CONCRETO APARENTE ED URABILIDADE DO CONCRETO by fa4a5PJ

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									             CONCRETO APARENTE E DURABILIDADE DO CONCRETO



O objetivo do nosso trabalho é introduzir os conceitos do Concreto Aparente e de Durabilidade
do Concreto de uma maneira bem prática.

O primeiro conceito que iremos abordar será a Durabilidade do Concreto, seguida do Concreto
Aparente e a sua recuperação.



DURABILIDADE DO CONCRETO

A Durabilidade do Concreto é definida como sendo a sua capacidade de resistir a ação das
intempéries, ataques químicos, abrasão ou qualquer outro processo de deterioração. A
durabilidade de uma estrutura de concreto é a capacidade que a estrutura possui de manter suas
características estruturais e funcionais originais, pelo tempo de vida útil esperado, nas condições
de exposição para qual foi projetada.

O tempo de vida útil de uma estrutura é resultado de uma série de fatores inerentes ao projeto,
procedimentos executivos, materiais empregados, condições de utilização e eventuais
solicitações não previstas.

Nos últimos anos, o meio técnico tem realizado diversos estudos no sentido de conhecer melhor
algumas das propriedades dos materiais constituintes do concreto, assim como aspectos que
exerçam influência em sua durabilidade. Estes estudos buscam, cada vez mais alcançar a
qualidade para que, desse modo, sejam projetadas estruturas mais duradouras.

A adição de mineiras no concreto tem proporcionado melhorias significativas em suas
propriedades, tanto nas reações ocorridas em seu estado fresco, quanto em seu comportamento
mecânico e de durabilidade depois de endurecido. Essas adições já eram conhecidas desde antes
de Cristo e, com elas, os gregos e romanos construíram obras que penduram até os nossos dias.
Porém escassez de produtos naturais, que possuíssem propriedades pozolânicas, fez com que ao
longo do tempo, seu emprego caísse em desuso na maior parte do mundo, durante um certo
período. Só alguns anos mais tarde foram descobertas propriedades pozolânicas em produtos
obtidos artificialmente.

Pozolanas são materiais naturais e artificiais na forma de pó que, na presença de água, reagem
com componentes do cimento, formando compostos com propriedades aglomerantes. Quando
puros estes materiais permanecem inertes.
Pozolanas naturas = origem nas terras diatomáceas, tufos de cinzas vulcânicas ou de outros
materiais semelhantes.
Pozolanas artificiais = produção através da combustão do carvão mineral em usinas
termelétricas, resíduos da produção de ligas metálicas ou queima controlada de materiais
argilosos (exemplos: sílica ativa, cinza volante, argila calcinada, cinza de casca de arroz, finos de
britagem ou pó de pedra e a escória de alto-forno).

As adições minerais, consideradas essenciais na obtenção de concretos com maiores resistências,
também comprovam sua eficiência em relação a uma maior expectativa de vida das estruturas.
Experiências desenvolvidas em laboratório, assim como algumas experiências práticas,
comprovaram os benefícios causados pela utilização destas adições nas diversas propriedades do
concreto. Por se tratar de materiais extremamente finos, a adição proporciona uma diminuição do
volume de vazios, contribuindo assim para uma menor porosidade, menos permeabilidade e
consequentemente, maiores resistências mecânicas.



CONCRETO APARENTE

Concreto Aparente é o material resultante da união de agregados resistentes por um cimento
suficientemente estável que após seu endurecimento não recebe nas superfícies resultantes,
nenhum revestimento com pasta ou argamassa. Então, quando o concreto for utilizado como
material final de acabamento na execução de uma obra é chamado de concreto aparente.

De um modo geral todo concreto sem proteção de revestimento pode ser classificado como
aparente, devendo entretanto apresentar cuidados especiais quanto a sua superfície, aqueles que
além de função estática, assumem valores de expressão plástica. O tratamento da superfície do
concreto, através de apicoamento, jateamento de areia, agregados lavados bem como certas
pinturas, não elimina a característica do concreto como material final de acabamento pois não
altera-se a forma impressa pelas fôrmas.

Quando adotamos esse tipo de concreto há a necessidade da obtenção de resultados finais
satisfatórios. Temos então, que adotar cuidados não somente na tecnologia de execução, mas
prever a partir do projeto de fôrmas o desenvolvimento das alternativas para os processos e
sistemas de construção associados às características artezanais do canteiro da obra. Por isso é
importante o controle de qualidade, que deve prever o processo construtivo objetivando a boa
prática dos serviços de execução, utilização do concreto, fôrmas e equipamentos porque é muito
comum cuidar-se das propriedades constituintes (intrínsecas) do concreto para atender ao
memorial de cálculo, deixando-se ao sabor, quase sempre artesanal do canteiro de obras, toda
técnica do processo construtivo e emprego do concreto como condições de expósição do
concreto, das características do projeto de fôrma, armação, equipamentos e mão-de-obra a serem
adotadas estabelecendo assim um desequilíbrio entre a tecnologia do material concreto, e
tecnologia da execução da estrutura, que em muitos casos resulta em custos adicionais de
recuperação.



RECUPERAÇÃO ESTRUTURAL

Recuperar uma estrutura significa deixa-la em perfeito estado de uso. Para isso, recomenda-se a
adoção dos seguintes procedimentos básicos:
    Eliminação do rico de colapso – principal prioridade. Deve concentrar providências
       práticas e urgentes, objetivando afastar qualquer ameaça de acidentes;
    Evitar desagregação e infiltrações – esses problemas criam ou aceleram patologias já
       presentes, além de estimular a proliferação de fungos extremamente prejudiciais à saúde;
    Prolongar ou manter a vida útil – a manutenção regular e adequada evita soluções
       radicais, de custo bastante elevado que em caso extremo pode até mesmo levar a
       demolição;
    Proteger contra ataques químicos – meio ambiente agressivo ou a própria destinação
       da estrutura pode favorecer esse tipo de fenômeno, justificando a execução de proteção
       preliminar.
 O processo de diagnóstio, tratamento e prevenção utilizado pela engenharia, diante de um
problema estrutural, é dividido basicamente em três etapas bem parecidas com os termos
médicos em relação as doenças humanas:
     Patologia – detecta sintomas e analisa as origens do problema;
     Terapia – elimina a patologia;
     Profilaxia – evita a recorrência da patologia, por meio de medidas preventivas.


Bibliografias:
-Ibracon (Instituto Brasileiro de Dosagem do Concreto) – Eng. Wander Miranda de Camargo;
- www.cesec.ufpr.br/~wtecnet/durabil/t00046.html;
- -Recuperação de estruturas (Vedacit – 1ºedição).

								
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