BAIXA ESTATURA

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					BAIXA ESTATURA
          Introdução
 O crescimento e o desenvolvimento
 físico sofrem influências de fatores
genéticos e ambientais que podem ter
       ocorrido mesmo antes da
             adolescência.
            Conceito
Pode-se definir como portadores de
  baixa estatura, adolescentes cuja
estatura para idade esteja abaixo dos
 percentis 2,5 ou 3,0 (cerca de dois
desvios-padrão abaixo da média dos
       indivíduos estudados).
            Diagnóstico
  O diagnóstico gráfico de baixa estatura
  deve ser interpretado com cautela, pois
 deve ser visto dentro de um contexto para
que possa dar uma idéia de todo o processo
  de crescimento. A estatura para a idade
     depende do potencial genético, das
    condições da gestação e do parto, da
  presença ou ausência de patologia, das
condições nutricionais pregressas e atuais,
       do crescimento na infância, do
estadiamento pubertário e da velocidade de
                crescimento.
                        Causas
• As causas não patológicas de baixa estatura constituem
  número significativo de casos. São conhecidas como
  variantes normais do crescimento e compreendem a baixa
  estatura familiar e o retardo constitucional do crescimento.
  Nas duas situações, segue-se um padrão familiar de
  crescimento e desenvolvimento físico, tratando-se de
  indivíduos saudáveis.
• As causas patológicas de baixa estatura, nos países em
  desenvolvimento, são as principais: desnutrição e as
  doenças crônicas.
             BAIXA ESTATURA
                ETIOLOGIA
•   Baixa estatura familiar*
•   Retardo constitucional do crescimento*
•   Desnutrição crônica*
•   Doenças crônicas*
•   Retardo no crescimento intra-uterino
•   Síndromes congênitas
•   Doenças endócrinas
•   Doenças esqueléticas
•   Deprivação psicossocial

    (* causas mais frequentes)
                     Avaliação
• Inicia-se com a história pré e perinatal. Muitos problemas
  na gestação podem determinar comprometimento da
  estatura em outros momentos da vida.
• Os antecedentes pessoais dão indicações de doenças que,
  dependendo de sua gravidade e do tempo de atuação na
  infância, podem acarretar prejuízos no crescimento e
  repercutir na estatura do adolescente. É importante obter
  dados do acompanhamento anterior do
  crescimento(medições de estatura, curva de crescimento),
  pois permite estabelecer o padrão de crescimento seguido
  até então.
                      Avaliação
• Em relação aos familiares, obter dados de crescimento e
  maturação dos pais e irmãos(estatura, menarca materna,
  maturação do pai como a época em que começou a se barbear).
• O ISDA precisa ser feito com muita atenção, investigando-se
  dados como dor abdominal, alteração do campo visual, cefaléia,
  entre outros que podem sugerir patologias comprometedoras do
  crescimento.
• Em relação as condições habituais de vida, determinar com
  preocupação como a estatura está influenciando no
  desenvolvimento psicossocial do adolescente. Geralmente o
  jovem com baixa estatura apresenta baixa auto estima e
  sentimento de inferioridade, levando ao isolamento social ou à
  agressividade, entre outras formas de lidar com a situação.
                     Avaliação
• O EFG deve incluir a medição da estatura, avaliação do
  peso e a determinação dos seguimentos corporais (PC,
  envergadura, seguimentos superior e inferior). As
  determinações de peso e estatura devem ser feitas com o
  adolescente usando o mínimo de roupas e com aparelhos
  calibrados de modo a minimizar os erros de medida.
• No diagnóstico nutricional, além do exame físico, a
  avaliação das condições socioeconômicas, bem como a
  determinação quantitativa e qualitativa da ingesta alimentar
  tornam-se necessárias.
                     Avaliação
• A solicitação de exames laboratoriais vai depender do grau
  de déficit estatural, da presença de sintomas e sinais
  sugestivos de doença e da velocidade de crescimento.
  Geralmente inicia-se a investigação laboratorial com
  exames que dão uma visão global do estado de saúde do
  adolescente como hemograma completo, VHS, urina tipo I,
  parasitológico de fezes, e pode-se prosseguir até a
  avaliação hormonal específica a cargo do endocrinologista.
• A idade óssea está mais ligada ao prognóstico do que ao
  diagnóstico. É realizada pela radiografia de mão e punho
  esquerdos. Quando atrasada, geralmente está associada a
  um melhor prognóstico de estatura final.
                    Avaliação
• Estígmas sindrômicos devem ser procurados ativamente,
  pois nem sempre são evidentes.
• O EFE deve ser completo, destacando-se o exame da
  tireóide e o exame neurológico para se detectar possíveis
  tumores do sistema nervoso central.
• O exame da genitália permite estadiamento pubertário
  pelos critérios de Tanner, os quais mantém correlação com
  a velocidade de crescimento.
        BAIXA ESTATURA
           FAMILIAR
• Embora seja diagnóstico de exclusão, esta
  situação pode ser sugerida pela história e
  exame físico.
CARACTERÍSTICAS EM INDIVÍDUO
COM BAIXA ESTATURA FAMILIAR
•   geralmente, pequenos ao nascimento
•   crescimento paralelo e abaixo dos percentis 2,5 ou 3,0
•   altura final abaixo dos percentis 2,5 ; 3,0
•   história familiar positiva
•   puberdade em época apropriada
•   velocidade de crescimento normal
•   idade óssea compatível com idade cronológica
•   Sem evidência clínica ou laboratorial de doença
 RETARDO CONSTITUCIONAL DO
       CRESCIMENTO
• Trata-se também de diagnóstico de
  exclusão. Nesta condição o prognóstico da
  estatura final é melhor.
   CARACTERÍSTICAS DO INDIVÍDUO COM
      RETARDO CONSTITUCIONAL DO
             CRESCIMENTO
• Peso e estatura normais ao nascimento
• Crescimento ao nível ou abaixo dos percentis 2,5 ou 3,0;
  possibilidade de mudança de percentil com o estirão
  pubertário
• História familiar positiva
• Atraso no maturação sexual
• Velocidade de crescimento compatível com o estádio
  pubertário
• Idade óssea atrasada de dois a quatro anos
• Sem evidência clínica ou laboratorial de doença
              TRATAMENTO
• A terapêutica depende de sua etiologia
• Em relação as variantes normais do crescimento é preciso
  orientar o adolescente e seus responsáveis quanto ao
  padrão familiar da condição e garantir o acompanhamento
  e o suporte psicoemocional necessários. Até o momento
  nenhuma terapêutica hormonal ou não, comprovadamente
  aumenta, ao menos de modo significativo a estatura final
  nesses casos.
           TRATAMENTO
• Nos casos de baixa estatura patológica, o
  tratamento é direcionado a doença de base.
  Em situações especiais como na deficiência
  clássica do hormônio de crescimento, na
  insuficiência renal crônica e na síndrome de
  Tanner, o tratamento com hormônio de
  crescimento está indicado.

				
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posted:2/23/2012
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