Projeto Pol�tico Pedag�gico

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							COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA-ENSINO MÉDIO




          PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO




          Engenheiro Beltrão, Novembro - 2007
         SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
                   Curitiba – Paraná
                   Maurício Requião




           NÚCLEO REGIONAL DA EDUCAÇÃO
                Campo Mourão - Paraná
                  João Luiz Conrado




COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO
              Engenheiro Beltrão - Paraná
                 Eiridan Viana Pereira
DEDICADO
A TODO JOVEM QUE OUSA SER...


Todo o jovem
Esconde, em algum lugar,       Todo jovem

Razões que a escola            Enxerga, em algum lugar,

Não vai imaginar               Sinais luminosos
                               Para decifrar

Todo jovem
Oculta, em algum lugar,        Todo jovem

Emoções que o currículo        Guarda, em algum lugar,

Não vai abarcar                Ícones que a lógica
                               Não vai decifrar

Todo jovem
Põe, em algum lugar,           Todo jovem

Cismas que o mestre            Busca, em algum lugar,

Não vai desvendar              Lições que o livro
                               Não vai ensinar

Todo jovem
Deposita, em algum lugar,      Todo jovem

Motivos que a avaliação        Espera, em algum lugar,

Não vai captar                 Uma sala de aula
                               Que saiba encenar

Todo jovem
Aponta, em algum lugar,        Todo jovem

Novelos de vida                Pensa, em algum lugar,

Para desnovelar                Achar uma escola
                               Capaz de sonhar.


                               Moacir Alves Carneiro
                          HOMENAGEM


A quem interessar posso chamar educador.
Primeiro, àqueles que enfrentam bem as,
circunstâncias com que se deparam no dia-a-dia...
Depois, àqueles que são honrados em suas;
relações com todos os homens, agüentando
com facilidade e bom humor aquilo que é
ofensivo para outros, então, sendo tão
agradável e razoável com seus companheiros
Quando é humanamente possível...
Àqueles que têm seus prazeres sob controle
E não acabam derrubados por suas infelicidades.
Àqueles a quem o sucesso não estraga.
Que não fogem, do seu próprio eu, mas sim,
se mantêm firmes, como homens de
sabedoria e sobriedade.




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                                                       SUMÁRIO


1- APRESENTAÇÃO .................................................................................................08
2- INTRODUÇÃO .......................................................................................................09
2.1- Identificação ........................................................................................................10
2.2- Histórico da Escola .............................................................................................10
2.3- Biografia do Patrono ...........................................................................................11
2.4- Espaços Físicos ..................................................................................................13
2.5- Cursos e Turmas.................................................................................................13
2.5.1- Séries e números de alunos ............................................................................14
2.5.2- Corpo administrativo.........................................................................................14
2.5.3- Corpo docente .................................................................................................15
2.6- Caracterização da População .............................................................................15
3- OBJETIVO GERAL ................................................................................................17
3.1- Objetivos Específicos ..........................................................................................17
4- PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR ....................................19
5- PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO.................................................. 21
5.1- Constituição Federal............................................................................................21
5.2- Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ...............................................21
5.3- Uma construção Coletiva ....................................................................................22
6- DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO E DA
ESCOLA .....................................................................................................................24
7- ANÁLISE DAS CONTRADIÇÕES E CONFLITOS PRESENTES NA PRÁTICA
DOCENTE: REFLEXÃO TEÓRICO – PRÁTICA........................................................27
8- CONCEPÇÕES QUE SUSTENTAM O TRABALHO EDUCATIVO DO COLÉGIO
ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA .....................................................................29
8.1- Concepção de Homem .......................................................................................29
8.2- Concepção de Sociedade....................................................................................29
8.3- Concepção de Educação.....................................................................................29
8.4- Concepção de Cultura ........................................................................................29
8.5- Concepção de Ciência ........................................................................................29
8.6- Concepção de Conhecimento .............................................................................30
8.7- Concepção de Currículo .....................................................................................30
8.8- Concepção de Tecnologia ..................................................................................30
8.9- Concepção de Trabalho ......................................................................................31
8.10- Concepção de Cidadania ..................................................................................31
8.11- Concepção de Avaliação ..................................................................................31
9- ORGANOGRAMA DA ESCOLA ............................................................................33
10- PRINCÍPIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA: ACESSO, PERMANÊNCIA, E
QUALIDADE DO ENSINO-APRENDIZAGEM ...........................................................34
10.1 – Conselho Escolar ............................................................................................35
10.2 – Associação de Pais e Mestres e Funcionários ..............................................36
10.3 – Grêmio Estudantil ............................................................................................36
10.4 – Capacitação Continuada de Educadores ........................................................36
10.5 - Trabalho Coletivo ............................................................................................37



                                                                                                                            5
11- O QUE A ESCOLA PRETENDE DO PONTO DE VISTA POLÍTICO-
PEDAGÓGICO ..........................................................................................................40
12- REDIMENSIONAMENTO DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO
....................................................................................................................................42
12.1- O Papel do Diretor ............................................................................................44
12.2- O Papel da Secretaria e Auxiliares....................................................................45
12.3- O Papel da Bibliotecária ..................................................................................46
12.4- Coordenador Financeiro ...................................................................................46
12.5- Papel do Professor Pedagogo ..........................................................................47
12.5.1- Organização da Hora/Atividade no Horário Escolar ......................................48
12.6- Papel dos Serviços Gerais ................................................................................48
12.7- Papel do Professor ...........................................................................................49
13- PLANO DE AÇÃO DA DIREÇÃO ........................................................................50
14- PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA ..................................................54
15- PLANO DE AÇÃO DOCENTE .............................................................................58
16- RECURSOS QUE A ESCOLA DISPÕE PARA REALIZAR SEU PROJETO ......59
17- CALENDÁRIO ESCOLAR ...................................................................................60
18- ORGANIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS .....................61
18.1- Salas Ambiente .................................................................................................61
18.2- Laboratório de Informática.................................................................................62
18.3- Laboratório de Biologia, Física e Química ........................................................62
19- ORGANIZAÇÃO DE TURMAS E DISTRIBUIÇÃO POR PROFESSOR...............63
20- DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO PESSOAL DOCENTE
E NÃO DOCENTE, DO CURRÍCULO, DAS ATIVIDADES EXTRA-CURRICULARES
E DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO .............................................................64
20.1 – Currículo e Avaliação: reciprocidade na construção de um conhecimento
solidariedade/emancipação .......................................................................................66
20.2- Trabalho Pedagógico Emancipador ..................................................................67
20.3- Finalidade da Avaliação Formativa Emancipatória ...........................................69
20.4- Pesquisa de Avaliação dos Serviços educacionais ..........................................69
21- INTENÇÃO DE ACOMPANHAMENTO AOS EGRESSOS..................................73
22- INCLUSÃO ...........................................................................................................73
23- VALORIZAÇÃO A CULTURA AFRO NA PROPOSTA PEDAGÓGICA ...............76
24- PRÁTICAS AVALIATIVAS ...................................................................................80
24.1- Conselho de Classe...........................................................................................81
24.2- Recuperação Paralela ......................................................................................81
24.3- Progressão Parcial ............................................................................................82
25- PROJETOS ..........................................................................................................83
25.1- Cultura Afro .......................................................................................................83
25.2- Em Ação Contra a Evasão – “Nenhum a Menos” .............................................86
25.3 – Agenda 21........................................................................................................88
25.4 – Educação Fiscal ..............................................................................................97
25.5- Educação Tecnológica ....................................................................................102
26- ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO ............105
27- CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................. 106
28- REFERÊNCIAS .................................................................................................107
29- ANEXOS.............................................................................................................108
29.1- APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICO CURRICULAR ............109


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29.2- MATRIZ CURRICULAR.................................................................................110
29.3- PROPOSTA CURRICULAR POR DISCIPLINA ..............................................111
29.4 RESOLUÇÃO Nº 1968/82 ................................................................................292
29.5ATO ADMINISTRATIVO Nº 090/2003 .............................................................293
29.6 ATO ADMINISTRATIVO Nº 323/2005 .............................................................294
29.7 ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES PARA A ELEIÇÃO E
POSSE DA DIRETORIA DO GRÊMIO ESTUDANTIL DO COLÉGIO ESTADUAL
PADRE ANTONIO VIEIRA – EM .............................................................................295
29.8 ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES E FUNCIONÁRIOS DO COLÉGIO
ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO ....................................296
29.9-ATA DE APROVAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO ................297
30.1- ATA DE APROVAÇÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICO CURRICULAR .... 298




                                                                                                           7
1- APRESENTAÇÃO

        O presente projeto Político Pedagógico é um compromisso definido
coletivamente, e sua intencionalidade é a contribuição para a formação do cidadão
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Ele é pedagógico no
sentido de definir as ações educativas e as características necessárias para cumprir
seus propósitos. Preocupa-se em instaurar uma fórmula de organização do trabalho
pedagógico coerente com as mudanças que se fazem necessárias.
        Ainda é preciso considerar que ele não se limita as orientações legais e
políticas, mas supõe a revisão e a mudança de nossas concepções e práticas, no
sentido de torná-las críticas para atingir as raízes das questões, que melhor se ajuste
as necessidades de alunos com características diferenciadas promovendo dessa
forma um processo de educação e inclusão responsável.
        Vivemos um momento de revisão da educação escolar, de seu papel e seu
alcance. O Projeto Político Pedagógico do Colégio Padre Antonio Vieira foi
construído nesse contexto e pretende ser um instrumento teórico-metodológico a ser
disponibilizado, (re)construído e utilizado por aqueles que desejam efetivamente a
mudança.
        O presente Projeto foi elaborado coletivamente pela comunidade Escolar e
seu foco é o processo educativo com mais qualidade, organizado para garantir que
os alunos permaneçam com êxito na Escola. Coerentemente com essa temática
propomos um referencial teórico e prático seguindo as concepções da Pedagogia
Histórico Crítica que pretende ser o direcionador de ações efetivas para organizar o
ensino Médio proporcionando a preparação para a cidadania e para o mundo do
trabalho, incluindo o desenvolvimento da autonomia intelectual, do pensamento
crítico e da formação ética.




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2- INTRODUÇÃO


       O presente projeto pretende ser na sua totalidade o caminho que norteará a
prática efetiva da nossa escola.
       A princípio apresentamos a identificação e o histórico do Colégio dando
ênfase ao Patrono Padre Antonio Vieira, através de sua biografia, citando o Sermão
da União como referência ao nosso propósito maior que é valorizar essa prática.
       Fazemos a seguir a descrição do espaço físico, cursos e turmas,
caracterizando a população, de maneira que possamos identificar a escola pelas
nossas iniciativas e experiências que pela vontade e interesse de todos será bem
sucedida e permeará nossas atitudes de êxito.
       A escola é o espaço que por característica está dedicada à tarefa de organizar
o conhecimento e apresentá-lo aos alunos pela mediação da linguagem, de modo
que seja apreendido. Cabe a ela ainda a complexa tarefa de organizar competências
cognitivas complexas como: autonomia intelectual, criatividade, solução de
problemas, e outros, formando um sujeito com história, fazendo história.




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2.1- Identificação

Nome da Escola: Colégio Estadual Padre Antonio Vieira- Ensino Médio
Código: 00251

2.2- Endereço: Rua Duque de Caxias, nº 431, Engenheiro Beltrão –Código: 0750 –
Estado do Paraná - CEP 87 270 000

2.3- Telefone/Fax- 0 xx 44-3537-1231 – e-mail: Colégiocepav@.yahoo.com.br

2.4- Núcleo Regional de Educação- Código:05 – Município de Campo Mourão,
situado a 30 Km do município de Engenheiro Beltrão/Colégio Estadual Pe.Antonio
Vieira- Ensino Médio.


2.2- Histórico da Escola


      O Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio, é mantido pelo
Governo do Estado do Paraná e foi instalado no ano de 1949. Este estabelecimento
recebeu a denominação de Grupo Escolar de Engenheiro Beltrão, de acordo com o
Decreto nº. 16.122, publicado no Diário Oficial de 08/03/55.

       Foi criada a Escola Normal Colegial Estadual de Engenheiro Beltrão, pelo
Decreto nº. 182/67, de 28/12/67; a autorização de funcionamento deu-se pela
Portaria nº. 12.884, de 29/12/67.
       O Colégio Comercial Estadual de Engenheiro Beltrão foi criado pelo Decreto
nº. 17,781 de 30/12/69 e autorizado a funcionar pela Portaria nº. 4.830 de 06/05/70.
       A reorganização do Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino de 1º e 2º
Graus foi através do Parecer nº. 158/78 e Processo nº. 116/78 e o reconhecimento
deu-se pelo Decreto nº. 1348 de 22/07/82 e Resolução nº. 1968/82.

       Ofereceu os Cursos de Magistério e Auxiliar/Técnico em Contabilidade, os
quais foram reconhecidos pela Resolução nº. 1968/82 de 22/07/82, e também o
Curso de Educação Geral/Preparação Universal, que foi reconhecido pela Resolução
nº. 1350/85 de 28/03/85.

      Com a municipalização das escolas de 1ª a 4ª séries ocorrida em 1992 em
nosso município, o Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino de 1º e 2º Graus
passa denominar-se Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino de 2º Grau.

      Atendendo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº. 9394/96, a
Deliberação nº. 003-CEE e Resolução nº. 3120/98, este estabelecimento de ensino
passou a denominar-se COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO
MÉDIO.




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2.3- Biografia do Patrono

        Padre Antonio Vieira nasceu em Lisboa, em 1608, e com sete anos veio para
a Bahia. Em 1623, entra na companhia de Jesus, ordenando-se padre em 1634.
após a Restauração, movimento pelo qual Portugal liberta-se do domínio espanhol
em 1640, retorna à terra natal, saudando o rei D. João IV, de quem se torna
confessor.
        Estréia na Capela Real de Lisboa em 1642 com o Sermão dos bons anos. A
partir de então, dedica-se com muita disposição às questões políticas de Portugal.
        Politicamente, Vieira tinha contra si: a pequena burguesia cristã, por defender
o capitalismo judaico e os cristãos- novos; os pequenos comerciantes do Brasil, por
ter ajudado na criação de um monopólio mercantil no Maranhão ( que geraria a
Revolta de Beckman, em 1648); os administradores e os colonos, por defender os
índios. Essas posições, notadamente a defesa dos cristãos-novos, custaram a Vieira
uma condenação pela inquisição (permaneceu dois anos preso). Faleceu em 1697,
na Bahia.
        Podemos dividir a obra de Antonio Vieira em profecias, cartas e sermões.
        As profecias constam de três obras: História do Futuro, esperanças de
Portugal e Clavis Prophetarum, onde se notam a defesa do sebastianismo (crença
segundo a qual o rei D. Sebastião, desaparecido em combate na África, voltaria para
colocar Portugal em posição de destaque) e um nacionalismo megalomaníaco.
        As cartas somam cerca de quinhentas, versando sobre o relacionamento entre
Portugal e Holanda, a Inquisição e a atuação dos jesuítas na colônia.
        Os sermões são quase duzentos e constituem o melhor da obra de Vieira. De
estilo conceptista, totalmente oposto ao Gongorismo, o pregador português joga com
as idéias e os conceitos, segundo os ensinamentos de retórica dos jesuítas. “Se
gostas de afetação, pompa de palavras e do estilo que chamam culto, não leias.”
        Seus principais sermões:
        Sermão da Sexagésima – pregado na Capela Real de Lisboa, em 1655,
também conhecido como “A palavra de Deus”. Polêmico, esse sermão aborda a arte
de pregar. Ao analisar por que “não frutificava a palavra de Deus na terra”, Vieira
visava aos seus adversários católicos – os gongóricos dominicanos.
        Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda –
pregado na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, Bahia, em 1640. Vieira incita o povo
a combater os invasores holandeses, realçando os horrores e depredações que os
protestantes fariam:
        “Entraram por esta cidade com fúria de hereges e vencedores; não perdoarão
o estado, o sexo nem a idade”.
        Sermão de Santo Antonio – também conhecido com Sermão aos peixes,
pregado em São Luís do Maranhão, em 1654. Vieira critica os costumes corruptos e
os aprisionamento dos índios.
        Os Sermões de Padre Antonio Vieira é uma obra composta de 15 volumes.
Padre Vieira, grande clássico nos sermões e nas cartas, foi também gongórico, por
abusar das antíteses, dos trocadilhos, da hipérboles.




                                                                                    11
                              SERMÃO DA UNIÃO
                               Pe. Antonio Vieira

 “Toda a vida (ainda das coisas que não têm vida) não é mais que uma união. Uma
    união de pedras é um edifício: uma união de tábuas é um navio: uma união de
                                homens é um exército.
 E sem essa união, tudo perde o nome e mais o ser. O edifício sem união é ruína: o
   navio sem união é naufrágio: o exército sem união é despojo. Até o homem (cuja
 vida consiste na união de alma e corpo) com união é homem, sem união é cadáver.
   Por mais alta que esteja a cabeça, se não está unida, é pés. Por mais ilustre que
seja o outro, se não está unido, é barro. Nobreza desunida, não pode ser, porque em
               sendo desunida, logo deixa de ser nobreza, logo é vileza.
    Para derrubar um reino e muitos reinos onde há desunião, não são necessárias
   baterias; não são necessários canhões; não são necessários trabucos; não são
                           necessárias balas, nem pólvora.
 Basta uma pedra: o lápis. Para derrubar um reino e muitos reinos onde falta a união
      não são necessários exércitos, não são necessárias campanhas, não são
  necessárias batalhas, não são necessários cavalos, não são necessários homens,
                   nem um homem, nem um braço, nem uma mão.
     Nós temos muito boas mãos e o sabem muitos bem os nossos competidores.
Mas se não tivermos união, nem eles haverão mister mãos para nós, nem a nós nos
                                hão de valer as nossas”




                                                                                  12
2.4- Espaço Físico

       Área do terreno: 13.112,00 m2
       Área construída: 3.628,86 m
       Número de salas construídas: 16


       O Colégio Estadual Padre Antonio Vieira conta com um terreno composto de
uma quadra, cuja área chega a 13.112,00 m 2 e uma área construída de 1 976,02 m2.
Possui 16 salas de aula, sendo que uma é utilizada para Sala de Vídeo.
       Possui uma área coberta com cerca de 260 m2, área gramada de 5.000 m2,
uma área livre com asfalto de 2.100 m 2. Possui ainda uma quadra coberta de
esportes com 1.100 m2 e arquibancadas com cerca de 875 m2. Tem ainda um
terreno com 300 m2 que é destinado para uma horta escolar.
       Em relação às dependências existentes, pode-se citar: área administrativa
(direção, secretaria, biblioteca, sala dos professores, sala de orientação Educacional,
Sala de Supervisão escolar); refeitório, laboratório de informática, laboratório de
Física, Química e Biologia; Cantina escolar, Salão Nobre, Sala do Grêmio Estudantil
e uma sala pequena que funciona como depósito.


2.5-   Curso e Turmas

       O Colégio Estadual Padre Antonio Vieira, oferece o Ensino Médio, de acordo
com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº. 9394/96, o qual é
desvinculado do ensino profissionalizante e se constitui etapa final da educação
básica. Tem duração de três anos, com turno de funcionamento diurno (matutino e
vespertino) e noturno, é ministrado em regime anual. Suas finalidades são: a
consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino
fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos em nível superior; a
preparação básica para o trabalho e a cidadania, para o educando continuar
aprendendo de modo a ser capaz de adaptar com flexibilidade às novas condições
de ocupação no mercado de trabalho ou realização de aperfeiçoamentos posteriores;
o aprimoramento do educando como pessoa, incluindo a formação ética e o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; a compreensão
dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a
teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. (Documento do MEC, s.d. 8).
              O currículo do Ensino Médio é constituído de Base Nacional Comum e
Parte Diversificada, onde as Disciplinas são organizadas alfabeticamente.




                                                                                    13
2.5.1- Séries e número de alunos


 Ano    Série   Matri Aprova Reprovad Desisten Transferid Sem             Remaneja
                culas  dos      os      tes       os      Freqüência         do
         1ª      257   158      8       22        28          23             18
         2ª      249   164      9       14        30          17             15
2000     3ª      167   122      2        5        25           5             8

         1ª     192    123         13           22   30             4        -
2001     2ª     193    117         16           13   44             3        -
         3ª     181    144         2             4   29             2        -

         1ª     199    132         29           18   20             -        -
         2ª     167    123         13            6   20             5        -
2002     3ª     132    108         5             6   11             2        -

         1ª     249    168         15           30   32             4        -
         2ª     151    115         6             7   23             -        -
2003     3ª     141    114         6             7   13             1        -

         1ª     215    134         27           25   29             -        -
         2ª     192    151         11            6   24             -        -
2004     3ª     133    108         5             8   12             -        -

2005  1ª -      498        -       -            -     -             -        -
      201
       2ª-
      191
       3ª-
      156
2006  1ª -       -         -       -            -     -             -        -
      214
      2ª -
      208
     3ª-163
2007 1ª-193      -         -       -            -     -             -        -
     2ª-183
     3ª-170


2.5.2- Corpo administrativo

Nome                               Função            Escolaridade       Tempo de
                                                                        serviço
Eiridan V. Pereira                 Diretora          Pós-graduação      09 anos
Marlene Ap.Vieira Milani           Secretária        Sup. Completo      20 anos


                                                                            14
Aldeir Lopes Kitayama             Supervisora           Pós-graduação      20 anos
Diva Selma Sontag dos Reis        Orient. Educac.       Pós-graduação      13 anos
Edwirges Paro                     Aux. Administrativo   Sup. Imcompleto    08 anos
Fátima Aparecida C. dos Reis      Assist. Admin.        Sup. Completo      20 anos
Cleuza Coaresma                   Aux. Serv.Gerais      2º Grau completo   02 anos
Izabel da Silva Santana           Aux. Serv. Gerais     1º Grau completo   18 anos
Luzia Penha dos Santos            Aux. Serv. Gerais     2º Grau Completo   02 anos
Maria Aparecida Catore            Aux. Serv. Gerais     2º Grau completo   20 anos
Celia Terezinha de Souza          Aux. Serv. Gerais     2º Grau completo   19 anos



2.5.3- Corpo docente

Nome                                   Vínculo       Escolaridade
Armelindo Corte dos Reis               QPM           Pós-graduado
Christina Samsel                       QPM           Pós-graduada
Diva Selma Sontag dos Reis             QPM           Pós-graduada
Evanil Maria Campus                    QPM           Pós -graduada
Francisco de Assis Ferreira            TF57          Pós-graduado
Graciele P. Riso de França             QPM
Helena Senger de Godoy                 QPM           Pós-graduada
Iluina Pereira Gimenez                 QPM           Pós-graduada
Ivani Jacira Fantucci                  QPM           Pós-graduada
Ivanir de Souza Garbim                 QPM           Pós-graduada
Laura Corte dos Reis Medeiros          QPM           Pós-graduada
Leonard Van Spitizenberg               QPM           Pós-graduado
Lucineide Margarete Ravazzi            SCO2          Pós-graduada
Luiz Carlos Hernandes                  QPM           Pós-graduado
Maria Socorro Brito                    SCO2          Pós-graduada
Marly Perdona Boni                     QPM           Pós-graduada
Neuza Toyoko Tsuzuki                   QPM           Pós-graduada
Simone Lopes de Souza                  QPM           Pós-graduada
Verônica Lopes Aguiar                  QPM           Pós-graduada



2.6- Caracterização da população

       A comunidade escolar, em sua maioria, pertence a um nível sócio-econômico
médio-baixo, sendo que 25% dos alunos vêm da zona rural, incluindo os distrito, 22%
vêm de bairros próximos ao centro da cidade; o restante é da zona central da cidade.
       Do total de alunos da escola 64% concentram-se no período diurno; 35% no
período noturno. A clientela do diurno a grande maioria não trabalha fora; a do
noturno, 80% trabalha, porém, a minoria (cerca de 25%) possui emprego legalmente
constituído; os demais prestam algum tipo de trabalho, sem uma inserção legal no
mercado (trabalho informal).


                                                                                 15
       Dos que trabalham, 30% ganham menos que um salário mínimo; 35%
recebem um salário mínimo, e apenas cerca de 8% ganham mais que um salário
mínimo, enquanto a renda familiar da maioria é de, no máximo, de dois salários
mínimos.
       Assim, o Ensino Médio no Colégio Estadual Padre Antonio Vieira, insere-se
nos dados que apresenta o MEC, por ser um ensino urbano, mantido pelo poder
público.
       Com as características que a clientela apresenta, sabe-se que pequena
percentagem vai para o Ensino Superior e também que o mercado de trabalho não
absorve formalmente os que concluem o Ensino Médio.
       Então, é necessário que as necessidades desta clientela sejam atendidas da
melhor forma possível, oferecendo através das disciplinas da matriz curricular, uma
formação geral que, ao sair do Ensino Médio, o nossos alunos sintam-se preparados
para enfrentar os desafios do mundo atual.




                                                                                16
3- OBJETIVO GERAL

       Formar cidadãos priorizando a ética e o desenvolvimento da autonomia
intelectual e do pensamento crítico, que saibam se posicionar frente as dificuldades,
construindo e aplicando conceitos das várias áreas do conhecimento, para
compreensão de fenômenos naturais e tecnológicos, dos processos históricos,
geográficos e filosóficos, das várias manifestações artísticas e culturais, articulando
informações para a formação e construção da cidadania em função dos processos
sociais que se modificam.


3.1 Objetivos Específicos

      -   Analisar criticamente, de forma qualitativa ou quantitativa, as implicações
          ambientais, e os processos de utilização dos recursos naturais.

      -   Analisar do ponto de vista biológico, físico ou químico, padrões comuns
          nas estruturas e nos processos que garantem a continuidade e a evolução
          dos seres vivos.

      -   Compreender o caráter sistêmico do planeta e reconhecer a importância da
          biodiversidade para a preservação da vida, relacionando condições do
          meio e intervenção humana.

      -   Confrontar interpretações diversas de situação ou fatos da natureza ou do
          cotidiano comparando diferentes pontos de vista e analisando os
          argumentos utilizados.

      -   Desenvolver a postura reflexiva e investigativa.

      -   Compreender o mundo e atuar como cidadão consciente respeitando o
          ambiente que está inserido e o próprio corpo.

      -   Compreender-se como agente transformador da sociedade.

      -   Formar hábitos e valores que favoreçam o convívio com as mudanças e
          com as diferenças para se produzirem a solidariedade e a rejeição às
          desigualdades sociais.

      -   Mediar conhecimentos, exercitando a pesquisa de novos saberes, em
          sintonia com as necessidades dos tempos atuais.

      -   Educar contribuindo para     a superação das desigualdades sociais, dos
          conflitos e da violência.

      -   Proporcionar uma visão abrangente sobre a estrutura e o funcionamento
          da escola.


                                                                                    17
-   Capacitar o aluno não só para a plena cidadania como também para o
    trabalho.




                                                                    18
4- PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS DO TRABALHO ESCOLAR

      “Os filósofos não tem feito senão interpretar o mundo de diferentes maneiras:
O que importa é transformá-lo.
                    Karl Marx


       Para organizar os princípios filosóficos desse Colégio nos reportamos as
idéias de Karl Max que admite ser possível reformar a sociedade mediante a boa
vontade e a participação de todos.
       Karl Marx e Engels formulam suas idéias a partir da realidade social por eles
observada: de um lado, o avanço técnico, o aumento do poder humano sobre a
natureza, o enriquecimento e o progresso; do outro, e contraditoriamente, a
escravização crescente da classe operária, cada vez mais empobrecida.
       De acordo com Marx, na medida em que cada indivíduo for capaz de se
reproduzir como indivíduo social, menos intensa será a luta entre a existência e a
essência, entre a liberdade e a necessidade e entre o indivíduo e sua espécie. Este
postulado se encontra baseado no pressuposto da participação efetiva do homem na
determinação de todos os aspectos de sua própria vida, desde os mais imediatos,
até as questões mais gerais de política, de organização socioeconômica e de cultura.
       A construção da autonomia, dentro dessa visão, supõe a saída do estágio de
alienação que amarra o homem como instrumento submisso para o acúmulo do
capital. Sair desse estágio de alienação é compreender como se define a relação
entre salários e lucros; entre capital e trabalho e capital e terra.
       O mundo do século XXI é na verdade uma grande incógnita, um grande
desafio. O aceleramento tecnológico, o mundo mediado pela Telecomunicação, pela
Internet, tem mexido nos referenciais. É preciso pensar o homem enquanto um ser
de interação com este novo mundo.
       Hoje, vivemos em um mundo onde a avareza e a competição são forças
devidamente reconhecidas, mesmo levando os trabalhadores a ficarem mais pobres
à medida que produzem mais riqueza, mesmo desqualificando-os enquanto
indivíduos e transformando sua mão-de-obra mais barata. A consequência desse
ciclo se expressa no processo de produção, cujo resultado é a falta de prazer na
execução de sua tarefa, a pressa em executá-la, tornando-o em momentos de
sofrimento, de má vontade, de contrariedade. O trabalho deixa de ser voluntário,
para se tornar imposto, já que é o meio de satisfazer outras necessidades, como a
de manter a existência.
       Diante da realidade onde milhares de jovens estão à deriva em um mundo de
incertezas, sem previsão do que vão ser ou fazer no futuro. Apesar disso, o jovem
brasileiro tenta romper com a alienação e como imperialismo cultural que invadiu seu
mundo, construindo a sua dimensão política e buscando sua própria história. Hoje
parece que estamos politicamente mais esclarecidos e com uma maior capacidade
de discernir as coisas. Porém, o que está faltando ainda para que o jovem extrapole
uma atitude de contestação inconseqüente e não comprometida?
       Está faltando seu envolvimento e preocupação com os problemas sociais.
       Passamos agora a definir os princípios que deverão nortear nossas reflexões
e direcionar nossas práticas fazendo uma avaliação do que representam esses


                                                                                 19
saberes historicamente acumulados e a serviço de quem eles se tornaram
organizados. Nessa perspectiva o ato de ensinar e refletir se torna imprescindível
para abrir os espaços da mente para a luz do pensamento, para conhecermos a
verdade e dar razões significativas para o “estar aí” no mundo.
       Num nível social e político, ser indiferente para com o futuro da cultura ou do
caminho político, é demonstrar não querer viver a liberdade e a possibilidade de
construir a própria história.
       Se estamos descontentes com aquilo que vemos, a única resposta que não
podemos dar é a indiferença.
       O compromisso com a mudança exige participação.
       A medida em que os jovens assumirem seu papel na História, tornar-se-ão
esperança de um novo amanhã.
       Nossas ações no interior desse colégio devem ser para que nosso jovem ouse
pensar, e pensar melhor, construindo sentido para sua vida. Sentido único para uma
vida que também é única. Integrando-se na sociedade como ser maduro e autônomo
como sujeito que pensa e constrói sua cidadania criticamente.
       O professor pode oferecer parte da sua aula para o exercício do pensar sobre
as coisas, para produzir trabalhos reflexivos. Dez minutos da sua aula, podem ser
direcionados ao pensar a respeito do que se está ensinando, para que serve, e onde
se quer chegar. Por que você está aí, nessa sala de aula? O que você, seus alunos,
sua escola e sua comunidade almejam? Esse tempo será de muita valia.
       O que pretendemos com esses princípios, é contribuir para a discussão, pois
acreditamos que a superação da alienação e a reinvenção do poder somente será
construída na prática do dia a dia, com a participação efetiva de todos os envolvidos
no processo educacional, com o objetivo de superar a apatia e o ceticismo dos que
não acreditam ser possível a construção de uma nova ordem social.
       É muito importante que criemos alternativas reais e viáveis para os conteúdos
e métodos educacionais que não sejam discriminatórios e que tratemos nossos
alunos dentro de princípios que os ajudem a caminhar, a progredir, em busca da
plena realização do indivíduo social.

      “Mais vale uma cabeça bem feita que bem cheia”
                                     Montaigne




                                                                                   20
5- PRINCÍPIOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO

        Obedecendo os princípios que determinam a Constituição Federal e a Lei de
Diretrizes e bases da Educação Nacional cabe a escola cumprir seu dever maior que
é garantir todos os princípios de igualdade de condições.
        “O grande desafio da escola pública está em garantir um padrão de qualidade
para todos e, ao mesmo tempo, respeitando a diversidade local, étnica, social e
cultural. Portanto, o nosso desafio educacional continua sendo educar e ser
educado” (GADOTTI, 1998)

5.1 Constituição Federal:

   Art. 206 – O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
          I-     Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
          II-    Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento,
                 a arte e o saber;
          III-   Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência
                 de instituições públicas e privadas de ensino.
          IV-    Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
          V-     Valorização dos profissionais do ensino, garantido na forma da lei,
                 planos de carreira para o magistério público, com piso salarial
                 profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de
                 provas e títulos, assegurado regime jurídico único para todas as
                 instituições mantidas pela União;
          VI-    Gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
          VII- Garantia de padrão de qualidade.


5.2 - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:

   Art. 3º- O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
           VIII- Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
           IX-    Liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o
                  pensamento, a arte e o saber;
           X-     Pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas;
           XI-    Respeito à liberdade e apreço à tolerância;
           XII- Coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
           XIII- Gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
           XIV- Valorização do profissional da educação escolar;
           XV- Gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da
                  legislação dos sistemas de ensino;
           XVI- Garantia de padrão de qualidade;
           XVII- Valorização da experiência extra-escolar;
           XVIII- Vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas
                  sociais.



                                                                                 21
5.3- Uma Construção coletiva

       Acreditamos que a possibilidade concedida a cada escola para coletivamente
organizar seu Projeto, é sem duvida uma conquista.
       Pensar o espaço de formação dos nossos alunos de ensino médio diante dos
desafios emergente da sociedade, é no mínimo caracterizar uma escola pluralista,
preocupada com a formação de novas identidades sociais e culturais, contribuindo
para consolidar o patrimônio escola/vida, assegurando consistência nas múltiplas
relações existentes no interior da escola e fora dela.

                  “O Projeto Político-pedagógico, ao mesmo tempo em que exige
      dos educadores, funcionários, alunos e pais a definição clara do tipo de escola
      que intentam, requer a definição de fins. Assim todos deverão definir o tipo de
      sociedade e o tipo de cidadão que pretendem formar. As ações específicas
      para obtenção desses fins são os meios. Essa distinção clara entre fins e
      meios é essencial para a construção do Projeto Político Pedagógico”(Veiga,
      Ilma Passos).

        Definir a princípio nossa clientela, torna-se fundamental diante da
intencionalidade do PPP, uma vez que precisamos de clareza para o planejamento
de nossas ações. Já não é possível prever com antecipação. O clima participativo da
comunidade escolar deve ser harmônico, saudável efetivo e compromissado para
que a escola planeje e ao mesmo tempo possa colher os resultados.
        Portanto, mais que palavras bonitas e textos bem elaborados, precisamos de
ações conjuntas na definição de estratégias que promovam a participação de todos.
        Somos assim uma escola real, com dificuldades, com limitações, mas ao
mesmo tempo, uma escola preocupada com os novos paradigmas, com as novas
relações escola/vida, com os novos avanços tecnológicos.
        Pensamos que o ato ensinar/aprender tem muito a ver com a afetividade,
resultado de uma auto estima em evidência, produto de uma relação transparente
onde todos aprendem ao mesmo tempo.
        Outro aspecto a considerar é a liberdade, posta como fruto de discussões e
acertos envolvendo limites e possibilidades.
        Considerando ainda que o reflexo de uma aprendizagem duradoura está no
significado atribuindo a esse conhecimento, precisamos estabelecer uma relação
efetiva entre quem aprende e o que é aprendido.
        A escola contribui ainda para construção de referências, respeitando as
preferências juvenis, sobre modalidades esportivas estilos musicais, manifestações
artísticas e culturais, etc. Diversos aspectos da cultura juvenil viabilizam intensas
discussões em várias disciplinas, adequando dessa forma a validade do alunoa
realidade da escola.
        Interagir com o grupo e com o ambiente de aprendizagem é extremamente
significativo nesse momento de busca e consolidação de valores que caracterizam a
juventude.
        Entendemos ainda, que as relações de trabalho no interior da escola devem
estar pautadas no respeito, solidariedade, justiça, participação coletiva, enfim, na
função política de cada cidadão ao exercer seus direitos e seus deveres frente aos
novos desafios.


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      Se queremos uma escola voltada para os princípios que norteiam o PPP,
devemos privilegiar as ações de cada elemento do grupo na condução deste
processo coletivo.
      A promoção do processo participativo é uma responsabilidade das lideranças
democráticas, e isto vem somar na apresentação dos resultados.




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6- DESCRIÇÃO DA REALIDADE BRASILEIRA, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO E
DA ESCOLA

        Apenas um terço da população do país – 53 milhões de pessoas- freqüenta
uma instituição de ensino. Com a ampliação da oferta de matrícula, inovações
pedagógicas e uma legislação que visa a garantir serviços de maior qualidade, a
educação brasileira passa por transformações. Há, no entanto, muito ainda por fazer.
De cada dez brasileiros, um é analfabeto. Há falta de profissionais em alguns setores
e boa parte dos professores não possui o nível de qualificação exigido por lei.
        Dos avanços da educação nos últimos anos, destaca-se o obtido no ensino
médio, cujo número de alunos cresceu quase 700% em três décadas. Em parte, esse
crescimento se deve à melhoria do fluxo escolar: cada vez um número maior de
alunos consegue dar continuidade aos estudo.
        O ensino fundamental atende 97% das crianças de 7 a 14 anos, uma
abrangência semelhante à dos países desenvolvidos. O principal problema desse
nível de ensino é garantir a todos um padrão de ensino de qualidade. Outro setor que
vive forte expansão é o do ensino superior, com a abertura de centenas de
faculdades particulares. Hoje, o ingresso dos alunos na faculdade não depende
apenas do desempenho no vestibular, já que existem várias formas de acesso ao
ensino superior. A pós-graduação brasileira ganha terreno e mostra-se mais
presente, respondendo por quase metade de toda a produção científica publicada da
América Latina
        A aplicação de testes aos alunos dos níveis fundamental, médio e superior
tem permitido ao Ministério da Educação (MEC) avaliar as carências do ensino e
definir estratégias para seu aprimoramento, pois a média dos alunos situa-se abaixo
dos 50%, revelando muitos desafios a ser superados para a melhora do padrão da
educação do pais. Apesar das críticas feitas ao Programa “Bolsa Família”, percebe-
se que isso fez com que muitas crianças permanecessem na sala de aula.
        O programa além de ter um aspecto social, tem importância de incentivar a
permanência e à frequência deste aluno na escola.
        É de competência e responsabilidade do Estado apenas o Ensino
    Fundamental e com a progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade do
    Ensino Médio. Apesar do avanço imposto pela LDB, quando considera o Ensino
    Médio como parte da Educação Básica, a escolarização nesse nível para todos
    os brasileiros ainda está longe de ser alcançada no nosso país.
        Apesar da expressiva expansão da oferta pública pelas redes estaduais de
ensino ainda existem muitos jovens brasileiros sem acesso ao Ensino Médio. No ano
de 2000, um terço dos brasileiros com idade entre 15 e 19 anos estava fora da
escola. Na realidade, uma boa parte desses jovens já estava trabalhando, o Censo
de 2000, do IBGE, mostrou que menos da metade (46%) estava nas classes de
Ensino Médio. A maior parte deles (48%) estava ainda no ensino Fundamental.
        Para os que conseguem estudar, nem sempre a qualidade da oferta de Ensino
Médio está garantida. As condições precárias, em especial na escola noturna, se
revelam na freqüente inexistência de laboratórios de informática e de ciências ou na
indisponibilidade da biblioteca, na insuficiência do próprio conteúdo, na ausência de
condições de trabalho e no despreparo e na falta de habilitação do professor.
        A legislação que regulamentou a LDB definiu que o Ensino Médio, não pode
ser oferecido de forma integrada à educação profissional, em uma só proposta,


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apenas. Isso significa que o aluno que busca uma profissão em nível médio terá que
cursar ao mesmo tempo ou depois de concluir o Ensino Médio um curso de
educação profissional, em nível técnico.
       Ao pensar na realidade do Estado do Paraná, segundo o Censo de 2000,
24,8% dos jovens com idade entre 15 e 17 anos trabalhava e estudava ao mesmo
tempo e outros 12,5% só trabalhavam.
       Em pesquisa promovida pela UNESCO e pelo Instituto Ayrton Senna, em
Curitiba, no Paraná mostram que:
       “Um aspecto fundamental revelado pela fala dos jovens estudantes de escola
   pública da periferia é o seu assombro, diante do estreitamento efetivo de suas
   oportunidades de trabalho. Nesse grupo de jovens trabalhadores, a palavra que
   não foi mencionada foi universidade, que deixa de existir em seu horizonte de
   expectativas como fato e com amor e representação. Para eles , o que conta é ter
   o quanto antes uma profissão e não compreendem o processo de retirada dos
   cursos profissionalizantes dos currículos das escolas estaduais de segundo grau,
   que transformam seus currículos em educação Geral. (SALLAS, ibd., P. 189).

         Entretanto, a LDB em vigor é mais indicativa do que prescritiva e no caso do
Ensino Médio há brechas para se repensar essa etapa da educação básica
priorizando as necessidades dos aluno. Para isso exige-se recursos, equipamentos,
mas requer também conhecer em profundidade nossos alunos e suas demandas.
Mais do que isso, exige compromisso dos professores para enfrentar os desafios de
uma realidade tão complexa e tão desigual como a nossa. Este, aliás, é um dos
compromissos de quem é educador.
         De acordo com a atual legislação, o Ensino Médio não prepara para nenhuma
profissão. Tal preparação está no âmbito da educação Profissional. Mas o ensino
Médio, diz a LDB, deve preparar para o trabalho.
         Mencionada no Art. 35, da LDB, vinculando essa preparação à possibilidade
do educando de continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com
flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores, o
assunto foi detalhado nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Nível Médio: a
preparação será básica, ou seja, aquela que deve ser base para a formação de todos
e para todos os tipos de trabalho.
         Acreditamos que, na nossa realidade, a proposta mais democrática de ensino
médio é a que assegure para todos e de forma concreta as finalidades que a própria
LDB define para este nível de ensino. Tal proposta se opõe ao ensino tradicional que
beneficia os já incluídos e também se distancia de um ensino profissionalizante
estreito, do tipo tecnocrático, voltado para a produção em série de especialistas que
aprendem a fazer, apenas, mantendo-se condenados à pobreza cultural.
         É esse o desafio maior da escola de Ensino Médio, o ponto de chegada de
propostas mais democráticas e que não acentuam as desigualdades já existentes na
nossa sociedade. O ponto de partida será sempre nosso aluno e suas demandas.
         O Colégio Estadual Padre Antonio Vieira encontra-se tanto no aspecto físico
como pedagógico equipado e em condições de oferecer um ensino de qualidade aos
alunos. O maior problema detectado pela escola é a evasão escolar, onde muitos
dos alunos deixam de freqüentar os estudos e observações tem mostrado que é
devido a:
         - Fatores sócio-econômicos;


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      -     Falta de pré-requisitos do aluno;
      -     Falta de perspectiva para o futuro, isto é, não há razão para estudar, já que
            o desemprego é muito grande;
        - Falta de perspectiva em dar continuidade aos estudos- fazer um curso
            superior;
        - Despreparo da escola por não acompanhar a evolução da sociedade e o
            avanço tecnológico;
        Outro problema que ainda preocupa é a reprovação escolar, e, mais uma vez
muitas causas são apontadas, especialmente aquelas que recaem na própria escola,
como a falta de bom relacionamento entre o professor e aluno, e a falta de atrativos
na escola para que o aluno sinta prazer em estudar e aprender.
        As salas são organizadas como salas ambientes, onde cada professor
permanece e os alunos encaminham-se para as respectivas salas. Apesar de ser
uma experiência positiva, temos dificuldade quanto à própria ambientação, sendo
necessário ainda para cada sala por exemplo, armários, livros específicos da
disciplina.
        Em relação a proposta pedagógica ainda encontramos dificuldades em
trabalhar todos os conteúdos, devido a falta de livro didático para todas as disciplinas
e falta ainda alguns itens para o laboratório como equipamentos adequados para a
realização de experiências práticas, bem como a falta de um maior número de
computadores para atender a todos no laboratório de informática, uma vez que o
Colégio conta com apenas 09 computadores funcionando porém todos ligados a
Internet.
         Outro problema grave que temos enfrentado é a falta de recursos humanos e
financeiros para atender as necessidades emergenciais referentes a compra de
equipamentos e profissionais qualificados para atender os alunos em todos os
horários de funcionamento da escola.
        Enfrentamos ainda a defasagem de acervo bibliográfico, referentes a pesquisa
às disciplinas, para pesquisa na biblioteca, onde contamos com livros velhos doados
e alguns poucos comprados com recursos da APMF arrecadados através de
promoções e temos recebido livros de literatura repassados pela Fundepar e SEED.
        Outro obstáculo enfrentado na escola é a falta de articulação entre a
comunidade e a escola e isso às vezes se dá pelo próprio excesso de “confiança”
que os pais e a própria comunidade têm na escola e até na direção da mesma,
restringindo a participação.
        Outro fator que contribui para que a escola tenha dificuldades em atender
melhor o aluno é o excesso de carga horária de alguns professores e isso prejudica o
relacionamento com os alunos; onde percebemos os professores que não preparam
bem suas aulas , estão sempre estressados ao lidar com os adolescentes e com o
seu conteúdo, gerando aulas não atrativas. Há ainda a questão da falta de
reconhecimento do trabalho do professor, a falta de material didático apropriado, falta
de capacitação e muitos outros fatores que acabam por contribuir para o pouco
rendimento dos alunos e automaticamente trazem insatisfação por parte do
professor.
        O número de alunos por turma também é um problema que a escola tem
enfrentado, especialmente no que se refere à utilização de atividades e métodos
diversificados de trabalho, bem como ao atendimento individualizado aos alunos.



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7- ANÁLISE DAS CONTRADIÇÕES E CONFLITOS PRESENTES NA PRÁTICA
DOCENTE: REFLEXÃO TEÓRICO-PRÁTICA.


       A formação do professor e seu nível de participação nas decisões políticas da
educação assumem papel relevante no processo pedagógico de qualquer grau de
ensino. Outrossim, temos percebido a incoerência com que o discurso político dos
professores tem sido transplantado para a prática. O que se tem visto é uma
oscilação entre idéias progressistas e práticas conservadoras.
       Sentimos a deficiência na formação dos professores, tanto nas suas
dimensões pedagógicas específicas, quanto em sua dimensão política, enquanto
cidadãos críticos e conscientes de seu papel social.
       Por outro lado, apesar de a produção sobre esse tema (papel social) ter sido
bastante numerosa nos últimos anos e as discussões estarem envolvendo
interlocutores de diferentes tendências, os estudos não têm avançado sobre a figura
do professor, enquanto cidadão, formador de outros cidadãos, um sujeito histórico,
concreto, relacionado com um certo lugar, um certo tempo, inserido na adversidade
do cotidiano das escolas.
       Não podemos esquecer também que qualquer reflexão sobre a formação do
professor, apontará para discussões político-pedagógicas sobre a sociedade que se
pretende, o que se entende por cidadania, o papel social da escola neste contexto,
os tipos de vinculação existentes entre as demais políticas públicas e a educação e
as formas de participação dos professores na formulação das políticas do país.
       Há portanto, outro lado da formação do professor a ser estudado – o do
cidadão, visto que sua atuação tem duas dimensões políticas: no nível do ensino,
com respeito ao currículo desenvolvido dentro da sala de aula, e, com o que se
constrói fora dela – o currículo oculto, que explicita relações de poder, formas de
organização interna da escola e de relação da escola com a comunidade e, em nível
sindical ou associativo, na construção de seu próprio currículo oculto, engajado nas
lutas comuns dos professores e dos trabalhadores em geral, ambos sinalizando para
a construção de uma sociedade, na qual a igualdade de direitos humanos não seja
encarada como utopia.
       Quanto a formação docente, a mais qualificada e contínua pode estimular o
professor a adotar uma postura proativa. Tal atitude é vital para a consolidação das
mudanças necessárias no ensino médio. Isso porque elas dependem, em grande
escala, na assenção de um projeto ético, político e pedagógico em cuja elaboração
os docentes tenham efetiva participação. De modo geral, as políticas e diretrizes da
educação nascem em gabinetes distanciados das realidades das escolas e os
professores são chamados para tomar ciência dessas novas recomendações por
meio de várias modalidades de eventos, quando é desconsiderada a importância que
as experiência acumuladas em suas trajetórias docentes poderiam oferecer. Essa
prática é fruto da desconfiança na capacidade dos professores de contribuir para
discutir criticamente a natureza e o processo das mudanças necessárias, sem
considerá-los uma liderança intelectual e moral para os nossos jovens, no sentido da
sua preparação para serem cidadãos ativos e críticos.
       Os programas para o aprimoramento das atividades docentes também devem
valorizar a perspectiva intelectual do professor. Parece não haver um
reconhecimento da atividade docente como uma atividade intelectual, tampouco da


                                                                                 27
dimensão política da sua prática. Não se reconhece o professor como um intelectual
transformador, um intelectual público. Essa visão geralmente concebe os professores
como objetos das reformas educacionais, chamados a cumprir o que os especialistas
definiram, o que faz deles administradores e implementadores de programas
curriculares.
        Existe hoje uma preocupação com a formação do docente para que ele torne
capaz de utilizar os conhecimentos específicos de sua área e os conhecimentos
derivados das teorias pedagógicas para melhor definir a sua prática, analisá-la,
articulá-la com o projeto político-pedagógico da escola e com o processo educacional
mais amplo, a partir da apreensão das suas relações com a sociedade
contemporânea.
        A escola de qualidade tem obrigação de evitar de todas as maneiras possíveis
a repetência e a evasão.
        Na nossa escola os conflitos encontrados são solucionados procurando
utilizar da maior diplomacia possível, através do diálogo obedecendo o contido no
regulamento interno e o contrato didático estabelecido pelo professor com seus
alunos.




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8- CONCEPÇÕES QUE SUSTENTAM O TRABALHO EDUCATIVO DO COLÉGIO
ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


8.1- Concepção de homem:

        O homem é um ser natural e social, ele age na natureza transformando-a
segundo suas necessidades e para além delas. Nesse processo de transformação,
ele envolve múltiplas relações em determinado momento histórico, assim, acumula
experiências e em decorrência destas, ele produz conhecimentos. Sua ação é
intencional e planejada, mediada pelo trabalho, produzindo bens materiais e não-
materiais que são apropriados de diferentes formas pelo homem.
        Entendendo que o homem constitui-se um ser histórico, faz-se necessário
compreendê-lo em suas relações inerentes a natureza humana. O homem é, antes
de tudo, um ser de vontade, um ser que se destaca sobre a realidade, desde que
participe ativamante nesta realidade.

8.2- Concepção de sociedade:

        “A sociedade configura todas as experiências individuais do homem,
transmite-lhe resumidamente todos os conhecimentos adquiridos no passado do
grupo e recolhe as contribuições que o poder de cada indivíduo engendra e que
oferece a sua comunidade”.(Pinto, 1994).
        A sociedade é mediadora do saber e da educação presente no trabalho
concreto dos homens, que criam novas possibilidades de cultura e de agir social a
partir das contradições geridas pelo processo de transformação da base econômica.

8.3- Concepção de educação:

       “Educação é um processo de desenvolvimento integral do homem, isto é, de
sua capacidade física, intelectual e moral, visando não somente a formação de
habilidades, mas também do caráter e da personalidade social. É a partir da
consciência de sua própria experiência e da experiência da humanidade que o
homem tem condições de formar-se como um ser moral e político”.(Maria Lúcia A.
Aranha 1996, p.51)


8.4- Concepção de Cultura

       Conjunto de práticas significativas nas relações sociais, assimétricas, relação
de poder, nas quais se atribuem e compartilham significados e se formam
identidades. Entendemos também a cultura como saber humano, que resulta na
intervenção do homem na natureza através do trabalho, da técnica e das idéias, bem
como os produtos que resultam dessa intervenção transformadora.

8.5- Concepção de ciência:
       A ciência é uma das formas de conhecimentos, e entre todas a forma mais
valorizada e por isso privilegiada de conhecimento, o conhecimento científico deve-


                                                                                   29
se muito ao desenvolvimento tecnológico, cheio de êxitos, que a ciência tornou
possível e fez real. Por isso, socialmente a ciência impõe-se não tanto pelo que ela é
mas sobretudo pelo que faz e permite fazer, isto é, ela é socialmente reconhecida
pelas suas conseqüências, bem visíveis no quotidiano do homem, permitindo-lhe agir
eficazmente sobre as coisas, controlá-las e dominá-las, e assim tornam o homem
não apenas o rei das criaturas – que o era por criação divina – mas dono e senhor do
universo, pelo poder que põe ao alcance das suas mãos.

8.6- Concepção de Conhecimento:

        Conhecimento é uma atividade humana que busca explicitar as relações entre
os homens e a natureza. Desta forma, o conhecimento é produzido nas relações
sociais mediadas pelo trabalho.
        O conhecimento pressupõe as concepções de homem, de mundo e das
condições sociais que o geram configurando as dinâmicas históricas que
representam as necessidades do homem a cada momento, implicando
necessariamente nova forma de ver a realidade, novo modo de atuação para
obtenção do conhecimento, mudando portanto a forma de interferir na realidade.
        Para Booff(2000, p.82), “O ato de conhecer, representa um caminho
privilegiado para a compreensão da realidade, o conhecimento sozinho não
transforma a realidade; transforma a realidade somente a conversão do
conhecimento em ação”.

8.7- Concepção de Currículo

        O currículo é o caminho que se percorre ao longo de um tempo escolar.
Considerado também como o centro da Educação, é a essência em torno da qual se
constroem as práticas pedagógicas. No currículo fica determinado e organizado o
conteúdo que a escola deve trabalhar. Por isso é que nele encontramos uma seleção
de conhecimentos escolares significativos e relevantes para que as novas gerações
apreendam.
        Este colégio preocupa-se em concretizar um currículo que reflita a diversidade
étnico racial e cultural, com uma educação inclusiva, considerando a realidade do
jovem que vem do campo, bem como a superação das desigualdades barbárie e
injustiças produzidas nas relações de exploração do capitalismo.


8.8- Concepção de Tecnologia
       A tecnologia deve ser utilizada na escola para ampliar as opções de ação
   didática, com o objetivo de criar ambientes de ensino e aprendizagem que
   favoreçam a postura crítica, a curiosidade, a observação e análise, a troca de
   idéias, de forma que o aluno possa ter autonomia no seu processo de
   aprendizagem, buscando e ampliando conhecimentos. Dispõe-se da tecnologia
   como instrumento capaz de aumentar a motivação dos alunos.
             Não é possível acompanhar os rápidos progressos tecnológicos.Em
   geral eles surgem modificando apenas alguns elementos do funcionamento
   básico, introduzindo um recurso a mais, realizando com mais rapidez um tarefa.
   Por isso o que importa não é manter-se atualizado em relação à modernização


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   dos equipamentos, mas aprender a relacionar-se com a tecnologia na vida
   moderna.

8.9- Concepção de trabalho:

      Ação transformadora, dirigida por finalidade consciente, a partir da qual o
homem produz sua própria existência, tendo em vista suas necessidades.
      É pelo trabalho que os homens se relacionam na luta para transformar o
mundo e dar sentido global à história.
      No trabalho educativo o fazer e o pensar entrelaçam-se dialeticamente e é
nesta dimensão que esta posto a formação do homem.


8.10- Concepção de cidadania:

        “Cidadania é um processo histórico-social que capacita a massa humana a
forjar condições de consciência, de organização, de elaboração, de um projeto e de
práticas no sentido de deixar de ser massa e de passar a ser povo,como sujeito
histórico, plasmador de seu próprio destino”. (Boff(2000,p.51)
        Segundo Martins, “a cidadania exige instituições, mediações e
comportamentos próprios, constituindo-se na criação de espaços sociais de luta na
definição de instituições permanentes para expressão política. A cidadania requer a
consciência clara sobre o papel da educação e as novas exigências colocadas para
a escola que, como instituição para o ensino – educação formal- pode ser um lócus
excelente para a construção da cidadania”.
        Portanto, a educação como um dos principais instrumentos de formação da
cidadania, deve ser entendida como a concretização dos direitos que permitem ao
indivíduo, sua inserção na sociedade.


8.11- Concepção de avaliação

        A avaliação é a mediação entre o ensino do professor e as aprendizagens do
aluno, é o fio da comunicação entre formas de ensinar e formas de aprender.
        É preciso considerar que os alunos aprendem diferentemente porque têm
histórias de vida diferentes, são sujeitos históricos, e isso condiciona sua relação
com o mundo e influencia sua forma de aprender. Avaliar,então, é também buscar
informações sobre o aluno, é conhecer o sujeito e seu jeito de aprender.
        O professor não pode planejar e avaliar pensando em um aluno ideal, mas sim
no contexto real da sala de aula.
        Para conhecer o aluno real, se faz necessário uma avaliação diagnóstica, que
dirá quem são esses indivíduos, qual é a sua perspectiva histórica e cognitiva no
momento seguinte, o professor quer ver como o que ensinou contribuiu para
modificar o aluno, não para dar nota, mas para verificar se atingiu os objetivos
pretendidos, esta é a avaliação reguladora. Quer dizer, se o aluno não aprendeu os
conceitos, procedimentos e atitudes que constam no planejamento, então o
professor volta para regular seu trabalho, para pensar como atender melhor o aluno.



                                                                                 31
A preocupação é conscientizá-lo do que aprendeu e da maneira pela qual está
aprendendo, para que se auto-avalie e se auto-regule.
       A avaliação somativa expressa a atuação em um período pedagógico previsto
( neste caso bimestralmente), para que o professor possa repensar sua prática e dar
um parecer sobre o aluno, ou uma nota.
       A avaliação diagnóstica, reguladora e somativa compõem uma perspectiva de
avaliação formadora e emancipatória que busca acompanhar o processo de ensino,
formulando interveções diferenciadas.
       Portanto a avaliação deixa de ser seletiva para selecionar os melhores e
passa a oferecer a cada um dos alunos a oportunidade de desenvolver, no maior
grau possível, todas as suas capacidades individuais.




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9- ORGANOGRAMA DA ESCOLA
                                                        Conselho
                                                         Conselho
                                                         Escolar
                                                            Escolar
                                Grêmio                                          APMF
                               Estudantil
                                                         DIREÇÃO




                       Coordenação                                                           Professor
                        Pedagógica


                                                             Atribuições
                       Atribuições                                                           Atribuições
                                                                  Horários
                         Horários                                                             Horários

                       Responsável                          Responsável                      Responsável




                                                                             Serviços
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       Física, Química            de                  Financeiro
         e Biologia                                                                                  Inspetor
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                                                                                                                     33
10- PRINCÍPIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA: ACESSO, PERMANÊNCIA, E
QUALIDADE DO ENSINO APRENDIZAGEM


        A gestão democrática numa escola é uma ação coletiva e integral visando
uma educação de qualidade. A palavra gerir tem o sentido de produzir, criar,
executar, administrar, governar, dirigir.
        Significa ainda ter clareza com relação aos resultados que se quer alcançar e
a partir daí planejar e mobilizar esforços e recursos, realizando auto-avaliação
sistemática e as correções de rumo necessárias, na busca incessante da excelência.
        É fundamental definir quais são os resultados (objetivos) que se pretende
alcançar, estratégias metas e ações para ir em busca de tais resultados,
estabelecendo ainda indicadores de desempenho, para acompanhar os progressos
alcançados em relação aos resultados pretendidos.
        A gestão democrática só será efetivada com a participação dos diferentes
grupos que integram a comunidade escolar na definição de linhas de ação da escola.
O envolvimento de pais e alunos no processo permitirá a construção de um processo
de diálogo entre Estado e sociedade civil, na busca de condições para que todos
sejam escolarizados com a mesma qualidade.
        As principais decisões serão tomadas pelo conjunto de pessoas envolvidas
no processo educativo e projetos pedagógicos capazes de articular o desempenho
individual com o engajamento do coletivo dos educadores e educandos. Sendo
assim a direção coordena as atividades, interligando as ações e compartilhando
responsabilidades com alunos, professores, pais e funcionários, num processo
contínuo de avaliação.
        A escola enquanto formadora, deve dar ao educando condições para
administrar as informações, de forma a ter comportamento adequado com a situação
que se defronta, que seja capaz de decidir com autonomia, atuando como ser livre,
fazendo sua história na própria história da sociedade da qual participa. Neste
contexto a gestão escolar é responsável por todo o processo educacional, fazendo
parte dela todas as pessoas efetivamente envolvidas com a escola.
        O gestor escolar deve enfrentar com competência técnica e política todos os
desafios sociais, sejam eles de ordem pedagógica, econômica, operacional e outros.
Ele é antes de tudo, gestor de recursos humanos, para tanto, necessita conhecer
cada um dos envolvidos no processo, procurando valorizar cada conquista e
encorajar cada obstáculo enfrentado. Deve ainda manter comunicação com toda
comunidade, formando uma rede de interação, numa constante troca de
experiências.
        As gestões públicas eficientes e eficazes devem ter um perfil claramente
identificado pela equipe de trabalho e desenvolver um estilo de liderança que
consiga alavancar resultados positivos no âmbito de sua atuação. Deve ainda
solucionar problemas e articular saberes e competências dos membros da equipe em
situações específicas para gerar as modificações necessárias.
        Os princípios educacionais definidos pela Constituição foram discutidos e
aprofundados por ocasião da elaboração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB). Essa lei alterou alguns pontos da legislação, como o
estabelecimento do princípio da gestão democrática no sistema educacional e
garantia de qualidade do ensino a todos os níveis.


                                                                                  34
        Contempla     ainda a reorganização do sistema educacional, e por
conseqüência da própria escola, com base nos pressupostos democráticos e na
participação da sociedade civil, fortalecendo o caráter público do Estado e de suas
instâncias.
        Dessa forma, o sentido democrático empregado para qualificar a condução de
um processo de gestão está intimamente ligado aos valores da sociedade, da cultura
da escola e fundamentalmente, à concepção de cidadania do saber que se promove
para este exercício de transformação da escola e da sociedade. Neste processo a
gestão democrática está vinculada ao processo pedagógico-educativo mais amplo, a
escola educa e forma o cidadão por suas relações políticas e pedagógicas.
        No mundo complexo em que vivemos, educar é, mais do que nunca, uma
construção feita coletivamente. É importante o estabelecimento e a manutenção de
redes de conexões que privilegiam a ação coletiva através de acordos e parcerias e
a participação de todos os segmentos da comunidade escolar no processo de
tomada de decisões e o compromisso com uma aprendizagem de qualidade, como
resposta aos interesses da sociedade.
        Vivemos uma nova perspectiva no conceito de gestão frente aos desafios da
inclusão, tendo em vista os problemas da evasão e repetência. Com isto evidencia-
se a necessidade de adoção de políticas orientadoras de estratégias e mecanismos
de gestão, capazes de confrontar os problemas em todas as suas manifestações e,
superá-los.
        A Gestão Democrática busca o equilíbrio de poderes e de participação dos
segmentos no interior da escola em direção a uma nova prática de exercício do
poder: a democracia participante; através dos órgãos colegiados e de apoio.


10.1- Conselho Escolar

       Aos Conselhos Escolares cabe reforçar o Projeto Político Pedagógico da
escola, como a própria expressão da organização educativa da unidade escolar, que
deverá orientar-se pelo princípio democrático da participação.
       Tem ainda a finalidade de assegurar a participação de educadores,
funcionários, alunos e pais na gestão democrática escolar. O conselho tem funções
de caráter consultivo, normativo, deliberativo e avaliativo das ações administrativas e
pedagógicas, para promover o fortalecimento da autonomia pedagógica,
administrativa, financeira nas unidades escolares.
       O funcionamento do Conselho Escolar é regido por Estatuto próprio, no qual
são definidos seus objetivos, sua natureza e os mecanismos e procedimentos que
regulam seu funcionamento,
       A atuação do Conselho deve contribuir com o trabalho do gestor escolar,
legitimando suas decisões, colaborando na execução de algumas ações e
monitorando os resultados alcançados.




                                                                                    35
10.2- Associação de Pais, Mestre e funcionários


       Associação civil, entidade de direito privado representativa de pais,
professores e funcionários, vinculada à escola. É amparada pela constituição
Federal/88. A Associação de Pais, Mestres e Funcionários têm autonomia para
exercer direitos e contrair obrigações, com atribuições que variam conforme a
realidade de cada escola. Entre estas atribuições destacam-se a integração da
escola com a comunidade, administrando, de acordo com normas legais, os recursos
provindos de subvenções sociais, doações e arrecadações. Tem ainda como foco
contribuir para a elaboração e implementação da proposta Pedagógica da escola
acompanhando os resultados obtidos e contribuindo para sua melhoria contínua
       É através da Associação de Pais, Mestres e Funcionários, que a gestão dos
recursos financeiros pode se tornar um processo efetivo de discussão e decisão
democrática, uma vez que é através da associação que a maior parte dos recursos
destinados à escola é movimentado, pois a aplicação desses recursos só pode ser
feita depois de aprovado em assembléia geral.


10.3- Grêmio Estudantil

       O grêmio Estudantil foi criado como entidade autônoma, independente da
direção da escola, pela Lei nº 7398/95, com finalidades educacionais, culturais,
desportistas e sociais. A atribuição mais importante do grêmio é a participação dos
alunos na construção e consolidação da gestão democrática, além de ser um espaço
de discussão; é defensor do aluno e promove a sua participação na política, na arte e
na cultura.
       Cabe ao Grêmio Estudantil ainda:

      - Representar condignamente o corpo discente;
      - Defender os interesses individuais e coletivos dos alunos do Colégio;
      - Incentivar a cultura literária, artística e desportiva de seus membros;
      - Promover a cooperação entre administradores, funcionários, professores e
        alunos no trabalho escolar buscando seus aprimoramentos;
      - Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural e educacional com
        outras instituições de caráter educacional;
      - Lutar pela democracia permanente na escola, através do direitos de
        participação nos fóruns internos de deliberação da escola;

10.4- Capacitação Continuada de Educadores

       A capacitação na escola será atendida por meio de “reuniões sistemáticas” e
coletivas. Este mecanismo produzirá, além de estudos, troca de informações,
reflexão sobre os problemas surgidos em sala de aula, tomadas de decisões em
relação ao processo educativo.
       Este trabalho será coordenado pelos professores pedagogos que através do
seu acompanhamento no cotidiano levantarão um diagnóstico. O diagnóstico servirá,



                                                                                  36
ainda, para identificar quais as dificuldades encontradas no trabalho, como eles
aparecem, causas e possíveis encaminhamentos.
         A capacitação sistemática também tem a função de alimentar a prática
pedagógica, por meio da reflexão coletiva, apoiada em textos e/ou vídeos de cunho
teórico, como forma de ajudar os profissionais a perceberem as relações entre
educação e escola.
        A teoria aliada à prática, além de fundamentar as novas idéias, ajudou
ampliando o horizonte do grupo.
        Para um trabalho mais complexo, pretende-se buscar parcerias em
instituições de formação de profissionais (Universidades) acessores pedagógicos etc;
conforme a necessidade e as condições do colégio.
        É importante o registro das discussões e conclusão do grupo, porque
apresentarão pistas para a continuidade do trabalho, formará o banco de memória
dos encontros e servirá de material para a avaliação do mesmo.
        “... Existe um tempo para melhorar; para se preparar e planejar, igualmente
existe um tempo para partir para a ação. Porque um dia é preciso parar de sonhar,
tirar os planos da gaveta e, de algum modo começar.”
                                  (Amyr Klint)
10.5- Trabalho Coletivo

       Um dos grandes papéis da educação na atualidade é de efetivar-se enquanto
instrumento fundamental de transformação da sociedade; isto é, a educação através
de suas ações pode possibilitar a mudança das pessoas, dos grupos, da instituição
onde está inserida. Dessa forma, não podemos conceber a educação como uma
ação imobilizadora, muito pelo contrário, deve ser entendida em sua plena função
mobilizadora, dinâmica, construtora de uma sociedade mais cidadã, em uma
perspectiva de democratização de seus espaços.
       A prática pedagógica é uma prática social, uma prática política, pois não se
pode conceber a educação sem um vínculo sócio-histórico. A educação não pode ser
compreendida fora de um contexto histórico-social concreto, sendo a prática social o
ponto de partida e o ponto de chegada da ação pedagógica.

      “A educação é uma prática humana direcionada por uma determinada
concepção teórica. A prática pedagógica está articulada com uma pedagogia, que
nada mais é que uma concepção filosófica da educação. Tal Concepção ordena os
elementos que direcionam a prática educacional”.(LUCKESI, 1994, p.21).

        A aprendizagem é um dos principais objetivos de toda prática pedagógica, e a
compreensão ampla do que se entende por aprender é fundamental na construção
de uma proposta de educação, também mais aberta e dinâmica, definindo, por
consequência, práticas pedagógicas transformadoras.
        O ato de aprender a aprender é, sem dúvida alguma, uma das principais
funções do ato de ensinar, ou melhor, do ato de educar. A formação de uma pessoa
mais autônoma, no processo de aprender, torna-a mais autônoma no processo de
viver – de definir os rumos de sua vida. Mas, para que isso não se transforme em
uma ação individualista, é fundamental tornar a prática pedagógica em uma prática
ética, comprometida, coerente, ao mesmo tempo, consciente e competente.



                                                                                 37
        A ação educativa – evidenciada a partir de suas práticas – permite aos
alunos darem saltos na aprendizagem e no desenvolvimento, é a ação sobre o que o
aluno consegue fazer, com a ajuda do outro, para que consiga fazê-lo sozinho.
Entretanto, é princípio de toda instituição de ensino (principalmente da escola)
garantir a aprendizagem a todos, visto que todos são capazes de aprender.
        O educador tem também função importante neste processo, pois as práticas
pedagógicas devem permitir aos alunos não somente acessarem o conhecimento,
mas também transformá-los, inová-los. O educador tem a função de mediador entre
o conhecimento historicamente acumulado e o aluno. Ser mediador, no entanto,
implica em também ter apropriado esse conhecimento.
        Portanto, se deve pensar um novo professor, mediador do conhecimento,
sensível e crítico, aprendiz permanente e organizador do trabalho na escola, um
orientador, um cooperador, curioso e, sobretudo, um construtor de sentido.
        Entende-se que não mais cabe uma educação na qual somente se pensa em
uma onipotência do educador e da escola, mas é sempre preciso estar colocando em
questão as práticas pedagógicas desenvolvidas por estes agentes da educação. A
educação deve buscar novos parâmetros, novas perspectivas, e permitir-se inovar,
transformar.
        A escola, por sua vez, passa a ter uma nova função – ser espaço de
otimização dos processos de aprendizagem e dos processos de construção de
cidadãos. Cada sistema de educação é um meio político para manter ou para
modificar a apropriação do discurso. O que é um sistema educacional senão a
ritualização da palavra, a qualificação de alguns papéis fixos para interlocutores e a
distribuição e a apropriação do discurso, com todas as suas aprendizagens e
poderes.
        A educação produz suas práticas em virtude do projeto de sociedade a que
está vinculada. Portanto, para que as práticas pedagógicas garantam o
desenvolvimento de pessoas capazes de aprender, cidadãs, solidárias, produtoras
de conhecimento, a educação deverá ser um instrumento importante de uma
sociedade que acredita nestas características.
        Diante do exposto e partindo do ponto de vista político pedagógico
enunciamos uma lista de características que em princípio aparecem como desejáveis
e necessárias para se alcançar o objetivo do colégio e que vem de encontro com a
filosofia da escola.
           a)     Uma instituição aberta que valoriza e considera os interesses,
                  expectativas, e conhecimento dos jovens;
           b)     Uma escola que favorece e dá lugar ao protagonismo dos jovens e
                  na qual os direitos da adolescência se expressam em instituições e
                  práticas (de participação, expressão, comunicação, etc.) e não só se
                  enunciam nos programas e conteúdos escolares.
           c)     Uma instituição que não se limita a ensinar, mas que se propõe a
                  motivar, interessar,       mobilizar e desenvolver conhecimentos
                  significativos na vida das pessoas.
           d)     Uma instituição que se interessa pelos adolescentes e jovens como
                  pessoas totais que se desempenham em diversos campos sociais
                  (a família, o bairro, o esporte, etc.) e não só pelos alunos aprendizes
                  de determinadas disciplinas.



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e)   Uma instituição flexível em tempos, seqüências, metodologias,
     modelos de avaliação, sistemas de convivência, etc e que leva em
     conta a diversidade da condição adolescente e juvenil ( de gênero,
     cultura, social, étnica, religiosa, territorial, etc).
f)   Uma instituição que forma pessoas e cidadãos e não “expertos”, ou
     seja,    que      desenvolve      competências         e conhecimentos
     transdisciplinares, úteis para a vida e não esquemas abstratos e
     conhecimentos que só tem valor na escola.
g)   Uma instituição que atende a todas as dimensões do
     desenvolvimento humano: física, afetiva e cognitiva. Uma instituição
     na qual os jovens aprendem a aprender com prazer e que integra o
     desenvolvimento da sensibilidade, a ética, a identidade e o
     conhecimento técnico-racional.
h)   Uma instituição que acompanha e facilita a construção de um
     projeto de vida para os jovens, onde fique caracterizado o
     compromisso, a abertura e a reciprocidade do mundo adulto para
     com os adolescentes e os jovens.
i)   Uma instituição que desenvolve o sentido de pertinência e com a
     qual os jovens “se identificam”.




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11- O QUE A ESCOLA PRETENDE DO PONTO DE VISTA POLÍTICO
PEDAGÓGICO


        A escola que surgiu no início da colonização do Brasil com os padres Jesuítas,
instituída com a intenção de repassar a ideologia do catolicismo, com o passar do
tempo perde este caráter religioso e com idéias iluministas foram sendo introduzidas
novas áreas de conhecimento pelo avanço da ciência.
        A partir daí assumiu várias posições visando atender a classe dominante, aos
interesses políticos, individuais, de classes.
        A produção e difusão do conhecimento constituem o modo mais promissor
para se obter subsídios capazes de operar mudanças norteadoras na vida social do
indivíduo. São recursos que garantem à sociedade equilíbrio respondendo aos
desafios mais emergentes da população.
        A sociedade passa atualmente por profundas transformações sociais,
econômicas, culturais, filosóficas, científicas, é a busca da auto-afirmação.
        A realidade aponta novas demandas, novos saberes, novos caminhos. Com a
disponibilidade crescente de leituras na Internet ou em bibliotecas virtuais, o
computador está se tornando uma forma mais viável de acesso aos materiais
impressos. Os livros são caros, as bibliotecas defasadas. Para os que podem o papel
é o luxo do consumo, para os demais o acesso ao computador é a solução.
        A escola nesta visão tem muitas dificuldades para dar conta dos diversos
aspectos legais a ela destinados. Compromisso com a aprendizagem, programas
sociais, falta de recurso, indisciplina, descomprometimento, falta de recursos
pedagógicos, falta de funcionário, entre outros.
        As vezes é preciso ser artista para cumprir as demandas do marcado, os
sonhos, as cobranças institucionais, etc.
        Cada vez mais nos deparamos com saberes desvinculados da realidade. A
escola nesta perspectiva vem cumprindo funções inerentes a sua especificidade.
        Observamos que a cada mudança política, a educação sofre essas
influências.
        Os processos históricos juntamente com os culturais passaram a contribuir
para a universalização da educação sistemática.
        A função da escola hoje é fazer com que o aluno, através dos conhecimentos
adquiridos seja capaz de estar apto para exercer sua cidadania. Ser competente
para o mundo do trabalho e lutar por melhorias da qualidade de vida. Deve orientar o
aluno a ter objetivos e metas definidas para seu bem estar, físico, psicológico e
mental. Enquanto espaço reservado para formação humana, deve proporcionar uma
prática emancipadora de transformação social, atendendo às classes populares.
Deve contribuir para o sujeito sair do senso comum construindo um conhecimento
sistematizado, podendo atuar e interferir nessa sociedade de forma consciente,
visando o bem comum. Deve visualizar alunos, que consigam pensar com autonomia
e independência e sejam capazes de se importar com eles mesmos, com a
comunidade, com o meio ambiente e com o planeta. Que saibam usar bem os
recursos disponibilizados pela escola, adquirindo competências básicas de falar,
escrever, ler, ouvir, raciocinar, interpretar. E mais importante ainda, que nossos
alunos tenham prazer na busca por novos conhecimentos, que sejam capazes de
sonhar com o futuro, através do imediato que sejam eles mesmos, antes de tudo.


                                                                                   40
        A escola deve ser um espaço aberto que possibilite a todos tomar parte na
vida da Instituição, considerando os limites e a normas de forma clara e transparente.
        A construção de um clima escolar democrático supõe estabelecer um conjunto
de valores que delimitem e referenciem as práticas pedagógicas que, de acordo com
esses valores definem a vida e o trabalho escolar. Esse conjunto de valores devem
estar vinculados à liberdade, a autonomia, o desenvolvimento do espírito crítico, da
iniciativa e da responsabilidade. Neste sentido alcançar uma disciplina não
impositiva, resultante de acordos, que no fim seja reconhecida e desejada por cada
um, através da participação e do diálogo.
        Uma escola será democrática quando os seus valores e as suas práticas
respeitarem os princípios democráticos, onde os alunos sejam protagonistas da
própria educação. Onde exista ainda espaço de valorização da história da cultura de
seu povo, sua identidade, seus direitos, garantindo que a cultura Afro-Brasileira não
fique restrita aos negros, mas a todos os brasileiros, enquanto cidadãos atuantes
numa sociedade multicultural e pluriétinica.
        Nesta perspectiva a escola deve ampliar o currículo escolar para diversidade
cultural, racial, social e econômica brasileira. Incluindo ainda no contexto de suas
atividades e estudos as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas,
descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e européia.
        É preciso ainda, garantir o acesso a inclusão e a permanência de todos que
por interesse queiram fazer parte do sistema educacional. Quando colocamos
garantir, queremos reforçar que não basta criar um sistema legal de matrícula como
direito do cidadão, mas o acesso e a permanência deste aluno com sucesso no
interior da escola. Direito esse garantido através de projetos diferenciados de
atendimento aos alunos com dificuldades de aprendizagem. Proporcionar ainda
ações conjuntas entre família, escola, comunidade buscando parcerias e propostas
que reforcem o currículo escolar, voltado para a realidade emergente da sociedade
local. É preciso ainda que conheçamos e reconheçamos cada caso, para tomarmos
as medidas e as providências necessárias para solucioná-lo.
        A escola mais que um espaço de semelhanças, faz a diferença quando
assume suas diferenças, ter autonomia nesse sentido, é ser responsável, como parte
e como todo, em uma relação.
        A educação inclusiva veio tornar mais complexa a nossa vida, mais
desafiadora nossa tarefa enquanto educadores. Vamos ter que pensar alguns
conceitos, aprender a ouvir mais, rever as nossas expectativas como professores, as
nossas formas de avaliar, de aprovar, de reprovar.
        É importante assumirmos o preconceito, nosso medo, nossa resistência,
nossa dificuldade, a nossa impotência, porque só assim vamos poder, pouco a
pouco, assumir, uma formação que promova a educação inclusiva.




                                                                                   41
12- REDIMENSIONAMENTO DA ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO


       O projeto educativo compreende um instrumento de transformação da escola
na medida em que expressa o compromisso do grupo com uma caminhada definida
em conjunto. Nesse sentido destaca como finalidades do projeto educativo:
       - Aglutinar pessoas em torno de uma causa comum;
       - Ser um canal de participação efetiva
       - Dar um referencial de conjunto para a caminhada
       - Ajudar a conquistar e consolidar a autonomia da escola.
       - Ser um instrumento de transformação da realidade.
       - Colaborar na formação dos participantes.
       Um dos grandes papéis da educação na atualidade é de efetivar-se enquanto
instrumento fundamental de transformação da sociedade; isto é, a educação através
de suas ações pode possibilitar a mudança das pessoas, dos grupos, das instituições
onde está inserida. Dessa forma, não podemos conceber a educação como uma
ação imobilizadora, muito pelo contrário, deve ser entendida em sua plena função
mobilizadora, dinâmica, construtora de uma sociedade mais cidadã, em uma
perspectiva de democratização de seus espaços.
       A prática pedagógica é uma prática social, uma prática política, pois não se
pode conceber a educação sem um vínculo sócio-histórico. Segundo ARANHA
1996) a educação não pode ser compreendida fora de um contexto histórico-social
concreto, sendo a prática social o ponto de partida e o ponto de chegada da ação
pedagógica.
       O ato de aprender a aprender é, sem dúvida alguma, uma das principais
funções do ato de ensinar, ou melhor, do ato de educar. A construção de uma
pessoa mais autônoma, no processo de aprender, torna-a mais autônoma no
processo de viver – de definir os rumos de sua vida. Mas, para que isso não se
transforme em uma ação individualista, é fundamental tornar a prática pedagógica
em uma prática ética, comprometida, coerente, ao mesmo tempo, consciente e
competente.
       A ação educativa – evidenciada a partir de suas práticas- permite aos alunos
darem saltos na aprendizagem e no desenvolvimento, é a ação sobre o que o aluno
consegue fazer, com a ajuda do outro, para que consiga fazê-lo sozinho. Entretanto,
é princípio de toda instituição de ensino (principalmente da escola) garantir a
aprendizagem a todos, visto que todos são capazes de aprender.
       O educador tem também função importante no processo, pois as práticas
pedagógicas devem permitir aos alunos não somente acessarem o conhecimento,
mas também transformá-lo, inová-lo. O educador tem a função de mediador entre o
conhecimento historicamente acumulado e o aluno. Ser mediador, no entanto,
implica em também ter apropriado esse conhecimento.
       Portanto devemos pensar num novo professor, mediador do conhecimento,
sensível e crítico, aprendiz permanente e organizador do trabalho na escola, um
orientador, um cooperador, curioso e, sobretudo, um construtor de sentido.




                                                                                42
       “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a
sua produção ou a sua construção. É preciso que, pelo contrário, desde o começo do
processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem
forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser
formado. Não há docência sem discência, as duas explicam-se e seus sujeitos,
apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem á condição de objeto um do
outro. Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”.

        O trabalho pedagógico como princípio educativo deve ser essencialmente
cooperativo. Todas as atividades, coletivas e/ou individuais, devem ser organizadas
como plano de trabalho para não perder o caráter de coisa comum. O professor deve
ser gerenciador das atividades e o intermediário das relações, garantindo as
condições de trabalho, informando, sugerindo e estimulando o aprendizado.
        Os princípios que devem nortear o trabalho pedagógico são: a confiança e o
respeito mútuo entre os seres humanos; a necessidade de um escola aberta e
flexível; a livre expressão; o cooperativismo; a coletividade; o trabalho enquanto
agente central do processo educativo e formador.
        O trabalho pedagógico deve ainda possuir instrumentos que pode auxiliar na
busca incessante por uma educação que recupera e reforça, no homem, o que ele
tem de melhor: sua criatividade, sua autonomia, sua condição histórica de sujeito e
não de objeto a ser modelado.
        Há ainda que atentar para o fato de que toda educação é direcionada para
uma realidade especifica, e é partir das peculiaridades, cultural e social, de cada
realidade, que as teorias do conhecimento e da aprendizagem devem ser pensadas
no âmbito da prática escolar. É um erro pensar a educação descolada da vida
cotidiana e imediata dos indivíduos, de seus limites e de suas possibilidades.
        Uma educação, de fato, transformadora caminha no sentido de promover o
respeito pela diferença, de estimular a riqueza da diversidade.
        O educador lida com a arte de educar. O instrumento de sua arte é a
pedagogia. Ciência da educação, do ensinar. É no seu ensinar que se dá seu
aprendizado de artista. Toda pedagogia sedimenta-se num método. Maneira de
ordenar, organizar com disciplina, a ação pedagógica segundo certos pressupostos
teóricos. Toda pedagogia está sempre engajada a uma concepção de sociedade,
política. É neste sentido que, nesta concepção de educação, este educador faz arte,
ciência e política. Faz política, quando alicerça seu fazer pedagógico a favor ou
contra uma classe social determinada. Faz ciência, quando apoiado no método de
investigação científica estrutura sua ação pedagógica. Faz arte, porque
cotidianamente enfrenta-se com o processo de criação na sua prática educativa, em
que, no dia-a-dia, lida com o imaginário e o inusitado. A ação criadora envolve o
estruturar, dar forma significativa ao conhecimento. Toda ação criadora consiste em
transpor certas possibilidades latentes para o campo do possível, do real.
        É um grande desafio para a educação e seus agentes repensar e resignificar
suas práticas pedagógicas, assim como sua proposta político-pedagógica. Para
tanto, a formação dos educadores precisa ser potencializada para fomentar o
desenvolver das competência no processo de ensino-aprendizagem; ou seja, para
potencializar as competências dos alunos, o professor precisa, antes, ter suas
próprias competências potencializadas. Rever algumas práticas e ampliar as



                                                                                43
competências em diversas outras áreas do processo educativo é fundamental para
atingir-se uma ampla formação educacional.
        Ao nos propormos trabalhar com educação, temos por princípio nossas
intenções e as intenções do projeto ao qual estamos vinculados (intencionalidades);
temos, de algum modo explícito, o público com o qual vamos trabalhar (sujeitos);
temos, consciente ou inconscientemente, vínculo com uma proposta de educação e,
por consequência, uma proposta de sociedade, expressa muitas vezes pelos
objetivos ou pelas justificativas.
        O professor ao desenvolver suas ações pedagógicas deve aprender a
aprender, pois, ao ensinar, também se aprende, coloca em debate seu
conhecimento. O professor não é onipresente, oniscente, muito menos, onipotente e,
sim, é mais um aprendiz no processo da educação. Não podemos, contudo, pensar
que não existem diferenças entre os diversos agentes envolvidos no processo
pedagógico, pois o professor tem suas funções e os educandos as suas, mas ambos
podem aprender ensinando e ensinar aprendendo.
        Dessa forma, é interessante percebermos que a educação não é algo estático.
A educação é dinâmica e, como a vida, é um permanente processo em movimento,
em transformação. Assim, a educação não pode ser vista como espaço de
sofrimento, de pura disciplina, de autoritarismo, pelo contrário, a educação, na
medida do possível, deve ser espaço de prazer, de desenvolvimento, de alegria. A
ação pedagógica deve expressar uma ação amorosa.


12.1 O Papel do Diretor

      - Coordenar a elaboração e atualização do regimento escolar e a utilização
deste como instrumento de suporte pedagógico.
      - Participar do processo de escolha de representantes de turmas (aluno,
         professor);
      - Participar da elaboração, execução, acompanhamento e avaliação de
         projetos, planos, programas e outros objetivando o atendimento e
         acompanhamento dos aluno, nos aspectos que se referem ao processo
         ensino-aprendizagem.
      - Participar junto com os professores da sistematização e divulgação dos
         informações sobre o aluno para conhecimento dos pais, e em conjunto
         discutir os possíveis encaminhamentos.
      - Participar junto a coordenação pedagógica e professores, do processo de
         identificação, de análise dos causa e acompanhamento dos alunos que
         apresentam dificuldades na aprendizagem, visando o redimensionamento
         da ação pedagógica.
      - Coordenar, atualizar, organizar e socializar a legislação de ensino e de
         administração de pessoal da unidade escolar.
      - Coordenar junto com a equipe administrativa, a organização, atualização e
          trâmite legal dos documentos recebidos e expelidos pela unidade escolar.
      - Desenvolver o trabalho administrativo e pedagógico escolar considerando
         a ética profissional, sendo o articulador da proposta pedagógica.
      - Contribuir para o acesso e permanência dos alunos com necessidades
        educacionais especiais na escola, intervindo como mediador das condições


                                                                                44
          necessárias a organização escolar e qualificação do processo ensino-
           aprendizagem, através da composição, caracterização e acompanhamento
           das turmas, do horário escolar, listas de materiais, atividades extra classes
           e de outras questões curriculares.
      -    Divulgar aos pais e comunidade os resultados das ações educacionais
           voltada para a aprendizagem dos alunos.
      -    Adoção de mecanismos de monitoramento e proposição de planos de
           melhoria da escola e sua gestão.
      -    Promoção de práticas de valorização e reconhecimento do trabalho dos
           professores e funcionários, no sentido de reforçar ações voltadas para
           melhoria da qualidade do ensino.
      -   Mediar conflitos e favorecer a organização dos segmentos escolares, em
          clima de compromisso ético e solidário.
      -   Propiciar momentos de discussão organizados, com pauta definida, com
          tempo e espaço para que todos participem.
      -   Definir problemas e identificar soluções, levando em consideração a opinião
          de todos.
      -   Ressaltar as funções educativas de todos os funcionários.
      -   Providenciar condições materiais e estruturais para que todos possam
          realizar seu trabalho.


12.2- O Papel da Secretaria e Auxiliares

      - Prestar serviço ágil e atualizado de documentação, escrituração e
        informação escolar, devidamente, organizando registros, documentação dos
        alunos, estatísticas, legislação e outros.
      - Recepção ao público, atendimento e encaminhamento aos departamentos
         solicitados.

      1-Atendimento:
      . Aos professores, funcionários, alunos e pais.
      . telefônico e localização de pessoas;
      . comunicação interna;
      . Na ausência da direção a secretária(o) responde pela escola.

      2- Endereços:
      - Manter enderços e telefones de professores, funcionários e alunos
         atualizados.

      3- Reorganização:
      - Manter o arquivo morto organizado.

      4- Livro Ponto:
      - Organização
      - Controle diário.




                                                                                     45
      5- Documentos e correspondências:
      - Supervisionar o expediente a ser submetido ao despacho da direção;
      - Redigir e expedir correspondências(solicitação, agradecimentos, atas de
         reuniões e conselhos de classes);
      - Controlar a documentação oficial do colégio.

      6-   Infra-Estrutura:
      -    Controle de bens patrimoniais;
      -    Organizar controle de chaves;
      -    Solicitar a todos os setores materiais necessários pra a compra;
      -    Disponibilizar a infra-estrutura necessária para a viabilização de projetos e
           eventos desenvolvidos na escola;
      -    Acompanhar os serviços e reformas mantendo a direção informada.
      -    Manter o professor informado sobre a movimentação dos alunos
           (desistentes, transferidos)


12.3- Papel da Bibliotecária

      -  Atender o público em geral ( alunos, professores, e funcionários);
      -  Catalogar e classificar os livros;
      -  Restaurar livros e mapas quando danificados;
      -  Auxiliar nas pesquisas e consultas nos livros e na Internet.
      -  Controlar a entrada e saída de livros cobrando os retardatários na
         devolução de livros.
      - Conscientizar os alunos da aplicação de multa mediante atrasos, perdas
       ou danos de livros.

12.4- Coordenador Financeiro

      - Buscar formas alternativas para obter recursos, espaços e materiais
        complementares para a melhoria da realização do projeto pedagógico;
      - Planejamento, acompanhamento e avaliação da execução dos recursos
        financeiros da escola, levando em conta as necessidades do projeto
        pedagógico, os princípios da gestão pública e a prestação de contas à
        comunidade.
      - Coordenar e promover ações que favoreçam a conservação, higiene,
         limpeza, manutenção e preservação do patrimônio escolar – instalações,
         equipamentos e materiais pedagógicos.
      - Aplicar e administrar as verbas escolares em concordância com a Direção e
        em articulação com o Conselho Deliberativo Escolar, APMF, conforme o
        caso.
      - Administrar os recursos financeiro, destinando-os a prioridades eleitas pelo
        Conselho Deliberativo Escolar.




                                                                                     46
12.5 – Papel do Professor Pedagogo

        Começamos definindo a função pedagógica como a articuladora do Projeto
Político Pedagógico, que organiza a reflexão, a participação e os meios para que a
escola possa cumprir sua tarefa de propiciar que todos os alunos aprendam e se
desenvolvam como seres humanos plenos, partindo do pressuposto que todos tem
direito e são capazes de aprender. O professor pedagogo em princípio assume então
esse papel de educador mais experiente, o ponto de referência do processo
pedagógico.
        A tarefa é essencialmente pedagógica. Há necessidade do especialista em
refletir sobre o trabalho em sala de aula. Estudar muito e usar as teorias para
fundamentar o fazer e o pensar dos docentes. Elencar os pontos considerados
fundamentais e assumir o que é relevante estipulado pelos coordenadores da
escola..
        - Ajudar a elaborar a proposta pedagógica da escola e garantir que ela seja
           posta em prática.
         - Procurar estar junto com o professor, discutindo com eles os problemas e
           buscando soluções, conhecendo bem os alunos.
        - Buscar meios de auxiliar o professor e tornar sua tarefa menos árdua.
        - Trabalhar em cima da idéia de processo de transformação, acolhendo o
           professor em suas angústias e ajudando-o a perceber suas contradições (e
           não acobertá-las).
        - Ajudar a produzir as mudanças necessárias.
        - Acompanhar e desenvolver nas horas-atividades uma prática de
           colaboração, oferecendo suporte didático metodológico; ao professor
        - Orientar como devem ser os registros no livro de chamada e verifica-se os
           objetivos a que se propuseram estão sendo alcançados.
        - Acompanhar o processo Ensino aprendizagem subsidiando o professor no
           planejamento da ação pedagógica.
        - Buscar em todos os segmentos escolares as soluções indicadas para os
           problemas apresentados.
        - Responder pela formação dos docentes, organizando encontros,
           proporcionando momentos de reflexão e estudando temas pedagógicos e
           das áreas do saber para o             desenvolvimento de conhecimentos,
           habilidades, atitudes e elevar a motivação e a auto estima dos professores.
        - Planejar, executar e avaliar os desdobramento e encaminhamentos de
           forma permanente:        Conselhos de Classe, Reuniões Pedagógicas,
           Reunião de pais, Reuniões de planejamento, Grupos de Estudos e
           Projetos.
        - Acompanhar através das notas e das queixas o rendimento dos alunos que
           apresentam defasagens na aprendizagem e faltas constantes, objetivando
           atendimento ou encaminhamentos que se fizerem necessários.
        - Orientar pedagogicamente pais, alunos, educadores e demais funcionários
           da instituição.
        - Fazer ainda o atendimento aos pais e ajudar a resolver problemas de
           disciplina dos estudantes.
        - Realizar pesquisas, diagnósticos e estudos emitindo pareceres de
           informações técnicas e pedagógicas para a área de Ensino no NRE.


                                                                                   47
      -   Participar de reuniões e jornada pedagógica e outros, buscando a
          fundamentação, atualizando e redimensionando a ação do pedagogo.
      -   É responsável pelas retificações ou modificações nos trabalhos sempre
          que necessários. Ressaltando méritos e tentando recuperar deficiências.
      -   Desenvolver o trabalho educacional considerando a ética profissional.


      “Por tudo isso, o Professor Pedagogo (coordenador pedagógico) só vai
desempenhar bem a sua função se for um líder e tiver apoio da direção em suas
ações e reivindicações, como infra-estrutura de trabalho e tempo de estudo para
todos os professores”.
      (Revista Nova Escola, Maio 2003)


12.5.1 – Organização da hora/atividade no horário escolar

       Corresponde as horas remuneradas para que os professores com regência de
classe realizem atividades complementares ao processo pedagógico fora dos
horários de aula.
       A hora atividade faz parte da organização e distribuição de aulas realizada no
início do ano letivo. Pretende ser um instrumento de planejamento a mais de que
dispõe o professor para organizar suas aulas e seu trabalho efetivo, comprometido
com a qualidade e o desenvolvimento do aluno.
       A Equipe Pedagógica gerencia esse espaço de tempo obedecendo o critério
de organização e distribuição de aulas e seu turno de funcionamento. Objetivando
efetivar a proposta pedagógica para o ano letivo de 2006, pretendemos distribuir e
organizar a hora atividade por disciplina, respeitando o número de professores e as
melhores possibilidades de agrupá-las por área e turno.
       Reconhecemos ainda, a grande dificuldade para que isso aconteça de
maneira satisfatória, atendendo as necessidades do professor, devido a carga
horária atribuída a múltiplas escola.
       Para hora-atividade esta é insuficiente para o planejamento de uma boa aula.


      “ Sabedoria não é ter, é saber onde encontrar.”

12.6 – Papel dos Auxiliares de Serviços Gerais

      Os Auxiliares de Serviços Gerais compreende os serviços de manutenção,
preservação, segurança e merenda escolar do estabelecimento de ensino, sendo
coordenado e supervisionado pela Direção.
      Cabe a Servente:
      - Proceder à abertura e fechamento do prédio, no horário regulamentar
         fixado pelo Diretor;
      - Manter sob sua guarda as chaves do prédio e de todas as suas
         dependências;
      - Controlar o acesso e saída de pessoas e matériaiss e manter a vigilância
         do prédio e de suas dependências;


                                                                                  48
      -   Efetuar a limpeza e zelar pela conservação dos móveis e equipamentos
          do estabelecimento;
      -   Requisitar materiais de limpeza e, quando for o caso, e controlar o seu
          consumo;
      -   Efetuar a limpeza interna e externa do prédio;
      -   Zelar pela conservação e asseio do edifício, instalações, móveis e
          utensílios.
      -   Executar outras tarefas relacionadas com sua área de atuação que forem
          determinadas pela Direção da Escola;

      Cabe à Merendeira:
      - Preparar e servir a merenda escolar, controlando-a quantitativa e
        qualitativamente;
      - Informar ao diretor do estabelecimento de ensino da necessidade de
        reposição do estoque;
      - Conservar o local de preparação de merenda em boas condições de
        trabalho, procedendo a limpeza e arrumação;
      - Efetuar tarefas correlatas à sua função.

12.7 – Papel do Professor

       Nesse projeto educativo, considerando todos os aspectos é preciso pensar
também sobre o papel do professor, pois, para superar os limites dessa escola, será
necessário investir continuamente na sua formação, retomando e repensando o seu
papel diante dessa escola cidadã. Nela não caberá um professor conteudista,
tecnicista, preocupado somente com provas e notas, mas, sim um professor mais
humano, ético, estético, justo, solidário que se preocupe com a aprendizagem e a
qualidade do que é ensinado.
       É preciso um profissional com competência, tanto política quanto técnica, que
conheça e domine os conteúdos escolares e os atitudinais, saiba trabalhar em sala
de aula utilizando uma metodologia dialética, que tenha compromisso político, social,
seja pesquisador, um eterno aprendiz e estudioso, tenha uma prática coerente com a
teoria, seja consciente do seu papel como cidadão. Um verdadeiro mediador entre
sujeito e o objeto do conhecimento, trabalhando de forma que, a partir dos
conteúdos, dos conhecimentos apropriados pelos alunos, eles possam compreender
a realidade, atuar na sociedade em que vivem e transformá-la.




                                                                                  49
13- PLANO DE AÇÃO DA DIREÇÃO

   EIXO            ENVOLVIDOS        OBJETIVOS                            AÇÃO                                     CRONOGRAMA
NORTEADOR
                         DIREÇÃO     - Legitimar as ações do gestor       - Planejamento e divulgação para         - Início do ano letivo.
                                     escolar                              toda comunidade escolar dos              - Através de reuniões
     GESTÃO              CONSELHO    - Colaborar na tomada de             objetivos, metas e indicadores dos       mensais.
                          ESCOLAR    decisões;                            resultados da escola para o ano letivo   -Durante o ano
                                     -    Legitimar       a   proposta    que se inicia;                           letivo.
DEMOCRÁTICA            PROFESSORES   pedagógica;                          - Estabelecimento das formas de
                                     - Acompanhar os resultados           acompanhamento dos resultados;
                         ALUNOS      obtidos pela escola;                 - Projeto e parcerias com a
                            E        - Cuidar para que seja respeitado    comunidade, através de voluntariado;
                      FUNCIONÁRIOS   os direitos e deveres dos
                                     educandos,      professores     e
                                     funcionários;


                                     -    Melhoria      na    qualidade   - Levantamento de dados;             -Durante o ano letivo
    GESTÃO         -Direção          pedagógica        do      processo   - avaliação dos resultados;          estabelecido       no
  DEMOCRÁTICA      - Professores     educacional da escola.               - Intervenções pedagógicas;          calendário escolar, e
                   - Alunos          - Refletir através da avaliação      -Avaliação         do       processo sempre que se fizer
    CONSELHO                         coletiva os resultados que a         ensino/aprendizagem;                 necessário.
       DE                            escola vem alcançando.               - Auto avaliação
     CLASSE                          - Definir as ações para melhoria
                                     dos resultados.
                                     -     Estabelecer     intervenções
                                     pedagógicas para a melhoria da
                                     prática cotidiana.




                                                                                                                                50
                                                                        - Palestras para preparar os alunos   - Durante    o   ano
                                       - Estabelecer através da           sobre o conceito de liderança e     letivo.
                - Direção                 liderança de turmas uma         representatividade;
   GESTÃO        -Alunos representantes relação efetiva entre as
                de turmas;                instâncias escolares.         - eleição democrática para escolha
DEMOCRÁTICA     - Professores;         - Criar um espaço para             dos representantes de turmas;
                - Equipe Pedagógica.       discussão
                                           acompanhamento dos           - Preparação e elaboração de um
                                           progressos e dificuldades      plano de ação para os líderes de
                                           encontradas em sala de         turma.
                                           aula.
                                       - Participar de maneira
                                           criativa e responsável das
                                           ações da escola.
                                       - Incentivar as ações            - Mostra cultural e Pedagógica;       -     Em  reuniões
                                         desenvolvidas pelo Grêmio      - Projetos de Ação Jovem e            mensais
                                         Estudantil através do seu        cidadania;                          - Durante o ano
                                          Plano de Ação;                - Ampliação da sala de xadrez;        letivo;
                                       - Estabelecer parcerias          - Monitoria aos alunos com
                - Direção                juntamente com o grêmio           dificuldades em algumas
                - Grêmio Estudantil      para a implementação da           disciplinas;
    GESTÃO      - Alunos                 Proposta Pedagógica da         - Gincana cultural e Pedagógica;
  DEMOCRÁTICA   - Professores            Escola;                        - Atividades festivas e resgates
                - Funcionário          -Mobilizar o Grêmio                 culturais;
                                         Estudantil e todos os alunos   - Criação do Jornal da escola;
                                         para o Protagonismo            - Premiação aos alunos destaques
                                         Juvenil, assumindo uma            do ano;
                                         postura mais participativa     - Participação dos alunos na
                                         na sociedade com suas             construção e consolidação da
                                         ações                             Gestão democrática;




                                                                                                                          51
                                    - Contribuir para elaboração     - Reuniões para discussão,
                                        e implementação da             apresentação e acompanhamento       -    Em     reuniões
                                        Proposta Pedagógica;           dos resultados escolares;           durante o ano letivo,
                                    - Apoiar as ações da escola;                                           sempre que se fizer
              - Direção             - Acompanhar os resultados       - Atividades festivas e resgates      necessário;
              - APMF                    obtidos pela escola;           culturais, através de festivais e
              - Professores         - Contribuir para gestão dos       quermesse;
              - Funcionários            recursos financeiros;
                                    - Promover campanhas e           - Reforma dos banheiros;
  GESTÃO                                promoção;
                                    - Colaborar para a integração    - Estruturação das salas ambientes,
DEMOCRÁTICA                            da família/escola;               com material de apoio para cada
                                    - Representar os interesses da      disciplina/série;
                                       comunidade e dos pais;
                                    - Promover o entrosamento        - Torneios desportivos;
                                       entre pais, professores e
                                       alunos.                       - Promoção – jantar dançante.
                                    - Contribuir para melhoria e
                                       conservação das instalações e
                                    equipamentos;
                                    - Receber e gerenciar
                                       recursos recebidos;
                                    - Discutir, colabora e decidir   - Reuniões periódicas;
                                       sobre as ações para           - Visitas as famílias;                - Durante    o   ano
                                       acompanhamento dos            - Divulgação para as famílias dos     letivo;
                                       alunos e Integração família     trabalhos realizados pelos alunos
              - Direção                e escola;                       nas Gincanas Culturais e
              - Equipe Pedagógica   - Colaborar nas tomadas de         Pedagógicas e Mostra Cultural e
  GESTÃO      - Pais                   decisões;                       Pedagógica;
DEMOCRÁTICA   - professores         - Acompanhar o progresso         - Torneios desportivas;
              - Funcionários           do filho na escola;           - Festas, festivais e quermesses.
                                    - Fortalecer o relacionamento    - Projetos e Parcerias.
                                       escola, comunidade;
                                    - Conhecer as intervenções
                                       pedagógicas utilizadas pela
                                       escola para proporcionar o
                                       sucesso do ensino-
                                      aprendizagem do aluno;

                                                                                                                       52
                                           - estabelecer o propósito            - Leitura, reflexão e discussão
                                              central que norteia a               coletiva da LDB, Instruções e         - Durante    o   ano
                                              existência da escola, sua           resoluções afins;                     letivo.
                                              função, participação e            - Salas ambientes.
                     - Direção                efetivação na sociedade.          - Acompanhamento pedagógico
                     - Equipe Pedagógica   - Construir através da                  considerando a diversidade
    PROPOSTA         - Professores            Proposta Pedagógica a                sócio-cultural dos educandos.
   PEDAGÓGICA                                 Identidade da escola;             - Monitoria em parceria com os
                                           - Conhecer os princípios                alunos.
                                              norteadores de cada área
                                             do conhecimento;
                                           - Refletir sobre a sistemática
                                             da avaliação, práticas,
                                             concepções e critérios.
                                           - Garantir o ensino
                                              aprendizagem através da
                                              recuperação paralela.
                                           - Oportunizar a todos o              - Reuniões Pedagógicas                  - Durante o anos
                     - Direção               aperfeiçoamento                    - Grupos de Estudos                     letivo;
    FORMAÇÃO         - Equipe Pedagógica     profissional, através de           - Seminários em parcerias com as
   CONTINUADA        - Professores           capacitação contínua.                Universidades;
                     -Pais                                                      - Palestras;
                     - Funcionários                                             - Oficinas;
                                           - Proporcionar um ambiente           - Equipar as salas ambientes com
                 - Direção;                físico que contribua para a            matérias didáticos pedagógicos;
                 - APMF;                   educação e a formação dos            - Convênio e parcerias para
  QUALIFICAÇÃO   - Conselho Escolar;       alunos;                                aquisição de livros e revistas para
DOS EQUIPAMENTOS - Professores;            - Garantir o funcionamento eficaz      a biblioteca;
    E ESPAÇOS    - Funcionários;           e harmônico dos diversos             - Ampliação da sala de Xadrez;
     FÍSICOS     -Grêmio Estudantil;       processos de apoio;                  - Reforma dos banheiros.
                                           - Administrar os recursos de         - Construção de um espaço para o
                                           forma planejada, visando a              teatro ao ar livre;
                                           racionalização das atividades e a    - Planejamento e construção da
                                           qualidade dos resultados;               quadra de vôlei de areia;
                                           - Identificar os principais pontos   - Ampliação do laboratório de
                                           a serem melhorados visando a            Informática;
                                           qualidade        do      resultado
                                           pedagógico.

                                                                                                                                    53
    14- PLANO DE AÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA


  EIXO           ENVOLVIDOS   OBJETIVOS                                AÇÃO                                          CRONOGRAMA
NORTEADOR
                              1- Acompanhar o Processo de              - Encontros para Planejamento e
                              Ensino-Aprendizagem subsidiando o        organização do ano letivo.
    A    P                    professor no planejamento da ação        - Elaboração do contrato Pedagógico,              Fevereiro
    C     E           P       pedagógica                               estabelecendo regras de parceria e
    O    D            R                                                convívio ético par o ano que se inicia.
    M   A             O                                                                                                   e julho
    P   G             F
    A   Ó             E
    N   G             S
    H   I             S
    A   C             O       2-     Fortalecer      o     professor   - Encontros para levantamento de
    M   O             R       organizando encontros de formação        necessidades, proporcionando momentos         Um encontro por
    E                 E       continuada, para o desenvolvimento       de estudo reflexão e troca de experiências.      bimestre
    N                 S       de conhecimentos, habilidades e
    T                         atitudes, bem como para elevar a
    O                         motivação e auto estima do grupo
                              3- Localizar práticas novas já           - Momentos para troca de experiências.        Um encontro em
                              presentes     na     realidade     dos   Planejamento coletivo nas horas atividade.    março e outro em
                              professores, para o grupo perceber                                                          julho.
                              que é possível, que funciona.
                              4- Acompanhar e desenvolver nas          - Organizando um espaço e horários o mais
                              horas atividades uma prática de          coletivo possível para estar dialogando        Semanalmente
                              estudo e colaboração.                    com os professores.
                              5- Verificar os registros nos livros     - Analisando periodicamente os objetivos a
                              de chamada                               que se propuseram estão sendo alcançados         No final do
                                                                                                                         bimestre
                              6- Planejar, executar, avaliar os        -Reuniões e Conselho de classe
                              desdobramentos                    e      (Organizando a dinâmica para que               No final de cada
                              encaminhamentos,      de     forma       aconteça de forma democrática e                   Bimestre
                              permanente dos conselhos de classe,      participativa)
                              das reuniões pedagógicas, reunião
                              de pais, de planejamento, Projetos,
                              Fóruns etc.
                                                                                                                                         54
                               7- Estar atualizado com pesquisas e      - Através de leituras, pesquisas e visitas a Sem definição de
                               Bibliografias       para      orientar   outras escolas para apreciação de práticas      datas ou seja
                               professores na busca de soluções.        inovadoras                                   durante o ano letivo
                               8- Realizar pesquisas e estudo           - Fazendo e enviando relatórios para a
                               emitindo pareceres e informações         área de ensino do NRE                        Quando necessário
                               técnicas para à área de ensino
EIXO NORTEADOR   ENVOLVID-OS   OBJETIVOS                                AÇÃO                                          CRONOGRAMA
                               - Construir e divulgar o regulamento     - Visita nas turmas para apresentação da
                               interno, despertando no educando a       Função do Orientador e Supervisor e das       Primeira semana de
                               consciência da liberdade, o respeito     situações que necessitam de regras para a     aula
                               pelas diferenças individuais, o          harmonia do grupo no Colégio.
     A  P                      sentimento de responsabilidade           - Levantamento de sugestões dos alunos.
     C  E             A        - Escolher por turma um aluno que            - Apresentando o papel do Líder;
     O D              L        represente e coordene o grupo                - Fazendo a escolha através do voto.
     M A              U                                                     - Reunindo os escolhidos para             Março
     P G              N                                                         conscientização das funções.
    A  Ó              O        3- Planejar momentos para palestras          - Convidando              profissionais
    N  G              S        sobre assuntos sugeridos na própria              habilitados e organizando um          Datas a definir.
    H  I                       turma.                                           cronograma de palestras.
    A C                        4- Promover o bom relacionamento             - Aconselhamento buscando sempre                   Durante
    M O                        e cumprimento do Regimento                       a harmonia.                               todo       ano
    E                          Interno.                                                                                   letivo
    N                          5- Identificar conflitos orientando   - Registro de ocorrências mais
    T                          alunos     com     problemas       de    graves.                                       Durante todo ano
    O                          ajustamento no grupo.                 - Comunicando os responsáveis.                   letivo
                               6-Assistir o aluno na análise de seu  - Organizando       momentos        de           -No final do
                               desempenho       escolar    e      no    entrevistas individuais e entrega             bimestre – sempre
                               desenvolvimento       de     atitudes    dos boletins.                                 que necessário.
                               responsáveis em relação ao estudo.    - Através de grupos de estudo em                 - 2 vezes por
                               - Intervir com ações pedagógicas         contra-turno com monitoramento                semana cada
                               àqueles que apresentam faltas            dos próprios colegas – voluntários.           disciplina.
                               constantes e dificuldades de
                               aprendizagem.
                               7- Fazer diagnóstico nas turmas, - aplicação de questionários, coletando               Trimestral
                               coletando informações e sugestões dados para uma possível participação nos             3 a 4 vezes no ano.
                               sobre a dinâmica escolar de cada conselhos de classe.
                               disciplina bem como a sua
                               participação.
                                                                                                                                            55
 A   P           8- Incentivar e acessorar todas as - Através de apoio e coordenação de             - Durante o período
 C   E       A   iniciativas de Projetos e melhorias; projetos como – Agenda 21(meio                letivo.
 O   D       L                                        ambiente, Oficinas de dança, teatro, etc.
 M   A       U   9- Previnir, conscientizando o aluno - Fazendo um trabalho de prevenção junto      Durante todo o
 P   G       N   e a família da importância de não com os professores e responsáveis de salsa       período letivo
 A   Ó       O   interromper seus estudos             para que não haja desistentes.
 N   G       S                                        - Projetos criativos como: “Nenhum a
H    I                                                menos”. Premiando a sala que terminar
A    C                                                sem nenhum caso de evasão.
M    O           10- Acompanhar o fluxo de evasão - Observação de freqüência;                       - Durante todo o
E                de alunos matriculados checando as - através de entrevistas para justificarem as   período letivo.
N                justificativas para desistência.     causa de evasão;
T
O                11- Dar acessoramento a todos Reintegrando na turma através do diálogo,            - Durante todo o
                 alunos egressos;                  e acompanhamento das suas reais                  período letivo.
                                                   necessidades.
                 12- Validar casos de alunos com -Recebendo, divulgando e arquivando                - Durante todo o
                 justificativas para realizar   2ª atestados.                                       ano letivo.
                 chamada.
A    P           1- Oportunizar apresentação à         - Promovendo e acessorando:
C    E           comunidade e aos familiares o que     . Mostras pedagógicas;                       Durante o
O    D   P   A   estão explorando e aprendendo em      . Seminários;                                transcorrer do ano.
M    A   R   L   determinadas áreas específicas do     . Fóruns;
P    G   O   U   conhecimento                          . Apresentações culturais e gincanas;
A    Ó   F   N                                         . Participação na Feira com Ciência,
N    G   E   O                                         Fera e demais eventos.
H    I   S   S
A    C   S
M    O   O
E        R
N        E
T        S
O
                 - Dialogar com os pais para que          -   Reuniões                              - Bimestralmente.
                 juntos busquemos as melhores             -   Palestras                             - 3 vezes ao ano
                 medidas educacionais, cultivam a                                                   (data a definir)
                 participação produtiva da família na                                               - Sempre que
                 escola                                   -   Entrevistas individuais               necessário.
                                                                                                                          56
A    P                                                                                                 - Datas a definir.
C    E        F                                               -   Eventos     de    confraternização
O    D        A                                                   (gincana, sessão de filme etc.)
M    A        M
P    G        I
A    Ó        L
N    G        I
H     I       A
A    C        R
M    O
E
N
T
O



 A   P                 -Avaliar e intervir no processo - Reunir-se a cada 15 dias para organizar a Periodicamente
 C   E                 educativo                       escola, planejar ações, verificar o que está A cada 15 dias.
 O   D                                                 dando certo e o que esta tendo dificuldade,
 M   A                                                 que mudanças podem ser feitas.
 P   G      DIREÇÃO
 A   Ó
 N   G       EQUIPE
H    I    PEDAGÓGICA
A    C
M    O
E
N
T
O




                                                                                                                            57
15- PLANO DE AÇÃO DOCENTE

        Este Plano consiste na especificação dos procedimentos que serão usados
para o estudo dos conteúdos. Para isso poderemos adotar um quadro seguindo
critérios: Explicitar, para cada unidade de conteúdo, as atividades e os processos
mais adequados para desenvolver a aula; ou fazer uma previsão geral de todas as
estratégias de ensino-aprendizagem, considerando o que se lhe quer ensinar.


Objetivo        Conteúdo        Ações           Recursos        Avaliações
                                “Estratégias”




16- RECURSOS QUE A ESCOLA DISPÕE PARA REALIZAR SEU PROJETO
        O Colégio hoje possui mecanismos comuns existentes nas várias escolas
públicas do Estado. Queremos com isso mostrar nossa prática voltada para uma
política que garanta a princípio a qualidade, nos comprometendo com ações que
envolvem o Grêmio estudantil e a APMF na geração de recursos financeiros para
manter as despesas da escola.
        A cantina escolar contribui com uma parcela da arrecadação e sua exploração
é feita pela APMF, sob a supervisão da direção e do Conselho Escolar, respeitando
às normas sanitárias. Os recursos obtidos com sua operação são revertidos em
benefício dos alunos.
        Outra fonte que gera recursos para a escola são as promoções feitas duas
vezes ao ano. Uma em forma de arrecadação de recursos é o baile dos estudantes,
com o objetivo de recepcionar os alunos no começo do ano letivo, e a realiação de
um desfile para leger a garote e o garoto CEPAV. Este evento será realizado um vez
ao ano.
        Outra forma de angariar fundos financeiros é a realização do bingo feito
através da Gincana Cultural, também realizado uma vez ao ano. Toda renda é
revertida em prol de benfeitorias que beneficiam o ambiente escolar e aluno.
        Todo o dinheiro arrecadado para ser gasto é submetido a análise dos
membros da APMF e no disposto do seu Estatuto, bem como o do Conselho Escolar
e seus representantes.
        É respeitado sempre o princípio da qualidade do ensino para investir as
verbas arrecadadas. Com isso pode-se realizar os reparos mais urgentes, corte de
grama poda de árvores, substituição de alguns utensílios e outros. Fazemos ainda as
confraternizações do final do ano, dia dos professores, dia dos estudantes, páscoa,
visando manter a união de professores, alunos, pais, instâncias colegiados através
dos recursos oriundos dessas promoções.
        Contamos ainda com a ajuda da Prefeitura Municipal que colabora com a
escola fornecendo trator para o corte de grama no terreno da quadra, bem como
sede alguns homens bimestralmente para a realização de reparos mais urgentes.
        Recebemos através do Fundo Rotativo um cota mensal destinada à aquisição
de materiais (de expediente, de limpeza, esportivos, etc), à execução de pequenos
reparos e à complementação de gêneros alimentícios para a merenda escolar,
através da Cota suplementar.
        As verbas são aplicadas de acordo com a necessidades da escola, com
acompanhamento do Conselho Escolar.




17- CALENDÁRIO ESCOLAR


                                                                                59
       O Calendário Escolar para a rede pública estadual de Educação Básica
define o início e o término do ano letivo, férias escolares, recessos escolares,
feriados oficiais, semana de planejamento, de capacitação, semana cultural,
garantindo o mínimo de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200
(duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.
       Lembramos que, de acordo com o Art. 2º da Deliberação nº 02/2002 – CEE:
“São consideradas como efetivo trabalho escolar as reuniões pedagógicas,
organizadas, estruturadas a partir da Proposta Pedagógica do estabelecimento e
inseridas no seu planejamento anual”, e que o Parágrafo único do Art. 3º determina:
“O estabelecimento deverá organizar o ano letivo de modo que os alunos tenham
garantidas as oitocentas horas de efetivo trabalho escolar previstas em lei”(grifo
nosso);
       Para garantia das 800 horas, são considerados dias de efetivo trabalho
escolar todas as atividades de cunho pedagógico, incluídas na Proposta Pedagógica
da instituição, com freqüência exigível dos alunos e efetiva orientação por
professores/profissionais, realizados em sala de aula ou em outros locais adequados
ao processo ensino-aprendizagem;
       Portanto, os Estabelecimentos poderão considerar como dia letivo, além dos
dois dias de Planejamento Escolar, os dias destinados para reuniões pedagógicas,
(conselhos de Classe e outros) até o total de dez(10) dias no decorrer do ano letivo,
ou organizar as reuniões pedagógicas fora dos dias letivos previstos no calendário
escolar.
       Deverão ser considerados também, os dias letivos, com outras atividades
como, jogos escolares, gincanas desde que tenham cunho cultural e esportivo, pois
envolvem professores e alunos.




18- ORGANIZAÇÃO E UTILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS EDUCATIVOS


                                                                                  60
        A organização dos espaços internos do Colégio Padre Antonio Vieira procura
destinar espaços específicos para as atividades de ensino aprendizagem e sua
distribuição diferencia da escola tradicional, pois procurou transformar as salas
comuns em setor ambiente,novos espaços instaurando um novo modelo educacional
“mais vivo” e dinâmico, cercado de cuidados especiais e para isso contamos com
uma Biblioteca (precisando atualização e melhoria dos acervos).
        Temos também um laboratório de Informática com 9 computadores e uma
linha de Internet, conseguida pelo Grêmio e mantida pela cantina da escola. Existe
um Laboratório de Biologia Física e Química com alguns recursos mínimos para as
experiências práticas. Uma Quadra esportiva que atende o lazer e qualidade de vida
também da comunidade escolar. Possui uma sala de vídeo e DVD, com 50 cadeiras
brancas. Uma sala maior pra reuniões e palestras e em especial as salas tradicionais
foram transformadas em salas ambiente que passamos agora a relatar sobre seus
objetivos e critérios de funcionamento.


18.1- Salas Ambiente

       A proposta dessa alternativa pedagógica foi adotada no Colégio no início de
2005 e tem por objetivo facilitar o processo ensino-aprendizagem.
       Mais do que um espaço diferenciado, a sala ambiente significa uma
concepção de ensino que se organiza para que o conhecimento se desenvolva numa
dinâmica interativa oferecendo-lhes o melhor para que se desenvolvam em um
ambiente rico e verdadeiramente estimulador de suas potencialidades.
       O colégio tem condições físicas para trabalhar nesse regime visto que possui
12 salas de aula, laboratório, para atender alunos do Ensino Médio. No primeiro ano
de implantação dessas salas, trabalhamos com os recursos didáticos que o colégio
já possuía e a meta para 2006 é providenciar materiais que ajudarão a enriquecer as
aulas, estimulando a pesquisa e favorecendo um atendimento às diferenças
individuais, reunindo teoria e prática, pois trabalhamos com turmas heterogêneas. No
planejamento das aulas, precisa ser levado em consideração a utilização dos
recursos disponíveis e a organização dos grupos. Para diminuir o fluxo de estudantes
e melhor aproveitamento do tempo as aulas foram organizadas em duplas
(geminadas).
       Cada disciplina tem uma única sala, sendo que Português e Matemática que
contam com maior número de carga horária, fez-se necessário dois ambientes. A
permanência do profissional em seu ambiente faz com que possa adaptá-lo de
acordo com o seu trabalho e sua criatividade, tornando este ambiente mais
agradável e mais produtivo, ou seja, um lugar construído por eles mesmos
interagindo aluno/professor/ambiente de forma significativa,
       Para o funcionamento prático e pedagógico das salas ambiente, enfatizamos
que a mudança não deveria ser apenas visual, refletindo-se no exercício efetivo de
técnicas e utilização de materiais que promovessem uma melhor aprendizagem para
o aluno.
       Quanto aos recursos necessários para organização das salas virá por duas
vias:
       - A Direção e APMF, que pretendem oferecer um mínimo de recursos
           materiais e equipamentos para cada disciplina.


                                                                                 61
      -  O professor através de um planejamento especial em conjunto com os
         alunos confeccionando materiais necessários para as aulas de acordo com
         a criatividade de cada um.
       Com a implantação destas salas, tivemos resultados positivos, como por
exemplo o controle da limpeza das salas, sem quebra de equipamentos ou estrago
de materiais. Depoimentos de professores, pais e alunos confirmam que as aulas
tornaram-se mais proveitosas e o ensino se desenvolveu de forma prática e
condizente com a realidade. Portanto estamos motivados a continuar e aperfeiçoar
esse modelo de organização do espaço educativo.


18.2- Laboratório de Informática

    “O cidadão de hoje tem de estar instrumentalizado para compreender as novas
                                    tecnologias”.

       Para aprimorar e promover o acesso de todos os jovens do Colégio ao mundo
informatizado, uma das metas priorizada foi a reinstalação de 09 computadores e
uma linha de Internet Banda Larga (ADSL), conseguida em parceria com o Grêmio
Estudantil e sustentada com recursos da Cantina Escolar.
       Passou assim a funcionar esse espaço em 2005, mesmo que precariamente,
tendo em vista a falta de funcionário disponível para esse atendimento.
       Esse espaço está sendo utilizado numa dinâmica de pesquisa previamente e
pretende em 2007 contemplar também cursos de digitação e aprimoramentos.
       A sala de informática será utilizada pelos alunos juntamente com o professor
durante o perído de aula, e fora deste por um funcionário do colégio.
       O perfil da sociedade contemporânea exige profissionais que dominem a
tecnologia como requisito fundamental.
       Neste contexto estamos cientes que precisamos de indivíduos que saibam se
posicionar frente aos novos desafios e de acordo com as nossas possibilidades
procuramos atender a tais requisitos.


18.3- Laboratório de Biologia, Física e Química

        O laboratório é utilizado em parceria com as três disciplinas e neste ano de
2005 foi adquirido vários materiais, viabilizando as aulas práticas e melhorando a
qualidade do ensino ofertado. Pretendemos neste ano de 2006 oferecer aos alunos
aulas de laboratório com maior qualidade relacionando a teoria através das práticas
buscando o maior entendimento dos conceitos estudados.
        As aulas práticas de laboratório são de responsabilidade do professor da
disciplina de Química Física e Biologia, uma vez que não dispomos de um
responsável específico para este fim.




19- ORGANIZAÇÃO DE TURMAS E DISTRIBUIÇÃO POR PROFESSOR


                                                                                 62
        Os critérios para organização das turmas e distribuição de professores
obedece o contido nas normas da Secretaria de Estado da Educação, buscando
distribuir os alunos bem como os professores da melhor forma possível, para que
possamos atingir os objetivos propostos. A distribuição das turmas obedece
rigorosamente o número mínimo de 40 e máximo de 45 alunos por turma, o que
torna difícil o atendimento individual por parte do professor. Os professores são
distribuídos obedecendo a ordem de classificação e habilitação em razão da
especificidade de cada um.
        Quanto ao calendário a escolha é feita em conjunto com as demais escolas do
município- Estaduais e Municipais, uma vez que a maioria de nossos alunos
dependem do transporte escolar necessitando assim da coincidência dos feriados e
recessos no mesmo dia para não haver prejuízo aos alunos que dependem de
transporte para freqüentar as aulas.
        Quando necessário a pedido dos professores, será realizado o mapeamento
dos alunos na sala com o intuito de melhorar o ensino aprendizagem.




                                                                                63
20- DIRETRIZES PARA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DO PESSOAL
DOCENTE E NÃO DOCENTE, DO CURRÍCULO, DA ATIVIDADES EXTRA-
CURRICULARES E DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO.

        A avaliação do Processo funciona como um instrumento de controle de
qualidade, visando intervenções corretivas ao longo da realização, no sentido de
assegurar resultados favoráveis.
        A avaliação que acreditamos ser favorável ao bom desempenho de todos os
seguimentos escolares é a Avaliação Institucional, uma vez que, seus objetivos
fundamentais são aprimorar, comparar e fornecer elementos que possam servir de
subsídios para a manutenção ou correção de ações que conduzam à qualidade da
produção e transmissão do conhecimento.
        A avaliação educacional engloba as situações em que os indivíduos ou grupos
são submetidos a processos ou situações com vistas à aquisição de novos
conhecimentos ou habilidades, remetendo-se à análise de desempenho. É também,
aquela que se destina à análise dos currículos ou programas de ensino. Já a
avaliação institucional tem como objeto as instituições, os sistemas e projetos ou
políticas públicas. Refere-se à análise do desempenho global da instituição, dos
processos de funcionamento e seus resultados.
        Para dimensionar a real posição da avaliação institucional ela deve estar
articulada com todo o processo de gestão estratégica e de construção do projeto
institucional de modo a fornecer subsídios para a tomada de decisões e a correção
de desvios e problemas na instituição. Sob essa perspectiva, a avaliação institucional
significa um processo permanente de elaboração de conhecimento e de intervenção
prática, que permite retroalimentar todas as demais atividades da instituição.
        Cabe aqui ressaltar a importância da criação de uma cultura de avaliação, na
qual o processo avaliativo seja um espaço de reflexão e mudança das ações
institucionais. A consolidação dessa cultura se dá com a intensa participação de toda
a comunidade, que deve ocorrer tanto na definição de procedimentos avaliativos e
sua implantação, como na apropriação dos resultados, que devem ser traduzidos em
ações direcionadas ao aperfeiçoamento das práticas acadêmicas e administrativas
da instituição escolar.
        Nenhuma avaliação institucional pode ser bem realizada, sem que tenha a
participação da comunidade nos procedimentos de análise dos resultados obtidos e
na tomada de decisões, e não apenas na coleta de dados ou como fontes desses
dados. È inevitável construir uma “cultura institucional avaliativa”, um hábito
cotidiano, coletivo e democrático de avaliar, para desmistificar qualquer tonalidade
ameaçadora que a avaliação possa ter, dentro de nós.
        A avaliação institucional é uma ferramenta indispensável para o planejamento,
a gestão e as demais atividades que constituem o currículo da instituição de ensino,
devendo basear-se em uma visão crítica, porém compreensiva das partes
componentes da instituição, das relações desenvolvidas e das articulações entre
elas, formando um “todo institucional”.
        Deve ser desenvolvida segundo uma metodologia definida de forma
democrática, com processos e instrumentos rigorosos e consistentes – dos pontos
de vista teórico, técnico e político – abrangendo mais que a produção e a qualidade
do trabalho das pessoas, ou as notas obtidas pelos alunos, mas a própria instituição,
sua missão (fins, objetivos) funcionamento (meios, recursos e processos), relações


                                                                                   64
internas e externas, produtos e, acima de tudo, os padrões de qualidade que deseja
alcançar e que lhe são impostos pela realidade.
       Cada avaliação traz, como pano de fundo, um paradígma teórico –
conseqüentemente ideológico – que norteia, e que se expressa por meio de uma
visão de homem, de mundo e de Educação. Isso significa que ela sofre influências
da conjuntura histórica, política, cultural, sócio-econômica em que está inserida.
       A avaliação formativa por exemplo tem como objetivo, verificar o ritmo e os
estilos de aprendizagem dos alunos, realimentar o processo ensino aprendizagem
dos alunos, permitindo efetuar correções,enfatizando os conteúdos e objetivos mais
importantes e oportunizar a obtenção de maior sucesso escolar, por meio da
detecção e da correção dos erros mais freqüentes, aumentando a motivação dos
alunos e minimizando a evasão e a repetência escolar.
       A importância que a avaliação formativa dá aos processos de gestão faz com
que ela tenha forte impacto, não apenas na avaliação da aprendizagem dos alunos,
mas na avaliação institucional em si.
       Diante da avaliação institucional deve-se avaliar:
       a) Organização didático – pedagógica da escola
       - Estrutura acadêmico-administrativa;
       - Currículo desenvolvido, sistema de avaliação etc;
       - Atividades acadêmicas desenvolvidas pela escola;

      b) Corpo docente:
      - Formação acadêmica e profissional;
      - Condições de trabalho (regime de trabalho, plano de carreira, incentivos
         profissionais, relação docente/alunos e turmas;
      - Atuação e desempenho acadêmico e profissional;

      c)   Instalações:
      -    Instalações gerais da escola;
      -    Biblioteca
      -    Laboratórios e salas ambiente.

       Porém para que a avaliação Institucional seja completa, é necessário que ela
conjugue dois momentos: a Avaliação Interna e a Avaliação externa.
       A avaliação Interna corresponde às atividades relacionadas ao diagnóstico da
realidade institucional, à análise dos problemas identificados nesse diagnóstico e à
tomada de decisão, baseada na análise, direcionada à melhoria de qualidade.
       Na avaliação Interna destacamos alguns estágios que a comporão:
              a) Diagnóstico – antes de tudo, é necessário determinar, com bastante
                  clareza, o objeto de estudo e os possíveis problemas que se deseja
                  detectar. Um bom diagnóstico deve ser o mais objetivo possível,
                  centrado    exclusivamente     nos    aspectos     fundamentais      à
                  compreensão da realidade que se deseja conhecer.
              b) Análise – A análise dos resultados deve ser procedido do
                  envolvimento de representações – quando não da totalidade – dos
                  segmentos envolvidos, por meio de reuniões de grupos focais.
                  Desta forma, assegura-se que os resultados recebam a crítica
                  adequada quanto às relações de causa e efeito e quanto à sua
                  fidedignidade, contribuindo para a identificação dos pontos críticos e

                                                                                     65
                para a indicação das medidas de correção dos desvios percebidos
                ou de melhoria do processo ensino-aprendizagem.
             c) Tomada de decisão – Por meio de reuniões com os membros dos
                setores envolvidos, busca-se a solução para os problemas
                apontados. É importante, nesta etapa garantir a objetividade das
                discussões. As decisões devem ser expostas de forma mais clara
                possível, com definição de prazos, responsabilidade e recursos a
                serem mobilizados.
             d) Divulgação – É o pleno conhecimento dos resultados do diagnóstico
                e das decisões tomadas, por parte de toda a comunidade
                institucional. Só quando da divulgação desses aspectos é possível
                promover o engajamento de todos, para a mudança desejada. É,
                ainda, fator crucial para a permanência da sensibilização de todos,
                quanto à avaliação institucional.
             e) Meta-Avaliação – Como todo o processo avaliativo, esta fase da
                avaliação institucional deve considerar uma etapa de autocrítica, em
                que os seus aspectos metodológicos e instrumentais são
                submetidos a um criterioso julgamento, para determinar se a sua
                eficiência, eficácia e efetividade permitem a continuidade da sua
                utilização, ou se devem ser repensados (no todo ou em parte).

        A avaliação Externa corresponde à submissão dos trabalhos executados na
Avaliação Interna, dos resultados alcançados e das mudanças por elas induzidas,
ao crivo de examinadores externos que, por não estarem envolvidos com aquela
realidade, podem realizar uma crítica isenta e construtiva.
        A Avaliação Externa tem, assim o objetivo de evitar que a Avaliação
Institucional, como um todo, resulte num retrato corporativo de como a instituição,
pretende ser, não do que ela é e do que dela espera a sociedade.
        Concluímos diante do exposto a importância da avaliação Institucional para a
qualidade do ensino.

20.1- Currículo e Avaliação: reciprocidade na construção de um conhecimento-
solidariedade/emancipação

       Constatamos que educação, cultura, currículo e avaliação estão em relação
íntima e orgânica. A sala de aula foi “local” de um processo de comunicação mais
amplo, em que histórias sociais estavam em jogo, posições de classe, questões de
gênero, crenças, valores e que definiram “a entrada ou não na escola” de uma
questão política. Em outras palavras, definem a política da escola em lidar com
questões políticas.
       Ao realizar um currículo, a escola realiza cultura, pois a cultura é o conteúdo
substancial da educação. Educação não é nada fora da cultura e sem ela, alerta
FORQUIN(1993).
       Há uma reciprocidade entre currículo e avaliação dentro da proposta
pedagógica da escola. Ao realizar um currículo, a escola amplia o universo cultural
de símbolos e significações, consolidando uma tradicional cultura ou questionando-a,
ressignificando-a, promovendo condições de rupturas. Nesse sentido, a escola
realiza “uma versão autorizada da cultura” e, ao assim fazer, define os rumos de uma
cultura que também se constrói no cotidiano escolar – realiza avaliação.

                                                                                   66
        O currículo escolar é a expressão de um campo contestado. Ele precisa ser
compreendido como práticas de significação.
        Paulo Freire explica em suas obras Educação na Cidade e Pedagogia da
Autonomia, que a avaliação precisa deixar de ser apenas uma retórica democrática,
ela precisa ser expressão de participação coletiva, de um trabalho intrinsicamente
articulado de educadores(a) com seus educandos – a avaliação fundamentada no
diálogo, na participação, na autonomia, na emancipação, em especial, no trabalho
pedagógico ético-crítico que mude a “cara da escola”, suas relações de poder
autocrática que se materializam no interior das salas de aula, nos processos de
gestão escolar, e se afirme como substantividade democrática em todos os espaços
e tempos escolares

20.2- Trabalho Pedagógico Emancipador

       O     trabalho     pedagógico      emancipador     exige,    como     afirma
ABRAMOWICZ(1992), que se recupere “o humano na condição existencial”,
valorizando “o aluno como pessoa situada, com uma história, com emoções,
motivos, interesses. Um aluno com uma face, um nome, uma esperança, uma estória
a ser contada”, para possibilitar que os alunos possam compreender sua história
como uma história cultural e social. A ação pedagógica formadora-emancipadora
precisa garantir a vez e a voz dos seus sujeitos, caracterizando-se como práxis
educativa de possibilidades “libertadoras/emancipadoras”.
       Dentro do trabalho pedagógico emancipatório há a necessidade de ampliar a
discussão sobre o currículo escolar, seus conteúdos, suas práticas de sala de aula,
seus projetos interdisciplinares, seus compromissos sociais, entre outras questões;
em síntese, avaliar a escola e na escola numa perspectiva emancipadora,
consolidando mecanismos e estratégias de participação, convertendo a comunidade
escolar em comunidade social – fonte de autoconhecimento e autonomia.

      A avaliação emancipatória então tem como compromisso principal “fazer com
que as pessoas direta ou indiretamente envolvidas em uma ação educacional
escrevam a sua própria história e gerem as suas próprias alternativas de
ação”(SAUL, 1988, P. 61)

        A avaliação emancipatória tem como objetivo:
       a) indicar o compromisso da avaliação com o futuro que se quer transformar;
       b) permitir ao homem, através da consciência crítica, imprimir uma direção às
           suas ações nos contextos em que se situa, de acordo com valores que
           elege e com os quais se compromete no decurso de sua historicidade;
       A avaliação é compreendida como síntese de múltiplas determinações sociais
e culturais, numa perspectiva de totalidade. O diálogo é tanto o objetivo como o
método desta perspectiva de avaliação; a reflexão sobre a própria vida, nossos
projetos e ações; o diálogo que estabelecemos com o passado e com o futuro,
analisando criticamente o presente, gerando novas ações – tudo converge para esta
unidade na diversidade: reflexão, ação, transformação.
       A avaliação formativa emancipatória destaca:
       - A comunicação – a avaliação é essencialmente um processo e um
          problema de comunciação. Precisa ser construída formativamente;


                                                                                 67
      -   Oposição ao modelo da psicometria – necessidade de uma abordagem
          sociocognitiva e qualitativa;
       - A avaliação é socialmente condicionada – a avaliação se constrói em
          função da história das interações do professor com os alunos; da história
          escolar; da história social;
       - A intencionalidade formativa – precisa haver uma intencionalidade
          formativa, para além da regulação do processo ensino – aprendizagem;
       - A vinculação ao projeto político-pedagógico – ela é movimento – a
          avaliação não é formativa por acaso, ela se torna formativa, vinculada a um
          projeto pedagógico explícito, construído coletivamente;
       - A avaliação deve estar a serviço das aprendizagens dos alunos – a
          metodologia da avaliação formativa caracteriza-se por desencadear
          aprendizagens, observar e interpretar essas aprendizagens, comunicar e
          informar os resultados com a máxima transparência e participação dos
          envolvidos no processo para apresentar uma apreciação final;
       - As dificuldades são fontes de aprendizagem, e a formatividade só acontece
          quando elas são remediadas e/ou reorientadas – a avaliação só se define,
          como formativa, quando a partir das dificuldades analisadas, há um
          propósito de remediá-las, de reorientação do processo, de construção de
          novas alternativas para a efetivação da aprendizagem significativa;
       - A construção coletiva e declarada de critérios (alunos e professores)
          orienta a auto-avaliação – a construção de critérios de avaliação,
          compartilhadamente, é fundamental para que se compreenda os
          propósitos do ensino, para que se tenha clareza das aprendizagens a
          serem perseguidas e, em especial, para possibilitar aos alunos a
          compreensão de seu próprio processo de aprendizagem: exercitarem a
          auto-avaliação;
       - A pluridimensionalidade metodológica (técnicas e instrumentos) com
          intencionalidade formativa – a avaliação deve se apoiar numa variedade de
          técnicas e instrumentos e acompanhar os processos de ensino e
          aprendizagem em diferentes momentos de sua realização;
       - A formulação dos exames e seus resultados sujeitos à análise crítica –
          problemas de entendimento do aluno, das respostas esperadas pelo
          professor e daquilo que realmente o aluno é capaz de fazer naquele
          momento do exame devem ser seriamente analisados. Os resultados
          devem ser contextuados e servirem de base para a resignificação do
          processo de ensino e aprendizagem;
       - Construção do referente da avaliação – a avaliação é uma leitura que
          implica a construção de um modelo reduzido do objeto a ser avaliado. A
          avaliação sempre informará muito menos do que o aluno realmente sabe
          fazer/aprendeu.
       Na visão de mundo dentro da avaliação emancipatória e a avaliação formativa,
podemos perceber que uma não pode ser construída sem a outra. A avaliação que
defendemos e queremos construir é uma prática avaliativa ética-crítica que articula
as diferente dimensões e áreas do currículo, do projeto de escola, das práticas
pedagógicas de sala de aula.
       A avaliação deve contribuir para o desenvolvimento das capacidades dos
alunos, pode-se dizer que ela se converte em uma ferramenta pedagógica, em um


                                                                                  68
elemento que melhora a aprendizagem do aluno e a qualidade do ensino. Este é o
sentido definitivo de um processo de avaliação formativa emancipatória.

20.3- Finalidade da Avaliação Formativa Emancipatória:

      a)        Conhecer melhor o aluno: suas competências curriculares, seu
                estilo de aprendizagem, seus interesses, suas técnicas de trabalho.
                A isso poderíamos chamar de avaliação inicial.
      b)        Constatar o que está sendo aprendido: o professor vai recolhendo
                informações, de forma contínua e com diversos procedimentos
                metodológicos e julgando o grau de aprendizagem, ora em relação à
                todo grupo-classe, ora em relação a um determinado aluno em
                particular.
      c)        Adequar o processo de ensino aos alunos como grupo e àqueles
                que apresentam dificuldades, tendo em vista os objetivos propostos.
      d)        Julgar globalmente um processo de ensino-aprendizagem: ao
                término de uma determinada unidade, por exemplo, se faz uma
                análise e reflexão sobre o sucesso alcançado em função dos
                objetivos previstos e revê-los de acordo com os resultados
                apresentados.
      A partir das finalidades a avaliação formativa emancipatória para se
concretizar necessita apresentar as seguintes características:
      a)         A avaliação deve ser contínua e integrada ao fazer diário do
                 professor: o que nos coloca que ela deve ser realizada sempre que
                 possível em situações normais, evitando a exclusividade da rotina
                 artificial das situações de provas, na qual o aluno é medido somente
                 naquela situação específica, abandonando-se tudo aquilo que foi
                 realizado em sala de aula antes da prova. A observação, registrada,
                 é de grande ajuda para o professor na realização de um processo
                 de avaliação contínua.
      b)         A avaliação será global: quando se realiza tendo em vista as
                 várias áreas de capacidades do aluno: cognitiva, motora, de
                 relações interpessoais, de atuação etc. E, a situação do aluno nos
                 variados componentes do currículo escolar.
      c)         A avaliação será formativa: se concebida como um meio
                 pedagógico para ajudar o aluno em seu processo educativo.



20.4- Pesquisa de Avaliação dos Serviços Educacionais
       Obs: Este quadro foi adaptado do quadro avaliativo do Colégio Integrado.

      Para que tenhamos um diagnóstico da qualidade de nossos serviços, pedimos
a sua colaboração em responder os itens que compõem esse questionário.

                        NOTAS A SEREM ATRIBUÍDAS
         1                 2               3                          4
    Insuficiente         Regular          Bom                      Excelente


                                                                                  69
1- Infra-Estrutura (Instalações físicas em geral)

                                                               Nota
1     Instalações esportivas para as Atividade 1        2       3     4
      Educação Física
2     Limpeza e higiene do colégio             1        2       3     4
3     Instalações das salas de aula            1        2       3     4
4     Espaço de convivência (pátio)            1        2       3     4
Observações:


2- Aspectos organizacionais e disciplinares
              Organização                               Nota
1     Uniforme                             1        2          3      4
2     Regulamento Interno                  1        2          3      4
3                                          1        2          3      4
4                                          1        2          3      4
Observações:



3- Recursos Humanos
      Área Administrativa e de Apoio                    Nota
01    Atendimento prestado pela Direção      1      2          3      4
02    Atendimento       prestado      pela   1      2          3      4
      coordenação
03    Atendimento       prestado      pela   1      2          3      4
      Orientação
04    Serviço de Atendimento aos pais        1      2          3      4
05    Relacionamento Professor/aluno         1      2          3      4
06    Atendimento da Secretaria              1      2          3      4
07    Atendimento da Biblioteca              1      2          3      4
08    Atendimento do Laboratório de          1      2          3      4
      Informática
09    Atendimento da Cantina                 1      2          3      4
10    Atendimento das Zeladoras              1      2          3      4
11    Atendimento da Merendeira              1      2          3      4
Obeservações



4- Área Pedagógica
                   Aulas                                Nota
01     Práticas realizadas no Laboratório 1         2          3      4
02     Atendimento dado pelo professor no 1         2          3      4
       laboratório
03     Metodologia aplicada nas aulas de 1          2          3      4
       modo geral

                                                                          70
04    Sistema de avaliação                     1   2          3   4
05    Recuperação Paralela                     1   2          3   4
06    Atividades              complementares   1   2          3   4
      (projetos, visitas, etc.)
07    O Colégio propicia formação para a       1   2          3   4
      cidadania
08    O     colégio     atende     às  suas    1   2          3   4
      expectativas
09    Importância dada por você as aulas       1   2          3   4
Obeservações



5- Serviços Prestados
                                                       Nota
01    Merenda                                  1   2          3   4
02    Sala de Vídeo- televisão                 1   2          3   4
03    Informação                               1   2          3   4
04    Comunicação Geral do Colégio             1   2          3   4
05                                             1   2          3   4
Obeservações



6- Auto Avaliação
                  ALUNO                                Nota
01     Sou assíduo e pontual                   1   2          3   4
02     Realizo todas as tarefas propostas      1   2          3   4
       pelo Colégio
03     Pesquiso além do que o professor        1   2          3   4
       solicita
04     Participo dos eventos realizados pelo   1   2          3   4
       colégio
05     Sou pontual na entrega dos              1   2          3   4
       trabalhos e tarefas do cotidiano
06     Procuro sanar dúvidas                   1   2          3   4
07     Sou de fácil relacionamento com         1   2          3   4
       colegas professores e funcionários
08                                             1   2          3   4
09                                             1   2          3   4
10                                             1   2          3   4
11                                             1   2          3   4
Obeservações




                                                                      71
7- Auto Avaliação - Pais
                   Pais                              1- Sim 2- não 3- ás vezes
                                                             4- nunca
01     Participo das reuniões proposta pela 1            2       3         4
       escola
02     Acompanho o bom desenvolvimento do meu filho através de:
       ( ) Boletim         ( ) visita à escola ( ) pessoalmente

      ( ) não acompanho
03    Sou um bom leitor                 1                2              3           4
04    Discuto assuntos polêmicos com 1                   2              3           4
      meu filho
05    Procuro estar sempre informado 1                   2              3           4
      sobre as atividades extra-classe
      (trabalhos, tarefas, provas, etc)
Obeservações



8-Avaliação dos professores
1      Tem domínio do conteúdos ministrados?
2      Tem objetividade e clareza na apresentação do conteúdo?
3-     Apresenta o conteúdo de forma adequada aos objetivos?
4-     Proporciona questionamentos e reflexões que contribuem para o diálogo?
5-     Orienta os alunos em sua dificuldades, demonstrando interesse na
       aprendizagem da turma?
6-     Diversifica as atividades para trabalhar diferentes conteúdos?
7-      Utiliza instrumentos de avaliação variados: como trabalhos seminários,
       apresentação em grupo, individual?
8-     Propõe avaliação adequada ao conteúdo ministrado nas aulas?
9-     É assíduo e Pontual?
10-    Consegue resolver problemas surgidos durante a aula com eficiência?

Professor(a)   Professor(a)       Professor(a)       Professor(a)           Professor(a)

1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
1 2   3   4    1   2   3      4   1   2   3      4   1   2   3      4       1   2   3      4
Observações:




                                                                                               72
21- INTENÇÃO DE ACOMPANHAMENTO AOS EGRESSOS

        A escola pública brasileira vem buscando garantir um espaço de qualidade a
todos os alunos que nela ingressam.
        A problemática surge diante das seguintes questões.
        - Como dar conta dos alunos que se evadem e que retornam após um
           período, ou que efetivam a matrícula tardia?
        - Ou ainda, aquele aluno que embora freqüentando não consegue apropriar-
           se dos conteúdos essenciais, o que fazer?
        Para outras profissões, como por exemplo para o médico, um caso
complicado, com certeza seria um grande desafio.
        Para alguns educadores do século XXI, trabalhar com essas problemáticas
ainda causam um grande transtorno.
        Nós enquanto escola acreditamos ser possível dar conta dessas questões
tendo em vista o comprometimento e envolvimento de professores, pais, Conselho
Escolar, Grêmio Estudantil, Direção e os próprios alunos.
        O princípio que move a prática educativa pauta-se no compromisso ético da
inclusão.
        Experimentar este desafio é uma forma de mobilizar a sociedade na busca de
uma qualidade de relações que respeite as diferenças e as particularidades do ser
humano. Levando-se         em conta que cada sujeito possui limitações, déficits
cognitivos, físicos, sociais, culturais, entre outros. Portanto, é preciso reformular e
redimensionar as propostas metodológicos, de acordo com a riqueza plural da
realidade da sala de aula e do desafio da educação para diversidade.
        Neste processo, a sala de aula, não pode ser um todo homogêneo. Não pode
haver um planejamento único, para dar conta de todos. Cada caso deve ser tratado
na sua especificidade.
               Possuímos no interior da escola casos que confirmam esta situação,
onde a aceitabilidade, a parceria, o apoio do grupo, vem consolidando esta prática.
               Preocupados ainda com a questão, criamos um grupo de monitoria para
dar conta da apreensão dos conteúdos de algumas disciplinas tidas como mais
difíceis.
               A equipe pedagógica pretende ainda um atendimento individual ligado,
através de um acompanhamento numa ficha individual para perceber o avanço do
aluno, verificando a freqüência e seu rendimento.
               O trabalho prestado ainda não conseguiu dar conta de todos os casos,
mais com certeza, está ajudando a minimizar o problema.




                                                                                    73
22- INCLUSÃO

         O espaço escolar, hoje, tem que ser visto como espaço de todos e para todos.
Trata-se de um processo gradual e dinâmico, que assume várias formas segundo às
necessidades e características de cada aluno, procurando atender à diversidade dos
alunos que compõem o grupo e necessidades educativas especiais. Dessa forma vai
democratizando a educação, oferecendo igualdade de oportunidade em meio à
diferença, visando o exercício pleno da cidadania. Estaremos ainda abrindo
discussões sobre igualdade de direitos, a dignidade do ser humano, a recusa de
qualquer forma de discriminação.
         A inclusão beneficia a todos, uma vez que sadios sentimentos de respeito a
diferença, de cooperação e de solidariedade podem se desenvolver.
         A inclusão faz parte da tentativa de adequar a escola às necessidades de uma
sociedade exigente no que se refere à igualdade de oportunidades.
         A partir dessa realidade reconhecemos a urgência na transformação de quatro
pontos básicos: currículo, adaptação curricular, metodologia e avaliação, de forma a
proporcionar uma educação centrada na diversidade. Nesse sentido, se incluem
também a capacidade e a prática num universo diversificado que requer reflexão,
flexibilidade e atualização contínua.
         Numa abordagem educacional voltada para a diversidade humana, o currículo
escolar deve proporcionar possibilidades que conduzam ao ideal da igualdade de
oportunidade e traduzir a importância dos novos meios de acesso, seleção,
tratamento e uso da informação para fins pessoal e socialmente úteis, o que reforça
a necessidade de adaptar a escola às necessidades dos alunos.
         Inserido neste novo paradigma, o currículo também deve ser flexível, o que
abrange uma proposta de conteúdos a partir da realidade da instituição a sua
comunidade, e numa visão mais específica do aluno, de forma a possibilitar que o
educando busque direção própria.
         No processo formativo, o currículo voltado para a inclusão deve considerar as
seguintes características:
         - Contemplar as necessidades educativas dos alunos.
         - Dar atenção à diversidade na aula.
         - Estimular a heterogeneidade.
         - Favorecer a individualização e a socialização do ensino.
         - Potencializar processo de colaboração reflexivo entre os profissionais.
         - Desenvolver intervenções pedagógicas para os alunos com necessidades
educativas especiais em uma dimensão mais cognitiva.
         - Adequar e adaptar o currículo ás necessidades dos alunos.
         É nossa preocupação o atendimento à diversidade social e para isso
buscaremos, estabelecer uma proposta de ensino que reconheça e valorize práticas
culturais voltado indistintamente pra a inclusão de todos os indivíduos.
         Vale considerar também que enquanto Escola Regular sentimos-nos
despreparados para o atendimento aos alunos com deficiência mais severas, com
necessidades especiais e não abrimos mão de recorrer a redes de ajuda e apoio.
         Os princípios que nortearão o sistema educacional inclusivo do Colégio
Estadual Padre Antonio Vieira são:
                a) A educação inclusiva veio tornar mais complexa e desafiadora a
                    nossa tarefa e portanto vamos precisar estudar o que antes
                    estávamos dispensados de estudar, vamos ter de aprender técnicas

                                                                                   74
   nas quais antes não precisávamos pensar, vamos ter de aprender
   a ver mais devagar quando estávamos acostumados a ver em uma
   certa velocidade, vamos ter de aprender a ouvir sem audição.
   Vamos ter de rever as nossas expectativas como professores, as
   nossas formas de avaliar, de aprovar, de reprovar. Temos de rever
   as estratégias para ensinar, rever a matriz curricular e rever nossa
   posição frente a esses outros outrora excluídos que agora fazem
   parte do todo. Enfim reorganizar nossa concepção de Escola porque
   ela é para “Todos”.
b) Devemos saber pesquisar o que o aluno com necessidades
   especiais pode fazer, o que, em sua deficiência, ele tem condições
   de melhorar. Tenho de vê-lo não por aquilo que eu tenho a mais do
   que ele, mas por aquilo em que ele sendo o que é, pode ser melhor,
   ou seja, conseguir fazer o educando avançar dentro de seus limites,
   possibilidades.
c) A deficiência não faz ninguém menos. Ela só é um limite com a qual
   nós temos que conviver.
       Cabe a nós enquanto escola preparar “Todos” e com esse
   desafio preparar também o jovem que não tem deficiência para a
   importância de se aproximar, conviver com quem as têm. Somente a
   convivência vai quebrar os preconceitos, e fazer perceber que as
   pessoas diferentes são, em primeiro lugar, pessoas e, em segundo
   lugar, elas tem uma deficiência. As pessoas com deficiência tem os
   mesmos desejos, vontades de ter amigos, fazer programas, mas o
   preconceito faz com que os sem deficiência se afastem dela.
       Incluir significa aprender, reorganizar grupos, significa ainda
   promover a interação entre os jovens de um outro modo. Essa
   interação servirá como “vacina” para convivência com as diferenças
   e a prevenção de preconceitos e valorização do outro como ser
   humano, desenvolvendo o espírito de solidariedade. Demonstrando
   aos pais e à sociedade que a principal função da escola é formar o
   cidadão, garantindo o seu crescimento pessoal e social.




                                                                    75
23- VALORIZAÇÃO A CULTURA AFRO NA PROPOSTA PEDAGÓGICA


        A relevância do estudo de temas decorrentes da história e cultura afro-
brasileira e africana não se restringem à população negra, ao contrário, dizem
respeito a todos os brasileiros, uma vez que devem educar-se enquanto cidadãos
atuantes no seio de uma sociedade multicultural e pluriética, capazes de construir
uma nação democrática.
        É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico
marcadamente de raiz européia por um africano, mas de ampliar o foco dos
currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira.
Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que
proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos
indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e européia.
        Aos estabelecimentos de ensino está sendo atribuída responsabilidade de
acabar com o modo falso e reduzido de tratar a contribuição dos africanos
escravizados e de seus descendentes para a construção da nação brasileira; de
fiscalizar para que, no seu interior, os alunos negros deixem de sofrer os primeiros e
continuados atos de racismo de que são vítimas. Sem dúvidas, assumir estas
responsabilidades implica compromisso com o entorno sócio-cultural da escola da
comunidade onde esta se encontra e a que serve, compromisso com a formação de
cidadãos atuantes e democráticos, capazes de compreender as relações sociais e
étinico-raciais de que participam e ajudam a manter e/ou a reelaborar, capazes de
decodificar palavras, fatos e situações a partir de diferentes perspectivas, de
desempenhar-se em áreas de competências que lhes permitam continuar e
aprofundar estudos em diferentes níveis de formação.
        Muitas são as finalidades por que devemos incluir a cultura Afro no nosso
currículo e procedimentos pedagógicos.
        Estudos já realizados apontam que todas as áreas do conheciemnto a
compõem desde que abordadas sem perder a perspectiva da cultura e da história
dos povos africanos ou deles descendentes.
        As Africanidades Brasileiras, no que diz respeito ao processo ensino-
aprendizagem, conduzem a uma pedagogia anti racista, cujos princípios são:

Respeito: entendido não como mera tolerância, mas como diálogo em que seres
humanos diferentes miram-se uns aos outros, sem sentimentos de superioridade ou
de inferioridade.

Reconstrução do discurso pedagógico: no sentido de que a escola venha a
participar do processo de resistência dos grupos e classes postos à margem, bem
como contribuir para a afirmação da sua identidade e da sua cidadania.

Estudo da recriação das diferentes raízes da cultura brasileria, que nos
encontros e desencontros de umas com as outras se fizeram e hoje não são mais
portuguesa, japonesa, italiana, alemã, mas brasileira de origem africana, européia,
asiática.

       As africanidades brasileiras abrangem diferentes aspectos, não precisam, por
isso, constituir-se numa única área, pois podem estar presentes em conteúdos e

                                                                                     76
metodologias nas diferentes áreas de conhecimento constitutivas do currículo
escolar.
        Passamos agora a elencar algumas sugestões que nossos professores podem
utilizar e descobrir a riqueza das ciências, da tecnologia e da história dos povos
desse continente bem como dos afrodescendentes para rechear suas aulas,
combatendo os próprios preconceitos e os gestos de discriminação tão fortemente
enraizados na personalidade dos brasileiros.
        Vejamos algumas sugestões:

       Português: Para mostrar a influência dos falares africanos no Brasil, centenas
já incorporadas no nosso vocabulário, montar dicionários especiais, murais etc.
Sugere-se também que leve para a sala lendas africanas e histórias que tratem de
diversidade. Produção de poesias, paródias, acrósticos etc. Usando das pesquisas.
Para atividades de leitura e escrita, familiares dos alunos afro-descendentes podem
ser convidados para contar histórias de sua vida, informações que serão
transformadas em texto (reunidos num livro, ou de outra forma pra serem divulgados)

       História: Mostrar como o continente africano era dividido em reinos antes da
chegada dos europeus. Pesquisas em Livros e na Internet são fontes para os alunos
perceberem a estrutura social e política dos diversos povos.
       A história do Brasil, enquanto construção de uma nação, inclui todos os povos
que a constituem. Assim, ignorar a história dos povos indígenas, do povo negro é
estudar de forma incompleta a história brasileira.
       Se a história ensinada na escola souber contemplar, também, a vida vivida no
dia-a-dia, pelos grupos menosprezados pela sociedade, então estaremos ensinando-
aprendendo a história brasileira integralmente realizada. A valorização da história
dos grupos populares, registrando o que em suas memórias está guardado de sua
experiências, é tarefa que pode ser realizada por professores e alunos, a partir da
comunidade em que a escola está inserida. Desta forma, todos os que constroem o
Brasil estarão presentes nos conteúdos escolares.

       Geografia – Sugerimos que a primeira coisa a se fazer é a pesquisa e
também que o professor localize em mapas os diversos povos que vieram para o
Brasil e as riquezas de cada região, principalmente as minas de ouro e diamantes,
para a turma entender os motivos da exploração. Ao falar sobre os diversos povos, é
possível destacar as contribuições de cada um para a economia do Brasil colônia.
“Eles trouxeram para cá a melhor tecnologia dos trópicos”, informa o Prof. Rafael
Sânzio. A enxada, o arado e técnicas de irrigação vieram para o Brasil com os
negros. Maquetes da Casa Grande, Senzala e Quilombos também fazem parte da
sugestão, desde que acompanhadas das melhores pesquisas.

       Biologia: Partir em primeiro lugar da Pesquisa.
       “Douglas Verrangia”, biólogo e pesquisador, ressalta a importância de o
professor mencionar os fósseis encontrados no Vale da Grande Fenda, ao abordar a
evolução das espécies, esclarecendo que biologicamente todas os seres humanos
são parecidos e que as pequenas diferenças físicas não interferem na capacidade
intelectual. Deve lembrar também que alguns povos tem mais melanina na pele em
conseqüência da adaptação ao ambiente em que viviam etc.


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       Matemática e Física: Ao desenvolver conteúdos de matemática, se o
professor estiver atento às africanidades brasileiras, poderá valer-se, certamente, de
obras, ainda raras entre nós, que mostram construções matemáticas africanas de
diferentes culturas. Com isso, os alunos irão aprendendo diferentes caminhos
trilhados pela humanidade.
       Outra sugestão seria na geometria, simetria, cálculos etc.
       A turma da professora Carla F. De Sena após estudos criaram símbolos
simétricos para valores como, amizade, respeito e solidariedade.

       Inglês: Pode ser através do resgate a língua de seus ancestrais. Mas, mesmo
quando o idioma a ser aprendido é o inglês, é possível inserir a cultura africana e
afro descendente. Levando para a sala letras de músicas do afro-descendente
jamaicano Bob Marley e de outros cantores negros e textos em inglês sobre a vida
de lideranças como as americanos Malcom X e Martim Luther King, ou seja, Reggae
e Biografias.

      Química: Pesquisas da influência da culinária na nossa cultura. A culinária
enriquecida com o vatapá, o caruru e outros quitutes.
      Em química também diz respeito a ideologias do racismo, do
“branqueamento”.
      Pesquisa como busca para promover a mudança conceitual.

       Filosofia: Analisar e discutir as dificuldades encontradas por descendentes de
africanos para terem sua identidade respeitada. Preconceitos, ideologias do racismo
são questões para discutir, conviver e pensar. Estudo e Pesquisa da influência dessa
cultura nas religiões, também são importantes pesquisar.

       Educação Física: Existem muitas brincadeiras e jogos que herdamos da
cultura afro e conhecê-los sempre será proveitoso. Poderá também incluir sessões
de dança de raízes africanas e na área de jogos, aprender a jogar capoeira.

       Arte: Na dança, do ponto de vista das africanidades brasileiras, não tem
cabimento a musicalização que não inclua os ritmos de origem africana. E, do
mesmo ponto de vista, não bastará ouvir textos musicais e reconhecer instrumentos
típicos. Será preciso ouvir e fazer tentativas de tirar som e ritmo de instrumentos
típicos: caixa de fósforo, pandeiro, agogô chocalho, atabaque, berinbau, ect, com o
auxílio de quem sabe faze-lo. E não basta saber tocar instrumentos, é importante
saber de que são feitos, como são feitos e, sempre que possível, aprender a
construir, pelo menos alguns deles. Mais ainda, as músicas de origem africana são
feitas para serem ouvidas e dançadas. Portanto, ensinar música afro, na perspectiva
das africanidades, implica ouvir, produzir ritmos, construir instrumentos, dançar,
conhecer a origem dos ritmos e dos instrumentos, as recriações que eles tem sofrido
através dos tempos e os lugares por onde tem passado e se enraizado.


Considerações Finais

       Como vimos nestes textos procuramos contemplar que as Africanidades
Brasileiras ou a Cultura Afro ultrapassa o evento material, como um prato de

                                                                                   78
sarapatel ou um apresentação de rapp. Elas se constituem também dos valores que
motivaram tais processos e deles resultaram. Então isto significa estudar um jeito de
ver a vida, o mundo, o trabalho, de conviver e lutar por sua dignidade, próprio dos
descendentes de africanos que, ao participar da construção brasileira, vão deixando
nos outros grupos suas influências e suas marcas.




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24- PRÁTICAS AVALIATIVAS

       A nossa concepção de avaliação compreende-a como elemento integrador
   entre a aprendizagem e o ensino.
Ela permite ajustar nosso modo de trabalhar para que o aluno aprenda da melhor
forma possível e nos possibilita obter informações sobre o que foi aprendido e como
isso ocorre. É portanto, uma reflexão contínua que fazemos de nossa prática em sala
de aula, ajudando-nos a tornar consciência de quanto nós e nossos alunos estamos
avançando quais as dificuldades e possibilidades.
       As expectativas de aprendizagem que temos em relação aos alunos estão
expressas nos objetivos, e para saber se eles foram atingidos é importante que
escolhamos alguns critérios de avaliação.
       A diversidade de instrumentos avaliativos é que vai possibilitar ao professor
obter mais e melhores informações sobre o trabalho em classe:

       1- Provas bem elaboradas ainda são recomendáveis, mas deve obedecer
   princípios como:
             1.1 Estar ligada a uma situação do mundo real.(tempo real)
             1.2 As questões devem evitar textos ambíguos e observar o tempo que
   será necessário para responder adequadamente;
             1.3 O valor de cada questão deve estar mensurado ao lado;
             1.4 Todos as avaliações devem ser corrigidas e desenvolvidas para dar
   uma devolutiva da sua aprendizagem e oportunidade de revisar os conteúdos;
             1.5 Não devemos usar só provas como instrumento avaliativo;
             1.6 Nosso teste escrito terá um valor de 60 e 40 serão acrescentados
   com as outras atividades solicitadas;

      2- Saber separar e ter claro as situações de aprendizagem (não valem nota) e
   as situações de avaliações (valem nota mas tem direito a recuperação)

      “Não esquecer nunca que uma avaliação precisa cumprir sua função de
   diagnosticar, reforçar e permitir crescer.

      3- Pesquisa deve ser usada como uma situação de aprendizagem e uma
   produção pessoal de Introdução e Conclusão para ser analisada se a mesma
   cumpri o objetivo proposto.
             - Deverá ser manuscrita quando só o professor for o interlocutor.
             - Digitada quando assim o professor orientar;
      4- Coletânea de atividades, provas, relatórios e organização de uma pasta,
   para acompanhamento das aprendizagens avanços ou defasagens durante o
   ano.

      5- Auto avaliação – Muitos autores trazem a auto avaliação como condição
   essencial para haver melhoria contínua no processo. É preciso passar por uma
   conscientização da importância desse recurso. Vai possibilitar ao aluno e ao
   professor um momento reflexivo acerca do trabalho realizado. Essa técnica pode
   ser desenvolvida em linguagem oral ou escrita.


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      6- Outras possibilidades: Não devemos esquecer que para examinar
   habilidades e conhecimentos tecnicamente adquiridos, provas bem elaboradas,
   ainda são recomendáveis. Porém se o objetivo for examinar valores, atitudes,
   habilidades comportamentais etc, o enfoque será na avaliação alternativa
   composta de outras atividades como:
      - Projetos
      - Seminários com apresentações e debates;
      - Atividades artísticas que demonstrem o conhecimento adquirido;
      - Relatórios.
      - Criação, desenvolvimento e construção de produtos e maquetes.
      - Realização de experimentos;
      - Prova com consulta, prova em equipe etc.

        Concluímos que os resultados das avaliações passam a ser um subsídio, um
recurso para delinear novas ações.
        Quanto a avaliação no processo, cabe ao professor coletar dados e
informações, com o objetivo de constatar evidências do que realmente está
acontecendo com a aprendizagem. Essa coleta poderá ser em aula, ao final dela, ou
assim que terminar um assunto específico da matéria. Se for diagnosticada qualquer
dificuldade cabe ao professor acessar todos os mecanismos, métodos e práticas
pedagógicas para que o problema seja sanado. Busca-se, portanto, de todas as
formas possíveis, evitar o fracasso e garantir o sucesso.


24.1- Conselho de Classe

    Reunião marcada a cada final de bimestre e liderada pela direção e equipe
pedagógica onde o objetivo é compartilhar informações sobre a turma e sobre cada
aluno para embasar a tomada de decisões.
    Todos os participantes tem direito à palavra para enriquecer o diagnóstico dos
problemas, suas causas e soluções.
    O resultado final deve levar a um consenso da equipe em relação às intervenções
necessárias no processo de ensino-aprendizagem considerando às diferenças e
necessidades pedagógicas especiais.
    Pretendemos iniciar em 2006 um avanço cauteloso para o Conselho de Classe
que sugere a lei “Participativo” e para isso daremos um primeiro passo organizando
uma coleta de dados através de questionários, trazendo para a pauta de discussões
e o professor deve usar como auto-análise.
    Tão fundamental quanto avaliar nesse encontro é decidir o que fazer com o
resultados obtidos, ou seja, decidir sobre a necessidade de acompanhamento
individualizado, constituição de grupos de estudos, reforço de trabalhos extras, etc.

24.2- Recuperação Paralela

      Essa organização visa atender na nossa escola às necessidades dos alunos
com aproveitamento insuficiente. Nesse Colégio ela é ofertada mediante um
atendimento mais individualizado. Não é feita em períodos específicos mas sim
durante todo o processo, quando após diagnóstico o professor detecta a
necessidade de uma intervenção mais formalizada. Aqui essa organização didática

                                                                                  81
vem acontecendo conforme a dinâmica de cada professor que após as avaliações
vai introduzindo atividades novas reguladoras que comportam desafios mais
adequados e ajudas mais contingentes, ou seja, são previsões do que é necessário
fazer de novo.

24.3- Progressão Parcial

      O aluno que não conseguir atingir os objetivos da série em que está
matriculado tem o direito de matricular-se na série seguinte em regime de
Progressão Parcial conforme rege o Regimento Interno. Tem direito a matrícula com
Progressão Parcial o aluno que reprovar em até três disciplinas. As disciplinas em
que o aluno ficou retido na série serão realizadas em turno diferente ao turno em que
está matriculado, freqüentando aos aulas e cumprindo os requisitos necessários para
a promoção.




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25- PROJETOS
25.1 CULTURA AFRO


Problemática: Com que finalidades estudar a Cultura Afro, e quais os motivos que
levaram essas africanidades brasileiras a serem excluídas da sala de aula? E ainda
como usar elementos dessa cultura em cada uma das disciplinas do Ensino Médio
para enriquecer e amenizar os preconceitos da nossa cultura.


Justificativa: A cultura africana agora faz parte do currículo e é preciso levar o
educando a descobrir a riqueza das ciências, da tecnologia e da história dos povos
desse continente, tendo em vista que o ensino de História sempre privilegiou as
civilizações que viveram em torno do mar Mediterrâneo.
      O pouco caso como é tratada a cultura africana em sala de aula, deixou
diminuída a noção de diversidade de nosso povo, minimizando a importância dos
afro-descendentes. Por isso, em 20/03, entrou em vigor a Lei nº 10.639 que tenta
corrigir essa dívida, incluindo o ensino de história e cultura africana e afro-brasileiras
nas escolas, fazendo parte oficial de todas as disciplinas.


Objetivo Geral: Buscar estratégias úteis para proceder mudanças , para apagar
preconceitos, corrigir idéias, atitudes forjadas com base nas destruidoras ideologias
do racismo.


Objetivo Específico:
      -   Ensinar e aprender como os descendentes de africanos vêm, nos mais de
          quinhentos anos de Brasil, construindo suas vidas e suas histórias, no
          interior do seu grupo étnico e no convívio com outros grupos.
      -   Conhecer e aprender a respeitar as expressões culturais negras que
          compõem a história e a vida de nosso país, mas, no entanto, são pouco
          valorizadas.
      -   Compreender e respeitar diferentes modos de ser, viver, conviver e pensar.
      -   Discutir as    relações étnicas, no Brasil, e analisar a perversidade da
          designada democracia racial;



                                                                                       83
      -   Refazer concepções relativas à população negra, forjadas com base em
          preconceitos.




Metodologia:
      A   aprendizagem    consiste     em   reorganização e   desenvolvimento das
concepções dos alunos e para isso será trabalhado numa dinâmica diversificando
estratégias e atividades. Será necessário que o ponto de partida do professor seja
planejado em cima das concepções prévias de seus alunos a respeito do estudado,
ouvindo-os falar conscientizando que as concepções resultam do que ouvimos outras
pessoas dizerem, mas que também resultam de nossas observações e estudos.
      Será necessário que se lancem desafios para que os alunos ampliem e/ou
reformulem suas concepções prévias, incentivando-os a            pesquisa, debates,
observação da vida cotidiana, danças, dramatizações, trabalhos em grupos,
envolvendo leituras e produções etc.
      As atividades serão desenvolvidas de maneira interdisciplinar e organizada em
cada disciplina na modalidade de mini-projetos e os resultados serão apresentados
no mês de agosto numa “mostra Cultural para a comunidade local, desejando
sinceramente superar a ignorância relativamente. À história e à cultura dos
brasileiros descendentes de africanos.


Tempo de duração: 5 meses.


Recursos:
       Que serão utilizados: textos, Internet, Livros, Revistas, Vídeos, roupas, CDS,
aparelho de som, produtos alimentícios; materiais sucatas e outros para confecção
de instrumentos etc.
      As despesas financeiras que forem surgindo, serão quitadas com recursos da
APMF e Cantina Escolar.


Produto Final: “Mostra Pedagógica”- Apresentação à comunidade de todas as
aprendizagens pesquisadas bem como a seleção em diversas formas das nossas
heranças culturais”.

                                                                                  84
Plano de Ação por Disciplina


Tema:                                     Produto Final:
Disciplina Envolvidos O quê?   Por quê?   Como?      Recursos Quando?
          Turma                (objetivos) (ações)   Materiais (Cronograma   –
                                                              meses)




                                                                                 85
25.2- Em Ação Contra Evasão -“ NENHUM A MENOS”




Problemática:     A escola ao estabelecer sua proposta pedagógica,          consegue
garantir que todos os alunos matriculados e egressos permanecem em seu interior
com sucesso?


Objetivo Geral: Proporcionar ao aluno matriculado na escola            a garantia de
permanência, através de uma política diferenciada, que respeite a especificidade de
cada um.


- Criar mecanismos de controle da evasão, promovendo inclusão de todos na escola.


- Garantir a permanência do aluno através de um trabalho que promova a qualidade
e respeite a diferença.


- Promover a parceria entre alunos e professores, ressaltando a importância da
organização para o sucesso do projeto.




Justificativa: Tendo em vista a grande preocupação que a maioria das escolas
escolas públicas do Paraná tem enfrentado nas últimas décadas com evasão,
estamos propondo um trabalho visando consolidar uma política que garanta a
permanência de todos os alunos matriculados. Os resultados indicam que vários
fatores contribuem para que os alunos acabem saindo da escola, entre eles fatores
econômicos, sociais, ineficiência da própria escola em lidar com a situação, e outros.
É considerável e significativa a taxa de evadidos, fazendo com que a escola passe a
levantar esses resultados e procure alternativas eficientes para reverter a
problemática. Diante de tais constatações apresentamos uma proposta visando
minimizar esse levantamento, considerando as possibilidades reais da escola.


Metodologia: O projeto “Nenhum a Menos” será desenvolvido considerando dois
aspectos:

                                                                                   86
      Inicialmente faremos no início do ano letivo a eleição para representantes de
turmas e seus respectivos professores. Em seguida a equipe pedagógica
desenvolverá um trabalho de formação com esses representantes através de um
programa de capacitação e liderança para encorajar o professor líder de turma e os
representantes de cada turma a desenvolverem programas que sejam apropriadas
às expectativas (necessidades) do grupo através de palestras, oficinas e reuniões.
      Num segundo momento esses alunos e professores assistirão o filme
“Nenhum a Menos”. De posse desses recursos iniciarão o trabalho efetivo de sala
de aula, onde cada turma, juntamente com seus representantes, assumirão a tarefa
de terminar o ano sem nenhuma desistência. Importante ressaltar que o grupo que
melhor se organizar, será no final do ano contemplado com aquilo que ficar decidido
em reunião no início do ano. Podendo ser uma viagem, ou um prêmio de igual valor.
      O Grêmio Estudantil e o Conselho Escolar serão parceiros na organização e
acompanhamento dos resultados.


Duração: Durante o ano letivo de 2006


Produto Final: Comprovação da Diminuição da taxa de Evasão através dos
Relatórios no Final do Período Letivo.




                                                                                     87
25.3- AGENDA 21




Tema: AGRICULTURA SUSTENTÁVEL – agrotóxico e fertilizante x orgânico.


Problema:
           O uso indiscriminado de agro químicos na agricultura destrói os inimigos
naturais e estimula o aparecimento de novas pragas, conseqüentemente os
agricultores são obrigados a manipular fórmulas cada vez mais fortes, aumentando
significativamente a contaminação dos produtos que chegam à mesa da população e
contaminando o ambiente e prejudicando a qualidade das águas dos rios e a saúde
da comunidade, principalmente do próprio homem do campo.
           Dentro desse contexto, como a escola poderá contribuir, através de
investigação científica, para minimizar e melhorar esse quadro?
           Poderá a escola, juntamente com a comunidade incorporar nos
agricultores da região o modelo de agricultura sustentável?


Objetivo geral:
           Alertar a comunidade sobre as desvantagens da utilização de práticas
agrícolas insustentáveis e incorporar, gradativamente, o modelo de agricultura
sustentável, visando a otimização da produção.


Objetivos Específicos:
   Propiciar palestras, visitas para que se possa investigar e colher informações
    sobre a realidade social da região em que se encontra inserida a Escola.
   Orientar os alunos sobre as vantagens da implantação de um modelo de
    agricultura sustentável.
   Alertar para os riscos de contaminação, por produtos agrícolas, na alimentação e
    na degradação do meio ambiente.
   Oportunizar aos alunos e comunidade o conhecimento de um modelo de
    agricultura sustentável.




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   Promover a reflexão sustentada por um trabalho analítico, crítico que incorpore o
    conhecimento empírico praticado pelo homem do campo, com o conhecimento
    científico praticado na escola.


Fundamentação Teórica:
           Todos sabemos, embora pouco se faz, sobre os impactos ambientais
sofridos pelo planeta em função da intervenção do homem no meio ambiente. Essa
preocupação tornou-se crescente desde 1972 na Conferência das Nações Unidas
para o meio ambiente, realizada em Estocolmo em 1972, onde foi elaborado um
relatório que avaliava o estado do Meio Ambiente no planeta. De lá para cá,
diferentes segmentos da sociedade mundial vem se preocupando com a qualidade
de vida da população.
           Durante a ECO-92 (Conferência das Nações Unidas sobre o Meio
Ambiente e Desenvolvimento) realizada no Rio de Janeiro, foi firmado um acordo
com 179 países chamando-o de Agenda 21, que enfocava o conceito de
desenvolvimento      sustentável,      indicando   as   estratégias   para   que   esse
desenvolvimento se efetivasse. A partir disso, várias ações foram implementadas
envolvendo todos os segmentos da sociedade pública e civil visando um modelo de
sustentabilidade.
           Quando da implantação da Agenda 21 Brasileira, foram destacados os
seguintes temas centrais:
           - Cidade Sustentável
           - Agricultura sustentável
           - Infra-estrutura
           - Integração Regional
           - Gestão de Recursos Naturais
           - Redução das desigualdades Sociais
           - Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento sustentável.
           O compromisso da Agenda 21 é de todos na sociedade. Nós, enquanto
promotores de uma educação de qualidade, temos o compromisso e a
responsabilidade de fornecer uma educação globalizada no sentido intelectual,
humano e principalmente de responsabilidade social.



                                                                                     89
          Portanto, nosso papel dentro da agenda 21 é de desenvolver valores na
cultura humana, incluindo a imposição de novas posturas, tendo como princípio a
idéia de consumo responsável, o não desperdício, reúso e a reciclagem de resíduos
e produtos, fazendo cumprir as normas legais de proteção ambiental especialmente
na manutenção e reflorestamento das áreas degradadas pela ação irresponsável do
homem sobre as florestas através do desmatamento desordenado, destruição das
espécies animais, poluição das águas, emissão de gases tóxicos e uso irresponsável
de agrotóxicos.
          A agricultura sempre foi um marco no desenvolvimento humano, pois
possibilitou a produção de alimentos, a sofisticação de ferramentas, manufaturados
gerando empregos e o desenvolvimento econômico.
          As práticas utilizadas na agricultura são fundamentadas no manejo dos
recursos naturais, visando canalizar tais recursos na concentração de nutrientes e
energia que os animais e plantas cultivados necessitam para se desenvolver,
aumentando com isso, a produtividade e atendendo a ampla demanda na produção
de alimentos e matérias primas.
          O modelo de agricultura contemporânea é composto por diferentes
práticas agrícolas e de diferentes níveis de desenvolvimento cultural e econômico,
desde a força braçal até os altos recursos tecnológicos.
          Buscar hoje uma agricultura sustentável é de suma importância, pois a
prática da agricultura convencional levou à degradação ambiental observada em
diversos cantos de nosso planeta a exemplo disso, são os sinais de erosão,
desequilíbrio climático, assoreamento dos rios, a extinção de nascentes.
          No ambiente natural, existe uma grande inter-relação entre as diferentes
espécies vegetais e os organismos consumidores. Os insetos herbívoros, por
exemplo, se alimentam dos vegetais, os insetos predadores se alimentam desses,
estabelecendo assim o equilíbrio entre essas populações. Quando o homem substitui
a vegetação natural pela agricultura, promove uma intensa simplificação do meio
natural. No entanto, nas ultimas décadas, o consumo de produtos químicos
aumentou significativamente para o controle de pragas e ervas daninhas, o uso
destes, também levam à destruição dos inimigos naturais, induzindo o aparecimento
de novas pragas, tornando necessário várias aplicações num mesmo plantio para
controlar a praga. O que acontece é que além de contaminar os alimentos

                                                                               90
produzidos, esse agrotóxico penetra no solo, causando a contaminação das águas,
do ar e das pessoas que aplicam esses produtos.
          Enquanto a agricultura convencional causa irreversíveis conseqüências no
ambiente, a orgânica engloba todos os processos de cultivo e produção de
alimentos, imitando a natureza. Nesta não são utilizados agrotóxicos e fertilizantes
sintéticos, sua base é o solo. Em solo fértil as plantas serão saudáveis ficando
menos suscetíveis ao ataque de pragas e doenças. A agricultura orgânica procura
integrar a produção e o homem ao ambiente, causando menores impactos
ambientais e sociais.


Plano de Trabalho:
   1. Fazer um levantamento da situação ambiental nas propriedades rurais do
      município de Engenheiro Beltrão, por meio de entrevistas com agricultores,
      envolvendo:
   - Tipo de solo;
   - Sistema de cultivo adotado;
   - Tipos de agricultura desenvolvida;
   - Tipos de agroquimicos utilizados na produção;
   - Classe toxológica dos produtos aplicados;
   - Uso de equipamentos de segurança;
   - Propriedades que matem irrigação
   - Conhecimento do produtor da questão ambiental;
   - Quantidade necessária de agro químicos por cultura.


   2. Promover uma reunião na escola, convidando para fazer parte desta,
      agricultores da região, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, Secretário
      municipal do meio ambiente, alunos e professores, para troca de experiências
      e levantamento das vantagens e desvantagens da agricultura convencional e
      orgânica.
   3. Promover pesquisas bibliográficas sobre todos os assuntos e após a posse do
      referencial teórico todas as disciplinas trabalharão o tema abordado, usando o
      seguinte procedimento:
          - Matemática:

                                                                                 91
- Trabalhar com o questionário de coleta de dados, transferir os dados em
gráficos estatísticos.
- Elaborar uma tabela de custo agrícola por hectare envolvendo uma ampla
pesquisa de preços no plantio convencional e orgânico.
 - Química.
 - Trabalhar os compostos químicos dos fertilizantes, agrotóxicos
 utilizados na agricultura, suas fórmulas químicas, processo de fabricação,
 etc.
 - fazer uma análise química dos produtos do mercado quanto ao grau de
 toxidade dos alimentos comercializados.
 - Biologia.
 - abordar os aspectos relativos à saúde, visando à qualidade de vida e as
 vantagens e desvantagens dos produtos produzidos pelo processo
 convencional e orgânico.
 - Alimentos transgênicos.


 - História
 - Fazer um levantamento histórico do desenvolvimento do homem do
 campo demonstrando a evolução da agricultura, suas influencias
 econômicas e sociais, modelos e técnicas desenvolvidas até os dias
 atuais, modelos e técnicas utilizadas hoje na comunidade.


 - Geografia.
 - topografia da região, tipo de solo, produtos adequados ao solo, relevo
 etc.


 - Língua Portuguesa.
 Confecção de um jornal informativo, envolvendo todo o processo de
 pesquisa, reuniões, etc.


 - Língua estrangeira.
 - Multinacionais que produzem e comercializam os agroquimicos
 vendidos no Brasil.

                                                                        92
             - Artes.
             - Artesanato produzido pelo homem do campo, peças de museus,
             reprodução dos materiais utilizados antigamente, (pilão, etc).


             - Filosofia.
             - Costumes, crenças do homem do campo.


             - Física.
             - Bio-enegia, auto-sustentabilidade do homem do campo.


             - Educação Física.
             - Alimentos, vitaminas e nutrientes contidos nos principais alimentos
             produzidos pelo homem do campo.


Cronograma:
       Será montado junto com os professores na semana pedagógica.


Parcerias:
- Cooperativas da região.
- Agrônomos e técnicos agrícolas
- Agricultores
- Comunidade.


Projeção para o futuro:
            Busca-se com o presente projeto um trabalho continuado não somente no
ano de 2006, mas nos anos vindouros, promovendo feiras de produtos orgânicos,
abrindo espaço para artesanato e comidas típicas elaboradas pela comunidade,
buscando uma constante parceria entre comunidade e escola e valorizando a cultura
regional.
            Entendemos que esse trabalho venha contemplar amplamente a educação
no campo. A escola busca com esses projetos transcender os limites das disciplinas
construindo um currículo a partir da articulação dos saberes de acordo com a

                                                                               93
vivência dos alunos e das problemáticas da região em que a escola esta inserida,
ocorrendo assim, uma transdisciplinaridade.


Bibliografia:
TORRES, Patrícia Lupion, et al, PROGRAMA RIO LIMPO, Intervenção da escola no
curso do rio. SEMA.
LIMA, Wilson, eta al, Revista- MEIO AMBIENTE E CIDADANIA, junho/ 2003.
ANTUNES, Paula Bessa, DIREITO AMBIENTAL. Rio de Janeiro, Luem Júris, 2000.
BOFF, Leonardo. SABER CUIDAR, Petrópoles, Vozes, 2001.LENVAL, L. de. A
EDUCAÇÃO DO HOMEM CONSCIENTE. São Paulo: Flamboyant, s.d.




                                                                              94
25.4 EDUCAÇÃO FISCAL


Tema: Formando Cidadão no Século XXI.


Problema: Estamos vivendo em uma era de transformação tecnológica, cultural,
política, mas que ainda há milhares de brasileiros passando fome, vivendo em
condições precárias, com deficiência no atendimento à saúde, ao saneamento
básico, sem trabalho, portanto sem dignidade. Se a educação deve formar o jovem
para ser um cidadão crítico, autônomo, é imprescindível que ele compreenda o papel
do Estado, seu financiamento e sua função social, e do processo decisório de
alocação do recurso público. Como mobilizar nosso jovem a participar do processo
de (re) construção social?


Objetivo Geral: Fornecer uma formação plena para o jovem autogovernar-se,
fornecendo condições para que ele entenda os contextos sociais, históricos e
econômicos em que está inserido, democratizando as informações sobre finanças
públicas propiciando o acompanhamento e o controle do gasto público.


Objetivo específico.
            Ensinar e aprender sobre políticas públicas e distribuição de renda.
            Compreender, dentro do processo histórico, como as sociedades se
             organizam.
            Discutir sobre as transformações sociais desejadas, distribuição de
             renda, construção coletiva da democracia.
            Exercer o papel de cidadão democrático, participativo, fiscalizador da
             gestão pública e da gestão escolar.
            Compreender o real sentido dos tributos, seus diferenciais, a parcela
             cabível a cada setor social, a forma de aplicação e percentuais cabíveis
             a cada instância pública.
            Incentivar a vigilância cidadã da aplicação dos recursos públicos.




                                                                                    95
Fundamentação Teórica:
      Analisando o cenário brasileiro, e as constantes notícias que nos são
repassadas pelos meios de comunicação, jornais, revistas, televisão, notamos que
existem milhares de pessoas que vivem em condições precárias de sobrevivência,
alimentando-se nos lixões de nossas cidades, sem acesso à água, ao saneamento,
saúde, moradia. Não dá mais para fechar os olhos e virar o rosto do lado e fingir que
nada está acontecendo.
       Mediante dados do IBGE, encontrados nos documentos da Secretaria da
Receita Federal, 1% da população mundial detém 53% de renda. O Brasil é um país
potencialmente rico, tendo alcançado 15% PIB (Produto interno bruto) do mundo.
Mas temos umas das piores distribuições de renda. Só somos comparados com
alguns países da África subsaariana, ou seja, os países que se situam abaixo do
deserto do Saara. No Brasil, 53 milhões de pessoas estão abaixo da linha da
pobreza, ou seja, 34% da população. A taxa de desemprego cresce a cada dia,
segundo dados do IBGE 2003. 50% da população economicamente ativa têm
emprego com carteira assinada, os restantes estão desempregados ou sujeitando-
se   a condições precárias de trabalho. Enquanto isso vivemos num cenário de
corrupção pública. A cada dia o noticiário nos informa que milhares de dólares são
desviados dos cofres públicos para financiar campanhas eleitoreiras e para
corromper deputados e senadores que se dizem estar trabalhando para defender os
direitos dos cidadãos.
      Diante desse cenário, cabe à educação fornecer informações para que essa
situação mude. Torna-se necessário democratizar as informações sobre finanças
públicas, propiciando ao cidadão fazer o acompanhamento e o controle do gasto
público, para que os tributos arrecadados sejam efetivamente aplicados conforme a
vontade popular, beneficiando a população que vive abaixo da linha da pobreza.
      “O programa de Educação fiscal é constituído pelas mãos de cada um, a partir
de sua visão de mundo e da participação consciente no contexto das relações
humanas, sociais e econômicas, em que cada um é sujeito da sua história e da
história de todos”.(Secretaria da Receita Federal).




                                                                                  96
Metodologia:
         Paulo freire, (PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, 2005. P. 47) diz que “ensinar
não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria
produção ou a sua construção”. Partindo desse pressuposto, a primeira estratégia
que deverá ser aplicada é diagnosticar qual o conhecimento do aluno sobre os
tributos, ouvindo-os através de um diálogo aberto e investigando de onde vem o
conhecimento que têm a respeito do assunto. Após esse diálogo informal, será
necessário lançar-lhes desafios provocando a curiosidade e ampliarem seus
conhecimentos. Começando assim, um trabalho interdisciplinar, organizada em cada
disciplina na forma de mini projetos a serem executados durante o ano letivo.
               Algumas sugestões procedimentais por disciplina:
      Matemática.
   1. Propor uma pesquisa na Internet, no Site da Receita Federal sobre o que é o
       ICMS, IPVA, IPTU, parcelas cabíveis em cada ente tributante.
   2. Quais os percentuais cobrados nos produtos da cesta básica. .
   3. Como é feito o repasse do ICMS ao Estado. Quem paga a conta?
   4. Elaborar gráficos estatísticos, verificando as condições de vida da população
       do município, qual a renda per capta da população.
   5. Verificar os percentuais que são repassados para a educação, quanto sua
       escola recebe, onde e como são aplicados esses recursos, elaborar os
       percentuais gastos na escola.
   6. Trazer textos de jornais e revistas dos valores e percentuais divulgados pelo
       governo federal dos investimentos e recortes dos desvios de dinheiro público,
       fazendo um parâmetro do que poderia ser melhorado se os valores desviados
       dos cofres públicos fossem investidos na melhoria da qualidade de vida da
       população, dentro dos limites legais destinados a cada segmento da
       sociedade.
   7. Onde e como o IPTU, ISS são aplicados no município, qual o valor recebido
       mensalmente.
   8. Elaborar uma tabela de classificação dos impostos quanto ao contribuinte.


. História.



                                                                                  97
        1. Pesquisar a origem dos tributos desde a idade antiga até a
             contemporânea.
        2. Estudar e fazer um panorama da história dos tributos no Brasil desde a
             época das descobertas até os dias atuais.
        3. Fornecer as definições e o papel do Estado, suas organizações.
        4. Estudar a história política do Brasil, os principais marcos.
        5. Estudar a história do orçamento público no Brasil.


   Português:
1. Elaborar um dicionário sobre os conceitos de tributos e suas classificações.
2. Elaborar um jornal informativo sobre orçamento participativo, sonegação
    fiscal, etc.
3. Produzir textos e materiais informativos.


   Geografia:


1- Promover uma visita em campo, para averiguar e pesquisar as condições de
    moradia e salário dos munícipes.
2- Mapear o Brasil e verificar quais são as regiões onde se concentra o maior
    índice de pobreza.
3- Quais os instrumentos necessários para a elaboração de um orçamento
    público? Como é feito o orçamento público do município?
4- Mapear qual a área da cidade onde se concentre o maior índice de pobreza.
    Quais as condições de vida dessa população, quanto ao saneamento básico,
    saúde pública, quais os projetos que há no município para reverter o quadro
    atual?


   Artes.


1- Elaborar cartazes informativos e divulgá-los em murais no colégio.
2- Elaborar charges, diversas informativas a respeito de PPA, LDO, LO.
3- Promover peças teatrais com a participação da comunidade de caráter
    informativo.

                                                                                  98
. Educação Física
       Promover uma gincana cultural, com os temas propostos na educação fiscal,
formando equipes e elaborando provas na quadra que envolvem os conhecimentos
adquiridos.


- Filosofia.
       Trabalhar os valores embutidos na Educação fiscal, como liberdade,
igualdade, justiça social, superioridade de homem sobre o Estado.
       Qual a diferença entre imposto, taxa, contribuição de melhoria, como esses
recursos devem ser aplicados e onde o são.




- Física.
       Trabalhar a energia elétrica, aproveitando não somente o consumo e as
transformações de kw. Mas também os valores dos impostos constantes nas faturas
de energia.


- Química.
       Quando trabalhar as composições químicas, aproveitar para trabalhar a água,
envolvendo contaminações, consumo e impostos embutidos nas faturas de água.


- Inglês.
       Produtos importados. Elaborar uma pesquisa no mercado sobre quais são os
produtos importados, quais as taxas e impostos aplicados na importação e também
na exportação dos produtos, pesquisar quais são os critérios das importações e das
exportações.
- Biologia.
       Quais as conseqüências causadas pela falta de saneamento básico, riscos de
epidemia, verbas destinadas à saúde pública, como são aplicadas no município
como fiscalizar a aplicação desses recursos




                                                                                  99
Cronograma                               Ações
- Fevereiro                              Divulgação e formação de grupos de
                                         estudos entre os professores.
- Março                                  Montagem dos mini-projetos dentro das
                                         disciplinas.
                                         - Início dos trabalhos com os alunos.
                                         - Palestras agendadas com técnicos da
                                         receita federal.
- Abril a Novembro                       - Trabalho com os alunos, de forma
                                         interdisciplinar.
Dezembro                                 - Fechamento dos trabalhos.




Avaliação:
A avaliação do projeto será feita dentro de cada disciplina de forma processual, com
critérios estabelecidos em acordo com os alunos. Como produtos finais, os alunos
envolvidos no projeto, montarão um orçamento popular para melhorias da escola e
também para melhoria do município.


Referências Bibliográficas.




ARAÚJO, José Prata. Cidadania – Políticas de Igualdade no Brasil. Minas Gerais,
Editora
Bis, 2002.


MORIM, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. Publicado no
Boletim da SEMTEC-MEC Informativo Eletrônico da Secretaria de Educação Média e
Tecnológica – Ano 1 – Número 4 – junho/julho de 2000.


Programa Nacional de Educação Fiscal. Educação Fiscal no contexto social.
Brasília. 2004.



                                                                                  100
Programa Nacional de Educação Fiscal. Sistema tributário nacional / Programa
Nacional de Educação Fiscal. – Brasília, 2004.


Programa Nacional de Educação Fiscal. Gestão democrática dos recursos
públicos / Programa Nacional de Educação Fiscal. – Brasília, 2004.


Programa Nacional de Educação Fiscal. Relação Estado - Sociedade / Programa
Nacional de Educação Fiscal. – Brasília, 2004.




                                                                               101
25.5 EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA


Problemática: A inovações tecnológicas tem contribuído para a prática pedagógica
e a efetivação da aprendizagem.


Objetivo Geral: Proporcionar avanços na melhoria e qualidade do ensino fazendo
uso das diversas tecnologias.


Objetivo Específico: Conhecer todo o potencial que as tecnologias podem trazer
para a melhoria da qualidade da aprendizagem dos alunos.


Justificativa: O mundo vive um acelerado desenvolvimento, em que a tecnologia
está presente direta ou indiretamente em atividades bastante comuns. A escola faz
parte do mundo e para cumprir sua função de contribuir para a formação de
indivíduos que possam exercer plenamente sua cidadania, participando dos
processos de formação e construção da realidade, devendo estar aberta e incorporar
novos hábitos, comportamentos, percepções e demandas, justificamos este projeto.


Metodologia: Entendemos por tecnologia todo o conhecimento que permite alterar
nossas relações com o ambiente e com os outros seres humanos. Na era moderna
e industrial em que vivemos, a tecnologia geralmente é derivada de princípios
científicos, ou seja, de adaptações daquilo que é descoberto num laboratório de
pesquisa, de forma a permitir que possa ser produzido em maior quantidade.
       A incorporação das inovações tecnológicas só tem sentido se contribuir para
a melhoria da qualidade do ensino. A simples presença de novas tecnologias na
escola não é, por si só, garantia de maior qualidade na educação, pois a aparente
modernidade pode mascarar um ensino tradicional baseado na recepção e na
memorização de informações.
      A concepção de ensino e aprendizagem revela-se na prática de sala de aula e
na forma como professores e alunos utilizam os recursos tecnológicos disponíveis –
livro didático, giz e lousa, televisão ou computador. A presença de aparato
tecnológico na sala de aula não garante mudanças na forma de ensinar e aprender.
A tecnologia deve servir para enriquecer o ambiente educacional, propiciando a

                                                                              102
construção de conhecimentos por meio de uma atuação ativa, crítica e criativa por
parte de alunos e professores.
      Se entendermos a escola como um local de construção do conhecimento e de
socialização do saber; como um ambiente de discussão, troca de experiências e de
elaboração de uma nova sociedade, é fundamental que a utilização dos recursos
tecnológicos seja amplamente discutida e elaborada conjuntamente com a
comunidade escolar.
      A tecnologia eletrônica – televisão, videocassete, DVD, máquina de calcular,
gravador e computador – pode ser utilizada para gerar situações de aprendizagem
com maior qualidade, ou seja, para criar ambientes de aprendizagem em que a
problematização, a atividade reflexiva, atitude crítica, capacidade decisória e a
autonomia sejam privilegiados.
      Algumas     tecnologias    informacionais,    como    livros,   jornais,   revistas,
retroprojetor, vídeos e televisão, já fazem parte da escola há muito tempo. Mas para
a grande maioria das escolas, os meios eletrônicos de comunicação e informação
ainda constituem-se como “novidades”, embora socialmente sejam instrumentos
bastante conhecidos e utilizados.
      Em virtude da necessidade da escola acompanhar os processos de
transformação da sociedade, atendendo às novas demandas. É premente que se
instaure o debate, a implantação de políticas e estratégias para o desenvolvimento e
disseminação de propostas de trabalho inovadores utilizando os meios eletrônicos de
informação e comunicação, já que eles possuem um enorme potencial educativo
para complementar e aperfeiçoar o processo de ensino e aprendizagem.
      Utilizar recursos tecnológicos não significa utilizar técnicas simplesmente, e
não é condições suficiente para garantir a aprendizagem dos conteúdos escolares.
Por isso, é fundamental criar um ambiente de aprendizagem em que os alunos
possam ter iniciativas, problemas a resolver, possibilidades para corrigir erros e criar
soluções   pessoais,   utilizando   os   recursos   tecnológicos      como   auxílio   na
aprendizagem que exijam atitudes rápidas.
             É importante que os alunos tenham os recursos tecnológicos como
alternativas possíveis para a realização de determinadas tarefas. A escola deve
possibilitar e incentivar que os alunos usem seus conhecimentos sobre tecnologia
pra apresentar trabalhos escritos das diferentes áreas; pesquisar sobre assuntos

                                                                                       103
variados; sem que a realização dessas atividades esteja necessariamente atrelada
a uma situação didática planejada pelo professor.
      A   moderna    sociedade    tecnologia,   cujos   aspectos   mais    diretamente
observáveis modificam-se rapidamente, parece não deixar tempo nem para a crítica
nem para a contemplação e a satisfação com o estudo, exigindo apenas
conhecimentos de caráter mais usual. Porém, uma educação de caráter humanista,
capaz de fazer frente aos desafios da contemporaneidade, não pode dispensar a
contribuição da educação tecnológica, nas relações sociais e culturais instituídas a
partir do impacto das novas tecnologias.
      É importante ressaltar a utilização desses recursos tecnológicos de forma
consciente para que o aluno não utilize de forma errada mas sim           com fim que
aprimore sua formação intelectual.


Plano de Trabalho: Será trabalhada de forma interdisciplinar. De acordo com a
necessidade de cada conteúdo será feito o uso de recursos tecnológicos
correspondente.


Cronograma: Durante todo o ano letivo, no decorrer da execução do trabalho
pedagógico do professor junto aos alunos.




                                                                                  104
26- ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO


      Todo projeto em andamento precisa ser avaliado durante sua execução e
também no final. A avaliação serve para corrigir metas, ver os possíveis erros e
falhas, analisar o progresso e se estamos seguindo ao que se propõe.
      Para isso é preciso reflexões constantes; se o trabalho que estamos
desenvolvendo está nos fazendo avançar na direção geral pretendida. Pretendemos
então realizar essas reflexões de forma organizada e registrada em fichas pré-
elaboradas, em grupos de estudo, reuniões com a APMF, Grêmio, Conselho Escolar
e representantes de sala.
      Os participantes serão consultados e orientados a examinar cada item do
projeto político pedagógico confrontando a concepções com a prática vivenciada na
realidade.
      Questionamentos que podem ser considerados:
      Obs: Essas questões devem ser respondidas com relação a cada uma das
áreas temáticas, a fim de que o diagnóstico cubra inteiramente em seus diversos
aspectos:
      1- Até que ponto nossa prática está coerente com o que estabelecemos em
nosso objetivo maior?
   1- Nossa prática ajuda os jovens a serem críticos participativos e autônomos?
   2- Até que ponto em nosso Colégio, o aluno é sujeito de seu próprio
      desenvolvimento?


De modo geral:
   3- Relatório de fatos e situações que evidenciam as ações positivas da escola
      como um todo.(nossos pontos positivos)
   4- Relatório de fatos e situações que evidenciam os aspectos negativos (nossos
      pontos negativos)
   5- O que já existe interna e externamente que ajuda a superar as falhas?


   Serão anexados assim relatórios com as devidas conclusões.




                                                                               105
27- CONSIDERAÇÕES FINAIS




      Em primeiro lugar queremos ressaltar que projeto refere-se a algo que ainda
não é, mas que se quer tornar.
      Mais que organizar um conjunto de formações gerais, agora consiste em
saber regulá-las em favor do que se pretende que seja específico. Um dos meios
que possibilitará a realização e a transformação é o trabalho em equipe.
      Ele será tanto melhor quanto se puder ser assumido no cotidiano daqueles
que foram os seus protagonistas e que se tornaram responsáveis por ele e, por isso
mesmo, beneficiários de sua realização.
      O desafio do nosso Colégio é considerarmos uma realidade de evasão e
repetência que pode mudar, cabendo ao professor e a todos os outros profissionais
que aqui trabalham levar em conta essas mudanças, empenhadas em atingir o
objetivo mais geral. “Fazer com que todos aprendam”.
      Nossa esperança, é que ele venha a se concretizar nas pequenas, sucessivas
e simultâneas coisas que vão pouco a pouco, dando-lhe consistência, tendo por base
relações solidárias.
      O desafio está posto neste Projeto para todos e a contribuição de cada um é
fundamental nesta caminhada.




                                                                              106
28- REFERÊNCIAS


- GASPARIM, João Luiz, Uma Didática para a Pedagogia Histórico-Crítica,
Campinas, SP, 2002.


- HORA, Dinair Leal da, Gestão Democrática na Escola, Ed. Papirus.


- VASCONCELOS, Celso dos S., Coordenação do Trabalho Pedagógico, Ed.
Libertad, São Paulo.


- MACEDO, Lino de, Ensaios Pedagógicos – Como Construir uma Escola para
Todos? Ed. Artmed.


- FREIRE, Paulo,Pedagogia da Autonomia.


- CARNEIRO, Moaci Alves. Os Projetos Juvenis na Escola de Ensino Médio, Ed,
Vozes, Petrópolis, 2002.


- SEED -    Seminário de Desseminação das Políticas de Gestão Escolar para
Diretores da Rede Estadual, Maringá, 2004.


- GESTÃO EM REDE – Outubro de 2001 – nº 32


- GESTÃO EM REDE – Abril de 2001 – nº 27


- GESTÃO EM REDE – Maio de 2001 – nº 36


- IESDE BRASIL S.A – Homem, Cultura e Sociedade. Curitiba Pr.


- IESDE BRASIL S.A – Fundamentos Sócio- Filosóficos da Educação. Curitiba Pr.
- IESDE BRASIL S.A – Teorias da Aprendizagem. Curitiba, Pr.




                                                                          107
ANEXOS




         108
        COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA - ENSINO MÉDIO.
                           ENGENHEIRO BELTRÃO-PR.




       APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR




       O grande desafio da Proposta Curricular é estabelecer um projeto de ensino
voltado para uma inclusão de todos os alunos.
       Com esse propósito foi elaborado o currículo de nosso Colégio onde as
diferenças individuais deverão ser respeitadas, por meio de planejamento de
propostas diversificadas. Trata-se da realização de um trabalho compartilhado,
visando otimizar a provisão de serviços e recursos para o atendimento de todos os
alunos em função das necessidades individuais, reconhecendo que a escola tem
como fim desenvolver as capacidades acadêmicas, cognitivas, afetivo-emocionais e
sociais que potencializem o desenvolvimento pessoal e social de todos os
educandos.
       Para conceber e praticar uma educação para todos, pressupõe a prática de
currículos abertos e flexíveis com adaptações para atender a diversidade.
       Portanto nossa Proposta Curricular deverá         viabilizar as necessárias
mediações para que os jovens desenvolvam conhecimentos que lhes permitam
trabalhar intelectualmente e pensar com praticidade, utilizando conhecimentos
científicos e estabelecendo relações sociais de modo articulado na resolução de
problemas.
       Dessa forma o desenvolvimento humano em sua integralidade deverá estar
articulado de conhecimento, emoções e atitudes, que conduzam à autonomia
intelectual e ética.




                                                                              109
                           MATRIZ CURRICULAR – ENSINO MÉDIO


NRE: Campo Mourão                          MUNICÍPIO: Engenheiro Beltrão

ESTABELECIMENTO: Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio

ENTIDADE MANTENEDORA: Governo do Estado do Paraná

CURSO: 0009 – ENSINO MÉDIO

   ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2007 – SIMULTÂNEA                  MÓDULO: 40 SEMANAS
                   Disciplina                            1ª série 2ª série 3ª série   C.Horária

                        Arte                             2         -        -         80

                        Biologia                         3         2        2         280

        Base            Educação Física                  2         2        2         240

      Nacional          Física                           2         2        3         280

       Comum            Geografia                        2         2        2         240

                        História                         2         2        2         240

                        LínguaPortuguesa                 4         4        4         480

                        Matemática                       4         4        4         480

                        Química                          2         3        2         280
                        Sociologia                       -         2        -         80

                        Filosofia’                       -         -        2         80


                        Sub-Total                        23        23       23        2760


                        L.E.M. Inglês                    2         2        2         240

                        Sociologia                       -             2     -        80

                        Sub-Total                        2         4        4         400


                        Total Geral                       25        25      25        3000
                                                     Total de horas                   2500
  Nota: Matriz Curricular de acordo com a LDB nº 9394/96
      O idioma será definido pelo Estabelecimento de Ensino



                                                                                      110
24.4 – PROPOSTA CURRICULAR POR DISCIPLINA




 COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO
                    MÉDIO




                 PROPOSTA CURRICULAR

                              ARTE




                  ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                             111
 COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


                               DISCIPLINA- ARTE


1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
      Nas diversas teorias sobre a arte são estabelecidas algumas referências sobre
sua função, o que resulta também em diferentes posições: como a arte pode servir à
ética, à política, à religião, à ideologia; ser utilitária ou mágica e transformar-se em
mercadoria ou meramente proporcionar prazer.
      As concepções presentes no senso comum, identificam-se no campo de
estudos da estética no mundo ocidental, com as teorias essencialistas de arte: a
mímesis e a representação; a arte como expressão e o formalismo. Essas
teorias pretendem definir um conceito fixo e único sobre a arte , defendem a idéia de
que existe uma essência, ou seja, propriedades essenciais comuns a todas as obras
de arte e que somente nelas se encontram.
      A teoria da mímesis, desenvolvida na Grécia antiga, tem por definição que a
arte é imitação. Assim a mímesis somente considerava perfeita a obra que atingisse
maior semelhança com o modelo configurado na representação da realidade,
segundo a expectativa do artista, então considerado como artífice.
      Na arte essas concepções vem desde a Antiguidade Clássica, passando pelo
Renascimento, vindo até o século XIX, no início da segunda fase da revolução
industrial. São a mímesis e a representação, as mais antigas teorias da arte e foram
aceitas pelos próprios artistas, por muito tempo, como inquestionáveis, nas quais o
valor da arte está nas suas referências, na mensagem nela contida.
      Ainda hoje, a teoria da representação é referência no cotidiano das escolas e
implica no senso de repetição da forma a partir de um modelo pré-estabelecido,
aceito como referência formativa no ensino da Arte. Essa idéia da arte como
representação, muito presente na escola, enfatiza o fazer técnico e científico de
conteúdos reprodutivistas, com uso de modelos e cópias do natural.
      Contrapondo-se a um modelo de arte, fundamentada na representação fiel ou
idealizada da natureza, a arte sob a perspectiva da Teoria expresssionista, iniciou-
se com filósofos e artistas românticos do final do século XVIII. Essa concepção
defendia que a arte deveria libertar-se das limitações das teorias anteriores (mimesis
                                                                                    112
e representação), ao mesmo tempo que deslocava para o artista, ou criador, a
chave da compreensão da arte.
      A concepção expressionista em sua base, evidenciou as contradições da
sociedade, a partir das impressões pessoais dos artistas desse tempo histórico. Essa
concepção, dividiu-se em dois momentos distintos: A arte como expressão e a arte
como forma significante ou formalismo.
      Aproximando-se dessa idéia do romantismo, na arte como expressão,
detacaram-se artistas e filósofos como: Kant, Tolstoy, Van Gogh, Edward Munch,
Goethe, Ibsen, Wagner entre outros, que em algumas de suas obras representaram
essas características. Esse movimento tem como objetivo aprofundar o olhar diante
da realidade. O artista é considerado como gênio em seu processo de criação. Não
contempla mais as cenas do cotidiano de uma forma distanciada, de fora para
dentro, e sim deixa transparecer em suas obras as impressões dos sentidos,
projeções e visões subjetivas do real, que se caracterizam, nessa teoria, de dentro
para fora. A arte, nesse movimento, é considerada como expressão dramática,
visível, que exprime sentimentos e emoções.
      Na concepção expressionista, uma importante função da arte foi a de revelar
as contradições da sociedade, prestando-se desse modo a uma crítica social que
representava os conflitos internos dos sujeitos, profundamente marcada por uma
localização histórica em transformação.
      Para uma proposta de inclusão e diversidade a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.



                                                                                113
      Enfim, é preciso primar para que todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




3- OBJETIVOS GERAIS


-    Fazer o aluno sentir, invadir a razão e a emoção, levando-o à reflexão sobre o
homem e o mundo através da análise e criação de uma obra-de-arte.
-   Ampliar a capacidade dos educandos de representar e compreender o mundo;
-   Entender a arte como modo de ação produtiva do homem, como fenômeno
    social e parte da cultura.
-   Relacionar a arte com a totalidade da existência humana, mantendo íntimas as
    conexões com o processo histórico;
-   Compreender a arte como produto de produção cultural nascida por força das
    práticas sociais;




                                                                               114
4- CONTEÚDOS:


PRIMEIRA SÉRIE


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
      Elementos Formais
      A composição
      Os movimentos e períodos
      O tempo e espaço (estará presente no interior dos conteúdos e é um elemento
       articulador entre os mesmo).


CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


ARTES VISUAIS
1- figurativa
2- abstrata
3- figura/fundo
4- bidimensional / tridimensional


MÚSICA
1- ritmo
2- melodia
3- harmonia
4- intervalo melódico
5- intervalo harmônico


TEATRO
1- representação
2- sonoplastia / iluminação / cenografia
3- figurino / caracterização / maquiagem e adereços


DANÇA
1- ponto de apoio

                                                                              115
2- salto e queda
3- rotação
4- formação
5- deslocamento


MOVIMENTOS E PERÍODOS
1- arte Pré-histórica
2- arte no Egito Antigo
3- arte Grego-romana
4- arte Pré-colombiana nas Américas
5- arte Oriental
6- arte Africana
7- arte Medieval
8- Renascimento
9- Barroco
10- Neoclassicismo




SEGUNDA SÉRIE

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

ARTES VISUAIS
1- semelhanças
2- contrastes
3- ritmo visual
4- gêneros
5- técnicas


MÚSICA
1- tonal
2- modal
3- gêneros
4- técnicas

                                      116
5- improvisação


TEATRO
1- jogos teatrais
2- roteiro
3- enredo
4- gêneros
5- técnicas


DANÇA
1- sonoplastia
2- coreografia
3- gêneros
4- técnicas
MOVIMENTOS E PERÍODOS
       Romantismo
      Realismo
      Movimentos de vanguarda (Futurismo, Cubismo...)
      Op-art
      Pop-art
      Teatro pobre
      Teatro do oprimido
      Música eletrônica
      Rap, funk, técnico
      Música minimalista
      Arte engajada
      Hip hop
      Dança moderna
      Vanguardas artísticas
      Arte brasileira
      Arte paranaense
      Indústria cultural


                                                         117
5- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


       Tendo os pressupostos teóricos como referência, devemos pensar na
metodologia, que pode ser concebida como “A arte de dirigir o espírito na
investigação da verdade” (FERREIRA, 1986). Este é o elemento da pedagogia que
está mais intimamente ligado à prática em sala de aula.
       Quando se trata de metodologia, precisamos direcionar o pensamento par o
método a ser aplicado: para quem, como, por que e o quê? O trabalho em sala de
aula deve-se pautar pela relação que o ser humano tem com a arte, essa relação é
de produzir arte, desenvolver um trabalho artístico ou de sentir e perceber as obras
artísticas.
       No espaço escolar, o objeto de trabalho é o conhecimento. Desta forma
devemos contemplar, na metodologia do ensino da arte, três momentos da
organização pedagógica: o sentir e perceber, que são as formas de apreciação e
apropriação, o trabalho artístico, que é a prática criativa, o conhecimento, que
fundamenta e possibilita ao aluno um sentir/perceber e um trabalho artístico mais
sistematizado, de modo a direcionar o aluno à formação de conceitos artísticos.
       A seguir explicitaremos cada um desses três momentos. Tendo em vista que
os mesmos constituem-se numa totalidade, o trabalho em sala poderá iniciar por
qualquer um deles, ou pelos três simultaneamente. O importante é que no final das
atividades (em uma ou várias aulas) com o conteúdo desenvolvido, todos esses
momentos tenham sido realizados com os alunos.


4.1 Sentir e Perceber
       A apreciação e apropriação das obras artísticas se dão inicialmente pelos
sentidos, sendo que a fruição e a percepção serão superficiais ou mais
aprofundadas, de acordo com as experiências e conhecimentos em Arte que o aluno
tiver em sua vida.
       O trabalho do professor é o de possibilitar o acesso e mediar essa apreciação
e apropriação com o conhecimento sobre arte, para que o aluno possa interpretar as
obras e a realidade, transcendendo as aparências, aprendendo, através da arte,
parte da totalidade da realidade humano social.



                                                                                  118
      Na análise da obra de arte deve-se perceber que o artista, no processo de
composição de sua obra, imprime na mesma, sua visão de mundo, a ideologia ao
qual se identifica, o seu momento histórico e outras determinações sociais. Além do
artista ser um sujeito histórico e social, é também singular e na sua obra, apresenta
uma nova realidade social.
      Ressalta-se ainda que a humanização dos objetos e dos sentidos realiza-se
tanto na apreciação dos objetos, quanto a percepção mediada pelo conhecimento
em arte sistematizado.


4.2 Conhecimento em Arte
      Este é o momento privilegiado da cognição, onde a racionalidade opera para
aprender o conhecimento historicamente produzido sobre arte.
      O conhecimento em arte, na perspectiva destas diretrizes materializa-se no
trabalho escolar com os conteúdos estruturantes (elementos formais, composição,
movimentos e períodos, tempo e espaço) da disciplina e como eles se constituem
nas artes visuais, dança , música e teatro.
      É imprescindível que o professor considere a origem cultural e o grupo social
dos alunos, trabalhando em suas aulas os            conhecimentos produzidos na
comunidade e as manifestações artísticas que produzem significado de vida para
estes alunos, tanto na produção como na fruição.
      A   abordagem dos conteúdos (conhecimento) não deve ser feita somente
como aula teórica e sim estar contida no sentir e perceber e no trabalho artístico,
pois o conhecimento em arte se efetiva somente quando esses três momentos são
trabalhados.
      Arte é um campo do conhecimento humano, produto da criação e do trabalho
de indivíduos, histórica e socialmente datados, onde cada conteúdo tem sua origem
e história, que devem ser conhecidas para melhor compreensão por parte do aluno.
      Este conhecimento transforma-se, através do tempo, em função dos modos de
produção social, o que implica, para o aluno, conhecer como se organizam as várias
formas de produzir arte, como também, a maneira pela qual a sociedade estrutura-se
historicamente.
4.3 – Trabalho Artístico



                                                                                 119
      A prática artística (trabalho criador) é expressão privilegiada do aluno e
momento do exercício da imaginação e criação. Apesar das dificuldades que a
escola encontra para desenvolver estas práticas, elas são fundamentais, pois a arte
não pode ser aprendida somente de forma abstrata, o processo de produção do
aluno acontece quando ele interioriza e se familiariza com os processos artísticos e
humaniza os sentidos.
      Essa abordagem metodológica é essencial no processo ensino-aprendizagem
em arte. Estes três momentos metodológicos são importantes para o trabalho em
sala de aula, pois apesar de serem interdependentes, é preciso planejar as aulas
com recursos e metodologia específica para cada um desses momentos.
      O encaminhamento pode iniciar-se por qualquer desses momentos, mas o
fundamental é que no processo o aluno tenha realizado trabalhos referentes ao sentir
e perceber, ao conhecimento e ao trabalho artístico.




                                                                                120
5- AVALIAÇÃO


        A avaliação na disciplina de Arte é diagnóstica e processual, diagnóstica por
ser a referência para o planejamento das aulas e de avaliação dos alunos,
processual por pertencer a todos os momentos da prática pedagógica. Para isso o
planejamento deve ser constantemente redirecionado, utilizando a avaliação do
professor, da classe sobre o desenvolvimento das aulas e também a auto-avaliação
dos alunos.
      A avaliação diagnóstica serve de base para o planejamento das aulas, pois
mesmo que já estejam definidos os conteúdos que serão trabalhados, a forma e a
profundidade de sua abordagem dependem do conhecimento que os alunos
possuem.
      Portanto o conhecimento que o aluno possui deve ser socializado entre os
colegas de sala e ao mesmo tempo é a referência para o professor propor
abordagens diferenciadas. Por exemplo, o conteúdo a ser trabalhado com o aluno
que possui um conhecimento, técnica ou habilidade deve servir para que ele possa
ampliá-lo e principalmente sistematizá-lo, já o aluno que não conhece esse conteúdo
deve ser iniciado na sua aprendizagem.
      Para possibilitar essa avaliação individual e coletiva, é necessário utilizar
vários instrumentos de avaliação, como o diagnóstico inicial, durante o percurso e
final do aluno e do grupo, trabalhos artísticos, pesquisas, provas teóricas e práticas,
entre outras.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais ou seja material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.

                                                                                   121
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é,
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                          122
6- REFERÊNCIAS


        PARANÁ. Secretaria de Estado da educação. Departamento de ensino Médio.
Texto     elaborado     pelos    participantes     dos    encontros   de   formação
continuada/Orientações Curriculares. Curitiba: SEED/DEM, 2003/2005. Mimeo.
        - Diretrizes Curriculares de arte para o ensino médio.
        - Livro didático público – Arte no Ensino Médio (Secretaria de Estado da
Educação).




                                                                                123
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA
          – ENSINO MÉDIO




     PROPOSTA CURRICULAR

              BIOLOGIA




     ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                   124
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


                            DISCIPLINA – BIOLOGIA



1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


        A disciplina de Biologia tem como estudo o fenômeno Vida. O homem tem,
através dos tempos, tentado explicá-lo e compreendê-lo.
      Os conhecimentos da disciplina de biologia se firmam em modelos teóricos
elaborados pelo homem ( paradigmas teóricos), que apresentam o esforço para
entender, explicar, utilizar e manipular os recursos naturais.
      Para compreender os pensamentos que contribuíram na construção das
diferentes concepções sobre o fenômeno vida e suas implicações para o ensino,
buscou-se, na história os contextos nos quais pressões religiosas, políticas e sociais
impulsionaram mudanças conceituais no modo como o homem passou a
compreender a natureza.
      O homem primitivo retratou as suas observações através das pinturas
rupestres, o que representa o seu interesse em explorar a natureza.
 Os filósofos Platão e Aristóteles deixaram suas contribuições quanto à
classificação dos seres vivos. As interpretações filosóficas buscaram explicações
para a compreensão da natureza.
      Na idade média ( séc. V – séc. XV), através do cristianismo, o conhecimento
do universo foi associado a Deus e oficializado pela Igreja Católica que o transforma
em dogmas, institucionalizando o dogmatismo egocêntrico ( Deus é o centro).
      Neste período, nascem as primeiras universidades procurando organizar,
sistematizar e agrupar o conhecimento produzido pelo homem.
      Na história da Ciência, na Renascença, encontra-se também um período
marcado por contradições. Leonardo da Vinci introduz o pensamento matemático
como instrumento que permite interpretar a ordem mecânica da natureza.
      Neste período, surgem novas contribuições com Carl Von Linné, que resultou
no pensamento biológico descritivo.


                                                                                  125
       O médico Willian Harvey introduz as bases do pensamento biológico
mecanicista.
      Com Erasmus Darwin surge a evolução dos seres vivos                -   mutação das
espécies ao longo do tempo. Lamarck, parte para a classificação dos seres vivos,
criando o conhecimento de sistema evolutivo em constante mudança.
      Gregor Mendel propõe as leis que regulam a hereditariedade – transmissão de
características entre os seres vivos.
      No século XIX, surge a proposição da teoria celular, a partir de descrições
feitas pelo Botânico alemão Mathias Schliden e pelo naturalista alemão Theodor
Schwann, afirmam         que    todas as coisas vivas, os animais e vegetais, eram
compostos por células e com aperfeiçoamento dos estudos sobre a origem da vida.
      No século XX, a influência do pensamento biológico evolutivo surge a partir do
pensamento biológico da manipulação genética, demarcando a condição do homem em
compreender a estrutura físico-química dos seres vivos e as conseqüentes alterações
biológicas.
      Após estes fatos evolutivos da vida, o ensino passa a trabalhar três fatores que
provocaram alterações no Ensino de Ciências no Brasil: o progresso da Biologia, a
constatação internacional e nacional da importância do Ensino de Ciências, como fator
de desenvolvimento e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
      Na atualidade as mudanças pedagógicas são rápidas.
      Ao      analisar   a   situação   do   ensino   público   em   2003,   percebeu-se   a
descaracterização do objeto de estudo da disciplina de Biologia. Estabeleceu, assim, a
construção das Diretrizes Curriculares, considerando-se a concepção histórica da
ciência articulada com os princípios da filosofia da Ciência.




                                                                                     126
2- OBJETIVOS GERAIS


  -   Compreender      as   rápidas    transformações   científicas   e   tecnológicas
      provocadas, por exemplo, pela engenharia genética - e os grandes problemas
      de nosso tempo, como a fome, a aids, as drogas e os desequilíbrios
      ambientais.
  -   Reconhecer o sentido histórico de ciência e da tecnologia e sua relação com a
      vida na terra.
  -   Possibilitar ao aluno o desenvolvimento das habilidades necessárias para a
      compreensão do papel do homem na natureza.
  -   Propiciar condições para que o educando compreenda a vida como
      manifestação de sistema organizados e integrados, em constante interação
      com o ambiente físico-químico.
  -   Reconhecer como agente capaz de modificar ativamente o processo evolutivo,
      alterando a biodiversidade e as relações estabelecidas entre os organismos.
  -   Compreender e interpretar fatos e fenômenos naturais sob a óptica da
      Biologia, servindo como instrumento para orientar decisões e intervenções.




                                                                                   127
3- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


       Para o ensino de Biologia compreender o fenômeno Vida e sua complexidade de
relações, significa pensar em uma ciência em transformação, cujo caráter provisório
garante a reavaliação dos seus resultados e possibilita o repensar e a mudança
constante de conceitos e teorias elaboradas em cada momento histórico,social, político,
econômico e cultural.
       A proposta curricular do ensino de Biologia firma-se na construção da práxis do
professor. Objetiva trazer os conteúdos de volta para os currículos escolares, mas numa
perspectiva diferenciada, onde retome a história da produção do conhecimento científico
e da disciplina escolar e seus determinantes políticos, sociais e ideológicos.
       O ensino dos conteúdos específicos de Biologia apontam para as seguintes
estratégias metodológicas de ensino:
1- Prática social;
2-Problematização:
3-Instrumentalização;
4-Catarse;
5-Retorno à pratica social.
  Para cada conteúdo estruturante, propõe-se:
1-Organização dos seres vivos;
2-Mecanismos biológicos;
3-Biodiversidade;
4-Implicações dos avanços biológicos no fenômeno da vida.
       Compreendendo-se a proposta dos conteúdos estruturantes, uma atenção
especial deve ser dada ao modo como os recursos pedagógicos serão utilizados e aos
critérios político-pedagógicos da seleção de recursos didáticos, que podem contribuir
para crítica que permitirá realizar os recortes necessários dos conteúdos específicos
como significativos para o Ensino Médio.
Recursos utilizados:
- aula dialogada;
- a leitura;
- a escrita;
- a experimentação;

                                                                                 128
- as analogias.
  Recursos audio visuais:
- vídeo:
- transparência;
- fotos;
- atividades experimentais.
       Atividades que veiculam uma concepção sobre a relação homem-ambiente, e o
estudo do meio como parques, praças, terrenos baldios, praias, bosques, rios,
zoológicos, hortas, mercados, lixões, fábricas, hortos florestais, etc.
  Jogos didáticos contribuem para gerar desafios e detém conteúdo com finalidade de
desenvolver habilidades de resolução de problemas, o que possibilita a oportunidade de
traçar planos de ações para atingir determinados objetivos.
             Para uma proposta de Inclusão e diversidade, a metodologia não pode
ser apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o
mesmo.
       Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
       Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
       A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
       Enfim, é preciso primar para que “todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino, com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                                 129
    3-CONTEÚDOS


    PRIMEIRA SÉRIE
Organização dos seres vivos.


 1. Vida e composição química dos seres vivos.
 Como definir “vida”?
 Características gerais dos seres vivos.
 A química das células.


 2. Vida e energia.
 Níveis de organização dos seres vivos.
 Biosfera,ecossistemas,comunidades e populações.
 Transferência de matéria e de energia nos ecossistemas.
 As pirâmides ecológicas.
 Redes e teias alimentares.
 O equilíbrio na natureza.


    Biodiversidade.


 3. Ciclos da matéria,sucessão ecológica e desequilíbrios ambientais.
 Introdução.
 Ciclos da matéria.
 Sucessão ecológica.
 Desafios para o futuro.


 4. Ecossistemas e populações.
 Introdução.
 Ecossistemas aquáticos.
 Ecossistemas terrestres.
 Manguezais.
 Ecologia das populações.



                                                                        130
5. Relações entre os seres vivos.
Interações ecológicas.
Relações intra-específicas.
Relações interespecíficas ou Simbioses.




   Mecanismos biológicos.


6. Origem da vida.
Universo, Sistema Solar e planeta Terra.
Geração espontânea.
Teoria da biogênese.
E os primeiros seres vivos,como surgiram?
A hipótese heterotrófica sobre a origem da vida.


7. Introdução à citologia e membranas celulares.
Citologia: estudo da célula.
Célula:tamanho,forma e funções.
Estrutura básica de uma célula eucariótica.
Os envoltórios das células.
Mecanismos de transporte através de membranas.
Endocitose e exocitose.




8. Citoplasma e organelas.
Citoplasma:características gerais.
Ribossomos.
Inclusões.
Citoesqueleto.
Centríolos.
 Organelas membranosas.



                                                   131
9. Metabolismo energético da célula.
Conceitos gerais.
Fotossíntese.
Quimiossíntese.
Respiração aeróbia.
Respiração anaeróbia.
Fermentação.




   Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida.


10. Núcleo e divisão celular.
   10.l Núcleo noções gerais.
   10.2 Estrutura do núcleo.
   10.3 Divisão celular.
   10.4 Ciclo celular:interfase e mitose.
   10.5 Meiose.


11. Embriologia animal.
Gametogênese.
Fecundação
As fases do desenvolvimento embrionário.
Anexos embrionários.
O desenvolvimento embrionário humano.


12. Histologia animal.
A multicelularidade.
Tecidos epiteliais.
Tecidos conjuntivos.
Tecidos musculares.
Tecido nervoso.



                                                          132
   SEGUNDA SÉRIE


    Organização dos seres vivos.


13. Os seres vivos e os vírus.
Classificação dos seres vivos.
Reinos de seres vivos.
A proposta do sistema dos três domínios.
Vírus características gerais.


     Mecanismos biológicos.


   Moneras
Introdução.
Eubactérias.


14. Protistas.
Os termos protista e protoctista.
Os protozoários.
Os protozoários e a saúde humana.
As algas.


15. Fungos.
Introdução.
Fungos e mutualismo.
Estrutura básica de um fungo multicelular.
Os fungos e o ser humano.
Classificação e reprodução dos fungos.




     Biodiversidade.


16. Os grandes grupos de plantas.

                                             133
Classificação das plantas.
Briófitas
Pteridófitas.
Gimnospermas.
Angiospermas.


17. Morfologia das angiospermas.
Germinação da semente.
A raiz.
O caule.
AS folhas.
Os frutos.


18. Histologia vegetal.
Classificação dos tecidos vegetais.
Tecidos meristemáticos ( meristemas ).
Tecidos permanentes.
Estrutura interna das raízes.
Estrutura interna do caule.
Estrutura interna da folha.


19. Fisiologia das fanerógamas.
Transpiração e transporte de seiva bruta.
Fotossíntese e transporte de seiva elaborada.
Fotossíntese e respiração.
Movimentos.


20. Introdução ao reino animal: Porífera e Cnidária.
Classificação e nomenclatura.
Filo Porífera.
Filo Cnidária.


21. Platyhelminthes e Nematelminthes.

                                                       134
O significado dos nomes.
Platelmintos.
Nematelmintos.


22. Mollusca e Annelida.
Filo dos moluscos.
Filo dos anelídeos.


23. Arthropoda
O maior grupo de seres vivos: os artrópodes.
Classificação dos artrópodes.
Desenvolvimento.
Reprodução.
Fisiologia dos artrópodes: respiração,circulação e excreção.
Os grupos de artrópodes.


24. Echinodermata e Introdução ao filo Chordata.
Equinodermos
Cordados.


25. Peixes.
Peixes e tetrápodes.
Características gerais dos peixes com maxila.
Os grupos de peixes.


26. Anfíbios.
Quem são os anfíbios.
Características gerais.
Anuros.
Urodelos.
Ápodas.
27. Répteis.
A origem dos répteis.

                                                               135
Os répteis atuais e suas principais características.
Anatomia e fisiologia dos répteis.
Classificação dos répteis.


28. Aves.
Características gerais das aves.
Sentidos.
Temperatura corpórea.
Fisiologia.
Origem das aves.
Um pouco mais sobre a classificação das aves.


29. Mamíferos.
Características gerais.
Regulação de temperatura corporal
Anatomia e fisiologia.
Prototérios ou monotremados.
Metatérios ou marsupiais.
Eutérios.
A origem evolutiva dos mamíferos.




    Implicações dos avanços biológicos no fenômeno da vida.




30. Evolução humana; Fisiologia humana I:coordenação nervosa e locomoção.
Evolução humana.
Anatomia e fisiologia humana.


31. Fisiologia humana II:digestão e nutrição.
Digestão.
O sistema digestório humano.
Nutrição e saúde.

                                                                            136
32. Fisiologia humana III: respiração,circulação e excreção.
Sistema respiratório.
Sistema cardiovascular.
Circulação linfática e mecanismos de defesa.
Seres humanos e a manutenção da temperatura interna.
Sistema urinário.


33. Fisiologia humana IV:controle hormonal e repdução.
Controle hormonal.
O ciclo menstrual.
Reprodução humana.




   TERCEIRA SÉRIE


   Organização dos seres vivos.


34. Genética: a primeira lei de Mendel.
O início da Genética.
O trabalho de Mendel e a primeira lei.
Heredogramas.
Cruzamento-teste.
Exemplo de monoibridismo.
Monoibridismo e modificações nas proporções fenotípicas.


   Mecanismos biológicos.


35. Polialelia.
Conceitos básicos.
Herança da cor da pelagem em coelhos.
Herança dos grupos sanguíneos do sistema ABO.
Transfusão de sangue.

                                                               137
36. A segunda lei de Mendel.
Mendel e a herança de dois caracteres.
Probabilidade e leis de Mendel.


37. Genética pós-Mendel.
Introdução.
Pleiotropia e interação gênica.
Vinculação ou ligação gênica.
Herança do sexo na espécie humana.
Herança ligada ao sexo e herança holândrica.
Herança influenciada pelo sexo.
Herança limitada ao sexo.


38. Biologia molecular do gene:síntese protéica e engenharia genética.
Introdução.
A síntese de proteínas.
Mutações no material genético.
Biotecnologia:engenharia genética.




   Biodiversidade.


39. Evolução:conceito e evidências.
Introdução.
Evidências da evolução:descobrindo relações de parentesco.
Adaptação e teoria evolutiva.
Irradiação adaptativa e evolução convergente.
Potencial biótico e resistência do meio.



                                                                         138
4l. Teoria sintética da evolução, especiação e genética de populações.
    41.1 Introdução.
    41.2 Teoria sintética da evolução.
    41.3 Genética de populações.
    41.4 Especiação:o processo de formação de novas espécies.


    Implicações dos avanços biológicos no fenômeno vida.


42. Dinâmica das populações biológicas.
Características das populações.
Fatores que regulam o tamanho de populações biológicas.
Oscilações em populações naturais.


43. Fundamentos da Ecologia.
Conceitos básicos em Ecologia.
Cadeias e teias alimentares.


44. Energia e matéria nos ecossistemas.
Fluxo de energia e níveis tróficos.
Ciclos biogeoquímicos.


45. Relações ecológicas entre seres vivos.
Tipos de relação ecológica.
Relações intra-específicas.
Relações interespecíficas.


46. Sucessão ecológica e biomas.
Sucessão ecológica.
Fatores que afetam a evolução dos ecossistemas.


47. Conteúdos complementares
    47.1 Agenda 21.
    47.2 Cultura-Afro.

                                                                         139
47.3 Educação Fiscal.




                        140
5- AVALIAÇÃO


      A avaliação é um processo que precisa ser definido pela unidade escolar e, em
especial, pelos professores, que atuam diretamente com os alunos.
      Muitos caminhos são apontados para que se proceda a avaliação dos alunos,
mas somente o professor poderá definir o caminho a ser trilhado.
       A avaliação deve:
a) ser entendida como uma alavanca que impulsiona o êxito dos alunos e da escola
como um todo. Para tanto, deve ser contínua e evolutiva, o que dará ao professor
subsídios para a percepção de dificuldades e dos avanços dos alunos;
b) desenvolver-se paralelamente ao processo de construção do conhecimento;
c) ser considerada um instrumento para auxiliar a ação pedagógica;
d) servir para desencadear e interpretar comportamentos a serem observados.
      Para dar conta desse papel, o professor pode avaliar, por exemplo:
. a postura do aluno diante dos problemas;
. os caminhos que o aluno percorre para solucionar esses problemas;
. as estratégias que utiliza para construir e sistematizar novos conhecimentos;
. a maneira como sintetiza os conhecimentos construídos;
. a forma como socializa seus conhecimentos;
. o que o aluno diz e como diz.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las, a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas, um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais, ou seja, material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.




                                                                                  141
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                          142
6- REFERENCIAS:


DIRETRIZES CURRICULARES DO ENSINO DE BIOLOGIA DO ENSINO MÉDIO,
julho 2006.
PAULINO w. R. Biologia Coleção ,Editora Saraiva.
PAULINO W. R.    BIOLOGIA , EDITORA ÁTICA.
SÕNIA L. e SÉRGIO R. BIOLOGIA, EDITORA SARAIVA.




                                                                 143
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR


           EDUCAÇÃO FÍSICA




        ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                      144
        COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO



                         DISCIPLINA - EDUCAÇÃO FÍSICA




   1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


      A educação Física no contexto escolar possui uma particularidade em relação
aos demais componentes curriculares. Trata-se de um componente que contribui
para a formação do cidadão com instrumentos e conhecimentos diferenciados
daqueles chamados tradicionais no mundo escolar. O conhecimento da Educação
Física é socializado e apropriado sob manifestação de conjunto de práticas,
produzidas historicamente pela humanidade em suas relações sociais. Portanto,
trata-se de uma área de conhecimento que exige espaços e tempos diferenciados
dos espaços e dos tempos tradicionalmente tratados na escola, uma prática que
exige ambiente físico amplo, arejado, protegido do excesso de sol e da chuva,
equipado com materiais apropriados, que requer ajustes circunstanciais para o
desenvolvimento dos temas específicos. Essa estrutura física vai além dos muros da
escola, com a disciplina interagindo com a comunidade escolar, podendo explorar
espaços para além dos espaços escolares, como ruas, rios, praias, praças públicas,
montanhas, etc.
      O que se espera é que os alunos do ensino médio tenham a oportunidade de
vivenciarem o maior número de práticas corporais possíveis. Ao realizarem a
construção e vivência coletiva dessas práticas, estabelecem relações individuais e
sociais, tendo como pano de fundo o corpo em movimento. Assim, a idéia é de que
os jovens adquiram maior autonomia na vivência, criação, elaboração e organização
dessas práticas corporais.
      Espera-se, que os saberes da Educação física tratados no ensino médio
possam preparar os jovens para uma participação política mais efetiva no que se
refere à organização dos espaços e recursos públicos de prática de esporte,
ginástica, dança, luta, jogos populares, entre outros.


                                                                              145
      Sendo que ao término do Ensino Médio o aluno possa com esses
conhecimentos optar por uma atividade física para uma melhor qualidade de vida.




                                                                                  146
2- OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA
     -   Oportunizar a vivência das práticas corporais;
     -   Participação efetiva do educando no mundo do trabalho no que se refere à
         compreensão do papel do corpo no mundo da produção, no que tange ao
         controle sobre o próprio esforço e do direito ao repouso e ao lazer;
     -   Conhecer as práticas desportivas, não só como parte do currículo, mas
         como prática de lazer e organização da comunidade nas manifestações,
         vivência e na produção de cultura.
     -   Possuir iniciativa pessoal para criar, planejar ou buscar orientação para
         suas próprias práticas corporais.
     -   Valorizar outras práticas corporais oriundas dos diversos grupos étnicos
         que constituem a sociedade brasileira.




                                                                                147
3- CONTEÚDOS ANO/SÉRIE:


PRIMEIRA SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
1    ESPORTES – Origem e regras
1.1 Voleibol :
1.2 Handebol:
1.3 Futsal:
1.4 Basquetebol:
1.5 Atletismo
2   JOGOS
2.1 Ping-pong
2.2 Xadrez


3   LUTAS
3.1 Capoeira – origem, história


4   DANÇA
4.1 Folclórica - do Estado do Paraná – origem, história, transformações, ritmos,
coreografia.
4.2 Moderna – funk – origem, história, transformação e evolução, ritmo.
4.3 Afro-brasileira


5   GINÁSTICA
5.1 Localizada
5.2 Academia
5.3 Artística
5.4 Geral


6   ELEMENTOS ARTICULADORES
6.1 A desportivização
6.2 Mídia
6.3 Saúde

                                                                            148
6.3.1 Nutrição
6.3.2 Aspectos anato-fisiológicos da prática corporal
6.3.3 Lesões e primeiros socorros
6.3.4 Doping
6.4 O corpo
6.5 A tática e a técnica
6.6 O lazer
6.7 A diversidade


       SEGUNDA SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
1   ESPORTES – Origem, regras, histórico.
1.1-Voleibol:
1.2- Handebol:
1.3- Futsal:
1.4- Basquetebol:
1.5-Atletismo


2 - JOGOS
2.1 Ping-pong – origem, como jogar, regras básicas.
2.2 Xadrez – aprofundamento do jogo e jogadas.
2.3 Jogos intelectivos – origem, variações regionais do jogo (dama, trilha...).


3 - LUTAS
3.1 Tae ko dow – origem, histórico, propósito filosófico, evoluções através do tempo,
contribuição da mesma para o desenvolvimento do indivíduo.


4 - DANÇA
4.1 Folclórica – das regiões brasileiras – origem, história, transformações, ritmos,
coreografia.
4.2 Moderna – Rap – origem, história, transformação e evolução, ritmo.
4.3 Afro – brasileira



                                                                                  149
5 - GINÁSTICA
5.1 Localizada
5.2 Academia
5.3 Artística
5.5 Geral


6   ELEMENTOS ARTICULADORES
6.8 A desportivização
6.9 Mídia
6.10 Saúde
6.10.1 Nutrição
6.10.2 Aspectos anato-fisiológicos da prática corporal
6.10.3 Lesões e primeiros socorros
6.10.4 Doping
6.11 O corpo
6.12 A tática e a técnica
6.13 O lazer
6.14 A diversidade


       TERCEIRA SÉRIE
CONTEÚDOS ESTRUTURANTES:
1 - ESPORTES
1.1 Voleibol:
1.2- Handebol:
1.3- Futsal:
1.4- Basquetebol:
1.5 Atletismo


2 - JOGOS
2.1 Ping-pong – regras complementares, pontuação e arbitragem.
2.2 Xadrez – conhecimento de súmula e relógio dentro do jogo propriamente dito.
2.4 Jogos intelectivos – origem, variações regionais do jogo (dama, trilha).



                                                                                  150
3 - LUTAS
3.1-Judô – origem, histórico, propósito filosófico, evoluções através do tempo,
contribuição da mesma para o desenvolvimento do indivíduo.


4 - DANÇA
4.1-Folclórica    –    tradicionais   dos   países   do   mercosul   –   origem,   história,
transformações, ritmos, coreografia.
4.2- Moderna – danças de salão – origem, história, transformação e evolução, ritmo.
4.3- Afro-brasileira


7- GINÁSTICA
5.1- Localizada
5.2- Academia
5.3- Artística
5.4- Geral


6   ELEMENTOS ARTICULADORES
6.15 A desportivização
6.16 Mídia
6.17 Saúde
6.17.1 Nutrição
6.17.2 Aspectos anato-fisiológicos da prática corporal
6.17.3 Lesões e primeiros socorros
6.17.4 Doping
6.18 O corpo
6.19 A tática e a técnica
6.20 O lazer
6.21 A diversidade




                                                                                        151
      4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA

      Através da articulação pedagógica, que tem como provocadores de todo o
processo e que se desencadeia a partir das intenções educativas, os conteúdos de
ginástica, esporte, jogos, lutas e dança como saberes construídos pela humanidade
podem ser palco de abordagem, entre outros. Alem disso cada um desses conteúdos
possui uma vinculação social com a realidade atual, tal como a vinculação do esporte
à indústria cultural. A dança por sua vez, também possui vinculações étnicas,
culturais e históricas, bem como relações de gênero a serem discutidas na escola.
      A Ginástica e as Lutas possuem a riqueza das influências dos vários povos e
culturas que construíram o Brasil. Estão ligadas a questões estéticas e às tradições
da “boa condição Física”. Carregam consigo o simbolismo da beleza corporal e o
mito da longevidade, do corpo saudável e dos rituais de passagem presentes na
história e nos modos de vida dos vários grupos étnicos.
      Os jogos carreiam as intenções lúdicas de cada prática corporal desenvolvida
no campo das transformações culturais. Quando se fala em possibilidades de
práticas de lazer, em processo criativo na escola ou em relações solidárias e
diversidade cultural, os jogos, como conteúdo, representam a possibilidade da
singularidade, do algo descoberto, aquilo que representa a identidade dos grupos.
      Temas e conteúdos demandam ações pedagógicas que poderão ser
contempladas com pesquisas acerca das práticas comuns da comunidade e de
práticas latentes, vivenciadas em espaço, e com equipamentos específicos para
cada modalidade.
      A articulação dos conteúdos, envolvidos pelo tratamento pedagógico, dará
condições de fazer a Educação Física cumprir algumas de suas perspectivas em
relação à formação dos alunos, dentre elas a questão da autonomia sobre as
práticas corporais, o acúmulo e a produção cultural a partir dos conhecimentos
construídos.
      Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que



                                                                                    152
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                            153
      5- AVALIAÇÃO


      A avaliação da aprendizagem em Educação Física tem conduzido os
professores à reflexão, ao estudo e ao aprofundamento, visando buscar novas
formas de entendimento e compreensão de seus significados no contexto escolar.
      Ao propor reflexões sobre a avaliação no ensino de Educação Física nesta
proposta curricular, objetiva-se favorecer a busca da coerência entre a concepção
defendida e as práticas avaliativas que integram o processo de ensino e
aprendizagem. Nesta perspectiva, a avaliação deve estar colocada a serviço da
aprendizagem de todos os alunos, de modo que permeie o conjunto das ações
pedagógicas e não como um elemento externo a este processo.
      De acordo com as especificidades da disciplina que Educação Física, a
avaliação deve conter critérios estabelecidos de forma clara, a fim de priorizar a
qualidade e o processo de ensino e aprendizagem, sendo contínua, identificando,
dessa forma, os progressos do aluno durante o ano letivo, levando-se em
consideração o que preconiza a LDB 9394/96 pela chamada avaliação formativa em
comparação à avaliação tradicional, qual seja, somativa ou classificatória, com vistas
à diminuição das desigualdades sociais e com a luta por uma sociedade justa e mais
humana.
      A partir da avaliação diagnóstica, tanto professor quanto os alunos poderão
revisitar o processo desenvolvido até então para identificar lacunas no processo de
ensino e aprendizagem, bem como planejar e propor outros encaminhamentos que
visem a superação das dificuldades constatadas. Será um processo contínuo,
permanente e cumulativo, onde o professor estará organizando e reorganizando o
seu trabalho tendo no horizonte as diversas manifestações corporais, evidenciadas
nas formas da ginástica, do esporte, dos jogos, da dança e das lutas, levando os
alunos a refletirem e a se posicionarem criticamente com o intuito de construir uma
suposta relação com o mundo.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na



                                                                                  154
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.




                                                                         155
       6- REFERÊNCIAS
DIRETRIZES     CURRICULARES         DE    EDUCAÇÃO       FÍSICA    PARA      O   ENSINO
MÉDIO.Versão preliminar junho/2006 SEED
www.saudeemmovimento.com
Regras oficiais – Editora Sprint (vôlei, futsal, basquetebol, handebol, atletismo)
BRACHT, Valter. A constituição das teorias pedagógicas da educação física;
In: Caderno Cedes, ano XIX, n. 48, Agosto/99.

________Educação física e aprendizagem social. Porto Alegre. Magister, 1992.

BRUHNS, H. T. ° jogo nas diferentes perspectivas teóricas. In: Revista Motrivivência, Ano
VIII, n.09, Dezembro/96.

CASTELLANI FILHO, Lino. Educação Física no Brasil: a história que não se conta. 2. ed.
Campinas: Papirus, 1991.

COLETIVO DE AUTORES. Metodologia do ensino de educação física. São Paulo. Cortez,
1992.

CORDEIRO Jr, O. Proposta Teórico- metodológica do ensino do judô escolar a partir dos
princípios da pedagogia crítico-superadora: uma construção possível. Goiás: UFG, 1999.
Memórias de Licenciatura.

DAOLlO, J. . Educação Física e o conceito de cultura. Campinas. Autores Associados,
2004.

DARIDO, S. C. e RANGEL, I. C. A. Educação física na escola: implicações para a prática
pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.

ESCOBAR, M. O. Cultura Corporal na Escola: tarefas da educação física. In:
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FALCÃO, J. L. C. Capoeira. In: KUNZ, E. Didática da Educação Física 1. 3 ed.
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FIAMONCINI, L; SARAIVA, M. do. Dança na escola a criação e a co-educação em pauta. In:
KUNZ, E. Didática da Educação Física 1. 3 ed. Ijuí: Ed. Unijuí, 2003 p.
95-120

FOUCAUL T, Michela. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. 30 ed. Trad. Raquel
Ramalhete. Petrópolis: Vozes, 1987.

GASPARIN, J. L. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas:
Autores Associados, 2002

LlBÂNEO, J. C. Democratização da Escola Pública: a Pedagogia CríticoSocial dos
Conteúdos. São Paulo' Loyola, 1985.

                                                                                     156
LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 2 ed. São Paulo: Cortez, ' 1995.

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TABORDA DE OLIVEIRA, Marcus Aurélio. Existe espaço para o ensino de educação física
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SOARES, Carmem Lúcia. Educação física: raízes européias e Brasil. 2 ed.
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                                                                                          157
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR


                   FÍSICA




        ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                      158
       COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA- ENSINO MÉDIO

                                   DISCIPLINA: FÍSICA


1- APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


                     A Física é a ciência básica da natureza, presente em todos os
momentos da nossa vida. Por exemplo: nos movimentos das pessoas e dos carros,
nas batidas do coração que bombeiam sangue pelas veias, no calor que aquece a
água; no barulho de um motor; na luz de um relâmpago, nas ondas que formam na
superfície da água quando uma pedra é lançada nela; lâmpada que se acende ao
ligarmos o interruptor; no vazamento de radiação em uma usina nuclear.
                     Um princípio que sempre norteou a Física e a Ciência como um
todo foram os avanços tecnológicos e temos inúmeros exemplos como: a união entre
técnicos e cientistas para o entendimento da ciência do calor, indispensável para
melhorar a potência das máquinas térmicas e busca por novas tecnologias de
guerra, iniciada com o desenvolvimento da bomba atômica, o lançamento do primeiro
satélite artificial, o Sputnik, pela antiga União Soviética, etc.
                     Essa busca pela melhoria e avanços para a sociedade que
começou a muitos anos, continuará geração após geração e dessa forma, esta
proposta busca construir em ensino de Física centrado em conteúdos e metodologias
capazes de levar aos estudantes uma reflexão sobre o mundo das ciências sob a
perspectiva de que esta não é somente fruto da pura racionalidade científica.
Entende-se, então, que a Física deve educar para a cidadania, contribuindo para o
desenvolvimento de um sujeito crítico, capaz de admirar a beleza da produção
científica ao longo da história e compreender a necessidade desta dimensão de
fenômenos que o cerca. Mas, também, que percebam a não neutralidade de sua
produção, bem como os aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais desta
ciência, sem comprometimento e envolvimento com as estruturas que representam
esses aspectos.




                                                                                     159
      2- OBJETIVOS GERAIS


      - Contribuir para formação de uma cultura efetiva, permitindo ao indivíduo a
interpretação de fatos, fenômenos e processos naturais, redimensionando sua
relação com a natureza em transformação.
      - Ajudar o estudante a compreender como a ciência através dos conteúdos da
Física contribui para a construção da sociedade em que estamos inseridos.
      - Apresentar os fenômenos físicos de modo prático e vivencial, privilegiando a
interdisciplinaridade e a visão não fragmentada da ciência, a fim de que o ensino
possa ser articulado e dinâmico.




                                                                                160
      3- CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
      Estudo dos Movimentos, Termodinâmica e Eletromagnetismo.

      PRIMEIRA SÉRIE

                         Estudo dos Movimentos
Entidades Fundamentais: Espaço, Tempo e Massa.

      Conceitos Fundamentais: Inércia, Momentum de um corpo, a variação do
   Momentum e suas Conseqüências.


      Conteúdos Específicos
Quantidade de movimentos(momentum) e inércia, o papel da massa.
A conservação do momentum;
Variação da quantidade de movimento e impulso: 2ª lei de Newton – a idéia da força;
Conceito de Equilíbrio e 3ª lei de Newton;
Potência;
Movimentos retilíneos e curvilíneos;
Gravitação universal;
A energia e o princípio da conservação de energia;
Sistemas oscilatórios: movimentos periódicos, oscilações num sistema massa mola,
ondulatória, acústica;
Movimento dos Fluídos: propriedades físicas da matéria, estados de agregação,
viscosidade dos fluídos, comportamento de superfícies e interfaces, estrutura dos
materiais;
Introdução a sistemas caóticos.


SEGUNDA SÉRIE


   Termodinâmica
Entidades Fundamentais: Calor e entropia.

Conceitos Fundamentais: Temperatura e calos, reversibilidade e irreversibilidade
dos fenômenos físicos, a conservação da energia.

Conteúdos Específicos


                                                                                161
Temperatura e Calor;


       Leis da Termodinâmica: Lei zero da Termodinâmica, equilíbrio térmico,
propriedades
       termométricas, medidas de temperatura;
       1ª Lei do Termo: idéia de calor como energia, sistemas termodinâmicos que
realizam
       trabalho, a conservação da energia.
       2ª Lei da Termo: máquinas térmicas, a idéia de entropria, processos
irreversíveis/
reversíveis;
3ª Lei da Termo: as hipóteses da sua formulação, o comportamento da matéria nas
proximidades do zero absoluto;
As idéias da termodinâmica desenvolvidas no âmbito da Mecânica Quântica e da
Mecânica Estatística. A quantização da energia no contexto da Termodinâmica.


TERCEIRA SÉRIE


                            Eletromagnetismo
Entidades Fundamentais: Carga, pólos magnéticos e campos.


Conceitos Fundamentais: As quatro Leis de Maxwell, a luz como onda
                                 eletromagnética


Conteúdos Específicos
Conceitos de carga e pólos magnéticos;
As leis de Maxwell: Lei de Coulomb, Leis de Gaus, Lei de Faraday, Lei de Ampere e
                                 Lei
de Lenz.
Campo elétrico e magnético, as linhas de campo;
Força elétrica e Magnética, Força de Lorentz.
Circuitos elétricos e magnéticos: elementos do circuito, fontes de energia num
                                 circuito; As
ondas eletromagnéticas: a luz como onda eletromagnética; Propriedades      da luz
                                 como



                                                                                 162
uma onda e como uma partícula: a dualidade onda-partícula; Óptica Física e
                                 Geométrica.
A dualidade da matéria;
As interações eletromagnéticas, a estrutura da matéria.




                                                                             163
4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


       A ciência surge na tentativa de decifrar os universos físicos, determinados
pela necessidade humana de resolver problemas práticos e necessidades matérias
em determinada época, logo é historia, constituindo-se em visão de mundo.
                      O fazer ciência está, em geral, associado a dois tipos de
   trabalhos um teórico e um experimental. Em ambos o objetivo é estabelecer um
   modelo de representação da natureza ou de um fenômeno. No teórico é feito um
   conjunto de hipóteses, acompanhados de um formalismo matemático, cujo
   conjunto de equações devem permitir que se façam previsões, podendo, às
   vezes, receber após de experimentos, onde se confrontam os dados coletados
   com os previstos pela teoria.
               Nesse fazer ciência, independência da instituição de pesquisa ou quem
financia o cientista ou pesquisador, ele é um ser humano que vive num determinado
local, o qual, por sua vez, é determinado por um contexto econômico, político, social
e cultural. Logo, o conhecimento é socialmente produzido uma vez que ele, o
cientista, não o constrói sozinho. Entender a ciência significa considerá-la na
sociedade onde ela é produzida, a instituição de pesquisas que apóia e sustenta, os
avanços técnicos e científicos, pois isso muda em função dessa sociedade.
       É importante que o ensino de Física não deixe de lado a Filosofia da Ciência,
especialmente aquela baseada na História, pois a Filosofia apresenta elementos
para análise que nos permite dialogar de forma mais enriquecedora com a natureza.
Ela contribui para o repensar do ensino da Física, o qual nos impõe uma reflexão a
partir de suas múltiplas faces.
       A Física deve contribuir para a formação dos sujeitos, porém através de
conteúdos que dêem conta do entendimento do objeto de estudo da Física, ou seja,
a compreensão do universo, a sua evolução, suas transformações e as interações
que nele se apresentem.
       O domínio da cultura científica constitui instrumento indispensável à
participação    política,   fato que   somente poderá   acontecer com     conteúdos
historicamente e socialmente constituídos, e o mais próximo possível da produção
científica.



                                                                                 164
             Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode
ser apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o
mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim, é preciso primar para que todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino, com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                                165
5- AVALIAÇÃO


         A avaliação deve levar em conta os pressupostos teóricos por esta diretriz.
Ao considerarmos importantes os aspectos históricos, conceituais e culturais, a
evolução das idéias em Física e a não neutralidade da ciência, nossa avaliação deve
levar em conta o progresso do estudante quanto a esses aspectos. Ainda, se o
objetivo é garantir o objeto de estudo da Física, então ao avaliar deve-se também
considerar a apropriação desses objetos pelos estudantes.
      Dessa forma, a avaliação deva ter um caráter diversificado, levando em
consideração     todos os aspectos: a compreensão dos conceitos físicos;          a
capacidade conta o conteúdo físico; a capacidade de elaborar um relatório sobre um
experimento ou qualquer outro evento que envolva a Física, como por exemplo, uma
visita a um parque de ciência , dentre outros.
       No entanto, a avaliação não pode ser utilizada para classificar os alunos com
uma nota, como tradicionalmente tem sido feita, com o objetivo de testar o aluno ou
mesmo puni-lo, mas sim de auxilia-lo na aprendizagem. Ou seja, avaliar só tem
sentido quando utilizada como instrumento para intervir no processo de
aprendizagem dos estudantes, visando o seu crescimento.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas, um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais, ou seja, material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos, é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.



                                                                                166
6- REFERENCIAS


- DIRETRIZES CURRICULARES DE FÍSICA PARA O ENSINO MÉDIO. Versão
preliminar Junho/2006 SEED


- BONJORNO, Regina Azenha e outros. Física Completa Completa, Editora
FTD S.A. FÍSICA PARANÁ, Editora Ática, Djalma Nunes da Silva


-SECRETARIA ESPECIAL DE PRÁTICA E PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL.




                                                                        167
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR

               GEOGRAFIA




        ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                      168
          COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


                   ÁREA DO CONHECIMENTO – GEOGRAFIA




1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


      A discussão acerca do ensino de Geografia inicia-se pelas reflexões
epistemológicas do seu objeto de estudo. Muitas foram as denominações propostas
para esse objeto, hoje entendido como o Espaço Geográfico e sua composição
conceitual básica – lugar, paisagem, região, território, natureza, sociedade, entre
outros.
      Na histórica tentativa de conceituar o objeto de estudo, de especificar os
conceitos básicos e de entender e agir sobre o espaço geográfico, os geógrafos de
diferentes correntes de    pensamentos especializaram-se em        seus estudos,
percorreram caminhos e métodos de pesquisas distintos e, em alguns momentos
aprofundaram a dicotomia entre Geografia Física e Geografia Humana.
      Essa dicotomia permanece até hoje em alguns currículos universitários, assim
como, em algumas práticas escolares. Construção histórico do pensamento
geográfico, com o qual os professores de Geografia convivem pedagógica e
teoricamente há muito tempo.
      Nessa apresentação o Espaço Geográfico, entendido como o espaço
produzido e apropriado pela sociedade, composto por objetos (naturais, culturais e
técnicos) e ações (relações sociais, culturais, políticas e econômicas) inter-
relacionados.
      Os objetos que interessam à Geografia não são apenas objetos móveis, mas
também imóveis, tal uma cidade, uma barragem, uma estrada de rodagem, um
porto, uma floresta, uma plantação, um lago, uma montanha. Tudo isso são objetos
geográficos. Esses objetos são do domínio tanto do que se chama a Geografia Física
como do domínio do que se chama a Geografia Humana e através da história desses
objetos, isto é, da forma como foram essa Geografia Física e essa Geografia
Humana se encontram.



                                                                               169
       Assim, a espacialização dos conteúdos de ensino, bem como a explicação
das localizações relacionais dos eventos (objetos e ações ) em estudo, são próprios
do olhar geográfico sobre a realidade. Nesse sentido, algumas perguntas orientam o
pensamento geográfico tais como: Onde? Quando? Por quem? Por que aqui e não
em outro lugar? Como é este lugar? Por que este lugar é assim? Por que as coisas
estão dispostas desta maneira? Qual o significado deste ordenamento espacial?
Quais as conseqüências deste ordenamento espacial?
       Para responder aos questionamentos acima, de acordo com a concepção de
Espaço Geográfico adotado, torna-se necessário compreender as escolhas das
localizações e as relações políticas, sociais, culturais e econômicas que as orientam.
Para tanto é preciso um referencial teórico (conceitos geográficos) que sustente essa
reflexão.
       No desejo de uma sala de aula melhorada, esperamos que as atuais
orientações legais e teóricas, expressas em tantos documentos que estão chegando
aos professores, criem os espaços e os tempos apropriados para que as mudanças
de pensares e práticas tomem vulto e se concretizem em ações ampliadas,
solidárias, pertinentes.
       Acreditamos que este é o tempo e o lugar para retomar e aprofundar o diálogo
com nossos colegas sobre o que, para nós, seja a geografia, seus limites e suas
possibilidades, seus descaminhos e suas perspectivas. É um momento propício para
que sugestões e orientações quanto a novas abordagens temáticas se representem,
provocando o debate; e também para recriar procedimentos e discutir nossas
linguagens específicas, como o mapa, o trabalho de campo e o livro de geografia.




                                                                                   170
    2- OBJETIVOS GERAIS


-   Estimular as reflexões a respeito da Geografia e do seu ensino,
    problematizando      a   abrangência   dos   conteúdos   desse   campo       do
    conhecimento, necessária para compreensão do espaço geográfico no atual
    período histórico crítico, que vincula o objeto da Geografia, seus conceitos
    referenciais,   conteúdos de ensino     e abordagens metodológicas       aos
    determinantes sociais, econômicos, políticos e culturais ao atual contexto
    histórico.
-   Proporcionar aos estudantes, a compreensão geral do universo enfocando o
    planeta Terra em todos os aspectos desde sua formação, evolução e
    dinâmica, seus movimentos e fenômenos naturais.
-   Permitir um conhecimento mais amplo no que diz respeito à posição
    geográfica, a geologia, os tipos de clima e a influência da geopolítica.
    Entendendo a formação da nossa nação e sua respectiva formação étnica.
-   Compreender as mudanças ocorridas no espaço geográfico, identificando-as
    em seu contexto histórico e estabelecendo entre elas uma relação temporal.
-   Identificar as diversidades culturais e econômicas, analisando o papel que
    desempenham nas diferentes nações existentes entre países desenvolvidos e
    não desenvolvidos.




                                                                             171
3- CONTEÚDOS


PRIMEIRA SÉRIE


CONTEÚDOS ESTRUTURANTES
      A Dimensão Econômica da Produção no Espaço Geográfico
      Geopolítica
Dimensão Sócio ambiental
A Dinâmica Cultural Demográfica

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS

   1. Economia      Mundial: Agricultura antiga e atual, a industria, a divisão do
      trabalho e os setores da economia: primária, secundária e terciária, dentro do
      espaço Urbano e Rural.
   2. Blocos econômicos
   3. Novos blocos e das novas relações de poder e o enfraquecimento do estado-
      nação.
   4. 5-Apresentar os elementos para a localização das indústrias.
   5. Medir os fatores positivos e negativos das indústrias.
   6. Analisar as transformações que as indústrias exercem sobre o meio.
   7. O relevo terrestre: o espaço natural do planeta.
   8. Divisão atual do globo: A regionalização dos continentes e países, Evolução
      histórica da regionalização.
   9. Coordenadas geográficas: Localização na superfície terrestre.
   10. Fusos Horários: Divisões do globo em fusos horários e localização dos
      mesmos.
   11. Cartografia: Mapas ou representações cartográficas em várias escalas
      regionais e globais
   12. Os tipos de climas: influencias regionais na latitude e longitude
   13. Rede hidrográfica: uso da água no meio urbano, poluição dos rios.
   14. Biosfera: Flora e Fauna e o meio Físico
   15. Energia e o Meio ambiental: A questão ecológica dos vários ecossistemas
      regionais e globais.

                                                                                172
   16. Dinâmica populacional: Etnias, migrações, culturas, economia e história.
   17. A geografia do Paraná: contexto histórico, formação de etnias e a economia.




      CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
-Introdução a Cultura Afro, quanto a sua origem e história.
-Projeto – Agenda 21
-Educação Fiscal


      SEGUNDA SÉRIE

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


      A Dimensão Econômica da Produção no Espaço Geográfico
      Geopolítica
Dimensão Sócio ambiental
A Dinâmica Cultural Demográfica

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS


   1. Nomear quais os problemas os problemas urbanos
   2. Classificar os níveis dos problemas urbanos.
   3. Indicar métodos para solucionar amenizar os problemas urbanos.
   4. Nomear os problemas ambientais
   5. Classificar o nível dos problemas ambientais com relação à preservação da
      natureza.
   6. Compreender as relações entre preservação ou degradação da natureza em
      função das organizações das cidades.
   7. Posição geográfica, relevo, hidrografia e climas: Localização e extensão. A
      questão Ambiental brasileira.
   8. Nomear os tipos de fontes de energia.
   9. Justificar os métodos de uso das fontes.
   10. Estabelecer inter-relações entre as várias fontes de energia

                                                                                  173
   11. Divisão política administrativa e geoeconômicas nas divisões estaduais,
      municipais e distritos nos respectivos países.
   12. A   população:     Movimentos      migratórios,    etnias,    transporte.Energia,
      agropecuária e a questão fundiária.
   13. Formação dos blocos econômicos.
   14. Justificar qual a função deles.
   15. Compreender a formação de novos blocos e das novas relações de poder e o
      enfraquecimento do estado-nação.
   16. O Brasil na Globalização: População e regiões geoeconômicas.
   17. Geografia do Paraná: O território e a regionalização, influência rural e urbana.
   18. Os conflitos territoriais urbanos e rurais e a hierarquia da sociedade.
   19. Movimentos migratórios e a ocupação urbana.


      CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
-Cultura Afro, localização e extensão do continente Africano.
-Projeto – Agenda 21.
-Educação Fiscal.


      TERCEIRA SÉRIE

CONTEÚDOS ESTRUTURANTES


      A Dimensão Econômica da Produção no Espaço Geográfico
      Geopolítica
Dimensão Sócio ambiental
A Dinâmica Cultural Demográfica

CONTEÚDOS ESPECÍFICOS
   1. Economia e Geopolítica: relações ambientais e culturais, socioeconômicas
      locais, regionais, nacionais e globais.
   2. O panorama do mundo atual.
   3. A Geografia dos conflitos: o homem e natureza.
   4. As novas migrações internacionais e a xenofobia.
   5. Nacionalismos – Minorias étnicas e separatismo.

                                                                                    174
   6. Estados Unidos, potência mundial.
   7. A regionalização e o estudo dos países em seus respectivos continentes.
   8. Identificar as diferentes formas de uso deste recurso natural.
   9. Justificar a problemática ambiental relativa à falta de água.
   10. Realizar um debate sobre os impactos da atual sociedade sobre os recursos
      hídricos e identificar possíveis medidas para reverter esse quadro.
   11. Seriar os principais agentes formadores do clima.
   12. Inter-relacionar os diferentes domínios climáticos e suas vegetações típicas.
   13. Avaliar as mudanças climáticas, seus efeitos e as mudanças na paisagem.
   14. A Demografia: distribuição e mobilidade demográfica, no mundo atual.
   15. Abordagem Cultural.
   16. Transformações políticas, econômicas e sociais após a 2ª Guerra Mundial.
   17. Cidades: a urbanização da humanidade.
   18. A busca pelo desenvolvimento sustentável
   19. Apontar os diversos fatores que contribuíram para o surgimento das
      sociedades.
   20. Classificar os diferentes modos de ocupação e exploração das áreas.
   21. Interpretar a organização das sociedades segundo as economias locais e
      regionais.




      CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
-Cultura Afro, seus movimentos e influências atuais no mundo.
-Projeto- Agenda 21
-Educação Fiscal




                                                                                   175
4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      A discussão acerca do ensino de geografia inicia-se pelas reflexões
epistemológicas do seu objetivo de estudo. Muitas foram as denominações propostas
para esse objeto, hoje entendido como o espaço Geográfico e sua composição
conceitual básica – lugar, paisagem, região, território, natureza, sociedade, entre
outros.
      Na histórica tentativa de conceituar o objeto de estudo, de especificar os
conceitos básicos e de entender e agir sobre o espaço geográfico, os geógrafos de
diferentes correntes de       pensamentos especializaram-se em      seus estudos,
percorreram caminhos e métodos de pesquisas distintos e, com isso, evidenciaram
e, em alguns momentos aprofundaram a dicotomia entre Geografia Física e
Geografia Humana.
      A partir disso, o conceito adotado para o objeto de estudo das Geografia
nessa proposta curricular é Espaço Geográfico, entendido como o espaço produzido
(LEFEBVRE, 1974) e apropriado pela sociedade, composto por objetos (naturais,
culturais e técnicos) e ações (relações sociais, culturais, políticas e econômicas)
inter-relacionados (SANTOS, 1996b). De acordo com Santos:
      Os objetos que interessam à Geografia não são apenas objetos móveis, mas
também imóveis, tal uma cidade, uma barragem, uma estrada de rodagem, um porto,
uma floresta, uma plantação, um lago, uma montanha. Tudo isso são objetos
geográficos. Esses objetos são do domínio tanto do que se chama a Geografia Física
como do domínio do que se chama a Geografia Humana e através da história desses
objetos, isto é, da forma como foram produzidos e mudam, essa Geografia Física e
essa Geografia Humana se encontram. (1996b, p.599).
      Propõe-se que os conteúdos geográficos sejam trabalhados de uma forma
crítica e dinâmica, mantendo coerência com os fundamentos teóricos aqui propostos.
No exemplo abaixo destaca-se que os conteúdos específicos são abordados a partir
do enfoque de cada conteúdo Estruturante e que esses enfoques perpassam uns
aos outros, constantemente.



                                                                               176
        O conteúdo específico meio urbano pode e deve ser abordado nos quatro
conteúdos estruturantes. Os desenvolvimentos receberão, no momento da aula, as
ênfases especificas de cada conteúdo estruturante, porém, não acontecerá uma
separação     nas   abordagens,     pois   na     realidade   concreta     as   dimensões
socioambiental, cultural, demográfica, econômica e geopolítica do meio urbano não
se separam, mas se intercruzam o tempo todo.
        A aula de campo é, na escola, um rico encaminhamento metodológico para
que o aluno analise a área em estudo (urbano ou rural), diferenciando, por exemplo,
paisagem de espaço geográfico.
        Para organizar uma aula de campo, o professor deverá delimitar previamente
o trajeto, de acordo com os objetivos a serem alcançados, e estabelecer os contatos
com possíveis entrevistados, quando for o caso. Feito isso, deverá mobilizar seus
alunos para o trabalho, explicando detalhadamente como será cada etapa e
deixando claro quais os objetivos a serem atingidos.
        De qualquer forma, é necessário, ainda, trabalhar previamente, em sala de
aula, aspectos como o processo de ocupação e desenvolvimento da área visitada,
bem como as relações que estabelece com espaço mais amplo (escala geográfica).
        Durante a visita a campo, sugerem-se alguns passos a serem seguidos, tais
como:    observação   sistemática    orientada;    descrição,   seleção,    ordenação    e
organização de informações; registro das informações de forma criativa (croquis,
maquetes, desenho, produção de texto, fotos, figuras, etc.).( SCHAFFER, in
CASTROGIOVANNI, 1999).
        No retorno à sala de aula, o professor deve problematizar os fenômenos
observados pelos alunos. Estes, por sua vez, devem buscar fontes que expliquem
forma e função da paisagem da área visitada e identificar as transformações que
        A paisagem é percebida sensorialmente, empiricamente, mas não é o espaço,
é, isto sim, a materialização de um momento histórico. Por isso o tratamento
pedagógico a ser dado ao conceito de paisagem, na escola, deve ser o de “par
dialético” do espaço geográfico, de materialidade que não se auto-explica
completamente.
        O conceito de território foi ampliado e associado às relações de poder que
vão da escala micro (local) à macro (global).



                                                                                        177
       O conceito de lugar ganhou destaque com a chamada Geografia Humanística
que trouxe a dimensão afetiva e subjetiva para os estudos a respeito do espaço.
       Já os conceitos de sociedade e natureza enquanto par conceitual compõem o
pensamento geográfico e ultrapassam a condição de conceitos básicos da Geografia
tornando-se categoria de análise do espaço geográfico.
       Considerando, então, que cada conceito geográfico se constitui em diferentes
momentos históricos e, em função das transformações sociais, e econômicas, que
alteram maneiras e ritmos de produzir e organizar o espaço, foram ressignificados
várias vezes, é fundamental que se explicite quais referenciais teóricos serão
adotados.
       Assim, para a formação de um aluno consciente das relações sócio-espaciais
de seu tempo, assume-se, nestas diretrizes o quadro conceitual das teorias criticas
da Geografia, que incorporam, em suas construções conceituais, os conflitos e as
contradições sociais, econômicas, culturais e políticas que constituem o espaço
geográfico.
       Ao pesquisar os aspectos históricos de uma paisagem e refletir sobre as
ações que a produzem, remodelam, e lhe conferem novos usos, ultrapassa-se o
conceito de paisagem em direção à construção do conceito de espaço geográfico.
       A aula de campo abre, ainda, possibilidades de desenvolver múltiplas
atividades práticas, tais como consultas bibliográficas (livros e periódicos), análise de
fotos antigas, interpretação de mapas, entrevistas com moradores, elaboração de
maquetes, murais etc. (NIDELCOFF, 1986).
       Filmes, trechos de filmes, programas de reportagem e imagens em geral
(fotografias,   slides,   charges,   ilustrações)   podem    ser   utilizados   para    a
problematização dos conteúdos da Geografia, desde que sejam explorados à luz de
seus fundamentos teórico-conceituais. Para isso, é preciso observar alguns critérios
e cuidados para utilização desse tipo de recurso.
       Deve-se evitar, por exemplo, o uso de filmes e programas de televisão apenas
como ilustração daquilo que o professor explicou ou que pretende explicar do
conteúdo.
       A partir da exibição de um filme, da observação de uma imagem (foto,
ilustração, charge, entre outros), deve iniciar-se uma pesquisa que se fundamente
nas categorias de análise do espaço geográfico e nos fundamentos teóricos

                                                                                       178
conceituais da Geografia. O recurso áudio visual assume, assim o papel que lhe
cabe: problematizador, estimulador para pesquisas mais aprofundadas sobre os
assuntos    que, provocadas pelo {fragmento de} filme assistido pode desvelar
preconceitos e leituras rasas, ideológicas e estereotipadas sobre os lugares e povos.
      Quanto ao uso de recursos áudio visuais como mobilização para a pesquisa
deve levar o aluno suspeitar das verdades anunciadas e das paisagens exibidas nas
imagens. Essa suspeita instigará a busca de outras fontes de pesquisa pra
investigação das raízes históricas da configuração sócio-espacial exibida, necessária
para uma análise crítica da mesma. (VASCONCELOS, 1993).
      Quanto ao uso da cartografia nas aulas de Geografia, cabem algumas
considerações teóricas e metodológicas importantes. A cartografia tem sido utilizada,
no ensino de Geografia, para leitura e interpretação do espaço do espaço geográfico,
porém como recurso didático teve abordagens variadas em função da perspectiva
teórico-metodológico assumida pelo professor.
      Durante muito tempo, os mapas foram considerados um instrumento básico da
geografia, usados apenas para a localização e descrição dos fenômenos espaciais.
Não havia no trabalho metodológico cartográfico, a preocupação em explicar o
ordenamento territorial da sociedade. Essa perspectiva teórico-metodológica foi
associada e identificada com a chamada Geografia Tradicional.
      Esta proposta sugere que os mapas e seus conteúdos sejam lidos pelos
estudantes, como texto que são passíveis de interpretação, problematização e
análises críticas. Que jamais sejam meros instrumentos de localização e análises
críticas. Que jamais sejam meros instrumentos de localização dos eventos e
acidentes geográficos, pois ao final do Ensino Médio espera-se que os alunos sejam
capazes, por exemplo, de “correlacionar duas cartas simples, ler uma carta regional
simples, [...] saber levantar hipóteses reais sobre a origem de uma paisagem,
analisar uma carta temática que apresenta vários fenômenos, [º”. (SIMIELLI in
CARLOS, 1999, p. 104).
      Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que



                                                                                  179
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                            180
5- AVALIAÇÃO


      A avaliação é parte do processo de ensino-aprendizagem e, por isso, deve
servir não apenas para acompanhar a aprendizagem dos alunos, mas também o
trabalho pedagógico do professor.
      É fundamental que a avaliação seja mais do que apenas para definir uma nota
ou estabelecer um conceito. É imprescindível que a avaliação seja contínua e
priorize a qualidade e o processo de aprendizagem, ou seja, o desempenho do aluno
ao longo do ano letivo. A lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, determina
a avaliação formativa, que é desenvolvida no processo de ensino-aprendizagem e
considera um avanço em relação à avaliação tradicional somativa ou classificatória.
       Desta perspectiva, a avaliação formativa deve ser diagnóstica e continuada,
pois, dá ênfase ao aprender. Considera que os alunos possuem ritmos e processos
de aprendizagem diferentes e, por ser contínua e diagnóstica, aponta as dificuldades,
possibilitando assim que a intervenção pedagógica aconteça a todo o tempo. Informa
os sujeitos do processo (professor e alunos), ajuda-os a refletir. Faz com que o
professor procure caminhos para que todos os alunos aprendam e participem mais
das aulas, envolvendo-se realmente no processo de ensino e de aprendizagem.
      Não se trata, porém de excluir a avaliação formal somativa do sistema escolar,
mas sim de desenvolver as duas formas de avaliação, formativa e somativa,
registradas de maneira organizada e criteriosa, pois servem para diferentes
finalidades.
      Por isso, em lugar de avaliar apenas por meio de provas, o professor deve
usar instrumentos de avaliação que contemplem várias formas de expressão dos
alunos, como: leitura e interpretação de textos, produção de textos, leitura e
interpretação de fotos, imagens, gráficos, tabelas e mapas, pesquisas bibliográficas,
relatórios, de aulas de campo, apresentação de seminários, construção e análise de
maquetes, entre outros. Esses instrumentos devem ser selecionados de acordo com
cada conteúdo e objetivo de ensino.
      A partir dessas considerações sobre as formas de avaliação é preciso refletir
sobre os critérios que devem norteá-la. Em geografia, os principais critérios a serem
observados na avaliação são as formações dos conceitos geográficos básicos e o
entendimento das relações sócio-espaciais. O professor deve observar, então, se os

                                                                                 181
alunos compreendem e utilizam os conceitos geográficos e as relações espaço-
tempo e sociedade-natureza para a compreensão do espaço nas diversas escalas
geográficas.
      Para isso o professor deve estabelecer as devidas articulações entre teoria e
prática, na condição de sujeito que usa o estudo e a reflexão como alicerces para
sua ação pedagógica e que, simultaneamente, parte dessa ação para o sempre
necessário aprofundamento teórico. Tal prática requer um professor que, em primeiro
lugar, compreenda a concepção de ensino de Geografia na perspectiva crítica.
      Finalmente, é necessário que os critérios e formas de avaliação fiquem bem
claros para os alunos, como direito que tem de acompanhar todo o processo.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais ou seja material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                                182
6- BIBLIOGRAFIA:


ALMEIDA, L.M. de Geografia – Novo Ensino Médio. São Paulo –Ática, 2005.


CAMARGO, J. B. de Geografia – Física, Humana e Econômica do Paraná. Maringá
– Ideal Gráfica, 2001.


MORAES A. C. R. Geografia – Pequena História Crítica. São Paulo – Hucitec,
1987.


SANTOS, M. Por Uma Geografia Nova. São Paulo – Hucitec 1986.


SIMIELLI, M. E. Geoatlas. Sao Paulo – Ática 2005.


        REFERÊNCIA DE APOIO:

Diretrizes Curriculares de Geografia para Ensino Médio, Versão Preliminar
Julho/2006. Secretaria de estado e de Educação.




                                                                          183
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR

                   HISTÓRIA




        ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                      184
            COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO

                                   DISCIPLINA: HISTÓRIA


1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
       As diretrizes curriculares recusam uma concepção de história como verdade
pronta e definitiva, vinculada a uma determinada vertente do pensamento humano,
sem diálogo com outras vertentes, pois não se pode admitir que o ensino de história
seja marcado pelo dogmatismo e pela ortodoxia. Por outro lado, recusam-se também
as produções historiográficas que afirmam não existir objetividade possível em
história, sendo, portanto, todas as afirmativas igualmente válidas.
       A história tem como objeto de estudos os processos históricos relativos às
ações e às relações humanas praticadas no tempo, bem            como os sentidos que os
sujeitos deram às mesmas, tendo ou não consciência dessas ações. Já as relações
humanas produzidas por estas ações podem ser definidas como estruturas sócio-
históricas, ou seja, são as formas de agir, de pensar ou de raciocinar, de representar,
de imaginar, de instituir, portanto, de se relacionar social, cultural e politicamente.
       A investigação histórica pode detectar causalidades externas voltadas para
descobertas    de   relações    humanas,     e   causalidades    internas   que   buscam
compreender/interpretar os sentidos que os sujeitos atribuem ás suas ações.
       Além disso, a produção do conhecimento histórico, realizada pelo historiador
possui um método específico, baseado na explicação e interpretação de fatos do
passado. A problematização, construída a partir dos documentos e da experiência do
historiador, produz uma narrativa histórica que tem como desafio contemplar a
diversidade das experiências sociais, culturais e políticas dos sujeitos e suas
relações.
       A finalidade da história é expressa no processo de produção do conhecimento
humano sob a forma da consciência histórica dos sujeitos. É voltada para a
interpretação dos sentidos do pensar histórico dos mesmos, por meio da
compreensão da provisoriedade deste conhecimento. Esta provisoriedade não
significa relativismo teórico, mas que, além de existirem várias explicações e/ou
interpretações para um determinado fato, algumas delas são mais válidas


                                                                                          185
historiograficamente do que outras. Esta validade é constituída pelo estado atual da
ciência histórica em relação ao seu objeto e a seu método. O conhecimento histórico
possui formas diferentes de explicar seu objeto de investigação, construídas a partir
das experiências dos sujeitos.
      A história enquanto conhecimento passa, na virada dos séculos XX e XXI, por
um conflito entre as diferentes correntes historiográficas. Entretanto, este quadro não
se caracteriza por uma ruptura de paradigmas inconciliáveis, mas por novas
configurações e construções que se expressam por meio de contrapontos e
consensos.
      As concepções que marcam a produção historiográfica, a partir da adoção de
referenciais teóricos e de métodos, permitem a compreensão de que o conhecimento
histórico possui diferentes formas de explicar o seu objeto de investigação,
constituídos nas experiências dos sujeitos. Ao se apropriar dessas produções e
concepções, o ensino de história contribui para a formação de uma consciência
histórica crítica dos alunos, uma vez que o estudo das experiências do passado,
nessa perspectiva, permite formar pontos de vista históricos por negação aos tipos
tradicional e exemplar de consciência histórica. A ruptura com os modelos históricos
que pautam suas produções na linearidade temporal e na redução das interpretações
a causas e conseqüências, permite a ampliação das possibilidades de explicação e
compreensão do fato histórico.
   Ao optar pelas contribuições das correntes historiográficas identificadas como
Nova História Cultural e Nova Esquerda Inglesa como referenciais teóricos das
diretrizes curriculares de História, objetiva-se propiciar aos alunos, ao longo da
Educação Básica, a formação da consciência histórica genética. Para que esse
objetivo seja alcançado, a abordagem dos conteúdos, nessa perspectiva, possibilita
que o professor explore os novos métodos de produção do conhecimento histórico e
amplie as possibilidades: de recortes temporais, do conceito de documento, de
sujeitos e de suas experiências, de problematização em relação ao passado. Além
disso, permite que o aluno elabore conceitos que o permitam pensar historicamente,
superando também a idéia de história como algo dado, como verdade absoluta.
             Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode
ser apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o
mesmo.

                                                                                   186
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                                 187
2-OBJETIVOS GERAIS


-   Utilizar os conceitos básicos da História na interpretação da realidade,
    desenvolvendo o conhecimento do mundo e das características das diferentes
    sociedades ao longo do tempo.
-   Desenvolver o pensamento crítico na solução de situações que envolvam as
    relações humanas.
-   Reconhecer os diferentes agentes sociais e os contextos envolvidos na produção
    do conhecimento histórico.
-   Perceber os processos históricos como dinâmicos e não determinados por forças
    externas às ações humanas.
-   Compreender o passado como construção cognitiva que se baseia em registros
    deixados pela humanidade e pela natureza.
-   Reconhecer nas ações e nas relações humanas as permanências e as rupturas,
    as diferenças e as semelhanças, os conflitos e as solidariedades, as igualdades
    e as desigualdades.




                                                                               188
        3- CONTEÚDOS SÉRIE/ANO

        Conteúdos Estruturantes para as três séries: Trabalho, Relações Culturais e
Poder


PRIMEIRA SÉRIE


1- Trabalho
   -    Pré-História
   -    Antigas civilizações: Egito e Fenícia
   -    Antigas civilizações Ocidentais: Roma
   -    O mundo germânico
   -    Os árabes
   -    Feudalismo
   -    A empresa açucareira
   -    A escravidão


2- Relações Culturais
   -    Os bizantinos
   -    Herança Cultural da Idade Média
   -    O Renascimento cultural e científico
   -    As reformas religiosas
   -    História e cultura Afro-Brasileira e Africana


3- Poder:
   -    Roma
   -    Características Políticas do Feudalismo
   -    A igreja medieval
   -    As cruzadas
   -    O mercantilismo
   -    Os sistemas coloniais
   -    Invasões estrangeiras
   -    História do Paraná –Primeiros Exploradores e Colonização


                                                                                  189
SEGUNDA SÉRIE:


TRABALHO
  -   Ciclo da mineração
  -   A exploração das minas
  -   O liberalismo econômico
  -   A escravidão
  -   História do Paraná - Imigração.


RELAÇÕES CULTURAIS
  -   Transformação da vida colonial
  -   Os movimentos sociais após a revolução Industrial
  -   O Iluminismo
  -   O Brasil se transformou após a vinda da família real
  -   Os movimentos sociais do século XIX
  -   O socialismo utópico
  -   História e Cultura Afro – Brasileira e Africana


PODER
  -   Crise do sistema colonial e revoltas coloniais
  -   O despotismo esclarecido
  -   Leis Intoleráveis
  -   Revolução Francesa
  -   As guerras napoleônicas
  -   Os movimentos emancipacionistas
  -   A Independência
  -   O primeiro reinado
  -   A unificação italiana e alemã
  -   A proclamação da República
  -   O imperialismo
  -   O período entre guerras
  -   História do Paraná - Emancipação Política.



                                                             190
      TERCEIRA SÉRIE


TRABALHO
  -   Descolonização da Índia e da Ásia
  -   O ciclo da cafeicultura na 1ª República
  -   Agitação democrática e o Golpe Militar
  -   A discussão ideológica no Brasil contemporâneo
  -   História do Paraná – Urbanização e Industrialização.
RELAÇÕES CULTURAIS
  -   A cultura contemporânea
  -   História e Cultura Afro-Brasileira e Africana
  -   A república da espada
  -   O domínio das oligarquias
  -   A era Vargas
  -   História e Cultura Afro-Brasileira e Africana


PODER
  -   A Segunda Guerra Mundial
  -   A Guerra – Fria
  -   O populismo
  -   Ditadura Militar
  -   O Socialismo de Cuba e da China
  -   O monopólio norte-americano / Guerras do Oriente
  -   História do Paraná – revolução Federalista e Revolta do Contestado.




                                                                            191
4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA
      A metodologia proposta pela diretriz curricular do Ensino Médio tem como
base a utilização dos conteúdos estruturantes, os quais deverão estar articulados
com a fundamentação teórica e os temas selecionados.
      A problematização de situações relacionadas as dimensões econômico-social,
política e cultural leva a seleção de objetos históricos. Esses objetos são as ações e
relações   humanas no tempo, ou seja, articulam-se aos conteúdos estruturantes
propostos: as relações de trabalho, as relações de poder e as relações culturais.
Para abordar esses conteúdos estruturantes torna-se necessário que se ponha
recortes espaço-temporais e conceiturais à luz da historiografia de referência. Estes
recortes   se   constituem   nos   conteúdos    específicos   (tais   como:    conceitos,
acontecimentos, processos, entre outros) a serem estudados pelos alunos do Ensino
Médio. O professor ao elaborar o problema e selecionar o conteúdo estruturante que
melhor responde a problemática, constitui o tema E este se desdobra nos conteúdos
específicos que fundamentam a resposta para problemática.
      Assim, esta proposta traz como encaminhamento metodológico que os
conteúdos estruturantes da disciplina de História sejam abordados através de temas,
na compreensão      de que não é possível representar o passado em todo sua
complexidade.
      Segundo o historiador Ivo Mattozzi pode-se estabelecer uma metodologia para
estudar um tema observando três dimensões.
      Primeiramente deve-se focalizar o acontecimento, processo ou sujeito que se
quer representar do ponto de vista da historiografia. Em segundo lugar, delimitar o
tema histórico em um período bem definido demarcando referências temporais fixas
e estabelecer uma separação entre seu início e seu final. Por fim, os professores e
alunos definem um espaço ou território de observação do conteúdo tematizado. O
que delimita esta demarcação espaço-temporal é a historiografia específica
escolhida e os documentos históricos disponíveis. Além dessas três dimensões, faz-
se necessário instituir um sentido a seleção temática realizada, o qual é dado pela
problematização.
      O historiador Ivo Mattozzi, depois de selecionado o tema, o professor se
utilizará de três formas para construir uma narrativa histórica, sendo elas:



                                                                                     192
   -   Narração: uma forma de discurso na qual o professor e o aluno ordenam os
       fatos históricos que se sucederam em um período de tempo. Esta
       reconstrução representa o processo histórico relativo as mudanças e
       transformações por meio de acontecimentos que levem de um contexto inicial
       a um final.
   -   Descrição: é a forma de representar um contexto histórico. Ela é utilizada para
       representar as permanências que ocorrem entre diferentes contextos
       históricos. Esta descrição permite também a utilização de narrações como
       exemplos ou provas da descrição do contexto histórico abordado.
   -   Argumentação, explicação e problematização: A problematização fundamenta
       a explicação e a argumentação histórica. Diante disso, a narrativa histórica é a
       construção uma resposta para a problemática focalizada. A explicação é a
       busca das causas e origens de determinadas ações e relações humanas e a
       argumentação é a resposta dada a problemática, a qual é construída através
       da narração e da descrição.
             Dentro dessa concepção, o uso de documentos em sala de aula
       proporciona a produção de conhecimento histórico quando usado como fonte
       na qual buscam-se respostas para as problematizações anteriormente
       formuladas. Assim os documentos permitem a criação de conceitos sobre o
       passado e o questionamento dos conceitos já construídos.
       As imagens, livros, jornais histórias em quadrinhos, fotografias, pinturas,
gravuras, museus, filmes, músicas, etc. são documentos que podem ser
transformados em materiais didáticos de grande valia na constituição do
conhecimento histórico.
       Os documentos acima citados podem ser utilizados de diferentes maneiras em
sala de aula, como : na elaboração de biografias, confecção de dossiê,
representação de danças folclóricas, exposição de objetos sobre o passado que
esteja no alcance do aluno, com a descrição de cada objeto exposto e o contexto em
que os mesmos foram produzidos e estabelecer relações entre as fontes.
       A proposta de seleção de temas é também pautada em relações
interdisciplinares considerando que é na disciplina de história, que ocorre a
articulação dos conceitos e metodologias entre as diversas áreas do conhecimento.



                                                                                   193
Assim, narrativas, imagens, sons, etc. de outras disciplinas relacionadas devem ser
tratadas como documentos a ser abordados historiograficamente.
      Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                                194
       5- AVALIAÇÃO


       O acompanhamento do processo-ensino-aprendizagem, tem como finalidade
principal dar uma resposta ao professor e ao aluno sobre o desenvolvimento desse
processo e, assim, permite refletir sobre o método de trabalho utilizado pelo
professor, possibilitando o redimensionando deste, caso seja necessário. A avaliação
não deve ser realizada em momentos separados do processo de ensino
aprendizagem. O professor deve acompanhar o processo, percebendo o quanto
cada educando desenvolveu na apropriação do conhecimento histórico.
       Propõe-se uma avaliação formal, processual, continuada e diagnóstica.         A
avaliação deve estar contemplada no planejamento do professor e ser registrada de
maneira formal e criteriosa.
       Ao longo do Ensino Médio o aluno deverá entender que as relações de
trabalho, de poder e as relações culturais, as quais se articulam e constituem o
processo histórico. E compreender que o estudo do passado se realiza a partir de
questionamentos feitos no presente por meio da análise de diferentes documentos
históricos.
       O aluno deverá compreender como se encontram as relações de trabalho no
mundo contemporâneo, como estas se configuraram e como o mundo do trabalho se
constitui em diferentes períodos históricos, considerando os conflitos inerentes ás
relações de trabalho.
       No que diz respeito as relações de poder, o aluno deve compreender que
estas encontram-se em todos os espaços sociais e também deve identificar, localizar
as arenas decisórias e os mecanismos que as constituíram.
       E ainda, quanto às relações culturais, o aluno deverá reconhecer a si e aos
outros como construtores de uma cultura comum, compreendendo a especificidade
de cada sociedade e as relações entre elas. O aluno deverá entender como se
constituíram as experiências culturais dos sujeitos ao longo do tempo e detectar as
permanências e mudanças nas diversas tradições e costumes sociais.
       Para tanto, o professor deve utilizar-se de diferentes atividades como: leitura,
interpretação e análise de textos historiográficos, mapas e documentos históricos;
produção de narrativas históricas, pesquisas bibliográficas, sistematização de
conceitos históricos, apresentação de seminários, entre outras.

                                                                                   195
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais ou seja material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                                196
6- REFERÊNCIAS:


PARANÁ. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Currículo básico para a
escola pública do estado do Paraná. Curitiba:SEED, 1990.


DIRETRIZES CURRICULARES DE HISTÓRIA DO ENSINO MÉDIO, Julho 2006
SEED.


PARANÁ. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO. Restruturação do ensino
de segundo grau no Paraná: história/geografia.2 ed. Curitiba: SEED, 1993.


BARCA, Isabel. O Pensamento Histórico dos Jovens: idéias dos adolescentes
acerca da provisoriedade da explicação história. Braga: Universidade do Minho,
2000.


BARROS, José D’ Assunção. O campo da História: especialidades e abordagens.
2ª ed.Petrópolis: Vozes, 2004.




                                                                            197
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR



          LÍNGUA PORTUGUESA




           ENGENHEIRO BELTRÃO-2006



                                      198
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


                        DISCIPLINA – LÍNGUA PORTUGUESA




1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA




              Todos que se colocam a trabalhar com a língua portuguesa percebem
que a situação está muito longe de ser a ideal, e isso vem decorrente da própria
história, pois foi introduzida como disciplina somente no final do século XIX, e o
profissional desta área começou a receber formação na década de 1930.
              A identidade do povo brasileiro está intimamente relacionada à sua
língua.
              No período colonial houve uma mistura da língua portuguesa com a
língua tupi (língua falada em grande extensão da costa brasileira), pois os
portugueses estavam afastados das metrópoles e os colonos se achavam isolados e
em contato constante com os índios. Neste período não houve uma educação em
moldes institucionais, mas sim voltada para a alfabetização, determinada pelo caráter
político, social e de organização e controle de classes. Quando foi institucionalizada,
as primeiras práticas pedagógicas adaptaram-se ao ensino do latim e destinavam-se
para os poucos que tinham acesso a uma escolarização mais prolongada, e era um
ensino eloqüente, retórico, imitativo, elitista e ornamental, visando apontar para
obediência à fé, ao rei e à lei.
              Em meados do século XVIII, o Marquês de Pombal torna obrigatório o
ensino da língua portuguesa em Portugal e não no Brasil. Em 1837, ela foi incluída
no currículo sob as formas das disciplinas de gramática, retórica e poética, esta
incluía Literatura.Somente no século XX, o conteúdo gramatical ganhou a
denominação de português, e em 1871 foi criado o cargo de Professor de Português.
              Somente em meados do século XX, o ensino da língua portuguesa
deixou de ser elitisado, com isso se ampliou e passou a atender um maior número de
pessoas, porém esse aumento de vagas desencadeou outras necessidades, como


                                                                                   199
também não pôde atender às necessidades pedagógicas que surgiram. Junto a este
contexto, o país estava passando por um processo de industrialização e o ensino se
voltou para o profissionalizante.
              Durante a década de 1970 e até os primeiros anos da década de 1980,
o ensino da língua portuguesa pautava-se em exercícios estruturais, técnicas de
redação e treinamento de habilidades de leitura.
              O contexto social brasileiro exigia um número maior de docentes e de
forma rápida, acarretando num despreparo por parte destes, que adotaram o livro
didático como meio de trabalho, o que trouxe como conseqüência a falta de
autonomia da prática pedagógica, desconsiderando o conhecimento do professor,
seu senso crítico diante de um ensino reprodutivista e de pedagogia de reprodução.
              A partir dos anos 80, a dimensão tradicional de ensino da língua cedeu
espaço a novos paradigmas, envolvendo questões de uso, contextuais, valorizando o
texto como unidade fundamental de análise. Houve um grande avanço dos estudos
em torno da natureza sociológica da linguagem, ou seja, a língua se constitui um
espaço de interação entre sujeitos que se constituem através dessa interação. Ela
mesma, a língua, só se constitui pelo uso, ou seja, movida pelos sujeitos que
interagem. Essa concepção diverge das abordagens de cunho formalista-
estruturalista que enfocam o caráter normativo da língua. Essa atitude dá prioridade
à função referencial da linguagem em detrimento da função poética.
              Desde que a preocupação com a formação dos professores emergiu no
campo do ensino, pôde-se observar um movimento que procurava se libertar do
ensino normativo inicial. Embora tenha ocorrido um avanço teórico considerável nas
pesquisas acerca do ensino da língua, com enfoque nas práticas discursivas, o que
se percebe é que houve uma apropriação, por grande parte dos professores, dos
novos conceitos, sem que isso se refletisse na mudança de sua prática. Sobre o
ensino da literatura, vigorou, até meados do século XX, a predominância do cânone.
Para esse ensino, baseado na Antiguidade Clássica, o principal instrumento do
trabalho pedagógico eram as antologias literárias. Até as décadas de 1960-70, a
leitura do texto literário, no ensino primário e ginasial, tinha por finalidade transmitir a
norma culta da língua, constituindo base para exercícios gramaticais e estratégias
para incutir valores religiosos, morais e cívicos. Como tentativa de rompimento com
essa prática, a abordagem do texto literário passa a centrar-se numa análise literária

                                                                                        200
simplificada, a partir de questionários sobre personagens principais e secundários,
tempo e espaço da narrativa.
               A partir dos anos 70, o ensino de Literatura restringiu-se ao então 2º.
Grau, com abordagens estruturais ou historiográficas do texto literário. Nesse
processo de ensino, cabia ao professor a condução da análise literária e aos alunos
a condição de meros ouvintes.
               Os livros didáticos, em grande medida, tendem a priorizar determinados
autores para estudos diacrônicos, com base nos períodos literários, características,
biografias, fragmentos de textos, privando o aluno de uma efetiva prática de leitura
do texto literário.
               A partir dos anos 80, os estudos lingüísticos mobilizaram os professores
para a discussão e o repensar sobre o ensino da língua materna e para a reflexão
sobre o trabalho realizado nas salas de aula, chegando-se a conclusão da
necessidade de novos posicionamentos em relação às práticas de ensino e
envolvimento direto dos professores na construção de alternativas.




                                                                                   201
2- OBJETIVOS GERAIS DA DISCIPLINA


        - Garantir a todos estudantes o domínio das práticas sócio-verbais que são
indispensáveis à vida cidadã e que transcendem os limites das vivências cotidianas
informais;
        - ter o domínio amplo da leitura, da escrita e da fala em situações formais,
quanto do desenvolvimento de uma compreensão da própria realidade da linguagem
nas suas dimensões sociais, históricas e estruturais;
        - admitir a linguagem como um conjunto de práticas sociointeracionais,
garantindo um tratamento pedagógico à leitura, à escrita e à oralidade, sendo
concebidas como atividades sociais significativas entre sujeitos históricos, realizadas
sob condições concretas;
       - fazer uso da linguagem oral de maneira que o sujeito seja capaz de empregá-
la em diferentes situações, sabendo adequá-la a cada contexto e interagir com
diferentes interlocutores, bem como, conseguindo posicionar-se diante destas
situações de forma segura e fluente;
   -    familiarizar-se com diferentes tipos de textos, oriundos   das   mais variadas
práticas sociais, de forma a ter uma recepção crítica, reagindo a este, dando-lhe uma
resposta;
   -    empregar a língua oral em diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a
cada contexto e interlocutor, descobrindo as intenções que estão implícitas nos
discursos do cotidiano e posicionando-se diante dos mesmos;
   -    desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas realizadas por
meio de práticas sociais, considerando-se os interlocutores, os seus objetivos, o
assunto tratado, os gêneros e suportes textuais e o contexto de produção/leitura;


   -    refletir sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos, atualizando o gênero e
tipo de texto, assim como os            elementos gramaticais empregados na sua
organização;
   - aprimorar, pelo contato com os texto literários, a capacidade de pensamento
crítico e a sensibilidade estética dos alunos, propiciando através da Literatura, a



                                                                                    202
constituição de um espaço dialógico que permita a expansão lúdica do trabalho com
as práticas da oralidade, da leitura e da escrita.




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       3- CONTEÚDO ESTRUTURANTE:
Discurso – Prática Social – Leitura – oralidade e Escrita.

PRIMEIRA SÉRIE


CONTEÚDO
Leitura
- Crônicas;
- Contos sobre os mais variados temas incluindo cultura afro e agenda 21 e
Educação Fiscal;
- Narrativas longas e curtas;
- Textos diversificados (poéticos, científicos, bíblicos, jornalísticos, informativos,
literários, publicitários, entre outros), privilegiando a mistura de gêneros, os
intertextos e os textos que apontam para outro).
Escrita
- Enumeração;
- Classes de palavras;
- Pontuação;
- Tipos de discurso;
- Ortografia;
- Aspecto estrutural da poesia;
- Figuras de linguagem;
- Linguagem figurada;
- Tipos de linguagens;
- Normas da língua;
- Variações lingüísticas;
- Interpretações de texto;
- Produção de texto.
- Análise de textos que se referem implícita ou explicitamente a outro texto, notando-
se a mistura de gêneros;


Oralidade
- Leituras lúdicas;
- Crônicas em letras de música;

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- Poemas;
- Haicai;
- Fábulas;
- Textos científicos, reportagens, artigos;
- Leitura de textos diversos quanto à estrutura, mas que abordam o mesmo tema.




       SEGUNDA SÉRIE

Leitura
- Textos informativos: notícia, reportagem, entrevistas;
- Da notícia à ficção;
- Reportagem com infográfico;
- Narrativas longas: romances;
- Principais elementos da narrativa;
- Crônicas;
- Agenda 21;
-Cultura afro-brasileira
- Educação fiscal

Escrita
- Estruturação do texto jornalístico;
- Fonologia: pontuação, acentuação, aspectos gráficos;
- Morfologia: pronomes, verbos, estrutura e formação das palavras, substantivo,
adjetivo, artigo, numerais;
- Sintaxe: concordância nominal e verbal, passiva sintética e analítica, sentenças
coordenadas, substantivas e complexas;
- Produção de texto: em prosa, poema, jornalístico, resumo, conto.


Oralidade
- Lendo a imprensa criticamente;
- Pausa poética;
- Leitura de classificados poéticos;
- Plano de leitura de narrativas longas;


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- “Deslocamento” do texto jornalístico para o poético;
- Textos que abordam temas afro-brasileiros;
- Cultura indígena;
- Questão ambiental;
- Poesia.


       TERCEIRA SÉRIE
Leitura
- Tema abordado por vários tipos de textos.
Nessa perspectiva, a oralidade será avaliada, primeiramente, em função da
adequação do discurso/texto aos diferentes interlocutores e situações. Num
seminário, num debate, numa troca informal de idéias, numa entrevista, numa
- Textos de opinião e editoriais;
- Ponto de vista e argumentação;
- Texto publicitário e sua linguagem;
- Literatura brasileira, período colonial e autores; Romantismo e autores; Realismo e
autores; Parnasianismo e autores; Simbolismo e Naturalismo e autores; Semana da
Arte Moderna, Modernismo e literatura Contemporânea e autores;
- Literatura em Portugal;
- Do Renascimento ao Romantismo e autores;
- Realismo, Simbolismo, Modernismo e autores;
- Literatura africana, autores e obras;
Escrita

   -   Interpretação dos textos;
   -   Produzir texto com o tema “cidade” ou outro que julgar melhor;
   -   Produção de carta do leitor;
   -   Bilhete;
   -   Pronomes
   -   Uso do infinitivo;
   -   Crase;
   -   Uso do hífen e parênteses;
   -   Dissertação;
   -   Acentuação, pontuação e resumo;

                                                                                 206
   -   Produção de texto de editorial.

ORALIDADE
  - Contação de histórias;
   -   Poemas;
   -   Texto teatral;
   -   Análise dos meios de comunicação;
   -   Texto não-verbal e gráficos;
   -   Contos;
   -   Crônicas;




                                           207
4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


               O papel dos professores de Língua Portuguesa e Literatura é o de
garantir aos estudantes o aprimoramento do domínio discursivo no âmbito da
oralidade, da leitura e da escrita, de modo a permitir que compreendam e interfiram
nas relações de poder com seus próprios pontos de vista, bem como, permitam a
emancipação e a autonomia em relação ao pensamento e às práticas de linguagem
imprescindíveis ao convívio social. O professor deve ainda estabelecer parceria real
em sala de aula, dar voz aos alunos, escutar o que eles têm a dizer, em experiências
de uso concreto da língua.
               Fundamentar a metodologia do trabalho pedagógico com a Língua
Materna na natureza social do discurso e da própria língua significa compreender
que são os produtos das ações com a linguagem que constituem os objetos de
ensino.
               Nessa perspectiva, é a partir das experiências dos estudantes que a
Língua se transforma em objeto de reflexão, tendo em vista o resultado de sua
produção oral ou escrita ou de sua leitura. Trabalhando dessa forma, o professor
valoriza os alunos enquanto sujeitos da linguagem, os quais selecionam os recursos
mais coerentes para interpretar, não caso da leitura, e para significar, quando
produzem seu texto oral ou escrito.


      NA ORALIDADE
          As possibilidades de trabalho com a oralidade são muito ricas e nos
apontam diferentes caminhos: debates, discussões, seminários. transmissão de
informações, de troca de opiniões, de defesa de ponto de vista (argumentação),
contação de histórias, declamação de poemas, representação teatral, relatos de
experiência, entrevistas, etc. Além disso, podemos analisar a linguagem em uso:
em programas televisivos, como jornais, novelas, propagandas; em programas
radiofônicos; no discurso do poder em suas diferentes instâncias; no discurso
público; no discurso privado, enfim, nas mais diversas realizações do discurso
oral: No que concerne à literatura oral, cabe considerar a potência dos textos
literários como Arte, produzindo a necessidade de considerar seus estatutos,
sua dimensão estética e suas forças políticas particulares.

                                                                                208
NA LEITURA
      As atividades de leitura devem consideram a formação do leitor e isso
implica não só diferentes leitura do mundo, diferentes experiências de vida e,
conseqüentemente, diferentes leituras, mas também o diálogo dos estudantes
com o texto e não sobre o texto, dirigido pelo professor.
      A formação de leitores contará com atividades que contemplem as linhas
que tecem a leitura, que Yunes (1995) aponta como sendo:
       Memória: o ato de ler, quando pede a atitude responsiva do leitor,
         suscita suas memórias, que guardam seus sonhos, suas opiniões, sua
         visão de mundo. O ato de ler convoca o leitor ao ato de pensar;
       Intersubjetividade: o ato .de leitura é interação não apenas do leitor
         com o texto, mas com as vozes presentes nos textos, marcas do uso
         que os falantes fazem da língua, discursos que atravessam os textos e
         os leitores;
      Interpretação: a leitura não acontece no vazio. O encontro de
subjetividades e memórias resulta na interpretação. As perguntas de
interpretação de textos, que tradicionalmente dirigimos aos alunos,· buscam
desvendar um possível mistério do texto e esquecem do mistério do leitor.


           Fruição: a fruição do ato de ler não se esgota ao final da
      leitura e das sensações.     Ela permanece. E nisso ela difere do
      prazer que se esgota rapidamente. Ela decorre de "uma
      percepção mista de necessidade e prazer ( ... )".(YUNES, 1995,
      P. 194)


           Intertextualidade: o ato de ler envolve resposta a muitos
      textos, em diferentes linguagens, que antes do ato de leitura
      permeiam o mundo e criam uma rede de referências e recriações:
      palavras, sons, cores, imagens, versos, ritmos, títulos, gestos,
      vozes, etc. No ato de ler enquanto conhecimento de mundo, a
      memória recupera intertextualidades.


                                                                            209
      Além disso, o trabalho com a leitura demanda atividades que percebam a
incompletude    dos   textos,   os   vazios   que   eles   apresentam    implícitos,
pressupostos, subentendidos - que devem ser preenchidos pelo leitor.


NA ESCRITA


      O exercício da escrita, da produção textual, deve levar em conta a relação
pragmática entre o uso e o aprendizado da língua, percebendo o texto come, elo
de interação social e os gêneros como construções coletivas. O que se sugere,
sobretudo, é a noção de uma escrita como formadora de subjetividades. O
desvelamento das relações de poder no discurso, ,já apontada na prática da
leitura, potencializa, agora, na escrita, a possibilidade de resistência aos valores
prescritos socialmente. Esses valores afastam a linguagem escrita do universo
de vida dos usuários, como se ela fosse um processo à parte, externo aos
falantes, que, nessa perspectiva, não constroem a língua, mas apenas
aprendem o que os outros criaram.
      LAJOLO (1982, p.60) defende que "as atividades que visem à produção
de texto sejam (também) fundadas numa concepção que privilegie não o texto
redigido, mas o ato de redigir". Escrita é, antes de tudo, ação, experiência.


NA LITERATURA


             Uma nova perspectiva de trabalho com o texto literário seria o que
poderíamos chamar de método rizomático. Um professor de Literatura, para operar
na perspectiva rizomática, será um contínuo leitor, capaz ele mesmo de selecionar
os textos que trabalhará com os seus alunos. Ele estabelecerá, como critérios para a
seleção desses textos, não a linearidade da historiografia literária, nem a
adaptabilidade do texto ou tema. à linguagem dos alunos, subestimando suas
capacidades cognitivas, nem levará em conta a facilidade do texto, mas,
fundamentado no seu percurso de leitura, levará aos estudantes textos com maior
possibilidades de relações dentro do rizoma. O professor estimulará as conexões
entre “um ponto e outro”, a serem realizadas pelos alunos, e estabelecerá, ele
mesmo, suas conexões a partir dos textos apresentados pelos alunos, produzidos
                                                                                 210
por eles ou não. Ao trabalhar com os textos selecionados por ele mesmo, o
professor estimulará as relações dos textos escolhidos com o contexto presente.
Terá sempre em vista o presente da leitura - há quem diga que ler um texto é
escrevê-Io, que a escritura de um texto só se concretiza no instante da leitura - e as
múltiplas possibilidades de construção do significado a partir desse instante que
carrega em si alguma magia.
      Para uma proposta de inclusão e diversidade, a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta. A efetivação desses avanços e progressos
depende da sensibilidade e dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que “todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                                  211
         5- AVALIAÇÃO

         Quando se reconhece a linguagem como um processo dialógico, discursivo,
a avaliação precisa ser analisada sob novos parâmetros, precisa dar ao professor
pistas concretas do caminho que o aluno está trilhando para aprimorar sua
capacidade lingüística e discursiva em práticas de oralidade, leitura e escrita.
         Nessa concepção, a avaliação formativa, que considera ritmos e processos
de aprendizagens diferentes nos estudantes e, na sua condição de contínua e
diagnóstica, aponta as dificuldades, possibilita que a intervenção pedagógica
aconteça a tempo, informando os sujeitos do processo (professor e alunos),
ajudando-os a refletirem e tomarem decisões. contação de história, as exigências
de adequação da fala são diferentes, e isso deve ser considerado numa análise da
produção oral dos estudantes. Mas é necessário, também, que o aluno se
posicione como avaliador de textos orais com os quais convive (noticiários,
discursos políticos, programas televisivos, etc.) e de suas próprias falas, mais ou
menos formais, tendo em vista o resultado esperado.
         A avaliação da leitura deve considerar as estratégias que os estudantes
empregaram no decorrer da leitura, a compreensão do texto lido, o sentido
construído para o texto, sua reflexão e sua resposta ao texto. Não é demais lembrar
que essa avaliação precisa considerar as diferenças de leituras de mundo e
repertório de experiências dos alunos.
         Em relação à escrita, retomamos o que já se disse: o que determina a
adequação do texto escrito são as circunstâncias de sua produção e o resultado
dessa ação. É a partir daí que o texto escrito será avaliado nos seus aspectos
textuais e gramaticais. Tal como na oralidade, o aluno precisa, também aqui,
posicionar-se como avaliador tanto dos textos que o rodeiam quanto de seu próprio
texto.
         O posicionamento do aluno como avaliador de seus textos orais e escritos é
essencial para que ele adquira autonomia. É necessário que o professor perceba a
dimensão deste posicionamento.
   A avaliação será conduzida tendo em vista a aprendizagem de cada um dos
alunos dentro de suas especificidades dentro de um produto pré-estabelecido, tendo
como pressuposto a capacidade de cada aluno em desenvolver suas habilidades


                                                                                   212
ao longo do processo escolar.
   A avaliação será diagnóstica, somativa, qualitativa, formativa, continua,
permanente, cumulativa, levando em consideração as atividades desenvolvidas, a
capacidade de síntese e a elaboração pessoal sobre a memorização.
   A função diagnóstica deve ser usada como subsídio para visão do processo
ensino-aprendizagem como instrumento de diagnóstico do próprio trabalho,
valorizando os conhecimentos dos alunos.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valoriza-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais ou seja material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permita que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual for o seu ritmo.
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                                213
6- REFERÊNCIAS:



  Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para o Ensino Médio,
  Julho 2006 SEED

  BAGNO, Marcos. A norma oculta – Língua e poder na sociedade. São
  Paulo: Parábola, 2003.

  ESTADO DO PARANÁ. Currículo Básico para a escola pública do
  estado do Paraná. Curitiba, 1990., pp. 50-82.

  FARACO, Carlos Alberto. Área de Linguagem: algumas contribuições
  para sua organização. In. KUENZER,Acácia.(org.) Ensino Médio –
  Construindo uma proposta para os que vivem do trabalho. 3. ed.
  São Paulo: Cortez, 2002.




                                                                      214
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR


              MATEMÁTICA




        ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                      215
        COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA-ENSINO MÉDIO


                            DISCIPLINA: MATEMÁTICA




1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


        Quando analisamos historicamente o desenvolvimento científico, podemos
perceber que no constante processo de intervenção intencional na realidade por
parte do homem, a fim de assegurar sua existência, encontramos uma clara relação
entre os diferentes modos de produção da sociedade e a ciência produzida a partir
desses modos de produção. A Ciência constitui-se, então, como uma das principais
atividades de intervenção na realidade. Essa ação intencional do homem sobre a
realidade, que tem raízes na atividade prática, proporciona a elaboração de
construções mentais que podem antecipar novas atividades, numa relação dialética
entre o concreto e o abstrato.
        A relação entre concreto e abstrato, acompanha o desenvolvimento da
Matemática ao longo de toda sua história, na medida em que “aparecem
sucessivamente períodos em que o trabalho matemático inspira-se diretamente na
experiência sensível e períodos onde as noções, os resultados mal-estruturados da
fase anterior são sistematizados e generalizados, de forma aparentemente abstrata”.
(MACHADO, 1994, p.11).
        Nesse sentido, um breve olhar para a história da Matemática nos mostra
que, após um período de utilização prática com os egípcios e os babilônios, surge
uma fase de grande sistematização na Grécia, que atinge seu auge com os
Elementos de Euclides, no século III a.C. A esse período de pujança grega, segue-se
outro, com os Hindus e Árabes que, sem trabalhar de forma axiomática como os
gregos, desenvolveram interessantes resultados, em especial na Álgebra. Somente
no século XV, com Descartes, Leibniz e Newton entre outros, é que surge um novo
período de sistematização que estimula, no século XVIII, uma fase de grande
progresso científico até a primeira metade do século XIX, quando o grande acúmulo
de resultados práticos leva a uma nova etapa de sistematização e, principalmente,
de crítica dos fundamentos. É nesse período que surgem as primeiras

                                                                               216
sistematizações das geometrias não euclidianas, com Lobachevsky e Riemann, que
ganharam destaque por terem sido utilizadas pela Teoria da Relatividade de Einstein
na interpretação do universo.
       A despeito da histórica dicotomia entre o abstrato e o concreto, o sucesso
excessivo dos valores formais, inspirou os matemáticos desse período a
apresentarem a Matemática com caráter de definitiva, como se só então tivesse
encontrado seu significado.
         Encontramos essa concepção formalista de matemática ainda presente nos
  dias de hoje e, em que pese alguns movimentos no sentido de dar novos rumos à
  mesma, podemos afirmar que tal concepção foi, e ainda é, determinante na prática
  pedagógica adotada pelos professores no ensino dessa disciplina.
         Ou seja, nosso interesse em analisar alguns modos de conceber o ensino
  da Matemática no Brasil ao longo da história, se justifica na medida em que a
  maneira como vemos a Matemática influencia de maneira determinante o modo
  como a ensinamos, especialmente se considerarmos que nossas concepções são
  construídas em nossa prática pedagógica, a partir de determinantes sócio-políticos
  e ideológicos, pois,


             (...) a escola cumpre funções que lhe são dadas pela sociedade que,
      por sua vez, apresenta-se constituídas por classes sociais com interesses
      antagônicos (...). Fica claro, portanto, que o modo como os professores
      realizam seu trabalho, selecionam e organizam os conteúdos escolares, ou
      escolhem as técnicas de ensino e avaliação, tem a ver com pressupostos
      teórico-metodológicos,        explícita   ou   implicitamente.   (LIBÂNEO   apud
                                .
      FIORENTINI, 1995, P.4)
      Assim, temos que, até o final da década de 50, predominava a chamada
Matemática Clássica, caracterizada por uma ênfase ao modelo euclidiano, com o
ensino expositivo, centrado no professor. Ao aluno cabia apenas copiar, repetir,
memorizar e devolver, nos momentos de avaliação, aquilo que tinha recebido
anteriormente do professor. Ainda durante esse período, a Matemática Clássica sofre
oposição da chamada Pedagogia Ativa, onde o aluno passa a ser o centro da
aprendizagem. No entanto, da mesma forma que a Matemática Clássica, essa
tendência continua a considerar que as idéias matemáticas são obtidas através da

                                                                                   217
descoberta. Entretanto, enquanto para a primeira, a descoberta se dava num mundo
ideal, platônico, para essa, é no mundo em que vivemos que as descobertas
acontecem. Essa tendência, além de auxiliar na unificação da Matemática como
disciplina, contribuiu com as diretrizes do ensino de Matemática na Reforma
Francisco Campos.
      Com uma grande mobilização após 1950, promovida por vários congressos de
ensino da Matemática, o Brasil adere ao movimento internacional de reforma do
currículo escolar que ficou conhecido como Movimento da Matemática Moderna nos
anos 50 e 60. É preciso ter claro que esse movimento se deu em nível internacional
em função da expansão industrial impulsionada pela necessidade de reconstrução
pós-guerra, ou seja, a reforma do ensino da Matemática surge para atender a uma
política de formação a serviço da modernização econômica. Epistemologicamente, o
movimento promove o retorno ao formalismo matemático, enfatizando o uso preciso
da linguagem matemática, o rigor e os aspectos estruturais e lógicos da mesma. De
um modo geral o ensino volta a centrar-se no professor, de forma autoritária, através
de exposições e demonstrações, cabendo aos alunos a mera reprodução do que foi
exposto pelo mesmo. A diferença entre o formalismo promovido pela Matemática
Clássica, e o promovido pela Matemática Moderna, está no fato de que enquanto
aquele enfatizava o encadeamento lógico do raciocínio matemático, este procura os
desdobramentos lógico-estruturais das idéias da matemática.
      Com o golpe de 64, apesar das resistências, a escola acaba assumindo uma
função primordial na manutenção do regime militar, adaptando o aluno à sociedade,
tornando-o útil ao sistema. A tendência tecnicista, implantada com a reforma pela lei
5692/71, surge então com ênfase nas tecnologias do ensino, fundamentadas
psicologicamente no Behaviorismo. Tirando o centro do processo de ensino-
aprendizagem do professor e do aluno e focando-o nos objetivos instrucionais e nas
técnicas de ensino, a tendência tecnicista tem como finalidade do ensino da
Matemática, o desenvolvimento de habilidades computacionais, bem como de
resoluções de exercícios ou de problemas-padrão.
      Em oposição à tendência tecnicista, surge o construtivismo, a partir da
epistemologia genética de Piageti e que passa a influenciar fortemente o ensino de
Matemática. Para essa tendência, o conhecimento matemático resulta de uma ação
interativa e reflexiva do homem com o meio em que vive, ou seja, para o

                                                                                 218
construtivismo a Matemática é uma construção humana. Por isso, o importante para
essa concepção é o processo e não o produto do conhecimento.
      O fracasso da Matemática Moderna, aliado às dificuldades de aprendizagem
da Matemática por alunos das classes economicamente menos favorecidas,
impulsiona o aparecimento da tendência sócio - etnocultural, apoiada em Paulo
Freire e que tem como ícone na Educação Matemática o professor Ubiratan
D’Ambrosio, idealizador do que veio a ser conhecido como etnomatemática. Para
essa tendência, o conhecimento matemático é considerado um saber prático,
produzido histórico-culturalmente nas práticas sociais, tendo como ponto de partida
os problemas da realidade, utilizando-se da Modelagem Matemática e da relação
dialógica entre professor e aluno, na solução da problematização inicialmente
proposta. Devido a esse caráter, surge como uma possibilidade de transformação da
realidade e da libertação dos oprimidos e marginalizados sócio-culturalmente. A
década de 90 é marcada pelas discussões em torno da tendência histórico-crítica
que considera a Matemática como,
              (...) um saber vivo, dinâmico e que, historicamente, vem sendo
      construído, atendendo a estímulos externos (necessidades sociais) e internos
      (necessidades teóricas de ampliação dos conceitos). Esse processo de
      construção foi longo e tortuoso. É obra de várias culturas e de milhares de
      homens     que,   movidos      pelas     necessidades     concretas,       construíram
      coletivamente a Matemática que conhecemos hoje. (FIORENTINI, 1995, p.31)
         Nesse contexto, a tendência histórico crítica considera o que o aluno
   aprendeu    significativamente,   pois     ele   atribui   sentido   e    significado    à
   aprendizagem.     Juntamente      a       essa   tendência     surge      a    tendência
   sociointeracionista , que é fundamentada por Vygotski, como a maneira que o
   conhecimento matemático é produzido e aceito por uma comunidade científica ou
   grupos culturais, destacando as contribuições da cultura, da interação social e a
   dimensão histórica do desenvolvimento mental.
         Dentro do contexto apresentado, propomos um currículo de matemática
   consciente, que atenda as prioridades dos educandos, tanto para sua atuação no
   mercado de trabalho, quanto na continuidade de seus estudos, preparando-o
   para o ingresso no ensino superior.



                                                                                           219
      A matemática é importante porque nos ensina a pensar tornando-nos
mais aptos a abstrair e fazer raciocínios dedutivos, é uma linguagem universal,
desenvolve valores estéticos envolvendo diversas dimensões, entre as quais
destacamos os aspectos culturais, sociais, formativos e políticos, além de estar
sempre ligada aos problemas da ciência e da técnica de cada época estimulando
o desenvolvimento de novos conceitos e novas teorias.




                                                                            220
2- OBJETIVOS


      1- Consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos no Ensino
         Fundamental, possibilitando o prosseguimento dos estudos.
      2- Compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
         produtivos, ralacionando a teoria com a prática, no ensino de cada
         conteúdo abordado.
      3- Preparação básica para o trabalho e cidadania do educando, de
         maneira que ele continue aprendendo e se adaptando às futuras
         ocupações ou aperfeiçoamentos.
      4- Promover uma aprendizagem          significativa da matemática com
         conteúdos relacionados ao cotidiano visando desenvolver as seguintes
         capacidades:
              Capacidade de resolver problemas diversos do cotidiano.
              Capacidade de trabalhar em equipe, respeitando opiniões
          divergentes.
              Capacidade de ser criativo em situações diversas.
              Capacidade de tomar decisões.




                                                                         221
3- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      Na proposta abaixo foram citadas várias estratégias de ensino por conteúdo
abordado. Porém quando se trata do ensino da matemática se faz necessário discutir
cada uma dessas estratégias.
                       Investigação dos conceitos prévios
      Quando o aluno chega ao ensino médio, o professor não tem conhecimento
de como a matemática estudada até aquele momento foi assimilada, e se ele
simplesmente poderá introduzir um novo conceito julgando que ou o aluno sabe do
que ele esta falando ou não sabe nada. Para tanto, é necessário investigar qual o
conhecimento que o aluno tem a respeito do conteúdo, no caso exposto, temos de
saber qual o conhecimento de número que o aluno chegou ao ensino médio. Para
tanto, no primeiro dia de aula será aplicada uma atividade envolvendo cálculos
numéricos e questionamentos a respeito dos conjuntos numéricos, para saber qual o
ponto de partida nosso, quanto ao trato do conteúdo citado.
                       Propor situações problema no tratamento dos conteúdos.
      Essa metodologia é essencial, quando se trata de aproximar a matemática do
cotidiano das pessoas, ou para suprir os muitos questionamentos que os alunos
fazem para que serve este ou aquele conteúdo. O problema também tem a finalidade
de desenvolver o raciocínio lógico do aluno, fazendo-o pensar, ler, interpretar, pois, a
matemática não é somente cálculo, mas principalmente leitura e interpretação,
quando propomos que o aluno deverá formular novos problemas, este procedimento
fará com que ele organize seu raciocínio e pesquise situações de aplicabilidade do
conteúdo estudado em sala.
                       Propor exercícios diferenciados.
      Quando o professor trabalha exercícios diferenciados daquele do livro didático
adotado pela escola, ele oportuniza o aluno a ter contato com atividades
diferenciadas, contextualizadas, com um encaminhamento diferenciado, tornando-o
capaz de resolver qualquer outra situação diferente, sendo capaz de abrir qualquer
livro de qualquer autor e resolver o exercício em questão.
                       Utilizar dados ou situações concretas.
      Um exemplo disso é trabalhar funções mediante coleta das faturas de água e
luz dos alunos, essa técnica permite aproximar o conteúdo de matemática do aluno.

                                                                                    222
Ou mesmo uma notícia de um jornal ou revista, ou uma situação ocorrida no
contexto da escola ou da sala de aula.
                       Utilizar recursos gráficos tecnológicos.
      O uso do computador é essencial ao ensino quando o assunto é gráfico. Hoje,
ninguém apresenta um trabalho de pesquisa de forma manual, tudo é digitalizado,
portanto a matemática do ensino médio tem a obrigação de ensinar como elaborar
um gráfico no Excel, ou mesmo no Word.
                       Uso da calculadora.
      Fazendo uma análise superficial no dia a dia de uma pessoa comum, notamos
que são raras as pessoas que vão ao supermercado ou a uma loja qualquer, e leve
consigo um lápis e um papel na mão para fazer a conta de quanto estão gastando.
Ou seja, hoje os indivíduos se querem conferir um cálculo qualquer recorrem a uma
calculadora comum. Embora, não são todos que têm afinidade com a mesma, se
atrapalham na hora se somar ou fazer qualquer operação que envolva valores muito
elevados, confundem o ponto do teclado da calculadora com o sistema de
numeração da milhar.
      Existem educadores que ainda resistem ao uso da calculadora em sala de
aula, utilizando um discurso antigo dizendo que o aluno não raciocina quando usa a
calculadora. Isso só ocorre se o cálculo não estiver relacionado a uma situação
problema, pois a máquina não pensa, somente efetua o cálculo ela não dá ao aluno
se o cálculo é uma soma ou subtração ou outra operação qualquer, ela
simplesmente ajuda na obtenção de um resultado mais rápido, pois, o mundo atual
exige rapidez e habilidades pra enfrentar e resolver situações complexas do
cotidiano.
                       Uso da Internet.
      Outro recurso que deve ser explorado é a informação, esta tem de estar
 permeando todo o processo de ensino e aprendizagem da matemática. Recurso
 este, extraído de jornais, revistas e principalmente a Internet. Nosso aluno do
 ensino médio tem contato com a Internet, mas não a utiliza como aquisição de
 novos conhecimentos, mas sim nas redes de relacionamentos virtuais, como o
 orkut. Quando solicitados a fazer uma pesquisa, os mesmos não sabem colocar
 uma referência extraída da Internet, não filtram as informações, transcrevendo dos
 textos com os mesmos erros da página de pesquisa. Portanto a matemática

                                                                               223
 também tem o compromisso de ensinar o aluno a pesquisar e apresentar essa
 pesquisa de forma correta.
                      Uso de periódicos.
      A leitura de jornais e revistas, principalmente à parte de economia tem
 fundamental importância ao ensino, pois quando falamos que a matemática tem
 relação direta com a vida e o futuro das pessoas e empresas, o aluno deverá
 vivenciar essa relação acompanhando os noticiários e a influencia dos números na
 vida das pessoas. Uma simples leitura exige uma série de recursos matemáticos
 que propiciam a interpretação adequada das manchetes e informações veiculadas.
                      Jogos.
      Outra estratégia importante são os jogos, estes quando especificamente
 relacionados ao conteúdo abordado, serve como meio de fixar e estimular o
 aprendizado daquele aluno que tem dificuldade de aprendizagem. Embora é muito
 importante que o jogo não seja todo ele dado pronto ao aluno, somente como forma
 de recreação, é de suma importância que o aluno adquira durante o processo de
 ensino-aprendizagem condições dele mesmo elaborar o jogo e criar as próprias
 regras. Com esse procedimento ele fixará o conteúdo de um modo natural, e
 também promovendo o trabalho em grupo e o respeito pelas idéias do outro.
                      Quadro de giz e aula expositiva dialogada.
      Não é porque temos recursos tecnológicos ao nosso dispor que vamos excluir
o tradicional quadro de giz e a aula expositiva dialogada, pois sem o diálogo e a
interferência do professor a educação não se concretiza. O contato e a relação
professor aluno é essencial para a vida em grupo e o aprendizado da matemática.
Zabala se diz que o aluno compreende o conteúdo abordado, a partir do momento
que o professor dá sentido ao mesmo, ou seja, a forma como este apresenta o
conteúdo e como ele o motiva, fazendo com que sua contribuição seja necessária
para que o aprendizado se concretize. É claro que a organização do conteúdo, as
revisões e o acompanhamento do professor são fundamentais no processo.
                      Pesquisa relacionando o conteúdo com outras disciplinas.
      A interdisciplinaridade acontece realmente quando o aluno é capaz de resolver
um problema de física, por exemplo, usando os recursos aprendidos em matemática
ou vice versa, é importante que o aluno seja estimulado a pesquisar essa relação,
para que o aprendizado da matemática não fique somente na matemática, mas que

                                                                                  224
ele consiga fazer o elo de ligação dessa com outras disciplinas, mas isso só irá
ocorrer se este for incentivado a buscar essa informação ensinando-o a pesquisar e
demonstrar aos demais colegas o resultado de sua pesquisa e como resolver uma
situação de forma diferente.
                       Inter relacionar os conteúdos de matemática.
      Essa técnica permite resolver outras situações matemáticas usando os
recursos aprendidos com o conteúdo abordado. Um exemplo disso seria resolver
juros compostos usando logaritmos.
             Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode
ser apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o
mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que “todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições”.




                                                                                225
4- CONTEÚDOS SÉRIE/ANO


PRIMEIRA SÉRIE


NÚMEROS E ÁLGEBRA
1- Conjuntos de números reais.
2- Conjuntos Numéricos
2- Conjuntos Números complexos.


FUNÇÕES
1- Trigonometria no triângulo retângulo
2- Relações trigonométricas em um triângulo qualquer.
3- Introdução de função.


TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO

1- Porcentagem
- Calculando porcentagem por meio de uma função
- Educação Fiscal – Percentual de ICMS aplicado sobre os produtos.
- Cultura Afro-Percentual de descendentes Africanos.


FUNÇÃO
1- Função Afim
- Agenda 21 – IMC (índice de massa corpórea) Cálculo e representação gráfica.
- Cultura afro: Análise gráfica do tráfico negreiro no Brasil.
2-Função Quadrática
3- Função Exponencial


TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
1- Juros Compostos
FUNÇÃO
1- Função Logarítmica
2- Seqüência


                                                                                226
- Progressão aritmética
- Progressão Geométrica


                                  SEGUNDA SÉRIE

       FUNÇÕES
1- Trigonométrica na circunferência
2- Razões trigonométricas na circunferência de Raio Unitário

      TRATAMENTO DE INFORMAÇÃO

1-Estatística
- Cultura Afro – Dados Estatísticos do Município: grau de escolaridade dos afro-
descendentes, nível salarial.
- Educação Fiscal – Pesquisa conhecimento dos cidadãos de onde e como são
aplicados os recursos no município.
- Agenda 21 – água, recurso em extinção. Gráficos Estatísticos.


2- Análise combinatória


      GEOMETRIAS
-Noções Primitivas e Postulados
- Determinações de reta e plano
- Posições relativas entre reta e plano
- Projeção.


      TERCEIRA SÉRIE


TRATAMENTO DE INFORMAÇÕES
1- Probabilidade
2- Triangulo de Pascal
3-Binômio de Newton.
4- Teorema binomial.


      NÚMEROS E ALGEBRA


                                                                                   227
1-Matrizes
2-Determinantes.

GEOMETRIAS

1-Geometria Plana
2-Geometria analítica
4-Geometria Espacial.
- Prismas
- Pirâmide
- Cilindro
- Cone
- Esferas

NÚMEROS E ALGEBRA
1- Polinômios




                        228
5-AVALIAÇÃO
        Avaliar, em matemática, visa promover indistintamente todos os alunos de
   forma coerente e reflexiva visando a construção do conhecimento, para tanto será
   utilizado os seguintes critérios:
        -Elaboração de jogos, voltados ao conteúdo abordado.
      -provas escritas individuais e em grupos.
      -Trabalhos de pesquisas.
      -resolução e elaboração de problemas do cotidiano do aluno.
      -Pesquisas e noticiários relativos à matemática.
      -Auto – avaliação.
Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as práticas
avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de diagnósticos para
reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos pedagógicos mais
reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na organização
didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as mesmas coisas.
        Para estudantes com necessidades muito específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais, ou seja, material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante
encontre condições propícias para seu aprendizado.
        Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                                229
7- REFERÊNCIAS


BARRETO FILHO, Benigno.MATEMÁTICA.São Paulo. FTD. 2000.
BIANCHINI, Edvaldo & PACCOLA, Herval. MATEMÁTICA. São Paulo Moderna.
1996.
CRESPO, Antonio Arnot. ESTATÍSTICA.São Paulo. Saraiva.1993.
CRESPO, Antonio Arnot. MATEMÁTICA COMERCIAL E FINANCEIRA. São Paulo.
Saraiva. 1996.
DANTE, Luiz Roberto. MATEMÁTICA, CONTEXTO & APLICAÇÕES. São Paulo.
Ática. 2002.
FACCHINI, Walter. MATEMÁTICA, São Paulo, Saraiva.2002.
FIORENTINI, D. ALGUNS MODOS DE VER E CONCEBER O ENSINO DA
MATEMÁTICA NO BRASIL: in Cadernos de orientações curriculares de matemática.
SEED. 2006.
GUELLI, Oscar. MATEMÁTICA SÉRIE BRASIL, São Paulo, Ática, 2003.
HOFFMANN, Jussara. AVALIAR PARA PROMOVER. Porto Alegre. Mediação,
2003.
HOGBEN, Lancelot. MARAVILHAS DA MATEMÁTICA. Porto Alegre. Globo. 1970.
IEZZI, Gelson, et al.MATEMÁTICA, São Paulo, Atual, 2000.
LONGEN, Adilson.MATEMÁTICA, Curitiba, Positivo. 2004.
LIBÂNEO, J. C., Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos
conteúdos, São Paulo: Loyola, 1985, p.19. in Cadernos de orientações curriculares
de matematica. SEED. 2006.
MACHADO, Antonio dos Santos. MATEMÁTICA NA ESCOLA DO SEGUNDO
GRAU.São Paulo, Atual. 1997.
MACHADO, N. Matemática e Realidade. Análise dos pressupostos filosóficos que
fundamentam o ensino da matemática. São Paulo, Cortez, 1994. in Cadernos de
orientações curriculares de matemática. SEED. 2006.
PAIVA, Manoel. MATEMÁTICA, São Paulo, Moderna, 2004.
SACRISTÁN, J.G. O Currículo: Uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre,
ArtMed, 2000. in Cadernos de orientações curriculares de matemática. SEED. 2006.
SANT’ANA, Ilza Martins. POR QUE AVALIAR?. Petrópolis, Vozes. 2001.



                                                                              230
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, cadernos de Orientações curriculares.
Curitiba. 2006.
ZABALA, Antoni. A PRÁTICA EDUCATIVA COMO ENSINAR. Porto Alegre. Artmed.
1998.




                                                                     231
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA
            ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR




              QUÍMICA




      ENGENHEIRO BELTRÃO – 2006




                                        232
       COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


      DISCIPLINA – QUÍMICA

1 – APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA


      A     abordagem      no    Ensino    de   Química    será    norteada    pela
construção/reconstrução de significados dos conceitos científicos e experimentais,
vinculada aos contextos históricos, políticos, econômicos e culturais do nosso
cotidiano; estruturando um conhecimento que se estabelece mediante relações
complexas e dinâmicas na qual pretende que o aluno reconheça e compreenda de
forma integrada e significativa as transformações químicas que ocorrem com os
processos naturais e tecnológicos.
      Embora muitos professores ainda concebam a sua prática de sala de aula
como um mundo à parte da teoria, há um movimento reflexivo por parte dos
profissionais da educação, no sentido de estabelecer vínculos entre a história, os
saberes, a metodologia, a avaliação para o ensino de Química.
       Nessa proposta a preocupação central é resgatar a especificidade da
disciplina de química, recuperando a importância do seu papel no currículo escolar e
deixando de vê-la como área do conhecimento teórico. Por isso é importante dar
ênfase ao estudo da história da disciplina buscando uma seleção de conteúdos que a
identifique como campo de conhecimento.
      Esses pressupostos são fundamentais para uma abordagem pedagógica
crítica da disciplina de química que ultrapasse a postura subserviente da educação,
formando um aluno crítico que se aproprie de conhecimentos químicos, tornando-se
capaz de refletir sobre o período atual.




                                                                                233
2 – OBJETIVOS


                          A disciplina de Química tem o propósito de formar cidadãos
que possam exercer com responsabilidade e discernimento a sua cidadania nas
ações sobre a natureza e a sua recuperação, através dos conhecimentos
elementares de Química.
                          Assim, os objetivos a enfatizar, dentro do ensino dessa
disciplina são:
      Interpretar os fenômenos da natureza resolvendo problemas práticos usando
       o conhecimento químico;
      Proporcionar oportunidades aos alunos de perceberem a relação entre o
       conhecimento desenvolvido na química e a vida cotidiana;
      Desenvolver habilidades de manuseio de materiais e dispositivos químicos,
       promovendo     o   conhecimento     por   meio    de   suas    propriedades    de
       transformações, produção e utilização;
      Favorecer a compreensão da dinâmica da constituição química como
       resultado das pesquisas realizadas e que estão sujeitas às mudanças;
      Favorecer a compreensão que a evolução do conhecimento químico tem sob
       os aspectos históricos e sócio-econômicos;
      Desenvolver a capacidade de investigação e senso crítico frente aos
       problemas oriundos do desenvolvimento desta ciência;
      Utilização da experimentação química com o intuito de melhor compreensão
       do conteúdo teórico;
      Selecionar e utilizar idéias e procedimentos científicos (leis, teorias e modelos)
       para resolução de problemas qualitativos e quantitativos da química,
       identificando e acompanhando as variáveis relevantes;
      Compreender os códigos e símbolos próprios da química e utilizar a
       representação simbólica das transformações químicas reconhecendo suas
       modificações no tempo atual.




                                                                                     234
3 – CONTEÚDOS


PRIMEIRO ANO




  1ª SÉRIE


  ESTRUTURANTE: MATÉRIA E SUA NATUREZA


  ESPECÍFICOS:
  - Estrutura da matéria;
  - Substâncias;
  - Misturas;
  - Métodos de separação;
  - Fenômenos Físicos e Químicos;
  - Propriedades Coligativas;
  - Estrutura Atômica;
  - Distribuição Eletrônica;
  - Tabela Periódica;
  - Ligações Químicas;
  - Funções Químicas;
  - Reações Químicas;
  - Radioatividade;
  - Eletroquímica;


  2ª SÉRIE


  ESTRUTURANTE: BIOGEOQUÍMICA


  ESPECÍFICOS:
  - Soluções
  - Termoquímica
  - Cinética Química

                                         235
- Equilíbrio Químico




3ª SÉRIE


ESTRUTURANTE: QUÍMICA SINTÉTICA


ESPECÍFICOS:
- Química do Carbono;
- Funções Oxigenadas;
- Polímeros
- Funções Nitrogenadas
- Isomeria




                                  236
4 – METODOLOGIA DA DISCIPLINA


       As diretrizes propõem que a compreensão e apropriação do conhecimento
químico aconteçam por meio do contato do aluno com o objeto de estudo, a Química.
       Considera-se que na perspectiva da abordagem conceitual do conteúdo
químico, a experimentação favorece a apropriação efetiva do conceito e “o
importante é a reflexão advinda das situações nas qual o professor integra o trabalho
prático na sua argumentação”.
       A metodologia utilizada tem o intuito de tratar a Química com os alunos de
modo a possibilitar o entendimento do mundo e a sua interação com ele, portanto
cabe ao professor:
      Criar situações de aprendizagem de modo que o aluno pense mais
       criticamente sobre a importância da utilização da Química.
      Fazer com que o aluno entenda as idéias fundamentais das ciências, levando-
       o a utilizá-las para compreender melhor o funcionamento e sua interação com
       o mundo.
      Desenvolver um conceito científico mediante uma linguagem usual para os
       assuntos da vida cotidiana.
      Estimular as atividades experimentais, pois elas despertam a curiosidades dos
       alunos sendo uma forma de explicitar as suas idéias sobre os fenômenos a
       serem estudados, melhor entendê-los e até modificar seus modelos
       distorcidos sobre determinadas teorias científicas.
      Associar a teoria com a prática é de importância fundamental.
      Aplicar exercícios, de preferência, ligados às situações concretas da vida do
       aluno, embora possam exigir tratamento em diferentes níveis de abstração.
      Estimular o aluno a fazer leituras em livros, revistas, jornais e computadores
       (internet).
      Trabalhar a aprendizagem de modo a ser moldada e constituída em
       interdisciplinaridade, na formação do ser crítico, consciente, que trabalha em
       harmonia com o meio ambiente.
      Criar situações de aprendizagem no processo de inclusão de culturas,
       religiões e limitações físicas, sensoriais, utilizando estratégias diferenciadas
       de ensino e avaliação.
                                                                                   237
5 – AVALIAÇÃO


      A proposta de uma avaliação formativa e processual, como uma forma de
questionamento daquelas relações de poder, passa a ser o método mais adequado
para o processo educativo. Esse tipo de avaliação leva em conta a todo o
conhecimento prévio do aluno e como ele supera suas concepções espontâneas,
além de orientar e facilitar a aprendizagem.
      Em Química, o principal critério de avaliação é a formação de conceitos
científicos, isso se dá a partir de uma ação pedagógica em que a partir de
conhecimentos anteriores dos alunos; seja permitido aos mesmos o entendimento e
a interação com a dinâmica dos fenômenos naturais por meio de conceitos químicos.
      Por isso, em lugar de avaliar apenas por meio de provas, o professor deve
usar instrumentos de avaliação que contemplem várias formas de expressão dos
alunos, como: leitura, interpretação e construção de textos, pesquisas bibliográficas,
relatórios de aulas de laboratórios, apresentação de seminários, entre outros. Esses
instrumentos devem ser selecionados de acordo com cada conteúdo e objetivo de
ensino, bem como que possa contemplar a aprendizagem de cada aluno dentro de
suas capacidades de superar as dificuldades de aprender os conteúdos.
      Tal prática avaliativa requer um professor que, em primeiro lugar, compreenda
a concepção de ensino de Química na perspectiva crítica.
      Finalmente, é necessário que os critérios e formas de avaliação fiquem bem
claros para os alunos, como direito que têm de acompanhar todo o processo.




                                                                                  238
6 – BIBLIOGRAFIA


BELTRAN, N. O. E CISCATO, C. A. M. Química. São Paulo: Cortez, 1991.


CARVALHO, Geraldo C. Química para o ensino médio. Scipione, vol. único, 2003.


Diretrizes Curriculares de Química para o Ensino Médio. Versão Preliminar -
Junho/2006. Secretaria de Estado e da Educação.


GASPAR, Alberto. Experiências de Ciências. Editora Ática, 2005.


HALL, Nina. Neoquímica. A química moderna e suas aplicações. Porto Alegre:
Bookman, 2004.


MATEUS, Alfredo L. Química na Cabeça. Editora UFMG, 2005.


MALDANER, O. A. A formação inicial e continuada de professores de Química:
Professor/Pesquisador. 2º Ed. Ijuí: Editora Unijuí, 2003. p. 120.


NETO, B.B, IED. S. S. e BRUNS R. E. Como fazer expermimentos, Editora Unicamp,
2º Ed. 2003.


PERUZZO, Tito M. e CANTO, Eduardo L. DO. Química. Editora Moderna. Vol. único,
1998.


PESQUIS – Projeto de Ensino de Química e Sociedade – módulo 3. Nova
Geração, Brasília, 2004.


Revista Química Nova na Escola – Sociedade Brasileira de Química


SARDELLA, A. e FALCONE, M. Química: Série Brasil. São Paulo: Editora Àtica,
2004.



                                                                           239
USBERCO, João e SALVADOR, Edgard. Química Essencial. Editora Saraiva.




                                                                        240
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR


                FILOSOFIA



                “A primeira tarefa da educação é ensinar
                a ver. Não é obrigatório que elas gostem
                do que vêem. Mas é importante que seus
                horizontes se alargem.”


                                (Nietzsche)




           ENGENHEIRO BELTRÃO- 2006



                                                           241
            COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA-ENSINO MÉDIO


                     ÁREA DO CONHECIMENTO – FILOSOFIA




1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


      Considerando que todos os conteúdos filosóficos configuram-se como
discursos, os quais apresentam um caráter crítico-reflexivo e problematizador, o
papel formativo específico da Filosofia no Ensino Médio volta-se, primariamente,
para a tarefa de fazer o educando aceder a um discurso-filosófico, à medida que
este, indissociavelmente, constrói e exercita a capacidade de problematização e
apropria-se reflexivamente do conteúdo. De fato, a conexão interna entre conteúdo
(discurso) e método (forma de análise, interpretação, crítica, problematização,
reconstrução    racional,   argumentação     e    posicionamento)    deve    tornar-se
evidentemente, sem a qual esvazia-se o especifico do ensino filosófico. Apesar dos
diferentes conteúdos filosóficos e diferentes métodos de acesso, há algo de comum
que lhe é inerente: a problematização e a reflexão. Portanto, nisto consiste, talvez, a
contribuição mais especifica da Filosofia na formação do aluno do Ensino Médio.
      Nesta proposta, o conhecimento é concebido como um processo de
construção: cada conteúdo não deve ser vinculado como algo definitivamente
acabado, como uma doutrina fechada, constituída de certezas indiscutíveis; o que
não significa, por sua vez, fazer concessão ao ceticismo ou ao relativismo. Entende-
se que o filosofar caracteriza-se como busca de um saber instituinte, aberto e não
acabado, que permite colocar os educandos em contato com diferentes referenciais
conceituais do campo filosófico, assegurando-lhes a possibilidade de questionarem
os problemas e construírem suas próprias tentativas de resposta, na perspectiva
metodológica de rigor, radicalidade e totalidade. Deste modo, esta proposta entende
que cada conteúdo selecionado, com ênfase no tratamento temático, deve configurar
esta dimensão problematizadora, apresentando-se na forma de questões distribuídas
em três eixos temáticos, referindo-se às questões ético-politicas, epistemológicas e

                                                                                   242
estéticas, que emergem das transformações sócio-culturais da contemporaneidade
e suas implicações do Ensino Médio, articulando-as interdisciplinarmente com outras
áreas de conhecimento relevantes. Como se pode observar, aqui se privilegia o
tratamento interdisciplinar e contextualizado para os conhecimentos de filosofia,
possibilitando ao educando a inserção crítica no universo da cultura, tendo em vista
sua formação para uma cidadania participativa. Com efeito, a LDB, no seu artigo 36,
§1º, tratou de dimensionar o papel da Filosofia no Ensino Médio referendo-se aos
conhecimentos filosóficos que são necessários ao exercício da cidadania.




                                                                                243
      2- OBJETIVOS


- Desenvolver a capacidade humana de pensar, de pensar bem, de pensar melhor,
de forma coerente e crítica.


- Tornar temático o que está implícito, estruturar ações e informações.


-   Relacionar informações e conhecimentos compreendendo as raízes das
concepções de homem e de mundo disponíveis em textos filosóficos para construir
uma argumentação consistente.




                                                                           244
       3- CONTEÚDO


SEGUNDA SÉRIE


1 - MITO E FILOSOFIA


- Do mito à razão: O nascimento da Filosofia.
- Principais Períodos as história da Filosofia.
- Porque estudar Filosofia
- A Filosofia no nosso dia a dia.
- Mito – funções
- Mito e religião
- O mito hoje.


2 – TEORIA DO CONHECIMENTO


- O que existe além do que vemos.
- O que é conhecimento?
- Percepção de mundo.
- Período do conhecimento da idade antiga e média.
- “O mito da caverna” Platão
- Os tipos de conhecimentos
          Conhecimento mitológico
          Senso comum
          Conhecimento científico
          Conhecimento filosófico
- Verdade
- Lógica Aristotélica
           Definições e princípios
           Proposições e argumentos
           Tipos de argumentação: Dedução, Indução e Analogia.
           Falácias
- A Lógica Pós Aristotélica.

                                                                  245
3 - ÉTICA


- Definição da Ética
- A Ética e seus fundamentos.
          Os primeiros a iniciarem reflexão sobre Ética – Sócrates, Platão e
           Aristóteles.
- A construção da identidade moral.
          Ninguém nasce moral – Teoria de Piaget
- A construção da Personalidade moral.
- Responsabilidade moral, determinismo e liberdade.
- Os valores.
- O bem e o mal.


4 – FILOSOFIA POLÍTICA


- O que é Política.
- O estado, sociedade e poder.
- As filosofias Políticas.
- Os regimes políticos.
- Participação do Povo Democracia.
- A política e o cotidiano.
       Globalização
       Trabalho
       Desemprego
       Fome
       Violência
       Segurança
       Saúde
       Educação


5- FILOSOFIA DA CIÊNCIA
   O conhecimentos científico
                                                                                246
   Ciência e Valores
   Benefícios das ciências
   A ciência antiga e a medieval
   A revolução científica
   As transformações produzidas pelas novas ciências.


6- ESTÉTICA
       Introdução conceitual
       Funções da arte
       Criatividade como capacidade humana
       Concepções estéticas
                  a) Naturalismo Grego
                  b) A Estética Medieval (Santo Agostinho e São Tomás de Aquino)
                  c) A Estética Romântica
                  d) O Pós-Modernismo
       O pensamento estético no Brasil


3ª SÉRIE


1 – MITO E FILOSOFIA


- Mito e Filosofia – (continuidade e ruptura )
- Um breve percurso na história da Filosofia da idade antiga à contemporânea
- Os primeiros Filósofos.
- Os Pré – Socráticos – Os sofistas.
- Etapas da Filosofia.
- A Filosofia no Brasil.


2 – TEORIA DO CONHECIMENTO


- Formas de conhecer.
- Razão, Verdade e Conhecimentos.
- Dogmatismo ( Posso conhecer tudo? )
                                                                               247
- Ceticismo ( Posso duvidar de tudo? )
- Pragmatismo ( Como tornar clara as nossas idéias )
- Silogismo ( Indicado por Aristóteles como tipo perfeito do raciocínio)
- Ideologia – Conceito – Discurso não ideológico- A ideologia em ação – A ideologia
da mídia).
- Teoria do conhecimentos na idade moderna.
       Empirismo (John Locke, Thomas Hobbes e David Hume)
       Racionalismo (René Descartes e Baruch Spinoza)
       Idealismo (Immanuel Kant)
- Teorias do conhecimento na idade contemporânea.
       zIdealismo Hegeliano – Wilhelm Hegel
       Materialismo – Karl Marx
       Positivismo – Augusto Comte


3 - ÉTICA


- Os princípios morais básicos.
- Obrigação moral – (A teoria Kantiana da Obrigação moral)
- A moral e os comportamentos humanos.
     Moral e Religião
     Moral e Política
     Moral e Direito (Vivência social)
     Moral e Ciência
- Doutrinas éticas fundamentais.
     Ética e história
     Ética grega
       Ética cristã medieval
       Ética moderna
       A ética contemporânea.


4 – FILOSOFIA POLÍTICA


- Conhecendo alguns Filósofos que pensaram sobre Política.
                                                                                 248
                              Platão
     No mundo grego <
                              Aristóteles




                                 Nicolau Maquiavel
     No mundo moderno<
                                 Thomas Morus




                                        Antonio Gramsci
     No mundo contemporâneo <
                                        Walter Benjamim


- As Teorias Política
       Liberalismo
       Neoliberalismo
       Socialismo / Anarquismo / Comunismo
       Materialismo
       Totalitarismo / Fascismo / Nazismo
       Terrorismo
- A Política que vivemos em nosso país nos dias de hoje
       A crise política
       A indiferença política


5- FILOSOFIA DA CIÊNCIA


       As ciências da natureza
       As ciências humanas
       A ciência e a Ética
       A genética e os problemas éticos (genoma, transgênicos, clonagem)


                                                                            249
    6- ESTÉTICA
   A arte como forma de pensamento
   Kant e a crítica do juízo estético.
   Arte e Sociedade: indústria cultural e cultura de massas
   Meios de comunicação (televisão, cinema);
   Arte e Filosofia




                                                               250
      4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      O trabalho com os conteúdos estruturantes da Filosofia e seus conteúdos
específicos se dará em quatro momentos: a sensibilização, a problematização, a
investigação e a criação de conceitos.
      O ensino da Filosofia pode começar pela exibição de um filme ou de uma
imagem; da leitura de um texto jornalístico ou literário; da audição de uma música –
tantas são as possibilidades para atividades geralmente conduzidas pelo professor,
com o objetivo de instigar e motivar possíveis relações entre o cotidiano do estudante
e o conteúdo filosófico a ser desenvolvido. A isso se chama sensibilização.
      Após a sensibilização inicia-se o trabalho propriamente filosófico – a
problematização, a investigação, a criação de conceitos, o que não significa dizer
que a sensibilização não possa correr diretamente a partir do conteúdo
problematizado.
      A problematização ocorre quando um professor e estudantes, a partir do
conteúdo em discussão, levantam questões, identificam problemas e investigam o
conteúdo. É importante ressaltar que os recursos utilizados para sensibilização,
sejam filme, música ou o texto, podem ser retomados a qualquer momento.
      Problematizando, o professor convida o estudante a analisar o problema, o
que se faz por meio da investigação, que pode ser o primeiro passo para possibilitar
a experiência filosófica. Recorrendo à história da filosofia e aos clássicos, o
estudante defronta-se com diferentes maneiras de entender o problema e com as
possíveis soluções já elaboradas, que embora não resolvam o problema, orienta a
discussão.
      O ensino da Filosofia deve estar na perspectiva de quem dialoga com a vida,
por isso é importante que na busca de resolução do problema haja preocupação
também com uma análise da atualidade, com uma abordagem contemporânea que
remeta o estudante a sua própria realidade. Dessa forma, partindo de problemas
atuais, estudados a partir da história da filosofia, dos estudos dos textos clássicos, de
interpretação cientifica e de sua abordagem contemporânea, o estudante do Ensino
Médio pode formular seus conceitos, construir seu discurso filosófico. O texto
filosófico que ajudou os filósofos a entender e analisar filosoficamente o problema em
questão será trazido para o presente com o objetivo de fazer entender o que ocorre

                                                                                     251
hoje e como podemos, a partir da filosofia, entender os problemas de nossa
sociedade.
       Ao final desse processo, o estudante, via de regra, encontrar-se-á apto a
elaborar um texto, um construto teórico; terá condições de ser construtor de idéias
com caráter inusitado e criativo e as socializará para discussão. É esse o sentido que
se deve atribuir à criação de conceitos no nível médio.
       Após esse exercício, o estudante terá condições de perceber o que está
implícito nas idéias e como elas se tornam conhecimento e por vezes ideologia,
criando assim a possibilidade de argumentar filosoficamente por meio de raciocínios
lógicos num pensar coerente e crítico.
       É imprescindível que o ensino de Filosofia seja permeado por atividades
investigativas individuais e coletivas que organizem e orientem o debate filosófico,
dando-lhe caráter dinâmico e participativo.
       O ensino de Filosofia, uma vez que articula vários elementos, pressupõe um
bom planejamento que inclua leitura, debate, produção de textos, entre outras
estratégias, a fim de que a investigação seja de fato a diretriz do ensino.
       Na proposta de trabalhar determinado conteúdo a partir de problemas
significativos para estudantes do Ensino Médio, é importante que haja a preocupação
de não ser superficial e de demorar o tempo necessário para realização de todo o
processo de ensino proposto, desde a sensibilização para o problema passando pelo
estudo dos textos filosóficos, até a elaboração de conceitos, para que se garanta de
fato a reflexão filosófica.
       Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
       Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
       Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de aprendizagem do qual parta.



                                                                                  252
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que “todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                            253
          5- AVALIAÇÃO


      Segundo Kohan e Waksman, (2002), o ensino de Filosofia tem uma
especificidade que deve ser levada em conta no processo de avaliação. A Filosofia
como prática, como discussão com o outro, como construção de conceitos encontra
seu sentido na experiência de pensamento filosófico. Entendemos por experiência
esse acontecimento inusitado que o educador pode propiciar, preparar, porém não
determinar e, menos ainda, avaliar ou medir.
      A avaliação deve ser concebida na sua função diagnóstica, isto é, ela não tem
finalidade em si mesma, mas sim tem a função de subsidiar e mesmo redirecionar o
curso da ação no processo ensino-aprendizagem, tendo em vista garantir a
qualidade que professores, estudantes e a própria instituição de ensino estão
construindo coletivamente. Sendo assim, apesar de sua inequívoca importância
individual, no ensino de Filosofia, avaliação não se resumiria apenas a perceber
quanto o estudante assimilou do conteúdo presente na história de Filosofia, de texto,
ou dos problemas filosóficos, nem inclusive a examinar sua capacidade de tratar
deste ou daquele tema.
      Ao avaliar, o professor deve ter profundo respeito pelas posições do
estudante, mesmo que não concorde com elas, pois o que está em jogo é a
capacidade dele de argumentar e de identificar os limites dessas posições. O que
deve ser levado em considerações é a atividade com conceitos, a capacidade de
construir e tomar posições, de detectar os princípios e interesses subjacentes aos
temas e discursos.
      É relevante avaliar a capacidade do estudante do Ensino Médio de trabalhar e
criar conceitos: qual conceito trabalhou e criou; qual discurso tinha antes e qual
discurso tem após o estudo da Filosofia. A avaliação de Filosofia tem início já com a
sensibilização, coletando o que o estudante pensava antes e o que pensa após o
estudo. Com isso é possível entender avaliação como um processo que se dá no
processo e não como um momento separado, visto em si mesmo.




                                                                                 254
      5.1 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
            Ficha de acompanhamento da participação individual;
            Produção de texto dissertativo;
            Teste escrito com múltipla escolha;
            Relatórios;
            Apresentação de pesquisa;
            Apresentação teatros, cartazes, mural, paródias, usando o conteúdo
             estudado;
            Auto-avaliação – Oral e Escrita;
            Observação direta do professor com registro no livro da participação em
             debates;
Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as práticas
avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de diagnósticos para
reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos pedagógicos mais
reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na organização
didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades          específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais ou seja material opcional pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante
encontre-se em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                                255
6- REFERÊNCIAS:
Diretriz Curricular de Filosofia para o Ensino Médio, Julho 2006 – Secretaria de
estado da Educação.

ARANHA, M.Lúcia de Arruda: MARTINS, M. Helena Pires, Filosofando: Introdução
à filosofia Moderna, 1993.
_____________, temas de filosofia. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1998.
CHAUÍ, Marilena. Convite a filosofia. E. ed. São Paulo. Ática, 1995.
CORDI, Cassiano; SANTOS, Antônio R. dos; et alli. Para filosofar. São Paulo:
Scipione, 1995.
CUNHA, José Auri, Iniciação á investifação filosófica, São Paulo, atual. 1992.
MATOS, Arnaldo Moreira de .Filosofia. Curitiba/IESDE Brasil, 2003
MAYER, Sergio, Filosofia com jovens. Ed. Vozes.
WONSORICZ, Silvio. Filosofia início de uma mudança Ed. Sophos.




                                                                                   256
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA –
             ENSINO MÉDIO




        PROPOSTA CURRICULAR


  LÍNGUA ESTRANGERIA MODERNA-INGLÊS




        ENGENHEIRO BELTRÃO-2006




                                      257
         COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO


                        ÁREA DO CONHECIMENTO – INGLÊS




1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


      No início da colonização, os jesuítas, ensinavam o latim como exemplo de
língua culta. Em 1759, foi implantado pelo Marques de Pombal o sistema de ensino
régio , ensinando as línguas clássicas: o latim e o grego . O ensino das línguas
modernas teve um leve incremento com a chegada da família real em 1808 e, mais
tarde , em 1837, quando se fundou a primeira escola pública de nível médio e
implantou um currículo nos moldes franceses,e em seu programa constavam 7
anos de francês, 5 de inglês e 3 de alemão . Esse modelo de ensino de línguas
se manteve até 1929. O francês esteve sempre em primeiro lugar por representar
um ideal de cultura e civilização, seguido do inglês e depois do alemão a partir de
1929, do italiano que fez parte do currículo até 1931.
      Nessa época, a abordagem era Tradicional, pois concebia a língua como um
conjunto de regras e privilegiava a escrita, seguindo uma tradição do ensino do
grego e do latim. Na Europa, neste período, Ferdinand Saussure,1916, inaugurou
os estudos entre oposição de “langue”, o sistema lingüístico propriamente dito e
parole, e o uso desse sistema em contextos sociais, tornou-se um marco histórico.
No governo de Getúlio Vargas, iniciou-se estudos para uma reforma do sistema de
ensino, a Reforma Francisco Campos, propunha que a escola secundária
proporcionasse formação geral e preparação para o ensino superior. Um método de
ensino    de   língua   Estrangeira foi estabelecido – o Método Direto, Sendo este
método usado para induzir o aprendiz ao acesso direto       dos sentidos, sem    a
tradução, de forma que se pensasse diretamente na língua estrangeira. A língua
materna perde o seu papel de mediadora e a aprendizagem estava em constante
contato com a língua em estudo.
      Em 1942, com a reforma         Capanema , a educação ficou centralizada no
Ministério de Educação que decidia sobre quais línguas deveriam ser ensinadas , a
metodologia e o programa a serem trabalhados .O uso        do   Método Direto não

                                                                                258
deveria ter apenas fins instrumentais , mas também educativos . Nesse período,
a língua espanhola foi valorizada como disciplina curricular ,pois representava, um
modelo de patriotismo.O inglês tinha seu espaço garantido por ser o idioma mais
usado nas transações comerciais, enquanto que o francês mantinha o seu prestígio
por continuar representando um ideal de cultura.
      Nos anos 50 e 60, com o        desenvolvimento da ciência lingüística surgem
mudanças significativas quanto     às   abordagens e aos métodos de        ensino. Os
lingüistas estruturalistas da época, Leonardo Bloomfield, Charles Fries e       Robert
Lado, dentre outro,     apoiavam-se na psicologia da escola Behaviourista para
trabalhar a língua, a partir da forma para chegar ao significado, tais lingüistas
sistematizaram os métodos audiovisual e áudio-oral surgidos nos Estados Unidos,
em 1942. A partir de 1950 surge o modelo de descrição lingüística           criado por
Chomsky, a gramática Gerativa Transformacional, que reestruturou a visão de língua
e de sua aquisição. A partir de então, o princípio do foco na oralidade cede espaço
ao ensino de todas as habilidades: falar , ouvir, ler, e escrever. Permitia-se o uso da
língua materna e a gramática era explicada de forma dedutiva.
      A política de incentivo à industrialização que ocorreu na década de 50 fez
com que o ensino de humanidades fosse substituído, paulatinamente, por um
currículo cada vez mais técnico, o que acarretou a diminuição da carga horária das
línguas estrangeiras. Com o golpe militar em 64, o Ministério de Educação e Cultura
recebeu ajuda financeira e técnica da agência Americana para o desenvolvimento
internacional brasileiro, pelos estudos realizados por este convênio, direcionou o
governo a preocupar-se em formar profissionais e não cidadãos, por não ser política
e economicamente interessante. A partir da Lei de Diretrizes e Bases nº 5692/71,
esta desobrigava a inclusão de línguas estrangeiras no currículo de 1º E 2º GRAUS,
pois alegava que a escola não deveria se prestar a ser a porta de entrada de
mecanismos de impregnação cultural estrangeira. Na década de 70, esse
pensamento tomava o ensino de línguas estrangeiras como um instrumento das
classes favorecidas . De acordo com o parecer 58176 do conselho Federal, a língua
estrangeira   seria ensinada por acréscimo. Isso fez com que muitos deles
suprimissem a língua estrangeira ou reduzissem seu ensino. Os métodos áudio-
linguais, fundamentados na lingüística estrutural norte-americana de Skinner, tinha



                                                                                   259
finalidade estritamente instrumental, era um incentivo a mais para justificar o ensino
de inglês como única opção.
      Na década de 80 desenvolveu-se o cognitivismo construtivista, teoria baseada
nos estudos epistemológicos de Piaget, que serviu de base para os estudos de
Vygotsky. Segundo ele a linguagem se desenvolveu primeiro nas trocas sociais e
após as representações originadas dessas interações, há um movimento de
interiorização que parte para o mental. O interacionismo social, leva em conta fatores
sociais comunicativos e culturais na aquisição da linguagem . Vygotsky afirma que é
a a partir e através da interação com o outro, mediada pela linguagem que o homem
se transforma de ser biológico em ser sócio histórico.
       É uma vertente dessa perspectiva o conceito da competência comunicativa
elaborada por Hymes em 1972. Esta teoria dá ênfase à importância de, na situação
de aquisição da linguagem, abordar os problemas práticos que ocorrem numa
comunidade heterogênea e na qual os aspectos sócio-culturais são fundamentais.
Competência comunicativa vem portanto a ser o domínio por parte do falante dos
valores sócio-culturais da comunidade em que se realiza a comunicação e da
adequação do discurso aos usuários e a intenção do falante.
      Canale ampliou este conceito de competência comunicativa, no sentido de ser
voltada para o uso efetivo da língua e não apenas da precisão, para autenticidade da
língua e contextos, atendento às necessidades dos alunos no mundo real
      A abordagem comunicativa é uma vertente da competência comunicativa, que
recebeu influência do audiolingualismo, estudos de pragmática e interacionismo.
Através dela surge a integração das quatro habilidades: ler, escrever, ouvir e falar.
Essa abordagem não se centra em normas padrões, mas em modos de se expressar
adequados a cada situação e contexto. O maior objetivo é a produção de significados
e o contexto sociolingüístico, os papéis do falantes e os meios não lingüísticos e
estruturas típicas de situações de comunicação.
      Alguns adeptos da pedagogia crítica, consideram essa abordagem de uma
dimensão político-ideológica e relações de poder marginalizadas.
      Os estudos da linguagem realizados por Hymes em aproximam a Lingüística
da Sociologia. Inicia-se dessa forma, ao considerar os aspectos semânticos da
linguagem,opõe-se ao estruturalismo de Chomsky. No Brasil a pedagogia crítica é
inspirada por Paulo Freire. Ela se baseia no surgimento das teorias da análise do

                                                                                   260
discurso que, ao contrário da lingüística ortodoxa, se nega a separar o lingüístico
das   condições sócio-histórico-ideológicas de produção, deslocando a análise do
discurso para além do gramatical e para além do meramente lingüístico.
      No Brasil, a partir do início dos anos 90, impulsionadas por um ideal de
redemocratização do país e pela criação do Mercosul, as escolas voltam a ofertar o
espanhol como alternativa ao inglês sem suplantá-lo. Em 1996 com a LDB (Lei nº
9.394), há o registro da obrigatoriedade do ensino da língua estrangeira no ensino
fundamental. Referindo ao Ensino Médio a lei determina que será incluída uma
língua estrangeira moderna como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade
escolar e uma segunda, em caráter optativo. Em 1999 os PCNs são publicados
para o ensino de língua estrangeira, apresentando uma concepção de língua como
prática social, mas   privilegiam a prática da leitura restringindo     o conceito   de
contextualização. Outra falha apresentada é ao utilizar o critério de tipologia textual.
Em 2005, foi criada a Lei 11.161, que decreta a obrigatoriedade para a oferta de
Língua espanhola nos estabelecimentos de Ensino Médio. Sendo assim a oferta é
obrigatória para a escola, mas de matrícula facultativa para o aluno.


1.1 Língua Estrangeira Moderna No Paraná
      A imigração teve papel fundamental na colonização do Paraná. Os imigrantes
que para o Paraná vieram mantiveram seus costumes vivos e também a língua. É
por essa razão que no Paraná é possível encontrar comunidades bilíngües.O resgate
do prestígio do ensino de língua estrangeira se dá no Paraná em 1976, quando esta
passa a ser obrigatória, somente no 2º grau. Em 1986 foi criado o CELEM pela
SEED. Esses Centros de Línguas funcionavam no contra-turno, sem custo financeiro
a alunos da rede pública estadual. Esse foi um projeto, que proporciona até hoje
aulas de espanhol, inglês, alemão, francês, italiano, japonês, ucraniano e polonês a
mais de 21.000 alunos da rede pública estadual do Paraná. Com relação ao ensino
de línguas estrangeiras, uma nova perspectiva chegou ao Paraná em 1992 com a
publicação do currículo Básico. É um texto que apregoa a indissociabilidade entre
língua e cultura, e propõe uma concepção de língua entendida como prática social e
historicamente construída.
      As Diretrizes curriculares, construídas junto com os professores de língua
estrangeira do Paraná, propõem portanto um jeito novo de olhar o discurso, como

                                                                                     261
algo que se possa ser construído nas interações sociais. É trabalhar a língua
enquanto discurso – entendido com prática social significativa. É uma nova
possibilidade de ver e entender o mundo e de construir significados.
      A abordagem sócio-interacionista possibilita uma nova perspectiva que
privilegia a prática lingüística: o falante e o uso que faz da linguagem. O discurso não
é apenas transmitido, mas refletido, analisado e é passível de transformações, já que
neste enfoque o aluno não é um ser passivo, mas crítico e transformador, capaz de
criar novas realidades.




                                                                                    262
      2- OBJETIVOS GERAIS


      - Proporcionar ao aluno uma prática significativa, na qual ele tenha acesso a
discursos variados, orais e escritos, na língua inglesa, a fim de que ele possa ampliar
o seu conhecimento de mundo e posicionar-se criticamente em relação ao outro e a
si mesmo.
      - Proporcionar subsídios para que ele seja capaz de atribuir e produzir
significados em inglês.
      - Levar o aluno a refletir e transformar a sua realidade através de um
entendimento dela, de seus processos sociais, políticos, econômicos, tecnológicos e
culturais. Perceber que ela está em constante movimento e transformação e que ele
pode ser o sujeito ativo disso.




                                                                                   263
        3- CONTEÚDOS


Conteúdos Estruturantes
        O discurso, concebido como produto de interações em práticas sociais
significativas é a base dos conteúdos, onde serão ativados os diversos
conhecimentos necessários para a formação integral de nossos alunos. Serão,
portanto discursos variados envolvendo oralidade e escrita.


        Conteúdos Específicos
        PRIMEIRA SÉRIE
A) Conhecimentos textuais
- Tipos de textos
               e-mails
               documentos e formulários
               propaganda e catálogos
               classificados e anúncios
               artigo de jornal e revistas
               programação de TV
               coluna de aconselhamentos
               anedotas
               letras de músicas sobre variados temas
               biografias
               comentários
               pesquisa de opinião
               listas


        B) Os Conhecimentos sócio-lingüístico, estratégico, e discursivo estão
     inseridos nas quatro habilidades: ler, ouvir, falar e escrever.


SPEAKING


                Preencher formulários através de perguntas e respostas.
                Falar sobre membros da família.
                                                                           264
                  Perguntar e responder sobre informação pessoal em 1ª e 3ª pessoa
                  Descrever-se e descrever alguém física e intelectualmente.
                  Perguntar e responder sobre tempo, quantidade e posse.
                  Narrar ações em desenvolvimento.
                  Expressar gostos ou aversões por objetos ou atividades.
WRITING
                  Responder perguntas sobre si mesmo
                  Completar frases com informações pessoais
                  Escrever pequenos parágrafos dando informações sobre si.
                  Descrever ações em desenvolvimento.
                  Escrever um parágrafo sobre hábitos e costumes de si mesma ou
     rotina e atividades diária, passatempos e atividades de lazer.
                  Dar informações sobre uma terceira pessoa do singular ou pessoas
     da família.
                  Descrever lugares e pessoas.
                  Escrever instruções.
 READING
 Pré-leitura


Levar em consideração todas estas estratégias durante o trabalho com textos
em todas as séries.
       Apresentar o tema e estimular o interesse dos alunos.
       Dar aos alunos um motivo para a leitura de um texto, relacionando com a vida
        real.
       Oferecer apoio em relação aos itens lingüísticos, de modo que possam
        entender os pontos-chave.
 Leitura
       Utilizar estratégias como skimming, scanning, predicting
       Usar contexto para descobrir palavras desconhecidas .
       Prever o assunto através de títulos e ilustrações.
       Ajudar a entender o propósito do autor.
       Ajudar a entender os aspectos lingüísticos.

                                                                                  265
     Esclarecer o conteúdo.
     Identificar cognatos.
     Utilizar recursos visuais e palavras conhecidas.
     Estabelecer relações lógicas.
     Compreender definições.
 Pós-leitura
     Relacionar o conteúdo com o conhecimento ou a experiência do próprio aluno.
     Elaborar atividades complementares
 LISTENING
 Levar em consideração todas estas estratégias durante o trabalho com textos
 Pré-listening
     Preparar os alunos para o que vão ouvir, destacando o que sabem sobre o
      tema, trazendo gravuras ou outros estímulos visuais ou escritos.
     Oferecer diferentes tipos de texto oral, sempre respeitando a idade e a
      necessidade dos alunos, como propagandas de pontos turísticos, diálogos e
      descrições.
 Listening
     Solicitar sempre que identifiquem informação específica através de exercícios
      de ouvir e anotar, ouvir e fazer, ouvir e falar ou apenas ouvir.
     Abrir espaços para que tragam músicas que gostem, para ouvir, entender e
      cantar.
 Post-listening
     Estender o enfoque do assunto ou da linguagem à prática do aluno.


      C) Conhecimentos gramaticais


Conhecimentos gramaticais: É importante evitar a organização de conteúdos
baseados em itens gramaticais, pois tal procedimento contraria a visão de língua
como contexto e espaço de construção de sentidos. Devem estar portanto, apenas
subordinados aos usos que se faz da LEM, devem ser tratados de modo
contextualizado.
      Os textos escolhidos definirão os conteúdos lingüísticos-discursivos.


                                                                               266
SEGUNDA SÉRIE
A) Conhecimentos textuais
        Reconhecer padrões de sequenciação em narrativas: then, next, at first, in the
         beginning, after that, at last, finally
        Causa e efeito em textos de caráter científico
        Idéia principal e idéias de apoio
        d)Instruções
        descrição de processo
        estratégias de leitura: skimming, scanning, conhecimento prévio
        g)referentes pronominais
        h) artigos biográficos
        conselhos e sugestões
        pontos importante em uma entrevista
        correspondência comercial
        tabelas
        receitas


         B) Os Conhecimentos sócio-lingüístico, estratégico e discursivo estão
     inseridos nas quatro habilidades: ler, ouvir, falar e escrever.

SPEAKING AND WRITING

                   Descrever sobre eventos passados.
                   Narrar fatos a partir de gráficos, linha do tempo ou tabela.
                   Narrar fatos em pequenos parágrafos.
                   Identificar erros gramaticais em pequenos textos.
                   Escrever pequenas hipóteses
                   Reescrever diálogos na forma indireta.
                   Fazer comparações
                   Produzir anúncios
                   Escrever cartazes

READING
                                                                                   267
Levar em consideração todas estas estratégias durante o trabalho com textos
em todas as séries.
     Levantar em sala de aula os tipos de texto que mais agradam aos alunos.
     Apresentar textos para escolha dos alunos.
     Elaborar atividades de pré-leitura e de compreensão geral do texto,
      focalizando aspectos mais amplos de sua produção.
 Pré-leitura
     Apresentar o tema e estimular o interesse dos alunos.
     Dar aos alunos um motivo para a leitura de um texto, relacionando com a vida
      real.
     Oferecer apoio em relação aos itens lingüísticos, de modo que possam
      entender os pontos-chave.
 Leitura
     Perceber estratégias do autor através de vocábulos
     Perceber situações de produção
     Ajudar a entender o propósito do autor.
     Ajudar a entender os aspectos lingüísticos.
     Esclarecer o conteúdo.
     Identificar cognatos.
     Utilizar recursos visuais e palavras conhecidas.
     Estabelecer relações lógicas.
     Compreender definições.
 Pós-leitura
     Relacionar o conteúdo com o conhecimento ou a experiência do próprio aluno.
     Elaborar atividades complementares


 LISTENING
 Levar em consideração todas estas estratégias durante o trabalho com textos
 em todas as séries.
 Pré-listening
     Preparar os alunos para o que vão ouvir, destacando o que sabem sobre o
      tema, trazendo gravuras ou outros estímulos visuais ou escritos.


                                                                                268
        Oferecer diferentes tipos de texto oral, sempre respeitando a idade e a
         necessidade dos alunos.
    Listening
        Solicitar sempre que identifiquem informação específica através de exercícios
         de ouvir e anotar, ouvir e fazer, ouvir e falar ou apenas ouvir.
        Abrir espaços para que tragam músicas que gostem, para ouvir, entender e
         cantar.
    Post-listening
        Estender o enfoque do assunto ou da linguagem à prática do aluno.


         C) Conhecimentos gramaticais




TERCEIRA SÉRIE
A) CONHECIMENTOS TEXTUAIS
-Tipos de texto
        Jornal escolar
        Artigos de revistas
        Artigos de jornais
        Entrevista
        Resumos
        Coluna de aconselhamentos
        Textos informativos
        Letras de músicas sobre os mais variados temas
        Textos literários
        Propagandas
        Contos e fábulas
        Textos de páginas da internet
        Gráficos e tabelas
         B) Os Conhecimentos sócio-lingüístico, estratégico e discursivo estão
     inseridos nas quatro habilidades: ler, ouvir, falar e escrever.
SPEAKING


                                                                                  269
    Perguntar e responder sobre sobre ideais profissionais.
    Fazer pequenos relatos de sua infância ou de seu passado.
    Perguntar e responder sobre gostos e preferências.
    Expressar opiniões
    Narrar sobre o passado de pessoas que fizeram história no Brasil ou no
     mundo.
    Resumir fatos oralmente
    Expressar suas preocupações ambientais através de perguntas e respostas.
    Textos que expressem traços de obrigação
READING
    Ler artigos biográficos, narrativas de acontecimentos passados, planejamento
     ações      futuras, artigos de jornais e revistas entrevistas, resumos,
     reportagens,seções de aconselhamento, pesquisas, ideais ou ambições da
     ciência.
    Textos informativos de caráter históricos ou científicos.
    Levantar em sala de aula os tipos de texto que mais agradam aos alunos.
    Apresentar textos para escolha dos alunos.
    Elaborar atividades de pré-leitura e de compreensão geral do texto,
     focalizando aspectos mais amplos de sua produção.
Pré-leitura
    Apresentar o tema e estimular o interesse dos alunos.
    Dar aos alunos um motivo para a leitura de um texto, relacionando com a vida
     real.
    Oferecer apoio em relação aos itens lingüísticos, de modo que possam
     entender os pontos-chave.
Leitura
    Ajudar a entender o propósito do autor.
    Ajudar a entender os aspectos lingüísticos.
    Esclarecer o conteúdo.
    Identificar cognatos.
    Utilizar recursos visuais e palavras conhecidas.
    Estabelecer relações lógicas.

                                                                               270
          Compreender definições.
 Pós-leitura
          Relacionar o conteúdo com o conhecimento ou a experiência do próprio aluno.
                   Elaborar atividades complementares
 LISTENING
 Pré-listening
          Preparar os alunos para o que vão ouvir, destacando o que sabem sobre o
          tema, trazendo gravuras ou outros estímulos visuais ou escritos.
          Oferecer diferentes tipos de texto oral, sempre respeitando a idade e a
          necessidade dos alunos, como propagandas de pontos turísticos, diálogos e
          descrições.
 Listening
          Solicitar sempre que identifiquem informação específica através de exercícios
          de ouvir e anotar, ouvir e fazer, ouvir e falar ou apenas ouvir.
          Abrir espaços para que tragam músicas que gostem, para ouvir, entender e
          cantar.
 Post-listening
          Estender o enfoque do assunto ou da linguagem à prática do aluno.
 WRITING
        Escrever diálogos
        Escrever narrativas
        Escrever anúncios e cartazes
        Preencher formulários
        Descrever ações em narrativas




CONTEÚDOS COMPLEMENTARES
         Agenda 21
         Cultura Afro
         Educação Fiscal




                                                                                    271
Esses conteúdos serão readaptados para a língua inglesa, de forma a contemplar, o
discurso, seus instrumentos, seus processos de construção. Já que estes temas são
atuais e necessários serem vistos dentro da esfera não apenas nacional, mas global.
Estas são propostas que pode ou não serem alteradas de acordo com as
transformações históricas da sociedade, lembrando que a informação se movimenta
e por isso mesmo torna-se complexo trabalhar apenas isto ou aquilo. Há materiais
extensos que possibilitem estarmos olhando para a nova ordem mundial, suas
exigências e o que pensam os poderes constituídos não apenas em nosso país mas
no mundo.




                                                                               272
      4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      Dentro da perspectiva da Pedagogia Histórico Crítica o ensino de língua
estrangeira assume uma abordagem sociointeracionista. Esta teoria é orientada
pelas contribuições dos teóricos russos do Círculo de Bakhtin – Voloshinov,
Medvedev e Bakhtin – que a partir de uma concepção interacionista definem a
linguagem. Em suas teorias o conceito de língua é mais que um conjunto de normas
e formas, mais que uma manifestação psíquica individual; a língua é entendida como
uma produção construída nas interações sociais, marcadamente dialogistas. É um
espaço de construções discursivas inseparáveis das comunidades interpretativas
que as constroem e que são por ela construídas. É na língua que se percebe, se
entende e se constrói a realidade.
      Apresentar ao aluno apenas o discurso que tenta explicar o funcionamento da
língua e as regras formais de gramática é muito pouco. Ao trabalhar exclusivamente
com esse discurso pedagógico, a escola apresenta ao aluno uma realidade
lingüística que não corresponde à realidade cotidiana cultural dos países que
vivenciam a LEM. É preciso trabalhar a língua enquanto discurso – entendido como
prática social significativa - (oral e/ou escrito)pois, como afirma Voloshinov: “...o
essencial na tarefa de decodificação não consiste em reconhecer a forma utilizada,
mas compreendê-la num contexto concreto preciso, compreender sua significação
numa enunciação particular.”(VOLOSHINOV, 1992). Portanto, é preciso proporcionar
ao aluno uma prática significativa, na qual ele tenha acesso a discursos variados,
orais e escritos, na LEM e com a qual possa se sentir inserido numa determinada
realidade e capaz de interagir com ela, só assim ele terá a possibilidade de ampliar
seu conhecimento de mundo e desenvolver seu espírito crítico com relação ao outro
e a si mesmo.
      Ao interagir com outras culturas através da LEM, o aluno deverá ser capaz de
perceber a língua como algo que constrói e é construído por uma determinada
comunidade, constatar que língua e cultura são indissociáveis, perceber a
diversidade cultural, ter oportunidade de contrastar outras culturas com a sua própria,
afirmando assim a sua identidade cultural e, até mesmo modificando-a a partir do
contato com a(s) outra(s).



                                                                                   273
       Partindo dessa perspectiva, a função do professor de LEM é proporcionar
subsídios para que seus alunos sejam capazes de atribuir e produzir significados na
língua meta. O professor de LEM precisa estar consciente de que ensinar uma língua
não é apenas ensinar estruturas consideradas fundamentais em sua prática de
ensino mas, ir além das questões lingüísticas incluindo questões culturais e
extralingüísticas. Como a LEM no ensino médio é orientada no sentido da formação
integral do aluno será, necessariamente, articulada com as demais disciplinas do
currículo, objetivando desenvolver formas de pensamento relacionando os vários
conhecimentos. Isso não significa obrigatoriamente desenvolver projetos envolvendo
inúmeras disciplinas, mas fazer com que o aluno perceba que conteúdos de
disciplinas distintas podem muitas vezes estar relacionados, por exemplo: variação
lingüística existe tanto na LEM como na língua materna, a literatura inevitavelmente
estará relacionada à história ou, os costumes alimentares ou de vestuário de uma
comunidade são influenciados pela sua localização geográfica.
      Segundo Volpi (2001), o professor de língua estrangeira se limitava à simples
aplicação de um método ou de um material didático previamente elaborado e a
transmitir seus conhecimentos a partir de decisões tomadas sem a sua participação
e embasadas em teorias lingüísticas desconhecidas por ele. Em uma nova visão da
função docente, o professor precisa ser um indivíduo consciente de que não é
detentor de todo o saber, de que o conhecimento representa um desafio permanente
às suas crenças e convicções e de que a sua responsabilidade não se limita à
transmissão de informações, mas deve atender a funções sociais mais abrangentes.
      O professor deve levar o aluno a olhar para o texto de modo diferente
proporcionando atividades reflexivas que o façam perceber qual a intenção do autor,
qual a carga de informatividade, qual o formato de texto, quais instrumentos
argumentativos se fizeram necessários, que princípios éticos estão envolvidos na
articulação do discurso. É preciso que o aluno se posicione em relação aos textos,
compare a sua realidade com a realidade construída        nos textos. A leitura tem
espaço previlegiado na sala de aula, mas o professor deve integrar as habilidades de
escrever, falar e ouvir também. Abrir espaços para que discursos de caráter orais
possam ser vinculados na sala de aula como textos de música, trechos de diálogos
de filmes, discursos e entrevistas em áudio, ou outros com a finalidade de perceber a



                                                                                 274
trama dos diálogos, das falas ou intenções: as idéias que vão se estabelecendo na
produção da oralidade.
      Motivar o aluno e proporcionar momentos para que possa se expressar
utilizando a língua alvo, se fazer entender com possível produtor de discursos,
utilizando instrumentos lingüísticos apropriados, tanto para atividades orais como
escritas. Estas produções devem ter a finalidade ou propósito não apenas de ser
avaliado, mas de se fazer entender, de se reconhecer como construtor de sentidos e
principalmente de se sentir compreendido. Estas estruturas de fala devem ser
negociadas, o professor deve estar aberto para atender as necessidades na medida
em que elas forem surgindo.
      Para uma proposta de Inclusão e diversidade a metodologia não pode ser
apoiada na homogeneidade de formas de trabalhar que exijam de todos o mesmo.
      Diversificar estratégias e ritmos de aprendizagem, propor atividades variadas,
trabalhar em torno de projetos adequados às possibilidades de cada um. Para que
todos alcancem o domínio básico em grau aceitável, necessariamente deverá ser
empregado mais tempo e recursos para alguns do que para outros.
      Acolher as diversidades nas práticas educativas é um trabalho complexo. O
importante é que a medida adotada colabore para ampliar o nível de conhecimento
do estudante que sempre possa obter algum proveito do que faça seja qual for o
nível de competência do qual parta.
      A efetivação desses avanços e progressos depende da sensibilidade e
dedicação dos envolvidos na educação.
      Enfim é preciso primar para que “todos tenham um transcurso contínuo e
progressivo neste estabelecimento de Ensino com a apresentação de resultados
efetivos de aprendizagem, assegurando-lhes a possibilidade de participação plena
na vida social em igualdade de condições.




                                                                                275
5- AVALIAÇÃO


      A avaliação deve estar presente em todo o processo de ensino-aprendizagem
e contribuir tanto para a construção de saberes quanto para reflexão da prática do
professor. Deve ser contínua e cumulativa, muito mais qualitativa do que quantitativa.
      A prática dela deve levar a uma reflexão sobre a metodologia e o alcance dos
objetivos propostos. Deve levar o aluno a desenvolver sua capacidade de pensar,
analisar, pesquisar e criar. As atividades avaliativas devem ser contextualizadas e
estar de acordo com os conteúdos desenvolvidos.
      Toda a capacidade de produção do aluno na sala de aula bem como os
trabalhos de pesquisa, sua articulação da língua via escrita ou oralidade e a sua
capacidade de compreensão tanto oral, quanto escrita deve ser acompanhada e se
não bem processada pelo aluno deve ser retomada.
      Deve-se ter certeza de que o aluno realmente conseguiu construir sentidos na
língua alvo através de provas escritas, realização de pesquisa e exposição de idéias
e impressões.
      Através de atividades de compreensão de texto o professor deve verificar
como o aluno se posiciona, se domina os conhecimentos lingüísticos, discursivos,
sócio-pragmáticos ou culturais.
      Através das atividades de produção deve-se observar a capacidade do aluno
de fazer uso dela nos mais diversos aspectos dos conhecimentos trabalhados em
sala de aula.


5.1 Critérios de Avaliação
Leitura e compreensão oral


- Exercícios de compreensão de texto e posicionamento crítico.
- Capacidade de perceber a intencionalidade do autor através dos mais variados
discursos e tipologias textuais.


Produção oral e escrita
      Com relação a produção escrita é importante avaliar a capacidade do aluno de
utilizar a língua observando alguns aspectos lingüísticos e discursivos.

                                                                                  276
      A avaliação deve ser parte integrante do processo de aprendizagem e
contribuir para a construção de saberes.
       A lei de diretrizes e bases de 1996 determina que a avaliação seja continua e
cumulativa e que os aspectos qualitativos prevaleçam sobre os quantitativos.
      Servirá, principalmente, para que o professor repense a sua metodologia e
planeje as suas aulas de acordo com as necessidades de seus alunos. É através
dela que é possível perceber quais são os conhecimentos – lingüísticos, discursivos,
sócio-pragmáticos ou culturais- e as praticas- leitura, escrita ou oralidade- que ainda
não foram     suficientemente trabalhados e que precisam ser abordados mais
exaustivamente para garantir a efetiva interação do aluno com os discursos em
língua estrangeira.
      Quanto ao currículo inclusivo, nessa disciplina se pode reafirmar que as
práticas avaliativas devem estar fundamentadas na diversidade e partir de
diagnósticos para reconhecê-las e valorizá-las a fim de estabelecer diálogos
pedagógicos mais reflexivos e de uma prática diversificada também nos critérios e na
organização didática das tarefas em que todos não sejam obrigados a fazer as
mesmas coisas.
      Para estudantes com necessidades muito específicas um recurso viável a ser
utilizado é oferecer opções para situações pontuais, ou seja, materiais opcionais pré-
elaborados para as necessidades particulares (na medida do possível). Sempre
cuidando para que esses critérios ou atividades permitam que cada estudante se
encontre em condições propícias, seja qual forma for o seu ritmo.
      Somente quando for constatado que houve avanço, aproveitamento, isto é
quando nossa Escola for promotora de todos é que realmente iremos sustentar a
proposta de Educação Inclusiva.




                                                                                   277
      6- REFERÊNCIA:


- DIRETRIZES CURRICULARES DE LÍNGUA ESTRAGEIRA MODERNA PARA O
ENSINO MÉDIO, julho 2006. versão preliminar MOITA Lopes, Luiz Paulo. A nova
ordem mundial, os parâmetros curriculares nacionais e o ensino de inglês no
Brasil: a base intelectual para uma nova ação política in BARBARA, L, Ramos R.
C. O ( Org) Reflexões e ações no ensino-aprendizagem da línguas. Campinas:
Mercado de Letras. 2003
- SARMENTO, S. Aspectos Culturais Presentes no Ensino de Língua Inglesa. I
MULLER, V; Sarmento, S. O Ensino do Inglês com Língua Estrangeira: estudos
e reflexões. Porto Alegre: APIRS, 2004
- LEFFA, V J. Metodologias de ensino de línguas. In: BOHN, H. I.; VANDRESEN,
P. Tópicos em lingüística aplicada: O ensino de línguas estrangeiras.Florianópolis.
Ed. Da UFSCA, 1988
- GIMENEZ – “Eles comem cornflakes, nós comemos pão com manteiga”: espaços
para reflexão sobre a cultura na aula de língua estrangeira. Texto apresentado
durante palestra de abertura proferida no IXEPLE, em 04 de outubro de 2001.




                                                                               278
COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO




           PROPOSTA PEDAGÓGICA

                  SOCIOLOGIA




           ENGENHEIRO BELTRÃO-2007



                                                   279
       COLÉGIO ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO




                   ÁREA DO CONHECIMENTO – SOCIOLOGIA




1- APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA


      A Sociologia originou-se, em grande parte, de uma ambição filosófica: explicar
o desenvolvimento da história humana e as crises sociais do século XIX na Europa.
      Voltando um pouco mais longe no tempo, observa-se que os sofistas gregos
contribuíram indiretamente para o surgimento da Sociologia, pois abriram caminho
para o entendimento da ordem social como domínio regido por princípios específicos,
apontado para a existência de leis sociais reconhecidas como produto do próprio
homem e independentes de fatores sobrenaturais.
      Os primeiros pensamentos sobre o assunto não obtiveram êxito, pois não se
alicerçavam na investigação científica dos fenômenos. Esses pensamentos
baseavam-se mais na especulação, recorrendo, por exemplo, a deuses e heróis para
explicar os fenômenos sociais, cuja explicação, até a Idade Média e início da Idade
Moderna, foi muito calcada na Filosofia e na Religião.
      No século XVI, a igreja, por meio da autoridade do Papa, entrou em conflito
com os protestantes, gerando a Reforma Protestante. Após esse processo, houve
maior desenvolvimento dos pensadores deste campo de ação como, por exemplo,
Galileu Galilei, Francis Bacon, René Descartes e Isaac Newton.
      Somente no século XVI surgiram escritores que trataram os problemas da vida
em nível mais realista, com Maquiavel, com O Princípe; Tomas Morus, com Utopia;
Tomaso Campanella, com Cidade do Sol; e Francis Bacon, com Nova Atlântica. Mais
tarde, obras básicas deram grande contribuição ao desenvolvimento das Ciências
Sócias, como: Elogia a Loucura, de Erasmo de Roterdã; e O Leviatã de tomas
Hobbes.
      O Príncipe, de Maquiavel, publicada em 1513, retrata uma discussão objetiva
do Estado e da arte de governar; Utopia, de Tomas Morus, publicado em 1515,
retrata uma ordem social ideal, descrevendo um Estado perfeito no qual os

                                                                                280
problemas enfrentados pela sociedade tiveram solução; O Espírito das Leis, de
Montesquieu, faz uma análise do papel desempenhando por certos fatores externos
na vida das pessoas; A Nova Ciência, de Giambattista Vico, enfatiza que a
sociedade é subordinada a leis definidas que podem ser descobertas pelo estudo e
pela observação; e O Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau, já no século
XVIII, considera o Estado natural e basicamente selvagem sem o homem, ficando
ratificada a importância e influência da sociedade na vida do indivíduo.
      No século XIX, o movimento de pensamento que deu condições para a
gênese da Sociologia era alicerçado em duas correntes: organicismo e positivismo. A
primeira era idealista e contra e empirismo(preocupava-se com a teoria); já a
segunda era basicamente empírica(preocupava-se com o método), por isso elas se
completavam.
      A pré-história da Sociologia pode ser compreendida entre 1750 e 1850, uma
etapa de 100 anos que engloba parte do século XVIII e parte do século XIX.
      No século XIX, Augusto Comte, Herbert Spencer, Gabriel Tarde e,
principalmente, Émile Durkheim, Max weber e karl Marx investigaram os fenômenos
sociais com uma visão totalmente científica.
      Com esses pensadores, a Sociologia, em sua nova dimensão, tem como
propósito essencial o tratamento objetivo e científico da sociedade e a geração dos
problemas sociais em sua acepção mais global. Ela surgiu sob dois campos de
atuação: sob o ponto de vista teórico e sob o ponto de vista prático.
      A Sociologia pode ser dividida em quatro grandes etapas: de 1839 a 1875,
com os trabalhos de Comte e Spencer; o final do século XIX; os primeiros 25 anos do
século XX; e até os dias de hoje,caracterizada pela essência do vasto campo de
proposições empíricas.
      A Sociologia surgiu no contexto de duas importantes revoluções: a Revolução
Francesa, em 1789, e a Revolução Industrial, no século XIX. Essas revoluções são
marcos da passagem de sociedade tradicional pré-capitalista para a sociedade
moderna, fato que provocou intensas e profundas mudanças sociais.
      A Sociologia surgiu para compreender esses fenômenos sociais que alteraram
definitivamente o comportamento da sociedade. Ela estuda as relações sociais e a
formas de associação, considerando as interações que ocorrem na vida em
sociedade. Abrange, portanto, o estudo dos grupos sociais;dos fatos sociais; da

                                                                               281
divisão da sociedade em camadas; da mobilidade social; dos processos de
cooperação, competição e conflito na sociedade.
        Em 1887, após muitos impedimentos, a Sociologia foi, enfim, elevada
oficialmente à categoria de ciência. No sentido amplo de estudo da sociedade, a
denominação de ciência foi utilizada pela primeira vez em 24 de dezembro de 1824.
Considerando essa data como marco, a Sociologia como ciência tem, então, quase
dois séculos de existência.
        Os maiores teóricos da Sociologia foram Émile Durkheim, Max Weber e Karl
Marx.
        A evolução da Sociologia foi caracterizada por esses pensadores, mas houve
outros, também de grande importância, como Saint Simon; Herbert Spencer; L. T.
Hobhouse; Simmel; Von Wiese, Ferdinand Tonnies; Gabriel Tarde e Pareto.
        Esse estudo da sociedade hoje divide-se em diversas ares, entre elas:
       Sociologia Política – analisa as bases sociais do poder em todos os setores
        institucionais da sociedade, as implicações de caráter social de movimentos
        políticos, bem como o desenvolvimento e funções do governo e do Estado.
       Sociologia da Religião – estuda a natureza do fenômeno social religioso como
        componente da estrutura das relações sociais.
       Sociologia da Arte – estuda as relações entre as diversas manifestações
        artísticas e as características das sociedades em que elas ocorrem.
   A Sociologia volta-se, em todo o tempo, para os problemas que nós enfrentamos
   no a dia-a-dia de nossos vidas em sociedade. Ela pretende ser um conhecimento
   científico sobre a realidade social e, enquanto tal, visa a estabelecer teorias, bem
   como confrontá-las com a realidade.
        Quando se coloca numa posição crítica, a Sociologia incomoda muito, pois,
   como toda ciência, revela coisas ocultas. Quem oculta, não deseja que os
   segredos sejam colocados a público. Essas “coisas”, ao serem esclarecidas de
   alguma forma, podem perturbar uma série de interesses ou mesmo concepções,
   explicações e até convicções.
        Uma das preocupações de quem ensina Sociologia é formar indivíduos
   autônomos, que se transformem em pensadores independentes, que tenham a
   capacidade de analisar o noticiário, as novelas da TV, os programas do dia-a-dia



                                                                                   282
e as entrevistas das autoridades, percebendo os engodos e falácias presentes
nesses discursos e quem eles efetivamente representam.
   Assim, os professores dessa matéria pretendem que os indivíduos tenham a
capacidade de ler um jornal ou um livro e formar seu próprio pensamento e
julgamento sobre os fatos. Querem, também, que se tenha a capacidade de fazer
as próprias perguntas para alcançar um conhecimento mais preciso da realidade
em que vivemos e ao mesmo tempo criar uma hostilidade às explicações fáceis e
simplistas.
   A busca principal é pelo desenvolvimento de uma imaginação sociológica, isto
é,a capacidade de analisar nosso cotidiano e ver as relações existentes com
situações mais amplas que nos condicionam e nos limitam, mas que explicam o
que acontece com nossas vidas. Usando uma metáfora, pode-se dizer que o
objetivo da Sociologia é fazer com que as pessoas possam ver e analisar o
bosque e as árvores ao mesmo tempo.
   Pelas razões acima expostas é que batalhamos por longos anos para que a
Sociologia voltasse obrigatoriamente às escolas de Ensino Médio do país, pois
desde a década de 1940 isso não acontecia. Agora que ela será obrigatória, a
partir de 2007, é nosso propósito que esta disciplina seja ministrada com
qualidade e para isso é necessário o empenho de todos, professores qualificados
e alunos exigentes, nesta nova caminhada em busca de uma melhor educação
para este país.
   Diante da realidade contemporânea não há mais espaço para discussões
pretensamente neutras da Sociologia do século XIX. A sociologia no presente tem
o papel histórico que vai muito além da leitura e explicações teóricas da
sociedade. Não cabem mais explicações e compreensões das normas sociais e
institucionais, para a melhor adequação social, ou mesmo para a mera crítica
social, mas sim a desconstrução e a desnaturalização do social no sentido de sua
transformação. Os grandes problemas que vivemos hoje, provenientes do
acirramento das forças do capitalismo mundial e do desenvolvimento industrial
desenfreado, entre outras causas, exigem indivíduos capazes de romper com a
lógica neoliberal da destruição social e planetária. È tarefa inadiável da escola e
da sociologia a formação de novos valores, de uma ética e de novas práticas



                                                                               283
sociais que apontem para a possibilidade de construção de novas relações
sociais.




                                                                     284
    2- OBJETIVOS GERAIS


   Promover o conhecimento das diversas formas pelas quais os seres humanos
    vivem em grupos bem como as relações que se estabelecem no interior e
    entre esses diferentes grupos.
   Ter acesso a conhecimentos elaborados de forma rigorosa, complexa e
    crítica, acerca da realidade social na qual está inserido.
   Estabelecer      questionamento   que   descortine   as   desigualdades   e   as
    diversidades.
   Resgatar dialeticamente o movimento do real e do pensado a partir dos
    grupos e classe que compõem a maioria do povo brasileiro.
   Desenvolver compreensão crítica através de um saber sistematizado da trama
    das relações sociais de classe, gênero e etnia, na qual os sujeitos da
    sociedade capitalista neoliberal estão inseridos.
   Fornecer conhecimentos teóricos aos alunos para que possam melhor
    compreender e transformar o mundo atual.
   Aprender a pensar sobre a sociedade em que vivemos, e conseqüentemente
    a agir nas diversas instâncias sociais, implicando numa atitude ativa e
    participativa.




                                                                                  285
3- CONTEÚDOS
     O Surgimento da Sociologia e Teorias Sociológicas


  1. O surgimento da Sociologia
  2. As teorias sociológicas na compreensão do presente
  3. A produção sociológica brasileira


  O Processo de Socialização e as Instituições Sociais


  1. A instituição Escolar
  2. A instituição Religiosa
  3. A instituição Familiar


  Cultura e Indústria Cultural


  1. Cultura ou culturas: uma contribuição antropológica
  2. Diversidade Cultural Brasileira
  3. Cultura: criação ou apropriação?


  Trabalho, Produção e Classes Sociais.


  1. O processo de trabalho e a desigualdade social
  2. A questão da pobreza
  3. Globalização


  Poder, Política e Ideologia


  1. Ideologia
  2. Formação do Estado Moderno


  Direito, Cidadania e Movimentos Sociais


  1. Movimentos Sociais

                                                           286
2. Movimentos Agrários no Brasil
3. Movimento Estudantil
4. A Violência Humana




                                   287
4- METODOLOGIA DA DISCIPLINA


      No ensino de Sociologia é fundamental a utilização de múltiplos instrumentos
metodológicos, os quais devem adequar-se aos objetivos pretendidos, seja a
exposição, a leitura e esclarecimento do significado dos conceitos e da lógica dos
textos (teóricos, temáticos, literários), a análise, a discussão, a pesquisa de campo e
bibliografia ou outros. Os encaminhamentos metodológicos           e o processo de
avaliação também     devem estar relacionados à própria construção histórica da
Sociologia crítica, caracterizada portanto por posturas teóricas e práticas
favorecedoras ao desenvolvimento de uma pensamento criativo e instigante.
      O aluno do Ensino Médio deve ser colocado como sujeito de seu aprendizado,
não importa que o encaminhamento seja a leitura, o debate, a pesquisa de campo,
ou a análise de filmes, mas importa que o aluno esteja constantemente provocado a
relacionar a teoria com o vivido, a rever conhecimentos e a reconstruir coletivamente
novos saberes.
      Dentre outros, dois encaminhamentos metodológicos são próprios do
conhecimento sociológico: a pesquisa de campo e o uso de recursos áudio-visuais,
especialmente, vídeos e filmes.
      A pesquisa de campo deve ser iniciada a partir da discussão com o grupo de
   alunos para a definição do tema a ser pesquisado e do enfoque ou recorte a ser
   privilegiado; em seguida deverá ser elaborado um pré-projeto de pesquisa, a
   partir de uma revisão bibliográfica, da elaboração de um roteiro de observação
   e/ou de entrevistas, ida à campo para levantamento dos dados, organização
   dosdados coletados, confecção de tabelas ou gráficos, e se necessária a
   interpretação dos mesmos e finalmente a análise e a articulação com a teoria.
      Um filme deve ser entendido também com “texto”, e como tal deve passível de
   uma “leitura” pelo aluno, pois o cinema e a TV são dotados de linguagem próprias
   e compreendê-los não significa apenas apreciar imagens e sons. É preciso que o
   professor proponha uma “leitura” reflexiva, inserida em um determinado contexto.
   Portanto alguns passos devem ser seguidos: escolha do filme que não deve
   atender somente aos interesses do conteúdo, mas também à faixa etária e o
   repertório cultural do aluno; discussão da ficha técnica do filme; elaboração de um
   roteiro que contemple aspectos fundamentais para o conteúdo em estudo;

                                                                                   288
exibição do filme; discussão e articulação das temáticas contempladas com a
teoria sociológica; sistematização através da produção de texto ou utilização de
outra linguagem(visual, musical, literária).




                                                                            289
5- AVALIAÇÃO


      A avaliação no âmbito do ensino da Sociologia, deve perpassar todas as
atividades relacionadas à disciplina, portanto necessita de uma tratamento metódico
e sistemático. Deve ser pensada e elaborada de forma transparente e coletiva, ou
seja, seus critérios devem ser debatidos, criticados e acompanhados por todos os
envolvidos pela disciplina. A apreensão de alguns conceitos básicos da ciência,
articulados com a prática social; a capacidade     de argumentação fundamentada
teoricamente; a clareza e coerência na exposição das idéias, seja no texto oral ou
escrito, são alguns critérios possíveis de serem verificados no decorrer do curso.
Também a mudança na forma de olhar para os problemas sociais assim como
iniciativa e a autonomia para tomar atitudes diferenciadas e criativas, que rompam
com acomodação e o senso comum, são dados que informarão aos professores, o
alcance e a importância de seu trabalho no cotidiano de seus alunos.
      As formas de avaliação em sociologia portanto, acompanham as próprias
práticas de ensino e de aprendizagem da disciplina, seja a reflexão crítica nos
debates, que acompanham os textos ou filmes, seja a participação nas pesquisas de
campo, seja a produção de textos que demonstrem capacidade de articulação entre
teoria e prática, enfim várias podem ser as formas, desde que se tenha como
perspectiva ao selecioná-las, a clareza dos objetivos que se pretende atingir, no
sentido da apreensão/compreensão dos conteúdos pelo aluno.




                                                                               290
6- REFERÊNCIA:
COSTA,Cristina. Sociologia, Introdução à Ciência da Sociedade, São Paulo,
Moderna, 1997.
CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Brasiliense, 1980.
COMTE, A. Sociologia. São Paulo:Ática, 1978.
DURKHEIM, E. Educação e sociologia. 6 ed. São Paulo: Melhoramentos, 1965.
MARX, K. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978.
ROUSSEAU, J. J. Do contrato social. São Paulo: Nova Cultural, 1999.v.1.
WEBER, M. Sociologia. São Paulo: Ática, 1979.
GIDDENS , Anthony, Sociologia. Artmed
DIRETRIZES CURRICULARES DA REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO BÁSICA DO
ESTADO DO PARANÁ – SOCIOLOGIA.




                                                                            291
                               ESTADO DO PARANÁ

                   SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

                             RESOLUÇÃO Nº 1.968/82


             O SECRETÁRIO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, no uso das aribuições
que lhe foram delegadas pelo Art. 1º, inciso V, letra d do Decreto nº 3.037, de 09 de
outubro de 1980, e tendo em vista o disposto no Art. 80 da Deliberação nº/80, do
Conselho Estadual de Educação.


                                      RESOLVE


Art. 1º - Fica reconhecido o curso de 2º Grau – Regular, com as habilitações plenas:
Magistério e Contabilidade, do Colégio Padre Antonio Vieira – Ensino de 1º e 2º
Graus, no município de Engenheiro Beltrão.

Art. 2º - Em decorrência do disposto no artigo anterior, fica reconehcido o Colégio
Padre Antonio Vieira – Endino de 1º e 2º Graus, de Engenheiro Beltrão, mantido pelo
Governo do Estado do Paraná

Art. 3º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as
disposições em contrário.


SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO, em 22 de julho de 1982.


                                       IRAN MARTIN SANCHES
                                 Secretário de Estado da Educação

                                        PUBLICADO NO D.O.E.
                                        Nº 1348 EM 05/08/1982




             Cópia fiel do documento original que está aquivado no Colégio.
                                                                                 292
                    NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO
                 SETOR DE ESTRUTURA E FUNICIONAMENTO
                       CAMPO MOURÃO – PARANÁ




                       ATO ADMINISTRATIVO Nº 090/2003


             A Chefia do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão, no uso
de atribuições que lhe foram confiadas por Lei e, em obediência aos parâmetros
estabelecidos pela Resolução nº 2122/2000 – SEED.


                                    RESOLVE:


Art. 1º - Homologar o Parecer nº 065/2003 de 08/05/2003, emitido pelo Setor de
Estrutura e Funcionamento do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão,
resultado da análise da Proposta de Regiemnto Escolar.

Art. 2º - Aprovar o Regimento Escolar do Colégio Estadual Padre Antonio Vieira –
Ensino Médio, do município de Engenheiro Beltrão – Paraná.

Art. 3º - Este ATO entra em vigor nesta data, revogando-se as disposições em
contrário.


                                Campo Mourão. NRE/SEF, 08 de maio de 2003.




                                       Professor João Luiz Conrado
                                       Chefe do NRE. Dec 179/03




Cópia fiel do documento original que está arquivado no Colégio.



                                                                             293
                    NÚCLEO REGIONAL DE EDUCAÇÃO
                 SETOR DE ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
                       CAMPO MOURÃO – PARANÁ


                       ATO ADMINISTRATIVO Nº 323/2005


            A chefia do Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão, com
fundamento no disposto no artigo 1º da Resolução nº 2124/2005, DOE de
15.08.2005, e nos estritos termos das normas estampadas na Deliberação 016/99,
do Conselho Estadual de Educação,


                                    RESOLVE

       Art. 1º APROVAR a alteração dos membros do Conselho Escolar aprovados
pelo Parecer nº 031/00 e Ato Administrativo nº 095/2000 de 12 de junho de 2000, do
Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio, do município de Engenheiro
Beltrão – Pr.


      Art. 2º - HOMOLOGAR os nomes de:
                                  Eiridan Viana Pereira
                                  Aldeir Lopes
                                  Fátima A. Chiminello Reis
                                  Verônica Lopes
                                  Cleuza Coresma
                                  Renan Vinicius Rosolen
                                  Leandro Batista Dagustin
                                  Maria Angelina Ruzzon Pereira
                                  Vilson Gaino
                                  Maurílio Lima

Para comporem a partir de setembro de 2005, o Conselho Escolar do referido
Estabelecimento.

      Art. 3º - Este Ato entrará em vigor na presente dada, revogadas as
disposições em contrário.

                                       Campo Mourão, 29 de setembro de 2005.

                                             Professor João Luiz Conrado
                                             Chefe do NRE-Dec. 179/03




        Cópia fiel do documento original, que faz parte do arquivo da escola

                                                                               294
ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES PARA A ELEIÇÃO E POSSE
 DA DIRETORIA DO GRÊMIO ESTUDANTIL DO COLÉGIO ESTADUAL PADRE
                  ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO

Aos dois dias do mês de Dezembro de dois mil e cinco, sito a Rua Duque de Caxias, 431, foi
dado início a eleição para a escolha do Grêmio Estudantil do Colégio Padre Antonio Vieira –
Ensino Médio. A eleição foi feita por meio do voto direto e secreto, em cédulas de papel,
contando com duzentos e cinqüenta e cinco votantes, além da Diretoria do Grêmio
Estudantil, Conselho Fiscal e seus suplentes. Duas chapas foram apresentadas, sendo a
chapa um em cabeçada por Leandro Pacheco Leite e a chapa três tendo como líder Nathany
Nayany Rodrigues.
A eleição iniciou-se às oito horas (08:00) e terminou às vinte e uma horas (21:00) no Salão
Nobre do Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio, a mesa 01 foi composta
pelos mesários: Sonia Maria Magni da Silva – presidente, Marlene Aparecida Vieira Milani –
secretária, Elias Rigamonte – Membro e a a mesa 02 foi composta pelos mesários: Aldeir
Lopes – presidente, Fatima Aparecida Chiminello – secretária, Tiago José de Moraes –
Membro.. Encerrada a votação, iniciou-se logo a seguir a apuração dos votos, pelos
componentes da mesa escrutinadora, composta pelos elementos: Marlene Aparecida Vieira
Milani      (Presidente da Mesa), Gislaine da Silva Lopes e Larissa Parolin Grego
(escrutinadores). O resultado foi o que segue: votos a favor da chapa um, cento e trinta e
seis (136); votos a favor da chapa três, cento e oito (108); votos brancos: três (3); votos
nulos: oito (8). Anunciado o resultado da eleição da chapa um e três, foi dado como ganho a
chapa um, cujos componentes são:
Presidente: Leandro Leite
Vice Presidente: Aline Rodrigues
Secretário Geral: Renan Rosolem
Primeira Secretária: Alessandra
Tesoureiro Geral: Leandro Dagostin
Primeiro Tesoureiro: Jéssica Pinesso
Diretor Social: Élvio Fernando
Vice Diretor Social: Lucas Zucchello
Diretor de Imprensa: Guilherme Ravazzi
Diretor de Esporte: Jhonatan Omura
Vice Diretor de Esporte: Rodolpho Zuffa
Diretor Cultural: Danielle Petsch
Vice Diretor Cultural: Emerson Couto
Diretor de Saúde e Meio Ambiente: Maurício Soares
Suplente: Gleidson Ferreira
A posse desta diretoria, cujo mandato será de um (01) ano, conforme prevê o Estatuto do
Grêmio, será realizada no dia quatorze de Dezembro de dois mil e cinco às vinte horas nas
dependências do Colégio Estadual Padre Antonio Vieira, durante um jantar de
confraternização dos professores e funcionários, APMF e membros do Conselho Escolar.
Nada mais havendo a constar, eu Marlene Aparecida Vieira Milani, secretária deste
Estabelecimento de Ensino, lavrei a presente ata em livro próprio que vai assinada por mim e
pelos membros da mesa receptora de votos e demais presentes.

Engenheiro Beltrão, 02 de Dezembro de 2005.
                                                                 ____________________
                                                                 Leandro Pacheco Leite
                                                                       Presidente


Cópia fiel extraída do Livro de Registro de Atas do Grêmio Estudantil , páginas 15 e 15v

                                                                                           295
      ASSOCIAÇÃO DE PAIS, MESTRES E FUNCIONÁRIOS DO COLÉGIO
          ESTADUAL PADRE ANTONIO VIEIRA – ENSINO MÉDIO.
                  ENGENHEIRO BELTRÃO – PARANÁ


                  ATA Nº 02/2005 - ELEIÇÃO APMF – CHAPA ÚNICA



        Aos oito dias do mês de março de dois mil e cinco (08-03-05), realizou-se no
Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio, a eleição para a diretoria da
Associação de Pais, Mestres e funcionários. Concorreu à eleição para a diretoria, a
seguinte chapa, assim formada: CHAPA ÚNICA DA DIRETORIA DA APMF. –
Presidente: Júlio Polido; Vice-presidente: Maria Helena Rodrigues Petsch;
Secretária: Sônia Maria Magni da Silva ; Segunda Secretária: Marlene Aparecida
Vieira Milani; Primeiro Tesoureiro: Ana Lucia Florêncio Caíres; Segundo Tesoureiro:
Maria Angelina Ruzzon Pereira; Diretor Social:Rosangela Pagliarini; Diretor Cultural:
Gilberto Aparecido Ferreira e Roberto Rodrigues Chaves; Diretor de Esportes: Valdir
Hermes da Silva; Conselho Fiscal: Aldeir Lopes, Diva Selma Sontag do Reis,
Amarildo Pezente; Suplentes: Divino Aparecido Barbosa, Fátima Morisco da Silva,
Tarciso Paulino Rodrigues e Pascoal Faria. Compareceram a eleição sessenta e sete
(67) votantes e assinaram em livro próprio. A eleição iniciou-se às vinte horas (19:30
h) no Salão Nobre do Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio,
composta pelos mesários: Aldeir Lopes – presidente, Fátima Aparecida Chiminello
Reis – secretária, Diva Selma Sontag dos Reis – Membro. Encerrada a votação,
iniciou-se logo a seguir a apuração dos votos, pelos componentes da mesa
escrutinadora, composta pelos elementos: Christina Samsel (Presidente da Mesa),
Tereza Acutu e Armelindo Cortes dos Reis (escrutinadores). O resultado foi o que
segue: votos a favor: sessenta e sete (67); votos brancos: zero (0); votos nulos: zero
(0). Anunciado o resultado da eleição da chapa única, foi dado posse imediata a sua
diretoria, cujo mandato será de dois (02) anos, conforme prevê o Estatuto da
Associação. Nada mais havendo a constar, eu Sônia Maria Magni da Silva,
secretária desta Associação, lavrei a presente ata em livro próprio que vai assinada
por mim e pelos membros da mesa receptora de votos e demais presentes.


                     Engenheiro Beltrão, 08 de Março de 2005.


                                        ____________________________

                                                  Júlio Polido
                                                   Presidente




Cópia fiel extraída do Livro de Registro de Atas da APMF, página 12, 12V e 13 e 13V

                                                                                  296
            Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio
                        Engenheiro Beltrão – Paraná


        Ata de Reunião para Aprovação do Projeto Político Pedagógico


       Aos quatorze dias do mês de novembro de dois mil e cinco (14-11-2005), às
19H e 30 m, reuniram-se em uma das salas do Colégio Estadual Padre Antonio
Vieira sob a presidência da Diretora do Estabelecimento, a professora Eiridan Viana
Pereira, os membros do Conselho Escolar, onde a pauta prevista era
especificamente a apresentação do registro escrito e conteúdo do Projeto Político
Pedagógico para leitura, análise e aprovação. Após realização da leitura, análise e
aprovação. Após realização da leitura em pequenos grupos foi discutido e
considerado uma proposta viável na sua aplicação e flexível para possíveis
mudanças, reajustes durante sua execução. Por acreditar estar ali o que de melhor
atende às necessidades de nossa escola foi aprovado por todos os presentes o
referido Projeto, para constar lavrou-se a presente ata que será assinada por todos
os componentes deste conselho:




              Cópia fiel extraído do Livro de Registro de Atas do Colégio.

                                                                               297
            Colégio Estadual Padre Antonio Vieira – Ensino Médio
                        Engenheiro Beltrão – Paraná




      Ata de Reunião para Aprovação da Proposta Pedagógico Curricular



       Aos quinze dias do mês de marçlo de dois mil e sete, às 19h e 30m, reuniram-
se em uma das salas do Colégio Estadual Padre Antonio Vieira sob a presidência da
Diretora do Estabelecimento, a professora Eiridan Viana Pereira, os membros do
Conselho Escolar, onde a pauta prevista é a apresetação da Proposta Pedagógica
para leitura, análise e aprovação. Após realização da leitura e sendo considerada a
Proposta viável na sua aplicação e flexível a possíveis mudanças e reajustes durante
sua execução, atendendo às necessidades da nossa Escola, foi aprovada por todos
os presentes a Proposta Pedagógico Curricular. Para constar lavrou-se a presente
ata que será assinada por todos os componestes deste Coselho Escolar.




               Cópia fiel extraído do Livro de Registro de Atas do Colégio.




                                                                                298
299

						
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