Resina Composta
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- 3/5/2012
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Resina Composta
Introdução:
Com a evolução de resina composta no meio odontológico, e as falhas
apresentadas pela resina acrílica, como baixa resistência a abrasão, alta contração de
polimerização, manchamento e etc, fez com que os fabricantes investissem na produção
de sistema indireto de resina composta, representando uma outra alternativa para
restaurações estéticas além da porcelana.
Composição :
A resina composta é constituída basicamente por :
Parte orgânica
Parte inorgânica
Parte orgânica :
A matriz orgânica do material é constituída pelo BIS -GMA ( Bisfenol A,
Glicidil Metacrilato), que pôr sua vez tem maior vantagem sobre o Metil Metacrilato,
devido o seu peso molecular ser maior promovendo ao material maior resistência e
menor contração de polimerização.
O TEGDMA (Trietileno Glicol Dimetacrilato),é adicionada o para diminuir a
viscosidade da matriz orgânica .
Parte inorgânica :
É constituída de partículas de carga que são adicionadas na composição da
resina para promover uma maior resistência, sendo as mais importantes são: quartzo,
silicato de alumínio, vidro de bário.
Componentes cerâmicos :são polímeros de vidro ou cerômeros para dar maior
resistência e maior estética .
Inibidores ou seja a Hidroquinona: proporciona ao material uma vida útil maior
possuindo assim um tempo de armazenamento maior.
Silano : São moléculas que possui capacidade de promover maior união entre a
matriz orgânica e parte inorgânica .
Iniciadores :São agentes químicos ou físicos que quando ativados desencadeia a
reação de polimerização
Classificação:
As resinas compostas são classificadas, quanto ao tamanho das Partículas
Inorgânica, método de polimerização e quanto ao seu escoamento.
Tamanho das partículas inorgânicas
Macropartículas : São aquelas constituídas pôr partículas grandes que
apresenta tamanho entre 15 a 100 micrômetros.
Micropartículas :São aquelas constituídas pôr partículas pequenas que apresenta
tamanho médio de0,04 micrômetros.
Híbridas : São aquelas constituídas pôr micro e macropartículas que apresenta
tamanho médio entre1e5 micrômetros .
Método de polimerização
Químico ativado : apresentam duas pastas; catalisadora e base, que quando
misturadas o peróxido de benzoila reage com a amina terceária iniciando a reação de
polimerização
Foto Ativado : a reação de polimerização é ativada na presença de uma luz ultra
violeta de grande comprimento de onda, que ativa a canforoquinona que por sua vez
reage com a amina terceária iniciando a reação de polimerização.
Duais : são as resinas que apresentam dois sistemas de ativação; químico e
físico.
Quanto ao escoamento
Alto escoamento: São chamadas de resinas flow, e são usadas para mascarar a
cor do metal ( opaco)
Médio escoamento: São resinas que podem ser inseridas com espátulas
apropriadas
Baixo escoamento: São as resinas condensáveis
Propriedades
Conteúdo de partículas inorgânicas: Quanto maior a quantidade de partículas
inorgânicas, menor a contração de polimerização, sorção de água e resistência ao
desgaste, por outro lado mais difícil será o polimento superficial.
Estabilidade de cor: Apresentam maior estabilidade de cor do que as resinas
acrílicas.
As resinas compostas utilizadas pelos protéticos possui a incorporação de maior
quantidade de partículas inorgânicas com menor tamanho, o emprego de novas matrizes
orgânicas, o uso de diversos métodos de polimerização complementar e a adição de
componentes cerâmicos, são algumas melhorias apresentadas nesses sistemas
restauradores.
As resinas fotopolimerizáveis utilizam aparelhos fotopolimerizadores
específicos com o intuito de propiciar um maior grau de polimerização. Ex: Zeta da
Vita, Solidex da Shofu, ArtGlass da Kulzer, etc.
Resinas como Targis da Ivoclar, são resinas fotopolimerizáveis com
polimerização adicional por calor, e a resina Bell Glass HP da Kerr , apresenta sua
polimerização complementada por calor e pressão.
REVESTIMENTOS PARA FUNDIÇÕES.
1- Introdução
Depois da obtenção do padrão de cera é fixada ao mesmo um pino formador do
condutor de alimentação. Em seguida o padrão de cera é incluído em revestimento.
O revestimento é manipulado da mesma maneira que o gesso comum ou pedra.
Após o endurecimento do revestimento o pino e a cera são removidos e através do canal
de alimentação um liga metálica fundida é forçada a ocupar o espaço (molde) deixado
pela cera.
2 – Tipo :
A especificação n.º 2 da ADA, e engloba três tipos de revestimentos para
fundição de ligas de ouro.
2.1 – Tipo I
Os revestimentos desse tipo destinam-se à fundição de restauração e coroas
metálicas, quando a compensação de solidificação da liga é conseguida pela expansão
térmica do revestimento.
2.2 Tipo II
Os revestimentos desse tipo são usados, também para a fundição de
restauração e coroas metálica, porém a maior compensação é pela expansão
higroscópica do revestimento .
2.3 Tipo III
Estes revestimentos são utilizados na construção de próteses parciais
removíveis com ligas de ouro, cobalto - cromo- níquel e próteses parcial fixas com ligas
de níquel – cromo.
3 – REVESTIMENTOS AGLUTINADOS POR GESSO.
3-1 – Composição
Sulfato de cálcio hermidrato alfa ou beta .................................... 25 à 45 %
Sílica (SiO2 ) ................................................................................ 55 à 75 %
Modificadores químicos............................................................... 2%
3.2 - Função dos componentes.
O sulfato de cálcio hemidrato é o aglutinante, para manter conjuntamente os
outros ingredientes, promovendo rigidez e resistência ao revestimento.
A maioria dos revestimentos modernos contém o hemidrato alfa, devido à
maior resistência conseguida.
Assim, é imperativo que os revestimentos de gesso não sejam aquecidos acima
de 700 º C, devido a decomposição e liberação de enxofre os quais poderá contaminar
as ligas metálicas.
A sílica ( SiCO2) funciona como material refratário e promove a expansão do
revestimento durante o aquecimento.
Alguns modificadores químicos (cloreto de sódio e ácido bórico) estão presente
com agentes modificadores ( aceleradores e retardadores) com o fim de controlar o
tempo e a expansão de presa. Um material corante estará presente. Outros, agentes
redutores, tais como carbono e cobre pulverizado, são usados em alguns revestimentos
na tentativa de prover atmosfera não oxidante no molde, quando da fundição da liga
metálica.
3.3 – Tempo de presa
O tempo de presa pode ser medido e controlado da mesma maneira que para os
gessos. Conforme a Especificação n.º 2 da ADA, o tempo de presa não deve ser menor
que 5 minutos e nem maior que 25 minutos. Os revestimentos tomam presa entre 9 e 18
minutos.
3.4 – Expansão normal de presa .
Uma mistura de gesso/sílica produz expansão de presa maior do que a
verificada quando do uso isolado do gesso. Provavelmente, as partículas de sílica
interferem no entrelaçamento ou imbricação dos cristais à medida que estes se formam
.Assim, o movimento de crescimento dos cristais é para fora, tornando-se mais
eficiente na produção de expansão.
O objetivo da expansão de presa é auxiliar no aumento do molde, para
compensar parcialmente a contração de fundição da liga metálica.
3.5 – Expansão higroscópica de presa .
A expansão higroscópica de presa difere da expansão normal de presa, descrita
no item anterior, quanto ao fato de que ocorre quando o gesso é deixado endurecer em
contato ou imerso em água, apresentando-se maior magnitude que a expansão de presa
normal.
Teoria da expansão higroscópica de presa.
A expansão higroscópica de presa é uma continuação da expansão comum de
presa, pois a água de imersão substitui a água de hidratação e assim impede o
confinamento dos cristais em crescimento, pela tensão superficial da água em excesso.
Devido ao efeito diluente das partículas de quartzo, expansão higroscópica de presa
nesses revestimentos é maior do que quando é usado só com gesso como aglutinante.
Qualquer pó insolúvel em água que pode ser molhado, pode ser misturado com
gesso hemidrato resultando expansão higroscópica.
Quanto maior a quantidade de sílica ou outra agente inerte de carga, mais
facilmente a água adicionada pode difundir através do material em presa e maior é a
expansão, pela mesma razão descrita para a expansão normal de presa do revestimento.
3.5.1 – Influência da composição.
A magnitude da expansão higroscópica de presa é proporcional, geralmente,
ao conteúdo de sílica do revestimento , mantido outro fatores iguais. Quanto menor o
tamanho das partículas da sílica, maior a expansão higroscópica. Em geral, o hemidrato
alfa produz expansão higroscópica maior na presença da sílica, que o hemidrato beta .
3.5.2 – Influência da proporção A/P.
Quanto maior a relação água/revestimentos original, menor será a expansão
higroscópica da presa.
3.5.3 – Influência da espatulação.
Com a maioria dos revestimentos, quanto menor o tempo de espatulação,
menor a expansão higroscópica. Este fator é importante, também, em relação ao
controle da expansão normal de presa.
3.5.4 – Influência da durabilidade do revestimento.
Quanto mais velho o revestimento, menor é a sua expansão higroscópica.
(validade e armazenamento)
3.5.5 – Influência do tempo de imersão.
A magnitude maior da expansão higroscópica da presa é verificada quando a
imersão em água se faz antes da presa inicial do revestimento. Quanto mais tempo se
esperar, depois da presa inicial, para imergir o revestimento em água, menor será a
expansão higroscópica.
3.5.6 – Influência da confinamento
A expansão higroscópica e inibida pela oposição de forças apresentadas pelas
paredes de um anel rígido. Por esta razão, deve-se utilizar anéis de borracha ou anéis
revestidos com amianto para se obter o efeito desejado, permitindo a expansão livre do
revestimento.
3.5.7 – Influência da quantidade de água adicionada.
A magnitude da expansão higroscópica de presa pode ser controlada pela
quantidade de água adicionada ao revestimento que está endurecendo.
Está provado que a magnitude da expansão higroscópica é diretamente
proporcional à quantidade de água adicionada durante a presa, até um ponto em que
ocorre um máximo de expansão. Além desse máximo não haverá qualquer expansão,
independentemente da quantidade de água excedente.
3.6 – Expansão térmica.
A expansão térmica dos revestimento odontológicos ocorre quando eles são
aquecidos lentamente até suas temperatura de transição e que estão relacionadas com
sua composição ou com o tipo de sílica usado. Nesses períodos, ocorre o fenômeno
chamado de “inversão da sílica”, convertendo-se ela da forma estrutural alfa para a
forma estrutural beta, determinado a expansão da massa.
Como se verifica, a expansão térmica está diretamente relacionada com o tipo e
a quantidade de sílica existente no revestimento.
Outra característica desejável de um revestimento é que sua expansão térmica
máxima seja atingida à temperatura não maior que 700º C, o aquecimento não deve
exceder a essa temperatura, para ser evitada contaminação da liga, pela decomposição
do gesso.
3.6.1 – Influência da relação A/P.
A magnitude da expansão térmica está relacionada com a quantidade de sólidos
presentes assim, é de esperar que quanto mais água for usada na mistura do
revestimento, menor será a expansão térmica.
3.6.2 – Influência de modificadores químicos
Uma desvantagem do revestimento que contém quantidade suficiente de sílica
para impedir qualquer contração durante o aquecimento é que o efeito enfraquecedor da
sílica, em tais quantidades, poderá ser excessivamente grande. A adição de pequenos
quantidades de cloreto de sódio, potássio ou lítio, aos revestimentos, elimina a
contração causada pelo gesso e aumenta a expansão, sem a presença de quantidade
excessiva de sílica.
3.7 – Contração térmica.
Quando um revestimento esfria a partir de 700º C, a curva de contração segue
um traçado, inverso ao da cursa de expansão, verificada com a inversão do quartzo-beta
ou da cristobalita-beta até atingir uma forma estável, á temperatura ambiente.
3.8 – Resistência
A resistência do revestimento deve ser adequada para prever fratura ou
fragmentação do molde, durante o aquecimento e a fundição da liga metálica.
Ela é aumentada de acordo com a quantidade e tipo de gesso utilizando como
aglutinante. O sulfato de cálcio hemidratado alfa em lugar do gesso comum, aumenta
definitivamente a resistência à compressão do revestimento.
Porém, quando a fundição são peças mais complicadas e maiores, é necessário
uma maior resistência, como aquelas exigidas para revestimento do tipo III.
A resistência de um revestimento é influênciada pela proporção água/pó;
quanto maior a quantidade de água empregada, menor a resistência à compressão.
O aquecimento do revestimento à 700º C, não faz com que a resistência seja
muito menor que aquela apresentada à temperatura ambiente. Após ser esfriado à
temperatura ambiente a resistência diminui consideravelmente, devido, talvez às
pequenas fraturas que se formam durante o esfriamento.
3.9 Finura do pó
A finura do pó do revestimento poderá afetar o tempo de presa e outras
propriedades; como foi visto, um sílica muito fina, provoca maior expansão
higroscópica, pois quanto mais fino o revestimento, menor serão as irregularidade
superficiais da peça obtida por fundição.
3.10 – Porosidade
Durante a fundição o metal fundido é injetado no molde, sob pressão. O ar
existente no molde deverá ser expulso antes da penetração do metal, com o fim de evitar
uma pressão de retorno, o método mais comum de ventilar-se o molde é através dos
poros do revestimentos.
Quanto maior a quantidade de cristais de gesso existente no revestimento
endurecido, menor será em geral, a porosidade.
4 – REVESTIMENTOS AGLUTINADOS POR FOSFATO.
O rápido crescimento do uso das restauração metalocrâmica e o uso crescente
de ligas de zona de fusão mais elevados resultaram em aumento do emprego do
revestimento aglutinado por fosfato.
O aumento significante no emprego de restaurações metalo-cerâmicas exigiu o
uso de ligas de ouro de fusão mais elevada, que não se fundem bem com os
revestimentos de gesso. Da mesma forma, a tendência atual na direção do uso de ligas
mais baratas, que exigem revestimentos de fosfato.
4.1 – Composição
- Óxido de magnésio (Básico)
- Fosfato de natureza ácida
- Sílica...................mais ou menos 80 %
- Carbono
4.2 Função dos componentes.
O óxido magnésio e o fosfato de monoamônia reagem quimicamente formando
o aglutinante, conferido rigidez e resistência ao revestimento .
O agente de carga é a sílica, na forma de cristobalita, quartzo ou uma mistura
dos dois. A finalidade da carga é tornar o material refratário e promover a expansão
térmica elevada.
Em sua maioria os revestimentos de fosfato utilizam um liquido, sendo o pó
misturado com uma suspensão aquosa de sílica coloidal. Em alguns casos a água pode
ser usada como liquido de mistura.
4.3 – Expansão de presa e térmica.
Teoricamente, a reação deveria incluir uma contração, como nos produtos de
gesso, mas, na prática há uma expansão ligeira e isto pode ser consideravelmente
aumentado, usando em lugar de água uma solução de sílica coloidal. Esta substancia,
proporciona aos revestimentos de fosfato uma vantagem incomum, sob o aspecto de
que a expansão pode ser controlada de uma contração para uma expansão significante.
A contração térmica em revestimentos de fosfato é devido à decomposição do
aglutinante ( fosfato de amônio e magnésio), e é acompanhado por desprendimento de
amônia, prontamente notado pelo seu odor. Parte da contração é, porém, mascarada
devido á expansão da carga refratária, especialmente no caso da cristobalita.
4.4 – Tempos de trabalho e de presa .
A reação de endurecimento, por si mesmo, causa desprendimento de calor e
isso acelera ainda mais a velocidade de presa. Quanto mais eficiente a espatulação,
melhor é, em geral, a fundição, em termos de lisura e precisão.
Prefere-se espatulação mecânica à do tipo à vácuo.
Ligas Metálicas
Introdução
As restaurações metálicas fundidas são trabalhos restauradores indiretos, obtidos
por vários passos operatórios, desde o preparo do dente até a fundição desse elemento.
Espera-se que uma liga para uso odontológico tenha as seguinte característica:
- Resistência à oxidação e corrosão
- Resistência à compressão
- Dureza superficial
- Escoamento que permita o brunimento
- Baixa contração de fundição
- Compatibilidade biológica
- Baixo custo
Ligas Metálicas
É a combinação de dois ou mais metais, em múltiplos arranjos. São chamados
binárias quando dois elementos são combinados nas suas diversas proporções; sistema
tenário para três.
Classificação das ligas metálicas
As ligas odontológica são :
Liga altamente nobre : Essas ligas são constituída com quantidade maior ou
igual a 40% de ouro e maior ou igual a 60% de metais nobres (Ouro, Irídio, Platina
,Ródio ,Paládio, Rutênio, Ósmio)
Liga nobre: As ligas nobres são constituídas por maior ou igual de 25% de
elementos metálicos nobres.
Ligas predominantemente de metais básicos: Essas ligas são compostas por mais
de 75% de metais básico e menos de 25% de metais nobre.
Ligas de Ouro
O ouro sempre foi o referencial ideal para as restaurações metálicas fundidas.
O conteúdo de ouro de uma liga para uso odontológico é calculado de acordo
com o quilate da liga. Por definição, quilate é o número de partes de ouro em 24 partes
da liga; por exemplo um ouro de 22 quilates apresenta 22 partes de ouro puro, em um
total de 24 partes, sendo 2 partes de outros metais.
Composição da liga de ouro
Ouro : confere resistência a oxidação
aumenta a ductibilidade e maleabilidade da liga
Cobre : até 20% aumenta a resistência e a dureza da liga
diminui a zona de fusão da liga
possibilita maior homogeneidade da liga
Prata : melhora a ductibilidade da liga
neutraliza a cor avermelhada conferida pelo cobre
Platina ou Paládio : confere maior resistência a oxidação e corrosão
aumenta a resistência e a dureza da liga
Zinco : atua como agente anti oxidante.
Existem cinco tipos de ligas de ouro usadas na Odontologia.
Tipo I : Liga mole : são fracas e moles sendo úteis em áreas não sujeitas
a tensões oclusais, não sendo muito usadas.
Tipo II : Liga média : são empregadas para incrustações, nas quais a
possibilidade de brunidura de margens é mais importante que a alta resistência.
Tipo III : Liga dura : são usadas em incrustações, coroa ¾ , retentores e
pônticos de prótese fixa, onde a brunidura é menos importante do que a resistência.
Tipo IV : Liga extra dura : são duras e não dúcteis, sendo indicadas em
regiões de alta tensões como PPR. Não usadas de forma extensa devido ao custo.
Tipo V : Liga para restaurações metalocerâmicas : são usadas para
confecção de estrutura metálica da porcelana.
Tipo Ouro Cobre Prata Paládio Platina Zinco
I 87% 49% -- -- -- --
II 76% 8% 13% 2,5% -- 0,5%
III 70% 10% 15% 3% 1% 1%
IV 66% 15% 12% 3% 2% 2%
Obs. As ligas do tipo III e IV são sucetíveis ao tratamento térmico e podem ser
endurecidas ou amaciadas por meio de ciclos adequados.
1. Tratamento térmico amaciador : Após a fundição da liga, retira-se o anel da
centrífuga, espera-se até que a sobra da liga perca a sua cor rubra e a seguir imerge-
se o anel em um recipiente contendo água fria, esfriando rapidamente o anel através
de um choque térmico.
2. Tratamento térmico endurecedor : pode ser realizado por três processos.
a) Coloca-se a restauração fundida (anel) no forno à temperatura de 450ºC
mantendo durante 5 minutos, em seguida desliga-se o forno, deixando abaixar
para 250ºC, manter esta temperatura durante 15 minutos, em seguida imergi-la
em água fria.
b) Coloca-se a restauração no forno à 370ºC durante 15 minutos, em seguida retirá-
la do forno, deixando esfriar lentamente.
c) Após a fundição, deixar esfriar naturalmente até a temperatura ambiente.
Liga de Prata / Paládio
É uma boa liga alternativa ao uso do ouro. Essas ligas tem sido empregadas em
restaurações metálicas unitárias, tais como : MOD, Coroas totais, 4/5, pinos intra canais
e próteses fixas pouco extensas.
Ex: Palliag, Albacast, etc.
Liga de Prata/Estanho
Essas ligas tiveram suas formulações inicialmente com estanho e prata, depois
foram incorporados outros elementos como cobre e zinco, com finalidade de melhorar
suas propriedades físico-quimicas.
O resfriamento dessa liga após a fundição deve ser lento para não haver
precipitação do estanho e assim, evitar processos de oxidação e corrosão da restauração.
Essas ligas são indicadas para as restaurações metálicas tipo MOD, Coroa total e
4/5. Nunca devem ser usadas em próteses fixas, sendo ligas macias de fácil brunimento.
Ex: Primalloy, DFL Alloy, Pratalloy, etc.
Liga de Cobre/Alumínio/Zinco
Essas ligas foram introduzidas no mercado com a finalidade de baratear o custo
das RMF e são indicadas para restaurações unitárias, pinos intra canais e próteses fixas
metaloplástica.
Essas ligas, apesar de seus problemas inerentes, como contração de fundição,
oxidação e corrosão, continuam sendo usadas pela maioria dos dentistas.
Ex: Duracast, Godent, Idealloy, etc.
Liga de Níquel/Cromo
São ligas de alta fusão utilizadas como alternativa às ligas de ouro para cerâmica
(Tipo V), em trabalhos metalocerâmicos, e para confecção de PPR.
Basicamente o níquel, entra na formulação entre 67 a 80 % e o cromo entre 12 a
23 %, outros metais podem fazer parte da formulação, tais como o alumínio, manganês
e titânio.
Ex: Durabond, Resistal P, Nicrodent, etc.
Liga de Cromo/Cobalto
São ligas de alta fusão, constituída de 53% a 67% de cobalto e 25% a 32% de
cromo e 2 a 6% de molibdênio, possuindo a mesma indicação das ligas de
níquel/cromo.
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