aula de urina by 6dAir6J

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									   Urinálise


Prof. Luis Fernando Sodelli
    Localização e características dos Rins:



   Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de
    cada lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas
    costelas e também por uma camada de gordura. Cada rim tem cerca de 11,25
    cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura e um pouco mais de 2,5 cm de
    espessura. A massa do rim no homem adulto varia entre 125 e 170 g; na
    mulher adulta, entre 115 e 155 g. Tem cor vermelho-escuro e a forma de um
    grão de feijão enorme.

   São órgãos excretores. Possui uma cápsula fibrosa, que protege o córtex (cor
    amarelada) mais externo, e a medula (avermelhada) mais interna. O ureter é
    um tubo que conduz a urina até a bexiga. Cada rim é formado de tecido
    conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por milhares ou milhões de
    unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.
      Néfrons:



   O néfrom é uma longa estrutura tubular microscópica que possui, em
    uma das extremidades, uma expansão em forma de taça, denominada
    cápsula de Bowman, que se conecta com o túbulo contorcido proximal,
    que continua pela alça de Henle e pelo tubo contornado distal, este
    desemboca em um tubo coletor. São responsáveis pela filtração do
    sangue e remoção das excreções.

   Em cada rim, a borda interna côncava constitui o hilo renal. Pelo hilo
    renal passam a artéria renal, a veia renal e o início do ureter, canal de
    escoamento da urina. Na porção renal mais interna localizam-se tubos
    coletores de urina. O tipo de néfrom e a localização dos rins variam.
     Função dos Rins:



   A função dos rins é filtrar o sangue, removendo os
    resíduos nitrogenados produzidos pelas células, sais e
    outras substâncias em excesso. Além dessa função
    excretora, os rins também são responsáveis pela
    osmorregulação em nosso organismo. Controlando a
    eliminação de água e sais da urina, esses órgãos mantêm
    a tonicidade do sangue adequada às necessidades de
    nossas células.
       Funcionamento dos Rins:



   O sangue chega ao rim através da artéria renal, que se ramifica muito no
    interior do órgão, originando grande número de arteríolas aferentes, onde cada
    uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfrom, formando um
    enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi.

   Os capilares do glomérulo deixam extravasar diversas substâncias presentes
    no sangue (água, uréia, glicose, aminoácidos, sais e diversas moléculas de
    tamanho pequeno), através de suas finas paredes. Essas substâncias
    extravasadas passam entre as células da parede da cápsula de Bowman e
    atingem o túbulo contorcido proximal, onde constituem o filtrado glomerular
    (urina inicial). O filtrado glomerular é semelhente, em composição química, ao
    plasma sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de
    atravessar os capilares glomerulares.
     Urina:



   Diariamente passam pelos rins, quase 2 mil litros de filtrado
    glomerular. A urina inicial caminha sucessivamente pelo túbulo
    contorcido proximal, pela alça de Henle e pelo túbulo contornado
    distal, de onde é lançada em duto coletor. Durante o percurso, as
    paredes dos túbulos renais reabsorvem glicose, vitaminas, hormônios,
    parte dos sais e a maior parte da água que compunham a urina inicial.
    As substâncias reabsorvidas passam para o sangue dos capilares que
    envolvem o néfrom. Esses capilares originam-se da ramificação da
    arteríola eferente, pela qual o sangue deixa a cápsula de Bowman. A
    uréia, por não ser reabsorvida pelas paredes do néfrom, é a principal
    constituinte da urina.
   Uréia: dissolve a gordura e as secreções no interior
    do nosso corpo. Possui alta resistência às bactérias
    e, principalmente, alto poder esterilizador de
    Bacilos                  de                   Koch.
    Ácido úrico: Tem poder inibidor da proliferação de
    Bacilos de Koch, inibindo ainda o aumento de
    substâncias     causadoras        de        câncer.
    Minerais: contém uma variedade maior             do
    quaisquer outros produtos alimentícios. Lava     os
    tecidos do nosso corpo, ativando-os. Remove      as
    substâncias prejudiciais ao nosso organismo e    as
    re-sintetiza, produzindo substâncias úteis       ao
                          mesmo.
    Substâncias ativadoras fisiológicas: na urina
    estão contidas certas substâncias especiais,
    micronutrientes ou hormônios que, mesmo em
    quantidade muito pequena, exercem importante
    função de recuperação da atividade dos tecidos de
    diferentes partes do corpo. São substâncias
    alcalinas,   vitaminas,  enzimas,     hormônios,
    substâncias que agem como agentes anti-tumor.
     Aproveitamento do filtrado glomerular:


   Dos 600 litros do filtrado glomerular produzido diariamente
    pelos rins, forma-se apenas 1,5 litro de urina, portanto,
    mais de 98% da água do filtrado foi reabsorvida,
    principalmente na região da alça de Henle.

   Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos
    túbulos renais se reúnem para formar um vaso único, a
    veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em direção
    ao coração.
 FORMAÇÃO DA URINA

 Envolve três processos:   filtração - passivo
                           reabsorção - ativa ou passiva
                           secreção - geralmente ativa

Homem adulto normal de 80Kg:       filtração - 180L/24h
                                   reabsorção - 178L
                                   excreção  0,5 - 2,0L/dia
Componentes plasmáticos filtrados, reabsorvidos e excretados por dia

   Composto        Filtração/24h       Excreção/24h           Reabsorção/24h
                         (g)                (g)               (g)            %
H2O                  180.000’             1.800            178.200       99,0
Cl-                     630                5,3               625         99,2
Na+                     540                3,3               537         99,4
Bicarbonato             300                0,3               300         100
Glicose                 140                 0                140         100
Uréia                    53                32                24           45
K+                       28                 4                24           85,7
Ác. Úrico               8,5                0,8               7,7          90,6
Creatinina              1,4                1,4                0            0
   URÉIA :         É o principal metabólito nitrogenado derivado da degradação das proteínas.É
   totalmente filtrada no glomérulo e cerca de 25 a 40% é reabsorvida no duto coletor contribuindo
   para a hiperosmolalidade da medula renal.

• SÍNTESE: principalmente no fígado. Pequena quantidade pode ser formada nos rins e cérebro.
A concentração de uréia sérica depende de vários fatores: velocidade de síntese, volume de H2O do
organismo e velocidade de eliminação renal.
                         proteína
                                    Enzimas proteolíticas
                             aa
                                    Transaminação
                         amônia
                                    Síntese enzimática
                                           O
                            uréia   H2N – C – NH2

• EXCREÇÃO:          mais de 90% - renal e10% pele
 Método de determinação           uréia   urease
                                                   NH+4 + CG + NADH      Glutamato + NAD+
    de Uréia Sérica               NADH absorve em 340nm
 VR: Criança até 47mg/dL, Adulto até 49mg/dL, > 65 anos até 70mg/dL
URÉIA SÉRICA AUMENTADA
Causas não renais
    • Desidratação
    • Dieta rica em proteínas
    • Reabsorção de proteínas séricas após hemorragias do TGI
    • Catabolismo protéico elevado (jejum, febre), hemólise, hipertiroidismo.

    Causas renais
    • PRÉ RENAIS: Diminuição da perfusão renal: insuficiência cardíaca congestiva, choque,
                                                desidratação, cirrose, ascite.

    • RENAL:          Lesão glomerular, tubular, intersticial
    (creatinina   )

    • PÓS RENAL:            Obstrução do fluxo urinário (por cálculo renal,
    (creatinina levemente ) hipertrofia de próstata, tumores, má formação congênita

URÉIA SÉRICA DIMINUIDA
•   Inicio de gestação
•   Jejum prolongado
•   Dieta com baixo teor de proteína
•   Lesão hepática severa
CREATININA: Cerca de 20% da creatina muscular é diariamente convertida em
creatinina e excretada principalmente na urina. É livremente filtrada nos glomérulos e
não reabsorvida. Pequena fração (10%) é secretada principalmente quando a
concentração plasmática é alta. Sua síntese ocorre no fígado, rins e pâncreas. Os
níveis séricos dependem da velocidade de produção, estado de hidratação e
velocidade de excreção renal.

 Síntese:     Arginina + Glicina           guanidinoacetato
                                                            + ornitina
                            NH2                       creatina
                                                                     ATP
                            C N+H2
                      CH3   N                                        ADP
                            CH2                                  fosfocreatina
                                           H2O
                            COO-                 15% dia
                                                                     Pi
                                                      Creatinina
                         creatina
                     (98% muscular)

 Produção Endógena: Proporcional à massa muscular e varia com o sexo e
 idade
CREATINA SÉRICA AUMENTADA

 • Causas não renais: Hipertrofia muscular, necrose muscular, uso de anabolisantes
 esteroidais, exercício físico intenso.

 • Pré Renais:

                 Insuficiência cardíaca

                 Choque

                 Perdas de sais e H2O (vômito, diarréia excessiva)

 • Renais:       Lesão Glomerular, Tubular e Intesticial

 • Pós Renais: Obstruções do trato urinário (cálculo, tumores, má formação congênita,
 hipertrofia prostática)

Método de dosagem: creatinina + picrato (meio alcalino)  complexo vermelho
alaranjado (480-520nm).
Interferentes: proteínas, ác. ascórbico, glicose, acetona, uréia, etc.
Solução: Método cinético + remoção de interferentes com silicato de alumínio
Clearance Renal: O Clearance renal de uma substância é definido como o volume de
plasma depurado da substância por minuto. Para comparar os clearances em indivíduos
com superfície corporal diferentes, o clearance é expresso em termos de uma área de
superfície corporal padrão (1,73m2). O clearance de uma substância filtrada que não seja
posteriormente reabsorvida ou secretada é uma medida da taxa de filtração glomerular.

Clearance de Creatinina
• Varios compostos exógenos podem ser usados (inulina por ex; polissacarídeo inerte). Isto
exige a contínua infusão intra venosa da inulina. Do ponto de vista prático, usa se
normalmente o clearance da creatinina.
     Cálculo: Cl creatinina = Cr U x fluxo (ml/min) x 1.73m2
                               Cr S                     A
 Cr U: Creatinina urinária (urina de 24h)
 Cr S: Creatinina Sérica
    A: Superfície corporal calculada com o uso de nomogramas com base no
    peso e altura.
 Cl creatinina (taxa de filtração glomerular):      lesão aguda ou crônica
 glomerular, lesão tubular


Vr    H: 94 - 140mL/min/1,73m2
      M: 72 – 110mL/min/1,73m2
      Após os 40 anos de idade diminui cerca de 6,5mL/min/1,73m2 para cada 10 anos.
         INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIA
                   (I.T.U.).
   A infecção do trato urinário (ITU) constitui uma das principais causas de consulta na
    prática médica, só perdendo para as infecções respiratórias.
     A ITU é a presença de microorganismos em alguma parte do trato urinário. Quando
    surge no rim - pielonefrite; na bexiga - cistite; na próstata - prostatite e na uretra -
    uretrite.
     A grande maioria das ITU é causada por bactérias, mas também podem ser
    provocadas por vírus, fungos e outros microorganismos. A maioria das infecções
    urinárias ocorre pela invasão de alguma bactéria da microbiota intestinal no trato urinário.
    A bactéria Escherichia coli, representa 80-95% dos invasores infectantes do trato
    urinário.
     O acesso dos microorganismos ao trato urinário se dá por via ascendente, ou seja,
    pela uretra, podendo se instalar na própria uretra e próstata, avançando para a bexiga e,
    com mais dificuldade, para o rim.
     Dificilmente, as bactérias podem penetrar no trato urinário pela via sangüínea. Isto
    ocorre apenas quando existe infecção generalizada (septicemia) ou em indivíduos sem
    defesas imunitárias como aidéticos e transplantados. A intensidade da IU depende das
    defesas do paciente, da virulência do microorganismo e da capacidade de aderir à
    parede do trato urinário.
     Como a urina é estéril, existem fatores
     que facilitam a contaminação do trato
     urinário, tais como:

   obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de
    uretra, defeitos congênitos e outros.
   corpos estranhos: sondas, cálculos renais (pedras nos
    rins), introdução de objetos na uretra (crianças).
   doenças neurológicas: traumatismo de coluna.
   fístulas genito-urinárias   e   do   trato   digestivo
    (colostomizados).
   doenças sexualmente transmissíveis e infecções
    ginecológicas.
     O ato de urinar é involuntário e indolor.
     A presença de:


   Dor
   Ardência
   dificuldade e/ou urgência para urinar
   micções urinárias muito freqüentes e de
    pequeno volume
   urina de mau cheiro e de cor opaca
   filamentos de muco
   formam um conjunto de dados que permite ao médico
    suspeitar que o paciente está com infecção urinária. Muitas
    vezes, soma-se a esses sintomas e sinais dores na bexiga
    e no final da micção, gotejamentos de pequenas
    quantidades de sangue.
     Quando o rim é atingido, o paciente apresenta, além dos
    sintomas anteriores, calafrios, febre e dor lombar,
    podendo, algumas vezes, ocorrer cólicas abdominais,
    náuseas e vômitos.
     Às vezes, o paciente apresenta sintomas semelhantes
    aos da IU, como dor, ardência, urgência para urinar e
    aumento da freqüência, mas os exames culturais não
    mostram bactérias na urina. Estes casos podem ser
    confundidos com IU e são chamados de síndrome uretral
    aguda, que pode ter outras causas não infecciosas, mas
    de origem inflamatória, como químicas, tóxicas, hormonais
    e irradiação.
     Como se faz o diagnóstico
    A presença dos sinais e sintomas de IU obriga o médico a solicitar um exame comum
    de urina (EAS) e uma urocultura. Para isso, é muito importante que a coleta de uma
    amostra de urina seja feita sem contaminação. A contaminação, geralmente, é de
    microorganismos da uretra, da região perianal e algumas vezes da tosse ou das mãos
    que manuseiam os frascos esterilizados.
     Há quatro métodos de coleta: jato urinário médio, coletor urinário, sondagem e punção
    supra púbica da bexiga. Cada um desses métodos tem suas indicações, conveniências e
    complicações. O médico deve decidir qual é o melhor para o seu paciente.
     A maioria das coletas é feita pelo jato médio da primeira urina da manhã, após uma
    higienização bem feita da região peri-uretral. O jato médio é o jato urinário colhido após
    ter sido desprezada a primeira porção da urina, que poderia estar contaminada por
    microorganismos da uretra.
     O exame comum de urina, no caso de IU, apresenta bactérias e grande quantidade de
    leucócitos (glóbulos brancos), predominando sobre os eritrócitos (glóbulos vermelhos) no
    sedimento urinário.
     O exame cultural da urina na IU mostra um crescimento de bactérias superior a
    100.000 germes por mililitro de urina. Esta quantidade de bactérias permite o diagnóstico
    de IU em mais de 95% dos casos, desde que não tenha havido contaminação. Algumas
    vezes, em certas situações, um número menor de bactérias, também, pode significar IU.
Padronização

   Qualidade
   Padronização da execução de todas as etapas
    envolvidas na realização dos exames do setor
   Resultados confiáveis
   Resultados válidos para influenciar decisões clínicas
   Resultados comparáveis
   Interpretação do resultado do exame
Padronização

    Etapa Pré-Analítica – 70% dos erros
    Orientações ao paciente
    - Coletar a 1ª urina da manhã ou retê-la por no mínimo duas
    horas antes da coleta para realização do exame;
    - Realizar higiene prévia da região genital;
    - Urinar no coletor, desprezando o 1º jato urinário;
    - Coletar cerca de 30 mL de urina;
    - Armazenar de 2 - 8°C;
    - Enviar ao laboratório em até 2 horas em
    caixas térmicas com gelo.
Padronização

   Etapa Pré-Analítica
   Critérios de Aceitabilidade da amostra
    –   Volume superior a 1 mL
    –   Amostras enviadas em coletor universal
    –   Amostra sem contaminação visível
    –   Preservação adequada
    –   Identificação correta
Padronização

   Coleta infantil
    –   O coletor auto-aderente deve ser trocado de 30 em
        30 minutos;
    –   Colocar o coletor aderente fechado dentro do
        coletor universal;
    –   Volume superior a 1 mL
    –   Amostra sem contaminação visível
    –   Preservação adequada
    –   Identificação correta – identificar o coletor auto-
        aderente e o coletor universal.
Padronização
   Etapa Analítica
    – Materiais e Reagentes
    Data de Vencimento

        Armazenamento

        Contaminação

    –   Equipamentos
            Limpeza

          Manutenção

           Calibração

            Cuidado
Padronização

   Etapa Analítica
    –   Rotinas
            Manual de Bancada (POP)


    –   Pessoal Técnico Capacitado

    –Controle     de Qualidade
         Interno

         Externo
Padronização Urina Tipo I


• Etapa Analítica
     Análise Física         Análise Microscópica




     Análise Química
Padronização Urina Tipo I: Análise Química




    Tubos identificados, vamos passar a fita-reagente...
Padronização Urina Tipo I: Análise Química




   1. Mergulhe a tira e   2. Seque a parte    3. Após 60 segundos,
   retire-a dispensando   posterior em um     compare as cores de
   o excesso pela borda   papel absorvente.   reação das áreas de teste,
   do frasco.                                 na direção de inserção da
                                              fita do recipiente.
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Densidade : 1010 a 1025 (Valores de Referência)
 Refratômetro
O refratômetro determina a concentração das
partículas dissolvidas na amostra, mas faz isso
medindo o índice de refratividade. Este índice é uma
comparação da velocidade da luz no ar com a
velocidade da luz na solução. Essa velocidade
depende da concentração das partículas dissolvidas
presentes na solução e determina o ângulo de
passagem da luz através da solução. O refratômetro
clínico utiliza esses princípios, medindo o ângulo de
entrada da luz num prisma, depois de atravessar uma
solução, e convertendo esse ângulo (índice de
refratividade) em densidade.
Calibração


 A calibração do              Solução    Densidade
 refratômetro é feita com       H2O        1.000
 o uso de água destilada,
 se necessário, pode-se        NaCl a      1.022
 utilizar o botão de ajuste      5%
 para adequar a leitura. A    Sacarose     1.034
 calibração é verificada        a 9%
 ainda:
Procedimento


   Zerar o refratômetro com H2O2;
   Colocar 1 ou 2 gotas de urina sobre o prisma;
   Focalizar o instrumento em lugar de boa
    iluminação e
   Fazer a leitura diretamente a partir da escala
    de densidade.
     Obs: o prisma e a sua cobertura devem ser
    limpos a cada análise.
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   pH : 5 a 7
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Proteína
    Negativo
    Positivo: + a +++




     Interferentes: resíduos infectantes, infusão de polivinilpirrolidona
     Diagnósticos: Infecções, Diabetes, Calculoses, Cilindroses
     Exames Correlatos: Microalbuminúria, dosagem sérica (proteínas
     totais e frações e albumina).
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Substâncias Redutoras (glicose)
    Negativo
    Positivo: + a +++


                    Reativo de Benedict

                                                      Glicosúria:
                                                    >180mg/dL no soro

    Interferentes: vitamina C, agentes de limpeza
    Diagnósticos: Diabetes mellitus, hiperglicemia não-diabética
    Exames Correlatos: dosagem sérica (↑180mg/dL), HB glicada.
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Corpos Cetônicos
    Negativo                               Reagente de Imbert
    Positivo: + a +++




    Interferentes: Captopril, Levodopa, Paraldeído
    Diagnósticos: jejum, dieta, Diabetes mellitus
    Exames Correlatos: Cetonúria
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Pigmentos Biliares (Bilirrubina)
    Negativo                              Reagente de Fouchet
    Positivo: + a +++




     Interferentes: Vitamina C, luz intensa (fotossensível)
     Diagnósticos: Doenças Hepáticas, Biliares e Hemolíticas
     Exames Correlatos: Dosagem sérica
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Urobilinogênio
    Normal Presente até 1/3
    Positivo: + a ++++



    Reagente de Ehrlich



    Interferentes: AAS
    Diagnósticos: Disfunção Hepática, Doenças Hemolíticas, Infecções graves
    Exames Correlatos: TGO, TGP, GGT
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Hemoglobina (sangue)
    Negativo
    Positivo: traços a ++++

                                                            Hemorrágica




     Interferentes: Vitamina C, agentes de limpeza, período menstrual
     Diagnósticos: Lesão renal ou no trato urinário, calculose
     Exames Correlatos: H. D. - Grandes esforços físicos
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Nitrito*
    Negativo
    Positivo




     Interferentes: Vitamina C
     Diagnósticos: Infecções nas vias urinárias
     Exames Correlatos: Pesquisa de Leveduras, Bactérias e Urocultura.
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Leucócitos*
    Negativo
    Positivo: + a +++




    Interferentes: Formaldeído (estabilizador), antibióticos, cor forte (bili +)
    Diagnósticos: Lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas do trato urinário
    Exames Correlatos: Urocultura
Padronização Urina Tipo I: Análise Química


   Ácido Ascórbico*
    Negativo
    Positivo: + a +++




Exames Correlatos: Dosagem de Vitamina C
       Padronização Urina Tipo I: Preparo da
                    Amostra
PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS:
-Homogenizar adequadamente a amostra de urina,
-Transferir 10 ml da amostra para o tubo cônico,
-Centrifugar por 5 minutos a uma rotação de 1500 a 2000rpm;
-Eliminar 9ml da urina centrifugada;
-Suspender o precipitado (1mL) agitando adequadamente o
  tubo;

-Tirar um pouco de amostra com uma pipeta e colocar na
   câmara para leitura microscópica.
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Materiais Padronizados – Neubauer

                         -4 quadrantes ( L ) são
                         subdivididas em 16 áreas
                         com 0,25 mm de cada
                         lado.
                         -Contar elementos de 1
                         quadrante e multiplicar por
                         1000 ou 4 quadrantes e
         L     L         multiplicar por 250
                         -Cilindros x111
                         -2 pacientes/câmara

         L     L
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Materiais Padronizados – K Cell


     - 10 poços para
        leitura
    - 10 pacientes/câmara
      - Multiplicar por
        1000 os
        elementos
        encontrados nos
        9 círculos (2        0,1μL
        séries de 9         amostra
        círculos/poço)
                                              400x
                                      100x
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Hemácias:
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Hemácias Dismórficas
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Hemácias Dismórficas
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Leucócitos:
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Células Epiteliais
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Células Epiteliais
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Células Epiteliais
    Ausentes
    Raras: até 3 por campo
    Algumas: 4 a 10 por campo
    Abundantes: acima 10 por campo



                         Aumento de
                           100x
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Formação - Cilindros
    Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica




–   Cilindros são formas modeladas na luz dos túbulos
    distais e ductos coletores.
–   São resultantes da precipitação de proteínas devido a
    concentração e acidificação da urina nestes locais.
–   Forma varia conforme local de formação.
–   Proteína positiva!!!
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Hialino




                São semi-transparentes e incolores.

          Exercícios extenuantes, febre e uso de diuréticos
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Hemático




       Têm presença de hemácias e apresentam-se amarelos
                      sob fraca iluminação.

               Patologia: Doença Renal Intrínseca
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Leucocitário




         Têm presença de 1a muitos leucócitos em seu interior.

                       Patologia: Pielonefrites
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Epitelial




        Têm presença de 2 a muitas células no seu interior, geralmente
                          epiteliais descamadas.

                    Patologia: Lesões nos túbulos renais
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Granuloso




          Possui grânulos grossos ou finos. Não possuem largura
                        uniforme (largos ou finos).

        Patologia: Doença Renal Glomerular ou Tubular e algumas
         situações fisiológicas (exercícios violentos e dieta pura de
                                 carboidratos)
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Céreo




              São largos, com fendas nas laterais, de bordas
                               irregulares.

          Patologia: Insuficiência Renal, rejeição a transplantes e
                          doenças renais agudas
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindro Gorduroso




                   Têm extremidade afilada torcida
                            ou ondulada.

           Patologia: Diabetes mellitus e intoxicação severa
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cilindros
    Negativo
    Positivo: + a +++                Aumento
        + : até 1 por campo           100x
        ++ : de 1 a 3 por campo
        +++ : acima de 3 por campo
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cristais
    –   Urina ácida (pH 5 a 6,5)

                         Ácido Úrico


                                             Oxalato de cálcio



                         Precipitado de Urato Amorfo
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cristais
    –   Urina alcalina (pH 7 a 8)

                         Fosfato Triplo Amoníaco-Magnesiano




                           Precipitado de Fosfato Amorfo
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cristais de origem metabólicas
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cristais de origem iatrogênica (medicamentos)
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Cristais
    Ausentes
    Positivo: + a +++
        + : até 3 por campo (raros)
        ++ : 4 a 10 por campo (moderados)
        +++ : acima de 10 por campo (abundantes)


                                         Aumento
                                          100x
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Outros Elementos: Muco
    Ausente
    Positivo: + a +++




    Indicativo de processo inflamatório
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Outros Elementos: Trichomonas sp.
    Ausente
    Positivo
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Outros Elementos: Leveduras
    Positivo: + a +++
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Espermatozóides
    Positivo: + a +++




     HOMENS APENAS!!!
Padronização Urina Tipo I: Análise Microscópica


   Contaminantes e Artefatos
Padronização Pregnosticon (NEO)


•Positivo



•Negativo



•Teste Inválido




  Interferentes: Urina muito diluída ou com sinais visíveis de precipitantes
                        (centrifugar antes de fazer).
Padronização Dismorfismo Eritrocitário



                                             pH ≥ 7, tendem
                                              as hemácias
                                              a hemolizar


             Metodologia: Microscopia

                      Laudo:
       Total de Hemácias: _______
       Hemácias Dismórficas: ausentes ou %
                 (regra de três)
Padronização Urina Tipo I


   Etapa pós-analítica : 20 a 30% dos erros
    –   Interpretação das Análises
    –   Diagnóstico Laboratorial
    –   Avaliação dos Controles
    –   Liberação dos Resultados
    –   Emissão do Laudo
    –   Entrega do Resultado
Laudos

Exame Físico:


   Aspecto: límpido, ligeiramente turvo ou turvo
   Cor: Amarelo-citrino (ESCALA DE CORES)
   Densidade: 1010 a 1025
   PH: 5 a 7

                                      Valores de
                                      Referência
Laudos

Exame Químico:                                Valor de Referência:
   Proteína:                                       Ausentes
    –   Positivo:
            Cilindros
            Leucócitos: + (>70.000/mL), ++ (>1000000/mL)

   Substâncias Redutoras; Corpos Cetônicos; Pigmentos
    Biliares; Urobilinogênio;

   Hemoglobina:
    –   Positivo:
            Hemácias: traços (até 10.000/mL), + (até 20.000/mL), ++ (até
             60.000/mL), +++ (de 60.000 até < sup.1000000/mL), ++++
             (>1000000/mL).
Padronização Urina Tipo I


   Principais erros observados na urinálise:
    - não utilizar amostra de urina recém emitida;
    - utilização de frasco de coleta inadequado;
    - falta de homogeneização da amostra de urina;
    - falta de observação da temperatura da urina para
      pesquisa com tiras reagentes;
    - falta de observação dos cuidados de manuseio e
      prazo de validade de reagentes;
Padronização Urina Tipo I


•Principais erros observados na urinálise:
  -   utilização  indevida das tiras reagentes
    (manuseio incorreto, desconhecimentos dos
    interferentes das reações);
  - utilização de procedimentos inadequados de
    centrifugação (tempo, rotação).
  - preparo incorreto do sedimento;
  - despreparo do analista.
Você sabe a importância de um
    diagnóstico correto???
Diagnóstico de Doenças Renais e Urológicas
1.   Identificar tubos conforme RG do paciente



2.   Homogeneizar bem o frasco coletor




3.   Colocar 10mL de urina no tubo respectivamente identificado




4.   Passar a fita reagente




                                                   Limpar o apoio das
                                                      fitas antes da
                                                     próxima rodada
5. Centrifugar 1500 a 2000rpm por 5 minutos




6. Desprezar o sobrenadante, restando 1mL do sedimento




7. Análise microscópica




                      Homogeneizar bem
                        o sedimento

8. Digitar resultados (laudos) no sistema.

								
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