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									   Caso Clínico
INTUSSUSCEPÇÃO
     Internos: Camila Machado
               Joanna Cecília
  Orientadores: Luciana Sugai
 Escola Superior de Ciências da
       Saúde/ESCS/SES/DF
            História Clínica:

Identificação: V.G.M.C, 3 meses(DN:10.02.07),
  masculino, natural de Brasília-DF, procedente e
  residente em Águas Lindas-GO.
Mãe:V.M.N, 22 anos, união estável.

QP:Vômitos e sem evacuar há cerca de 05 dias.
                 HDA

Mãe relata que,há cerca de 5 dias, lactente
começou a apresentar vômitos pós-
alimentares, aquosos associado a parada de
eliminação de flatos e fezes.Com esse
quadro, procurou assistência médica na
cidade de origem onde foi prescrito soro de
hidratação oral e amoxicilina que fez uso
durante 4 dias.
                   HDA
Refere persistência dos sintomas acima citados
até que, há um dia , evoluiu com distensão
abdominal, sonolência, dificuldade da pega e
evacuação de fezes pastosas com muco e
sangue vivo.Foi novamente levado ao hospital
de origem onde permaneceu internado por um
dia e, então, encaminhado a esse serviço.
 REVISÃO DE SISTEMAS;
Refere perda de 1 KG durante o período; Nega febre;
Refere diminuição da diurese.

   ANTECEDENTES PESSOAIS:
 G2 P1 C1 A0; refere 6 consultas pré-natal;
sorologias negativas;
 Refere placenta prévia e oligoâmnio;
 Nascido de parto cesáreo, pré-termo (36 semanas),
pesando 2450g, estatura:46 cm.
 Apgar: 8-9
Refere icterícia neonatal com necessidade
fototerapia; permaneceu internado por 11 dias
no Alojamento Conjunto;
Aleitamento materno exclusivo por 2 meses;
Vacinação em dia.
ANTECEDENTES PATOLÓGICOS:
 Refere uma internação com um mês e
 dezesseis dias por pneumonia, permaneceu
 por cinco dias no hospital de Braslândia.
 Nega alergias e traumas
        ANTECEDENTES FAMILIARES:


Mãe: 22 anos- saudável;
Pai: 18 anos- saudável; tabagista e etilista;
Irmão: 4 anos- saudável;
Nega casos de HAS, DM, CA na família.
          HÁBITOS DE VIDA E CONDIÇÕES
            SÓCIO-ECONÔMICAS:

Alimentação: leite em pó (NAN) e leite materno;
  Reside em área urbana, casa com 3 cômodos,4
  pessoas, luz elétrica, água encanada e rede de
  esgoto;
  Nega animais no domicílio.
         EXAME FÍSICO
 Paciente em REG,desidratado(+/+4), irritado,
 gemente, corado, acianótico, anictérico,
 afebril.
ACV: RCR em 2 tempos, BNF, taquicárdico
 (FC:160 bpm), sem sopros,pulsos filiformes.
AR: taquidispnéico(FR:60 irpm), MVF sem
 RA.
ABD:distendido, RHA diminuídos, tenso,
 doloroso à palpação superficial, sem massas
 ou VMG.
EXT: pouco perfundidas , sem edemas.
INTUSSUSCEPÇÃO
       EPIDEMIOLOGIA

Causa mais comum de obstrução intestinal
entre 3 meses e 6 anos de idade;

60%-70% têm menos de um ano;

Raro em recém-nascidos;


Mais prevalente no sexo masculino 4:1
          FISIOPATOLOGIA
 Algumas teorias relacionam a alterações anatômicas e
processos infecciosos (hiperplasia linfóide, adenite
mesentérica, infecções por adenovírus);

Localizações mais freqüentes:
– Íleo-cecal (82%);
– Íleo-ileais (8%);
– Colo-cólicas (4%)
          FISIOPATOLOGIA
Porção superior do intestino se introduz em segmento
 adjacente



obstrução intestinal e compressão da alça invaginada

                    edema

                 isquemia
                               necrose


             fezes sanguinolentas
       FISIOPATOLOGIA
Em 2 a 10% existem pontos de apoio para
invaginação:

–   Divertículo de Meckel;
–   Pólipo intestinal;
–   Hamartoma de Hennoch-Schönlein;
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Dor de início súbito tipo cólica paroxística


             vômitos


fezes com muco e sangue (geléia de groselha)


       Obstrução franca
     MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Exame físico:
– Letargia, respiração superficial e gemência;
– Pulso filiforme;
– Massa abdominal em forma de salsicha;
– Ausência de enchimento em FID com
  peristalse inaudível (sinal de Dance);
– Toque retal com visualização de fezes em
  geléia de morango.
             Diagnóstico
História clínica + Exame físico
Radiografia simples: sinais inespecíficos
de obstrução intestinal
Ultra-sonografia: sensibilidade de até
100%.Imagem em alvo no corte
transversal
Enema baritado: aparência de mola
espiral
          Diagnóstico Diferencial:

                           Divertículo de Meckel:
Gastroenterite:
                           Sangramento indolor;
Dor menos intensa;
                           Associado com atresia de
Diarréia;                    esôfago, ânus
Lactente doente entre os     imperfurado e doença de
  períodos de dor            Crohn

Púrpura de Henoch- Schönlein:
Sintomas articulares ou púrpura acompanham o
   sangramento;
Intussuscepção pode ser uma complicação.
            Tratamento
Redução hidrostática com enema baritado
ou pneumática (menor risco de
complicação)
– Contra indicações:
     perfuração ou peritonite;
     Invaginação crônica;
     Comprometimento do estdo geral;
     Mais de 48h de evolução.
             Tratamento
Tratamento Cirúrgico:
– Falência nas reduções incruentas;
– Invaginação recorrentes;
– Maiores de 2 anos.

Anastomose primária em casos de
laceração, necrose ou impossibilidade de
redução manual.
            Prognóstico:
Elevação da taxa de mortalidade após
24hs de evolução;

Recidiva no pós operatório de 8 a 10%.
             Bibliografia

 Behrman RE, MD –Tratado de Pediatria.
 17 Ed.Rio de Janeiro: Editora Guanabara
 Koogan, 2316-17

 Maureen McCollough, MD, MPHa,T,
 Ghazala Q. Sharieff, MD: Abdominal Pain
 in Children. Pediatric Clinics of North
 America 53 (2006) 107-137

								
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