TRABALHO ACADEMICO FEVEREIRO 2010 by x7rz0w8

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									                                        PR
             UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ




UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
            Câmpus Ponta Grossa




COMPÊNDIO DE NORMAS PARA ELABORAÇÃO E
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS
                                                                        1

       Professor Flávio Madalosso Vieira




COMPÊNDIO DE NORMAS PARA ELABORAÇÃO E
APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS

                      Apostila destinada aos alunos dos Cursos
                      Superiores de Tecnologia e Engenharia, dos
                      Cursos Técnicos e de pós-graduação do Câmpus
                      Ponta Grossa da UTFPR, visando a subsidiar a
                      elaboração de trabalhos acadêmicos, com base
                      nas normas de Metodologia Científica elaboradas
                      e publicadas pelo sistema UTFPR.




               PONTA GROSSA
                   2010
                                                                               2
                             APRESENTAÇÃO




             Este trabalho tem por finalidade oferecer subsídios aos alunos de
todos os cursos mantidos e/ou oferecidos pelo Câmpus Ponta Grossa da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, no que se refere às normas
técnicas para redação, formatação e apresentação de trabalhos acadêmicos
de cunho avaliativo.
             A metodologia aqui reproduzida, revisada e atualizada em cada
início de período letivo, tem por base o manual denominado “Normas para
elaboração de trabalhos acadêmicos”, compilação das NBR’s da Associação
Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – recentemente elaborado por
Comissão específica de servidores da Universidade Tecnológica Federal do
Paraná e que é o parâmetro metodológico da Instituição.
             Além das normas de Metodologia Científica, compõem este
trabalho compêndios de gramática, com as alterações do Acordo Ortográfico
em vigor desde 1º de janeiro de 2009, cuja finalidade é oferecer aos
interessados, não somente alunos, alguns “lembretes” de acentuação, uso de
letras, hífen e, também, técnicas de oratória, já que falar bem e corretamente é
tão importante quanto escrever conforme as normas gramaticais. Neste item,
inclui-se resumo de técnicas de oratória, com a finalidade de oferecer recursos
para apresentação verbal de trabalhos.
             No que se refere ao Acordo Ortográfico recente, há de se destacar
que existem pendências e dúvidas, que deverão ser sanadas com a nova
versão do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, que deverá ser
publicado em breve pela Academia Brasileira de Letras.
             Este trabalho é para ser utilizado por alunos desde os momentos
iniciais na instituição até a elaboração e defesa de Trabalhos de Diplomação,
monografias, dissertações e todos os trabalhos avaliativos compostos durante
sua vida acadêmica.
             Os interessados poderão expor suas dúvidas, comentários,
sugestões e críticas através dos e-mail’s: <fmadalossovieira@yahoo.com.br>,
<madalossofv@bol.com.br> e <flaviovieira@utfpr.edu.br>.
                                                                                         3
           FUNDAMENTOS DE METODOLOGIA CIENTÍFICA

I – O trabalho acadêmico
    - aspectos gerais

ESTRUTURA
     capa
     folha de rosto
     sumário
     texto
     glossário
     referências
     anexos
     contracapa

   APRESENTAÇÃO
      composto em computador
      impresso em papel A4 branco
      impressão com tinta preta
      fixação em três pontos ou encadernação
      sem ilustrações decorativas
      usa-se apenas uma fonte
       OBS: os trabalhos cuja parte textual ultrapasse 100 (cem) páginas poderá ter
       impressão nos dois lados das folhas (frente e verso) apenas as páginas
       referentes à introdução, desenvolvimento e conclusão que serão, então,
       numeradas.

   MARGENS
      superior e esquerda: 3 cm
      inferior e direita: 2 cm

   ENTRELINHAMENTO
      espaço entre linhas: 1,5
      citações longas, notas de rodapé, tabelas, quadros e legendas: simples
      entre seções e subseções: uma linha em branco

   FONTES
    para títulos e parágrafos:
        o TIMES NEW ROMAN ou ARIAL tamanho 12

      Para citações longas, notas de rodapé, tabelas, quadros e legendas:
          o Mesma fonte, tamanho 10

      Capa:
         o Mesma fonte, tamanho 14
         o Título: centralizado, maiúsculas, negrito, caixa alta;
         o Subtítulo: separado do título por dois pontos, letras minúsculas, centralizado,
             negrito, caixa alta
                                                                                          4
   APRESENTAÇÃO GRÁFICA:
    capítulos, títulos, ou seções primárias:
        o letras maiúsculas, centralizado, negrito
    subtítulos, seções secundárias:
        o inicial maiúscula, alinhamento à esquerda, negrito

PAGINAÇÃO:
Todas as folhas do trabalho, exceto a capa e o verso das páginas, devem ser contadas
sequencialmente, mas somente a partir da primeira página textual (introdução) aparecem os
números, em algarismos arábicos, no canto superior direito. Havendo anexo(s) e
apêndice(s), as suas folhas devem ser numeradas e paginadas na sequência do trabalho.
Contar-se-á, com a devida colocação de números, o verso das páginas em que haja
impressão, caso o trabalho tenha mais de 100 (cem) páginas textuais.


– CAPA (modelo anexo):
     Instituição
     Departamento ou coordenação
     Curso
     Autor do trabalho
     Título (e subtítulo, se houver) do trabalho – letra tamanho 14
     Tipo de trabalho
     Cidade
     ano

– FOLHA DE ROSTO (modelo anexo):
   - na primeira linha: o nome do autor, em letras maiúsculas, negritadas e centralizado;
   - título e subtítulo: centralização horizontal e vertical, letras maiúsculas, negritadas,
     sem divisão silábica;
   - súmula: em “caixa de texto” ou recuo, alinhada à direita, corpo 10, sem bordas, indica
     a natureza, a finalidade do trabalho, a instituição e o professor orientador, este
     separado por uma linha do texto da súmula.
   - local e data: na penúltima e última linha da página, centralizados, em letras
     maiúsculas negritadas e sem pontuação.

–.SUMÁRIO (modelo anexo):
   - o título (SUMÁRIO) é centralizado, maiúsculo e negritado, na primeira linha da
     página;
   - deixa-se uma linha em branco após o título;
   - fontes e entrelinhamento conforme o texto do trabalho;
   - sequência do trabalho (textuais, pós-textuais > os elementos pré-textuais não
     aparecem no sumário);
   - itens: alinhados à esquerda;
   - números das páginas: alinhados à direita;
   - entre ambos, linha pontilhada;
   - lista de ilustrações, quadros e tabelas devem ser colocadas após o sumário, em folha
     distinta;

– TEXTO:

– GLOSSÁRIO:
   Organizado em ordem alfabética.
                                                                                        5
– REFERÊNCIAS:
   Aparecem após o texto, ou após o glossário, se houver, e antes dos apêndices. Entre as
   referências, deixa-se uma linha em branco.

– ANEXOS E APÊNDICES:
    anexo: autoria de terceiros;
    apêndice: autoria própria
   - Localizam-se após as referências;
   - São numerados individualmente, na sequência do trabalho, com algarismos arábicos;
   - Pode haver uma folha de rosto para os anexos, onde deve constar a palavra
     “ANEXO” ou “APÊNDICE”.
                                                    6



UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
                Câmpus Ponta Grossa
   Coordenação do Curso Superior de Tecnologia em
       Análise e Desenvolvimento de Sistemas




             Nome do autor do trabalho




             TÍTULO DO TRABALHO
                   Subtítulo




                PONTA GROSSA
                    2010
                                                               7
NOME COMPLETO DO AUTOR




  TÍTULO DO TRABALHO
        Subtítulo

         Trabalho apresentado à disciplina de Comunicação
         Linguística, como parte da avaliação do 1º período
         letivo do Curso Superior de Tecnologia em Análise e
         Desenvolvimento de Sistemas.

         Prof. ....................................




     PONTA GROSSA
      fevereiro/2010
                                                                                                                               8


                                                           SUMÁRIO




1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................      04
1.1 APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA ...................................................................                          05
1.2 OBJETIVOS ........................................................................................................    07
1.2.1 OBJETIVO GERAL ..........................................................................................           07
1.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................                  07
1.3 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA .......................................................................                    08
1.4 HIPÓTESE ..........................................................................................................   08
1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO ...........................................................................                     09

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................                     10
2.1 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ...............................................................                           17
2.2 HISTÓRICO DO PLANEJAMENTO ....................................................................                        19
2.3 PLANEJAMENTO DA PRODUÇÃO ...................................................................                          22
2.4 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA PRODUÇÃO .........................................                                        25
2.5 PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO – P.C.P..............................                                             27
2.6 FERRAMENTAS DE AUXÍLIO AO PLANEJAMENTO E CONTROLE DA                                                                  29
    PRODUÇÃO........................................................................................................

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS..............................................................
3.1 CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA.......................................................................                      34
3.2 MÉTODO DA PESQUISA ...................................................................................                38
3.3 POPULAÇÃO PESQUISADA .............................................................................                    39
3.4 COLETA DE DADOS...........................................................................................            42
                                                                                                                          48
6. CONCLUSÕES, RECOMENDAÇÕES E SUGESTÕES PARA FUTUROS
   TRABALHOS.........................................................................................................
6.1 CONCLUSÕES....................................................................................................   56
6.2 RECOMENDAÇÕES...........................................................................................         59
6.3 PROPOSTAS PARA FUTUROS TRABALHOS...................................................                              63
6.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................            65
                                                                                                                     68
REFERÊNCIAS ........................................................................................................ 72

APÊNDICE ................................................................................................................ 84
                                                                                         9
II – Redação de trabalhos acadêmicos

01 – diferente de outros tipos de texto;

02 – objetividade e coerência:
   - o tema deve ser tratado de maneira direta e simples
   - sequência lógica
   - a exposição deve se apoiar em dados e provas

03 – clareza e precisão:
a – evitar comentários irrelevantes;
b – usar vocabulário preciso, evitando prolixidade;
c – usar nomenclatura técnica;
d – evitar termos que não indiquem proporções claras ou exatas (bastante, pouco, muito,
mais, menos );
e – evitar adjetivos, advérbios, locuções e pronomes que indiquem tempo, modo ou lugar de
forma imprecisa (aproximadamente, às vezes, raramente, em breve);

04 – imparcialidade:
O autor não deve fazer prevalecer a sua opinião;

05 – uniformidade:
formatação, tratamentos, pessoa gramatical;

06 – formas verbais:
Usa-se a forma impessoal dos verbos (terceira pessoa e índice de indeterminação de sujeito
> observou-se / observa-se / observar-se-á);

07 – números:
7.1 – numerais cardinais:
a – são geralmente expressos em algarismos;
b – por extenso, de um a dez;
Ex. A biblioteca comprou seis novos computadores.
c – na forma mista para indicação de mil, milhão, bilhão etc.;
Ex. O Paraná exportou 3,5 milhões de toneladas de soja.
d – por extenso em início de frases e quando é apenas uma palavra;
e – se em uma frase houver número maior e menor que 11, indicá-los com algarismos:
Ex. Foram entrevistados 5 orientadores e 15 estagiários.

7.2 – numerais ordinais:
– representados por extenso até o décimo, e com algarismos a partir do 11º;

7.3 – quantias monetárias:
a – usar sempre algarismos;
b – abaixo de mil:
       b.1 – números inteiros: não se usa o símbolo monetário;
              Ex: 22 Reais, mil Dólares, 1000 Euros.
       b.2 – números fracionados:
               b.2.1 – 22,85 Reais;
               b.2.2 – R$22,85.
C – quantias acima de mil:
       c.1 – números redondos: 3 mil Reais ou R$3 mil.;
       c.2 – números fracionados: R$2,690 milhões.
                                                                                            10

08 – pesos e medidas:
   - obedecem aos padrões internacionais;
   - abreviadas quando associadas a um número, com letras minúsculas, sem ponto e
      sem “s” para plural, deixando-se espaço entre o número e a unidade de medida;
   - por extenso quando não estiverem associadas a um número.

09 – datas e horas:
      13h / 13h30min
      28 de fevereiro de 2009 / 28-02-2009

10 – siglas:
a – usa-se apenas siglas já existentes ou consagradas;
b – quando mencionadas pela primeira vez no texto, deve-se escrever primeiramente o
nome por extenso e seguido da sigla entre travessões;
c – não se usam pontos em siglas;
d – siglas com até três letras são escritas com maiúsculas;
e – usa-se apenas a inicial maiúscula se a sigla, com mais de três letras, for pronunciável

III – Organização das referências:

01 – ESTRUTURA
autor, título (em negrito), número da edição, imprenta (notas tipográficas: local, editora, ano
da publicação), número de páginas, capítulo, volume.

0bs. 1: subtítulo não é destacado.
ex: Perfis da Cidade: a história que a história não conta

obs. 2: omite-se a palavra “editora”, a menos que confunda com o local.
Ex. Atlas, Ática, Ed. Santos, Ed. São Paulo;

OBSERVAÇÃO:
 O nome do autor (ou autores) deve(m) ser transcrito(s) pelo sobrenome, em letras
maiúsculas e em ordem alfabética, seguido dos outros nomes, sendo abreviados os
intermediários.

02 – AUTOR ÚNICO:
BILAC, Olavo.
FARACO, Carlos. A. ...

03 – SOBRENOMES DE ORIGEM ESPANHOLA:
MENENDEZ PIDAL, Rodrigo.

04 – SOBRENOMES COMPOSTOS:
ESPÍRITO SANTO, Vladimir ...
LEVI-STRAUS, Charles. ...

05 – SOBRENOMES COM COMPLEMENTO DIFERENCIAL:
SILVA NETO, Francisco R. ...
ANJOS SOBRINHO, Eduardo. G. dos. ...

06 – DOIS E TRÊS AUTORES:
São indicados pela ordem em que aparecem na publicação, separados por ponto e vírgula.
SCALCO, João. L.; FRANCO, Wilson. R.; LIMA, Juçara S. ...
                                                                                        11
07 – MAIS DE TRÊS AUTORES:
Menciona-se o primeiro, seguido da expressão latina et al (e outros);

08 – MAIS DE UMA OBRA DE UM MESMO AUTOR:
Na primeira entrada, referencia-se normalmente. Nas entradas seguintes, substitui-se o
nome do autor por travessão.
Ex.
FARACO, Carlos. A. Gramática. 5ª ed. São Paulo, Ática, 2002.
  Como redigir corretamente. 3ª ed. Rio de Janeiro, Atlas, 2003.
  Redação ao alcance de todos. 15ª ed. São Paulo, Ática, 1999.

09 – TÍTULOS PROFISSIONAIS:
Não fazem parte do nome e não devem aparecer na referência.
No documento: -► Prof. João Carlos da Silva.
Na referência: -► SILVA, José C. da. ...

10 – TÍTULOS DE ORDEM RELIGIOSA:
Aparecem na referência e a entrada é feita pelo nome.
EUSÉBIO, Frei.
DULCE, Irmã.

11 – PSEUDÔNIMOS:
Se o nome verdadeiro for conhecido, deve aparecer entre colchetes.
PONTE PRETA, Stalislaw. [Sérgio Porto]. ...

12 – AUTORES COLETIVOS OU NÃO ESPECIFICADOS:
Têm entrada na referência pelo nome mais importante.
BRASIL. Ministério dos Transportes. ...
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. ...
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PARANÁ. Unidade de Ponta
Grossa. Gerência de Ensino e Pesquisa. ...

13 – AUTORIA DESCONHECIDA:
A entrada é feita pelo título da obra.
HISTÓRIA da guerra dos cem anos;
RIO bom é o que tem pedras brancas.

14 – ARTIGOS DE REVISTAS:
SOUSA, Teresa M. de. Meio Ambiente: um caso sério. Revista de Administração Pública,
Rio de Janeiro, nº30, p.159-161, jan/fev 2009.

15 – ARTIGOS DE JORNAIS:
MORAES, Celso L. de. Pequenas empresas na estrutura econômica. Gazeta do Povo,
Curitiba, 10-fev-2009, caderno de negócios, p.15.

16 – ARQUIVOS ELETRÔNICOS:
autor, nome do arquivo, local, data, características físicas, tipo de suporte.
KRAEMER, Luis M. Apostila. doc. Curitiba, 13-jan-2009. Arquivo (605 bytes); disquete 3½.
Word for Windows 6.0

17 – DOCUMENTO CONSULTADO NA INTERNET:
MOURA, Gilda C. Citações e referências                   bibliográficas.   Disponível   em
<http.//elogica.com.br/users> acesso em 09-fev-2009.
                                                                                         12
18 – DOCUMENTO VIA E-MAIL:
Autor, título da mensagem ou título atribuído, [tipo de mensagem], endereço do recebedor,
data.
Ex:
SANTOS, Carla E. dos. Notícias e novidades. [mensagem pessoal]. Recebida em
<vieiraneto@convoy.com.br> em 05-fev-2009.

19 – TRABALHOS ACADÊMICOS, TESES, DISSERTAÇÕES, MONOGRAFIAS E
APOSTILAS:
AUTORIA. Título. Local, ano, número de páginas. Tipo de trabalho (grau e área). Instituição
de ensino.
Ex:
FREITAS, Sônia R. de. Marés gravimétricas: implicações para a placa sul-americana. São
Paulo, 1993, 264 páginas. Tese (Doutorado em Geofísica). Instituto Astronômico e
Geofísico, Universidade de São Paulo.

20 – RELATÓRIOS TÉCNICOS:
A entrada é feita pelo autor.
Ex:
MOURA, Mauro F.; TERNES, Sérgio. Manutenção de softwares. Campinas, Ed. Unicamp,
2005, 90 p., Relatório Técnico.

21 – PARTES DE LIVROS (CAPÍTULO, FRAGMENTO E VOLUME)
O título da parte deve ser transcrito sem destaque. A referência do documento em que se
encontra a parte citada segue as normas de livros, precedida da palavra in seguida de dois
pontos.

Autoria da parte, Título da parte, in: Autoria da obra. Título da obra. Local: editora, ano,
página inicial-final da parte.
Ex.
ROSA, João G. A terceira margem do rio, in: FARACO, Carlos A..; MOURA, Francisco M.
Literatura Brasileira. São Paulo, Ática, 2001, p.361-365.

22 – EVENTOS CIENTÍFICOS:
NOME DO EVENTO, número do evento, ano de realização, local. Título. Local. Editora, ano
de publicação, número de páginas.
Ex:
SIMPÓSIO SUL-BRASILEIRO DE DOCENTES DE LÍNGUA PORTUGUESA. 5º., 2005,
Porto Alegre, RS. O ensino da gramática na era do computador. São Paulo, Ática, 2001.
96p. 1v.

23 – TRADUÇÕES:
AUTOR DO DOCUMENTO ORIGINAL. Título. Edição. Tradução de/por: Nome do tradutor.
Local. Editora, ano.
Ex.
OAKLANDER, Victor. J. Descobrindo crianças: abordagens gestálticas com crianças e
adolescentes. Tradução*: George Schlesinger. 11ª edição. São Paulo, Summus, 1980.
*Tradução: / Traduzido por: / Tradução de: (conforme aparece no documento)

24 – DOCUMENTOS LEGISLATIVOS:
NOME DO PAÍS, ESTADO OU MUNICÍPIO. Título e número, data. Ementa. Dados da
publicação que divulgou o documento.
Ex.
                                                                                      13
BRASIL. Decreto-lei nº 2.423, de 07 de abril de 1988. Estabelece critérios para
pagamentos de gratificações e vantagens pecuniárias aos titulares de cargos e empregos
na Administração Federal direta e autárquica e dá outras providências. Diário Oficial da
União. Brasília, v. 126, nº 66, p. 6009, 08 de abril de 1988, seção 1.

25 – PARECERES E RESOLUÇÕES:
AUTORIA (instituição ou pessoa). Tipo, número e data. Ementa. Relator ou consultor.
Dados da publicação.
Ex.
CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Resolução nº 16, de 03 de dezembro de 1984.
Dispõe sobre reajuste de taxas, contribuições e semestralidades escolares. Relator:
Laffayete de Azevedo Ponde. Diário Oficial da União, Brasília, 13 de dezembro de 1984,
seção 1, p.190-191.

26 – BÍBLIA E PARTES:
BÍBLIA. Idioma, Título. Tradução ou versão. Edição. Local: Editora, ano.
Ex. 1:
BÍBLIA. Português. Bíblia sagrada. Tradução: Centro Bíblico Católico. 34º edição. São
Paulo: Ave Maria, 1982.
Ex. 2:
BÍBLIA. N.T. João. Português. Bíblia sagrada. Versão de Antônio de Figueiredo. São
Paulo: Ed. das Américas, 1950, cap. 12, vers.12.

27 – CATÁLOGOS:
AUTORIA. Título. Local, ano. Nota indicativa de catálogo.
Ex.
INDÚSTRIA BRASILEIRA DE MÁQUINAS. Novos computadores. São Paulo, 2008.
Catálogo de produtos.

28 – ENTREVISTA NÃO PUBLICADA:
AUTORIA (entrevistado). Ementa da entrevista. Local. Data.
Ex.
TEMER, Michel. Entrevista concedida ao acadêmico Luiz Silva, sobre a política no
Brasil de hoje. Brasília, 07 de fevereiro de 2009.

29 – ENTREVISTA PUBLICADA:
AUTORIA (entrevistado). Título da entrevista. Referenciação do documento. Nota indicativa
de entrevista.
Ex.
HADDAD, Fernando. Istoé, São Paulo, nº2039, 03 de dezembro de 2008 p.6 ―11.
Entrevista concedida a Hugo Marques.

30 – OBRAS INÉDITAS (palestras e notas de aulas):
 AUTORIA. Título. Nota indicativa da origem do documento.
Ex. 1:
AIRES, João P. Tecnologia da Informação: esta é a solução. Palestra proferida na
Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa, em 06 de fevereiro de 2009.
Ex. 2:
BELMONTE, Danillo L. Fundamentos da Computação. Aula ministrada ao primeiro
período do curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no
Câmpus Ponta Grossa da UTFPR., em 09 de fevereiro de 2009.
                                                                                          14
31 – FILMES:
TÍTULO. Direção de. Local. Produtora: Distribuidora, ano. Número de unidades físicas
(duração em minutos): indicação de som (legenda ou dublagem), indicação de cor; largura
em milímetros.
Ex.
AVENTURA na áfrica. Direção de Steve Mehl. Los Angeles: Paramount Film: Dist. Saral
Films, 2004, um filme (95 min), legendado, color., DVD.

32 – ATAS:
AUTORIA (instituição). Local. Título e data. Livro número, página inicial-final.
Ex.
CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO PARANÁ. Diretoria de Ensino e
Pesquisa. Curitiba. Ata da reunião realizada em 12 de agosto de 2005. Livro 29, p.30-41v.

33 – NORMAS TÉCNICAS:
Órgão normalizador, Título (corresponde ao número da norma): subtítulo. Local, ano.
Ex.:
ASSOCIAÇÃO Brasileira de Normas Técnicas. NBR 6023: referências bibliográficas. Rio de
Janeiro, 1989.


IV –Notas de rodapé e citações:

a – NOTAS DE RODAPÉ:

1 – Tipos:
   a) de conteúdo: evitam explicações longas no texto;
   b) de referência: indicam fontes;
   c) de esclarecimento: comentários ou traduções;

2 – Apresentação:
   a) a numeração é sequencial ao longo do texto e em algarismos arábicos;
   b) o número é apresentado sobrescrito 10 colocado logo após o termo ou frase a que se
      refere e no início da nota;
   c) o número é separado da nota por um espaço;
   d) a nota é escrita com letra e entrelinhamento menores que os do texto;
   e) a primeira linha da nota inicia na margem de parágrafo e as demais obedecem à
      margem esquerda;
   f) o texto deve ser separado da nota de rodapé por uma linha em branco;
   g) as notas de rodapé são colocadas em sequência e separados por ponto e vírgula;
   h) a nota de rodapé começa e termina na página em que houve a referência, sendo
      que a última linha da nota deve coincidir com o limite da página;

Ex.
No texto:
      Segundo FENELON (2009), a estratégia capitalista de dominação do operário foi
extremamente complexa5.
No rodapé:
      5
        FENELON, Daniel R. publicação na Revista Brasileira de História, em fevereiro de
2009.

b – CITAÇÕES:

1 – Diretas: quando se reproduz fielmente as palavras do autor consultado. Podem ser:
                                                                                          15
– curtas (com até três linhas): são inseridas no corpo do texto, com a mesma fonte e
tamanho, porém entre aspas;
 – longas (com mais de três linhas): é transcrita em parágrafo distinto. Inicia na margem de
parágrafo (recuo de 4 centímetros), com a mesma fonte, porém com tamanho menor (dois
corpos) e com espaçamento entrelinhas simples, justificado sem deslocamento da primeira
linha. As linhas seguintes seguem a primeira da citação. Não se usam aspas.



      1,5 cm       §                      Texto


      4 cm
                                              CITAÇÃO




3 – Deve-se deixar uma linha em branco entre a citação e os parágrafos anterior e posterior;

4 – Omissões são indicadas por reticências no início ou no final do texto, e com reticências
entre parênteses no meio do texto;
Ex: “... tem por base (...) e divulgada pela Universidade Federal do Paraná ... “

5 – Incorreções e incoerências em citações são indicados pela palavra latina sic (=assim
mesmo) entre colchetes imediatamente após a sua ocorrência.
Ex: Essa noção de História contraria a lógica por que [sic] vários outros autores são
notóriamente [sic] contrários à afirmação.

6 – Acréscimos ou comentários em citações são inseridos entre colchetes;

7 – Ênfases são feitas pela inserção de ponto de exclamação entre colchetes após o trecho
a enfatizar [!];

8 – Pode-se destacar palavras ou trechos da citação usando-se negrito, seguindo-se a
expressão sem grifo no original entre colchetes.
Ex.: Essa noção de História contraria a lógica porque vários outros autores são
notoriamente contrários [sem grifo no original] à afirmação.

9 – Se a citação já apresenta destaque, usa-se a expressão [grifo do autor];
                                                                             16
                    30 dicas para se escrever bem
1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer-se empregar de um estilo de escrita demasiadamente
rebuscado. Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo
narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas.

4. não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça nice, sacou?...então valeu!

9. Levante a qualidade do seu texto para cima: não use pleonasmos.

10. Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra pois essa palavra vai ficar uma palavra
repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida
desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os
outros não tem idéias próprias".

13. Frases incompletas podem causar.

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas
diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras
palavras, não repita a mesma idéia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação corretamente o ponto e a vírgula pois a frase poderá
ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe util izar o ponto de
interrogação.

19. Quem precisa de perguntas retóricas?
                                                                               17
20. Conforme recomenda a AGOP, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evi tá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da
ideia nelas contida e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem
sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a
separá-la nos seus diversos componentes de forma a torná-las compreensí-
veis, o que não deveria ser, afinal de contas, pa rte do processo da leitura, há-
bito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerú ndio. Você vai estar deixando
seu texto pobre e estar causando ambigüidade, com certeza você vai estar
deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as
coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo este text o, tenho
certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus
amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando
desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar tchê, é usar muitas expressões que
acabem por denunciar a região onde tu moras! ...nada de mandar esse trem ...
vixi...entendeu bichinho?

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá
aguentar já que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo to do sem parar.
                                                                                              18
                                    RESUMO
                                condensação de um texto
O QUE É:
Texto indicativo que se refere às partes mais importantes do texto original. Utiliza frases
curtas. Não é enumeração de ideias ou assuntos. Descreve a natureza do texto, forma e
propósito. Não contém comentários.

01 - Primeira leitura:
     conhecimento do texto.

02 - Segunda leitura:
     sublinhar ideias e detalhes importantes.

03 - terceira leitura:
     reconstituição do texto a partir dos grifos.

04 – Redigir, com bom estilo, sendo fiel ao texto original, com as
     próprias palavras.



                                    RESENHA
                              análise do conteúdo de um texto

REQUISITOS:
    - conhecimento do texto;
    - competência na matéria;
    - capacidade de julgamento e valoração;
    - correção;
    - fidelidade ao pensamento do autor.

ESTRUTURA:

01 - Referência bibliográfica:
      - Autor, título, imprenta, ilustrações.

02 - Credenciais do autor:
       - Informações gerais, formação na área específica.

03 - Conhecimento:
      - Resumo detalhado das ideias principais. De que trata a obra? Possui alguma
         característica especial? Como foi abordado o assunto? Que tipo de linguagem foi
         utilizado? Exige conhecimento prévio?

04 - Conclusão do autor:
      - Há ou não, onde foram colocadas (final da obra ou por capítulos), quais?

05 - Quadro de referências do autor:
      - Modelo que teoria serviu de base, método utilizado;
                                                                                              19
06 - Apreciação:
      a) Julgamento da obra:
           Como se situa em relação às correntes científicas e às circunstâncias culturais,
           sociais etc.;

      b) Mérito da obra:
         Qual a contribuição, quais ideias verdadeiras, originais e criativas, quais os
         conhecimentos novos?

      c) Estilo:
         Conciso, objetivo, simples? Claro, preciso, coerente? Tipo de linguagem.

      d) Forma:
         Lógica, sistematizada?

      e) Indicação da obra:
         A quem é dirigida?


                   COMO SE FAZ UMA RESENHA
   Usada em atividades acadêmicas e no jornalismo cultural, a crítica a obras exige
            capacidade de síntese conjugada a uma boa argumentação

        Cortar excessos do texto é apenas o começo; é preciso capturar o leitor desde o
início, buscando equilíbrio e fundamentação em cada comentário.
        Escrever uma resenha é um excelente exercício de redação. A resenha é a espécie
de texto mais usada em atividades acadêmicas e está sempre presente no chamado
jornalismo cultural. O que popularmente recebe o nome de "crítica" de livros, filmes, CDs,
DVDs, peças teatrais, balés, exposições, shows, nada mais é do que resenhas. Ou seja,
sínteses e comentários sobre uma obra artística. Claro, elas podem abranger apreciações
sobre livros técnicos, científicos ou filosóficos.
        O objetivo da resenha, geralmente, é hoje divulgar o fato cultural e servir ao seu leitor
como uma bússola em meio à produção cada vez maior da indústria cultural. Quem entra
numa megalivraria abarrotada de milhares de ofertas, tende a sentir-se mais confortável se
já leu uma resenha a respeito de tal ou tal livro. Resenhas ajudam na seleção bibliográfica
para trabalhos acadêmicos ou científicos, evitando perda de tempo com leitura de livros e
mais livros e funcionam para a atualização de estudiosos.
        A resenha oscila da síntese para a análise e vice-versa. Será bem-sucedida a
resenha que equilibrar essas duas vertentes. Pois, sendo um gênero necessariamente
breve, é perigoso o caminho do resenhador parar no buraco negro da superficialidade. Mas,
a brevidade do texto, assim como no conto, é o segredo de um estilo que pode ser sedutor,
elegante e incisivo.
        Há vários nomes para a resenha: resumo, recensão e outros que sempre remetem à
ideia de exame abreviado, verificação minimizada de um texto. E resenhar tem tudo a ver
com um texto argumentativo, que visa a expressar a opinião do seu autor, supostamente
alguém com um referencial de conhecimento capaz de avaliar o que está sob sua visão e
possuidor de argumentos que convençam que essa avaliação é correta ou, pelo menos, flua
na direção exata. A resenha parece, para o leigo, algo fácil de fazer e, por isso, nos jornais
e revistas - onde a pressa é amiga do patrão - há tantas resenhas arrogantes, ruins e
levianas.
        Como evitar uma, digamos, pisada na bola ao fazer uma resenha? Há várias
recomendações dos especialistas, mas talvez a mais importante seja a da humildade. Quem
                                                                                           20
escreve uma resenha é um tipo de filtro entre o fato cultural e o leitor. Estes dois últimos é
que importam. Sobretudo para o resenhista-jornalista, é preciso não colocar os seus
interesses ou uma visão totalmente subjetiva à frente de tudo. Como dizia o tio do Homem-
Aranha, grandes poderes trazem grandes responsabilidades. E, conforme o lugar,
resenhistas podem fazer um livro mofar nas prateleiras ou uma peça ser encenada para
poltronas vazias.

Usar uma lista de verificação
       Para ajudar na síntese do conteúdo da obra, uma lista de checagem da avaliação
pode incluir o "assunto", ou seja, do que a obra trata e seu desenvolvimento, os objetivos do
autor com seu texto, como evolui o raciocínio do autor, o que geralmente é explicitado
capítulo a capítulo.
       Se você ainda quiser fazer uma verificação final, após ter escrito a resenha, há
algumas perguntas que você deve responder:
                 Seu texto está adequado ao público para o qual você está escrevendo?
                 Sua resenha mostra que você é uma pessoa que refletiu sobre o texto e tem
              um repertório suficiente para avaliá-lo?
                 Está na resenha o que o autor destacou como importante na sua obra?
                 Aqueles elementos essenciais da estrutura da resenha estão todos ali?
                 Suas opiniões estão equilibradas e fundamentadas? Você não cometeu
              excessos de avaliação?
                 Releia para conferir se os verbos estão corretos e se não há problemas de
              gramaticais no texto.

Respeitar o leitor
       O resenhista tem de saber exatamente a que público se destina seu trabalho. Uma
resenha acadêmica exige um determinado tipo de texto mais culto e permite citações mais
complexas. A jornalística requer um texto mais acessível e o cuidado de situar fatos e
pessoas com as devidas explicações para um público não tão enfronhado no assunto.
       Como a resenha é um texto breve, uma boa dica é capturar o leitor desde o primeiro
parágrafo (ou da primeira frase). O melhor é descobrir algo provocativo, intrigante, que
agarre o leitor de cara. As resenhas acadêmicas, contudo, seguem um modelo quase
padronizado, de ter um cabeçalho informativo sobre os dados bibliográficos da obra
resenhada, depois passam para os dados do autor, seu currículo acadêmico, por exemplo.
       Para a resenha não-acadêmica, não há tais limites. Identificar algo insólito sobre o
texto ou o autor pode ser um modo interessante de começar. Ou falar de um aspecto muito
recorrente, como o texto em forma de diário, o filme que conta a história em flash-back, o
CD que revive standards de uma década afastada...

Equilibrar a síntese
        Por ser texto breve, é recomendável usar frases curtas e diretas. Fazer o contrário é
dar pijama e travesseiro para o leitor. Não se perca em detalhes demais, porque o espaço é
curto. Pense na condição básica: resenha é síntese.
        Na estrutura essencial da resenha há certos elementos que não devem faltar. Aonde
você irá colocá-los, é questão de gosto e estilo. Sem desprezar o bom senso. Uma menção
ao nome da obra e do autor, a descrição do conteúdo da obra, a avaliação, a comparação
com outras obras do mesmo autor, tema ou contexto histórico-artístico e uma conclusão que
sintetize a opinião de quem escreve. Comparar um livro ou um filme com outros
semelhantes - ou diferentes - pode ser esclarecedor na busca de aspectos originais ou
vigorosos daquilo que se resenha.
        O estilo do autor é outra pista a ser seguida. Da mesma forma que a maneira de
construção dos personagens, a avaliação de que eles serão lembrados ou esquecidos em
pouco tempo.
                                                                                           21
                                      EXEMPLO

                                H O M O L O Q U E N S:
                               O homem como animal falante
                                       Resenha

        Dennis Fry, catedrático da University College, de Londres, nesta obra traz minuciosa
análise das várias fases pelas quais passa o ser humano no desenvolvimento do processo
da fala, em texto dirigido a interessados em especializar-se nesta área de estudos, porém,
com muita propriedade, oriunda de um vocabulário acessível, pode-se direcionar o texto a
qualquer pessoa, mesmo que leiga no assunto.
        No desenvolvimento do texto, percebem-se alguns detalhes que chamam a atenção
do leitor mais minucioso.
        Inicialmente, levantam-se questões acerca do processo inicial da comunicação,
dando-se como espantosas as fases de desenvolvimento, desconsiderando aí, como em
todo o desenrolar do texto e do contexto, a condição naturalista, ou seja, os elementos
genéticos e hereditários que compõem o intrincado complexo do corpo humano, que tudo
permite desde que se tenham antecedentes, e a fala nada é de diferente neste sistema.
        A criança é provém, obviamente, das suas heranças genéticas e hereditárias, aliadas
ao processo de desenvolvimento que o ser humano tem sofrido ao longo dos séculos e
milênios em que domina o planeta.
        O autor de Homo Loquens - O Homem como Animal Falante constrói seu texto numa
sequência bastante lógica e esclarecedora capaz de aprender a falar por puro instinto, outro
aspecto desconsiderado pelo autor, e este instinto, obedecendo à ordem cronológica dos
fatos, o que propicia uma melhor assimilação das informações.
        Assim, podem-se observar menções detalhadas e analisadas coerentemente sobre o
processo da comunicação do bebê desde a mais tenra idade, valendo-se do recurso do
choro e vagidos, progredindo gradativamente até o balbuciar dos primeiros fonemas, sons
ainda ininteligíveis que o aparelho fonador produz já na tentativa instintiva de exercer a sua
função.
        Também, em ponto específico do texto, Dennis Fry analisa a linguagem como
sistema complexo e expõe as dificuldades de assimilação dos milhares de vocábulos
existentes, levantando, veladamente, a hipótese da impossibilidade de assimilação e
utilização de grande parte deste grande aglomerado de sintagmas que qualquer idioma
possui, o que é bastante racional de parte do autor, recaindo absolutamente dentro de uma
lógica compreensível pelos ditames das leis biológicas que regem os seres humanos.
        Caminhando pela trilha do autor, pode-se ver o desenvolvimento da linguagem infantil
seguindo partes compatíveis com o desenvolvimento de sua capacidade de raciocínio, ao
ponto de estabelecer analogia de sons para formar outras palavras, ou sons com que julga
estabelecer comunicação, dando a noção da progressão da fala pueril por aquisição de
novos fonemas, cada vez mais complexos, resultante da convivência com outras pessoas
que lhe passam informações, dados e hábitos.
        Em que pese todo o domínio teórico que o autor inspira, há uma ruptura no
desenvolvimento do texto que deixa lacuna na análise de seu conteúdo. Trata-se da
impressão que Fry dá que o desenvolvimento da fala pela criança é fruto de um raciocínio
lógico, e não processo instintivo do desenvolvimento natural do ser humano. Este
procedimento é resultante de linhas contraditórias em um próprio contexto, pois, pouco
depois da afirmação de que há um espaço de tempo entre a recepção e a produção de um
fonema ou sequência deles, o autor menciona a existência provável de uma gramática ou
sintaxe exclusivamente infantil, de origem não assimilada, mas sim deduzida.
        Finalmente, Dennis Fry transcreve ideia de “conhecido psicólogo” que o processo de
desenvolvimento da fala explica-se pela teoria do milagre e, estranhamente, em que se
considere todo o desenvolver científico do autor, este se expressa conivente com tal idéia, o
que resulta em conclusão pouco aclaratória acerca da análise do texto proposto.
                                                               22

                                  PROJETO
                      Planejamento para execução de trabalho




1   - APRESENTAÇÃO
    1.1  - capa
          entidade
          título (e subtítulo)
          elaborador
          local e data

2   - OBJETIVOS
     2.1  - tema
     2.2  - delimitação do tema
     2.3  - objetivos gerais e específicos

3   - JUSTIFICATIVA

4   - METODOLOGIA
     4.1  procedimentos
     4.2  técnicas
           descrição
           aplicação

5   - EMBASAMENTO TEÓRICO
          bases de teoria bibliográfica e conceitos

6   - CRONOGRAMA

7   - ORÇAMENTO

8   – REFERÊNCIAS

9   ANEXOS
                                                                                       23




                                                              PR
                                   UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ




               UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
                          CÂMPUS PONTA GROSSA
   CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM _______________________________________________
                      DISCIPLINA DE COMUNICAÇÃO LINGUÍSTICA

                  FICHA DE ACOMPANHAMENTO DE PALESTRAS TÉCNICAS


PALESTRITA: _______________________________________________________
PALESTRANTE: _____________________________________________________
DATA:_______________ ASSUNTO: ___________________________________



                                      RESUM0
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
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_________________________________________________________________________
________________________________________________________________________



                                   PERGUNTAS:
1ª______________________________________________________________________
________________________________________________________________________

2ª______________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3ª______________________________________________________________________
________________________________________________________________________


ASPECTOS A SEREM CONSIDERADOS NA CRÍTICA:
Sumário, domínio, conteúdo, linguagem, dicção, material de apoio, movimento, visualização,
postura, aspecto geral, tempo.
                                                                                       24



                                                         PR
                              UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

               UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
                          CÂMPUS PONTA GROSSA
   CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM _______________________________________________
                      DISCIPLINA DE COMUNICAÇÃO LINGUÍSTICA

                                           SUMÁRIO
PALESTRANTE:____________________________________________________________
DATA:_______________ ASSUNTO: ___________________________________________



INTRODUÇÃO:
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________
DESENVOLVIMENTO:
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________________
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CONCLUSÃO:
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________


REFERÊNCIAS:
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_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
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_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
                                                                                       25
  GRAMÁTICA                   DA       LÍNGUA            PORTUGUESA


                                   O    ALFABETO


O alfabeto da Língua Portuguesa passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w
e y.

                                   ABCDEFGHIJ
                                   KLMNOPQRS
                                    TUVWXYZ


As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da
nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo:
a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W
(watt);
b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus derivados): show, playboy,
playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano, kiwi.


                                ACENTUAÇÃO
1 – OXÍTONAS:
      São acentuadas as palavras terminadas em:
      - a(s) > sofá, atrás
      - e(s) > café, vocês
      - o(s) > avó, repôs
      - em(ns), desde que tenham mais de uma sílaba
         - > vintém, parabéns

OS MONOSSÍLABOS TÔNICOS SEGUEM ESTA MESMA REGRA.
 lá, dá(verbo), dê(verbo), pás;
 pé, vês;
 nó, pôs.

2 – PAROXÍTONAS:
      São acentuadas as terminadas em:
      - ã(s) > órfã, órfãs;
      - ão(s) > órgão, bênçãos;
      - i(s) > táxi, lápis, câmpi;
      - us > Vênus, vírus, câmpus;
      - um, uns > álbum, médiuns;
      - ps > bíceps;
      - l > dócil, sofrível;
      - n > hífen;
      - r > mártir, repórter;
      - x > tórax;
      - ditongos > séria, fáceis;
      - on(s) > íon, nêutrons.
                                                                                       26
OBS: o Acordo Ortográfico em vigor a partir de 2009 elimina o acento dos ditongos
abertos em palavras paroxítonas.
Exemplos: heroico, ideia, assembleia, geleia etc.

3 – PROPAROXÍTONAS:
      Todas são acentuadas, sem exceção.
 lâmpada, médico, protótipo.


4 – HIATO:
      Acentua-se o i ou u:
      - sozinho na sílaba ou seguida de S, desde que não apareça após ditongo em
         palavra paroxítona:
      > saí, baú, Carambeí;
      - não seguidas de NH:
       rainha, raiz, sair, ainda.
       Não se acentuam: feiúra, baiúca e grafias semelhantes.

6 – MONOSSÍLABOS VERBAIS:
      - Acentua-se a terceira pessoa do plural dos verbos TER e VIR:
       tem(sing.) / têm(plural)
       vem(sing.) / vêm(plural)

7 – ALGUNS ACENTOS DIFERENCIAIS DESAPARECERAM:
      - para (v) / para (prep) >
      - pelo (subs) / pelo (v) / pelo (prep)
      - polo (jogo ou extremidade) / polo (falcão)

      OBS1: os acentos diferenciais de algumas formas verbais continuam:
      - pôde (pretérito perfeito) / pode (presente do indicativo)
      - pôr (verbo) / por (preposição)
      - dá (verbo) / dá (preposição)

      OBS2: Os nomes próprios seguem as mesmas regras gramaticais dos nomes
      comuns.
       Nélson, Flávio, Júlio, Aurélio, Lúcia, Célia.

      OBS3: O acento diferencial na palavra “forma” é facultativo, ou seja, a palavra, que
      significa “recipiente” ou “molde”, pode ser grafada “fôrma” ou “forma”. Recomenda-se
      o uso do acento.



8 – TREMA:

    Abolido da Língua Portuguesa, exceto em palavras estrangeiras e suas derivadas.
    OBS: a extinção do trema não altera a pronúncia.
                                                                           27
                                          CRASE


      É a contração do A preposição com o A artigo.
       Fui à feira.
          Fui a + a feira
       refiro-me àquela moça.
          Refiro-me a + aquela moça.

1 - Usa-se crase:
       - antes de palavras femininas, desde que individualizadas.
               > Fui à cidade
               > Respondi à acusação

      - antes de nomes de localidades, desde que admitam o artigo “a”.
              > Vou à Ásia
              > A turista foi à Europa

      - antes da palavra “HORA”
           > Chegamos às seis horas.
           > sairemos às onze.

      - antes da palavra “MODA” (ou maneira), mesmo quando subentendida.
             > festa à fantasia.
             > bife à cavalo.

      - Nas locuções
             a - adverbiais: andava às escondidas;
             b - prepositivas: Vivia à procura de ocupação;
             c - conjuntivas: Aprendemos à proporção que estudamos;
             d - com a letra “A” dos demonstrativos:
              - aquele > reportou-se àquele caso
              - aquela > Dei a flor àquela garota
              - aquilo > Refere-se àquilo?

2 - Não se usa crase:
      - antes de palavras masculinas
          > não assisto a filmes de guerra.

      - antes de verbos
             > Estava disposto a lutar.

      - antes de artigos indefinidos
             > Levou a namorada a uma festa.

      - antes de expressões de tratamento
               > Trarei a resposta a Vossa Excelência.

      - antes de pronomes:
               - pessoais:
                           > Dei o presente a ela.
               - demonstrativos:
                           > Falei a esta senhora.
                                                                                         28
                - indefinidos:
                           > Não obedecia a ninguém.
      - Quando o “A” estiver no singular e a palavra que o segue estiver no plural.
              > Não vou a festas suspeitas.
      - Após preposição:
              Compareceu perante a banca.

3 - USO FACULTATIVO DA CRASE:
      - diante de nomes próprios femininos.
              > Dei um presente à Ana.

      - antes de pronomes possessivos.
             > Falei à tua irmã.

4 - CRASE COM PRONOMES RELATIVOS:
      Se a palavra a que se refere o pronome for feminina e houver um “A” antes do
pronome.
      - QUEM:
            > A dificuldade em que me encontro é semelhante à que você enfrentou.
      - QUAL:
            > A carreira à qual aspiro.

5 - CASOS PARTICULARES:
      - CASA
           a - quando tem o significado de lar, não admite o artigo, portanto não há crase;
                   > Vou a casa.
           b - se vier determinada, exige crase.
                   > Vá à casa da mãe Joana.

      - TERRA
            a - quando oposta a bordo, não admite crase.
                  > Os marujos desceram a terra.
            b - Se não dá ideia de oposição a bordo, exige crase.
             Voltou à terra natal.



                                 ORTOGRAFIA
                                  USO DE LETRAS
1 - A LETRA “X”:
       1.1 - após ditongo:
              > peixe, deixa, faixa, caixa.
       1.2 - após a sílaba inicial “ME”:
              > mexer, mexerica, mexa.
              obs: mecha (feixe de fios).
       1.3 - após a sílaba inicial “EN”:
              > enxada, enxame, enxurrada,
              obs: encher, enchente (derivadas de “cheio”).
       1.4 - em aportuguesamento de palavras de origem inglesa:
              > xampu, xerife.
       1.5 - em palavras de origem tupi, africana ou exótica:
              > xaxim, xingar, xucro.
                                                                                               29
2 - a letra “S” com som de Z:
        2.1 - em sufixos, quando o radical é substantivo:
               > maresia, poetisa, burguesia.
        2.2 - em títulos de nobreza:
               > marquesa, duquesa, baronesa.
        2.3 - correlação D -- S:
               > aludir/alusão, defender/defesa.
        2.4 - nos adjetivos pátrios:
               > português, inglesa, francesa.
        2.5 - nas formas dos verbos PÔR e QUERER:
               > pusesse, quisesse, quis, pôs.
        2.6 - após ditongo:
               > coisa, maisena, Neusa, Cleusa, Sousa.
        2.7 - em diminutivos cujos radicais têm S:
               > Luisinho, lapisinho, Rosinha.
        2.8 – em diminutivos de radicais que não têm “Z”:
               > Luisinho, Rosinha, Teresinha,

3 - A LETRA “Z”:
       3.1 - nos sufixos, quando o radical é adjetivo.
              > riqueza, limpeza, surdez, maciez.
       3.2 - correlação C — Z:
              > ácido/azedo, décimo/dezena.
       3.3 - consoante de ligação (quando não há S ou Z no radical)
              > cafezal, cafezinho, pezão, pezinho.

4 - A LETRA “C (Ç)”:
       4.1 - correlação T—C:
              > ato/ação, infrator/infração.
       4.2 - palavras de origem tupi, africana ou exótica:
              > muçum, Juçara, araçá, miçanga, Iguaçu.
       4.3 - após ditongo:
              > feição, foice.

5 - A LETRA “S”:
       5.1 - correlação ND — NS:
      > pretender/pretensioso/pretensão, tender/tensão,
      >suspender/suspensão, compreender/compreensão.
       5.2 - correlações RG — RS/RT — RS:
              > aspergir/aspersão, inverter/inversão.

6 – A LETRA “J”
       6.1 – palavras de origem latina:
       > jeito, majestade, cerejeira, hoje.
       6.2- palavras de origem árabe, tupi ou africana:
       > alforje, jibóia, pajé, manjericão, berinjela, Moji, Bajé, Jeni, jinjibirra, Lajes, pajem,
       ojeriza.
       6.3 – palavras derivadas de outras grafadas com J:
       > sarja>sarjeta; encorajar>encorajem.
       6.4 – substantivos de verbos terminados em JAR:
       > despeje, arranje, esbanje, viaje,viajem*.
       6.5 – terminação AJE:
       > laje, traje, ultraje.
                                                                        30
7 – A LETRA “G”:
       7.1 – procedência árabe:
       > álgebra, ginete, giz.
       7.2 – procedência latina ou grega:
       >falange, agir, tigela, gesto.
       7.3 – estrangeirismos:
       > agiota, geleia, herege, sargento, gim.
       7.4 – em geral, após R (há exceções):
       > aspergir, divergir, submergir
       7.5 – após o “A” inicial:
       > agir, agitar.

                         PALAVRAS HOMÔNIMAS E PARÔNIMAS

1 - HOMÔNIMAS:
A) homófonas = escrita e pronúncia iguais.
                    > cedo (advérbio) / cedo (verbo)
B) heterófonas = escrita igual e som diferente.
                    > colher (substantivo) / colher (verbo)
C) heterógrafas = som igual e escrita diferente.
                    > serrar (cortar) / cerrar (fechar)
2 - PARÔNIMAS:
grafia e pronúncia parecidas, semelhantes.
                    > emigrar (sair) / imigrar (chegar)
                    > espiar (sondar) / expiar (pagar)
                    > tráfego (movimento) / tráfico (comércio ilegal)

2.1 - P O R Q U Ê S

POR QUE:
a) em perguntas diretas ou indiretas.
      > Por que não veio ontem?
      > Quero saber por que não veio ontem.

b) quando corresponder a “PELO QUAL” e variações.
      ex: Esta é a porta por que passamos.

POR QUÊ:
     Em final de frase ou isolado.
     > Você não veio por quê?
     > Você não veio. Por quê?

PORQUE:
Introduz explicação, resposta.
       > Não estuda porque não quer.

PORQUÊ:
    é substantivo, sempre precedido de artigo ou numeral.
    > Eis o porquê de estudarmos.
    > Dê-me um porquê da briga.

2.2 - MAL / MAU
       a) MAL: antônimo de BEM.
             >Foram mal no teste.
                                                                                            31
      b) MAU: antônimo de BOM.
           > O teste foi mau.

2.3 - ONDE:
a) onde = em que lugar / no lugar em que
       > Onde está a caneta?
b) aonde = indica direção, destino (a/ para + onde).
       > aonde iremos?
c) donde = indica origem (de + onde).
       > Donde vens?

2.4 - HÁ / A
a) HÁ = tempo passado.
             > Há tempos não nos vemos.
b) A = tempo futuro.
             > Daqui a dez minutos poderemos sair.

2.5 - SEÇÃO, SESSÃO, SECÇÃO. CESSÃO.
a) SEÇÃO = divisão, departamento.
                  > Seção de Contabilidade.
b) SESSÃO = reunião.
                  > sessão das dez.
c) SECÇÃO = corte.
                  > secção dos troncos.
d) CESSÃO = flexão do verbo ceder.
                  > Faremos a cessão do terreno.


                   USO        DO      HÍFEN         COM      PREFIXOS

O Acordo Ortográfico firmado entre os países cujo idioma oficial é o Português estabeleceu
novas regras para a grafia de palavras compostas nas quais o primeiro elemento seja
PREFIXO.

1 - usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por H.
Exemplos:
anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-
humano, super-homem, ultra-humano
Exceção: subumano (nesse caso, a palavra “humano” perde o h).

2 - Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se
inicia o segundo elemento.
Exemplos:
aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem,
autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura,
miniauditório, neoamericanismo, plurianual, readaptar, semiaberto, semianalfabeto,
semiesférico, semiextensivo, semiopaco,

Exceção: o prefixo CO aglutina-se, em geral, com o segundo elemento, mesmo quando este
se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar,
coocupante etc.
                                                                                             32

3 – Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa
por consoante diferente de r ou s.
Exemplos:
anteprojeto,   antipedagógico,     autopeça,    autoproteção,     coprodução,     geopolítica,
geoeducacional, microcomputador, pseudoprofeta, semicírculo, semideus, seminovo,
ultramoderno, autodidata, extraterrestre, contrapartida, infravermelho, intramuscular,
neonazista, pseudônimo, ultravioleta, suprapartidário, anticorrosivo, minicurso, sobrefaturar,
hipertensão, internacional, supermercado, adjunto, subchefe, subcomissão, circunvizinho,
malcriado, pancontinental, entressafra.

4 – Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa
por R ou S. Neste caso, duplicam-se essas letras.
Exemplos:
antessala, antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas, antissocial, arquirrival,
autorreajuste, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema,
microrregião, minissaia, neorrealismo, semirreta, suprarrenal, telerrecado, telesserviço,
ultrarresistente, ultrassom,

5 – Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar
pela mesma vogal.
Exemplos:
anti-inflacionário, anti-inflamatório, arqui-inimigo, auto-observação, contra-atacar, contra-
ataque, micro-ondas, micro-ônibus, re-escrever, semi-internato.

6 – Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento
começar pela mesma consoante.
Exemplos:
hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-
reacionário, super-resistente, super-romântico

Observações:

1 - Nos demais casos não se usa o hífen.
Exemplos:
hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

2 - Com o prefixo sub, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por b e r:
sub-base, sub-bibliotecário, sub-região, sub-raça etc.

3 - Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e
vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.

7- Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento
começar por vogal.
Exemplos:
hiperacidez, hiperativo, interescolar, interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo,
superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo.

8 - Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice, usa-se sempre o
hífen.
                                                                                            33
Exemplos:
além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, ex-reitor, pós-graduação, pré-
datado, pró-reitoria, recém-formado, sem-terra.

 9 - Não se usa o hífen em algumas palavras que perderam a noção de composição.
Exemplos:
girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé.


10 - PREFIXOS QUE NÃO ADMITEM HÍFEN:

Aero (aerodinâmico), agro (agroindústria), ambi (ambidestro), audio (audiovisual), bi
(bicampeão), eletro (eletroeletrônico), hexa (hexacampeão), macro (macroeconomia), mega
(megassena), micro (microempresa), multi (multidisciplinar), neuro (neurocirurgião), para
(paradidático), penta (pentacampeão), pluri (pluripartidário), poli (poliesportiva), psico
(psicoterapia), radio (radiojornalismo), socio (socioeconômico), tele (telerrecado), termo
(termodinâmico), tetra (tetracampeão), tri (tricampeão).

OBS: Devem-se observar as regras anteriores.




                                      ORTOFONIA
é a parte da gramática que trata da pronúncia correta das palavras, dividindo-se em
PROSÓDIA E ORTOEPIA.

ORTOEPIA > trata da pronúncia correta das palavras.
infrações mais frequentes:

1 - VOGAL TÔNICA E:
O timbre do E é fechado nas seguintes palavras:
acervo, ambidestro, almeja, alveja, alvejo, aparelha, aparelho(v), apedreja, apedrejo,
badejo, bafeja, boceja, bocejo(v), caleja, caminhoneta, cerda, cerebelo, escaravelho,
espelha, espelho(v), fareja, fecha, fecho(v), festeja, maneja, manejo(v), omelete.

O timbre do E é aberto nas seguintes palavras:
acerbo, cetro, coeso, coleta, flecho(v), grelha, obeso, obsoleto, servo.

2 - VOGAL TÔNICA O:

O timbre do O é fechado nas seguintes palavras:
alcova, algoz, bodas, controle, corça, crosta, desporto, fome, homem, poça, retoma, toma.

O timbre do O é aberto nas seguintes palavras:
coldre, dolo, inodoro, molho(coletivo de chaves), probo.

3 - SUPRESSÃO DE FONEMAS:                       apropriado                 apropiado
                                                bebedouro                  bebedor
CORRETO                  INFRAÇÃO               cabeleireiro               cabelereiro
aleijar                  alejar                 cavoucar                   cavocar
abóbora                  abóbra                 colégio                    coléjo
aboborinha               abobrinha              entretenimento             entretimento
                                                                                       34
etimologia              etmologia         6 - TROCA DE POSIÇÃO DOS FONEMAS
feijão                  fejão             NA PALAVRA:
problema                poblema/pobrema
reivindicar             revindicar        CORRETO                       INFRAÇÃO
raios X                 raio X            aeroporto                     areoporto
superstição             supertição        barganha                      braganha
                                          bicarbonato                   bicabornato
4 - ACRÉSCIMO DE FONEMAS:                 espontaneidade                espontaniedade
                                          meteorologia                  metereologia
CORRETO               INFRAÇÃO            muçulmano                     mulçumano
                                          xifópago                      xipófago
arroz                  arroiz
absoluto               abisoluto
advogado               adevogado
afear                  afeiar
bandeja                bandeija           7 - NASALIZAÇÃO DE VOGAIS:
beneficente            beneficiente
digno                  diguino            CORRETO                      INFRAÇÃO
frear                 freiar
má-criação             malcriação         bugiganga                   bungiganga
opta                   opita              engajamento                 enganjamento
pneu                   peneu              mendigo                     mindingo
prazerosamente         prazeirosamente    mortadela                   mortandela
                                          sobrancelha                 sombrancelha
                                          traslado                    translado
5 - SUBSTITUIÇÃO DE FONEMAS:

CORRETO                  INFRAÇÃO         PROSÓDIA > Trata da acentuação vocálica
abóbada                  abóboda          correta das palavras.
aborígine                aborígene
antediluviano            antidiluviano    1 - São PROPAROXÍTONAS as seguintes
astigmatismo             estigmatismo     palavras:
bueiro                   boeiro           álibi, aríete, bávaro, bímano, bólido,
cataclismo               cataclisma       brâmane,      cômputo(s), édito, égide,
curinga                  coringa          elétrodo, ínterim.
curtume                  cortume
cutia                    cotia            2 - São PAROXÍTONAS as seguintes
eletricista              eletrecista      palavras:
empecilho                impecilho        avaro,      austero,     barbárie,     boêmia,
irrequieto               irriquieto       caracteres, ciclope, cível, circuito, dúplex,
jabuticaba               jaboticaba       edito, fluido, fortuito, gratuito, ibero, látex,
meritíssimo              meretíssimo      necropsia, Normandia, policromo, pudico,
privilégio               previlégio       recorde, rubrica, sinonímia, tríplex.
salsicha                 salchicha
supetão                  sopetão
surripiar                surrupiar        3 - São OXÍTONAS as seguintes palavras.
tóxico(ks)               tóchico          Cateter, condor, mister, Nobel, hangar,
                                          ruim, sutil, ureter.
OBS: coringa = trabalhador braçal
    cotia = tipo de embarcação
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4 - PALAVRAS QUE ADMITEM DUPLA PRONÚNCIA:
acróbata / acrobata
ambrósia / ambrosia
anídrido / anidrido
crisântemo / crisantemo
geodésia / geodesia
Oceânia / Oceania
projétil / projétil
réptil / reptil
sóror / sóror
xérox / xerox
catorze/quatorze
                                                                                             36

                          PRONOMES DE TRATAMENTO


  DESTINATÁRIO               VOCATIVO                TRATAMENTO         ABREVIATURA
Presidente da           Senhor Presidente         Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
República
Vice-Presidente da      Senhor Vice-              Ilustríssimo Senhor   V. Sª. / Ilmº. Sr.
República               Presidente
Senadores               Senhor Senador            Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Ministro                Senhor Ministro           Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Governador              Senhor Governador         Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Vice-Governador         Senhor Vice-              Ilustríssimo Senhor   V. Sª. / Ilmº. Sr.
                        Governador
Deputados               Senhor Deputado           Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Prefeito                Senhor Prefeito           Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Vice-Prefeito           Senhor Vice-Prefeito      Ilustríssimo Senhor   V. Sª. / Ilmº. Sr.
Embaixador              Senhor Embaixador         Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Vereadores              Senhor Vereador           Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Cônsul                  Senhor Cônsul             Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
Reitor                  Magnífico Reitor          Vossa Magnificência   V. Magfª. / Ilmº. Sr.
Vice-Reitor             Senhor Vice-Reitor        Ilustríssimo Senhor   V. Sª. / Ilmº. Sr.
Diretor e vice          Senhor Diretor            Vossa Senhoria        V. Sª. / Ilmº. Sr.
Juiz                    Meritíssimo Juiz          Meritíssimo Juiz      MM. / Exmº. Sr.
Militares (de Co-       Senhor General            Vossa Excelência      V. Exª. / Exmº. Sr.
ronel a General)
Outros militares        Senhor Capitão            Vossa Senhoria        V. Sª. / Ilmº. Sr.
outros                  Senhor ...                Vossa Senhoria        V. Sª. / Ilmº. Sr.
Cardeais                Eminentíssimo             Vossa Excelência      V. Emª. Revmª. /
                        Senhor                    Reverendíssimo        Exmº. Sr.
Arcebispos e Bispos     Reverendíssimo            Vossa Excelência      V. Exª. Revmª. /
                        Senhor                    Reverendíssima        Exmº. Sr.
Outros religiosos       Reverendíssimo            Vossa                 V. Revmª. / Ilmº. Sr.
                        Senhor                    Reverendíssima
Reis e Imperadores      Sua Majestade Real        Vossa Majestade       V. M.
Príncipes               Sua Alteza                Vossa Alteza          V. A.

OBS:
1 – Não se usa Ilmª. para mulheres;
2 – DD. ( Digníssimo ) > tratamento para nomeados;
    MD. ( Mui Digno ) > tratamento para eleitos;
3 – trato direto > usa-se “Vossa” / ao se referir > usa-se “Sua



                                             36
                                                                                       37
                                COESÃO TEXTUAL

        Um texto bem redigido apresenta perfeita articulação de ideias, obtida por meio do
encadeamento semântico (relacionado ao significado, ao sentido) e do encadeamento
sintático (mecanismos que ligam uma oração a outra). A coesão é produto da conexão
estabelecida entre as partes do discurso. Existem diversos recursos linguísticos que
podem ser utilizados para integrar orações e parágrafos, resultando em unidade textual.
As palavras cuja função é estabelecer conexões são os conectivos: conjunções,
preposições pronomes e até mesmo advérbios. Então, é preciso conhecer a função que
tais elementos exercem no texto.
        Com base em um levantamento elaborado por Othon Moacyr Garcia (Comunicação
em prosa moderna), relacionamos os elementos de coesão mais usuais, agrupados pelo
sentido.




  SENTIDO                              ELEMENTOS DE COESÃO

prioridade,      em primeiro lugar, antes de mais nada, primeiramente, acima de tudo,
relevância       precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo.
tempo,           então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio,
frequência,      pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida,
duração,         afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente,
ordem,           constantemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente,
sucessão,        sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse
anterioridade,   ínterim, nesse meio tempo, enquanto, quando, antes que, depois que,
posterioridade   logo que, sempre que, desde que, todas as vezes que, cada vez que,
                 apenas, já, mal.
semelhança,      igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo,
comparação,      similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira
conformidade     idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob
                 o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem
                 como, como se.
condição,        se, caso, eventualmente.
hipótese
adição,        além disso, (a)demais, outrossim, ainda mais, ainda por cima, por outro
continuação    lado, também, e, nem, não só, mas também, não apenas, como também,
               bem como.
dúvida         talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não
               é certo, se é que.
certeza,       decerto, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente,
ênfase         sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.
surpresa,      inesperadamente, inopinadamente, de súbito, subitamente, de repente,
imprevisto     imprevistamente, surpreendentemente.
ilustração,    por exemplo, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber,
esclarecimento ou seja.
propósito,
intenção,      com o fim de, a fim de, com o propósito de, para que, a fim de que.
finalidade
lugar,         perto de, próximo a/de, junto a/de, dentro, fora, mais adiante, aqui, além,

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                                                                                                 38
proximidade,     acolá, lá, ali.
distância
resumo,          em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, portanto, assim,
recapitulação,   dessa forma, dessa maneira, logo, pois.
conclusão
causa e          por consequência, por conseguinte, como resultado, por isso, por causa
conseqüência,    de, em virtude de, assim, de fato, com efeito, tão (tanto, tamanho) ... que,
explicação       porque, porquanto, pois, já que, uma vez que, visto que, como (=porque),
                 portanto, logo, que (=porque), de tal sorte que, de tal forma que.
contraste,       pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo,
oposição,        todavia, entretanto, no entanto, embora, apesar de, ainda que, mesmo
restrição,       que, posto que, conquanto, se bem que, por mais que, por menos que.
ressalva
Alternativa      Ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja, já ... já, nem ... nem.




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              39




TÉCNICAS DE
 ORATÓRIA


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MEDO

A)    CAUSAS:
      - não conhecer o assunto;
      - esquecer dados importantes;
      - raciocínio desorganizado;
      - não se conhecer;
      - perder-se;
      - ser ridicularizado;
      - imprevistos;
      - atrapalhar-se.

B)    COMO DOMINÁ-LO:
      - Analisar as causas do medo;
      - estudar profundamente o assunto;
      - anotar pontos importantes;
      - organizar ideias;
      - treinar (falar em voz alta para si mesmo, espelho, gravação, pessoas);
      - modular voz e gestos;
      - prever uso de recursos audiovisuais;
      - ter sempre uma cópia a mais do texto;
      - procurar conhecer antecipadamente o local e os recursos que utilizará;
      - não encarar diretamente a plateia;
      - controle pela respiração.

C)    SUA IMPORTÂNCIA:
      - faz com que haja maior empenho e dedicação;
      - obriga a preparo e treinamento;
      - exige concentração.

ATRIBUTOS DO ORADOR

1 – credibilidade:
       a)      naturalidade;
       b)      conhecimento;
       c)      controle de emoções;

2 – a voz:
       a)    respiração;
       b)    volume;
       c)    projeção;
       d)    pausas;
       e)    ênfase;
       f)    sotaque;
       g)    dicção;
       h)    pronúncias (prosódia, ortoépia e velocidade);
       i)    tom;




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O TEXTO
Como preparar uma palestra – esquema de procedimentos

1º - registre tudo o que sabe sobre o tema a ser exposto, sem se preocupar com a ordem
das idéias. Não se preocupe com a sequência. A ordem ficará para depois.

2º - leia e coloque as ideias em ordem lógica. Feito isto o esboço estará pronto.

3º - Ao analisar seu esboço procure responder, para si mesmo, as seguintes perguntas:
- O que a plateia sabe sobre o assunto?
- Qual a atitude dela em relação ao assunto?
- Qual a atitude dela em relação a você?
- Qual é o nível cultural da plateia?
- Qual é a finalidade da palestra?

4º - Ao estabelecer o tema e a sequência que dará, decida exatamente o que quer que a
sua palestra faça à plateia.

1 - Introdução
               É a conquista da plateia. Deve ser objetiva e realçar a importância do que
vai ser dito.
- Anunciar um fato surpreendente;
- fazer uma pergunta;
- contar um fato pitoresco;
- apresentar uma citação (e o autor);
- referir-se à ocasião, ao momento;
- apresentar um fato histórico.

2 - Desenvolvimento
              O conteúdo do corpo da palestra é o motivo pelo qual a assistência vem
ouvir o orador.
              Não há desculpa aceitável para quem não prepara convenientemente a
parte principal de sua exposição de ideias.
              Características de uma boa palestra:
                        clareza
                        conveniência
                        vocabulário adequado

                       Aumente o interesse da plateia

             Se puder “enriquecer” a sua palestra com algum ou alguns dos recursos
abaixo você aumentará e muito a qualidade dela e o interesse da plateia:
                                      exemplos
                                      citações
                                      estatísticas
                                      histórias
                                      definições
                                      comparações




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                                                                                    42



3 – Encerramento

            A conclusão é a afirmação final de suas ideias. Deve ser um momento forte
de sua exposição. Para ser forte precisa ter clareza, objetividade e ser breve.
Pode-se usar: citação
               reflexão
               fato histórico
               frase bem humorada
              o que sugerir sua criatividade


                                      Lembretes
              - Se você causou uma boa impressão, não a perca com uma conclusão
prolongada.
              - Uma conclusão fraca pode destruir grande parte do que você construiu ao
longo da explanação.
             - De nada servirá uma conclusão brilhante, se seu discurso não tiver
substância.


QUESTÕES DE LINGUAGEM

Vocabulário - a quem se destina a palestra;
              - concordância;
              - chavões.



IMPORTANTE CONSIDERAR
- tempo disponível
- conveniência
- material de apoio disponível
- manuseio adequado do material de apoio

POSTURA, EXPRESSÃO CORPORAL E APARÊNCIA

SEMPRE EM PÉ:
    - segurar os papéis com ambas as mãos;
    - apoio sobre os dois pés;
    - corpo ereto (queixo paralelo ao solo).

ERROS MAIS COMUNS:
    - MOVIMENTAÇÃO DESORDENADA;
    - APOIO INCORRETO;
    - ANIMAL ENJAULADO;
    - PÊNDULO;
    - RIGIDEZ;
    -
EXPRESSÃO CORPORAL:

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    a)       não se mover em demasia nem bruscamente;
    b)       sincronia entre o gesto, a voz e a mensagem;
    c)       gesticule com os braços acima da linha da cintura e não levante as mãos
             acima dos ombros;
    d)       varie os gestos;
    e)       use o jogo fisionômico;
    f)       fale de frente para a plateia;

ERROS MAIS COMUNS:
    - MÃOS ATRÁS DAS COSTAS;
    - NOS BOLSOS;
    - BRAÇOS CRUZADOS;
    - APOIAR-SE NA MESA;
    - GESTOS ABAIXO DA CINTURA OU ACIMA DO OMBRO;
    - COÇAR A CABEÇA, SEGURAR GOLA, CANETA, PAPÉIS ETC;
    - POSTURA NEGLIGENTE (DERROTA);
    - POSTURA PREPOTENTE (ARROGÂNCIA).
    - FUGIR COM OS OLHOS;
    - OLHAR FIXAMENTE PARA UM ÚNICO PONTO;

APARÊNCIA:
         a)        roupas adequadas à ocasião, confortáveis, e sóbrias;
         b)        cabelos, barba, colarinho, punhos, paletó, óculos, gravata etc.

O QUE NÃO FAZER E O QUE FAZER – CONSIDERAÇÕES FINAIS

           A – O QUE NÃO SE DEVE FAZER:
    -    pedir desculpas (problemas físicos, particulares, falta de tempo ou preparo);
    -    contar piadas;
    -    começar com palavras vazias (bem, bom etc.);
    -    apoios linguísticos (né, tá, entende etc.);
    -    fazer perguntas à plateia;
    -    firmar posição sobre assunto polêmico;
    -    usar chavões, gírias, frases vulgares, linguagem chula, ou inadequada;

          B – O QUE SE DEVE OU PODE FAZER:
    -    citação;
    -    informação de impacto;
    -    procurar ser admirável, mas com sobriedade;
    -    ser breve;
    -    levantar reflexões;
    -    demonstrar neutralidade sobre assuntos polêmicos;
    -    valorizar o conteúdo do texto;
    -    usar argumentos lógicos e eloquentes.




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