OPORTUNIDADES DAS INFORMA��ES: by 1Su7gnFP

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									         GOVERNO DA PARAÍBA
    SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE




PLANO PARAIBANO DE PREPARAÇÃO PARA UMA
         PANDEMIA DE INFLUENZA


                  1ª Versão




                  PARAÍBA
                  Abril/ 2006




           Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   2
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e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.

Governo da Paraíba
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João Pessoa – PB
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                              Ficha Catalográfica

Paraíba.Secretaria de Estado da Saúde.Coordenação de Vigilância
Epidemiológica.
   Plano Paraibano de Preparação para um Pandemia de Influenza / Secretaria
de Estado da Saúde, Coordenação de Vigilância Epidemiológica – Paraíba:
Secretaria de Estado da Saúde, 2006.

1.Influenza.2.Influenza/prevenção e controle.3.Saúde Pública.



                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   3
 COMITÊ ESTADUAL PARA ELABORAÇÃO DO PLANO PREPARATORIO DE
                 UMA PANDEMIA DE INFLUENZA

Coordenação do Comitê – CVE/SES/PB – Dionéia Garcia
ANVISA:
CVSPAF                                        Rosângela Q. Barreto
                                              Shirley Gábia B.Silva
                                              Maria Lúcia Cordeiro da Silva

SECRETARIA MUNICIPAL SAÚDE
João Pessoa / Vigilância em Saúde                     Edilene A. Monteiro
                                                      Julia Emilia V. Sete Câmara

Campina Grande                                        Edvaldo Sousa Moreira

HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
HU Lauro Wanderlei                                    Clodoaldo da Silveira Costa
                                                      Romilda T. A. Fernandes

HU Alcides Carneiro                                   Sônia Maria B. de Sousa

SECRETARIA DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO ECONOMICO
CDA/SEDAP                            Ricardo de Miranda H. Leite

DEFESA CIVIL
                                                      José Laires Mendes

CONSELHO PARAIBANO DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS
Secretaria de Saúde de Mulungú      Zeneide Barbosa G. de Lira

SOCIEDADE PARAIBANA DE INFECTOLOGIA
                                                      Ana Isabel Vieira Fernandes

SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE - PB
- Coordenação de Serviços de Saúde                    José Rodrigues
  Assistência Farmacêutica                            Kátia Maria de Medeiros
  Complexo Hospitalar Clementino Fraga                Raul da Câmara Costa Filho
                                                      Leina de Carvalho Guerra

 LACEN                                                José Francimar Veloso
                                                      Antonia Marques Bezerra
   Núcleo de Laboratório                              Marta Rejane Felinto

- Coordenação de Vigilância Epidemiológica            Dionéia Garcia
  Núcleo de Imunização                                Walter Oliveira
  Núcleo de Pneumologia Sanitária                     Gerlânia Simplício de Sousa
  Núcleo de Zoonose                                   Francisco Aldoni do Santos


                           Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   4
                                                           Francisco de Assis Azevedo
   Núcleo de Imunopreveníveis                              Júlia Freitas Azevedo
                                                           Vânia Regina C. da Silva

- Coordenação de Vigilância Ambiental                      Judá Dantas Vanderlei,
                                                           Emanuel Lira
                                                           Ailton Ulisses do Nascimento
                                                           Maria Hylda de Lucena

- Coordenação de Atenção Básica                            Lucia Maia Derks
                                                           Ceciliana M. V. Chumaceiro

- AGEVISA                                                  Jorge A. Molina Rodrigues
                                                           Christine Cunha C. Carrilho
                                                           Elidjane Guerra V. Filgueira

- CCIH – Estadual                                          Helena Germóglio




Colaboradores:

Damião P. de Lima Junior
Edilene Araújo Monteiro
Júlia Freitas Freitas Azevedo
Rosangela Q. Barreto
Shirley Gábia B.Silva
Zeneide Barbosa G. de Lira




                                Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   5
                                     SUMÁRIO
                                                                                        Pág.
INTRODUÇÃO                                                                               07
OBJETIVOS                                                                                08
DIRETRIZES                                                                               08
I – Influenza Sazonal                                                                    10
         1 - Vigilância Epidemiológica                                                   10
                 1.1 - Protocolo para a investigação e controle de surtos                10
                 1.2 - Situações para notificação e investigação                         10
                 1.3 - Procedimentos de Investigação Epid. de casos suspeitos            10
                        1.3.1 – Caso Suspeito de Influenza Humana                        10
                 1.4 - Procedimentos de Investigação Epidemiológica de Surto             11
                        1.4.1 – Definições                                               11
                        1.4.2 – Objetivos da Investigação                                15
                        1.4.3 – Principais etapas da Investigação                        15
                 1.5 - Vacina Contra Influenza                                           19
                 1.6 - Morbi Mortalidade por Influenza                                   20
                 1.7 - Unidades Sentinelas                                               22
                 1.8 - Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar                    23
                 1.9 - Unidade de Resposta Rápida                                        23
                 1.10 - LACEN                                                            23
         2 - Vigilância Sanitária                                                        25
                 2.1 - ANVISA                                                            25
                 2.2 - ANGEVISA e VISA                                                   27
                        2.2.1 - Gerenciamento Resíduo Sólido                             27
                        2.2.2 - Equipamento de Proteção Individual                       27
II – Influenza Aviária                                                                   28
         1. - Cenário                                                                    28
         2. - Cenário                                                                    28
         3. - Cenário                                                                    28
         4. - Cenário                                                                    28
         5. - Cenário ATUAL                                                              29
III – Pandemia                                                                           29
         1. - Atenção Hospitalar                                                         30
         2. - Assistência Farmacêutica                                                   34
                 2.1 - Profilaxia e Tratamento com Antivirais                            34
         3. - Atenção Especializada                                                      35
         4. - Atenção Básica de Saúde                                                    36
         5. - Serviço de Verificação de Óbitos                                           37
                 5.1 - Procedimentos para minimizar aerossóis.                           37
                 5.2 - Preparo do Corpo e Funeral                                        37
         6. - Comunicação                                                                37
         7. - SAMU                                                                       37
ANEXOS                                                                                   41




                              Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   6
INTRODUÇÃO

    Como primeira versão, esse Plano pode ser aperfeiçoado a qualquer momento,
de acordo com a produção de novas evidências científicas, com a necessidade de
ajustes operacionais, com novas orientações da Secretaria de Vigilância em
Saúde do Ministério da Saúde e com o amadurecimento do processo de
integração político-institucional.
    De acordo com informações contidas no Plano Brasileiro de Preparação para
uma Pandemia de Influenza (3ª versão), “em 2005 os casos de infecção humana
duplicaram em relação ao ano anterior e que os casos oficialmente notificados nos
três primeiros meses deste ano representam metade do total de casos registrados
em todo o ano anterior. Esta transmissão tem ocorrido sob intensa exposição a
aves doentes ou mortas, principalmente durante o abate, a manipulação de
vísceras e o contato direto com as excreções dessas aves”.
    Chama a atenção a elevada letalidade da doença na Indonésia (76,7%), na
China (68,7%) e na Tailândia (63,6%), enquanto no Vietnam, que neste ano de
2006 não tem registro oficial de casos, a letalidade caiu para mais da metade em
2005 (31%), comparativamente ao ano anterior (68%). Não são conhecidos
detalhes da investigação desses casos e dos cenários de transmissão que
permitam fazer uma análise mais acurada desses números. A letalidade parece
estar relacionada ao retardo do diagnóstico. É possível que na Ásia haja
subnotificação de casos, inclusive de formas clínicas menos graves.
    É importante destacar que não há evidências consistentes de transmissão
inter-humana deste novo subtipo viral em alguns grupos familiares. De todo modo,
a contínua exposição e infecção de seres humanos ao mesmo, favorecem que
esta nova cepa, por meio de um fenômeno conhecido como mutação adaptativa,
adquira estabilidade biológica suficiente para manter uma transmissão sustentada
entre os seres humanos. Acredita-se que este fenômeno esteve implicado na
disseminação da cepa H1N1 que provocou a “Gripe Espanhola”. Outro possível
mecanismo de mutação é o intercâmbio genético entre os vírus da influenza
humana e animal, em um organismo humano duplamente infectado. Na primeira
hipótese, pode-se esperar o surgimento de uma pandemia de progressão mais
lenta, ao contrário da segunda hipótese, onde o padrão tenderá a ser da eclosão
de surtos de rápida disseminação.
    Em síntese, as evidências geradas pelo conhecimento científico até o presente
momento permitem listar os seguintes fatores implicados na disseminação de um
novo subtipo viral do vírus influenza:
    A patogenicidade e a virulência da nova cepa;
    A eficiência da transmissão do agente infeccioso;
    A existência de grandes contingentes de população com pouca ou nenhuma
imunidade a esta nova cepa;
    Altas taxas de contato efetivo, ou seja, a probabilidade que um indivíduo
infectado entre em contato com um indivíduo susceptível, em condições que
favoreçam a transmissão da doença;
    O nível de desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade.
    A capacidade de resposta rápida das autoridades de saúde pública.



                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   7
    Seguindo a orientação da 3ª versão do Plano Brasileiro dividimos o Plano
Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza em três situações
distintas: Influenza sazonal que é um problema permanente; Gripe Aviária
considerada situação atual e Pandemia de Influenza que representa um problema
futuro e incerto.


OBJETIVOS:

    Fortalecer a Vigilância Epidemiológica no Estado;
    Monitorar os vírus de Influenza circulantes no município de João Pessoa;
    Identificar o mais precoce a possível introdução de um novo subtipo viral no
Estado;
    Monitorar as doenças respiratórias por meio das internações hospitalares;
    Aprimorar a infra-estrutura de assistência para o atendimento de casos de
doenças de transmissão respiratória com potencial de disseminação;
    Reconhecer o surgimento de uma pandemia de influenza por um novo subtipo
viral;
    Reduzir a morbidade, principalmente das formas graves da doença, e a
mortalidade por influenza;
    Vacinar a população acima de 60 anos, profissionais de saúde e comerciantes
avícolas contra a influenza;
    Elaborar material instrutivo/educativo para profissionais da área da saúde e
para a população em geral;
    Desenvolver ações integradas com outros setores além dos da saúde.

DIRETRIZES

    Compete ao Estado da Paraíba:
       Elaborar, pactuar e implantar o plano estadual de preparação para
pandemia de influenza, considerando as diretrizes estabelecidas no âmbito
nacional;
       Coordenar, acompanhar e avaliar, no âmbito estadual, a implementação do
plano estadual de preparação para a pandemia;
       Apoiar tecnicamente os municípios, para que estes assumam integralmente
sua responsabilidade de gestor da assistência dos seus munícipes;
       Apoiar tecnicamente a gestão da atenção básica nos municípios,
considerando as fases da pandemia, fazendo um reconhecimento dos recursos;
       Organizar e pactuar com os municípios, o processo de referência e contra
referência intermunicipal das ações e serviços de média e alta complexidade a
partir da atenção básica de acordo com a programação pactuada e integrada da
atenção à saúde;
       Fazer a coordenação logística e a regulação dos serviços de atenção a
saúde bem como a distribuição de insumos
       Na assistência hospitalar:  
        o definir o(s) hospital(is) de referência; 


                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   8
      o descrever a capacidade operacional da rede hospitalar e a
        disponibilidade de leitos existentes e necessários;
      o caracterizar o perfil de cada unidade na rede e como decorrência a
        necessidade de investimentos e capacitação de pessoal;  
      o distinguir o contingente dos leitos de isolamento conforme as técnicas
        preconizadas de leitos de isolamento

      Na assistência ambulatorial:
      identificar laboratórios de referência, definir fluxos operacionais e
mecanismos de custeio e outras variáveis envolvidas na realização e no
fornecimento de resultados dos exames realizados.
      Identificar as regiões de maior risco epidemiológico, que deverão ser
consideradas como prioritárias na implantação das ações previstas no plano;




                            Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   9
I - INFLUENZA SAZONAL

1 - Vigilância Epidemiológica

1.1 Protocolo para a investigação e controle de surtos de síndrome gripal e
de casos individuais suspeitos de infecção por um novo subtipo viral (Fase
de Alerta Pandêmico)

    A SVS, por meio da Coordenação de Vigilância de Doenças de Transmissão
Respiratória e Imunopreveníveis (COVER), tem estimulado a notificação e
investigação de surtos de síndrome gripal com o objetivo principal de aprimorar o
conhecimento da expressão epidemiológica da doença no país e o manejo de
situações inusitadas que requeiram medidas especificas de prevenção e controle.
    Com isso pretende-se implementar a vigilância epidemiológica da influenza,
com o objetivo principal de identificar possíveis mudanças no padrão de
transmissão da doença e adotar as medidas de controle cabíveis a cada situação.
    Neste sentido, um protocolo para a investigação é um instrumento
complementar ao monitoramento da circulação dos vírus influenza e da morbidade
relacionada à circulação desses e dos demais vírus que provocam Infecções
respiratórias agudas, realizado por meio de Unidades Sentinelas.

1.2 Situações para notificação e investigação de eventos de interesse para a
vigilância epidemiológica da influenza:

   De acordo com a Portaria SVS n° 05/2006 devem ser notificados de forma
imediata, em no máximo 24 horas:

– caso suspeito ou confirmado de influenza humana por um novo subtipo viral;
– surto ou agregação de casos ou óbitos de influenza humana e
– epizootias e/ou mortes de animais que podem preceder a ocorrência de doença;
– resultados laboratoriais de casos individuais de influenza por novo subtipo viral e
de amostras procedentes de investigação de surtos de influenza humana.


1.3 - Procedimentos de Investigação Epidemiológica nas situações de
suspeita de infecção por novo subtipo viral

1.3.1 Caso suspeito de influenza humana - Indivíduo com febre elevada (pelo
menos 38ºC), acompanhada de tosse OU dor de garganta OU dispnéia E com a
seguinte história de exposição, nos últimos 10 dias:
    a áreas afetadas por epizootias de H5N1
    a casos humanos comprovadamente infectados por influenza A/H5N1
    nas áreas afetadas por epizootias de A/H5N1, a indivíduos que morreram
       por doença respiratória grave de etiologia desconhecida
    manuseio de amostras clínicas de pacientes e de aves comprovadamente
       infectados por A/H5N1 ou manuseio deste vírus em laboratório.



                              Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   10
a) Notificação: as autoridades locais de saúde deverão ser imediatamente
notificadas, preferencialmente pelo telefone da Unidade de Resposta
Rápida__________. A SES deverá também imediatamente notificar a SVS por
meio do CIEVS (0800-664-6645)

b) Investigação epidemiológica: A Ficha de Investigação Epidemiológica (FIE)
encontra-se incorporada ao SINAN e deverá ser solicitada sempre que houver
caso suspeito a investigar (ver Anexo). Na Ficha deverão ser checados os dados
de identificação; antecedentes de exposição; a existência de contato com casos
semelhantes; a caracterização clínica do caso; a identificação de possíveis
contatos, em particular os contatos íntimos que convivem com o caso.

c) Coleta de amostras clínicas para diagnóstico laboratorial: é fundamental a
coleta de amostras clínicas, bem como o preenchimento do formulário clínico-
laboratorial para envio ao LACEN (modelo anexo). As orientações específicas
para coleta, acondicionamento transporte e análises encontram-se também
anexas.

d) Tratamento do caso: Todos os casos devem ser tratados conforme condutas
clínicas e tratamento de casos conforme descrito mais adiante.

e) Profilaxia de contatos íntimos: indica-se a profilaxia para os contatos
domiciliares do caso e para trabalhadores de saúde que atenderam o caso
suspeito, em locais sem condições de isolamento respiratório e/ou sem terem feito
uso dos Equipamentos de Proteção Individual - EPI indicados.

f) Orientações aos contatos íntimos: medidas gerais de higiene e
esclarecimento sobre os sinais e sintomas da doença, indicando a unidade de
saúde a que deverá se dirigir caso apresente sintomas no período máximo de 10
dias, contados a partir da exposição ao caso suspeito ou confirmado.

g) Sistema de Informação: os dados da FIE deverão ser digitados no SINAN,
atentando-se para a completitude, qualidade e consistência dos mesmos, além do
encerramento oportuno.

   Obs.: casos suspeitos ou confirmados de epizootias de influenza aviária de alta
patogenicidade, cuja investigação é da Secretaria Estadual de Agricultura, devem
ser notificados pelos serviços veterinários locais às autoridades de saúde
municipais e estadual, que por sua vez notificarão a SVS/MS por meio do CIEVS.
Nessa situação, cabe à vigilância epidemiológica desenvolver atividades
específicas de informação e comunicação com a população local e monitorar a
área para detectar precocemente a existência de possíveis casos de infecções em
humanos.
   Maiores informações sobre a vigilância da influenza aviária podem ser obtidas
nos sites www.mapa.gov.br.



                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   11
1.4 - Procedimentos de Investigação Epidemiológica nas situações de Surto
ou agregação de casos ou óbitos de influenza humana (sazonal)

1.4.1 Definições
Surto: ocorrência de uma doença com uma freqüência não usual, circunscrita a
um determinado espaço (creche, escola, hospital ou bairro, por exemplo).
Dependendo da situação epidemiológica, um surto pode ser caracterizado por um
único caso (ex: Síndrome Respiratória Aguda Grave, poliomielite, sarampo) ou
centenas de casos (ex: síndrome gripal, doenças diarréicas, meningites etc.).

      A identificação inicial de um surto geralmente é feita por profissionais de
saúde ao observarem um aumento do número de atendimentos nas unidades de
saúde e hospitais ou mediante o atendimento de casos de doenças cuja
apresentação clínica e evolução diferem da habitual, principalmente quanto à
gravidade e rapidez de evolução, sem diagnóstico etiológico.

      O próprio grupo afetado pode perceber o aumento do número de casos da
doença e demandar alguma intervenção das autoridades de saúde. A imprensa
também tem um papel importante para alertar os técnicos e gestores do sistema
de saúde quanto à ocorrência de um possível surto, ao amplificar rumores de
doenças na comunidade.

       Cabe à vigilância epidemiológica analisar a situação para confirmar ou
descartar a existência do surto e adotar as medidas de controle cabíveis. Surtos
podem ocorrer em comunidades fechadas ou em comunidades abertas, o que
implica em distintas abordagens e estratégias de controle.
Para efeito deste Protocolo, serão adotas as seguintes definições operacionais
sugeridas pela SVS:

    a) Surto em comunidade fechada: ocorrência de pelo menos 03 casos de
síndrome gripal ou de casos confirmados de influenza em creches, asilos,
unidades de saúde, outros locais de trabalho, etc. No caso de suspeitas de surtos
em serviços de saúde, tomar como parâmetro o surgimento dos primeiros
sintomas 72 h após a admissão.

  b) Surto comunitário: quando a doença está disseminada na população de
uma cidade ou em unidades espaciais menores.

    c) Síndrome gripal (SG): Esta síndrome caracteriza-se por um conjunto de
sinais e sintomas respiratórios de origem infecciosa, decorrentes do
comprometimento das vias aéreas superiores e/ou inferiores e, para efeito da
vigilância da influenza, é definida como: Indivíduo com doença aguda (com
duração máxima de cinco dias), apresentando febre (ainda que referida)
acompanhada de tosse ou dor de garganta, na ausência de outros diagnósticos.

   Na literatura internacional esta síndrome corresponde ao termo “flu-like” e
abrange as seguintes infecções respiratórias agudas: J00 (todos) Nasofaringite


                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   12
aguda (resfriado comum); J02.9 Faringite Aguda não especificada; J03.9
Amigdalite aguda não especificada; J04.0 Laringite aguda; J04.1 Traqueíte aguda;
J04.2 Laringotraqueíte aguda; J06 (todos) Infecção aguda das vias aéreas
superiores e não especificadas; J10 (todos) Influenza devido a vírus influenza
identificado e J11 (todos) Influenza devido a vírus influenza não identificado.


Notificação: além da notificação por meio do CIEVS os surtos de síndrome gripal
ou Surtos de casos confirmados de influenza deverão ser notificados pelo módulo
de surto do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e seguir o
fluxo estabelecido pelo GT-SINAN/CGD.




                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   13
                              Figura 01 - Roteiro de Investigação
              Surto de síndrome gripal sazonal em comunidades fechadas e Caso de
                influenza humana causada por um novo subtipo viral (pandêmico)




                                                Notificação Imediata
                                                        SMS
                                                  SES: 3218 7330 e
                                             SVS: •CIEVS:0800-664-6645,
                                               SINAN:Módulo de surto



                                                  Investigação imediata




                  Clínico-epidemiológica                                       Coleta de Amostra



                    Busca Ativa de Casos                                           Secreção de
                                                                                   Nasofaringe2
                                                                        (até 5 dias do início dos sintomas)
                                                                             Aspirado de Nasofaringe
                        Coleta de dados                                                  ou
                                                                                 Swab Combinado


                      Análise dos dados
                                                                                    LACEN

                     Atualização/Relatório

                                                              Laboratório de Referência           Contato
                                                              para Influenza do Estado            CGLAB
                  SINAN                   COVER




                         Encerramento                         CGLAB                     L.R.


Legenda:
1 Ficha de coleta de dados – Anexo
2 Ficha de coleta de amostra – Anexo
3 Anexo C
SINAN: Sistema de Informação de Agravos de Notificação
COVER: Coord. Vig. Doenças de Transmissão respiratória e Imunopreveníveis
CGLAB: Coord. Geral de Laboratório de Saúde Pública
L.R.: Laboratório de Referência




                                            Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza      14
1.4.2 Objetivos da Investigação:

• Avaliar a magnitude e a extensão do surto;
• Identificar o agente etiológico;
• Descrever as características clínicas e o padrão de transmissão (em particular as
taxas de ataque primário e secundário, no caso de surtos em comunidades
fechadas, e as taxas de incidência e/ou de hospitalização no caso dos surtos
comunitários)
• Descrever o surto quanto às suas características de pessoa, tempo e lugar;
• Nos surtos em comunidades fechadas, identificar, monitorar e avaliar os grupos
de maior risco para as complicações e óbito pela doença, avaliando a necessidade
de indicação de tratamento específico e de medidas adicionais de prevenção e
controle, incluindo o uso de quimioprofilaxia.
• Sugerir hipóteses sobre os possíveis fatores de risco associados ao adoecimento
e gravidade;


1.4.3 Principais etapas da Investigação:

a) Caracterização clínico-epidemiológica inicial: verificar se a notificação de
surto corresponde à definição de caso padronizada e, se for o caso, destacar
outras características relevantes;

 b) Realizar busca ativa na comunidade e/ou em outros serviços de saúde
para a identificação de outros possíveis casos, permitindo avaliar a magnitude do
surto. Esta atividade deve ser realizada por meio de entrevistas com os
profissionais de saúde e/ou consulta a prontuários médicos e registros de
atendimentos ambulatoriais e de internação, registros de mortalidade, entre
outros. Dependendo da extensão e das características do surto pode-se realizar
busca ativa em unidades de ensino, creches, asilos, hospitais e pontos de
fronteiras identificados como de alta concentração e movimentação. Para
padronizar as informações coletadas na busca ativa recomenda-se
a utilização da Ficha de Investigação de Surto de Síndrome Gripal e Planilha para
Acompanhamento do Surto.

c) Coletar dados clínico-epidemiológicos e amostras clínicas apropriadas
para diagnóstico laboratorial: No caso de surto de doença respiratória aguda
onde a gravidade do quadro clínico e a análise epidemiológica indiquem a
necessidade de uma investigação etiológica mais ampliada, efetuar a coleta de
duas amostras de sangue para sorologia, sendo uma na fase aguda e outra na
fase convalescente (15 dias após início dos sintomas). Uma vez obtido o soro,
estes devem ser congelados a –20°C e encaminhados ao LACEN, onde serão
submetidos à análise para outros possíveis agentes etiológicos. As medidas de
biossegurança na coleta de amostras clínicas obedecerão aos protocolos da
CGLAB e poderão demandar cuidados extras se a suspeita for de infecção
humana por novo subtipo viral. Nos casos de surto de influenza sazonal orienta-



                              Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   15
se, a priori, a coleta de amostras clínicas de no máximo 20 indivíduos.
Obviamente, este quantitativo vai depender das características do surto.


d) Processar e analisar os dados: a forma mais simples de avaliar a existência
de um surto comunitário de doença respiratória aguda é comparar o padrão
habitual de morbidade (e mortalidade) dessas doenças com a situação atual que
está sendo investigada. Isto pode ser feito a partir do levantamento das
internações e óbitos por pneumonia e influenza nos últimos anos (o ideal é
construir uma série histórica de pelo menos cinco anos), distribuídas por quinzena
ou mês, e comparar com a distribuição atual dessas mesmas internações ou
óbitos. Quanto maior o período analisado, mais facilmente poderão ser
identificadas diferenças no padrão de ocorrência. É importante considerar nesta
análise, se houve mudanças importantes no perfil da atenção à saúde, como por
exemplo, o aumento de cobertura do Programa de Saúde da Família e/ou
aumento ou redução da oferta de leitos hospitalares. Se não houver dados locais
para comparação, podem-se utilizar dados de municípios ou estados vizinhos e
ainda dados de literatura.

Em situações de surto de síndrome gripal sazonal em comunidades
fechadas: identificar os casos segundo pessoa, tempo e lugar, tentando
responder as perguntas: quem foi afetado? (pessoa), quando foram afetados?
(tempo) e onde foram afetados? (lugar). Dar especial atenção aos dados clínicos e
epidemiológicos como: existência de doenças de base, deslocamento para regiões
com casos confirmados de influenza por H5N1, contato com aves doentes ou
mortas, vacinação contra influenza, entre outras. É importante identificar quando o
surto teve início, o período de duração e a data provável de exposição dos casos
secundários, através da construção da curva epidêmica. Pode ser usado um
gráfico tipo histograma, apresentando os casos por data do início dos sintomas. A
curva epidêmica possibilita identificar a magnitude do surto, a tendência temporal
e os intervalos de tempo entre exposição e adoecimento, indicando períodos de
incubação e de transmissibilidade conhecidos ou suspeitados.
   A taxa de ataque é um caso particular de aplicação da taxa de incidência,
quando se dispõe exatamente do total de expostos a um determinado evento,
servindo para identificar os grupos populacionais de maior risco. Sua fórmula de
cálculo é:

Taxa de ataque(%)= n° de pessoas doentes em determinado período e local X 100
                   n° total de pessoas expostas no mesmo período e local

e) Adotar as medidas de prevenção e controle indicadas, de acordo com a
situação. No caso de surto em comunidades fechadas, estas medidas incluem o
tratamento e/ou profilaxia de indivíduos com risco de complicações e óbito pela
doença e a adoção das medidas padrão para o controle de infecção em recintos
fechados. Lembrar que a vacinação é a principal forma de prevenção da influenza
para os grupos de risco já definidos, que deverão ter seus esquemas vacinais
atualizados anualmente.


                              Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   16
        Implementação das medidas gerais de prevenção e controle de surtos
         comunitários de influenza
- higiene das mãos com água e sabão depois de tossir ou espirrar; após usar o
banheiro, antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz;
 - evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
- proteger com lenços (preferencialmente descartáveis a cada uso) a boca e nariz
ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de aerossóis;
- orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de
transmissão da doença (até 05 cinco dias após o início dos sintomas);
- evitar entrar em contato com outras pessoas suscetíveis. Caso não seja possível,
usar máscaras cirúrgicas; ou evitar aglomerações e ambientes fechados (deve-se
manter os ambientes ventilados);
- repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos.

Cuidados no manejo de crianças em creches:

- encorajar cuidadores e crianças a lavar as mãos e os brinquedos com água e
sabão quando estiverem visivelmente sujas;
- encorajar os cuidadores a lavar as mãos após contato com secreções nasais e
orais das crianças, principalmente quando a criança está com suspeita de
síndrome gripal;
- orientar os cuidadores a observar se há crianças com tosse, febre e dor de
garganta, principalmente quando há notificação de surto de síndrome gripal na
cidade; os cuidadores devem notificar os pais quando a criança apresentar os
sintomas citados acima;
- evitar o contato da criança doente com as demais. Recomenda-se que a criança
doente fique em casa, a fim de evitar a transmissão da doença;
- orientar os cuidadores e responsáveis pela creche que notifiquem a secretaria de
saúde municipal caso observem um aumento do número de crianças doentes com
síndrome gripal ou com absenteísmo pela mesma causa;

Cuidados adicionais com gestantes (2° e 3° trimestre), bebês e puérpera:

- gestante: buscar o serviço de saúde caso apresente sintomas de síndrome
gripal; na internação para o trabalho de parto, priorizar o isolamento se a mesma
estiver com diagnóstico de influenza;

- Puérpera: após o nascimento do bebê, se a mãe estiver doente, usar máscara e
lavar bem as mãos com água e sabão antes de amamentar e ao manipular suas
secreções; estas medidas devem ser seguidas até sete dias após o início dos
sintomas da mãe; a mãe deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê;

- bebê: priorizar o isolamento do bebê junto com a mãe (não utilizar berçários);
os profissionais e mães devem lavar bem as mãos e outros utensílios do bebê
como mamadeiras, termômetros, etc.



                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   17
 Implementação das medidas gerais de prevenção e controle em caso de
surtos de influenza em comunidades fechadas (asilos, creches, presídios,
escolas, serviços de saúde, etc.

   Uso do antiviral oseltamivir para tratamento de casos em indivíduos
pertencentes aos grupos de risco conhecidos para as complicações e óbitos pela
doença. Para profilaxia deve ser utilizado em no máximo 48 h da exposição e de
acordo com a indicação abaixo:
   - Adultos e crianças acima de 13 anos: 75 mg ao dia por pelo menos sete dias.
   - Crianças acima de 1 ano a 13 anos, de acordo com o peso:
   - até 15 Kg => 30 mg/dia
   - de 15 a 23 Kg => 45 mg/dia
   - de 24 a 40 Kg => 60 mg/dia
   - acima de 40 kg => 75 mg/dia

    Embora descritas seqüencialmente estas etapas possam ser simultâneas em
muitos momentos. Por exemplo, a produção e disseminação de informação,
através de técnicas adequadas de comunicação, são atividades que são
desenvolvidas desde o início do processo de investigação. Do mesmo modo,
medidas de prevenção e controle podem ser tomadas imediatamente, mesmo que
de forma provisória, se existem evidências consistentes das possíveis causas do
surto.

Produzir e disseminar informação para técnicos, gestores e população em
geral

       Este item abrange vários tipos de informação, com distintas estratégias de
comunicação. Os procedimentos de informação e comunicação em saúde incluem
atividades voltadas para públicos específicos.




                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   18
1.5 - VACINA CONTRA INFLUENZA

       O Ministério da Saúde do Brasil, a partir de 1999, vem realizando campanhas
anuais de vacinação contra a influenza para os idosos com idade de 60 anos ou mais,
geralmente no mês de abril. Esta vacina faz parte do calendário de vacinação da
população indígena e também é disponibilizada no Centro de Referência de
Imunobiológicos Especiais (CRIE) do Estado, para uso dos indivíduos que pertencem
aos grupos de risco acima apontados.
       A Paraíba ao longo dos anos tem melhorado sua cobertura vacinal contra a
Influenza (sazonal) no grupo de 60 anos e mais com pode ser visto no gráfico a seguir.

     100                                          84,94         86,55         84,92
                          77,59     78,38
      80     70,69

      60
      40
      20
       0
             2000         2001       2002         2003          2004          2005

                    Grafico 01 - Cobertura Vacinal 60 anos e mais.
                                  Paraíba, 2000 - 2005

      FONTE: SES-PB/CVE/NI/API

        Em função da disponibilidade de vacinas os critérios deverão ser baseados no
quantitativo de vacina disponível, nas taxas de ataque e na manutenção do
funcionamento dos serviços essenciais e dos grupos prioritários. Dentre os grupos
prioritários podemos listar: trabalhadores da saúde, trabalhadores das forças armadas,
da defesa civil, trabalhadores dos transportes (porto, rodoviários, aeroportuários),
trabalhadores de limpeza urbana, responsáveis pelo abastecimento de água, de
telecomunicações, insumo alimentícios, as autoridades estaduais e municipais, além
dos demais grupos já definidos para a vacinação sazonal.

Na fase de alerta pandêmico:

- Desenvolver estratégias para obter estimativas do quantitativo de populações
especiais a serem vacinadas em uma situação de pandemia (serviços essenciais);
- Implementar estratégias para a vacinação dos profissionais sob maior risco de
exposição à influenza, com ênfase nos profissionais de saúde que desenvolvem
atividades de prevenção, controle e assistência a casos de influenza;




                                   Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   19
No período pandêmico:

- Definir fluxo de distribuição de vacinas para os municípios, otimizando o tempo de
chegada de vacinas aos locais de uso e a capacidade de armazenamento;
- Capacitar pessoas da sala de vacinação sobre conservação, manipulação e
administração da vacina

       O esquema de vacinação com a vacina inativada difere quanto ao número de
doses e o volume a ser administrado, tendo como base a imunogenicidade e a
reatogenicidade da vacina de acordo com a faixa etária. Em crianças menores de oito
anos de idade, a resposta imunológica à vacina é inferior quando comparada à do
adulto.

        Assim, recomenda-se, o seguinte esquema de imunização (Farhat, 2000).

          Quadro 01 - Esquema de administração da vacina contra influenza

                 Idade                             Dose (ml)                      Nº de dose
            6 – 35 meses                              0,25                           1–2*

              3 – 8 anos                              0,50                           1–2*

         > 9 anos e adultos                           0,50                               1

               FONTE: CGPNI/DEVEP/SVS (modificada do Farhat, 2000)

(*) Devem ser aplicadas duas doses com intervalo de quatro a seis semanas em crianças menores de nove anos,
quando receberem a vacina pela primeira vez.




1.6 - MORBI MORTALIDADE POR INFLUENZA E PNEUMONIA

      A eficácia das coberturas vacinais, tem sido observada com a diminuição do
número de internações por gripe e pneumonia nos grupos de menor de 04 anos e de
60 anos e mais, que são os mais afetados e os de maior risco de ocorrer complicações
Tabelas 01 e 02.




                                               Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   20
           Tabela 01 - Número e percentual de Internações por Influenza e Pneumonia
                   (J10 a J18) segundo faixa etária. Paraíba, 2000 a Fev/2006.

                                             Faixa etária em anos
Ano     Menor 04     %     05 a 14     %     15 a 29     %    30 a 59         %      60 e +      %      Total
2000     12.489      36     5.796      17     5.256      15    6.136          18      4.834      14    34.511
2001     11.396      40     4.897      17     4.074      14    4.574          16      3.545      12    28.486
2002      9.965      41     3.783      16     3.250      13    3.782          16      3.428      14    24.208
2003      9.422      43     3.110      14     2.690      12    3.338          15      3.185      15    21.745
2004      7.871      39     2.554      13     2.658      13    3.320          17      3.588      18    19.991
2005      7.833      46     2.177      13     1.890      11    2.498          15      2.766      16    17.164
2006       990       44      265       12      249       11     360           16       411       18    2.275
Total    59.966      40    22.582      15    20.067      14    24.008         16     21.757      15   148.380
        FONTE: Datasus

         Tabela 02 - Número de internações e Coeficiente de Incidência (10.000 hab.) por
             Influenza e Pneumonia segundo faixa etária. Paraíba, 2000 a fev/2006.

                                             Faixa etária em anos
Ano     Menor 04     CI   05 a 14      CI    15 a 29     CI   30 a 59       CI   60 e +  CI    Total
2000     12.489    369,15 5.796      77,77    5.256 54,04 6.136            59,17 4.834 137,89 34.511
2001     11.396    334,48 4.897      65,27    4.074 41,57 4.574            43,78 3.545 100,52 28.486
2002      9.965    290,28 3.783      50,06    3.250 32,90 3.782            35,91 3.428 96,60 24.208
2003      9.422    272,61 3.110      40,89    2.690 27,04 3.338            31,47 3.185 89,25 21.745
2004      7.871    226,21 2.554      33,38    2.658 26,53 3.320            31,07 3.588 100,00 19.991
2005      7.833    221,79 2.177      28,05    1.890 18,57 2.498            23,01 2.766 76,14 17.164
2006       990      27,82   265       3,39     249      2,43    360        3,29   411   11,24 2.275
Total    59.966    247,29 22.582     42,33   20.067 28,75 24.008           32,25 21.757 86,94 148.380
        FONTE:Datasus


          Tabela 03 - Óbitos por Influenza (Gripe) e Pneumonia (CID J10 a J18) segundo
                                faixa etária. Paraíba, 2000 a 2005.
                                                         Ano
             Faixa etária      2000     2001     2002    2003    2004  2005    Total
        Até 2 anos                 76      50       55      66      58    48 353
        De 3 a 14 anos             16      15        8      11      11    13    74
        De 15 a 59 anos            49      48       47      67      78    56 345
        60 e + anos               103     126      146     176     258   226 1035
                Total             244     239      256     320     405   343 1807
        FONTE: SES-PB/CVE/SI/SIM




                                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   21
1.7 - UNIDADES SENTINELAS
    O Ministério da Saúde em parceria com as Coordenações de Vigilância
Epidemiológica do Estado da Paraíba e do Município de João Pessoa implantou o
Sistema de Vigilância da Influenza na capital em duas Unidades Sentinelas, sendo no
Centro de Atendimento Médico – CAME, no bairro de Cruz das Armas e no Centro de
Atendimento Integrado de Saúde - CAIS, no bairro de Mangabeira. Essa última
funciona como Unidade de Pronto Atendimento, tendo como suporte laboratorial o
LACEN- PB, cujos objetivos são:

    monitorar as cepas dos vírus da influenza que circulam na Paraíba;
    responder a situações inusitadas;
    avaliar o impacto da vacinação contra a doença;
    acompanhar a tendência da morbidade e da mortalidade associados à doença
       e;
    produzir e disseminar informações epidemiológicas.
     As unidades sentinelas têm como responsabilidade à coleta e o envio de
espécimes clínicos ao laboratório de referência para processamento, obtidos de uma
amostra intencional de pacientes que procuram o atendimento.
     Essas amostras são analisadas e informadas semanalmente, por meio do sistema
de informação da vigilância da influenza chamado SIVEP_GRIPE.
     Esse sistema permite conhecer a proporção de casos de síndrome gripal em
relação ao total de atendimento clínicos ocorridos nas unidades acima referidas,
distribuídos por faixa etária, como se pode observar no gráfico a seguir.

1200                                             1082
1000
 800                                 600
 600
             367
 400                   274                                                     255
                                                                 137
 200        28      14            15           36            3             4             0 7
   0
             0-4     05-14         15-24       25-59        60-64           65+          ING

                                Sindrome Gripal      Consultas


        Grafico 02 - Distribuição de consultas e de sindrome gripal
                 por faixa etária. Paraíba, nov/05 a abr/06

    FONTE: SIVEP_GRIPE/SES/PB




                                    Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   22
1.8 - NÚCLEO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA EM ÂMBITO HOSPITALAR

       A Paraíba possui 04 Hospitais com Núcleos de Vigilância Epidemiológica em
Âmbito Hospitalar que recebem incentivos financeiros, dois ficam localizados em João
Pessoa (Hospital Universitário Lauro Wanderley e Complexo Hospitalar Clementino
Fraga) e dois em Campina Grande (Hospital Universitário Alcides Carneiro e Hospital
Regional de Urgência).
       Por decisão da Secretaria de Saúde do município de João Pessoa, foram
implantados Núcleos em mais 04 Hospitais da rede municipal independente de
receber o incentivo financeiro.
       A Secretaria de Estado da Saúde avalia a necessidade de ampliar Núcleos de
Vigilância Epidemiológica em outros Hospitais.



1.9 - UNIDADE DE RESPOSTA RÁPIDA

       Será implantada Unidade de Resposta Rápida na SES-PB, em sistema de
plantão de sobre aviso, nos finais de semana e feriados, com um Fone institucional
disponível, previamente divulgado, para acesso a qualquer hora do dia ou da noite e
posteriormente fazer a articulação imediata com os técnicos de VE do município de
João Pessoa ou de qualquer outro município.

1.10 - LACEN – PB

       O laboratório realizará testes de imunofluorescência, a cultura e o PCR serão
realizados no Instituto Evandro Chagas - IEC no estado do Pará.
       Manter plantões em finais de semana e feriados para recepção e processamento
de amostras.
       Deve também dar conhecimento do fluxo de recepção das amostras e de envio
ao laboratório de referência - Instituto Evandro Chagas.




                                 Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   23
                                    Figura 02 - FLUXO DE ATENDIMENTO
                                              SUSPEITA DE INFLUENZA
                                 (Consultório, Ambulatório, Hospitais, Atenção Básica)


                                  Paciente com quadro clínico suspeito de
                                                Influenza



                                                 Avaliação clínica inicial
                                         No de isolamento Respiratório (HULW)




          Sem sinais de gravidade                                                      Com sinais de gravidade
                                                                                  (Hipotensão, taquipneia, confusão mental),
                                                                                       PO2<60mmHg ou Sat O2<90%)



    Observar em área reservada de                                                          Internação Hospitalar
  Isolamento Respiratório e Contato                                                                Uso de anti-viral.




Paciente estável, sem                                Paciente estável, com
comorbidade*:                                        comorbidade:
Teste diagnóstico rápido                          Teste diagnós tico rápido
Quarentena domiciliar e                           Quarentena domiciliar e
Uso de anti-viral se sintomatologia               Uso de anti-viral se sintomatologia
iniciada em 48 horas. (oseltamivir                   iniciada em 48 horas. (oseltamivir
75mg, 2 vezes/dia) durante 5 dias.                   75mg, 2 vezes/dia) durante 5 dias.
                                                     Reavaliação em 48 horas.




                   Estabilidade clínica:                                              Instabilidade clínica:
                   Tratamento Ambulatorial                                         Internação Hospitalar


  * Comorbidades: Idade > 60 anos; Gravidez. Diabetes Mellitus. Doença crônica pulmonar (DPOC, asma; fibrose cística).
  Doença cárdio-vascular (insuficiência cardíaca congestiva). Doença hepática. Insuficiência renal crônica. Imunossupressão
  (uso de drogas; HIV; transplantados). Portadores de doenças hematológicas. Uso crônico de ácido acetil-salicílico.




                                                     Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza             24
2 - VIGILÂNCIA SANITÁRIA

2.1 - ANVISA - ESTRUTURA EXISTENTE NO ESTADO DA PARAÍBA

       Conforme a Portaria Anvisa Nº. 406 de 14 de outubro de 2005, publicada no
Diário Oficial da União Nº. 199 de 17 de outubro de 2005, Seção 1, página 43, a
Coordenação Estadual de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos, Fronteiras e
Recintos Alfandegados, na qualidade de unidade gestora, com agilidade administrativa
para ações locais, está estruturada com 01 (uma) Sede, no município de João Pessoa,
e 02(dois) Postos de Controle Sanitário, localizados no Aeroporto Internacional Castro
Pinto e no Porto de Cabedelo, respectivamente, onde são desenvolvidas atividades de
controle em: 1.Infra-estrutura, Meios de Transporte e Vetores; 2.Orientação e Controle
Sanitário de Viajantes; 3.Projetos Especiais; 4.Inspeção de Produtos e Autorização de
Empresas; 5.Planejamento, Avaliação e Acompanhamento.
       Os Postos estão localizados nos principais pontos de entrada e saída do estado,
envolvendo 13 trabalhadores em equipes multiprofissionais.
       A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa – é parte do Sistema Único
de Saúde e coordena o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
       As medidas de vigilância sanitária a serem executadas nessas áreas seguirão a
orientação do Comitê Técnico Estadual de Influenza com recomendações direcionadas
para a pandemia de influenza em períodos e fases de acordo com o risco em saúde
pública, obedecendo aos níveis de alerta do Brasil.

Medidas a serem Adotadas no Porto de Cabedelo e no Aeroporto Internacional
Presidente Castro Pinto – JP e no Aeroporto Presidente João Suassuna - CG

a) Controle Sanitário dos Viajantes Na fase de alerta pandêmico a orientação aos
viajantes tem como objetivo informar e alertar sobre os cuidados básicos de prevenção,
principalmente àqueles com destino a áreas afetadas pela influenza aviária de alta
patogenicidade:
 Evitar o contato com granjas, criações de aves ou mercados de animais vivos
 Evitar contato com aves selvagens doentes ou mortas.
 Evitar ingerir alimentos de origem animal crus ou mal cozidos ou de procedência
duvidosa.
 Lavar as mãos freqüentemente.
 Reportar à tripulação qualquer anormalidade clínica evidenciada durante a viagem;
 Procurar assistência médica aos primeiros sintomas compatíveis com influenza
depois de viagens para áreas afetadas informando o histórico da viagem.

b) Limpeza e desinfecção de superfícies e ambientes No caso de meios de
transporte procedentes de área de risco, com ou sem detecção de anormalidade clínica
a bordo, compatível com Influenza de alta patogenicidade, deverá ser realizada a
limpeza, desinfecção e ou descontaminação das superfícies (tanto do meio de
transporte quanto das áreas de PAF por onde o viajante circulou).




                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   25
Tabela 04 – Níveis de Alerta do Brasil nos Diferentes Períodos e Fases Pandêmicos




                                       Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   26
CAPACITAÇÃO
       A capacitação voltada aos trabalhadores da ANVISA e aos que exercem
atividades em ambulatórios médico, administradoras, empresas prestadoras de serviço,
profissionais de outros órgãos de fiscalização e controle nas áreas de atuação da
GGPAF será realizadade forma contínua por meio de seminários, palestras, oficinas
com material educativo escrito ou eletrônico. A biossegurança será tema prioritário,
com abordagem do uso e descarte correto de Equipamentos de Proteção Individual –
EPI. A biossegurança será tema prioritário, com abordagem do uso e descarte correto
de Equipamentos de Proteção apropriados e metodologia de aplicação para limpeza e
desinfecção de meios de transporte e ambientes.


2.2 - AGEVISA E VISAS MUNICIPAIS

2.2.1 - Gerenciamento de resíduos sólidos
       Os resíduos sólidos provenientes dos meios de transporte que procedam de
áreas afetadas, assim como os resíduos oriundos do atendimento a casos suspeitos ou
confirmados de influenza humana de alta patogenicidade, devem ser enquadrados na
classe A1 e tratados conforme especificações.
       A combustão a céu-aberto das carcaças e materiais contaminados não é
recomendada, pois a combustão completa desse material se faz de forma prolongada e
não há meios seguros que garantam a completa destruição dos patógenos. Desta
forma, um sistema de tratamento térmico fechado é o mais indicado (ex.: incineração,
autoclavagem, microondas, inter alia).
       No caso de não se dispor dos métodos supracitados, os resíduos infectados
podem ser tratados por combustão em valas, e coberto em seguida por camada de no
mínimo, 40 cm de solo. Em todo caso, deve-se garantir que não haja contato do
material infectado com animais.
       As VISAS serão responsáveis pela supervisão nos hospitais quanto ao
acondicionamento, transporte e destino final dos resíduos sólidos bem como do serviço
funerário. Também deverão orientar as pessoas que lidam com abate ou comércio de
aves, sobre as medidas de proteção individual e coletiva.

2.2.2 - Equipamentos de Proteção Individual
        Os operadores envolvidos nos procedimentos de limpeza, desinfecção e
descontaminação, bem como os profissionais envolvidos na inspeção sanitária ou no
atendimento ao viajante com anormalidade clínica e os profissionais de manutenção de
sistemas de climatização, deverão fazer uso de Equipamentos de Proteção Individual:
 Luva nitrílica com punho de 46 cm (proceder higienização das mãos com água e
  sabão ou gel alcoólico antes da utilização das luvas);
 Avental descartável com mangas compridas, punho em malha e gramatura 50;
 Bota de borracha e/ou sapatilhas descartáveis;
 Máscara facial com tipo respirador, para partículas, sem manutenção, com eficácia
  de filtração mínima de 95% de partículas até 0,3 μ (N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3);




                                 Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   27
 Protetores oculares com ampla visibilidade e proteção lateral deverão ser utilizados
  nos casos em que houver possibilidade de exposição do profissional a respingos de
  sangue, secreções corporais e excreções.
 As luvas, óculos e as botas de borracha poderão ser reaproveitados desde que
  descontaminados por Hipoclorito de Sódio a 1% com tempo de contato não inferior a
  10 minutos.

II - INFLUENZA AVIÁRIA

       A América do Sul é uma região pouco suscetível para a chegada do vírus
influenza H5N1 via migração, porque não é o destino principal de aves migratórias
oriundas de regiões onde já houve a detecção da doença. Entretanto é possível
projetar os seguintes cenários para uma possível chegada do vírus no Brasil:
       1 - Cenário: Uma possível via de acesso seria pela chegada de aves migratórias
oriundas do oeste africano. Porém essa rota não é comum entre as aves migratórias
que chegam ao país. Existem alguns registros eventuais de deslocamento de aves
africanas para o Brasil, tais como três espécies de garças (Ardeola ralloides, Ardea
purpurea, Egretta garzeta), um maçarico (Numenius p. phaeopus) e uma andorinha
(Hirundo rustica erytrogaster), sendo todos esses realizados no Arquipélago de
Fernando de Noronha. Há apenas uma espécie de origem africana, a garça-vaqueira
(Bubulcus ibis), que é comumente observada em Fernando de Noronha e também no
continente. Porém, tal espécie colonizou o Brasil há mais de 40 anos e não se sabe se
é freqüente a migração de aves africanas dessa espécie para o país, especialmente
para Fernando de Noronha.
       2 - Cenário: A segunda possível via de acesso seria pela chegada de aves
migratórias oriundas do oeste europeu, porém essa rota não também não é comum
entre as aves migratórias que chegam no país. Há raros registros de espécies de trinta-
réis europeus no litoral brasileiro, provenientes das Ilhas da Madeira e Açores (Sterna
hirundo, S. dougalli), bem como do Reino Unido e de outros países na Europa (S.
hirundo).
       Há registros mais freqüentes de algumas espécies provenientes do Reino Unido
e Ilhas da Madeira e Açores, como o bobo-pequeno (Puffinus puffinus) e bobo-grande
(Calonectris diomedea), que aparecem respectivamente no sul e no nordeste do país.
Contudo, essas espécies são de hábitos estritamente marinhos e oceânicos, ambiente
pouco provável para a manutenção do vírus, e raramente são registradas com vida em
áreas continentais.
       3 - Cenário: A terceira possível via de acesso seria pela chegada de aves
migratórias oriundas da América do Norte (EUA e Canadá), porém, até o momento, não
há registros oficiais de casos de influenza aviária H5N1 para essa região. Esta
certamente seria a rota migratória mais provável de entrada do vírus no Brasil, pois é a
mais freqüentemente utilizada pelas aves que chegam no país.
       4 - Cenário: A quarta possível via de acesso seria pela chegada de aves
migratórias oriundas da Terra do Fogo e Antártida, porém, até o momento, não há
registros oficiais de casos de influenza aviária H5N1 para essas regiões. Ainda, o


                                   Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   28
transporte do vírus H5N1 para essas regiões parece ser pouco provável, tanto pelo
comportamento, como pelo ambiente das espécies migratórias envolvidas.

      5 - Cenário ATUAL (Abril de 2006)

A OMS até o dia 10 de abril havia registrado 176 casos de infecção pelo H5Ni em seres
humanos em sete países com 97 óbitos.
    Surtos de influenza aviária por A/H5N1 em plantéis de aves de países da Ásia,
     África e Europa (Turquia, Alemanha e França) e detecção em aves selvagens
     em demais países da Europa Ocidental;
    Elevado impacto econômico e social;
    Transmissão para humanos continua eventual e não há transmissão inter-
     humanos;
    Necessidade de fortalecimento da vigilância sobre a saúde animal e dos
     mecanismos de contenção;
    Medidas já adotadas no Brasil: restrições à importação de material avícola e
     estabelecimento do plano de preparação do MAPA.

   A Secretaria de Defesa Agropecuária do Estado da Paraíba realizou o cadastro de
todas as Granjas avícolas comerciais do Estado (anexo). Os Agentes Comunitários de
Saúde colaborarão com a identificação de domicílios que possuam criadores de aves
e/ou abatedouros de animais.

   A Vigilância Sanitária de João Pessoa atualizou o cadastro de todos os abatedouros
do município. Foi instalada uma comissão municipal de biosegurança que irá realizar
ações educativas e vacinação contra Influenza em pessoas que lidam direto com o
comércio avícola.

III - PANDEMIA

       Cabe aos gestores locais, dentro de suas responsabilidades, viabilizarem a
aplicabilidade dos protocolos previamente definidos, diagnosticarem as necessidades
de investimentos na saúde local, bem como garantirem os fluxos de atendimento, com
plano para referência e contra-referência, para os usuários acometidos.
       Sendo assim, a participação e sensibilização das instâncias gestoras municipais
e estadual (prevendo-se aí a comunicação as instâncias CES e CIB) é ponto de
destaque para impulsionar o componente executivo do Plano Paraibano de Preparação
para a Pandemia de Influenza.

CENÁRIOS POSSÍVEIS


                     População residente na Paraíba em 2005.

        Estado     Até 2 anos    3 a 14 anos      15 a 59 anos        mais 60 anos
         PB          210859         918456           2103265              363270


                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   29
                     Tabela 05 - Estimativas otimistas, intermediárias e pessimistas de casos
                        clínicos de gripe e complicações na população paraibana.


     UF               Otimista                          Intermediária                           Pessimista
            Casos     Complic. Graves           Casos     Complic. Graves             Casos       Complic. Graves
     PB
           687.390     59.900       4.058   950.599       130.338        17.706 1.314.470          320.239        86.290



           Tabela 06 - Estimativas otimistas, intermediárias e pessimistas de casos clínicos
                       de gripe e complicações na população Paraíbana urbana.

UF                   Otimista                           Intermediária                             Pessimista
          Casos       Complic.     Graves       Casos        Complic.     Graves        Casos        Complic.         Graves
PB
          488.465      42.566       2.883       675.504       92.601       2.582       934.074        227.56          461.318



                Tabela 07 - Incidência máxima de casos clínicos de gripe no dia de pico da
                pandemia, assumindo cenário de baixa transmissibilidade (R0 = 1,4) e alta
                                       transmissibilidade (R0 = 2,8).


           UF            Baixa transmissibilidade                          Alta transmissibilidade
                  Otimista      Intermediária     Pessimista      Otimista Intermediária Pessimista
           PB
                    3.437          4.753             6.572          17.185          23.765            32.862


           1 - ATENÇÃO HOSPITALAR

                  A Demanda esperada de leitos no pico da pandemia é de 0,9 a 17,6 por 100.000
           habitantes, no caso de uma epidemia de progressão lenta, e de 3,5 a 77,1 por 100.000
           habitantes, no caso de uma epidemia de alta transmissibilidade. Assumindo que 10 a
           40% da população internada irão requerer cuidados intensivos, estima-se que a
           demanda máxima por leitos de UTI seria de 0,09 a 30,84 leitos por 100.000 habitantes
                  Na Paraíba, o HOSPITAL UNIVERSITÁRIO LAURO WANDERLEY, situado em
           João Pessoa.preenche os requisitos necessários para contenção de caso suspeito ou
           confirmado, dentre eles podemos citar:
            Comissão de Controle de Infecção Hospitalar presente e atuante;
            Médico infectologista;
            Médico pneumologista;


                                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   30
    Possui isolamento respiratório, com filtro hepa e pressão negativa;
    Escala de funcionários para de pacientes em isolamento de Influenza. Essa equipe
     deve receber treinamento específico. Os funcionários do serviço devem ter
     conhecimento de que o mesmo é um hospital de referência para influenza, a fim de
     evitar erros de informações e garantir a agilidade no recebimento de pacientes
     infectados.
    O serviço deverá promover e apoiar capacitação da equipe quanto a: protocolos
     clínicos para atendimento de casos de influenza, protocolos para coleta de
     amostras clínicas, transporte de casos suspeitos, normas de controle de infecção
     em serviços de saúde, biossegurança, limpeza, desinfecção e esterilização de
     artigos médicos e limpeza e desinfecção de superfícies.

       Em caso de pandemia os hospitais que possuem leitos de UTI e de Isolamento
servirão de retaguarda conforme lista a seguir por localização geográfica:

      João Pessoa: Hospital Edson Ramalho; Hospital Pronto Socorro Municipal
FUSAM; Hospital São Vicente de Paula; Lady Center; Hospital Santa Lucia.
      Campina Grande: Hospital Escola da FAP; Hospital Regional de Emergência
C.Grande; CLIPSI; Hospital Pedro I; Hospital Antonio Targino;
      Patos: Hospital Regional Janduhy Carneiro
      Sousa: Hospital Dist. Dep. Manoel G.Abrantes; Casa de Saúde Bom Jesus; Soc.
Hospitalar Gadelha de Oliveira; Hospital Santa Terezinha.
Em casos de pandemia de maior proporção todos os hospitais deverão ser acionados.

    Tabela 08 - Relação dos Hospitais que possuem leitos de UTI e de Isolamento.
                               Paraíba abril de 2006

NRS                      Hospitais                     Leitos de UTI        Leitos de Isolamento
         Hospital Memorial SãoFrancisco                      x
         Hospital Universitário Lauro Wanderley              x                           x
         Hospital Edson Ramalho                              x                           x
         Hospital Santa Paula                                x
         Hospital João Soares                                x
         Hospital Pronto Socorro Municipal
                                                               x                         x
         FUSAM
         Hospital Unimed João Pessoa                           x
J.P.     Hospital Samaritano                                   x
         Hospital São Vicente de Paula                         x                         x
         Hospital Napoleão Laureano                            x
         AMIP                                                  x
         Lady Center                                           x                         x
         Clinica Dom Rodrigo                                   x
         Hospital Santa Tereza                                 x
         Hospital Arlinda Marques                              x
         Maternidade Candida Vargas                            x



                                   Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   31
          Complexo H. Prof. Humberto Nobrega                      x
          Clinicad                                                x
   J.P.
          Clim                                                    x
          Hospital Santa Lucia                                    x                         x
          Complexo de Saúde Municipal de
Guarabira                                                         x
          Guarabira
          Mater Dei Policlinica                                   x
          Hospital Escola da FAP                                  x                         x
          Hospital e Maternidade Dr Edgley                        x
          Hospital Universitário Alcides Carneiro                 x
          Hospital Regional de Emergência
C.Grande C.Grande                                                 x                         x
          Hospital Mariana                                        x
          CLIPSI                                                  x                         x
          Hospital Pedro I                                        x                         x
          Hospital Antonio Targino                                x                         x
          Clinica Santa Clara                                     x
          Hospital João XXIII                                     x
          SAMIC                                                   x
          Maternidade Elpidio de Almeida                          x
  Patos Hospital Regional Janduhy Carneiro                        x                         x
P. Isabel Princeza Izabel                                                                   x
Cajazeira Hospital Regional de Cajazeiras                         x
          Hospital Dist. Dep. Manoel G.Abrantes                   x                         x
 Sousa Casa de Saude Bom Jesus                                    x                         x
          Soc. Hospitalar Gadelha de Oliveira                     x                         x
          Hospital Santa Terezinha                                x                         x
   FONTE: DATASUS

  Programa de Educação do Profissional de Saúde
   Os Profissionais de Saúde (PS) devem ser devidamente orientados quanto aos
     riscos e medidas de precaução necessárias para a contenção da transmissão intra-
     hospitalar;
   Os PS devem ser orientados quanto ao uso correto de EPI a ser utilizado na
     assistência dos casos suspeitos ou confirmados de infecção por nova cepa de
     influenza.
   Os profissionais de saúde, pacientes e visitantes devem ser devidamente instruídos
     e monitorados quanto à importância da higienização das mãos
   A higienização das mãos deve ser realizada através da lavagem com água e
   sabão ou com gel alcoólico.
   A lavagem das mãos com água e sabão é essencial quando as mãos estão
     visivelmente sujas ou contaminadas com sangue ou outros fluidos corporais.




                                     Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   32
Figura 03 - Procedimentos para colocação e retirada de EPI em unidades de
isolamento

 Procedimentos para entrada na                        Procedimentos para saída da
 unidade de isolamento                                unidade de isolamento




 Reunir todo equipamento                              Remover EPI de forma a evitar
 necessário                                           auto-contaminação ou auto-
                                                      inoculação com mãos ou EPI
                                                      contaminados


 Realizar higienização das mãos

                                                      Sair do quarto de isolamento.
                                                      Remover o EPI na antecâmara:
                                                      - Retirar protetores oculares
                                                       - Retirar gorro (se utilizado)
 - Colocar EPI :                                      - Remover capote
  - Vestir capote                                      - Remover luvas
  - Colocar máscara tipo respirador                    - Realizar higienização das mãos
 - Colocar gorro (para realização de                   - Remover máscara tipo
 procedimentos com geração de                         respirador através das fitas
 aerossóis)                                           elásticas (não tocar a parte
  - Colocar protetores oculares                       anterior da máscara, pois pode
 - Colocar luvas                                      estar contaminada)
                                                      - A cada EPI retirado, descartá-lo
                                                      adequadamente.




 Entrar no quarto de
 isolamento respiratório e
 fechar a porta                                       Realizar higienização das mãos




                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   33
CONDUTA CLÍNICA E TRATAMENTO DE CASOS

       A gripe ou influenza é uma doença respiratória aguda e transmissível de
etiologia viral. É transmitida de pessoa para pessoa por meio da inalação de gotículas
da tosse e espirro, por contato, e eventualmente até tocando algum objeto com vírus e
depois tocando a boca ou o nariz, por auto-inoculação no trato respiratório superior ou
mucosa da conjuntiva.
       O espectro clínico da doença é amplo e variado. Em geral os sintomas surgem
subitamente, após 1 a 4 dias de incubação (com média de 2 dias) o quadro clínico
caracteriza-se por:
     temperatura axillar ≥ 38°C) que pode durar até 7 dias (em geral desaparece no
       3º dia) calafrios, cefaléia, prostração, tosse, odinofagia, congestão nasal e
       coriza, mialgia e artralgia.

    diarréia e vômitos podem ocorrer, principalmente em crianças.
   Os sintomas respiratórios podem persistir por 1 a 2 semanas e por até 6 semanas
em pacientes imunodeprimidos. Eventualmente a febre pode ter evolução bifásica mas
nestes casos a etiologia bacteriana secundária deve ser afastada.

2 - ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA

       A preparação para enfrentamento de uma pandemia compreende entre outros o
planejamento da Assistência Farmacêutica quanto ao arsenal terapêutico que deverá
ser disponibilizado aos pacientes infectados. Embora não possa haver uma previsão
antecipada de quantitativos necessários , é imprescindível que no planejamento seja
prevista a relação dos insumos que farão parte dos protocolos de tratamento e
profilaxia dos ataques .
         O considerando o eventual curso clínico e complicações que podem advir do
ataque viral um arsenal mínimo e estratégico de medicamentos para o combate a
sintomatologia característica da Influenza as eventuais complicações é sugerido e
deverá ser revisto e adaptado logo que a dinâmica da doença no tempo , assim o exija.
As indicações terapêuticas encontram-se anexa.

2.1 - PROFILAXIA E TRATAMENTO COM MEDICAMENTOS ANTIVIRAIS

      O Oseltamivir -(Tamiflu ) é o antiviral preconizado pelo governo brasileiro e o
protocolo para sua administração está descrito no quadro baixo

                           Quadro 02 - TRATAMENTO
                             Oseltamivir -(Tamiflu )
   Estado Clínico          Adulto                          Crianças
                                                  Cálculo com Base no Peso
                                          15 kg – 30 mg 2x ao dia durante 5 dias
Paciente Estável com
                     75 mg durante 5 dias 15 a 23 kg 45 mg x 2 ao dia durante 5 dias
   Comorbidade
                                          23 a 40 kg 60 mg x 2 ao dia durante 5 dias
                                          40 kg 75 mg 2 x ao dia durante 5 dias


                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   34
                                                                               Cálculo com Base no Peso
           Paciente Estável sem                      15 kg – 30 mg 2x ao dia durante 5 dias
               comorbidade      75 mg durante 5 dias 15 a 23 kg 45 mg x 2 ao dia durante 5 dias
                                                     23 a 40 kg 60 mg x 2 ao dia durante 5 dias
                                                     40 kg 75 mg 2 x ao dia durante 5 dias
                                                          PROFILAXIA
                                   ADULTO                                           CRIANÇA
                                                                        Metade da dose diária para tratamento
                  75 mg 1 x ao dia durante 10 dias
                                                                                  durante 10 dias



           3 - ATENÇÃO ESPECIALIZADA DA PARAÍBA

                  Dados de 2005 (DATASUS) mostram que a rede de assistência à saúde na
           Paraíba, dispõe de 11.560 leitos, sendo que 9.771 leitos (84,52 %) do total são
           destinados ao SUS. Quanto à classificação dos referidos leitos SUS, 1.679 (17,58 %)
           são leitos cirúrgicos, 3.073 (31,45 %) são leitos clínicos e 4.531 (46,37%) são leitos
           complementares, que engloba leitos de terapia intensiva pediátrica, 76 (0,77 %) leitos
           de terapia intensiva neonatal, 36 (0,36 %) leitos de terapia intensiva para adultos 218
           (2,23 %), além de 71 (0,72 %) leitos de unidades intermediárias e leitos de isolamento.
           Esses últimos representam 87 (0,89 %) do total de leitos de isolamento do Estado.
                  Dadas às características atuais da rede hospitalar paraibana, percebe-se uma
           concentração de estabelecimentos de atenção à saúde nos dois municípios polos,
           obviamente nas áreas de maior concentração tecnológica.
                  No município de João Pessoa temos 3.349 leitos, desses 2.512 (75,00 %) são
           leitos SUS, sendo 139 (5,53 %) leitos de UTI e 37 (1,47 %) são de isolamento.

             Tabela 09 - Leitos SUS por clínicas nos municípios de João Pessoa e Campina
                                         Grande. Paraíba, 2006

                                                       Números de Leitos por Clínica

                                                 UTI         UTI       UTI    UTI        UTI       UTI                  Totais
        Clínicos Clínic.   Cirúrg.   Cirúrg.                                                               Totais UCI*
                                               Neonatal    Neonatal   Adulto Adulto     Pedi.     Pedi.                Isolam.
         Totais   SUS      Totais     SUS                                                                   UCI* SUS
                                                Totais       SUS      Totais  SUS       Totais    SUS                    SUS

PB       3.537    3.073    2.294     1.679       66            36       301     218      92         76       88       71    87
CG        687      500      649       416        23            15       111     90       47         41       46       41    13

 JP       718      524      889       563        43            21       114     56       32         22       33       22    37
Total    4.942    4097     3.832     2.658       132           72       526     364      79        139      167       134   137
           FONTE: DATASUS




                                                       Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   35
4 - ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE

        Atualmente, a Atenção Básica na Paraíba compreende dois modelos: um
tradicional, onde as unidades de saúde são compostas por médico clínico-geral,
pediatra, ginecologista, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, não contando com a
presença do Agente Comunitário de Saúde, e um outro modelo, denominado de
Estratégia de Saúde da Família (ESF), que é composto por equipe multiprofissional
mínima (médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e de quatro a seis agentes
comunitários), que dispõe de recursos que poderão ser utilizados para identificação
precoce de áreas de risco e casos suspeitos de doenças infecciosas e agravos em
suas áreas de abrangência.
        A cobertura populacional da ESF em grandes centros urbanos, não é de 100%.
        Atualmente, existem na Paraíba 1.162 equipes cadastradas e em
funcionamento, com 7.462 Agentes Comunitários de Saúde dando cobertura a uma
população de 3.231.901 habitantes, que corresponde a aproximadamente 89,87% da
população Paraibana.
        É importante ressaltar que, em situação de pandemia, os dois modelos terão que
trabalhar como um só modelo, com todos os profissionais trabalhando de forma
organizada a partir de um protocolo definido.

   Tabela 10 - Número de profissionais envolvidos na Estratégia de Saúde da
                  Família e da Atenção Básica. Paraíba, 2006

      Tipo de Profissional         Nº Profissionais ESF Nº Profissionais Atenção
                                                                 Básica
Agente Comunitário de Saúde                6.733               Não possui
Auxiliar de Enfermagem                     1.185                  3.668
Enfermeiro                                 1.256                  1.016
Médico Clinico Geral                        872                    872
Medico Fisiatra                              -                      18
Fisioterapeuta                               -                     438
Medico Pneumologista                         -                      53
Medico Infectologista                        -                      36
              Total                       10.046                  6.101
FONTE: CNES/DATASUS

      Tabela 11 - Número de estabelecimentos de Atenção Básica de Saúde.
                                 Paraíba, 2006

            Tipo de Estabelecimento                             Nº Estabelecimento
Posto de saúde                                                          399
Centro de Saúde ou Unidade Básica                                      1.169
Unidade Mista                                                            38
Hospital Geral                                                          141
FONTE: CNES/DATASUS




                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   36
5 - SERVIÇOS DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO

5.1 - Proceder de forma a minimizar a produção de aerossóis.
O número de PS presentes no procedimento deve ser o menor possível.
Todos os PS devem estar equipados com EPI completo: luvas de necrópsia ou luvas
duplas de látex, máscaras de proteção respiratória (tipo respirador), protetores
oculares, capote, gorro.

5.2 - Preparo do corpo e funeral :
 Os profissionais de saúde devem seguir as recomendações e precauções padrão no
cuidado do corpo.
Caso o óbito ocorra no período infeccioso, todo o EPI deve ser utilizado
O corpo deve ser transportado em saco impermeável e selado e a transferência deve
ocorrer no menor tempo possível;
Não deverá haver vazamento de fluidos corpóreos para parte externa do saco de
transporte.
Familiares também devem usar EPI para ver o corpo;
O serviço funerário deve ser avisado que a causa de morte foi infecção por nova cepa
de influenza
Os cuidados na realização do preparo do corpo devem seguir as nova cepa de
influenza.


6 - COMUNICAÇÃO

       A confecção de material educativo e informativo aguardará a orientação do
Ministério da Saúde e a liberação do cd-rom para iniciar as capacitações. Esse período
corresponde a liberação do número do telefone institucional que será usado na
Unidade de Resposta Rápida.
       Foi definido pelo Comitê que todo o contato com a imprensa será feito por
profissional da Secretaria de Estado ou por ele designado.


7 - SAMU

      Quanto à Política Nacional de Atenção às Urgências - regida pelas Portarias GM
nº 2.048/03, nº 1.863/03, nº 1.864/03 nº 2.072/03 – em especial ao Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência, na Paraíba existem 03 municípios onde está em
funcionamento.




                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   37
        Tabela 12 - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Paraíba, 2006
                                         Unidade
                       Unidade                           Nº de Municípios
  Municípios                             Suporte
                    Suporte Básico                          Atendidos                População
                                        Avançado
 João Pessoa               06              03              João Pessoa                 672.080
Campina Grande             05              02            Campina Grande                370.000
                                                        Sousa, Aparecida,
                                                          São Francisco,
                                                        Santa Cruz, Lastro,
                                                           Marizopolis,
                                                        Nazarezinho, São
                                                            J. da Lagoa
     Sousa                  -                01                                        159.072
                                                         Tapada, Pombal,
                                                          Cajazeirinhas,
                                                         Lagoa, Paulista,
                                                        São Bentinho, São
                                                           Domingos de
                                                               Pombal
     Total                 11                06                   -                   1.201.152
 FONTE: Gabinete do Secretário Executivo – SES-PB




                                      Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   38
AÇÕES E ATIVIDADES PROGRAMADAS:

         AÇÕES / ATIVIDADES                        OBSERVAÇÃO
Capacitar a rede pública da Capital e
posteriormente de Campina Grande e
dos 12 Núcleos Regionais de Saúde,
Núcleos Hospitalares de Epidemiologia
(NHE) e Comissões de Controle de
Infecção Hospitalar (CCIH) para as
situações de possível pandemia de
                                         Aguardando o cd-room
influenza abrangendo os seguintes
conteúdos: vigilância epidemiológica e
sanitária, rede hospitalar com os níveis
de referência, caso clínico de influenza
(definição, critérios, gravidade, manejo
clínico) e biossegurança;

Capacitar recursos humanos dos
hospitais de referência para coleta,
transporte e acondicionamento de
material para exames de material de Aguardando o cd-room
acordo    com    as    normas    de
biosegurança;

Implantar o Plano dos Resíduos Sólidos
nos hospitais;                         AGEVISA e VISAS

Implantar      a      técnica      da
imunofluorescência nos laboratórios
                                         Essa foi uma deliberação do Comitê
que já disponham de microscópio de
                                         Estadual. Entretanto a SVS não
imunofluorescência e de cabine de
                                         considera prioritária tendo em vista que
segurança biológica nos municípios de
                                         manterá o IEC – Pará, como laboratório
João Pessoa, Campina Grande e
                                         de referência.
Patos;

Capacitar profissionais que terão
contato direto com casos possíveis ou
                                      Aguardando o cd-room
prováveis de influenza no uso de EPI;

Apresentar a 1ª versão do Plano
Paraibano nos Conselhos: estadual e
                                    Agendado para o dia 15 e 16 de maio.
municipais;

Ajustar as condições do hospital de
contenção no estado: HULW;          Aguardando posicionamento da SVS




                           Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   39
Expandir e aprimorar o sistema de
vigilância epidemiológica da influenza
(avaliação, supervisão,     assessoria
                                       Durante todo o período
técnica e protocolo para investigação
de surtos);

Expandir a capacidade técnica para
diagnóstico laboratorial    dos vírus
influenza humana (testes para detecção
rápida e descentralização da cultura Em situação de epidemia
para alguns laboratórios regionais), se
necessário;

Cumprir a legislação específica para as
ações de vigilância, prevenção e
                                        ANVISA,     AGEVISA,       VISA,               VE,
controle da influenza em situação
                                        Secretaria de Agricultura.
emergencial;

Vacinar a população com 60 anos e
mais,os profissionais de saúde, defesa
civil, comerciantes avícolas contra a De 24 de abril a 05 de maio.
Influenza;

Revisar o Plano Paraibano
                                           Sempre que necessário



.




                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   40
ANEXOS




 Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   41
        ANEXO I

              MINISTÉRIO DA AGRICULTURA PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA
              DELEGACIA FEDERAL DA AGRICULTURA NA PARAÍBA – DFA/PB
              SEÇÃO DE SANIDADE ANIMAL

                          CADASTRO DE GRANJAS AVÍCOLAS COMERCIAIS NA PARAÍBA

                                                                                                   CAPACIDADE            CAPACIDADE
                         ESTABELECI-      SISTEMA DE              CLASSIFICAÇÃO DO
     PROPRIETÁRIO                                       MUNICÍPIO                                   MÁXIMA DE              ATUAL
                           MENTO          ATIVIDADES              ESTABELECIMENTO
                                                                                                   ALOJAMENTO             ALOJADA

Antônio Severino Irmão   Granja São      Particular e   Pocinhos     Granja Comercial de          20.000                 20.000
                         Marcos – Faz.   Integração                  Frangos
                         Recanto
Anselmo                  Granja          Integração     Campina      Granja Comercial de          63.000                 000
                         Santíssimo –                   Grande       Frangos
                         Monte Alegre
André Luiz Araújo de     Granja São      Particular     Lagoa Seca Granja Comercial de            10.000                 6.000
Queiroz                  Joaquim                                   Ovos
Adriano César Galdino    Fazenda         Particular     Pocinhos   Granja Comercial de            26.000                 000
                         Palmares –                                Frangos
                         Granja
                         Palmares
Aluísio de Sousa Melo    Faz. Novo       Integração     Pocinhos     Granja Comercial de          10.000                 10.000
                         Milênio –                                   Frangos
                         Granja Novo
                         Milênio
Ataíde Euflazino Neto    Sítio Serrote   Integração     Pocinhos     Granja Comercial de          10.000                 10.000
                         da Cobra                                    Frangos




                                                                   Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   42
Alvino Luiz Pereira          Granja Km 21 Integração       Pocinhos      Granja Comercial de          20.000                 19.000
                             - Sítio Gravatá                             Frangos
Almir                        Granja          Integração    Gurinhém      Granja Comercial de          16.000                 000
                                                                         Frangos
Ailton Alves de Lima         Granja           Integração   Dona Inês     -                            5.000                  5.000
                             Raimundo
Antônio Pedrosa M.           Faz. Paraíso -   Integração   Mulungú       Granja Comercial de          23.000                 000
Coutinho Filho               Granja Paraíso                              Frangos
Benjamim Amâncio             Granja           -            Borborema     Granja Comercial de          11.000                 11.000
Ramalho                      Borborema –                                 Frangos
                             Faz.
                             Borborema
Consuelo Sotero Martins      Sítio            Integração   Pocinhos      Granja Comercial de          6.000                  000
                             Conceição                                   Frangos
Cláudio S. Martins           Faz. Goiti       Particular   Ingá          Avestruz                     7.000                  000
Cenival Cabral de Oliveira   Granja Pau       Integração   Gurinhém      Granja Comercial de          6.000                  000
                             Ferro dos                                   Frangos
                             Nunes
Clodomarcos Candido          Granja           Integração   Pocinhos      Granja Comercial de          10.000                 000
Costa                        Cacimba Nova                                Frangos
Cecília Lacerda de           Faz. Jati        Integração   Itatuba       Granja Comercial de          10.000                 000
Vasconcelos                                                              Frangos
Erivelto Miranda             Sítio Bosame     Integração   Campina       Granja Comercial de          25.000                 25.000
                                                           Grande        Frangos
Eliomar Bento de Oliveira    Sítio Nazaré - Integração     Pocinhos      Granja Comercial de          9.000                  10.000
                             Granja São                                  Frangos
                             Bento
Ernando Severino de          Granja Mariana Integração     Gurinhém      Granja Comercial de          15.000                 13.047
Araújo                                                                   Frangos




                                                                       Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   43
Ednaldo Albuquerque         Granja São        Integração   Itabaiana  Granja Comercial de              10.000                 9.000
Vasconcelos                 Sebastião                                 Frangos
Eliane Maria Tomaz de       Granja Barra      Integração   Cuitegi    Granja Comercial de              40.000                 20.000
Oliveira                                                              Frangos
Eduardo Belmiro da Silva  Granja              Integração   Bananeiras Granja Comercial de              6.000                  6.000
                          Carvalho                                    Frangos
Francisco Pedro Gonçalves Granja              Integração   Pocinhos   Granja Comercial de              6.000                  5.990
                          Lagoinha                                    Frangos
                          Arruda
Francisco Monte           -                   Integração   Puxinanã   -
Francisco de Assis Silva  Sítio Malhada       Integração   Pocinhos   Granja Comercial de              5.500                  4.500
                          de Areia                                    Frangos
Francisco Guilherme dos   Granja              Integração   Dona Inês Granja Comercial de               20.000                 19.7000
Santos                    Chicrute                                    Frangos
Felipe da Silva Belmonte  Sítio Chá de ?      Integração   Bananeiras Granja Comercial de              13.000                 12.000
                                                                      Frangos
Fernando Guilherme          Granja Santa      Integração   Areia      Granja Comercial de              20.000                 000
Perazzo                     Tereza                                    Frangos
Gilberto Nascimento         Granja GNT        Integração   Pocinhos   Granja Comercial de              40.000                 40.000
Teodósio                                                              Frangos
Gilberto Pinheiro Correia   Granja            Particular   Lagoa Seca Entreposto                       10.000                 3.5000
                            Redenção
Gutemberg Cavalcanti da     Sítio Malícia -   Integração   Pocinhos       Granja Comercial de          6.000                  6.000
Silva                       Granja Malícia                                Frangos
Fernando Veloso             Granja Santa      Integração   Gurinhém       Granja Comercial de          16.000                 000
                            Lúcia                                         Frangos
Josmar Lacerda Martins      Granja Trapiá     Integração   Itatuba        Granja Comercial de          17.000                 000
                                                                          Frangos
Gilson Alves Resende        Granja            Integração   Pilãozinho     -                            6.000                  000
                            Pantanal



                                                                        Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   44
Hamilton Guedes Pinheiro      Ganja          Integração    Pocimhos       Granja Comercial de          10.000                 000
                              Gameleira                                   Frangos
Hermano Severino Araújo       Granja Barro   Integração    Caldas         Granja Comercial de          15.000                 000
                              Vermelho                     Brandão        Frangos
Hugo Magalhães de Melo        Granja Arabutã Integração    Sapé           Granja Comercial de          40.000                 40.031
                                                                          Frangos
Ivoneide Alves Diniz       Sítio Lajeiro do Integração     Pocinhos       Granja Comercial de          6.000                  5.000
                           Boi                                            Frangos
Ivan Jorge de Lima         Faz. Lagoa de -                 Solânea        Granja Comercial de          10.000                 10.000
                           Tanque                                         Frangos
Ivanildo Coutinho de Sousa Guaraves         Arrendatário   Guarabira      Granja Comercial de          150.000                140.000
                                                                          Frangos
Ivanildo Coutinho de Sousa Guaraves           Particular   Guarabira      Granja Comercial de          42.000                 000
                                                                          Frangos
Ivonildo Pereira C. Filho     Granja N. S. da Integração   Itabaiana      Granja Comercial de          6.500                  6.500
                              Conceição                                   Frangos
Ivenize Cecília Ferreira da   Granja Alto     Particular   Itabaiana      Granja Comercial de          9.000                  20
Silva                         Alegre                                      Ovos
Iraonil Siqueira de Sousa     Granja Sivol    Particular   Pilãozinho     Granja Comercial de          -                      -
                                                                          Ovos
Iogmar Elias Costa            Granja Compel Integração     Pocinhos       Granja Comercial de          6.000                  5.800
                                                                          Frangos
Jacó Soares Pereira           Granja Santa    Particular   Solânea        Granja Comercial de          10.000                 8.514
                              Paula                                       Frangos
Josenias Pereira da Silva     Ganja Pereira   Particular   Solânea        Granja Comercial de          4.500                  4.200
                              Silva                                       Frangos
Josenias Pereira da Silva     Granja Curral   Particular   Solânea        Granja Comercial de          30.000                 29.000
                                                                          Frangos




                                                                        Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   45
Josenias Pereira da Silva   Granja São      Particular   Solânea         Granja Comercial de          7.000                  7.500
                            José – Sitio                                 Frangos
                            Chá de Carro
Josenias Pereira da Silva   Granja Benias   Particular   Solânea         Granja Comercial de          10.000                 11.000
                                                                         Frangos
Josenias Pereira da Silva   Granja Chá do   Particular   Solânea         Granja Comercial de          10.000                 11.300
                            Carro                                        Frangos
José Amâncio da Fonseca     Granja Eng.     Particular   Borborema       Granja Comercial de          65.000                 65.000
Ramalho                     Borborema                                    Frangos
Jacinto Pedro da Silva      Granja          Integração   Borborema       Granja Comercial de          4.500                  4.500
                            Comunidade                                   Frangos
José da Costa Maranhão      Granja São      -            Borborema       Granja Comercial de          7.500                  7.500
                            Tomaz                                        Frangos
José Mazureik P. Gomes      Faz. Cafelix    Particular   Pirpirituba     Granja Comercial de          12.500                 10.00
                                                                         Frangos
José Eduardo              Faz. Boa          -            Pirpirituba     Granja Comercial de          10.000                 10.000
                          Esperança                                      Frangos
José Felix Barbosa        Granja São        Integração   Guarabira       Granja Comercial de          12.000                 000
                          José                                           Frangos
José Borborema            Granja São        Integração   Pocinhos        Granja Comercial de          8.000                  8.000
                          José – Faz                                     Frangos
                          São José
Josibero Martins dos      Granja            Particular   Pocinhos        Granja Comercial de          12.000                 1.200
Santos                    Sebastião                                      Frangos
                          Matias
João Batista Diniz        Faz Esperança     Integração   Pocinhos        Granja Comercial de          6.000                  5.500
                          – Granja                                       Frangos
                          Galdino
José Gonçalves Cavalcante Sítio Águas       Integração   Pocinhos        Granja Comercial de          23.6000                000
                          Pretas                                         Frangos



                                                                       Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   46
José Bezerra da Costa     Granja Lagoa    Integração     Pocinhos      Granja Comercial de          15.000                 13.000
                          do Alvo                                      Frangos
José Roberto Ferreira     Granja São      Integração     Pocinhos      -                            9.000                  9.000
                          José
José Carlos de Almeida    Granja Santa    Integração     Itabaiana  Granja Comercial de             9.000                  000
Júnior                    Maria                                     Frangos
José Ùrsulo Ribeiro       Faz Escarlate   Integração     Gurinhém   Granja Comercial de             25.000                 26.000
Coutinho                                                            Frangos
José Ronaldo dos Santos   Sítio Manitu    -              Borborema Granja Comercial de              4.500                  4.000
                                                                    Frangos
João Luiz                 Granja Santa    Integração     -          Granja Comercial de             6.000                  6.000
                          Luzia                                     Frangos
João Batista de Melo      Faz. Campo      Integração     Mamangua Granja Comercial de               24.000                 000
                          Belo                           pe         Frangos
José Francisco da Silva   Faz. Volta      Arrendatário   Mulungú    Granja Comercial de             15.000                 15.000
                                                                    Codornas
Josefa Fernandes da Costa Granja          Particular     Solânea    Granja Comercial de             15.000                 14.675
                          Zazaves                                   Frangos
Luiz Jerônimo             Granja Baixo    Integração     Solânea    Granja Comercial de             12.000                 11.000
                                                                    Frangos
Luiz Pedro de Araújo      Granja          -              Guarabira  Granja Comercial de             110.000                -
                          Cachoeira                                 Frangos
Leonardo Guedes Isidro    Sítio Guaporé   Integração     Lagoa Seca Granja Comercial de             5.000                  000
                                                                    Frangos
Lineu Escorel Borges      Granja          Integração     Pocinhos   Granja Comer-cial de            10.000                 8.000
                          Malhada do                                Frangos
                          Cordeiro
Leandro Porto de Araújo   Granja Santa    Integração     Pocinhos      Granja Comercial de          3.000                  3.000
                          Bárbara                                      Frangos




                                                                     Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   47
Lucineide Brito O          Granja Casa    Integração        Pocinhos      Granja Comercial de          5.000                  000
Nascimento                 Forte                                          Frangos
Luiz Augusto de Carvalho   Faz. Liberdade -                 Mari          Granja Comercial de          30.000                 000
Neto                                                                      Frangos
Luiz Jerônimo              Granja Baixo     Integração      Solânea       Frangos de Corte             12.000                 11.000
Luiz Pedro de Araújo       Granja           Não Integrada   Guarabira     Frangos de Corte             110.000                0
                           Cachoeira
Manoel Ferreira da Silva   Sitio Lagoa do   Não Integrada   Bananeiras Frangos de Corte                14.000                 14.000
                           Matias
Marcondes Tavares Farias   Granja Santa     Particular      Conde         Frangos de Corte             36.000                 33.000
                           Julia
Marcondes Tavares Farias   Granja Santa     Particular      Caaporã       Frangos de Corte             370.000                0
                           Julia
Marcondes Tavares Farias   Anexo 04         Arrendatário    Pedras de     Frangos de Corte             65.000                 0
                                                            Fogo
Marcondes Tavares Farias   Mauricéia –      Particular e    Pedras de     Frangos de Corte             320.000                320.000
                           Anexo 02         Arrendatário    Fogo
Marcondes Tavares Farias   Mauricéia –      Particular e    Pedras de     Frangos de Corte             55.000                 52.000
                           Anexo 03         Arrendatário    Fogo
Maria Cecília Alves        Granja Cecília   Integração      Pocinhos      Frangos de Corte             4.000                  4.000
Policarpo                  – Faz. Sta
                           Cecília
Maria das Graças Silva     Granja           Arrendatário    Guarabira     Frangos de Corte             24.000                 3.000
                           Santiago II
Maria de Lourdes Marques   Granja Santo     Integração      Pocinhos      Frangos de Corte             3.000                  0
Cândido                    Antônio
Maria do Céu da Costa      Sitio Colina     Integração      Guarabira     Frangos de Corte             10.000                 0
Nóbrega                    das Lajes




                                                                        Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   48
Maria do Livramento F. da  Granja Alda –     Proprietário    Solânea       Frangos de Corte
Silva                      Faz. Lagoa do
                           Serrote
Maria do Socorro C. Paes Faz. Lagoa da       Integração      Itabaiana     Frangos de Corte             25.000                 22.000
de Araújo                  Cruz              Mauricéia
Maria José Chaves da Silva Sitio Caxitu      Particular      Conde         Ovos/Codorna – Ciclo 120.000                        35.000
                                                                           compl.
Maria Lúcia Oliveira de     Granja           Arrendatário    Borborema     Frangos de Corte     3.500                          3.000
Lima                        Uirapuru
Marivaldo Toscano           Faz. Riachão –   Integração      Areia         Frangos de Corte             30.000                 0
                            Granja
                            Riachão
Natalício de Sousa Junior   Granja Alvinho   Particular      Lagoa Seca Frangos de Corte                66.000                 60.000
Nivaldo Lucas               Lima Josefa      Não Integrada   Pocinhos   Frangos de Corte                20.000                 20.000
Odair José Simplíco Silva   Granja Alto      Integração      Pocinhos   Frangos de Corte                15.000
                            Alegre – Faz.
                            Alto Alegre
Olimpio Belisio Pereira     Granja Castelo   Integração      Pocinhos      Frangos de Corte             4.000                  4.000
Onassis Tavares Pessoa      Granja Paraiso   Integração      Gurinhém      Frangos de Corte             16.000                 14.000
                                             Mauricéia
Otaviano Japiassu                            Particular      Sumé       Ema/ Ciclo Completo                                    800
Paulo Siqueira                               Particular      Monteiro   Avestruz/ Ciclo                 800                    300
                                                                        Completo
Paulo Siqueira                               Particular      Monteiro   Ema/ Ciclo Completo                                    30
Pedro Coutinho Cirne Filho Granja São        Integração      Bananeiras Frangos de Corte                21.000                 24.000
                           Pedro I
Pedro Rodrigues dos        Granja Santa      Não Integrada   Solânea       Frango de Corte              5.000                  6.000
Santos                     Tereza
Pompeu Borba               Faz. Riacho do    Particular      Campina       Ema/ Ciclo Completo                                 300
                           Navio                             Grande



                                                                         Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   49
Ricardo Bandeira Ferraz   Faz. Bonança     Integração   Mulungú       Frangos de Corte             50.000                 0
Ricardo Grisi             Granja Santa     Integração   Sapé          Frangos de Corte             30.000                 30.000
                          Terezinha
Rinaldo Ferreira de Sousa Granja Cumati    Particular   Bananeiras Frangos de Corte                6.000                  5.000
Ronaldo Queiroga          Faz. Concriz –   Integração   Itapororoca Frangos de Corte               25.000                 35.000
                          Granja Concriz
Severino Carlos Rocha     Granja           Particular   Solânea       Frangos de Corte             11.000                 9.000
                          Marleandro
Severino Marcelino Nunes Granja            Integração   Borborema     Frangos de Corte             8.000                  8.000
                          Canafistula
Sheila Nadjale M. Ramalho Granja Boa       Integração   Borborema     Frangos de Corte             12.000                 11.000
                          Vista
Silven S. de Oliveira     Granja Caiana    Integração   Pocinhos      Frangos de Corte             10.000                 0
                          – Faz.
                          Cachoeirinha
Vandalva Belisio          Faz.             Integração   Pocinhos      Frangos de Corte             8.000                  72.000
Guimarães                 Gravatazinho
Virginio Ribeiro da Silva Granja           Integração   Pedro         Frangos de Corte             14.000                 12.000
Filho                     Esperança                     Régis
Wagner Imarte de Oliveira Granja Bom       Integração   Serra da      Frangos de Corte             20.000                 19.300
                          Fim                           Raiz
Granja Mauricéa           DAGEMA           Particular   Pedras de     Granja Comercial de          650.000                550.000
                                                        Fogo          Ovos




                                                                    Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   50
ANEXO II

MEDICAMENTOS PARA COMBATE A SINTOMAS E COMPLICAÇÕES DA
INFLUENZA

                         I – Analgésicos e Antitérmicos
        Medicamento                               Apresentação
     Paracetamol 750 mg                     Sólido Oral - Comprimido
     Paracetamol 200 mg                       Solução oral- Frasco
   Dipirona sódica 500 mg                   Sólido Oral - Comprimidos
     Dipirona 500 mg/ml                       Solução Oral - Frasco
     Dipirona 500 mg/ml                     Solução Injetável- Ampola
                       2- Descongestionantes Nasais
        Medicamento                               Apresentação
     Fenilefrina 10 mg/ml                    Solução Nasal - frasco
     Nafazolina 0,5 mg                       Solução nasal - frasco
                      3 – Antitussígeno e Expectorante
        Medicamento                               Apresentação
         Acetilcisteína                              Xarope
      Acetilcisteína 10 %                        Solução injetável
     Ambroxol 30 mg/ml                           Xarope – frasco
     Ambroxol 15 mg/ml                           Xarope - frasco
      Clobutinol 4 mg/ml                          Xarope - frasco
       Dextrometorfano                            Xarope - frasco
    Guaiafenesina assoc.                          Xarope - frasco
                              4 – Antihistaminicos
                Medicamento                             Apresentação
    Dexclorfeniramina + Betametasona                Solução Oral - Xarope
                   2mg/ml
  Dexclorfeniramina + Betametasona 2mg             Sólido Oral - Comprimido
           Difenidramina assoc.                     Solução Oral -Xarope
                              5 - Antimicrobianos
               Medicamento                              Apresentação
    Amoxicilina +Ácido Clavulânico 1 g             Sólido Oral - Comprimido
            Amoxicilina 500 mg                       Sólido Oral- Cápsula
            Amoxicilina 50mg/ml                    Suspensão oral - Frasco
            Azitromicina 500 mg                    Sólido oral – Comprimido
            Azitromicina 600 mg                      Pó para suspensão
             Ceftriaxona 1 g IV                  Pó para suspensão injetável
             Ceftriaxona 250 IM                  Pó para suspensão injetável
            Cefuroxima 250 mg                      Suspensão oral - Frasco
            Cefuroxima 500 mg                      Sólido Oral - comprimido
            Cefuroxima 750 mg                    Pó para suspensão injetável
           Claritomicina 500 mg                    Sólido oral - comprimido
          Claritomicina 250 mg/ml                  Suspensão oral - frasco


                         Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   51
               Clindamicina 600 mg                        Sólido Oral - cápsula
              Levofloxacino 500 mg                      Sólido Oral - Comprimido
        Penicilina G cristalina 5000.000 UI            Pó para suspensão injetável
             Penicilina V 250 mg/ml                          Suspensão oral
               Vancomicina 500 mg                      Pó para suspensão injetável

   ANTIBIOTICOTERAPIA EM PNEUMONIAS

   AGENTE                  1ª ESCOLHA                            2ª ESCOLHA
   ETIÓLOGICO
                                                    Amoxicilina/Clavulato;
Streptococcus         Penicilina G (IV, IM)         Fluroquinolona(Ciprofloxacino
pneumoniae            Penicilina V (oral)           , Ofloxacino...);
                                                    Cefalosporinas
Haemophilus influenza Amoxicilina, Ceftriaxona      Cefuroxima,Cotrimazol,Doxicil
                                                    ina, Azitromicina
                                                    Cefalosporinas, Vancomicina;
Sthaphylococcus
                      Oxacilina, dicloxacina        Amoxicilina /Clavulato
aureus
                                                    Ciprofloxacino
                      Ceftriaxona ou Cefotaxima     Imipenem,
Klebsiela pneumoniae
                      + Gentamicina ou Tobramicina Fluroquinolonas/piperacilina
                      Gentamicina + Carbenicilina   Imipenem; Fluroquinolonas
Escherichia coli
                      Aminoglicosídeo + Ceftazidina Ciprofloxacino
Pseudomonas           Gentamicina + Carbenicilina   Imipenem; Fluroquinolonas
aeruginosa            Aminoglicosídeo + Ceftazidina Aminoglicosídeo
                      Clindamicina;
Anaeróbios                                          Metronidazol + Penicilina G
                      Penicilina + Cloranfenicol
Mycoplasma            Eritromicina                  Doxicilina
pneumoniae
Legionella spp        Eritromicina + Rifampicina    Cotrimazol
                                                    Eritromicina
Clamydia pneumoniae Doxicilina
                                                    Claritomicina
                                                    fluroquinolonas




                             Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   52
 Antibioticoterapia empírica para crianças com PAC

Faixa Etária               Pacientes                       Pacientes graves internados
                           Ambulatoriais
                                                       Penicilina G cristalina ou Ampicilina
                                                       + Amicacina ou Gentamicina EV.
Neonatos –menores de
                            Internar sempre            Considerar adição de Cefotaxima
28 dias de vida
                                                       Associar Vancomicina se houver
                                                       suspeita de S. aureus
                            Afebril:      internar   e Penicilina G cristalina ou Penicilina
                            considerar               a G cristalina + Cloranfenicol ou
                            possibilidade de quadro Claritro/Azitro/Eritromicina EV
 1 mês a 3 meses            viral
                            Febril: internar sempre    Ceftriaxona/Cefuroxima/Cefotaxima
                                                       EV. Considerar associação com
                                                       Oxacilina EV.
                                                       Penicilina G cristalina ou Ampicilina
                                                       ou
                            Amoxicilina       VO    ou
                                                       Ceftriaxona/Cefuroxima/Cefotaxima
                            Amoxicilina/Clavulanato
3 meses a 5 anos*                                      EV. Considerar associação de
                            Alergia a Amoxicilina:
                                                       Claritomicina/Eritromicina(EV)
                            Claritomicina/Azitromicina
                                                       Considerar o uso de Cloranfenicol
                                                       EV
Pacientes que requeiram internação e que não apresentem quadro grave*, iniciar
Penicilina G cristalina ou Ampicilina EV.
 Fonte: Plano de Preparação Brasileiro para enfrentamento de uma pandemia de
 Influenza


 Indicação terapêutica em caso de agente etiológico conhecido

Microorganismo                   Especificidade          Antimicrobiano
                                                         Penicilina G (IV,IM), Penicilina
                                 Sensível a penicilina
                                                         V (Oral) ; Amoxicilina
                                                         Penicilina G 200.000U /kg ou
Streptococcus pneumoniae
                                                         Ampicilina 200 mg/Kg
                                 Resistente à penicilina
                                                         ou Cefalosporinas de 3ª
                                                         geração, ou Clindamicina
                                                         Amoxicilina, Ampicilina (IV),
                                 Beta lactamase negativa
                                                         Claritromicina*, Azitromicina*
                                                         Cefalosporinas de 2ª geração,
Haemofhilus influenzae                                   Cefalosporinas de 3ª geração,
                                 Beta lactamase positiva Amoxicilina/ácido clavulânico,
                                                         Claritromicina*, Azitromicina* e
                                                         TMP/SMX



                               Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   53
                                                            Cloxacilina, Cefalosporinas de
                                           Sensível a meticilina
                                                            1ª geração, Clindamicina
Staphilococcus aureus                                      Vancomicina, Linezulid e (usa
                                 Resistente a meticilina   Clindamicina ou TMP/SMX se
                                                           sensível)
Nota: quando os organismos são isolados por culturas,a terapia antibiótica definitiva será
orientada pelo teste de sensibilidade e pela disponibilidade de antibióticos específicos.
Macrolídeos somente deverão ser utilizados em caso de hipersensibilidade à penicilina.
    Fonte: Plano de Preparação Brasileiro para enfrentamento de uma pandemia de Influenza



     Tratamento empírico em PAC para adultos imunocompetentes

Local de tratamento                        Recomendação terapêutica
Paciente ambulatorial                      Macrolídeos: azitromicina 500 mg VO 1x/dia – 5 dias*, ou
Previamente sadio                          claritromicina 500 mg VO 12/12 h 7-10 dias, ou
 Sem terapia prévia                        telitromicina800 mg VO 1x, 5 dias*

                           Levofloxacino 500 mg VO 1x/dia 7 dias, ou gatifloxacino
Antibioticoterapia recente ou
doenças associadas (DPOC,  400 mg VO 1x/dia 7 dias, moxifloxacino 400 mg VO
DM, ICC, neoplasia).       1x/dia 7 dias
Contra-indicação           Betalactâmico + macrolídeos: cefuroxima 500 mg VO
                          para
Fluoroquinolona            2x/dia + macrolídeos ou amoxacilina 500 mg VO8/8h +
                           macrolídeo
Suspeita de aspiração      Betalactâmico + inibidor da betalactamase (ex:
                           amoxicilinaclavulanato1g VO 12/12h) ou clindamicina
                           600 mg VO 6/6h
Influenza + superinfecção Betalactâmico ou fluoroquinolona respiratória
bacteriana
Paciente internado         Recomendação terapêutica
                           Fluoroquinolona respiratória: Levofloxacino 500 mg VO
                           1x/dia 7 dias, ou gatifloxacino 400 mg VO1x/dia 7 dias,
Enfermaria
                           ou moxifloxacino 400 mg VO 1x/dia 7 dias OU
Sem terapia prévia
                           Betalactâmico + macrolídeos: ceftriaxona 2g IV/dia +
                           claritromicina 500 mg IV 12/12h ou+ Azitromicina 500 mg
                           IV 1x/dia
Antibioticoterapia recente Semelhante, a depender da terapia prévia
                           Betalactâmico + macrolídeos ou fluoroquinolona:
                           ceftriaxona 2gIV/dia + claritromicina ou + levofloxacino
                           500
UTI – Sem risco de P.
                           mg/dia ou gatifloxacino 400 mg IV 1x/dia ou
aeruginosa
                           moxifloxacino
                           400 mg IV 1x/dia




                                         Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   54
    Tratamento empírico em PAC para adultos imunocompetentes(cont.)

Local de tratamento                      Recomendação terapêutica
                                         Agente antipseudomonas + ciprofloxacino ou agente
                                         antipseudomonas + aminoglicosídeo + fluoroquinolona ou
                                         macrolídeos: ceftazidima 1-2g IV 8/8 h, ou cefepime 2g IV
                                         12/12h ou piperacilina-tazobactan 4,5g IV 8/8h, ou
                                         imipenem 500 mg IV 6/6h, ou meropenem 1g IV
UTI – Com            risco     de     P.
                                         6/6h+ciprofloxacina 400 mg IV 12/12h + claritromicina 500
aeruginosa
                                         mg IV 12/12h ou ceftazidima 1-2g IV 8/8h, ou cefepime 2g
                                         IV 12/12h ou piperacilina-tazobactam 4,5g IV 8/8h, ou
                                         imipenem 500 mg IV 6/6h, ou meropenem 1g IV 6/6h + **
                                         amicacina 500 mg IV 2x+ levofloxacino 500 mg 1x/dia
    Fonte: Plano de Preparação Brasileiro para enfrentamento de uma pandemia de Influenza

    * Na presença de resposta evidente




                                         Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   55
Anexo III




            Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   56
Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   57
              INFLUENZA HUMANA POR NOVO SUBTIPO (PANDÊMICO)
                      INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO
FICHA DE INVESTIGAÇÃO – SINAN-NET

N.º - Anotar o número da notificação atribuído pela unidade de saúde para identificação do caso.
     CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
 1 - Este campo identifica o tipo de notificação, informação necessária à digitação. Não é
     necessário preenchê-lo.
2 - Nome do agravo/doença que está sendo notificado ou código correspondente estabelecido pelo
     SINAN. Em atenção às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), utilizou-se
     código da CID a ser incluído na sua 11ª revisão. Não é necessário preenchê-lo.
3 - Anotar a data da notificação: data de preenchimento da ficha de notificação. CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
4 - Preencher com a sigla da Unidade Federada (UF) que realizou a notificação. CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
 5 - Preencher com o nome completo do município (ou código correspondente segundo cadastro
     do IBGE) onde está localizada a unidade de saúde (ou outra fonte notificadora) que realizou a
     notificação. CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
6 - Preencher com o nome completo (ou código correspondente ao Cadastro Nacional dos
     Estabelecimentos de Saúde – CNES) da unidade de saúde (ou outra fonte notificadora) que
     realizou a notificação. CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
7- Anotar a data em que surgiram os primeiros sintomas no paciente. CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
8 - Preencher com o nome completo do paciente (sem abreviações). CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
9 - Preencher com a data de nascimento do paciente (dia/mês/ano) de forma completa. Se este
     campo for preenchido, passar para o campo 11.
10 - Anotar a idade do paciente somente se a data de nascimento for desconhecida (Ex. 20 dias =
     20 D; 3 meses = 3 M; 26 anos = 26 A). Se o paciente não souber informar sua idade, anotar a
     idade aparente. OBS: Se o campo 9 não for preenchido, o campo 10 (Idade) será CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
11 - Informar o sexo do paciente (M = masculino, F = feminino e I = ignorado). CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
12 – Preencher com a idade gestacional da paciente, quando gestante. CAMPO DE
     PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO quando sexo F = feminino.
13 - Preencher com o código correspondente à cor ou raça declarada pela pessoa, destacando-se
     que: a) Parda inclui as pessoas que se declararem como tal ou como mulata, cabocla, cafuza,
     mamelulca ou mestiça de preto com pessoa de outra cor ou raça; b) Indígena inclui as pessoas
     que se declararem como tal ou como índia ou índio.
14 - Preencher com a série e grau que a pessoa está freqüentando ou freqüentou considerando a
     última série concluída com aprovação ou grau de instrução do paciente por ocasião da
     notificação.
15 - Preencher com o número do CARTÃO ÚNICO do Sistema Único de Saúde – SUS.
16 - Preencher com o nome completo da mãe do paciente (sem abreviações).
17 - Preencher com a sigla da UF de residência do paciente. CAMPO DE PREENCHIMENTO
     OBRIGATÓRIO.
18 - Anotar o nome do município (ou código correspondente segundo cadastro do IBGE) de
     residência do paciente. CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO.
19 - Anotar o nome do distrito de residência do paciente.
20 - Anotar o nome do bairro (ou código correspond nte segundo cadastro do SINAN) de
     residência do paciente.


                                    Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   58
21 - Anotar o tipo (avenida, rua, travessa, etc.) e nome completo ou código correspondente do
    logradouro da residência do paciente. Se o paciente for indígena anotar o nome da aldeia.
22 - Anotar o número da residência do paciente.
23 - Anotar o complemento do logradouro (Ex. Bloco B, ap. 402, lote 25, casa 14 etc.).
24- Informar o código referente à latitude da residência, caso se disponha de GPS.
25- Informar o código referente à longitude da residê cia, caso se disponha de GPS.
26 - Anotar o ponto de referência para localização da residência do paciente (Ex. “Perto da
padaria do João”).
27 - Anotar o código de endereçamento postal do logradouro (avenida, rua, travessa, etc.) da
residência do paciente.
28 - Anotar DDD e telefone do paciente.
29 - Z ona de residência do paciente (Ex. 1 = área com características estritamente urbanas;
2 = áreacom características estritamente rurais; 3 = área rural com aglomeração populacional
que seassemelha a uma área urbana).
30 - Anotar o nome do país de residência quando o paciente notificado residir em outro país.
31 -Informar a data do início da investigação do caso. CAMPO DE PREENCHIMENTO
OBRIGATÓRIO
32 -Informar a ocupação principal do paciente no setor formal, informal ou autônomo ou
última ocupação exercida quando o mesmo for desempregado.
33 - Preencher a casela com os números 1, 2 ou 9, após verificar na caderneta de vacinação
se o paciente já foi vacinado contra a gripe. CAMPO DE PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO
34 -Informar a data em que o paciente recebeu a última dose da vacina contra a gripe. Ex.
“20/04/1999”. Quando não for possível obter a data exata da última dose, informar pelo
menos o ano. Ex. “01/01/1999
35 - ”. Informar o número do lote da vacina administrada.
36 - Preencher a casela com os números 1, 2 ou 9, após verificar na caderneta de vacinação,
se o paciente já foi vacinado com a vacina anti-pneumocócica. CAMPO DE
PREENCHIMENTO OBRIGATÓRIO
37 - Informar a data em que o paciente recebeu a última dose da vacina anti-pneumocócica.
Ex. “20/04/1999”. Quando não for possível obter a data exata da última dose, informar pelo
menos o ano. Ex. “01/01/1999”.
38 - Informar o número do lote da vacina administrada.
39 - Preencher as caselas com os números 1, 2 ou 9, conforme história de contato com caso
suspeito ou confirmado de influenza humana por novo subtipo (pandêmico). O período
máximo de 10 dias antes do início dos sinais e sintomas foi definido considerando-se o dobro
do período de transmissibilidade da doença. Se assinalar o número 1 nas caselas “Meio de
transporte”, “Outra cidade do Brasil” ou “Outro País”, especificar ao lado.
40 - Caso tenha havido deslocamento do paciente para cidades diferentes do local de
residência no período de até 10 dias anteriores ao início dos sinais e sintomas, especificar a
data de chegada, UF, município/localidade, país e meio de transporte utilizado neste
deslocamento. Se o deslocamento incluir mais de três cidades, completar esta informação no
campo “Observações Adicionais”.
41 - Preencher a casela com os números 1, 2 ou 9. Se for assinalado os números 2 ou 9,
passar para o campo 44.
42 - Informar a UF onde ocorreu o contato com aves doentes ou mortas.
43 - Informar o nome do município onde ocorreu o contato com aves doentes ou mortas.
44 - Informar o nome do país onde ocorreu o contato com aves doentes ou mortas.
45 - Preencher a casela com os números 1, 2 ou 9, de acordo com os sinais e sintomas
apresentados pelo paciente. Se for assinalado o número 1 na casela “Outros”, especificar ao
lado. CAMPO ESSENCIAL



                                    Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   59
46 - Preencher as caselas com os números 1, 2 ou 9, de acordo com a existência ou não de
comorbidade indicada. Se assinalar o número 1 na casela “Outros”, especificar ao lado.
47 - . Preencher a casela com os números 1, 2 ou 9. Se for assinalado os números 2 ou 9,
passar para o campo 50.
48 - Informar a data de internação do paciente. Ex. “02/10/1999”.
49 - Informar a sigla da UF onde o paciente foi internado. Ex. “SP”.
50 - Informar o nome completo do município em que o paciente foi internado. Ex. “São Paulo”.
51 - Informar o nome completo e o código do hospital onde o paciente foi internado. Ex.
“Hospital São José”.
52 - Informar se realizou Imunofluorescência preencher as caselas da primeira coluna com os
números 1, 2 ou 9.
53 - Data da coleta: informar a data em que o espécime clínico foi coletado. Ex. “25/04/1999”.
54 - Resultado: informar o resultado do respectivo exame, de acordo com os anexos I, II, e III
deste Instrucional.
55 - Data do resultado: informar a data do resultado do exame. Ex. “27/04/1999”.
56- Informar se realizou Cultura: preencher as caselas da primeira coluna com os números 1,
2 ou 9.
57 - Data da coleta: informar a data em que o espéci e clínico foi coletado. Ex. “25/04/1999”.
58- Resultado: informar o resultado do respectivo exame, de acordo com os anexos I, II e
III deste Instrucional.
59 - Data do resultado: informar a data do resultado do exame. Ex. “27/04/1999”.
60 – Informar se realizou a Reação da Polimerase em Cadeia (PCR): preencher as caselas
da primeira coluna com os números 1, 2 ou 9.
61- Data da coleta: informar a data em que o espécime clínico foi coletado. Ex. “25/04/1999”.
62- Resultado: informar o resultado do respectivo exame, de acordo com os anexos I, II e III
deste Instrucional.
63 Data do resultado: informar a data do resultado do exame. Ex. “27/04/1999”.
64 – Informar se realizou a Sorologia: preencher as caselas da primeira coluna com os
números 1, 2 ou 9.
65- Data da primeira coleta: informar a data em que o espécime clínico foi coletado. Ex.
“25/04/1999”.
66 - Resultado da primeira coleta: inormar o resultado do respectivo exame, de acordo com
os anexos I, II e III deste Instrucional.
67 - Data do resultado da primeira coleta: informar a data em que o espécime clínico foi
coletado. Ex. “25/04/1999”.
68 - Data da segunda coleta: informar a data em que o espécime clínico foi coletado. Ex.
“30/04/1999”.
69- Resultado da segunda coleta: informar o resultado do respectivo exame, de acordo com
os anexos I, II e III deste Instrucional.
70 - Data do segundo resultado: informar a data do resultado do exame. Ex. “02/05/1999”.
71- Outro exame: preencher as caselas da primeira coluna com os números 1, 2, 3 ou 9.
72 - Informar o respectivo exame: 1 para fezes; 2 para lavado bronco-alveolar; 3 para tecido
pulmonar pos mortem e 9 para ignorado.
73 - Data da coleta: informar a data em que o espécime clínico foi coletado. Ex. “25/04/1999”.
74 -Resultado: informar o resultado do respectivo exame, de acordo com os anexos I, II e III
deste Instrucional.
75 - Data do resultado: informar a data do resultado do exame. Ex. “27/04/1999”.
76 - Preencher a casela com os números 1, 2 ou 9. Se for assinalado os números 2 ou 9,
passar para o campo 78.
77 - Preencher a casela com os números 1, 2, 3, 4 ou 5, de acordo com o resultado da
radiografia. Se for assinalado o número 5, especificar ao lado.


                                    Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   60
78- Preencher a casela com os números 1, 2 ou 3, de acordo com a classificação final do
caso. Se for inalado o número 3, especificar ao lado. CAMPO ESSENCIAL
79 - Preencher a casela com os números 1 ou 2, conforme o critério utilizado para a
classificação final do caso. CAMPO ESSENCIAL
80 - Preencher a casela com os números 1, 2 ou 3, conforme a conclusão sobre o local da
provável fonte de infecção do caso. . Se for assinalado os números 2 ou 3, passar para o
campo 86.
81 - Informar a sigla da UF do município de residência do paciente. Ex. “SP”
82 - Informar o nome do país de residência do paciente.
83. - Preencher a casela com os números 1, 2, 3 ou 9, conforme a evolução do caso. CAMPO
SENCIAL
84 - Informar, caso tenha ocorrido, a data do óbito do paciente. CAMPO ESSENCIAL
investigador
85 - Informar a data do encerramento da investigação do caso. Ex. “30/10/1999”. CAMPO
ESSENCIAL


Observações Adicionais: acrescentar outras informações consideradas rele vantes pelo
investigador para o esclarecimento do caso.
Informar o nome do município/unidade de saúde responsável por esta investigação
Informar o código da unidade de saúde responsável por esta investigação.
Informar o nome completo do responsável por esta investigação. Ex: “Mário José da Silva”.
Informar a função do responsável por esta investigação. Ex: “Enfermeiro”.
Registrar a assinatura do responsável por esta investigação.




                                  Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   61
      ANEXO IV




Plano Paraibano de Preparação para uma Pandemia de Influenza   62

								
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