressar-se nas formas oral e escrita, e para que estes objetivos
sejam alçados é preciso trabalhar a língua enquanto discurso, ou seja, entendido
como prática social significativa, pois não basta reconhecer a forma lingüística
utilizada, mas compreender sua significação particular.
      O trabalho com a língua estrangeira na escola não deve ser entendido apenas
como um instrumento que oportunize o acesso a novas informações, mas uma nova
possibilidade de ver e entender o mundo e de construir significados.
      A partir dessas considerações, caberá ao professor selecionar um conjunto de
textos para o trabalho em sala de aula, tendo como referência, os fundamentos
teórico-pedagógicos da disciplina, bem como os objetivos do ensino de LE, de modo
que o aluno:
      - seja capaz de usar a língua em situações de comunicação oral e escrita;

                                         193
       - vivencie, na sala de aula de língua estrangeira, formas de participação que
lhe possibilite estabelecer relações entre ações individuais e coletivas;
        - compreender que os significados são sociais e historicamente construídos
e, portanto, passíveis de transformação na prática social;
       - tenha maior consciência sobre o papel das línguas na sociedade;
       - reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, bem como
seus benefícios para o desenvolvimento cultural do país.
       Porém não basta comunicar-se através de uma LE; é preciso que ela dê a
sua contribuição para a formação geral do indivíduo enquanto cidadão.
CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
     O conteúdo estruturante é o texto que possibilitará saberes mais amplos da
disciplina e que podem ser desdobrados nos conteúdos que fazem parte de um
corpo estruturado de conhecimentos constituídos e acumulados historicamente. O
texto não deve ser entendido como isolado em si mesmo e estanque, pois é uma
dimensão disciplinar da realidade, e é neste sentido que deve ser trabalhado,
sempre com vista às necessidades dos alunos.
     Dessa forma, estabelecem-se como elementos indispensáveis, integradores e
que estarão presentes em qualquer situação de interação do aluno com a língua
estrangeira, seja em que prática for: conhecimentos lingüísticos, culturais, sócio-
pragmáticos e discursivos. Sabendo-se que a concepção discursiva de língua não
a segmenta em habilidades: ler, falar, escrever, ouvir, considerando que essas
práticas não se separam em situações concretas de comunicação e logicamente,
naquelas efetivadas em sala de aula.


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
       Uma abordagem do discurso em sua totalidade será realizada e garantida
através de atividades significativas em língua estrangeira nas quais as práticas de
leitura, escrita e oralidade, interajam entre si e constituam uma prática sócio-
cultural.


5ª SÉRIE




                                          194
    Serão utilizados os diferentes gêneros de textos citados a seguir, dos quais
serão aproveitadas suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento
dos enunciados e em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
    Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


    - diálogos;
    - notícias;
    - poemas;
    - narrativas;
    - charges;
    etc.


    Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados conforme a
necessidade de entendimento das atividades e posterior reflexão e posicionamento
a respeito do mesmo por parte do aluno.




6ª SÉRIE
    Serão utilizados os diferentes gêneros de textos citados abaixo, dos quais
serão aproveitadas suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento
dos enunciados e em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
    Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


    - diálogos;
    - notícias;
    - poemas;
    - narrativas;
    - charges;
    etc.


    Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados conforme a
necessidade de entendimento das atividades e posterior reflexão e posicionamento
a respeito do mesmo por parte do aluno.




                                          195
7ª SÉRIE
    Serão utilizados os diferentes gêneros de textos citados abaixo, dos quais
serão aproveitadas suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento
dos enunciados e em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
    Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


    - diálogos;
    - notícias;
    - poemas;
    - narrativas;
    - charges;
    etc.
    Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados conforme a
necessidade de entendimento das atividades e posterior reflexão e posicionamento
a respeito do mesmo por parte do aluno.




8ª SÉRIE
    Serão utilizados os diferentes gêneros de textos citados a seguir, dos quais
serão aproveitadas suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento
dos enunciados e em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
    Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


    - diálogos;
    - notícias;
    - poemas;
    - narrativas;
    - charges;
    etc.


    Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados conforme a
necessidade de entendimento das atividades e posterior reflexão e posicionamento
a respeito do mesmo por parte do aluno.




                                          196
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES


   -     Reciclagem do lixo;
   -     Textos com enfoque na cultura Afro-brasileira;
   -    Cidadania;
   -    Saúde.




METODOLOGIA DA DISCIPLINA
       Faz-se necessário o redimensionamento do ensino de língua estrangeira nas
escolas da rede pública estadual. Não deverão ser abordadas apenas questões
lingüísticas, mas também as sócio-pragmáticas, culturais, e discursivas, assim como
as práticas do uso da língua - leitura, escrita e oralidade.
       O texto é uma unidade de comunicação verbal, que pode tanto ser escrita, oral
ou visual será o ponto de partida da aula de língua estrangeira.
       Esse texto trará uma problematização em relação a um tema. A busca pela
solução deste problema despertará o interesse dos alunos fazendo com que eles
desenvolvam uma prática reflexiva e crítica, ampliem seus conhecimentos
lingüísticos e percebam as implicações sociais, históricas e ideológicas presentes
em todo discurso.
       Em língua estrangeira, os conhecimentos lingüísticos são fundamentais, pois
eles darão suporte para que o aluno interaja com os textos. Se o aluno ao se
deparar com um texto, desconhece o vocabulário, a ordem em que as palavras se
organizam no enunciado, etc., não conseguirá nem dar o primeiro passo para sua
interação, que é o da decodificação. No entanto, é preciso lembrar que a escolha
dos conhecimentos lingüísticos a serem trabalhados será diferenciada dependendo
do grau de conhecimento dos alunos e será voltada para a interação verbal - que
tenha por finalidade o uso efetivo da linguagem e não a memorização de conceitos.
São os erros resultantes das atividades que permitirão ao professor selecionar os
conteúdos e orientar sua prática em sala de aula.
       Dentro dessa perspectiva, é fundamental auxiliar os alunos a entenderem que
ao interagir com/na língua, estão interagindo com pessoas específicas e que é
preciso levar em conta que para entender um enunciado em particular ter em mente
quem disse o quê, para quem, onde, quando e porquê é imprescindível. Como o
trabalho é com o discurso em língua estrangeira, uma prática social que ocorre em

                                           197
um contexto diferente daquele com o qual o aluno está familiarizado, o
conhecimento sócio-pragmático, ou seja, das particularidades do comportamento
social e verbal, bem como as questões político-ideológicas, são subsídios
importantes para que atinja a efetiva compreensão de um enunciado em particular.
     Adquirir conhecimentos sobre novas culturas implica em constatar que existe
uma diversidade cultural, que uma cultura não é necessariamente melhor nem pior
que outra, mas sim diferente. Conhecer a cultura do outro é reconhecer que as
novas palavras não são simplesmente novos rótulos para os velhos conceitos, a
nova gramática não é simplesmente uma nova maneira de arrumar e ordenar as
palavras e as novas pronúncias. O conhecimento de outra cultura colabora para a
elaboração da consciência da própria identidade, pois, o aluno consegue perceber-
se também ele como sujeito histórico e socialmente constituído.
     Cabe ao professor criar condições para que o aluno não seja um leitor ingênuo,
mas que seja um leitor crítico e que reaja aos diferentes textos com que se depare e
entenda que por traz de cada texto há um sujeito, com uma história, com uma
ideologia e com valores particulares e próprios da comunidade em que está inserido.
Além disso, ao interagir com textos provenientes de diferentes gêneros, o aluno
perceberá que as formas lingüísticas não são sempre idênticas, não assumem
sempre o mesmo significado, mas são flexíveis e variam dependendo do contexto e
da situação em que a prática social de uso da língua ocorre. Não se pode esquecer
que a leitura se refere também aos textos não-verbais — estejam eles combinados
ou não com o texto verbal. O maior objetivo da leitura é trazer um conhecimento de
mundo que permita ao leitor elaborar um novo modo de ver a realidade. Para que
uma leitura em língua estrangeira se transforme realmente em uma situação de
interação é fundamental que o aluno seja subsidiado com os conhecimentos -
lingüísticos, sócio-pragmáticos, culturais e discursivos — necessários e dos quais
não dispõe para a efetiva compreensão de cada texto particular com que se deparar.
     As estratégias específicas da oralidade têm como objetivo expor os alunos a
textos orais, pertencentes aos diferentes discursos, procurando compreendê-los em
suas especificidades e incentivar os alunos a expressarem suas idéias em língua
estrangeira dentro de suas limitações. É necessário que se explicite que, mesmo
oralmente, há uma diversidade de gêneros que qualquer uso da linguagem implica e
que existe a necessidade de adequação da variedade lingüística para as diferentes
situações, tal como ocorre na escrita e em língua materna. Também é importante
que o aluno se familiarize com os sons específicos da língua que está aprendendo.

                                        198
     Com relação à escrita não podemos esquecer que ela deve ser vista como uma
atividade sociointeracional, tenha significado, pois, em situações reais de uso,
escreve-se sempre para alguém, ou um alguém de quem se constrói uma
representação. A finalidade e o gênero discursivo serão explicitados ao aluno no
momento de orientá-lo para uma produção, assim como, a necessidade de
adequação ao gênero, planejamento, articulação das partes, seleção da variedade
lingüística adequada (formal/informal), etc. Ao realizar escolhas o aluno estará
desenvolvendo a sua identidade e se constituindo como sujeito crítico. Ao propor
uma tarefa de escrita, é essencial que o professor proporcione aos alunos elementos
necessários para que consiga expressar-se e dos quais não dispõe, tais como
conhecimentos discursivos, lingüísticos, sócio-pragmáticos e culturais.
     Todas essas atividades serão desenvolvidas a partir de um texto e envolverão
simultaneamente     as    práticas   e    conhecimentos     citados       anteriormente,
proporcionando ao aluno condições para assumir uma postura crítica e
transformadora com relação aos discursos que se lhe apresentam.
     As dificuldades de aprendizagem apresentadas por alguns alunos, sejam elas
leves e transitórias que podem ser passíveis das estratégias metodológicas
utilizadas, cotidianamente, até situações mais graves e permanentes que requerem
a utilização de recursos e serviços especializados para sua superação.
     Para solucionar alguns problemas encontrados neste tipo de situação faz-se
necessário algumas adequações como a flexibilização curricular que pode configurar
poucas ou variadas modificações no fazer pedagógico, visando remover barreiras
que impedem a aprendizagem e a participação dos alunos que apresentam
dificuldades em seu processo de aprendizagem, lembrando que adaptar não é
recortar conteúdos, porque o que recortamos são possibilidades para o futuro.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


     A avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e contribuir
para a construção de saberes. Cabe ao professor saber valorizar o saber que o
aluno já carrega, e a partir dele possibilitar o aprendizado e conseqüentemente
outros saberes de forma contínua e cumulativa.




                                         199
       A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional aprovada em 1996,
determina que a avaliação seja contínua e cumulativa e que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
       Para que a avaliação ocorra da forma citada, é necessário que o professor
perceba em suas práticas diárias a melhor maneira de estar oportunizando à sua
clientela que é formada por indivíduos únicos, grande variedade de avaliações.
       Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação
deve servir, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e
planeje as suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. É através
dela que é possível perceber quais são os conhecimentos — lingüísticos,
discursivos, sócio-pragmáticos ou culturais - e as práticas - leitura, escrita ou
oralidade - que ainda não foram suficientemente trabalhados e que precisam ser
abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os
discursos em língua estrangeira.


         INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
        Verificação oral, dramatização, confecção de cartazes, avaliações escritas:
objetivas, elaboração de textos,      auto avaliação, produção de material para
memorização, atividades elaboradas a partir da audição de textos, leitura, etc.




BIBLIOGRAFIA
ROLIM, Mirian. Insights into English 5;6;7;8; – São Paulo: FTD, 1998.


FERRARI, Mariza & Sarah Rubin.englishclips 5;6;7;8 – São Paulo: Scipione, 2001


ROCHA, Analuiza Machado e Zuleica Águeda Ferrari. Take your time 5; 6; 7; 8 -
2ªed    reformulada – São Paulo: Editora Moderna 1999.


Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de Currículos
Inclusivos – Departamento de Educação Especial – Governo do Paraná.


Diretrizes   Curriculares de Língua para o     Ensino Fundamental - Secretaria de
Estado da Educação – Superintendência da Educação 2006.



                                         200
     PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE ARTE – ENSINO MÉDIO


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


       A disciplina de Arte no ensino regular nos mostra a necessidade básica do ser
humano se comunicar. E mais, ele se dá, também,                 pela necessidade da
humanização dos nossos educandos. E segundo, ARCO-VERDE (2003), quando o
aluno em contato com este instrumento, “a arte”, tende a perceber quem somos e a
que viemos. Assim estamos possibilitando a eles o domínio dos sentidos para a
vida; instrumentalizando-os para as batalhas que se apresentam no dia-a-dia.
       A arte possibilita, dentro de seu processo de criação, o recriar do ser humano.
E nessa produção dialética nasce um ser propenso a perceber a si e ao outro.
Acreditamos, também, que o processo histórico de formação desta disciplina é
imprescindível para a compreensão de quem realmente somos. Assim passemos a
um breve relato do como tudo ocorreu.


   1549 a 1759 – No território do Brasil colônia e principalmente onde hoje é o
    Estado do Paraná, ocorreu, nas cidades, vilas e missões jesuítas a primeira
    forma registrada de arte na educação. A congregação católica denominada
    Companhia de Jesus (Jesuítas), instituída na contra reforma, veio no Brasil e
    desenvolveu uma educação de tradição religiosa para todas as camadas sociais.
    Nas   missões das comunidades indígenas,            realizaram um trabalho de
    catequização com os ensinamentos de artes e ofícios, através da retórica,
    literatura, escultura, pintura, música e artes manuais. Essa arte era de tradição da
    alta idade média e renascentista européia.
   1792 a 1800 – Com influência do projeto iluminista, que rompeu com o
    teocentrismo medieval, propondo a razão como a salvação do ser humano
    (antropocentrismo), o governo do Marquês de Pombal extingue o currículo dos
    Jesuítas a apresenta a primeira reforma Educacional Brasileira – Reforma
    Pombalina – que dá ênfase ao ensino da Ciência com o objetivo de desenvolver
    o Brasil. O Ensino de Arte se torna irrelevante e, apenas o desenho associado à
    matemática, é considerado importante. Neste período são implantadas as aulas
    régias, que eram aulas avulsas que supriam as disciplinas antes oferecidas pelos
    jesuítas.



                                          201
   1808 – a família real, fugindo da invasão de Napoleão Bonaparte a Portugal, vem
    para o Brasil e D. João VI inicia uma série de obras e ações para acomodar, em
    termos materiais e culturais, a corte portuguesa. Entre estas ações está o convite
    a vários artistas para virem ao Brasil com a finalidade de instituírem escolas de
    arte e promover um ambiente cultural aos moldes europeus.
   1816 a 1826 – chega ao Brasil um grupo de artistas franceses encarregados da
    fundação da Academia de Belas Artes, na qual os alunos poderiam aprender as
    artes e ofícios artísticos.
   No Brasil, apesar dos artistas já estarem desenvolvendo uma arte Barroca, com
    características próprias, sofrem a imposição do neoclassicismo.
   A partir deste período, foram disseminadas as aulas de piano domiciliares.
   Em 1886, no Paraná, iniciou-se um processo de constituição da “Escola
    Profissional Feminina”, oferecendo desenho, pintura, corte e costura, flores e
    bordado, que faziam parte da formação da mulher.
   1890 – surge a primeira reforma educacional, direcionando o ensino, novamente,
    para a valorização da ciência e da geometria.
   1920 – em contraposição a todas as formas anteriores de ensino que impõem
    modelos que não correspondem a cultura dos alunos inicia-se um movimento de
    valorização da cultura nacional, expressada na educação pela escola nova. Esse
    movimento valorizava a cultura do povo.
   1922 – a semana da Arte moderna é considerada um marco importante para a
    arte brasileira e os movimentos nacionalistas.
   Esta semana influenciou os artistas brasileiros valorizando o ensino da arte para
    a educação das crianças através da expressividade, espontaneidade e a
    criatividade. Este ensino rompeu com padrões da escola tradicional.
   1931 – foi instituído, nas escolas, o ensino de música através do canto orfeônico
    com grande incentivo do compositor Heitor Villa Lobos. A música foi muito
    difundida nas escolas e conservatórios com ensino de hinos, canto coral com
    apresentações para grandes públicos.
   1948 – Augusto Rodrigues cria, no Rio de Janeiro, a 1ª escolinha de arte no
    Brasil na forma de Atelier – livre com a finalidade de desenvolver a criatividade,
    incentivando a expressão individual, seguindo a pedagogia da Escola Nova.
   1954 – É criada a primeira Escola de Arte na Educação Brasileira do Paraná, no
    (C.E.P.) em Curitiba, com o objetivo de trabalhar a dimensão criativa do aluno
    através das Artes Plásticas, Música e Teatro.
                                          202
    1971 – Lei Federal n.º 5692-71, no seu artigo 7, determinou a obrigatoriedade do
     ensino da arte nos currículos do Ensino Fundamental (a partir da 5ª série) e
     Médio. Cabia ao professor trabalhar com o aluno o domínio dos materiais que
     seriam utilizados na sua expressão.
    1990 – durante os anos 80, houve uma grande mobilização dos movimentos
     sociais para a redemocratização do país e para a constituinte de 1988. Também
     neste período, no ano de 1992, a Escola Profissional República Argentina, passa
     a denominar-se Centro de Artes Guido Viaro, voltada ao ensino de arte.
    1996 – Lei Federal n.º 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
     – mantém a obrigatoriedade do ensino da arte nas escolas de Educação Básica.
     Essa lei propõe a formação geral dos alunos em oposição a lei federal n.º
     5692/71.
    1998 – São normatizadas, pelo Conselho Nacional de Educação, as Diretrizes
     Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (D.C.N. E. M.) .
    2003 – Inicia-se o processo de Construção Coletiva das Orientações Curriculares
     do Ensino Médio.




OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA


        Formar o cidadão apto a construir gradualmente sua identidade cultural,
conhecedor de seus direitos e deveres; tendo na arte desenvolvidas as suas
possibilidades de corporeidade holística. Interagindo assim, com os indivíduos
advindos de todas as regiões (urbanas ou rurais), portadores ou não de
necessidades especiais, nas dinâmicas diárias; objetivando o processo inclusivo.
Partindo da utilização da estrutura desenvolvida para o Ensino Médio das Diretrizes
Curriculares que são: os elementos formais, a composição e os movimentos e
períodos.




CONTEUDOS ESTRUTURANTES DA DISCIPLINA
    Valendo se de todas as linguagens disponíveis, no momento, nas artes (meios
tecnológicos1 para sua produção e veiculação.) para a construção do pensamento

1
 Tecnológicos aqui entendidos como: todas as descobertas realizadas pelo homem; partindo de uma simples
marreta para esculpir até o computador com a internet.

                                                   203
de uma sociedade realmente preocupada com o seu meio iniciamos a reorganização
e a reordenação dos conteúdos específicos do Ensino Médio, partindo dos
conteúdos estruturantes determinados para esta disciplina.
Ee                             CONTEUDOS ESTRUTURANTES
eeeeee
                 ELEMENTOS                                     MOVIMENTOS E
                                       COMPOSIÇÃO
                  FORMAIS                                         PERIODOS

                                    Conteúdos Específicos

                Ponto                Figurativa             Arte Pré-histórica
                Linha                Abstrata               Arte Egípcia Antiga
                Superfície           Figura/fundo           Arte Indígena
                Textura              Bi/tridimensional       Brasileira
  ARTES         Volume                e virtuais             Arte Greco-romana
 VISUAIS        Cor                  Semelhanças            Arte Pré-Colombiana
                                      Contrastes              nas Américas
                                      Ritmo visual           Arte Oriental
                                      Gêneros                Arte Africana
                                      Técnicas               Renascimento
                                                              Barroco
                Altura               Ritmo                  Neoclassicismo
                Duração              Melodia                Romantismo
                Timbre               Harmonia               Realismo
                Intensidade          Intervalo              Impressionismo
                Densidade             melódico               Expressionismo
MÚSICA                                Intervalo              Fauvismo
                                       Harmônico              Cubismo
                                      Tonal                  Abstracionismo
                                      Modal                  Dadaísmo
                                      Gêneros                Surrealismo
                                      Técnicas               Opt-art
                                      Improvisações          Pop-art




                                        204
                 Personagem:            Interpretação        Teatro Pobre
                  Expressão              Sonoplastia/         Teatro do Oprimido
                  corporal, vocal,        Iluminação/          Música Serial
                  gestual e facial        Cenografia/          Música Eletrônica
                 Ação                    Figurino/            Techo
TEATRO           Espaço Cênico           Maquiagem/           Música Minimalista
                                          Adereços             Arte Engajada
                                         Jogos teatrais/      Hip Hop – Rap, Funk
                                          Dramatização          e Break
                                         Roteiro              Dança Moderna
                                         Enredo               Dança
                                         Gêneros               contemporânea
                                         Técnicas             Vanguardas
                                                                Artísticas
                 Movimento              Ponto de apoio       Arte Brasileira
                  corporal               Salto e queda        Arte Paranaense
                 Tempo                  Rotação              Industria Cultural
                 Espaço                 Formação
DANÇA            Ritmo                  Deslocamento
                                         Sonoplastia
                                         Coreografia
                                         Gêneros e
                                          Técnicas




  CONTEÚDO - 1º ANO.


            Definição de Arte
           Arte na pré-história.
           Arte Egípcia-O Egito antigo
           Arte Romana
           Arte Bizantina

                                           205
           Arte Gótica
           A pintura abstrata
           A pintura de ação
           A pintura figurativa
           Renascimento
           Barroco.
           Expressionismo
           Neo Classicismo.
           Romantismo.
           Realismo e Surrealismo
           Realismo e Modernismo.
           História da Música
           Imagens e sons
           Televisão
           Cores
           História do Teatro
           O jogo dramático- Improvisação
           Diversidade da cultura e da arte popular-Pop
           Arte em quadrinhos e colagem
           Imagens e sons
           Folclore
           A dança e o movimento corporal
           Pintura no corpo
           O suporte artístico na era digital
           A arte Brasileira
           A arte no Paraná
            Cultura Afro-Brasileira e Africana, Cultura Rural, Cultura Indígena.
           Agenda 21




CONTEUDOS COMPLEMENTARES


   Cultura Afro-Brasileira e Africana
   Festival de Artes –

                                           206
METODOLOGIA DA DISCIPLINA


        A educação pela Arte possibilita ao educando a ampliação de sua visão
construindo sua corporeidade holística. Entendendo visão não só como o olhar e ver
um objeto, mas sim a compreensão desse objeto em relação a si e ao outro. A arte é
um instrumento que alavanca os sentidos, as percepções, auxiliando na construção
de sua identidade cultural, independente das diversidades socio-culturais e das
necessidades especiais
        Ao utilizar os recursos artísticos, é importante que ocorra dentro da visão de
ensino-aprendizagem da pedagogia Histórico-Critíca. Para tanto a escola deve ser
percebida com um todo e vista como um “centro de experiência permanente”. Deve
também possibilitar a co-responsabilidade do professor e aluno no processo de
aprendizagem. É fundamental que durante as aulas o professor, num primeiro
momento, deixe claro para os alunos a importância do conteúdo, partindo do seu
ponto de vista e indo para a explicação dos porquês e dos como serão trabalhados.
A postura do professor deve ser a de quem: explica, informa, questiona, corrige. Isso
é agir na zona de desenvolvimento imediato do aluno, segundo Vigotski. Com isso
buscar a catarse2 no aluno para que este possa explicar, agir e interagir as
informações adquiridas com os colegas, com o professor, com a escola, enfim com
o meio que o cerca, o mundo.
        Os conteúdos devem ser, como já dito acima,                          abordados partindo do
conhecimento prévio dos alunos, incluindo as suas idéias pré-concebidas sobre o
ensino da arte. Para tanto a cada conteúdo serão realizadas discussões em sala de
aula sobre a importância que estes têm na vida prática do aluno. Os trabalhos serão
realizados em grupos ou individuais, pesquisas, oficinas, visitas a museus, teatros e
bibliotecas; visando atender a toda diversidade que se encontra na comunidade
escolar.
           Para Ana Mae Barbosa ao trabalharmos com o ensino da arte devemos ter
em mente o tripé: do fazer, do sentir e do perceber as dimensões artísticas. Assim, o
trabalho em sala de aula poderá iniciar por qualquer desses eixos ou pelos três
simultaneamente. Uma vez que para o Ensino Fundamental as formas de relação da



2
 Segundo GASPARIN catarse é a síntese, ou seja, é a sistematização do conhecimento adquirido, a conclusão
que o aluno chegou; dentro de um processo com seus objetivos já determinados.

                                                   207
arte com a sociedade serão tratadas numa dimensão ampliada, enfatizando a
associação da arte com a cultura e da arte com a linguagem.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA


      A Arte em toda a sua trajetória contou a história da humanidade e o seu meio,
e dentro da disciplina de Artes procuramos contemplar todos os alunos,
independentemente de suas características físicas, mental, social e espiritual,
buscando dentro do social abranger o maior conhecimento, nunca obstante se
esquecendo que cada ser é único em seu universo e que respeitar estas diferenças
é nos respeitar. Deixando o fluir das artes aflorar diante dos alunos para que estes
busquem o conhecimento na compreensão das realidades e que, ao se ampliar sua
sensibilidade, possa discutir assuntos os mais variados com propriedade, aguçando
os seus sentidos.
      De acordo com a LDBEN (nº. 9.394/96, art. 24, inciso V) e com Deliberação
07/99 do Conselho Estadual de Educação (Capitulo I, art. 8º.), a avaliação em Arte
deverá levar em conta as relações estabelecidas pelo aluno entre os conhecimentos
em arte e a sua realidade, evidenciada tanto no processo, quanto na produção
individual e coletiva desenvolvidas a partir desses saberes.
      Avaliar exige, acima de tudo, que se defina onde se quer chegar; que se
estabeleçam os critérios, para em seguida, escolherem seus procedimentos,
inclusive aqueles referentes à seleção dos instrumentos que serão usados no
processo de ensino aprendizagem. E se tratando          de avaliação devemos ter o
cuidado de conduzir a teoria de forma específica, contextualizando, trazendo para a
Arte a realidade de cada sala de aula e para a realidade de cada aluno e, sendo
neste ou no momento oportuno dispor de materiais expositivos, para maior clareza
e para que possam atuar na prática com o conhecimento, diante disso é notório que
o professor deva ter o conhecimento de linguagem artística em questão, bem como
da relação entre criador e o que foi criado. pois assim , que o aluno dentro do
conhecimento gerando critérios adquiridos, possa se expressar de uma forma
pessoal, ampla e irrestrita, abandonando a prática pragmática.
      Neste processo oportunizamos o surgir da pessoa crítica, conhecedora de
sua realidade, diante de um social a que envolve, podendo traçar metas, objetivos



                                         208
para poder mudar a realidade de si e de seus, buscando a felicidade. Isto nos dará
com clareza as soluções das problematizações apresentadas.
      Assim a avaliação será continua, ou seja, se dará constantemente a cada
encontro, e será considerado o avanço individual de cada aluno em relação as suas
potencialidades. E em cada atividade serão focados os pontos determinados pelos
conteúdos estruturantes.


BIBLIOGRAFIA
APOSTILA NOBEL. O Multiverso das Artes – Artes Visuais. Maringá: Editora
Nobel, 2003.


BERTELLO, Maria Augusta. Palavra em Ação – Minimanual de Pesquisa – ARTE.
Uberlândia: Claranto Editora, 2003.


BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio.
Brasília, 1998.
CANTELE, Bruna R. & LEONARDI, Ângela C. Arte Linguagem Visual. São Paulo:
IBEP, 2000.


CHAUÍ, Marilena. Convite a Filosofia. 8º edição. São Paulo: Editora Ática, 1997.


D’ANDREA,         Flávio   Fortes.   Desenvolvimento   da   Personalidade;   enfoque
psicodinâmico. 9º edição. São Paulo: Bertrand Brasil, 1989.


FEIST, Hildegard. Pequena viagem pelo mundo da arte. São Paulo: Editora
Moderna, 1996.


GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-critíca. 3.ed.ver.
– Campinas: Editora Autores Associados, 2005. 191p.


GOMBRICH, E. A. A história da Arte. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999.


JASON, H. W. e JASON, Anthony F.; [tradução Jefferson Luiz Camargo]. Iniciação a
História da arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996.



                                           209
MARCHESI JÚNIOR, Isaías. Atividades de Educação Artística. São Paulo: Editora
Ática, 1995.


MANGE, Marilyn Diggs. Arte brasileira para crianças. São Paulo: Martins Fontes,
1995.


NEWBERY, Elizabeth. Os segredos da Arte. São Paulo: Ed. Ática, 2004.


PARANÁ. Secretaria do Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Diretrizes Curriculares de Arte para o Ensino Médiol. Curitiba: SEED/DEPG,
2006.


POUGY, E. Descobrindo as Artes Visuais. São Paulo: Ed. Ática, 2001.


PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Ed. Ática, 1990.


REVERBEL, Olga. Teatro na Escola. Porto Alegre: Ed. Ática.


VYGOTSKY, Lev Semenovitch. Psicologia da arte. São Paulo: M. Fontes, 1999.




                                      210
  PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA – ENSINO MÉDIO


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA DE BIOLOGIA


      A Biologia deriva de duas outras bio :vida e logos : estudo portanto da Vida.
      Na antiguidade, as pessoas não tinham idéia de como as coisas vivas
funcionavam. As primeiras pesquisas em Biologia iniciaram a olho nu através de
livros, escritos por volta de 4000 A.C.atribuíram a Hipócrates o (“ pai de Medicina “).
Acreditava-se, então, que a matéria era composta por quatro elementos (fogo, terra,
ar e água) e os corpos vivos. Aristóteles, na Grécia, não foi somente um grande
filósofo, mas também um grande biólogo, a compreender o conhecimento da
natureza, que requeria se as observações sistemáticas. De modo, ele reconheceu
um volume espantoso de ordem no mundo vivo. Somente no século XVII Willian
Harvey , inglês , apresentou a teoria em que os seres vivos eram divididos em
vertebrados e invertebrados. O ritmo da investigação científica acelerou na idade
Média, muitas plantas foram descritas pelos primeiros botânicos ( Bunfels, Bock,
Fuchs e Valerius Cordus ).
      Apesar do progresso rápido, a Biologia estacionou quando o olho humano já
não era mais suficiente. Só no século XVII é que lentes foram reunidas em um tubo,
formando o primeiro microscópico. Começava a descoberta de um novo mundo,
derrubando conceitos tradicionais sobre a vida.
      A teoria celular foi então formulada em princípios do século XIX , por Matthias
Schleiden e Theodor Schwann. Estes, concluíram que as células constituem todo o
corpo de animais e plantas.
      A Biologia é uma ciência muito ampla, que se preocupa com o estudo de
todos os seres vivos e procura compreender os mecanismos que reagem a vida.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


   Pode–se considerar como objetivo básico de ensino de Biologia a formação de
um individuo que por meio da linguagem e dentro das variedades do discurso, seja
capaz de um eficaz exercício da cidadania na comunidade em que vive . Para isso
se faz necessário:



                                         211
           Propiciar um aprendizado útil á vida e ao trabalho, no qual as informações
            e os conhecimentos transmitidos se transformem em instrumentos de
            compreensão, interpretação, julgamentos, mudanças e previsão da
            realidade, preparando o educando para a cidadania no sentido universal e
            não apenas profissionalizante, aprimorando-o como ser humano sensível,
            solidário e consciente compreendendo a vida do ponto de vista biológico
            como fenômeno que se manifesta de forma diversa, mas sempre como
            sistema organizado e integrado, que interage com o meio físico-químico
            através de um ciclo de matéria e de um fluxo de energia.




CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


1˚ ANO
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Organização dos Seres Vivos
Mecanismos Biológicos


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
O Mundo vivo: organização e equilíbrio biológico
Bioquímica celular
Carboidratos
Lipídios
Proteínas
Vitaminas
Ácidos Nucléicos
A síntese de proteínas
Origem da vida
A estrutura da célula
Citoplasma
Núcleo celular
Divisão Celular
Fotossíntese
Respiração Celular



                                          212
CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
Cidadania
Agenda 21
Educação Fiscal


2˚ ANO
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Biodiversidade


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
Sistema de classificação dos seres vivos
Vírus
AIDS
Reino Monera
Reino Protista
Reino Fungi
Reino Plantae
Briófitas
Pteridófitas
Gimnospermas
Poríferos
Platelmintos
Nematelmintos
Nematóides
Artrópodes
Equinodermos
Cordados
Répteis
Aves
Mamíferos
Fisiologia Vegetal


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
Agenda 21
Educação Fiscal

                                           213
Herbário
Direitos Humanos


3˚ ANO
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Implicações dos Avanços Biológicos no Fenômeno Vida


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
Tipos básicos de reprodução
Casos especiais de reprodução
Reprodução humana
A primeira lei de Mendel
Ausência de dominância
Noções de probabilidade
A segunda lei de Mendel
Grupos Sanguíneos
A herança de sexo
Evolução
Especiação
Evidências evolutivas


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
Cidadania
Agenda 21
Educação Fiscal




METODOLOGIA DA DISCIPLINA
       Os procedimentos básicos para que os objetivos de uma educação
transformadora seja concretizada serão adotados métodos que garantam a
contemplação da disciplina de Biologia.      Assim a seleção dos temas deve ser
relevante para o processo de ensino-aprendizagem.
       O professor deve planejar e desenvolver um trabalho dentro dos objetivos da
biologia:



                                       214
      Organização dos seres vivos, fenômeno Vida, biodiversidade, variabilidade
genética.
      O educando deverá ler e interpretar textos de interesse científico e
tecnológico, descrevendo processos e características do ambiente ou de seres
vivos, observados em microscópio ou a olho nu, percebendo e utilização os códigos
intrínsecos da Biologia, onde o aluno passa a conhecer diferentes formas de obter
informações ( observações , experimentos,leitura de texto e imagem, entrevista ,
pesquisa) selecionando aquelas pertinentes ao tema biológico em estudo.
      Aqui na Metodologia serão cuidados também, de modo relevante àqueles
alunos com características diversificadas, ou seja, com necessidades especiais de
atendimento, de acordo com as defasagens detectadas no decorrer do processo.
Evidentemente, há de se buscar metodologia que se abdiquem a estes educando,
para que consigam em grau semelhante aos outros: aprenderem os conteúdos
trabalhados ,seja na prática ou na teoria, levando em considerações todo o contexto
social em que vivem. Para tanto, procuraremos conhecer as diferentes realidades
com as quais trabalharemos.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


             A avaliação na disciplina de Biologia será um processo contínuo que
priorize a qualidade e o processo de aprendizagem, abrangendo todas as atividades
desenvolvidas em sala de aula e fora dela , individualmente ou em grupo e
compreendendo que cada ser é único, com diferenças e particularidades. Cabe ao
educador desenvolver ações que garantam uma avaliação que contemple cada
particularidade ao educando, seja ela social econômica ou cognitiva.
      Assim, a avaliação deve ser um instrumento para dar pistas, fazendo
concretas as pegadas do caminho que o aluno estará fazendo para apropriar-se
efetivamente das atividades verbais, orais e caracterizar os aspectos dos
conhecimentos a serem trabalhados através de relacionar fenômenos, fatos,
processos e idéias em Biologia, elaborando conceitos, identificando regularidades e
diferenças e construindo generalizações, utilizando critérios científicos para realizar
classificação de animais e vegetais estabelecendo relações entre parte e todo de um
fenômeno ou processo biológico.



                                         215
BIBLIOGRAFIA


Diretrizes Curriculares de Biologia para o ensino médio.SEED / Julho 2006


Biologia, Paulino. Edição Compacta


Barnes, R.D.Zoologia , São Paulo
Lopes , sônia . Biologia .Volume Único


Linhares, Sérgio . Bilogia .Volume Único


Amabis,M. josé. Biologia das Células. Volume 1




                                           216
 PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA – ENSINO
                                       MÉDIO




APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO FÍSICA


      Historicamente tenta se situar a trajetória da Educação Física por fatos
ocorridos a partir do século XIX, como as transformações sociais com o fim da
exploração escrava e as políticas de incentivo a migração, exigindo medidas para
aplicar preceitos de moralidade instaurar a ordem social.
      Após a proclamação da república, vieram a tona mudanças sobre instituições
escolares e políticas educacionais.
      O parecer emitido por Rui Barbosa sobre o projeto denominado Reforma do
Ensino Primário , afirmam a importância da ginástica para a formação do cidadão,
equipara-se a Educação Física em categoria e autoridade com as demais
disciplinas. A partir daí , tornou-se componente obrigatório dos Currículos Escolares.
      As praticas pedagógicas escolares de Educação Física foram fortemente
influenciadas pela instituição militar e pela medicina numa perspectiva pedagógica.
Melhorar o funcionamento do corpo dependia de técnicas construídas com base no
conhecimento biofísico, com a tarefa de construir corpos saudáveis e dóceis , que
permitissem uma melhor adaptação ao processo produtivo.
      A Educação Física se consolidou no contexto escolar a partir da Constituição
de 1937, tendo como objetivo de doutrinação e contenção dos ímpetos da classe
popular , enaltecendo o patriotismo , a hierarquia e a ordem.
Na década de30 , o esporte se popularizou , confundindo-se com a Educação Física
, tendo como intuito de promover políticas nacionalistas.
      Em 1942, com a promulgação da lei orgânica do Ensino Secundário , institui-
se ciclos educacionais e ampliou a obrigatoriedade da Educação Física até 21 anos
de idade , objetivando formar mão de obra fisicamente adestrada e capacitada. A
partir de 64 o esporte passou a ter mais ênfase devido aos acordos feitos entre o
MEC e o departamento Federal de Educação Americana , tornando e centrada na
competição e no desempenho ,através de métodos tecnicista. Os esportes olímpicos
foram priorizados como objetivo principal.
      A promulgação da lei 5692/72           manteve a obrigatoriedade e a atividade
escolar regular da disciplina de Educação Física. Assim , a disciplina estava ligada a

                                         217
aptidão física e era considerada importante para o desenvolvimento da capacidade
produtiva.
Na área pedagógica , a psicomotricidade ganhou destaque por buscar autenticidade
da disciplina na escola , em contraposição as perspectivas teóricas metodológicas e
ao rendimento motor.
          Em meados dos anos 80 já se ouvia falar em tendências ou correntes
voltadas      a   uma    criatividade   progressiva   ,     destacando   as   abordagens
desenvolvimentistas e construtivistas , essas alicerçadas nas discussões da
pedagogia crítica brasileira.
          Já no inicio da década de 90 foi elaborado o currículo básico no Paraná , sua
elaboração deu-se no contexto nacional de redemocratização e resultou-se de um
trabalho coletivo dos profissionais comprometidos com a Educação Pública do
Paraná . O Currículo da Educação Física esta embasado na Pedagógica Histórica -
critica     , tendência essa denominada como              Educação Física Progressista ,
revolucionaria e crítica , esse documento propôs um modelo de superação das
contradições e injustiças sociais . Era uma proposta avançada, no entanto ,
apresentava uma listagem de conteúdos que limitava trabalho do professor.
          No mesmo período foi elaborado também o documento da reestruturação da
Proposta Curricular do Ensino Médio onde vislumbrava-se a perspectiva de
mudanças e transformação de uma sociedade fundamentada em valores individuais
para uma sociedade mais igualitária. Essa proposta representou um marco para
disciplina.
          Todos esses avanços teóricos da Educação Física sofreram um retrocesso na
década de 90 , após a discussão da LDB apresentou-se a proposta dos PCN”S para
a disciplina . Esses Parâmetros Curriculares Nacionais buscavam romper com as
perspectivas de aptidão física . Porém o documento não apresentava uma coerência
interna de Proposta Curricular.
          Nos PCN’S , há a descaracterização dos conhecimentos historicamente
construídos , ao propor temas amplos que desviam a centralidade e importância dos
conhecimentos de cada conteúdo de tradição da Educação Física.
          Por fim, os PCN’S trazem uma proposta confusa e a crítica com uma redação
progressiva. Porém, as diversas concepções pedagógicas até apresentadas
atendem a interesses que visam a um processo de individualização e a adaptação a
sociedade , ao invés de construção e abordagens dos conhecimentos.



                                            218
       Considerando o conteúdo histórico citado até o momento , onde a Educação
Física transitou em diversas perspectivas históricas , desde as mais reacionárias até
as mais críticas , torna-se possível sistematizar propostas pedagógicas que orientem
estas diretrizes , com vistas a avançar sobre a visão hegemônica que aplicou e
continua aplicando a Educação Física a função de treinar o corpo , sem qualquer
reflexão sobre o fazer corporal.
       A Educação Física como disciplina escolar , deve tratar da cultura corporal (
corporeidade e corporalidade ) , em sentido amplo : sua finalidade é introduzir e
integrar o aluno e essa esfera formando o cidadão que vai produzir ,reproduzir e
também transformar essa cultura . Para tanto , o aluno deverá deter o instrumental
necessário para usufruir de jogos , danças , lutas , ginásticas e esportes         em
benefício do exercício crítico da cidadania e na melhora da qualidade de vida.
Sua carga horária total no ensino médio é de 240h/a , divididas em 80h/a em cada
serie (1º , 2º e 3º anos ) .




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

       Desenvolver atividades físicas subsidiadas por uma fundamentação teórica-
prática , a fim de possibilitar interações que se estabeleçam na materialidade das
relações sociais ,políticas , econômicas e culturais dos alunos , considerando a
realidade social onde vivem , alem de favorecer melhorias na qualidade de vida .




CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

       *ESPORTE

       *JOGOS

       *GINASTICA

       *LUTAS

       *DANÇAS




                                         219
ELEMENTOS ARTICULADORES

          *DESPORTIZAÇÃO

          *MÍDIA

          *SAÚDE

          *TATICAS E TECNICAS

          *LAZER

          *DIVERSIDADE




METOLOGIA DA DISCIPLINA

          A Educação Física tem como objetivo de estudo, o homem em movimento ,
ou seja ,a cultura corporal e pode ser entendida como uma área que interage com
todas as suas formas de manifestações culturais , políticas , econômicas e sociais
.Neste contexto , utiliza-se a metodologia cri tico , a qual permite ao educando
ampliar sua visão de mundo por meio da cultura corporal. Esta metodologia é
fundamentada na pedagogia histórico-crítica que tem como principio a igualdade
entre os seres humanos e estabelece a educação como meio de transformação
sociais.
          Portanto, os conteúdos podem ser abordados de acordo com o grau de
complexidade , levando em consideração as diferenças de entendimento e de
relações      entre   os   conteúdos   estruturantes   ,   específicos   e   articuladores
(complementares) , em cada série do Ensino Médio.
          Nesta linha de raciocínio, os conteúdos são trabalhados de forma simultânea,
considerando a espiralidade do conhecimento, tendo como base os mesmos dados,
mas com diferentes graus de aprofundamento e complexidade de acordo com as
séries.
          Assim, a metodologia crítico-superadora pressupõe a utilização de estratégias
de ensino, abaixo descrita:


   a) Prática social – ponto de partida do trabalho do professor é ter interesse por
          aquilo que o aluno já conhece sobre o tema a ser desenvolvido. O interesse

                                           220
   do professor por aquilo que os alunos já conhecem é uma ocupação prévia
   sobre tema que será desenvolvido. É um cuidado preliminar que visa saber
   quais as preocupações que estão nas mentes e nos sentimentos do escolar.
   Isso possibilita ao professor desenvolver um trabalho pedagógico mais
   adequado, a fim de que os educandos, nas fase posteriores do processo ,
   apropriem-se de um conhecimento significativo para suas vidas. (GASPARIM,
   2002).


b) Problematização – trata-se de um desafio. É a criação de uma necessidade
   para que o educando , por meio de sua ação , busque o conhecimento .É o
   momento que a prática social é posta em questão , analisada , interrogada ,
   levando em consideração o conteúdo a ser trabalhado e as exigências sociais
   de aplicação desse conhecimento . (GASPARIN, 2002.).




c) Instrumentalização – é o caminho por meio do qual o conteúdo sistematizado
   é posto a disposição dos alunos para que o assimilem e o recriem e, ao
   incorporá-lo, transformem-no em instrumento de construção pessoal e
   profissional. (GASPARIN, 2002.)


d) Catarse – é a fase em que o educando sistematiza e manifesta o que
   assimilou, isto é , que assemelhou a si mesmo , os conteúdos e os métodos
   de trabalhos usados na fase anterior . Agora traduz oralmente ou por escrito a
   compreensão que teve de todo processo de trabalho. Expressa sua nova
   maneira de ver o conteúdo e a prática social. É capaz de entendê-los em um
   novo patamar, mais elevado, mais consistente e mais bem estruturado.
   (GASPARIN, 2002.).




e) Retorno a pratica social – é o ponto de chegada do processo pedagógico na
   perspectiva histórico-crítica. Representa a transposição do teórico para o
   prático dos objetivos da unidade de estudo , das dimensões do conteúdo e
   dos conceitos adquiridos. Professor e alunos modificam-se intelectualmente e
   qualitativamente em relação a suas concepções sobre o conteúdo que
   reconstruíram, passando de um estágio de menor compreensão científica a

                                     221
   uma fase de maior clareza e compreensão dessa mesma concepção dentro
   da totalidade. (GASPARIN, 2002.).




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


   A avaliação será um processo formativo, permanente e cumulativo, que o
professor estará organizando e reorganizando o seu trabalho tendo no horizonte
as diversas manifestações corporais, evidenciadas nas formas de ginástica, do
esporte, dos jogos, da dança e das lutas, levando os alunos a refletirem e a se
posicionarem criticamente com o intuito de construir uma suposta relação com o
mundo.
   Além disso, o processo de avaliação deve ser flexível, de modo a atingir os
alunos especiais, valorizando as habilidades individuais e respeitando os limites
de cada um para que a inclusão seja trabalhada de maneira a propiciar o
desenvolvimento potencial do educando incluso.




BIBLIOGRAFIA


-APOSTILA DA SEED – Diretrizes curriculares para o ensino da Educação física
– Julho de 2006.


-ALMEIDA, Paulo Nunes . Técnicas e Jogos Pedagógicos. São Paulo, 1987.
Edições Loyola.


-BREGOLATO, Roseli A. – Textos de Educação Física para a Sala de Aula.
Casacavel ,1994 . Ed. Assoite.


-NETO . João O. Machado . Nutrição e Exercício .Rio de janeiro . 1994 . Ed.
Sprint.


-TEIXEIRA . Hudson Ventura . Educação Física e Desportos . São Paulo . 1996 .
Ed. Saraiva.

                                     222
-PARECER Nº CNE/CP 003/2004 Brasilia , MEC . 2004.


-MORAES , A. C. Orientações Curriculares do Ensno Médio.


-COLETIVO DEAUTORES . Metodologia do Ensino da Educação Física . São
Paulo . 1992.


-BRACHT. V. As Ciências do Esporte no             Brasil . Campinas/SP. Autores
associados ,1996.


-BETTI, M. Educação Física Escolar . Uma Proposta de diretrizes pedagógicas .
In Revista Mackenzie de Educação física e Esporte . São Paulo , 1981.


-DAOLO. J. Educação Física e o conceito de cultura . Campinas/SP. Autores
associados . 2004.


-KUZ. E . Didática da Educação Física . Ujui . Editora Unijui , 2003.




                                      223
    PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE FÍSICA – ENSINO MÉDIO

APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


       O homem sempre buscou compreender melhor os fenômenos naturais e a
estrutura do universo. Para isso, tem procurado definir princípios e leis elementares.
Todo esse esforço levou ao surgimento da física como uma disciplina científica.
       Física é a ciência que estuda os fenômenos naturais pela aplicação de um
método regido por determinados princípios gerais e disciplinado por relações entre
experimentos e teoria. Seu campo de ação compreende, em linhas gerais, o estudo
das propriedades da matéria, seus aspectos e níveis de organização e das leis de
seu movimento e transformações. Busca formular essas leis em uma linguagem
matemática capaz de abranger o maior número possível de fenômenos. É uma
ciência que está em constante evolução, graças a novos instrumentos e
descobertas.
       A Física pode ser subdividida em experimental e teórica. A primeira parte é
uma sondagem das propriedades da matéria, seu movimento e transformações,
através de observações e medidas dos aspectos quantitativos relevantes. A parte
teórica visa a incorporação dos resultados experimentais em teorias consistentes,
capazes de articular elementos novos com aqueles já conhecidos, representando-os
segundo estruturas lógicas abrangentes que recorrem a um conjunto mínimo de
postulados e princípios gerais. Engloba também a previsão de fenômenos ou
comportamentos novos e formulação da teoria de instrumento de medida, essencial
para o desenvolvimento do método experimental. Os dois tipos de abordagem se
encontram em todos os campos da física, e andam sempre juntos.
       A Física na escola deve contribuir para formação de uma cultura científica
efetiva que permita ao individuo a interpretação de fatos, fenômenos e processos
naturais, dimensionando ao ser humano a interação com a natureza como parte de
sua própria transformação. É preciso também que a cultura física inclua a
compreensão do conjunto de equipamentos e procedimentos técnicos ou
tecnológicos do nosso cotidiano doméstico social e profissional, incorporada em
nossa cultura e no mundo em que vivemos.
      O ensino da Física deve ser capaz de levar, aos estudantes, uma reflexão
sobre o mundo das ciências sob a perspectiva de que esta não é somente fruto da



                                         224
pura racionalidade científica, mas que também está comprometida com as estruturas
sociais, econômicas e políticas.


OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA

        Compreender as leis e teorias científicas que levam ao conhecimento da
Física como ciência, reconhecendo a necessidade do conhecimento científico para o
estudo e o entendimento do universo e dos fenômenos que o cerca, podendo assim,
aplicar os princípios fundamentais da Física na solução de problemas inerentes ao
seu cotidiano, contribuindo para a formação de um cidadão pesquisador.


CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
Estudo dos Movimentos, Termodinâmica e Eletromagnetismo.


1° ANO
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
Estudo dos movimentos
Conceitos Fundamentais: Inércia, Momentum de um corpo, a variação do
Momentum e suas conseqüências.


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
-    Quantidade de movimento e inércia, o papel da massa;
-    A conservação do momentum;
-    Variação da quantidade de movimento e impulso: 2ª lei de Newton – a idéia de
    força;
-    Conceito de equilíbrio e 3ª lei de Newton;
-    Potência;
-    Movimentos retilíneos e curvilíneos;
-    Gravitação universal;
-    A energia e o princípio da conservação de energia;
-    Sistemas oscilatórios: movimentos periódicos, oscilações num sistema massa e
    mola, ondulatória, acústica;




                                            225
-    Movimento dos fluídos: propriedades físicas da matéria, estados de agregação,
    viscosidade dos fluídos, comportamento de superfícies e interfaces, estrutura dos
    materiais;
-    Introdução a sistemas caóticos.


2° ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE:
Termodinâmica.
Conceitos Fundamentais: Temperatura e calor, reversibilidade e irreversibilidade dos
fenômenos físicos, a conservação da energia.


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:
-    Temperatura e calor;
-    Leis da Termodinâmica: Lei zero da Termodinâmica, equilíbrio térmico,
    propriedades termométricas, medidas de temperatura;
-    1ª lei da Termodinâmica: idéia de calor como energia, sistemas termodinâmicos
    que realizam trabalho, a conservação de energia;
-    2ª lei da termodinâmica: máquinas térmicas, a idéia de entropia, processos
    irreversíveis e reversíveis;
-    3ª lei da termodinâmica: as hipóteses da sua formulação, o comportamento da
    matéria nas proximidades do zero absoluto;
-    As idéias da termodinâmica desenvolvidas no âmbito da Mecânica Quântica e da
    Mecânica Estatística. A quantização da energia no contexto da Termodinâmica.


3° ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE:
Eletromagnetismo.
Conceitos Fundamentais: As quatro Leis de Maxwell, a luz como onda
eletromagnética.


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:
-    Conceitos de carga e pólos magnéticos;
-    As leis de Maxwell: Lei de Coulomb, Leis de Gaus, Lei de Faraday, Lei de
    Ampere e Lei de Lenz;
-    Campo elétrico e magnético, as linhas de campo;

                                         226
-    Força elétrica e magnética, força de Lorentz;
-    Circuitos elétricos e magnéticos: elementos do circuito, fontes de energia num
    circuito;
-    As ondas eletromagnéticas: a luz como onda eletromagnética;
-    Propriedades da luz como uma onda e como partícula: a dualidade onda-
    partícula;
-    Óptica Física e Geométrica;
-    A dualidade da matéria;
-    As interações eletromagnéticas, a estrutura da matéria.
METODOLOGIA DA DISCIPLINA
         Através do diálogo, os conteúdos serão expostos pelo professor. O
conhecimento prévio dos estudantes e suas experiências de vida serão incluídos no
contexto da aula, sempre que de acordo com o conteúdo que está sendo
apresentado. A cada conteúdo, serão realizados debates que enfoquem a sua
importância na vida prática. Serão desenvolvidos trabalhos e pesquisas individuais e
em grupos, resolução de exercícios, leituras diferenciadas (assuntos do cotidiano
relacionados com o conteúdo), seminários, debates, construção de equipamentos e
materiais utilizados para o estudo dos conteúdos, visitas, experiências em
laboratórios e projetos. A prática metodológica será flexível, com o atendimento a
todas as modalidades de ensino (população rural, população indígena, grupos afro-
descendentes, etc.).




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


         Durante a avaliação, será levado em conta o conhecimento prévio dos
estudantes, trazido por eles, como fruto de suas experiências de vida em seu
contexto social, esses conhecimentos serão explorados e aperfeiçoados. Será
avaliado        continuamente   o   progresso    do   educando   na   assimilação   dos
conhecimentos, bem como, a compreensão dos conceitos físicos, a capacidade de
interpretação da teoria e problemas, a capacidade de elaboração de relatório sobre
um experimento e a aplicação da modelagem matemática. Esses critérios serão
avaliados através de avaliações escritas, debates, apresentação de seminários,
trabalhos de pesquisa, confecção de cartazes, maquetes ou objetos específicos de
acordo com o conteúdo trabalhado, relatórios de experiências realizadas e

                                           227
participação em sala de aula, visando atender a todos os alunos (com necessidades
especiais, população do campo, população indígena, grupos afro-descendentes e
etc.).




BIBLIOGRAFIA


     SILVA, Djalma Nunes. Física Paraná. Livro Didático - Série Novo Ensino
         Médio. Editora Ática. 6ª edição – 2004. São Paulo – SP.


     MÁXIMO, Antônio; ALVARENGA, Beatriz. Física – de olho no mundo do
         trabalho. Livro Didático. Volume Único. Editora Spicione. 1ª edição – 2003.
         São Paulo – SP.


     FERRARO, Nicolau Gilberto; SOARES, Paulo Antonio de Toledo. Física
         Básica. Volume único. Livro Didático. Editora Atual. São Paulo, 1998.


     PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da
         Educação. Diretrizes curriculares de Física para o Ensino Médio. Curitiba:
         SEED/SUED, 2006.


     PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da
         Educação. Departamento de Educação Especial. Diretrizes Curriculares da
         Educação Especial para a Construção de Currículos Inclusivos. Curitiba:
         SEED/SUED/DEE, 2006.


     PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da
         Educação. Identidade do Ensino Médio. Curitiba: SEED/SUED, 2006.


     Aprender: Indicações da Prática Docente. Texto apresentado em painel no
         XIII ENDIPE. Joana Paulin Romanowski. PUCPR.




                                          228
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE GEOGRAFIA – ENSINO MÉDIO


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA

      Desde os tempos mais remotos, o saber geográfico estava vinculado às
descrições das paisagens e à cartografia.

      Durante a Idade Média (século XII a XV), destacou-se a evolução do
conhecimento cartográfico.

      Com o Colonialismo, a Geografia ampliou-se no sentido de catalogar dados
sobre os novos territórios recém descobertos.

      Mas, até o século XIX, a Geografia não havia se sistematizado.

      No Imperialismo, (século XIX), várias sociedades geográficas foram criadas
(organizavam expedições científicas), que subsidiaram, mais tarde, o surgimento
das escolas nacionais de pensamento geográfico, com destaque para a alemã e a
francesa.

      A Geografia só se tornou ciência no século XIX, com destaque para Ratzel
(1844 – 1904).

      No Brasil o pensamento geográfico esteve presente desde a colonização,
com o intuito de descrever o espaço geográfico, mapear a colônia e localizar os
portos para exportação da produção.

      Somente no século XX as pesquisas e a ciência geográfica começaram a
aparecer de forma mais efetiva. A partir de 1920, no Brasil, a Geografia foi
considerada conhecimento científico. Mas somente após a Revolução de 30, o
ensino e a pesquisa de Geografia no Brasil, se institucionalizaram.

      Durante um longo período a Geografia escolar teve um caráter decorativo,
focada na descrição de paisagens e no fortalecimento do nacionalismo. Estas
características da Geografia escolar perduraram até os anos 60 do século XX.

      Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo inicia uma Nova Ordem
Mundial e os enfoques da geografia começam a mudar.

      Nos anos 70 e 80, as transformações políticas mundiais e nacionais,
especialmente com o fim da bipolaridade, levaram as outras reformulações do
pensamento geográfico, estimulando a criticidade e relacionando questões sócio-
econômicas, sócio-ambientais e culturais.

                                         229
       Na atualidade, percebemos o saber geográfico voltado para a humanidade e
a natureza, estimulando, além da criticidade, o exercício da cidadania, motivando
para o “pensar” e para a busca do conhecimento científico, compreendendo “o que ‘‘
acontece ao nosso redor , mas também “porque” acontece, inventando e
reinventando possibilidades de convivência harmônica entre o ser humano e a
natureza”.


OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA


       Conhecer e compreender o quadro natural, social e econômico do mundo,
posicionando-se criticamente como agente integrante e transformador do espaço e
percebendo-o como resultado da ação humana. Assim, busca-se desenvolver no
aluno a consciência espacial e a leitura geográfica.


CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


CONTEÚDO ESTRUTURANTE


          A DIMENSÃO ECONÔMICA DA PRODUÇÃO DO/NO ESPAÇO
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


1ª ANO
      Desigualdades sócio-econômicas e espaço urbano (Espaço geográfico,
       paisagem e território; coordenadas geográficas; movimentos da Terra e fusos
       horários; cartografia);
      Agroindústrias (As atividades agropecuárias e os sistemas agrários; as
       indústrias no campo);
      Processo de urbanização (Urbanização no mundo);
      Processo de industrialização (A indústria no mundo);
      A relação urbano-rural (As relações campo e cidade);
      Valorização do solo urbano: Centro-Periferia (Organização do espaço urbano
       no mundo).


2ª ANO


                                         230
     Desigualdades sócio-econômicas e espaço urbano (Países desenvolvidos e
      subdesenvolvidos; a internacionalização do capital; o comércio mundial);
     Processo de industrialização (Os novos países industrializados: substituição
      de importações e plataformas de exportação);


3ª ANO
     Desigualdades      sócio-econômicas       e   espaço      urbano   (Brasil,   país
      industrializado e subdesenvolvido; o espaço urbano brasileiro e paranaense;
      formação e expansão do território brasileiro; caracterização do espaço
      brasileiro; organização político-administrativa do Brasil e Paraná; a divisão
      regional do Brasil e as Mesorregiões do Paraná; os complexos regionais
      brasileiros);
     Agroindústrias (O espaço agropecuário brasileiro e paranaense; as indústrias
      no campo);
     Processo de urbanização (O meio urbano no Brasil e Paraná);
     Valorização do solo urbano Centro-Periferia (Organização do espaço urbano
      brasileiro e paranaense);
     Processo de industrialização (A industrialização no Brasil; distribuição
      espacial da indústria no Brasil e Paraná; os meios de transporte e
      comunicação no Brasil e Paraná);
     A relação urbano-rural (As relações campo e cidade no Brasil e Paraná; a
      estrutura fundiária e os conflitos de terra no Brasil);




             GEOPOLÍTICA
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


1ª ANO
     As cidades globais (As cidades globais no mundo)
     Os conflitos territoriais urbanos (Urbanização no mundo e suas desigualdades
      territoriais);
     A hierarquia das cidades (Redes urbanas);


2ª ANO
                                          231
         As cidades globais (O processo de globalização; os blocos econômicos;
          capitalismo, socialismo e a guerra fria);
         Os micro-territórios urbanos (Globalização e comércio mundial; metrópoles
          mundiais);
         Os conflitos territoriais (Xenofobia; diáspora; nacionalismos; separatismos;
          terrorismo no mundo);
         A hierarquia das cidades ( Redes urbanas e globalização);
         O mundo hoje (Oriente Médio; as mudanças no Leste Europeu; a China e
          seus sistemas; Coréia do Norte, Cuba e Vietnã; América Latina; África;
          Reino Unido, Alemanha, Itália e França; Canadá e Japão; Austrália e Nova
          Zelândia; Estados Unidos, potência mundial; Brasil: aspectos gerais).


3ª ANO
     As cidades globais (O Brasil e o Paraná inseridos no processo de
      globalização; o comércio exterior brasileiro);
     Os micro-territórios urbanos (Urbanização e regiões metropolitanas brasileiras
      e paranaenses);
     Os conflitos territoriais urbanos (As relações urbanas);
     A hierarquia das cidades (As redes urbanas no Brasil).




             DINÂMICA CULTURAL E DEMOGRÁFICA
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


1ª ANO
     Movimentos migratórios e ocupação urbana (A população da Terra: fatores do
      crescimento, teorias demográficas e diversidades);
     Movimentos sociais urbanos (As relações sociais nas áreas urbanas do
      mundo; desigualdades sociais no mundo);
     As relações étnico-raciais (Discriminação racial; o desrespeito às diferenças
      culturais e raciais no mundo);


2ª ANO
     Movimentos migratórios e ocupação urbana (As migrações internacionais);


                                          232
     Movimentos sociais urbanos (As relações de poder na área urbana e as
      desigualdades sociais);
     As relações étnico-raciais no ambiente urbano (O desrespeito e a
      discriminação racial e cultural no mundo);


  3ª ANO
     Movimentos migratórios e ocupação urbana (A população brasileira e
      paranaense; movimentos da população brasileira e paranaense; a formação
      étnica e cultural da população brasileira e paranaense);
     Movimentos sociais urbanos (As relações sociais e as desigualdades no
      Brasil);
     As relações étnico-raciais (O desrespeito e a discriminação racial e cultural no
      Brasil e Paraná – passado e presente);


            DIMENSÃO SÓCIOAMBIENTAL
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


1ª ANO
     Uso da água no meio urbano e rural (A água no planeta: disponibilidade e
      desperdício; águas oceânicas, continentais e subterrâneas);
     Poluição dos rios pelos dejetos urbanos e rurais (Esgotos sem tratamento;
      efluentes industriais; lixo orgânico e biodegradável; o lixo e as galerias
      pluviais; agrotóxicos);
     Ocupação urbana de encostas e várzeas (Urbanização desordenada e suas
      conseqüências      ambientais;   desmatamento      de      vegetação   ciliar   e
      assoreamento; Legislação ambiental; Biomas terrestres);
     Políticas   públicas   e   saneamento    básico   nas   cidades   (Urbanização
      desordenada; tratamento de água e esgoto; o desperdício da água e energia
      elétrica nas cidades; a Legislação ambiental e o destino correto para pilhas,
      baterias e lâmpadas fluorescentes);
     Poluição (Os vários tipos de poluição do ar, do solo e da água; a
      meteorologia, os climas do mundo e as mudanças climáticas; fontes de
      energia; desenvolvimento sustentável);




                                        233
      (Dinâmicas naturais e suas conseqüências: o tempo geológico e as placas
       tectônicas, a estrutura interna da Terra, agentes internos e externos do relevo
       terrestre, as fisionomias da superfície terrestre).


2ª ANO
      Poluição (Os vários tipos de poluição nos países desenvolvidos e
       subdesenvolvidos; exploração e conflitos devido aos recursos naturais no
       mundo).




3ª ANO
      Uso da água no meio urbano e rural (A água no Brasil e Paraná:
       disponibilidade em aqüíferos, lençóis freáticos, rios, lagos e oceano, e o
       desperdício);
      Poluição dos rios pelos dejetos urbanos e rurais (Hidrografia brasileira e
       paranaense; esgotos sem tratamento; efluentes industriais; lixo orgânico e
       biodegradável; o lixo e as galerias pluviais; agrotóxicos);
      Ocupação urbana de encostas e várzeas (Urbanização desordenada e os
       impactos ambientais no Brasil e Paraná; ecossistemas brasileiros; vegetação
       paranaense; desmatamento; assoreamento);
      Políticas públicas e saneamento básico nas cidades (Brasil e Paraná:
       urbanização desordenada, tratamento de água e esgoto, o desperdício da
       água e energia elétrica nas cidades, a Legislação ambiental e o destino
       correto para pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes);
      Poluição (Brasil e Paraná: os vários tipos de poluição do ar, do solo e da
       água, os climas e as mudanças climáticas, relevo, geologia, mineração e
       energia, desenvolvimento sustentável).
      Aspectos locais (noções de geografia e história de Campo Mourão, enfocando
       os aspectos ambientais).


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES


Agenda 21 Escolar, Educação Fiscal, Cultura Africana e Indígena, Educação no
Campo (a serem trabalhados em todas as séries).


                                           234
METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      O encaminhamento metodológico para o ensino de Geografia no Ensino
Médio, dar-se-á através de aulas expositivas, com auxílio de recursos áudio visuais,
bem como de aulas práticas, através das pesquisas de campo ou manipulação de
materiais concretos

      Os conteúdos geográficos serão trabalhados de maneira à estimular os
educandos para o dinamismo e a criticidade, motivando-os a pensar e a buscar
alternativas para as mais diversas situações cotidianas, percebendo-se como agente
construtor da sociedade e modificador das paisagens, interagindo com o meio em
que vive. Isto se aplica a os alunos, inclusive aos portadores de necessidades
especiais. Cabe ao professor o bom senso para se utilizar de metodologias variadas
para atender as necessidades do educando independente de raça, credo, ideologia
ou deficiências, bem como a necessidade de apoio do próprio Sistema Educacional.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


      A avaliação é um precioso meio pelo qual o professor pode acompanhar as
manifestações de aprendizagem de seus alunos, além de verificar a sua própria
atuação docente. É de suma importância que a avaliação seja contínua, formativa e
emancipatória, na perspectiva do desenvolvimento integral do aluno. O importante é
estabelecer um diagnóstico correto para cada aluno e identificar as possíveis causas
de seus fracassos e/ou dificuldades, visando uma maior qualificação e não somente
uma quantificação na aprendizagem.

      A avaliação do aproveitamento escolar deverá ser feita pela observação
constante de cada aluno, inclusive aqueles que possuem necessidades especiais
(respeitando os avanços e limites de cada um), em diferentes experiências de
aprendizagem, tais como: debates, experiências cotidianas, testes orais e escritos,
tarefas específicas, interpretação e produção de textos, confecção e interpretação
de mapas, maquetes, gráficos e tabelas, pesquisas teóricas e práticas, participação
em trabalhos coletivos e/ou individuais, entrevistas, seminários, palestras, projetos,
atividades cívicas e outras formas que se mostrarem aconselháveis e de aplicação
possível, cumprindo a sua finalidade educativa de ser permanente e cumulativa.
                                         235
BIBLIOGRAFIA



   2006 Secretaria de Estado da Educação Superintendência da Educação.
   Atlas Escolar e Didático DCL, censo 2000, São Paulo.
   BOLIGIAN, Levon et ali. Espaço e Vivência Volumes I, II, III e IV. Editora Atual.
    São Paulo,
   CAMARGO, João Borba de, Geografia Física, Humana e Econômica do Paraná.
    Maringá, 2001, 4ª edição.
   Diretrizes   Curriculares   de   Geografia   para   o   Ensino   Médio   –   versão
    preliminar/julho
   GARAVELLO e GARCIA. Volumes I, II, III e IV, Editora Scipione. São Paulo,
    2005.
   GIGOLINI, et ali, Adilar. Quadro Natural, Transformações territoriais e Economia.
    Ed. Saraiva.
   São Paulo, 2001, 2ª ed.
   TÉRCIO, Lúcia Marina e. Geografia Série Novo Ensino Médio. Ed. Ática. São
    Paulo, 2005, 2ª




                                          236
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA – ENSINO MÉDIO



APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      O mundo atual apresenta um conjunto de muitas novidades – transformações.
Globalização (ciranda global), mundo que “encolhe” à medida que barreiras
geográficas deixam de existir, que tem no capital a fonte de valorização de qualquer
política; que desumaniza o indivíduo em nome da concorrência, empreendendo
relações fetichistas que descaracterizam ainda mais o ser humano em nome da
riqueza.
      Este mundo, portanto, apresenta-se competitivo, individualista, seletivo,
dialético, veloz (cibernético, informativo), injusto e provido de grande miséria moral e
existencial, onde os valores são outros e as ideologias não compreendidas e
alienadamente absorvidas remetem o homem a um processo de submissão,
legitimada pela ignorância.
      A simples constatação desta realidade muito pouco ou quase nada
acrescenta à compreensão das complexas relações sociais contemporâneas. Uma
forma privilegiada de pensar e melhor compreender o mundo, remete ao
entendimento dessas relações, que exigem por sua vez a superação da ideologia
burguesa e do senso comum, bem como, dos elementos condicionantes sociais,
econômicos e culturais globais que constituem objetivamente a realidade social.
      Nesse contexto histórico, marcado pela crise de entendimento, velhos
conceitos passam a exigir novas formulações, legando a história à luz de seu
entendimento sobre o processo de desenvolvimento do modo de produção
capitalista, dinamizar a reflexão e o debate coletivo no sentido de constituir a
organização e a efetivação de um projeto sócio-educacional emancipatório.
      O ensino de história nesse contexto, mais do que relevante, constitui-se em
uma das principais ferramentas na construção dessa emancipação, uma vez que ao
focar o indivíduo como sujeito de sua própria história, remete a este o dever de se
tornar agente das transformações setoriais, que por sua vez é o único meio para
alcançar qualquer forma de autonomia.
      Nessa perspectiva, o ensino de história deve contribuir para que o aluno
possa compreender e aprender as formas de produção dessa autonomia.
Sobretudo, através dos conteúdos revistos e relacionados à realidade local e global


                                          237
que implicam a vida de todos, tendo como ponto de partida o seu cotidiano. Desta
forma, a primeira preocupação da disciplina de história é sistematizar conteúdos que
se preocupem com a formação do homem, cidadão consciente de sua importância e,
portanto, capaz de promover mudanças na realidade social.


   OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


    Possibilitar que os alunos entendam que as relações sociais de produção, as
      relações de trabalho e as relações com o mundo, são responsáveis por
      impulsionar uma determinada época na busca de alternativas;
    Dimensionar, em diferentes temporalidades, as formas de organização
      política nacional e internacional.
    Reconhecer diferenças e semelhanças entre os confrontos, às lutas sociais e
      políticas, as guerras e as revoluções do presente e do passado.
    Reconhecer as características da cultura contemporânea atual e suas
      relações com a história mundial nos últimos séculos.
    Reconhecer       algumas     diferenças,    semelhanças,   transformações    e
      permanências entre idéias e práticas envolvidas nas questões de cidadania,
      construídas e vividas no presente e no passado.
    Organizar idéias articulando-as oralmente, por escrito e por outras formas de
      comunicação.
    Identificar os conhecimentos científicos como meios para compreender e
      transformar o mundo à sua volta. passar aos alunos a concepção de mundo,
      a visão de realidade que imperava nas diversas épocas;
    Captar as conseqüências dos fatos históricos em termos do desdobramento
      do conhecimento científico e técnico que o mundo conheceu a partir destas
      ações.
    Contribuir para a preparação do indivíduo para a vida, de modo que ele possa
      participar ativamente na sociedade em que vive, sob ponto de vista político,
      social, econômico e cultural.
    Construir de valores e atitudes visando a formação integral do ser humano.
    Contextualizar o saber escolar com a visão histórica da construção do
      homem, bem como, suas implicações e limitações socioeconômicas,
      históricas e políticas, na perspectiva de formação de sujeitos autônomos,
      críticos e solidários.
                                           238
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


    Trabalho
    Cultura
    Poder


CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


1º ANO
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
- Sobre a história: a construção do objeto e do sujeito histórico
- O homem como sujeito histórico. A formação da identidade social a partir de sua
     identidade cultural
- A produção do conhecimento histórico: as fontes, o método, a definição do objeto
     histórico e as diferentes temporalidades.
- A formação das diferentes sociedades: o surgimento da desigualdade social –
     estudo de caso das sociedades africanas
- Dominação e resistência na formação das sociedades: orientais: mesopotâmicas,
     ocidentais (clássicas) e ameríndias
- Formação e desenvolvimento do mundo ocidental: estudo dos sistemas políticos e
     econômicos


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
- A relação entre as estruturas sociais, políticas e econômicas desenvolvidas pelas
   sociedades do oriente e ocidente
- As implicações religiosas no desenvolvimento das sociedades antigas: ciência,
   política, economia e sua relação com a religião,


* A Temporalidade e Espacialidade dos conteúdos apontados insere-se no
propósito das analises dos elementos implicados, a saber             os períodos
denominados de “Pré-História” e de História Antiga – que remete a formação
dos primeiros núcleos urbanos – sobretudo, relacionado ao espaço Mesopotâmico e
Crescente Fértil, América e África.



                                           239
2º ANO
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES E ESPECÍFICOS
- A transição do sistema escravista para o sistema feudal: as novas relações de
 produção e poder
- Os elementos religiosos determinantes na organização da sociedade medieval: fé,
 ciência e política.
- O modelo político e a ordem econômica estabelecida pela ordem feudal
- As novas relações econômicas instituídas pela reabertura do mediterrâneo e a
 expansão das relações sociais entre ocidente e oriente
- A expansão comercial européia e as novas relações entre colonizador e colonizado
 na América.
- O Brasil – as sociedades ameríndias – no contexto da expansão comercial
 européia: o período pré-colonial brasileiro
-A transformação da ordem cultural e religiosa instituída a partir do renascimento
 cultural e reforma religiosa protestante


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
- A relação entre os indivíduos: a história da escravidão no Oriente, na África, e na
 América durante o processo de expansão comercial
- As idéias e ideologias que serviram como justificativa para a exploração das
 nações ameríndias, africanas, asiáticas e também européias


* A Temporalidade e Espacialidade dos conteúdos descritos amarram a ordem dos
períodos históricos chamados de Idade Média e Moderna e compreende como
palco o continente Europeu, Africano, Asiático e Americano. Entre os séculos IV e
XVI


3º ANO
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
- As novas idéias: estudo de conceitos: o liberalismo e a origem da integração de
 mercados a partir da expansão marítima
- A construção do processo histórico brasileiro: a relação entre metrópole, colônia e
 os sujeitos desse processo.
- A ocupação do território brasileiro: estudo de caso a ocupação do território e
 formação do atual Estado do Paraná (economia, sociedade e cultura)

                                            240
- Os ideais iluministas presentes na construção da autonomia política brasileira e
 sua afirmação teórica no percurso da formação do Estado nacional: monarquia e
 república
- O século XX: mudanças e permanências: os Estados totalitários – o Brasil nesse
 quadro – o mundo em guerra, descolonização afro-asiática.
- A questão agrária: a luta pela posse da terra no Brasil e América Espanhola
- A construção da cidadania no mundo contemporâneo: formação de mercados
 globais e luta pela preservação da identidade nacional
- O mundo do trabalho: flexibilização do emprego – trabalho escravo, assalariado,
 infantil. A relação entre capital e trabalho, movimentos sociais e as tecnologias do
 mundo globalizado.


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
- A nova ordem global e o papel dos indivíduos na preservação da identidade
 nacional
- As políticas ecológicas:eco 92 e discussão da agenda 21
- As políticas sociais no Brasil contemporâneo: negros, ameríndios, mulheres e
 portadores de deficiência


* A Temporalidade e Espacialidade desses conteúdos compreendem a visão de um
mundo globalizado e coisificado em que percebemos a imposição do mercado sobre
pessoas e culturas. Nesse sentido, entendemos o século XVI como período inicial da
construção desse elemento ocorrendo seu desenvolvimento nos séculos que
seguem até a ordem atual, entendendo-se como palco todo o planeta, no que
podemos chamar de grande aldeia global.


METODOLOGIA DA DISCIPLINA
      Os conteúdos serão abordados de forma que permitam ao aluno avaliar e
compreender o processo histórico de forma crítica e consciente. Assim, durante o
ano letivo, as relações sociais, políticas e culturais estabelecidas em sala de aula
serão utilizadas como estratégias para a melhor compreensão do ser histórico,
procurando analisar como tais elementos se manifestam no seio da sociedade em
que vivem.




                                        241
      A leitura e escrita (textos complementares, livros, produção de textos etc.)
serão priorizados no processo de ensino-aprendizado, na tentativa de sanar as
dificuldades dos alunos no campo da linguagem.
      As atividades mnemônicas como o trabalho com músicas e musicalização de
conteúdos, dinâmicas de grupo e vídeos serão empregadas, na pretensão de
promover a desinibição do aluno em eventos públicos.
      Os temas abordados na proposta curricular oportunizarão o diálogo e a
apropriação de conceitos de domínio do educando, considerando sua história, o
ambiente cultural e a identidade do grupo ao qual está inserido.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


      Avaliar é um momento inevitável de qualquer atividade humana. Se
adequadamente vivenciado pode promover sucesso, se inadequadamente, pode
gerar fracasso.
      Avaliar significa ver se os objetivos propostos estão sendo atingidos. Se não
estão, deve-se rever a metodologia empregada, o ritmo de trabalho, a participação
de todos os elementos envolvidos no processo, ou seja, descobrir quais as causas
do mau andamento do aprendizado e atuar sobre eles.
      Para tanto, a avaliação terá função diagnóstica, priorizando os mecanismos
de aprendizagem do aluno em relação à sua realidade social. Desta forma,
contemplará necessariamente, as experiências acumuladas pelos discentes.
      A avaliação ocorrerá de forma contínua, devendo proporcionar o repensar da
prática pedagógica e a proposição de novas alternativas de ensino e aprendizagem.




BIBLIOGRAFIA


BITTENCOURT, C. M. F. (org). O Saber histórico na sala de aula. São Paulo:
Contexto, 1997.


CERTEAU, Michel de. A escrita da história. Trad. Maria de Lurdes Menezes. Rio de
Janeiro: Forense Universitária, 2002.



                                         242
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de história. Campinas:
Papiros, 2003.


FONSECA, Selva G; Caminhos da história ensinada. Campinas: Papirus, 1993.


HOBSBAWM, E. J. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.


_______. Era dos extremos: o breve século XX; 1914-1991.São Paulo: Companhia
das Letras, 1995.


HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras,
1995.


MARQUES, Adhemar Martins. História medieval, moderna e contemporânea através
de textos. São Paulo: Contexto, 1991.


SCHMIDT, Mario. Nova história crítica. São Paulo: Nova Geração, 1999.


SEED. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação
especial para a construção de Currículos inclusivos. Secretaria de Estado da
Educação - SEED: Curitiba, junho de 2006.


SEED. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes Curriculares de História para o
Ensino Médio, versão preliminar, Secretaria de Estado da Educação-SEED: Curitiba,
julho 2006.


SEED. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes para a educação das relações
étnicos- raciais e para o ensino   de história e cultura afro-brasileira e africana.
Secretaria de Estado da Educação - SEED: Curitiba, junho de 2006.




                                        243
    PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA –
                                     ENSINO MÉDIO




APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      Após a Proclamação da República, a sociedade brasileira reconheceu a
instituição escolar como necessária à formação dos cidadãos. Naquele período
foram construídas grandes escolas, pois antes a escola era, de forma geral, um
lugar onde se aprendia e não um espaço construído com fins educacionais. Mas
poucos eram os cidadãos que tinham acesso a escola, mais de 75% da população
brasileira era analfabeta em 1920.
      Só em 1940 é que houve grandes preocupações com a escolarização, com o
aumento de vagas nas escolas e a oferta da educação obrigatória por 4 anos. A
partir desta data é que as classes populares tiveram acesso aos bancos escolares,
antes reservados somente para a elite.
      Pela concepção elitista da escola, o ensino não supria as necessidades das
classes menos favorecidas, que não alcançavam êxito. E como as vagas para o
ginásio eram poucas havia o teste de admissão, sendo estas preenchidas quase que
na totalidade por elementos das classes mais elevadas.
      Em 1961 foi aprovada a lei com a obrigatoriedade da oferta de ensino
primário às crianças de 07 a 10 anos, em 1969 ampliada para a população entre 07
e 14 anos, e desde os anos 70 a escola pública de 1ªa 8ª série tornou-se uma
realidade.
       Até as décadas de 1960-70, a leitura do texto literário, no ensino primário e
ginasial, tinha por finalidade transmitir a norma culta da língua, constituindo base
para exercícios gramaticais e estratégias para incutir valores religiosos, morais e
cívicos. A partir dos anos 70, o ensino de Literatura restringiu-se ao então 2º grau,
com abordagens estruturalistas ou historiográficas do texto literário. Na análise do
texto poético, por exemplo, utilizava-se o método francês de análise literária, ou seja,
propunha-se a análise do texto segundo as estruturas formais: rimas escansão de
versos, ritmo, estrofes, etc. Nesse processo de ensino, cabia ao professor a
condução da análise literária e aos alunos a condição de meros ouvintes. Havia
portanto a necessidade de mudanças para superação de tal quadro.



                                          244
      A proposta do Currículo Básico do Paraná, da década de 1990, fundamentou-
se em pressupostos coerentes com a concepção dialógica e social da linguagem. No
entanto, a maioria dos currículos do Brasil, ainda que apresentem uma proposta
nesta linha, não trabalham efetivamente nesses moldes, adotando muitas vezes os
procedimentos do passado.
      Nas discussões curriculares sobre o ensino de Língua Portuguesa, os
Parâmetros Curriculares, do final da década de 90, também fundamentaram a
proposta para a disciplina de Língua portuguesa nas concepções interacionistas ou
discursivas, propondo uma reflexão acerca dos usos da linguagem oral e escrita.
      Nessa perspectiva, os fundamentos teóricos que estão alicerçando a
discussão sobre o ensino de Língua Literatura requerem novos posicionamentos em
relação às práticas de ensino seja pela discussão crítica dessas práticas, seja pelo
envolvimento direto dos professores na construção de alternativas.
      As Diretrizes Curriculares de 2006 Fundamentam o trabalho pedagógico com
a Língua Portuguesa e Literatura, considerando o processo dinâmico e histórico dos
agentes na interação verbal, tanto na constituição social da linguagem, quanto dos
sujeitos que por meio dela interagem.
      A linguagem é vista como de ação entre sujeitos histórica e socialmente
situados que se constituem e constituem uns aos outros em sua relações dialógicas.
Na medida em que possibilita a interação e a constituição humanas, ela pode ser
considerada como trabalho e produto do trabalho.
      Na linguagem o homem se reconhece humano, interage e troca experiências,
compreende a realidade em que está inserido e o seu papel como participante da
sociedade.
      Dentro da concepção de língua, o texto é visto como lugar onde os
participantes da interação dialógica se constroem e são construídos. Todo texto é a
articulação de discursos, são vozes que se materializam, é ato humano, é linguagem
em uso efetivo. Toda reflexão com e sobre a língua só tem sentido se considerar,
como ponto de partida, a dimensão dialógica da linguagem, presente em atividades
que possibilitem, aos alunos e professores, experiências reais de uso da língua
materna.Vale lembrar que os conceitos de texto e de leitura não se restringem à
linguagem escrita, eles abrangem, além dos textos escritos e falados, a interação da
linguagem verbal com as outras linguagens.
      Texto, então, configura-se não apenas como formalização do discurso oral ou
escrito, mas como evento que tem sua abrangência na antes, as condições de

                                        245
produção, de elaboração, e no depois da formalização, a leitura, a atitude responsiva
ativa. Sendo assim o texto extrapola seus limites para abranger, na malha
discursiva, aquilo que o antecedeu e também aquilo que a ele se soma.
      Portanto um texto não é um objeto fixo num dado momento no tempo, ele
lança seus sentidos no diálogo intertextual que curso aos enunciados que o
antecederam; lança também seus sentidos adiante, no devir que as composições da
leitura suscitarão como forma de dar-lhes continuidade.
      Aquilo que se diz ou que se escreve constitui o enunciado ou discurso, o qual
se realiza em momentos interativos. Nesse processo, os interlocutores vão
construindo sentidos e significados ao longo das suas trocas lingüísticas orais ou
escritas. Tais sentidos e significados são influenciados, também, pelas relações que
os interlocutores mantêm com a língua e entre si, com o tema sobre o qual se fala
ou se escreve, ouve ou l~e; pelos seus conhecimentos prévios, atitudes e
preconceitos; e pelo contexto social em que ocorre a interlocução. Todo isso é
potencializado pelo texto.
      Hoje o grande desafio da escola é estabelecer uma proposta de ensino que
reconheça e valorize práticas culturais da sua clientela, sem perder de vista o
conhecimento historicamente produzido, que constitui-se em patrimônio universal.A
língua deve se percebida como o discurso realizados durante toda a vida pelos
sujeitos, que são capazes de refletir e tomar decisões.
      O    ensino   da   Língua    Portuguesa    é   uma    das   mais   importantes
responsabilidades do professor, pois é a condição para a aprendizagem das demais
disciplinas, além de ser instrumento indispensável para a participação social do
sujeito, em todas as esferas da vida: profissional, política, cultural. Partindo da
experiência lingüística adquirida pelas crianças no meio familiar e social, elas
gradativamente são estimuladas a dominar a norma-padrão culta da língua.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


      Os objetivos do ensino de língua portuguesa a partir da concepção de língua
como discurso que ocorre nas diversas práticas do dia-a-dia        nortearão todo o
processo. Por isso faz-se necessário habilitar o aluno a:
      - Empregar a língua oral em diferentes situações de uso.



                                         246
      - Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas, considerando-
se os interlocutores, os seus objetivos, o assunto tratado, os gêneros e suportes
textuais e o contexto de produção/leitura.
      - Refletir sobre os textos produzidos, lidos e ouvidos, atualizando o gênero e o
tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na sua
organização.
      - Aprimorar, pelo contato com os textos literários, a capacidade de
pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, permitindo a expansão
lúdica do trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita.




CONTEÚDOS POR SÉRIE / ANO


– CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


     O conteúdo estruturante é o discurso que significa em sua origem, curso,
percurso, correr por, movimento, isso significa que a postura frente aos conceitos
fixos, imutáveis, deve ser diferenciada. O discurso        possibilitará saberes mais
amplos da disciplina e que podem ser desdobrados nos conteúdos que fazem parte
de   um   corpo    estruturado   de   conhecimentos     constituídos   e    acumulados
historicamente. O texto não deve ser entendido como isolado em si mesmo e
estático, ele é feito de sentidos entre interlocutores, pois é uma dimensão disciplinar
da realidade, e é neste sentido que deve ser trabalhado, sempre com vista às
necessidades dos alunos.
     Dessa forma, estabelecem-se como elementos indispensáveis, integradores e
que estarão presentes em qualquer situação de interação do aluno com a língua
estrangeira, seja em que prática for: conhecimentos lingüísticos, discursivos,
culturais,etc.
     Além disso, uma abordagem do discurso em sua totalidade será realizada e
garantida através de atividades significativas se as práticas de leitura, escrita e
oralidade, interagirem entre si e constituírem            uma prática sócio-cultural,
contribuindo, dessa forma, para com o aprimoramento da competência lingüística
dos nossos estudantes.




                                          247
- CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


      Tendo como orientadores os estudos feitos e a leitura minuciosa das
Diretrizes e Bases que norteiam o ensino de Língua portuguesa, bem como a
adoção do livro didático fornecido pelo governo, optou-se pelos conteúdos que se
seguem, pois acredita-se que ao serem trabalhados, estarão proporcionando ao
nossos alunos o eficaz aprendizado da disciplina em questão.


    1º ANO
      -   Variedades da Língua Portuguesa;
      -   Processo de comunicação;
      -   Funções da linguagem;
      -   Linguagem literária e não literária ( conotação e denotação );
      -   Gêneros literários, lírico, épico e dramático;
      -   Significação das palavras;
      -   Figuras de linguagem;
      -   Texto narrativo, poético, teatral;
      -   Estilos e periodização da literatura;
      -   A literatura, características e funções;
      -   Processo de formação das palavras;
      -   Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
          como:
      -   Poemas;
      -   Textos literários diversos;
      -   Narrativo;
      -   Propaganda;
      -   Notícia;
      -   Charge;
      -   Cartum;
      -   Crônica;
      -   Descritivo;
      -   Dissertativo, entre outros;
      -   Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados;
      -   Atividades orais, expositivas diversas tais como: debates, aulas
          expositivas, simpósios, palestras, etc.

                                           248
     Os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados quando contribuírem para o
entendimento das atividades, reflexão, posicionamento a respeito do mesmo por
parte do aluno e posterior utilização das mesmas em suas produções sejam elas
orais ou escritas, quando os mesmos precisarem utilizar da variante padrão da
língua.


     2º ANO
      -   Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
          como:
      -   Narrativo;
      -   Poemas
      -   Textos literários diversos;
      -   Propaganda;
      -   Notícia;
      -   Charge;
      -   Cartum;
      -   Crônica;
      -   Descritivo;
      -   Dissertativo, entre outros;
      -   Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados;
      -   Atividades orais, expositivas diversas tais como: debates, aulas
          expositivas, simpósios, palestras, etc.




     Os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados quando contribuírem para o
entendimento das atividades, reflexão, posicionamento a respeito do mesmo por
parte do aluno e posterior utilização das mesmas em suas produções sejam elas
orais ou escritas, quando os mesmos precisarem utilizar da variante padrão da
língua.


     3º ANO
      -   Leitura, compreensão e interpretação de diferentes gêneros de textos, tais
          como:
      -   Narrativo;

                                         249
        -    Poemas
        -    Textos literários diversos;
        -    Propaganda;
        -    Notícia;
        -    Charge;
        -    Cartum;
        -    Crônica;
        -    Descritivo;
        -    Dissertativo, entre outros;
        -    Elaboração de textos dos diferentes gêneros trabalhados;
        -    Atividades orais, expositivas diversas tais como: debates, aulas
             expositivas, simpósios, palestras, etc.


       Os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados quando contribuírem para o
entendimento das atividades, reflexão, posicionamento a respeito do mesmo por
parte do aluno e posterior utilização das mesmas em suas produções sejam elas
orais ou escritas, quando os mesmos precisarem utilizar da variante padrão da
língua.


       - CONTEÚDOS COMPLEMENTARES


   -      Reciclagem do lixo;
   -      Textos com enfoque na cultura Afro-brasileira;
   -      Cidadania;
   -      Saúde.




METODOLOGIA DA DISCIPLINA


        Fundamentar a metodologia do trabalho pedagógico com a Língua materna
na natureza social do discurso e da própria língua, significa compreender que são os
produtos das ações com a linguagem que constituem os objetos de ensino.
        Nessa perspectiva, é a partir das experiências dos alunos que a Língua se
transforma em objeto de reflexão, tendo em vista o resultado de sua produção oral
ou escrita ou de sua leitura. Trabalhando dessa forma, valoriza-se os alunos

                                            250
enquanto sujeitos da linguagem, os quais selecionam os recursos mais coerentes
para interpretar, no caso da leitura, e para significar, quando produzem seu texto
oral ou escrito.
       A racionalidade não se exercita com a escrita como acreditam algumas
pessoas, devemos considerar a língua em sua perspectiva histórica e social, e isso
pode ser realizado através de situações reais do uso da língua, valorizando a
produção de discursos nos quais o aluno realmente se constitua como sujeito do
processo interativo.
       Se a escola é democrática deve garantir a socialização do conhecimento a
toda a comunidade escolar, não faz sentido a exclusão de alunos do processo, com
a justificativa de que falam errado ou não sabem se expressar, o que deve acorrer é
a utilização dos conhecimentos lingüísticos dos alunos como ponto de partida e
promover situações que os incentivem a falar.
       O espaço escolar, então, deve propiciar e promover atividades que
possibilitem ao aluno tornar-se um falante cada vez mais ativo e competente, capaz
de compreender os discursos dos outros e de organizar os seus de forma clara,
coesa e coerente. A realização de palestras, debates, simpósios ou aulas
expositivas, além de simulação de entrevistas, podem contribuir para esta prática.
       A leitura deve ser entendida como um processo de produção de sentido que
se dá a partir de interações      ou relações sociais ou relações dialógicas que
acontecem entre o leitor e o texto. È de grande importância as experiências e os
conhecimentos prévios do leitor na sua prática de leitura, pois é neles que o leitor
procura pistas, formula e reformula hipóteses, aceita ou rejeita conclusões.
       Ocorre então um diálogo entre o que o leitor já vivenciou ou leu anteriormente
e o que está lendo, há então uma intertextualidade. Assim, um texto leva a outro
texto, mas leva também ao desejo que convocado pelo texto, participa da
elaboração dos significados, confrontando o texto lido com o saber que é seu, com a
sua experiência de vida.
       O trabalho realizado com textos literários ou não, podem constituir bons
motivos para aprimorar a reflexão e fazer proliferar o pensamento. Ressalte-se
ainda, a oportunidade que os textos literários dão aos seus leitores de escapar do
realismo do dia-a-dia movimentando-os pelo tempo do imaginário.
       É necessário oferecer ao aluno não só a leitura de textos para os quais ela já
tenha construído uma competência, como também a leitura de outros mais difíceis,
que   impliquem    o   desenvolvimento    de    novas   estratégias   mediadas   pelo

                                         251
professor.atividades de leitura em sala de aula, a seleção de textos do interesse dos
alunos para leitura em casa podem contribuir para o êxito desse eixo. O professor
deve propiciar momentos em que os alunos possam estar realizando atividades
orais de forma silenciosa ou em voz audível em sala de aula e posteriormente em
atividades extraclasse.
         Em relação à escrita as condições em que a produção acontece é que
determinam o texto ( quem escreve, o que, para quem, para que, quando, onde e
como escreve). Além disso, cada gênero textual tem suas peculiaridades. Por outro
lado, é preciso que os alunos se envolvam com os textos que produzem, assumindo
de fato a autoria do que escrevem. Pois ao se perceber autor o aluno poderá
aprimorar sua condição de escritor. A capacidade de escrita, criatividade e outros
fatores comumente relacionados ao ato de escrever, só se aprende na prática da
escrita em suas diferentes modalidades. Isso significa como já se disse a respeito da
leitura, o contato do aluno com a produção escrita de diferentes tipos de textos, a
partir   das   experiências   sociais   que   todos   vivem,   tanto   pessoal   quanto
profissionalmente.
         A produção de texto possibilita a professores e alunos momentos de grande
crescimento, tais como: motivação para escrever; reflexão sobre o que está
escrevendo; revisão; reestruturação e reescrita do texto.
         Nessa perspectiva, as aulas de Língua Portuguesa possibilitam aos alunos a
ampliação do uso das linguagens verbais e não verbais através do contato direto
com os textos dos mais variados gêneros, produzidos pelas necessidades humanas.
         Acrescente-se a isso que o fato de a Língua ser o meio e o suporte de outros
conhecimentos torna o professor de Língua Portuguesa um agente eficaz,
propiciador das relações inter e multidisciplinares. As atividades escritas devem ser
relevantes, embasadas em leituras já realizadas para que o alunos possa enfim
tomar decisões, criticas, elogiar, pedir providências dependendo da atividade
proposta pelo professor.
         O texto literário deve ser trabalhado de forma que leve os alunos à reflexão e
à libertação, devendo evitando portanto, as práticas tradicionais nas quais os
professores e alunos ficavam presos a mera historiografia literária e preocupados
com biografias e listas das principais obras dos autores.A escolha dos textos a
serem lidos ficará a critério do professor que deve ser um leitor incansável para
poder selecionar o material a ser lido e trabalhado em sala de aula. Ao se deter com
os alunos na interpretação dos textos selecionados, o professor saberá que, em

                                           252
Literatura, toda interpretação não se reduz a uma questão de verdade ou falsidade,
mas a uma contínua construção de consistência argumentativa na ordem do
discurso e isso leva a proliferação de pensamento.
      Pensadas desta maneira, as aulas de Literatura, embora tenham um curso
planejado pelo professor, estarão abertas a mudanças súbitas do seu rumo,
atendendo às reações do alunado, incorporando suas idéias e as relações textuais
por eles estabelecidas, ou seja, experiências vividas pelos alunos que queiram
compartilhar.
      A Literatura será um elemento fixo na composição com outros elementos
móveis que o professor determinará por si e pelas necessidades que perceber na
interação dos alunos com os textos literários. O trabalho com a Literatura
potencializa uma prática diferenciada com os conteúdos estruturantes – oralidade,
leitura e escrita – e se constitui num forte influxo capaz de aprimorar o pensamento
trazendo sabor ao saber. As atividades relacionadas à Literatura devem ser
desenvolvidas de maneira prazerosa tanto para os alunos quanto para o professor
que deve ser leitor assíduo de textos deste gênero, podendo ser ela realizado em
sala de aula e posterior reflexão, compreensão, interpretação, em casa com
posterior relato oral ou por escrito em forma de resumo ou resenha.
     Valendo-se dos meios de que dispõe, os professores de Língua Portuguesa e
Literatura serão capazes de aperfeiçoar a expressão e a compreensão de seus
alunos, permitindo que o alunos façam suas            própria escolhas     antes as
oportunidades que a vida colocar na sua frente, pois esse professor educa para
criatividade e para liberdade.
     A análise lingüística deve estar presente no ensino de Línguas como
ferramenta caminhando lado a lado com a leitura, oralidade e a escrita que são ato
de interação que constroem a vida social, envolvendo a construção de significados,
de conhecimentos, de identidade dos sujeitos.
      A reflexão permanente sobre a linguagem abre espaço para os alunos serem
operadores textuais. Ela tanto vai abordar as variações lingüísticas que caracterizam
a linguagem na manifestação verbal dos diferentes grupos sociais dos falantes,
como possibilitará aos alunos a reflexão sobre a organização estrutural da
linguagem verbal. O professor além de se preocupar em mostrar para os alunos
gênero variados de textos, mostrará aos alunos que determinados usos lingüísticos
válidos para um nível informal do discurso podem não ser válidos para um outro
discurso mais formal.

                                        253
      As dificuldades de aprendizagem apresentadas por alguns alunos, sejam elas
leves ou transitórias que podem ser passíveis das estratégias metodológicas
utilizadas, cotidianamente, até situações mais graves e permanentes que requerem
a utilização de recursos e serviços especializados para sua superação.
     Para solucionar alguns problemas encontrados neste tipo de situação faz-se
necessário algumas adequações como a flexibilização curricular que pode configurar
poucas ou variadas modificações no fazer pedagógico, visando remover barreiras
que impedem a aprendizagem e a participação dos alunos que apresentam
dificuldades em seu processo de aprendizagem, lembrando que adaptar não é
recortar conteúdos, porque o que recortamos são possibilidades para o futuro.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


     A avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e contribuir
para a construção de saberes. Cabe ao professor saber valorizar o saber que o
aluno já carrega, e a partir dele possibilitar o aprendizado e consequentemente
outros saberes de forma contínua e cumulativa.
     A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional aprovada em 1996,
determina que a avaliação seja contínua e cumulativa e que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
     Quando se reconhece a linguagem como um processo dialógico, discursivo, a
avaliação precisa ser analisado sob novos parâmetros, precisa dar ao professor
pistas concretas do caminho que o aluno está trilhando para aprimorar sua
capacidade lingüística e discursiva em práticas de oralidade, leitura e escrita.
     A oralidade será avaliada, em função da adequação do discurso ou textos aos
diferentes interlocutores e situações. Num seminário, num debate, numa troca
informal de idéias, numa entrevista, numa contação de histórias, as exigências de
adequação da fala são diferentes, e isso dever ser considerado numa análise da
produção de texto oral dos estudantes.
     A avaliação da leitura deve considerar as estratégias que os estudantes
empregam no decorrer da leitura, a compreensão do texto lido, sempre
considerando as diferenças de leitura de mundo e repertorio de experiências dos
alunos.



                                          254
     Em relação à escrita, retomamos o que já se disse: o que determina a
adequação do texto escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado
dessa ação. É a partir daí que o texto escrito será avaliado nos seus aspectos
textuais e gramaticais. Tal como na oralidade, o aluno precisa, também aqui,
posiciona-se como avaliador tanto dos textos que o rodeiam quanto do seu próprio
texto.
     Para que a avaliação ocorra da forma citada, é necessário que o professor
perceba em suas práticas diárias a melhor maneira de estar oportunizando à sua
clientela que é formada por indivíduos únicos, grande diversidade de avaliações .
         Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação
deve servir, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e
planeje as suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. É através
dela que é possível perceber quais são os conhecimentos — lingüísticos,
discursivos, sócio-pragmáticos ou culturais - e as práticas - leitura, escrita ou
oralidade - que ainda não foram suficientemente trabalhados e que precisam ser
abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os
discursos em língua portuguesa.




INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO


- Verificação oral, escrita, elaboração de textos dissertativos, objetivos, subjetivos,
poéticos, etc., dramatização, pesquisas, apresentação oral de trabalhos, auto-
avaliação, etc.




6– BIBLIOGRAFIA


COLETÂNEA – textos extraídos de revistas: Isto é, Veja etc; livros de poesias, fotos,
internet, etc.


Diretrizes   Curriculares   –   Língua   Portuguesa–      Departamento     de   Ensino
Fundamental. Secretaria de Estado
   da Educação . 2006



                                          255
Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de Currículos
Inclusivos – Departamento de
  Educação Especial – Governo do Paraná




                                       256
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA – ENSINO MÉDIO


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      A história da Matemática nos revela que esta ciência, nasceu nas antigas
civilizações para suprir as necessidades advindas do desenvolvimento social e
econômico da época, e com isso desenvolveram os rudimentos do conhecimento
matemático que nós conhecemos até hoje.
      Inserir e desenvolver tais conhecimentos dentro de nossas atividades atuais é
o papel do professor de Matemática, pois se a matemática nasceu da necessidade
do homem deve servir para supri-las até o dia de hoje.
      Assim, a partir de tal conhecimento, seja possível o indivíduo interpretar
criticamente questões sociais, políticas, econômicas, históricas e agir de forma a
contribuir para o desenvolvimento do seu ser como pessoa agente em uma
sociedade.
      Nesse aspecto a Educação Matemática é um importante ramo do
conhecimento humano. A sua origem remonta à antigüidade clássica greco-romana.
Os gregos conceberam a Matemática como um dos conteúdos da filosofia, portanto,
como um dos instrumentos da arte de conhecer o mundo em sua totalidade.
     Dessa forma, o educador além de dominar os conteúdos matemáticos, deve
também conhecer os fundamentos histórico-filósoficos da Matemática, e ainda, o(s)
processo(s) pelo(s) qual(is) o educando aprende; aquisição do conhecimento.
     Nesse sentido, é importante que o educador tenha conhecimento das práticas
pedagógicas que norteiam o ensino da Matemática na atualidade. Para tanto, é
necessário resgatar o processo educacional vivenciado, especialmente, a partir da
década de 60 do século passado.
      O produto do desenvolvimento da humanidade pode ser demonstrado através
da historicidade. Isto indica que ao trabalhar nos bancos escolares a abstração, o
conhecimento sistematizado e teórico, o educando entenderá o avanço tecnológico,
a elaboração da ciência, a produção da vida em sociedade.
     Portanto, a abordagem histórica da Matemática permite ao educando jovem,
adulto e idoso, compreender que o atual avanço tecnológico não seria possível sem
a herança cultural de gerações passadas. Entretanto, essa abordagem não deve
restringir-se a informações relativas a nomes, locais e datas de descobertas, e sim



                                        257
ao processo histórico, viabilizando com isso a compreensão do significado das
idéias matemáticas e sociais.
      Mas, além de compreender que o conhecimento matemático é sócio-histórico,
faz-se necessário que o educando estabeleça relações entre os elementos internos
da própria Matemática - conteúdos escolares - e os conceitos sociais.
      Esse conhecimento prescinde de um tratamento metodológico que considere a
especificidade da Educação e deve constituir o ponto de partida para todo o ensino-
aprendizagem da Matemática, ou seja, os educandos devem ter oportunidades de
contar suas histórias de vida, expor os conhecimentos informais que têm sobre os
assuntos, suas necessidades cotidianas, suas expectativas em relação à escola e às
aprendizagens em Matemática.
      Nesse sentido, a Educação Matemática para o educando do Ensino Médio
deve ter como objetivo a reversão do atual quadro em que se encontra o ensino da
Matemática, ou seja, a definição dos conteúdos anteriormente fragmentados deve
ser visto em sua totalidade, sem o qual não é possível querer mudar qualquer
prática consistente.
      Dessa forma, é necessário que o ensino de Matemática e o seu significado
sejam restabelecidos, visto que, o ensino e a aprendizagem de Matemática devem
contribuir para o desenvolvimento do raciocínio crítico, da lógica formal e dialética,
da coerência e consistência teórica da Ciência – o que transcende os aspectos
práticos.
       A disciplina de Matemática pode e deve contribuir para o processo de
emancipação política e social da humanidade, pois ele está diretamente ligado ao
domínio do conhecimento e dentre esses, do conhecimento matemático.


OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


-   Reconhecer a Matemática como ciência humana, os aspectos de sua história e
    suas relações com o contexto cultural, social, político e econômico.
-   Despertar no aluno idéias       para serem discutidas, sem preocupação com
    memorização de conteúdos expostos, mas que abordem aspectos políticos,
    sociais e filosóficos que cercam o ramo da matemática.
-   Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e
    transformar o mundo à sua volta, perceber aspecto que estimule o interesse, a



                                          258
    curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para
    resolver problemas que envolvem raciocínio lógico.
-   contribuir para que o indivíduo tenha condições de constatar conceitos
    matemáticos no seu cotidiano e fazer generalizações e apropriações de
    linguagem adequada para formular idéias sobre fenômenos ligados à Matemática
    e a outras áreas do conhecimento.
-   Preparar o aluno para acompanhar o curso com interesse,           numa linha
    pedagógica que procura apresentar um ensino de Matemática para todos.




CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
         -   Números e Álgebra;
         -   Funções;
         -   Tratamento da Informação e
         -   Geometrias.


1º ANO
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
Números e Álgebra
-   Conjuntos
-   Operações com conjuntos;
-   Número de elementos da união de conjuntos;
-   Intervalos;
-   Sistema cartesiano ortogonal;
-   Produto cartesiano;


Funções
Domínio, contra domínio e imagem da função;
Gráficos;
Comportamento da função;
Composição de funções;
Função Inversa;
Função polinomial de 1º grau;

                                          259
Função quadrática;
Equação e função exponencial;
Equação e função logarítmica;
Função trigonométrica.


Tratamento da Informação
Matemática Financeira
-   Porcentagem;
-   Juros simples;
-   Juros compostos.
Progressões
-   Progressão aritmética;
-   Progressão Geométrica.


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
-      Educação fiscal (funções, taxas, gráficos e estatística)
-      Educação Ambiental (gráficos e estatística)


2º ANO
CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


Tratamento da Informação


Análise Combinatória;
-   Fatorial e princípio fundamental da contagem;
-   Arranjo simples, permutação simples e combinação simples;


Binômio de Newton
-   Números binomiais: definição;
-   Triângulo de Pascal;
-   Binômio de Newton.


Probabilidade
-   Espaço amostral;
-   Definição;

                                          260
-   Probabilidade da união de eventos;
-   Multiplicação de probabilidades;
Estatística
-   Gráficos;
-   Distribuição de freqüência;
-   Média aritmética;
-   Mediana e moda;


Geometrias
Geometria plana
-   Áreas de figuras planas;
-   Área do círculo e suas partes;
-   Polígonos regulares.


Geometria espacial
-   Conceitos e axiomas;
-   Posições relativas entre duas retas e determinação de um plano;
-   Posições relativas entre reta e plano;
-   Posição relativa entre dois planos;
-   Geometria espacial métrica:
    -   Prismas
    -   Paralelepípedo;
    -   Cubo;
    -   Cones;
    -   Pirâmides e Esfera.
Noções básicas de Geometria não-euclidiana


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES:
         -    Educação fiscal( pesquisas, construção de tabelas e gráficos para
              comparação de valores e produtos)
         -    Cultura Afro-brasileira (gráficos e estatística).


3º ANO


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

                                              261
Geometrias
Geometria analítica
- distância entre dois pontos;
- divisão de segmento de reta por um ponto;
- equação da reta;
- paralelismo e perpendicularidade;
- equação da circunferência;
- eclipse e parábola;


Número e Álgebra
Conjunto dos números complexos
- potenciação em C e representação geométrica;
- coordenadas polares no plano complexos;
- forma trigonométrica;


Polinômios
- operações com polinômios;
- raiz de polinômios;
- divisão de polinômios;
- equações polinomiais;
- relações entre coeficientes e raízes;


Matrizes
   Notação geral;
   Tipos de matrizes;
   Igualdade de matrizes e operações;
   Multiplicação de número real por matrizes;
   Multiplicação de matrizes;
   Matriz inversa;


Determinantes
   Determinantes de 1º e 2º ordem;
   Regra de Sarrus;



                                          262
Sistemas Lineares
    Resolução de sistemas normais;
    Escalonamento;


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
-      Cultura Afro-brasileira (gráficos e estatística)..




METODOLOGIA DA DISCIPLINA


        O ensino da Matemática, pensando na perspectiva da Educação
Matemática, envolve formas diferentes de agir, ou seja, temos diferentes
metodologias     que    são    assim     denominadas:       Resolução   de   Problemas;
Etnomatemática, Modelagem Matemática, Mídias tecnológicas e História da
Matemática. Essas diferentes abordagens se completam e não devem ser vistas de
forma fragmentada.
         O que se propõe é pensar o educador como professor-pesquisador que
investiga sua prática docente para que possa estabelecer uma postura metodológica
que propiciem mudanças conforme desejamos.
        Numa perspectiva dialógica, a relação professor - aluno deve estar
fundamentada no o diálogo de forma a permitir uma convivência harmoniosa e
instigá-lo ao ensino de Matemática.
        O conhecimento de um determinado conteúdo estruturante deve ser
trabalhando de forma a integrar conhecimentos de outras áreas da Matemática,
busca retomar sempre que necessário os conceitos já apreendidos.
        Por outro lado, precisamos pensar numa perspectiva de Educação
Matemática Inclusiva, que pensa nos alunos que estavam excluídos do processo
educacional, seja do ponto de vista, dos que estavam excluídos por questões sociais
ou por serem pessoas com deficiências.
        A escola, e o professor de Matemática, deve estar atento as necessidades
desses estudantes, procurando adaptações curriculares, arquitetônicas e avaliativas,
bem como, o apoio de profissionais de outras áreas, se for o caso.
        A metodologia da disciplina de Matemática deve sempre agir de forma a
proporcionar a diversidade e a individualidade ao aluno a que se pretende ensinar, a
inclusão está inserida nesse processo.

                                            263
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICO DA DISCIPLINA


          Na concepção atual de educação, professor é o principal mediador do
 processo de ensino e da aprendizagem e ele precisa considerar os mais diversos
  meios de avaliar, pois alem de avaliar o aluno, ele também está sendo avaliado.
 Nesse processo, deve-se observar os registros escritos e as manifestações orais e
 individuais de seus alunos, os erros de raciocínio e de cálculo do ponto de vista do
  processo de aprendizagem. Para que possa retomar o que não foi aprendido e
                      depois, lançar mão de novos conteúdos.
      Dessa forma, a avaliação tem a função de perceber onde o aluno está e de
apontar o que ainda tem por aprender, e é importante para o professor, pois ele
definirá sua ação a partir do conteúdo trabalhado e aprendido, para o novo
conhecimento a ser apreendido.
      Deve-se valorizar a sua participação oral, como forma de instigá-lo ao
desenvolvimento de seu raciocínio lógico e a manifestar suas idéias individuais e
coletivas como expressão de uma ação em sociedade.
      Pensando numa avaliação inclusiva, ela tem o objetivo de facilitar para o
professor, a adoção de decisões fundamentadas de adaptação do ensino, tanto no
seu planejamento, quanto no seu desenvolvimento (modificando-se e ajustando-se
de acordo com o andamento da avaliação inicial em função do que os alunos vão
fazendo e aprendendo).
      Em relação à aprendizagem, uma avaliação inclusiva tem como objetivo que
os alunos sejam capazes de responder com autonomia e responsabilidade sobre os
seus processos de aprendizagem.
      Uma avaliação inclusiva é caracterizada, também, pelo fato de que as
decisões de ordem social (habilitação, aprovação, titulação), que são tomadas a
partir dos resultados da avaliação, mantenham a maior coerência possível com a
função predominantemente pedagógica que deve cumprir. Isso pressupõe que
essas decisões sejam tomadas a partir de um processo de coleta de informações e
de critérios de avaliação coerentes com os princípios de um ensino inclusivo.
      Na avaliação inclusiva dos alunos com deficiência, bem como dos que
estavam fora da escola por exclusão social, é preciso conhecer a realidade do aluno
e buscar instrumentos de avaliação compatível com a necessidade do mesmo,
buscando sua inserção no sistema de ensino e no mundo.

                                         264
        A avaliação da disciplina de Matemática será diagnóstica,        contínua e
comulativa podendo ser individual e coletiva, oral e escrita, através da participação
dos estudantes durante as aulas, debates, pesquisas, filmes, provas dissertativas ou
e múltiplas escolha; utilizando ainda a recuperação paralela.
        O processo avaliativo da disciplina de Matemática, aqui exposto, integra a
proposta de avaliação da aprendizagem escolar do Colégio Estadual Alvorada de
Campo Mourão, apresentada no Projeto Político Pedagógico do mesmo.




BIBLIOGRAFIA


BOYER, C.B. História da Matemática. São Paulo: Edgard Blucher, 1996
CARAÇA, B. J. Conceitos Fundamentais da Matemática. 4ª ed. Lisboa: Gradiva,
2002


DANTE, L. R. Didática da resolução de problemas. São Paulo: Ática, 1989.
_______ Matemática, contexto e aplicações. Editora Ática, 2ª edição, 2004.
PAIVA, Manoel. Matemática. Conceitos, linguagem e aplicações. 1º ed. São
Paulo:Editora Moderna.


IEZZI, Gelson, Matemática 2º Grau, 1939.


GIOVANNI, José Ruy, 1937- Matemática fundamental , 2º Grau:           volume único/
José Ruy Giovanni, José Roberto Bonjorno, José Ruy Giovanni Jr. – São Paulo:
FTD, 1994.


Secretaria de Estado da Educação - SEED. Diretrizes Curriculares para a educação
das relações étnicos- raciais e para o ensino de história e cultura afro-brasileira e
africana.Ensino Médio. Versão preliminar, Governo do Estado do Paraná, julho
2006.


Secretaria de Estado da Educação - SEED. Diretrizes Curriculares de Matemática
para o Ensino Médio, versão preliminar, Governo do Estado do Paraná, julho 2006.




                                         265
   PROPOSTA CURICULAR DA DISCIPLINA DE QUÍMICA – ENSINO MÉDIO


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      A explosão tecnológica e industrial do século XX, como conseqüência de
avanços científicos, deu origem ao nascimento das grandes indústrias químicas, por
exemplo, a química médica, farmacêutica, química dos polímeros. Estes avanços
influíram diretamente sobre os hábitos do ser humano, pois foram lançados no
mercado de consumo inovadores utensílios fabricados com diversos materiais,
medicamentos e outros produtos terapêuticos. Além disso, outros numerosos
aspectos da vida cotidiana, como a alimentação, a agricultura e o uso de
combustíveis fósseis ganharam novos enfoques paralelamente às descobertas de
uma ciência em contínua evolução, chamada Química. O surgimento e o
desenvolvimento da sociedade tecnológica passou a exigir desta ciência respostas
precisas e específicas às suas demandas econômicas, sociais e políticas.
      Dessa forma, o avanço científico e tecnológico decorridos da Química tem
feito dessa ciência uma das mais significativas para a sociedade, portanto, a relação
que existe entre esses avanços e o estudo da Química para o ensino médio, exige
que essa disciplina deve-ser trabalhada em sala de aula pelos professores de
maneira interdisciplinar e contextualizada, pois a química tem papel fundamental na
formação do sujeito, onde a mesma está relacionada diretamente à vida.
      Os autores Mortimer e Machado (2002) propõem um esquema que centraliza
a Matéria, que é objeto de estudo da química, sustentada pela tríade: Composição,
Propriedades e Transformações. Eles sugerem desdobramentos em alguns
conteúdos estruturantes, os quais poderão ser abordados durante a prática
pedagógica. Não significando que se trata de uma proposta fragmentada, ao
contrário, sugere-se pensar nas possíveis e contínuas relações a serem
estabelecidas entre os conteúdos estruturantes e seus desmembramentos. A
proposta apresentada neste esquema pretende estabelecer uma interação do aluno
com a Química e se contrapõe à idéia de que esta ciência esta reduzida a um
conjunto de inúmeras fórmulas e nomes complexos.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA



                                        266
      Reconhecer e compreender o comportamento da matéria, as transformações
ocorridas, suas propriedades e a energia que envolve esses processos, para assim
promover ao educando uma posição crítica quanto à utilização dos conhecimentos
científicos e tecnológicos e de seus efeitos no ser humano e no meio ambiente
existentes no senso comum.


CONTEÚDOS POR SÉRIE/ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


      Matéria e Sua Natureza, Biogeoquímica e Química Sintética.


1° ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE:


Matéria e Sua Natureza


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:


Estrutura da Matéria, Substância, Misturas, Métodos de Separação, Fenômenos
Físicos e Químicos, Estrutura Atômica, Distribuição Eletrônica, Tabela Periódica,
Ligações Químicas, Funções Químicas, Radioatividade.


2° ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE:


Biogeoquímica


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS:


Soluções, Termoquímica, Cinética Química, Equilíbrio Químico.


3° ANO
CONTEÚDO ESTRUTURANTE:



                                       267
Química Sintética


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


Química do Carbono, Funções Oxigenadas, Polímeros, Funções Nitrogenadas,
Isomeria.




METODOLOGIA DA DISCIPLINA


       Os conteúdos deverão ser abordados partindo do conhecimento prévio dos
alunos, incluindo as idéias pré-concebidas sobre o ensino de Química e/ou
concepções espontâneas que os mesmos fazem durante a convivência no dia-a-dia,
a partir das quais será formulado um saber socialmente sistematizado (conceito
científico).
       A cada conteúdo, serão feitos discussões em sala de aula, sobre a
importância que estes tem na vida prática do aluno. Serão realizados trabalhos
individuais e em grupos, pesquisas, resolução de exercícios, realização de
experiências em laboratório, oficinas, visitas etc, tangenciando sempre a prática
metodológica com o atendimento a todas as modalidades de ensino (moradores do
campo, população indígenas, grupos afro-descendentes e etc).


CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECIFICOS DA DISCIPLINA


       A avaliação será feita de forma processual e formativa sob as condicionantes
do diagnóstico e da continuidade. Ela deverá levar em conta todo conhecimento
prévio do aluno, permitindo ao mesmo construir e reconstruir os significados dos
conceitos científicos.
       Deve-se usar vários instrumentos de avaliação como: leitura e interpretação
de textos, produção de textos, leitura e interpretação da tabela periódica, pesquisas
bibliográficas, relatórios de aulas em laboratório, apresentação de seminários,
provas escrita e oral, participação em sala de aula, entre outros, visando atender a
todos os alunos (com necessidades especiais, moradores do campo, população
indígenas, grupos afro-descendentes e etc).



                                        268
BIBLIOGRAFIA
ARAGÃO, Rosália M. Ribeiro; SCHNETZLER, Roseli Pacheco. Importância, Sentido
e Contribuições de Pesquisas para o Ensino de Química. Revista Química Nova na
Escola, São Paulo, n. 1, p. 27-31, maio, 1995.


CHASSOT, Attico I. Alquimiando a Química. Química Nova na Escola, São Paulo,
n. 1, p. 20-22, maio, 1995.


FELTRE, Ricardo. Química – Volume 1. 5.ed. rev. São Paulo: Moderna, 2000.


LEE, John D. Química Inorgânica não tão Concisa. ’Tradução de’ TOMA,
Henrique E.; ARAKI, Koiti; ROCHA, Reginaldo. 5.ed. São Paulo: Edgard Blücher,
1999.


-MORTIMER, E. F. e MACHADO, A. H. Química Para o Ensino Médio. 1. ed. São
Paulo: Scipione, 2002.


PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Diretrizes Curriculares de Química para o Ensino Médio. Curitiba: SEED/SUED,
2006.


PARANA. Secretaria de Estado da Educação. Superintendência da Educação.
Identidade do Ensino Médio. Curitiba: SEED/SUED, 2006.


PARANÀ. Secretaria de Estado da Educação. Superintendências da Educação.
Departamento de Educação Especial. Diretrizes Curriculares da Educação
Especial    para     a   Construção     de       Currículos   Inclusivos.   Curitiba:
SEED/SUED/DEE, 2006.


SANTOS, Wildson Luiz P. dos; SCHNETZLER, Roseli Pacheco. Função Social, o
que significa ensino de química para formar o cidadão? Química Nova na Escola,
n. 4, p. 29-34, novembro, 1996.


SARDELLA, Antônio. Química – Volume Único. 5.ed. São Paulo: Ática, 2005.



                                        269
SOLOMONS, Graham; FRYHLE, Craig. Química Orgânica. ’Tradução de’ LIN, Whei
Oh. 7.ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001.


VANIN, J. A. Alquimistas e Químicos: o passado, o presente e o futuro. São
Paulo: Moderna, 2002.




                                       270
    PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA - DO ENSINO
                                         MÉDIO




APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


          A disciplina de Filosofia no Ensino Médio tem como finalidade promover a
formação pluridimensional e democrática plena, capaz de oferecer aos estudantes a
possibilidade de compreensão das complexidades de um mundo contemporâneo,
com suas múltiplas particularidades e especializações, e que se manifesta quase
sempre de forma fragmentada, não se esquecendo do saber que opera por
questionamentos, conceitos e categorias de pensamento no sentido de articular a
totalidade espaço-temporal e sócio-histórica em que se dá o pensamento e a
experiência humana.
          Na medida em que cria seus conceitos a partir de problemas, de questões,
de análises e de sínteses, ordenando e organizando sistemática e logicamente as
suas produções, a filosofia garante a segurança de um pensamento racional e
crítico, não aceitando que a mera aparência das coisas se faça passar por realidade.
        Para a filosofia, só pode se postular como verdadeiro, o conhecimento que
possa ser demonstrado racionalmente. Lembre-se que a filosofia não se satisfaz
com a problematização e o questionamento da realidade externa ao pensamento,
ela enfatiza a exigência da reflexão, ou seja, do questionamento da validade das
suas próprias questões e formulações.
          A filosofia apresenta-se, como conteúdo filosófico e também como uma
ferramenta que possibilita ao estudante desenvolver um estilo próprio de
pensamento que priorize a capacidade de criar conceitos. O que o ensino da filosofia
tem de específico é ser um espaço para a criação de conceitos, unindo a filosofia e o
filosofar como atividades indissociáveis que dá vida á aula de filosofia, pois não tem
como fazer uso da filosofia sem filosofar, refletir.
          A aula de filosofia deve ser acima de tudo um espaço de problematização
sob a mediação do professor que ajuda os alunos a criarem problemas, mas
também, orienta a solução. Isto se dá por meio do diálogo investigativo, primeiro
passo para possibilitar a experiência filosófica em sala de aula. Sendo a aula de
filosofia, o espaço de experiência filosófica, é um espaço de criação e provocação



                                            271
do pensamento original, da busca, da compreensão, da imaginação, da investigação
e da criação de conceitos.
          O problema e sua construção, com o aluno do ensino médio, são na
verdade uma maneira de sensibilizá-lo, de fazer questionamentos e de buscar
respostas para entender o problema e elucidá-lo ou pensar a seu respeito. Pela
sensibilização por meio do problema, o professor provoca e convida o aluno a
buscar na História da Filosofia e nos clássicos as diferentes maneiras de ver o
problema, com as possíveis soluções que já foram elaboradas e a partir disso
elaborar novos conceitos, que darão respostas aos problemas e, a partir daí, novas
questões e novos problemas podem surgir.
          A Filosofia tem a tarefa de refletir criticamente o conhecimento científico,
conhecer, analisar, todo o processo de construção da ciência do ponto de vista
lógico, lingüístico, sociológico, interdisciplinar, político, filosófico e histórico,
construindo assim seres humanos politizados, críticos e participantes no processo
de construção da cidadania.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


      A escola é o espaço para desenvolver e possibilitar ao aluno o exercício da
solidariedade, da cooperação, do respeito as normas, da criatividade, das diferenças
culturais, e do exercício da cidadania, desenvolvendo assim uma postura de
indivíduos participativos, criativos, questionadores e conscientes de seus direitos e
deveres
      A disciplina de filosofia tem como objetivo norteador tornar temático o que
está implícito e questionar o que parece óbvio, fazendo uma reconstrução da pessoa
na sua totalidade, através do conhecimento, da linguagem, da política, do trabalho,
do poder, da ética e da estética; além de reconstruir o raciocínio lógico, construir e
reativar a memória e restabelecer os princípios para a construção da consciência
critica que uma vez estimulada sempre será colocada em prática ajudando desta
forma desmistificar as ideologias dominantes.




CONTEÚDOS ESTRUTURANTES

                                         272
Mito e filosofia ( A consciência mítica, O mito entre os primitivos, Mito e religião,O
mito hoje, A concepção mítica, A concepção filosófica)


Teoria do conhecimento( A verdade, Os modos de conhecer, Intuição, Dogmatismo,
Racionalismo, Emprismo, Criticismo, Filosofia pré –socrática, Os sofistas , Sócrates,
Platão , Aristóteles, Kant, Fenomenologia , Razão)


Ética( Valores, Moral, Senso comum, Caráter social e pessoal da moral)


Filosofia Política( O poder, democracia, A sociedade tribal, A política normativa,
Estado e Igreja, Maquiavel, Hobees, Rosseau, Hegel, Socialismo, Marxismo,
Anarquismo, Totalitarismo)


Filosofia da ciência( O que é ciência, O senso comum, O conhecimento científico,
Ciência e poder, O método científico)
Estética( Etimologia, O belo e o feio , A recepção estética)




CONTEÚDOS COMPLEMENTARES




Cidadania;
Ideologia;
Alienação;
Inclusão Social;
Drogas;
Aborto;
Cultura afro-descendente




CONTEUDOS ESPECÍFICOS




DO MITO A FILOSOFIA

                                          273
Conceito e significado da Filosofia:
Para que serve?
Qual sua origem?
Como nasceu?
Mito e filosofia
Mito e razão filosófica
Racionalização
Senso comum ao senso crítico
História da filosofia antiga( Sócrates,Platão e Aristóteles)
Iluminismo e filosofia contemporanea
Exigências da reflexão filosófica;
Um modelo de reflexão filosófica;
Essência da Filosofia;
Filosofia e Filosofia da educação;
A lógica:
O nascimento da lógica;
O aparecimento da lógica: Heráclito e Parmênides;
O aparecimento da lógica: Platão e Aristóteles
Principais características da lógica.
A metafísica:
As indagações metafísicas;
A pergunta pelo que é;
Características da metafísica em seus períodos.


TEORIA DO CONHECIMENTO


O critério da verdade
A busca da verdade
As concepções da verdade
O problema do conhecimento
Teoria e prática
Os primeiros filósofos(Heráclito,Parmênides,Demócrito,Sócrates e os sofistas:Platão
e Aristóteles)
Filósofos modernos(Bacon,Descartes e Locke)A

                                           274
A consciência o eu , a pessoa , o cidadão e o sujeito
As fontes do conhecimento
Relativismo e racionalismo(Platão,Pitágoras)
Filosofia e história
Filosofia e matemática
Filosofia e método
Linguagem e pensamento




ÉTICA
Introdução á moral
Os valores
Estrutura do ato moral
A existência ética
A filosofia moral
A virtude
A felicidade e a virtude
A amizade
A liberdade
A liberdade em Satre


A FILOSOFIA POLÍTICA
Em busca da essência do Político
O ideal político
A democracia
A política indígena
Maquiavel e o poder
Ética e política
O Estado
Política e violência
O Estado como detentor do monopólio da violência
Origens da Violência
Violência e poder
Desigualdade social
A democracia em questão

                                         275
Concepção liberal da política
Concepções da liberdade Benjamin Constant
Propriedade privada—Locke e Smith
Marx e o Marxismo
Conceito de alienação
Marx e liberdade
Orçamento participativo




FILOSOFIA DA CIENCIA
O que é ciência?
O senso comum
A atitude científica;
Características do senso comum;
As três principais concepções de ciência.
O ideal científico;
A ciência desinteressada e o utilitarismo;
A ideologia cientificista;
A razão instrumental;
O universo de Ptolomeu
Galileu e o Espírito científico
Filosofia da ciência
Revoluções científicas
Progresso na ciência
As conseqüências de uma nova ciência
Bioética.




ESTÉTICA
Conceitos
Arte e filosofia
Arte e natureza
Finalidades e funções da arte
Relação entre arte e humano
Busca da beleza

                                             276
A arte entre os gregos
A arte na idade média
A arte no renascimento
A estética moderna
Baumgarten e o belo
Schiller e o jogo estético
A universalidade do gosto
O gosto com um fato social
O juízo de gosto na filosofia
O juízo de gosto na arte
Kant e o sentimento de belo
A universalização do gosto
Exigências para o bom gosto
O materialismo histórico e a arte interessada
Para além do belo clássico
Necessidade ou fim da arte?
A arte para Karl Mannheim
Necessidade da arte
Hegel e o espírito absoluto
A arte e a manifestação do espírito
Formas de arte para Hegel
cinema e uma nova percepção




METODOLOGIA DA DISCIPLINA


          A metodologia utilizada pela disciplina de filosofia será através do diálogo
investigativo, levando o aluno a desenvolver um pensar lógico, coerente e
principalmente crítico a respeito de tudo que os rodeia, bem como estudos de textos
referentes aos acontecimentos atuais, no qual o educando irá perceber o que está
por trás das idéias e como estas se tornam ideologias.
          No decorrer das aulas, também realizaremos debates discutindo temas
referentes à atualidade, para que os discentes desenvolvam o seu pensar, refletir e
agir na sociedade ao qual se encontram.



                                          277
          Como a educação é um processo contínuo a qual faz parte da sociedade,
a mesma deve levar o educando a refletir sobre os interesses de grupos sociais
economicamente distintos. Portanto, a disciplina de filosofia, irá trabalhar por meio
de interpretação de textos diversos, relacionando a teoria com a Prática, ou seja,
induzindo os alunos a incidir sobre o que é correto ou não, agindo cautelosamente
sobre a razão, para assim desmistificar as ideologias, criando seu próprio pensar
embasado na veracidade das coisas.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


         A avaliação da disciplina de filosofia será diagnóstica, contínua e
cumulativa, visando propiciar uma maior reflexão do aluno sobre suas dificuldades,
capacitando-o ao desenvolvimento de sua formação, através da mediação
sistemática e pedagógica.
          Caberá ao professor levar em consideração a diversidade e os ritmos da
aprendizagem de cada educando, uma vez que a avaliação deve ser vista como um
processo educativo que promova a aprendizagem e o desenvolvimento integral do
aluno, e que a mesma auxilie o educador a refletir e analisar sua prática no cotidiano
, contribuindo com suas ações mudanças na sociedade.


BIBLIOGRAFIA
SEED- LIVRO DIDÁTICO PÚBLICO- 2007


CHAUI Marilena. Filosofia Estado de São Paulo, 2002. Editora Ática.


Diretrizes Curriculares de Filosofia para o Ensino Médio. Versão Preliminar –
Junho / 2006. Secretaria de Estado e da Educação.




                                         278
       PROPOSTA CURRICULAR DE LÍNGUA INGLESA - ENSINO MÉDIO




APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


     Quando se fala em o ensino de línguas estrangeiras, no Brasil, se fala sobre à
criação do sistema escolar brasileiro. A ascensão e o declínio do prestígio das
línguas estrangeiras nas escolas está relacionada as razões sociais, econômicas e
políticas. No início da colonização, os jesuítas, que tinham a responsabilidade da
educação escolar, Com a chegada da família real no Brasil em 1808 ocorreram
várias mudanças no que diz respeito ao ensino de línguas estrangeiras e, mais
tarde, em 1837, ganhou real importância quando se fundou a primeira escola pública
de nível médio
     A primeira LE ensinada no Brasil foi o francês, por representar um ideal de
cultura e civilização, seguido do inglês, depois do alemão, a partir de 1929, do
italiano, que fez parte do currículo até 1931 - o que correspondia aos anseios de
vários grupos sociais.
     A Abordagem era tradicional e concebia a língua como um conjunto de regras e
privilegiava a escrita, seguindo modelos do grego e do latim, línguas consideradas
de suma importância para o desenvolvimento do pensamento e da literatura.
     Na Europa, neste período, ocorreu a publicação de várias teorias que serviram
para fundamentar o Estruturalismo, uma das principais correntes da língua moderna.
     Nos anos 50 e 60, com o desenvolvimento da ciência lingüística e o crescente
interesse pela aprendizagem de línguas, surgem mudanças significativas quanto às
abordagens e aos métodos de ensino. Os lingüistas estruturalistas da época,
Leonardo Bloomfield, Charles Fries e Robert Lado, dentre outros, apoiavam-se na
psicologia da escola Behaviourista de Paviov e Skinner para trabalhar a língua, a
partir da forma para chegar ao significado.
     A língua passa então a ser vista como um conjunto de hábitos a serem
automatizados e não mais como um conjunto de regras a serem memorizadas.
     A Gramática Gerativa Transformacional, apesar de não se constituir em um
método, trouxe grandes influências ao ensino de Língua Estrangeira. Chomsky criou
os conceitos de competência e desempenho. A partir de então, o princípio do foco
na oralidade cede espaço ao ensino de todas as habilidades; falar, ouvir, ler e
escrever.

                                         279
     Na década de 50, devido apolítica de incentivo à industrialização que ocorreu o
sistema educacional brasileiro passou a ter responsabilidades na formação de seus
alunos para o mundo do trabalho. Essa mudança nos rumos da educação vai gerar
uma crise que se intensificará nas décadas seguintes, gerando a necessidade de
implementação da rede escolar.
     Devido a estes fatores as áreas humanas foram gradativamente substituídas,
por um currículo cada vez mais técnico, ocorrendo assim uma diminuição da carga
horária das línguas estrangeiras.
     A LDB de 1961 descentralizou o ensino e o inglês passou a ganhar cada vez
mais espaço, substituindo o francês devido a motivos políticos. Por outro lado, a
língua espanhola ganhava espaço, respaldada pelo boom da literatura hispano-
americana .
      Na década de 70, o ensino de línguas estrangeiras era visto como um
instrumento das classes favorecidas para manter privilégios, impondo um domínio
social, cultural, político econômico. Assim sendo a carga horária ficou, em alguns
estabelecimentos de ensino, reduzidíssima.
     Paralelamente a isso aprendizagem enfrentava dificuldades em desenvolver a
compreensão oral, a fala, a leitura e a escrita; e finalmente , os professores não
conseguiam se libertar da influência do método tradicional, base da formação
profissional durante a graduação.
     A Abordagem Comunicativa, que surgiu a partir do conceito de competência
comunicativa, está centrada na aprendizagem, que consiste em levar o aluno a
aprender a formar regras capazes de produzir novos enunciados próprios ao
contexto da relação social. Trata-se de um processo que deve partir antes de tudo
do sujeito.
     A Abordagem Comunicativa que se apresenta como reação à visão
estruturalista da língua, concentrando-se nos aspectos semânticos e não no código
lingüístico, começa a ser criticada por intelectuais adeptos à pedagogia crítica, pois
não se percebe um trabalho explícito com as relações de poder que envolvem as
escolhas lingüísticas.
     No Brasil, a partir do início dos anos 90, impulsionadas por um ideal de
redemocratização do país e pela criação do MERCOSUL, as escolas voltam a
ofertar o espanhol como uma alternativa ao inglês nas suas grades curriculares,
sem, no entanto, suplantá-lo.



                                         280
     Em 20 de dezembro de 1996 foi publicada a mais recente LDB. Essa Lei reza a
obrigatoriedade do ensino da língua estrangeira no ensino fundamental, a partir da
quinta série, o ensino de pelo menos uma língua estrangeira moderna, cuja escolha
ficará a cargo da comunidade escolar. Quanto ao Ensino Médio, a lei determina que
uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, seja escolhida pela
comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo.
     Apesar da possibilidade da comunidade escolher outra língua, o que ocorreu e
ainda ocorre é que o ensino de LE continua prestigiado por vários fatores.
     Em 1999, são publicados os PCNs para o ensino de língua estrangeira. As
suas orientações apresentam uma concepção de língua como prática social, mas
apresentavam várias falhas pois ignoravam de língua como prática social.
     O ensino da Língua Estrangeira no Ensino Médio faz parte da construção da
cidadania, pois sua aprendizagem envolve um complexo processo de capacitação
que leva à libertação. Seu aprendizado deve ser contextualizado para que tenha
verdadeiro significado para o aluno, onde o mesmo se sinta integrado. Também
deve ser articulado com as demais disciplinas, em um processo interdisciplinar.




OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


     O ensino de uma LE deve antes de tudo dar condições ao aluno de ler,
compreender e expressar-se nas formas oral e escrita, e para que estes objetivos
sejam alçados é preciso trabalhar a língua enquanto discurso, ou seja, entendido
como prática social significativa, pois o não basta reconhecer a forma lingüística
utilizada, mas compreender sua significação particular.
      O trabalho com a língua estrangeira na escola não deve ser entendido apenas
como um instrumento que oportinize o acesso a novas informações, mas uma nova
possibilidade de ver e entender o mundo e de construir significados.
      A partir dessas considerações, caberá ao professor selecionar um conjunto de
textos para o trabalho em sala de aula, tendo como referencia os fundamentos
teórico-pedagógicos da disciplina, bem como os objetivos do ensino de LE, de modo
que o aluno:
      - seja capaz de usar a língua em situações de comunicação oral e escrita;
      - vivencie, na sala de aula de língua estrangeira, formas de participação que
lhe possibilite estabelecer relações entre ações individuais e coletivas;

                                          281
       - compreender que os significados são sociais e historicamente construídos
e, portanto, passíveis de transformação na prática social;
       - tenha maior consciência sobre o papel das línguas na sociedade;
       - reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural, bem como
seus benefícios para o desenvolvimento cultural do país.


       Não basta comunicar-se através      de uma Língua Estrangeira Moderna; é
preciso que ela dê a sua contribuição para a formação geral do indivíduo enquanto
cidadão.




CONTEÚDOS POR SÉRIE /ANO


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


     O conteúdo estruturante nada mais é que o texto que possibilitará saberes mais
amplos da disciplina e que podem ser desdobrados nos conteúdos que fazem parte
de   um    corpo   estruturado   de   conhecimentos    constituídos   e   acumulados
historicamente. O texto não deve ser entendido como isolado em si mesmo e
estanque, pois é uma dimensão disciplinar da realidade, e é neste sentido que deve
ser trabalhado, sempre com vista ás necessidades dos alunos.
     Dessa forma, estabelecem-se como elementos indispensáveis, integradores e
que estarão presentes em qualquer situação de interação do aluno com a língua
estrangeira, seja em que prática for: conhecimentos lingüísticos, discursivos,
culturais e sócio-pragmáticos.
     Além disso, uma abordagem do discurso em sua totalidade será realizada e
garantida através de atividades significativas em língua estrangeira nas quais as
práticas de leitura, escrita e oralidade, interajam entre si e constituam uma prática
sócio-cultural.




CONTEÚDOS ESPECÍFICOS




                                         282
    Tendo como orientadores os estudos feitos e a leitura minuciosa das Diretrizes
e Bases que norteiam o ensino de LE, optou-se pelos conteúdos que se seguem,
pois acredita-se que ao serem trabalhados, estarão proporcionando ao nossos
alunos o eficaz aprendizado da disciplina em questão.




1º ANO
    Serão utilizados diferentes gêneros de textos, dos quais serão aproveitadas
suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento dos enunciados e
em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
    Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


    - diálogos;
    - notícias;
    - poemas;
    - narrativas;
    - documentários;
    - artigos de jornais e revistas;
    - charges;
    - propagandas
    etc.


    Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados somente
quando contribuírem para o entendimento das atividades e posterior reflexão e
posicionamento a respeito do mesmo por parte do aluno.




2º ANO
    Serão utilizados diferentes gêneros de textos, dos quais serão aproveitadas
suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento dos enunciados e
em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
    Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


    - diálogos;
    - notícias;

                                        283
       - poemas;
       - narrativas;
       - documentários;
       - artigos de jornais e revistas;
       - charges;
       - propagandas
       etc.
       Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados somente
quando contribuírem        para o entendimento das atividades e posterior reflexão e
posicionamento a respeito do mesmo por parte do aluno.




3º ANO
       Serão utilizados diferentes gêneros de textos, dos quais serão aproveitadas
suas organizações para proporcionar aos alunos o entendimento dos enunciados e
em seguida posicionar-se diante dos mesmos.
       Diante da variedade de gêneros textuais optou-se por:


       - diálogos;
       - notícias;
       - poemas;
       - narrativas;
       - documentários;
       - artigos de jornais e revistas;
       - charges;
       - propagandas
       etc.


       Lembrando que os conteúdos gramaticais deverão ser ressaltados somente
quando contribuirem para o entendimento das atividades e posterior reflexão e
posicionamento a respeito do mesmo por parte do aluno.


CONTEÚDOS COMPLEMENTARES


   -     Reciclagem do lixo;

                                           284
   -     Textos com enfoque na cultura Afro-brasileira;
   -    Cidadania;
   -    Saúde.




METODOLOGIA DA DISCIPLINA
       Faz-se necessário o redimensionamento do ensino de língua estrangeira nas
escolas da rede pública estadual. Não deverão ser abordadas apenas questões
lingüísticas, mas também as sócio-pragmáticas, culturais, e discursivas, assim como
as práticas do uso da língua - leitura, escrita e oralidade.
       O texto é uma unidade de comunicação verbal, que pode tanto ser escrita, oral
ou visual será o ponto de partida da aula de língua estrangeira.
       Esse texto trará uma problematização em relação a um tema. A busca pela
solução deste problema despertará o interesse dos alunos fazendo com que eles
desenvolvam uma prática reflexiva e crítica, ampliem seus conhecimentos
lingüísticos e percebam as implicações sociais, históricas e ideológicas presentes
em todo discurso.
       Em língua estrangeira, os conhecimentos lingüísticos são fundamentais, pois
eles darão suporte para que o aluno interaja com os textos. Se o aluno ao se
deparar com um texto, desconhece o vocabulário, a ordem em que as palavras se
organizam no enunciado, etc., não conseguirá nem dar o primeiro passo para sua
interação, que é o da decodificação. No entanto, é preciso lembrar que a escolha
dos conhecimentos lingüísticos a serem trabalhados será diferenciada dependendo
do grau de conhecimento dos alunos e será voltada para a interação verbal - que
tenha por finalidade o uso efetivo da linguagem e não a memorização de conceitos.
São os erros resultantes das atividades que permitirão ao professor selecionar os
conteúdos e orientar sua prática em sala de aula.
       Dentro dessa perspectiva, é fundamental auxiliar os alunos a entenderem que
ao interagir com/na língua, estão interagindo com pessoas específicas e que é
preciso levar em conta que para entender um enunciado em particular ter em mente
quem disse o quê, para quem, onde, quando e porquê é imprescindível. Como o
trabalho é com o discurso em língua estrangeira, uma prática social que ocorre em
um contexto diferente daquele com o qual o aluno está familiarizado, o
conhecimento sócio-pragmático, ou seja, das particularidades do comportamento



                                           285
social e verbal, bem como as questões político-ideológicas, são subsídios
importantes para que atinja a efetiva compreensão de um enunciado em particular.
     Adquirir conhecimentos sobre novas culturas implica em constatar que existe
uma diversidade cultural, que uma cultura não é necessariamente melhor nem pior
que outra, mas sim diferente. Conhecer a cultura do outro é reconhecer que as
novas palavras não são simplesmente novos rótulos para os velhos conceitos, a
nova gramática não é simplesmente uma nova maneira de arrumar e ordenar as
palavras e as novas pronúncias. O conhecimento de outra cultura colabora para a
elaboração da consciência da própria identidade, pois, o aluno consegue perceber-
se também ele como sujeito histórico e socialmente constituído.
     Os gêneros do discurso organizam nossa fala da mesma maneira que dispõem
às formas gramaticais. Aprendemos a moldar nossa fala às formas do gênero. Se
não existissem gêneros e se não os dominássemos, tendo que criá-los pela primeira
vez no processo da fala, a comunicação verbal seria quase impossível (Bakhtin).
Portanto, é fundamental que se apresente ao aluno textos em diferentes gêneros
textuais, mas sem categorizá-los. O objetivo será o de proporcionar ao aluno a
possibilidade de interagir com a infinita variedade discursiva presente nas diversas
práticas sociais. Aproveitar o conhecimento que ele já tem das suas experiências
com a língua materna, é imprescindível.
     Cabe ao professor criar condições para que o aluno não seja um leitor ingênuo,
mas que seja um leitor crítico e que reaja aos diferentes textos com que se depare e
entenda que por traz de cada texto há um sujeito, com uma história, com uma
ideologia e com valores particulares e próprios da comunidade em que está inserido.
Além disso, ao interagir com textos provenientes de diferentes gêneros, o aluno
perceberá que as formas lingüísticas não são sempre idênticas, não assumem
sempre o mesmo significado, mas são flexíveis e variam dependendo do contexto e
da situação em que a prática social de uso da língua ocorre. Não se pode esquecer
que a leitura se refere também aos textos não-verbais — estejam eles combinados
ou não com o texto verbal. O maior objetivo da leitura é trazer um conhecimento de
mundo que permita ao leitor elaborar um novo modo de ver a realidade. Para que
uma leitura em língua estrangeira se transforme realmente em uma situação de
interação é fundamental que o aluno seja subsidiado com os conhecimentos -
lingüísticos, sócio-pragmáticos, culturais e discursivos — necessários e dos quais
não dispõe para a efetiva compreensão de cada texto particular com que se deparar.



                                          286
     As estratégias específicas da oralidade têm como objetivo expor os alunos a
textos orais, pertencentes aos diferentes discursos, procurando compreendê-los em
suas especificidades e incentivar os alunos a expressarem suas idéias em língua
estrangeira dentro de suas limitações. É necessário que se explicite que, mesmo
oralmente, há uma diversidade de gêneros que qualquer uso da linguagem implica e
que existe a necessidade de adequação da variedade lingüística para as diferentes
situações, tal como ocorre na escrita e em língua materna. Também é importante
que o aluno se familiarize com os sons específicos da língua que está aprendendo.
     Com relação à escrita não podemos esquecer que ela deve ser vista como uma
atividade sociointeracional, tenha significado pois, em situações reais de uso,
escreve-se sempre para alguém, ou um alguém de quem se constrói uma
representação. A finalidade e o gênero discursivo serão explicitados ao aluno no
momento de orientá-lo para uma produção, assim como, a necessidade de
adequação ao gênero, planejamento, articulação das partes, seleção da variedade
lingüística adequada (formal/informal), etc. Ao realizar escolhas o aluno estará
desenvolvendo a sua identidade e se constituindo como sujeito crítico. Ao propor
uma tarefa de escrita, é essencial que o professor proporcione aos alunos elementos
necessários para que consiga expressar-se e dos quais não dispõe, tais como
conhecimentos discursivos, lingüísticos, sócio-pragmáticos e culturais.
     Com relação aos textos de literatura, se acreditamos que a reflexão sobre a
ideologia e a construção da realidade fazem parte da produção do conhecimento, e
que esse conhecimento é sempre parcial, complexo e dinâmico, dependente do
contexto e das relações de poder, é preciso ao apresentar textos literários aos
alunos, propor atividades que colaborem para que o aluno reflita sobre os textos e
os perceba como uma prática social de uma sociedade em um determinado contexto
sócio-cultural particular. Portanto, é necessário prover-lhe de conhecimentos
lingüísticos, discursivos, sócio-pragmáticos e culturais de que não disponha para
que tenha elementos suficientes para interagir com esses textos.
     Outro aspecto importante com relação ao ensino de língua estrangeira é que
ele será, necessariamente, articulado com as demais disciplinas do currículo,
objetivando    relacionar os     vários    conhecimentos.     Isso    não   significa
obrigatoriamente desenvolver projetos envolvendo inúmeras disciplinas, mas fazer
com que o aluno perceba que conteúdos de disciplinas distintas podem muitas
vezes estar relacionados entre si. Por exemplo: variação lingüística existe tanto na
língua estrangeira como na materna, a literatura está relacionada à história ou os

                                          287
costumes alimentares ou de vestuário de uma comunidade são influenciados pela
sua localização geográfica.
     Todas essas atividades serão desenvolvidas a partir de um texto e envolverão
simultaneamente     as   práticas    e   conhecimentos     citados   anteriormente,
proporcionando ao aluno condições para assumir uma postura crítica e
transformadora com relação aos discursos que se lhe apresentam.
     As dificuldades de aprendizagem apresentadas por alguns alunos, sejam elas
leves ou transitórias que podem ser passíveis das estratégias metodológicas
utilizadas, cotidianamente, até situações mais graves e permanentes que requerem
a utilização de recursos e serviços especializados para sua superação.
     Para solucionar alguns problemas encontrados neste tipo de situação faz-se
necessário algumas adequações como a flexibilização curricular que pode configurar
poucas ou variadas modificações no fazer pedagógico, visando remover barreiras
que impedem a aprendizagem e a participação dos alunos que apresentam
dificuldades em seu processo de aprendizagem, lembrando que adaptar não é
recortar conteúdos, porque o que recortamos são possibilidades para o futuro.




CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


     A avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e contribuir
para a construção de saberes. Cabe ao professor saber valorizar o saber que o
aluno já carrega, e a partir dele possibilitar o aprendizado e consequentemente
outros saberes de forma contínua e cumulativa.
     A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional aprovada em 1996,
determina que a avaliação seja contínua e cumulativa e que os aspectos qualitativos
prevaleçam sobre os quantitativos.
     Para que a avaliação ocorra da forma citada, é necessário que o professor
perceba em suas práticas diárias a melhor maneira de estar oportunizando à sua
clientela que é formada       por indivíduos únicos, maneiras também únicas de
avaliação .
        Além de ser útil para a verificação da aprendizagem dos alunos, a avaliação
deve servir, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e
planeje as suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. É através

                                         288
dela que é possível perceber quais são os conhecimentos — lingüísticos,
discursivos, sócio-pragmáticos ou culturais - e as práticas - leitura, escrita ou
oralidade - que ainda não foram suficientemente trabalhados e que precisam ser
abordados mais exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os
discursos em língua estrangeira.


        - INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO


      Verificação oral, elaboração de textos, dramatização, confecção de cartazes,
avaliações escritas: dissertativas, objetivas, auto avaliação, produção de material
para memorização, atividades elaboradas a partir da audição de textos, leitura, etc.




BIBLIOGRAFIA


LIBERATO, Wilson Antônio. Compact English Book. São Paulo: FTD, 199


PRECHER, Elizabeth. Ernesto Pasqualin, Eduardo Amos. Graded English. São
Paulo: Moderna.    2000.


FERRARI, Mariza , Sarah G. Rubin,. Inglês de olho no mundo do trabalho. São
Paulo: Scipione.2003


Orientações Curriculares – Língua estrangeira Moderna – LEM. Departamento de
Ensino Médio. Secretaria de estado da Educação. 2006


Diretrizes Curriculares da Educação Especial para a construção de Currículos
Inclusivos –
Departamento de Educação Especial – Governo do Paraná.




                                         289
PROPOSTA CURRICULAR DA DISCIPLINA DE SOCIOLOGIA – ENSINO MÉDIO


1 – APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


        Como ciência, a sociologia delineou-se no rastro do pensamento positivista,
vinculada à ordem das ciências naturais. O caráter científico, tão buscado e
valorizado na época (século XIX), estava ligado à lógica das ciências ditas
“experimentais”, ou seja, para ascender ao estatuto de ciências, deverá atender a
determinado pré-requisitos e seguir métodos “científicos” que pretendiam também a
neutralidade e o estabelecimento de regras.
        São representantes desse pensamento Augusto Comte, o primeiro a usar o
termo Sociologia, relacionando-o com a ciência da sociedade, e Emile Durkhem
(1858-1917), que adotou conceitos elaborados por Comte, especialmente o de
ordem social, para delinear uma das correntes representativas do pensamento
sociológico.
        Os pensadores tiveram em comum a busca de soluções para os graves
problemas sociais gerados pelo modo de produção capitalista, isto é, a miséria, o
desemprego e as conseqüentes greves e rebeliões operárias. Cada um desses
sintomas sociais foram analisados por esses pensadores como desvios ou
anomalias da sociedade, que poderiam ser corrigidos ou mesmo solucionados pelo
resgate de valores morais como a solidariedade – os quais restabeleceriam relações
estáveis   entre   as   pessoas,   independentemente    da   classe   social   a   que
pertencessem.
        Apesar de sua origem conservadora e de sua proposta inicial conformista, a
Sociologia desenvolveu também um olhar crítico e questionador sobre a sociedade.
        O pensador alemão Karl Marx (1818-1883) trouxe importantes contribuições
ao pensamento sociológico porque desnudou as relações de exploração que se
estabeleceram a partir do momento em que uma determinada classe social
apropriou-se dos meios de produção e passou a deter e conduzir os mecanismos
(as ações) da sociedade.
        No Brasil, tanto as idéias conformistas quanto as revolucionárias exerceram
forte influência na formação do pensamento sociológico brasileiro.
        Após a instalação da República, autores como Silvio Romero (1851-1914),
Euclides da Cunha (1866-1909) e Oliveira Vianna (1883-1951), entre outros,

                                        290
considerados conservadores, configuraram uma tradição ensaísta – sem uma
preocupação especificamente científica – preocupada em pensar o que seria a
identidade cultural nacional. Os estudos históricos, literários e as análises
sociológicas das três primeiras décadas do século XX, realizados por esses e outros
autores, problematizaram a nação brasileira no contexto da chamada modernização.
Temas como raça e cultura eram o foco desses estudos. A grande questão era
construir, delinear e definir a brasilidade.
        Na década de 1930, ressaltam-se as contribuições de Gilberto Freyre e
Fernando de Azevedo que, em suas obras, analisaram com maior rigor científico a
realidade brasileira e procuraram estabelecer sínteses explicativas do Brasil.
           Gilberto Freyre (1900-1987): formado pela Sociologia norte-americana,
        recebeu forte influência teórica da chamada escola culturalista. Sua obra
        mais conhecida, “Casa Grande & Senzala”, problematizou a questão étnico-
        racial e assumiu como positiva para a cultura brasileira a miscigenação entre
        brancos de origem européia e negros de origem africana. Essa obra e suas
        teses repercutiram intensamente no cenário intelectual brasileiro e tornaram-
        se referência nos estudos sociológicos. Apesar da importância de sua obra,
        Freyre foi considerado um pensador conservador, devido à ausência, em
        seus trabalhos, de uma crítica mais profunda das estruturas econômicas que
        determinavam a existência do sistema escravista.
           Fernando de Azevedo (1894-1974): um dos principais representantes do
        pensamento escolanovistas no Brasil e redator do Manifesto dos Pioneiros
        da Educação Nova (1932), contribuiu para o tratamento científico que a
        educação passaria a receber por meio da ciência sociológica. Na sua obra, a
        educação foi considerada, pela primeira vez um problema social, e como tal,
        mereceria também um tratamento analítico especial. Caberia à Sociologia
        não somente esta tarefa, mas, também, a atribuição de “salvar a educação”
        e, consequentemente, a sociedade.
        Por sua vez, como forma de pensar e explicar a sociedade capitalista, o
marxismo teve fortes repercussões no Brasil, notadamente a partir de 1930, com a
criação da Escola Livre de Sociologia e Política de São Paulo (1933), da
Universidade de São Paulo (1934) e da Universidade do Distrito Social (1935).
Esses novos institutos universitários tornaram-se centros aglutinadores de
intelectuais importantes, tais como:


                                               291
           Caio Prado Júnior (1907-1980);
           Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982);
           Florestan Fernandes (1920-1995);
           Otávio Ianni (1926-2004).
        Esses intelectuais apresentaram uma produção sociológica significativa que,
somada à presença de professores estrangeiros convidados, sobretudo os da
chamada Missão Francesa – o primeiro grupo de professores contratados para
inaugurar, em São Paulo, os cursos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da
USP, em 1934 – contribuíram para que a Sociologia no Brasil se firmasse. Uma
nova geração de sociólogos definiria em seguida os rumos desse conhecimento.
        A produção sociológica desses e outros autores posteriores esteve atenta
aos grandes problemas sociais decorrentes das mudanças econômicas e políticas
da sociedade brasileira, como os movimentos sociais agrários e urbanos, os
movimentos estudantis, as mudanças na organização do mundo do trabalho. As
questões das minorias – indígenas, mulheres, negros, homossexuais – passaram a
ter mais atenção e as instituições sociais passaram a ser estudadas em sua
dinâmica social e histórica.
        Forjadas nas universidades e centros de estudos, as discussões no campo
da Sociologia se consolidaram como importante perspectiva de compreensão das
novas dimensões constantes na sociedade brasileira.


2 – OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


           Entender,   explicar   e    questionar   os   mecanismos   de   produção,
        organização, domínio, controle e poder, institucionalizado ou não, que
        resultam em relações sociais de maior ou menor exploração ou igualdade;
           Contribuir para mudança de atitudes a fim de que se ampliem as
        condições de cidadania dos estudantes;
           Contribuir para o desenvolvimento de um pensamento analítico, livre de
        noções preconceituosas e deterministas a cerca das relações sociais.


3 – CONTEÚDOS




                                           292
3.1 – CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


         O processo de socialização e as instituições sociais;
         A cultura e a indústria cultural;
         Trabalho, produção e classes sociais;
         Poder, política e ideologia;
         Cidadania e movimentos sociais.


3.2 – CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


         O surgimento da Sociologia;
         As teorias sociológicas na compreensão do presente;
         A produção sociológica brasileira;
         A instituição escolar, religiosa e familiar;
         A cultura ou culturas: uma contribuição antropológica;
         Diversidade cultural brasileira;
         O processo de trabalho e a desigualdade social;
         Globalização;
         Ideologia;
         Formação do estado moderno;
         Movimentos sociais;
         Movimentos agrários no Brasil;
         Movimento estudantil;
         Salário e lucro;
         Desemprego, desemprego conjuntural e desemprego estrutural;
         Subemprego e informalidade;
         Terceirização;
         Voluntariado e cooperativismo;
         Empreendedorismo;
         Agronegócio;
         Empregabilidade e produtividade;

                                         293
          Capital humano;
          Reforma trabalhista e Organização Internacional do Trabalho;
          Economia solidária;
          Flexibilização;
          Neoliberalismo;
          Reforma agrária;
          Reforma sindical;
          Toyotismo, fordismo;
          Estatização e privatização;
          Parcerias público-privadas;
          Relações de mercado.


3.3 - CONTEÚDOS COMPLEMENTARES


          Projeto Bullying;
          Projeto violência;
          Agenda 21 (Qualidade de Vida);
          Educação especial;
          Cultura afro-brasileira;
          Educação fiscal.


4 – METODOLOGIA DA DISCIPLINA


       No ensino de Sociologia, é fundamental a adoção de múltiplos instrumentos
metodológicos os quais devem adequar-se aos objetivos, seja a exposição, a leitura
e esclarecimento do significado dos conceitos e da lógica dos textos, a análise, a
discussão, a pesquisa de campo e bibliográfica ou outros.
       Assim como os conteúdos estruturantes e os conteúdos específicos deles
derivados, os encaminhamentos metodológicos e o processo de avaliação ensino-
aprendizagem também devem estar relacionados à própria construção histórica da
Sociologia crítica caracterizada, portanto, por posições teóricas e práticas
favorecedoras do desenvolvimento de um pensamento criativo e instigante.

                                         294
          A disciplina deve ser iniciada com uma breve contextualização da
construção histórica da Sociologia e das teorias sociológicas fundamentais, os quais
devem ser constantemente retomados, numa perspectiva crítica, para fundamentar
teoricamente as várias possibilidades de explicação sociológica.
          Deve-se ir além da definição, classificação, descrição e estabelecimento de
correlações dos fenômenos da realidade social é preciso explicitar e explicar
problemáticas sociais concretas e contextualizadas de modo a desconstruir pré-
noções e preconceitos que quase sempre dificultam o desenvolvimento da
autonomia intelectual e de ações políticas direcionadas à transformação social.
          O aluno deve ser considerado em sua especificidade etária em sua
diversidade cultural, isto é, além de importantes aspectos como linguagem,
interesses pessoais e profissionais e necessidades materiais, deve-se ter em vista
as peculiaridades da região em que a escola está inserida e a origem social do
aluno, para que os conteúdos trabalhados e a metodologia escolhida respondam as
demandas desse grupo social.
          O ensino da Sociologia pressupõe metodologias que coloquem o aluno
como sujeito de seu aprendizado; não importa que o encaminhamento seja a leitura,
o debate, a pesquisa de campo ou a análise de filmes, mas importa que o aluno seja
constantemente provocado a relacionar a teoria com o vivido, a rever conhecimentos
e a reconstruir coletivamente novos saberes.
          Entre outros, dois encaminhamentos metodológicos são próprios do ensino
da sociologia: pesquisa de campo, recursos audiovisuais, especialmente vídeo e
filmes.


4.1 - PESQUISA DE CAMPO


          Deve ser iniciada a partir da discussão com o grupo de alunos para a
definição do tema a ser pesquisado e do enfoque ou recorte a ser privilegiado. Em
seguida, deverá ser elaborado um pré-projeto de pesquisa a partir de referências
bibliográficas, da confecção de um roteiro de observação e/ou de entrevistas, ida a
campo para levantamento dos dados, organização dos dados coletados, confecção
de tabelas ou gráficos e, se necessário, a respectiva interpretação e, finalmente, a
análise e a articulação com a teoria.



                                         295
4.2 - RECURSOS AUDIOVISUAIS


       Um filme deve ser entendido também como texto. Como tal, deve ser
passível de leitura pelo aluno, pois o cinema e a TV são dotados de linguagem
próprias e compreendê-los não significa apenas apreciar imagens e sons. É preciso
que o professor proponha uma interpretação analítica, contextual. Portanto, alguns
passos devem ser seguidos pelo professor:
          A escolha do filme não deve estar relacionada somente ao conteúdo,
       mas também a faixa etária e ao repertório cultural dos alunos;
          A observação da ficha técnica do filme deve estar incluída na atividade;
          A elaboração de um roteiro que contemple aspectos fundamentais para
       o conteúdo em estudo facilitará a compreensão do trabalho;
          A discussão das temáticas contempladas deve estar articulada à teoria
       sociológica;
          A sistematização por meio da produção de um texto ou de outro meio de
       expressão – visual, musical, literário – compõe a atividade.




5 – CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA


       A avaliação no ensino de Sociologia deve perpassar todas as atividades
relacionadas à disciplina e ser pensada e elaborada de forma transparente e
coletiva, ou seja, seus critérios devem ser debatidos, criticados e acompanhados por
todos os envolvidos no processo pedagógico.
       A apreensão de alguns conceitos básicos da ciência, articulados com a
prática social, a capacidade de argumentação fundamentada teoricamente, a clareza
e a coerência na exposição das idéias, no texto oral ou escrito, são alguns aspectos
a serem verificados no decorrer do curso. Também a mudança na forma de olhar os
problemas sociais, a iniciativa e a autonomia para tomar atitudes diferenciadas e
criativas, para reverter práticas de acomodação e sair do senso comum, são ações
que indicam aos professores o alcance e a importância de seu trabalho no cotidiano
de seus alunos.
       As formas de avaliação em Sociologia, portanto, acompanham as próprias


                                        296
práticas de ensino e de aprendizagem da disciplina, seja a reflexão crítica nos
debates, que acompanham os textos ou filmes, seja a participação nas pesquisas de
campo, seja a produção de textos que demonstrem capacidade de articulação entre
teoria e prática, enfim várias podem ser as formas, desde que se tenham como
perspectiva ao selecioná-las a clareza dos objetivos que se pretende atingir, no
sentido da apreensão, compreensão e reflexão dos conteúdos pelo aluno. Por fim,
entendemos que não só o aluno, mas também professores e a instituição escolar
devem constantemente se auto-avaliarem em suas dimensões práticas e discursivas
e principalmente em seus princípios políticos com a qualidade e a democracia.


6 – BIBLIOGRAFIA



Diretrizes Curriculares de Sociologia para o Ensino Médio.

Sociologia – Ensino Médio. Secretaria de Estado da Educação (Folhas).

CARVALHO, Lejeune M. Grosso de (org.). Sociologia Ensino em Debate.

COSTA, Maria Cristina Castilho. Sociologia – Introdução a Ciência da Sociedade.

GIDDENS, A. Sociologia. Porto Alegre : Artmed, 2005.

MELO Neto, J. C. Morte e Vida Severina. RJ : Nova Fronteira, 2000.




                                        297
34.2 - PROJETO: CULTURA AFRO-BRASILEIRA

Disciplinas: História, Língua Portuguesa, Arte, Geografia, Educação Física, Língua
Inglesa, Filosofia e Matemática.
Professoras: Flávia, Antônia Elizabeth, Marli, Ana, Paulo, Karina, Lucivânia e
Lucimara.
Séries Destinadas: Ensino Fundamental e Médio.
Data Prevista: Ano letivo - 2006


Justificativa
        Para viver democraticamente em uma sociedade plural, é preciso respeitar
as diversidades culturais. A sociedade brasileira é formada, não só por Afros-
descendentes, mas por diferentes etnias, como também por imigrantes de
diferentes países. Portanto, reconhecer a diversidade das culturas é o melhor
caminho para superarmos tensões e conflitos. Ancorados na percepção das
diferenças étnicas, raciais e de gênero, poderemos construir uma sociedade mais
justa e mais democrática.
        Neste sentido, a escola deve ser um local de aprendizagem de que as regras
do espaço permitem a coexistência, em igualdade dos diferentes. Este trabalho visa
à diversidade cultural, exige que a escola alimente uma “Cultura de Paz”, baseada
na tolerância, no respeito aos direito humanos e na noção de cidadania
compartilhada por todos os brasileiros.
        O desafio maior do educador é criar o caráter de um verdadeiro cidadão.
Toda e qualquer sociedade consciente, pode e deve lutar por melhores condições de
vida para todas as pessoas, independente de raça, credo, sexo ou condição social.
        Por isso, a idéia de resgatarmos a cultura afro é pertinente, visto que esta,
aproxima os alunos de uma nova realidade, que remete a uma nova consciência de
mundo.
        Considerando que as etnias nos ensinam que reconhecer a diferença é
reconhecer que existem indivíduos e grupos diferentes entre si, mas que possuem
direitos correlatos, e que a convivência em uma sociedade democrática depende da
aceitação da idéia de compormos uma totalidade social heterogênea.
        Acreditamos que o projeto possa superar as tensões e conflitos do cotidiano,
no qual estão inseridos.

Objetivos Gerais
      Reconhecer a diversidade cultural, cultivando atitudes de respeito para com
       as pessoas e grupos que há compõe, reconhecendo a diversidade como um
       direito dos povos e dos indivíduos;
      Valorizar as diferenças culturais, presentes no Brasil, no Estado e na
       Comunidade, como nação e reconhecendo sua contribuição no processo da
       constituição da identidade brasileira;
      Promover os princípios básicos de liberdade, dignidade, respeito mútuo,
       justiça e equidade, solidariedade em relação às diversidades culturais.

Objetivos Específicos
      Despertar a consciência cultural, valorizando e enriquecendo a vivência de
       cidadania;
      Verbalizar conceitos;

                                        298
      Proporcionar reflexões sobre a história de diferentes povos;
      Compreender a importância da diversidade cultural entre Brasil e África;
      Relacionar a cultura brasileira com o legado cultural dos africanos;
      Formar cidadãos atuantes e modificadores da realidade brasileira;
      Expressar através de manifestações artístico-culturais conhecimentos
       apreendidos;
      Valorizar a diversidade cultural, o respeito e a convivência solidária em uma
       sociedade democrática;
      Perceber a relação do multiculturalismo na visão do homem do campo.

Recursos
- Diversos gêneros textuais;
- Vídeos;
- Retro-projetor;
- Mapas;
- Geoatlas;
- Iconografia;
- Músicas.

Metodologia
-Realização de pesquisa bibliográfica e de campo;
-Levar o educando a confeccionar cartazes, pinturas, recortes de jornais referentes à
cultura Afro-Brasileira e outras;
-Viabilização de atividades como: música, dança, culinária, teatro, entrevistas, com o
intuito de resgatar a diversidade cultural;
-Produção de textos literários, inserindo as diversas culturas existentes;
-Criação de histórias em quadrinhos com interpretação das mesmas;
-Intercâmbio cultural visando proporcionar uma maior visão das diversas etnias;
-Através de mostra cultural, os alunos poderão demonstrar a comunidade escolar às
contribuições dos afro-decendentes no Brasil;
-Despertar, através da comemoração do dia da consciência negra, o respeito pelo
outro evitando assim o preconceito e a discriminação.

Avaliação
         Será avaliado todo o processo de construção do conhecimento adquirido
pelo educando, levando-o a desenvolver sua capacidade de aprimorar-se
cientificamente e socialmente, produzindo historicamente sua cultura e respeito à
diversidade humana.




                                         299
34.3 – PROJETO: AGENDA 21

Identificação
Nome da Escola: Colégio Estadual Jaelson Biácio – Ensino Fundamental e Médio
Endereço: Rua Duque de Caxias, 65
Telefone: (44) 3572-1158
Núcleo de Jurisdição: Campo Mourão-Pr
Coordenador Técnico da Agenda 21 Escolar: Maurílio Santos
Tema:Reciclar e Preservar.


Introdução
      Atualmente nos deparamos com sérios problemas ambientais, porém pouco se
realiza para solucioná-los. Fazer com que todos se comprometam em buscar
desenvolvimento sustentável, é nossa função. Os maus tratos com a natureza é
uma tarefa bastante complexa. Precisamos nos comprometer como cidadãos
conscientes com meio ambiente, para que as futuras gerações não venham a sofrer
conseqüências mais graves.
      Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de um trabalho que desperte o
compromisso e a preocupação com o meio ambiente, na escola e na comunidade,
enquanto o educando encontra-se em fase de estruturação como cidadão
consciente de seu verdadeiro papel na sociedade.
        Realizando observações e coletando sugestões da comunidade escolar e dos
moradores do distrito, identificamos problemas porém apontando algumas sugestões
relacionadas à:
-Esgoto e lixo (o lixo deveria ser coletado com mais freqüência);
-Matas ciliares com largura inferior a 30 metros;
-Preparação para o trabalho e para a vida (Ensino Profissionalizante);
-Ambiente físico da escola: adequação de salas de aula, melhoria no piso e
construção de arquibancadas na quadra esportiva e filtros de água nas salas de
aula;
-Aula de informática, ensino religioso e formação moral, palestras com professores
especializados, cursos para professores, passeios culturais, entre outros;
-Ambiente de lazer fora do horário de aula, bem como adequação da praça do
distrito;
-Convidar a comunidade para o plantio de árvores;
-Participação de alunos no reflorestamento de matas ciliares;
-Oficinas com materiais recicláveis;
-Adubo orgânico e alimentos sem agrotóxico.

Verificamos nas propostas algumas críticas tais como:
-Mata ciliar está retirando a terra produtiva;
-Dependemos da água e do meio ambiente, mas também dependemos dos
alimentos produzidos na agricultura;
-Promessas políticas voltadas ao meio ambiente estão sendo cumpridas?
       Considero estas críticas de muito valor na construção da agenda 21, pois elas
reforçam a necessidade da escola criar nas crianças e jovens uma nova

                                        300
mentalidade, de mudanças com ralação ao tratamento da natureza, criando um
pensamento de desenvolvimento humano, adquirindo consciência que há
necessidade da comunidade envolver-se em ações de transformação da realidade
ambiental e cobrando do poder público competente, atitudes transformadoras da
realidade ambiental atual.
       O Fórum da Agenda 21 realizado nas dependências do colégio em 23 de
setembro de 2005 contou com a participação da comunidade, alunos pais,
autoridades do distrito de Piquirivaí, do Núcleo Regional da Educação, SANEPAR,
Secretaria da Agricultura, Diretora e Membros da Escola e Coordenador da Agenda
21 da escola.
      Foram relatadas questões diversas, como: a água, o desmatamento, as
queimadas, a poluição dos rios, a importância de proteção das nascentes, a
manutenção e plantio das matas ciliares, a importância da coleta seletiva do lixo, a
preservação pelo meio ambiente, entre outros. Este projeto tem como finalidade
conscientizar o educando e comunidade escolar sobre a importância e urgência de
preservarmos o planeta ao qual vivemos, garantindo um meio ambiente saudável e
boa qualidade de vida.


Objetivos Gerais
-Adotar posturas na escola, em casa e em sua comunidade que os levem a
interações construtivas, justas e ambientalmente sustentáveis;
-Compreender que os problemas ambientais interferem na qualidade de vida das
pessoas tanto local quanto localmente;
-Perceber, em diversos fenômenos naturais, encadeamentos e relações de causa /
efeito que condicionam a vida no espaço (geográfico) e no tempo (histórico),
utilizando essa percepção para posicionar-se criticamente diante das condições
ambientais de seu meio;
-Compreender a necessidade e dominar alguns procedimentos de conservação e
manejos dos recursos naturais com os quais interagem, aplicando-os no dia-a-dia.


Objetivos Específicos
-Proporcionar a integração entre escola, comunidade, poder público e autoridades
locais com relação ao meio ambiente;
-Incorporar e socializar atitudes que visem à preservação do ecossistema, de
higiene ambiental e de saúde;
-Apresentar práticas que amenizem os problemas sociais e ambientais da escola e
da comunidade;
-Estimular o exercício da cidadania, preservando e valorizando os recursos naturais
e o patrimônio público;
-Motivar para o cumprimento dos deveres e a existência dos direitos do cidadão;
-Contribuir para a formação de cidadãos conscientes aptos a decidir e atuar na
realidade sócio-ambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem estar
de cada um e da sociedade.

Ação Metodológica




                                        301
       Realização de pesquisa de campo, bibliográficas e documentais, palestras,
oficinas, entrevistas, coleta de dados, interpretação e tabulação de dados, mutirão
de limpeza, elaboração e confecção de cartilha informativa, reflorestamento de
vegetação ciliar e exposição de trabalhos;
       Realização de pesquisas em livros, jornais, revistas e documentos, para
resgatar a história da escola e comunidade, obtendo informações variadas e
sugestões para melhorias na comunidade;
     Através de palestras e oficinas, estimular o educando quanto à educação
ambiental;
      Através de trabalhos com maquetes, tabelas, gráficos, entre outros,
pretendemos envolver toda a comunidade educacional para a conscientização na
preservação do meio ambiente, melhorando sua qualidade de vida;
      Auxiliar na recuperação e na preservação da vegetação ciliar às margens do
Rio do Campo, bem como sua nascente;
Formar grupos para o plantio de mudas de árvores nos arredores da escola e clube
Gralha Azul;
      Expor os trabalhos realizados ao longo da aplicação do Projeto Agenda 21
Escolar, na escola e na comunidade;
     Conscientização da degradação ambiental que consiste em alteração e
desequilíbrio provocados no meio ambiente que prejudicam os seres vivos e
impedem os processos vitais existentes.


                PARTICIPAÇÃO NA AGENDA 21 ESCOLAR
        Comunidade Escolar            Quantidade de   Participação na
                                       Pessoas por    Construção da
                                         Grupo          Agenda 21
Número de Professores                25             04
Número de Alunos                     81             04
Número de Pessoas que Trabalham na
Equipe Técnico-Pedagógica            02             02
Número de Pessoas que Trabalham na
Equipe Administrativa                03             -
Número de Pessoas que Trabalham
nos Serviços Gerais                  03             01
Pais Atuantes na A.P.M.F. e / ou com
Representantes de Turmas             01             -
Sociedade       Civil     Organizada 03             -
(Associação de Moradores, Igrejas,
ONG, Governo Municipal, etc.)



Reconhecimento: Análise da Comunidade

- Estudo dos Recursos Naturais:


                                       302
        As observações foram realizadas in loco, ou seja, através de pesquisa de
campo. Percebe-se que os recursos naturais presentes na comunidade estão bem
preservados. Há a nascente do Rio do Campo que será preservada, a qual abastece
a comunidade. Observa-se também a existência de matas ciliares com largura
inferior a exigida na nascente e nas margens do rio onde já recebe o nome de Rio
do Campo.
        Quanto à qualidade da água consumida pela população, fomos informados
pelo Sr. José Casturino de Lima, (responsável pelo controle do abastecimento no
distrito), que a Secretaria da Saúde coleta e faz a análise da água periodicamente e
que até o momento não houve grandes problemas, o principal deles foi em relação
ao cemitério, havendo a interdição do mesmo por estar localizado nas proximidades
a nascente do Rio do Campo.

- Estudo da População:
       O Distrito de Piquirivaí, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) – 2000, possui uma população de 1.502 habitantes,
sendo 512 da zona urbana e 990 da zona rural. A minoria da população é
constituída por fazendeiros, porém a grande maioria, são pequenos proprietários
rurais assalariados, diaristas e alguns funcionários públicos.

- Recursos Econômicos e Sociais:
      Quantitativamente a comunidade está bem servida nos setores de transporte,
saúde e educação. Os locais de recreação pública são: a quadra de esportes do
colégio, o estádio municipal, uma quadra esportiva polivalente, campo de futebol
suíço, a praça da igreja, quadra de areia, clube social recreativo e salão paroquial.

- Segurança Pública:
      Não há ocorrência na comunidade que justifique um patrulhamento ostensivo,
mas esporadicamente a Polícia Militar presta serviços de segurança preventiva.


- Recursos na Área da Saúde:
       Há um Posto de Saúde que atende a comunidade, com medicamentos e
consultas periódicas. Também há o programa “Leite das Crianças” que é distribuído
na própria escola.
      Na comunidade não há rede de esgoto, porém há fossas sépticas.
      Quanto à água tratada, toda a comunidade tem acesso, assim como a coleta
de lixo, que ocorre semanalmente.

- Recursos da Educação:
     Em nossa comunidade há duas escolas públicas, sendo uma da rede municipal
a qual atende da Educação Infantil a 4ª série, outra na rede estadual atendendo o
Ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries e Ensino Médio. Ambas compartilhando o
mesmo prédio.


Cronograma

Agosto / 2005

                                        303
-Participação de alunos na elaboração de cartazes sobre a importância da coleta
seletiva e reciclagem de lixo com apoio da A.P.M.F. – Associação de Pais, Mestres e
Funcionários e a comunidade.

Setembro / 2005
-Reunião com professores e funcionários da escola para apresentar aos mesmos, o
Projeto Agenda 21 Escolar;
-Fórum da Agenda 21 – propostas da comunidade;
-Apresentação do Projeto Biodiversidade, pelos alunos, onde trabalhou-se com
plantas medicinais e teatro referente ao meio ambiente.

Outubro / 2005
-Escolha da melhor redação dos alunos da escola, com o tema referente “Cidadania”
(Projeto do SENAR - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural);
-Feira Com Ciência, onde foram abordados, por alunos e professores os seguintes
temas:
-Agricultura sustentável;
-Recursos auto-sustentáveis de uma pequena propriedade;
-Teatro sobre o meio ambiente;
-Questão do lixo;
-Referendo sobre a questão da comercialização das armas.
Observação: No Projeto de Agricultura Auto - Sustentável, foram utilizadas
aproximadamente 200 mudas de árvores (nativas e frutíferas), as quais foram
plantadas na nascente do Rio do Campo, nos arredores da escola e do Clube
Gralha Azul.

Novembro / 2005
-Formação de coordenadores da Agenda 21, por turma, a serem implantadas no ano
letivo de 2006;
-Formação da Agenda 21 jovem da escola;
-Projeto para a conscientização de alunos na melhoria do aproveitamento escolar,
aumentando seus conhecimentos, objetivando superação do censo comum (incluir
aulas de reforço e prêmio de incentivo);
-Celebração comemorativa pelo Dia do Rio (24 de novembro).

Orçamento
Custo aproximado de 200 reais.



Parcerias
Professores, funcionários da escola, alunos, membro da comunidade, SANEPAR,
SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), IAP (Instituto Ambiental do
Paraná) e Secretário do Meio Ambiente de Campo Mourão.


Avaliação do Projeto



                                       304
       A avaliação do presente projeto se realiza através da participação efetiva dos
educandos na comunidade a qual pertencem, levando-se em conta os
conhecimentos adquiridos pelos mesmos, aplicados em seu dia-a-dia, através do
despertar crítico, reflexivo e participativo, visando melhorias na sua qualidade de
vida e de sua comunidade. A avaliação ocorre de maneira formal e informal, dando-
se ênfase a participação e interesse do aluno pelo tema pesquisado.


Projeção para o Futuro
Todas as atividades propostas terão continuidade nos próximos três anos, porém,
quando necessário, serão realizadas reformulações e criados novos projetos.




                                        305
34.4 - PROJETO: TECNOLOGIA NO AMBIENTE ESCOLAR

Disciplina: História, Língua Portuguesa, Arte, Geografia, Educação Física, Língua
Inglesa, Filosofia, Matemática, Biologia, Química, Física.
Professores: Roseli, Susi, Rosa, Ana, Paulo, Marilâine, Lucimara, Elizabeth,
Daniele, Gisleine.
Séries Destinadas: Ensino Fundamental e Médio
Data Prevista: Ano Letivo - 2006


JUSTIFICATIVA

        Atualmente estamos inseridos num mundo onde a tecnologia se faz cada vez
mais presente, exigindo do educador um posicionamento diante dessa nova
realidade. O grande número de informações disponíveis, a rapidez de acesso a
essas informações e as possibilidades de interação entre indivíduos de diferentes
universos intelectuais e culturais tem trazido inúmeras mudanças ao processo de
ensino-aprendizagem. Estamos, portanto, diante de mais um momento de transição.
A introdução do uso das novas tecnologias na educação nos convida a uma reflexão
sobre o papel do educador frente a esses desafios.
        O educador deve estar aberto a essa nova realidade, estando disposto a
aprender sempre, desenvolvendo sua capacidade reflexiva, Quando o professor tem
clareza de seus objetivos, preocupa-se em envolver o aluno na ludicidade da
proposta, como na análise de conceitos implícitos nas situações apresentadas,
contextualizando-as ao mundo em que o aluno vive .
        É preciso que essas informações sejam pensadas e organizadas de acordo
com as características que podem favorecer a aprendizagem e que as tecnologias
utilizadas para esse fim estejam em consonância com o modelo pedagógico
adotado. Devemos ter muito claro o que é importante do ponto de vista pedagógico
e como tirar proveito da tecnologia para atingir o objetivo da escola.
        Para atender a nova geração é preciso que o professor utilize de recursos
como o vídeo, televisão, projetores, computadores e os novos multimídias, etc.,
como meios de facilitar ao aluno o acesso à aprendizagem e de integração da
escola, do trabalho e da vida.


OBJETIVO

        Incentivar o uso de recursos tecnológicos como o vídeo, a televisão, câmera,
o projetor e o computador por parte dos professores em sala de aula como meios de
facilitar ao aluno o acesso a aprendizagem, através de uma prática educativa
transformadora.


METODOLOGIA

      Incorporação dos recursos tecnológicos de forma pedagógica ( televisão,
vídeos, computador,projetor, câmera, etc.) nos objetivos didáticos do professor, de
maneira que possa enriquecer com novos significados as situações de
aprendizagem vivenciadas pelos alunos.
                                         306
RECURSOS

     Vídeos
     Televisão
     Retro projetor
     Câmeras Fotográficas
     Filmadora




                             307
34.5 – PROJETO: Programa Nacional de Educação Fiscal


Disciplina: História, Língua Portuguesa, Arte, Geografia, Educação Física, Língua
Inglesa, Filosofia, Matemática, Biologia, Química, Física.
Professores: Roseli, Susi, Rosa, Ana, Paulo, Marilâine, Lucimara, Elizabeth,
Daniele, Gisleine.
Séries Destinadas: Ensino Fundamental e Médio
Data Prevista: Ano Letivo – 2006




Justificativa:

        A principal característica desse início de século é a velocidade das mudanças
que ocorrem em todas as áreas: econômicas, sociais, culturais, científicas,
tecnológicas, institucionais e do capital humano. Podem-se identificar alguns
fenômenos mundiais responsáveis pela aceleração dessas transformações que
impactaram de forma profunda a economia e as sociedades: globalização, abertura
do mercado, transnacionalização da produção, consciência ecológica,
reconhecimento dos direitos humanos e aprimoramento da cidadania.
        Ressalte-se o papel estratégico que desempenham o fator humano e a
tecnologia nesse processo de desenvolvimento no mundo globalizado. É primordial
ao êxito de qualquer empreendimento e capacidade de produzir bens cada vez mais
sofisticados, que atendam as exigências do consumidor e, a custos competitivos.
Cada vez mais está evidente que a mola propulsora do mundo é o conhecimento. O
direito á educação desempenha historicamente a função de ponte entre os direitos
políticos e os direitos sociais: o alcance de um nível mínimo de escolarização torna-
se um direito-dever intimamente ligado ao exercício da cidadania política.
        O estado deve garantir que todas as crianças sejam escolarizadas,
considerando as exigências e a natureza da cidadania, estimulando o
desenvolvimento dos cidadãos em formação. O direito a educação é um direito
social de cidadania genuíno porque o objetivo da educação durante a infância é
moldar o adulto em perspectiva. O processo de extensão da cidadania vincula-se
assim é a dinâmica democrática.. Neste contexto, é que podemos afirmar que a
educação fiscal vem de encontro com as nossas necessidades de estarmos
conscientizando nossos alunos para exercício da plena cidadania. A Educação
Fiscal é também um processo de inserção de valores na sociedade, como o de
percepção do tributo que assegura o desenvolvimento econômico e social, e com o
devido conhecimento de seu conceito, sua função e sua aplicação.
        Para que haja mudança de comportamento na sociedade, com despertar da
consciência de cidadania, é necessária uma ação educativa permanente e
sistemática, voltada para o desenvolvimento de hábitos, atitudes e valores. A
Educação Fiscal é um trabalho de sensibilização da sociedade para a função
socioeconômica do tributo. Nesta função, o aspecto econômico, refere-se a
otimização da receita pública, e o aspecto social, diz respeito a aplicação dos
recursos em benefício a população. O que se almeja portanto não é especificamente
a conscientização da importância de se arrecadar verbas, porém o objetivo principal
é focalizar o interesse social. A Educação Fiscal busca o entendimento, pelo

                                         308
cidadão, da necessidade e da função social do tributo, assim como dos aspectos
relativos a administração dos recursos públicos. Com o envolvimento do cidadão no
acompanhamento da qualidade e dos gastos públicos, estabelece-se controle social
sobre o desempenho dos administradores públicos e asseguram-se melhores
resultados sociais. O aumento da cumplicidade do cidadão em relação as finanças
públicas torna mais harmônica sua relação com o estado. Este é o estágio de
convivência desejável e esperado.


Objetivo:

      Despertar nos alunos o verdadeiro significado da cidadania, esclarecendo
acerca da função social do tributo e envolvendo no acompanhamento da gestão dos
recursos públicos.

Metodologias:

      Aulas expositivas.
      Pesquisa sobre o tema.
      Pesquisa sobre o que é: ICMS, INSS, IPVA, etc...
      Pesquisa nos supermercados sobre os valores tributários das mercadorias.




                                       309
35. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO
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escolar na perspectiva da progressão continuada: questão teoria e prática. In:
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DALBEN, Ângela I. L. de Freitas. Concepções de avaliação escolar x concepção de
relação pedagógica. In: conselho de classe e avaliação: pespectivas na gestão
pedagógica da escola. Campinas, S.P. Papirus, 2004, p. 69 a 75.

DELIBERAÇÃO Nº 02/03 de 02/06/03. Normas para a Educação Especial,
modalidade da Educação Básica para alunos com necessidades educacionais
especiais, no Sistema de Ensino do Estado do Paraná.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: V. 1: a fundamentação filosófica / coordenação geral
SEESP / MEC; organização Maria Salete Fábio Aranha. Brasília: Ministério da
Educação, Secretaria da Educação Especial, 2004. 28 p.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: V. 2: o município / coordenação geral SEESP / MEC;
organização Maria Salete Fábio Aranha. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria
da Educação Especial, 2004. 27 p.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: V. 3: a escola / coordenação geral SEESP / MEC;
organização Maria Salete Fábio Aranha. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria
da Educação Especial, 2004. 26 p.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: V. 4: a família / coordenação geral SEESP / MEC;
organização Maria Salete Fábio Aranha. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria
da Educação Especial, 2004. 17 p.

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE – Lei nº 8.069, de 13 de julho de
1990 – Ministérios da Educação – Assessoria de Comunicação Social – Brasília:
MEC 2004.

GADOTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs.). Autonomia da Escola: Princípios e
Propostas. São Paulo: Cortez, 1997.

GAUDÊNCIO – Fundamentos de um projeto político. In Dermeval Saviani e a
Educadora: o simpósio de Marília, S.P. – Cortez, 1994, p. 180 a 191.

LDBEN nº 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, 1996.
FREIRE, Paulo – Projeto Político-Pedagógico - São Paulo – Cortez, 1995, p. 41 a
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LUCKESI, Cipriano C. – Avaliação da aprendizagem: um ato amoroso. In. avaliação
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2003 , p. 168 a 180.


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PARECER Nº 17/2001 de 03/072001 – Diretrizes Nacionais para a Educação
Especial na Educação Básica. Conselho Nacional de Educação.
PIMENTA, Selma Garrido. A Construção do Projeto Pedagógico na Escola de 1º
Grau. In: Série Idéias nº 8. São Paulo: FDE/Governo do estado de São Paulo, 1992.

REFERENCIAS PARA UMA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO DO CAMPO :
Caderno de subsídios – Coord. Marise Nogueira Ramos, Telma Maria Moreira,
Clarice Aparecida dos Santos – Brasília: Secretaria de Educação Média e
Tecnológica, Grupo Permanente de Trabalho de Educação do Campo, 2004 - p. 48.

RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de.; VEIGA, Ilma Passos (orgs.). Escola: espaço
do projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 1998.

ROSSA, Leandro - Projeto Político-Pedagógico: uma construção coletiva, inclusiva e
solidária. Revista da AEC. Brasília, V. 28, nº 111, p. 63-72 , abril / junho – 1999.

SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia: Polêmicas do tempo. Campinas: Autores
Associados, 1994.

SAVIANI, Demerval. Pedagogia Histórico-Crítica – Primeiras Aproximações,
Campinas – SP, 1986.

SEVERINO, Antonio Joaquim - O Projeto político Pedagógico: a saída para a escola.
Revista da AEC. Brasília, V. 27, nº 107, p. 81 a 91 – Abril / Junho-1998.

VEIGA – Ilma Passos. Projeto Político da Escola: uma construção coletiva. Projeto
Político Uma Construção Possível. Campinas - SP - Papirus, 1995, p. 11 a 35;

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acertar? In: Castanho, M.E.L. e Castanho, S (Orgs). O que há de novo na educação
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Papirus, 2000, p. 183 a 21




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36 – ASSEMBLÉIA E ASSINATURA PARA APROVAÇÃO DO
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA À COMUNIDADE


        Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – E.F.M.

                           ATA Nº 08 / 2005

 Ao décimo sétimo dia do mês de novembro do ano de dois mil e cinco,
às vinte horas, realizou-se nas dependências deste colégio uma
assembléia para apresentação e aprovação deste PROJETO
POLÍTICO-PEDAGÓGICO à comunidade escolar, Associação de Pais,
Mestres e Funcionários (A.P.M.F.), representantes dos alunos, Conselho
Escolar, Grêmio Estudantil, funcionários e professores. A diretora deste
estabelecimento de ensino Marli Vieira da Silva, juntamente com a
professora pedagoga Marisa Zanella Castelli, deram início aos
trabalhos, fazendo uma explanação dos objetivos e finalidades do
mesmo, frizando sua importância para a comunidade escolar, tendo
como função primordial, a busca de novos rumos e nova direção no
resgate de uma escola pública mais democrática e participativa. Projeto
Político-Pedagógico, não é, e não deverá ser um projeto pronto e
acabado, requer continuidade das ações, flexibilidade e democratização
no processo de tomada de decisões e momentos de criação coletiva,
visando sempre à melhoria da qualidade da escola pública no processo
ensino-aprendizagem. Foi esclarecido também que: A escola é um dos
principais espaços de convivência social do ser humano, durante as
primeiras fases do desenvolvimento. Ela tem papel fundamental no
desenvolvimento da consciência de cidadania e de direitos humanos,
portanto deve ser um ambiente acolhedor e democrático, para que o
educando possa ter voz ativa auxiliando-a na tomada de decisões. Após
a apresentação do Projeto Político-Pedagógico, os representantes da
comunidade escolar presentes na reunião aprovaram o mesmo. Nada
mais havendo a declarar eu, Luzinete Silva, secretária da escola, lavrei
a presente ata que seguirá assinada por mim e todos os presentes.
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37 – ASSEMBLÉIA E ASSINATURA PARA APROVAÇÃO DO
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA À COMUNIDADE


        Colégio Estadual Professor Jaelson Biácio – E.F.M.

                          ATA Nº 01 / 2007

 Aos vinte e cinco dias do mês de março do ano de dois mil e sete, às
vinte horas, realizou-se nas dependências deste colégio uma
assembléia para apresentação e aprovação da complementação deste
PROJETO       POLÍTICO-PEDAGÓGICO          à     comunidade    escolar,
Associação de Pais, Mestres e Funcionários (A.P.M.F.), representantes
dos alunos, Conselho Escolar, Grêmio Estudantil, funcionários e
professores. A diretora deste estabelecimento de ensino Marli Vieira da
Silva, juntamente com a professora pedagoga Erenice Zambrana de
Macedo, deram início aos trabalhos, justificando a necessidade da
complementação e do acompanhamento do Projeto Político-
Pedagógico, pois o mesmo não é e não deverá ser um projeto pronto e
acabado, requer continuidade das ações, flexibilidade e democratização
no processo de tomada de decisões e momentos de criação coletiva,
visando sempre à melhoria da qualidade da escola pública no processo
ensino-aprendizagem. Foi salientado também que: a escola é um dos
principais espaços de convivência social do ser humano, durante as
primeiras fases do desenvolvimento. Ela tem papel fundamental no
desenvolvimento da consciência de cidadania e de direitos humanos,
portanto deve ser um ambiente acolhedor e democrático, para que o
educando possa ter voz ativa auxiliando-a na tomada de decisões. Após
a apresentação da complementação do Projeto Político-Pedagógico, os
representantes da comunidade escolar presentes na reunião aprovaram
o mesmo. Nada mais havendo a declarar eu, Luzinete Silva, secretária
da escola, lavrei a presente ata que seguirá assinada por mim e todos
os presentes.
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