DOEN�AS EMERGENTES ER E EMERGENTES EM PEDIATRIA by wYoJI5

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									   DOENÇAS
EMERGENTES E
REEMERGENTES
 EM PEDIATRIA
        Marion Burger
        Infectopediatra
DOENÇAS EMERGENTES
São doenças novas, desconhecidas da
população, causadas por agentes:

• Nunca antes descritos : prions, SARS

• Doença em região previamente indene :
  hantavirose no DF
• Só atingia animais agora também humanos : HIV

• Por mutação de um agente já descrito : influenza
DOENÇAS REEMERGENTES
São doenças conhecidas cuja incidência esteja
aumentando em um dado lugar ou entre uma
população específica ou
Doenças já conhecidas e controladas mas que
voltam a apresentar ameaça à saúde humana:
              • Dengue
              • Tuberculose

              • Gripe
              • Meningites
 DOENÇAS PRIÔNICAS
PrP   PrP-Sc
                 Grupo Técnico assessor em
                 Doenças Priônicas (GTA Príons):
                 SVS/MS, ANVISA e Acad. Bras.
                 de Neurologia
               • Doença de Creuzfeldt-Jakob e
                 sua variante (DCJv)
               • Insonia Familiar Fatal / Kuru
               • Scrapie / BSE
           SARS
Severe Acute Respiratory Syndrome


           • Doença respiratória que afligiu o
             mundo no ano de 2003
           • Grave Pneumonia Atípica
           • Coronavirus / (Paramixovirus)
           • Atingiu 30 países (pp/ China)
           • > 8.000 infectados
           • > 750 óbitos
HANTAVIROSE
      Bunyaviridae


 • Sindr. pulmonar e cardiovascular
 • Hantavirus em urina, fezes e saliva
      dos ratos (veadeiros)
 • 1993-2002: 66 casos PR (pinus) e
   40 casos SP (Juquitiba1 / cana-de-açúcar)
 • “Resfriado” - Edema pulmonar –
   Insuf. resp – Colapso cardiorespirat.
 • Hemoconcentração / Plaquetopenia /
   Mielocitose sem GT / “Linfoblastos”
        DOENÇAS VIRAIS
          VIAS DE TRANSMISSÃO




respiratória



               oral



                                vetores
DOENÇAS VIRAIS
VIAS DE TRANSMISSÃO




 Sexual




             Transmissão vertical
                          AIDS

                              Sindrome da Deficiência
                                Imunológica Adquirida
                          2003:
                          • 362.364 casos notificados
HIV                       • ~ 600 mil infectados
                          • 8.418 cças < 5 anos com AIDS


      LINFÓCITOS T CD4+



                                          Ministério da Saúde, 2000
AIDS em gestantes




  35 a 45 % África Sub-Sahariana
  1 a 5 % América do Sul
  0 a 0,3 % América do Norte
   (  Curitiba ~ 0,8 % )

                            WHO e SMC – 2001
       AIDS
transmissão vertical




  15-30%          70-85%
Infectados         Não-
                Infectados
AIDS : exposição vertical
     100% RN tem sorologia positiva ao nascimento


          15-30%
        Infectados


      Progressão
    • Rápida 15%
  • Intermediária 70%
     • Lenta 15%
AIDS : exposição vertical
     100% RN tem sorologia positiva ao nascimento


          15-30%
        Infectados
                                   70-85%
                                    Não-
                                 Infectados
      Progressão
    • Rápida 15%
  • Intermediária 70%           “órfãos da AIDS”
     • Lenta 15%
  FLUXOGRAMA
para RN expostos ao HIV
        1a Carga viral
        (2 a 24 meses)
                               indetectável


                           2a Carga viral
                                indetectável



                         Acompanhamento
                           puericultura


                    Sorologia (anti-HIV)
                       após 15 meses
               FLUXOGRAMA
             para RN expostos ao HIV
                         1a Carga viral
                         (2 a 24 meses)
      detectável                                   indetectável

   Repetir carga viral
          (2a)                                 2a Carga viral

detectável         indetectável                     indetectável

  Criança        Repetir
 infectada      carga viral                  Acompanhamento
                   (3a)       indetectável     puericultura


  Tratamento e/ou
  acompanhamento                        Sorologia (anti-HIV)
    especializado                          após 15 meses
             GRIPE
 Infecção pelo virus Influenza

Influenza anual
   (sazonal)

          Influenza
        aviária (H5N1)
                     Pandemia de
                       influenza
Influenza aviária
ROTAS MIGRATÓRIAS DAS AVES
           Influenza sazonal
Tipo A
        16 Hemaglutininas (H) e 9 Neuraminidases (N)
        mais comuns : H1, H2, H3 /   N1 e N2
        aves, humanos, suínos, cavalos,
                                           H
            mamíferos marinhos
        grandes pandemias
        elevadas morbi-mortalidade

                                                              N
Tipo B
        surtos esporádicos (elevada mortalidade em idosos)
        só transmissão inter-humana


Tipo C
        casos isolados de transmissão inter-humana e suínos
                Influenza sazonal
 REDE LABORATORIAL
    Centros de Referência                       Genebra
    em Vírus Respiratórios                       (OMS)

                              Atlanta
                              (CDC)



                              Belém
                              (Instituto Evandro Chagas)

Composição da vacina para o
   Hemisfério Sul, 2006.

A/New Caledonia/20/99(H1N1)
 A/California/7/2004(H3N2)*             Rio de Janeiro
   B/Malaysia/2506/2004                 (Fundação Oswaldo Cruz)
                                 São Paulo
    *A/New York/55/2004          (Instituto Adolfo Lutz)
            Influenza

    ALERTA - VE Influenza
                ATENÇÃO
NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DE SURTOS,
       Agregados de casos e óbitos
    Portaria 33/SVS/MS de 14/07/05
             DOU- 15/07/05

  BOLETIM   DE NOTIFICAÇÃO DE SURTOS
                 SINAN



      REGISTRAR
DENGUE

 • Doença febril transmitida
   pelo mosquito Aedes aegypti
 • 3 sorotipos (1, 2 e 3) co-
   circulam em 22 dos 27
   estados
 • Aumento da ocorrência de
   FHD em crianças foi
   recentemente detectado no
   Norte
 • 2002: mais internações
TUBERCULOSE

  • Brasil: ~100.000 casos/ano, 6mil óbitos
              18% co-infecção HIV-TB

  • Paraná: ~2.800 casos/ano , ~130 cças
  • Dx: clínico/epidemiológico/tuberculínico/
    radiológico/microbiológico/outros
TUBERCULOSE

 • Febre, sudorese noturna, tosse
 • Curva ponderal estagnada ou
   decrescente
 • Adenomegalia (cervical, mediastinal)
 • Meningite linfomonocítica
 • Lesão óssea
 • Eritema nodoso
    TUBERCULOSE




 “A Tuberculose na criança sempre
    aponta para uma transmissão
recente que não foi contida a tempo”
                    Rieder HL, Infection, 1995
                 Meningites
            Classificação do MS
1. Doença meningocócica
2. M. de etiologia viral
3. M. de etiologia bacteriana
    –   não especificada
    –   S.aureus, S.epidermidis, Listeria, E.coli, Salmonella, etc

4. M. por Pneumococo
5. M. por Haemophilus influenzae
6. M. tuberculosa
7. M. de outras etiologias
8. M. de etiologia desconhecida
Meningite + lesões de pele
= doença meningocócica
 Doença Meningocócica

Meningite Meningocócica
    Com petéquias
    Sem petéquias


Meningococcemia
    Com meningite
    Sem meningite
Doença Meningocócica
Meningococcemia
     Meningococcemia
Definição (Kirsch, et al.)
   “Forma fulminante de sepsis por diplococo Gram
   negativo, caracterizada por rash purpúrico de
   disseminação rápida, instabilidade hemodinâmica
   e progressão rápida para choque, coma e
   frequentemente morte.”

   “Presença de febre, petéquias ou púrpuras e
   instabilidade hemodinâmica necessitando grande
   expansão de volume e/ou inotrópicos.”

                                Pediatr. Infect. Dis. J., 1996
     Meningococcemia
       Manifestações clínicas
Progressão rápida
 •   febre
 •   vômitos
 •   cefaléia
 •   dor abdominal
 •   letargia
 •   mialgia
 •   convulsões
Meningococcemia
Manifestações clínicas
           •   petéquias / púrpuras
           •   sinais meníngeos (podem
               estar ausentes)
           •   taquicardia
           •   extremidades frias
           •   perfusão baixa
           •   hipofonese de bulhas
           •   hipotensão
           •   alt. nível consciência
    Meningococcemia
     Manifestações clínicas
Características das lesões cutâneas


•   petequial ou purpúrico        80%

•   maculopapular        13%

•   ausência lesões          7%
  Meningococcemia
            Prognóstico
O prognóstico da doença depende:
    diagnóstico rápido

    antibioticoterapia precoce

    medidas de suporte



A suspeita de meningococcemia é
  suficiente para iniciar o tratamento
     Meningococcemia
             Prognóstico

“Pacientes que receberam antibiótico antes
   da transferência para Hospital Terciário
tiveram melhor prognóstico do que aqueles
    transferidos sem receber antibiótico”
                Cartwright, et al., 1992 e Strang, et. al., 1992




                                         Br. J. Med., 1992
    Meningococcemia

Sinais de mau prognóstico:
     Ausência de meningite

     Petéquias com menos de 2 horas do
      início dos sintomas
     Choque

     Leucopenia (HMG leuc < 10.000)

     VHS < 10 mm
Meningites Bacterianas
Suspeita     investigação
 clínica
              Meningites
       Diagnóstico Etiológico
Látex: LCR / soro     Cultura : LCR              Hemocultura




                    Ágar chocolate Ágar sangue
Meningites Bacterianas
Suspeita     investigação
 clínica



Meningococcemia
Suspeita        Iniciar
 clínica     tratamento
    Meningococcemia
                Terapia
• Antibioticoterapia
• Expansão de volume
• Oxigenoterapia
• Inotrópicos
                        hidro-eletrolíticos
• Correção distúrbios   ácido-básicos
                        coagulopatia
• Corticoterapia (?)
• Entubação endotraqueal precoce
             Meningites
 ...e demais doenças infecciosas


A DEFINIÇÃO ETIOLÓGICA É FUNDAMENTAL
     PARA TERAPÊUTICA APROPRIADA
E INSTITUIÇÃO DE MEDIDAS DE BLOQUEIO
(ISOLAMENTO / QUIMIOPROFILAXIA / VACINAÇÃO)
  Obrigada
    pela
  atenção

mburger@sms.curitiba.pr.gov.br
  Conduta inicial para caso
suspeito de meningococcemia

  Implantar precauções com gotículas
  •   ambiente privativo

  •   máscara (quando se aproximar a menos de 1 metro)

  Implantar precauções de contato
  •   uso de luvas no manuseio
  Conduta inicial para caso
suspeito de meningococcemia
  Acesso venoso periférico
   •   SF 0,9% - 20 ml/Kcal cada 20 min por 1 hora


  Monitorar dados vitais
   •   se necessário manter expansão
   •   SF 0,9% - 20 ml/Kcal/hora até 6 horas
   •   cuidar com hiperidratação / EAP


  Coleta de Hemocultura
  Conduta inicial para caso
suspeito de meningococcemia
Antibioticoterapia
 • Penicilina Cristalina 500.00UI/Kg/dia 4/4 ou 6/6hs

Hidrocortisona (?????)
 • se evolução para choque
 • 50 a 100mg/Kg/ataque  50mg/Kg 30’/ 30’

Encaminhamento para atendimento terciário
Notificação

								
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