LIsta 3 ano 2011 Colonia by t18607A

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									01 - (GAMA FILHO RJ/1995)

   As regiões mineradoras apresentaram, no período colonial, características que a
   diferenciam de outras regiões colônia como:



   a) Concentração de terras (datas) em mãos de poucos comerciantes portugueses.

   b) Regime fiscal flexível e pequena intervenção do Estado nas atividades econômicas.

   c) Intensa vida social e áreas urbanas como centros das atividades econômicas.

   d) Predominância de trabalhadores livres na exploração do ouro.

   e) Rígido controle da Coroa sobre os fluxos migratórios e limitação de acesso a essas
      regiões.



02 - (PUC SP/1996)

   “Assim confabulam, os profetas, numa reunião fantástica, batida pelos ares de Minas.
   Onde mais poderíamos conceber reunião igual, senão em terra mineira, que é o paradoxo
   mesmo, tão mística que transforma em alfaias e púlpitos e genuflexórios a febre grosseira
   do diamante, do ouro e das pedras de cor? ”

        Andrade, C.. Drummond de, “Colóquia das Estátuas”. In: Mello, S., Barroco Mineiro, S.
                                                                   Paulo, Brasiliense, 1985.



   A origem desse traço contraditório que o poeta afirma caracterizar a sociedade mineira
   remete a um contexto no qual houve.

   a) A reafirmação bilateral do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha e o
      crescimento da miscigenação racial no ambiente colonial.

   b) O relaxamento na política de distribuição de terra na colônia e a vigência de uma
      concepção racionalista de planejamento das cidades.

   c) A diversificação das atividades produtivas na colônia e a construção de um conjunto
      artístico e arquitetônico que singularizou a principal região de mineração.

   d) O deslocamento do eixo produtivo do nordeste para as regiões centrais da colônia e o
      desenvolvimento de uma estética que procurava reproduzir as construções românticas
      européias.

   e) A expansão do território colonial brasileiro e a introdução, em Minas, da arte
      conhecida como gótica, especialmente na decoração dos interiores das igrejas.
03 - (UFTM MG/2002)

   A exploração de ouro no Brasil, no século XVIII, provocou importantes transformações,
   entre as quais se destacam:



   a) A articulação de um comércio interno, a transferência da capital para o Rio de Janeiro
      e a maior importância da vida urbana.

   b) O surgimento das classes médias urbanas, a ocupação do interior da colônia e o
      predomínio do trabalho livre assalariado.

   c) A chance de maior mobilidade social, a abolição da escravatura nas minas e a
      diversificação das camadas intermediárias.

   d) O aumento do número de alforrias, o patriarcalismo nas relações sociais e o
      desenvolvimento de uma arte genuinamente nacional.

   e) A bipolarização da sociedade, a melhor distribuição do poder político e o reforço da
      exploração metropolitana sobre a colônia.



04 - (FURG RS/2002)

   No seu conjunto e vista no plano mundial, a colonização dos trópicos toma o aspecto de
   uma vasta empresa comercial, mais complexa que a antiga feitoria, mas sempre com o
   mesmo caráter que esta, destinada a explorar os recursos naturais de um território
   virgem, em proveito do comércio europeu.



   Em relação à exploração do ouro no Brasil colonial, é correto afirmar-se:

   a) O investimento necessário, em comparação com a economia canavieira, era maior.

   b) A legislação e administração          colonial   das   regiões   auríferas   tornaram-se
      gradativamente mais amenas.

   c) A derrama realizada por Portugal na região aurífera foi uma cobrança opcional para os
      mineradores.

   d) A mineração contribuiu para o povoamento e crescimento demográfico do litoral
      norte do Brasil.

   e) O eixo econômico, político e social deslocou-se do Nordeste para o Centro-Leste.



05 - (PUC RS/2001)
   O ciclo da mineração trouxe conseqüências que ocasionaram transformações na sociedade
   brasileira, no século XVIII.



   Dentre essas conseqüências, NÃO é correto considerar:

   a) O apogeu do barroco brasileiro com a construção de capelas e igrejas na região das
      Minas Gerais.

   b) A expansão da conquista portuguesa ao Sul e sua integração na economia colonial.

   c) A transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de Janeiro.

   d) A interiorização da colonização portuguesa com a criação de novas capitanias.

   e) O fim do sistema de monopólio comercial e a liberação da produção de manufaturas
      na colônia.



06 - (UFJF MG/2000)

   “A mineração se estabeleceu sob o signo da pobreza e da conturbação social, marcando-a
   sobretudo o enorme afluxo de gente que acudiu ao apelo do ouro (…)”

   (Laura de Mello e Souza. Os desclassificados do ouro)



   Com relação à sociedade mineradora no Brasil, assinale a alternativa INCORRETA:

   a) Foi marcada pela diversidade, percebida não só pela presença de cativos, como
      também de vasta população livre, envolvida em atividades comerciais, artesanais e de
      prestação de serviços;

   b) No seu auge, caracterizou-se por amplas possibilidades de mobilidade social,
      observada pela presença de grande população negra liberta e sua ascensão a cargos
      políticos e burocráticos da Coroa Portuguesa;

   c) A rápida concentração de pessoas na região mineradora gerou problemas de
      abastecimento que, aos poucos, foram solucionados através da formação de uma
      dinâmica economia mercantil de alimentos ;

   d) Foi marcada por intensas rebeldias, não só de escravos, mas também da população
      livre, em oposição aos rigores da fiscalização e da alta tributação imposta pela
      Metrópole.



07 - (UFMG/1995)
   Todas as alternativas contêm afirmações corretas sobre a tributação do ouro nas Minas no
   período colonial. EXCETO

   a) A derrama era a cobrança dos impostos atrasados quando não eram preenchidas as
      cotas anuais.

   b) A tributação do ouro se verificou inicialmente sob a forma de cobrança por bateias.

   c) O imposto da Capitação recaía sobre todo escravo empregado nos trabalhos auríferos.

   d) O ouro passou a ser quintado somente a partir da instalação das Casas de Fundição.

   e) O quinto correspondia a uma porcentagem sobre a produção paga pelos mineradores.



08 - (FATEC SP/2005)

   “Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugueses e de estrangeiros, para passarem
   às minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos, pardos e pretos, e
   muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é de toda a condição de pessoas:
   homens e mulheres, moços e velhos, pobres e ricos, nobres e plebeus, seculares e clérigos,
   e religiosos de diversos institutos, muitos dos quais não têm no Brasil convento nem casa.”

                   (André João Antonil, Cultura e opulência no Brasil por suas drogas e minas.)



   Nesse retrato descrito pelo jesuíta Antonil, no início do século XVIII, o Brasil colônia vivia o
   momento:

   a) do avanço do café na região do Vale do Ribeira e em Minas Gerais. Portugal, no início
      do século XVIII, percebeu a importância do café como a grande riqueza da colônia,
      passou então a enviar mais escravos para essa região e a controlá-la com maior rigor.

   b) da decadência do cultivo da cana-de-açúcar no nordeste. Em substituição a esse ciclo,
      a metrópole passou a investir no algodão; para tanto, estimulou a migração de colonos
      para a região do Amazonas e do Pará. Os bandeirantes tiveram importante papel nesse
      período por escravizar indígenas, a mão-de-obra usada nesse cultivo.

   c) da descoberta de ouro e pedras preciosas no interior da Colônia. A Metrópole, desde o
      início do século XVIII, buscou regularizar a distribuição das áreas a serem exploradas;
      como forma de impedir o contrabando e recolher os impostos, criou um aparelho
      administrativo e fiscal, deslocando soldados para a região das minas.

   d) da chegada dos bandeirantes à região das minas gerais. Os bandeirantes descobriram
      o tão desejado ouro, e a Metrópole se viu obrigada a impedir a corrida do ouro; para
      tanto, criou leis impedindo o trânsito indiscriminado de pessoas na região, deixando os
      bandeirantes como os guardiões das minas.
   e) do esgotamento do ouro na região das minas. Sua difícil extração levou pessoas de
      diferentes condições sociais para as minas, em busca de trabalho, e seu esgotamento
      dividiu a região em dois grupos – de um lado, os paulistas, e, de outro, os forasteiros,
      culminando no conflito chamado de Guerra dos Emboabas.



09 - (UFMG/2001)

   Leia estes trechos de documentos relacionados ao Brasil Colonial, atentando para os
   processos históricos a que se referem:



   I. ... a grande constância de outros, desprezando as inclemências do tempo, desatendendo ao trabalho das
   marchas, vencendo os descômodos da vida, e perdendo o temor aos assaltos, continuavam a cortar bosques, a
   abrir caminhos, a penetrar sertões, a combater com o gentio bárbaro, fazendo a muitos e algumas mulheres
   prisioneiros...
   II. ... quem vir na escuridão da noite aquelas fornalhas tremendas, perpetuamente
   ardentes; as labaredas que estão saindo a borbotões de cada uma pelas duas bocas, ou
   ventas, por onde respiram o incêndio; os etíopes, ou cíclopes, banhados em suor tão
   negros como robustos que subministram a grossa e dura matéria ao fogo […] não poderá
   duvidar, ainda que tenha visto Etnas e Vesúvios, que é uma semelhança de inferno.

   III. Ali ignora-se o uso da verruma, o método de conhecer o interior e as diversas camadas
   de terras: as ciências naturais, a mineralogia, a química, o conhecimento da mecânica, das
   leis do movimento e da gravidade dos corpos, tudo estão ali muito na sua infância; das
   máquinas hidráulicas apenas se conhece ainda muito imperfeita, a que, pela sua figura e
   construção, chamam rosário...

   IV. ...o conde enriqueceu e ornou com edifícios vilas e cidades. Construiu pontes e palácios
   para utilidade e beleza. Erigiu, em parte por sua munificência, um templo para a piedade e
   para o serviço divino. Teve consigo e favoreceu, na paz e na guerra, os mais eminentes
   artistas […] para que eles mostrassem, vencidos, […] os lugares, as terras e as cidades que
   ele próprio vencesse.



   Os trechos I, II, III e IV fazem referência, respectivamente,

   a) à ação dos quilombolas, aos motins coloniais, às atividades agrícolas indígenas e à
      construção da cidade de Salvador.

   b) à pecuária, ao batuque dos negros, à arte naval portuguesa e à transferência da Corte
      portuguesa para o Rio de Janeiro.

   c) ao bandeirantismo, aos engenhos de açúcar, ás técnicas de mineração e à presença
      holandesa no nordeste açucareiro.

   d) ao tráfico negreiro, aos rituais indígenas, às moendas de açúcar e à urbanização das
      vilas das Minas Gerais.
10 - (UEL PR/2001)

   O Ciclo do ouro no Brasil Colonial desenvolveu-se principalmente em Minas Gerais, Mato
   Grosso e Goiás.



   Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA:

   a) Foi o grande responsável pela fixação da fronteira do Brasil atual, graças às constantes
      expedições dos bandeirantes.

   b) Possibilitou o enfraquecimento do Absolutismo real em Portugal, pois distribuiu a
      riqueza mineral para considerável população pobre do Reino e da Colônia.

   c) Deslocou o eixo econômico do Nordeste, ligado ao açúcar, para o Centro do país, onde
      se desenvolvera a mineração.

   d) Ensejou a mudança da capital colonial de Salvador para o Rio de Janeiro, para maior
      controle da mineração e oposição aos castelhanos no Rio Grande do Sul.

   e) Durante sua decadência, ocorreu o movimento da Inconfidência Mineira, inspirada
      também pelo Iluminismo que aqui chegava.



11 - (UEPB/1999)

   A exploração dos minérios, a partir do século XVIII, proporcionou à região das Minas Gerais
   novas condições econômicas, sociais e políticas, cujos desdobramentos marcaram sua
   história, EXCETUANDO-SE:



   a) O aumento populacional na região e desenvolvimento da vida urbana.

   b) A disputa pela posse das minas entre bandeirantes nascidos na colônia e portugueses
      apelidados de "emboabas", que culminou com a criação da Intendência das Minas por
      parte da coroa portuguesa.

   c) A revolta liderada por Felipe dos Santos contra as Casas de Fundição que quintavam o
      ouro, além de fundi-lo em barras, dificultando o seu comércio.

   d) A criação de uma sociedade agrária, pautada no latifúndio, na monocultura e com
      pouco desenvolvimento cultural.

   e) A grande fiscalização por parte da coroa visando, de todas as formas, controlar a saída
      dos metais preciosos da região.
12 - (UEPB/2001)

   São muitas as características que diferenciam a sociedade mineira que se formou a partir da exploração do ouro,
   da sociedade açucareira do Nordeste.



   Qual das mudanças abaixo pode ser relacionada com esta nova sociedade?

   a) Centralização do poder por parte do governo português e surgimento de muitas
      revoltas contra este controle, aparecimento de núcleos urbanos, maior mobilidade
      social e surgimento de um incipiente intercâmbio comercial inter-regional.

   b) Surgimento de uma sociedade democrática baseada no trabalho assalariado com uma
      crescente urbanização e visando à produção para o mercado interno.

   c) Aparecimento de núcleos urbanos, maior mobilidade social, descentralização
      administrativa por parte da coroa portuguesa e fortalecimento do poder dos
      mineradores e colonos.

   d) Aumento do intercâmbio comercial entre as diversas regiões com a formação do
      mercado interno, democratização das relações entre colônia e metrópole e maior
      mobilidade econômica, política e social.

   e) Surgimento de uma sociedade agrária baseada na policultura e na exploração do
      trabalho escravo visando abastecer os mercados europeus, bem como a metrópole
      portuguesa e suas colônias na Ásia e na África.



13 - (UFRN/2002)

   A partir do século XVII, a exploração portuguesa no território brasileiro ultrapassou o
   litoral, avançando pelo interior, com o movimento das Bandeiras, representado no mapa a
   seguir.
   FONTE: COTRIM, Gilberto. História e consciência do Brasil. São Paulo: Saraiva, 1997. p.
   105.



   Analisando o mapa acima, é correto afirmar que as Bandeiras:

   a) Forçaram a dilatação da linha de Tordesilhas, favorecendo o império espanhol.

   b) Dirigiram-se aos sertões procurando metais preciosos e criando aldeamentos
      indígenas.

   c) Detiveram-se nas margens dos principais rios situados no território português.

   d) Forneceram elementos para um primeiro delineamento das fronteiras brasileiras
      atuais.



14 - (UFSCAR SP/2000)

   A crise da economia mineira e a nova conjuntura internacional, na segunda metade do
   século XVIII, refletiram no Brasil, contribuindo para :



   a) O retorno da monocultura da cana-de-açúcar, aproveitando-se da capacidade ociosa
      dos engenhos nordestinos.

   b) O desenvolvimento de manufaturas de tecido de algodão, estimulado pela política
      reformista do Marquês de Pombal.

   c) A diversificação econômica, entrando na pauta de exportação da colônia produtos
      como algodão, tabaco, cacau, couro.

   d) A emergência da monocultura do café, produto de fácil cultivo e de aceitação
      crescente nos mercados exteriores.

   e) O aparecimento de centros econômicos na região amazônica, devido à exportação da
      borracha para as nações industrializadas.



15 - (UEG GO/2005)

   A sede insaciável do ouro estimulou tantos a deixarem suas terras, a meterem-se por
   caminhos tão ásperos, como são os das minas, que dificilmente se poderá saber do
   número de pessoas que, atualmente, lá estão. Mais de 30 mil homens se ocupam, uns em
   catar, outros em mandar catar o ouro nos ribeiros.

                                   ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil, 1711.
                                       Belo Horizonte; São Paulo: Itatiaia; Edusp, 1982. p.167.



   O padre André João Antonil foi um dos mais argutos observadores do mundo colonial. Seu
   olhar percebia, em detalhes, o processo de produção de riquezas tanto no engenho
   quanto na atividade mineradora. O ouro transformou em profundidade a vida na colônia,
   pois



   a) rompeu com a mediação da metrópole portuguesa no comércio com o continente
      europeu. A acumulação de metais permitiu aos colonos entabularem negociações
      diretas com os ingleses para a compra de escravos africanos.

   b) deslocou para as minas um enorme contingente de homens livres pobres e indígenas,
      os quais substituíram os negros na busca do metal precioso, constituindo uma
      sociedade marcada por intensa mobilidade social.

   c) causou intenso movimento populacional, cujo impacto fez-se sentir tanto no interior
      da colônia quanto na metrópole, obrigando o rei português a adotar medidas para
      conter o fluxo migratório para o Brasil.

   d) definiu uma clara política, adotada pela Coroa portuguesa, de incentivos a novas
      descobertas, permitindo aos colonos a livre posse das terras (datas) destinadas à
      mineração, minimizando assim os conflitos decorrentes da cobrança de impostos.

   e) desestimulou o desenvolvimento da atividade agropastoril nas regiões interioranas, na
      medida em que a mão-de-obra e os capitais estavam voltados, fundamentalmente,
      para a extração do minério.



16 - (FUVEST SP/1999)

   “Quem chegou a ter título de senhor, parece que em todos quer dependência de servos. E
   isto principalmente se vê em alguns senhores que têm lavradores em terras do engenho,
   ou de cana obrigada a moer, tratando-os com altivez e arrogância”.

   João Antônio Andreoni (Antonil), cultura e opulência do Brasil



   Face a esta afirmativa:

   a) Caracterize os lavradores de cana, como um grupo distinto dos senhores de engenho.

   b) Discorra sobre as razões do comportamento dos senhores de engenho, descrito por
      Antonil.
17 - (PUC SP/2002)

   "O que o canavial sim aprende do mar:

   o avançar em linha rasteira da onda;

   o espraiar-se minucioso, de liquido.

   alagando cova a cova onde se alonga.

   O que o canavial não aprende do mar:

   o desmedido do derramar-se da cana;

   o comedimento do latifúndio do mar,

   que menos lastradamente se derrama. "

   João Cabral de Melo Neto,

   “O mar e o canavial", in A educação pela pedra. Antologia poética. Rio de Janeiro, José
   Olympio Editora, t999



   João Cabral, recifense, relacionou, no fragmento do poema acima, mar e canavial. A
   associação considera; semelhanças e diferenças entre eles e pode ser compreendida se
   considerarmos que:

   a) "o avançar em linha rasteira" do canavial é uma menção á expansão da produção
      açucareira m região Nordeste e especialmente no Estado de Pernambuco iniciada no
      período colonial e encerrada; no Império.

   b) o mar e as praias de Pernambuco sempre foram, a( lado da cana, as únicas fontes de
      riqueza da região Nordeste, desde o período colonial até os dias de hoje.

   c) "o desmedido do derramar-se da cana" é uma referência critica á organização da
      produção açucareira em latifúndios, unidades produtoras de grande porte.

   d) as lavouras de cana sempre estiveram localizadas no interior de Pernambuco,
      distantes do litoral, e a relação com o mar é para mostrar a totalidade geográfica do
      Estado.

   e) "alagando cova a cova onde se alonga" é uma sugestão de que o plantio da cana, assim
      como o mar, provocou, ao longo de sua história, muitas mortes.



18 - (PUC RS/2001)

   Analise os dados apresentados no quadro abaixo, com o objetivo de identificar os fatores
   condicionantes para a situação da economia açucareira.
   A alternativa que aponta corretamente os fatores condicionantes correspondentes aos
   espaços 1, 2 e 3, nessa ordem, é:

   a) 1- Aumento do preço do produto e do consumo pelas elites européias 2- Concorrência
      holandesa e diminuição de preços 3- Política de Pombal: incentivo ao beneficiamento
      do açúcar em Portugal

   b) 1- Desenvolvimento do mercado interno brasileiro 2- Concorrência com a produção
      dos países do Prata 3- Queda na produção das colônias francesas na América: levante
      de escravos

   c) 1- Limitação da produção nas ilhas atlânticas 2- Transferência de escravos para a zona
      cafeeira 3- Fundação das companhias de comércio do Grão-Pará e do Maranhão

   d) 1- Aumento da escravização dos indígenas 2- Declínio da mineração espanhola:
      processo deflacionário e queda de preços 3- Derrota do Quilombo dos Palmares:
      fortalecimento do escravismo

   e) 1- Declínio da produção nas Antilhas espanholas 2- Decretação do “Bill Aberdeen” pela
      Inglaterra: restrição do tráfico de escravos 3- Financiamento estatal para a
      modernização da produção.



19 - (UERJ/1996)

   Brigam Espanha e Holanda

   pelos direitos do mar

   o mar é das gaivotas

   que nele sabem voar



   Brigam Espanha e Holanda

   pelos direitos do mar
   Brigam Espanha e Holanda

   porque não sabem que o mar

   é de quem o sabe amar

     (Milton Nascimento e Leila Diniz. Trecho da canção: “Um cafuné na cabeça, malandro, eu
                                                                     quero até de macaco”.)



   As invasões holandesas ao litoral nordestino ocorreram, entre outros fatores, devido ao
   fato de os holandeses se virem impedidos de:

   a) Comprar prósperos engenhos de açúcar do sudeste

   b) Participar do refino e distribuição do açúcar brasileiro no mercado europeu

   c) Construir engenhos de açúcar no nordeste, com o apoio da Metrópole portuguesa

   d) Adquirir terras férteis e escravos, uma vez que a Holanda e Espanha tinham
      desavenças antigas



20 - (UFF RJ/1999)

   O domínio holandês no Brasil, sobretudo no governo de Maurício de Nassau, foi marcado
   por grande desenvolvimento cultural e artístico.

   Tal processo pode ser relacionado a características peculiares da República das Províncias
   Unidas no século XVII.

   Relativamente a este momento histórico é incorreto afirmar:



   a) A assimilação da arte, identificada mais fortemente na produção artística de
      Rembrandt, testemunhou o poderio da burguesia holandesa do período.

   b) Os holandeses viviam numa república descentralizada que encorajava não só a
      eficiência econômica, como também o florescimento das artes e ciências.

   c) O calvinismo foi o fator determinante para o desenvolvimento do capitalismo
      holandês.

   d) A cultura holandesa era mais receptiva às inovações, assim como aos elementos
      estrangeiros.

   e) A inexistência de uma corte contribuiu para que a burguesia holandesa não
      assimilasse, mais efetivamente, o consumismo exacerbado ditado pelos padrões
      culturais europeus.
21 - (UFMA/1999)

   A produção de açúcar foi a grande motivação para o início da colonização do Brasil. Na
   sociedade que se desenvolveu em torno dos engenhos, destaca-se:



   a) A liberdade religiosa, para atender às reivindicações de judeus e protestantes que
   vieram como imigrantes.

   b) O senhor feudal, que possuía grandes propriedades e controlava extenso número de
      servos.

   c) A pequena propriedade, onde os homens livres pobres plantavam gêneros alimentícios
      para abastecer as fazendas.

   d) O caráter estamental, que impossibilitava a ascensão social e o casamento entre
      pessoas de classes sociais diferentes.

   e) A família patriarcal, onde o proprietário tinha poderes sobre seus familiares, escravos
      e agregados.



22 - (UEPB/1999)

   A política fundiária brasileira, orientada para a concentração o da propriedade e apoiada
   no regime de sesmarias, teve conseqüências no surgimento e caracterização da questão
   agrária brasileira. Seu efeito imediato foi a criação da grande empresa rural para a
   exploração da cana-de-açúcar, da pecuária e do café. Esse tipo de empresa exigia, para a
   sua sobrevivência, a mão-de-obra escrava e, depois da Abolição, a mão-de-obra sub-
   empregada ou sazonal. Apoiava-se, ainda, na propriedade latifundiária,
   independentemente de sua exploração, como fator de status social e, principalmente, de
   poder político. Foi justamente a conjugação cooperativa desses dois tipos de excedentes, o
   da mão-de-obra a custo insignificante e o da terra não explorada, que deu origem à
   inflexível estrutura fundiária brasileira e configurou aquilo que chamamos de questão
   agrária.

   RIBEIRO, Nelson de F. Caminhada e esperança da reforma agrária. IN: PILETTI, Nelson.
   História do Brasil, São Paulo: Ática, 1992, p·g. 45/46.



   Assinale a alternativa complementar ao texto:

   a) As sesmarias eram terras vendidas durante o período colonial para o plantio da cana-
      de-açúcar.

   b) A grande empresa rural surgiu no Brasil como resultante da expansão cafeeira.
   c) A apropriação de grandes áreas territoriais, a partir do Brasil-Colônia, favoreceu a
      emergência de uma poderosa elite agrária.

   d) A rigidez da estrutura fundiária brasileira originou-se da carência de terras produtivas
      e de mão-de-obra acessível.

   e) A exploração agrícola através da monocultura, da média propriedade e do trabalho
      servil, desde o início da colonização, originou a questão agrária no Brasil.



23 - (UEPB/2001)

   A ocupação holandesa no Brasil trouxe para a área ocupada algumas mudanças
   empreendidas pelo então governador de Pernambuco João Maurício de Nassau.



   Qual das mudanças abaixo NÃO se encaixa entre as medidas tomadas por Nassau?

   a) Recuperação dos engenhos destruídos durante a guerra.

   b) Incentivo à redução das áreas destinadas às culturas de subsistência.

   c) Reurbanização de Recife com pavimentação e construção de pontes e novos edifícios.

   d) Liberdade de culto aos católicos e judeus e obrigatoriedade do descanso aos domingos
      para os escravos.

   e) Concessão de empréstimos aos senhores de engenho.



24 - (UEPB/2002)

   Com a produção de açúcar, a colônia finalmente justifica o seu papel dentro do que se
   convencionou chamar de antigo sistema colonial.



   Analise estas afirmativas acerca da produção açucareira:



   I.   A produção de açúcar exigia poucos investimentos e foi este o fator predominante
        para que Portugal não buscasse capitais em outras praças, passando a controlar
        sozinho toda a cadeia produtiva, bem como a comercialização do produto em todos os
        continentes.

   II. A produção açucareira encaixava-se perfeitamente na política mercantilista
       implantada durante o período colonial, na medida em que transferia riqueza da
       colônia para as metrópoles européias.
   III. O açúcar não foi um produto exclusivo de Pernambuco, outras regiões também o
        produziram como é o caso do Rio de Janeiro e da Bahia. Esta última, chegou a superar
        a produção açucareira de Pernambuco no final do século XVII.



   Assinale a alternativa correta.

   a) Apenas as proposições II e III estão corretas.

   b) Apenas as proposições I e III estão corretas.

   c) Apenas as proposições I e II estão corretas.

   d) Apenas a proposição I está correta.

   e) Todas as proposições estão corretas.



25 - (UFPB/1998)

   No século XVII, a crise na empresa açucareira nordestina foi motivada pelo(a):



   a) crescimento da produção antilhana, concorrência inglesa, expulsão dos holandeses.

   b) desenvolvimento da pecuária, concorrência antilhana, queda do preço do açúcar nos
      mercados internacionais.

   c) crescimento da produção antilhana, concorrência inglesa, fim do monopólio
      português.

   d) descoberta do ouro nas Gerais, concorrência antilhana, desenvolvimento da pecuária.

   e) queda do preço do açúcar nos mercados internacionais, concorrência antilhana, fim do
      monopólio português.



26 - (UFPA/2000)

   As duas plantas abaixo demonstram os dois polos da sociedade colonial brasileira: a casa-
   grande e a senzala. Observe-as bem e responda às questões propostas:



   1. Planta de uma casa-grande com seus vários cômodos.
   1) Cozinha; 2) Depósito; 3) Despensa; 4) Sanitário; 5) Sala da jantar; 6) Alcova; 7) Quarto; 8)
   Sala;

   9) Varanda.



   2. Planta de uma casa-grande com seus vários cômodos.




   a) Quem ocupava os espaços representados nas plantas número um e dois durante o
      período colonial?

   b) Explique por que a planta número um demonstra um espaço mais amplo, confortável
      e complexo, enquanto a planta número dois sugere o oposto?



27 - (UNESP SP/2000)

   “E se a lição foi aprendida

   a vitória não será vã.
   Neste Brasil holandês,

   Tem lugar para o português

   e para o Banco de Amsterdam.”

   (Chico Buarque e Rui Guerra. Calabar, 1973)



   Baseando-se nos versos da peça de teatro Calabar, responda.)

   a) O que era o “Brasil holandês”?

   b) Por que os autores afirmam que no Brasil havia lugar “para o português e para o Banco
      de Amsterdam”?



28 - (UNESP SP/1997)

   “Foi assim possível dispor um segundo ataque ao Brasil, desta vez contra uma capitania
   mal aparelhada na sua defesa, mas a principal e a mais rica região produtora de açúcar do
   mundo de então. Existiam aí e nas capitanias vizinhas mais de 130 engenhos que, nas
   melhores safras, davam mais de mil toneladas do produto.” (J. A. Gonsalves de Mello.)



   O texto refere-se à:

   a) Guerra dos Mascates

   b) Invasão francesa

   c) Invasão holandesa

   d) Revolta de Backman

   e) Invasão inglesa



29 - (UNIFOR CE/2001)

   Durante o governo de Nassau, a Companhia das Índias Ocidentais concedeu crédito aos
   senhores de engenho, destinado ao reaparelhamento dos engenhos, recuperação dos
   canaviais e compra de escravo.



   Essa atitude indica:
   a) O sentido altamente humanista da Companhia das Índias Ocidentais, interessada no
      progresso da colônia.

   b) A habilidade política de Nassau impondo à Companhia das Índias Ocidentais uma
      política de retomada da produção e comércio do açúcar.

   c) A preocupação da Companhia em explorar de forma imediatista os senhores de
      engenho, sem investir na reparação dos danos advindos da guerra pela ocupação de
      Pernambuco.

   d) A ausência de preocupação comercial da Companhia das Índias Ocidentais.

   e) A exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da
      Companhia das Índias Orientais.



30 - (UNIFOR CE/2002)

   "O senhor de engenho, dono de terras e escravaria, era o símbolo do poder econômico e
   político da colônia. Agindo como um verdadeiro patriarca, a quem todos deviam respeito e
   obediência, estendia seu domínio às vilas e povoados que se situavam próximo aos limites
   de suas propriedades. Não havia poder público que se opusesse à sua ação dominadora na
   vida colonial."

   (Agnaldo Kupper e Paulo André Chenso. Brasil, História Crítica. São Paulo: FTD, 1998, p.48)



   Pode-se afirmar que esse poder abrangente do grande proprietário, a que o texto se
   refere,

   a) Garantiu o desenvolvimento de valores sociais baseados em princípios de cooperação
      e solidariedade.

   b) Facilitou a miscigenação entre brancos, negros e índios o que deu à sociedade
      brasileira um caráter democrático.

   c) Deixou marcas profundas na sociedade brasileira, moldando ao longo do período
      colonial o "mandonismo local".

   d) Possibilitou uma maior diversificação das atividades próprias dos homens livres e uma
      maior mobilidade social da colônia.

   e) Gerou, ao longo do período colonial, uma sociedade centrada na "família nuclear"
      cujos valores estavam sedimentados na moral e nos bons costumes.



31 - (UEPB/1999)
   Examine o mapa a seguir e assinale a alternativa que descreve a trajetória da pecuária
   nordestina no período colonial.




   FARIA, Ricardo de Moura e Adhemar M. Marques, Nova História. Belo Horizonte: Editora.
   Lê, 1982, p. 87



   a) As capitanias da Bahia e Rio Grande do Norte foram os principais centros de expansão
      do gado.

   b) A penetração dos rebanhos para o interior, no século XVII, teve como principal roteiro
      as margens do rio São Francisco e alguns de seus afluentes.

   c) A partir de Olinda, seguindo o curso do rio Parnaíba, os rebanhos alcançaram o sertão
      de Pernambuco e da Paraíba.

   d) A pecuária, no século XVII, se expandiu no sentido Oeste-Leste, ocupando assim
      grande parte da zona da mata e litoral.

   e) Todas as alternativas estão corretas.



32 - (UFG GO/1996)

   “Nos campos da vacaria, no sertão do Mimoso e nos pântanos do Pequiri, sou rei.”

   Assim pensa o sertanejo criado por Visconde de Taunay, no século passado, em Inocência.



   Considerando a obra citada, explique:

   a) Duas (2) características do povoamento do “sertão” descrito por Taunay;
   b) Duas (2) características culturais do “sertanejo” presentes na obra Inocência.



33 - (UESPI/2003)

   “…podemos observar o começo da mudança do eixo econômico do sul para o norte
   piauiense, na virada do século XVIII, através da análise da arrecadação do tributo sobre o
   gado. Em 1791, Oeiras, Jerumenha, Parnaguá e Valença respondiam por cerca de 58% do
   total, enquanto Campo Maior e Marvão (Castelo) representava, 42%. No período de
   1809/1814, os quatro municípios do sul caíram para 54%, enquanto Campo Maior, Marvão
   e ainda […] Parnaíba cresciam a participação para 46%”. (Mendes, Felipe. Formação
   econômica. In Santana: Fundapi, 1995. p. 64). Entre os muitos fatos do processo histórico
   piauiense compreendidos no recorte cronológico do século XIX, pelo menos um deles se
   explica pelo contexto de deslocamento do ‘eixo econômico’ apontado pelo autor do
   trecho acima.



   Assinale-o entre as alternativas abaixo:

   a) A prioridade parnaibana em detrimento de Oeiras nos episódios que resultaram na
      adesão do Piauí ao governo de Pedro I;

   b) A transferência da capital provincial de Oeiras para Teresina;

   c) O declínio da navegação pelo rio Parnaíba;

   d) O não-aparecimento, à época, de nenhum município novo importante no centro-sul
      piauiense;

   e) A emergência de insurreições populares decorrentes da crise econômica na pecuária
      nos velhos municípios do centro-sul.



34 - (UFPB/2005)

   A expansão territorial no Brasil Colônia teve várias formas e direções.

   Sobre esta expansão, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas:



   ( ) A conquista do sertão nordestino teve como principal impulso a criação de gado
       direcionada para o mercado interno da Colônia.

   ( ) A ocupação da área norte teve como componente estratégico o interesse dos
       portugueses e de seus aliados ingleses no controle do mercado de couros.
    ( ) O expansionismo na área sul teve como motivação a extração de recursos naturais,
        principalmente as chamadas drogas do sertão.

    ( ) A expansão para o interior das áreas centrosul e centro-oeste teve como estímulos a
        busca por metais e pedras preciosas e a caça aos índios para sua utilização como mão-
        de-obra.



    A seqüência correta é

    a) V V V F

    b) V F F V

    c) V V V V

    d) V F V F

    e) F F F F



35 - (UFTM MG/2003)

    Comparando-se a pecuária e a mineração no Brasil colonial, é correto afirmar que:

    a) Enquanto a primeira destinava-se ao mercado externo, as riquezas geradas pela
       segunda ficaram na colônia.

    b) Ambas utilizaram, fundamentalmente, mão-de-obra livre devido ao pequeno
       investimento, o que favoreceu a ascensão social.

    c) Eram independentes entre si, mas assemelharam-se por serem complementares aos
       engenhos de açúcar.

    d) Enquanto a criação foi a atividade principal da faixa litorânea, o ouro foi explorado no
       interior da região central.

    e) Ambas contribuíram para a interiorização da colonização portuguesa e, articuladas,
       geraram um comércio interno.



36 - (UEPB/2006)

    “A convivência entre a cana e o gado nunca foi pacífica, com a primeira sempre empurrando a segunda para o
    interior, quando seus lucros ficavam maiores. Nesse movimento constante de transferência da atividade
    pecuária para o interior, o Agreste, localizado quase que inteiramente sobre o Planalto da Borborema,
    encontravase em posição estratégica, porque além de estar próximo à área açucareira, possuía clima e
    pastagens excelentes para o gado. Além disso, a partir do século XVII, com a expansão dessa atividade cada vez
    mais para o interior, inclusive no sertão semi-árido, o agreste passou a se constituir área ideal e indispensável
    para a pousada.”
                                                                   (Regina Célia Gonçalves e outros, 1999, p. 26)

   Nesse contexto, podemos afirmar que:

   a)   Não havia interesse econômico dos homens pobres e livres em se manter no litoral, trabalhando em bases
        de igualdade com a mão-de-obra escrava.

   b)   Tal movimento é exclusivo do processo de colonização paraibano.

   c)   Esse processo favoreceu a formação de vários núcleos urbanos, originados dos pousos e das feiras de
        gado que foram, aos poucos, se estabelecendo ao longo do percurso.

   d)   Era determinação metropolitana que o gado fosse fator de colonização de outras regiões além do litoral.

   e)   As lavouras de auto-consumo mirraram nesse processo, tornando necessária a compra de gêneros de
        subsistência diretamente à metrópole.




37 - (UFPI/2006)

   Sobre a economia piauiense nas primeiras décadas do século XX, podemos afirmar:

   a) Que continuava a ter como base de sustentação, única e exclusivamente, a atividade
      da pecuária.

   b) Que a atividade pecuária encontrava-se em declínio, passando o Estado a contar com
      crescentes receitas provenientes das atividades do extrativismo vegetal (Borracha de
      maniçoba, Cera de carnaúba e Babaçu).

   c) Que a produção de algodão, particularmente para atender a demandas americanas e
      alemãs, durante a Primeira Guerra Mundial, foi fundamental para o crescimento
      econômico do Estado no período da República Velha.

   d) Que, favorecidas pela navegação do Rio Parnaíba, várias indústrias se instalaram nas
      cidades ribeirinhas, proporcionando um surto de crescimento industrial no Estado.

   e) Que as atividades econômicas urbanas, particularmente o comércio, mudaram
      radicalmente a economia piauiense, gerando forte migração de populações rurais para
      os centros urbanos.



38 - (FGV/2007)

   Adquirida a terra para uma fazenda, o trabalho primeiro era acostumar o gado ao novo
   pasto, o que exigia algum tempo e bastante gente; depois ficava tudo entregue ao
   vaqueiro. (...)

   Após quatro ou cinco anos de serviço, começava o vaqueiro a ser pago; de quatro crias
   cabia-lhe uma; podia assim fundar fazenda por sua conta.

                         (Texto adaptado de Capistrano de Abreu. Capítulos de História Colonial.)
   O texto acima apresenta algumas das características da atividade pecuarista no Brasil
   colonial. A respeito dessa atividade, assinale a afirmativa incorreta.

   a) Esteve associada a outras atividades econômicas, como a lavoura canavieira do litoral
      nordestino e a extração aurífera das Minas Gerais, sendo voltada para o comércio
      interno.

   b) Contribuiu para a abertura de caminhos e para a ocupação de áreas interiores,
      alargando, consideravelmente, as fronteiras territoriais das possessões portuguesas na
      América.

   c) Possuiu regimes de trabalho adequados à própria dinâmica da atividade criatória,
      destacando-se a figura do vaqueiro, passível de transformar-se em dono de seu
      próprio rebanho.

   d) Ocupou, na maioria das vezes, áreas contíguas a rios e ribeirões, fosse pela fonte de
      água, fosse pela existência de depósitos de sal, estabelecendo rotas do gado e áreas
      de concentração de fazendas, como o caso do vale do Rio São Francisco.

   e) Apresentou baixa lucratividade e, ao concorrer com a lavoura canavieira pela
      ocupação de terras nos sertões nordestinos, levou a Coroa portuguesa a baixar sérias
      restrições à sua expansão.



39 - (UEPB/2007)

   Sobre uma das mais importantes atividades de subsistência interna da colônia – a pecuária
   –, assinale V para as proposições verdadeiras e F para as falsas:

   ( ) Atividades de subsistência interna, como a criação de animais e rebanhos, eram
       indispensáveis para suprir as necessidades da população colonial que a metrópole não
       podia ou não tinha interesse em atender.

   ( ) Os portugueses só vieram a tomar conhecimento das várias possibilidades de
       utilização de animais, além de fonte de alimentos, quando chegaram ao Brasil. Aqui, os
       índios já tinham amplo e pleno domínio da força animal para a utilização na plantação
       e como transporte facilmente adaptado às dificuldades do território brasileiro.

   ( ) Na segunda metade do século XVI já era visível a separação entre as duas atividades: a
       lavoura e a criação. Com o crescimento da monocultura açucareira para exportação, a
       pecuária foi sendo deslocada cada vez mais para o interior em busca de pastagens e
       mananciais naturais.

   ( ) É absolutamente despropositada a afirmação de que a pecuária foi uma das principais
       atividades responsáveis pelo crescimento do território brasileiro em direção oposta ao
       litoral, pois tal atividade não interessava à metrópole e ficava a cargo dos vaqueiros,
       homens que podiam investir no seu desenvolvimento.
   Marque a alternativa correta:

   a) VFVF

   b) FFVF

   c) FVFF

   d) VVVF

   e) FVVF



40 - (UFRN/2007)

   Na colônia portuguesa da América (Brasil), o gado era fundamental para a produção
   açucareira que se expandia pelo litoral nordestino. Todavia, uma Carta Régia de 1701
   proibiu a criação de gado em uma faixa de oitenta quilômetros da costa para o interior.

   O objetivo dessa medida régia era

   a) garantir o cultivo da cana-de-açúcar no litoral e, ao mesmo tempo, estimular a
      colonização dos sertões com a pecuária.

   b) proibir o desenvolvimento de atividades produtivas no litoral, com o intuito de
      dificultar a invasão da colônia por outros povos.

   c) estimular a pecuária nos sertões, almejando impedir a proliferação da produção
      açucareira, que se tornara economicamente inviável.

   d) impedir a pecuária no litoral, onde era mais rentável que o açúcar, como forma de
      favorecer os interesses dos senhores de engenho.



GABARITO:



1) Gab: C



2) Gab: C



3) Gab: A



4) Gab: E
5) Gab: E



6) Gab: B



7) Gab: D



8) Gab: C



9) Gab: C



10) Gab: B



11) Gab: D



12) Gab: A



13) Gab: D



14) Gab: C



15) Gab: C



16) Gab:

   O envolvimento dos holandeses com o açúcar produzido no nordeste brasileiro, no
   período colonial (segunda metade d século XVI e primeira do XVII), não poderia ter sido
   maior. Eles financiaram a produção, controlaram o transporte, o refino e a distribuição do
   açúcar na Europa. Por essa razão, quando durante a União Ibérica (1580 – 1640), a Coroa
   espanhola suspendeu, em 1621, a trégua que permitia aos flamengos realizar livremente
   seus negócios no Brasil, criou-se na Holanda, ou melhor na República das Províncias
   Unidas, a Companhia das Índias ocidentais, visando salvaguardar aqueles interesses. Foi
   esta Companhia que patrocinou as duas tentativas de ocupação holandesa no nordeste. A
   primeira, na Bahia, entre 1624 e 1625, e a segunda, em Pernambuco, entre 1630 e 1648.
   Finalmente, derrotados, os holandeses transferiram seus conhecimentos técnicos e seu
   capital para a produção de açúcar nas ilhas caribenhas.



17) Gab: C



18) Gab: A



19) Gab: B



20) Gab: C



21) Gab: E



22) Gab: C



23) Gab: B



24) Gab: A



25) Gab: E



26) Gab:

   a) O candidato deverá identificar, ao máximo, os ocupantes dos dois espaços: Planta nº 1
      - senhores de engenho, seus familiares e escravos domésticos; Planta nº 2 - os
      escravos e os feitores.

       Obs: Quem responder apenas os senhores de engenho e escravos obtém 0,5 pt.
   b) Para a segunda parte da questão, o candidato deverá ressaltar que na hierarquia
      colonial, os senhores eram os donos das terras (ricos proprietários, latifundiários ou
      escravistas) assim sua moradia era maior, bem mais dividida e complexa.
      Diferentemente, a moradia dos escravos, a senzala, era composta de cubículos,
      refletindo as relações de dominação e/ou controle sobre os escravos.



27) Gab:

   a) Corresponde aos domínios holandeses em grande parte do Nordeste brasileiro, por
      exemplo: Pernambuco.

   b) Porque os autores revelam o caráter de uma relativa simbiose econômica e social que
      o “Brasil holandês” representou na história colonial. Podemos citar como exemplo o
      período nassoviano, marcado pelas realizações administrativas e econômcias, aliado a
      uma “convivência salutar” entre as várias partes.



28) Gab: C



29) Gab: B



30) Gab: C



31) Gab: B



32) Gab:

   a) O povoamento das regiões interioranas, além de rarefeito, vincula-se á atividade
      pecuarista. Os “poucos” descritos por Taunay indicam a ausência de um pensamento
      estável, o que faz do sertão lugar de passagem de inúmeros viajantes. Este
      povoamento rarefeito dá ao sertão um tom melancólico que foi acentuado na obra
      citada.

   b) O sertanejo é apresentado como um homem ensimesmado, fechado, desconfiado e
      rude. Estes traços são condizentes com a árdua relação estabelecida entre o homem e
      a terra: ausência de estradas, médicos e comodidades fazem com que o sertão, de
      certa forma, se contraponha à cidade. Como um rei, o sertanejo domina todo o
         ambiente com altivez e segurança. Tais características compõem o perfil cultural do
         homem sertanejo.



33) Gab: B



34) Gab: B



35) Gab: E



36) Gab: C




37) Gab: B



38) Gab: E



39) Gab: A



40) Gab: A

								
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