REUNI�O DO M�S - DOC by R9r6VJE

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									                           REUNIÃO DO MÊS
                                 Julho 2007

Palavra inicial
Depois de estudar um tema teológico, como o foi da Santíssima Trindade, nossa
proposta de estudo para julho é a solenidade de São Pedro e São Paulo que, neste
ano de 2007, é celebrada no 1o Domingo de Julho, transferida do dia 29 de junho, a
data original da celebração.

Para oração inicial estamos sugerimos um momento de oração que se inspira na
Liturgia das Horas da celebração dessa festa apostólica.
Oração inicial
Sala do encontro: se for possível colocar duas imagens, dos apóstolos Pedro e Paulo,
podem ser postos sobre uma mesa, no local onde acontecerá a reunião. No meio das
imagens, uma Cruz de mesa (ou de altar) e uma Bíblia aberta, para demonstrar que a
Palavra de Deus e a Cruz de Cristo foram os motivos da vida dos apóstolos Pedro e
Paulo.

Acolhida: O coordenador acolhe os participantes e os introduz no tema da reunião:
“Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo”

                      Segue uma sugestão de mensagem inicial para o coordenador falar – não ler – e
                      que seja colocada da maneira mais espontânea possível.

Coordenador: como é do conhecimento de todos nós, a Solenidade Litúrgica de São
Pedro e São Paulo é transferida do dia 29 de junho para o 1o Domingo seguinte ao dia
29. Por isso, neste ano a celebração acontecerá no início de julho. É este também o
motivo pelo qual vamos conhecer a origem dessa celebração e a mensagem que ela
transmite para nós e para nossa comunidade. Antes, porém, vamos celebrar esse nosso
encontro.

                      O coordenador convida os participantes a iniciar a oração inicial cantando a
                      invocação para que o Senhor abra os lábios e torne digno o seu louvor.

Canção: “Abre, Senhor, os meus lábios”
      Abre Senhor os meus lábios,
      pois quero entoar a canção.
      Que vem da fonte da vida
      e toma o meu coração.

      Abre, Senhor os meus lábios
      e toma o meu coração!

      Tu és rochedo que salva
      das águas do mar desta vida.
      É teu abismo profundo,
      é tua montanha infinita.

      Tu és um Deus diferente,
      que rompe, liberta e alivia
      um coração mesmo duro,
      tu o transformas num dia.

      Hoje eu canto a alegria
      de estar com teu povo unido.
      Sim, somos teus consagrados,
      reunidos ao som deste hino!

                      Um participante do encontro lê o texto que segue, ressaltando alguns
                      elementos biográficos de São Pedro e São Paulo. Se desejarem,
                      pode-se ler um texto maior, narrando outros elementos da vida dos
                      dois apóstolos.
Leitura de um breve texto biográfico dos Apóstolos Pedro e Paulo
        Pedro, escolhido por Cristo como fundamento do edifício eclesial, portador das
chaves do Reino dos céus (Mt 16,13-19), pastor do rebanho santo (Jo 21,15-17),
confirmador dos irmãos (Lc 22,32), e na sua pessoa e nos sucessores o sinal visível da
unidade e da comunhão na fé e na caridade.
        Paulo, aceito no colégio apostólico pelo próprio Cristo no caminho de Damasco
(At 9,1-16), instrumento escolhido para levar seu nome perante os povos (At 9,15), é o
maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o apóstolo dos gentios,
aquele que juntamente com Pedro faz ressoar a mensagem evangélica no mundo
mediterrâneo. Ambos os apóstolos selaram com o martírio em Roma, pelo ano de 67,
seu testemunho ao Mestre. O livro chamado “Depositio martyrum”, escrito no ano 354,
relata desde aquela distante data, a celebração de sua solenidade no dia 29 de junho.

                     Após o relato, o salmista convida os participantes a cantar o Sl 124, com a
                     melodia que se encontra na partitura (ou outra melodia). É um salmo de ação
                     de graças pela proteção divina a quem a Deus se confia.

Salmo de ação de graças – Sl 124 (125)




                     T = Deus nos cerca de carinho e proteção.

                     Quem confia no Senhor é como o monte de Sião: *
                     nada o pode abalar, porque é firme para sempre.
                     Tal e qual Jerusalém, toda cercada de montanhas, +
                     assim Deus cerca seu povo de carinho e proteção, *
                     desde agora e para sempre, pelos séculos afora.

                     O Senhor não vai deixar prevalecer por muito tempo +
                     o domínio dos malvados sobre a sorte dos seus justos, *
                     para os justos não mancharem suas mãos na iniqüidade.
                     Fazei o bem, Senhor, aos bons e aos que têm reto coração, +
                     mas os que seguem maus caminhos, castigai-os com os maus! *
                     Que venha a paz a Israel! Que venha a paz ao vosso povo!

                     T = Deus nos cerca de carinho e proteção.


                     Após a salmodia, o coordenador convida um participante para proclamar o
                     texto bíblico que segue, que é a 2a leitura da solenidade de São Pedro e São
                     Paulo.
Palavra de Deus: o texto indicado é proclamado como 2a leitura na celebração da
Solenidade dos Santos Pedro e Paulo.

Leitor: 2Tm 4,6-8.17-18
Participantes – sentados.

                       Concluída a leitura, o coordenador toma a palavra e faz um breve comentário,
                       que pode inspirar-se no texto que segue abaixo.

Comentário
Paulo define o que foi a evangelização para sua vida: um combate que precisa
contar com a ajuda divina e com o fervor da fé. “Combati o bom combate, guardei
a fé”. Evangelizar não é uma atitude simples, mas é se lançar em combate contra
tantas coisas que se colocam contra a mentalidade do Evangelho, que se colocam
contra a proposta de vida que vem do Evangelho e até mesmo, contra quem não
aceita a pessoa de Jesus.
O que Paulo manifesta no texto que acabamos de ouvir, aconteceu também com
Pedro. Um evangelizador que precisou enfrentar combates na vida; desde o
combate de não ser acolhido pela sociedade, como o combate de ser hostilizado por
autoridades, preso, torturado e morto. Tudo mostra a dificuldade que foi
evangelizar, no tempo de Pedro e Paulo.
As mesmas dificuldades acontecem conosco. Não nos provocam e nem nos causam
danos extremados, como aconteceu com Pedro e Paulo, mas a evangelizar não
deixa de ser um combate contra tantas e diversas formas de oposição ao
Evangelho. O exemplo de Pedro e Paulo incentiva a nos manter firmes nesse bom
combate, principalmente, guardando a fé.

Partilha da Palavra:

                       Depois da reflexão, o coordenador convida os participantes para partilhar e
                       testemunhar o que mais chama atenção na vida dos Apóstolos Pedro e Paulo.

Preces
                       Concluída partilha, o coordenador introduz as preces e um dos participantes faz
                       os pedidos, como segue. Se todos tiverem as preces em mãos, o intercessor faz
                       a primeira parte e onde consta o (—) é feito por todos.

C - Oremos a Cristo, que edificou sua Igreja sobre o alicerce dos apóstolos e dos
profetas, e digamos com fé:

T - Socorrei, Senhor, o vosso povo!

Vós que chamastes o pescador Simão para dele fazerdes pescador de homens,
   — continuai chamando operários para que levem a boa nova da salvação à
   humanidade inteira.

T - Socorrei, Senhor, o vosso povo!

Vós, que acalmastes a tempestade do mar para que a barca dos discípulos não
afundasse,
   — defendei a vossa Igreja do toda perturbação e fortalecei o Santo Padre.

T - Socorrei, Senhor, o vosso povo!
Bom Pastor que, depois da ressurreição, reunistes ao redor de Pedro o rebanho que
estava disperso,
       — congregai o vosso povo num só rebanho e sob um só pastor.

T - Socorrei, Senhor, o vosso povo!

Vós, que enviastes o apóstolo Paulo para evangelizar as nações pagãs,
       — fazei que a palavra da salvação seja pregada a toda criatura.

T - Socorrei, Senhor, o vosso povo!
(Intenções livres)

                      Convite do coordenador para que juntos cantem a oração do Pai nosso e, logo
                      em seguida, faz a oração conclusiva.

Oração do Pai nosso...

Oremos
Ó Deus, que hoje nos concedeis a alegria de festejar São Pedro e São Paulo, concedei à
vossa Igreja seguir em tudo os ensinamentos destes Apóstolos que nos deram as
primícias da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo.
T – Amém!

                      Concluir a oração cantando um hino aos apóstolos Pedro e Paulo, que seja
                      conhecido de todos.


                      Hoje e sempre da Igreja pilares,
                      no alicerce do Cristo Senhor.
                      Lá no céu, como dois luminares.
                      A brilhar no celeste esplendor!

                      Feliz São Pedro, do céu porteiro,
                      na cruz inverso, sem seres réu,
                      e tu, São Paulo, doutor das gentes,
                      na dor da espada, ganhaste o céu!
                      Agora, pois, rogai por nós,
                      rogai por nós, rogai por nós!

                      Sois de Deus oliveiras frondosas.
                      candelabros de intenso fulgor.
                      sempre duas coroas de rosas.
                      dando a Roma perfumes de amor!

                      Diferentes, assim, no passado.
                      mas, depois, parecidos na luz:
                      um na fé, tão feliz, do cajado,
                      o outro em pura paixão pela cruz!

                      Se na terra estivestes unidos,
                      mais unidos no céu hoje estais!
                      No mistério do amor redimidos.
                      Sempre agora com Cristo reinais!
Dinâmica para a reunião
O texto que será comentado poderá ser entregue antes da reunião, com uma boa
antecedência. O ideal é distribuir tarefas: (1) introduzirá o tema; (2) falará da parte
histórica; (3) Liturgia atual; (4) celebrar a Trindade, hoje. O coordenador retoma os
temas propostos e faz algumas perguntas, como está no final do texto, para encaminhar
o debate.
São Pedro e São Paulo

Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de
Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o Evangelho da Salvação.
                                                         (Prefácio de São Pedro e São Paulo)

       O Santoral da Igreja indica para o dia 29 de junho a celebração da solenidade em
memória dos Apóstolos Pedro e Paulo, considerados os pilares da Igreja do Ocidente.
Por motivos pastorais e com a finalidade de dedicar um Domingo como “Dia do Papa”,
a VII Assembléia Geral da CNBB, realizada em 1965, transferiu essa solenidade para o
primeiro Domingo depois de 29 de junho. Neste ano, a solenidade de São Pedro e São
Paulo será celebrada em julho, embora exista a possibilidade de manter a celebração no
dia 29 de junho e, no domingo celebrar a Missa do Domingo do Tempo Comum, como
consta no Diretório Litúrgico.

História
        O culto dos apóstolos Pedro e Paulo remonta aos primeiros séculos da Igreja,
quando os cristãos realizavam o “refrigerium”, costume pagão de visitar os túmulos e ali
realizar uma celebração fúnebre em forma de banquete. Esse costume foi proibido por
Santo Ambrósio, no século IV. Deixaram aquela prática, mas os cristãos conservaram o
costume de visitar os túmulos de parentes e pessoas importantes para a comunidade
eclesial e, substituíram a celebração fúnebre pagã pela Eucaristia, através da qual davam
graças a Deus pelo testemunho da vida dos mártires. As catacumbas romanas, por
exemplo, demonstram a mudança de hábito. Entende-se que a nova prática exigia a
construção de uma pequena capela para acolher o povo que vinha participar da
celebração, com um altar construído sobre o túmulo do mártir. Isto aconteceu com os
apóstolos Pedro e Paulo.
        No caso de Pedro, os historiadores dizem que inicialmente foi construída uma
pequena capela. No século IV, o Imperador Constantino mandou construir uma Basílica
no local onde estava o túmulo do apóstolo Pedro. Essa primeira basílica foi derrubada
no século XVI, e no dia 18 de abril de 1506 (500 anos atrás, portanto) foi colocada a
primeira pedra para a construção da nova Basílica, a que conhecemos, hoje, no
Vaticano. A Basílica Vaticana, portanto, está construída sobre o túmulo de Pedro, que
se encontra exatamente debaixo do altar principal.
        Paulo também sofreu o martírio fora da cidade de Roma, num local hoje
conhecido como Tre Fontane. O nome de “Três Fontes” (Tre Fontane) deve-se a uma
tradição popular, narrando que no momento da decapitação, sua cabeça tombou três
vezes numa pequena elevação e, em cada local que tocara o chão, nasceu uma fonte.
Foram três toques, por isso, três fontes. Quem visita Roma, poderá ir a esse local e
visitar uma pequena capela recordando essa memória. Contudo, o túmulo de Paulo se
encontra em outra parte, na conhecida Basílica de São Paulo Fora dos Muros (fora dos
muros da cidade de Roma), na antiga estrada que levava à cidade de Óstia.
        Algumas fontes históricas antigas diziam que os apóstolos Pedro e Paulo foram
martirizados no mesmo dia, 29 de junho, justificando assim a origem e a razão de serem
celebrados numa única solenidade. Os historiadores atuais da Liturgia Romana, como
por exemplo Adolf Adam, dizem ser impossível precisar como autêntico essa
informação. A celebração conjunta, no dia 29 de junho, contudo, é documentada deste o
século III, com três missas diferentes: uma na Basílica São Pedro, outra na Basílica de
São Paulo e uma terceira celebração nas catacumbas, como recordação das origens da
Igreja romana. Na reforma litúrgica de 1963, foram conservadas duas missas, a Missa
da Vigília e a Missa do Dia.

Celebração atual
        A celebração atual, no Brasil, corre o risco de se transformada em Domingo
temático ou, valorizada em homenagens ao Papa, colocando em segundo plano o
testemunho apostólico. É importante considerar que a Liturgia, nessa celebração
específica, faz memória do ministério apostólico e do testemunho de vida de São Pedro
e São Paulo. Esse deve ser o principal motivo para introduzir os celebrantes na
celebração do Mistério Pascal, nessa solenidade.
        Na solenidade de Pedro e Paulo, dado o contexto celebrativo que envolve essa
celebração, pode-se destacar a missão profética, a missão evangelizadora e a urgência
da missão apostólica para o mundo inteiro. Torna-se, pois, pertinente, que a solenidade
de Pedro e Paulo considere a missão da Igreja, iniciada por Cristo, confiada a Pedro
(pedra e fundamento da Igreja) e manifestada na missionariedade do apostolado de
Paulo. Ou seja, o Mistério Pascal poderá ser celebrado à luz da missão evangelizadora,
da qual Pedro e Paulo são grandes exemplos.
        Também nas manifestações devocionais, que acontecem em tantas partes do
Brasil, seria interessante destacar a missão que Pedro e Paulo receberam de Cristo e,
sobre os quais é construída a Igreja. Pedro como fundamento (pedra) e Paulo como
aquele que encarnou o Evangelho sem considerar as dificuldades para que fosse
conhecido no mundo de seu tempo.

Dia do Papa
        Sobre o Dia do Papa, o Diretório Litúrgico lembra que as homenagens sejam
feitas com orações, intercedendo para que o Papa seja fiel à missão que recebeu de
Cristo, continuando o ministério (o serviço) de Pedro, e incentivando os celebrantes a
demonstrar amor e obediência ao Santo Padre. Outro modo de recordar o Dia do Papa é
através da contribuição financeira do chamado “Óbolo de São Pedro”. É uma coleta
realizada no mundo inteiro, nessa missa, que, uma vez enviada ao Papa será destinada à
manutenção de obras missionárias e assistenciais que a Igreja mantém no mundo,
particularmente nos países pobres. É bom, pois, evitar manifestações diante de fotos ou
posters do Papa, embora esses possam estar na igreja para ajudar celebrantes a
reconhecer no Papa a pessoa de Pedro, pedra e vigário de Cristo.
                                                                       Serginho Valle


Perguntas para iniciar a conversa
1 – Você concorda em transferir esta festa para um Domingo em vez de celebra-la no
dia 29 de junho? Não seria melhor acompanhar as tradições populares que continuam
celebrando-a no dia 29?

2 – O que é mais valorizado, na sua comunidade: o testemunho evangelizador dos
apóstolos ou o Dia do Papa? Comentários livres sobre isso.

3 – Que símbolos ou sinais você escolheria para representar o “bom combate, na fé” dos
destes dois grandes apóstolos, que são chamados de pilares da Igreja?

								
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